Informativo
Agrária
Maio 2013
Da cevada
ao malte
Por dentro da cadeia produtiva
que se inicia no cooperado e culmina
na maior maltaria comercial do Brasil
SAFRA DE INVERNO
Crescimento de área e
previsão de clima favorável
FUNDAÇÕES
Como se elegem os diretores
e conselheiros
PAIS
Campanha do Agasalho tem
melhor resultado desde 2009
?
Editorial
Os elos do malte
A cadeia produtiva da cevada, da
maneira como se desenvolve na Agrária,
além de garantir liquidez da produção e
maior rentabilidade ao cooperado, também agrega valor à Cooperativa como
um todo, pela singularidade. Não há outro modelo similar no Brasil.
A maior e mais antiga maltaria comercial do país recebe cevada cervejeira
produzida pelos cooperados com os requisitos de qualidade demandados pelo
mercado de malte. Por trás do minucioso processo estão fatores como anos
de pesquisa da FAPA, assistência agronômica específica, dezenas de análises
laboratoriais e estruturas de logística e
de armazenagem integradas. Some-se
a isso o know how da Agromalte, com
mais de 30 anos de mercado, que é
atendido em 20% da demanda com o
Malte Pilsen Agrária.
Ao cooperado cabe a tarefa de seguir as recomendações agronômicas
e definir quais variedades poderão lhe
garantir melhor rentabilidade, seja imediata, com a produtividade no campo,
seja em médio prazo através do desempenho da indústria.
Na segunda parte da matéria especial sobre a cadeia produtiva da cevada,
evidencia-se a clara consciência sobre a
responsabilidade de cada elo da cadeia,
tanto por parte dos colaboradores quanto dos associados da Agrária.
O estreitamento da relação entre as
partes passa pela transmissão de conhecimento e informação sobre todo o
processo, da pesquisa à malteação, da
assistência técnica à comercialização,
das análises laboratoriais até a logística.
Da mesma forma, campanhas desenvolvidas ao longo do ano, têm por objetivo
aproximar o cooperado das indústrias,
as quais, ao fim e ao cabo, são deles.
O gráfico 2013 dos resultados em
campo, tanto da cevada quanto do trigo, começa a ser traçado a partir deste
mês, com o início do plantio das culturas
de inverno. O Informativo mostra que as
previsões climáticas e as perspectivas
de produtividade são favoráveis, principalmente se comparados aos de 2012.
Esta edição traz ainda a campanha
do agasalho 2013 e a entrega de 6.000
exemplares do Atlas Ambiental à rede
municipal de ensino.
Desejamos uma boa leitura!
Departamento de Marketing
Cooperativa Agrária Agroindustrial
2
Informativo
Agrária
O Brasil é o terceiro maior produtor
mundial de cerveja. Em média, cada
brasileiro consome cerca de 65 litros
da bebida por ano. Mas o caminho até
o paladar do consumidor final é longo
e complexo, e se inicia longe de tulipas
e canecos. A obtenção de maltes de
qualidade demanda anos de pesquisa
e uma estrutura integrada para atender
os exigentes requisitos de qualidade
da indústria cervejeira.
Responsável por fornecer mais de
20% do malte consumido no país, a
Agromalte, da Cooperativa Agrária,
é a única do Brasil a dominar toda a
cadeia produtiva, desde a pesquisa e
o plantio da cevada até a comerciali-
zação. Por trás das 220.000 t malteadas anualmente pela maior e mais
antiga maltaria comercial brasileira,
há uma estrutura singular, que engloba a FAPA (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária), um Laboratório
Central acreditado pelo INMETRO,
estrutura de armazenagem e logística
de recepção e expedição integrada,
bem como cooperados comprometidos em seguir recomendações agronômicas específicas para atender as
demandas da indústria.
Desde que foi fundada, em 1981,
a Agromalte propicia ao cooperado a
garantia de venda e preços acima do
mercado para a produção de cevada.
Em 2009, passou por ampliação em
60% de sua produção, o que a coloca na 11ª posição das maiores maltarias comerciais do mundo. A partir
de 2015 entra em operação a terceira
torre de malteação, com mais 120.000
t de capacidade. “As indústrias da
Agrária fortalecem a cooperativa e,
por conseqüência, o seu cooperado”,
resumiu o gerente de malte da Agrária, Frank Nohel.
Nesta segunda e última matéria da
série sobre a cadeia produtiva da cevada, o Informativo traz os detalhes
da industrialização do cereal, cuja
área de cultivo prevista para 2013 é de
quase 37 mil hectares. A edição ante-
rior desta publicação trouxe o processo inicial de pesquisa, com a seleção,
avaliação e obtenção de novas variedades, bem como a importância da
assistência técnica e a consciência do
cooperado em atender as exigências
da Agromalte e, ao mesmo tempo,
vislumbrar desempenhos cada vez
melhores da cevada no campo.
“Via de regra toda produção de
malte ocorre em cadeias fechadas;
não se planta cevada cervejeira sem
contratos. A possibilidade que existe aqui para o cooperado da Agrária
é muito interessante, justamente por
termos a maltaria há mais de 30 anos.
Isso formou um ciclo que vai desde a
Informativo
Agrária
3
Cooperados observam requisitos de
qualidade desde o campo
O processo de produção de malte
da Agrária é único no Brasil
pesquisa até a produção final”, explicamos a quantidade”, explicou a cocou o diretor financeiro da Agrária, Arordenadora do Laboratório Central da
naldo Stock.
