Informativo Agrária Maio 2013 Da cevada ao malte Por dentro da cadeia produtiva que se inicia no cooperado e culmina na maior maltaria comercial do Brasil SAFRA DE INVERNO Crescimento de área e previsão de clima favorável FUNDAÇÕES Como se elegem os diretores e conselheiros PAIS Campanha do Agasalho tem melhor resultado desde 2009 ? Editorial Os elos do malte A cadeia produtiva da cevada, da maneira como se desenvolve na Agrária, além de garantir liquidez da produção e maior rentabilidade ao cooperado, também agrega valor à Cooperativa como um todo, pela singularidade. Não há outro modelo similar no Brasil. A maior e mais antiga maltaria comercial do país recebe cevada cervejeira produzida pelos cooperados com os requisitos de qualidade demandados pelo mercado de malte. Por trás do minucioso processo estão fatores como anos de pesquisa da FAPA, assistência agronômica específica, dezenas de análises laboratoriais e estruturas de logística e de armazenagem integradas. Some-se a isso o know how da Agromalte, com mais de 30 anos de mercado, que é atendido em 20% da demanda com o Malte Pilsen Agrária. Ao cooperado cabe a tarefa de seguir as recomendações agronômicas e definir quais variedades poderão lhe garantir melhor rentabilidade, seja imediata, com a produtividade no campo, seja em médio prazo através do desempenho da indústria. Na segunda parte da matéria especial sobre a cadeia produtiva da cevada, evidencia-se a clara consciência sobre a responsabilidade de cada elo da cadeia, tanto por parte dos colaboradores quanto dos associados da Agrária. O estreitamento da relação entre as partes passa pela transmissão de conhecimento e informação sobre todo o processo, da pesquisa à malteação, da assistência técnica à comercialização, das análises laboratoriais até a logística. Da mesma forma, campanhas desenvolvidas ao longo do ano, têm por objetivo aproximar o cooperado das indústrias, as quais, ao fim e ao cabo, são deles. O gráfico 2013 dos resultados em campo, tanto da cevada quanto do trigo, começa a ser traçado a partir deste mês, com o início do plantio das culturas de inverno. O Informativo mostra que as previsões climáticas e as perspectivas de produtividade são favoráveis, principalmente se comparados aos de 2012. Esta edição traz ainda a campanha do agasalho 2013 e a entrega de 6.000 exemplares do Atlas Ambiental à rede municipal de ensino. Desejamos uma boa leitura! Departamento de Marketing Cooperativa Agrária Agroindustrial 2 Informativo Agrária O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de cerveja. Em média, cada brasileiro consome cerca de 65 litros da bebida por ano. Mas o caminho até o paladar do consumidor final é longo e complexo, e se inicia longe de tulipas e canecos. A obtenção de maltes de qualidade demanda anos de pesquisa e uma estrutura integrada para atender os exigentes requisitos de qualidade da indústria cervejeira. Responsável por fornecer mais de 20% do malte consumido no país, a Agromalte, da Cooperativa Agrária, é a única do Brasil a dominar toda a cadeia produtiva, desde a pesquisa e o plantio da cevada até a comerciali- zação. Por trás das 220.000 t malteadas anualmente pela maior e mais antiga maltaria comercial brasileira, há uma estrutura singular, que engloba a FAPA (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária), um Laboratório Central acreditado pelo INMETRO, estrutura de armazenagem e logística de recepção e expedição integrada, bem como cooperados comprometidos em seguir recomendações agronômicas específicas para atender as demandas da indústria. Desde que foi fundada, em 1981, a Agromalte propicia ao cooperado a garantia de venda e preços acima do mercado para a produção de cevada. Em 2009, passou por ampliação em 60% de sua produção, o que a coloca na 11ª posição das maiores maltarias comerciais do mundo. A partir de 2015 entra em operação a terceira torre de malteação, com mais 120.000 t de capacidade. “As indústrias da Agrária fortalecem a cooperativa e, por conseqüência, o seu cooperado”, resumiu o gerente de malte da Agrária, Frank Nohel. Nesta segunda e última matéria da série sobre a cadeia produtiva da cevada, o Informativo traz os detalhes da industrialização do cereal, cuja área de cultivo prevista para 2013 é de quase 37 mil hectares. A edição ante- rior desta publicação trouxe o processo inicial de pesquisa, com a seleção, avaliação e obtenção de novas variedades, bem como a importância da assistência técnica e a consciência do cooperado em atender as exigências da Agromalte e, ao mesmo tempo, vislumbrar desempenhos cada vez melhores da cevada no campo. “Via de regra toda produção de malte ocorre em cadeias fechadas; não se planta cevada cervejeira sem contratos. A possibilidade que existe aqui para o cooperado da Agrária é muito interessante, justamente por termos a maltaria há mais de 30 anos. Isso formou um ciclo que vai desde a Informativo Agrária 3 Cooperados observam requisitos de qualidade desde o campo O processo de produção de malte da Agrária é único no