ISSN 2178-8405 Publicação da ANFARMAG – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais. ANO 4 – Nº 21 – JULHO/AGOSTO/SETEMBRO 2013 Cápsulas de propranolol Estudo da competência magistral: análises para avaliação da qualidade água potável monitoramento, controle de processo e ações corretivas Prescrição Aspectos importantes para a prescrição de medicamentos e produtos editorial Técnica e teoria geram benefícios Esta publicação destina-se aos farmacêuticos, atuantes ou não no setor magistral, interessados no conhecimento e na tecnologia farmacêutica, empregados na farmácia magistral. A Anfarmag tem investido na estruturação de um time de profissionais altamente qualificados, com o principal objetivo de fomentar o banco de dados técnico e regulatório da Entidade e, assim, disponibilizá-lo para seus Associados. Esta revista é um dos exemplos dessa ação. Por anos a fio nos esforçávamos, cada um em sua empresa, para divulgar o alto nível de tecnologia e qualidade disponível nas farmácias. Hoje, com a padronização de procedimentos e centralização de informações, conseguimos, brilhantemente, evidenciar esse cenário. Contudo, para este exemplar, trazemos um estudo de proficiência magistral, com amostra- Ana Lúcia Mendes dos Santos Povreslo gens de cápsulas de cloridrato de propranolol manipuladas em mais de 400 farmácias. Esse tra- Diretora técnica da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais) balho utilizou ferramentas já disponíveis para o aprimoramento da qualidade do medicamento magistral, sob a orientação da Anfarmag. Dessa forma, as farmácias poderão se espelhar nas formulações estudadas para adequarem sua farmacotécnica a padrões aceitáveis e seguros. Esta edição apresenta também um material descritivo, objetivo e completo sobre as Boas Práticas de Prescrição. Estamos considerando diversos aspectos essenciais a serem atendidos tanto pelo prescritor quanto pelo farmacêutico, em relação aos procedimentos de escrituração da receita e da avaliação farmacêutica sobre a prescrição, respectivamente. Ainda, na mesma linha, há um artigo muito bem elaborado que aborda o insumo Água, cuja alta frequência do uso acaba por camuflar a sua complexidade. Sabemos que o nosso dia a dia se traduz, de certa forma, na vivência entre o balcão e a bancada do laboratório da farmácia. Por isso, temos de nos atentar às leituras sobre assuntos que compreendem a nossa realidade. Em minha opinião, os textos devem ser lidos e relidos com frequência para evitarmos um comportamento automático e, ao contrário, caminharmos para a excelência de nossos serviços. Boa leitura. |3 sumário Rua Vergueiro, 1855 - 12o andar - CEP 04101-000 - São Paulo - SP E-mail: [email protected] - Site: www.anfarmag.org.br Tel.: (11) 2199-3499 - Fax: (11) 5572-0132 05 | Atualidades Revista da Farmácia Magistral - Órgão Oficial da Anfarmag Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais 06 | Processo Magistral Diretoria Nacional Gestão 2013 - 2015 Presidente - Ademir Valério da Silva - SP 1° Vice-Presidente - Ivan da Gama Teixeira - SP 2° Vice-Presidente - Carlos Alberto P. Oliveira - DF 3° Vice-Presidente - Antonio Geraldo Ribeiro S. Júnior - SP Secretário-Geral - Marcelo Brasil do Couto - PA 2ª Secretária - Rejane Alves G. Hoffmann - PR Tesoureiro - Adolfo Moacir Cabral Filho - SC 2ª Tesoureira - Márcia Aparecida Gutierrez - SP Conselho Fiscal Ana Lúcia Mendes dos Santos Povreslo - SP Marcos Antonio Costa Oliveira - MG Marina Sayuri M. Hashimoto - PR Diretoria Técnica Ana Lúcia M. Povreslo Diretoria de Comunicação Gerson Appel e Ana Lúcia M. Povreslo Gerente Técnico e de Assuntos Regulatórios Vagner Miguel - [email protected] Equipe farmacêutica da área técnica Maria Aparecida Ferreira Soares, Lúcia Helena S. G. Pinto, Hélio Martins Lopes Júnior, Carolina Leiva Fiore, Jaqueline Tiemi Watanabe, Fernando Rodrigo Zolin e Adriana Paula de Mello Alves. Estudo para avaliação da Competência Magistral: Propranolol 16 | nota técnica Água potável: monitoramento, controle de processo e ações corretivas 22 | Legal 1 Boas Práticas para prescrição 26 | Legal 2 Vigilância Sanitária no Brasil – Como se regular em relação aos principais processos 32 | Normas SUBMISSÃO DE ARTIGO PARA PUBLICAÇÃO Relacionamento & Marketing Simone Tavares - [email protected] Revisão do Conteúdo Editorial Facto Comunicação Integrada – Rosi Gonçalves Fotos Divulgação e Banco de Imagem Arte e diagramação Fontpress – Assessoria de Comunicação Imagem da capa Shutterstock Impressão Vox Editora Vox Editora - www.voxeditora.com.br Revista destinada aos farmacêuticos magistrais, dirigentes e funcionários de farmácias de manipulação e de laboratórios; prestadores de serviços e fornecedores do segmento; médicos e outros profissionais de saúde; entidades de classe de todo o território nacional; parlamentares e autoridades da área de saúde dos governos federal, estadual e municipal. Artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da Anfarmag. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados. É expressamente proibida a reprodução total Ou parcial dos textos da revista do Farmacêutico magistral Periocidade: Trimestral Circulação: Nacional Tiragem: 5.000 exemplares Distribuição dirigida relação de empeSAS ANUNCIANTES 02 - fagron 05 - BS TEC 35 - ORTOFARMA 36 - Anfarmag Errata: Na edição anterior desta Revista, a informação “Existem alguns ativos farmacêuticos com função amina primária que reagem com o grupo aldeído extremo do polímero de celulose, como ciclobenzaprina e triptofano.”, que constou no artigo sobre celulose microcristalina, não procede. Portanto, a mesma deve ser desconsiderada, pois não se encontra base em literatura pesquisada. Atualidades 1. Anvisa anuncia alteração nos procedimentos de análise de AFE e AE com relação a Caducidade (após dia 30/04/2013) A Anfarmag informa que a Anvisa divulgou em seu site um Informativo ao Setor Regulado no qual altera a análise dos processos de Renovações relativos a AFE e AE. A partir do dia 30 de abril, as solicitações de renovação de autorização de funcionamento de empresas (AFE) e Autorização Especial (AE), protocoladas nesta Agência fora do prazo regulamentar, serão indeferidas e as respectivas autorizações serão consideradas caducas. Essa e outras mudanças estão descritas no Informe Técnico publicado pela Anvisa no dia 20 de fevereiro de 2013. Para mais informações, acesse a área restrita ao Associado: http://www. webdeskanfarmag.com.br/Informes/00321Caducidade%202013.pdf 2. Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) edita Nota Técnica sobre a versão 2.0 A Anfarmag vem informar que está disponível no hotsite do SNGPC a nova versão para que as farmácias associadas preparem o sistema informatizado da farmácia e, assim, possa transmitir corretamente o arquivo contendo a movimentação de antimicrobianos a partir de 16/04/2013. Nota técnica sobre a versão 2.0 do SNGPC Essa Nota Técnica descreve o detalhamento e a orientação de procedimentos relativos à transição da versão atual para a versão 2.0 do SNGPC, que contemplará a escrituração dos medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação, de que trata a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n.º 20, de 05 de maio de 2011. O documento poderá ser atualizado conforme necessidade identificada pela autoridade sanitária. Para mais informações, acesse a área restrita do Associado: http://www. anfarmag.com.br/detalhes-da-legislacao/nota-tecnica-sngpc-2.0--anmicrobianos 3. Anvisa aprova Lista de substâncias de uso cosmético: Acetato de chumbo, pirogalol, formaldeído e paraformaldeído A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou, em28/03/13, no Diário Oficial da união (DOU), seção 1 – página 55-56, a Resolução - RDC nº 15, de 26 de março de 2013, o qual aprova o Regulamento Técnico “LISTA DE SUBSTÂNCIAS DE USO COSMÉTICO: ACETATO DE CHUMBO, PIROGALOL, FORMALDEÍDO E PARAFORMALDEÍDO” e dá outras providências. Acesse esta publicação no Jornal DOU através do endereço eletrônico: http:// www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=27/03/2013&jornal=1&pagina=55&totalAr quivos=112 Para mais informações, acesse a área restrita do Associado: http:// www.anfarmag.com.br/detalhes-da-legislacao/aprovacao-da-lista-de-substancias-de-uso-cosmetico Processo magistral Estudo para avaliação da competência magistral: Cápsulas de propranolol Ana Maria Bergold Graduada em Farmácia e Bioquímica pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Doutorado em Fármaco e Medicamentos pela Universidade de São Paulo (USP) Professora Titular de Química Farmacêutica na Faculdade de Farmácia da UFRGS Presidente da Câmara Técnica da Anfarmag (CTA) Hélio Martins Lopes Júnior Farmacêutico do Serviço de Atendimento ao Associado Anfarmag A Resolução RDC n° 67, de 08 de outubro de 2007, sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano exige que sejam periodicamente realizadas análises em produtos acabados para avaliação da qualidade. Para auxiliar a atender os requisitos de BPFs, a Anfarmag concebeu, em 2006, o Programa Sinamm (Sistema Nacional de Aperfeiçoamento e Monitoramento Magistral), o qual tem como um de seus objetivos avaliar a qualidade do processo magistral e promover a melhoria contínua nas farmácias brasileiras e atender a resolução supracitada. Na edição 2011 deste Programa, no último bimestre do ciclo, foi padronizado o envio de cápsulas com cloridrato de propranolol com dosagem igual ou inferior a 25 mg. O objetivo era avaliar o processo magistral das farmácias participantes e, caso necessário, aperfeiçoá-lo em caso de não conformidade. O presente estudo constatou a proficiência magistral no Programa Sinamm 2011, nas amostragens de cápsulas de cloridrato de propranolol. Observou-se também que as farmácias possuem capacidade de executar ações corretivas para obter resultados satisfatórios, depois de detectada a etapa ou etapas que deveriam ser alteradas. Introdução O Programa Sinamm (Sistema Nacional de Aperfeiçoamento e Monitoramento Magistral) concebido pela Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), em 2006, tem como um de seus objetivos avaliar a qualidade do processo magistral e promover a melhoria contínua nas farmácias brasileiras, anualmente. O Programa Sinamm é constituído pelas seguintes áreas: educação continuada, auditoria e controle de qualidade. 6| Revista Técnica do Farmacêutico A área de controle de qualidade auxilia a farmácia a cumprir a RDC n° 67 de 2007 sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano, a qual exige que sejam periodicamente realizadas análises em produtos acabados para avaliação da qualidade. Para cápsulas que não contenham substâncias de baixo índice terapêutico, ou antibiótico, ou hormônio, ou citostático, é necessário realizar uma análise bimestral, o que implica em seis análises anuais. No Programa Sinamm 2011, no último bimestre do ciclo foi padronizado o envio de cápsulas com cloridrato de propranolol com dosagem igual ou inferior a 25 mg. Foram encaminhadas no total 436 amostras de cápsulas com cloridrato de propranolol, as quais foram analisadas segundo a Farmacopeia Brasileira para o peso médio. Para os ensaios de identificação e uniformidade de doses unitárias (uniformidade de conteúdo), os métodos foram validados para as análises. Esse estudo realizado dentro do Programa Sinamm foi planejado pela CTA (Câmara Técnica da Anfarmag). Após a conclusão do ciclo 2011, os dados das análises foram levantados e foi realizado tratamento estatístico para avaliar o desempenho dos participantes, assim como a efetividade daquele, por meio de ações corretivas. Dentre os dados analisados foram comparados os resultados dos ensaios de peso médio obtidos pelas farmácias, segundo o Formulário Nacional 2ª Edição e pelo laboratório credenciado pela Anfarmag (Laboratório Proquimo), de acordo com a Farmacopeia Brasileira 5ª Edição. Além disso, houve: distribuição do coeficiente de variação do peso médio, a frequência do tamanho de cápsula empregada, dosagens manipuladas, distribuição da média da uniformidade de doses unitárias (uniformidade de conteúdo), o coeficiente de variação da uniformidade de doses unitárias e valores de aceitação obtidos. O estudo permitiu ainda identificar a(s) ação(ões) corretiva(s) necessária (s) no caso de não conformidade, e medir a efetividade da sua aplicação. Inédito, o Estudo permite visualizar, em nível nacional, o desempenho das farmácias, a capacidade de corrigir o processo magistral e a sua efetividade. Objetivo Avaliar o processo magistral das farmácias associadas à Anfarmag e aperfeiçoá-lo, em caso de não conformidade na primeira amostra enviada para análise e reavaliar o resultado obtido após a correção, por meio de uma segunda amostra. Materiais e Método As farmácias participantes (n=406) do programa Sinamm 2011 encaminharam para o laboratório de controle de qualidade credenciado amostras de cápsulas de cloridrato de propranolol, com dosagem igual ou inferior a 25 mg. Os ensaios realizados nas amostras foram: peso médio (método geral da FB 5º Ed.), identificação, uniformidade de doses unitárias e doseamento conforme o método adaptado da monografia de comprimido descrita na FB 5º Ed., previamente validado. O processo magistral foi avaliado utilizando-se os resultados analíticos obtidos para cada uma das amostras de cápsulas de cloridrato de propranolol nas etapas de pesagem, tamisação, tempo de mistura, encapsulação e cálculos para enchimento das cápsulas. O processo magistral empregado pela farmácia foi considerado satisfatório quando os resultados apresentados foram conformes (de acordo com as especificações farmacopeicas); caso contrário, foram considerados não conformes. A farmácia foi comunicada dos resultados obtidos e das possíveis causas das não conformidades, bem como recebeu sugestões de alteração do processo magistral e solicitação de encaminhamento de uma nova amostra. O resultado da segunda amostra analisada foi comparado com o resultado da primeira amostra. Foram sugeridas pela CTA da Anfarmag três opções de formulações para análise da proficiência magistral do Sinamm 2011(Tabela 1). Tabela 1: Formulações utilizadas para análise da proficiência magistral do Sinamm 2011. Formulação 1 Formulação 2 Excipiente % Excipiente Celulomax q.s.p. 100 Aerosil Formulação 3 % Excipiente 1,0 Estearato de magnésio Estearato de magnésio 0,5 Celulose microcristalina q.s.p. Laurilsulfato de sódio % 86 100 1,5 Lactose monoidratada 100 q.s.p. Apesar da recomendação, algumas farmácias que participaram do estudo não encaminharam amostras com as formulações sugeridas, visando avaliar suas próprias formulações. Os resultados analíticos foram avaliados comparativamente: amostras com as formulações 1, 2, 3 e formulações próprias. As amostras foram encaminhadas por meio de protocolo eletrônico Sinamm na página da Anfarmag. O protocolo previa as seguintes informações: peso do fármaco, dos excipientes, da cápsula vazia, de dez cápsulas cheias manipuladas e o número total de cápsulas manipuladas. Foi desenvolvido um software para a análise estatística da amostra quanto à média, o desvio padrão, o coeficiente de variação, o rendimento e a faixa de rendimento. O tratamento estatístico do peso médio seguiu os parâmetros do Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira 2° Edição. O cumprimento aos parâmetros estatísticos mínimos permitia o envio das amostras ao laboratório de controle de qualidade credenciado pela Anfarmag. O laboratório no recebimento das amostras avaliou as mesmas quanto à documentação, identificação e ensaio de peso médio. Resultados e Discussão Das 436 amostras de cápsulas de cloridrato de propranolol avaliadas no estudo de proficiência magistral do Sinamm 2011, 405 foram aprovadas. Das 31 amostras que foram reprovadas, 30 farmácias enviaram nova amostra para reanálise. As não conformidades constatadas no recebimento foram: dosagem de cloridrato de propranolol superior a 25 mg, dados da rotulagem diferentes dos dados da ordem de manipulação, quantidade de amostra insuficiente para realização da análise, resultado do peso médio não conforme a especificação do Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira 2ª Edição. As farmácias encaminharam, preferencialmente, amostras de cápsulas de cloridrato de propranolol com dosagem de 10 e de 20 mg (56,4 e 35%, respectivamente, figura 1a); em formulações padronizadas (Figura 1 b-d) e formulação própria (Figura 1e). Entre as duas dosagens houve um percentual maior para a de 10 mg (56,4% - Figura 1a), provavelmente, porque as formulações padronizadas sugeriram a dose de 10 mg. As dosagens de 15 e 25 mg, |7 20,0 10,0 0,0 0,8 0,8 0,0 3 5 6 d Processo magistral menos usuais, na formulação própria representaram 15,6% das amostras (Figura 1e). 