Agrária, Márcia Arruda.
Com o suporte da pesquisa, reSomente no processo de pesquializada pela FAPA, em parceria com
sa da FAPA, para cada variedade de
diferentes empresas obtentoras de
cevada são realizadas 71 análises,
material genético, a
antes, durante e após
maltaria dispõe atualo processo de malteamente de uma nova va“O pesquisador de ção. Estes parâmetros
riedade de cevada por
determinam, entre oucevada, Noemir
ano. Entre os fatores
tros quesitos, na cevaAntoniazzi, elevou da a umidade, poder
que contribuem para a
atualização anual está
germinativo,
energia
de 60 para 280
o processo de maltegerminativa,
sensibilio número de
ação piloto com 300 g
dade à água, proteína;
amostras enviadas
de cevada, realizada
na malteação o grau de
para análise”.
no Laboratório Central
maceração, tempo de
– anteriormente se fazia
maceração, perda com
com 1.000 g. Com isso,
radícula; e no malte a
o pesquisador de cevada da FAPA, Noumidade, rendimento, friabilidade, proemir Antoniazzi elevou de 60 para 280
teína e classificação.
o número de amostras enviadas para
O laboratório também realiza 11
análise no último ano. “Atualmente inianálises mensais da cevada armazeciamos a avaliação da qualidade de
nada nas unidades de cereais, a fim
malte já na fase de criação da linhade determinar quais silos deverão ser
gem. Isso oferece maior possibilidade
utilizados antes pela maltaria. E, após
de seleção de materiais por qualidade
o processo de industrialização, o malte
de malte”, destacou Antoniazzi.
é analisado em mais 22 parâmetros,
“Com isso ganhou-se tempo na
incluindo, por exemplo, sortimento,
pesquisa. Antes analisávamos oito
friabilidade e análise sensorial. “São
amostras a cada oito dias, agora anavários processos até se obter um malte
lisamos 32 neste período. Quadruplide qualidade. É uma cadeia com vários
Frank Nohel: “As indústrias fortalecem a
cooperativa e, por consequência, o seu
cooperado”
4
Informativo
Agrária
Márcia Arruda: “Analisávamos oito
amostras a cada oito dias, agora
analisamos 32 neste período”
profissionais envolvidos em prol de um
produto final com as especificações
desejáveis”, destacou a coordenadora do Laboratório Central, o qual foi
acreditado em 2012 pelo INMETRO na
ISO IEC 17025, inédito no Brasil para
um escopo tão diversificado quanto o
englobado pelo laboratório da Agrária.
A preocupação com a qualidade
nasceu juntamente com a Agromalte,
que conta com o laboratório desde
1981. Os resultados das análises tanto
na cevada quanto no malte norteiam
tomadas de decisão quanto às condições de malteação de determinada
cevada. “O laboratório é essencial e, o
mais importante, com resultados analíticos confiáveis”, destacou Nohel.
Outro diferencial para os clientes da Agromalte é a consciência
do cooperado quanto ao seu papel
no processo. Questões como teor
de proteína na faixa ideal, alto poder
germinativo, ausência de micotoxinas
e sortimento são questões observadas pelos produtores. “Muitas vezes
se reclama dos descontos, como da
proteína, por exemplo. Mas não é bem
assim, a indústria exige alguns requisitos”, lembrou o cooperado Alfred
Abt, que participou do programa de
visita à maltaria, realizado pela Agrária
aos associados em abril (leia mais no
box da p. 6).
“Tem de ser ressalvado que o
cooperado da Agrária segue as recomendações agronômicas, e isso
é muito importante. Ele percebe que
isso surte resultados compensadores
para ele mesmo”, observou o gerente
de malte, em referência às recomendações dos agrônomos da assistência técnica específica disponibilizada
pela Agrária aos seus associados. De
acordo com o coordenador da FAPA
Margret Wild: “É interessante saber
quantos mercados nosso malte atende
e quão longe a cevada do cooperado
transformada em malte tem chegado”
e do departamento de assistência
técnica, Leandro Bren, “o cooperado
criou esse sentimento de valor e reconhece a importância da pesquisa
e da assistência técnica. Da mesma
forma, não recomendamos um produto que não tenha importância para
a maltaria”.
Como as especificações do malte variam entre os clientes, a maltaria
trabalha atualmente com três cultivares de cevada nacional (BRS Elis, BRS
Brau e BRS Cauê) e uma importada
para atender as diferentes blendagens. “É uma garantia para a indústria
trabalhar com mais de uma variedade,
pois dispõe de maior possibilidade de
Em 2012, o Laboratório Central foi acreditado pelo INMETRO
blend”, ressalvou Antoniazzi.
na ISO IEC 17025, inédito no Brasil
Recentemente a Agrária recebeu a
certificação que a tornou a única fornemalte. Eles estão localizados em polos
de armazenagem de 35.000 t de malte
cedora da América do Sul de malte Bud,
mais estratégicos”, frisou Margret.
e de expedição de aproximadamente
para fabricação da cerveja Budweiser.
