DIFICULDADES ENCONTRADAS PELOS PROFESSORES EM INCENTIVAR A LEITURA NOS ALUNOS DE 1º E 2º DAS SÉRIES INICIAIS Maiara Buschini Franco 1 RESUMO O presente artigo tem o de objetivo apresentar a importância do incentivo à leitura para os alunos de 1º e 2º ano das séries iniciais e se os docentes sentem dificuldades em trabalharem esta temática com as crianças. Para alcançar esse objetivo, foi feito uma pesquisa teórica sobre a leitura e a sua importância, e foi realizada, também uma pesquisa de campo com pais de alunos e professores de duas escolas municipais e duas escolas privadas. Enfoca-se aqui que a leitura deve ser iniciada em casa pelos pais antes mesmo das crianças entrarem na escola, porém quando os mesmos não têm condições de incentivar a leitura em casa, fica a cargo da escola e dos professores realizarem esse trabalho com as crianças. O docente precisa ter consciência de que levar os alunos a uma biblioteca é fundamental para o incentivo da leitura, pois os mesmos precisam estar em contato com diversos tipos de materiais para lerem. O docente deverá introduzir o livro na sala de aula de uma maneira prazerosa, por isso é importante ressaltar que a escola é um lugar no qual a criança precisa se sentir bem, ela tem a função de alfabetizar, e também, de estimular a leitura, portanto, outro ponto abordado aqui, será as diversas metodologias que os docentes podem utilizar para enriquecer suas aulas e incentivar os alunos a terem o hábito de ler, tornando-os leitores críticos e reflexivos. Palavras- chave: Leitura. Alunos. Professores ABSTRAT This article has the objective to present the importance of encouraging reading for students of 1st and 2nd year of the initial series and if teachers find it difficult to work this theme with children. To achieve this goal, a theoretical research on reading and its importance was made, and also, a field research with students' parents and teacher from two public schools and two private schools. Focuses here that reading should begin at home by parents before children enter school, but when they can not afford to encourage reading at home, it is in charge of school and teachers carry out this work with children . Teachers need to be aware that lead students to a library is essential for encouraging reading, as they need to be in contact with various types of materials to read. The teacher should introduce the book in the classroom in a pleasurable way, so it is important to emphasize that school is a place where the child needs to feel good, it has the literacy function, and also to encourage reading, therefore, another point addressed here is the different methods that teachers can use to enrich their classes and encourage students to have the habit of reading, making them critical and thoughtful readers. Keywords: Reading. Students. Teachers. 1 Graduada em Pedagogia na Faculdade Catuaí. 1 INTRODUÇÃO Ouvimos tanto dizer que as instituições de ensino têm o objetivo de formar cidadãos críticos e reflexivos, discentes que saibam expor suas opiniões e que não sejam submissos a tudo, mas para isso é importante que desde as séries iniciais, os professores saibam e reconheçam que a leitura é um ato fundamental para que o educando possa atingir o objetivo ao qual a escola pretende chegar e, também, para que os mesmos saibam o que está acontecendo ao seu redor. Mas de nada adianta termos um pensamento desse tipo se na hora da prática não conseguimos realizá-lo. Se a leitura for trabalhada com seriedade desde cedo com as crianças, elas terão menos dificuldades de entender o que lerem. Podemos perceber que algumas pessoas até na graduação, às vezes, sentem dificuldade em entender determinado texto e se tivessem sido incentivadas desde a infância, possivelmente, não passariam por uma situação desse tipo. As consequências que poderão sofrer não estão relacionadas apenas com a escola, mas também com seu dia a dia. Podemos perceber a existência de professores que, por algum motivo, não dão à leitura sua devida importância. Se ao entrar nas séries iniciais os alunos não tiverem o incentivo de leitura oferecido pelo docente, dificilmente os mesmos irão ler. Essa falta de interesse de alguns educadores com a leitura pode ocorrer, entre ouros aspectos, por existirem falhas na formação continuada dos mesmos, por isso grande parte deles encontram dificuldades ao trabalhar esse conteúdo com seus alunos nas séries iniciais. De acordo com Freire (2000), Bacha (1969), Fulgêncio e Liberato (2003), Kato (1995), entre outros, o professor não deve forçar o aluno a ler, porque senão estará motivando-o a se distanciar de vez da leitura. O docente deve utilizar métodos que levem os alunos a terem curiosidade para descobrirem o que está escrito nos livros, o que eles podem aprender com determinado texto e assim por diante. 