Brasil pesquisa até a produção final”, explicamos a quantidade”, explicou a cocou o diretor financeiro da Agrária, Arordenadora do Laboratório Central da naldo Stock. Agrária, Márcia Arruda. Com o suporte da pesquisa, reSomente no processo de pesquializada pela FAPA, em parceria com sa da FAPA, para cada variedade de diferentes empresas obtentoras de cevada são realizadas 71 análises, material genético, a antes, durante e após maltaria dispõe atualo processo de malteamente de uma nova va“O pesquisador de ção. Estes parâmetros riedade de cevada por determinam, entre oucevada, Noemir ano. Entre os fatores tros quesitos, na cevaAntoniazzi, elevou da a umidade, poder que contribuem para a atualização anual está germinativo, energia de 60 para 280 o processo de maltegerminativa, sensibilio número de ação piloto com 300 g dade à água, proteína; amostras enviadas de cevada, realizada na malteação o grau de para análise”. no Laboratório Central maceração, tempo de – anteriormente se fazia maceração, perda com com 1.000 g. Com isso, radícula; e no malte a o pesquisador de cevada da FAPA, Noumidade, rendimento, friabilidade, proemir Antoniazzi elevou de 60 para 280 teína e classificação. o número de amostras enviadas para O laboratório também realiza 11 análise no último ano. “Atualmente inianálises mensais da cevada armazeciamos a avaliação da qualidade de nada nas unidades de cereais, a fim malte já na fase de criação da linhade determinar quais silos deverão ser gem. Isso oferece maior possibilidade utilizados antes pela maltaria. E, após de seleção de materiais por qualidade o processo de industrialização, o malte de malte”, destacou Antoniazzi. é analisado em mais 22 parâmetros, “Com isso ganhou-se tempo na incluindo, por exemplo, sortimento, pesquisa. Antes analisávamos oito friabilidade e análise sensorial. “São amostras a cada oito dias, agora anavários processos até se obter um malte lisamos 32 neste período. Quadruplide qualidade. É uma cadeia com vários Frank Nohel: “As indústrias fortalecem a cooperativa e, por consequência, o seu cooperado” 4 Informativo Agrária Márcia Arruda: “Analisávamos oito amostras a cada oito dias, agora analisamos 32 neste período” profissionais envolvidos em prol de um produto final com as especificações desejáveis”, destacou a coordenadora do Laboratório Central, o qual foi acreditado em 2012 pelo INMETRO na ISO IEC 17025, inédito no Brasil para um escopo tão diversificado quanto o englobado pelo laboratório da Agrária. A preocupação com a qualidade nasceu juntamente com a Agromalte, que conta com o laboratório desde 1981. Os resultados das análises tanto na cevada quanto no malte norteiam tomadas de decisão quanto às condições de malteação de determinada cevada. “O laboratório é essencial e, o mais importante, com resultados analíticos confiáveis”, destacou Nohel. Outro diferencial para os clientes da Agromalte é a consciência do cooperado quanto ao seu papel no processo. Questões como teor de proteína na faixa ideal, alto poder germinativo, ausência de micotoxinas e sortimento são questões observadas pelos produtores. “Muitas vezes se reclama dos descontos, como da proteína, por exemplo. Mas não é bem assim, a indústria exige alguns requisitos”, lembrou o cooperado Alfred Abt, que participou do programa de visita à maltaria, realizado pela Agrária aos associados em abril (leia mais no box da p. 6). “Tem de ser ressalvado que o cooperado da Agrária segue as recomendações agronômicas, e isso é muito importante. Ele percebe que isso surte resultados compensadores para ele mesmo”, observou o gerente de malte, em referência às recomendações dos agrônomos da assistência técnica específica disponibilizada pela Agrária aos seus associados. De acordo com o coordenador da FAPA Margret Wild: “É interessante saber quantos mercados nosso malte atende e quão longe a cevada do cooperado transformada em malte tem chegado” e do departamento de assistência técnica, Leandro Bren, “o cooperado criou esse sentimento de valor e reconhece a importância da pesquisa e da assistência técnica. Da mesma forma, não recomendamos um produto que não tenha importância para a maltaria”. Como as especificações do malte variam entre os clientes, a maltaria trabalha atualmente com três cultivares de cevada nacional (BRS Elis, BRS Brau e BRS Cauê) e uma importada para atender as diferentes blendagens. “É uma garantia para a indústria trabalhar com mais de uma variedade, pois dispõe de maior possibilidade de Em 2012, o Laboratório Central foi acreditado pelo INMETRO blend”, ressalvou Antoniazzi. na ISO IEC 17025, inédito no Brasil Recentemente a Agrária recebeu a certificação que a tornou a única fornemalte. Eles estão localizados em polos de armazenagem de 35.000 t de malte cedora da América do Sul de malte Bud, mais estratégicos”, frisou Margret. e de expedição de aproximadamente para fabricação da cerveja Budweiser. A partir do primeiro semestre de 2.000 t por dia, fatores sustentados “É uma especificação mais exigente 2014, a Agrária deverá