UNIVERSIDADE TUllJTI DO PARANA
Patricia Renata
Johllnsson
A MUSICA PARA 0 DESENVOLVIMENTO HUMANO DA PESSOA
COM NECESSIDADES EDUCA TIVAS ESPECIAIS, NA AREA
MENTAL
Cul'itibn
2005
UNIVERSlDADE TUIUTI DO PARANA
Pat ricin Rennta Johansson
A MI]SICA PARA 0 DESENVOLVJMENTO HUJ\,L>\NODA PESSOA
COM NECESS[])ADES EDUCATIVAS ESPEClAIS, NA AREA
MENTAL
Monogr,db.
l\presenlltdtt
1\0 Cuoo de Poollgos,i1 d1
Faculdl!.dl! dc, Cii!neiu
HUIIlMas. L{'tllU e. Ar1~"
d!!
Uni\'~nidl\d('
Tututi do P!trnn.i, CQm() n.·qui'sito p(ut:ira1
p!lnt obtelll."~() do !;nlU de lic.encilllum ('Ill Ped!l£:OW3.
Orit'lltl!.dorPro~. CilrlOl
A]"t$
Roehi.'\:
\
r;-.r ".- ~
Curitibtl
2005
.-::1
Oi!.I~lBAH:"lJII
§----'
J£
Universidade Tuiuti do Parana
~
FACULDADE DE CI£NCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
Curso de Pedagogla
TERMO DE APROVA<;:AO
NOME DO ALUNO: PATRfclA RENATAJOHANSSON
Musica para 0 desenvolvimento humano
necessidades educativas especiais na area mental
TfTULO:
da pessoa
com
TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO APROVADO COMO REQUISITO PARCIAL
PARA A OBTEN<;:AO DO GRAU DE LlCENCIADO EM PEDAGOGlA, DO CURSO DE
PEDAGOGlA, DA FACULDADE DE CI£NCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES, DA
UNIVERSIDADETUIUTI DO PARANA.
MEMBROS DA COMISSAO AVALIADORA:
PROF(a). C~s
ROCHA
ORIENTADOR(A)
PROF(a). MA~~NDE
MEMBROD~
PROF(a) DI~1;T4C..
~
VIDAL
MEMBRO DA BANCA
DATA: 06/12/2005
CURITIBA - PARANA
2005
SUMARlO
RESUl\lO
1
:2
1. INTRODUc;AO
2. A EDUCA(:AO NO BRASil_
.
5
3. EDlICA(:AO ESPECIAL
10
3.1 TERl\UNOLOGIA
11
3.2 CARACTERlZANDO
A DEFICIENCIA MENTAL
3.3 ESCOLA ESPECIAL
4. A MllSTCA NA EDtlCA(:AO ..
16
.
18
5. MEDOLOGIA E I'ROCEDIMENTO
.2_
6. 0 CONTEXTO DA ESCOLA ESPECIAL PESQlJlSADORA
6.1 RELA TOS DO ESTlIDO .....
13
..
26
31
CONSIDERA(:OES FINAlS
50
REFERENCJAS
54
RESUMO
Consideralldo
que n I1lll~ica est:! pre!ente
em toda ;'\ vida do ser humano,
eslC estudo
teye por objetivo
geT:l] verificar
em qll3.is Sitl.l3YOCS a Illi'isica
benefi!;ia
0 des(;"lIvolviment
em pessoas
com
necessidades
educntivas
especiai5,
nil area mental
e C,QlllO objetiYos
especificos:
fc-conhecer
mllsicas
ndequauas
:\ aqllisi~ao
do desenvolvjll1ento~
selecionar
as 1ll11Sic3S que :se,nlo
IItiliz!1das
no deseuv
IvimC'.llto bem como
avaliar
ntfiwcs de estudos
de
casos.
Para
desenvolver
0
tTabalho
optou-sc
por
UllHI. combinay:10
de.
pesquisa
qualitativn
atrnves
da l~oleta de clados e observayao
renlizou
0
eSfudo
de caso.
A pesquisn
bibliogrnfica
permitiu
a realizal(ilo
de unHt
rt'vis50
de literaiurn
sabre
as tema3
centrais
dOl pesquisa,
eductlc;:1o
no
Br:1sil, Educac;ao
Especial,
a miisicll 11:1educa~fio.
No estudo
de casa foram
uliliznd(ls.
as pr;ltiC.:l~ de uma escoln
espe.(',ial em que oU5ervou,
filmoll
e
registroll.
Reyeloll-se
que atravts
da mils.ica,
a pess n com lleccssidndes
educ.ativas
especiais,
n01 arc., mental
favorece
0
de,senvo\\"imento
hl11113110
alem de adquirir
0 conhecimento.A
tnllsica
promovc
desenvoivimento
IHI
aprendizagel11.
llIas este, nao
\1m tmbalho
acabado.
pais como cada crianlj::l
tem 0 seu tempo.
a sell modo singular
de aprcnder.
e requer
a exisH1ncia.
e
Illuitn dedicll,.10.
e
Palavras-c.:haYC',:
5
necessidad
educac;lI:o_ mllsic,3, desellvoivimento,
educntiv,IS especiais.
area mental.
pessoas
1.INTRODU<;:AO
o
que
individuo esta em constante interac;i\o com as pessoas desde a concepc;J.o,
e fator fundamental
0
pam a seu desenvolvimento.
Um dos grandes objetivos do atendimento da pessoa com deficiencia mental
oportunizar 0 sell desenvolvimento
c
global. Elas tern potenciais a serem desenvolvidos
e 0 direito a teT suas necessidades atcndidas. Essas condic;ocs requerem atenc;ao para
viabilizar a todos as aiuJ10s 0 acesso a aprendizagem e ao conhecimento. Necessitando
de um atendimento
especializado.
a despeito de necessidades
difcrenciadas
que
possam apresentar.
Alunos portadores de deficiencia mental aprescntam velocidadc diferenciada
de aprendizagcm,
Portanto,
0
bern como manciros diferenciadas
de compreender
c0I1Ceit05.
processo de aprendiz'1gem deve ser respeitado no tocante it individualidade
de eada aiuno, de forma que cad a passo percorrido de a ele
0
significado de lima
conquista.
Vivemos no pais dos contrastes. das injusti~as, das violencias sociais. Tudo
que se carncteriza como anonnal, difercntc, assllsta, suselta preconceitos e rea~Oes por
vezes violcntas. Tambem gera indiferencra baseada na sliperioridade
dos individuos
frente ao que se entende como inferior e incapaz.
E
oeorrem.
atraves de acontecimentos
por vezes pequenos,
Resoilll;:oes podem acontecer
lentarncllte,
quase
que grandes
mudan~as
silenciosamente,
se
0
objetivo visado for nobre, forte. premente, nem sempre sao individuos caris maticos os
responsaveis pelas mudanyas vitais, mas os incansaveis, os que realmente acreditam
no valor das mudan~as.
Entretanto.
os alunos de necessidades
maioria dos casos. dificuldades
desenvolvimento
educativas
espcciais apresentam.
de aten<;:ilo, concentrac;iio. memoria.
na
Iinguagem,
motor e cognitivo, requisitos estes necessarios para a aprcndizagem.
A utilizaC;~o da musica
poder.i oportunizar
0 desenvolvimento
de habilidndes
cspecificas que fncilitaruo a aprcndiz.agem.
A ITIllsica pode promover 0 desenvolvimento
de alunos com necessidades
educativ3S especiais n3 aprendizagem. prolTIovendo condic;oes basicas para iacilitar os
processos de concentnu;ao. 1TI0tiva<;:ao,
memorizac;a.o, linguagcm e il1terac;ao~perceber
em quais
as situa~()es a mtlsica
necessidades
beneficiam
0 desenvolvimento
em crianC;3s
educativas especiais na area mental. Este foi 0 objetivo do presente
trabalho. que teve como especiticos os seguintes:
a aquisic;i'l.odo desenvolvimento;
a)
Reconhecer musicas adequadas
b)
Selecionar as lTIusicas que serdo utilizadas no desenvoivimento
crianyas com necessidades educativas especiais
c)
d)
o
IKI
de
Escola Especial.
Aplicar as mtlsicas selecionadas pam promover 0 desenvolvimcilto.
Avaliar os resultados atraves de estudo de caso.
cstudo ocorreu em umn escola especial. envolvendo seis alunos portadores
de necessidades educativns especiais com defici~ncia mental, bem como os pais. A
investigac;ao teve por objeto a musica no desenvolvimento humano.
as processos
metodol6gicos aplicndos
pesquisa qualitativa em que a pesquisadora
a presente
pesquisa utilizudos foram do
reduziu a distfmcia entre a teoria e os
dados .. entre 0 contexto e ac;.ao,usando a l6gica da analise fenomeno16gica, isto
e, da
compreens50 dos fenomenos pela sua descriyao c interpret:l9ao. E :ltroves da coleta de
4
dados e observayao realizoLi 0 estudo de casc. constituindo elementos importantes l1a
finalise
e compreensao
dos fenomenos
as procedimentos
estudados.
realizados foram: obscrvnc;oes,
rclatorios, fotos, tilmagens,
gravac;oes de voz, alem de depoimentos dos pais. As observuc;oes.
fotos, filmagens e
relat6rios foram realizados em conjunto no momento que estava sendo realizada a
atividade. As entrevistas com as pais foram atraves
de cantato
direto.
Nn primeira parte npresenta-se Limaabordagem hist6rica da Educac;ao no Brasil.
as tranSf0n11acrOes
questao
educacional,
do sistema
das tradic;oes
proposta
da educaya.o.
das mudanc;as
socioculturais.
a nova
pedag6gicas e a evoluyao
Cita-se a
No segundo parte, retruta a Educa<;iio Especial: 0 conceito de pesso.s
necessidades
educntivas
especiais,
com
a Lei de Diretrizes e Bases para a EduC8yUO
Nacional, a terminoiogia utilizada atualmcnte, a caracterizay~o da deficiencia mental e
a escola especial.
Na
terceira parte, abards
a mllsica
na
educacyi'io refofCY3ndo como
lim
metoda a
sua utilizm;:iio. A musica esta presente em nossas vidas de diferentes fannas, tendo
infinitas fannas de selltir, perceber e tendo poderes de serenar ou assanhar, contentar
ou amnrgumr , fazcr recomendar
o
quarto
metodol6gico
momento
Oll
fazer deslembmr
descrevem-se
e procedimentos
adotados
os relatas
na pcsquisa
da pratica,
bem como
com referencial
os estudos
de caso,
caracterizando antes a escola pesquisada.
Para finalizar. as considersyoes
finais apresentam
algumas propostas pam a
utilizcl<;uOda mllsica bem como as reren~ncias utilizadas para embasar a pesquisa.
As referencias finalizam
0
presente trabalho.
2.
A EDUCA<;:.ii.O NO BRASIL
As transfonnav5es ocorridas na sociedade tomaram evidente a necessidade de
n:novn~ao
113
educ.oc;:;1o.A sociedade exige um sistema
educacional
que alenda it
demanda, em urn espac;:oaberto para rever alguns paradigmas cnraizados no tempo, que
1130condizem com a necessidade da sociedade atlla!,
sistema. Faz-se necessaria
ha certo
tempo
instalados no
urn novo pensar nos pressLipostos que H~m definido os
curriculos e as metodoiogias atuantes no trabalho pedag6gico.
AS desafios impostos pelas novas tecnologias de informayao e comunicuc;:ao
estao
requcrendo uma adaptnc;:iiomais acentuada entre a realidade escolar e a realidade social.
