UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS COORDENAÇÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO SERVIÇO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ADMINISTRAÇÃO SEVERINO DOMINGOS DA SILVA JÚNIOR CRIAÇÃO DE VALOR EM RELACIONAMENTOS DE NEGÓCIOS NO SETOR DE SOFTWARE PESSOENSE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ÁREA: MARKETING João Pessoa – PB Julho de 2010 SEVERINO DOMINGOS DA SILVA JÚNIOR CRIAÇÃO DE VALOR EM RELACIONAMENTOS DE NEGÓCIOS NO SETOR DE SOFTWARE PESSOENSE Trabalho de Conclusão de Curso Apresentado à Coordenação do Serviço de Estágio Supervisionado em Administração, do Curso de Graduação em Administração, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal da Paraíba, em cumprimento às Exigências para a Obtenção do Grau de Bacharel em Administração. Orientadora: Professora Dra. Rita de Cássia de Faria Pereira João Pessoa - PB Julho de 2010 A professora Dra. Rita de Cássia de Faria Pereira, para se pronunciar sobre o Trabalho de Conclusão de Curso do aluno Severino Domingos da Silva Júnior. João Pessoa, __ de ___________ de 20__ ___________________________________________________ Prof. Dr. Fábio Walter Coordenador do SESA/CCSA/UFPB Parecer do Professor Orientador: __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ SEVERINO DOMINGOS DA SILVA JÚNIOR CRIAÇÃO DE VALOR EM RELACIONAMENTOS DE NEGÓCIOS NO SETOR DE SOFTWARE PESSOENSE Trabalho defendido em 13 de julho de 2010, obtendo o conceito APROVADO, sob avaliação da banca examinadora a seguir: Banca Examinadora __________________________________ Prof. Dra. Rita de Cássia de Faria Pereira Orientadora __________________________________ Prof. Dr. Carlo Gabriel Porto Bellini Examinador ___________________________________ Prof. Arturo Rodrigues Felinto Examinador Dedico este trabalho aos meus pais, Josefa Firmino e Severino Domingos (in memorian), por todo investimento, dedicação e compreensão, que possibilitaram a realização desse sonho e a minha irmã Sílvia Letícia pelo modelo de esforço e confiança em todos os momentos da minha vida. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, por ter estado sempre presente na minha vida, renovando diariamente minha fé, e, concedendo-me discernimento para seguir com coragem em busca dos meus propósitos. À minha mãe, Josefa Firmino da Costa, a quem dedico cada segundo de minha vida e a minha irmã Sílvia Letícia Firmino da Silva pelo incentivo, amor e paciência nas longas jornadas de estudos. À Professora Dra. Rita de Cássia de Faria Pereira, que serei sempre grato pela sábia orientação, dedicação nas leituras, críticas, sugestões, ensinamentos e conselhos. Ao corpo docente, com o qual tive o privilégio de estudar e receber ensinamentos inestimáveis. Aos profissionais das empresas entrevistadas, que gentilmente cederem seu tempo para a realização da pesquisa. Sou grato pelas orações de meus irmãos em Cristo da Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, em especial a Guilherme Bastos Palitot de Brito, Lindemberg Pereira dos Santos e Renata Andrade que contribuíram diretamente para a concretização deste trabalho, com certeza não obteria o mesmo resultado sem a cooperação deles. Por fim, agradeço a todos aqueles que contribuíram de forma direta ou indireta para o êxito deste trabalho. Deus me conceda a falar com propriedade e pensar de forma correspondente aos dons que me foram dados, porque ele é o guia da sabedoria e o orientador dos sábios. Sabedoria 7, 15. SILVA JÚNIOR, S.D. CRIAÇÃO DE VALOR DE PEQUENOS FORNECEDORES DE SOFTWARE NO RELACIONAMENTO COM GRANDES CLIENTES. 2010. Monografia (Graduação em Administração), Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2010. RESUMO Esta monografia teve como propósito contribuir para a análise da interação e capacidade de desenvolvimento de fornecedores e clientes de software. Desta forma o estudo focou na análise do relacionamento entre cliente e fornecedor desse setor. Diante do vasto número de fatores que estão ligados ao relacionamento, o estudo objetivou (1) analisar a relevância da interação a partir da visão da díade, (2) identificar os tipos de competências necessárias à criação de valor e valor criador para o fornecedor e (3) identificar o valor desenvolvido entre cliente e fornecedor no relacionamento. Percebe-se, neste estudo que a importância e a criação de valor estão entrelaçadas com outros constructos essenciais para se ter um relacionamento benéfico para a díade – cliente e fornecedor. A relação criada entre os envolvidos no relacionamento foi explorada bilateralmente, assumindo importância nos negócios das empresas analisadas. De acordo com o progresso do marketing acoplado ao meio tecnológico, foram realizados estudos alicerçados nesse entendimento, focando nas competências que os pequenos fornecedores e seus respectivos clientes necessitam desenvolver para criar valor para seus parceiros no setor de software. Estudos confirmam que compras de software resultam em melhoramentos quantitativos e qualitativos de várias características, e que, dependendo do nível de relacionamento entre os atores, tais benefícios podem ser incrementados pelos parceiros. As 10 entrevistas realizadas com clientes e fornecedores para concretização desse estudo demonstraram que além dos fatores financeiros existem os determinantes das normas sociais que influenciam diretamente no relacionamento entre clientes e fornecedores no desenvolvimento de software. O estudo partiu da importância acadêmica para a ambiente organizacional, focando no segmento de software, observando as relevâncias levantadas pelos participantes das díades analisadas. Permanece evidente que o pressuposto de que todo relacionamento bem desenvolvido agrega valor para os participantes, desta forma, foram estudados os meios necessários para que esta interação seja proveitosa. Entre os constructos analisados para o estudo destacam-se os pontos primordiais, entre eles: confiança, comprometimento, comunicação e cooperação. O conceito de valor está atrelado ao marketing, sobretudo quando se analisa nas díades os seus ganhos através das trocas relacionais. O valor confirmou ter grande relevância nas díades, entretanto se faz necessário ainda estimular pesquisas e desenvolvimento acadêmico, para comprovar empiricamente a importância deste conceito. Palavras-chave: marketing de relacionamento, díade, desenvolvimento de software e criação de valor. SILVA JÚNIOR, S.D. VALUE CREATION FOR SMALL SOFTWARE PROVIDERS IN RELATIONSHIP WITH MAJOR CUSTOMER. 2010. Monograph (Graduation in Administration), Federal University of Paraíba, João Pessoa, 2010. ABSTRACT This monograph have the purpose of contribute for the analize of interaction and the competence between software providers and clients. So the study focused on the analysis of relationship between costumers and supplier of this sector. Against the vast number of factors that are linked to this relationship, the study aimed to (1)analyze the ability to interact in the development from the perspective of dyad, (2) identify the types of skills needed for value creation and value creator for the supplier and (3) identify the value developed between customer and supplier relationship. We make out in this study that the importance and value of creation are intertwined with other essential constructs to have a beneficial relationship for the dyad – the costumer and provider. The links created between the involveds in the relationship were explored bilaterally, assuming importance in the affairs of the companies examined. According to the marketing progress coupled with technological means, studies have been conducted, focusing on skills that small suppliers and their customers need to develop to create value for its partners in the software section. Studies confirmed that software purchases result in quantitative an qualitative improvements of several characteristics, that, depending of the relationship level between the actors, such benefits can be increased by the partner. From 10 interviews with customers and suppliers to achieve this study, demonstrated that beyond the financial factors there are determinants of social norms that directly influence the relationship between clients and vendors in software development. The study began of the academic importance to the organizational environment, focusing on the software segment, noting the relevance raised by the participants of the dyads studied. Remains clear the assumption that all well-developed relationship adds value to the participants, in this way, we studied the means for this interaction to be fruitful. Among constructs analyzed for the study we highlight the essential points, including: Trust, commitment, communication and cooperation. The concept of value is married with the marketing concept, especially when analyzing dyads in their earnings through relational exchanges. The value confirmed to have great relevance in dyads; however it is still necessary to provide research and academic development, to prove empirically this concept. Key-words: relationship marketing, dyad, software development and value creation. LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Impacto das funções diretas e indiretas no relacionamento...............................23 Figura 2 – Modelo teórico de Moorman, Zaltman e Deshpande.........................................30 Figura 3- Modelo conceitual................................................................................................34 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Perspectiva de valor..........................................................................................22 Quadro 2 – Indicadores de capacidade de produção de valor para o fornecedor...............25 Quadro 3 – Categorias de benefícios para clientes e fornecedores......................................35 Quadro 4 – Categorias de benefícios para clientes e fornecedores......................................37 Quadro 5 – Dimensões e autores estudados para roteiro de entrevistas..............................43 Quadro 6 – Indicadores de capacidade de produção de valor para o cliente......................44 Quadro 7 – Dados das díades analisadas.............................................................................47 SUMÁRIO CAPÍTULO 1: INTRODUÇÃO...................................................................................13 1.1 RELEVÂNCIA E JUSTIFICATIVA DO ESTUDO..........................................14 1.2 OBJETIVO............................................................................................................16 1.2.1 Objetivo Geral............................................................................................17 1.2.2 Objetivo Específico....................................................................................17 CAPÍTULO 2: REFERENCIAL TEÓRICO...............................................................18 2.1 IMPORTÂNCIA DO MARKETING DE RELACIONAMENTO.......................18 2.2 MODELOS E CONSTRUCTOS FUNDAMENTAIS.........................................20 2.2.1 Atributos do Relacionamento.....................................................................20 2.2.1.1 Valor....................................................................................................20 2.2.1.2 Competências.......................................................................................24 2.2.1.3 Adaptação............................................................................................26 2.2.1.4 Confiança.............................................................................................26 2.2.1.5 Comprometimento...............................................................................28 2.2.1.6 Impactos de Tecnologia da Informação...............................................31 2.2.1.7 Comunicação........................................................................................33 2.3 MODELO CONCEITUAL DE PESQUISA........................................................34 2.3.1 Benefícios..................................................................................................34 2.3.2 Custos........................................................................................................36 CAPÍTULO 3: MÉTODO..............................................................................................39 3.1 APRESENTAÇÃO DA PESQUISA...................................................................39 3.2 CAMPO DE PESQUISA – FORNECEDORES DE SOFTWARE....................40 3.2.1 Seleção de Caso..........................................................................................41 3.2.2 Procedimento de Coleta de Dados.............................................................41 3.2.3 Unidade de Análise e Amostragem............................................................44 3.2.4 Procedimento de Análise de Dados............................................................45 CAPÍTULO 4: ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS..............................46 4.1 RESULTADOS DAS PESQUISAS......................................................................46 4.2 CARACTERIZAÇÃO DAS DÍADES..................................................................47 4.3 RESULTADO DAS COLETAS DE DADOS......................................................48 4.3.1 Relacionamento da Díade A.......................................................................49 4.3.1.1 Valor do Relacionamento A.................................................................49 4.3.1.2 Benefícios do Relacionamento A.........................................................50 4.3.1.3 Custos do Relacionamento A...............................................................51 4.3.1.4 Competências do Relacionamento A...................................................52 4.3.1.5 Dimensões do Relacionamento A........................................................52 4.3.1.5.1 Adaptação................................................................................53 4.3.1.5.2 Confiança.................................................................................53 4.3.1.5.3 Comprometimento...................................................................54 4.3.1.5.4 Comunicação............................................................................55 4.3.2 Relacionamento da Díade B....................................................................55 4.3.2.1 Valor do Relacionamento B................................................................56 4.3.2.2 Benefícios do Relacionamento B........................................................57 4.3.2.3 Custos do Relacionamento B...............................................................57 4.3.2.4 Competências do Relacionamento B...................................................58 4.3.2.5 Dimensões do Relacionamento B........................................................59 4.3.2.5.1 Adaptação................................................................................60 4.3.2.5.2 Confiança.................................................................................61 4.3.2.5.3 Comprometimento...................................................................62 4.3.2.5.4 Comunicação...........................................................................62 4.3.3 Relacionamento da Díade C....................................................................63 4.3.3.1 Valor do Relacionamento C................................................................63 4.3.3.2 Benefícios do Relacionamento C........................................................64 4.3.3.3 Custos do Relacionamento C...............................................................65 4.3.3.4 Competências do Relacionamento C...................................................66 4.3.3.5 Dimensões do Relacionamento C........................................................66 4.3.3.5.1 Adaptação................................................................................67 4.3.3.5.2 Confiança.................................................................................67 4.3.3.5.3 Comprometimento...................................................................68 4.3.3.5.4 Comunicação...........................................................................68 4.3.4 Relacionamento da Díade D....................................................................69 4.3.4.1 Valor do Relacionamento D................................................................69 4.3.4.2 Benefícios do Relacionamento D........................................................70 4.3.4.3 Custos do Relacionamento D..............................................................70 4.3.4.4 Competências do Relacionamento D..................................................71 4.3.4.5 Dimensões do Relacionamento D.......................................................71 4.3.4.5.1 Adaptação...............................................................................72 4.3.4.5.2 Confiança................................................................................72 4.3.4.5.3 Comprometimento...................................................................72 4.3.4.5.4 Comunicação...........................................................................73 4.3.5 Relacionamento da Díade E....................................................................73 4.3.5.1 Valor do Relacionamento E................................................................75 4.3.5.2 Benefícios do Relacionamento E........................................................76 4.3.5.3 Custos do Relacionamento E...............................................................76 4.3.5.4 Competências do Relacionamento E...................................................77 4.3.5.5 Dimensões do Relacionamento E........................................................77 4.3.5.5.1 Adaptação................................................................................78 4.3.5.5.2 Confiança.................................................................................78 4.3.5.5.3 Comprometimento...................................................................79 4.3.5.5.4 Comunicação...........................................................................79 CAPÍTULO 5: CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................81 5.1 IMPLICAÇÕES DO ESTUDO.............................................................................81 5.1.1 Implicações Teóricas..................................................................................82 5.1.2 Implicações Gerenciais..............................................................................83 5.2 LIMITAÇÕES DO ESTUDO..............................................................................84 5.3 PESQUISAS FUTURAS......................................................................................84 REFERÊNCIAS.............................................................................................................86 APÊNDICES...................................................................................................................91 13 CAPÍTULO 1: INTRODUÇÃO O presente estudo procura demonstrar empiricamente a Criação de Valor em Relacionamentos de Negócios no Setor de Software Pessoense, cujo apelo está direcionado para a mudança de paradigma em marketing, notadamente, de foco no mercado para foco no cliente e na criação de valor (NGO; O’CASS, 2008). Verifica-se, nesta situação, que o conceito de valor é desenvolvido em comunhão com os relacionamentos de negócios, devendo o mesmo de ser estudado de maneira bilateral por fornecedores e clientes, assumindo dessa forma grande relevância na área de marketing (HEIDE; JONH, apud CLARO; CLARO, 2004). Para destacar o grau de importância desse relacionamento foram discutidos de início o conceito de valor em relacionamentos de negócios e os ganhos tangíveis e intangíveis que este pode agregar à empresa e aos clientes. Para tal abordagem é necessário elucidar como se apresenta o marketing de relacionamento. Todo o material pertinente ao conteúdo foi amplamente analisado, no intuito de corresponder às necessidades do meio científico e organizacional. Com base no relacionamento dos fornecedores com seus clientes, especialmente focando no valor desenvolvido pelo relacionamento, foram demonstradas as necessidades de analisar alguns constructos para criação de valor no relacionamento como: confiança, comprometimento, comunicação e competências, estes fatores foram diagnosticado pelos envolvidos nas díades como recursos indispensáveis para o relacionamento nos negócios. Seguindo esse raciocínio de desenvolvimento e o agregando como fonte de benefício competitivo, o estudo se deparou com a necessidade de estudar o valor em profundidade e quais os impactos ocasionados através da díade, que no caso corresponde ao relacionamento entre as partes envolvidas - cliente e fornecedor. Para o estudo foi observado o relacionamento de 5 díades em diversos setores de software, no intuito de contribuir para uma análise mais profunda do relacionamento e suas reais contribuições para os participantes. Nesse aspecto, o conceito defendido pelo meio acadêmico visualiza os desafios na avaliação do relacionamento, despertando a criação de valor como objetivo primordial para as empresas portadoras de um relacionamento. (WALTER; RITTER; GEMÜNDEN, apud JOHNSEN; FORD, 2006). Por isso o valor tem que ser percebido como passo inicial pelos respectivos atores da díade. Segundo Pereira e Luce (2009), a importância dada pelo Marketing Science Institute (MSI) à compreensão do comprador, surge no decorrer do 14 relacionamento à medida que este cria laços de confiança e comprometimento entre os envolvidos. Mesmo diante do grau de impacto do marketing no mundo corporativo e sua atuação constante na criação de relacionamentos necessários para a continuidade dos negócios, a sociedade presencia uma gritante falta de atenção do meio científico e corporativo. As organizações estão “correndo” atrás do tempo perdido, estudando constantemente os meios de se relacionarem com os seus parceiros, fazendo uso constante do marketing de relacionamento no propósito de corresponder aos anseios da relação. 