A partir do primeiro semestre de
2.000 t por dia, fatores sustentados
“É uma especificação mais exigente
2014, a Agrária deverá dispor de uma
pela estrutura interna da cooperativa.
que as outras”, explicou Nohel. “Basicacervejaria experimental própria, que
“Temos o suporte de muitos setores da
mente cada grupo cervejeiro tem a sua
atenderá parte determinante e o último
Agrária, como as unidaespecificação. Elas não
passo do processo de avaliação de nodes de cereais para arvariam muito entre si,
vas cultivares. O projeto está em fase
mazenagem e a logístimas existem diferenças,
“No processo de
final de aprovação e o objetivo é tamca,
entre
muitos
outros,
que precisam ser atenpesquisa, cada
bém disponibilizar o local para clientes
para que tudo funcione
didas”, acrescentou.
variedade de
realizarem seus testes sensoriais, bem
perfeitamente”, expliAo todo, a Agrocevada passa por
como promover eventos, uma vez que
cou o coordenador da
malte atende aproxima71 análises de
haverá ambiente para acomodar 96
maltaria, Vilmar Schüsdamente 250 clientes,
pessoas sentadas.
sler.
“Temos
que
destadesde o Rio Grande do
malteação”
“Agora, com a cervejaria expericar ainda a importância
Sul até Rondônia, entre
mental, teremos a cadeia fechada.
do colaborador, pois na
cervejarias, destilarias
Poderemos fazer cerveja de determiprodução trabalhamos com três ture indústrias alimentícias - misturas
nadas cultivares de cevada, não para
nos, sete dias por semana, 24 horas
para pães e achocolatados são alcomercializar, mas para testes ou para
por dia”, acrescentou.
guns exemplos. “É interessante saber
que clientes nossos possam testar
Da mesma forma, a logística exterquantos mercados nosso malte atende
maltes especiais, novas formulações
na conta com centros de distribuição
e quão longe a cevada do cooperado
de cerveja, lúpulos, enfim, estará à
(CD) localizados nas cidades de Astransformada em malte tem chegado”,
nossa disposição e dos nosso cliencurra (SC), Araucária (PR) e Campinas
destacou a coordenadora comercial
tes”, explicou Nohel.
(SP). “Os três centros de distribuição
de malte da Agrária, Margret Wild.
Investimento maior ocorrerá a partir
são da Agrária e fazem a expedição do
A cooperativa possui capacidade
Vilmar Schüssler: “Temos mercado para
mais ampliações e isso dá a segurança
de compra da cevada ao cooperado”
Alfred Abt e Frank Nohel debatem
sobre a Agromalte durante a visita dos
cooperados
Cássia Fassbinder: “É o pós-porteira que
nos dá sustentabilidade, minimizando os
riscos do mercado”
Informativo
Agrária
5
do ano que vem. A fim de atender o
mercado, será construída a terceira torre de malteação da Agromalte. O incremento foi aprovado pelos cooperados
na Assembléia Geral Ordinária, realizada em março passado. De acordo com
o gerente de malte, trata-se de uma
necessidade. “Se não for a Agrária,
alguém fará e estaremos fora. Não tem
mais volta, temos que acompanhar o
mercado”, observou. Schüssler ratifica
a posição. “Temos mercado para mais
ampliações e isso dá a segurança de
compra da cevada ao cooperado. A
cadeia existe por causa dele, para dar
mais uma opção de cultivo e maior rendimento”, analisou.
O potencial não se restringe, porém, a Entre Rios. Uma vez que a distância física dos clientes reduz a competitividade da Agrária (o cliente mais
longínquo está situado a 3.200 km de
distância), existe o estudo de construir
uma nova maltaria na região Nordeste,
que está entre as que mais crescem no
Brasil em consumo de cerveja. “A Agrária tem um bom nome no mercado, o
nosso malte é reconhecido, conhecemos esse mercado como ninguém,
não se pode desperdiçar a oportunidade”, sublinhou Nohel.
Nos últimos anos, a Agrária também firmou parcerias com empresas
internacionais, como a Weyermann® e
a HVG, ambas da Alemanha, e a Lallemand, do Canadá, e passou a oferecer
produtos como maltes especiais, lúpulos e fermentos. “O objetivo é ampliar
nosso portfólio e oferecer um serviço
a mais aos nossos clientes, especialmente os de médias e pequenas cervejarias”, destacou Nohel.
O processo de produção de malte
da Agrária é singular no Brasil, pelo
fato de englobar uma cadeia produtiva completa da cevada, além de ser
fortalecida por um mercado em expansão. “O negócio do malte é de extrema importância dentro da Agrária”,
frisou o gerente agrícola da Agrária,
André Spitzner. “E ao cooperado garante a liquidez, pois ele planta com a
certeza de que vai vender”, acrescentou. Fator observado com clareza pelos associados. “É o pós-porteira que
nos dá a sustentabilidade, minimizando os riscos e oscilações do mercado”, destacou a cooperada Cássia
Fassbinder. Cenário favorável, a ser
apreciado pelos cooperados da Agrária – se for acompanhado por cerveja,
que seja com moderação. n
6
Informativo
Agrária
Como funciona o processo
de malteação
Após ser entregue pelo produtor e ter a amostra colhida e analisada,
a cevada segregada, beneficiada, secada e ressecada está em condições de ser utilizada para obtenção de malte cervejeiro. A malteação é
composta por três etapas: maceração, germinação e secagem.
O principal objetivo da malteação é ativar e formar enzimas, que
serão necessárias na cervejaria para a degradação do amido em açúcares, por sua vez fundamentais para a fermentação e a consequente
formação do álcool e do gás carbônico.