2 A LEITURA E A SUA IMPORTÂNCIA Segundo Freire (2000), a leitura envolve uma compreensão crítica que vai se alongando na inteligência do mundo, por isso dizemos que a compreensão do texto lido é decorrente da crítica que se implica nas relações entre o texto e o contexto. Ainda para o autor, uma maneira importante de a criança começar a ler é realizar a leitura do seu próprio mundo, ou seja, a criança exprimi mediante signos e sons o que aprendeu do meio em que a cerca. Ao fazer e compreender isso, ela, posteriormente, poderá efetuar a leitura de algumas palavras. A leitura vai além do texto, “[...] e começa antes do contato com ele [...]” (MARTINS, 1986, p.32), é o que podemos chamar de leitura de mundo realizada pela criança que começa a ser feita desde a sua infância. De acordo com a autora, a leitura é um aprendizado que vai acontecendo de maneira mais natural do que as pessoas possam imaginar. Ela nos apresenta que aprendemos a ler a partir do nosso contexto pessoal e por isso precisamos valorizá-lo ao máximo possível. A autora define a leitura como sendo “[...] ponte para o processo educacional eficiente, proporcionando a formação integral do individuo [...]” (MARTINS, 1986, p. 25), portanto, entendemos que um bom trabalho de leitura pode contribuir e transformar o processo de formação dos cidadãos. Para Silva (1998), é muito importante que tanto os professores quanto os alunos tenham consciência da importância do ato de ler, mas é necessário analisar as condições em que a leitura é conduzida no contexto escolar, ou seja, como é trabalhado o processo de leitura dentro da Instituição. “Se ler é interpretar, o objetivo principal do ensino é o desenvolvimento da compreensão” (BACHA, 1969, p. 72). Isso só acontece quando os alunos realmente leem e conseguem retirar a essência do texto, mas é necessário que o professor ofereça aos mesmos livros pelos quais se interessam, assim estará motivandoos a ler. O docente precisa estar atento ao nível de desenvolvimento do seu aluno, a fim de que não o force a fazer o que não consegue, pois isso poderá desmotivar a criança. Ele necessita questionar-se em relação ao nível que o discente se encontra para assim poder orientá-lo a fim de que haja uma melhora na sua aprendizagem. Para Fulgêncio e Liberato (2003), a leitura é o resultado da interação entre o que o leitor já sabe com as informações que ele consegue retirar do texto. Martins (1986) cita três níveis básicos de leitura que são o sensorial, emocional e racional. O nível sensorial, segundo a autora, começa cedo e nos acompanha por toda vida. Esse tipo de leitura mostra ao leitor o que ele gosta ou não, mesmo inconscientemente, pois ele sentir-se-á impressionado pelo que vê, pelo que ouve, pelo que sente. Quando a leitura nos despertar curiosidade, fazer-nos ficar tristes ou alegres, trazer lembranças, dentre outras, deixamos de ler apenas com o sentido e entramos no nível emocional. A leitura emocional lida com os sentimentos, pouco explorada e, também, pouco valorizada, de acordo com a autora, é a que mais dá prazer em quem lê, pois é mais mediada pelas experiências prévias e pela vivência anterior do leitor. Ao lermos um livro por vontade própria acabamos nos envolvendo com a história do mesmo, então ele passa a fazer sentido para nós. Quando lemos textos para a realização de provas, os mesmo se tornam chatos, sem sentido, pois estaremos lendo por obrigação. O último nível de leitura citada pela autora é o racional, que envolve, também, o nível sensorial e o emocional, pois estabelece uma ligação entre o leitor, conhecimento e a reflexão, possibilitando assim atribuir significados ao texto e questionar tanto a própria individualidade quanto o universo das relações sociais. Este nível de leitura transforma o conhecimento prévio em um novo conhecimento. Martins (1986) assegura que não existem esses três níveis isolados, o que acontece é de um se sobressair ao outro, mas isso vai depender de cada leitor, a respeito do assunto, ela ainda assevera: [...] difícil realizarmos uma leitura apenas sensorial, emocional ou racional, pelo simples fato de ser próprio da condição humana, inter-relacionar sensação, emoção e razão, tanto na tentativa de se expressar como na de buscar sentido, compreender a si próprio e o mundo. [...] (MARTINS, 1986, p. 77) Ela ressalta que apesar de aprendermos várias maneiras para ler, “[...] cada leitor tem que descobrir, criar uma técnica própria para apropriar seu desempenho [...]” (MARTINS, 1986, p. 84) Para Levy (apud KATO, 1995), a leitura é um ato de reconstrução dos processos da produção, na qual há uma interação entre o leitor e o autor e com isso deve-se trabalhar a construção de um texto e não com ele já estruturado, ou seja, ao ler devemos dialogar com o texto, fazendo perguntas a nós mesmos e tentando encontrar as respostas que precisamos. De acordo com Bacha (1969), é necessário que o professor incentive o hábito de leitura nos educandos, mesmo que não estejam mais nas séries iniciais, pois existem novos conhecimentos a serem adquiridos por eles. De acordo com Pedrosa (apud KATO, 1995), a criança, desde muito cedo, monitora seu comportamento como leitor, escolhendo o texto que pretende ler, a frequência com que vai ler, mas uma criança menos experiente monitora primeiro as palavras para depois partir para as frases, isso pode ser visto quando o aluno lê fazendo pausas e corrigindo alguns erros. Para ser considerado um bom leitor a pessoa não necessariamente precisa ler rápido, para Harris (apud BACHA, 1969), não há uma velocidade eficaz de leitura e a mesma irá variar de acordo com o objetivo para o qual se lê, mas é interessante que o docente entenda