56,4 50,0 35,0 20,0 10,0 0,0 0,2 0,7 0,2 3 5 6 10 a a 0,2 3,4 12,5 15 20 0,2 3,4 24 25 Dosagem 80,0 70,0 52,5 60,0 50,0 39,0 % 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 0,0 0,8 0,8 3 5 6 10 bb 0,8 1,7 12,5 15 0,0 20 24 4,2 25 Dosagem 70,0 62,9 60,0 50,0 % 40,0 31,5 30,0 20,0 10,0 0,0 0,0 0,0 0,0 3 5 6 0,0 10 cc 12,5 4,5 15 20 0,0 1,1 24 25 24 25 % 45,5 36,4 40,0 20,0 7,8 0,0 1,3 0,0 3 5 6 10 12,5 7,8 1,3 0,0 15 20 24 25 Dosagem Como há um maior porcentual de formulações padronizadas e próprias encaminhadas na faixa de 10,0 a 20,0 mg esperava-se que fossem empregadas na manipulação cápsulas menores, como de fato ocorreu, pois 88,4% das amostras foram manipuladas empregando cápsulas de tamanho número 4 e 3, que possuem um volume interno médio de 0,210 mL e 0,300 mL, respectivamente (Figura 2a). Independente da formulação empregada, a cápsula de tamanho número 4 predominou em todas as formulações. Mais da metade das amostras em qualquer formulação foi encaminhada com a menor cápsula possível (Figura 2 b-e). O segundo tamanho de cápsula empregado nas formulações foi a de número 3, independente do tipo de formulação (>25%). Esse resultado está de acordo com o Anexo II, item 2.11.6 da RDC nº 67/07 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que preconiza: “No processo de encapsulamento devem ser utilizadas cápsulas com o menor tamanho, de acordo com a dosagem”. É uma prática seguida pelas farmácias não apenas para esse Anexo, mas também para os demais Anexos. Figura 2. Tamanho das cápsulas de amostras de cloridrato de propranolol encaminhadas para o controle de qualidade. (a) Todas as formulações; (b) Formulação 1; (c) Formulação 2, (d) Formulação Dosagem 70,0 62,4 % 60,0 50,0 40,0 % 20 32,8 30,0 20,0 10,0 0,0 dd 0,8 0,8 0,0 3 5 6 10 0,0 1,6 12,5 15 20 0,0 1,6 24 25 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 aa 60,6 80,0 66,1 60,0 27,8 % % 40,0 30,0 15 1,6 60,0 ee 70,0 12,5 0,0 Dosagem 0,0 60,0 1,6 80,0 Figura 1: Dosagem das amostras de cloridrato de propranolol encaminhadas para o controle de qualidade. (a) Todas as formulações; (b) Formulação 1; (c) Formulação 2, (d) Formulação 3 e (e) Formulações próprias. 80,0 10 0,0 8,1 4 3 2 Tamanho da cápsula 3,2 0,2 1 0 40,0 20,0 0,0 b 4 Dosagem 80,0 8| Revista Técnica do Farmacêutico 60,0 45,5 80,0 59,6 80,0 61,5 0 60,0 20,0 b 40,0 80,0 0,0 0,0 1 0 20,0 60,0 c 0,0 40,0 d20,0 80,0 % 0,0 60,0 0 61,5 4 4 59,6 4 80,0 0,0 60,0 40,0 d 20,0 0,0 1 0 e % 1,3 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 1 % 1,3 0 % 1 0 Tamanho da8,1 cápsula 3,2 0,2 3 1 0 27,8 3 2 2 4 b80,0 Tamanho da cápsula 25,4 0,8 0,0 1 0 3,4 0,0 2 1 6,6 2,5 Tamanho da cápsula 0 25,8 3 2 11,2 Tamanho da cápsula 29,5 3 25,8 3 1 0 11,2 Tamanho da cápsula 2 3,4 0,0 3 1 0 2 51,9 4 3 31,2 2 7,8 Tamanho da cápsula 4 3 2 Era esperado encontrar amostras com a relação acima de 1,00, uma vez que algumas farmácias adotam a prática de 40,0empregar excesso 29,5 de peso da formulação na faixa de 2,0 a 5,0%, a fim de garantir que no final da manipulação resulte 20,0 2,5 em torno 100,0 % do 6,6 valor declarado. Os resultados práticos 0,0 0,0 demonstraram isso. 80,0 4 61,5 0,0 1 0 7,8 1,3 1 0 2 1 0 60,0Figura 3: Relação do peso médio da cápsula cheia Tamanho da cápsula / peso médio da cápsula do laboratório (projeção) das amostras de cloridrato 40,0cheia das farmácias 29,5 de propranolol encaminhadas para o controle as formulações; (b) 20,0de qualidade. (a) Todas 6,6 2,5 0,0 0,0 4 3 2 1 0 d 2,5 3 d 29,5 Tamanho da cápsula 6,6 Tamanho da cápsula 61,5 60,0 0,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 Tamanho da cápsula 1,2 < 0,9 52,7 60,0 50,0 40,0 36,9 4,2 2,7 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ 0,95 1,00 1,05 1,10 30,0 20,0 2,2 10,0 > 1,10 Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia aa Tamanho da cápsula 0,0 b 1,7 < 0, Rel 51,9 31,2 4 3 7,8 7,8 1,3 2 1 0 52,7 Tamanho da cápsula 60,0 36,9 50,0 40,0 30,0 4,2 2,7 20,0 1,2 10,0 0,0 < 0,9 próprias. ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ 3 e (e) Formulações 0,95 1,00 1,05 1,10 e e 7,8 0,0 61,5 d 7,8 0,8 20,0 0,0 1 0 2 7,6 Tamanho da cápsula 7,6 c40,0 % 3,4 59,6 c % 3,4 80,0 40,0 0,0 66,1 4 1 25,4 3 % 1 60,0 20,0 % 0,2 % 3,2 4 0,2 58,5 60,0 2,2 > 1,10 O resultado do peso médio das cápsulas cheias do laboratório credenciado foi obtido pelo peso médio de conPM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia teúdo registrado noRelação sistema, mais o peso médio da cápsula a vazia declarado pela farmácia, obtendo-se, assim, o peso 50,0 60,0 40,0 50,0 30,0 40,0 20,0 30,0 10,0 20,0 0,0 10,0 bb c 0,0 50,6 60,0 33,9 36,0 1,7 4,2 40,0 0,8 0,8 % a 60,6 4 3,2 % 60,0 80,0 40,0 8,1 Pela inserção no protocolo eletrônico Sinamm do peso 25,4 médio de dez (10) cápsulas cheias, obtido pelas farmácias 20,0e, correlacionando-o com 7,6 o peso médio do laboratório cre0,8 0,0 0,0denciado, constata-se que 89,6% dos resultados tiveram 4 3 2 1 e 1,05,0 considerando todas faixa de relação entre 0,95 80,0uma66,1 (Figura 3a-e). Isso significa que o peso obtido b60,0as formulaçõesTamanho da cápsula no laboratório credenciado comparado com o da farmácia 40,0apresenta variação de no máximo 5% a mais ou a menos do 25,4 das amostras, o que demonstra 20,0declarado, para a maioria 7,6 0,8 0,0 cápsulas, mesmo o boa uniformidade de distribuição nas 0,0 laboratório credenciado cápsulas diferentes das 4 3 2 utilizando 1 0 usadas pelas farmácias. 40,0 % b 66,1 % 30,0 b20,0 10,0 80,0 0,0 66,1 60,0médio da cápsula cheia. 27,8 % 0 80,0 % 1 a % 0,2 % 3,2 60,6 % % % 70,0 60,0 50,0 40,0 80,0 30,0 20,0 60,0 10,0 0,0 40,0 70,0 60,0 20,0 50,0 0,0 40,0 20,0 < 0,9 0,0 6,7 3,4 ≤ ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 0,95 1,00 1,05 1,10 > 3,4 1,10 < 0,9 ≥ 0,90 < 0,95 > 1,10 ≥ 0,95 < 1,00 ≥ 1,00 < 1,05 ≥ 1,05 ≤ 1,10 Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia 0,8 Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia 0,0 d |9 < 0, Re Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia Processo magistral 60,0 % % 2,2 ≥ 1,05 ≤ 1,10 > 1,10 % 2,7 0,0 a b ps cheia farmácia c ≥ 1,05 ≤ 1,10 > 1,10 0,0 c d d e heia farmácia 2,7 2,2 > 1,10 ≥4,2 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥0,8 1,05 ≤ 0,8 0,95 1,00 1,05 1,10 6,7 3,4 3,4 < 0,9 0,0 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 Relação PM laboratório1,05 / PM caps cheia 0,95caps cheia 1,00 1,10 farmácia < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 0,95cheia laboratório 1,00 / PM caps 1,05cheia farmácia 1,10 Relação PM caps < 0,9 1,7 50,6 44,3 59,7 0,0 0,8 < 0,9 2,6 < 0,9 44,3 36,0 31,2 6,7 4,1 3,4 4,1 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ 2,6≤ 1,3< ≥ 0,95 0,95 1,00< ≥ 1,00 1,05< ≥ 1,05 1,10 ≥ 0,90 0,95 1,00 1,05 1,10 caps cheia caps<cheia≥ farmácia <Relação 0,9 PM≥ 0,90 < ≥laboratório 0,95 < / PM ≥ 1,00 1,05 ≤ 0,95cheia laboratório 1,00 / PM1,05 1,10 Relação PM caps caps cheia farmácia 40,0 da cápsula cheia e 21,7%33,9 para o conteúdo, e na faixa de 1,00 a 60,0 30,0 1,05 nota-se que a44,3 relação44,3 para cápsula cheia é 36,9% e a rela20,0 ção para o conteúdo é 15,5%, ou seja, observa-se um desloca40,0 10,0 mento 1,7 dos4,2 gráficos para valores inferiores 0,8 0,8 (deslocamento para 0,0 a esquerda) para o peso médio de conteúdo. Provavelmente 20,0 < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 essa0,8constatação esteja relacionada o peso das cápsulas 4,1 4,1 com2,5 0,95 1,00 1,05 1,10 0,0vazias, e uma porcentagem significativa das formulações serem Relação cheia caps < 0,9 PM≥caps > 1,10 0,90empregando < laboratório ≥ 0,95 < / PM ≥ 1,00 <cheia≥farmácia 1,05de ≤ tamanho manipuladas cápsulas n° 3 e 4. 0,95 1,00 1,05 1,10 b % % % 3,4 % 3,4 33,9 36,9 36,0 4,2 1,2 60,0 60,0 50,0 40,0 60,0 40,0 30,0 50,0 20,0 40,0 20,0 10,0 30,0 0,0 20,0 0,0 10,0 58,5 50,0 52,7 50,6 Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia c Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia 60,0 58,5 % 50,0 60,0 40,0 50,0 40,0 50,0 30,0 30,0 20,0 40,0 10,0 20,0 0,0 30,0 10,0 20,0 0,0 10,0 b % a 3,4 2,5 > 1,10 2,6 > 1,10 > 1,10 Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia Um ponto significativo nessa relação de massa é que o laboratório credenciado emprega determinar o conteúdo das Relação PM caps cheia laboratório / PM capspara cheia farmácia d cápsulas a monografia de Peso Médio da Farmacopeia Brasileira 5ª Edição, a qual é destrutiva, sendo de execução inviável na farmácia. Logo, o resultado de conteúdo da cápsula obtido pelo 60,0 laboratório credenciado foi 44,3 44,3comparado com o conteúdo teórico declarado pela farmácia, que foi considerado como 100%. 40,0 Nota-se nessa relação uma maior homogeneidade entre as faixas laterais da faixa principal (0,95 a 1,00). 20,0 Deve ser4,1lembrado que a farmácia precisa adotar a mono4,1 2,5 0,8 grafia de peso médio do Formulário Nacional 2ª Edição, a qual 0,0 se baseia não < 0,9 ≥em 0,90 metodologia < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < destrutiva. ≥ 1,05 ≤ > 1,10 0,95 d 59,7 60,0 1,00 1,05 1,10 Figura 4: Relação peso médio de conteúdo laboratório Relação PM caps de cheiaconteúdo laboratório / PM caps cheia farmácia / peso médio declarado pela farmácia das amostras de cloridrato de propranolol encaminhadas para o controle de qualidade. (a) Em todas as formulações; (b) Formulação 1; (c) Formulação 2; (d) Formulação 3 e (e) Formulações próprias. 60,0 52,7 50,0 60,0 40,0 31,2 40,0 20,0 ≥ 1,05 ≤ 1,10 heia farmácia 10,0 2,6 0,0 > 1,10 e e 2,6 < 0,9 2,6 1,3 ≥ 0,90 < 0,95 20,0 2,6 ≥ 0,95 < 1,00 ≥ 1,00 < 1,05 ≥ 1,05 ≤ 1,10 > 1,10 Relação PM caps cheia laboratório / PM caps cheia farmácia 0,0 aa < 0,9 28,8 15,5 4,9 2,2 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ 0,95 1,00 1,05 1,10 3,0 > 1,10 20,0 0,0 4,2 < 0,9 b ≥ 0,9 0,9 Formulação 1; (c) Formulação 2, (d) Formulação 3 e (e) Formulações próprias. 60,0 52,7 O peso médio de conteúdo declarado pelas farmácias e o obtido pelo laboratório credenciado apresentou 68,2% dos resultados com relação40,00,95 a 1,05, e 92,1% com relação de 0,90 a 1,10, o que demonstra semelhança entre os resultados, 21,7 15,5 boa unicomprovando assim a robustez no ensaio e apontando 20,0 formidade de distribuição nas4,9cápsulas (Figura 4 a-e). 3,0 2,2 Há uma diferença na distribuição dos resultados entre as 0,0 cápsulas cheias e o conteúdo (Figuras 4 e 5): observa-se que na < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 relação das cápsulas cheias e conteúdo 0,95 há um 1,00 maior 1,05 percentu1,10 al na relação de 0,95aa 1,00 (ambas 52,7%); já na faixa de 0,9 a 0,95 constata-se uma diferença significativa, 4,2% para relação % 2,6 40,0 21,7 % % 30,0 10| Revista Técnica do Farmacêutico 60,0 60,0 40,0 40,0 20,0 20,0 0,0 b 0,0b c 60,0 60,0 46,6 28,8 55,1 40,0 18,6 4,2 18,0 16,9 0,8 0,8 <4,5 0,9 ≥ 0,90 < 0,95 ≥ 0,95 < 1,00 ≥ 1,00 < 1,05 ≥ 1,05 2,2 ≤ 1,10 >3,4 1,10 < 0,9 ≥ 0,90 < 0,95 ≥ 0,95 < 1,00 ≥ 1,00 < 1,05 ≥ 1,05 ≤ 1,10 > 1,10 58,2 18,9 20,0 4,9 0,0 d < 0,9 ≥ 0,90 0,95 0,0 < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ 0,95 1,00 1,05 1,10 a 60,0 0,0 > 1,10 < 0,9 ≥ 0,90 < 0,95 b ≥ 0,95 < 1,00 ≥ 1,00 < 1,05 ≥ 1,05 ≤ 1,10 > 1,10 52,7 Figura 5: Coeficiente de variação peso médio a b cc 40,0 40,0 c 0,0 d d e 10,7 16,9 0,0 a 13,5 % 20,0 ee a 0,0 < 0,9 c ≥ 0,90 < 60,0 0,95 < 1,0 % b 5,2 7,9 ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 27,0 Observa-se que mais 13,5 de 70,0% das amostras enviadas 20,0 para análise apresentaram um coeficiente de variação7,9do C.V. - Fórmulação Própria peso médio inferior a 2,0% (Figura 5 a). Isso significa que 80,0 0,0 durante o processo de enchimento das cápsulas, foi possí< 1,0 % ≥1,0 %61,0 < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % vel distribuir o pó 60,0de tal maneira para que no final as cápCoeficientede de vpeso ariaçãoentre - peso si, e consulas tivessem c pequena variação 40,0 sequentemente pequena diferença de conteúdo 22,1 entre elas. 20,0 0,0 10,4 > 1,10 5,7 0,0 b 40,0 23,6 c 0,040,0 20,0 ch 5,7 0,0 25,4 51,7 ≥1,0 % <10,7 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % 5,1 ≤ 4,0 % 4,1 3,3 b 40,0 ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 25,4 51,7 Coeficiente de v ariação - peso 5,1 13,5 Coeficiente de v ariação - peso 40,0 C.V. - Fórmulação Própria d 0,0 6,5 < 1,0- Fórmulação % ≥1,0 % < 2,0 %Própria C.V. ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % d e e 22,1 < 1,0 % ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 10,4 6,5 Coeficiente de v ariação - peso < 1,0 % 27 20,0 7,9 27,0 20,5 0,080,0 ≥1,0 % 61,0 < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 20,0 < 1,0 % 60,0 4,1 Coeficiente de v ariação - peso 40,00,0 < 1,0 % ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,022,1 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 10,4 20,0 6,5 60,0 Coeficiente48,4 de v ariação - peso 0,0 < 1,0 % ≥1,0 % < 2,0 Própria - Fórmulação % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 40,0C.V. 27,0 Coeficiente de v ariação - peso 20,5 80,0 61,0 20,0 60,0 4,1 0,0 < 60,0 40,0 d di Co 20,0 7,9 27,0 ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 48,4 60,0 < 1,0 % 20,0 60,0 < 1,0 % 0,0 < 1,0 % 14,4 40,0 0,0 14,4 20,0 55,1 0,0 < 1,0 % 60,0 Coeficiente de v ariação - peso 27,0 < 1,0 % ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 40,0 60,0 20,0 b ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 51,7 1,00Coeficiente 1,05 1,10 - peso de v ariação 40,0 ≥ 1,05 ≤ 1,10 14,4 20,0 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 13,5 20,00,95 1,00 1,10 Coeficiente1,05 de v ariação - peso g 60,0 16,9 1,3 55,1 17,2 0,040,0 < 0,9 5,7 % > 1,10 4,9 5,7 Coeficiente de v ariação - peso 27,0 19,5 40,0 ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 40,0 18,9 0,0 60,0 14,4 20,0 < 1,0 % % 1,05 ≤ 1,10 0,0 3,4 3,3 2,2 4,1 51,7 ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 6,5 1,3 20,0 23,6 < 1,0 % 40,0 20,0 5,2 23,6 50,6 0,060,0 > 1,10 3,3 Coeficiente de v ariação - peso 58,2 60,0 20,0 d 20,0 ≥4,1 1,05 ≤ 23,6 1,10 53,4 a 40,0 60,0 40,0 40,0 a 17,2 ≥ 1,00 < 1,05 60,0 40,0 0,0 ≥ 0,90< <1,0 %≥ 0,95 ≥1,0 < %≥ 1,00 ≥ 1,05 >5,2 1,10 < 2,0<% ≥2,0 % ≤< 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 1,3 ≥0,95 0,90 < ≥1,00 0,95 < ≥ 1,05 1,00 < ≥ 1,10 1,05 ≤ > 1,10 53,4 60,0 0,95 Coeficiente de v ariação1,10 - peso 1,00 1,05 < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 0,95 1,00 1,05 1,10 <6,5 0,9 < 0,9 < 1,0 % 60,0 f % % 19,5 ≥ 0,95 < 1,00 0,8 % > 1,10 20,0 4,5 4,9 ≥ 0,90 < 0,95 10,7 ≥ 1,00 < 1,05 0,8 % ≥ 1,05 ≤ 1,10 20,0 0,0 0,0 0,0 % 3,4 < 0,9 d 53,4 16,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < 0,95 17,2 1,00 20,0 60,0 18,0 18,917,2 40,0 <4,90,9 40,0 % 40,0 20,0 20,0 50,6 18,9 % 60,0 b 0,0 4,2 % 58,2 55,1 60,0 60,0 60,0 2,2 20,0 0,0 % 3,0 2,2 4,2 18,0 16,9 0,0 0,8 0,8 20,0 < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 0,0 4,5 3,4 0,95 1,00 1,05 1,10 2,2 < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 0,95 1,00 1,05 1,10 0,0 < 0,9 ≥ 0,90 < ≥ 0,95 < ≥ 1,00 < ≥ 1,05 ≤ > 1,10 0,95 1,00 1,05 1,10 53,4 60,0 % 4,9 18,6 % > 1,10 18,6 % ≥ 1,05 ≤ 1,10 3,0 40,0 20,0 % 2,2 40,0 20,0 15,5 % % 21,7 28,8 40,0 Formulação 3 e (e) Formulações próprias. 28,8 % 60,0 40,0 20,0 as formulações; (b) Formulação 1; (c) Formulação 2; (d) 46,6 55,1 % 60,040,0 cloridrato de propranolol 60,0 das amostras de58,2 46,6 o controle de qualidade. (a) Todas 60,0 encaminhadas para ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % Coeficiente de v ariação - peso | 11 < 1, 0,0 0,0 < 1,0 % c ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % Coeficiente de v ariação - peso < 1,0 % d ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % Coeficiente de v ariação - peso Processo magistral Figura 6: Média das uniformidades de conteúdo das amostras de cloridrato de propranolol encaminhadas para o controle de qualidade. (a) Em todas as formulações; (b) Formulação 1; (c) Formulação 2; (d) Formulação 3 e (e) Formulações próprias. 6,5 < 1,0 % ee 40,0 ≥1,0 % < 2,0 % ≥2,0 % < 3,0 % ≥3,0 % ≤ 4,0 % 0,0 60,0 % 105 % % c c 51,9 % % % % 40,0 20,0 b b 20,0 0,0 0,0 60,0 c40,0 20,0 b 0,0 60,0 40,0 c 20,0 c 60,0 0,0 60,0 40,0 110 % 30,3 40,0 encaminhadas Das amostras para análise 74,9% apreMédia U.da C.18,0 sentaram coeficiente de variação uniformidade de 20,0 9,0 conteúdo menor 0,0 que 4,0%, o que indica uma homoge0,0 neização satisfatória na maioria das formulações. Ressal0,0 % ≥ 90 % < ≥ 95coeficiente % < ≥ 100 % < ≥ 105 ≤ > 110 % ta-se que 21,9%< 90 apresentaram de %variação 95 % satisfatório 100 % 105(Figura % 110 %7). Esses inferior a 2,0 %, um índice resultados demonstram que as farmácias empregaram Média U. C. processos adequados para a homogeneização. 60,0 60,0 0,0 60,0 40,0 % 10042,7 % a % 19,5 20,0 0,0 0,0 11,7 0,0 14,8 < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % 35,6 95 % 100 % 105 % 110 % 22,9 22,0 19,5 Média U. C. 0,0 0,0 42,7 < 90 % ≥ 9030,3 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % 95 % 10035,6 % 105 % 110 % 18,0 9,0 22,9 22,0 19,5 0,0 0,0 Média U. C. < 0,0 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 0,0 % 95 % 100 % 105 % 110 % 42,7% < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 30,3% 95 100 % U. C.105 % 110 % Média 18,0 9,0 Média U. C. 0,0 0,0 < 90 % ≥ 90 % < ≥ 45,9 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % 95 % 100 % 105 % 110 % 25,4 15,6 13,1 Média U. C. 0,0 0,0 51,9 < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % 95 % 10045,9 % 105 % 110 % 0,0 15,6 16,9 Média U. C. 25,4 11,7 13,1 0,0 0,0 e d Média U. C. 19,5 d 20,0 e 0,0 16,9 Média U. C. 11,7 0,0 < 90 % 60,0 0,0 19,5 0,0 ≥ 90 % < 95 ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ % 100 % 105 % 110 % Média U. C. 2 20,0 0,0 < 90 % ≥ 90 95 b 40,0 0,0 < 90 % ≥ 90 % < 95 ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % 0,0 51,9 60,0 % 100 % 105 % 110 % < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % 95 % 100 % 105 % 110 % 40,0 0,0 16,9 Média U. C.20,4 0,0 40,0 40,0 12| Revista Técnica do Farmacêutico 21,4 20,0 d20,0 14,8 0,0 20,0 20,0 % 95 % a 40,0 40,0 < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % 95 % 100 43,3% 105 % 110 % a 60,0 0,0 % a 20,4 0,0 40,0 % % % a 21,4 20,0 Coeficiente de v ariação - peso O ensaio de uniformidade de conteúdo apresentou para a maioria das formulações (63,7%) resultados na faixa de 95 a 105%, sendo que as formulações 2 e própria apresentaram um maior percentual de amostras com 60,0 média entre 90 e 100% (Figura 43,3 6). Era esperado observar média de uniformidade de con40,0 teúdo com resultados superiores a 100,0%, uma vez que 21,4 20,4 14,8 existe uma 20,0 prática difundida no mercado em adicionar excesso de ativo até0,05,0%; com isso, manipulam-se formu0,0 lações que 0,0 possuem concentrações de ativo até 105,0% 60,0 < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % do valor declarado, sem considerar 43,3 o erro de pesagem, o 95 % 100 % 105 % 110 % que pode resultar em teores maiores ou menores do que 40,0 os esperados. 21,4 20,4 Média U. C. 14,8 Essa técnica 20,0 não é utilizada por todos no setor magis0,0 manipular não se perde apenas ativo, 0,0 tral, uma vez que ao 0,0 mas também excipiente. Portanto, conhecendo a perda < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % do processo deve-se adicionar excesso de ativo e também 95 % 100 % 105 % 110 % de excipiente. Nota-se uma similaridade entre os gráficos da média Média U. C. da uniformidade de conteúdo e a relação do peso médio de conteúdo 60,0obtido (Figuras 4 e 6), sinalizando que a eta42,7resultado esperado. Esse pa de homogeneização obteve o 30,3 40,0 observado mais especificamente no coefifato pode ser 18,0 ciente de variação da uniformidade de conteúdo 20,0 9,0 (Figura 7). Destaca-se também que o excesso de ativo empregado 0,0 0,0 0,0 durante a manipulação pode ser constatado na média da < 90 % ≥ 90 % < ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % uniformidade 60,0de conteúdo acima de 100,0%. 60,0 43,3 % 0,0 10,4 % 20,0 60,0 22,1 % % 40,0 % 61,0 60,0 > 110 % 2 20,0 0,0 0,0 < 90 % ≥ 90 95 b 60,0 40,0 % 80,0 20,0 0,0 60,0 1 0,0 < 90 % ≥ 9 9 d 40,0 % C.V. - Fórmulação Própria 20,0 0,0 d 1 0,0 < 90 % ≥ 9 9 6,0 60,0 40,0 % 20,0 20,0 0,0 0,0 19,5 < 90 % e c 11,720,2 0,0 1,1 ≥ 90 % < 95 ≥ 95 % < ≥ 100 % < ≥ 105 % ≤ > 110 % < 2,0 % > 6,0 % % <%4,0 ≥1104,0%% < 6,0 % 100 % ≥ 2,0105 60,0 53,0 28,6 aa20,0 e < 2,0 % 21,9 ≥ 2,0 % < 4,0 ≥ 4,0 % < 6,0 % % Coeficiente de v ariação 1,5 ≥ 2,0 % < 4,0 % ≥ 4,0 % < 6,0 % 23,6 Coeficiente de v ariação b 40,0 % b 20,0 0,0 60,0 % c 40,0 20,0 60,0 0,0 c % c 1,1 40,0 20,0 0,0 60,0 > 6,0 % d < 2,0 % 51,7 ≥ 2,0 % < 4,0 % ≥ 4,0 % < 6,0 % 40,0 > 6,0 % 26,3 21,2 Coeficiente de v ariação 20,0 0,0 60,0 > 6,0 % > 6,0 % 49,4 28,6 19,5 2,6 < 2,0 % ≥ 2,0 % < 4,0 ≥ 4,0 % < 6,0 % % Coeficiente de v ariação > 6,0 % b de v ariação de aceitação das amostras de bFigura 8: ValorCoeficiente cloridrato de propranolol encaminhadas para o controle de qualidade. (a) Todas as formulações; (b) Formulação 1; (c) Formulação 2; (d) Formulação 3 e (e) 52,5 60,0 Formulações próprias. 0,8 < 2,0 % 20,2 58,4 ≥ 2,0 % < 4,0 %≥ 4,0 % < 6,0 % 20,2 ≥ 2,0 % < 4,0 ≥ 4,0 % < 6,0 % % Coeficiente de v ariação 20,2 52,5 < 2,0 % 19,7 40,0 Coeficiente de v ariação 20,2 58,4 < 2,0 % > 6,0 % ≥ 2,0 % < 4,0 ≥ 4,0 % < 6,0 % % 26,2 Coeficiente de v ariação % 1,5 ≥ 2,0 % < 4,0 %≥ 4,0 % < 6,0 % % > 6,0 % 1,1 20,0 0,0 60,0 > 6,0 % d % % a 40,0 < 2,0 % Considerando a média de uniformidade de conteúdo da 40,0 26,3 ou 105,0-110,0%), bem maioria das amostras (90,0-95,0% 21,2 como o coeficiente de variação desse parâmetro, esperava20,0 0,8 como pode ser -se obter valores de aceitação significativos, 0,0 observado nos gráficos 51,7 abaixo (Figura 8). 60,0 < 2,0 % ≥ 2,0 % < 4,0 %≥ 4,0 % < 6,0 % > 6,0 % Esse resultado permite concluir que as farmácias estão 40,0 dispensando cápsulas com homogeneização satisfatória en26,3 21,2 Coeficiente de v ariação tre o ativo e os excipientes, e a dose declarada nas cápsu20,0 las com variação aceitável pela Farmacopeia 0,8 Brasileira, na 0,0 maioria dos casos compreendida na faixa de 95,0 a 105,0% 2,0 % ≥ 2,0 % < 4,0 %≥ 4,0 % < 6,0 % > 6,0 % da dose <declarada. > 6,0 % 1,5 0,0 60,0 d 51,7 60,0 1,1 40,0 20,0 0,0 > 6,0 % d 19,7 60,0 40,0< 2,0 % % % 40,0 0,0 < 2,053,0 % ee 2,6 < 2,0 1,6 20,0 0,0 23,6 0,0 > 6,0 % % 60,0 20,0 19,7 ≥ 2,0 % < 4,0 ≥ 4,0 % < 6,0 % % 26,2 Coeficiente de v ariação 19, % % 21,90,0 40,0 19,5 20,0 < 2,0 % 20,0 Coeficiente de v ariação 49,4 % 40,0 1,1 52,5 60,0 Figura 7: Coeficiente de variação da uniformidade de conteúdo das amostras de cloridrato de propranolol encaminhadas para o controle de qualidade. (a) Todas as formulações; (b) Formulação 1; (c) Formulação 2; (d) Formulação 3 e (e) Formulações próprias. 40,0 20,2 dd Média U. C. 40,0 20,0 0,0 % % Coeficiente de v ariação 60,0 40,0 0,0 c e 16,9 20,2 60,0 0,0 20,2 20,019,7 0,0 26,2 43,6 52,5 ≥ 2,0 % < 4,0 %≥ 4,0 % < 6,0 % 1,6 60,0 46,3 > 6,0 % 40,0 26,2 Coeficiente de v ariação 10,1 % % 40,0 58,4 % 51,9 60,0 20,0 60,0 % % 40,0 % 0% 58,4 60,0 1,6 0,0 < 5,0 ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 10,0 % < 15,0 % < 2,0 % ≥ 2,0 % < 4,0 %≥ 4,0 % < 6,0 % > 6,0 % Valor de aceitação a Coeficiente de v ariação b a 1,6 < 2,0 % 28,6 49,4 ≥ 2,0 % < 4,0 %≥ 4,0 % < 6,0 % Coeficiente de v ariação 19,5 20,0 > 6,0 % | 13 7,6 <5 Processo 60,0 magistral 43,6 33,9 40,0 Amostras com não conformidades 20,0 60,0 a60,0 7,6 0,0 < 5,0 % < 5,0 a % % 20,0 60,0 % c0,0 40,0 ≥ 10,0 % < 15,0 % 20,0 0,0 % e ≥ 10,0 % < 15,0 % 45,1 ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 10,0 % < 15,0 % 40,3 Valor de aceitação < 5,019,5 ≥ 5,0 % < 10,0 % 40,3 ≥ 10,0 % < 15,0 % Valor de aceitação < 5,0 ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 10,0 % < 15,0 % 60,0 40,3 20,0 40,3 19,5 < 5,0 ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 10,0 % < 15,0 % Valor de aceitação 14| Revista Técnica do Farmacêutico 1 4 Valor de aceitação > 15 (Farm. Bras. 5.Ed. Vol I p.73.) Valor de aceitação dTotal 37,1 ≥ 10,0 % < 15,0 % < 5,0 1 Dosagem maior que 25 mg 20,0 9,8 60,0 45,1 9,8 Documentação Rendimento ≥ 10,0 % < 15,0 % 45,1 Quantidade 0,0 Coeficiente de variação – peso médio 0 < 5,0 ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 10,0 % < 15,0 % 57,3 Valor de aceitação ≥ 5,0 % < 10,0 % 45,1 Valor de aceitação b 40,0Motivo da não conformidade ≥ 10,0 % < 15,0 % 45,1 Valor de aceitação 0,0 e 37,1 5,6 40,0 40,3 0,0 Tabela 2. Não conformidades apresentadas nas < 5,0 ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 10,0 % de < 15,0 % 60,0 amostras enviadas para o controle qualidade. ≥ 10,0 % < 15,0 % Valor de aceitação 40,0 0,0 e ≥ 5,0 % < 10,045,1 % < 5,0 d d < 5,0 9,8 40,0 d 7,6 < 5,0 20,0 60,0 c 0,0 % 40,3 57,3 33,9 ≥ 5,0 % < 10,0 % Valor de aceitação 60,0 20,0 ≥ 10,0 % < 15,0 % 58,5 Valor de aceitação 5,6 b 40,0 0,0 37,1 46,3 ≥ 10,0 % < 15,0 % 43,6 ≥ 5,0 % < 10,0 % % % 0,0 60,0 20,0 ≥ 10,0 % < 15,0 % b Valor de aceitação 10,1 20,0 40,0 c ≥ 10,0 % < 15,0 % Valor de aceitação 20,0 60,0 0,0 60,0 40,0 37,1 ≥ 5,0 % < 10,0 % % % 40,0 b b ≥ 10,0 % < 15,0 % mentação, dosagem superior a 25 mg e rendimento de peso 0,0 inferior a 93,0%, não sendo realizado seu controle de quali< 5,0 ≥ 5,0 % < 10,0 % ≥ 10,0 % < 15,0 % dade. As 25 amostras restantes apresentaram não conformide aceitação dade no valor de Valor aceitação (Tabela 2). 58,5 Dessas 25 amostras, 60,0 uma farmácia não encaminhou a nova amostra até o final do estudo. Portanto, foram realizadas 24 análises com as novas 33,9 40,0 amostras. Esses dados indicam que 6,16 % apresentaram não conformidade “significativa”, em relação ao total das 20,0 primeiras 7,6 amostras encaminhadas (406). 