AS RELAÇÕES DE TRABALHO DENTRO DA UNIVERSIDADE PUBLICA –
Um estudo sobre o complexo de trabalho dos docentes da UNESP de Marília
Rafael Kokol Pinto 1
Marcos Tadeu Del Roio 2
Agencia de fomento: FAPESP
Resumo
O trabalho aqui apresentado é um recorte da pesquisa intitulada Trabalho, Saúde e
Qualidade de Vida - Um estudo dos trabalhadores docentes da UNESP – Campus de
Marília, que se iniciou em 2011, onde foi feito um levantamento teórico a respeito de
problemas relacionados á organização do trabalho docente, precarização do trabalho,
reestruturação produtiva e saúde e qualidade de vida dos trabalhadores, alem de a
aplicação de um questionário de perfil sociológico aos docentes, onde se trabalhou
questões referentes ao trabalho e a saúde e qualidade de vida desses. A pesquisa se
pauta em entender quais os impactos na vida dos trabalhadores do trabalho docente pósreestruturação do capital, ocorrida principalmente nos anos 90 no Brasil, o qual
priorizou pelo aumento excessivo do produtivismo acadêmico, levando em conta os
aspectos de saúde e qualidade de vida, porem também abrangendo a organização dos
trabalhadores nessa área. Nesse recorte, nos focaremos em abranger as relações de
trabalho do corpo docente, traçando um perfil dos entrevistados e sua relação com o
trabalho precarizado, pontuando também as questões de gênero, étnico-raciais, os
impactos do trabalho na vida pessoal e as relações com o sindicato dos docentes
(ADUNESP).
INTRODUÇÃO
O trabalho apresentado aqui resulta em parte de uma pesquisa iniciada em 2011,
intitulada Trabalho, Saúde e Qualidade de Vida - Um estudo dos trabalhadores docentes
da UNESP – Campus de Marília. Com essa pesquisa, conseguimos ter uma breve noção
dos impactos do trabalho docente na vida dos trabalhadores.
OBJETIVOS
A pesquisa de campo pautada num questionário sociológico e com embasamento
teórico cientifico, realizada no campus da UNESP – Marília, levantar questões
pertinentes ao trabalho e a qualidade de vida dos docentes que atuam nesse complexo de
trabalho. Com essa pesquisa, temos como objetivo a problematização cientifica quanto
ao tema, e uma pesquisa de campo na qual acreditamos ser possível mapear os impactos
1
2
Graduando do curso de Ciências Sociais da UNESP – Campus de Marília
Professor Titular da UNESP de Marília - FFC (DCPE) – Orientador
do trabalho sobre os trabalhadores docente, levando em conta o tipo de trabalho que eles
exercem nesse meio, como docentes temporários e efetivos.
MÉTODOS
A metodologia utilizada na pesquisa consistiu na elaboração de um questionário
que visasse levantar dados referentes à saúde qualidade de vida dos docentes e a
respeito das condições de trabalho e influencias na vida destes. O questionário foi
enviado a todos os docentes da unidade na forma de email por arquivo de World, e
através da ferramenta do Google docs, bem como aplicação pessoalmente dos
questionários, visando sempre à garantia do sigilo dos entrevistados.
RESULTADOS
A aplicação dos questionários ocorreu entre o começo do mês de setembro até
a metade do mês de novembro. O objetivo inicial era aplicar o questionário a todos os
professores que integram o corpo de docentes da FFC- Marília, que atualmente,
segundo site da UNESP, no “Anuário estatístico” é de 155 docentes, porem logo nos
percebemos que isto não seria possível e devido a inúmeros fatos, que vão desde a falta
de tempo por falta dos entrevistados em responder o questionário, até a falta de interesse
dos mesmos em contribuir com a pesquisa. Desse universo de 155 docentes,
conseguimos que apenas 60 docentes respondessem a pesquisa em pauta, ou seja, uma
amostra cientifica considerável com um percentual de 38,7% dos docentes da FFCMarília. Os resultados levantados serão demonstrados a partir de gráficos a seguir:
(GRÁFICO 01- Cor da pele dos participantes)
(GRÁFICO 02- Vinculo dos docentes com os programas de pós-graduação)
(GRÁFICO 03 - Interferência do trabalho na vida pessoal dos docentes)
(GRÁFICO 04 – Docentes que trabalham alem da jornada legal de trabalho)
(GRÁFICO 05 – Docentes que se preocupam com trabalho nos finais de semana)
(GRÁFICO 06 – Graus de satisfação com o trabalho)
(GRÁFICO 07 – Atividades exercidas em tempo livre)
(GRÁFICO 08 – Graus de relacionamento com a chefia imediata)
(GRÁFICO 09 – Grau de relacionamento com a direção do Campus)
.
