Carta aberta de Luziânia 11° Congresso Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem Os trabalhadores e trabalhadoras nas Indústrias da Fiação e Tecelagem, integrantes do 6º Grupo do plano de representatividade da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – CNTI, reunidos no 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem, realizado no Centro de Treinamento Educacional – CTE/CNTI, na cidade de Luziânia (GO), nos dias 4, 5, 6 e 7 de outubro de 2015, considerando a discussão, deliberação e unificação das propostas e pleitos dos seus 215 dirigentes sindicais presentes, de 17 federações e 98 sindicatos, sob a coordenação da CNTI, por meio do Departamento Profissional de Fiação e Tecelagem DEPATEXTIL, em relação aos temas apresentados e aos encaminhamentos propostos, resolvem aprovar a presente Carta Aberta de Luziânia. Nela se revelam nitidamente as necessidades, anseios e perspectivas de toda a categoria profissional no território brasileiro, seja no presente e/ou no futuro, razão pela qual, todos os presentes se comprometem em não medir esforços para que as resoluções aprovadas sejam concretizadas de modo a garantir que o setor de fiação e tecelagem, mantenha-se como um setor estratégico do desenvolvimento econômico, assegurando, com isso, a necessária empregabilidade, criação e ampliação do número de postos de trabalho com as melhores condições ambientais e de saúde ao exercício profissional e com remuneração condizente à dignidade humana e à realização plena da cidadania. Assim, após quatro dias de intensos e profícuos debates, os trabalhadores e trabalhadoras do setor de fiação e tecelagem elaboraram uma pauta de ações unificadas em conformidade com a amplitude de seu plano representativo e delineada a todas as esferas do Estado brasileiro e espaços onde a relação capital trabalho se apresenta como elemento determinante da atividade sindical. Uma ampla unidade de ação, por meio de seu Departamento, focada, prioritariamente, na retomada do desenvolvimento social a partir de um modelo de produção que garanta a valorização humana, tendo como elemento primordial o avanço e a defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Com isso, a partir da legitimidade referendada na subscrição dessa Carta, fundamentam-na como o princípio norteador unificado para a defesa da classe trabalhadora nela representada, tendo como base efetiva para a sua implementação o temário do Congresso alicerçado nas discussões e deliberações dele derivados, colocando em xeque a fiabilidade dos seis eixos temáticos (Motivação e Motivos para a Ação Sindical; Conjuntura Sindical Brasileira; Reflexos da Reforma Política na Ação Sindical e Espaço da Mulher na Estrutura Sindical; Setor Têxtil, Economia e Terceirização; Previdência Social e Saúde do Trabalhador no Setor; e o eSocial) a partir do conhecimento, da experiência e da prática sindical vivenciada pelos sindicalistas presentes. Ocasião em que, também, foram discutidas e deliberadas importantes moções considerando a valorização do Setor e do enfrentamento dos desafios atuais. A Carta aberta de Luziânia é um documento construído pela participação ativa dos congressistas e representa o consenso dos 215 dirigentes sindicais presentes no 11° Congresso Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem, e é recepcionada pela CNTI como um documento que deve ser socializado com as trabalhadoras e trabalhadores do setor, com a direção de suas entidades sindicais, instituições e órgãos do Estado e com a sociedade brasileira. Abaixo seguem nossas proposituras: I. MOTIVAÇÃO E MOTIVOS PARA A AÇÃO SINDICAL 1. Estabelecer um cronograma e plano de ação, a partir das bases (sindicatos), que garanta possibilidades reais de encontros de líderes sindicais com a finalidade de avaliar suas atividades, estimular o exercício da autocritica do papel político, sindical e social junto aos trabalhadores e as trabalhadoras, criando-se elementos fundamentais aos motivos para sua ação; 2. Estimular a