1.1 RELEVÂNCIA E JUSTIFICATIVA DO ESTUDO O marketing de relacionamento evolui constantemente, principalmente atrelado a novas tecnologias, que auxiliam sua aplicação e um melhor aproveitamento por parte da díade. Esta monografia analisou as competências que a díade precisa desenvolver para proporcionar valor para seus respectivos parceiros. Segundo Lapierre (apud CEDOLA, 2004), o marketing de relacionamento é utilizado como modelo para as empresas que desejam obter valor através das trocas ocasionadas no mercado. O principal motivo deste estudo é a necessidade de investigar com mais profundidade o relacionamento entre cliente e fornecedor sobe a perspectiva do valor criado para a relação. A importância deve-se principalmente à relevância do valor nas relações interorganizacionais e a importância dada ao tema pela academia. Desta forma, opta-se por fazer a investigação neste contexto, no propósito de expandir o conhecimento no tema. O estudo se preocupou em analisar como se dá essa evolução nos pequenos desenvolvedores de software com base na evolução do marketing atrelado ao meio tecnológico. Conforme Anderson e Narus (apud CEDOLA, 2004), partindo do pressuposto de que o valor é aceito como o mais importante motivador para o desenvolvimento de trocas relacionais entre os envolvidos. Desta forma, o presente estudo avaliou, através de materiais levantados no meio acadêmico e organizacional, a criação de valor desenvolvido por pequenos fornecedores de software. Na medida em que a tecnologia da informação se expande, conscientizando e levando as informações pertinentes aos consumidores, estes se deparam com produtos e serviços que suprem todos os seus anseios, estando em decorrência deste fato, os fornecedores “forçados” a 15 corresponder aos objetivos desses clientes. Desta forma, é constante o número de fornecedores que buscam o desenvolvimento relacional acrescido de inovação tecnológica no intuito de corresponder as aspirações dos clientes. O conceito de valor está atrelado ao marketing, sobretudo quando se analisa os relacionamentos entre os envolvido na díade e quais os seus ganhos através das trocas relacionais. Dentre os fatores que proporcionam um relacionamento mais estreito entre os clientes e fornecedores está o desenvolvimento de parceiras que facilitam a criação de valor e o alcance dos objetivos da parceria. Um relacionamento bem alicerçado é de imensa vantagem para os participantes, visto que são difíceis de serem imitados, substituídos ou até mesmo entendidos pelos concorrentes (DAY, 1994 apud GROFF, 2001). Um dos fatores primordiais para a criação e desenvolvimento relacional está alicerçado na necessidade de criação de valor para o parceiro do relacionamento. O valor compreendido na relação é analisado por diversos autores como sendo complicado de ser estudado. Não existe consenso ou padrões aceitos no meio acadêmico, que possa auxiliar nos estudos empíricos. (RAVALD; GRÖNROOS, 1996, WERANI, 2001, ULAGA; EGGERT 2001, 2003, apud CEDOLA, 2004). A tecnologia é fator prioritário no desenvolvimento de uma empresa, tanto para a prática diária no intuito de economizar tempo e dinheiro, como também para facilitar o relacionamento com cliente e ganhar competitividade. De acordo com a pesquisa realizada por Caldas e Crestana (2009) no Brasil existe cerca de 9 em cada 10 empresas que não conseguiriam sobreviver sem uso tecnológico, pois os sistemas adaptaram o trabalho nas organizações, facilitando a utilização e criando dependência por parte dos usuários. Ainda de acordo com o estudo, o negócio de segurança da informação movimentou mais de 186 milhões de dólares apenas na América Latina, com 33,5% o Brasil é o país que mais tem participação nesse resultado. Espera-se que até 2013 esse valor alcance 598,4 milhões de dólares. Os gestores se envolvem e investem com freqüência em tecnologia da informação (PORTER e MILLAR, 1985), entretanto a atualização tecnológica requer um procedimento de alto custo, o que pode dificultar a realização de trabalho nesse segmento por fornecedor de pequeno porte para com clientes de grande porte (BLOMQVIST, 2002; CRICK e JONES, 2000 apud JOHNSEN e FORD, 2006). Isso se torna possível graças a parcerias e alianças estratégicas que vem ocupando espaço nesses tipos de relacionamento (FORD, 2003 apud CLARO e CLARO, 2004). 16 O valor criado pelo relacionamento foi outro ponto estudado no trabalho, por estes serem considerados forças que impulsionam a segurança do relacionamento. Como conseqüência, quanto maior a segurança do relacionamento, mais espaço existe para a criação de valor como também para a acomodação dos componentes do relacionamento. As duas hipóteses parecem viáveis, mas precisam de uma consolidação em estudo futuro, pois na primeira existe tempo e confiança para o desenvolvimento do valor no relacionamento, já na segunda hipótese, a segurança do relacionamento permite que os vetores do mesmo não apliquem esforços na criação de valor. O estudo está desenvolvido em cinco capítulos, cada um com suas especificações, de maneira que facilita a subdivisão dos assuntos de acordo com suas características. O propósito desta divisão é facilitar a compreensão do conteúdo abordado. Desta forma no primeiro capítulo foi apresentada a introdução do trabalho, suas relevâncias, justificativas e os objetivos do trabalho. O segundo capítulo trata do referencial teórico, no qual ficou subdivido em: importância do marketing de relacionamento, modelos e constructos fundamentais, encerrando o capítulo com o modelo conceitual de pesquisa. No terceiro capítulo trata da metodologia utilizada no estudo, mostrando a apresentação da pesquisa e seleção do campo (seleção de caso, procedimento de coleta de dados, unidade de análise e amostragem e o procedimento de análise de dados). No próximo capítulo está à análise e discussão dos resultados, neste capítulo encontram-se todos os pontos levantados através da aplicação da pesquisa, perfil dos clientes e dos fornecedores, os benefícios e custos oriundos do relacionamento, e qual o valor desenvolvido a partir dessa relação. No último capítulo têm-se as considerações finais, tais como as implicações do estudo, limitações da pesquisa e propostas para pesquisas futuras. Esta pesquisa procura desvendar qual a Criação de Valor em Relacionamentos de Negócios no Setor de Software Pessoense? 1.2 OBJETIVOS Para melhor visualizar o objetivo foi subdividido entre objetivo geral e objetivos específicos. 17 1.2.1 Objetivo Geral Analisar a criação de valor no relacionamento empresa-cliente em relacionamentos de negócios no setor de software pessoense, evidenciando as competências necessárias para os fornecedores corresponderem às perspectivas dos clientes nos relacionamentos de negócios. 1.2.2 Objetivos Específicos 1 - Analisar o relacionamento a partir da visão da díade; 2 - Identificar a criação de valor desenvolvido entre cliente e Fornecedor, a partir dos custos e benefícios; 3 - Identificar os tipos de competências necessárias à criação de valor. 18 CAPÍTULO 2: REFERENCIAL TEÓRICO O referencial teórico desse estudo foi alicerçado em algumas teses de mestrado e doutorado, além de artigos publicados em nível nacional e internacional. O propósito do referencial é conseguir agrupar pesquisadores e seus respectivos trabalhos para analisar a criação de valor em relacionamentos de negócios no setor de software pessoense, para isso foram analisados alguns constructos que contribuem para a criação e permanência desse relacionamento. 2.1 IMPORTÂNCIA DO MARKETING DE RELACIONAMENTO O Marketing de Relacionamento surge como um novo modelo de relações no mercado consumidor e organizacional, como uma nova direção do marketing (PALMER, 2001 apud PEREIRA e BELLINI, 2002), cujo propósito principal são os relacionamentos de longo prazo das trocas de mercado, em resposta ao conceito de orientação transacional e de curto prazo antigamente defendida e praticada pelos 4 Ps (HEALY apud Pereira e Bellini, 2002). Conforme Pereira (2006), alguns estudos acadêmicos vêm analisando as trocas relacionais, no intuito de desenvolver o relacionamento e seus benefícios (PALMER, 2001 e GANESAN, 1994). Partindo do pressuposto de que todo relacionamento bem desenvolvido agrega valor aos participantes, foram estudados os meios necessários para que essa relação seja proveitosa. De acordo com Pereira (2006), foram discutidos e relacionados, no estudo de caso desenvolvido pela autora no Pólo de Informática de São Leopoldo (PISL), quais os frutos oriundos do estudo (Ganesan, 1994), avaliando a confiança (Morgan e Hunt, 1994; Mohr e Spekman, 1994), comunicação (Duncan e Moriarty, 1998), dependência (Mohr e Spekman,1994 e Batt, 2001) e comprometimento (Morgan e Hunt, 1994; Jap e Ganesan, 2000; Venkatesh, Mahajan e Muller, 2000), e, por fim, estabelecer relações desses constructos com outros temas que também são pertinentes para esta pesquisa, tais como satisfação (Garbarino e Johnson, 1999). Para o presente estudo foram analisados também alguns artigos de conhecimento nacional, tais como: Marketing de Relacionamento no Desenvolvimento de Software 19 Personalizado: O Caso do Pólo de Informática de São Leopoldo (Pereira e Bellini, 2002); Identificando Lacunas e Perspectivas para a Pesquisa em Marketing de Relacionamento no Brasil (Pereira e Luce, 2006); O Estado da Arte do Conceito de Valor para o Cliente: Passado, Presente e Futuro (Larentis e Gastal, 2004) e A Produção Científica em Marketing de Relacionamento no Brasil entre 1990 e 2004 (Almeida; Lopes e Pereira, 2006). No decorrer da pesquisa partindo para avaliação de artigos de nível internacional, foram lidos e discutidos: Interaction capability development of smaller suppliers in relationships with larger customers (Johnsen e Ford, 2006), Business suppliers value creation potential, a capability-based analysis (Möller e Törrönen, 2003), Capabilities as marketable assets: A proposal for a functional categorization (Blois e Ramirez, 2006), Measurement of return on marketing investment: A conceptual framework and the future of marketing metrics (Seggie; Cavusgil, e Phelan, 2007), Creating value offerings via operant resource-based capabilities (Ngo e O'Cass, 2008), estes estudos foram incluídos com o propósito de enriquecer a pesquisa, além de demonstrar um ponto de vista diferenciado, cuja noção de valor estava coerente com os materiais estudados anteriormente. Os estudos sobre marketing de relacionamento, segundo Pereira (2006) e em comunhão com o trabalho de Cannon e Homburg (2001), verificam que este tipo de marketing caracteristicamente tem feito uso de fatores “soft” – este fator é utilizado como forma de analisar os resultados de seu desempenho na relação – como comprometimento e satisfação do cliente. Os pesquisadores, desse pensamento, explicam o grande valor de se questionar os resultados relacionados a custos do cliente e defendem que a ênfase em fatores “hard” de avaliação dos relacionamentos – que defende concretamente os pontos positivos de um relacionamento – possivelmente acarretaria em um maior interesse dos praticantes de marketing nas iniciativas relacionais. Desta forma, uma união dos fatores “soft” e “hard” é de grande importância para este estudo. Defende-se, ainda, que se extrapole a visão do cliente e, unicamente, da sua satisfação, como mediadora de resultados das trocas entre a díade. As empresas procuram realizar parcerias com fornecedores que além de entregar valor para seus clientes, consigam reduzir seus custos através do trabalho desempenhado em conjunto. (CANNON e HOMBURG apud GROFF, 2001). 20 2.2 MODELOS E CONSTRUCTOS FUNDAMENTAIS Com o propósito e a evidente necessidade de se analisar o relacionamento na díade foi dado início a esta pesquisa estudando as características fundamentais com base no meio acadêmico, para se desenvolver um relacionamento com a finalidade de contribuir para a academia e para o setor empresarial. 2.2.1 Atributos do Relacionamento O relacionamento é desenvolvido a partir de várias perspectivas, inclusive pode surgir da evolução de acontecimentos meramente transacional para relacional (GUNDLACH e MURPH, 1993; WEBSTER, 1992; HOUSTON e GASSENHEIMER, 1987, apud CEDOLA, 2004). Desta forma, foram enfatizados alguns constructos próprios dos relacionamentos e seus pontos principais para que essa relação seja ainda mais proveitosa para os atores da díade, tais como: valor, competências, adaptação, confiança, comprometimento, impactos da tecnologia da informação e comunicação. 2.2.1.1 Valor De acordo com Pereira e Luce (2007), o valor permeia o marketing, principalmente quando se analisa o desenvolvimento relacional. Entretanto não se chegou a um consenso quanto às variações que precedem o desenvolvimento de valor. Pouca atenção foi direcionada ao conhecimento sobre os benefícios do valor criado numa relação. No ambiente de negócios o valor desenvolvido em um relacionamento conduz a uma redução de custos e aumento dos benefícios que surgem da relação criada. Notadamente, estas economias de custos e aumento de benefícios são derivados da díade, mais precisamente da confiança e das informações trocadas na relação. Não restam dúvidas, assim, de que as relações evoluem e as empresas obtêm maior valor através dessas 21 trocas relacionais que resultam em partilha de valores com seus clientes. (WALTER; RITTER e GEMUNDEN, 2001; WILSON e JANTRANIA, 1994, apud JOHNSEN e FORD, 2006). Para o marketing, o “valor” está relacionado ao custo-benefício fruto de um relacionamento, desenvolvido mediante esforço das duas partes. Para o cliente o valor tornase fator principal para concretização dos seus propósitos dentro da organização, sendo o valor visto como o alicerce para surgimento das trocas colaborativas entre os envolvidos no relacionamento (ANDERSON e NARUS, 1999 apud Cedola, 2004). Para Holbrook (1999 apud Cedola, 2004) o entendimento do valor criado para o consumidor é essencial para o desempenho do marketing no relacionamento, levando em consideração que a função principal deste seja proporcionar as trocas que contém valores entre si. A teoria de Holbrook (1999) encontra-se congruente com a teoria de Kotler (1998), que defende as transações entre as partes como trocas que ocorrem a partir do momento em que uma das partes disponibiliza algo de valor para o parceiro na espera de ser recompensado da mesma forma. Alguns estudos têm focado na relevância das competências em marketing para a criação de valor (Ngo e O'Cass, 2008; Johnsen e Ford, 2006), notadamente no intuito de corresponder aos anseios do cliente com a perspectiva de criar valor tangível e intangível para o fornecedor. Na relação com os clientes, Ulaga e Eggert (2001) defende que o valor é o componente principal do marketing de relacionamento, sendo o oferecimento desse valor, o canal para se desenvolver e conservar os vínculos relacionais. Sendo assim, a criação de valor é o processo pelo qual as habilidades competitivas dos parceiros são aumentadas por estarem inseridas em um relacionamento (Wilson, 1995) de modo a agregar mais valor para a relação. Portanto, compreender o que é importante e como trabalhar nestes relacionamentos é o primeiro passo para que as empresas possam obter os potenciais benefícios gerados por eles. Sabendo o que é importante numa relação de negócios que uma empresa pode agregar valor aos seus clientes e com isto obter como resultantes a satisfação, lealdade, maior faturamento ou redução de custos. (Cedola, 2004, p. 16). Para Forsström (2003), o valor possui vários conceitos, que só podem ser compreendidos dependendo do contexto no qual o mesmo está enquadrado, devido a essa extensa variedade de definições torna-se uma questão complicada de ser estudada. A autora ainda defende que a característica dinâmica e antiga de valor são frutos das mudanças ocorridas com o tempo e sua ligação com os fatos anteriores, assim como sua influência com os acontecimentos futuros. 22 Segundo Pereira (2006), existem algumas características relacionadas ao conceito de valor, tais como valores, valor desejado e julgamento de valor. Para melhor esclarecer esses tipos de valores, foram desenvolvidas as perspectivas de valor por Flint; Woodruff e Gardial (1997) que se encontram no Quadro 1. Fonte: Flint; Woodruf e Gardial (apud Pereira). Quadro 1: Perspectiva de Valor. O terceiro aspecto está de acordo com o propósito deste estudo. Os autores caracterizaram o julgamento do cliente na perspectiva do valor desenvolvido pelo fornecedor através da díade. É importante esclarecer que o foco deste estudo está direcionado para o relacionamento entre cliente e fornecedor, avaliando os benefícios e sacrifícios dessa relação, sendo desta forma, a avaliação de valor sobre a relação da díade e não sobre um produto ou serviço desenvolvido. Walter; Ritter e Gemünden (2001) criaram e aplicaram o valor do relacionamento do ponto de vista do cliente e do fornecedor, levando em consideração sua adaptação e validade. Esse modelo foi proposto baseado nas funções primárias e secundárias do relacionamento, sob a perspectiva do desenvolvimento de valor na relação, analisando as funções diretas e indiretas no relacionamento de negócios vinculados ao IMP Group (WALTER, 2003; WALTER, HOLZLE e RITTER, 2002; Walter; Müller e Helfert, 2002; Walter; Ritter e Gemünden, 2001, apud Pereira, 2006). 23 Na Figura 1 são abordadas as funções diretas e indiretas e como estas funções resultam em valor para o relacionamento. Fonte: WALTER; RITTER e GEMÜNDEN (2001, apud Pereira). Figura 1: Impacto das Funções Diretas e Indiretas no Relacionamento. De acordo com Pereira (2006), o modelo desenvolvido por Walter; Ritter e Gemünden (2001) foi apresentado em duas formas: funções diretas e funções indiretas, de acordo com as perspectivas dos vendedores. As funções diretas contêm as tarefas e recursos dos atores da díade que são criados no relacionamento, tais como: lucro, volume demandado e garantias para o cliente. Para Möller e Törrönen (2003 apud Johnsen e Ford, 2006), os clientes podem avaliar as competências de um parceiro com base em vários fatores combinados, sendo assim a eficiência subjacente a essa classe de fatores. Enquanto que as funções indiretas se posicionam nos efeitos interligados no futuro e em outros relacionamentos que incluem: ampliação da inovação, ligação entre mercados, informação de mercado através do cliente, função de acesso ou no caso levantado por Walter (2003) como de suporte social, que facilita na troca informacional para o fornecedor. O valor demonstrou grande relevância para o estudo da díade, no entanto se faz necessário estimular pesquisas e desenvolvimento acadêmico, para demonstrar empiricamente a importância deste conceito. Portanto o vetor “valor” deixa claro que a capacidade de interação e desenvolvimento abrange mais do que simplesmente uma alternativa coerente entre um grupo determinado que alie valor como meio de investimento, assim como defendido por Teece; Pisano e Shuen (apud Johnsen e Ford, 2006). 24 2.2.1.2 Competência A competência é parcialmente agregada através do compartilhamento dos processos integrados criados para habilitar recursos, habilidades e conhecimentos com base no trabalho realizado pela díade, assim como defendido por Guenzi e Troilo (2006) no intuito de desenvolver valor a bens e serviços. São imprescindíveis que sejam desenvolvidos vários tipos de competências para que os envolvidos no relacionamento estejam à frente de seus concorrentes. De acordo com Day (1994 apud Larentis e Gastal, 2004), a competência deve ser percebida como um ativo de grande valor para o relacionamento, sendo colocado em prática sob diversas características, provando sua contribuição para o parceiro do relacionamento, sendo esta competência revestida de valor superior ao esperado pelo cliente. Sendo essencial compreender a competência desenvolvida pela díade como uma particularidade da relação. A competência assim como outros fatores, tais como: valores, tecnologia, cultura e estratégia são primordiais para o desenvolvimento do marketing de relacionamento, cujo principal propósito é a organização de tais fatores para melhor aproveitamento e utilização por parte das empresas envolvidas na relação (KOTHANDARAMAN e WILSON, 2000 apud GROFF, 2001). O marketing de relacionamento de acordo com Walter e Gumünden (2001) deve ser adaptado para responder à grande quantidade de informações e exigências dos parceiros, tanto dentro como fora de sua organização. Desta forma, seja cliente ou fornecedor o conhecimento tem que ser partilhado para que assim possam corresponder às necessidades do relacionamento, tais como flexibilidade e empatia (Byrne e Griffitt, 1973; Granovetter, 1985; Hinde, 1979; Huston e Levinger, 1978; Weitz, 1981, apud Walter e Gumünden, 2001), além das competências de coordenação que são imprescindíveis para o relacionamento (Walter e Gumünden, 2001). De acordo com Pereira (2006), o desenvolvimento das competências acarreta uma melhoria na facilidade da produção (facilidade de produção, facilidade e qualidade nos processos documentais), entrega (flexibilidade e entregas precisas), inovação incremental (processo de inovação e melhoria do serviço) e inovação relacional (pessoas qualificadas e comprometidas em trabalhar em equipe) são alguns dos fatores positivos do desenvolvimento das competências relacionais. 25 Este estudo analisou todas as capacidades que são classificadas no Quadro 2, no qual é visível a criação de valor na díade e sua relação com as aptidões direcionadas do fornecedor para o cliente. Entretanto o foco do estudo se deteve em analisar mais profundamente como se dar a capacidade relacional. Verifica-se que o comprometimento, troca de experiências e suportes são fatores necessários para se manter um relacionamento proveitoso para a díade. Fonte: Möller e Törrönen (apud Pereira, 2006). Quadro 2: Exemplos de Indicadores de Capacidade de Produção de Valor para o Fornecedor. As empresas buscam parcerias que resultam em valor relacional e concepção de valor para os envolvidos no relacionamento. Para que isso seja possível os fornecedores desenvolvem capacidades que vão desde a produção até o domínio do negócio do cliente. Essas capacidades são necessárias para manter o relacionamento, resultando em benefícios para a díade. 