(GRÁFICO 10 – Graus de satisfação com o salário)
DISCUSSÃO
Como fora dito anteriormente, a quantidade pretendida de questionários
aplicados era de 100% dos docentes atuantes no Campus da UNESP- Marília, porem
por diversos motivos como o desinteresse pela parte desses, e a falta de tempo por falta
dos docentes em responder ao questionário tornou essa idéia inviável, porem já nos
mostra um sintoma da precarização do trabalho dentro da universidade, que trazem
conseqüências a aos trabalhadores em relação a sua saúde, bem como mostraremos mais
adiante, alem na qualidade do ensino. Porem, com a quantidade de questionários que
foram respondidos, conseguimos levantar pontos de extrema importância para
compreendermos a situação da relação trabalho precarizado/universidade publica.
Em relação ao perfil destes docentes, temos que em relação de gênero, vemos
uma quantidade relativamente igual por parte de ambos os sexos, porem essa condição
de igualdade não se mostra igualitária no que tange as condições etino raciais dentro do
corpo de docentes da FFC, temos que, como demonstra o gráfico 01, 83% dos docentes
consideram a pele de cor branca, enquanto que outros 8% se consideram a pele como
outra cor. Num breve momento, podemos relacionar essa questão devido às questões
históricas sociais brasileiras, e relacioná-la a educação, pois vemos que a formação da
elite intelectual continua sendo branca, e isso se deve ao processo histórico de formação
social e em conseqüência educacionais, de fato, vemos que essa minoria que não é
branca que integra a classe dos docentes do Campus, é um reflexo social das condições
etno-sociais do Brasil.
Quanto à idade dos entrevistados, vemos que estes têm em sua maioria, de
acordo com os dados recolhidos, são 50% dos entrevistados, em uma média de idade
que varia de 36 a 50 anos de idade, contra aproximadamente 35% dos docentes que tem
idade superior a 50 anos. Esse dado nos mostra a realidade da carreira acadêmica, que
baseada na graduação dos trabalhadores, o qual demanda tempo de vida para se graduar,
a tendência é mesmo professores com uma faixa etária maior que 36 anos, idade média
em que um docente termina seu programa de doutorado, por exemplo, alem da
quantidade considerável de aposentadorias por idade de serviço por parte dos docentes
de instituição publica de ensino superior. Essa medida de por parte do estado de
aposentar servidores públicos com grande tempo de serviço em conseqüência detentores
de inúmeros direitos adquiridos, mostra a posição do Estado neoliberal com seus
trabalhadores. Segundo Granja 3:
Collor, Fernando Henrique e Lula intentaram contra-reformas da
Previdência Social, sempre na mesma linha de revogação de direitos
sociais. Alguns desses intentos contra-reformistas obtiveram êxitos e
resultaram seja na perda de arrecadação de recursos da Seguridade
Social (através de isenções fiscais e contra-reformas tributárias) seja
na perda de direitos previdenciários de categorias específicas, seja na
depreciação de aposentadorias, pensões e benefícios de uma forma
geral, seja na dilatação do tempo de contribuição ou da idade para a
aposentadoria.