formação sindical, criando espaços, fóruns de debates, convênios com universidades, centros de pesquisa, com o propósito da consolidação do papel do líder sindical; 3. Estabelecer plano de ação para manter viva a história do sindicalismo (cartilhas, redes sociais, boletins das entidades sindicais); 4. Garantir uma maior mobilização do movimento sindical, especialmente das entidades do setor têxtil, protagonistas históricas das transformações sociais desde a Revolução Industrial, em todos os aspectos do atual cenário brasileiro, de forma ampla, democrática e com a participação maciça das bases. II. CONJUNTURA SINDICAL BRASILEIRA 1. Cobrar a unidade das entidades sindicais do setor pela luta em favor dos trabalhadores e trabalhadoras; 2. Intensificar as ações conjuntas da classe trabalhadora, por meio dos seus representantes, sobretudo do setor têxtil, com o propósito de manutenção do sistema sindical brasileiro atuando efetivamente na estruturação do enquadramento do sindicalismo, respeitando a estrutura confederativa e a unicidade sindical; 3. Desenvolver atividades pelas bases com o foco em análise de conjuntura, reforçando elementos fundamentais da realidade social, bem como o papel do(a) líder sindical no enfrentamento de suas lutas diárias; 4. Intensificar campanhas junto aos parlamentares, no Câmara Federal e no Senado, para apoio e APROVAÇÃO urgente dos seguintes projetos de lei e/ou proposições legislativas que representam significantes oportunidades de fortalecimento à estrutura sindical, ou seja: a. PL 6706/2009 – Senador Paulo Paim (PT-RS) - Proíbe a dispensa do empregado que concorre a vaga de membro do conselho fiscal de sindicato ou associação professional (No Senado, PLS 177/2007) – Estabilidade de Dirigente Sindical; b. PL 6708/2009 – Senador Paulo Paim (PT-RS) - Dispõe sobre a contribuição assistencial (No Senado, PLS 248/2006); c. PL 5920/1990 – Deputado Paulo Paim (PT-RS) - Dispõe sobre o processo nas ações que envolvam demissão por justa causa de dirigente sindical; d. PL 3313/1989 – Deputado Koyu Iha (PSDB-SP) - Dispõe sobre a eleição de representante dos empregados nas empresas que especifica; e. PL 1981/2003 – Deputado Vicentinho (PT/SP) - Garante participação dos sindicatos no sistema de inspeção relativa às condições de trabalho; f. PL 3024/2008 – Deputado Ivan Valente (PSOL-SP) - Dispõe sobre o direito de empregados que gozam de alguma forma de estabilidade definida em lei; g. PL 5684/2009 – Deputada Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS) Dispõe sobre a eleição de suplentes da diretoria e do conselho fiscal dos sindicatos e sobre a garantia no emprego dos membros da diretoria e do conselho fiscal; h. PL 5996/2009 – Deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) Dispõe sobre a composição da administração das entidades sindicais; i. PL 6104/2009 – Deputada Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS) Altera a Lei nº 4.117/1962, para conceder espaço em rádio e televisão destinado às centrais sindicais para apresentação de programas de interesse dos trabalhadores; j. PL 6257/2009 – Deputado Vicentinho (PT-SP) - Dispõe sobre o direito de acesso gratuito das centrais sindicais ao rádio e à televisão; k. PEC 531/2010 – Deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) - Altera dispositivos constitucionais para prever o recebimento pelas centrais sindicais da arrecadação oriunda de parcela das contribuições sindicais; l. PL 6952/2010 – Deputado Cleber Verde (PRB-MA) - Dispõe sobre a criação e registro de organização sindical e do princípio da unicidade sindical; m. PL 804/2011 – Deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) - Dispõe sobre a estabilidade do empregado terceirizado eleito para direção sindical; n. PLS 36/2009 – Senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) Altera o Código Penal para tipificar práticas antissindicais; o. PLS 181/2011 – Senador José Pimentel (PT-CE) - Permite a prorrogação de acordo ou convenção coletiva enquanto não for celebrado novo instrumento normativo; p. PLS 313/2015 – Senador Paulo Paim (PT-RS) - Modifica o § 1º do art. 477 da CLT para dispor sobre a interveniência de sindicato ou de autoridade administrativa do MTE na rescisão de contrato de trabalho de empregado com mais de três meses de serviço. 