O processo se inicia pela maceração, quando se fornece a umidade
necessária para o grão iniciar a germinação. Cerca de 260 t de cevada
são divididas em quatro funis a uma umidade de 11 a 12%. Quando o
grão atinge cerca de 38% de umidade, inicia-se o processo bioquímico
de germinação. Na etapa seguinte, as 260 t se agrupam em uma caixa
de germinação, onde se controla a temperatura, umidade e se fornece
oxigênio durante o tempo de germinação (quatro dias). Neste período
de germinação ocorre a formação e ativação enzimática, a degradação
de alguns compostos e o crescimento das radículas.
Na sequência, o chamado “malte verde” é transferido para a estufa, onde ocorre uma secagem lenta a temperaturas que atingem
85ºC. “O aroma e a cor desejados pela cervejaria são formados durante a malteação da cevada”, explicou o coordenador da Agromalte,
Vilmar Schüssler.
A umidade do malte é reduzida para cerca de 4,5%, dando-lhe condições de armazenagem durante até um ano. Retira-se também a radícula, logo após a secagem, por meio de um sistema de peneiras. “A partir
de então fazemos a blendagem (mistura de várias qualidades de malte)
de acordo com as necessidades dos clientes”, destacou Schüssler.
A Agromalte possui política de boas práticas de fabricação e, desde
2010, é certificada pela ISO 22.000 de segurança de alimentos. Todos
os lotes de cevada e malte passam por análises de micotoxinas, metais
pesados e pesticidas, entre outros parâmetros qualitativos. “O cliente
recebe o malte livre de contaminação física, química e biológica, tendo
a garantia da qualidade desejada e rastreabilidade, pois conseguimos
determinar qual produtor entregou a cevada, que foi para tal cliente”,
ressalvou o coordenador.
COOPERADOS
Ações aproximam
cooperados de
unidades de negócio
Durante os meses de maio e junho, a Agrária desenvolveu ações da
campanha “Cooperado, Agrária é você
quem faz”, relacionadas às atividades
despenhadas pela Agromalte. Os três
programas, apesar de distintos entre
si, tinham o mesmo objetivo: trazer os
associados mais próximos da indústria
de malte e do próximo alvo da campanha – a Unidade de Sementes.
No dia 16 de maio, 26 cooperados
foram recepcionados na Unidade Vitória, onde assistiram a uma apresentação institucional sobre a Agromalte e
visitaram a nova torre de malteação e
o Laboratório Central. O encontro foi
finalizado com almoço, caracterizado
como momento de interação com integrantes da diretoria e da superintendência da Agrária.
“Conhecemos detalhes de como
a indústria funciona, quem são os
clientes e porque é exigido certo grau
de qualidade”, analisou o cooperado
Manfred Becker. A iniciativa também
agradou ao cooperado Alfred Abt, que
há anos não visitava a maltaria. “A indústria é do cooperado e é importante
saber como os processos ocorrem.
Aqui se vê o que é feito na pesquisa,
o que a gente produz e o resultado final”, analisou.
No dia 27, um inédito “Café Bávaro” atraiu cerca de cem pessoas até
o foyer do Centro Cultural. A temática
também era alusiva à maltaria e os
presentes degustaram o tradicional
pretzel, a Weisswurst (linguiça branca)
com mostarda doce e cerveja de trigo.
“O nosso plano de marketing prevê
uma série de novos eventos ao longo
do ano. Este Café Bávaro tinha por objetivo oferecer uma novidade aos nossos cooperados, relacionada à maltaria
e ao estado da Baviera, com o qual temos vários contatos e relações comerciais”, explicou o presidente da Agrária,
Jorge Karl. Leia abaixo as declarações
dos cooperados sobre o evento.
Já nos dias 5 e 6 de junho, 17 in-
tegrantes, entre cooperados e colaboradores, tiveram a oportunidade de
conhecer as instalações da cliente da
maltaria, AmBev, em Lages (SC), bem
como a cooperativa Coopercampos,
em Campos Novos (SC). A viagem marcou o final da campanha da Agromalte
e o início das ações de divulgação da
Unidade de Sementes da Agrária.
“Foi muito bom conhecer o departamento de sementes de outra cooperativa, pois pudemos visualizar e tirar
dúvidas sobre como é o funcionamento deste setor lá”, ressaltou o cooperado Johann Vollweiter, que participou
da viagem. “E conhecer a AmBev também foi relevante, eu não conhecia o
processo deste porte de fabricação de
cervejas”, acrescentou.
O gerente de malte da Agrária, Frank
Nohel, destaca que as ações “propiciam oportunidades de sanar dúvidas
junto aos cooperados, pois se trata de
uma conversa aberta e esperamos que
o interesse cresça sempre mais”. n
FALA COOPERADO!
“Pudemos trocar ideias
com outros cooperados
e ter maior proximidade
com a diretoria. Isso
é muito importante” cooperada Edith Leh
Sander
“Infelizmente há tantas coisas
que já não podemos mais
comer na nossa idade (risos).
Mas o objetivo de integrar
as pessoas é muito válido” –
Stefan Detlinger
“Conhecemos detalhes
de como a indústria
funciona, quem são
os clientes e porque é
exigido certo grau de
qualidade” - cooperado
Manfred Becker
“Nunca havia provado um
‘Café Bávaro”, gostei muito.
Além disso, pudemos
conhecer um pouco mais
sobre a maltaria” – Heinrich
Siegmund Stader
“É algo que realmente atrai o cooperado.
Muitas vezes permanecemos apenas no
escritório e essa interação, que era tão
comum no passado, acaba se perdendo.
Por isso considero esse contato interpessoal
tão importante, senão perde-se o senso de
coletividade” – Cooperado Karl Milla (à dir.)