essa estratégia para que possa estimular constantemente uma evolução na criança. Segundo Silva (1998, p. 22), “[...] sem professores que leiam, que gostem de livros que sintam prazer na leitura, muito dificilmente modificaremos a paisagem atual da leitura escolar. [...]". Portanto, podemos perceber que o gosto pela leitura deve partir do docente, pois se o mesmo for um leitor assíduo, possivelmente conscientizará seu aluno sobre a importância da leitura no âmbito escolar e na vida em sociedade. O autor ainda afirma que os professores e os alunos precisam ler, pois a leitura faz parte do processo de educação, e sendo assim é necessário que ambos busquem cada vez mais conhecimentos, mas para que haja de fato, leitura na escola e fora dela é importante que tenham uma biblioteca a qual os alunos possam frequentar dentro da Instituição e ter acesso a uma Biblioteca Pública que supra as necessidades da sociedade. O professor deve proporcionar aos alunos momentos nos quais cada um poderá falar sobre o que gosta assim o docente irá conhecer e/ou descobrir o tipo de livro que a criança mais gosta de ler. Silva (1998) aponta-nos que alguns professores preferem fazer recortes de livros e revistas para montar apostilas, e acabam deixando de levar seus alunos à biblioteca para que possam pegar livros e realizarem a leitura do mesmo, e por consequência alguns discentes acabam os estudos do Ensino Regular sem terem entrado em uma biblioteca. Para se ter uma boa biblioteca na escola, o ideal é que professores e equipe pedagógica façam uma análise dos livros que chegarem à mesma, pois é significativo para os alunos lerem textos de acordo com a sua realidade, mas, infelizmente, essa escolha fica centrada nos gabinetes e não é levada em conta a realidade de cada região do país. Se a leitura for feita de forma crítica e reflexiva, tanto dentro quanto fora da escola, é capaz de facilitar à sociedade as diferentes dimensões da vida. De acordo com Silva (1998, p.27-28), “[...] O ensino crítico da leitura deve mostrar que os livros nada mais são do que a expressão do pensamento, sujeito a erros passiveis de serem aprofundados e questionados. [...]” Portanto nem tudo o que esta escrito nos livros é o que acontece na vida real, por isso é passível de ser questionado a fim de concluirmos se a ideia que está em mente é correta ou não. Outra estratégia para a motivação da leitura é a participação dos pais. Para Silva (1998), há em algumas famílias pais que não são nem alfabetizados e por isso não têm condições de ensinar os primeiros passos para o aprendizado da leitura, então cabe aos educadores esse papel de mediadores. A escola não deve deixar de levar em consideração as diferenças existentes entre os alunos, tanto as diferenças financeiras quanto as de aprendizado de cada criança. Martins (1986, p. 29) assevera que “[...] o ato de ler permite a descoberta de características comuns e diferentes entre indivíduos, grupos sociais, as várias culturas [...]”, proporcionando assim elementos para uma postura crítica das pessoas. Um erro que, muitas vezes, ocorre é o de que o professor deixa a leitura como tarefa de casa e não faz uma análise para saber se o discente tem ou não condições de ler um texto sem a ajuda de alguém. Martins (1986) aponta que muitos professores utilizam apenas livros didáticos, pois os considera um “mal necessário” em decorrência dos problemas econômicos, deficiência na formação de professores e até mesmo na estrutura do Ensino. Mostrar o valor da leitura ao educando não é uma tarefa difícil, pois esse processo, se produzido numa linha de experiências bem sucedidas para o sujeitoleitor, significa uma possibilidade de repensar o real pela compreensão mais profunda dos aspectos que o compõem [...] (SILVA, 1998, p.85) Diante desse fato, por meio de uma pesquisa de campo analisamos como está sendo trabalhada essa questão da leitura pelos docentes e como os alunos estão reagindo a esse aprendizado. 3 SERÁ QUE A LEITURA ESTÁ EM CRISE NAS ESCOLAS? Geraldi (1997) assevera que entre os anos de 1970 a 1980, houve um crescimento significativo de alunos nas escolas. Em decorrência desse aumento, precisou-se contratar mais profissionais e com isso surgiram os cursos rápidos de formação de professores, cursos esses sem muitos embasamentos teóricos. Sabemos que o embasamento é muito importante para a formação docente, pois são os professores que formarão novos profissionais. Geraldi (1997, p.105) afirma que “nem sempre o texto teve a relevância que tem hoje no ensino da língua portuguesa, nem por isso deixou de estar presente, mas sua presença tinha uma forma de inserção muito particular [...]” por isso que é importante para o docente ter elementos teóricos para ensinar. Entre eles, o autor aponta, a leitura vozeada, nela o professor era o modelo, ou seja, ele lia o texto e depois um a um os alunos iam lendo também, quem mais se aproximava da leitura do docente era o que lia melhor. Em seguida, o autor apresenta-nos o texto como objeto de imitação, aqui era o momento em que o aluno lia para realizar a sua produção, baseando-se em autores, pois todo texto é escrito através de ideais que foram adquiridos de outro já lido. E, por último, é o que ele chama de objeto de fixação de