Entretanto, para que este processo de renovac;:aoocorm,
e necessaria
do ser humano, a igualdade de direitos a solidariedade e
J
0
respeito.
preservar a dignidade
E preciso
fonnar um
cidadao responSi1vel e conscicnte de seu estado nessn sociedade. Alem disso torna~se
necessario desenvolver um uma fonna~ao com a visilo de que a educa<y~oprecisa ser um
processo continuo de desenvolvimellto de habilidades e compeh:'ncias, para lidar com
0
mercado de trubalho dinamico do seculo XXI, sem deixar de considerar a qualidade de
vida humans. A afinna~uo de Handy salienta as mudun<y8s da sociedade 3t1l81 e a
necessidade de renova<yi1odo Sistema Educacional:
As muduJly."UvertiginoSo.1Sque ocorrem no mundo obrig;tm a reconsidernr 0
papel dn. e1Coln e da educacao. A il1lemacionaliz..1cJo dos Illodelos cllitumis,
a ilI11danya5 de v.,lores e referencias pm-a a jllventude, ns transfonn3<tOes do
mcrtado de trnb;dho, entre oulros fatores obriga a repcllsar 0 modelo
educacional pelo qual trnbalh;unos. Os des."lfios educacionais tLOllldimensOes
incalculrtveis. A propria instmo;;:lo e·seolar precisa Illudar profundrunente soc
nao qui~r des..1p:lrecer 3JTastada reins ondilS das cx.igencins
..
individu3.is d3qllclcs que devcm ser educndos. (1988 p. 16).
6
65ta transfonna.;ao
hist6ria. Ate
0
do sistema educacional
final de 1996
0
evidencia-se
ao lango de sua
ensino fundamental era estruturndo pela Lei Federal nO
5692, de I I de agosto de 1971. Nesta lei destacava a obrigatoriedade
fundamental
que 6 compreendida
Ensino Medio, com
0
nas oito series iniciais e nao-obrigatoriedade
objetivo de desenvolver as potencialidades
elemento de auto-realizar;ao preparar para
Os curriculos possuiam enUio
0
do Ensino
0
lrnbnlho e para
0
do
dos alunos como
exercicio da cidadania.
mkleo comum obrigatorio e uma parle diversificada
com a finalidade de compietar as peculiaridades loeais e as diferenc;as individuais dos
alunos.
Em
1990, 0 Brasil
participoLi
da Conferencia
Mundial
da Edllca<;:~o.
Posteriormente a esta conferencia, e levando-se em conta a situ8yao da educac;.50 no
Brasil, roi estabelecido lim Plano Decen.1 de Educal'iio (1993-2003), com a finalidade
de recuperar
0
Ensino Fundamental
continuo. Com este pensar surge
0
promovendo
a qualidade
e
0
aprimoramento
lema <~Educac;.;1o
para Todos'" Infelizmente
0
plano
nfio vingoll.
Com base na nova proposta da cducac;ao, em 20 de dezembro de 1996 entra
em vigor a Lei n.
0
9394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Edllcal'ilo. Em 19970 MEC-
lanya os Parametros Curriculares Nacionais (PCN'S), uma proposta educacional que
visa 6.qualidade do ensino a ser oferecida aos estudsntes.
Ao observarmos
a estmtura dos Parametros Curriculares
Nacionais
para
0
Ensino Fundamental (1997), percebe-se que este concebe a educayao escolar como
uma pratica que possibilitu a criac;.aode condic;.oes para que os ~1illnosse desenvolvam.
Nos PCNS esta explicita a afirmay~o de que as Pf'".1tiC8S
educativas devem
condizer com 0 mundo atual, como apresenta
0
seguintc objetivo:
7
(...) propor uma pr{ltic.1 educali,,:\ :ldequada tis nccessidades
sociais,
politic3S, economical c cultumis do. re~lid1lde bl1l.silcim, que conlidere as
interesses e as moti\,~1(;:OesdOl ailln05 e gamnln n nprendiza.gens es.senciais
pam a fonm.¥w de cidadaos aulonomos, criticos e ptUlicip:ltivos, cnpazes de
aluar com compett-Ilcia. disnidacic e respoflS<l.bilidndc 1m socjed~de em que
vivem. (peNS, 1997, p.33).
as Paramelros Curriculares
indicam
0
que se pretende fazer a respeito da
educa,ao, porem estas mudan,as estao ocorrendo lentamente. Alinal, por muito tempo
a pedagogia focoLl 0 processo de ensino no profussor e·, nas escolas, estao os docentes
que
foram, e ::linda sao, [onllados por instituic:;i5esonde os mesmos advem de escolas
cujas praticas pedag6gicas emm tradiciollais e conservadoros. Os proprios Par.1metros
Curriculares
faum cita~;1o a esta questfio quando
dispocm
sobre as tradi~oes
pedag6gicas brasileiras, quando diz:
T:ti~ pmtic.'U se conslitllcm dns conce~6es educ..,tiva~ e merodol6gic:'ls de
clIsino que pcmlcamm n fonna,"ilo educ3ciolliil e 0 percurso profission:d das
professora!,
3i inc1uid~'i5 suns proprias experiencins
cscolnres,
SliM
expcricncias de vida e idcologia comp:trtilli:tda com seu grupo soci::d e :is
tcndencins pedn.g6gicas que U1C s;io contempomneas. (PCNS. 1997. p.39).
Para que a educac;uo atenda as necessidadcs
conceito de aprendizagem
ensino, pois
e 0 aluno
atuais,
e
preciso rcavaliar
e de ~nsino. lima vez que scm a aprendizagem
0
nao ho.
que modi fica. enriquece e, assim, constr6i seu conhecimento. 0
professor. os colcgas de c1asse. os materia is didaticos e os rccursos tccno16gicos e toda
a sociedade em que ele est3 inserido, por sua ve·z contribuem para que isso acontec;a.
Existe duas cita~oes nos peNS que se compietam e retratam essa nova postura. Sao as
seguintes
e
(...) Nao n aprendizng.em que deve se ~juslar 30 ensino. mas sim 0 e-nsino
que deve pot~ncializnr a aprendiz..1gem. (PCNS, 1997, p.SS) (. ..) A fon1139-'0
nao pode s.er traillda como aclllllulo de cursos c tecnicas. mas sim como um
processo reflcxivo e enrico sobre a pnitica educativa. (peNS, 1997, p 3031).
Estamos deixando para tras uma escola que tinha como principal objctivo
preparar
intelectual e moralmente
fragmenlando
0
as alunos, com pratica pedag6gica
saber, privilegiando
a reproduyao
autoritaria,
do conhecimento
de saberes
acumulados. A cscola tradicional nem sempre leva em considerayao as diferenyas dos
alunos,
ignorando
os estilos
individuais
de aprendizagem,
exigindo
apenas
a
memorizayao e nao a capacidade cognitiva para a interpretayao, julgamcnto e decisao.
Porem, ainda trabalhamos, em grande maioria, sob urn sistema educacional
que e
espelho do sistema industrial de massa: os alunos passam de uma serie a outra, numa
seqUencia de materias padronizadas;
0
uma seqOencia de datas (cronograma);
massa e
0
conteudo e despejado aos alunos obedecendo a
0
professor segue curriculos elaborados para a
conteudo tern um tempo previsto para ser ministrado e aprendido.
Atuahnente, os aspectos mais evidenciados
regulamentayoes,
0
desrespeito
it individualidade.
e criticados na educa.yao sao as
os tradicionais
sistemas
de
disciplina e de dominio do corpo, como habitos de senlar, agrupar-se, de fonnar filas,
al6m dos de dar notas, sendo isso
0
papel autoritario do professor. Ainda hoje se
constata que um grande numero de cscolas nao atende de modo eficiente nem a tcoria
e nem a pratica, descuidando
do preparo dos jovens para a nova sociedade,
tao
dim'imica, tao mutavel e cheia de desafios. Cad a vez parece aumentar a barreira que
separa as expectativas socioculturais do papel da escola, expresso em sells objetivos,
conteudos e metodos de ensino.
Na
verdade,
a escola
nao
acompanhou
a velocidade
das
mudanyas
socioculturais pr6prias da era da Tecnologia das comunica.yoes instantaneas, as quais
anunciam a sociedade do conhecimento.
9
Hoje, a sociedade faz exigencias
de lima educm;ao
voHada para as valores
hUITIanos. para a fonna9ao do cidadao, numa yisuo criativa e critic3. Para 0 jovem que
vive em urn mundo cercado de informa((cJes,
dinamico
e cheia de vida, naG
e
faeil
assistir aulas ministradas por professores que repetcm semprc as mesmas contelldos,
com
0
meSI110
quadro negro e
enquanto que 18 fora,
Para
tarnar
0
0
mesmo giz. Na escala tudo aparenta
mundo passa por um furacao de mudan<;3s.
mais compreensivel
a abordagem
do tema em questao,
impoI1ante a defini<;ao de alguns tcnnos fundamentais, apresentados
edllca9ao especia\.
proibido,
e
para designar a
10
2. EDUCA(,:AO ESPECIAL
A Constitui9iio do Brasil (1988) utiliza, no artigo 208, a expressiio "pessoas
portadoras de deficiencia, incluindo. neste universo, pessoas com deficiencia mental,
visual, 3uditiva. fisico, motara, deficiencias ITItlltiplas, autismo, distllrbio severos de
comp0rlamento.
disllirbios de aprendizagem
e superdotayi'io"
Con forme dados da
Organiza9ao Mundial da SOLlde(OMS), accita-se mundialmente
0
estimativa de que
cerea de 10% da populuc;ao apresentam algumas dessas deticicncias.
0 processo de
incorporayao dessa clientela na escola regular denominava-se ;rllegra9i1o.
Em 1990 surge
0
movimento em prol da sociedade inclusiva iniciado pelns
Naltoes Unidas. mediante a resoIUl;:a.o desse organismo em defesa de uma sociedade
para lodos, que serve de norma universal na qual fundamenta
a implantac;tl.o da
inclusao.
o
apresentado
educativas
conccito de pessoas com Ilecessidades educativas especiais (PNEE). forn
na Dec\arac;ao de Salamanca,
especiais refcrindo-se
relaciona
"a expressi10 necessidades
a todas as crianc;as e jovens cujas necessidades
decarrem de sua capacidade au de suas dificuldades de aprendizagem"
(1994 p.18). Eo
a pessoa que possui quaisquer carncteristicas fisicas, sensoriais ou mentais cupazes de
dificultar sua intervenc;ao
110
meio fisico e socin\.
A atual Lei de Diretrizcs e Bases para a Educa9ao Nacional, Lei nO9394, de
20.12.1996, trata, espccificamente, no capitulo V, da Educac;uo Especial. Define-a por
modalidade de educac;ao escolar, oferecida principalmente
na rcdc regular de ensino,
para pessoas com necessidades educacionais especiais. Assim, cia acompnnha todos os
niveis de ensino, desde a educac;ao infantil no ensino superior. Esta modalidade da
11
edUC3 'ao
e considerndn
como
de apoio que estejam
ait.emutivHS de utendimento.
para a integra~~o
no contexto
a
um conjunto
d recursos
educacionais.
disposi<;~o de todos os altlnos.
Rl!conhece a cduca<;ao
de e.strntegias
e
oferec.endo diferente-s
como 11111
instrumcnto fundamental
n participar;ilo de Cjualquer pesson, portadorn de defici&ncia
all
nao.
em que vive.
Especial encontm-sc contextualizada
A Educflc;a
l1a
estruturn da educa<;ilo
bmsileira e est a garnntida peJn nova Lei de Dirdrizes e Base.s da Educal(~o Nacional
(Lei
9393/96 LDB . provS em seu artigo 58 que:
Os sistetno.~ dc, ctl!ino as.se~umrll: l'lOS \!ducl'lndos com lle.:e.~id1\des
eSJ.-'lCcinis:
1 - curriculo~ lIletodo~ trenic-;u, recurros educutivm e org.nnizJrrio
especifiC'n p:uTt nlt'nder its SUM n~'CC$sidades;
II - profcuorc.s com e.sp<.':Cinliu'Ydo:\dcquadu em nkel superior pl\m
:ttC'ndimento espec-i'llizudo.
As
iIll
a Educac;lio Especial compreende 1II11c njunto de recursos .• servi\os
cducacionuis l~speciais, organizados a apoinr. suplcmentar e gllmntir a educa<;ao formal
das pessoas
portadoras de detlcit;ncia mental, buscando cOJldi~oes de vida igllalitarias.