dispor de uma pela estrutura interna da cooperativa. que as outras”, explicou Nohel. “Basicacervejaria experimental própria, que “Temos o suporte de muitos setores da mente cada grupo cervejeiro tem a sua atenderá parte determinante e o último Agrária, como as unidaespecificação. Elas não passo do processo de avaliação de nodes de cereais para arvariam muito entre si, vas cultivares. O projeto está em fase mazenagem e a logístimas existem diferenças, “No processo de final de aprovação e o objetivo é tamca, entre muitos outros, que precisam ser atenpesquisa, cada bém disponibilizar o local para clientes para que tudo funcione didas”, acrescentou. variedade de realizarem seus testes sensoriais, bem perfeitamente”, expliAo todo, a Agrocevada passa por como promover eventos, uma vez que cou o coordenador da malte atende aproxima71 análises de haverá ambiente para acomodar 96 maltaria, Vilmar Schüsdamente 250 clientes, pessoas sentadas. sler. “Temos que destadesde o Rio Grande do malteação” “Agora, com a cervejaria expericar ainda a importância Sul até Rondônia, entre mental, teremos a cadeia fechada. do colaborador, pois na cervejarias, destilarias Poderemos fazer cerveja de determiprodução trabalhamos com três ture indústrias alimentícias - misturas nadas cultivares de cevada, não para nos, sete dias por semana, 24 horas para pães e achocolatados são alcomercializar, mas para testes ou para por dia”, acrescentou. guns exemplos. “É interessante saber que clientes nossos possam testar Da mesma forma, a logística exterquantos mercados nosso malte atende maltes especiais, novas formulações na conta com centros de distribuição e quão longe a cevada do cooperado de cerveja, lúpulos, enfim, estará à (CD) localizados nas cidades de Astransformada em malte tem chegado”, nossa disposição e dos nosso cliencurra (SC), Araucária (PR) e Campinas destacou a coordenadora comercial tes”, explicou Nohel. (SP). “Os três centros de distribuição de malte da Agrária, Margret Wild. Investimento maior ocorrerá a partir são da Agrária e fazem a expedição do A cooperativa possui capacidade Vilmar Schüssler: “Temos mercado para mais ampliações e isso dá a segurança de compra da cevada ao cooperado” Alfred Abt e Frank Nohel debatem sobre a Agromalte durante a visita dos cooperados Cássia Fassbinder: “É o pós-porteira que nos dá sustentabilidade, minimizando os riscos do mercado” Informativo Agrária 5 do ano que vem. A fim de atender o mercado, será construída a terceira torre de malteação da Agromalte. O incremento foi aprovado pelos cooperados na Assembléia Geral Ordinária, realizada em março passado. De acordo com o gerente de malte, trata-se de uma necessidade. “Se não for a Agrária, alguém fará e estaremos fora. Não tem mais volta, temos que acompanhar o mercado”, observou. Schüssler ratifica a posição. “Temos mercado para mais ampliações e isso dá a segurança de compra da cevada ao cooperado. A cadeia existe por causa dele, para dar mais uma opção de cultivo e maior rendimento”, analisou. O potencial não se restringe, porém, a Entre Rios. Uma vez que a distância física dos clientes reduz a competitividade da Agrária (o cliente mais longínquo está situado a 3.200 km de distância), existe o estudo de construir uma nova maltaria na região Nordeste, que está entre as que mais crescem no Brasil em consumo de cerveja. “A Agrária tem um bom nome no mercado, o nosso malte é reconhecido, conhecemos esse mercado como ninguém, não se pode desperdiçar a oportunidade”, sublinhou Nohel. Nos últimos anos, a Agrária também firmou parcerias com empresas internacionais, como a Weyermann® e a HVG, ambas da Alemanha, e a Lallemand, do Canadá, e passou a oferecer produtos como maltes especiais, lúpulos e fermentos. “O objetivo é ampliar nosso portfólio e oferecer um serviço a mais aos nossos clientes, especialmente os de médias e pequenas cervejarias”, destacou Nohel. O processo de produção de malte da Agrária é singular no Brasil, pelo fato de englobar uma cadeia produtiva completa da cevada, além de ser fortalecida por um mercado em expansão. “O negócio do malte é de extrema importância dentro da Agrária”, frisou o gerente agrícola da Agrária, André Spitzner. “E ao cooperado garante a liquidez, pois ele planta com a certeza de que vai vender”, acrescentou. Fator observado com clareza pelos associados. “É o pós-porteira que nos dá a sustentabilidade, minimizando os riscos e oscilações do mercado”, destacou a cooperada Cássia Fassbinder. Cenário favorável, a ser apreciado pelos cooperados da Agrária – se for acompanhado por cerveja, que seja com moderação. n 6 Informativo Agrária Como funciona o processo de malteação Após ser entregue pelo produtor e ter a amostra colhida e analisada, a cevada segregada, beneficiada, secada e ressecada está em condições de ser utilizada para obtenção de malte cervejeiro. A malteação é composta por três etapas: maceração, germinação e secagem. O principal objetivo da malteação é ativar e formar enzimas, que serão necessárias na cervejaria para a degradação