sentidos, ou seja, os alunos não tinham o direito de refletir sobre o texto lido, tudo o que as autoridades diziam estar correto era o que os discentes deveriam seguir. Para a pesquisa de campo efetuamos algumas perguntas por intermédio de questionários para as docentes, para sabermos como se da à relação dos professores com a leitura e dos alunos com a mesma. Para averiguarmos se os docentes realmente leem, perguntamos a eles se procuram ou não terem contato com materiais que abordam a leitura nas séries iniciais. Dos docentes pesquisados, setenta por cento disseram que sim, leem materiais voltados a este assunto e, também, fazem leituras de outras fontes, como livros de autoajuda, religiosos e materiais voltados à educação. E trinta por cento dos professores pesquisados responderam que não, pois não têm o hábito de ler ou não têm tempo. É muito importante que os docentes tenham conhecimentos sobre materiais que abordem o tema leitura, pois assim, conseguirão trabalhar com os alunos de uma maneira mais diversificada, sem tornar a mesma cansativa e chata. Geraldi (1997), cita quatro tipos de leituras diferentes, o primeiro busca informação, que é o momento em que o aluno lê em busca de uma resposta a determinada pergunta. A segunda é o estudo do texto, ou seja, ao ler sobre determinado assunto a pessoa procura extrair o máximo que possa ser lhe oferecido. O autor ainda cita a leitura pretexto que vem a ser o momento no qual o leitor utiliza-se de outras obras e outros textos para produzir o seu próprio. E por último vem à leitura fruição, que é quando o leitor apenas lê as obras e não faz uso em nenhum momento dos itens citados acima. Segundo Bamberger (apud ZILBERMAN, 1993, p. 90-91), os alunos pesquisados para esse trabalho estão na fase dos livros de gravuras, dos versos infantis, do faz de conta e também do conto de fadas, pois essa “[...] é a fase da mentalidade mágica em que a criança faz pouca diferença entre o mundo interno e o externo [...]”, na fase do conto de fadas “[...] a criança prefere leitura do realismo mágico, conto de fadas, mitos e lenda [...]” Nessa fase, as crianças são suscetíveis à fantasia, porém há diferenças entre a das meninas e a dos meninos. Elas se comparam a princesas e eles preferem os monstros dos desenhos animados e dos livros. De acordo com Aguiar (apud ZILBERMAN, 1993, p.94), a faixa etária analisada está passando pela fase de Pré- leitura e de leitura compreensiva, pois a primeira “[...] estende-se dos três aos seis anos [...]” período em que as crianças passam pela Educação Infantil e primeiro ano desenvolvendo habilidades nas quais as deixaram mais aptas para o aprendizado da leitura. A leitura compreensiva vai dos “[...] seis aos oito anos de idade [...]” e é o momento em que a criança esta vivendo o processo de alfabetização, com isso vai gradativamente vencendo as dificuldades do código escrito e começa assim a realizar a leitura das palavras. (AGUIAR, apud ZILBERMAN, 1993, p.94) Mas para a criança passar por todo esse processo de aprendizagem, é importante que, além de um bom professor, o aluno disponha de uma boa biblioteca, e neste sentido, Silva (apud Zilberman, 1993) afirma que o problema com as mesmas vem acontecendo já há algum tempo e nas últimas décadas a situação esta ficando cada vez pior. De acordo com nossa pesquisa, cem por cento dos professores afirmam que seus alunos frequentam a biblioteca uma vez por semana e lá as crianças podem ler livros, textos impressos, gráficos, jornais, revistas, livros de culinária, músicas, entre outros tipos de materiais, podem também levar os livros para lerem em casa. Levar seus alunos para uma biblioteca é muito importante, mesmo que seja uma vez por semana, segundo Abramovich (1997), é necessário que na escola tenha uma bibliotecária, pois a mesma poderá ensinar as crianças a procurar livros que estão nas prateleiras de acordo com a sua faixa etária. Ainda de acordo com a autora, é necessário que os alunos saibam quem é o autor da história que estão lendo, assim irão conhecer o perfil dos textos que o mesmo escreve. Esse trabalho de apresentação do autor pode ser feito pela própria docente dentro da biblioteca, pois a mesma poderá levar seus alunos até lá, e em seguida apresentar-lhes os clássicos da literatura infantil e se acaso surgirem novas curiosidades a respeito de outros autores, essa discussão poderá ser retomada, porque, muitas vezes, a criança adora um determinado texto, mas não sabe sequer quem escreveu o mesmo. Os docentes, mesmo aqueles que não procuram ler autores que falam a respeito da importância da leitura, encontram-se comprometidos com seus trabalhos e têm plena consciência de que seu aluno precisa ser desenvolvido nessa questão. Por isso é muito importante que os docentes levem as crianças para a biblioteca. Dessa forma resolvemos investigar se eles fazem isso ou não. Ao indagar sobre a frequência dos alunos na biblioteca, cem por cento dos docentes disseram que procuram levar seus alunos até lá, mesmo que seja apenas uma vez por semana. Silva (apud ZILBERMAN, 1993 p.140) afirma que há problemas relacionados às bibliotecas escolares e que para acabar com os mesmos é um tanto quanto trabalhoso, mas que será “[...] o resultado de uma opção