3.1 TERMINOLOGIA
A terminologia
utilizada para de:sigmtr
a peSSOH portae! m de necessidades
educmivas especinis vem sofrendo IllUdaIlYCls. A primeira terminologia
excepcional.
dep
is de
algutn
tempo,
pes on deficicnte.
pessoa
deficiellcia, pessoa portadom de ncccssidades especi is. Atualmente se
utilizada roi
portadora
de
pessoa
COm
Lisa
necessidade educativ8 especial.
A exprcssc70
necessidt'Jdes especiais,
de acordo com as peN'S. pade ser
utilizada pam referir-se n cri nc;as c jovens cujas nece:ssidades decorrem
elevada capucidadc Oll de suss dificuldndcs pam aprellder.
de sua
Estit associ ada. portanto,
n
12
dificuldade de aprendizagem,
n~o necessariamente
decom!Jlcia
de condi<;:Oes individuais,
Adapta<;Oes
Clirriclilares,
vll1culada
a
deficiencia(s),
como
economicas au socioculturais dos alunos (peN -
p.23):
- com condic;oes
fisicas.
intelectuais,
sociais,
emocionais,
e sensoria is
diferenciadas;
- com deficiencia bern dotada~
- de popu\sc;:il.odistantes au nomades.
- de minorins
- de
a
contexto
IingUisticas, etnicas ou culturais~
grupos desfavorecidos au marginalizados.
terma surge para evitar as efeitos negativos de expressOes utilizadas no
educacional
-
deficientes.
excepcionais,
infradotados. incapacitados, etc. - para se referir
80S
subnormais,
sLiperdotados,
aiuI10s com altos habilidades /
superdOUl<;:ao,aDs portadores de deficiencias cognitivDs, fisicas, psiquicas e sensoria is.
Tern
0
prop6sito de deslocar
rcspostas cducacionais
0
foco dos alunos e direciona-Io
para as
que eles requcrem. evitando enfatizar as seus atributos
condic;oes pessoais que podcm illterferir na sua aprendiwgem
e cscolarizac;ao.
E
Oll
uma
fonna de reconhecer muitos alunas. sejam au nao com deficiencia ou de superdotnc;ao,
que apresentam
nccessidades
oxigem
especificas
respostas
educacionais
adequadas
(PCN,
e que passam a ser especiais quando
p.24).
13
2.2
CARACTERIZANDO A DEFICIENCIA MENTAL
Para definir
conceilos
futuro
deficiencia mental
a
de deficiencia
fomecem
faz-se
mental que pennearam
urn jogo
de lentes;
0
nosso
necessaria
a hist6ria
urn apanhado
da humanidade:
conhecimento
cada vez maior
human os fomece lim Olltro" (GARDNER, p.67). Entretanto,
hist6rico
atcr-se-a.
a
busca
do conceito
correta,
sabre
as
e
"Passado
dos seres
enfoque deste relato
0
e consequentemente,
da idcntific3c;ao
da pessoa com NEE (DM).
Pode-se
dizer
que a deficiencia
mental
no mundo
naG era objeto
antigo
de
interesse daqucla civiliza<;ao uma vez que, como nos ensina a historia universal, na Grecia
dos fil6sofos, em Atenas, as pessoas com NEE (DM) eram abandonadas em locais
desconhecidos,
it sua propria
entrcgues
consideradas
seres
sub-humanos
exibiam-nas
em festividades
tal conduta
era considerada
sorte;
e, portanto,
como animais
coerente,
em Esparta
eliminadas
ex6ticos
uma vez
essas
crianC;3s
au abandonadas;
e na conjuntura
que aquela
cram
as romanos
social daquela epoca
cultura
buscava
a beleza
aparente. fisica e atietica.
Corn
0
seres humanos
entrelanto.
ad vento do Cristianismo
as pessoas deficientes
e tithos de Deus que possuiam
ainda eram meros objetos
mentais foram aceitas como
alma e nao mais como
de piedade,
como
no exemplo
algo repugnante;
do Bispo
de Myra
(Nicolau) do seculo lV, que cuidava dos deficientes por principios de caridade.
Na
momentos
corte",
Na
ldade
Media
era encarado
epoca
da
0
como
conceito
do
Huma criall9a
Reforma
foram
deficiellte
mental
oscilava:
do born DeusH, em outTOS era
Ilcgligenciados
e
Lutero
em
alguns
"0
bobo da
encarou-os
como
14
individuos possuidos pelo demonio.
A primeiro iegisiac;:ao que amparou
0
dcficiente mental foi redigida na Inglaterra
em 1352, promulg.1da pelo rei Eduardo II, e nela estavam previstos os cuidados que a
Coroa Britanica deveria tamar em reiac;ao aos deficientes. cuidados estes de manuten9ao
da vida. Mesmo assim, durante
0
periodo da lnquisi<;ao muitos deficientes menta is foram
supliciados nn fogueim. pelo simples fala de nao conseguirem defender-se das acusacroes
de possessiio dcmoniaca
Com
0
que muitns vezes Ihes eram impingida.
objetivo de melhar stender
pedag6gica ern identificar qual
cada individuo
0
a pessoa
com de deficiencia, a preocupacyao
grau da deficiencia, que se mostra diferenciada
e, assim, ap6s a idcntifica<;il.o da dcficiSncia
em
mental, a segunda
prioridade em a de c1assifidl-la atraves dos resultados obtidos nos testes psicometricos,
como deficiente mental, quais sejam: leve (OML), moderedo (OMM), severo (OMS)
ou profundo (OMP).
A Organiza~ilo Mundial de Saude (1976) utilizava a seguinte terminologia
pJra classificar a deticiencia mental.
- Portudorns
podeli\o
de deficicllcia
desenvolver
mentnl leve-apresentam
habilidades
escolares
fttcil adaptflyaO ao meio, pois
e alcanc;ar
0
desenvolvimento
de
habilidades profissionais.
- Moderndn
freqClentar
- apresentam
0
acentuada
dificuldadc
ensino regular necessitando
cogniliva.
0
de urn atendimento
que nuo pennite
especializado
em
escola especial.
- Severo - geralmente apresentam dificuldude motom e pOlleo desenvolvimento
linguagem.
Recebem
alendimento
para que adquirnm
alimentayao. Necessitam de supervisao constante e direta.
habitos
de higiene
de
e
15
- Profundo - apresentam minima capacidade sensorial e motara, a fala
e
bastante
limitada.
De .cordo com a Politica Nacional de Educ09aO Especial (Brasilia, 1994) sao
considerados
alunos
com
nccessidades
educativas
especiais.
aqucies
que
par
apresentarem necessidades proprias e diferentes dos dcmais aiullos, requerem recursos
pedagogicos
e metodol6gicos
educacionais
especificos.
Consideram-se
integrantes
desse grupo os portadores de: deficiEncia mental, visual, auditiva. tisica. I11liltip\a.
condulas tipicas e altas habilidades.
Atualmente. a pessoa com necessidades educativas especiais
urn todo, ou seja,
0
!livel de desenvolvimento
e percebido
como
em curso ira depcnder nfio somente do
sell comportamento mental, mas tmnbem da sua hist6ria de vida proporcionando
aquisic;:Oespertinentcs ao proprio dcscnvolvimento.
enta~
Segundo a afinnac;:uo scguintc:(. ..)
em tcntativns reccntes de definir deficicncin mental a enfase mudou signitivtlmente de
uma condic;:uoque existe somente no individuo para uma que representa uma interac;ao
do individuo com um ambiente particular (KIRK e GALLAGNER,
as
1996, p.20).
objetivos da EduC8C;::J.O
Especial sao os mesmos estabelecidos
educac;i'io geml, ou seja:
desenvolvimento
de
SU3S
..) proporcionar
potencialidades
qualificac;:ao, profissional para
0
ao educando
como
a formac;:ao necessaria
ele-mento de
trabalho e preparo para
para a
0
auto
ao
realizac;:ao,
exercicio conscientc
da
cidadania. (VALENTE, 1991, p.44).
as objetivos da Educac;ao Especial diferem da educac;ilo geral no sentido de
que os portadores de necessidades especiais necessitum de uma educac;:lo diferenciada
para atender as necessidades individuais apresentodas por cada individuo. ou seja, de
acordo com
0
gmu de def:iciencia que apresenta.
16
3.3 ESCOLA
ESPECIAL
A escola especial e, lI1l1amodalidade de en sino especialiZ1'l.da que atende alunos
portadores
de: necessidades
atenclimento
par
Esta
educativHs e condutas
tipicas.
Este aiullos
reccbem
profissionais cap. c.itrldos.
escolu
atend~
alunos
nao
<Ilie
condi~'()es
possliem
inte.lectllais
de
freqiielltar a r~de regular de ensino, e que mio estao prcparados pam 8 inciuSHo escolar.
A escoit.J.
protissionalinmte.
especial
oferec.e
estimulnC;ilo prococe
desde
ate
0
en sino
Na area ncudemic8. as c.urriculo!> sao adaptados com proccdimentos
Tl1~,todoI6gicosdiferenciados pam atend~r nne essidade de cad a educnndo.
Em 1994 ocorreu
na
Espanha lima conferencia sabre cducEl.C;uO especial, ollele
fbi clabaroda a Dedanl<;k!o de Salamone-a que define principios.
cducac,:ao
especial. Neste encontr . elaboroll-se
p Iiticas e praticas
em
orientac;50 puna os I aises tsis
algllma
como:
- realiz.qr
identific,ac;ao
-realiwr
treinamentos
prof:issionais
precoce
pam
de crial1yi:l portaciora de deficic?ncia~
tecnicos
espec.ializJtdos
e
dus escolas rt'gulares~
- prover a eciuc3<;Ao adequada
:'lOS
- prover
npoio profissional
especiais
d s seus
as
port dares de de1ici~ncia que
alunos
possum ser ndequadamente atcndidos em escoiVls
netessidades
e
professores
escolas
aiullos. e oricntnr
OLi
classes
regulares:
reg,ulares
pam
sobre
0 atendimento
adupmr;oes curriculares
n~lO
as
e: de
aceSSQ ao curricula.
A escola dcyc criar um ambiente onde seja valorizuda e estimulada a
criatividade e a iniciativn do aluno, possibilitando
urnn
maior intcI1u;iio com as pessQas
17
e com
0
meie em que vivem, partindo nao de suas limita~~es e dificuldades, mas da
enfase no potencial
apostando nas
de desenvolvimento
que cada um tnlZ em si, confiando
e
cnpacidades.
SUrtS
Atualmente se prega a inclus50 total nas escolas, sem fazer pn;-analise do que
iS50 podera llcarretar futuramente em rela\,=:1oaos a1unos com necessidades educativas
especiais de caroler mental, au seja, do que real mente necessitam. As escolas estao
tendo flexibilidade
em reeeher
as aiLlllOs e nao tern
preparnc;:ao para fuzer as
adaplac;6es curriculares necessnrias para incluir. por isso nao basta tirar urn aillno do
escola especial e inseri-lo no ensino regular;
pam acompanhar
0
desenvolvimcnto
e necessaria
que
0
ailino estcja preparado
de uma tunna regular, e as profcssores estejam
aptos a trabalhnr com estes alunos para que ele venha a atingir
0
grau maximo de sell
desenvolvimento, e nao seja abandonado no fundo da sala de aula esquecido por todos,
apenas para cumprir um papel, este detennillado
elltendem 0 real significado da educat;ao especial.
por pessoas que provavelmente
nao
18
-l. A MUSICA NA EDUCA(:AO
A Illtlsica t! lim funomt.~no que acompanha
seu desenvolvimcnto.
Todos saoom
0
que
Q
homem desde os primordias do
e !TIusica.
ma' a correta definiC;ffo deste
termo vem sendo buscada por diferentt" ....
<; pessoas no decnrrer das historias,
Still,
no
entanto. chegar-se n lima de.tlni<;ilo, a um consenso.
Jos& l\!ligllc\ \.Visnik. em entrevista cOl1cedida
expliea
que.
enquBmo
0 sorn
propagando no Hf, a TnllSica
e
resultndo
e 0 cntrelac;amcnto
a Revista Super Interessante.
fisi "'0 da vibrnc;il.o des corpos
se
intencional dessas olldas sonorns em
ddl!nninndos inte.rvales. produzindo ritma, harmonia.