do amido em açúcares, por sua vez fundamentais para a fermentação e a consequente formação do álcool e do gás carbônico. O processo se inicia pela maceração, quando se fornece a umidade necessária para o grão iniciar a germinação. Cerca de 260 t de cevada são divididas em quatro funis a uma umidade de 11 a 12%. Quando o grão atinge cerca de 38% de umidade, inicia-se o processo bioquímico de germinação. Na etapa seguinte, as 260 t se agrupam em uma caixa de germinação, onde se controla a temperatura, umidade e se fornece oxigênio durante o tempo de germinação (quatro dias). Neste período de germinação ocorre a formação e ativação enzimática, a degradação de alguns compostos e o crescimento das radículas. Na sequência, o chamado “malte verde” é transferido para a estufa, onde ocorre uma secagem lenta a temperaturas que atingem 85ºC. “O aroma e a cor desejados pela cervejaria são formados durante a malteação da cevada”, explicou o coordenador da Agromalte, Vilmar Schüssler. A umidade do malte é reduzida para cerca de 4,5%, dando-lhe condições de armazenagem durante até um ano. Retira-se também a radícula, logo após a secagem, por meio de um sistema de peneiras. “A partir de então fazemos a blendagem (mistura de várias qualidades de malte) de acordo com as necessidades dos clientes”, destacou Schüssler. A Agromalte possui política de boas práticas de fabricação e, desde 2010, é certificada pela ISO 22.000 de segurança de alimentos. Todos os lotes de cevada e malte passam por análises de micotoxinas, metais pesados e pesticidas, entre outros parâmetros qualitativos. “O cliente recebe o malte livre de contaminação física, química e biológica, tendo a garantia da qualidade desejada e rastreabilidade, pois conseguimos determinar qual produtor entregou a cevada, que foi para tal cliente”, ressalvou o coordenador. COOPERADOS Ações aproximam cooperados de unidades de negócio Durante os meses de maio e junho, a Agrária desenvolveu ações da campanha “Cooperado, Agrária é você quem faz”, relacionadas às atividades despenhadas pela Agromalte. Os três programas, apesar de distintos entre si, tinham o mesmo objetivo: trazer os associados mais próximos da indústria de malte e do próximo alvo da campanha – a Unidade de Sementes. No dia 16 de maio, 26 cooperados foram recepcionados na Unidade Vitória, onde assistiram a uma apresentação institucional sobre a Agromalte e visitaram a nova torre de malteação e o Laboratório Central. O encontro foi finalizado com almoço, caracterizado como momento de interação com integrantes da diretoria e da superintendência da Agrária. “Conhecemos detalhes de como a indústria funciona, quem são os clientes e porque é exigido certo grau de qualidade”, analisou o cooperado Manfred Becker. A iniciativa também agradou ao cooperado Alfred Abt, que há anos não visitava a maltaria. “A indústria é do cooperado e é importante saber como os processos ocorrem. Aqui se vê o que é feito na pesquisa, o que a gente produz e o resultado final”, analisou. No dia 27, um inédito “Café Bávaro” atraiu cerca de cem pessoas até o foyer do Centro Cultural. A temática também era alusiva à maltaria e os presentes degustaram o tradicional pretzel, a Weisswurst (linguiça branca) com mostarda doce e cerveja de trigo. “O nosso plano de marketing prevê uma série de novos eventos ao longo do ano. Este Café Bávaro tinha por objetivo oferecer uma novidade aos nossos cooperados, relacionada à maltaria e ao estado da Baviera, com o qual temos vários contatos e relações comerciais”, explicou o presidente da Agrária, Jorge Karl. Leia abaixo as declarações dos cooperados sobre o evento. Já nos dias 5 e 6 de junho, 17 in- tegrantes, entre cooperados e colaboradores, tiveram a oportunidade de conhecer as instalações da cliente da maltaria, AmBev, em Lages (SC), bem como a cooperativa Coopercampos, em Campos Novos (SC). A viagem marcou o final da campanha da Agromalte e o início das ações de divulgação da Unidade de Sementes da Agrária. “Foi muito bom conhecer o departamento de sementes de outra cooperativa, pois pudemos visualizar e tirar dúvidas sobre como é o funcionamento deste setor lá”, ressaltou o cooperado Johann Vollweiter, que participou da viagem. “E conhecer a AmBev também foi relevante, eu não conhecia o processo deste porte de fabricação de cervejas”, acrescentou. O gerente de malte da Agrária, Frank Nohel, destaca que as ações “propiciam oportunidades de sanar dúvidas junto aos cooperados, pois se trata de uma conversa aberta e esperamos que o interesse cresça sempre mais”. n FALA COOPERADO! “Pudemos trocar ideias com outros cooperados e ter maior proximidade com a diretoria. Isso é muito importante” cooperada Edith Leh Sander “Infelizmente há tantas coisas que já não podemos mais comer na nossa idade (risos). Mas o objetivo de integrar as pessoas é muito válido” – Stefan Detlinger “Conhecemos detalhes de como a indústria funciona, quem são os clientes e porque é exigido certo grau de qualidade” - cooperado Manfred Becker “Nunca havia provado um ‘Café