5. Intensificar campanhas junto aos parlamentares para a REJEIÇÃO urgente de alguns projetos de lei e/ou proposituras legislativas que representam ameaças concretas à estrutura sindical, ou seja: a. PEC 71/1995 – Deputado Jovair Arantes (PSDB-GO) - Proíbe a fixação de qualquer contribuição compulsória dos não filiados à associação, sindicato ou entidade sindical b. PEC 305/2013 – Deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) Extingue a contribuição sindical compulsória; c. PEC 36/2013 – Senador Blairo Maggi (PR-MT) - Altera as fontes de custeio das entidades sindicais; d. PLS 245/2013 – Senador Blairo Maggi (PR-MT) - Regulamenta a contribuição para custeio de negociação coletiva destinada ao financiamento das entidades sindicais; e. PEC 102/1995 – Deputado Luiz Carlos Hauly (PP-PR) - Elimina a unicidade sindical, bem como as contribuições sindicais obrigatórias; f. PEC 369/2005 – Poder Executivo - Proposta da reforma sindical; g. PEC 247/2000 – Deputado Glycon Terra Pinto (PMDB-MG) Proíbe a instituição de qualquer contribuição para os não filiados a sindicato, assim como o desconto em folha de pagamento de qualquer contribuição devida quando não autorizada pelo empregado; h. PEC 252/2000 – Deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) Reformula a estrutura sindical; exclui o princípio da unicidade sindical e a contribuição sindical compulsória; PEC 29/2003 – Deputado Maurício Rands (PT-PE) - Institui a liberdade sindical; j. PEC 121/2003 – Deputado Almir Moura (PL-RJ) - Dispõe sobre a liberdade sindical; k. PL 4430/2008 – Deputados Tarcísio Zimmermann (PT-RS) e Eudes Xavier (PT-CE) - Dispõe sobre a organização sindical, o custeio das entidades sindicais e a representação dos trabalhadores nos locais de trabalho, e altera a CLT para dispor sobre o diálogo social, a negociação coletiva e as convenções e acordos coletivos de trabalho; l. PL 7247/2010 – Deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) - Torna facultativa a contribuição sindical; m. PLS 236/2012 – Senador José Sarney (PMDB-AP) - Reforma do Código Penal Brasileiro com extinção do título que dispõe sobre crimes contra a organização do trabalho; n. PDS 16/1984 – Comissão de Relações Exteriores - Aprova o texto da Convenção nº 87, da OIT, relativa à Liberdade Sindical e à Proteção do Direito Sindical. i. II. REFLEXOS DA REFORMA POLÍTICA NA AÇÃO SINDICAL E ESPAÇO DA MULHER NA ESTRUTURA SINDICAL 1. Manter sempre atualizado o cenário político do país dando prioridade à agenda legislativa e deliberações em todas as esferas de poder; 2. Dar publicidade ampla da nova radiografia do Congresso Nacional, bem como das mudanças ministeriais, tendo em vista as implicações e consequências à sociedade, especificamente à classe trabalhadora, no que diz respeito à precarização dos direitos e condições de trabalho; 3. Desenvolver ações em defesa das instituições democráticas, reforçando o protagonismo histórico do movimento sindical na formulação das políticas públicas e sociais; 4. Preparar os líderes sindicais no desenvolvimento das diversas formas de atividades de lobbies que podem se dar diretamente com autoridades políticas do legislativo e do executivo, com representantes do judiciário, ou exercido através das redes sociais, possibilitando com que os dirigentes sindicais interajam de forma crescente com as novas tecnologias de informação e tenham ao seu lado a sociedade nesta atividade, especialmente a juventude; 5. Divulgar sistemática e periodicamente nas redes sociais, por meio de informativos e/ou outras formas de comunicação, a relação dos nomes dos parlamentares, com e-mail, telefone e endereço, para amplo conhecimento dos trabalhadores, a fim de que contribuam