45,1 25 45,1 31 40,0 % % < 5,0 20,0 46,3 Das 31 amostras em que foi constatada alguma não con- 20,0 formidade,7,6seis (06) eram não conformidades com docu- 33,9 40,0 0,0 ≥ 10,0 % < 15,0 % 58,5 10,1 % % 40,0 46,3 58,5 60,0 46,3 Conhecendo-se os motivos das não conformidades foram dadas orientações de quais etapas deveriam ser previamen20,0 9,8 te avaliadas pelas farmácias e as alterações necessárias nessas etapas. Foi realizado contato posterior com as farmácias 0,0 para saber< qual 5,0 a mudança ≥ 5,0 % que < 10,0 realizaram % ≥ 10,0 %e<que 15,0 %gerou conformidade na amostra. Na tabela 3 segue a ação corretiva Valor de aceitação principal que foi realizada pela farmácia. d Tabela 3. Ações corretivas realizadas nas amostras não conformes. Ação corretiva adotada pela farmácia Quantidade de amostras Aquisição de novo insumo 1 Tempo de mistura 2 Troca de balança para pesagem do ativo 2 Alteração de excipiente 7 Cálculo da densidade do excipiente 3 Não responderam 9 As novas amostras encaminhadas após avaliação das farmácias e alteração na(s) etapa(s) do processo magistral apresentaram em todos os casos resultados satisfatórios, determinando que, após esta nova etapa, houvesse aprovação de 100% das amostras. Conclusão Foi constatada proficiência magistral no estudo realizado no Programa Sinamm 2011, na amostragem de cápsulas cloridrato de propranolol. Inicialmente 93,84 % das amostras obtiveram resultado conforme, não sendo verificada nenhuma alteração no processo magistral empregado, independentemente se estavam manipulando com excipientes rotineiros (formulação própria) ou formulando com excipientes diferentes (formulações 1, 2 e 3). Compounding Expert Committee, nos dias 24 e 25 de abril deste ano, pela ex-presidente da Anfarmag (gestão 20092011), Maria do Carmo Garcez. Ela representa a Anfarmag junto ao Comitê norte-americano. A segunda constatação é que as farmácias mostraram, por meio do estudo que possuem capacidade de executar ações corretivas para obter resultados satisfatórios, depois de detectada a etapa, ou etapas que deveriam ser alteradas. O índice de conformidade de 93,84% poderá ser melhorado caso as farmácias empreguem formulações com excipientes utilizados rotineiramente, uma vez que a troca do excipiente foi um dos pontos em que houve maior alteração no processo. Apesar dos resultados satisfatórios é importante salientar a necessidade das farmácias realizarem um controle de qualidade mínimo com o medicamento manipulado. Como foi demonstrado no presente estudo com as cápsulas de propranolol, o controle de qualidade na própria farmácia em parâmetros como peso médio, coeficiente de variação, rendimento e faixa de rendimento mostram impacto significativo nos ensaios de uniformidade de doses unitárias. Esse trabalho mostrou a importância do Sinamm no Brasil, uma vez que é uma ferramenta que as farmácias podem usufruir para o aprimoramento da qualidade do medicamento de manipulação sob orientação da Anfarmag. É importante salientar que as farmácias poderão espelhar-se nas formulações estudadas acima para adequarem a farmacotécnica de suas formulações, visto que as propostas estudadas neste artigo encontram-se dentro de padrões aceitáveis e seguros, comprovados analiticamente. Nossos agradecimentos às farmácias participantes do Programa Sinamm 2011, que contribuíram com a geração dos dados, e à Câmara Técnica da Anfarmag, composta pelos professores doutores: Ana Maria Bergold (UFRGS), Gerson A. Pianetti (UFMG), Maria Aparecida Nicoletti (USP), Magali Benjamim de Araújo (Unifal), Rachel Oliveira Castilho (UFMG) e Zaida Maria Faria de Freitas (UFRJ), os quais elaboraram as diretrizes deste estudo que trouxe grandes benefícios e esclarecimentos para o setor magistral. O presente trabalho foi apresentado na reunião do USP Por sua relevância e impacto para o segmento magistral, o trabalho foi reconhecido pelos expertos desse Comitê. Eles têm aberto espaços para novas apresentações e continuidade dos trabalhos pela Anfarmag. Dessa forma, a Associação amplia a visibilidade do seu trabalho em nível internacional e agradece aos esforços e profissionalismo de Maria Garcez. Referências 1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA. Resolução RE n° 899, de 29 de maio de 2003. Guia de validação de métodos analíticos e bioanalíticos. Diário Oficial da União, Brasília, 02 de junho de 2003. 2. BRASIL, Agência Nacional de Vigilância Sanitária- ANVISA, Resolução - RDC n° 67 de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União, Brasília, 09 de outubro de 2007. 3. Farmacopeia Brasileira. 5. ed. Brasília, DF: Anvisa, 2010 - Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/ cd_farmacopeia/index.htm . Acesso em: 11 mar. 2013 4. FORMULÁRIO Nacional da Farmacopeia Brasileira. 2. ed. Brasília, DF: Anvisa, 2012. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/farmacopeiabrasileira/ arquivos/2012/FNFB%202_Revisao_2_COFAR_ setembro_2012_atual.pdf. Acesso em: 23.abr. 2013. | 15 Nota Técnica Água potável: Monitoramento, controle de processo e ações corretivas Hélio Martins Lopes júnior Farmacêutico do Serviço de Atendimento ao Associado Anfarmag Vagner Miguel Gerente Técnico e de Assuntos Regulatórios Anfarmag 1. Introdução A água potável, considerada como principal insumo utilizado pela farmácia na composição de preparações magistrais, possui papel preponderante na qualidade desses estabelecimentos. Tendo em vista tal importância atribuída a esse veículo, foram atualizadas várias informações em relação àquelas publicadas na edição de número 16 desta revista. Vários pontos, entretanto, permanecem inalterados e estão novamente dispostos a fim de consolidar a compreensão do assunto. Segundo a Resolução RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007, que dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em Farmácias, no Anexo I, item 7.5, a água utilizada na manipulação de produtos é considerada matéria-prima produzida pela própria farmácia por purificação da água potável. Ou seja, a água potável tem um papel fundamental na manipulação, uma vez que é dela que se produz a água purificada, empregada em várias formulações magistrais. A Portaria nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011, é a legislação nacional específica sobre a qualidade da água potável, porém não traz as metodologias dos ensaios, mas refere no art. 22 que os ensaios físico-químicos, microbiológicos e radioatividade devem ser realizados conforme o Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, de autoria das instituições American Public Health Association (APHA), American Water Works Association (AWWA) e Water Environment Federation (WEF); ou United States Environmental Protection 16| Revista Técnica do Farmacêutico Agency (USEPA); ou normas publicadas pela International Standartization Organization (ISO) e metodologias propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, o artigo 5º, incisos I e II, traz as definições de água para consumo humano e água potável: “Art. 5º: Para os fins desta Portaria são adotadas as seguintes definições: I – água para consumo humano: água potável destinada à ingestão, preparação e produção de alimentos e à higiene pessoal, independente de sua origem; II - água potável: água que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido nesta Portaria e que não ofereça riscos à saúde;” A RDC 67/2007, Anexo I, item 7.5.1 diz: “Água Potável: a farmácia deve ser abastecida com água potável e, quando possuir caixa d´água própria, ela deve estar devidamente protegida para evitar a entrada de animais de qualquer porte ou quaisquer outros contaminantes, devendo definir procedimentos escritos para a limpeza e manter os registros que comprovem sua realização”. Pela importância que a água potável tem dentro do estabelecimento farmacêutico, a legislação frisa que é importante a farmácia tomar todos os cuidados de limpeza e higiene no seu armazenamento e monitorar semestralmente por meio de análises físico-químicas e microbiológicas, conforme descrito no item 7.5.1.3, do Anexo I: “Devem ser feitos testes físico-químicos e microbiológicos, no mínimo a cada seis meses, para monitorar a qualidade da água de abastecimento, mantendo-se os respectivos registros. As especificações para água potável devem ser estabelecidas com base na legislação vigente”. 2. Ensaios mínimos obrigatórios Como a Portaria MS n° 2.914/2011 exige uma quantidade de ensaios extremamente detalhados, que vão além da avaliação de higiene e limpeza dos recipientes de armazenamento da água potável, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no item 7.5.1.4, definiu quais são os ensaios mínimos obrigatórios a serem executados: • pH; • Cor aparente; • Turbidez; • Cloro residual livre; • Sólidos totais dissolvidos; • Contagem total de bactérias; • Coliformes totais; • Presença de E. coli; • Coliformes termorresistentes. A especificação dos ensaios como mencionado anteriormente estão definidos na Portaria 2.914/2011 e podem ser resumidas na tabela abaixo: Especificação água potável Ensaio Especificação pH 6,0 - 9,5 (recomendação) Cor aparente No máximo 15,0 UH Turbidez No máximo 5,0 UT Cloro residual livre No mínimo 0,2 ppm (obrigatório) No máximo 2,0 ppm (recomendação) Sólidos totais dissolvidos Máximo 1000 ppm Contagem total de bactérias Máximo 500 UFC Coliformes totais Ausência em 100 mL Presença de E. coli Ausência em 100 mL Coliformes Ausência em 100 mL termorresistentes Referência: Portaria MS n° 2.914/2011. 3. Explorando os ensaios 3.1 pH Na Portaria MS n° 2.914/2011, no art. 39, o parágrafo 1º recomenda que no sistema de distribuição, o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5. Observe que é uma recomendação e não uma exigência. É um parâmetro que não tem risco sanitário associado diretamente à sua medida. Como se sabe a determinação potenciométrica do pH é feita através da diferença de potência entre dois eletrodos, sendo um de referência, e o outro imerso na solução amostra. O resultado é a diferença da concentração de íons H+ na água. O balanço dos íons hidrogênio e hidróxido (OH-) determina quão ácida ou básica ela é. Os principais fatores que determinam o pH da água são o gás carbônico nela dissolvido e a alcalinidade. É um parâmetro de caráter operacional que deve ser acompanhado para otimizar os processos de tratamento e preservar as tubulações contra corrosões ou entupimentos. Caixa d´água que possua água armazenada por longos períodos pode apresentar alteração no pH. O pH não é medida de pureza da água, entretanto, juntamente com a condutividade, é uma indicação do estado de saturação das resinas e da necessidade de regeneração. 3.2 Cor aparente A cor da água é consequência de substâncias dissolvidas. Quando pura, e em grandes volumes, a água é azulada. Quando rica em ferro, é arroxeada. Quando rica em manganês, é negra e quando rica em ácidos húmicos, é amarelada. A cor da água é o resultado principal do processo de decomposição que ocorre no ambiente. A cor é uma medida que indica a presença na água de substâncias dissolvidas, ou finamente divididas (material em estado coloidal, partículas com diâmetro inferior a 1,2 µ), que formam a cor verdadeira. Assim como a turbidez, a cor é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto. Especial cuidado deve ser tomado com o valor de pH realizado o ensaio de cor aparente, uma vez que interfere na leitura da cor aparente conforme o valor do pH no meio. Da mesma forma a cor é influenciada por matérias sólidas em suspensão (turbidez), que devem ser eliminadas antes da medida. Para águas relativamente límpidas a determinação pode ser feita sem a preocupação com a turbidez. Nesse caso a cor obtida é referida como sendo aparente. Como descrito anteriormente a presença de íons causa a mudança de cor na água potável, que podem provir do encanamento, assim como do tempo de armazenamento | 17 Nota Técnica na caixa d´água, bem como pela contaminação externa se a caixa d´água não estiver fechada adequadamente ou contaminada pelo lodo depositado na parte inferior da caixa d´água. Limpeza e manutenção dos filtros internos e externos. 3.3 Turbidez É a medição da resistência da água à passagem de luz. É provocada pela presença de material fino (partículas) em suspensão (flutuando/dispersas) na água, frequentemente partículas acima de 1,2 µ. A turbidez é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto. As partículas que frequentemente constituem a suspensão são: argila, colóides, matéria orgânica, pequenas partículas de poluição, bactérias. Em alguns casos, águas ricas em íons ferro podem apresentar uma elevação de sua turbidez, quando entram em contato com o oxigênio do ar. Contaminação da água potável armazenada por dejetos de animais também pode alterar a medida da turbidez. Outros fatores que influenciam na mensuração do índice de turbidez são: • • • • Tubulações que desprendem partículas Excesso de íons metálicos na água potável Excesso de cloro na água potável Limpeza e manutenção dos filtros internos e externos É um ensaio quantitativo que pode ter alguns interferentes durante a análise como: • Cubeta suja • Bolhas de ar na amostra • Vibração que perturba a superfície da amostra • Cor devido a substâncias dissolvidas 3.4 Cloro residual livre O cloro é um agente bactericida, adicionado durante o tratamento da água. Quando um derivado clorado é adicionado à água ocorre, em primeiro lugar, a reação de oxidação da matéria orgânica, que recebe o nome de “demanda de cloro”. Satisfeita a demanda, o derivado clorado reage com a amônia, formando as cloraminas, que são denominadas de “cloro residual combinado”. Após a formação das cloraminas, tem-se a presença do chamado “cloro residual livre, que é constituído do ácido hipocloroso e do íon hipoclorito”. HClO H+ + ClO- Os compostos clorados são mais efetivos em valores de pH baixos, quando a presença de ácido hipocloroso é dominante. 18| Revista Técnica do Farmacêutico Observe que nos extremos de pH permitido pela Portaria MS n° 2.914/2011 haverá praticamente ácido hipocloroso ou hipoclorito. Porém, alguns trabalhos mostram que o maior efeito bactericida da relação HClO/ClO- encontra-se na região de pH entre 7,4 e 7,6. Ou seja, quanto mais longe desses valores de pH maior a chance de contaminação microbiana. Segundo a Portaria MS n° 2.914/2011 art. 15 e art. 34, a água potável deve conter um teor mínimo de cloro de 0,5 mg/L, sendo obrigatório um teor de manutenção de 0,2 mg/L. Ou seja, se a água potável apresentar um teor de cloro menor que 0,2 mg/L está imprópria para uso, uma vez que estará susceptível a contaminação microbiana. A recomendação é que a água potável não apresente um teor de cloro residual livre superior a 2,0 mg/L. Porém, observe que é uma recomendação não sendo, portanto, motivo para reprovação da água potável. Alguns fatores podem acarretar resultados insatisfatórios para o ensaio de cloro residual livre, como: • Em locais mais afastados, por falhas nas tubulações ou falta de limpeza nos reservatórios a concentração de cloro empregada pode não ser efetiva, conduzindo a desvios indesejáveis • Tempo de coleta da amostra até o tempo da realização da análise • Água armazenada por longos períodos na caixa d´água • Tubulações metálicas antigas que liberam íons metálicos que complexam com o cloro • pH elevado 3.5 Sólidos Totais Dissolvidos (STD) A água potável é constituída por sólidos totais; partes estão em suspensão e partes dissolvidas. Daí tem-se que: ST = STD + STS ST = sólidos totais STD = sólidos totais dissolvidos STS = sólidos totais em suspensão Sólidos Totais Dissolvidos (STD) corresponde ao peso total dos constituintes dissolvidos presentes na água, por unidade de volume. Todas as impurezas da água, com exceção dos gases dissolvidos contribuem para a carga de sólidos totais (ST). Alguns fatores podem contribuir para resultados insatisfatórios para o ensaio de sólidos totais dissolvidos, como: • Depósito de lodo no fundo da caixa d´água, consequência da falta de limpeza • Tubulações metálicas antigas que liberam íons metálicos • Limpeza e manutenção dos filtros internos e externos 3.6 Microbiologia 3.6.1 Contagem total de bactérias. A contagem total de bactérias, genericamente definida como microrganismos que requerem carbono orgânico como fonte de nutrientes, fornece informações sobre a qualidade bacteriológica da água de uma maneira ampla. O teste inclui a detecção inespecífica de bactérias ou esporos de bactérias, sejam de origem fecal, componentes da flora natural da água ou resultantes da formação de biofilmes no sistema de distribuição. Serve, portanto, de indicador auxiliar da qualidade da água, ao fornecer informações adicionais sobre eventuais falhas na desinfecção, colonização e formação de biofilmes no sistema de distribuição. 