26 2.2.1.3 Adaptação A adaptação influencia diretamente o relacionamento entre cliente e fornecedor, com investimentos que contribuem para aperfeiçoar o aprendizado entre os atores, facilitando uma melhor utilização do sistema. Segundo Pereira e Luce (2007), na Teoria dos Custos de Transação (TCC), as adequações têm a capacidade de serem analisadas como aquisição específica do relacionamento, resultando na inviabilidade de sua utilização em outros relacionamentos. A presença do fornecedor na relação tem impulso positivo na confiança do cliente de modo que facilita a aceitação e adequação de novos produtos e serviços, tornandose extremamente proveitoso para a díade (PEREIRA e LUCE, 2007). Para o desenvolvimento de uma relação positiva é indispensável que ocorra algumas adaptações entre as partes envolvidas, seja para aprimorar uma técnica já utilizada ou mesmo para alinhar os métodos empregados pela empresa. As adaptações podem em curto prazo serem percebidas como custos irrelevantes, mas que serão de suma importância para o futuro da empresa, e conseqüentemente para o relacionamento. A adaptação é decorrência de uma troca de técnicas que envolvem criação e desenvolvimento de confiança entre os parceiros (NIELSON, 1996, apud Pereira). Para que um parceiro tenha um alto grau de adaptação é necessário que o seu correspondente tenha uma confiança à altura para suprir as exigências do relacionamento. Para Ebers (apud PEREIRA, 2006), as empresas têm o intuito de com a adaptação e a dependência de recursos alcançarem um relacionamento proveitoso, visando a adquirir os meios e condições que o levarão a uma independência e consequentemente melhorar seu grau de competitividade. 2.2.1.4 Confiança A confiança tem que ser analisada como um constructo de suma importância para caracterizar um relacionamento. Inicialmente, cabe considerar a confiança como um dos fatores que influencia o relacionamento. A confiança vai de encontro ao oportunismo, precedendo o comprometimento, resultando em benefícios para a díade. 27 A confiança contribui diretamente para a troca de interesses e informações em longo prazo, além de contribuir para a garantia de que os dados entrelaçados não surtam em perda de informações, nem em oportunismos por nenhuma das partes envolvidas. Sendo assim, a confiança gerada no relacionamento um dos alicerces primordiais para a díade. Para Morgan e Hunt (1994), as empresas estão tomando conhecimento que no lugar da competição predatória, devem desenvolver a confiança do parceiro, por esta se tratar de uma das variáveis mediadora para relacionamentos bem-sucedidos. Conforme identificado por Doney e Cannon (1997), o aspecto técnico é abordado como um dos fatores que contribuem para estreitar a relação com confiança, influenciando a realização dos prazos e a solução de problemas. O desenvolvimento de relações intensas e duradouras entre as díades tem apresentado inúmeros benefícios, para ambas as partes. E para que esse relacionamento seja realmente o que se precisa para a díade é imprescindível que a confiança seja característica dessa forma de interagir e criar valor para os atores, tanto para os clientes como também para os fornecedores (LEE; PAE e WONG, 2001 apud Pereira, 2006). De acordo com Hakansson e Snehota (1995) a confiança é indispensável para o relacionamento, devendo ser trabalhada pelos parceiros, no intuito de valorizar o crescimento da relação. A necessidade de confiança para o desenvolvimento de confiança mútua significa que nenhum relacionamento pode ser estabelecido instantaneamente. Ele cresce ao longo do tempo quando a confiança entre os atores se desenvolve e há considerável quantidade de inércia nisto. (Hakansson e Snehota, 1995). De acordo com Pereira (2006), a confiança – crença de que uma parte é um confiável indicador da qualidade de um relacionamento (Batt, 2001; Crosby, Evans e Cowles, 1990), com participação positiva no resultado do desempenho quando associada com fatores formais ou contratuais de uma relação (Friman; Cannon, Achrol e Gundlach, 2000). A relação de confiança se desenvolve em comunhão com os princípios de justiça e com a criação de benefícios mútuos. É imprescindível que os participantes percebam que seus interesses pessoais são levados em consideração. Desta forma, mesmo que a confiança não esteja intimamente ligada ao desempenho organizacional, à mesma se apresenta como papel de suma importância no mundo corporativo. O direcionamento das características da confiança está alinhado aos objetivos estratégicos, ao plano de metas e sistema de incentivos, sendo de grande importância para o desenvolvimento do capital social corporativo. 28 Segundo Pereira (2006), a confiança tem sido tratada, basicamente, de dois modos distintos: como uma característica ou aspecto da qualidade do relacionamento, e como uma determinante da qualidade do relacionamento, consistentemente às idéias de Morgan e Hunt (1994). Anderson e Narus (1990) que vêem a confiança como uma determinante da cooperação e do nível de conflito em relacionamentos de trabalho, enquanto que Anderson e Weitz (1989) a vê como uma determinante da comunicação entre as partes, descobrindo, ainda, que congruência de objetivos, reputação negativa e longevidade do relacionamento são alguns dos antecedentes que afetam a confiança (PEREIRA, 2006). Nas empresas a eficiência é refletida na cultura organizacional a partir das relações de confiança entre os indivíduos, indicando a possibilidade de organizar os interesses diferentes que pode interferir na cooperação entre as partes envolvidas. Segundo Cedola (2004), a confiança é conceituada como uma vontade em acreditar na parceria de troca, na qual se tenha certo grau de segurança. A confiança e o compromisso são entrelaçados, uma vez que o risco de oportunismo na relação de longo prazo pode diminuir ou acabar definitivamente se não existir confiança suficiente para combater o oportunismo ou qualquer comportamento que venha dificultar nos resultados da organização. 2.2.1.5 Comprometimento Morgan e Hunt (1994) se aprofundaram no marketing de relacionamento, propondo duas variáveis de suma importância, o comprometimento e a confiança. O comprometimento mede o quanto a empresa se encontra disposta a colaborar com o trabalho desenvolvido na relação. É de fundamental importância considerar o comprometimento como um dos fatores necessários para a compreensão da relação, já que para se ter um relacionamento de longo prazo é necessário que exista compromisso (CEDOLA, 2004). Para Pereira (2006), o comprometimento aparece em algumas teorias do marketing de relacionamento, como conseqüências surgem muitos estudos graças aos resultados da amplitude do relacionamento (Styles e Ambler, 2000) e da confiança (Morgan e Hunt, 1994; Crosby, Evans e Cowles, 1990), resultando em grande impacto no desempenho da organização (Styles e Ambler, 2000). Ainda de acordo com Slyles e Ambler (2000) o comprometimento e o desempenho surgem como antecedentes ou conseqüentes em um 29 relacionamento, valendo, no estudo deste, o equilíbrio entre estes e os outros constructos do relacionamento. E ainda dentro deste campo de raciocínio, a participação dos constructos comprometimento e confiança são percebidas como fator primordial para o sucesso de um relacionamento (CEDOLA, 2004). De acordo com Morgan e Hunt (1994), a essência do marketing interligando compromisso e confiança à cooperação é percebido como peça fundamental para se alcançar êxito no marketing de relacionamento (MILAN, 2002). O compromisso é o ponto mais alto do elo de interação entre os atores da díade (Dwyer; Schurr e Oh, 1987 apud MILAN, 2002), sendo estes definidos com a mesma dedicação e motivação relacional (VOSS e VOSS, 1997, apud Milan, 2003), podendo inclusive se associar a outros fatores, tais como objetivos mútuos e laços estruturais, assim como o próprio ato de confiar. Apoiando-se na Teoria de Contrato Relacional e verificando o envolvimento entre as partes é visível o compartilhamento de princípios implícitos ou normas que coordenam as atividades desempenhadas pela relação. Consideram-se, adicionalmente às normas cooperativas, as normas formais – ou elos legais, definidos por Cannon e Perreault (1999) como a extensão dos arranjos e procedimentos econômicos, formais e orientados que conectam um comprador e um vendedor. Para Oliver (1999 apud Milan, 2003) o compromisso pode ser compreendido como uma possibilidade implícita ou explícita de continuidade da relação. O compromisso envolve o interesse ou a intenção em manter um relacionamento sob a ponto de vista de longo prazo (Moorman; Zaltman e Deshpande, 1992, apud Cedola), tendo a continuidade e a união entre as partes como dois elementos fundamentais para o sucesso do relacionamento (Dwyer; Schurr e Oh, 1987). No intuito de sustentar um relacionamento mais longo com seus clientes, as empresas dividem os pontos principais e suas atribuições de responsabilidade dentro da díade, separando entre outros, laços sociais alicerçados em valores partilhados. Morgan e Hunt (apud Cedola, 2004) defendem que os constructos comprometimento e confiança são fatores intermediários entre os precedentes de um relacionamento, tais como: custos, benefícios, oportunismo, entre outros. Tendo como resultado redução no número de abandono, cooperação e aumento da segurança. O modelo em questão pode ser percebido através da Figura 2. 30 Fonte: MOORMAN; ZALTMAN e DESHPANDE (1992, apud Cedola, 2004). Figura 2: Modelo Teórico de MOORMAN; ZALTMAN e DESHPANDE. O compromisso se apresenta de duas maneiras, formal e informal. O compromisso formal estar alicerçado em domínios estruturais que deixam claro o desempenho por parte dos participantes do relacionamento, enquanto que o compromisso informal é baseado em laços sociais e até mesmo financeiros, mas sem qualquer compromisso que possam dar coragem a ter um relacionamento mais estreito, que conseqüentemente acarreta em novas compras (VOSS e VOSS, 1997 apud MILAN, 2003). Milan (2003) ainda no mesmo raciocínio defende que um relacionamento baseado em valores divididos entre as partes, tanto quanto em estruturas de domínios, pode ser mais desejável entre os atores, o que resultaria em um enriquecimento do compromisso formal e informal. Nesse sentido, Dwyer; Schurr e Oh (1987, apud Cedola, 2004) e Morgan e Hunt (1994) também identificam os valores partilhados como um antecedente do compromisso relacional. Entretanto a existência de assimetria no compromisso pode gerar relacionamentos insatisfatórios, uma vez que a parte com maior grau de comprometimento estará vulnerável a um possível comportamento oportunista da outra parte (GUNDLACH; ACHROL e MENTZER 1995 apud CEDOLA, 2004). Para manter relacionamentos de longo prazo com seus clientes, as empresas utilizam estruturas de domínio para definir a atribuição de responsabilidades dentro da relação, mas também podem desenvolver laços sociais baseados em valores partilhados. Um 31 relacionamento baseado tanto em valores partilhados, quanto em estruturas de domínio, pode ser mais desejável para o relacionamento (Voss e Voss, 1997 apud Milan, 2003), o que tende a fortalecer o compromisso mútuo, formal e informal. Nesse sentido Morgan e Hunt (1994) também identificam os valores partilhados como um antecedente do compromisso relacional. Para Wetzels; Ruyter e Van Bigerlen (1998 apud Milan, 2003), em pesquisa desenvolvida para o setor de serviços, verificam como antecedentes do compromisso: qualidade do serviço, satisfação, confiança e dependência. Mesmo existindo vários estudos que se propõem a analisar os antecedentes do compromisso, a análise desse estudo deve ser incentivado em pesquisas posteriores, abordando os antecedentes do compromisso e como estes interferem no relacionamento. 2.2.1.6 Impacto da TI e do Valor Criado no Relacionamento Um dos principais paradigmas no panorama das empresas está relacionado com a constante evolução tecnológica, influenciando diretamente na produção como também na vida das pessoas, ocasionando numa busca ilimitada pelo conhecimento, no propósito de acompanhar os interesses das organizações e conseqüentemente aumentar a rentabilidade das empresas. Para Morais, Terence e Escrivão Filho (2004), o maior impacto evolutivo abordado neste trabalho está relacionado com a Tecnologia da Informação (TI) que passou a ingressar nas organizações como base competitiva (Albano, 2001). Segundo Torquato e Silva (2000), o desenvolvimento de tecnologias surge como benefícios para as organizações, tornando-se indispensável para a sua permanência no mercado, além de se apresentar como uma especialidade da empresa no mundo competitivo. Segundo Alberto Luiz Albertin, responsável pela 12ª Pesquisa de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro o Brasil realizou no ano de 2009 transações em torno US$ 210 bilhões pela internet, mostrando uma evolução referente ao ano anterior, cujo valor foi de US$ 190 bilhões. Com estimativas de crescimento em torno de 15%. A pesquisa ainda verificou que o ambiente com maior destaque são aqueles voltados para relacionamento entre cliente e fornecedor. Do total movimentado em 2009 cerca de US$ 150 bilhões foram negócios entre empresas (business-to-business). Enquanto que US$ 60 bilhões foram transações entre empresas e consumidores (business-to-consumer). Ainda segundo a pesquisa as empresas estão agregando valor nos relacionamentos com seus clientes e fornecedores. 32 Para Morais, Terence e Escrivão Filho (2004), as pequenas empresas devem ter a consciência que os maiores benefícios vêem a médio e longo prazo. Para que seja implantada com êxito uma tecnologia de informação os dados devem ser coletados, transformados em informação, estudados, interpretados e utilizados de forma inteligente pela díade. Sendo primordial que seja usado um sistema de forma estratégica, simples e rápido no intuito de corresponder as expectativas dos usuários, acarretando em melhoria contínua em suas tarefas (Morais; Terence e Escrivão Filho, 2004). Desta forma, o sistema disponível pelo fornecedor está de acordo com seu objetivo primordial, de transformar os dados em informações pertinentes ao sistema, estando, portanto em sintonia com o processo de gestão estratégica presente no ambiente, conhecimentos estes apropriados para desenvolver valor e atuar na unificação das empresas. Para Barbosa e Teixeira (2003), é de grande relevância o nivelamento de possibilidades com o propósito de enriquecer a estratégia nas empresas, estando estas aptas a concorrer numa atmosfera de grandes modificações (Pereira Morais; Terence e Escrivão Filho, 2004). Verifica-se que, as empresas estão em constante aprendizado, em decorrência da inovação tecnológica. Conseqüentemente, as pessoas envolvidas no processo vão aprimorando suas capacidades e diminuindo as limitações, ameaças e chances do seu território e do próprio processo. A influência criada pela competitividade impõe às empresas desenvolvedoras de software a constante necessidade de trabalhar focando na coleta de informação do ambiente no qual a empresa está atuando. Para isso a mesma tem que analisar concorrentes, agentes sociais, comprador, fornecedor entre outros fatores que auxiliarão no processo decisório. Em um relacionamento de negócio, a segurança de uma relação permite que seus erros e barreiras tenham tempo suficiente para serem vencidos. Neste estudo, foi evidenciada a presença deste aspecto na construção e desenvolvimento dos relacionamentos. A segurança da relação é um fator que mantém o relacionamento e nos casos estudados o maior impulsionador desta segurança é o receio da mudança de fornecedor, pois a mesma carrega consigo a mudança do software. O impacto da TI e o valor criado pelo relacionamento são forças que impulsionam a segurança do relacionamento. Como conseqüência, quanto maior a segurança do relacionamento, mais espaço existe para a criação de valor ou para a acomodação dos componentes do relacionamento. As duas hipóteses parecem viáveis, mas precisam de uma consolidação em estudo futuro, pois na primeira existe tempo e confiança para o desenvolvimento do valor no relacionamento, já na segunda hipótese, a segurança do 33 relacionamento permite que os vetores do mesmo não apliquem esforços na criação de valor. No caso do impacto da TI, a segurança do relacionamento permite efeitos positivos, pois o tempo e a manutenção do mesmo fornecedor podem gerar aprendizado mútuo e maior investimento no cliente, já que o mesmo continuará no relacionamento. Sendo assim, o impacto da TI influenciará positivamente impulsionando ainda mais a segurança do relacionamento. Já a disponibilidade de alternativas é um fator que incentiva a segurança do relacionamento para baixo, porém pode ser anulada pelo impacto da TI e pelo valor criado. 2.2.1.7 Comunicação A comunicação é fator determinante na criação valor no relacionamento. O compartilhamento dessas informações, sejam estas formais ou informais, contribui positivamente para fornecer aos parceiros os mecanismos suficientes para concretização do relacionamento (MORGAN e HUNT, 1994). A comunicação entre os envolvidos na relação surge com a função de compartilhar informação, analisando qual o impacto e influência do respectivo parceiro no relacionamento. A comunicação muitas vezes é utilizada para solucionar conflitos e facilita um entrelaçamento entre as partes, fortalecendo as bases para a relação. A qualidade dos dados, sua exatidão e credibilidade funcionam como motriz para a continuidade do relacionamento. Entende-se, a partir de tais dimensões que se compartilhe constantemente e de forma intensiva para usufruir do melhor desempenho possível. Os atores de um relacionamento trocam informações de forma sistemática e intensa, utilizando os mais variados meios de comunicação, influenciando positivamente a confiança dos parceiros (Morgan e Hunt, 1994). A influência da comunicação na confiança, e conseqüentemente no relacionamento devem-se ao fato de que o fluxo constante de informações entre os parceiros, abre espaço para uma partilha de expectativas mútuas, o que, acarreta num sentimento de confiança mais forte. 34 2.3 MODELO CONCEITUAL DE PESQUISA O modelo tem o objetivo de estudar com profundidade as dimensões básicas do relacionamento entre clientes e fornecedores, como demonstrado na Figura 3. Como complemento e validando o trabalho desenvolvido, aprofundaremos os benefícios e custos ocorridos na relação tomando por alicerce seus atributos específicos, tais como: confiança, adaptação, competências, comprometimento e comunicação. Fonte: Pesquisa Direta. Figura 3: Modelo Conceitual. 2.3.1 Benefícios Para Pereira (2006), as classes de benefícios (produto, lucro, volume, proteção, serviço e mercado, explorador, acesso, sociais, tecnológicos, tempo para entrada no mercado e efeitos de rede), são essenciais para se analisar mais detalhadamente o nível de relacionamento e os reais ganhos entre os atores. 35 De acordo com Ulaga (2003) o espaço ocupado pela criação de valor nas díades ainda está em sua fase inicial. A mensuração da criação de valor em relacionamentos de negócio ainda está em sua infância e um sólido entendimento do conceito é um pré-requisito para o desenvolvimento de ferramentas de avaliação válidas e confiáveis. (Ulaga, 2003, p. 677). A interação entre comprador e fornecedor deixa saldo positivo para os participantes. O fornecedor reverte os ganhos intrínsecos à racionalização de seus procedimentos organizacionais e pessoais, o compromisso com as expectativas e valores gerados pelo cliente (treinamento, compra de equipamentos, viabilidade dos usuários em treinamentos, entre outros), flexibilidade na aderência ao produto, fidelização e particularidades do cliente que ocasiona na melhoria do serviço prestado e na possibilidade de gerar novos negócios. Existem fatores essenciais que resultam em benefícios para o cliente, estando estes relacionados em decorrência da troca de informações, sendo esta, parte essencial dos benefícios criados. Para se alcançar os benefícios são necessários: delinear as opiniões do setor de trabalho no qual a relação é desenvolvida, colher e apresentar dados para o enriquecimento da relação, e por fim, auxiliar no melhor aproveitamento das técnicas e do planejamento do próprio usuário com relação à demanda esperada. Além do benefício percebido com a avaliação de processos e diminuição do retrabalho Analisando conforme as categorias de benefícios apresentados no Quadro 3, elaborado por Pereira (2006), os clientes apresentam importantes níveis de racionalização dos processos, agilidade e redução de custos, melhoria no fluxo de informações e confiabilidade. Esta constatação demonstra que as categorias de Gestão e Serviços, assim como as capacidades de entrega e produção analisadas na seção seguinte, são necessidades básicas para a criação de valor no relacionamento. BENEFÍCIOS Clientes Fornecedores Gestão Aprendizagem Racionalização de processos Agilidade e redução de custos Melhoria no fluxo de informações Mudança de rotinas e perspectiva dos funcionários Relações com mercado Troca de experiências com o cliente Conhecimento agregado ao produto Conhecimento de mercado Conhecimento do processo Diversidade de processos Aprendizagem a partir de exigências do cliente Competência em segmento específico 36 Projeto diferenciado Aprendizagem Conhecimento para a empresa Experiências de implementações anteriores Desenvolvimento de recursos humanos da empresa Informações de mercado Institucionais Referência no mercado (benchmarking) Vinculação com características do cliente Disseminação das tecnologias vendidas pelo fornecedor Incremento do quadro de consultores Serviços Volume de Negócios e Garantia Suporte de equipe externa Capacidade técnica Adaptação de produto Confiabilidade Retorno financeiro Realização de projetos futuros Perspectivas de sobrevivência do negócio e manutenção ou incremento dos níveis de desempenho Serviços adicionais Mercado Atualizações do software Ampliação do escopo do projeto Abertura e acesso do fornecedor Indicações para clientes potenciais Apoio à área de vendas Pessoais Nível dos profissionais Sentimento de parceria Cultura do cliente Cumprimento do projeto Fonte: Pereira (2006). Quadro 3: Categorias de Benefícios para Clientes e Fornecedores. . Nota-se que o grande impulsionador e mantenedor da relação para ambas as partes é principalmente o produto oferecido, o ERP, fazendo a relação possuir uma segurança baseada na dificuldade de se trocar o produto. Pode-se atribuir este aspecto à necessidade das empresas em possuir softwares de gestão e no impacto da TI nas organizações, como destacam Strauss e Bellini (2008). Além dos benefícios financeiros, as modificações – frutos da comunicação e interação - ajudam na melhoria contínua dos seus serviços, como agilidade e confiança desenvolvida no decorrer da relação, portanto contribuem para difundir o serviço da empresa e seus reais ganhos com a interação da equipe responsável pela implantação de produtos ou serviços. 