política e da tentativa de melhorar a qualidade de ensino e tirar os nossos alunos da situação de ignorância e mediocridade [...].” Portanto não basta lamentar, é preciso ir à busca do objetivo até concretizá-lo. Por intermédio da pesquisa que realizamos podemos observar que as Instituições não encontram esse tipo de problema, pois há uma biblioteca que os alunos e os professores frequentam. Para descobrir se os docentes incentivam a leitura com seus alunos perguntamos qual seria o grau de interesse de seus alunos pela leitura e dez por cento dos professores não conseguiram avaliar. Cinquenta por cento disseram que as crianças são interessadas por leitura e quarenta por cento responderam que eles são muito interessados pela mesma. Os docentes acreditam que a família tem um papel fundamental assim como eles nesse processo de ensino da leitura, conseguem perceber o interesse das crianças por verem que muitas sentem prazer em ler, por se concentrarem e fazerem a compreensão do texto e pelo fato de estarem decifrando os códigos elas sentem curiosidade de saber o que esta escrito. A família deve procurar incentivar as crianças a lerem, levando-as a uma biblioteca, lendo para elas e, sempre que possível, levar livros para os filhos e se conseguirem frequentar a própria biblioteca das escolas. 3.1 O que os pais pensam sobre a leitura nas séries iniciais? Maimoni e Bertone (2001) consideram que a leitura é uma das preocupações que pais e professores têm em relação às crianças e adolescentes e afirmam terem certa dificuldade em fazer com que as mesmas tenham o hábito de ler. Portanto, fomos a campo, nas escolas, realizar uma pesquisa com os pais dos alunos do primeiro e segundo ano de quatro escolas da cidade de Cambé. Foram feitas perguntas em relação ao cotidiano do aluno fora da sala de aula, e abaixo podemos observar como os alunos agem com a leitura em casa. Noventa por cento dos pais responderam que têm o hábito de ler, estes costumam ler diversos tipos de materiais como por exemplo, livros dos mais diversos assuntos, jornais, revistas, a bíblia, artigos, materiais de autoajuda, textos informativos, livros de autoestima, gibis, livros didáticos e apenas dez por cento dizem que não leem por falta de tempo, por não terem o hábito mesmo, mas acham que a leitura tem um papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem dos seus filhos. Bamberger afirma que (1997, p 13) “[...] Os livros ajudam-nos a dominar os problemas ético, morais e sócio-político da vida.[...]”. Por isso alguns gostam de ler livros do tipo autoestima, por trazerem exemplos de como fazer para mudar situações ou atitudes as quais não estão sendo boas para a pessoa. Ainda considerando a fala do autor, é importante que os pais gostem de ler, pois dessa maneira induzirão seu filho a ler regularmente. Barros e Gomes (2008, p. 339) afirmam que “[...] as pessoas lêem para resolver problemas, para anotar alguma coisa, para informar-se, para aprofundar conhecimentos, para ter prazer (fruição) e até para saber que não se sabe [...]”. Ao indagar os pais sobre o hábito de leitura do filho em casa, analisamos que cinquenta e três por cento das crianças apesar de estarem no início da alfabetização gostam muito de ler, trinta e três por cento delas leem somente o recomendado pela docente, onze por cento ainda não sabem ler e apenas três por cento não gostam ler. Para Maimoni e Bertone (2001, p. 39), [...] É necessário que a criança perceba que o texto sempre tem algo diferente a ensinar ou, simplesmente informar; e ainda, que o texto tem uma função social, que é de levar as pessoas informações, conhecimentos, diversão e fruição. Os alunos precisam ter claro que a leitura é muito mais do que eles possam imaginar, pois além de informar, ela é capaz de levar-nos a lugares que jamais poderíamos conhecer. Nessa etapa da leitura em casa, os pais podem agir como mediadores, ou seja, podem ajudar as crianças no processo de compreensão do texto. Por isso é importante que os pais saibam, que [...] O adulto em geral (sejam pais, professores ou terapeutas) tem a responsabilidade de ler diversos textos para a criança, de maneira lúdica, mostrando-lhe o sentido e a importância do aprendizado da leitura para o dia a dia da vida. (BARROS e GOMES, 2008, p. 339). Portanto, em casa, cabe aos pais incentivarem a leitura em seus filhos, motivá-los a lerem, além do que as docentes recomendam e até mesmos os pais podem ler para as crianças, esse momento de leitura em família deve ser decidido por eles mesmos. Em seguida, perguntamos aos pais o que seu filho mais gosta de ler e como resposta podemos ver que vinte e oito por cento responderam livros, outros vinte e oito por cento responderam revistas; dois por cento disseram que as crianças gostam de ler livros e outros materiais; mas não especificaram qual material seria esse, também; dois por cento leem apenas revistas, livros, gibis; outros são lidos por dois por cento dos alunos e mais dois por cento são acostumados a ler revistas, jornais e gibis. Ainda há cinco por cento de crianças que leem livros, revistas e gibis; dez por cento gostam de gibis e mais dez por cento não gostam de ler nada. Continuando a análise, podemos ver que um por cento das crianças lê