Bávaro”, gostei muito. Além disso, pudemos conhecer um pouco mais sobre a maltaria” – Heinrich Siegmund Stader “É algo que realmente atrai o cooperado. Muitas vezes permanecemos apenas no escritório e essa interação, que era tão comum no passado, acaba se perdendo. Por isso considero esse contato interpessoal tão importante, senão perde-se o senso de coletividade” – Cooperado Karl Milla (à dir.) “Sou cooperada da Agrária há mais de 50 anos. Eu era uma cooperada ativa. Ainda me lembro quando recebemos as primeiras sementes de cevada (...). A safra não era tão boa quanto hoje, mas continuávamos plantando. Antigamente, uma cooperada ativa - hoje me autodenomino apenas uma fiel cooperada da Agrária” – cooperada Theresia Jungert em fala preparada aos presentes. Informativo Agrária 7 Perspectivas para a safra de inverno: clima e produtividade Plantio de trigo e cevada aumenta em 3.608 hectares Em junho se inicia a semeadura dos cereais de inverno pelos cooperados da Agrária. Neste ano, serão cultivados 22.676 hectares de trigo e 36.975 hectares de cevada, um aumento de 3.608 hectares na área das duas principais culturas do período, em relação a 2012. As projeções do departamento de assistência técnica da Agrária para a produtividade em 2013 apontam 3.325kg/ha de trigo e 3.900kg/ha de cevada. Isso significa um aumento de 22,1% para o trigo e 16,5% para a cevada, em relação aos resultados de 2012. Na safra passada, a produção foi afetada por condições climáticas desfavoráveis, como estiagem prolongada em agosto, geadas tardias em setembro e chuva de granizo na época de pré-colheita, que fizeram a produtividade de trigo e cevada cair. Para este ano, apesar da condição de neutralidade climática, responsável pelas intempéries de 2012, se manter, as previsões são mais otimistas. De acordo com o meteorologista do Inmet, Luiz Renato Lazinski, são esperadas chuvas mais irregulares em termos de distribuição, com 8 Informativo Agrária períodos curtos de dois ou três dias com muita precipitação, intercalados com momentos maiores com pouca ou nenhuma chuva. Porém, a probabilidade de que estes períodos de estiagem cheguem a mais de um mês, como em 2012, é muito pequena. “Não acredito que teremos mais de 20 a 25 dias sem chuva, os períodos de seca não devem passar disto”, explicou. As temperaturas terão extremos acentuados neste inverno, sendo que haverá massas de ar frio mais intensas que o normal chegando ao sul Luiz Renato Lazinski prevê chuvas irregulares, com períodos de muita precipitação intercalados com estiagem do Brasil.“O clima para o período é muito bom para culturas como trigo e cevada, uma vez que, será mais seco e com ondas de frio mais intensas”, analisou Lazinski. O coordenador da assistência técnica da Agrária e da FAPA, Leandro Bren, também avalia o clima mais seco como melhor para os cereais de inverno. “Nesse sentido, sem muitas chuvas, temos a perspectiva para um inverno bem promissor. Porém, em anos neutros fica algum receio referente a questões de geadas no final do ciclo das culturas”, ressaltou. O clima neutro traz consigo maior incidência de geadas mais fortes e tardias no inverno, conforme Lazinski. Mais uma vez, a pesquisa e a assistência técnica focada da Cooperativa trabalham em conjunto para garantir bons resultados ao cooperado. As informações provenientes do Projeto Radar continuam a orientar o produtor. Para a safra de inverno de 2013 serão monitorados entre 28 e 34 pontos de controle. O monitoramento proporcionado pelo projeto traz, de acordo com Bren, segurança para o produtor em Resultado Histórico - Cultura do Cevada 5.500 kg/ha 4.500 3.500 2.500 Leandro Bren: pesquisa e assistência técnica são determinantes para a alta produtividade, mesmo com clima desfavorável 1.500 2004/05 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 Anos Brasil Paraná Regional Agrária Resultado Histórico - Cultura do Trigo 4.500 4.000 3.500 kg/ha 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 2004/05 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 Anos Brasil Paraná Regional Agrária Fonte: Banco de dados técnico da Cooperativa Agrária/SEAB/CONAB relação a doenças foliares e de espiga nas culturas de inverno, já que possibilita a aplicação de defensivos no momento mais propício. “Conseguimos assegurar produção e a qualidade dos grãos por meio das aplicações de defensivos de controle preventivo”, ressalta. O aporte técnico direcionado aos cooperados mostrou resultados mesmo em anos de clima desfavorável na região de abrangência da Agrária. “O que vai dar números finais é o clima, já que as culturas de inverno são de maior risco nesta questão. “Mas com a tecnologia que possuímos hoje, tanto de pesquisa quanto de assistência técnica, temos condições de apresentar altas produtividades”, explicou Bren. Em 2011 com condições climáticas mais favoráveis, a média de produtividade dos cooperados em trigo foi de 3.866 kg/ha e de cevada 4.425 kg/ha, sendo que a média da re- gião de Guarapuava, de acordo com informações do Seab/Núcleo