2.3.2 Custos Os custos geralmente são oriundos dos investimentos e adaptação para o desenvolvimento do sistema, além dos serviços de cunho pessoal, como desgaste físico e 37 psicológico que são envolvidos na relação com os parceiros. E como custo não monetário existe a disponibilidade do fornecedor que em diversas ocasiões fica à disposição do cliente, para possíveis esclarecimentos e sugestões para o aperfeiçoamento do serviço. De acordo com parcerias e atividades cada vez mais especificas é possível uma empresa de pequeno porte realizar um trabalho que antes era feito apenas por grandes empresas de TI. Com a expansão de pequenos produtores verifica-se um maior crescimento e oportunidade de desenvolvimento para os desenvolvedores de software de menor porte (BOWERSOX e COOPER, 1992 apud CEDOLA, 2004). De acordo com Zeithaml (1988 apud CEDOLA, 2004), os custos oriundos do relacionamento podem ser divididos em custos monetários e custos não monetários. A referida autora defende os custos não monetários como sendo tempo, esforço, entre outros fatores que não consta como uma despesa, ou seja, que não são abordados como custo ou sacrifício para a organização. A categoria de Custos elaborada por Pereira (2006) defende que no relacionamento existem os gastos de adaptação de processos, despesas extras do projeto e tempo para adaptação. A relação pode indicar como esforços não-monetários: desgaste na relação, stress e tempo dos seus colaboradores como demonstrados no Quadro 4 de Pereira (2006), como desgaste do relacionamento com o fornecedor e desgaste pessoal dos funcionários. CUSTOS Clientes Fornecedores Projeto Investimentos e Adaptação Erros na definição do cronograma Financeiro Substituição de consultores Erro na definição do escopo do projeto Desempenho do software Despesas extras do projeto Alocação de recursos humanos Metodologia de trabalho Adaptação Adaptação da equipe Aquisição de equipamentos Adaptação de processos Tempo para adaptação Pessoais Alocação de recursos e horas extras Adaptação de estrutura Capacitação de recursos humanos Financeiro Oportunidade Operação Serviços adicionais e atendimento ao cliente Negociação do projeto e pré-desenvolvimento da solução Gestão de recursos humanos Desenvolvimento do software Pessoais Perda de tempo Sacrifícios pessoais do consultor Desgaste pessoal dos funcionários Desgaste de relacionamento com o fornecedor Problemas de relacionamento interno Fonte: Pereira (2006). Quadro 4 – Categorias de Custos para Clientes e Fornecedores. 38 Analisando a dimensão “Custo”, mais uma vez percebe-se que o impacto da TI é um importante motivador do relacionamento. Esta situação indica que os custos estão inseridos no relacionamento, ocasionando benefícios para a díade, assim como afirma Davenport (2002), que a implantação de sistemas ERP representa não só uma nova ferramenta de trabalho, mas uma nova maneira de trabalhar. 39 CAPÍTULO 3: METÓDO A definição metodológica abrange os passos e processos colocados em prática com o propósito de alcançar os objetivos do projeto. Neste trabalho analisa-se a estrutura do estudo e sua abordagem. Como conseqüências esmiúçam-se os métodos, envolvendo a pesquisa bibliográfica e os casos escolhidos para a pesquisa. Em seguida confirma o tipo de amostragem e a escolha dos entrevistados, deixando evidente a construção do instrumento de pesquisa, o método de coleta e análise dos dados. A pesquisa qualitativa torna-se mais adequada para o estudo do relacionamento na díade, pois possibilita o detalhamento dos constructos: valores, competências, adaptação, confiança, compromisso, comunicação e o impacto de TI, abordando a relação existente e o valor criado no relacionamento, com a preocupação primordial de compreendê-los em profundidade. O trabalho de descrição tem o objetivo principal em um estudo qualitativo, sendo por intermédio dele que os dados são coletados. Este tipo de pesquisa oferece informações de natureza mais subjetiva e latente, implicando não só numa análise do discurso do entrevistado, como também em seu estilo geral, de acordo com os questionamentos levantados. Mesmo diante da subjetividade dos entrevistados na pesquisa, a análise qualitativa tem meios para sua ponderação, com o objetivo de tornar-se válida no meio acadêmico. 3.1 APRESENTAÇÃO DA PESQUISA A pesquisa desenvolvida se classifica como exploratória de caráter qualitativo. Estas características terão o propósito de conseguir: (1) analisar a capacidade de interação no desenvolvimento a partir da visão da díade, (2) identificar os tipos de competências necessárias à criação de valor e valor criador para o fornecedor e (3) identificar o valor desenvolvido entre cliente e fornecedor. A escolha desta metodologia visa a aprofundar o entendimento do valor do relacionamento entre fornecedor e cliente e as competências que fundamentam sua criação. Considerando a complexidade da pesquisa foi analisada a visão de múltiplos atores envolvidos em um relacionamento e o estágio de desenvolvimento do tema na área de 40 marketing. Segundo Yin (2003), o desenho de uma pesquisa é a seqüência lógica que conecta os dados empíricos às questões de um estudo inicial, com um estudo esmiuçado de cada caso analisado e, em última instância, ás suas conclusões. Conhecendo esta acepção, a seguir são detalhados os métodos e técnicas empregados nesta pesquisa. 3.2 CAMPO DE PESQUISA – FORNECEDORES DE SOFTWARE Em decorrência dos avanços tecnológicos o Estado da Paraíba vem galgando passos firmes e de destaque nacional e internacional. De acordo com dados do SEBRAE em 2010 existem nas quatro maiores cidades do estado mais de 300 empresas trabalhando no setor. Isso tudo vem acontecendo em decorrência dos avanços ocasionados na cidade de Campina Grande, reconhecida fora do Brasil como uma das maiores regiões que realizam a fabricação de produtos tecnológicos de ponta. O estado vem desenvolvendo o setor tecnológico direcionando para vários segmentos, como criação de software, WEB, indústria de hardware, processamento de dados, redes, robótica, consultoria, telecomunicação entre outros ramos que estão em constante desenvolvimento. Toda essa ampliação ocorre devido à existência de parcerias entre instituições, empresas públicas e privadas, além de unidades de ensino. Essas parcerias determinam o crescimento tecnológico do estado. De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) a Paraíba é o segundo estado que mais tem pesquisadores e ocupa o terceiro lugar em número de investimento chegando a mais de R$ 8 milhões que são levantados para pesquisas, levando em consideração apenas as pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A Fundação de Auxílio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPEP) é o principal administrador de inovação do estado, enquanto que o trabalho é realizado pela Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo, Ciência e Tecnologia. O avanço do parque industrial tecnológico da Paraíba ocorre em decorrência da atuação das empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação que atuam em diversas áreas como Engenharia e Design. Com o propósito de aumentar as oportunidades de negócios e de emprego em todo o estado expandindo a TIC da Paraíba para o mundo. 41 Neste estudo foi utilizada predominantemente a estratégia de estudo de caso, que em geral, é preferida quando as perguntas do estudo são em maioria “como” e “por que”, quando o investigador tem pouco controle sobre os eventos e está sobre fenômenos contemporâneos, com algum contexto de vida real (YIN, 2003). 3.2.1 Seleção de Caso Em estudos de caso coletivos, os tamanhos das amostras são usualmente muito pequenos para garantir seleção aleatória. Se for o caso de um estudo de caso que envolva um estudo de campo qualitativo, define-se uma amostra intencional, desenvolvida em variedade e reconhecendo oportunidades para estudo intensivo (STAKE, 2000 apud PEREIRA, 2006). Os casos foram escolhidos dentre três aspectos: representatividade do caso no mercado, consonância de opinião e disponibilidade para fornecer informações profundas sobre o relacionamento. Sendo assim, foi mantida a qualidade das informações colhidas e garantida a representatividade dos casos para a pesquisa. Com devida atenção para a realização dos estudos de casos com unidade de análise única, ou seja, o mesmo esquema analítico, variando apenas o lócus de pesquisa. Foram selecionados 5 casos de sucesso, sugeridos pelo Farol Digital. Entretanto apenas um participou da pesquisa, os demais não tiveram interesse em cooperar com o estudo. Desta forma, foi necessário que o pesquisador partisse em busca de clientes que utilizam softwares como ferramenta de trabalho e que fosse compatível com os objetivos do estudo. A partir dos clientes partiu-se a procura dos fornecedores, e em seguida para entrevista e análise dos dados. No total a pesquisa conta com 5 casos de sucesso, analisados sobre os dois pontos de vista, do cliente e do fornecedor. 3.2.2 Procedimento de Coleta de Dados Existe um grande número de procedimentos de coleta de dados para a condução de um estudo de caso, dentre eles, os seis mais comumente usados são: documentação, material de arquivo, entrevistas, observações diretas, observação participante e os artefatos físicos (Yin, 42 2003). Ainda segundo o mesmo estudo, um dos três princípios importantes para construir a validade e a realidade de uma evidência de um Estudo de Caso é o uso de múltiplas fontes de evidências. Segundo Pereira (2006), entrevistas são uma das maiores fontes de informações para estudos de caso. Já em relação às observações diretas, são feitas em visitas ao campo do caso em estudo, nesta visita é criada a oportunidade de uma observação direta. Esta última pode ser mais ou menos formal. Nas mais formais, são criados protocolos de observação como parte do protocolo de pesquisa. Nas menos formais, podem acontecer em passeios, visitas a campo, ou até mesmo durante algum procedimento de coleta, como o caso de uma observação durante a entrevista (YIN 2003). O universo da pesquisa abrange fornecedores de software e seus respectivos clientes. Foi dando ênfase no relacionamento entre cliente e fornecedor, abordando os fatores que contribuem para a díade. O presente estudo enfatizou o relacionamento entre clientes e pequenos fornecedores de software. Os casos foram escolhidos mediante coleta de informação de pessoas da área. De início o pesquisador procurou o Farol Digital projeto realizado pelo SEBRAE do Estado da Paraíba. De acordo com entrevista concedida por Danyele Santana Raposo, Gestora do Projeto a concretização do projeto facilitou o desenvolvimento e aprimoramento da Tecnologia da Informação e Comunicação nas principais cidades do estado, ajudando no desenvolvimento de estratégias, qualificação dos participantes, inovação e capacitação dos envolvidos no projeto. Entretanto o pesquisador não obteve êxito com os fornecedores indicados pelo Farol Digital, o pesquisador partiu para pesquisa em campo aberto a procura de fornecedores de software que tivesse o interesse de contribuir com a pesquisa. Por indicação de terceiros foram identificados 5 casos que foram analisados e corresponderam aos objetivos do pesquisador. Nestes casos a pesquisa se voltou para aplicação de questionários para fornecedores e clientes. Cada roteiro foi formado por um total de 32 questões, quantidade suficiente para o pesquisador analisar o relacionamento da respectiva díade. As entrevistas foram gravadas com duração média de 50 minutos. Considerando os aspectos relevados acima, na pesquisa inicia-se utilizando os procedimentos de entrevista em profundidade com roteiros previamente elaborados e validados, assim como a análise de sites, documentos das empresas e observação direta durante as visitas a campo para a realização das entrevistas. Nas entrevistas o pesquisador esclarecia para o cliente convidado qual era o propósito 43 do estudo e quais as dimensões que este se propôs a estudar. Alguns casos o cliente indicou o fornecedor, da mesma forma como o pesquisador abordou casos no qual o fornecedor foi indicado pelo cliente. Todas as entrevistas por parte dos fornecedores foram concedidas pelo responsável direto pela implantação do sistema, assim como os clientes estudados eram pessoas que estava diretamente envolvida com o desenvolvimento do software. Todos os casos analisados foram mantidos em sigilo o nome da empresa e das pessoas envolvidas no relacionamento. O roteiro de entrevista foi composto das seguintes dimensões: características gerais deste relacionamento com os clientes (valor, confiança, comprometimento, comunicação e competências). No Quadro 5, são explicitados as dimensões analisadas e os autores consultados para sua elaboração. Dimensões Autores Valor Pereira (2006), Eggert, Ulaga (2003) e Ulaga e Eggert (2001). Confiança Doney e Cannon (1997), Ganesan (1994), Morgan e Hunt (1994) e Pereira (2006) Comprometimento Morgan e Hunt (1994), Wilson e Vlosky (1997) e Cedola (2004) Comunicação Cannon (1992), Cannon e Perreault (1999), Morgan e Hunt (1994) e Groff (2001) Competências Pereira (2006), Ngo e O'Cass (2008), e Möller e Törrönen (2003) Fonte: Pesquisa Direta. Quadro 5: Dimensões e Autores Estudados para Roteiro de Entrevistas. A coleta de dados ocorreu no período de março a maio de 2010 com informanteschaves que o pesquisador julgar como experts do relacionamento. Foram escolhidos para o caso levantados para análise alguns gerentes de TI, gerentes de conta e diretores administrativos. Adicionalmente, foram feitas observações nas organizações escolhidas e outros profissionais que foram considerados participantes da criação de valor para o parceiro. Já com relação à análise das competências, foram utilizado o esquema identificado no estudo de Pereira (2006) que trata dos indicadores de capacidade de produção de valor para o cliente. No estudo a autora abordou os tipos de capacidade desenvolvida na relação, os benefícios para os fornecedores do sistema e os indicadores de capacidade do cliente. Todas essas características estão detalhadas no Quadro 6 na lista de indicadores. 44 Tipo de capacidade Capacidade de Produção Benefícios para o Fornecedor Benefícios de Volume de Negócios e Garantia Capacidade de Entrega Capacidade de Melhoria de Processo Benefícios de Aprendizagem Capacidade de Inovação Incremental Capacidade relacional Benefícios de Mercado Capacidade de melhoria de processo Capacidade de Inovação Incremental Capacidade relacional Benefícios de Aprendizagem Benefícios de Mercado Indicadores de Capacidade do Cliente Potencial financeiro. Interesse em projetos futuros. Maturidade administrativa e tecnológica. Níveis de desempenho superiores aos concorrentes. Bases de conhecimentos sobre projetos. Atuação em segmento de interesse do fornecedor. Interesse de transmissão de conhecimento da equipe. Processos diferenciados. Maturidade tecnológica e administrativa. Gestão profissional da área de TI. Cultura de compartilhamento de conhecimentos. Disponibilidade para dar indicações. Gestão profissional da área de TI (qualificação de gerentes e analistas). Imagem da empresa no mercado. Bases de conhecimentos sobre projetos. Atuação em segmento de interesse do fornecedor. Interesse de transmissão de conhecimento da equipe. Processos diferenciados. Maturidade tecnológica e 44dministrative. Gestão profissional da área de TI. Cultura de compartilhamento de conhecimentos. Disponibilidade para dar indicações. Gestão profissional da área de TI (qualificação de gerentes e analistas). Imagem da empresa no mercado. Imagem da empresa. Perfil competitivo. Benefícios Reconhecimento da gestão da empresa e da área de TI no Institucionais mercado de atuação. Qualificação da área de TI (demandas exigentes) Rede de atuação ampla para disseminação de tecnologias. Benefícios Pessoais Qualificação da equipe Cultura (compartilhamento de conhecimentos, respeito ao fornecedor, etc.). Fonte: Pereira (2006). Quadro 6: Indicadores de Capacidade de Produção de Valor do Cliente. 3.2.3 Unidade de Análise e Amostragem A unidade de análise do estudo foi o relacionamento da díade, considerando-a entidade distinta relacionada a outras entidades. Um relacionamento entre empresas é manifestado a partir do momento que a ação de um dos participantes do relacionamento é influenciada pelo parceiro. Relacionamento – ou comunicação entre elementos – é analisado, 45 desta forma, como fluxos de materiais, informação ou energia (FLOOD e CARSON, 1988 apud PEREIRA, 2006). Além das funções destacadas, um relacionamento é um elemento em construção em uma estrutura de rede mais ampla. Assim, o que é nele produzido influencia e é influenciado por outras relações que envolvem outras partes. Os efeitos sobre terceiras partes e de terceiras partes e seus vínculos no relacionamento dependem de quão conectados estão às relações em toda a rede (HÅKANSSON e SNEHOTA, 1995). A pesquisa tem o intuito de realizar um estudo mais preciso do fenômeno, impedindo problemas reservados a uma visão exclusiva (Smith, 1999). Ainda segundo Smith (1999) os pontos de vista e comportamentos particulares de cada organização estão cada vez menos importante do que o desempenho do conjunto. De acordo com Flick (2004), na amostragem teórica, as determinações de quais materiais, que não possuem caráter científico, serão aproveitadas na pesquisa, tais como: grupos, episódios e estabelecimentos, devem ser levantados na coleta e análise dos dados. Para a amostra foram realizadas 5 entrevistas, nas quais o fornecedor do software escolheu um cliente, com o qual tivesse um relacionamento que agregasse valor para a sua empresa. A coleta de dados foi finalizada quando as informações, levantadas pelas entrevistas realizadas na díade, supriram as expectativas do estudo. 3.2.4 Procedimentos de Análise dos Dados O procedimento foi iniciado com a análise individual dos dados. Após a coleta das informações, os dados foram separados entre os casos e classificados de acordo com as dimensões; características gerais deste relacionamento com os clientes (comprometimento, confiança, cooperação, motivações e participação do cliente no desenvolvimento de software), valor e competências. Aos dados coletados nas entrevistas foram adicionadas as percepções e anotações oriundas da observação direta realizada durante a entrevista Com os dados devidamente separados e classificados, o pesquisador relacionou o resultado obtido com os objetivos específicos da pesquisa, buscando identificar os tipos de competências necessárias à criação de valor para o cliente e para o fornecedor, analisar a relação entre as características do relacionamento, competências para criação de valor e o valor criado. 46 CAPÍTULO 4: ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Esta etapa visa a apresentar a análise e os resultados obtidos dos estudos de caso. Os casos: Relacionamento entre o Cliente A e o Fornecedor A, Relacionamento do Cliente B e o Fornecedor B, Relacionamento entre a Empresa C e o Fornecedor C, o Relacionamento entre o Cliente D e Fornecedor D e o Relacionamento entre o Cliente E e o Fornecedor E. Os casos foram analisados separadamente. Inicialmente o pesquisador apresenta as empresas envolvidas no relacionamento, seguindo da síntese dos resultados obtidos. Para melhor visualizar o impacto do relacionamento foi feita análise separada das dimensões: valor, benefícios, custos, competências e dimensões do relacionamento. 4.1 RESULTADOS DAS PESQUISAS Para o estudo foram desenvolvidas entrevistas com clientes e fornecedores de software, posteriormente analisadas as informações que são pertinentes ao estudo de como se dá o relacionamento entre a díade. O estudo foi desenvolvido em quatro empresas, identificando quais fatores são mais importantes para cada empresa e os custos e benefícios oriundos do relacionamento. No primeiro caso analisado se trata do relacionamento entre o Cliente A e o Fornecedor A. No relacionamento entre eles verificamos que existe cooperação, confiança e um grande valor agregado, tanto monetário como não monetário, assim como também existe algumas discordâncias de opiniões. O segundo caso analisado foi com o Cliente B e o Fornecedor B. Para os participantes o relacionamento é razoável, podendo ser melhorado, entretanto o cliente não ver a possibilidade de trocar de fornecedor, pelo fato de que isso acarretaria mais gastos para a empresa. A díade estudada no terceiro caso trata-se de um lado do Cliente C, uma grande empresa que iniciou um relacionamento com um Fornecedor C de menor porte, o relacionamento vem dando bons frutos para ambos, expandindo a lucratividade e a interação entre os envolvidos. 47 O quarto caso analisado trata-se da díade D, no qual o cliente e o fornecedor estão bastante satisfeito com o relacionamento, destacando a confiança e a comunicação como fatores de grande importância para manter o desenvolvimento da díade. O último caso analisado trata-se do Cliente E, que realiza serviço de conciliação prévia com um pequeno desenvolvedor de sistema, com o Fornecedor E. O relacionamento foi conceituado como muito bom pelas partes envolvidas, correspondendo aos objetivos do cliente e suprindo suas necessidades. Em seguida veremos como foi realizado detalhadamente esse levantamento de informações e quais as características do relacionamento de cada caso. 4.2 CARACTERIZAÇÃO DAS DÍADES As empresas envolvidas nas díades analisadas possuem características diferentes, principalmente quando se analisa o foco de atuação dos fornecedores. Desta forma, o Quadro 7 possui a classificação das empresas nas quais foram cumpridas as entrevistas, de acordo com os seguintes critérios: tempo de existência, número de funcionários no relacionamento e foco de atuação. Fonte: Pesquisa direta Quadro 7: Dados das Díades Analisadas 48 Fonte: Pesquisa Direta. Quadro 7: Dados das Díades Analisadas (continuação). Todas as informações foram coletadas durante as entrevistas. O foco de grande parte das empresas é o desenvolvimento de software. Frequentemente as empresas negociam o software, com o setor da empresa responsável pelos serviços do sistema, disponibilizando projetos, instalações e suporte aos clientes. 