livros, revistas, jornais e gibis; mas um por cento é acostumado a ler livros, revistas, gibis, jornais e outros tipos de materiais; um por cento lê apenas jornais, e sete por cento dos alunos são acostumado a ler outros tipos de materiais. Maimoni e Bertone (2001) afirmam que o aluno, ao escolher um livro a ser lido, precisa escolher aquilo que faça sentido a ele, pois, muitas vezes, as crianças acabam dando preferência aos materiais que os pais gostam de ler e não ao que lhes interessam. [...] a escolha dos textos por parte das crianças, a receptividade e a participação dos pais podem se constituir em fortes elementos para quebrar com a sistemática escolar de leitura obrigatória, aparentemente sem sentido e muitas vezes, só de decodificação, para se chegar a uma leitura compartilhada, significativa e prazerosa. (MAIMONI; BERTONE, 2001, p. 40) O leitor independentemente da idade, ao realizar a leitura de um texto age sobre ele e constrói significados de acordo com a sua visão de mundo. Para saber a opinião dos pais em relação ao trabalho de leitura que é realizado na escola, perguntamos se eles acham que as docentes fazem um bom trabalho e dez por cento dos pais não responderam, outros dois por cento acreditam que não esta sendo feito um bom trabalho, cinco por cento não souberam opinar e oitenta e três por cento dos pais responderam que está sendo realizado um bom trabalho com seus filhos. A maioria dos pais acredita no bom trabalho realizado pelo docente, segundo Barros e Gomes (2008), é o profissional que esta habilitado para formar, mediar e orientar o aluno na construção do conhecimento, portanto é papel dele, enquanto professor, formar bons leitores, ou seja, formar cidadãos capazes de utilizar a leitura em seu dia a dia. Para constatar se os pais realmente incentivam seus filhos a lerem, lançamos a pergunta se eles procuram ou não incentivar as crianças fazer isso, e noventa por cento disseram que sim, e mesmo aqueles que o filho ainda não sabe ler, procuram incentivar a leitura na criança, lendo para elas livros que têm em casa ou que a própria criança empresta da biblioteca da Instituição, comprando materiais relacionados à leitura. Além de ler, alguns pais explicam as histórias para os seus filhos a fim de que consigam interpretar o que acabaram de ouvir, alguns pais leem na frente do seu filho, há pais que leem o livro devagar e depois pedem para o filho ler em voz alta para ver como está a leitura do mesmo, tem pais que falam para os filhos que a leitura ajuda no processo da escrita. Bamberger (1977) assevera que os pais precisam ter consciência de que a leitura deve ser estimulada desde os primeiros anos de vida da criança, eles devem despertar em seus filhos o interesse pela leitura. E depois, com o passar dos anos, embora o aluno já saiba ler é importante que os pais peçam a eles para lerem, pois dessa maneira o filho perceberá que sua família esta interessada em sua leitura. Há, também, aqueles que levam as crianças a livrarias para escolherem novos livros, pais que invertem a situação pedindo para o filho contar histórias para eles dormirem, até jogos entram na hora de incentivar as crianças a lerem, a maioria dos pais são acostumados a ler junto com os filhos e um dos pais que responderam o questionário costuma dizer para a criança que “quem lê fica mais inteligente.”, e apenas dez por cento dos pais pesquisados não responderam. Os pais consideram que a leitura é um ato muito importante a ser desenvolvido nas séries iniciais e por conseguinte em outras séries, pois, por meio dela, as crianças adquirirão maior compreensão dos conteúdos, é importante para aprimorar o repertório de palavras, a maneira de escrever corretamente, pode aumentar o gosto pelos estudos, melhorar o desenvolvimento, o raciocínio e a criatividade da criança. Um pai diz que a leitura “não é apenas importante, mas indispensável para ganhar o gosto pela leitura e eficiência nas letras”. Além da leitura trazer mais conhecimentos a vida dos alunos, ajuda a conhecer melhor o mundo em que vivem. Há pais que acreditam que é nas séries iniciais que o interesse ou não pela mesma pode ser desenvolvido. E outro pai e uma mãe fizeram o seguinte comentário “um dia ouvi de um professor que a leitura é a melhor forma de se estudar”, o mesmo é de fundamental importância e todos os professores devem ter consciência disso. Bamberger (1977) sugere que os pais poderiam montar uma minibiblioteca para seus filhos poderem ler em casa e aqueles pais que não têm condições para isso poderiam levar as crianças para uma biblioteca pública, e é fundamental que nunca deixem de mostrar a importância da leitura para seus filhos. Por intermédio dessa análise, podemos constatar que os pais procuram incentivar seu filho a ler, cada um a seu modo, pois acreditam que a leitura é um ato muito importante para o aprendizado dos alunos e a mesma deve ser iniciada por eles e pelos docentes desde as séries iniciais. 