Al~m disso, uinda segundo jnforllla~oes
fen6meno artistico e cultural, pais atrav
folclores.
desta me-sma re-vista. n mllsicH
. dell!!. Qdemas contar hist6rias, lend as.
Este fen menD deve ter aproximadamente
encontmdas, no Eslovenia. fhlln8s de ossos perfurndos
5_.000
3nos.
pais forrtm
que dm m desta epoea.
Mns, se pode afirl11m que tudo 0 que emite sam
da
e tIIl1
e mllsic.8~entao
a hist6ria
mLlsicH pode retroceder ate pel menos 60 milhocs de anos. qunndo as primeims
baleias ap:lrecemm
nos ocean os. No rnmo da Biomusicologia
biol6g:ica paIl1 a t'.ria.:;:~o e a apreciac;tlo da milsica - encontroll.
- estudo da b se
ainda na meSilla
Revistu. lllll estudo da pesqui adorn Patricia M. Gray. da academia
Cit?ncias
Nacionul de
dos Estados Unidos. que enfatiza que quando '~se trata de gosto c
compet.~ncia musical,
alguns animais
poderiam
dividir
0
palco com nossos
mclhores compositores"
Segundo esta pe.squisadofll. pesquisas com baleias e com outros animais:
... t~Tl1tevndo c.ientistll~ a \lcrcdihlr quc a i.tlc.linll~o hU1l1:\Illtpam n llltlSica
pode ter n1(li5 ;1 \'~r com uma p gsrunnV« hioto.gicas do '1UC com p6droo~
19
culntrnis e:\Cc\UslYOS dl\ 1I0SS., esp<.'t,ic. UII1(\ base biol6gicn que cxiste nito
SOlllcnte em n6s seres humrulos, que ltpr(.'(.'.iamose criamo5 IIllisica. m:ts em
lodos O~ wres vivos. Exilte lim «500ftware" elllbutido em n' ~so cerebro que
ftlZ com que ns IX'.$.SO:lS llossrun sc ~ensibilizur com 0 - III ouvirlo. (2001. p
6)
Segundo Mornes, define
fI
musica como:
... mil fenomcno ::tte5!iivel 1\todos, illelush'e 0$ que nilo podCtll ou"ir. pois It
mllsjc~ pode 11:1"tudo, pois m1l('.5de qualqu~r coiSll..moVimenlQ e consci~llcilt
do cspnlfP-tempo, tcnslo e relnxrunenln, controle e !\CQ50. E pOl' is..~ que se
pade pcrceber a milsic-a 11110npcmt:; no que S¢ connmciotloll
chamar de
music:,.. mas Silll, ollele houver <1mao do scr hUIIUU10,
:t l11V1:1I9<10 de
lu]~ung,cm: fonlllu de vcr 0 mundo. 1983 p 7-8).
Sf;'H n1ll.siCHpode apresC'lltar-se de divcrsas ionnas. tem-se intinita forma de:
pcrcebe:-Ia. Pode-sc ouvir com as ollvidos, com 0 corpo~ com a emor;ilo e com
illtelecto. A I11llsicn h:m poderes de ncalmur eu ex-s1tur. n\egrar ou cntristeccr.
diminuir a dor ou traze-Ia de volta. [uzcr lembrar Oll tazer (.~sqllc.-cer.
Ha algul11 tempo sabe-se que a l11uduny8 na freqlh~ncia de ritmo de lima
Inllsica pode estimular certQS comportamentos
o que
estA por trlls disso
n8 me-sma reportagem.
e 0 ritmo
e njlldar na recliperac;fio de doentes.
do pr prio corpo humano. Como afinna Wisnik
"0 pulso sangliineo, as movimentos dos museu los. 0 undar
e 3 respin19lio funcionftlll como lima eSpCcie de bnse pam 0 tempo musicar'.
Quando se trata como roeo n educa<;fio musical a deiinic;ao Willems re-.ssnlta
que Illuitos erros sao
ometidos no ensino-aprendizagem
da Il1l1Sica.havendo tim
grande, des('onhecimento da natureza de elementos e.ssenciais como 0 som_ 0 ritm.o.
o ouvido musicaL a melodia.
fI.
harmonia e a inspimqilo_ assim como da ignorAncia
da natureZl} das associat;Oes que estes element s provocmn no e.studo e na pnltica
Il1l1sie31.
e
e
A educrt1f!o ndo
:lpenns limA prepamyllo p:rrn !\ vidil; ela propria
UIil!\
mrutifc!I;1m;do permnncntclllcntc e h:UlUoniOs,.'l d3 vida. AS5im dC"\'cri:t ~r
C.OIllOtodos O~ estudos ruti!;tiCQs e pruticuiru111cnte, cam.,. edUc.-:ncrl'io musical.
20
que Ittorre :\ maiori(\ das principnil fucllld3dc~ do sec hUlmmo. A ITlIl!i.;n
fu\'ore.:e 0 impulso dn vida interi r e npeln prtrH ns princip:lis fnculd3dc5
hUIlI!l.Il3: vOJlhlde .. sensibilidndc::, 3InOC. inicligcncin c imnginn<,:ao criud(1ffi. E
un!{-!. dns. te.refM da pedngo{!.il\ no\'<\ t\ de uniT judil.:ios(lIlIellte as :1speet()s
urtistic05 cientffic.(ls " m(llien, e de hannoniz.:tr 0 snbcr. n sCl'Isibilidnde e ;l
n~~'o.(1970 p.10
ConsidC'rnndCl a ITILlsicacomo llma iinguagem.
Ross atirmn que:
Dcsde as perce~iks mais elementru-e~,como 0 yisurtl. 0 :1uditivo. 0 mti!. nte
qucs;t&>s coma 0 ter social I,';tl consci leio. nao S.O prot'essos Dntumis. mas
!lim prooutos hist6rico:s -sociais e. nece~rimnentc
mcdindo$ pe.lll ntividadc
soci!!1 dos hOllleTl$ que C.1itnem eOllstnnte trrulsfomUly.;o c ,l litl!!Uflt!eTll e ullin
dns medirll;Oc,_ pam 11apropnut;<1o da alivid>lde socitlL ( 1999, p.25)
Sendo assim. ao dar possibilidades no acesso a linguagcm musicaL e:sturil
ampliando
0
alcance das criam;as com necessidades edllcntivas especiais.
Segundo Alvin,
instantaneamente.
0
processo ideal de musicaliza~ITo pod em ser instituido
Muitas das atividades
consciencia perceptiva
propostas dcstinam-5c. ao dc:spertar da
e fisica dando inicio no !livel de imitac;Ao e do 311tomatislllo.
Um alul1Q pode imitar os movimcntos do profe-ssor durnnte a mllsica e adquirir
reflexos alitomMicos sem rnciocinar. Algumas crianc;as dependendo do gnm do seu
c.omprometimcnto podem
I1~O
ultrapnssar a etapa nAa intelectuaL mas do mesmo
modo ter resultados satism.t6rios e n?l.oabuixo dos que akan~mn em outros
lugares.
atffive·s de metod os repetitivos e medlnicos.
c
Exceto em um IIh'e-1d~ deficit!<m:i:tIlluito grande. :t cti:tuya c:tpaz de fazcT
:usoc.i:W()es concretas. Pod~ :tprender por meio de t\utomntislllo e dn.
repeti(Jllo. Pode leI" filS-UIlH' imagin!l.y:1:o \'isuol, (Iue talvez :tinda m10
despertado. mas 'suscetfvel de desenvo\vimenlo. Pode t(,T cutiosid.,de que
pOde COllverter-K' em illtere.ue. Os limilt'$ de. Slin ntcllyiio podclI1 ser
n.mpliado~ por me-io de, tiocn..ic/Ui espccinis. Lhes ngl\1dtt fuzcr C.Ois.-1S, It"lCar e
manipulW- objeto5 e, sobretudo, pode .ser motivodo uS>lndo os mGtod(lS
carreras. C.) A e1uo¢o prnzero.a tcnde n de-ixUf sua marcn em tudo 0 que
ncompn.nil!l. (AL VIN. 1965. p.9S).
Furn Birkennshaw - Fleming (1993) relato '''que c importtmlc c\'imr os cOllceitos
pre-fixndos
sabre
os
que
lU c.ri:tl1ljilS 011 indivfduos portadores de nt'Cd$idndf"5 oom.:ntivns especinis
21
podem au n"o fazer"
o c:xcesso de
proteyi'io por parte das pessoas que convivem c.om a criHI1<;:t
nem semprc corrcsponde
(~OI11
aquilo que Tealmente a pe,SSQanccessita.
manter a mente aberta para perceber a potenciniidnde
que
e
feito com pacit:ncia e carinho, vnlorizando
l11otiv3ndo e
de cadn
litH.
a auto-estima
E
imponante
T()do trnbalho
d
cadu um.
fhzendo com que Te-conhevAa sun contribui9ao perante- 0 grupo.
A pesson com NE. no entanto. deve ser cOllcebida como pessoa c.apaz de se
3utoconstruir cognitivn, ufetivft e sociall11 nte. na medida de sells proprios recursos.
Diante desse tato deve-se diversificar a aprendi2'J:lgem que pam mIo oeOTm somentecom n transmiss"o
de infonmu;x)es valores. atitudes, interioriz.'1dos, mode:lngens
c.omportamentais e condic.ionmnentos,
Segundo Mantoan,
0
interessante
e:
~'Io:strnr que :ttr.wcs de Ulna solit:itnyfio educncionru ndeqnadn. em que 0
sujeito intemj::t corn 0 meio c re.soh'n por si mCS11lO 0$ conflitos nell'
instmll"ados. Q ::tluno deficiente mental tonm-$e, cnpaz do mesillo modo que 0
:UU!lO!lonna\. de obietiyar
U$ conheciment05. reMalVi\da.5 evidctltt'lllcllte.
:ts timim~
itl1poltus peb, 51111~".Ondiyi1o ex ,epciollal. (1989 p. 1-1 .
Com isso Ivlantonn reforc;a que n nIll'·ien. como lim metoda para tmbalhar
com aluno. lluxiliando-o nil interac;H.o com 0 meio. conseguindo
conf1itos pessoais iglH1ia qUHiquer pessoa..
resolver sellS
22
5.METODOLOGlA E PROCEDIMENTOS
A metodologia adotada baseou-se no metodo fenomenol6gico,
definido
com
0
condicionamcntos
estudo dos fenomenos
em si mesmos,
exteriores a eles. cuja finalidade
de sua significa<;ao.
E
que pode ser
independentemente
e apreender
dos
sua essancia, estruturn
tambem urn metoda de redu<;t1o. pelo qual 0 conhecimento
factual c as sliposi<;oes racionais sobre as fenomenos C0l110objeto. e a experit!ncin do
eu, sao postas de lado, para que a intui<;uo pure da essencia do fenomeno possa ser
analisada. E
rigorosamcme
0
estudo dos fenomenos, distinto do estudo do ser, au
OIltologia. (ARANHA, 1993)
Nesse sentido os procedirnentos metodo16gicos aplicados
a
presente pesquisa
anCOf3I11-Seno estudo de caso, ou seja, uma pesquisa de natureza qualitativa. que se
interessa em aprofundar a analise de aspectos particulares de um detenninado grupo de
sujeitos, inseridos em uma realidade bastante especifica, scm a inten<;Aode realizar
grandes gene,raiiza<;Oes, mas apenas apontar pistns e qucstionamentos
pesquisas sobre
0
tema.
Dado que rt investig3<;iIo se carncteriza pelo foco qualitativo que
pesquisado,
0
para futuras
estudo de caso pennite anaiisar
0
0
objeto sera
objeto de estudo, 30 mesmo tempo,
que de forma aprofundada e abarcando a totalidade dos fenomenos e aspectos que 0
envolvem, ou seja. permite cOllstruir uma vis~o integrada dos fatores que condicionam
e determinam
0
objeto que se pretende investigar.