“Sou cooperada da Agrária há mais de 50 anos. Eu era uma
cooperada ativa. Ainda me lembro quando recebemos as
primeiras sementes de cevada (...). A safra não era tão boa
quanto hoje, mas continuávamos plantando. Antigamente,
uma cooperada ativa - hoje me autodenomino apenas uma
fiel cooperada da Agrária” – cooperada Theresia Jungert em
fala preparada aos presentes.
Informativo
Agrária
7
Perspectivas para a
safra de inverno:
clima e produtividade
Plantio de trigo e cevada aumenta em 3.608 hectares
Em junho se inicia a semeadura
dos cereais de inverno pelos cooperados da Agrária. Neste ano, serão
cultivados 22.676 hectares de trigo
e 36.975 hectares de cevada, um aumento de 3.608 hectares na área das
duas principais culturas do período,
em relação a 2012.
As projeções do departamento de
assistência técnica da Agrária para
a produtividade em 2013 apontam
3.325kg/ha de trigo e 3.900kg/ha de
cevada. Isso significa um aumento de
22,1% para o trigo e 16,5% para a cevada, em relação aos resultados de
2012. Na safra passada, a produção
foi afetada por condições climáticas
desfavoráveis, como estiagem prolongada em agosto, geadas tardias
em setembro e chuva de granizo na
época de pré-colheita, que fizeram a
produtividade de trigo e cevada cair.
Para este ano, apesar da condição de neutralidade climática, responsável pelas intempéries de 2012,
se manter, as previsões são mais otimistas. De acordo com o meteorologista do Inmet, Luiz Renato Lazinski,
são esperadas chuvas mais irregulares em termos de distribuição, com
8
Informativo
Agrária
períodos curtos de dois ou três dias
com muita precipitação, intercalados com momentos maiores com
pouca ou nenhuma chuva. Porém,
a probabilidade de que estes períodos de estiagem cheguem a mais
de um mês, como em 2012, é muito
pequena. “Não acredito que teremos
mais de 20 a 25 dias sem chuva, os
períodos de seca não devem passar
disto”, explicou.
As temperaturas terão extremos
acentuados neste inverno, sendo que
haverá massas de ar frio mais intensas que o normal chegando ao sul
Luiz Renato Lazinski prevê chuvas
irregulares, com períodos de muita
precipitação intercalados com estiagem
do Brasil.“O clima para o período é
muito bom para culturas como trigo e
cevada, uma vez que, será mais seco
e com ondas de frio mais intensas”,
analisou Lazinski. O coordenador da
assistência técnica da Agrária e da
FAPA, Leandro Bren, também avalia o clima mais seco como melhor
para os cereais de inverno. “Nesse
sentido, sem muitas chuvas, temos
a perspectiva para um inverno bem
promissor. Porém, em anos neutros
fica algum receio referente a questões de geadas no final do ciclo das
culturas”, ressaltou. O clima neutro
traz consigo maior incidência de geadas mais fortes e tardias no inverno,
conforme Lazinski.
Mais uma vez, a pesquisa e a
assistência técnica focada da Cooperativa trabalham em conjunto para
garantir bons resultados ao cooperado. As informações provenientes do
Projeto Radar continuam a orientar o
produtor. Para a safra de inverno de
2013 serão monitorados entre 28 e 34
pontos de controle.
O monitoramento proporcionado pelo projeto traz, de acordo com
Bren, segurança para o produtor em
Resultado Histórico - Cultura do Cevada
5.500
kg/ha
4.500
3.500
2.500
Leandro Bren: pesquisa e assistência
técnica são determinantes para a alta
produtividade, mesmo com clima
desfavorável
1.500
2004/05 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13
Anos
Brasil
Paraná
Regional
Agrária
Resultado Histórico - Cultura do Trigo
4.500
4.000
3.500
kg/ha
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
2004/05
2005/06
2006/07
2007/08
2008/09
2009/10
2010/11
2011/12
2012/13
Anos
Brasil
Paraná
Regional
Agrária
Fonte: Banco de dados técnico da Cooperativa Agrária/SEAB/CONAB
relação a doenças foliares e de espiga nas culturas de inverno, já que
possibilita a aplicação de defensivos
no momento mais propício. “Conseguimos assegurar produção e a
qualidade dos grãos por meio das
aplicações de defensivos de controle
preventivo”, ressalta.
O aporte técnico direcionado aos
cooperados mostrou resultados mesmo em anos de clima desfavorável na
região de abrangência da Agrária. “O
que vai dar números finais é o clima,
já que as culturas de inverno são de
maior risco nesta questão. “Mas com
a tecnologia que possuímos hoje,
tanto de pesquisa quanto de assistência técnica, temos condições de
apresentar altas produtividades”, explicou Bren. Em 2011 com condições
climáticas mais favoráveis, a média
de produtividade dos cooperados em
trigo foi de 3.866 kg/ha e de cevada
4.425 kg/ha, sendo que a média da re-
gião de Guarapuava, de acordo com
informações do Seab/Núcleo Regional de Guarapuava, foi de 3.635 kg/
ha e 4.325 kg/ha, respectivamente.
Mesmo em 2012, com os problemas
climáticos na área de abrangência
da Agrária, a média dos cooperados
equiparou-se a de Guarapuava na cevada e superou a de trigo em 206 kg.
Além de lucro financeiro, as culturas de inverno têm importância
agronômica para o produtor. A matéria orgânica e os nutrientes que os
cereais de inverno deixam no solo
são estratégicos para as culturas
de verão subsequentes. “O inverno
para a Agrária é fundamental, além
de propiciar uma receita a mais
para o cooperado, ele traz uma segurança para as culturas de verão”.