Ou seja, aqui já começamos a ter noção da dimensão da precarização do trabalho
docente e sua relação com o Estado. O Estado brasileiro por adotar medidas neoliberais
baseadas nos modelos de países considerados desenvolvidos, incentiva o mínimo de
gastos possíveis com os setores que são de sua responsabilidade, e incentiva a iniciativa
privada a tomar conta de tais setores, e na educação, nosso objeto de estudo, vemos que
a situação desse setor se mostra cada vez mais sucateada, e servindo cada vez mais aos
interesses do capital privado, de forma que a educação universitária tem-se adequado a
formar cada vez mais trabalhadores especializados voltados para o mercado, e não mais
a formação superior de um individuo social dotado de valores culturais universais.
Um exemplo disso que temos presente na UNESP- Marília é o grande numero de
programas de pós-graduação, num total de três áreas com mestrado e doutorado, três
3
GRANJA, Sérgio. As contra reformas neoliberais da previdência. In.
http://www.socialismo.org.br/portal/politica/44-documento/1720-as-contra-reformas-neoliberais-daprevidencia, 2010
com somente mestrado, especialização em quatro áreas, alem de um programa de
aprimoramento profissional em três áreas. Como demonstra o gráfico 02, no total dos
sessenta entrevistados, vinte e sete, ou seja, 45% dos entrevistados são vinculados aos
programas de pós-graduação. Esse grande número de docentes vinculados aos
programas de pós-graduação da FFC, apesar de ainda ser considerado baixo em relação
a outras universidades em São Paulo, como por exemplo, a USP e a UNICAMP,
representa a grande realidade dos docentes, que são cada vez mais pressionados a
trabalhar nessa área, devido às políticas educacionais que objetivam o aumento desses
programas, incentivados pelo CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior), a agencia de fomento a pesquisa que coordena não só os cursos de pósgraduação, como tambem a carreira academica dos docentes. O grande aumento dos
programas de pós-graduação, representam a realidade brasileira da educação
universitaria, que incentiva cada vez mais o aumento de profissionais com o certificado
de pós-graduação no curriculo, mas nem sempre tais inicativas correspondem a
qualidade dos cursos, dos docentes que atuam em tais areas, pois esses usam de muito
tempo para trabalhar com tais docências, e acabam não desenvolvendo pesquisas e nem
projetos de extensão. Os programas de financiamento de pesquisa, como a CAPES é um
dos maiores impulsores da precarização do trabalho docente, segundo Bosi 4:
Estudo realizado com professores e alunos de cursos de pós-graduação
stricto sensu de doze instituições, avaliados em seis e sete pela
CAPES, concluiu que o sentimento de desapontamento com suas
carreiras é uma constante à medida que não conseguem um
desempenho materializado em publicações considerado satisfatório
(BOSI, 2007, p. 15).
O trabalho docente se dá de acordo com um plano de carreira, que começa desde
o estudante e vai se elevando com o passar do tempo e das pesquisas e graus que este
atinge. Este trabalho, como veremos mais a frente, demanda grande quantidade de horas
trabalhadas. Quando tomamos por base a moradia dos docentes da FFC, temos que o
trabalho docente fez com que aproximadamente 80% dos docentes viessem a residir
próximos ao local de trabalho, embora tenhamos que vinte e nove dos residentes de
Marília já viviam na cidade antes de começar a trabalhar na cidade, apenas onze são
nascidos em Marília. Podemos concluir que os dezoito outros que são docentes da FFC
e residem em Marília, muitos estão na cidade devido ao fato de terem se mudado para
cá para cursar a universidade e acabou criando vínculos não só com a cidade, mas
4
Educ. Soc., Campinas, vol. 28, n. 101, p. 1503-1523, set./dez. 2007
também a instituição, e por isso estão aqui até hoje. E mesmo com estas condições de
moradia, vemos que o tempo que o docente demora em se conduzir de casa ao trabalho,
é para aproximadamente 75% dos trabalhadores de meia hora de trajeto para ir e vir.