Goldenberg nos ajuda a compreender melhor esta ideia quando diz:
o terma estudo de c;'1SO vem de ullla tmdi~ao de pesquisa medic.1 e
psicoI6g.ic:t. lIa qual se refero a ulI:llise dctallmda de 11m caso individual que
explicn a dimimic:t e n ]>:ttalogia de uma doctlyJ.d:tdJ.. Este mctada su~e
que sc pode adquirir conhecimento do fe!lomena estudado n p:trtir da
explomt;:'to intensn de um imico C:lSO. Adnptado a tmdic;:ao medica., a estudo
de ea~o tomou-se um dru. princip:1is modnlidndcs de pesquisn qu:t!irntiva em
cienci:u socirus. (1998. p,27)
o estudo
de caso apresenta varias vantagens assim como enumcra Gil:
a - Estimulos a novas descobertas.
b-A €nrase a totalidade.
c - simplicidadc dos procedime,ntos.( 1993, p.59),
Por ser um metodo que permite a flexibilidade, no decorrer da pesquisa. ao
realizar
0
estudo de caso, houvc a necessidadc
permitissem aprofundar melhor
0
de determinar
alguns criterios que
cstudo. recorreu-se aos estudos de Pinget e Vigotski.
o que levou n escolher as seguintes categorias dos dados coletados: As principais
categorias eleitas para esta analise sao:
- Afetividade:
desenvolvimento
0 aspecto
nfetivo
possui
intelectual. Para Pinget (1975).
divide em dois grupos. ou seja,
0
afetivo e
0
relevante
0
importfincia
desenvolvimento
cognitivo se desenvolvendo
para
0
intelectual se
parnlelamente
um 0.0outro. 0 areto possui um papel essencial no fUllciollamento do. inteligcncia, pois
sem isto
I1~O
haveria motivflC;i1oe interesse e. conseqOentcmente.
descnvolveria todo
0
a crianC;<l nao
seu potenciul cognitivo. Quando a crianc;a encontra no ambie-nte
afetividade. maior sera a sua motiv3c;ao para a aquisiydo da aprendiZc1.gem,scndo que
esta ocorre a partir da a<;ilosabre 0 objeta. provocando
assimil:w:1o, ocorrenda
novamente
0
0
desequilibrio, resultanda em
aCOl1l0daC;110
dessa 3c;ao sabre a objeto. onde estabelccem
equilibrio, resultanda a construC;lio de esquemas. Com suas capacidades
afetivas e cognitivas expandidas atraves da continua construc;fio, as crian<;as adquirem
maior canfianc;a nelas mesm3s desenvalvendo
impartante para a aquisi.;;rioda aprendizagem.
a auto estinm sendo este rnais urn fator
24
- Aspecto social: 0 individuo esta em constantc intera<;ao com as pessoas desde
e urn fatar
n concepc;ao.
0
que
fundamental para
possibilitam
novas ac;:oes e fannam
0
seu desenvolvimento.
novos pad roes
As interayOes
de comportamentos
onde as
individuos comec;:ama atuar tins sobre as outros. A afetividade passa a ser estabelecida
e novas estruturas cognitivas se estabeleceriio atraves das viv6ncias.
- Atem;ao e ConcentraC;i1o: Urn dos aspectos mais importantes
mental dos seres humanos
e a atcnc;:uo.
da atividade
pais a todo instante recebe e capta estimulos
dos objetos. A afetividade possui significado determinante
no processo de atenc;:ao,
portanto 0 interesse pode rncilitar au inibir a atcl1yao. A atcm;:ao sabre 0 objeto sera
tnais intensa quando
E
- Mem6ria:
estimulos
eficaz
e
0
a cnpacidade que
indispensavel
0
0
a
compreensao sabre
interesse do individuo sobre
- Linguagcm
signif"ica estudar
homem possui para registrar fatas, fixar
infonna~oes acumuladas. portanto parn que uma lembmn<;a scja
e recordar
afetividade e
foco de interesse trouxer prazer. (PARANA, 1999, p.36).
0
receptiv3 e c;(pressiva:
0
0
objeto, condi~ao esta que depende da
mesmo. (PARANA, 1999, p.39).
Levar em considera<;~o a Iinguagcm
produto de texto, autar da palavrn. Signitica
buscar Qutras
concep«t5cs para a compreensao do sujeito. Pam Vygotsky, desde as primeiros dias do
dcsenvolvimento
do. crianc;a, suas atividades adquirem um significado
pr6prio num
sistema de comportamento social e sClldo dirigidas a objelivos definidos. sao retratadas
3lraves do prisma do ambiente da crianc;a. A Iinguo.gem e, enta~, rnuito rnais rica que a
expressuo do.capacidade cognitiv8,
FOrBm utiliZ8dos
0
Oll
das estruturas inacabadas.
referenciai te6rico expiicitado
nos ca.pituios anteriores.
sendo que estes possuem como eixo analise do descmpcnho das pessoas com NEE e 6
25
alunos da tunna I, cornpr endendo a fuixa etaria dos sete nos ollze snos bell1 como
do is puis que participamm de entrevistus e observacyilo
118
As t"ntrevistas com os pais ocorreOlln no ambit
cantatas
teietOnil'Qs, CQl1vcrsas
oportunidade
infofmais.
com
aula de capocim.
escohlf e fiulliiiar, atravt's de
cont.ato
iireto.
Assim.
tiyc
a
pftm pader explicar e discutir os objctivos da pC!squisa e da entre,vista.,
responder as dllvidas dos entrevistndos em rclaC;Hoas l--'lergLillms.
26
6.0 CONTEXTO DA ESCOLA ESPECIAL PESQUISADA
Em 1983. fbi oficialmente fundada
:11105com 0 objeti\IO
Escola tendo ja.
tl
trnjetoria de 22
lima
de atender didfiticft: pedag6gica e ternpeuticamentc
c.rianc;ns e
jovens portndores da deficiencia mental. associada ou nao a olltrns deficienc,ius. 0
prop6sito seria
vivem.
seriam
integra-Ins consigo
p;)rH isso. foi c.onstruido
descllvolvidas
ntividndes
pr6prias. lUI fmnilia ~ na cOl11unidade
lim
pavime:nto~
0
qUMI abrigaria snins em que
terap~uticas
pedag6gicns.
em que
e administrutivus.
Com 0 crescimento dos flilinos e 0 aumcnto do ntul1ero de v g::ts,OCQrreu 8
ampliac;.ao
das
instala9t'k.s
fisic.as
pam
profissionai e de profissionflliz::w~10.
allde
forum organizndos
Mesmo
prog:rnmas
scndo
a Escola
recursos da Mnntenedorn.
area
Nesses
em diferentes
de
programas
de
inic.iar;ao
enta~ urn segundo pavimento.
ao Inundo
de trnbnlho.
lim eomplexo
a tnzcnda
construid
pedag6gico,
elll
0
sepnrado,
minhodl.rio. a
transporte. 0 ginasio de esportes. a area desporti
0
n.
pela mesilla.
anus de trabalho.
se.ries
voltodo5
Espec.inl
COInO 0 ranflrio.
de Inzer. 0 restnunmte.
pod em ser lItiliza.dos
a ill1plal1tnr;~o
Constitui-sc
de
conseguiu-s
que muitos allillos
ensino em escoiHs rcgulafcs,
ou
fossem inseridos
Jt1esJt1ono mercado
de
trabalho.
o
distribuldos
ntendilllento
da escola estnlnml.-se
segundo n fuixa etaria
por
meio
alunos participam de progrmnas que inclui
0
at,t
grupos
14 finos tambem
as
cnsino fundamental especial ate 1-1-
anos e. apos essa idade~ iniciam 0 ensino especial de jovens
ress !tnr que os alullos
de pequenos
elou prog:rmna~ao didfltico-pedag6giea.
e adultos.
sao inseridos nas
salas
Dt!ve~se
do ensino
27
regular, segundo suas necessidades.
o
pianejamellto curricular
arens de conhecimento,
e individualizado
e prevt;
0
trabalho em diversas
na qual a professora trabalha de acordo com
nivel do
0
aluno com atividades ou com inclusrio no ensino regular para os alunos que tem
condic;oes em Lingua Portuguesa,
Matematic3,
Ciencias,
Geogmfia,
Hist6ria,
Ensine Religiose, Educa<;50 Fisica.
o aillno
as atividades
com necessidades educativas especiais na area mental desenvolve
pedag6gicas,
COmo atividades
aquaticas,
em piscina
aquecida,
acontecendo uma vez na seman3. Os alunos desenvolvcm atividades dirigidas junto
com
sellS
professores
regentes,
que
especializado em atividades aqualicas.
desenvolver
os grandes
respirat6ria,
equilibrio,
musculos
as
recebem
orie.ntncrao de
profissionai
exercicios realizados tern 0 objetivo de
(alongamento
esquema corporal,
e relaxamento),
capacidade
recreac;ao, ••
Iem da socializuyuo
do
aluno.
Na oficina de artes8nato, semallalmente, os alunos rccebem orientsc;ao da
professora regente para desenhar, pintar, recortnr, calm, fazer gesso e escultura em
argila.Essa
atividade
oportuniza
0
desenvolvimento
da criatividade
e habitos
adequados de tmb.lho individual e em grupo.
13 na oficina de conserto de brinquedos, uma vez par semana,
alunos junto
a
0
professora regente trabalha no conserto de brinquedos.
grupo de
com
0
objelivo de desenvolver habilidades motores, como colar, cortar, apertar parafusos;
o pensamento 16gico, como medir, se.rrar, classiticar tamanho, forma, cor, 81em de
tmbJlhar as demais areas do desenvolvimento humano.
28
Com a oficina de costura, os aiul10s pregam boWes, alinhavam, costuram e
bordam telas. Essa atividade favorece a independencia,
bordar Oll costumr com
0
a criatividade e
0
prazer em
dominic de habilidades manuais.
Na oficina de culimiria. uma vez por semans, os alullos, com orientn<;fio do.
professora regente, preparam alimentos solidos e/ol! Jiquidos, algumas vezes crus e,
em ClItmS ocasioes, cozidos Oll assados. Sao alimentos de preparo fapido
e simples.
Tnmbem observam as cuidados com eletrodomesticos e com a higicnc do. cozinha.
Propoe-se no. oficina de dany3 para trabalhar
oricnt3<;ao
0
ritma, a postura fisica, a
espa<;o-tempornl, integrayao social e expressao corporal. Essa atividade
acerre lima vez por semana.
Urna vez por semall3, as alunos. juntamente
com a professorn
regente,
trubalham na horta e jardim e desenvolvem vitrias tarefas, como preparar canteiros,
plantar, cuidar das plantas, colher produtos, eortar a grama.
Os beneficios podem ser observados em varias areas:
• area intelectual:
desenvolvimento
na percepc;ao sensorial
(visao, ulldi<;iio. tato,
paladar, 0If3tO), Ullmento no poder de observac;ao e na aquisi<;HOde novas habilidades~
• area social: aprendizagem em relac;ao it divisao de tarefns, realizada nas atividades
em grupo;
• area emocional: maximizac;ao da 3utocontianc;a, libemc;:1o de energia negativa em
cantata com a terra:
•area fisiea: melhoria da capacidade motom nmpla e da eoordenac;ao moton"! simples.
Em 1994, foi illlroduzido
0
usa do eomputador na Eseola, sendo a instituic;ilo
lima das pioneims na utilizac;ao da informatica como recurso educacional para a pessoa
portadora de necessidades especiais.
29
A informatica faz parte do dia-a-dia. No laborat6rio, silo os professores de sala
(regentes) que trabalharn com sellS aiullos
Lingua Portuguesa,
as sofiwares
pedag6gicos de Ivlatemntica,
Ciencias. Artes, dentre outros. para refon;ar e complementar
contclldo estudados em sala de aula. Utiliz.."1ndodifercntes programas, as cdllcandos
participam da criayao de textos, digitando, fazendo correyoes ortogrilficas, leitur. e
impressao
desses
textos.
computadores nas proprias
05 alunos
com
idade
inferior
n
14
possuem
8n05
salas de aula.