4.3 RESULTADO DAS COLETAS DE DADOS A análise dos dados foi realizada através da coleta de informações das díades estudadas. Em seguida foi realizada a comparação entre as informações fornecidas pelos participantes do relacionamento com as teorias existentes na área. A seguir estão detalhadas as análises das 5 díades estudadas, mostrando semelhanças e diferenças dos discursos levantados . Em cada caso foram abordados os constructos considerados mais relevantes de acordo com a opinião dos clientes e fornecedores estudados. A análise foi descritiva, proporcionou a caracterização dos relacionamentos, objetivando esclarecimento do setor e do relacionamento analisado. 49 4.3.1 Relacionamento da Díade A O Fornecedor A estar na área de desenvolvimento de sistema desde 1991. Em 1997 a empresa direcionou seu mercado para a criação de software para operadoras de Plano de Saúde. Hoje a empresa criada no Paraná busca crescer no mercado através de suas qualificações, parcerias e indicações de outros consumidores. O Fornecedor A tem o objetivo de expandir o número de parceiros em território nacional, concedendo aos seus clientes um sistema que abranja tudo o que a empresa precisa para desempenhar suas atividades com qualidade e rapidez, economizando tempo e dinheiro. O Cliente A é a maior e mais completa rede de assistência odontológica do Estado da Paraíba. Fundada em 1996 e deste então a empresa estar empenhada em satisfazer seus clientes. Hoje a empresa conta com mais de 100 colaboradores diretos, treinados para atender os consumidores com qualidade e eficiência. Existe ainda mais de 150 parceiros que atendem nos seus consultórios em todas as regiões do estado. A empresa defende a idéia de que mais admirável que o sucesso adquirido, é a certeza de corresponder aos anseios dos seus clientes. O relacionamento é visto de forma satisfatória, tanto por parte do Cliente A como pelo Fornecedor A. O Cliente A buscou os serviços prestados pelo Fornecedor A por indicação de outro usuário e também pelo fato do sistema antigo da empresa não suprir as necessidades da empresa, dificultando a realização das tarefas diárias. O sistema anterior possuía algumas falhas que dificultavam o desenvolvimento das tarefas, como por exemplo, armazenamento de dados, elaboração relatórios diários, o que ocasionava em perda de tempo, resultando na busca por um software completo que correspondesse às necessidades da empresa. Desta forma o Cliente A encontrou a solução dos seus problemas com o sistema desenvolvido pelo Fornecedor A. 4.3.1.1 Valor do Relacionamento A O valor desenvolvido pelo relacionamento é o esperado pela díade. O desenvolvedor do sistema acredita que mesmo existindo confiança pelos dois lados, o Cliente A sempre preza mais pelo treinamento dos funcionários e valor financeiro do que pela confiança no 50 relacionamento, pois o sistema tem o propósito de economizar tempo e dinheiro para a empresa auxiliando a realização do trabalho. Para o Cliente Ao valor desempenhado pelo relacionamento também corresponde aos objetivos da organização. O trabalho desempenhado pelo Fornecedor A está contribuindo na resolução de falhas e perda de tempo que antes exista na empresa. Hoje o Cliente Aconta com um sistema qualificado, que corresponde às suas necessidades. De acordo com as expectativas do cliente, o pesquisador verificou que o trabalho realizado por Werani (2001) qualifica todas as questões levantadas pelo Cliente Acomo sendo de grande relevância para o desenvolvimento do valor no relacionamento. Segundo Werani (2001), o valor criado pelo relacionamento para o Cliente Apode ser dividido em quatro dimensões. a) Criação de capacidade estratégica: aumento da competitividade, corresponder às necessidades do cliente, benefícios competitivos e maior lucro para a empresa; b) Relação vinculada a produtos: novas idéias e produtos que ocasiona em mudança de tecnologia na empresa, aprendizado técnico, desenvolvimento de competências e produtos através da relação; c) Parâmetro econômico: redução de custos, melhoria nos processos que conseqüentemente interfere na produtividade; d) Relacionamento pessoa: desenvolvimento de confiança, resolução de problemas e diminuição de conflitos que são oriundos do contato pessoal formal e informal. 4.3.1.2 Benefícios do Relacionamento A Entre os benefícios gerados para o Cliente Após implantação do sistema veio à redução de tempo e dinheiro, confiança desenvolvida com o projeto, total abertura entre os envolvidos na relação, agilidade nos procedimentos e a troca de experiências. Para o Fornecedor A entre os benefícios do relacionamento está a questão financeira, parceria desenvolvida, credibilidade e as possíveis indicações que surgem quando o Cliente A fica satisfeito com o sistema, fazendo com que as atuais empresas se tornem os principais vendedores dos sistemas. 51 A empresa está muito satisfeita com o sistema, por se tratar de um software mais completo o mesmo de início foi visto pelos usuários como sendo bem mais complexo que o anterior. Entretanto, com o atual sistema a empresa diminui o tempo, retrabalho referente ao número de relatórios e o que antes era feito manualmente agora é realizado através do sistema. (Cliente A) O Fornecedor A ver como fator primordial o profissionalismo, qualificação pessoal, buscando sempre satisfazer as expectativas do cliente. A troca de experiência é constante no relacionamento e aumenta de acordo com as solicitações de mudanças que o Cliente A verifica como necessária para desempenhar alguma tarefa na organização. O Fornecedor A vê como principal benefício à troca de experiência, a comunicação desenvolvida entre os parceiros, existindo inclusive casos de amizades que são construídas a partir do relacionamento. 4.3.1.3 Custos do Relacionamento A Entre os sacrifícios monetários para o Cliente A está todo o investimento realizado para que o sistema fosse implantado, tais como: o aluguel do sistema, que é realizado através de mensalidades para manutenção do software, viagens, treinamentos e aquisição de mais equipamentos. A cobrança da mensalidade tem início a partir do momento que o sistema esteja funcionando dentro das normalidades prevista pelo cliente. Enquanto que, para o Fornecedor A não visualiza sacrifícios financeiros no relacionamento, o mesmo confirma abaixo como se aplica a questão de custos monetários para o cliente. Todos os gastos de responsabilidade do cliente, desde a compra do sistema, manutenção, treinamentos, viagens dos técnicos e tudo que for necessário para implantar o sistema de acordo com o solicitado pelo cliente. (Fornecedor A). Os gastos não monetários por parte do Fornecedor A estão relacionados a atrasos de envio de informações de fundamental importância para o sistema, erros de dados o que ocasiona em retrabalho, além da falta de interesse de boa parte dos usuários do Cliente A em aprender a manusear o software. Enquanto que o Cliente Abordou como sendo de sacrifícios não monetários a perda de tempo em adaptação do novo sistema, nos treinamentos e a falta de organização do Cliente Ana organização e divisão dos treinamentos para os usuários do sistema. 52 4.3.1.4 Competências do Relacionamento A Do ponto de vista do Cliente A faltou treinamento, mas o problema da falta de treinamento não é direcionado para o Fornecedor A e sim para a própria empresa, por não ter planejado de forma eficiente o curso. O Cliente A é visto pelo Fornecedor A como uma empresa que possui pessoas que são capazes de utilizar o sistema, entretanto acontece de alguns usuários ficarem meio passivos quanto ao aprendizado. A seguir o ponto de visto do Fornecedor A. “Acredito que os usuários poderiam se preocupar em aprender mais, ler mais sobre o sistema, procurar se desenvolver sem precisar de alguém chegar pegar na mão e explicar passo a passo como funciona” (Fornecedor A). O Cliente Aver o Fornecedor A como uma empresa que tem total conhecimento do sistema utilizado, o que facilita na resolução de dúvidas por parte dos usuários. Em comunhão com essa idéia, Werani (2001) defende que as empresas devem estar atentas às competências estratégicas para facilitar o relacionamento, a fidelização do cliente, contribuindo positivamente para o crescimento da organização. 4.3.1.5 Dimensão do Relacionamento A Para facilitar o esclarecimento das dimensões que obtiveram com o relacionamento entre o Cliente A e o Fornecedor A foi subdividido os principais pontos que são oriundos de um relacionamento, tais como: adaptação, confiança, comprometimento e comunicação. Desta forma o trabalho procura elucidar o efeito que tem esses constructos no relacionamento da díade. 53 4.3.1.5.1 Adaptação do Relacionamento A O Fornecedor A alega que é normal existir resistência por parte do usuário quando se relaciona à adaptação, entretanto não existiu por parte do cliente. De acordo com Pereira e Luce (2007) a presença do Fornecedor A facilita na adaptação de novos produtos ou serviços, e em sintonia com essa idéia o Fornecedor Alegou que sempre recebeu as informações necessárias do Cliente Apara implantar o serviço. Aproveitando da oportunidade o Fornecedor A resolveu relatar como acontece com grande parte dos clientes sobre a adaptação. A questão da resistência é muito comum nas empresas, principalmente com pessoas que manuseiam o sistema de forma rudimentar, às vezes quando se muda o sistema o antigo usuário tem que aceitar que todo mundo passa a ser olhada com igualdade. Às vezes os usuários se negam a apresentar o novo sistema. (Fornecedor). O investimento por parte do Fornecedor Apara a implantação do serviço é diretamente relacionado com cursos e treinamentos com os usuários que utilizam do sistema. O Cliente A afirmou que, mesmo sendo um serviço que correspondeu às suas expectativas, não teria problemas em mudar de sistema e se adaptar a novos softwares. 4.3.1.5.2 Confiança do Relacionamento A De acordo com Morgan e Hunt (1994), a confiança está intimamente ligada ao comprometimento e ambos são fatores primordiais para que as organizações consigam desenvolver um relacionamento bem sucedido e prolongado. O Fornecedor Apercebe que existe total confiança no trabalho desempenhado, graças a um profissionalismo entre as partes, e pelo fato de que todos os dados passados para o Fornecedor A são rastreados por senhas individuais. O Fornecedor Atribui como fator de confiança o fato de o sistema implantado no Cliente A esta sendo usado por outros clientes de grande porte. 54 Outro fator que contribui para a confiança quanto ao sistema é o fato do Fornecedor A ser indicado por pessoas que realizam consultoria nas organizações, facilitando e dando mais respaldo para o fornecedor, refletindo em confiança por parte do cliente. Em seguida, o relato de Cliente A quanto à credibilidade que o Fornecedor A conquistou à medida que o sistema estava sendo estruturado. A credibilidade é graças à confiança depositada, além da segurança do sistema, já que todos os dados foram passados para o Fornecedor A e por tudo ser realizado mediante senha de segurança, sendo facilmente encontrado o responsável por alguma falha que pudesse ocorrer no sistema. (Cliente A). 4.3.1.5.3 Comprometimento do Relacionamento A O Fornecedor Alega que o comprometimento e a cooperação são imprescindíveis para que o sistema seja implantado no prazo determinado. O Fornecedor Alega que já ocorreu por parte do Cliente Atrasos e entrega de dados ineficientes, o que desencadeia em retrabalho e tempo perdido. O Fornecedor A trabalha com prazo determinado desde os primeiros passos do sistema até implantação. Normalmente quando ocorre atraso na entrega do serviço o Fornecedor A tem que se explicar como se dará o restante do projeto até sua finalização por se tratar de um trabalho desenvolvido pelo fornecedor, mas com a ajuda do cliente, recai sobre a empresa que está desenvolvendo o sistema à total responsabilidade de entregar o software no prazo prometido. Em seguida, o Fornecedor A aborda como se realiza um relacionamento com um Cliente A que não cumpre com a data prometida. “Por que eu tenho que fazer em tempo recorde o que um idiota não fez em tempo hábil? Mesmo não tendo responsabilidade sobre o atraso de outra pessoa, somo cobrados a entregar no prazo determinado no início do projeto.” (Fornecedor A). O Fornecedor A tem o objetivo de crescer junto com a empresa, por considerar o Cliente A como de grande porte, bom relacionamento e boa imagem. O sistema auto se vende por indicação dos usuários e antigos clientes. 55 4.3.1.5.4 Comunicação do Relacionamento A O Fornecedor A ver como de fundamental importância a participação dos proprietários no treinamento. O proprietário da empresa na qual foi implantado o sistema participou de todas as fases escutando os vários pontos de vista com muita simplicidade, estando sempre aberto a opiniões dos responsáveis pela implantação do sistema. Os parceiros de uma relação trocam conhecimento sistematicamente e de forma constante, fazendo uso da comunicação, interferindo na confiança do relacionamento, aumentando o nível de satisfação dos envolvidos (Morgan e Hunt, 1994). Em comunhão com os autores mencionados o Fornecedor A fez um breve comentário do quanto à comunicação existente na díade. Eu vejo como diferencial do Cliente A qualificação do pessoal e o bom relacionamento com os clientes, com bastante facilidade de opinar sobre o que deve ser colocado em prática, existindo total abertura para que os usuários e para o Fornecedor A que está desenvolvendo o sistema. (Fornecedor A). O Cliente A também se encontra satisfeito com a comunicação existente entre as partes o que contribui significativamente para a resolução de problemas e/ou ajuda no melhoramento do software. 4.3.2 Relacionamento da Díade B A organização que chamaremos de Fornecedor B é uma reconhecida empresa de soluções tecnológicas com clientes em todo o Brasil, e cujo foco do trabalho é atender com excelência todos os elos da cadeia de abastecimento do mercado de medicamentos, perfumaria e insumos hospitalares, setor em que acumula experiência e que a diferencia da concorrência. A empresa que será chamada de Cliente B é uma distribuidora de medicamentos pertencente a um grupo de distribuidora líder da região Nordeste do Brasil. O grupo atua há 27 anos no mercado de distribuição de medicamentos no Nordeste, 07 empresas compõem o mesmo grupo. O Cliente B está há 05 anos no mercado e já é, com folga, a responsável pela maior participação no mercado paraibano. Seus clientes são farmácias do Nordeste, atua em toda a Paraíba e possui em torno de setenta colaboradores. 56 O impacto da mudança do ERP é o que ameniza os problemas no relacionamento e faz com que o mesmo siga e tenha espaço para melhorias no software, criando benefícios para a díade – cliente e fornecedor. Dotado de tecnologia de ponta, o Fornecedor B contribui para o relacionamento com seu respectivo parceiro, com a aplicação de software que facilita a realização de tarefa do Cliente B. Desta forma, e, analisando todos os pontos pertinentes ao relacionamento, o Fornecedor B responde a altura às expectativas do cliente. Mesmo percebendo que no mercado existem fornecedores com qualidade equiparada a do Fornecedor B, o mesmo acredita que a partir do momento que o relacionamento é criado, e a confiança é desenvolvida, torna-se difícil de vir a perder o Cliente B, pelo fato deste vir a compartilhar dados e informações úteis para a criação de novos sistemas. O relacionamento entre estas duas organizações começou através da implantação de um ERP (Enterprise Resource Planning) em todo o grupo. Vale ressaltar que antes deste relacionamento, o grupo possuía outro Fornecedor B de ERP com quem romperam o relacionamento pelos vários problemas apresentados pelo antigo fornecedor. O relacionamento já teve início há dois anos e os ganhos superam as dificuldades apresentadas durante esse período. 4.3.2.1 Valor do Relacionamento B Quando questionado acerca do valor criado no relacionamento com o Fornecedor B de software, o cliente diz que o valor no relacionamento para sua empresa, em termos práticos é desenvolvido mediante esforços das duas partes. Esta definição do Fornecedor B sobre valor no relacionamento segue a mesma linha de autores como Walter; Hölzle e Ritter (2002 apud CEDOLA, 2004). O Fornecedor B acredita que o valor gerado no relacionamento, apesar de ser bom, pode ser sempre melhorado. Ainda afirmou que a confiança e o valor do relacionamento estão intimamente ligados, pois com o desenvolvimento da confiança a empresa agrega mais valor à empresa. Desta forma, a relação entre as partes estão sempre sendo revistas com o propósito de alinhar as necessidades dos participantes da díade. Com dois anos de relacionamento com o fornecedor, o Cliente B afirma que está satisfeita com o produto ofertado, porém o relacionamento deixa a desejar principalmente pela 57 não utilização total do produto ocasionada pela ausência já citada de um treinamento adequado. Apesar de todos os pontos negativos, os efeitos após a implantação do sistema oferecido pelo Fornecedor B são considerados positivos. Houve considerável melhoria nas áreas comercial e logística, o que facilitou a evolução da empresa tanto no amadurecimento da sua gestão quanto em resultados financeiros. É possível notar que o relacionamento entre o cliente e o fornecedor, apesar de ter sido alegado de sucesso na seleção do caso, apresenta sinais de conflito, evidenciados pela diferença entre as duas respostas, o que não diminui o valor agregado a ambos. 4.3.2.2 Benefícios do Relacionamento B Segundo o Fornecedor B, além dos benefícios financeiros, as modificações sugeridas pelo Cliente B ajudam na melhoria contínua dos seus serviços, como agilidade e confiança desenvolvida no decorrer da relação. Além de contribuir para difundir o serviço da empresa e seus reais ganhos com a interação da equipe responsável pela implantação do serviço. Nota-se que o grande impulsionador que mantém a relação para ambos é principalmente o produto oferecido, o ERP, fazendo a relação possuir uma segurança baseada na dificuldade de se trocar o produto, já que com sua substituição a empresa arcaria com um valor bastante considerado. Os benefícios apontados pelo Cliente B foram relacionados ao produto oferecido pelo Fornecedor B. Foi relatado que o sistema implantado trouxe agilidade e confiabilidade ao processo, no passo em que formaliza transações que anteriormente eram realizadas manualmente. Segundo o Fornecedor B, além dos benefícios financeiros, as modificações sugeridas pelo Cliente ajudam na melhoria contínua dos seus serviços. 4.3.2.3 Custos do Relacionamento B O Fornecedor B avalia que a relação custo-benefício no relacionamento com o Cliente B possui custos por serviços prestados abaixo do orçado em algumas ocasiões, o que 58 caracteriza um esforço para atendê-lo melhor. E como custos não monetários, em diversas ocasiões em que ele fica à disposição do cliente para que o mesmo seja atendido da melhor maneira, para possíveis esclarecimentos e sugestões para o aperfeiçoamento do serviço. Os custos geralmente são oriundos dos investimentos e adaptação para o desenvolvimento do sistema, além dos serviços de cunho pessoal, como desgaste físico e psicológico envolvido na relação com os clientes. Em relação aos custos, o Cliente B comentou que arca com os previstos no início do relacionamento e alguns extras que são expostos a seguir. Os monetários são a taxa de manutenção, uma estrutura de retaguarda de dois colaboradores e o mais interessante, afirmou que por motivo de erros do sistema e lentidão na resposta do Fornecedor B, perdeu alguns dias de faturamento e oportunidades de reduzir custos Analisando a Dimensão “Custo”, mais uma vez percebe-se que o impacto da TI é um importante motivador do relacionamento, onde se ressalta que o cliente exerce mais esforços que o fornecedor. Esta situação indica que os custos estão inseridos no relacionamento e que se devidamente utilizado, ocasiona em benefícios para o relacionamento, assim como afirma Davenport (2002), que a implantação de sistemas ERP representa não só uma nova ferramenta de trabalho, mas uma nova maneira de trabalhar. 4.3.2.4 Competências do Relacionamento B A competência do Cliente B é parcialmente evidenciada através do compartilhamento dos processos integrados criados para habilitar recursos, habilidades e conhecimentos com base no trabalho realizado pela empresa prestadora de serviço, assim como defendido por Vorhies (1998 apud Guenzi e Troilo, 2006) no intuito de desenvolver valor a bens e serviços. O nível de conhecimento do Cliente B e de toda a equipe envolvida no trabalho, segundo o mesmo, é reconhecidamente bom. O diferencial é o foco no segmento farmacêutico e a constante busca por novas tecnologias. Além destas características, o que facilita o relacionamento com o Fornecedor B é o atendimento das suas necessidades por um custo justo. E ainda para o cliente e o fornecedor, a relação acrescentou competências necessárias para o desenvolvimento de novas tecnologias. As competências de ambos os parceiros formam um ponto forte do relacionamento, unindo a competência técnica do Fornecedor B com o bom nível de informatização do cliente. 59 Esta afirmação foi validada tanto com o cliente como com o Fornecedor B e forma uma base concreta para o relacionamento. Com o desenvolvimento das competências acarreta uma melhoria na facilidade da produção (facilidade de produção, facilidade e qualidade nos processos documentais), entrega (flexibilidade e entregas precisas), inovação incremental (processo de inovação e melhoria do serviço) e relacional (pessoas qualificadas e comprometidas em trabalhar em equipe). Estes são alguns dos fatores positivos do desenvolvimento das competências relacionais. O Cliente B alega quando a questão é logística, o Fornecedor B possui práticas e conhecimentos mais avançados que o cliente. Mesmo assim, a qualificação dos colaboradores do Cliente B e a abertura dos mesmos para inovação no processo são características que facilitam o relacionamento com o Fornecedor B e a implantação de novas técnicas absorvidas do parceiro. O resultado da união entre o conhecimento do Fornecedor B e a abertura do cliente foi um impacto no perfil dos colaboradores do Cliente B, que possuem agora maior poder analítico e mais conhecimento técnico de gestão. “O poder analítico foi incentivado com a implantação da ferramenta de Business Inteligence no sistema. Também percebemos um ganho considerável em otimização do processo e segurança da informação.” (Cliente B). Apesar do Fornecedor B possuir um conhecimento técnico satisfatório, o Cliente B dispõe de alternativas no caso de o relacionamento seja rompido. “O que mantém este relacionamento forte é o peso que a mudança de um sistema ocasiona para a empresa, se não fosse por isso, talvez estaríamos procurando por novos fornecedores que atendessem melhor as nossas necessidades e expectativas.” (Cliente B). As competências de ambos os parceiros formam um ponto forte do relacionamento, unindo a competência técnica do Fornecedor B com o bom nível de informatização do cliente. Esta afirmação foi validada tanto com o cliente como com o Fornecedor Be forma uma base concreta para o relacionamento. 