nos enfrentamentos e na pressão nas tratativas e deliberações de temas afetos ou com implicações diretas aos direitos e condições de trabalho, como a regulamentação da terceirização, por exemplo; 6. Conscientizar a classe trabalhadora, por meio dos sindicalistas, da urgente necessidade de envolvimento nos debates e deliberações em que estejam em pauta encaminhamentos e decisões partidárias, dando condições reais para a ampliação da representatividade dos trabalhadores perante todas as esferas políticas do país; 7. Implementar urgentemente secretarias e departamentos da mulher em todas as entidades sindicais (federações e sindicatos); 8. Estabelecer estatutariamente a equidade de gênero na composição das diretorias das entidades sindicais (com pelo menos o mínimo de 30% de cada sexo), colocando em evidência o protagonismo histórico da mulher na luta de classe; 9. Garantir estímulos às mulheres para que em suas ações como líder consigam preservar seus valores e características fundamentais a elas atribuídas; 10. Intensificar ações junto aos parlamentares do Congresso Nacional e no governo federal, nas formas antes sugeridas, no sentido de: a. Ratificar a Convenção 100 da OIT, garantindo-se remuneração igual para trabalho igual entre homens e mulheres; b. Ratificar a Convenção 111 da OIT, garantindo-se que toda distinção, exclusão ou preferência fundada na raça, cor, sexo, religião, opinião política, ascendência nacional ou origem social, que tenha por efeito destruir ou alterar a igualdade de oportunidades ou de tratamento em matéria de emprego ou profissão seja eliminada do país; c. Ratificar a Convenção 156 da OIT, visando estabelecer a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores e trabalhadoras com as responsabilidades familiares. 11. Intensificar campanhas junto aos parlamentares, nas formas antes sugeridas, para a APROVAÇÃO urgente dos seguintes projetos de lei, e/ou proposituras legislativas, que se destacam entre algumas significantes OPORTUNIDADES às classes trabalhadoras, ou seja: a. Proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa do trabalhador (PLP 33/1988 – Câmara); b. Redução da jornada de trabalho (PL 4653/1994 e PEC 231/1995 - Câmara); c. Regulamenta a demissão coletiva (PL 6356/2005 - Câmara); d. Tabela do Imposto de Renda (PL 6911/2006, PL 2708/2007, PL 5338/2009 - Câmara e PLC 70/2015 - Senado); e. Amplia a licença maternidade e paternidade (PEC 30/2007, PEC 515/2010 e PL 3935/2008 – Câmara e PLS 162/2013 - Senado); f. Demissão imotivada (MSC 59/2008 - Câmara); g. Extinção do Fator Previdenciário (PL 3299/2008 - Câmara); h. Política de valorização dos aposentados e salário mínimo (PL 4434/2008 e PL 7185/2014 - Câmara); i. Igualdade de gênero no trabalho (PL 6653/2009 - Câmara e PLS 136/2011 - Senados); j. Desaposentação (PLS 91/2010 - Senado e PL 2567/2011 Câmara); k. Fim do banco de horas (PL 4597/2012 - Câmara); l. Fim do pagamento do Vale-transporte pelo trabalhador (PLS 242/2013 - Senado); m. Certidão Negativa de Utilização Ilegal do Trabalho da Criação e do Adolescente (PL 5829/2013 - Câmara); n. Contribuição adicional para custeio do seguro desemprego em função de rotatividade da mão de obra (PLS 173/2015 – Senado e PL 1579/2015 – Câmara). 12. Intensificar campanhas junto aos parlamentares, nas formas antes sugeridas, para a REJEIÇÃO urgente dos projetos de lei, e/ou proposituras legislativas, que estão entre as principais AMEAÇAS às classes trabalhadoras, ou seja: a. Regulamentação da terceirização (PLS 87/2010, PLC 30/2015 e PLS 300/2015 – Senado); b. Execução trabalhista e aplicação do princípio da desconsideração da personalidade jurídica (PL 5140/2005 Câmara); c. Extinção gradual da multa de 10% por demissão sem justa causa (PLP 51/2007 - Câmara); d. Redução da jornada com redução de salários (PL 5019/2009 - Câmara); e. Impedir o empregado demitido de reclamar na Justiça do Trabalho (PL 948/2011 - Câmara); f. Código de Trabalho (PL 1463/2011 - Câmara); g. Deslocamento do