Hoje. alunos e professores sao usuarios
constantes dessa inova~ao
tecnol6gica.
que contribui de fanna significativ3 para a sua fonnac;:ilo e desenvolvimento.
Na oficina de marcenaria, a grupo de aiunos. juntamente
com a professora
regcntc reeche, no. mllrceJ1aria~ instru<;eies de como cortar, lixar, furor, pregar e mcdir
madeira. Tambem aprendem os cuidados com os maquinarios e ferramentas, com sellS
respectivos nomes e usos.
Alem de favorecer
0
desenvolvimento
de varias areas como 3 motora~
intelectuais e sociais, na marcenaria os aiLulOs desenvolvem
habilidadcs
para fazer
pequenos reparos e reformar m6veis.
Na olicina de minhocultura,
lima
ve.z par semanu, a grupo de alunos, em
conjunto com n professora regcnte, trabalha a produyuo de hllmlls em c3nteiros
predeterminados, coloea esterco e/ou folhas, capim e algumas minhocas.
Semanalmcnle, 0 canteiro deve ser aguado para se manter a umidade. Apcs
tr~s meses, prazo porn que
0
excremento animal seja digcrido pelns minhocas e se
trans forme em humus, este, ent~o,
Essa
atividade,
desenvolvimento
e peneirado
em contato
cognitivo,
direto
e ensacado para
0 lISO
com a natureza,
observ8<;ilo e compreensao
na Aldeia.
contribui
para
de todo 0 processo
0
de
30
transformac;ao
em
descnvolvimento
l1utrientcs
motor
pam
as
plantas.
Contribui,
por meio dos movimcntos de jUl1tar 0
tambem,
para
estercos com
0
pa
c
para 0 dcsenvolvime.nto social por meio da a\egria do tmbnlho em grupo).
Atividade semansl: a Oficina cit! Tentro fnvorec~ 0 desclwolvimento
devido
ao trabalho
em equipe~ 0 desenvolvimento
estabilidade emocionaL a Butodeterminac;ao
social
psicoJ6gic-o. em virtude
da
e a etic,a. em ra:alo do desenvoivillle".nto
do
juizo de "alores.
o tentro
t.alllbem oportuniza a comunicoc;.i\o e H.expressilo, tendo fundamentHi
importnncia no funna~::ro cultural dos aiullos.
Oficina
dt.~ trnbalhos
('."lseiros:
lima
vez
par
seman a.. oportunizam-se
experi~ncias reais de atividades que ocorrem no lac como Iimpeza de f()g~Q.gdndeirn,
pia, ann~lrios. paneins e till heres. Alem disso. ensinam-se cliidados re.l.tiV05 a roupa:
como lava-Ia. pass. -In e coloca-Ia
atividndes
fa
no cabide~ cuidados com snprttos ~ ten is. ESS{iS
orecem 0 desenvoivimcnto
inte,gral cia pesson e a independencia
do
aluno no contexto domt!stico.
Junt() com a oficina de clnssificay~o de, mate.finis recicl6veis.
desempenhum
taretas de classitic!l~fio desse.s materia is. como papd,
os niullos
uiliminio
e
plasticos. Atmves dt!ssa tarefu~ os alunos desenvolvem a cOl1sci~llcia da nccessidade de
reciclar tsis materiais. pam preserv8c:;ao do meio-Rl11biente e melhorin da quulidade de
vida. Apcs a classiticayao, os materiHis s!o em"jados para reciclagem em indllstrias
especializodas.
31
6.1RELA TOS DO ESTU])O
Situll\'iio I
D:ltll: 01103/05
Ap6s
a aula de
Ofe.reci
Q
natacy.Ao. os alullos
porta
CD,
est:olhendo
chegaram
a sala
a Historin
da "Bola
Adormecida",
Adonnecidn.
ficou
de aula agitados.
0 aluno
1.
e tic-Oll olhundo atcnt.amente pam 0 nidio.
sentoll-se
Ao e_scutar
solicitando
a
que
in pegur
presenC;a da professora
Ao terminer
sorrindo e hem
Coloquei
modelando
a bruxa
a
aillno L pegou
a hist6riu
Illflis
que
0 aillno
a Bela
inquieto,
tenso.
tlc~lsse. ao sell lado.
relatou
-<UFA. vivemm
felizes
pam
sempre·'.
trtlnqtiilo.
cutro
CD
com
diversHs
1l1usi(.~as, visto
ll1assinha. ao tocar a Illtlsica do '''Poto''.
0 Rllltache.,
drnmatiZ8ndo~
andoll
que
lim alullo
peJa sala,
as
nlllllos
modeloll
fazendo
com
eslnv
lim pate.
111
eo0
0 funtoche
que n mllsica rel:1tava.
Ja
M. no escutar
pato, tentou pronunciar
Situa~'10 2
Datu: 02/03/05
0
melodia
ficQU mexendo-se
som -<qu-qua'-,
no lug r e uo esc.utar
a palavrn
0
32
Ao trabalhar
0
tema higienc. roi utilizada a mllsica «Banho~' do Castelo
Ratimbu.
A professorn comcyou a dramatizar a musica e os aiunos fic.:1ramobservando e
dando risada, uns olhavnm cabisbaixo,
estnvam rindo. movimentando
0
outro cstava com vergonhn e outros dois
corpo.
Levantei, voltei a mllsica, pegando uma rolha de revista, fazendo de conta que
ern 0 sabonetc.
o
aluno M. que estava sorrindo, levant.ou, imitando a professora em seguida
as mltros tr~s tambem, mas cada lim do seu modo. 0 ailino L panicipoll,
ja
0
alLino L.
observou para depois "tomar bonho"', ja 0 aluno B. fez ao seu modo,
Ao finiJl da musica pediram para voJtar mais duas vezes.
o
aluno M. pronuJ1ciava 0 som "X.X,x"
ja
0 I. estava tilo envolvido
na
atividade que ao tcnninar dirigiu-se para a c3rtcirn c31ltando a musica.
No din 05/10, cstavamos na hora do descanso. escutando musica e a mllsica do
banho tacoll, dois alullos mellcionaral11 que se icmbrava que haviamos aprendido sobre
como cuidar do nosso corpo, relatando para uma aluna novu, dando urn pedayo de
papeJ para que imitasse 0 que iria faur. 56 ussim seu corpo estaria limpo.
Posterionnente realizamos atividades relacionadas ao corpo humano.
33
Situ.~i\o 3
Data: 21/03/05
Na hora do descanso, urn aillno pediu se poderia escutar CD. Deixei livre,
entaa caloeDu a musica 17, vista que esse I1llmero e 0 andar em que reside. Ao trocar a
Caixa do CD, 0 aillne M. escutoll a entrada da mllsica, acenando
o
0 bracro.
ailino D. troeal! l1ovamente, 0 M. buscou a professora apontando
radio. Questionei
qual musica queria, pronunciou
0
pam 0
"ca ca",
Pintei lima carinha na mao do M., os Qutros ao perceberem tambem pediram
que fizesse
0
pata. Sentamos no chao e drmnatizamos a musica, uns brincav8m com as
milos, mltros pcrceberam a ritmo"o que, que, que", abrindo e fec-hando as maDS.
Situ.~iio 4
Data:28/04/05
Ao !rabalhar com a 1etm "F", utilizei a milsica "A foca", do CD, Area de Noe.
No primeiro momento apresentei a letTa F:
F+A+ FA
F+E= FE
F+O=FO
F+U= FU
F+I=FI
3-\
Cjuadrll.
cOlllum.
aCt\fllp~nh;:r:1itl
outn..l''; e'·::J".';1 :;;-!.~Llit!!l.do d:; (::1het;:1 p::r:i b~I!X\l :1 letf:1. C c· alwH.1 B. c a
:1hmo 1. e~ta\an! dtir:1~"hI::; bnr:''':<indu
,t.,O
~eniou
no Inves
imClar
i.l
e m:l!lll~t:l'U II
al.2l!I1~ S(lll~~ "rlll
Ci
p::p-:!.
lcj!ur:: de ::l~uma::::pah:\,-:!s da leU-a cia !lithic!"!,
p:i[1eL qUCTCHd,-1:;;Iit...·ti!l!r::r:: p?:t:l\'n.l.
dt:: ier Fo(:::. Ii t3Gt
scntou e comet;o!l
('(1m
t"
1.1Hlc;:'!IUO COiTi.!2:U
::. dramatlZ,-!L
r,:C:l;lO
::;et0~SC
<.:
U
L
tl
1(1t:i.l.E:l
::limo 1\1. aCGmpanhOil
!In'· ..
nall
t::~
que R
cni.retid~l qne
!Jwfe"-:'tlfn.
AD tcmli(]~r :: m!'::'iic~~,p~rguntei ..1:.\ qne !r3.t;~yaa Hlti,iL::?
.In havia ap'~3::idG 0 que
Pl!:fCct)!
:::..;1:1'\.':: rrt0
com
35
Solicitaram que COloc8sse novamente 0 CD.
Trabalhei no lexto, as palavras com a letra F bern como as rimas.
Obtive bons resultados. que roi diniimico e positivo.
Situ.~iio 5
Dnto: 08/04/05
Estavam05 em um dia frio e chuvoso, aqllcies em que da vontade de tiear em
casa, segundo os relatos dos aiul1os.
Para aqueccr. pulamos, danc;:amos e param05.
Um aluno 5e assustou ao perceber que "tem um barulho, bem forte ..
corac;ao", iniciam05 lima discussao sobre
e quais os outr05
o aluno
SOilS
1.
0
e 0 meu
que estava acontecendo com 0 n0550 corpo
que 0 nosso corpo produzia?
respondeu que 0 corpo nao tem som, a mllsica vem do radio, do
eorpo, nao.
Ja M. aeenOll pam a sua mao, batendo umo com a outm. A professora
aeompanhou e terminamos cantando parabens.
Descobriram que se estalar a lingua. tam bern produzia som.
Aos
POLICOS
forum percebendo que todo 0 nosso corpo produz som. bateram 0
pe, as maos, estularam a lingua. espirrararn, arrast-aram urn pe com 0 outro, bateram a
mao na cabec;:a, rasparam no corpo e Ibnnar percebendo os diferentes tipos de 50111.0
comentou que havia se enganado em dizer que nao tinha som 0 corpo.
Foi
lima
experiencia valiosa onde cada um percebeu atraves de suas. vivencias
os dons produzidos pelo corpo.
36
SinHt(.ln 6
Dara: 'lbnl 115
lllic!Ur:n!l :15 :1111::, de ,:apl1CU •.L
per.'~nlltalido
quem
illstmrnento:;.
q!\e Cazell! !lurie.
f!li~t!"!ri;:
Cllll1preClIllcudu as s0hCit3~5e5
A rrofe:O-:'ll!il
de
dn
l~)
p;n1Iclpal
\ll1e
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de (,!1pneira {{Ii ale
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tr;:
:-;e
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prf1ntifiu1u.
A
a man.ha. qucrcntia
lJel'C~~i.UWb.::cr.
if p!"!r:l....;l1a
mas que tk~;- .....;ellhh
.iunto~ ob",Cn.'aIKill
Jogando muitl) betH
Apo~
3.
dei~;ari3mo" livre
profe:--.t1Ll
pilni
r..:1.1H\
t'r~ar com
(jut!!;, qUl:iCS5C
0
profc:;\:,or
ti..:tlll
tim:! "clllalla apo~ a primcir3 :m!:1 () pn,)[c.;;"or n:tl..l!1i.OU
p:utidp:lr d:l :lulu.
lIiu':?:uc£1l
~:--tlpuiatk). que
fazer :: :ml:1
sc pn":!1tiIicoll.
it
s3b. con~.'id:mdo :1
37
SitUll~HO 7
Dlltll: 13/0~/05
AS aiullos est{W3m extrcmamente agitados. Solicitei que cada U111pegasse llll1
almofnda t'e;chnsse os olhos c imnginasse um lugar bern tranqUilo e bonito.