Regional de Guarapuava, foi de 3.635 kg/ ha e 4.325 kg/ha, respectivamente. Mesmo em 2012, com os problemas climáticos na área de abrangência da Agrária, a média dos cooperados equiparou-se a de Guarapuava na cevada e superou a de trigo em 206 kg. Além de lucro financeiro, as culturas de inverno têm importância agronômica para o produtor. A matéria orgânica e os nutrientes que os cereais de inverno deixam no solo são estratégicos para as culturas de verão subsequentes. “O inverno para a Agrária é fundamental, além de propiciar uma receita a mais para o cooperado, ele traz uma segurança para as culturas de verão”. Da mesma forma, a demanda de cereais de inverno é crescente. De acordo com Bren, os clientes das indústrias continuam demandando matéria-prima. n Área cultivada por cooperados na safra de inverno (ha) 2013 2012 Variação (%) Trigo 22.676 21.613 4,91 Cevada 36.975 34.430 7,39 Triticale 525 297 76,76 Canola 1.119 555 101,62 Aveia 4.805 3.146 52,73 TOTAL 66.100 60.041 10,09 Informativo Agrária 9 Agrária entrega Atlas Ambiental ao município Um material raro, desenvolvido em cooperação entre a Agrária e a empresa BASF, passa a enriquecer o material didático da rede pública de ensino do município. O Atlas Ambiental de Guarapuava foi entregue oficialmente ao prefeito Cesar Silvestri Filho, no dia 21 de maio, pelo presidente da Agrária, Jorge Karl e pelo representante técnico de vendas da BASF, José Carlos Sandrini - empresas idealizadoras do projeto. Cerca de 6.000 exemplares do material já se encontram nas escolas municipais, à disposição dos alunos. A cerimônia realizada na prefeitura contou ainda com a presença da vice-prefeita, Eva Schran, de representantes da secretaria municipal de Educação e da imprensa local. Um termo de entrega foi assinado. O Atlas Ambiental apresenta, de forma didática e lúdica, aspectos históricos, geográficos, culturais, ambien- tais e sociais de Guarapuava. Em mais de cem páginas, ilustrações, fotografias, imagens de satélite, infográficos e dados científicos atuais contextualizam o município, no âmbito estadual, nacional e global - navegando inclusive pelo espaço sideral. “O mundo é rico e surpreendente”, destaca um trecho inicial do material. “Soubemos da iniciativa da BASF e decidimos trazer o projeto para a Agrária. Sabemos da importância de o aluno, como cidadão, se sentir parte do local onde vive”, destacou Jorge Karl. “O atlas só será útil se for realmente empregado, e temos certeza que será. É um pequeno gesto realizado pela Agrária e esperamos que os resultados sejam colhidos no futuro”, acrescentou o presidente da cooperativa. O prefeito de Guarapuava elogiou tanto a qualidade do Atlas Ambiental quanto a iniciativa de desenvolvê-lo. “Quero agradecer a Agrária, essa Jorge Karl entrega oficialmente o Atlas Ambiental ao prefeito Cesar Filho 10 Informativo Agrária Parceria com a BASF gera rico material grande parceira, tão importante para o desenvolvimento do nosso município. É elogiável essa preocupação demonstrada para com Guarapuava, ao trazer para cá um projeto que beneficiará nossos alunos”, destacou Cesar Filho. Antes da Agrária, apenas duas cooperativas haviam desenvolvido o Atlas Ambiental juntamente com a BASF. “Nossa empresa está sempre preocupada com o contexto sócio-ambiental no qual está inserido e, através do programa Mata Viva, desenvolvemos este excelente material juntamente com a Agrária”, explicou Sandrini. Para incentivar a utilização do Atlas Ambiental de forma criativa, foi lançado um concurso cultural destinado aos professores, regentes de turma e equipes de ensino da rede municipal de ensino. O objetivo é inscrever um plano de aula a ser desenvolvido com os alunos no segundo semestre letivo. Os melhores trabalhos serão premiados. “O Atlas Ambiental é muito didático. A ideia é que seja repassado aos alunos, ano após ano”, destacou o vice-presidente da Agrária, Paul Illich. Também os estudantes do Colégio Imperatriz Dona Leopoldina, do distrito de Entre Rios, receberam o material. n Do tamanho da solidariedade O inverno de Guarapuava é um dos mais intensos do Paraná, mas bem agasalhado é possível enfrentá-lo sem maiores dificuldades. Por isso, campanhas para arrecadação de agasalhos são realizadas todos os anos contando com a solidariedade para amenizar a necessidade. Neste ano, a Agrária, por meio do PAIS (Programa Agrária de Integração Solidária), realizou mais uma campanha do agasalho. Entre 1º de abril e 17 de maio foram arrecadadas quase três toneladas de donativos, o melhor resultado desde 2009. As quatro equipes de colaboradores doaram 2.890 kg de roupas e colchões que serão destinados às entidades apoiadas nesta edição do programa. “O PAIS é o canal pelo qual os colaboradores podem expressar e manifestar seu espírito solidário. Fez-se visível nesta Campanha do Agasalho 2013 que as equipes trabalham arduamente para superar o objetivo de ajudar as instituições apoiadas”, ressalta Agustin Lombardi, membro do comitê organizador do programa. O PAIS desenvolve ações que procuram