Da mesma forma, a demanda de
cereais de inverno é crescente. De
acordo com Bren, os clientes das
indústrias continuam demandando
matéria-prima. n
Área cultivada por cooperados
na safra de inverno (ha)
2013
2012
Variação (%)
Trigo
22.676
21.613
4,91
Cevada
36.975
34.430
7,39
Triticale
525
297
76,76
Canola
1.119
555
101,62
Aveia
4.805
3.146
52,73
TOTAL
66.100
60.041
10,09
Informativo
Agrária
9
Agrária entrega
Atlas Ambiental
ao município
Um material raro, desenvolvido em
cooperação entre a Agrária e a empresa BASF, passa a enriquecer o material
didático da rede pública de ensino do
município. O Atlas Ambiental de Guarapuava foi entregue oficialmente ao
prefeito Cesar Silvestri Filho, no dia 21
de maio, pelo presidente da Agrária,
Jorge Karl e pelo representante técnico de vendas da BASF, José Carlos
Sandrini - empresas idealizadoras do
projeto.
Cerca de 6.000 exemplares do
material já se encontram nas escolas
municipais, à disposição dos alunos. A
cerimônia realizada na prefeitura contou ainda com a presença da vice-prefeita, Eva Schran, de representantes da
secretaria municipal de Educação e da
imprensa local. Um termo de entrega
foi assinado.
O Atlas Ambiental apresenta, de
forma didática e lúdica, aspectos históricos, geográficos, culturais, ambien-
tais e sociais de Guarapuava. Em mais
de cem páginas, ilustrações, fotografias, imagens de satélite, infográficos e
dados científicos atuais contextualizam
o município, no âmbito estadual, nacional e global - navegando inclusive pelo
espaço sideral.
“O mundo é rico e surpreendente”,
destaca um trecho inicial do material.
“Soubemos da iniciativa da BASF e
decidimos trazer o projeto para a Agrária. Sabemos da importância de o aluno, como cidadão, se sentir parte do
local onde vive”, destacou Jorge Karl.
“O atlas só será útil se for realmente
empregado, e temos certeza que será.
É um pequeno gesto realizado pela
Agrária e esperamos que os resultados
sejam colhidos no futuro”, acrescentou
o presidente da cooperativa.
O prefeito de Guarapuava elogiou
tanto a qualidade do Atlas Ambiental quanto a iniciativa de desenvolvê-lo. “Quero agradecer a Agrária, essa
Jorge Karl entrega oficialmente o Atlas Ambiental ao prefeito Cesar Filho
10
Informativo
Agrária
Parceria com a BASF gera rico material
grande parceira, tão importante para o
desenvolvimento do nosso município.
É elogiável essa preocupação demonstrada para com Guarapuava, ao trazer
para cá um projeto que beneficiará nossos alunos”, destacou Cesar Filho.
Antes da Agrária, apenas duas cooperativas haviam desenvolvido o Atlas
Ambiental juntamente com a BASF.
“Nossa empresa está sempre preocupada com o contexto sócio-ambiental
no qual está inserido e, através do programa Mata Viva, desenvolvemos este
excelente material juntamente com a
Agrária”, explicou Sandrini.
Para incentivar a utilização do Atlas
Ambiental de forma criativa, foi lançado um concurso cultural destinado aos
professores, regentes de turma e equipes de ensino da rede municipal de
ensino. O objetivo é inscrever um plano de aula a ser desenvolvido com os
alunos no segundo semestre letivo. Os
melhores trabalhos serão premiados.
“O Atlas Ambiental é muito didático. A ideia é que seja repassado aos
alunos, ano após ano”, destacou o
vice-presidente da Agrária, Paul Illich.
Também os estudantes do Colégio Imperatriz Dona Leopoldina, do distrito
de Entre Rios, receberam o material. n
Do tamanho da
solidariedade
O inverno de Guarapuava é um
dos mais intensos do Paraná, mas
bem agasalhado é possível enfrentá-lo sem maiores dificuldades. Por
isso, campanhas para arrecadação
de agasalhos são realizadas todos os
anos contando com a solidariedade
para amenizar a necessidade.
Neste ano, a Agrária, por meio do
PAIS (Programa Agrária de Integração
Solidária), realizou mais uma campanha do agasalho. Entre 1º de abril e
17 de maio foram arrecadadas quase
três toneladas de donativos, o melhor
resultado desde 2009. As quatro equipes de colaboradores doaram 2.890
kg de roupas e colchões que serão
destinados às entidades apoiadas
nesta edição do programa. “O PAIS
é o canal pelo qual os colaboradores
podem expressar e manifestar seu
espírito solidário. Fez-se visível nesta
Campanha do Agasalho 2013 que as
equipes trabalham arduamente para
superar o objetivo de ajudar as instituições apoiadas”, ressalta Agustin Lombardi, membro do comitê organizador
do programa.
O PAIS desenvolve ações que procuram fortalecer o interesse pelas atividades solidárias e desenvolver a cultura de saúde e segurança durante todo
o ano. Em 22 de junho, colaboradores
apresentarão paródias sobre temas
de atualidade relacionados a crianças
e adolescentes no Projeção, de Entre
Rios; em julho haverá programação
especial com perguntas e respostas
sobre as certificações ISO 14001 e
OHSAS 18001, as quais pretendem ser
implantadas na Agrária em 2014. Além
das doações mensais de sangue ao
Hemocentro de Guarapuava.