empregado até o local de trabalho e para o seu retorno não integra a jornada de trabalho (PL 2409/2011 – Câmara); h. Trabalho intermitente (PL 3785/2012 – Câmara); i. Conceito de trabalho escravo (PL 3842/2012 – Câmara e PLS 432/2013 – Senado); j. Prevalência do negociado sobre o legislado (PL 4193/2012 e PL 7341/2014 - Câmara); k. Susta a NR 12 sobre Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos (PDC 1408/2013 - Câmara); l. Ultratividade das convenções ou acordos coletivos (PL 6411/2013 – Câmara); m. Consórcio de empregadores urbanos (PL 6906/2013 Câmara); n. Acordo extrajudicial de trabalho (PL 427/2015 - Câmara); o. Simples Trabalhista (PL 450/2015 – Câmara); p. Suspensão de contrato de trabalho (PL 1875/2015 – Câmara); q. Dispensa por insuficiência de desempenho (PLP 248/1998 Câmara); r. Limite de despesa com pessoal (PLP 1/2007 - Câmara); s. Fundações Estatais (PLP 92/2007 Câmara). IV. SETOR TÊXTIL, ECONOMIA E TERCERIZAÇÃO 1. Mobilizar ações junto aos parlamentares e governos (União, estados e municípios), nas formas antes sugeridas, no sentido de: a. Estabelecer políticas setoriais que defendam o trabalhador têxtil, tendo como foco medidas protetivas, estabelecidas em lei e regras de mercado, garantindo-se preferência ao produto nacional nas compras governamentais; b. Adotar acordos bilaterais/internacionais, envolvendo empresários e representantes de trabalhadores, para viabilizar o aumento da produção e geração de emprego no setor; c. d. e. f. g. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Estabelecer medidas antidumping e contra práticas comerciais lesivas à produção têxtil nacional (contrabando, subfaturamento e pirataria); Regulamentar Artigo 239 da Constituição Federal, com destaque ao seu § 4º, no qual se estabelece uma contribuição adicional da empresa cujo índice de rotatividade da força de trabalho superar o índice médio da rotatividade do setor; Garantir a efetividade da ratificação da Convenção 158 da OIT, também como ação efetiva no combate a rotatividade do setor, especialmente entre os jovens, fortalecendo, assim, além da sindicalização, o combate a práticas antissindicais; Reduzir taxa de juros para diminuir o impacto da recessão mundial no país, estimular o consumo, gerar empregos e ativar a economia; Criar a Frente Parlamentar dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem. Estabelecer cláusulas nos Acordos e Convenções Coletivas, de modo a garantir isonomia/igualdade salarial entre homens e mulheres; Intensificar ações para unificação nacional do piso salarial do setor; Elaborar levantamento nacional das mais favoráveis e melhores cláusulas em acordos e convenções coletivas do setor, visando ampliar a unidade da classe a partir de conquistas e direitos; Elaborar estudos que identifique o processo de produção e condições de trabalho de toda a cadeia produtiva do setor, desde o plantio, produção do algodão, transformação, designe e comércio, visando parâmetros que fundamentem a melhoria e avanços em acordos e convenções coletivas; Mapear as principais empresas e polos do setor, para assim estabelecer um ranking de melhores empresas e um banco de dados com as principais informações destas (piso salarial, benefícios, etc.); Estabelecer cláusulas nos acordos e convenções coletivas assegurando-se a totalidade de representação, inclusive aos(às) terceirizados(as), de modo a garantir legitimidade e efetividade para a aplicação das conquistas e direitos a todos(as) trabalhadores(as) que exerçam de modo igual as mesmas atividades profissionais na base territorial abrangida pela entidade sindical; 8. Intensificar campanhas contra a terceirização (PLS 87/2010, PLC 30/2015 e PLS 300/2015), utilizando-se de todos os meios de comunicação (redes, e-mails, cartas, lobbies diretamente junto aos parlamentares) nas cidades, estados e no Congresso Nacional, especialmente junto ao Senado Federal. V. PREVIDÊNCIA SOCIAL E SAÚDE DO TRABALHADOR NO SETOR 1. Intensificar ações pela recuperação dos benefícios