3.6.2 Coliformes totais Bactérias do grupo coliforme que são bacilos gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos. A maioria das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter, embora vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo. Logo, não necessariamente um ensaio positivo para coliformes totais significa que haverá Escherichia coli na amostra, pois outros gêneros também respondem positivo para o ensaio. 3.6.3 Coliformes termotolerantes É subgrupo das bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose a 44,5 ± 0,2ºC em 24 horas, tendo como principal representante a Escherichia coli, de origem exclusivamente fecal. Importante notar que não é um ensaio exclusivo de Escherichia coli. Certas espécies de Klebsiella, Enterobacter e Citrobacter. são indicadores de contaminação fecal no ambiente, porém não específico. 3.6.4 Escherichia coli Esse ensaio é específico para Escherichia coli, considerado o indicador mais específico de contaminação fecal recente e de presença de organismos patogênicos. 4. Limpeza da Caixa d’ Água Como pode ser observado no texto acima, um dos pontos que pode acarretar a não conformidade é falta de limpeza e higiene na caixa d´água, por isso, é necessário a cada seis meses, como preconizado, por algumas empresas de abastecimento de água a realização da limpeza da caixa d´água. Segue abaixo um roteiro que pode ser empregado pela farmácia para elaborar o POP de limpeza da caixa d´água: a. Agendar com antecedência o dia da lavagem da sua caixa d’água. b. Fechar o registro da entrada de água ou amarre a boia. c. Armazenar a água da própria caixa, em baldes, para usar enquanto estiver fazendo a limpeza. d. Deixar o fundo da caixa com um palmo de água (por volta de 20 cm). e. Tampar a saída para usar palmo de água do fundo e para que a sujeira não desça pelo ralo. f. Utilizar um pano úmido para lavar as paredes e o fundo da caixa. Se a caixa for de fibrocimento, substituir o pano úmido por uma escova de fibra vegetal ou de fio de plástico macio. Não usar escova de aço, vassoura, sabão, detergente ou outros produtos químicos. g. Retirar a água da lavagem e a sujeira com uma pá de plástico, balde e panos. Secar o fundo com panos limpos e evitar passá-los nas paredes. h. Com a saída da caixa fechada, deixar entrar um palmo de | 19 Nota Técnica água e adicionar dois litros de água sanitária. Deixar por duas horas e usar esta solução desinfetante para molhar as paredes com a ajuda de uma brocha e um balde ou caneca de plástico. i. Verificar a cada 30 minutos se as paredes secaram. Se isso tiver acontecido, repetir quantas aplicações da mistura forem necessárias até completar duas horas. j. Não usar essa água de forma alguma por duas horas. k. Passadas duas horas, ainda com a boia amarrada ou o registro fechado, abrir a saída da caixa e deixar esvaziar. Abrir todas as torneiras e acionar as descargas para desinfetar todas as tubulações. l. Procurar usar a primeira água para lavar o quintal, banheiros e pisos. m. Tampar bem a caixa para que não entrem insetos, sujeiras ou pequenos animais. A tampa tem que ter sido lavada antes de ser colocada no lugar. n. Anotar do lado de fora da caixa a data da limpeza e agendar a data para a próxima limpeza. Abrir a entrada de água da casa e deixar a caixa encher. Essa água poderá ser usada. 5. Coleta da água potável Segundo a RDC n° 67/2007, Anexo I, item 7.5.1.2, “a farmácia deve possuir procedimentos escritos para realizar amostragem da água e periodicidade das análises”. A coleta da água para análise deve ser feita preferencialmente nos pontos mais distantes da rede hidráulica, de forma a representar a condição de maior risco, a exemplo da entrada do equipamento de purificação de água. A torneira não deve possuir utensílios de aeração ou filtros, nem apresentar vazamentos. A finalidade desse ensaio é avaliar a qualidade da água da rede. Assim, é importante verificar se o ponto de coleta recebe água diretamente da rede de distribuição e não de caixas, reservatórios ou sistemas. A seguir encontra-se um resumo do procedimento de coleta de água potável. a. Limpar toda a área externa da saída da água potável, utilizando um algodão ou gaze embebida em álcool 70 %. b. Abrir a torneira de modo que o fluxo de água seja pequeno e não haja respingos, deixando a água escoar por aproximadamente 3 (três) minutos antes de realizar a coleta. c. Utilizar álcool 70% nas mãos em abundância, tomando cuidado para evitar a contaminação da amostra pelos dedos ou outro material. d. Abrir o recipiente estéril de coleta e levá-lo até o fluxo de água cuidadosamente, a fim de evitar contaminação microbiana. 20| Revista Técnica do Farmacêutico e. Encher ¾ do volume do frasco. f. Coletar a quantidade solicitada pelo laboratório de controle de qualidade e lacrar o recipiente. g. Fechar o frasco imediatamente após a coleta, fixando a tampa com fita larga adesiva transparente, por exemplo. h. Identificar a amostra. i. A amostra deve ser transportada sob refrigeração e acondicionada em isopor ou outra embalagem térmica com gelo artificial. O tempo entre a coleta e a chegada da amostra no laboratório de controle deve ser o menor possível. Obs.: A coleta da amostra para análise microbiológica deve sempre anteceder a coleta de água para análise físico-química, a fim de evitar o risco de contaminação. 6. Monitoramento da água potável O controle de qualidade da água potável (abastecimento) deve ser realizado no mínimo a cada seis meses, e é responsabilidade da farmácia, podendo o controle de qualidade ser terceirizado. Antes de terceirizar o serviço é importante a farmácia avaliar se o laboratório segue a Portaria MS 2.914, de 12 de dezembro de 2012, que estabelece os parâmetros de qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Além disso, o laboratório terceirizado também precisa realizar os ensaios mínimos exigidos na RDC 67/2007, que são: pH; cor aparente; turbidez; cloro residual livre; sólidos totais dissolvidos; contagem total de bactérias; coliforme totais; presença de E. coli e coliformes termorresistentes. Todos esses ensaios devem constar no certificado de análise expedido pelo laboratório de controle de qualidade terceirizado. Notar que o art. 21 menciona claramente que as análises podem ser feitas em laboratório próprio ou terceirizado desde que possua um sistema de gestão da qualidade baseado na ISO 17025, e não necessariamente uma certificação ISO 17025. 6.1 Cuidados diários É importante controlar a qualidade da água sob o aspecto físico-químico e no mínimo, uma vez ao mês realizar o controle microbiológico. É recomendada a avaliação diária do pH e da condutividade. 7. Ações Corretivas Caso a farmácia constate uma não conformidade no resultado analítico, é importante frisar que a RDC 67/2007, Anexo I, item 7.5.1.6, menciona que se deve estabelecer e registrar as medidas adotadas em caso de laudo insatisfatório da água de abastecimento. Observe que não se exige como em outros monitoramentos uma nova análise, porém é necessário avaliar em quais situações não será necessária uma nova análise. 8. Controle do processo Além do monitoramento da água, realizado por meio de análises periódicas conforme legislação vigente já comentada anteriormente, os procedimentos de obtenção de água potável envolvendo abastecimento, armazenamento, filtração, limpeza, sanitização e manutenção dos equipamentos deverão ser padronizados e documentados através de POP (Procedimento Operacional Padrão). O POP deverá ser elaborado pela farmácia baseado no seu consumo de água, estabelecendo critérios para dimensionamento do sistema de pré-filtragem, periodicidade de manutenção e troca de filtros, lavagem de caixa d´água etc. Deverá haver registros periódicos de todas essas operações, registradas em formulário específico a ser arquivado na farmácia. Os relatórios básicos referentes a todo o processo compreendem, com as respectivas sugestões de modelo: 1. Relatório de verificação da qualidade da água; RELATÓRIO DE VERIFICAÇÃO DE QUALIDADE DA ÁGUA Água Água destilada Data Água Potável deionizada (barrilete) Visto 2. Ficha de registro de limpeza ou troca do elemento filtrante externo; FICHA DE REGISTRO DE LIMPEZA DO ELEMENTO FILTRANTE EXTERNO Marca do Equipamento: Modelo: Setor: Data Visto do Responsável 3. Manutenção e limpeza das Caixas D´água (Uma para cada caixa; se houver mais de uma). FICHA DE REGISTRO DE LIMPEZA DE CAIXA D´ÁGUA Setor de Limpeza e Sanitização Data Limpeza Realizada por Quantidade de Hipoclorito de Na Visto 4. Ficha de registro de manutenção e limpeza do filtro interno com velas de cerâmica. FICHA DE REGISTRO DE LIMPEZA DO ELEMENTO FILTRANTE INTERNO Marca do Equipamento: Setor: Laboratório de Semissólidos e Líquidos Data Visto do Responsável 5.Ficha de registro de limpeza e desinfecção do filtro de carvão ativado interno. FICHA DE REGISTRO DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DO FILTRO DE CARVÃO ATIVADO INTERNO Marca do Equipamento: Modelo: Vazão: Capacidade: Setor: Data Visto do Responsável 9. Referências 1. Portaria MS nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011. Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. 2. Resolução RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. 3. McPherson, L. L. Understanding ORP´´S role in the disinfection process. Water/Engineering & Management, v. 1.1, p. 29-31, nov. 1993. 4. Andreoli, T. de J. Controle Biológico de Qualidade de Produtos Farmacêuticos, Correlatos e Cosméticos. Atheneu Editora São Paulo. 2000. 5. Ferreira, A. de O. Guia Prático da Farmácia Magistral – 2ª ed. Juiz de Fora: 2002. 6. Cosmetics & Toiletries – Volume 19, Número 1 – janeiro/ fevereiro 2007. 7. Cruz, E.; Anunciata, K; Sistemas de Geração e Distribuição de Água Purificada na Indústria Farmacêutica. Volume 50, número 1 – janeiro/fevereiro 2008. 8. DECRETO Nº 20.356, de 17 de agosto de 1994 – Regulamenta a Lei n.º 1.893, de 20.11.91, que estabelece a obrigatoriedade de limpeza e higienização dos reservatórios de água para fins de manutenção dos padrões de potabilidade. Gostou deste artigo? Opiniões, dúvidas, sugestões ou críticas, escreva para [email protected]. | 21 LEGAL - 1 Boas práticas para prescrição Aspectos importantes a serem considerados pelo prescritor e pelo farmacêutico Elaborado pela equipe Técnica da Anfarmag A prescrição de medicamentos é um documento com valor legal pelo qual se responsabilizam aqueles que prescrevem, dispensam e administram os medicamentos. O ato de prescrever está sujeito a regulamentações técnicas, legais e éticas a serem seguidas pelos profissionais envolvidos no processo. Por conta disso, existem modelos específicos para serem utilizados conforme a ocasião. Veja nas páginas seguintes os Modelos de Prescrição devidamente preenchidos. Infelizmente, é recorrente encontrarmos receituários em desacordo e que comprometem o atendimento da prescrição e o entendimento por parte do paciente. Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) mostram que mais de 50% dos medicamentos que circulam no mundo foram receitados, vendidos ou preparados de forma inadequada. Tal estatística demonstra a real necessidade dos profissionais que lidam com receituário (prescritores e farmacêuticos) estarem plenamente envolvidos na avaliação das prescrições, tornando-as claras para os usuários, bem como é importante que o farmacêutico, no cumprimento de sua função, constantemente atualize o prescritor quanto aos procedimentos corretos da prescrição, mantendo uma relação profissional amigável e produtiva. Itens obrigatórios de um receituário • Estar escrita a tinta ou esferográfica ou informatizada, de forma clara, legível, sem rasuras e em linguagem compreensível. • Possuir identificação do usuário (nome e endereço completos). • A identificação do medicamento e substância ativa deve ser em vernáculo, por extenso e segundo a DCB (Denominação Comum Brasileira) ou, na sua ausência, utilizar a DCI (Denominação Comum Internacional), seguido da concentração/dosagem, forma farmacêutica, quantidades e respectivas unidades. 22| Revista Técnica do Farmacêutico • No caso de fitoterápicos, deve constar a nomenclatura botânica (gênero e espécie) e a forma utilizada (extrato, tintura ou pó). • Modo de usar ou posologia. • Duração do tratamento. • Local e data da emissão. • Assinatura e identificação do prescritor com o número de registro no respectivo conselho profissional. Obrigações do prescritor O prescritor é responsável pelas informações descritas e, de acordo com as normas ético-sanitárias, obriga-se a: • Não receitar ou atestar de forma secreta ou ilegível. • Não assinar em branco, folhas de receituários, laudos, atestados ou outros documentos médicos. • Usar receituário específico para prescrição de fármacos, inclusive os que se encontram sob controle da autoridade reguladora. • Preenchimento de todos os campos da receita (descrito anteriormente). Obrigações do farmacêutico O farmacêutico possui responsabilidade partilhada com o prescritor sobre as informações descritas na prescrição. Portanto, compete a esse profissional a avaliação da prescrição antes da manipulação e/ ou dispensação, possuindo também o papel fundamental na identificação de desvios e no auxílio da reversão desse quadro. Como forma de subsidiar esse profissional, a Anfarmag elaborou um material descritivo objetivo, porém, completo que poderá ser ofertado ao prescritor como um guia prático e de fácil leitura. Essa informação encontrase disponível em: http://www.webdeskanfarmag.com.br/ Informes/00299Prescritores%20Habilitados%20nov12.pdf Também pode ser consultado o Informe abaixo descrito, igualmente elaborado pela equipe técnica da Anfarmag, sobre a correta rotulagem das preparações magistrais. Visto que o rótulo de um produto magistral é a maior referência de seu uso para o paciente, além, é claro, da informação que o mesmo recebe do farmacêutico no momento da dispensação do produto, necessitando conter todas as informações imprescindíveis ao correto uso pelo mesmo. Recomenda-se que o farmacêutico também tenha sempre em mãos este Informe sobre Rotulagem, pois complementa as informações acima, estando disponível em: http://www.webdeskanfarmag. com.br/Informes/00298Rotulagem%20Sinamm%202012.pdf Conclusão O farmacêutico - como último profissional de saúde a entregar informações assertivas ao paciente ou usuário de um produto ou preparação magistral - deve estar ciente sobre o conjunto de informações advindas de uma prescrição que precisam ser por ele cuidadosamente avaliadas, bem como transmitir ao paciente/usuário a mais correta informação, escrita e verbal, contribuindo, assim, para o uso racional do medicamento. REFERÊNCIAS: 1. BRASIL. Lei 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos, e dá outras Providências. 