4.3.2.5 Dimensões do Relacionamento B Para melhor analisar as dimensões do relacionamento nos casos estudados, foram avaliados os seguintes fatores específicos do relacionamento: adaptação, confiança, 60 comprometimento e comunicação. Com o estudo aprofundado desses constructos ficam evidentes quais seus benefícios de acordo com os domínios e perspectivas teóricas (CANNON e PERREAULT, 1999). 4.3.2.5.1 Adaptação do Relacionamento B A adaptação do Fornecedor B influenciou diretamente o relacionamento com o cliente, com investimentos que contribuíram para aperfeiçoar o aprendizado do cliente, facilitando uma melhor utilização do sistema. Entretanto de inicio o modo de trabalhar do Fornecedor B foi identificado como a maior barreira para adaptação do Cliente B com o sistema e com o relacionamento. Nesta característica foi ressaltado que o Cliente B não utiliza todo o potencial que é disponibilizado no sistema por falta de um treinamento apropriado. O treinamento, disponibilizado apenas na internet, em formato de vídeos-aula, deixa dúvidas aos usuários que não podem ser prontamente respondidas em relação ao modelo de treinamento adotado pelo Fornecedor B. Visitas são feitas ocasionalmente, ainda com tempo curto. Este é o ponto mais enfatizado pelo Cliente B, que se queixa da não adaptação do Fornecedor B aos diferentes perfis dos clientes da sua empresa. “Em algumas aulas temos dúvidas. E quando perguntamos... nos é dito que será respondido em outro módulo. Porém não temos tempo para esperar e este atraso e falta de dinâmica causam perdas para a empresa, inclusive financeiras.” (Cliente A) De acordo com a Teoria dos Custos de Transação (TCC), as adequações têm a capacidade de serem analisadas como aquisição específica do relacionamento, tornando inviável sua utilização em outros relacionamentos (HALLÉN; JOHANSON; SEYEDMOHAMED, 1991 apud WILSON, 1995). Além disso, a presença do Fornecedor Bna relação tem impulso positivo na confiança do cliente (DONEY E CANNON, 1997). O Fornecedor B afirmou que não encontrou resistência alguma para adaptar-se à cultura do Cliente B e que o relacionamento se caracteriza por uma interdependência, porém não muito grande. O Fornecedor B alegou ainda que nem sempre o cliente disponibiliza os meios necessários para a implantação dos serviços e muitas vezes são necessários investimentos adicionais para estar sempre disponível ao cliente, ou seja, na percepção dele, 61 há investimentos no relacionamento que deveriam ser utilizados de forma mais proveitosa, como por exemplo, com um plano adequado de treinamento para o setor que faz uso do sistema na empresa do Cliente B. A dificuldade do Cliente B de se adaptar ao treinamento por meio da opção oferecida pelo Fornecedor B também está ligada à dimensão “Comunicação”, pois o Fornecedor B afirma não ter encontrado resistência e dispor de um canal eficaz de recepção e resolução de manifestações do seu cliente. Mais uma vez, evidencia-se a relação de dependência formada pelo Cliente ao Fornecedor, tendo o primeiro que se adaptar a um modelo que não traz os melhores resultados para a sua empresa. 4.3.2.5.2 Confiança do Relacionamento B Segundo o Cliente B, existiu no princípio da relação uma grande confiança depositada no Fornecedor B. Avaliando pela vertente da ética, as expectativas foram atendidas, porém o desempenho ainda não é o esperado, segundo o Cliente. Ele ainda cita que experiência, empatia, comprometimento e consistência das informações são características necessárias para que exista confiança no relacionamento. E complementa afirmando que, infelizmente, destas características o Fornecedor B só se destaca na experiência. Conforme identificação de Doney e Cannon (1997), o aspecto técnico é abordado como um dos fatores que contribuem para estreitar a relação com confiança, influenciando o cumprimento dos prazos e a solução de problemas. De acordo com Håkansson e Snehota (1995), “a necessidade de confiança para o desenvolvimento de confiança mútua significa que nenhum relacionamento pode ser estabelecido instantaneamente. Ele cresce ao longo do tempo quando a confiança entre os atores se desenvolve e há considerável quantidade de inércia nisto”. Para o Fornecedor B, a confiança depositada no relacionamento é correspondida positivamente com o desempenho. E as informações entre as duas empresas fluem bem, causando um bom impacto no relacionamento. Para existir confiança, o Fornecedor B acrescenta que é necessário existir conhecimento, reconhecimento e reciprocidade. 62 4.3.2.5.3 Comprometimento do Relacionamento B Segundo Pereira (2006) é de fundamental importância considerar o comprometimento como um dos fatores necessários para o relacionamento. O comprometimento mede o quanto a empresa se encontra disposta a colaborar com o trabalho desenvolvido na relação. Há comprometimento e cooperação no relacionamento de negócio segundo o Fornecedor B e estes são resultados do interesse dos dois em crescerem juntos. O Cliente B acredita que o Fornecedor B tenha interesse de crescer no mercado com o relacionamento desenvolvido com seu cliente, pois poderia obter ganhos com novas técnicas, novos produtos vendidos, dentre outros. Porém, mesmo assim, o comprometimento não é satisfatório. Segundo o cliente, é necessário que o Fornecedor B esteja mais presente na empresa, com visitas in loco, “... para desenvolver o relacionamento com o pessoal da empresa e conhecer os problemas de perto.”, diz o cliente. 4.3.2.5.4 Comunicação do Relacionamento B A comunicação é fator determinante na criação valor no relacionamento. O compartilhamento dessas informações, sejam estas formais ou informais, contribui positivamente para fornecer aos parceiros os mecanismos suficientes para concretização do relacionamento. O Cliente B avalia a comunicação em dois aspectos: técnica e pessoal. O Fornecedor B, segundo o cliente, possui apenas a comunicação técnica, seguindo um padrão de atendimento, sem se preocupar com diferenças entre seus clientes. O Cliente B acrescenta que seria necessário maior envolvimento do Fornecedor B com os anseios da sua empresa para a melhoria da comunicação no relacionamento. Um agravante para esta situação é que para uma solicitação ser atendida é preciso grande esforço por parte do Cliente B. Como sugestão final do Fornecedor B para o Cliente B disse que se seu Fornecedor B ouvisse mais os clientes dele, entendessem o comportamento de cada cliente e criasse um sistema de treinamento mais eficaz e profundo dentro da empresa – diferente do atual feito 63 através de vídeos na Internet –, ele agregaria maior valor ao relacionamento e teria clientes mais satisfeitos que investem cada vez mais no relacionamento e em novos produtos. Com o desenvolvimento da comunicação fica mais viável para os participantes da relação, pois desenvolve comprometimento e troca de dados que podem possibilitar em ganhos de tempo na resolução de problemas, além de agregar mais confiança. A comunicação com o Cliente B é considerada satisfatória, incluindo a informação de que não encontraram resistência na implantação do sistema. O Fornecedor B sugeriu que o Cliente B melhorasse a sua infra-estrutura da área informática, isso facilitaria o relacionamento e diminuiria os custos das duas partes. 4.3.3 Relacionamento da Díade C O Caso C se propõe a analisar o relacionamento entre uma empresa de João Pessoa que realiza um trabalho de conciliação prévia de funcionários com suas empresas, e por outro lado um desenvolvedor de software de pequeno porte. No decorrer da análise os envolvidos estudaram os fatores de um relacionamento de acordo com o proposto pelo pesquisador: valor, benefícios, custos, competências e as dimensões do relacionamento (adaptação, confiança, comprometimento e comunicação). Este trabalho desenvolvido pelo Cliente C tem o objetivo de diminuir o fluxo de casos levados à justiça por parte de funcionários que não receberam o valor esperado pela sua demissão. O trabalho do Cliente C tem um fluxo de informações bastante diversificado e sigiloso. Sendo a confiança no Fornecedor C um dos motivos pelo qual o Cliente C procurou seus serviços. O Fornecedor C é considerado de baixo porte, atuando no desenvolvimento de sistema para empresas, e tem como diferencial desempenhar a função de programador e analista de sistemas. Trabalha no seu segmento com qualidade e preço abaixo do mercado. 4.3.3.1 Valor do Relacionamento C De acordo com Ulaga e Eggert (2003), o valor pode ser facilmente compreendido como uma diferença entre os melhoramentos e sacrifícios que estão totalmente ligados no 64 relacionamento. De acordo com esse valor criado pelo relacionamento, acrescido das implicações econômicas defendidas por Werani (2001) e aperfeiçoando o trabalho, a empresa terá como resultado a rapidez em seus serviços e consequentemente em lucratividade para a empresa. Ainda de acordo com Werani (2001), para se ter um relacionamento de valor é imprescindível que se tenha transparência, metas coerentes, clareza nas informações utilizadas para o desenvolvimento do sistema, gerar satisfação para o Cliente C, enfim ambas as partes tem que estar alinhadas com o único propósito de realizar a criação de um sistema que condiga com as expectativas do Cliente C. Tanto o Cliente C como o Fornecedor C confirmam que, além dos valores defendidos por Werani (2003), existe também o valor monetário. Para os envolvidos no relacionamento, o valor financeiro cobrado para realizar a criação e implantação do sistema é considerado baixo para os benefícios que o mesmo traz para o Cliente C. E mesmo o valor tendo sido abaixo dos concorrentes, o sistema foi desenvolvido correspondendo aos objetivos do Cliente C, sem variação na qualidade desempenhada pelo produto. O Fornecedor C alega que o propósito do valor ser cobrado abaixo da média facilita a expansão do software e conseqüentemente do seu trabalho. Enquanto que o Cliente C verifica no preço baixo o fato da empresa ainda está crescendo no mercado, buscando reunir o maior número de Cliente C. 4.3.3.2 Benefícios do Relacionamento C O Cliente C vê como benefícios para o relacionamento a praticidade no sistema, correspondendo ao prometido pelo fornecedor, a fidelidade dos dados, por todas as informações terem sido utilizadas de forma coerente, desencadeando e confiança no relacionamento. Para o fornecedor, os maiores benefícios do relacionamento estão relacionados à funcionalidade do sistema. O software contribui na agilidade das informações, facilidade na utilização, redução de tempo e união dos dados necessários para realizar todas as tarefas, que antes eram desempenhadas manualmente pelo Cliente C. O Fornecedor C afirma que com essa parceria surgirão novas oportunidades de relacionamentos, graças a indicações que são realizadas pelos seus clientes. Outro fator que 65 contribuiu para o Fornecedor C foi a constante atenção do Cliente C, passando sempre feedback para o fornecedor. Para que houvesse uma maior credibilidade seria interessante, em termos de sistema, que houvesse por parte do Cliente C e do Fornecedor C uma manutenção mensal, pois hoje em dia todos os programas dependem de outros programas com acesso a internet e para que o Cliente C tenha mais segurança no sistema é interessante esse contrato de manutenção mensal, no intuito de evitar possíveis erros que o sistema possa desenvolver. (Fornecedor C). O Fornecedor C acredita que com o sistema trouxe bastantes benefícios para o Cliente C, economizando tempo, dinheiro e organizando as informações que são do interesse do Cliente C. Esse ponto de vista foi confirmado por parte do Cliente C, mas o mesmo ainda acrescentou que no decorrer do processo o serviço teve que ser reparado algumas vezes, dificultando um pouco na produtividade, mas nada que comprometesse no geral a qualidade do serviço. 4.3.3.3 Custos do Relacionamento C O Cliente C alega que o Fornecedor C demorou um pouco, mas isso foi fruto de algumas modificações que foram sugeridas para o sistema. Devido a isso ocorreu um desconforto, já que o sistema era de vital importância para a realização do serviço. Mas, mesmo diante desse atraso o trabalho no geral correspondeu às expectativas do Cliente C. Além do atraso na entrega, fruto de modificações que o sistema precisou passar, o Cliente C classifica como sendo custos para a empresa a implantação de dados que o sistema não conseguiu codificar, sendo estes dados colocados manualmente no software, o que ocasiona perda de tempo e desgaste pessoal. Quanto aos custos monetários oriundos do sistema, estes foram direcionados para o Cliente C que ficou muito satisfeito, pois além de estar abaixo do valor cobrado no mercado, ainda conseguiu facilidade no pagamento. O Cliente C acredita que tal valor foi possível graças ao fato do Fornecedor C ser considerado de pequeno porte, mas com especialidades e competências primordiais para a realização do serviço. 66 4.3.3.4 Competências do Relacionamento C Mesmo o Cliente C não possuindo qualquer conhecimento sobre software, os usuários conseguem utilizar o sistema com praticidade, já que o mesmo foi elaborado de forma simples. Após implantação do sistema o Cliente C alega que consegue atender um número muito maior de pessoas, o que antes era inviável pelo fato do trabalho ser realizado manualmente. O software mudou significativamente o modo de trabalho do Cliente C, contribuindo na expansão do conhecimento do usuário e no aumento do rendimento financeiro da empresa. O Cliente C alega que não possui habilidades com o desenvolvimento de software, mas que se mantém aberto a novas tecnologias que possam contribuir positivamente para o rendimento da empresa e na facilidade e rapidez do trabalho desempenhado pelos seus funcionários. O Fornecedor C informa que está terminando a graduação em programação de sistema, estando em constante aprendizado com o meio tecnológico, ministra cursos e palestras, fazendo com que isso interfira como diferencial no seu trabalho de programador. Outro diferencial do Fornecedor C observado pelo Cliente C é o fato de que todo programador precisa de um analista para auxiliar o desenvolvimento do sistema. E pelo fato do programador ser também analista facilitou o seu trabalho na resolução de problemas, além de contribuir economicamente para o Cliente C, já que este diferencial em economia, já que evitou contratação de outra pessoa para realizar o serviço. 4.3.3.5 Dimensões do Relacionamento C A relação existente na díade foi satisfatória para os participantes, correspondendo aos objetivos do Cliente C. Para melhor analisar como se deu o desenvolvimento desse relacionamento o autor fez uma análise levando em consideração alguns fatores inerentes a relação: adaptação, confiança, compromisso, cooperação e comunicação. 67 4.3.3.5.1 Adaptação do Relacionamento C Não ocorreu nenhuma resistência por parte do Fornecedor Cem se adaptar ao Cliente C. Segundo o Fornecedor Co Cliente C sempre foi bastante claro e objetivo quanto as suas necessidades, o que facilitava o desenvolvimento do sistema. O Cliente C sempre disponibilizou os meios necessários para o desenvolvimento e implantação do sistema. O Cliente C alega que por se tratar de um Fornecedor C de pequeno porte facilita a comunicação e a realização do trabalho, não dando brechas para dificuldades de relacionamento, nem adaptação. O mesmo tem receio de que caso procurasse outro Fornecedor C não conseguisse alcançar o mesmo resultado. Ambos viram o relacionamento como bastante proveitoso, as trocas de informações e conhecimento fizeram com que fosse estreitada a relação, dando frutos significativos no resultado geral do sistema. 4.3.3.5.2 Confiança do Relacionamento C As características necessárias para o desenvolvimento da confiança no relacionamento estão diretamente vinculadas ao prazo dado para desenvolvimento e implantação do sistema do Fornecedor C corresponder às expectativas do Cliente C C, realizando um trabalho de acordo com a realidade e necessidade da empresa. A confiança desenvolvida no relacionamento corresponde às expectativas dos envolvidos no trabalho desempenhado pelo Fornecedor C. Um dos motivos para se alcançar essa confiança foi pelo fato do Fornecedor C já ter realizado o mesmo trabalho para outras empresas do conhecimento do Cliente C, aumentando desta forma sua credibilidade. “O impacto foi grande, não faria relação à redução de custos, neste programa especifico, mas digo relacionado ao fluxo de informação que aumento significativamente nos resultados da empresa”. (Cliente C). A confiança correspondeu ao esperado pelo Cliente C, visto que todos os dados e informações foram passados de forma precisa e prática de acordo com as necessidades do Fornecedor C para desenvolver o serviço. 68 4.3.3.5.3 Comprometimento do Relacionamento C O Fornecedor C afirma que o Cliente C está em constante contato, dando informações e solicitando mudanças no sistema no propósito do software ficar mais completo. O Fornecedor C ainda alega que o Cliente C está comprometido com o relacionamento deu bastante atenção na fase de desenvolvimento. O Fornecedor C demonstra ter o objetivo de crescer junto com o Cliente C. Sendo desta forma, importante considerar o comprometimento como um dos fatores necessários para a relação, pois para que exista um relacionamento extenso é indispensável que exista compromisso (CEDOLA, 2004). O Cliente C concorda que existiu comprometimento por parte do Fornecedor C, entretanto o mesmo alega que a cooperação poderia ter sido melhor, mais precisamente direcionado para a proposta de idéias. Por diversas vezes o Fornecedor C ficou apenas na espera de informações e solicitações de dados, não demonstrando interesse em opinar para a formulação de um software mais completo. Mesmo diante dessa ausência de cooperar com o Cliente C alega que o relacionamento em si foi bastante proveitoso para ambos. Pelo fato do serviço desenvolvido ter suprido as expectativas do Cliente C, o mesmo resolveu solicitar outro programa com o mesmo Fornecedor C. 4.3.3.5.4 Comunicação do Relacionamento C A comunicação desenvolvida pelos participantes foi excelente, as duas partes estavam em constante contato via correio eletrônico, telefones e contato pessoal. Com o propósito de finalizar o programa o mais rápido possível os envolvidos chegaram a ter contatos diários, no intuito de deixar o sistema de acordo com os objetivos da empresa. O Cliente C sugeriu ao Fornecedor C que fosse disponibilizado, para melhorar a comunicação dele com seus parceiros, um serviço de atendimento online, já com um chat ou site que pudesse servir como suporte para dúvidas e reclamações dos clientes. 69 4.3.4 Relacionamento da Díade D O relacionamento entre o Cliente D e o Fornecedor D surgiu da necessidade do Cliente D organizar um sistema que atenderia 3.500 pessoas de uma Universidade. A parceria foi formada há 3 anos e vem dando frutos para os envolvidos. O Fornecedor D alega como sendo a troca de experiência um dos fatores mais importante desse relacionamento. E ainda confirma a visão do Cliente D e que o sistema facilitou bastante o trabalho do Cliente D, sendo constantemente modificado de acordo com as novas tecnologias ou necessidades do Cliente D. 4.3.4.1 Valor do Relacionamento D O valor criado através do relacionamento correspondeu às expectativas do Cliente D e do fornecedor. O sistema vem constantemente passando por mudanças desde o início do relacionamento há 3 anos. Durante esse período o Cliente D alega que o software facilitou o trabalho desempenhado pelos funcionários, que antes utilizavam de mecanismos deficitários para realizar seus trabalhos. Desta forma, tanto Cliente D como Fornecedor D afirmou que o conceito de valor pode ser medido não apenas como fator financeiro, mas principalmente em termos não monetários, como acesso a recursos e troca de conhecimento, comentário este que coincide com o trabalho de WALTER, HÖLZLE e RITTER (2002, apud Cedola, 2004) que afirmam conter nesses dois fatores, características tanto dos benefícios como dos sacrifícios do relacionamento. O Fornecedor D alega que pode ter acontecido de não atender às expectativas do Cliente D por falta de tempo, mas nada que dificultasse o manuseio do sistema. O Cliente D alega que o Fornecedor D supriu as necessidade da empresa, visto que precisava bastante dessa ferramenta, que pudesse facilitar a utilização e acesso do sistema por todos os 3.500 funcionários. 70 4.3.4.2 Benefícios do Relacionamento D O Cliente D alega que foi a melhor mudança que o setor passou até o momento, facilitou bastante o trabalho dos usuários e a precisão dos dados. Tanto o Cliente Direto como o indireto, como os professores e funcionários no geral terem acesso ao sistema, podendo acessá-los a qualquer momento, sem burocracia. Isso foi um dos grandes benefícios que o sistema trouxe para o Cliente D. Ulaga e Eggert (apud Cedola, 2004) trata dos benefícios associados a relação no que se refere ao produto ou serviço, desta forma tanto o Cliente D como o Fornecedor D estão satisfeitos com o sistema desenvolvido através da relação. O Fornecedor D acredita que o sistema teve grande impacto no Cliente D, ajudando no desenvolvimento do trabalho diário, e ainda alega que tem a troca de experiência e contato interpessoal como um dos benefícios para a díade. O Cliente D também atribuiu como fator de benefícios para o relacionamento a confiança, flexibilidade, capacidade técnica, além das respostas serem sempre precisas. 4.3.4.3 Custos do Relacionamento D Os atores da díade afirmam que além da adaptação existe o custo com espera para ser atendido pelo fornecedor, pelo fato do mesmo possuir outros Cliente Ds para manter atendimento. De acordo com Heide (1994, apud Groff, 2001) é inerente às trocas relacionais os custos associados à adaptação e avaliação do sistema. O Fornecedor D alega que o custo mais visível para seu setor está relacionado ao tempo gasto desenvolvendo um sistema, e pelo fato de ter outros sistemas em desenvolvimento para diferentes clientes isso faz com que o trabalho seja um pouco demorado. Assim como defendido por Sheth e Sharma (1997 apud Groff, 2001) o Cliente D afirma, assim como os autores, que os custos não monetários são facilmente diluídos quando se tem um relacionamento com um parceiro conhecido, de fácil acesso e disponível para tirar dúvidas o que facilita substancialmente à interação. Desta forma o Cliente D encontra-se bastante satisfeito com a relação entre custo e benefício que o sistema estar criando. 