dos(as) aposentados(as) e pensionistas, bem como pelas garantias da manutenção de sua renda/benefício; 2. Intensificar campanhas para promoção da qualidade do emprego a partir da redução da intensidade e do ritmo de trabalho, efetivando a redução da jornada sem redução de salários, inclusive nas ocasiões de negociações de acordo e convenção coletiva; 3. Intensificar a luta pela extinção do banco de horas, estabelecendo campanhas pela base, continuadamente, apresentando e defendendo cláusulas nos acordos e convenções coletivas para este fim; 4. Desenvolver ações para promover o resgate histórico e revalorizar o papel estratégico do Ministério do Trabalho e da Previdência Social em todas as suas dimensões, combatendo o sucateamento de sua estrutura; 5. Intensificar ações junto aos órgãos competentes e/ou de governo para implementação de uma NR específica para o setor de fiação e tecelagem; 6. Buscar ajuda técnica d e e n t e s e i n s t i t u i ç õ e s d e defesa e acompanhamento da saúde do trabalhador, como FUNDACENTRO, CEREST, Sindicato dos Profissionais em SST, centros de pesquisa e universidades, sempre que as condições ambientais de trabalho e de vida estiverem sob risco e as medidas de controle estejam ou sejam inapropriadas ou potenciais fontes para tais situações; 7. Utilizar multas do Ministério Público do Trabalho para atividades de pesquisas em SST; 8. Estabelecer convênios com o CEREST/Universidades para tratar de trabalhadores com LER/DORT e outras doenças profissionais; 9. Solicitar ao CEREST maior regularidade na fiscalização das empresas; 10. Estabelecer convênios com escolas técnicas e universidades para organizar e implementar estágio com alunos na área de saúde e segurança do trabalho nas entidades sindicais; 11. Criar a Semana de Prevenção de Acidentes promovida pelas entidades sindicais; 12. Garantir ações que promovam o conhecimento e a participação da e na Campanha de Prevenção da Justiça do Trabalho; 13. Promover cursos que visem ao conhecimento das principais normas regulamentadoras de condições e ambientes de trabalho, tendo como prioridade a NR-12, sobretudo quanto aos esclarecimentos da importância de sua aplicação nas empresas da base; 14. Mapear órgãos e entidades que podem ajudar na área de SST à s en t idade s de ba se, sindicatos e federações; 15. Organizar visitas ao Ministério Público do Trabalho para informá-lo acerca das atividades desenvolvidas pela entidade sindical, sindicatos e federações, concernentes às situações de gravidade e condições de trabalho identificadas nas empresas da base; 16. Intensificar denúncias quanto à precariedade das condições de trabalho dos AUDITORES FISCAIS DO TRABALHO para realizar suas funções, em especial a existência de 1.065 cargos vagos no país; a deterioração dos prédios do Ministério do Trabalho e Emprego, hoje também Previdência Social, vários deles interditados por risco de desabamento e incêndio; a insuficiência e falta de manutenção de veículos e equipamentos; a grande defasagem salarial em relação a categorias equivalentes no serviço público; e a escassez de SERVIDORES ADMINISTRATIVOS, também mal remunerados e com alta rotatividade, migrando para carreiras mais atraentes do serviço público; 17. Criar encontros de profissionais especializados ou que atuem em SST, como técnicos, engenheiros e médicos do trabalho, ou membros de CIPA, por exemplo, promovidos pelos sindicatos, federações e Confederação; 18. Intensificar campanhas junto aos governos federal, estadual e municipal, bem como aos parlamentares destas respectivas jurisdições, para ampliar os recursos destinados a aplicação das políticas (direitos) sociais (educação, saneamento básico, saúde, transporte, segurança pública, seguridade social etc.); 19. Colocar nas convenções liberação dos membros da CIPA e dos SESMT para eventos em SST na área sindical; 20. Mover, sempre que necessário, a partir das entidades de base, Ação Cautelar Inominada, com tutela antecipada, para obrigar a empresa a reintegrar