Ao meslllo tempo a professors. relata,,» 0 que tillha nesse lugar, fazcndo um
r~laxamento com
tim
toque. em cada -rianC;A, ao final cstavnm bem rclaxados que dois
dormimm.
Situll~iio 8
Dllln: 02/05/05
Em maio. aO rrabalhar com "Blares. perce,bi a necessidade de trabillhar
com
"as pn!:.wr1ls I11ngic~IS'·.
A professorn perguntoll para Os alunos 0 que ernl11Oll quais ,"ram as palavms
lmi.gic3s.
B, bem c:spontilneo falou:
- "Eu sei. ell sei
L. eorrigiu
0
e abacadaba,
amigo
C
feiatou:
pirim pi pim~'..
"e; sim s..'l.lbim ..
Os tr~s outros uiullt1s IltlO se prontiticarnm
A professora colocou
0
CD. do Ronald Me Donald -
""9.S
palavras magicas".
No inicio dais alunos estavam bem deslll()tivados e outrcs dois interessados
A mllsicn comcyou a tocHr, 0 I. fulava as palavras que ja sabia!,
conhecimento cantarolnva sem letro.
que nflo tinhn
38
.Tn 0 ailino M. mexia a cabe~u e corn sorriso balbuciava. "pApa'", ao esclitar
bom dia.
o aluno
eo
L ao perceber do que sc lrntavn da palavra m~igica. come~oll
a sorrir
andar pela sala:
- "lh,
0
que
tnIe.i e-ra do magteo e nno esS:1S",
B. estnvu dispersivo e comentou vtirias vezes:
-"Eu quero as minhas p.llavras do l1'l{lgico~ 1130 se intert"ssando pela ntividade.
Ao tennillo
da Il1llsicn solicitei que 0 L fosse tomar remedio. Rc.spondeu:
-'"Tem que t*llar a pnli:1vrn m gien, porfuvor'
SitllR.;o.HO 9
Dahl: maio/OS
Esto\'mnos brincando
convidoll
u participar
t!1ll
frente it sala de. capoeirn. quandu
da ullIn. A professora
[oi
a
0
professor
pril11c..~ira a rclatar que iria: em
seguidn. os aiullos tambem acompullh:."rnm a professom.
Estavam entusiasmados
com as mllsicas, prcstnvam mais Jten~o
a cia !lao
cOllseguilldo acompunhar os movimentos.
a
protessor sempre estimulnndo. inccntivando c reislulld
a capacidade que
eles possuinm.
Nessas aulas perc~beu que os aluTlos do ensino
pam observar e
0
professor
05
convidav
regular apftreciam na porta
pam pnrticipar. A Clrlda seman8 tinha mais
alullos do ensino regular jogal1do cup eim com os ~lIlinosdo ensino espe.cial
As aulas tornaram~sc atrncntes, pois qucriam saber os dins que fultnVfl para ter
mais e poder cant.ar.
39
Situa~i\o 10
Data: IO/oS/05
o aluno
D e mais dais nao tTouxeram 0 material de nata~ao e ficaram em sal a
de alila.
Pediram para if ao computador e em
pOlleD
tempo
0
D. saiu do local indo
mexer no radio.
Perguntei
0
que cle queria escutar. "Musica, do Leonardo",
Pegoll 0 primeiro Cd e colocou na faixa 17 e 19, correspondente
30 andar que
ele mora e avo. Nao gostou da ITIllsica e foi trocando de faixa.
Ao escutar a introdw;ao da musica dos cinco patinhos, comc90u a
sala e chamar 5, 5, 5.
Pegoll
113 mao
da professora e pediu que fizesse
0
COffer
I1lllnero
pela
cinco.
A professora ficou observando e comcyou a balan<;:ar 0 carpo e fazer com as
dedos os numeros que estava na tnusica, correndo para a professora, mexendo nos
dedos para fazer igual, dizendo: vem contar patinhos.
A professora colocou os dedos na primeira vez eorretos e ja na segunda vez ao
inves de colocar 3 dedos eolocol! 5 e ele eome~Ol! a mexer a cabec;a e gritar,
mostrando que nao estava correto. Entao parei a musiea e falei que nao era necessario
gritar era s6 ele fazer com as dedinhos que eLiiria copiar junto.
Ao finalizar a musica ficou urn tempo tTocando de CD, escutando
outras
musicas.
Quando a tum18 chegou da natac;ao, ele resistiu para desligar, mas comentando
que:
- "Que mais, que mais"
40
Combinamos
que dcpois teria lTIais. olhou mexcu noYamcnte
e levantoLl
relatando:
-'. Dcpois tem mais, parabens .••
~
Situa~iio 11
D.ta: 13/05/05
Para trabalhar
0
passado e
0
presente a profcssora escolheu
a musica de Lulu
Santos,. "Como uma onda no mar~'
Ao escutar a musica,
0
aluno I comentou
-"Na minim casa tambem tern essa musica"
J6
o.luno L.:
-"Minha inna adora que cia ve e escuta n8 televisilo",
A
levnntoll
professora deixou que escutasse livremente dUBs vezes a musica. urn aluno
e comec;oll a se movimentar, Dutro deitou no chao, dizendo que estava
nadando, Dutro acompanhou com 0 corpo.
Ao terminar a mllsica, pediram muis, a professora, comentou que colocaria
mais, sendo necessaria
que prestnssem atenc;ao, que depois faria pergllntas.
Finalizando a musica, L comentou que ja podia perguntar que tinha prestado
tnuita ateI1cyao.
A
primeira pergunta: Por que a m(lsica tern esse nome?
M. acenou a cabec;a fazendo
0
movimento da onda e produzindo
x, x",
l.exemplificoll que na praia que cle vai, a onda t8 no mar.
0
som "x a, x,
41
L. relatou que tern muitos animais aquilticos que vivem no mar.
B. completou 0 amigo dizendo, 0 nome de varios animais.
A segunda pergunta: Do que tbla a mllsica?
Todos comentaram sabre a praia que tern end a e um mar.
A lcrceira pergunta: Voce concord a que tuda passu?:
1. relatoll vorias coisas que passavam to em casa e
0
e,nibus passa. A roupa
tam be-Illa mamae pas sa.
L. rel:J.tou que nao era isso, mas a musica disse que tuda passa e passam. A
professoro perguntou
0
que queria dizer isso,
"e muito
diflcil.. ••
B. nao dcmonstrou inte.resse em comentnr.
!vi. neenou a cabcya de nilo.
A professors
exemplificou
com situaC;:Oesdiarias. pam entendercl11 0 que
querin relatar tudo passu tuda passara. Perguntando para eles 0 que haviam almoc;:ado
no dia? Brincado? Feito? 0 que fizeram quando eram pequenos? E nas fe-rias? Aos
pOllcos eles forum relatando e percebendo
que
0
que fizernm hoje pod em fuzer
amanha, 56 qLlede forma di(i:rcnte.
o que ja
passol! ncsse ana nao se repetim mais?
8. disse que na.o. A professorn perguntou porque? "Eu ja vou crescer e na~
vou mnis ser igual"
L
comentou que
0
que ele fez nas ferias, !laO sem igual a outro descanso
parque vai relaxar muito.
1 falou varios exemplos do seu passado. que agora nao usa mais chupeta. que
ja passou) bern como a fmlda.
M. disse "no", gesticuiando sons e mexendo as mllos.
42
Percebi, que a musicu foi urn canal mnis dinamico
mas a compreensUo para abstrair
0
para introduzir
0
assunto,
passado do presente teve que ser exemplificada
para obter uma compreensao.
Situn~iio 12
Datn: 16/05/05
A mae de M. compareceu
a
escola para reuniao
individual, na qual foram
repassadas infommy5es sabre as procedimclltos e 0 desenvolvimento de M.
A professora perguntou que havia percebido J11udan~as em rela~:1o a seu
desen\"oivimcnto.
A mae comcntotl que percebeu a mudany3 em easa estando mais ativa e
fonnando pequcnas silabas, mas ainda percebe que
e urn poueo
preguiyoso para falar,
a musica
e 0 M. demonstroll
sendo mais fUeil apontar, do que tenlar falar.
Fai comentado
que estamos
utilizando
interessado no trabalho que estu sendo desenvolvido.
A mae relatou que agora havia entendido
pegava
0
0
porque de, ao chegar em casa ele
radio do irmao, sentava no chilo e fazia alguns gestos, acompanhando
alguns sons.
com
43
Percebeu que ele estavt\ mais solto, clem nstranclo
sentill1cntos, como dar
risada e climprimentar os irm30s, St~lImodo de comportar estav8 diferente: cia sentc
que quer e 'prcssar algo. mASnindn nao ente.ndeu 0 que
e.
Sitll"~iio 13
Dahl: 01106/05
Duas semanas np6s a atividnde .. a mae do aluno 1. em C I1toto telefOnico
relatou
que. estavam
come~ou
J
em
1II11aniversnri
e achoLi
interessante que no ouvir n IlllISica..
c8nhlf, e perguntoll I),.~raa mae. se 0 que passol! ja possani? A mae achol! 0
I11~l.ximo respondendo a perguntfi como se m10 soubesse do que tratava. Ele dell lima
~l.lllat sendo a
atrac,~no da festa.
Situa~iio 14
Datn: 25/06/05
No m6s de junho. ao trnbalhar sobre
:l
festa junina. tmbaJhamos com varias
musicas desde cmltigas de roda at6 a quadrilha. 0 interesse ft i geml, apenas um aiullo
nilo quis danyar e, nem c~1Iltarem pllblico. relatnudo que nao era mais crianyH pe<lue.na.
Illas sim cri:1I1y3 media e que ni10 precisayadan~ar.
Foi respeitada sua vontsde. mas no din da festa ele veio prestiginr os <:lmigos.
batendo palma e dizendo "bravo, bravo".
44
SitU:l~.o 15
Dat.: 29/06/05
Com a musica do ·~Carneirinho. carneiruo", trabalhou varios conceitos, em
eima, em baixo,
aD
Estavamos
lado e tambe.m
subindo
0
nascimento das ovelhas.
para 0 castelinho,
fraquinho de que-.mnao havia comido, segundo
Ao percebemos que
pronunciava
0
0
quando
esclitamos
um sam bem
relato do B.
sam vinha do bosque resolvemos seguir,
0
aluno M.
0 meslllo som ume~ me, me", Oeparamos no chao como B. relata:
- "Jo, ui, ui, devemos chamar
0
medico
dos bichos, lim,
lim, lim..
sainda
correndo n prOClira de ajuda".
A I105sa surpresa foi que naquele exato momento presenciamos 0 nascimcnto
de duas ovelhinhas.
A alegria roi geral, aD mesmo tempo em que observavamos
M. pronunciava
0
sam, L. relatou: - "Viu 56, as animais tambem chamum atraves do som"
Ao voltar para sala,
0
aluno I. cantava a musica do carneirinho, cameir.:10 e M.
acompanhava.
Trnbalhei
com
0
Iivro "De
nascimento das pessaas e animais.
onde nos viemos",
explorando
a fanna
de
45
Situ"~iio 16
Dntn: 02/09/05
No mes
de setembro, perguntei para os alunos 0 que significavD n musica? Os
depoimentos forum bern interessantes.
J: -" Ell sei que musica
e pam escutar
e ouvir. Escuto musica no ouvido e hoje
escutci no mel! radinho"
M: - Cantou a I11llsica de Bon tarde.
L: uMllsica
e
assim 0 que vem do corayHo. Comcyou
a cantar a musica da
minha caS3. Eu goslo de ITIllsica de Yiol~o".
M: apontou para os ouvidos e
SOOli
alguns sons.
B: cantarolou uma ITItlsica, dizendo que ele estova sentindo a musica.
Situ.~iio 17
Datn: 03/09/05
as aJuJ10s foram convidados a pnrticiparem da apresentuyi:l0 de capoeira na
feira do livro. Ficarsm radiantes de alegria. Percebeu nitidumcnte
a diferem;a em
relayao ao comcyo do ana. 0 ritmo da musica vinha de encontro com as passos da
capoeim. acompanhavam com palmas. Tudo em urn encaixe perfeito.