Já a partir de 1º de agosto inicia-se a campanha de arrecadação de
alimentos, da qual toda a comunidade
pode participar. “Caso alguém queira
doar, mas não possa vir até a Cooperativa pode entrar em contato com os
líderes das equipes ou diretamente comigo”, reforçou Lombardi. n
A equipe “Mão Amiga” arrecadou 1.340 kg de agasalhos, que
foram encaminhados ao Lar São Francisco de Assis, de Pinhão.
Os 780 kg doados pela equipe “Interação” foram destinados à
Associação Canaã de Entre Rios.
O grupo “Amigos Voluntários” encaminhou 460 kg de donativos
ao SOS-Serviço de Obras Sociais, de Guarapuava
O Albergue Noturno Frederico Ozanan de Guarapuava recebeu
310 kg de agasalhos arrecadados pela equipe “Ação/Cidadania”.
Informativo
Agrária
11
A escolha dos diretores
e conselheiros das
fundações
A Cooperativa Agrária é instituidora de três fundações em Entre Rios: a
FAPA (Fundação Agrária de Pesquisa
Agropecuária), a Fundação Cultural
Suábio-Brasileira e a Fundação Semmelweis. Todas possuem um estatuto
que condiz com sua finalidade, além
de regulamentar e orientar o funcionamento e organização das entidades.
Estes estatutos prevêem assembleias
para escolha de diretores e conselheiros que coordenem as fundações, mas
cada entidade apresenta particularidades nesse processo.
Na FAPA a administração é feita por
um Conselho Curador, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal. O Conselho
Curador elege membros para um mandato de três anos. A Diretoria Executiva
é formada por quatro diretores indicados pela Agrária. O diretor presidente
é, necessariamente, um cooperado
ativo; o diretor vice-presidente é um diretor da Agrária; o diretor financeiro é o
gerente de cooperados da Agrária; e o
diretor administrativo é o coordenador
da assistência técnica da Agrária. E o
Conselho Fiscal é formado anualmente
por membros do Conselho Fiscal da
Agrária indicados entre si.
Na Fundação Cultural Suábio-Brasileira o processo é ligeiramente diferente. Nessa fundação há um
Conselho Curador, a Diretoria e o
Conselho Fiscal, todos com gestão
de três anos. O Conselho Curador
tem cinco membros, dois designados
pela Agrária, dois designados pelos
12
Informativo
Agrária
grupos culturais, sendo que um deles
deve ser coordenador dos grupos e
um designado pelo Colégio Imperatriz. A gerente de coligadas da Cooperativa, Viviane Schüssler, explicou
que um dos conselheiros é sempre
um diretor da Cooperativa. “Em 2010
vimos que seria importante se algum
membro da Agrária estivesse incluído na diretoria para que pudéssemos
decidir certos assuntos na hora”. Os
membros do Conselho Curador elegem, entre eles, um presidente, e
nomeiam a Diretoria. Esta Diretoria
da Fundação é composta por três
membros: um diretor presidente, um
diretor administrativo-financeiro e um
diretor cultural. O Conselho Fiscal é
formado por três membros, um designado pela Agrária, um designado
pelos grupos culturais e um designado pelo colégio.
A Fundação Semmelweis é administrada por um Conselho Curador
com cinco membros, um Conselho de
Administração com três representantes e um Conselho Fiscal composto
de três titulares e três suplentes eleitos em assembleias para mandatos
de três anos.
Para Viviane estes processos de
seleção de diretores e conselheiros
são positivos. “A diretoria e os conselhos são a representação da comunidade dentro da fundação, é um canal
entre os dois. Os moradores conseguem trazer as suas ideias através
desses representantes”, finalizou. n
Viviane Schüssler: “Diretorias e
conselhos são a representação da
comunidade dentro da fundação”
Conheça os diretores e conselheiros das
fundações instituídas pela Agrária
FAPA
Conselho Curador
Gabriel Gerster, Rafael Majowski, Priscila Klein, Rodrigo
Ferreira, Edegar Leh e Adam Stemmer.
Conselho Fiscal
Osmar Karly, Edmund Gumpl e Ricardo Leh.
Diretoria Executiva
Diretor Presidente: Karl Milla
Diretor Vice-Presidente: Jorge Karl
Diretor Administrativo: Leandro Bren
Diretor Financeiro: André Luiz Spitzner
Fundação Cultural Suábio-Brasileira
Conselho Curador
Presidente: Jorge Karl
Conselheiros: Arnaldo Stock; Cristian Abt,
Hermann Josef Scherer e Helga Remlinger.
Conselho Fiscal
Brigite Müllerleily Abt; Kassiana Milla e Wolfgang Müllerleily.
Diretoria
Diretor Presidente: Adam Stemmer
Diretora Financeira: Brigit Tereza Leh Weckl
Diretora Cultural: Clara Milla Fassbinder
Fundação Semmelweis
Conselho Curador
Presidente: Jorge Karl;
Vice-Presidente: Hildegard Reinhofer;
Segundo Vice-Presidente: Jakob Weckl;
Primeira Secretária: Maria Henriette Jaster;
Segunda Secretária: Ulrike Stock
Conselho de Administração
Presidente: Norbert Geier;
Vice-Presidente de administração e
finanças: Reinholt Holzhofer
Vice-Presidente de Assessoria de Planejamento e
Coordenação Geral: Ernst Jungert
Conselho Fiscal
Titulares: Gerard Temari; João Pfaff Pertschy e
Johann Gartner.