4 SUGESTÕES DE METODOLOGIA PARA TRABALHAR A LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS Depois de abordar a importância da leitura, sugerimos algumas metodologias para motivar a leitura nas séries iniciais. Para isso é necessário que os docentes utilizem metodologias diferenciadas durante as suas aulas de leitura, para isso iremos colaborar com algumas possibilidades de atividades. No início do ano, o docente pode pedir que cada aluno leve um livro de história para a sala de aula, e entre eles mesmos poderão trocá-los, mas para isso cada um deverá criar uma propaganda do material que levou, ou seja, cada criança poderá falar um pouco sobre o livro, a fim de que seu colega se interesse pelo mesmo e leve para a casa com o intuito de ler juntamente com a sua família. A professora pode combinar com eles a data que deverão trazê-los de volta para a sala de aula. Junto com o livro do amigo, a criança poderá trazer para a escola um pequeno diário montado por ela e pelos pais relatando como foi à experiência da atividade, neste, podem aparecer os textos escritos pelos pais e desenhados pelos alunos. O docente tem uma grande responsabilidade de incentivar seus alunos a lerem. Quando o mesmo for contar ou ler alguma história para as crianças deve proporcionar-lhes um momento agradável e relaxante, se possível até levá-los à área externa da escola. Conforme for lendo, o professor deve fazer com que os alunos vão criando diversas situações encontradas no texto, por meio da oralidade, ou desenhos, caso não seja possível levá-los para fora da sala de aula, o professor pode criar um ambiente diferenciado, proporcionando-lhes o cantinho da leitura com almofadas no chão, cadeirinhas, tapete colorido em EVA. Os alunos precisam saber que em determinado momento terão que ler em silêncio e o docente deverá trabalhar esse tipo de leitura, também, em sala de aula, não deixando que a mesma seja feita somente em casa. Uma segunda sugestão de atividade é no momento da leitura silenciosa, na qual a professora poderá fazer um jogo com eles “O jogo da leitura silenciosa”, que será realizado da seguinte maneira: • Primeiramente, o aluno irá ler o texto silenciosamente; • Quem terminar primeiro a leitura deverá avisar o professor, para que o mesmo seja o primeiro a realizar a atividade. • Após a sala toda terminar de ler, o docente irá chamar por ordem • Cada criança que for até a frente da sala deverá fazer uma mímica os alunos; relacionada a uma determinada parte do texto, lembrando que o próprio aluno deverá escolher o que lhe chamou mais a atenção, porém antes de começar, o docente precisará saber qual é a parte escolhida para verificar se o aluno está representando de acordo com o texto. • Caso a docente perceba que o aluno está tendo dificuldade para representar, ela poderá auxiliá-lo se ele quiser. • A professora deverá ir anotando os pontos dos alunos. • O aluno que vencer, poderá como prêmio, escolher o livro a ser lido na próxima aula. Mais uma sugestão que pode dar certo com as crianças é o professor ler pequenos trechos de livros para instigar neles a curiosidade de saber o final da história e depois propor-lhes em grupo, pequenos projetos de elaboração da conclusão da narrativa lida, cada grupo fará o seu da maneira que achar mais conveniente (a professora poderá sugerir teatro, desenho, mímica), depois, os grupos mostrarão o resultado de seu trabalho para o restante da turma. Um terceiro método interessante para se trabalhar, é a leitura coletiva, no qual, um ou vários alunos podem ler partes de um texto e depois relacionar com a sua vida. Para atrair as crianças, o professor pode utilizar cartazes pendurados nas paredes tanto da sala de aula quanto dos corredores da escola (se lhe for permitido), deixando recadinhos individuais ou coletivos para os alunos. No cartaz pode estar escrito piadas, curiosidades, trechos de livros já trabalhados para que eles tentem descobrir quem é o autor e de que livro se refere o trecho escrito. Uma atividade que pode ser realizada, também, é a construção de um livro de história, no qual os alunos, juntamente com os pais, poderão escolher um conto que mais lhe agrade e depois de ler, a família irá montar o livro fazendo uma reconstrução da história, mas eles poderão escolher qual será o final desse conto. Ao terminar de montar o livro, o autor (no caso o aluno), fará um breve comentário sobre a sua vida e também sobre a escolha do texto, é importante que não esqueçam de colocar o verdadeiro autor da obra. A próxima sugestão será a docente realizar com os alunos uma atividade na qual farão o uso de dicionários. Nessa atividade, a professora deverá propor que a sala divida-se em grupos de três alunos, em seguida distribuirá o dicionário para eles, depois sorteará três palavras desconhecidas para cada trio. Com essas palavras nas mãos, as crianças deverão fazer uma pesquisa para descobrir qual é o seu significado e anotar em uma folha. Na segunda etapa da atividade, é necessário que cada trio leia o significado encontrado no dicionário para o restante dos grupos a fim de que eles descubram a qual palavra estão se referindo. A docente, nesse momento, ficará com a função de anotar no quadro negro os pontos de cada grupo. Quem mais pontuar poderá ficar uma semana com dois livros da biblioteca da escola. Para finalizar, sugere-se que, a cada semestre, professores e alunos possam compartilhar com o restante da escola e, também, com a comunidade esse trabalho de leitura que é realizado por eles. Eles podem fazer isso por meio de um teatro, no