Essas horas não são contabilizadas nas horas de trabalho, e resultam num mês num total
de dez horas a mais por mês trabalhado, ou seja, uma quantidade grande de horas
desperdiçadas e não reconhecidas, mas que para um trabalhador que trabalha 40 horas
semanais, o tempo gasto com deslocação ao local de trabalho de duas horas e meia por
semana, que representam 6,25% a mais de suas horas trabalhadas.
As relações com o trabalho na vida dos docentes são inúmeras, de acordo com o
gráfico 04, vemos que 58% dos trabalhadores trabalham alem da jornada legal de
trabalho, o que já nos coloca diante de uma realidade de excesso da carga de trabalho, o
que é ilegal de acordo com a lei, mas como estes trabalhadores são submetidos a
inúmeras funções alem da docência, pesquisa e extensão, pedestais do ensino
universitário, estes não tem alternativa senão se submeterem a tais cargas de trabalho,
sendo ameaçados em alguns casos com a perca de salário caso não exerçam tais
funções. Outro dado que nos mostra essa realidade é a preocupação de 87% dos
entrevistados com o trabalho nos finais de semana, e o grau de insatisfação com o
salário por parte de 23% dos docentes. Destes sessenta entrevistados, apenas a metade
consideram o salário bom, enquanto que uma parcela menos, de 20% e 18%
respectivamente, consideram o salário como regular ou muito bom, contra uma cota de
8% que consideram o salário insuficiente. Ou seja, analisando os dados vemos que
existe uma insatisfação com o trabalho, e isto é reflexo de tamanha demanda de
atividades, e em contrapartida, um salário considerado mediano frente a tais atividades.
Se tratando de interferências do trabalho na vida dos docentes, vemos números
que demonstram que o trabalho traz influencias não só ao trabalhador, mas também a
sua família e ao seu convívio social, como demonstrados no gráfico 03. Dos sessenta
entrevistados, cinquenta e dois, aproximadamente 85%, apontaram no mínimo uma
interferência do trabalho em sua vida. Segundo estes cinquenta fazem serviços do
trabalho em casa, o que já demonstra o que foi dito anteriormente a respeito do trabalho
alem da jornada legal estabelecida. Vinte dedicam pouco tempo a sua família, e outros
vinte visitam poucos amigos e familiares por causa do trabalho, destes, trinta e dois,
mais de 50% chegam em casa de mau humor por causa do trabalho, ou seja, o convívio
social com pessoas de outra natureza como parentes e amigos tem um desgaste natural
devido a tais interferências. Se tratando de relações sexuais, sete dos entrevistados
disseram estar perdendo o prazer e a vontade de ter relações sexuais por se sentir
indisposto ou cansado devido ao trabalho, e nove afirmaram que o prazer sexual tem
diminuído devido à indisposição ou cansaço do trabalho; esta interferência é um sinal de
que o trabalho influencia nas atividades sexuais dos sujeitos, que se priva de algumas,
devido às condições de trabalho.
Quanto ás atividades realizadas no tempo livre, demonstradas no gráfico 07,
vemos que a maioria dos entrevistados, trinta e dois deles, se dedica ao entretenimento,
como passear com a família, ir ao shopping fazer compras, ir ao cinema e outros,
enquanto que vinte e sete se assistem TV no tempo livre, o que pode significar em
muitos casos a continuidade do processo de trabalho, pois estes podem assistir filmes,
documentários e programas televisivos voltados a sua área de estudo, como para outros
vinte e nove entrevistados que costumam ler em seu tempo livre. Vemos que um terço
dos entrevistados se dedica a atividades domesticas, e doze vão a barzinhos enquanto
que seis vão á igreja.
A partir desses dados, temos que o trabalho docente vem afetando muito as
relações de saúde, bem como as de qualidade de vida. Um dos indicadores disse é o
grau de satisfação com o trabalho, ilustrado no gráfico 07, que mostra que 23% dos
entrevistados não estão satisfeitos com o trabalho. Esse dado, que apesar de se referir
somente ao ano de 2011, deve ser acompanhado anualmente para que possa
dimensionar as consequências diretas da precarização, não somente do trabalho docente,
mas também da universidade em si.