71 4.3.4.4 Competências do Relacionamento D O Fornecedor D garante que existe troca de conhecimento entre os atores da díade. E que a troca de conhecimento é essencial para manter, não apenas o relacionamento como o próprio sistema. Segundo o fornecedor: “não adiantaria apenas a técnica se não tivermos o contato direto com o Cliente D, trocando experiências”. Algumas vezes o Cliente D chegou ao Fornecedor D contribuindo para seu conhecimento, com dúvidas, sugestões, esclarecimentos sobre alguns pontos do sistema. Recentemente aconteceu que o Cliente D compareceu ao nosso setor para fazer algumas alterações no sistema, pelo fato de termos o conhecimento técnico o Cliente D nos passou quais os objetivos do sistema, e trocando experiências chegamos num denominador comum. (Fornecedor D). O Cliente D alega que o Fornecedor D possui as competências necessárias para atender as suas necessidades. O Cliente D afirma: “para se ter um bom relacionamento é necessário desenvolver competência na área, interação, confiança e comprometimento”. O mesmo ainda defende que com a aplicação da ferramenta melhorou o perfil dos colaboradores e acelerou as atividades no setor. 4.3.4.5 Dimensões do Relacionamento D A afinidade existente na díade permaneça correspondendo aos objetivos do Cliente D e do Fornecedor D satisfatória para os participantes. No intuito de analisar mais detalhadamente a relação na Díade D, o autor subdividiu o relacionamento, levando em consideração alguns fatores comprometimento e comunicação. que participam da relação: adaptação, confiança, 72 4.3.4.5.1 Adaptação do Relacionamento D O Cliente D não visualiza dificuldade em se adaptar ao fornecedor, tendo para com o mesmo um relacionamento bastante aberto e objetivo. O Fornecedor D também coincide com o Cliente D quanto à adaptação, entretanto o mesmo alega que existe dificuldade de se adaptar a alguns termos que inerente do setor, mas que não fazem parte do cotidiano do fornecedor, mas que mesmo assim não prejudica na relação. O Fornecedor D aproveitou para informar que possui no seu setor ferramentas básicas para suprir as necessidades do Cliente D, mas poderia fazer muito, caso o Cliente D disponibilizasse equipamento mais adequado para que desta forma o desenvolvedor fornecesse um serviço de melhor qualidade. 4.3.4.5.2. Confiança do Relacionamento D A confiança desenvolvida no relacionamento foi classificada pelos parceiros como sendo de ótimo nível, facilitando no comprometimento e doação dos participantes, resultando em pontos positivos para a díade. Morgan e Hunt (1994) defendem como sendo de fundamental importância para o marketing interligar compromisso e confiança à cooperação, sendo estes fatores indispensáveis para se alcançar êxito no marketing de relacionamento. Todas as informações são passadas pelo Fornecedor D com clareza, pois o Cliente D confia que os dados não serão utilizados de forma que prejudique o parceiro. De acordo com Styles e Ambler (2000, apud Pereira, 2006) a confiança, assim como o comprometimento e o desempenho podem ser classificados como fatores que antecedem ou são seqüenciais a um relacionamento. 4.3.4.5.3 Comprometimento do Relacionamento D O Cliente D alega que o comprometimento por parte do Fornecedor D é bastante satisfatório, entretanto poderia ser ainda melhor, caso existisse mais funcionários envolvidos 73 no desenvolvimento dos sistemas. Ele inda informou que a troca de conhecimento é constante na díade. E a cooperação do Fornecedor D é sempre reconhecida e elogiada pelo Cliente D. O Fornecedor D acredita que a cooperação é bastante proveitosa e constante com o parceiro, e que sem ela não teria como desenvolver um sistema sem o compromisso do Cliente D. Segundo Cannon, Achrol e Gundlach (2000, apud Pereira, 2006) quando existe cooperação no relacionamento o mesmo tende a ter bons resultados. Seguindo esse raciocínio a díade D trabalha na certeza do compromisso e cooperação do seu parceiro, aperfeiçoando o sistema em conjunto. 4.3.4.5.4 Comunicação do Relacionamento D Para Morgan e Hunt (1994), comunicação significa a troca de informações, tanto formal como informal, dando suporte e organizando as percepções e expectativas do parceiro. De acordo com esse mesmo pensamento o Cliente D informou que a comunicação é primordial para a relação, estando esta relacionada ao estabelecimento de compromisso por parte do parceiro. O Fornecedor D alegou que após a implantação do sistema o relacionamento com o Cliente D ficou ainda mais estreito, com ótima interação, ajudando no compartilhamento de conhecimento, beneficiando os envolvidos na díade. 4.3.5 Relacionamento da Díade E O Fornecedor E teve sua empresa fundada em 2001 com o propósito de prestar serviços aos transportadores do Brasil. Em 2006, a empresa com sede no Rio de Janeiro e escritórios em Porto Alegre e São Paulo expandiu sua atuação e passou a atender também ao varejo, levando a seus clientes a melhor tecnologia, desenvolvendo soluções tecnológicas e de meios de pagamento, oferecendo segurança, credibilidade, conforto e maior mobilidade a seus clientes e usuários ao trafegar pelas estradas do país. Um dos serviços oferecidos pela empresa foi desenvolvido para dar suporte aos setores responsáveis por um recadastramento 74 da categoria no território nacional. O sistema utilizado foi repassado aos usuários através de treinamentos, com pessoas que trabalharam diretamente com o desenvolvimento do sistema. O desenvolvimento do software foi fruto da necessidade de agrupar os dados de todos os transportadores de cargas do Brasil, inclusive de empresas. Com a utilização dessa ferramenta o trabalho desempenhado pelos transportadores pode ser monitorado pelas vias terrestres, agregando valor à categoria e dificultando a utilização dessa categoria por pessoas inexperientes. Para aplicação da ferramenta a Fornecedor E disponibiliza um sistema de fácil utilização, além de deixar o Cliente EE à vontade para qualquer esclarecimento, com pessoas qualificadas para solucionar as dúvidas e questionamentos realizados, este serviço normalmente se dar através de telefone e e-mail. A utilização do sistema é de nível nacional, entretanto para facilitar a pesquisa, será focado em um Cliente EE, localizado no Estado do Maranhão. As normas relacionais refletem as expectativas sobre atitudes e comportamentos das partes que atuam em conjunto com os objetivos mútuos e individuais (Cannon; Achrol; Gundlach 2000 apud Pereira, 2006). O interesse do Fornecedor E é crescer junto com a empresa, com a adesão de futuros projetos. O Cliente E confirma ser correspondido dentro do prazo determinado pelo Fornecedor E, que sempre se mostra comprometido em ajudar na resolução de problemas, celebrando dessa forma um ganho mútuo de comprometimento e cooperação entre os participantes. A disponibilidade de fornecedores alternativos é utilizada como influência na pesquisa sobre o relacionamento na díade e suas respectivas organizações (JOSHI; CAMPBELL, 2003; CANNON, 1992; WILSON; VLOSKY, 1997; VLOSKY ET AL., 1998; GANESAN, 1994 apud PEREIRA, 2006), pois as variáveis desenvolvidas nessa relação foram fundamentais para uma compreensão mais ampla de como lidar com um relacionamento, no qual as partes envolvidas têm total interesse em usufruir de seus resultados. O produto oferecido pelo Fornecedor E avaliado, um software de gestão, possui peculiaridades e a sua implantação incorre na mudança não apenas da ferramenta, mas também da maneira de trabalho (Davenport, 2002). Por diversas vezes, o relacionamento teve seu valor considerado baixo, porém quando questionados sobre o desejo de rompimento do relacionamento, os atores acreditam que existem alternativas, mas nenhuma que compense os gastos empenhados na mudança de produto. As dificuldades seriam primarias e com a experiência recebida nesse atual relacionamento ajudaria a reverter às dificuldades em obstáculos para se conseguir um 75 resultado mais satisfatório, o que não comprometeria o desempenho dos envolvidos no processo, Desta forma, mesmo diante de todo o conhecimento pré-estabelecido tanto o Fornecedor E B como o Cliente E não sentiriam grandes dificuldades em se adaptar com outro parceiro. Notadamente o Fornecedor E e o Cliente E vem desenvolvendo um relacionamento de sucesso em todo o Brasil. Para melhor evidenciar as características e prováveis determinantes que ainda deixa a desejar será utilizado o codinome de Fornecedor E e Cliente E. Pois a díade analisada acredita que será de grande proveito para ambos e para a pesquisa omitir os seus respectivos nomes. 4.3.5.1 Valor do Relacionamento E De acordo com Pereira (2006), existem diversos estudos centrados no desenvolvimento de valor e quais as condicionantes que este agrega para o relacionamento entre Cliente E e Fornecedor E. No ambiente de negócios do Fornecedor E e de seu respectivo cliente, o valor desenvolvido por ambos conduz a uma redução de custos e aumento dos benefícios que surgiram da relação criada. Notadamente, estas economias de custos e aumento de benefícios são derivados da díade, mais precisamente da confiança e das informações trocadas na relação. Não restam dúvidas, assim, de que as relações evoluem e as empresas obtêm maior valor possível através dessas trocas de valores com seus clientes (WALTER; RITTER e GEMÜNDEN, 2001, apud PEREIRA, 2006). A criação de valor é o processo pelo qual habilidades competitivas dos parceiros são aumentadas por estarem inseridos em um relacionamento (Wilson, 1995). O Fornecedor E conclui que o valor desenvolvido pelo relacionamento é o esperado pela empresa, além disso, atribui que o valor é consequência da confiança desenvolvida pela díade. O Cliente E está satisfeito com a relação e ainda confirma que o valor está sendo aumentando com o alto nível de disponibilidade do Fornecedor E, ficando evidente que o valor é ferramenta básica para o progresso da relação. 76 4.3.4.2 Benefícios do Relacionamento E De início, os entrevistados enfatizaram que a díade reverte para o consumidor os ganhos intrínsecos à racionalização de seus procedimentos organizacionais, dentro das funcionalidades do software. De todo o processo realizado e as funcionalidades que o software dispõe, percebe-se que o maior benefício recebido pelo Cliente E está direcionado justamente à avaliação de processos e diminuição do retrabalho. O Fornecedor E apresenta como benefícios o compromisso com as expectativas e valores gerados pelo Cliente E (treinamento, compra de equipamentos, viabilidade dos usuários em treinamentos, entre outros), flexibilidade na aderência ao produto, fidelização, novos negócios e particularidades do Cliente E que ocasiona a melhoria do serviço prestado e a possibilidade de gerar novos negócios. Por fim, o Cliente E alega que a informação é parte essencial dos benefícios criados, delineando as opiniões do setor de trabalho no qual a relação está sendo desenvolvida, com um leque amplo de todo o território o Fornecedor E apresenta dados de todas as bases, auxiliando dessa forma no melhor aproveitamento das técnicas e do planejamento do próprio usuário com relação à demanda esperada. 4.3.5.3 Custos do Relacionamento E Os custos foram estudados de acordo com suas classes (preço, processo, custos de adaptação e mudança). O Fornecedor E associa a alguns custos que foram levantados à alocação de mão de obra, com estoques para manutenção do nível de serviço esperado, além de custos diversos de pós-venda e manutenção. Entretanto, apesar destes, a relação custo e benefício é vista de forma satisfatória, pois demanda a constante atualização nas plataformas de forma a aderir às evoluções do mercado, tornando a vida útil do produto mais longa e atualizando seus métodos dentro dos padrões mais modernos. 77 4.3.5.4 Competências do Relacionamento E O Cliente E está satisfeito com as competências desenvolvidas a partir do relacionamento com o Fornecedor E. Com conhecimento na área de atuação de transportes de cargas o Cliente E foi de fundamental importância para o desenvolvimento do sistema criado para suprir as necessidades acordo com sua demanda. Com atuação no mercado de intermediação financeira e tecnológica voltada as áreas de TI, Engenharia e Operações. O Fornecedor E utiliza as mais recentes plataformas para o atendimento às necessidades do Cliente E na área de pesquisa e desenvolvimento, trabalham no estudo e desenvolvimentos de novas tecnologias para aplicação em novos produtos ou atualização de produtos já sedimentados no mercado, o que só veio a acrescentar nas competências desenvolvidas pelo Cliente E. O Cliente E visa ampliar suas competências e aperfeiçoar o relacionamento com o Fornecedor E através de customizações, a inovação tecnológica constante, procurando ampliar o relacionamento com o Fornecedor E. Com o objetivo de desenvolver e facilitar o acesso e o relacionamento da díade, o Cliente E disponibiliza o acesso a diversos níveis hierárquicos para facilitar e ampliar a simplicidade operacional de todos os produtos e a atuação de forma ativa na comunicação com o Fornecedor E. Buscando sempre agregar valor, melhoria, controle e segurança no relacionamento os participantes da díade compartilham competências, agregando valor mutuamente. 4.3.5.5 Dimensões do Relacionamento Para melhor aproveitamento dos dados fornecidos pelo Fornecedor E e suas implicações no relacionamento, foram subdivididas alguns fatores necessários para o relacionamento entre Cliente E e Fornecedor E do setor de software. Desta forma, foram estudados: adaptação, confiança, comprometimento e comunicação. A partir desse estudo ficou clara a importância dessas dimensões para a concretização e permanência de um relacionamento de sucesso. 78 4.3.5.5.1 Adaptação Para o desenvolvimento de uma relação positiva é indispensável que ocorra algumas adaptações entre as partes envolvidas, seja para aprimorar uma técnica já utilizada ou mesmo para alinhar os métodos utilizados pela empresa. As adaptações podem em curto prazo despertar como custos de adaptação irrelevantes, mas que serão de suma importância para o futuro da empresa, e consequentemente para o relacionamento. Com a política de melhoria contínua, de acordo com as necessidades de mercado, o Fornecedor E evidencia uma forte interdependência com o cliente, alegando que disponibiliza para o Cliente E os meios necessários para a utilização do serviço, como serviço de atendimento ao cliente, contato direto para críticas e sugestões, o que facilita o desenvolvimento da relação. A pós-venda técnica e apoio comercial constantes e a disponibilidade de canais de contato diversificados abertos facilitam à adaptação do Cliente E ao relacionamento. 4.3.5.5.2 Confiança A confiança tem que ser analisada como um constructo de suma importância para caracterizar um relacionamento Inicialmente, cabe considerar o comprometimento e a confiança como alguns dos constructos que caracterizam um relacionamento (Morgan e Hunt, 1994). A confiança contribui diretamente para a troca de interesses informações em longo prazo, além de contribuir para a garantia de que os dados entrelaçados não surtiram em perda de informações, nem em oportunismos por nenhuma das partes envolvidas. Sendo assim a confiança gerada no relacionamento torna-se um dos alicerces primordiais para o relacionamento. 79 4.3.5.5.3 Comprometimento As normas de comprometimento são bem desenvolvidas, o uso de contratos melhora o desempenho da empresa, desta forma, o comprometimento e a cooperação por parte do Fornecedor E são considerados muito importantes. O mesmo confirma a seguir: “O comprometimento do Cliente Ecomo um todo é analisado como sendo tão melhor quanto o grau de ciência por parte de todos os colaboradores deste Cliente Esobre o produto implantado”. (Fornecedor E). Apoiando-se na Teoria de Contrato Relacional e verificando o envolvimento entre as partes é visível o compartilhamento de princípios implícitos ou normas que coordenam as atividades desempenhadas pela relação. Consideram-se, adicionalmente às normas cooperativas, as normas formais – ou elos legais, definidos por Cannon e Perreault (1999) como a extensão dos arranjos e procedimentos econômicos, formais e orientados que conectam um comprador e um vendedor. As normas relacionais refletem as expectativas sobre atitudes e comportamentos das partes que atuam em conjunto com para objetivos mútuos e individuais (Cannon; Achrol e Gundlach 2000 apud Pereira, 2006). O interesse do Fornecedor E é crescer junto com a empresa, com a adesão de futuros projetos. O Cliente E confirma ser correspondido dentro do prazo determinado pelo Fornecedor E, que sempre se mostra comprometido em ajudar na resolução de problemas, celebrando dessa forma um ganho mútuo de comprometimento e cooperação entre os participantes. 4.3.5.5.4 Comunicação A comunicação entre Cliente E e empresa, tem como função o compartilhamento de informação, analisando qual o impacto e influência do respectivo parceiro no relacionamento e quanto à comunicação influi para aprofundar essa relação. A comunicação muitas vezes é utilizada para solucionar conflitos e facilita um entrelaçamento entre as partes, fortalecendo as bases para a relação. 80 “A comunicação com o Cliente E foi ruidosa, pois nem todos os colaboradores envolvidos no processo do produto a ser implantado tinham ciência do que (e como) iria ser realizado”. (Fornecedor E). A qualidade dos dados, sua exatidão e credibilidade funcionam como motriz para a continuidade do relacionamento. Entende-se, a partir de tais dimensões trocadas compartilhe constantemente e de forma intensiva para usufruir do melhor desempenho possível. Clientes e Fornecedor E es afirmaram trocar informações de forma sistemática e intensa, utilizando os mais variados meios de comunicação formal e informal, influenciando positivamente a confiança dos parceiros (Morgan e Hunt apud Pereira, 2006). A influência da comunicação na confiança, e conseqüentemente no relacionamento devem-se ao fato de que o fluxo constante de informações entre os parceiros, abre espaço para uma partilha de expectativas mútuas, o que, acarreta numa leva a um sentimento de confiança mais forte. 81 CAPÍTULO 5: CONSIDERAÇÕES FINAIS Para KOTLER, JAIN e MAESINCEE (2002) a economia mundial está em constante mudança, fruto da globalização e desenvolvimento de tecnologias, resultando em mudanças no comportamento dos clientes de produtos tecnológicos. Esta mudança defendida pelo estudo está superando o nível de desenvolvimento do marketing. Desta forma o marketing está criando espaço no relacionamento entre cliente e fornecedor como diferencial e ponto propulsor para acompanhar o desenvolvimento tecnológico. Em decorrência da necessidade de analisar o relacionamento entre clientes e fornecedores, este trabalho buscou analisar quais os benefícios e custos são determinantes na díade. Baseando-se de início na perspectiva do fornecedor de pequeno porte com seus clientes, o estudo se deparou com fatores que auxiliam no relacionamento, como: valor criado, confiança, cooperação e impactos de TI. Para compreender e abordar tais fatores, este estudo tem como referência teorias e estudos de caso que foram analisados em profundidade com 5 díades, que desenvolve um relacionamento através da área do software. O estudo tem caráter qualitativo aplicado através de entrevistas tanto com o consumidor como com o fornecedor. O marketing de relacionamento através do desenvolvimento do software foi escolhido para o estudo pelo fato de representar um espaço com diferentes visões que têm que trabalhar em conjunto para a criação de um sistema e início de um relacionamento com seu cliente, sendo assim um espaço viável para aplicar os conceitos de marketing. O estudo tem suas maiores contribuições no capítulo 4 no qual foi abordado a análise e contribuições para o marketing de relacionamento, demonstrando suas limitações e propostas de pesquisas futuras, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento acadêmico e organizacional. 5.1 IMPLICAÇÕES DO ESTUDO O estudo se preocupou em abordar a relevância acadêmica, com modelos teóricos e analise de casos de sucesso, e partindo para a atmosfera empresarial, focando no segmento de software, sendo este setor parte essencial desta pesquisa. 82 5.1.1 Implicações Teóricas Quanto às implicações acadêmicas, o estudo se preocupou em analisar o relacionamento entre clientes e fornecedores com base em teorias do marketing de relacionamento. Para isso foi necessário realizar uma análise mais completa do relacionamento, levando em consideração fatores que estão intimamente ligados aos participantes, tais como: confiança, cooperação, valor desenvolvido, entre outros. Todos esses constructos estudados foram citados de acordo com suas teorias e material previamente desenvolvidos através da academia. O estudo foi desenvolvido com a capacidade de ser utilizado como fonte de conhecimento teórico no assunto abordado, em função da vasta bibliografia utilizada e dos resultados obtidos através dos estudos de caso. O trabalho desenvolvido contribui também com o surgimento de indícios nos constructos analisados na pesquisa e que são de fundamental valor para o marketing de relacionamento. De acordo com GALES (apud Johnsen e Ford, 2006) os fornecedores de pequeno porte possuem algumas dificuldades quanto à capacidade de desenvolvimento, devido ao baixo investimento no setor. Desta forma este estudo se preocupou em utilizar fatores determinantes no relacionamento, demonstrando o valor partilhado, capacidade de desenvolvimento existente entre os pequenos fornecedores e os grandes clientes e o fornecedor. No presente estudo os fatores como valor, confiança, adaptação, comunicação e cooperação foram vistos pelas díades analisadas como sendo primordiais para a criação de uma relação proveitosa. A confiança e o valor desenvolvido no relacionamento foram os dois constructos levantados como sendo de grande importância para os parceiros, visto que a confiança é necessária pelo fato de que todos os dados e informações utilizados para criação do sistema são de grande valia para o proprietário da empresa. O valor criado pelo relacionamento foi enumerado como sendo o fator mais importante na relação. De acordo com Pereira (2006) o valor surgido com o relacionamento pode auxiliar na superação da visão direcionada unicamente para aspectos monetários e de desempenho da corporação em questão. No estudo foi constatado que cliente e fornecedor cumprem suas tarefas de acordo com o esperado, auxiliando na ampliação da relação. O estudo sugere questões importantes visando à ampliação empírica na perspectiva da díade, focando na capacidade e nível de 83 criação de valor para o parceiro, o estudo se voltou para a análise da influência dos pequenos fornecedores para com seus parceiros de grande porte. 