Ap6s as aulas de capoeira, os alunos ensinam
que aprenderam.
a professora
as novas musicas
46
Situa~ao 18
Dnta: 04/10/05
No tnt:s de outubro a professora realizou uma atividade com quatro ritmos
diferentes
de musica.
A primeim mllsica
e
"Som dos passo.rinhos" - ritmo tranqiiilo com sons da
natureza.
A segunda
e do "Country
four babys", mllsica com caixinhas de ITIllsica, sons
de bebes e anima is.
A terceira do UPatati ~ patata", relata a alegria, 0 circa.
A quarta
e "Saveiro". E lima musiea
eletronica com batidas fortes.
Cada criany3 recebeu lima folhs em que fai dividida no meio, delimitando a
folha em duas partes.
A professora explicoll a dinamica em que era para sentir a I11llsica e desenhar 0
que queria expressar. Con forme fosse mudando tambem mudava a parte para registrar.
Ao tcear a primeira musica dos passarinhos, as crianc:;:.as estavam brincando
com as maos, olhando para fora e quando iniciou os instrumentos as m:1os comec;:aram
a movimentar conforme a melodia da mllsica.
Urn aluno perguntoll
0
que deveria desenhar. Relatei que deveria escutar e
deixar a slla imaginac;:ao perceber. sentir, vivenciar. Ficou olhando para fora com um
olhar bem distante. quando percebeu os sellS amigos desenhando. E iniciou
Apenas um aluno estava dobrando a folha e relatou que era
o aluno
0 •.•.
piu-
0
desenho.
piu"
L. disse que havia sentido e iniciou a desenhar a natureza. A aluna
sorria invaluntariamenle,
quando a professorn passoll no seu lado comentou que os
passarinho da falha tambem estavam cantando.
47
o
ailino L. escreveu "arrnprei", relatando que ern 0 sam que a sua natureza
produzia, tendo varias pegadas.
o ailino
para
0
M. ao escutnr, desenhou urn sorvete. imitando com
0
dedo, apontando
radio e que no parque tem esse barulho e toma sorvete em baixo do.arvore.
o B. desenholl
um CD, desenhando dentro a natureza, agua, trovae.
Na segunda musica, "Collntry for babys". 0 B. fieoll estalando a lingua, ''t~
cavalo com baby", M. sorriu acenando a cabec;a
apontando para a ITIllsica e '''si'',
mexendo 0 brac;o. razendo gesto que estava segunll1do
0 bebe, pronullciando "marna,
papai"
o L. descnhou
de homem perdido
caval os. mae, pni e filhote de cavalo e no chao eshl urn filhote
no chao.
J. desenholl bebes.
48
B. novnmente
desenholl um CD e dentro dele tudo 0 que representa para ele
cri::mc;as,como bichinhos de peillcia, bloeDs de montagem.
Ao caloenr 0 terceiro CD, D. lev8ntoll pedindo mnis ITIllsica. J. relatou que tcm
esse Cd e gosto, desenhando os palhac;os, c3ntando
e comentondo
que fbi ao Beto
Carrero.
B. disse
e lima
ITIllsica de circo vai desenhar os bichos e magicos.
M. pronunciou sons "u, e, u"
L. comentou
que
havia animais enterrndos no mundo da fantasia e estavnm
cheios de circo.
D. estuvu no ch~o. andando e mexendo
0 sell
carpa.
A quarta musica, sendo mnis "'teeno", ficaram ceTca de um minuto dnnc;ando e
mexendo
0
carpa.
M. apontou para a boca e desenhou um monte de bolinhns apontando para os
amigos que estavam danc;ando.
e
B. relatou que
rock in roll.
aD mesl110
J, desenhou
urn rock in roll .. E desenhou dentro do CD, a sua banda de
tempo em que descnhava, mexia na cadeira.
lim
monte de gente danyando e assistindo n festa.
L. desenhou uma savana que os nnimais estao livre, partindo. Lavantoll da
cadeirn e disse "lim, nao eo·stOli mais aqui"
49
Ao terminar os quatros estilos, J e B. relataram que gostnram de todas. L. 56
dos bichos. 3S outras sao de latlcos. M. gostou do rock e do passarinho, fazendo geslo
do sorvete.
A dinamica roi sensacional,
sentimento
bern como na maneiw.
o aluno
pcrcebi que a mllsica influencia na emo<;ao e
de agif.
D. durante as duas primeirns mllsicas. estava sentado e rabiscando a
folha. Ao cscutar a terceirn mllsica do circa. Jevantou-se e come<;ou a correr e a gritar.
Na quana lTIusica. fbi ate 0 aparelho de scm, desligoll e tirou 0 CD, ficando ngitado.
Ja 0 ailino M, scm falar comunicou-se
atraves de gesto Illostrando que a
musica proporcional! momentos em que estava com sua familia passeando e escutava
o sam dos passarinhos quando ia tamar sorvete no parquc.
CONSIDERAC;:()ES
FINAlS
A TnllSica esta presente
lima
rnrmo
ajudando
de cOlllunica<;ao
as p~ss()as amante-rem
sentimentos.
E
em tOOns as pessoas e em todos os gmpos sociais.
pre-sente no cotidiano de grande parte
contato
com a realidade.
atetividade. imaginac:;ao, intluenciando
troca de cultum c inf{)mUl~oes
populac;ao.
Expres:m emo<;oes.
plmnitindo unm
comport81l1entos,
entre 0 mundo, 3mpliando
dH
conht'cimento
0
e a
expressividade.
Na
educar;iio especial
foi
onstatado
que
a
ITIllS.ic9.
constitui-se
instnnnento valioso e signifi('utivQ no processo de desenvolvimento
em
lim
humane da pessoa
com necessidode educativ8 especiul, na ArC3 mental. capnz de promover mudanc;..as
comportamentais
e exerccndo
identificassem sellS sentimcntos.
allxiliando
no processo
Ao utiliur
lima excelente porta
de
1II11
importante.
papeJ
que
as
imagina<;ao e e'l(pressivid de em relac;ao
crinn~~ns
a
mllsica,
aprendizagem.
a ITIllsica em sala de aula, os resultados obtidos llIostrnram que
e
de entrada para 0 trnbalho do vocablilMio, da lingungelTI, de
conccntruc;ilo. d~ ITIotivnyiio. de equilibria,
com as. dcmuis pessoas. Com n mllsicu,
oom
como lima intcm.::riio c entrosmnento
tmbalho fica mnis dinfllnico e interativo.
Todos os llitmos participantes
destu pc-squiSH dcmonstrnrum
progressiva no sell desenvolvimento,
lingllHgem
permit indo
onseguiram enriquecer sell voc-flbulario e sua
ornl progrediu cOllsideravelmente, Exemplificado
em que a professom havia trnbalhado
IIllUl seq(i(?:nci3
utraves
com 0 caso do aluno I,
da mllsicn as palavras de cortesi a, como
'"bom diu"', "com liceIl9a"~ ao pedir que tomasse 0 re-media. 0 proprio aluno comentou
que era necessaria usar n palavra lnagica
por favor".
u
51
Em outro caso percebi que a mllsica transmitia a emoc;:ao, depende,ndo do
ritmo acalmava au agitava, faze.ndo com que se expressassem atraves de desenhos au
ate
meSJ110
do carpa, ficando agitado.
Jft no caso do ailino M. a ITIllsica est.l sendo lll11forte aliado para a explorac;:ao
da linguagem hem como na parte de equilibrio, vista que no inicio do ano nao tinha
seguranC;3 em pular com U111
pe s6.
Atraves do trabalho
realizado, ulem das mel horns obtidas nos diferentes
aspectos cognitivos e comportamentais,
pennite afirmnr que a mllsica tanto serve pam
a Iinguagcm do desenvolvirnento oral, motor. da sensibilidade e da expressividade
suns habilidades
e potencinlidades.
como tombem
enriquece
de
os relacionamentos
pessoais e interpessoais.
Entretanto,
os objetivos propostos
mllsica auxilia no desenvolvimcnto
forum alcan<;:ados,
da uprendizagem
aten<;:ao e concentra<;:ao aqui apresentados
pois percebi que a
facilitando
0 processo
de
nas aulas de capoeira em que os alunos
utilizavnm a musica pam desenvolver a 3uto-estima, intera<;:ao,aten<;:aoe concentra<;ao
bem como 0 corpo. Percebe-se clara men Ie a cvolw;ao de cada crian<;:acom resultados
positivos na aprendizagem.
Outro fator importante que nortcia 0 processo de ensino aprendizagem
afetividade existente entre 0 professor e 0 aluno, pois
e
a
quando a crian<;:a sentc-se
3muda, aceita, valorizada e respeituda, adquirc 3utonomia. confian<;:8e aprende a amar,
desenvolvendo
lim
scntimento de auto-valorizu<;:iIo. A auto-estima
e uma
coisa que se
aprende e acredila-se que uma crian<;:aque tem opiniao positiv3 sobre si mesma e sobre
os OlltroS,tera maiores condi~oes para construir 0 conhecimento. Na escola 6oferecido
um ambiente de uprendiZHgem ollde se valoriza e se estimula a sua criatividade
a
52
iniciativa,
partindo
Iirnit2lr;Oes e dificliidades. mas de SLias potenCi1:11idades.
nao de suas
Sendo assim ac.redito que a mllsica C lima ferramcnta muito importante
I?nsino aprendizagem
No
como cleme.nto
infeio
dt'1ll0llstrav8In
das
Hulas
inter("sse.
houvt." lima motivH930
de
mOlivador.
capoeira
Quando
no processo de
0 professor
pilrticiparnm
convidava
da aula
as
niunos
e m'o
e a mllsic~1 estHVIl presente
a mais pam participarem.
Observou-se
que () interesse e a c.oncentrac;ao
dos aiul10s
fbi 811menhll1do
gradativam~nte.
Alguns ahmes desenvolvernm
neste periodo de n09ao de esquema
temporal
III quais
aula d~ capoeira:
e sabi
os dias em que teriam
[X!rguntavuITI diariamente
desenvolvernm
possibilitBndo
me-nial a adquirir
Ilao
que
se te.riam estas aulas.
objetivo verificar se renlmente.
feita com os pais te\ie como
A nmllise
trnz beneficios.
e os ailinos
ao pormdor
de necessidades
educativas
a mllsica
especiais
na ~in:"a
0 conhe-l~imento.
Observoll-se
aprender~
mesmo
npresentn
nivel
dumnte
que
f"..stnpesquisa
utilize
os mesmos
de desenvolviment.o
que (.~ada ailino tem St~ll tempo pr6prio
rocllrsos,
difercnciado,
n mesm3
Cada ailino
tt'Cllologia.
par isso a necessidade
pam
de respe.itnr
as
individualidades.
ate:
Conclui-s{j.
descnvolvil11cl1to
sabe:.
cad a criam;.a
modo singular
constantementc
educandos,
neeessidades
COm
de aprender.
Neste
momento.
est.e
da aprendizagelt1.
senti do,
lima
c: reqllcr
pretende-se
cduc.ac;ao
oferecendo-lhc
que
qlle
mas este nao 6
educativas
a existcllCiu.
ampliar
0
lISC
lim
trtlbalho
especiais
e
da
mllsiea
promove
0
acabado,
pois como
se
tem
0
sell
tempo.
0
sell
tnuitu dedica9·~o.
as dimensues
de
sLias metns,
proporcione cada vez mais qualidade
condi1;oes de ex-e·reer seus direitos.
sua
buscando
de vida aos
cidadnnia.
como
53
sujeitos participantes da sociedade e sejam cada vez mais felizes no ambito em que
vivem, ou seja,
118
escola, na familia e na sociedade. Portanto, pretende-se continuar
utilizando a ITIllsica na aprendizagem e no desenvolvimento
lim
trabalho de qunlidade, enriquecendo
cada vez mais
alunos portadores de necessidades educativas especiais.
0
humano, desenvolvendo
!livel de aprendizagem
dos
54
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<http://www.public.iastato.edu/-sbillinglada.html>
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