Suplentes:Jair Clemente Zart; Cristian Abt e
Hermann Josef Scherer.
Informativo
Agrária
13
fatos e notas
Duas turmas de cooperadas e esposas de cooperados da Agrária assistiram à palestra “Mulher,
formadora de valores”, nos dias 9 e 10 de maio.
Por meio de falas e dinâmicas comandadas pelo
professor Ney de Almeida Guimarães, as 54 participantes puderam refletir sobre a liderança feminina na família e no cooperativismo. Como parte
do projeto de integração, que busca envolver mais
a família do cooperado com a Agrária, o evento
estimulou a presença das mulheres dentro da cooperativa. “Procuramos trazer às mulheres uma
reflexão sobre a essência de uma cooperativa, em
que a família, a solidariedade e a democracia desenvolvem um papel muito importante”, ressaltou
Guimarães.
Os alunos do ensino médio do Colégio Imperatriz Dona Leopoldina participaram, no dia 9 de maio, da palestra “Projeto
de Vida: seu futuro e a Cooperativa Agrária”. Assim como o
curso direcionado às cooperadas e esposas de cooperados,
foi proferido por Ney de Almeida Guimarães e teve como
principal objetivo a aproximação dos jovens com a Agrária.
“Buscamos atingir os nossos jovens e integrá-los com a cooperativa, mostrando a eles quantas possibilidades eles têm,
pois o futuro da Agrária, da comunidade, é deles”, explicou
a coordenadora do departamento Atendimento Cooperado,
Elisabeth Stader Cunha.
Sob o tema “Sustentabilidade”, projetos dos alunos do Colégio Imperatriz Dona Leopoldina, foram visitados por aproximadamente 700 pessoas durante a “4ª Feira de Ciências”
realizada no colégio no dia 29 de maio. Os estudantes, a
partir do 2º ano do ensino fundamental até os cursos técnicos, apresentaram estudos em áreas como agropecuária,
indústria, mecânica e elétrica voltados ao espírito sustentável. Membros do conselho fiscal, conselho de administração e diretores da Cooperativa Agrária também prestigiaram o evento.
Duas toneladas de costela, bolos, doces, brincadeiras, homenagens e
prêmios. No sábado, dia
25 de maio, 2.617 colaboradores e familiares
comemoraram o Dia do
Trabalhador no estádio
Josef Klein.
14
Informativo
Agrária
fatos e notas
Os projetos de sustentabilidade da Agrária deram um novo passo em maio. Os 49 cooperados interessados nas
atividades de suinocultura e pecuária leiteira conheceram o sistema de produção adotado nas cooperativas Castrolanda e Batavo. A primeira viagem foi realizada em 8 e 9 de maio e a segunda em 14 e 15 do mesmo mês.
O Hospital Semmelweis e a Abser
(Associação Beneficente das Senhoras de Entre Rios) promoveram
no dia 2 de junho, no Clube Samambaia, o almoço "Suíno à moda
Entre Rios". A renda obtida com a
venda de 556 refeições foi revertida
ao hospital.
Expediente
No dia 28 de maio o PACR (Programa de
Certificação Rural) desenvolvido pela Agrária entregou a certificação de mais duas
propriedades de cooperados. As fazendas
Santa Bárbara e Campo Bonito, do Grupo
Reinhofer, receberam os certificados em Sistema de Gestão em 5S e foram as pioneiras
na implantação e certificação em Gestão de
Saúde e Segurança Ocupacional. Na próxima edição do Informativo confira a matéria
completa sobre o programa PACR.
Informativo Agrária é uma publicação mensal e tem como objetivo divulgar fatos relevantes da Cooperativa Agrária Agroindustrial.
Opinião: os pontos de vista expressos por pessoas entrevistadas e/ou em artigos assinados não refletem necessariamente a
opinião da Agrária. Jornalista responsável: Klaus Georg Pettinger – (42) 3625 8008 ([email protected]) – Cooperativa Agrária
Agroindustrial – Fundação: 5 de maio de 1951. Endereço: Pça. Nova Pátria s/nº, Colônia Vitória / distrito de Entre Rios / Guarapuava
Informativo
(PR) / CEP 85.139-400. Telefone geral: (42) 3625 8000. Site: www.agraria.com.br. Diagramação: Prêmio|Arkétipo Comunicação Agrária
www.arketipo.com.br - Direção de Arte: Roberto Niczay - Tiragem: 800 exemplares. Impressão: Gráfica Positiva e Editora
- Cascavel - PR
15
SEMENTES
AGRÁRIA
Tecnologia e produtividade na lavoura
As Sementes Agrária são produzidas
a partir de um rigoroso processo de
controle de qualidade. Cada lote de
sementes é analisado e certificado
pelo laboratório da Cooperativa
Agrária Agroindustrial, credenciado
junto ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento.
Com uma fundação de pesquisa
própria, a FAPA (Fundação Agráriade
Pesquisa Agropecuária) a Agrária
investe constantemente em
pesquisa e tecnologia a fim de
auxiliar seus cooperados na busca
dos melhores resultados.
• Qualidade
• Credibilidade
• Tecnologia
• Pesquisa e desenvolvimento
• Rastreabilidade
• Parcerias com principais obtentores
Entre em contato com nosso
departamento comercial e saiba mais.
42 3625-8527 | 42 3625-8250
[email protected]
www.agraria.com.br
Download

2 - Agrária