o trabalhador e garantir o seu salário, até que os impasses junto ao INSS estejam devidamente sanados ou que as condições reais de reabilitação da saúde do(a) trabalhador(a) esteja clinicamente confirmada por um profissional da saúde competente; 21. Providenciar meios para realizar o mapeamento/pesquisa sobre as condições de trabalho e adoecimento dos(as) trabalhadores(as) no setor; 22. Promover cursos que visem uma melhor compreensão e interpretação do PPP e da GFIP; 23. Denunciar as empresas que não entregam o PPP no ato da rescisão; 24. Estabelecer contatos com órgãos competentes do governo federal para que seja aumentado os valores das multas pela não emissão da CAT e intensificar a sua fiscalização, para que de fato haja um efeito pedagógico quanto ao seu descumprimento; 25. Mobilizar ações para que sejam criadas nas Assembleias Legislativas, onde não houver, a “Frente Parlamentar em Saúde e Segurança no Trabalho”; 26. Promover encontros dos movimentos em Saúde e Segurança do Trabalhador (fóruns, MOVIDA, frente, etc.); 27. Intensificar ações junto ao Ministério Público para que fiscalize as ações do Ministério do Trabalho e Previdência Social, considerando o seu sucateamento e a sua ausência em atividades estratégicas para a nação; 28. Intensificar campanhas esclarecendo o real papel do Ministério Público do Trabalho junto às entidades sindicais de base e às classes trabalhadores, visando combater as contínuas práticas de exploração no trabalho, como trabalho escravo e infantil, além das práticas antissindicais, inclusive perpetradas por esse órgão de Estado. VI. eSOCIAL 1. Mobilizar ações junto ao Ministério do Trabalho e Previdência Social, visando maiores esclarecimentos quanto à efetividade da implantação do eSOCIAL; à inviabilidade da implantação, caso não haja a intensificação do aparelhamento, de uma parte significativa das entidades sindicais, com equipamentos de informática adequados, redes e tecnologias eficientes para a transmissão e geração das informações e dados a que se pretende com essa inovação; 2. Promover a intensificação de cursos sobre o que é o eSOCIAL, sua finalidade, viabilidade e quais podem ser as possíveis implicações, positivas e/ou negativas na administração/gestão das entidades sindicais. Luziânia, 07 de outubro de 2015 PARTICIPANTES DO 11° CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE FIAÇÃO E TECELAGEM DO PLANO DA CNTI. ______________________ José Calixto Ramos Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria ____________________________ José de Oliveira Rosa FTI Fiação e Tecelagem de São Paulo _________________________ Francisco Carlos Coelho FTI Fiação e Tecelagem de Minas Gerais ____________________________ João Gomes de Lima FTI do Estado de Alagoas ____________________________ Wanilton Reis dos Santos Secretaria Nacional DEPATEXTIL _________________________ Ricardo Alvarez Miranda FTI do Estado do Amazonas ___________________________ Elias Azevedo Fernandes FTI Fiação e Tecelagem do Estado do Rio Grande do Sul ___________________________ Josias Francisco Cabral FTI Fiação e Tecelagem do Rio de Janeiro ___________________________ Idemar Antonio Martini FTI do Estado de Santa Catarina ____________________________ Raimundo Lopes Júnior FTI do Estado do Ceará __________________________ Amélia Deocrência Vicente FTI do Estado do Espirito Santo ____________________________ Romualdo Pedro de Paula FTI do Estado de Goiás ____________________________ Claudete Benedita de Azevedo FTI do Estado do Mato Grosso _____________________________ Marivaldo Nazareno V. da Silva FTI do Estado do Pará ____________________________ Ana Paula Alves Rodrigues FTI do Estado da Paraíba _________________________ Julia Pereira da Silva FTI do Estado do Paraná _________________________ Israel Ferreira de Torres FTI do Estado Pernambuco _____________________________ Antonio Costa Castelo Branco FTI do Estado do Piauí ____________________________ Antonio Cerqueira da Silva FTI do Estado do Sergipe