CONCLUSÃO
Uma das alternativas de ação dos docentes como modo a reverter este quadro,
é a luta sindical. Mas como fora avaliado pelos entrevistados, o grau de satisfação
com o sindicato dos docentes da UNESP (ADUNESP), é mediano, sendo que 45%
dos entrevistados avaliam a atuação do sindicato como boa. Porem, partindo da tese
que o sindicato não age sozinho, e precisa de atuação de grande numero dos seus
associados, vemos que esses também não contribuem para o seu funcionamento,
sendo que apenas onze vão sempre as reuniões do sindicato, enquanto que outros
vinte vão apenas de vez em quando e outros vinte nunca vão às reuniões. O mesmo
se percebe quanto á leitura do jornal da ADUNESP, pois apenas vinte e depois lêem
sempre os jornais, contra vinte e sete que lêem de vez em quando e cinco que nunca
lêem.
A não participação no sindicato pode se dar por diversos motivos, desde falta de
tempo devido ao excesso de atividades, até a não identificação do sujeito trabalhador
enquanto participante ativo da classe que o corresponde.
O sindicalismo como um todo, se mostra num momento de crise, em decorrência
do processo de precarização do trabalho, para Giovanni Alves 5:
As sucessivas conjunturas de flutuação na atividade da economia
brasileira na “década neoliberal”, o complexo de reestruturação
produtiva (cuja expressão mais significativa nos anos 1990 foi a
terceirização) com seu impacto abrupto no mundo do trabalho
organizado, conseguiram promover uma fragmentação objetiva dos
núcleos mais organizados da classe, expondo sua fragmentação
subjetiva (e política). Os limites estruturais do sindicalismo e a
debilidade política (e ideológica) do partido de classe tornaram-se
manifesta. Os sindicatos demonstraram sua dificuldade histórica de
lidar com o precário mundo do trabalho [...] (ALVES, 2002).
Em decorrência dessas reformas políticas e sociais, as conseqüências resultaram
na configuração de um novo tipo de identidade do trabalhador, em especial para nós
dentro das universidades, o trabalhador docente. Pois existindo uma hierarquização dos
indivíduos por parte da estrutura como um todo, e em conseqüência também por eles
próprios, que não se identificam mais com outros docentes, e muitas vezes se dedicam
pouco a universidade, a fim de promover interesses pertinentes somente à carreira
docente, não se importando mais com a conjuntura de trabalho na qual esta envolvido,
propicia aos interesses do capital que inúmeras mudanças e reformas ocorram dentro da
universidade, sem contra ações que causem grande efeito para impedi-las.
Essa exaltação do individuo docente, devido á graduação e ao prestigio que este
tem dentro da academia, se demonstra um dos maiores fatores da desarticulação da
classe, o que facilita que inúmeras políticas que acabam por deteriorar o trabalho
docente, se concretizem. Esse é, portanto um objeto essencial de estudo para se entender
as conseqüências da complexidade do trabalho e as suas relações com pessoais e sociais
com aqueles que a executam, os trabalhadores.
5
ALVES, Giovanni. Trabalho e sindicalismo no Brasil: um balanço crítico da “década neoliberal”
(1990-2000). In Rev. Sociol. Polít., Curitiba, 19, p. 71-94, nov. 2002.
REFERÊNCIAS
ALVES, Giovanni. Trabalho e sindicalismo no Brasil: um balanço crítico da “década
neoliberal” (1990-2000). In: Rev. Sociol. Polít., Curitiba, 19, p. 71-94, nov. 2002.
BOSI, Antonio de Pádua. A precarização do trabalho docente nas instituições de
ensino superior do Brasil nesses últimos 25 anos. Campinas: Unicamp, 2007. Educ.
Soc., Campinas, vol. 28, n. 101, p. 1503-1523, set./dez. 2007
GRANJA, Sérgio. As contra reformas neoliberais da previdência. In.
http://www.socialismo.org.br/portal/politica/44-documento/1720-as-contra-reformasneoliberais-da-previdencia, 2010.
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Artigo - Rede de Estudos do Trabalho