2. BRASIL. Decreto nº 3.181, de 23 de setembro de 1999. Regulamenta a Lei no 9.787, de 10 de fevereiro de 1999, que dispõe sobre a Vigilância Sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências. 3. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução RDC nº 80, de 11 de maio de 2006 – Dispõe sobre o fracionamento de medicamentos. 4. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução RDC Nº 16, de 02 de março de 2007. Aprova o Regulamento Técnico para Medicamentos Genéricos. 5. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC Nº 17, de 02 de março de 2007. Aprova o Regulamento Técnico, em anexo, para registro de Medicamento Similar. 6. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União, Poder Executivo, de 09 de outubro de 2007. Brasília, 2007. 7. Resolução RDC nº 44/2010 BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC Nº 44, de 17 de agosto de 2009. Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, D.O.U. de 18 de agosto de 2009. 8. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 58, de 5 setembro de 2007. Dispõe sobre o aperfeiçoamento do controle e fiscalização de substâncias psicotrópicas anorexígenas e dá outras providências. 9. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução - RDC Nº 52, de 6 de outubro de 2011. Dispõe sobre a proibição do uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem como intermediários e medidas de controle da prescrição e dispensação de medicamentos que contenham a substância sibutramina, seus sais e isômeros, bem como intermediários e dá outras providências. 10. BRASIL. Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998. Aprova o Regulamento Técnico sobre Substâncias e Medicamentos Sujeitos a Controle Especial. 11. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 1931, de 17 de Setembro de 2009. Aprova o código de Ética Médica. Brasília, 2009. 12. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução n° 417, de 29 de Setembro de 2004. Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica. Brasília, 2005. Modelos de Prescrições devidamente preenchidas Observação – em relação aos receituários, o prescritor e as farmácias devem atentar para: 1 - Notificações: todas devem estar acompanhadas de uma Receita comum contendo a fórmula ou o medicamento. 2 - O preenchimento das letras (a) a (f) é de responsabilidade do prescritor. Demais são da farmácia. 3 - A farmácia somente poderá aviar ou dispensar quando todos os itens da notificação ou receita estiverem devidamente preenchidos. 4 - No caso de formulações magistrais, as formas farmacêuticas deverão conter, no máximo, as concentrações que constam de Literaturas Nacional e Internacional oficialmente reconhecidas. | 23 lEGAL - 1 Exemplos de receituários 1.Notificação de Receita “A” – Atende prescrição para fórmula e ou medicamentos que contenham: 1.1 Substâncias Entorpecentes (Lista A1, A2) 1.2 Substâncias Psicotrópicas (Lista A3) A notificação de receita “A” é válida por 30 (trinta) dias a contar da data de sua emissão e poderá conter a quantidade correspondente de no máximo 30 (trinta) dias de tratamento. Para notificações procedentes de outras Unidades Federativas, as farmácias ficarão obrigadas a apresentar dentro do prazo de 72 horas à Autoridade Sanitária local para averiguação e visto. 2. Notificação de Receita “B” - Atende prescrição para fórmula e ou medicamentos que contenham: - Substâncias Psicotrópicas (Lista B1 – Substâncias Psicotrópicas) 3. Notificação de Receita “B2” - Atende prescrição para fórmula e ou medicamentos que contenham substâncias Psicotrópicas (Lista B2 – Substâncias Psicotrópicas) – Atualmente somente a substância Sibutramina cloridrato monohidratada está permitida. Cada notificação de receita “B2” é válida por 30 (trinta) dias a contar da data de sua emissão e deve ser utilizada para tratamento igual ou inferior a 30 (trinta) dias. As farmácias poderão atender as notificações emitidas somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a identificação numérica. Para o caso da Sibutramina, o prescritor deverá disponibilizar junto com o receituário o Termo de Responsabilidade do Prescritor, conforme modelo a seguir a ser preenchido em três vias, devendo uma via ser arquivada no prontuário do paciente, uma via ser arquivada na farmácia ou drogaria dispensadora e uma via mantida com o paciente. 4. Receita de Controle Especial - Atende prescrição para fórmula e ou medicamentos que contenham: 1.1 1.2 A notificação de receita “B” é válida por 30 (trinta) dias a contar da data de sua emissão e poderá conter a quantidade correspondente de no máximo 60 (sessenta) dias de tratamento. As farmácias poderão atender as notificações emitidas somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a identificação numérica fornecida pela Autoridade Sanitária competente. 24| Revista Técnica do Farmacêutico Lista C1 – Substância Sujeitas a Controle Especial Lista C5 – Substâncias Anabolizantes - Modelo do Termo de Responsabilidade do Prescritor - Sibutramina O Formulário da Receita de Controle Especial deverá ser preenchida em duas vias, sendo que a 1ª via ficará retida na farmácia e 2ª via será do paciente e terá validade de 30 (trinta) dias a contar da data de sua emissão. A prescrição poderá conter no máximo 3 (três) substâncias constantes da lista “C1” e poderá conter a quantidade correspondente de no máximo 60 (sessenta) dias de tratamento. No caso de prescrição de substâncias ou medicamentos antiparkinsonianos e anticonvulsivantes, a quantidade ficará limitada até 6 (seis) meses de tratamento. 5. Receita Comum – este receituário é o adequado para os demais medicamentos, incluindo fórmula e ou medicamentos que contenham as Substâncias Antimicrobianas. Para esta, deve atender as exigências descritas na RDC 20/2011. Observação: Segundo a Resolução RDC 20/2011 para o caso dos antimicro- bianos, a prescrição deverá ser feita em duas vias, sendo que a 1ª (primeira) via será do paciente e a 2ª (segunda) via ficará retida na farmácia. A receita de antimicrobianos é válida em todo o território nacional, por 10 (dez) dias a contar da data de sua emissão. Em situações de tratamento prolongado a receita poderá ser utilizada para aquisições posteriores dentro de um período de 90 (noventa) dias a contar da data de sua emissão, devendo a receita neste caso conter a indicação de uso contínuo, com a quantidade a ser utilizada para cada 30 (trinta) dias. Referências 1. Lei Federal n.º 5991/73. 2. Decreto n.º 3181/99 (regulamenta a Lei n.º 9787/99). 3. Resolução RDC nº 80/2006. 4. Resolução RDC nº 16/2007. 5. Resolução RDC nº 67/2007. 6. Resolução RDC nº 44/2010. 7. Resolução RDC 58/2010. 8. Resolução RDC 20/2011. 9. Resolução RDC 52/2011. 10. Portaria SVS/MS nº 344/98. 11. Resolução CFM nº 1931/2009 (Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina). 12. Resolução CFF n.º 357/2001, (Código de Ética do Profissional Farmacêutico). Gostou deste artigo? Opiniões, dúvidas, sugestões ou críticas, escreva para [email protected]. | 25 LEGAL Vigilância Sanitária no Brasil – Como se regular em relação aos principais processos Fernando Rodrigo Zolin Farmacêutico do Serviço de Atendimento ao Associado Anfarmag Maria Aparecida Ferreira Soares Farmacêutica do Serviço de Atendimento ao Associado Anfarmag As atividades ligadas à vigilância sanitária foram estruturadas, nos séculos XVIII e XIX, para evitar a propagação de doenças nos agrupamentos urbanos que estavam surgindo. A execução dessa atividade exclusiva do Estado, por meio da polícia sanitária, tinha como finalidade observar o exercício de certas atividades profissionais, coibir o charlatanismo, fiscalizar embarcações, cemitérios e áreas de comércio de alimentos. No final do século XIX houve uma reestruturação da vigilância sanitária impulsionada pelas descobertas nos campos da bacteriologia e terapêutico nos períodos que incluem a I e a II Grandes Guerras. Após a II Guerra Mundial, com o crescimento econômico, os movimentos de reorientação administrativa ampliaram as atribuições da vigilância sanitária no mesmo ritmo em que a base produtiva do País foi construída, bem como conferiram destaque ao planejamento centralizado e à participação intensiva da administração pública no esforço desenvolvimentista. A partir da década de 80, a crescente participação popular e de entidades representativas de diversos segmentos da sociedade no processo político moldaram a concepção vigente de vigilância sanitária, integrando, conforme preceito constitucional, o complexo de atividades concebidas para que o Estado cumpra o papel de guardião dos direitos do consumidor e provedor das condições de saúde da população. Na atualidade, a vigilância sanitária tem um papel preponderante no sentido de garantir produtos e serviços com 26| Revista Técnica do Farmacêutico qualidade, segurança e eficácia, visando benefícios à saúde da população. Assim se compõe o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária - SNVS Vigilância Sanitária 1. Definição Conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos de saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção, circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relaciona com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo. II - o controle da prestação de serviços que se relaciona, direta ou indiretamente, com a saúde. (Lei nº 8080/90 – Art.6, § 1º) 2. Abrangência Dispõe de atividades desenvolvidas para o controle e proteção da saúde nas seguintes áreas: Toxicologia Medicamentos Alimentos Cosméticos Insumos farmacêuticos Serviços de saúde Derivados de tabaco Laboratórios Sangue, tecidos e órgãos Portos, aeroportos e fronteiras Saneantes Produtos para saúde Desenvolve projetos com ações realizadas de forma compartilhada pelas vigilâncias sanitárias dos estados, municípios e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por meio dos programas: Farmacovigilância Farmácias Notificadoras Educação Sanitária Fiscalização Abrange também áreas relacionadas ao meio ambiente: • Meio natural - água, ar, solo e atmosfera. • Meio construído – referente às edificações e formas do uso e parcelamento do solo. • Ambiente de trabalho - condições dos locais de trabalho É responsável por criar normas e regulamentos e dar suporte para todas as atividades do País, executa as atividades de Controle Sanitário e fiscalização, abre espaços para a sociedade opinar sobre assuntos importantes na área da saúde e garantir a transparência na atuação regulatória. Missão “Proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços e participando da construção de seu acesso”. Valores Conhecimento como fonte da ação. Transparência. Cooperação. Responsabilização. Portanto, a Vigilância Sanitária usufrui de conhecimentos e práticas que se situam em um campo de convergência de várias áreas do conhecimento humano, tais como química, farmacologia, epidemiologia, engenharia civil, administração pública, planejamento, gerência, biossegurança e bioética. Visão “Ser agente da transformação do sistema descentralizado de vigilância sanitária em uma rede, ocupando um espaço diferenciado e legitimado pela população, como reguladora e promotora do bem-estar social”. 3. Estrutura da Vigilância Sanitária em seus diversos níveis 3.1 Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) A Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi criada pela Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999 (veio substituir o Serviço Nacional de Vigilância Sanitária – SNVS). É uma autarquia sob regime especial. Ou seja, uma agência reguladora caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes durante o período de mandato e autonomia financeira. A gestão da Anvisa é responsabilidade de uma Diretoria Colegiada, composta por cinco integrantes. 3.1.1 Competências Gerais da Anvisa relacionadas à Farmácia As competências estabelecidas no Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária são: • coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. • estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as políticas, as diretrizes e as ações de vigilância sanitária. • administrar e arrecadar a Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária [Art. 23 da Lei 9.782, de 26 de janeiro de 1999]. • autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e importação dos produtos mencionados no art. 4º deste Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Decreto n.º 3.029, de 16 de abril de 1999]. • interditar, como medida de vigilância sanitária, os locais de fabricação, controle, importação, armazenamento, distribuição e venda de produtos e de prestação de serviços relativos à saúde, em caso de violação da legislação pertinente ou de risco iminente à saúde. • proibir a fabricação, a importação, o armazenamento, a distribuição e a comercialização de produtos e insumos, em caso de violação da legislação pertinente ou de risco iminente à saúde. • cancelar a autorização, inclusive a especial, de funcionamento de empresas, em caso de violação da legislação pertinente ou de risco iminente à saúde. • promover a revisão e atualização periódica da farmacopeia. • autuar e aplicar as penalidades previstas em lei. • monitorar a evolução dos preços de medicamentos, equipamentos, componentes, insumos e serviços de saúde. Portanto, a Anvisa estabelece na forma de leis, normas, Na estrutura da Administração Pública Federal, a Agência está vinculada ao Ministério da Saúde, sendo que esse relacionamento é regulado por Contrato de Gestão. A finalidade institucional da Agência é promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. Além disso, a Agência exerce o controle de portos, aeroportos e fronteiras e a interlocução junto ao Ministério das Relações Exteriores e instituições estrangeiras para tratar de assuntos internacionais na área de vigilância sanitária. Possui um Relacionamento Internacional que envolve inclusive o Mercosul. Nesse trabalho, utilizam-se os principais acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, além de referências internacionais para a área de vigilância sanitária, como as normas do Codex Alimentarius e as Recomendações da Organização Mundial de Saúde. | 27 lEGAL - 2 decretos e resoluções, o que deve ser cumprido pelo setor regulado e aplicado pelos estados e municípios. 