fortalecer o interesse pelas atividades solidárias e desenvolver a cultura de saúde e segurança durante todo o ano. Em 22 de junho, colaboradores apresentarão paródias sobre temas de atualidade relacionados a crianças e adolescentes no Projeção, de Entre Rios; em julho haverá programação especial com perguntas e respostas sobre as certificações ISO 14001 e OHSAS 18001, as quais pretendem ser implantadas na Agrária em 2014. Além das doações mensais de sangue ao Hemocentro de Guarapuava. Já a partir de 1º de agosto inicia-se a campanha de arrecadação de alimentos, da qual toda a comunidade pode participar. “Caso alguém queira doar, mas não possa vir até a Cooperativa pode entrar em contato com os líderes das equipes ou diretamente comigo”, reforçou Lombardi. n A equipe “Mão Amiga” arrecadou 1.340 kg de agasalhos, que foram encaminhados ao Lar São Francisco de Assis, de Pinhão. Os 780 kg doados pela equipe “Interação” foram destinados à Associação Canaã de Entre Rios. O grupo “Amigos Voluntários” encaminhou 460 kg de donativos ao SOS-Serviço de Obras Sociais, de Guarapuava O Albergue Noturno Frederico Ozanan de Guarapuava recebeu 310 kg de agasalhos arrecadados pela equipe “Ação/Cidadania”. Informativo Agrária 11 A escolha dos diretores e conselheiros das fundações A Cooperativa Agrária é instituidora de três fundações em Entre Rios: a FAPA (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária), a Fundação Cultural Suábio-Brasileira e a Fundação Semmelweis. Todas possuem um estatuto que condiz com sua finalidade, além de regulamentar e orientar o funcionamento e organização das entidades. Estes estatutos prevêem assembleias para escolha de diretores e conselheiros que coordenem as fundações, mas cada entidade apresenta particularidades nesse processo. Na FAPA a administração é feita por um Conselho Curador, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal. O Conselho Curador elege membros para um mandato de três anos. A Diretoria Executiva é formada por quatro diretores indicados pela Agrária. O diretor presidente é, necessariamente, um cooperado ativo; o diretor vice-presidente é um diretor da Agrária; o diretor financeiro é o gerente de cooperados da Agrária; e o diretor administrativo é o coordenador da assistência técnica da Agrária. E o Conselho Fiscal é formado anualmente por membros do Conselho Fiscal da Agrária indicados entre si. Na Fundação Cultural Suábio-Brasileira o processo é ligeiramente diferente. Nessa fundação há um Conselho Curador, a Diretoria e o Conselho Fiscal, todos com gestão de três anos. O Conselho Curador tem cinco membros, dois designados pela Agrária, dois designados pelos 12 Informativo Agrária grupos culturais, sendo que um deles deve ser coordenador dos grupos e um designado pelo Colégio Imperatriz. A gerente de coligadas da Cooperativa, Viviane Schüssler, explicou que um dos conselheiros é sempre um diretor da Cooperativa. “Em 2010 vimos que seria importante se algum membro da Agrária estivesse incluído na diretoria para que pudéssemos decidir certos assuntos na hora”. Os membros do Conselho Curador elegem, entre eles, um presidente, e nomeiam a Diretoria. Esta Diretoria da Fundação é composta por três membros: um diretor presidente, um diretor administrativo-financeiro e um diretor cultural. O Conselho Fiscal é formado por três membros, um designado pela Agrária, um designado pelos grupos culturais e um designado pelo colégio. A Fundação Semmelweis é administrada por um Conselho Curador com cinco membros, um Conselho de Administração com três representantes e um Conselho Fiscal composto de três titulares e três suplentes eleitos em assembleias para mandatos de três anos. Para Viviane estes processos de seleção de diretores e conselheiros são positivos. “A diretoria e os conselhos são a representação da comunidade dentro da fundação, é um canal entre os dois. Os moradores conseguem trazer as suas ideias através desses representantes”, finalizou. n Viviane Schüssler: “Diretorias e conselhos são a representação da comunidade dentro da fundação” Conheça os diretores e conselheiros das fundações instituídas pela Agrária FAPA Conselho Curador Gabriel Gerster, Rafael Majowski, Priscila Klein, Rodrigo Ferreira, Edegar Leh e Adam Stemmer. Conselho Fiscal Osmar Karly, Edmund Gumpl e Ricardo Leh. Diretoria Executiva Diretor Presidente: Karl Milla Diretor Vice-Presidente: Jorge Karl Diretor Administrativo: Leandro Bren Diretor Financeiro: André Luiz Spitzner Fundação Cultural Suábio-Brasileira Conselho Curador Presidente: Jorge Karl Conselheiros: Arnaldo Stock; Cristian Abt, Hermann Josef Scherer e Helga Remlinger. Conselho Fiscal Brigite Müllerleily Abt; Kassiana Milla e Wolfgang Müllerleily. Diretoria Diretor Presidente: Adam Stemmer Diretora Financeira: Brigit Tereza Leh Weckl Diretora Cultural: Clara Milla Fassbinder Fundação Semmelweis Conselho Curador Presidente: Jorge Karl; Vice-Presidente: Hildegard Reinhofer; Segundo Vice-Presidente: Jakob Weckl; Primeira Secretária: Maria Henriette Jaster; Segunda