5.1.2 Implicações Gerenciais O estudo disponibiliza para as organizações os meios necessários para o desenvolvimento de valor no relacionamento com seus fornecedores, evidenciando os caminhos indispensáveis para alcançar uma relação na qual os envolvidos, tanto por parte da empresa como do fornecedor, estejam satisfeitos e pró-ativos. Para as empresas o estudo resultou em benefícios quantitativos e qualitativos para os envolvidos no relacionamento, podendo inclusive ser melhorado de acordo com a participação e cooperação dos participantes. Para Pereira e Bellini (2002) é indispensável visualizar os fatores benefícios e customização em um relacionamento, porém mesmo diante de tal importância, a cooperação estar sujeita aos custos esperado para a ação. No mesmo estudo os autores destacam o grau de importância na participação do parceiro na divisão da responsabilidade no relacionamento, como forma de alavancar os resultados na relação. Dentre os casos analisados foi verificado que existe nas relações essa troca de responsabilidade e cooperação, sendo apontado pelos parceiros como de vital importância para que o relacionamento se desenvolva ocasionando em ganhos monetários para a empresa. Percebe-se com as empresas analisadas no estudo, que a confiança criada pela díade se sobrepõe ao valor monetário desenvolvido. Isso se dar graças ao valor não-monetário que se sobrepõe ao valor monetário do relacionamento. O desenvolvimento de constructos que favoreçam o relacionamento torna-se característica constante nas empresas que visam a relação como meio para se alcançar melhores resultados. O estudo analisa quais os demais fatores necessários para que uma empresa visualize quais as características indispensáveis para um futuro parceiro. Os relacionamentos alicerçados apenas em confiança, mas sem benefícios monetários, podem facilmente serem substituídos por outros que além da confiança desenvolva outros benefícios para a empresa e gere lucro para o parceiro. Entretanto para que um relacionamento que exista confiança seja desfeito, antes de finalizar a relação são realizados vários procedimento, prolongando a 84 relação no propósito que das partes encontre o ponto negativo e resolva o problema, realinhando os laços de compromisso. Entretanto o estudo também alerta que uma díade com pouca confiança e compromisso, por parte do parceiro, tem que ser evitada por diminuir o valor no relacionamento e conseqüentemente gerar prejuízo para a organização. No entanto para o desenvolvimento do estudo deve-se avaliar que as implicações alcançadas cogitam exclusivamente o julgamento dado pelos respondentes, não sendo plausível ponderar estes resultados obtidos com total veracidade sobre o relacionamento entre clientes e fornecedores de software. 5.2 LIMITAÇÕES DO ESTUDO Esta pesquisa encontrou limitações quanto ao material disponível para fundamentação teórica ser bastante vasto em outras nações. Entretanto prejudicou o fato de no Brasil ter pouco conteúdo que contribuísse com o estudo, sendo desta forma utilizada grande parte da teoria desenvolvida por autores estrangeiros, o que dificultava a leitura e compreensão dos textos, além dos estudos em estudos de caso que focam o mercado local. Na fase da escolha dos casos, onde o pesquisador procurou diversas empresas que pudesse contribuir com o estudo, no intuito de enriquecer a pesquisa, mas os mesmos não puderam participar da pesquisa. Este fato ocasionou em atraso do trabalho, pois o mesmo teve que partir para o campo de estudo em busca de cliente, para a partir deles se chegar no fornecedor, para em seguida poder analisar os fatores responsáveis pelo relacionamento. De toda forma nenhumas das dificuldades apresentadas dificultaram no alcance dos objetivos do estudo. 5.3 PESQUISAS FUTURAS O presente estudo foi capaz de analisar o valor do relacionamento entre o fornecedor de software com seu cliente, ressaltando os fatores necessários para a criação de valor para a díade, de acordo com o explorado nos estudos de caso. 85 A utilização de fatores que expandem a visão do relacionamento entre cliente e fornecedor de software no mercado contribui para o alargamento de estudos na área. Desta forma, com o propósito de contribuir com a academia é recomendável a prática de novos estudos que possa, através do mesmo setor, analisar o impacto da confiança e do conhecimento para o valor, gerando subsídio para pesquisas futuras. 86 REFERÊNCIAS ALBANO, C. S. (2001). Adoção de novas tecnologias da informação: um estudo de problemas e ações nas Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul. In: Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, 24., 2001, Anais.Campinas, São Paulo. 1 CD-ROM. ALBERTIN, A., L. Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, 11 edição, 2009, livraria da FGV-EAESP. BARBOSA, J. D.; TEIXEIRA, R. M. (2003). Gestão estratégica nas empresas de pequeno e médio porte. Caderno de Pesquisas em Administração, São Paulo, v.10, n. 3, p. 31-42, jul./set. BLOIS, K. & RAMIREZ, R. (2006) Capabilities as marketable assets: A proposal for a functional categorization. Industrial Marketing Management, 35, 1027-1031. CALDAS, Ricardo W; CRESTANA, Silvério. Tecnologia é essencial para empresa manter competitividade. São Paulo: SEBRAE, 2010. CANNON, J.P.; PERREAULT, W.D. Buyer-seller relationships in business markets. Journal of Marketing Research, 36(4), 1999, 439-460. CANNON, J.P.; HOMBURG, C. Buyer-supplier relationships and customer firm costs. Journal of Marketing, 65(1), 2001, pp. 29-43. CEDOLA, DANIELA, 2004, A Percepção de Valor em Relacionamentos entre Empresas e o Papel da Confiança e do Comprometimento: uma investigação sob o ponto de vista de canais de distribuição de Tecnologia da Informação na cidade de São Paulo. Dissertação de Tese de Mestrado em Administração de Empresas, FGV, Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, SP, Brasil. CLARO, D. P.; CLARO, P. B. O. Gerenciando relacionamentos colaborativos com fornecedores. Revista de Administração de Empresas, v. 44, n. 4, p. 68-79, Out./Dez. 2004. DAVENPORT, T.H. Missão crítica. Porto Alegre: Bookman, 2002. 87 ALMEIDA, S.O.; LOPES, T.C.; PEREIRA, R.C.F. A Produção Científica em Marketing de Relacionamento no Brasil entre 1990 e 2004. Anais do II Encontro de Marketing da ANPAD (EMA 2006). Rio de Janeiro: ANPAD, 2006. DONEY, P.M.; CANNON, J. An examination of the nature of trust in buyer-seller relationships. Journal of Marketing, 61(2), 1997, pp. 35-51 FLICK, U. Uma Introdução à Pesquisa Qualitativa. Trad. Sandra Netz. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004, 312 p. FORSSTROM, B. The conceptual exploration into “value-co-creation” in the context of industrial buyer seller relationships. In: ANNUAL IMP CONFERENCE, 19., 2003, Switzerland. Anais… Switzerland: IMP, 2003. GRÖFF, Rubem. 2001. Adequação da Escala de Wilson & Vlosky para Mensuração de Marketing de Relacionamento no Mercado de Bens de Capital: um estudo exploratório. UFRGS, 2001. 159 F. Dissertação. (Mestrado em Administração) – Escola de Administração – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2001. GUENZI, Paolo; TROILO, Gabriele. Developing marketing capabilities for customer value creation through Marketing–Sales integration. Industrial Marketing Management, 35, 2006, pp. 974–988. HÅKANSSON, H.; SNEHOTA, I. Developing Relationships in Business Networks. London: Routledge, 1995, 433 p. KOTLER, Philip; JAIN, Dipak C.; MAESINCEE, Suvit. Marketing em ação: Uma nova abordagem para lucrar, crescer e renovar. Tradução: SERRA, Afonso Celso da Cunha. Rio de Janeiro: Campus, 2002. KOTLER, Phillip. Princípios de Marketing. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 1998. LARENTIS, Fabiano ; GASTAL, F. . O Estado da Arte do Conceito de Valor para o Cliente: Passado, Presente e Futuro. In: EMA - Encontro de Marketing da ANPAD, 2004, porto alegre. 1º EMA, 2004. JOHNSEN, Rhona E; FORD, David. Interaction capability development of smaller suppliers in relationships with larger customers. Industrial Marketing Management, 35, 2006, pp. 1002– 1015 88 MILAN, G. S. . A Prática do Marketing de Relacionamento Baseada em Compromisso e Confiança e a Retenção de Clientes como Estratégia Empresarial. In: XXIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), 2003, Ouro Preto - MG. XXIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), 2003. MILAN, Gabriel Sperandio; Dissertação de Mestrado em Engenharia de Produção - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFRGS, Porto Alegre. Ano: 2002 Dissertação Mestrado Profissionalizante em Engenharia. A Estratégia de Retenção de clientes e o Estabelecimento de Relacionamentos como Vantagem Competitiva: Um Modelo Aplicado a uma Empresa de Medicina de Grupo. MÖLLER, K.; TÖRRÖNEN, P. Business supplier's value creation potential: A capabilitybased analysis. Industrial Marketing Management, 32(2), 2003, pp. 109-118. MORAES, G.D.A.; TERENCE, A.C.F.; ESCRIVÃO FILHO, E. (2004). A tecnologia da informação como suporte à gestão estratégica da informação na pequena empresa. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE GESTÃO DA TECNOLOGIA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, 1., 2004, São Paulo. Anais... São Paulo, TECSI/FEA/USP. 1 CD-ROM. MORGAN, R.M.; HUNT, S. The commitment-trust theory of relationship marketing. Journal of Marketing, 58(3), 1994, pp. 20-38. NGO, L. V.; O'CASS, A, Creating value offerings via operant resource-based capabilities. Industrial Marketing Management, 2008. doi:10.1016/j.indmarman.2007.11.002 (In Press). NIELSON, C.C. An empirical examination of switching cost investments in businesstobusiness marketing relationships. Journal of Business & Industrial Marketing, 11(6), 1996, pp. 38-60. PEREIRA, R. C. F. Valor em relacionamentos de negócio: a perspectiva da díade no setor de software. Tese. (Doutorado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Administração, Programa de Pós-Graduação em Administração, Porto Alegre, 2006. 290 f. PEREIRA, R.C.F; ALMEIDA, S.O.; CORREIA, T. A produção científica em marketing de relacionamento no Brasil entre 1990 e 2004. Anais do II Encontro de Marketing da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração (EMA 2006). Rio de Janeiro: Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração (ANPAD), 03-05/05/2006b, CD-ROM. PEREIRA, R.C.F.; BELLINI, C.G.P. Marketing de relacionamento no desenvolvimento de software personalizado: o caso do Pólo de Informática de São Leopoldo. Anais da XXXVII Assembléia do Conselho Latino-Americano de Escolas de Administração (CLADEA 2002). Porto Alegre: Conselho Latino-Americano de Escolas de Administração (CLADEA), 2225/10/2002c, CD-ROM. 89 PEREIRA, R. C. F. e BINS, L. F. Quanto Vale um Relacionamento no Setor de Software? Uma Avaliação Teórico-Empírica dos Benefícios e Custos de Relacionamentos na Perspectiva da Díade. EnANPAD, 2009. PEREIRA, R.C.F.; LUCE, F.B. Quanto Vale um Relacionamento no Setor de Software? Uma Avaliação Teórico-Empírica dos Benefícios e Custos de Relacionamentos na Perspectiva da Díade. Anais do XXXI Encontro da ANPAD (EnANPAD 2007). Rio de Janeiro: ANPAD, 2007. [Prêmio de Melhor Artigo da Divisão ADI] PEREIRA, R.C.F; LUCE, F.B. Identificando lacunas e perspectivas para a pesquisa em marketing de relacionamento no Brasil. Anais do II Encontro de Marketing da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração (EMA 2006). Rio de Janeiro: Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração (ANPAD), 0305/05/2006c, CD-ROM. PORTER, M.E.; MILLAR, V.E. (1985). How information give you competitive advantage. Harvard Business Review, v. 63, n. 4, p. 149-160, jul./aug. SEGGIE, S.H.; CAVUSGIL, E.; PHELAN, S.E. Measurement of Return on Marketing Investment: A Conceptual Framework and Future of Marketing Metrics. Industrial Marketing Management, v.36, p.834-841, 2007. SMITH, B. A comparison of aggregation approaches for second-order data. Industrial Marketing Management, 28(3), 1999, pp. 277-292. STRAUSS, L.M.; BELLINI, C.G.P. Momentos sociotécnicos da organização transformada por sistemas integrados de gestão: o caso das rotinas individuais de trabalho em universidade. REAd, v. 14, n. 3, 2008. TORQUATO, P.R.G.; SILVA, G. P. (2000). Tecnologia e estratégia: uma abordagem analítica e prática. São Paulo: Revista de Administração, v. 35, n.1, p.72-85, jan./mar. ULAGA, W. Capturing value creation in business relationships: A customer perspective. Industrial Marketing Management, 32(8), 2003, pp. 677-693. ULAGA, Wolfgang; EGGERT, Andreas. Relationship Value in Business Markets: Development of a Measurement Scale. ISBM Report 2-2003. ULAGA, W.; EGGERT A. Developing a standard scale of relationship value in business markets. Proceedings of the 17th Annual Industrial Marketing and Purchasing Conference, Oslo: Industrial Marketing and Purchasing Group, 09-11/09/2001. 90 WERANI, Thomas. On the Value of Cooperative Buyer-Seller Relationships in Industrial Markets. ISBM Report 2-2001. WILSON, David T. An Integrated Model of Buyer-Seller Relationships. Journal of the Academy of Marketing Science, vol. 23, p.282-296, Special Issue on Relationship Marketing, Fall 1995. WILSON, E.J.; VLOSKY, R.P. Partnering relationships activities: Building theory from case study research. Journal of Business Research, 39(1), 1997, pp. 59-70. YIN, Robert K. Estudo de Caso: planejamento e métodos. Porto Alegre, RS, Brasil: Bookman, 2003, 2 ed., 205 p. 91 APÊNDICE A ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA OS FORNECEDORES Valor 1) O valor criado pelo relacionamento é o esperado pela empresa? 2) Qual a relação entre valor e confiança no relacionamento? Como um influencia o outro? O que vem primeiro? Benefícios 3) Quais os benefícios que o relacionamento com o cliente gera para a empresa? 4) O que é mais importante para o(a) Sr(a) ficar satisfeito com este relacionamento? 5) Como ocorrem os benefícios de aprendizagem como troca de experiência e conhecimento de mercado no relacionamento? 6) Que tipo de sacrifícios monetários e não monetários estão presentes no relacionamento com o cliente? 7) Como ocorrem os ganhos institucionais como referência de mercado e credibilidade entre fornecedor e cliente? Custos 8) Os custos do relacionamento são direcionados para o fornecedor ou para o cliente? 9) A relação custo x benefícios é vista de forma positiva no relacionamento? Competências 10) Qual nível de conhecimento (know-how, competências, inovações) de sua empresa? 11) Quais as competências que a diferencia no mercado em que atua? 12) A empresa tem contribuído para o desenvolvimento das competências do cliente? De que forma? 13) Qual o impacto causado pela empresa a partir do relacionamento com esse cliente? 92 14) A sua empresa se mantém aberta a lançamento de novas tecnologias que venha a melhorar seu desempenho frente aos concorrentes? Adaptação 15) O Sr (a) encontrou resistência em se adaptar com a cultura da empresa do cliente? 16) Existe interdependência entre o fornecedor e o cliente? 17) O cliente disponibiliza para o fornecedor os meios necessários para implantação dos serviços? 18) Quais investimentos realizados pelo fornecedor no relacionamento? Confiança 19) A confiança depositada no relacionamento é correspondente ao trabalho desempenhado? 20) Quais as características necessárias para que exista a confiança no relacionamento com fornecedor? 21) Qual o impacto causado quanto ao fluxo de informação? 22) Peço que o(a) Sr(a) dê uma nota de "0" a "10" para a QUALIDADE de cada uma das características desenvolvidas no contato com o cliente. De "0" a "10", que nota o (a) Sr.(a) dá para: a) O atendimento dos funcionários ( ) b) A capacidade dos funcionários ( ) c) Os funcionários darem explicações claras e simples ( ) d) A facilidade para conseguir e implantar um serviço ( ) Comprometimento e Cooperação 23) O comprometimento do cliente é satisfatório? Como pode ser melhorado? 24) Existe cooperação no relacionamento, tanto por parte do fornecedor como por parte da empresa (cliente)? 25) O fornecedor tem objetivos/interesses de crescer junto com a empresa? Tempo e Produtividade 93 26) Há quanto tempo o Sr.(a) está com este cliente? E durante este período está satisfeito com o relacionamento? 27) Quantas pessoas estão envolvidas no relacionamento? 28) O valor do projeto e o faturamento da empresa após sua implantação condiz com a realidade esperada pela empresa? Comunicação 29) Como o Sr.(a) avalia a comunicação com este cliente? 30) O(a) Sr(a). alguma vez tentou fazer uma reclamação, uma sugestão, elogiar um funcionário, pedir alguma informação ou alguma coisa assim? Conseguiu? O(a) Sr(a). ficou satisfeito com as providências tomadas? Muito ou pouco? 31) O(a) Sr(a). teria alguma sugestão ou gostaria de fazer algum comentário para melhoria do serviço deste cliente? 32) Tem alguma coisa no serviço deste fornecedor que o(a) Sr(a). considera importante e que nós não conversamos nesta entrevista ? 94 APÊNDICE B ROTEIRO DE ENTREVISTA PARA OS CLIENTES 1) Por que o Sr.(a) procurou este fornecedor? Para qual serviço? Valor 2) Como o valor no relacionamento pode ser definido em termos práticos? 3) O valor criado pelo relacionamento é o esperado pela empresa? Benefícios 4) O que é mais importante para o(a) Sr(a) ficar satisfeito com os serviços deste fornecedor? 5) Como o Sr.(a) avalia os benefícios no relacionamento? Custos 6) Que tipo de sacrifícios monetários e não monetários estão presentes no relacionamento com o fornecedor? 7) Os custos do relacionamento são direcionados para a empresa ou para o fornecedor? 8) A relação custo x benefícios é vista de forma positiva no relacionamento? Competências 9) Qual nível de conhecimento (know-how, competências, inovações) de sua empresa frente aos serviços oferecidos pelo fornecedor? 10) Qual o nível de otimização dos processos da área de teconologia da informação da sua empresa? 11) Quais características da sua empresa facilitam o relacionamento com este fornecedor? 12) Qual o impacto causado no enriquecimento do perfil dos colaboradores da empresa, após a aplicação do serviço? 95 13) A sua empresa se mantém aberta a lançamento de novos softwares que venha a melhorar seu desempenho frente aos concorrentes? Adaptação 14) O Sr (a) encontrou resistência em se adaptar na empresa prestadora do serviço? 15) Existe interdependência entre a empresa e o fornecedor? Seria difícil se adaptar a outro fornecedor se houver a necessidade de mudanças? Confiança 16) A confiança depositada no fornecedor é correspondente ao trabalho desempenhado pelo mesmo? 17) Qual o impacto causado no relacionamento quanto ao fluxo de informação e redução de custos? 18) Quais as características necessárias para que exista a confiança no relacionamento com fornecedor? 19) Peço que o(a) Sr(a) dê uma nota de "0" a "10" para a QUALIDADE de cada uma das características dos serviços deste fornecedor. De "0" a "10", que nota o (a) Sr.(a) dá para: e) O atendimento dos funcionários ( ) f) A capacidade dos funcionários ( ) g) Os funcionários darem explicações claras e simples ( ) h) O serviço ser realizado corretamente ( ) i) A facilidade para conseguir o serviço ( ) 20) Para o (a) Sr.(a) ficar satisfeito (a) com o serviço deste cliente o(a) Sr.(a) acha que cada item é extremamente importante, muito importante, importante ou mais ou menos importante [LEGENDA: (1) pouco importante; (2, 3, 4) intermediário; (5) muito importante]. a) Ter certeza de que as informações que o(a) Sr(a). forneceu não serão usadas sem sua permissão ( ) b) O serviço está disponível sempre que precisar dele ( ) c) Os funcionários anotarem corretamente as informações do (a)Sr.(a) ( ) d) Os documentos originais serem devolvidos depois do serviço ( ) 96 Disponibilidade de fornecedores alternativos 21) Em caso de término do relacionamento, seria difícil conseguir outro fornecedor com o mesmo nível de conhecimento do fornecedor atual? Comprometimento e cooperação 22) O comprometimento do fornecedor é satisfatório? Como poderia melhorar? 23) Existe cooperação no relacionamento, tanto por parte da empresa (cliente) como do fornecedor? 24) O fornecedor tem objetivos/interesses de crescer junto com a empresa? 25) Quando o(a) Sr(a) deu entrada no pedido, foi informado sobre o tempo para o serviço ficar pronto? Esse prazo foi cumprido? 26) Vou citar de novo aquelas características e peço que (a) Sr(a). dê uma nota de "0" a "10" para dizer o quanto está satisfeito com relação a: a) O tempo de espera para ser atendido no cliente ( ) b) O número de contatos necessários para realização do serviço ( ) c) O número de pessoas que foi preciso entrar em contato para o serviço ( ) d) As etapas para conseguir o serviço serem claras e simples ( ) e) O preço cobrado pelos produtos ( ) f) Facilidade para fazer reclamações quando necessário ( ) g) Saber quais as etapas para conseguir o serviço ( ) Tempo e Produtividade 27) Há quanto tempo o Sr.(a) está com este fornecedor? E durante este período está satisfeito com o relacionamento? 28) Quais os efeitos após implantação do serviço oferecido pelo seu parceiro? 29) Quantas pessoas estão envolvidas no relacionamento? 30) O valor do projeto e o faturamento da empresa após sua implantação condiz com a realidade esperada pela empresa? 97 Comunicação 31) Como o Sr.(a) avalia a comunicação com este fornecedor? 32) O(a) Sr(a). alguma vez tentou fazer uma reclamação, uma sugestão, elogiar um funcionário, pedir alguma informação ou alguma coisa assim? Conseguiu? O(a) Sr(a). ficou satisfeito com as providências tomadas? Muito ou pouco? 33) O(a) Sr(a). teria alguma sugestão ou gostaria de fazer algum comentário para melhoria do serviço deste fornecedor ? 34) Tem alguma coisa no serviço deste fornecedor que o(a) Sr(a). considera importante e que nós não conversamos nesta entrevista ?