3.1.1.2 Anvisa e Farmácia Magistral: ações e responsabilidades. Coleta de amostras para fins de análise fiscal - Insumos e Medicamentos (INCQS / LACEN) Recebimento da Notificação de Evento Adverso/ Notificação de Reação Adversa Banco de Dados de Insumos Cadastrados Elaboração/ Publicação de Normas: RDC, RE, Portaria e IN. ANVISA SNGPC – Controle de Insumos, Medicamentos e Antimicrobianos Concessão, Alteração, Renovação e/ou Cancelar AFE /AE Banco de Dados dos estabelecimentos, inclusive Porte Econômico Fiscalização Legenda: RDC – Resolução da Diretoria Colegiada RE – Resolução Especial IN – Instrução Normativa AFE – Autorização de Funcionamento AE – Autorização Especial SNGPC – Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados INCQS – Instituto Nacional de Controle de Qualidade de Saúde LACEN – Laboratórios Centrais de Saúde Pública 3.1.2 Descentralização O Nadav (Núcleo de Assessoramento de Descentralização de Ações de Vigilância Sanitária) é a área responsável, dentre outras atividades, pela articulação entre a Anvisa e os demais componentes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, inclusive com áreas afins do Ministério da Saúde. Tem como atribuição prestar apoio técnico a estados e municípios e promover espaços que possibilitem a discussão e formulação de políticas relacionadas à descentralização, financiamento, pactuação e acompanhamento da execução das ações de vigilância sanitária. A fiscalização sanitária atua sobre o mercado de produtos oferecidos à população de maneira a identificar problemas e tomar ações que evitem ou minimizem os riscos à saúde. A partir da ação fiscalizadora são adotadas medidas 28| Revista Técnica do Farmacêutico sanitárias, como a retirada do mercado de produtos sem registro, produtos falsificados, com desvio de qualidade ou comercializados por empresas sem autorização da Agência. A responsabilidade pela fiscalização é compartilhada com todo o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. 3.2 Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais Definição Autarquias que possuem conjuntos de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. A Visa (Vigilância Sanitária) é responsável por promover e proteger a saúde e prevenir a doença por meio de estratégias e ações de educação e fiscalização nas localidades de sua jurisdição. Missão “Promover e proteger a saúde da população por meio de ações integradas e articuladas de coordenação, normatização, capacitação, educação, informação apoio técnico, fiscalização, supervisão e avaliação em Vigilância Sanitária”. Visão “Ser um centro de referência, coordenador da rede estadual de Visa, garantindo a inclusão social e a construção da cidadania para a proteção da vida”. 3.2.3 Competências Portanto são responsáveis pelas atividades descentralizadas, realização de inspeções, fiscalizações, aplicação de intimação e infração, interdição de estabelecimentos, apreensão de produtos e equipamentos etc. 3.2.3.1 Competências Estaduais Em nível estadual estão os órgãos de coordenação central, regionais e municipais, seguindo estruturas de organização que variam nas diferentes unidades da federação. É importante ressaltar que todos esses órgãos têm atribuições de normatizar e fiscalizar, em caráter complementar e harmônico, dentro dos princípios da hierarquização e descentralização. Por meio de Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária, o estado possui a competência de coordenar e supervisionar em caráter complementar as ações de Visa e legislar sobre as normas gerais determinadas pela União. Cabe, ainda, ao Estado o papel de multiplicador do conhecimento, capacitando as equipes de Visa regionais e municipais. Portanto, cabe ao Estado: • Elaborar e implementar uma política estadual de Vigilância Sanitária. • Planejar, coordenar e supervisionar as ações de serviços no plano estadual. • Elaborar Normas Técnicas complementares, nas diferentes áreas, na ausência de Normas Federais. • Realizar fiscalização e Executar as ações delegadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). • Implantar, acompanhar e executar os programas da Anvisa. • Avaliar as ações realizadas no plano estadual. • Realizar, em casos emergenciais, ações de Vigilância Sanitária, considerando o Risco Epidemiológico. 3.2.3.2 Competências Municipais Cabe aos municípios a execução de todas as ações de fiscalização pelas Vigilâncias Sanitárias, em observâncias as leis federais, estaduais e municipais. Esse é o processo chamado de municipalização das ações de Visa. Assim, cabe aos Municípios: Implementar e executar ações de Vigilância Sanitária, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. • Legislar complementarmente o que não lhe for constitucionalmente vedado. • Dentro do processo de municipalização das ações de Visa uma das atividades desenvolvida por esse órgão que esta especialmente relacionada com as farmácias (Comércio Varejista) é o processo para a emissão da Licença ou Alvará Sanitário, expedida quando o estabelecimento apresenta condições adequadas as boas práticas. Outra atividade que se aplica é o acompanhamento dos controles de entorpecentes, psi- cotrópicos e outros de controle especial através do BSPO e SNGPC. Aplicam-se também ações de fiscalização. Ou seja, para fins de inspeções de rotina, denuncias ou para coleta de amostras para análises. “As ações fiscalizatória e repressivas são uma pequena parte do imenso trabalho a ser feito pelo poder público, pela sociedade civil e pelas pessoas em geral, no que tange às ações educativas e à formação de uma consciência sanitária em todos os rincões desse País”. (Itana Viana – setembro de 2009 – Nível de Competência das Ações de Vigilâncias Sanitárias). 3.2.3.3 Vigilâncias Estaduais e Municipais e Farmácia Magistral: ações e responsabilidades. 3.2.3.3 Vigilâncias Estaduais e Municipais e Farmácia Magistral: ações e responsabilidades. Coleta de amostra para análise fiscal (IAL e/ou outros) Recebimento de Notificação de Reações Adversas Elaboração / Publicação Normas Técnicas: Portarias, Resoluções e INs Concessão, Alteração, Renovação e publicação da Licença / Alvará Sanitário VIGILÂNCIA ESTADUAL / MUNICIPAL Fiscalização (Rotina / Denúncia) Fiscalização aplicação de penalidades Acesso ao SNGPC / Anvisa Recebimento de documentos: BSPO / RMNRA / RMNB2 e outros Legendas: BSPO – Balanço de Substâncias Psicoativas e Outras Sujeitas a Controle Especial BPMF – Boas Práticas de Manipulação em Farmácias IAL – Instituto Adolfo Lutz Para cumprir com todas essas atribuições, o SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária ) é composto pelos órgãos: • Anvisa – Nível federal • Visa (s) Estaduais • Visa (s) Municipais • Instituto Nacional de Controle de Qualidade de Saúde – INCQS • Laboratórios Centrais de Saúde Pública – LACENs 4. Considerações finais Após essas considerações, pode-se dizer que Vigilância Sanitária é um conjunto de ações no âmbito das práticas de saúde coletiva, assentadas em várias áreas do conhecimento técnico-científico e | 29 lEGAL - 2 em bases jurídicas que lhe conferem o poder de normatização, educação, avaliação e de intervenção, e que tem por objetivo controlar e garantir a qualidade dos processos tecnológicos utilizados na produção e reprodução das condições de vida, trabalho e saúde dos cidadãos. Devido ao processo de descentralização de ações da vigilância sanitária, as esferas municipais (Visa) se apresentam como órgãos sanitários mais próximos das farmácias. Portanto, o objetivo da descentralização da vigilância sanitária é garantir que as ações sejam realizadas em todos os municípios, propiciando efetividade ao princípio constitucional e cumprimento ao estabelecido na Lei Federal Nº. 8.080/90. Considerando essa realidade, o processo de descentralização da vigilância sanitária independentemente das suas peculiaridades permite o desenvolvimento de ações conjuntas entre as farmácias e as agências de vigilância dos âmbitos Estadual e Municipal. Mediante tais considerações é importante que dentro desse contexto sejam estabelecidas condições para desenvolvimento da saúde, por meio de práticas aplicadas ao setor magistral, bem como processos de fiscalização, inspeções, documentações, monitoramentos, orientações e informações realizadas pela vigilância sanitária local. CRF CRF Visa Local Visa Local CRF CRF Visa Local Visa Local Inspeção Inspeção Relatório de Relatório Inspeçãode Inspeçãode atualizado Relatório atualizado Relatório Inspeçãode Inspeção Inspeção Inspeção atualizado atualizado FARMÁCIA MAGITRAL FARMÁCIA MAGITRAL Alvará Alvará FARMÁCIA MAGITRAL /Licença FARMÁCIA MAGITRAL /Licença Sanitária Alvará Sanitária Alvará /Licença atualizados atualizados /Licença Sanitária Sanitária atualizados Comprovação Cadastramento atualizados Comprovação Cadastramento de Porte de Porte Comprovação Cadastramento Comprovação de Porte de Porte Anvisa/Gegar Anvisa/Gegar Anvisa/Gegar Anvisa/Gegar Concessão Concessão Inicial AE Inicial AE Concessão Concessão Inicial AE Inicial AE 3 3 3 3 Indeferimento Indeferimento Indeferimento Indeferimento Reconsideração Indeferimento Reconsideração Indeferimento Indeferimento Reconsideração Indeferimento Reconsideração Indeferimento Publicação DOU Reconsideração Publicação DOU Indeferimento Publicação DOU Publicação DOU VISA LOCAL: Vigilância Sanitária Local Publicação DOU CRF: Conselho Regional de Farmácia ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária AFE: Autorização de Funcionamento AE: Autorização Especial GRU: Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária DOU – Diário Oficial da União; RT – Responsável Técnico RL – Representante Legal 1, 2, 3,4: Indicação dos passos: 1 – AFE/AE inicial; 2 – Renovações de AFE/AE ; 3 – Alterações ou Cancelamento e 4 – Alterações de RT e RL. 30| Revista Técnica do Farmacêutico Cadastramento Site da Anvisa Site da da Anvisa Anvisa Site Site da Anvisa Site da Anvisa SiteOnline da Anvisa Anvisa Site da SiteOnline da Anvisa Online Online Alteração ou Alteração ou Cancelamento Uniap Cancelamento Alteração ou AFE /AE Uniap Alteração Anvisa AFE /AEou Cancelamento Uniap Cancelamento Anvisa AFE /AE Uniap AFE /AE Anvisa Anvisa Uniap Análise da Anvisa área da Análise técnica área da Análise da Anvisada técnica área Análise Anvisada técnica área da Anvisada técnica Análise Anvisada área técnica da Anvisa Despacho ou Despacho Aresto ou Despacho Aresto ou Despacho Aresto ou Deferimento Aresto Despacho Deferimento ou Deferimento Aresto Deferimento Deferimento Certidão de Certidão de Regularidade Regularidade / Termo de Certidão de / Termo de Certidão de Regularidade Regularidade Técnicade / Termo Técnicade / Termo Regularidade Regularidade Técnica Técnica Peticionamento Peticionamento Peticionamento Peticionamento Concessão 1 Concessão 1 Inicial AFE Inicial AFE Concessão Alteração de1 RT Concessão 1 e/ou RLde da Inicial AFE Alteração RT Recolhimento Taxa Inicial AFE AFE /AE e/ou RL da 4 Recolhimento Taxa Alteração de RT de Fiscalização AFE /AE e/ou RL da RT de Fiscalização 4 Recolhimento Taxa Alteração de (GRU) Recolhimento AFE /AE e/ou RL da (GRU) Taxa de Fiscalização 4 AFEde/AE Fiscalização 4 Alteração de(GRU) RT (GRU) e/ou RL da AFE /AE 4 Deferimento Deferimento Deferimento Deferimento Publicação DOU – AFE Publicação ou AE Inicial DOU – AFE Deferimento Publicação ou AE Inicial DOU – AFE Publicação ou AE–Inicial DOU AFE Período: Contado Período:da publicação da Contado da Período: Concessão Inicial publicação da Contado da Período: (180 a 60 Inicial dias Concessão publicação da Contado da anteriores) (180 a 60 dias ou AE Inicial Concessão Inicial publicação da Publicação Período: anteriores) (180 a 60 Inicial dias Concessão DOU – AFE Contado da anteriores) (180 a 60 ouPeticionamento AE Inicial 2 dias publicação da anteriores) Renovações de AFE e Peticionamento Concessão 2 Inicial AE de AFE e(180 a 60 dias Renovações Peticionamento 2 AE de AFE e anteriores) Renovações Peticionamento 2 Recolhimento AE de AFE e Renovações Taxa de Recolhimento UniapAE PeticionamentoFiscalização Taxa2 de(GRU) Recolhimento Uniap de AFE e Renovações Fiscalização Taxa de(GRU) Recolhimento UniapAE Fiscalização Taxa de(GRU) Uniap Análise da Fiscalização (GRU) Recolhimento área da Análise Taxa de técnica Uniap área da Fiscalização (GRU) Análise da Anvisada técnica área da Análise Anvisa técnica área da Anvisada técnica Publicação Análise Anvisada DOU área Publicação técnica DOUda Publicação Anvisa DOU Publicação DOU Publicação DOU Essas atividades têm como característica o desenvolvimento e aprimoramento de atos e ações normativas mais presentes, de acordo com as necessidades ou condições que o sistema apresenta. Assim, o processo de descentralização da vigilância sanitária permite desenvolver ações a fim de promover a proteção e defesa da saúde da população. O fluxograma tem como objetivo demonstrar e orientar o farmacêutico, quanto aos processos desenvolvidos em cada instância do órgão regulatório, levando à sua atenção o modus operandi para efetuar seus peticionamentos, renovações e quaisquer outros procedimentos regulatórios exigidos. Dessa forma, pode ser utilizado como orientador contínuo de programação do responsável técnico nos assuntos relacionados à agenda regulatória da farmácia. Referências 1. BRASIL. Lei nº 6.360, de 23 de Setembro de 1976. Dispõe sobre a Vigilância Sanitária a que ficam sujeitos os Medicamentos, as Drogas, os Insumos Farmacêuticos e Correlatos, Cosméticos, Saneantes e Outros Produtos, e dá outras Providências. 2. BRASIL. Lei nº 8080, de 19 de Setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. 3. BRASIL. Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e dá outras procidências. wps/s/r/bvoP. Acesso em 04/03/2013. 9. EDUARDO, Maria Bernadete de Paula e de MIRANDA, Isaura Cristina S. de Miranda (colaboradora). Saúde & Cidadania – Vigilância Sanitária. Instituto para o Desenvolvimento da Saúde - IDS. Núcleo de Assistência Médico- Hospitalar - NAMH/FSP e Banco Itaú. São Paulo, 1998. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/saude_cidadania_volume08.pdf. Acesso em 06/03/2013. 