Secretária: Ulrike Stock Conselho de Administração Presidente: Norbert Geier; Vice-Presidente de administração e finanças: Reinholt Holzhofer Vice-Presidente de Assessoria de Planejamento e Coordenação Geral: Ernst Jungert Conselho Fiscal Titulares: Gerard Temari; João Pfaff Pertschy e Johann Gartner. Suplentes:Jair Clemente Zart; Cristian Abt e Hermann Josef Scherer. Informativo Agrária 13 fatos e notas Duas turmas de cooperadas e esposas de cooperados da Agrária assistiram à palestra “Mulher, formadora de valores”, nos dias 9 e 10 de maio. Por meio de falas e dinâmicas comandadas pelo professor Ney de Almeida Guimarães, as 54 participantes puderam refletir sobre a liderança feminina na família e no cooperativismo. Como parte do projeto de integração, que busca envolver mais a família do cooperado com a Agrária, o evento estimulou a presença das mulheres dentro da cooperativa. “Procuramos trazer às mulheres uma reflexão sobre a essência de uma cooperativa, em que a família, a solidariedade e a democracia desenvolvem um papel muito importante”, ressaltou Guimarães. Os alunos do ensino médio do Colégio Imperatriz Dona Leopoldina participaram, no dia 9 de maio, da palestra “Projeto de Vida: seu futuro e a Cooperativa Agrária”. Assim como o curso direcionado às cooperadas e esposas de cooperados, foi proferido por Ney de Almeida Guimarães e teve como principal objetivo a aproximação dos jovens com a Agrária. “Buscamos atingir os nossos jovens e integrá-los com a cooperativa, mostrando a eles quantas possibilidades eles têm, pois o futuro da Agrária, da comunidade, é deles”, explicou a coordenadora do departamento Atendimento Cooperado, Elisabeth Stader Cunha. Sob o tema “Sustentabilidade”, projetos dos alunos do Colégio Imperatriz Dona Leopoldina, foram visitados por aproximadamente 700 pessoas durante a “4ª Feira de Ciências” realizada no colégio no dia 29 de maio. Os estudantes, a partir do 2º ano do ensino fundamental até os cursos técnicos, apresentaram estudos em áreas como agropecuária, indústria, mecânica e elétrica voltados ao espírito sustentável. Membros do conselho fiscal, conselho de administração e diretores da Cooperativa Agrária também prestigiaram o evento. Duas toneladas de costela, bolos, doces, brincadeiras, homenagens e prêmios. No sábado, dia 25 de maio, 2.617 colaboradores e familiares comemoraram o Dia do Trabalhador no estádio Josef Klein. 14 Informativo Agrária fatos e notas Os projetos de sustentabilidade da Agrária deram um novo passo em maio. Os 49 cooperados interessados nas atividades de suinocultura e pecuária leiteira conheceram o sistema de produção adotado nas cooperativas Castrolanda e Batavo. A primeira viagem foi realizada em 8 e 9 de maio e a segunda em 14 e 15 do mesmo mês. O Hospital Semmelweis e a Abser (Associação Beneficente das Senhoras de Entre Rios) promoveram no dia 2 de junho, no Clube Samambaia, o almoço "Suíno à moda Entre Rios". A renda obtida com a venda de 556 refeições foi revertida ao hospital. Expediente No dia 28 de maio o PACR (Programa de Certificação Rural) desenvolvido pela Agrária entregou a certificação de mais duas propriedades de cooperados. As fazendas Santa Bárbara e Campo Bonito, do Grupo Reinhofer, receberam os certificados em Sistema de Gestão em 5S e foram as pioneiras na implantação e certificação em Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional. Na próxima edição do Informativo confira a matéria completa sobre o programa PACR. Informativo Agrária é uma publicação mensal e tem como objetivo divulgar fatos relevantes da Cooperativa Agrária Agroindustrial. Opinião: os pontos de vista expressos por pessoas entrevistadas e/ou em artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da Agrária. Jornalista responsável: Klaus Georg Pettinger – (42) 3625 8008 ([email protected]) – Cooperativa Agrária Agroindustrial – Fundação: 5 de maio de 1951. Endereço: Pça. Nova Pátria s/nº, Colônia Vitória / distrito de Entre Rios / Guarapuava Informativo (PR) / CEP 85.139-400. Telefone geral: (42) 3625 8000. Site: www.agraria.com.br. Diagramação: Prêmio|Arkétipo Comunicação Agrária www.arketipo.com.br - Direção de Arte: Roberto Niczay - Tiragem: 800 exemplares. Impressão: Gráfica Positiva e Editora - Cascavel - PR 15 SEMENTES AGRÁRIA Tecnologia e produtividade na lavoura As Sementes Agrária são produzidas a partir de um rigoroso processo de controle de qualidade. Cada lote de sementes é analisado e certificado pelo laboratório da Cooperativa Agrária Agroindustrial, credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Com uma fundação de pesquisa própria, a FAPA (Fundação Agráriade Pesquisa Agropecuária) a Agrária investe constantemente em pesquisa e tecnologia a fim de auxiliar seus cooperados na busca dos melhores resultados. • Qualidade • Credibilidade • Tecnologia • Pesquisa e desenvolvimento • Rastreabilidade • Parcerias com principais obtentores Entre em contato com nosso departamento comercial e saiba mais. 42 3625-8527 | 42 3625-8250 [email protected] www.agraria.com.br