qual a turma poderá escolher com a docente um livro que leram e gostaram para poderem interpretar. Feito isso a professora deve selecionar algumas aulas e até contra turnos para poderem ensaiar a peça. Quando estiver tudo pronto, os alunos terão que confeccionar convites para distribuir na escola e na comunidade, este deverá conter o nome do espetáculo, o local (que será a instituição), a data e o horário. Poderão estipular como entrada um quilo de alimento não perecível para ajudarem as famílias carentes que vivem por ali. Caso haja um bom resultado, essa atividade pode se tornar até um projeto de extensão, no qual os docentes poderão levar a peça de teatro até outras escolas da região, assim estarão valorizando o trabalho de seus alunos e levando o incentivo da leitura para outras escolas. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS No decorrer do trabalho, destacamos a importância do hábito de leitura, e que tanto a família, quanto à escola são fatores necessários para incentivar o hábito da leitura nas crianças. A leitura deve ser iniciada em casa pela família, porém há aquelas que por alguns motivos não têm condições para fazer isso, então nesse caso a leitura deve ser trabalhada pelos professores e de uma maneira mais atenciosa, por que uma criança que convive em um ambiente onde há leitores assíduos, as chances de elas ingressarem na escola gostando de ler é maior, já as que vivem com pessoas que não gostam de ler, provavelmente não gostará de ler também. De acordo com Berbel e Rosa (2011), o processo de ler não se dá de uma maneira linear, sem interrupções, pelo contrário, ele é marcado por tensões, pois envolve ativamente as pessoas. A leitura, assim como todas as outras formas de aprendizagem, não pode ser separada das finalidades, dos conhecimentos prévios e emoção das pessoas engajadas nessa situação, pois elas estão diretamente ligadas nesse processo. O processo de desenvolvimento da leitura não é uma tarefa fácil, mas, embora haja dificuldades para se trabalhar com esse tema, acreditamos que podemos sim, buscar caminhos alternativos para formamos alunos leitores, críticos e acima de tudo reflexivos, cidadãos que saibam reivindicar seus direitos. Com a pesquisa de campo, podemos perceber que os alunos mesmo aqueles que não são alfabetizados, ainda gostam de ler, e isso se dá porque os docentes sabem da importância da leitura e preocupam-se com a mesma, pois durante suas aulas trabalham com ela, cada um a sua maneira, mas sempre com o mesmo objetivo, procurando mostrar para os alunos a importância do hábito de ler. Aos professores cabe o papel de fazer uma mediação entre o aluno e o livro, para tanto devem criar ambientes que atraiam as crianças, que as motivem a ler. Ao realizar análise de dados, defrontamo-nos com realidades completamente diferentes, nela está presente o trabalho com a leitura em escolas privadas e, também, em escolas públicas, mesmo assim, percebemos que os pais reconhecem a importância da leitura para a vida e tentam ao seu modo auxiliar, mesmo aqueles que não gostam de ler acabam contribuindo com o processo de leitura do seu filho, porque o ensina, indiretamente, a realizar a leitura do seu próprio mundo. Por fim, acreditamos que se há comprometimento por parte dos docentes, participação efetiva da comunidade, o gosto pela leitura poderá acontecer de uma maneira mais didática, tendo em vista que a comunidade, assim como os docentes devem apoiar todos os eventos que acontecem na escola, independentemente se for relacionado à leitura ou não. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997. BACHA, Magdala Lisboa. Desenvolvimento da leitura na escola primária: da 2ª à 6ª série. Rio de Janeiro: Ao livro técnico, 1969. BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo, 1977. BARROS, Tristana Nascimento; GOMES, Elissandra. O perfil dos professores leitores das séries iniciais e a prática de leitura em sala de aula. Revista CEFAG, São Paulo, v.10, n.3, 332-342, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v10n3/v10n3a08.pdf.> Acesso em: 03 set. 2011. BERBEL, Neusi Apª Navas; ROSA, Wagner. Reflexões de professores. Londrina: Grafcel, 2011. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se complementam, 39 ed. São Paulo: Cortez, 2000. FULGÊNCIO, Lucia. LIBERATO, Yara Goulart. Como facilitar a leitura. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2003 (Repensando a língua portuguesa). GERALDI, João Vanderley. Portos de Passagem. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. KATO, Mary Aizawa. O aprendizado da leitura. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995. MAIOME, Eulália H; BERTONE, Márcia E. Colaboração da Família –Escola em um procedimento de leitura para as séries iniciais. Psicologia Escolar e Educacional, São Paulo, v. 5, nº1, p.37-48, 2001. Disponível em: <http://scielo.br/pdf/pee/v5n1/v5n1a05.pdf.>. Acesso em: 03 agost. 2011. MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo:Brasiliense, 1986. SILVA, Ezequiel Theodoro. Elementos da Pedagogia da Leitura. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. ZILBERMAN, Regina (Org.) Leitura em crise na escola: as alternativas do professor. 7.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto,1986.