10. SUVISA – Subcoordenadora de Vigilância Sanitária – Instituição. Disponível em: http://www.suvisa.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/ sesap_suvisa/instituicao/gerados/sobre_a_visa.asp. Acesso em 14/03/2013. 11. VIANA, I. Atuação em três níveis de competência. Portaria Ministerial nº 1.565/94 e Lei Federal nº 9.782/99. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/ enaviss/280909/Compet%C3%AAncias%20de%20VISA_ ItanI_2809.ppt#262,7. Acesso em 15/03/2013. 4. BRASIL. Decreto n.º 3.029, de 16 de abril de 1999. Aprova o Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências. 5. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC Nº 17, de 28 de março de 2013 - Dispõe sobre os critérios para peticionamento de Autorização de Funcionamento (AFE) e de Autorização Especial (AE) de farmácias e drogarias. 6. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Institucional. Disponível em: http://www.anvisa.gov. br/institucional/anvisa/apresentacao.htm. Acesso em 04/03/2013. 7. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Parecer jurídico-internacional. Disponível em: http://s. anvisa.gov.br/wps/s/r/O4. Acesso em 04/03/2013. 8. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Descentralização. Disponível em: http://s.anvisa.gov.br/ Gostou deste artigo? Opiniões, dúvidas, sugestões ou críticas, escreva para [email protected]. | 31 NORMAS Submissão de artigo para publicação Escopo e Política A Revista Técnica do Farmacêutico é uma publicação bimestral da Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais - que objetiva a comunicação e ensino de farmacêuticos e outros profissionais da cadeia da saúde em assuntos/ temas relevantes, atuais e de grande interesse para suas práticas profissionais. Tal objetivo atende à ordem estatutária da Entidade em apoio ao segmento, como mais uma de suas ferramentas de apoio à contínua qualificação e melhoria da qualidade da área da Saúde no País. Possui circulação em todo o território nacional e no exterior e seu público-alvo envolve farmácias magistrais, universidades, instituições regulatórias/ sanitárias, entidades, empresas da cadeia farmacêutica e profissionais. Dentro dessa política, tem por premissa publicar artigos de revisão, artigos técnicos e notas técnicas redigidos em português, que podem ser elaborados por quaisquer profissionais com o escopo voltado para a área magistral. A Revista Técnica do Farmacêutico possui corpo editorial próprio, formado por acadêmicos de universidades que também participam de câmaras temáticas da Anfarmag, bem como profissionais farmacêuticos convidados, com relevantes conhecimentos e serviços prestados à causa magistral. Toda essa estrutura permite o fortalecimento de ações e a veiculação de saberes técnico-científicos na área da Saúde, por meio deste periódico, prestando importantes serviços ao segmento. Preparação dos artigos Apresentação: Os manuscritos devem ser apresentados em arquivo eletrônico, em formato Word e encaminhados exclusivamente para o e-mail: [email protected]. Os textos deverão ser apresentados em lauda padrão A4, espaço de 1,5 entre linhas e parágrafos, com margem superior e esquerda de 3 cm e inferior e direita de 2 cm, parágrafo justificado e não hifenizado, digitados em fonte Times New Roman – tamanho 12. Os artigos de revisão devem ter entre 9 e 15 páginas, os artigos técnicos entre 4 e 8 páginas e as notas técnicas no máximo 3 páginas. Estrutura Cabeçalho: constituído por: Título do trabalho, que deve ser breve e indicativo da exata finalidade do trabalho; Autor(es) por extenso e apenas o sobrenome em letra maiúscula, indicando a(s) instituição(ões) a(s) qual(is) pertence(m) mediante núme- 32| Revista Técnica do Farmacêutico ros. O responsável pela publicação deve ser expressamente indicado entre os colaboradores. O autor para correspondência deve ser identificado com asterisco, fornecendo o endereço completo, incluindo o eletrônico. Resumo (em português): deve apresentar a condensação do conteúdo, expondo objetivos, metodologia, resultados e conclusões, não excedendo 250 palavras. Deve vir acompanhado do Abstract e Keywords. Unitermos: devem representar o conteúdo do artigo, evitando-se os de natureza genérica. Observar o limite máximo de 6 (seis) unitermos. Introdução: deve estabelecer com clareza o objetivo do trabalho e sua relação com outros trabalhos no mesmo campo. Extensas revisões de literatura devem ser substituídas por referências aos trabalhos bibliográficos mais recentes, nos quais tais revisões tenham sido apresentadas. Materiais e Métodos: a descrição dos materiais e métodos usados devem ser breve, porém suficientemente clara para possibilitar a perfeita compreensão e repetição do trabalho. Processos e Técnicas já publicados, a menos que tenham sido extensamente modificados, devem ser apenas referidos por citação. Estudos em humanos e em animais devem fazer referência à aprovação do Comitê de Ética correspondente. Resultados e Discussão: devem ser apresentados de forma concisa e em ordem lógica. Tabelas ou figuras, quando possível, devem substituir o texto, na apresentação dos dados. Sempre que pertinente, fornecer as faixas, desvios padrão e indique as significâncias das diferenças entre os valores numéricos obtidos. A discussão deve se restringir ao significado dos dados obtidos e resultados alcançados, procurando, sempre que possível, relacionar sua significância com trabalhos anteriores da área. Especulações que não encontram justificativa para os dados obtidos devem ser evitadas. É facultativa a apresentação desses itens em separado. Conclusões: quando pertinentes, devem ser fundamentadas no texto. Agradecimentos: devem constar de parágrafo a parte, antecedendo as referências bibliográficas, e ser compatíveis com as exigências de cortesia e divulgação. Se houve suporte financeiro, deve ser incluído nesse item. Referências bibliográficas: devem ser citadas apenas as essenciais ao conteúdo do artigo e organizadas em ordem alfabética pelo sobrenome do primeiro autor, de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT NBR-6023. A exatidão das referências bibliográficas é de responsabilidade dos autores. A seguir, são transcritos alguns exemplos: 1. Livros Com até três autores: ADES, L.; KERBAUY, R. R. Obesidade: realidade e indignações. Psicologia USP, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 197-216, 2002. FARMACOPÉIA brasileira. 4. ed., São Paulo: Atheneu, 1988, XXp. Com mais de três autores: Na citação referenciar como et al. e nas referências colocar todos os nomes. Autores corporativos: 1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº. 44, de 17 de agosto de 2009. Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 de agosto de 2009, Seção 1, páginas 78 a 81. Disponível em: <http://e-legis.bvs.br/leisref/public/show Act.php?id=16614>. Acesso em: 11 nov. 2007. 2. Capítulos de livros: FIESE, E.F.; HAGEN, T.A. Pré-formulação. In: LACHMAN, L.; LIEBERMAN, H.A.; KANIG, J.K. Teoria e prática na indústria farmacêutica. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001. p.295-340. 3. Teses e dissertações: 3.1 Trabalho de Conclusão de Curso BARREIRO, Antônio Carlos Sotto; CARESATTO, Claudia Tereza; PEREIRA, Selma Gomes. As Representações Sociais de usuários sobre o atendimento em um Serviço de acompanhamento farmacoterapêutico estruturado em universidade da Baixada Santista [monografia]. São Paulo: Curso de Pós-graduação em Atenção Farmacêutica, Instituto Racine, 2010. 3.2 Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado CLAUMAN, R. C. N. O farmacêutico e a atenção farmacêutica no novo contexto de saúde. 2003. 98 p. Dissertação (Mestrado) – Curso de Pós-graduação em Engenharia da Produção como requisito parcial para a obtenção do Título de Mestre em Engenharia da Produção-Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC, Florianópolis, 2003. BRAGA, G. K. Identificação dos riscos sanitários na manipulação de medicamentos alopáticos não estéreis em farmácia comunitária e o papel das boas práticas de manipulação no controle desses riscos. 2009. 126f. Tese (Doutorado em Medicamentos e Cosméticos) - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. 4. Artigos de periódicos: STORPIRTIS, S. Biofarmácia e farmacocinética: ensino e pesquisa. Infarma, Brasília, v. 2, n. 4, p. 19-20, 1993. 5. Eventos científicos: CONGRESSO BRASILEIRO DE MANIPULAÇÕES FARMACÊUTICAS, 2., 1998, Goiânia. Manual do participante e resumo dos trabalhos. Goiânia: Conselho Federal de Farmácia, 1998. 54 p. 6. Normas: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9000: normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade: diretrizes para seleção e uso. Rio de Janeiro, 1990. Citação bibliográfica: As citações bibliográficas devem ser apresentadas no texto pelo(s) sobrenome(s) do(s) autor(es), em letras maiúsculas, seguidas do ano de publicação. No caso de haver mais de três autores, citar o primeiro e acrescentar a expressão et al., todavia nas referências deverão ser incluídos todos os autores. Abreviaturas e siglas: podem ser utilizadas, desde que descritas integralmente na primeira vez em que aparecem no texto. Por exemplo: Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa. Ilustrações: As ilustrações (gráficos, tabelas, estruturas químicas, equações, mapas, figuras, fotografias, dentre outros) devem ser apresentadas em preto e branco, indicando o local de inserção no texto. Mapas e fotografias devem ser digitalizados em extensão jpg. As tabelas devem ser numeradas consecutivamente em algarismos romanos e as figuras em algarismos arábicos, seguidos do título. As palavras TABELA e FIGURA devem aparecer em maiúsculas apenas no título ou na legenda, respectivamente. Legendas e títulos devem acompanhá-las nos arquivos separados, assim como no texto. Nomenclatura: Pesos, medidas, nomes de plantas, animais e substâncias químicas devem estar de acordo com as regras internacionais de nomenclatura. A grafia dos nomes de fármacos deve seguir as Denominações Comuns Brasileiras (DCB) em vigor, podendo ser mencionados uma vez (entre parênteses, com inicial maiúscula) os registrados. Nova Ortografia: Apesar de a nova regra ortográfica estar em vigor desde janeiro de 2009, as duas normas anterior e atual, poderão vigorar até dezembro de 2012. Publicação A publicação de artigos na Revista Técnica do Farmacêutico está condicionada à aprovação do Conselho Editorial. Para o recebimento da edição da revista em que constar a publicação do artigo, os autores responsáveis deverão fornecer seus endereços. Comissão de Publicações Técnicas Anfarmag. | 33 endereços das regionais e sucursais da anfarmag REGIONAIS REGIONAL RIO DE JANEIRO REGIONAL BAHIA/SERGIPE REGIONAL MATO GROSSO Presidente: Edza Martins Brasil Endereço: Av. Tancredo Neves, 1632, Ed. Salvador Trade Center, Loja 25, Caminho das Árvores Salvador – BA – CEP: 41820-020 Telefone: (71) 3113-4011 E-mail: [email protected] Presidente: Ivete Souza Peaguda Endereço: Av. Ipiranga, 70 Cuiabá – MT – CEP: 78020-550 Telefone: (65) 3027-6321 E-mail: [email protected] Presidente: Maria Cristina Ferreira Silva Endereço: Rua Conde de Bonfim, 211 - Sala 401 – Tijuca - Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20520-050 Telefone: (021) 2569-3897 / Fax (21) 3592-1765 E-mail: [email protected] REGIONAL DISTRITO FEDERAL REGIONAL MATO GROSSO DO SUL Presidente: Eduardo Aranovich de Abreu Endereço: Av. Mauá, 2011 - Sala 607 – Centro Porto Alegre – RS – CEP: 90030-080 Telefone: (51) 3225-9709 E-mail: [email protected] Presidente: Cleide Regina da Silva Endereço: SIG - Quadra 04 - Lote 25 - Sala 110 – 1º andar - Empresarial Barão de Mauá Brasília – DF – CEP: 70.610-440 Telefone/Fax: (61) 3326-1251 E-mail: [email protected] Presidente: Maria Beatriz Ferenz Endereço: Av. Rodolfo José Pinho, 66 - Jardim São Bento Campo Grande – MS - CEP: 79004-690 Telefone: (67) 3026-4655 E-mail: [email protected] REGIONAL GOIÁS/TOCANTINS Presidente: Gilmar Silva Dias Endereço: Rua 7-A, nº 189, Edifício Marilena Sala 201 - Setor Aeroporto Goiânia – GO - CEP: 74075-230 Telefone: (62) 3225-5582 E-mail: [email protected] REGIONAL SANTA CATARINA Presidente: Rodrigo Michels Rocha Endereço: Rua Lédio João Martins, 435 – Sala 409 - Kobrasol - São José – SC – CEP: 88102-000 Telefone: (48) 3247-3631 E-mail: [email protected] REGIONAL MINAS GERAIS REGIONAL ESPÍRITO SANTO Presidente: Denise de Almeida M. Oliveira Endereço: - Av. Nossa Senhora da Penha, 1495 - Sala 608 - Torre BT - Edifício Corporate Center - Santa Lúcia Vitória - ES – CEP: 29056-245 Telefone: (27) 3235-7401 E-mail: [email protected] REGIONAL RIO GRANDE DO SUL Presidente: Astrid Chucre Dias Guimarães Endereço: Av. do Contorno, 2646 Sala 1104 – Floresta Belo Horizonte - MG - CEP: 30110-080 Telefone: (31) 2555-6875 / 2555-2955 E-mail: [email protected] REGIONAL PARANÁ Presidente: Dagmar Terezinha Kessler Endereço: Rua Silveira Peixoto, 1040, 9° andar, Sala 901 - Curitiba – PR – CEP: 80240-120 Telefone: (41) 3343-0893 - Fax: (41) 3343-7659 E-mail: [email protected] Sucursais SUCURSAL ACRE/RONDÔNIA SUCURSAL PARÁ SUCURSAL SOROCABA Diretora: Êrika Fernandes Rosas C. da Silva Telefone: (68) 3901-6314 E-mail: [email protected] Diretor: Marcelo Brasil do Couto Telefone: (91) 3244-2625 E-mail: [email protected] Diretor: José Vanilton de Almeida Telefone: (15) 3321-5533 E-mail: [email protected] SUCURSAL ALAGOAS SUCURSAL PARAÍBA SUCURSAL UBERLÂNDIA Diretora: Tânia Bernadete P. Gomes Telefone: (82) 3335-2806 E-mail: [email protected] Diretora: Célia Buzzo Telefone: (83) 3218-2600 E-mail: [email protected] Diretor: Hélio Batista Júnior Telefone: (31) 2555-6875 / 2555-2955 E-mail: [email protected] SUCURSAL CEARÁ SUCURSAL PERNAMBUCO SUCURSAL VALE DO PARAÍBA Diretor: Francisco Carlos L. Andrade Telefone: (85) 9981-3789 E-mail: [email protected] Diretor: Leandro Medeiros Telefone: (81) 3427-4084 E-mail: [email protected] Diretora: Ana Helena Cunha Telefone: (12) 3942-9736 E-mail: [email protected] SUCURSAL JUIZ DE FORA SUCURSAL RIBEIRÃO PRETO SUCURSAL VARGINHA Diretor: Rômulo Augusto Modesto Telefone: (31) 2555-6875 / 2555-2955 E-mail: [email protected] Diretora: Rita de Paula Ignácio Telefone: (16) 3625-8019 E-mail: [email protected] Diretor: Leonardo José da Silva Telefone: (31) 2555-6875 / 2555-2955 E-mail: [email protected] SUCURSAL MARÍLIA/PRESIDENTE PRUDENTE Diretora: Odete Aparecida de Andrade Telefone: (18) 8118-9874 E-mail: [email protected] SUCURSAL RIO PRETO Diretora: Creusa Manzalli Toledo Telefone: (17) 3216-9500 E-mail: [email protected] carta do leitor Envie a sua mensagem para [email protected] ou telefone para 11- 2199-3499