Programação de aula (MAT. CONSTR. CIVIL-ARQ-TURMA-A (SALA G-204) DATA DIA/SEMANA INICIO TERMINO TITULO DA AULA 30/07/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Introdução a ciência dos materiais 06/08/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Estruturas dos materiais 13/08/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Materiais cerâmicos -Introdução 20/08/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Materiais cerâmicos -produção e uso 27/08/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Aula prática/ Trabalho sobre materiais cerâmicos - revestimentos 03/09/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Materiais metálicos - Introdução 10/09/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Materiais metálicos - produção e aplicações 17/09/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Avaliação G1 - A 24/09/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Madeiras - introdução 01/10/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Madeiras - tipos/obtenção/utilização 08/10/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Aula prática/ Trabalho sobre materiais madeiras 15/10/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Polimeros - introdução/tipos 22/10/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Polimeros - tintas/betumes 29/10/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Vidros 05/11/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Seminários sobre polimeros 12/11/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Seminários sobre polimeros 19/11/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 Aula prática sobre polimeros/ Trabalho sobre polimeros 26/11/2014 Quarta-Feira 19:00 22:35 PROVA DE G2 03/12/2014 TERÇA-FEIRA 19:30 21:30 PROVA DE G3 O quê são materiais? Substância de que são feitas as coisas. Metais Cerâmicas ALUMINA Polímeros Por quê estudar os materiais? Utilização dos materiais com o passar do tempo: Prof. Arlindo Silva do Instituto Superior Técnico da Universidade de Portugal Como definir qual o melhor material para um determinado fim? • Exemplo: Copo • • • • • • Vidro Cerâmica Plástico Madeira Metal Papel Depende • Custo • Tempo de vida ou Durabilidade • Aparência • Finalidade: Natureza do líquido (ex: copo de metal e papel não pode ser usado para café, suco de laranja não pode ser armazenado numa taça antiga de peltre porque remove o Pb da liga) TIPOS DE INDÚSTRIA - INFLUÊNCIA DOS MATERIAIS INDÚSTRIA DE PONTA • • Grande exigência tecnológica Utilização dos materiais nos limites PRODUÇÃO EM MASSA • • Produtos não diferenciados Utilização de materiais abaixo dos limites SELEÇÃO CUIDADOSA SELEÇÃO CUIDADOSA (FATOR CUSTO SECUNDÁRIO) (FATOR CUSTO PRIMORDIAL) Estrutura atômica e Ligações Interatômicas O que são os materiais? Substância de que são feitas as coisas. Do que são feitos os materiais? Aglomerados de átomos. Como interagem os átomos nestes aglomerados? Ligações interatômicas • A maioria das propriedades dos materiais dependem da geometria dos arranjos atômicos e das interações que existem entre os átomos e as moléculas. – As forças que retêm os átomos uns com os outros: ligações interatômicas. – A maneira como a qual os átomos são empilhados: empilhamento atômico. De que maneira os átomos liga-se entre si? • Ligações iônicas • Ligações covalentes • Ligações metálicas • Dipolos permanentes • Dipolos induzidos • Molécula polar X dipolo induzido Ligações FORTES Ligações FRACAS • Ligações químicas – Primárias – Iônicas • Envolve elementos metálicos e não metálicos • Os átomos metálicos DOAM elétrons • Os átomos não-metálicos RECEBEM elétrons • Formam íons • Os átomos assumem a configuração de gás nobre O Cloro assume a configuração do argônio O Sódio assume a configuração do neônio • Interação entre os átomos na ligação iônica – As forças atrativas são de Coulomb • As cargas positivas dos átomos metálicos atraem as cargas negativas dos átomos não metálicos. • É uma ligação não direcional, ou seja, a força de atração ocorre em todas as direções. • Resultam em temperaturas de fusão elevadas. • Principais materiais deste grupo são as cerâmicas. • São isolantes térmicos e elétricos. • Duros e frágeis. • Ligações químicas – – Covalentes • Envolve elementos não metálicos • Os átomos COMPARTILHAM elétrons • Cada átomo da ligação contribui com ao menos 1 elétron. • Interação entre os átomos na ligação covalente • A energia de iteração pode ser muito variável, ligações muito fortes como o diamante e ligações muito fracas como no bismuto. • É uma ligação direcional, ou seja, a força de atração ocorre entre átomos específicos. • Ligações químicas – – Metálicas • Envolve elementos metálicos • Formam-se NUVENS de elétrons • Os elétrons de valência não ficam ligados a nenhum átomo específico. • Interação entre os átomos na ligação metálicas • A energia de iteração pode ser muito variável, ligações muito fortes como o tungstênio e ligações muito fracas como no mercúrio. • São bons condutores de calor e eletricidade • Geralmente apresenta fratura dúctil, ou seja, deforma antes de romper. • Ligações químicas – Secundárias ou de Van Der Waals – Dipolos induzido • São diferenças de cargas induzidas em moléculas eletricamente simétricas. • São ligações muito fracas e que flutuam com o tempo • São causadas pelo deslocamento diferencial dos átomos que acabam causando o dipolo e induzindo os átomos adjacentes a tornarem-se dipolos. – Dipolos permanente • São causadas pela diferença de cargas em uma molécula. • Diferença do dipolo induzido é que este dipolo é resultado da estrutura da molécula. • Tem força de atração maior que a de dipolo induzido. – Ligações entre moléculas polares e dipolos induzidos • Ocorrem quando uma molécula polar induz a polaridade em outra molécula apolar adjacente Força interatômicas • É a energia de ligação entre os átomos de uma molécula. – Ela é derivada da força de atração entre os átomos – E da força de repulsão dos átomos no momento em que a distancia interatômica é pequena. • A força de ligação se dá pela resultante dessas duas forças. • A energia de ligação também é relacionada com a distância interatômica. • A distância r0 vai ser a distância de equilíbrio, onde a força é zero e a energia é mínima. • Quanto mais profundo o posso de energia mais difícil é a separação dos átomos. – Maior é o ponto de fusão – O módulo de elasticidade (resistência a deformação) é dependente da energia de ligação. Agregação dos Átomos Arranjo cristalino Estado amorfo TiO2 Carbono amorfo http://slideplayer.com.br/slide/44363/ Arquiteturas dos sólidos • Estrutura cristalina: – Nos materiais cristalizados, os átomos são situados num reticulado periódico e apresentarão ordem de curto e longo alcance. • Em condições normais de solidificação todos os metais, muitas cerâmicas e alguns polímeros darão materiais cristalizados. Porque os metais são naturalmente cristalinos? SIMPLICIDADE Quanto mais complicada for a estrutura mais difícil é de organiza-la de maneira a formar uma estrutura cristalina. O ESTADO CRISTALINO • As estruturas cristalinas dos sólidos vão das mais simples para os metais até as mais complicadas para cerâmicas e polímeros. • Todas as estruturas podem ser descritas por uma unidade de base que é o volume mínimo representando a estrutura. • A unidade de base ou célula cristalina é um arranjo de pontos no espaço onde localizam-se os átomos. São denominados arranjos espaciais de Bravais: nλ=2d senθ Exemplo di uma difração de raios-X • Os átomos tendem a ficar empilhados da forma mais compacta possível. • Se a ligação é direcional o arranjo atômico local é determinado pelos ângulos das ligações. • Se a ligação não é direcional os átomos se organizarão da forma mais compacta possível. • Quando os átomos tem diâmetro igual, caso da ligações metálicas, o número máximo de átomos que pode ser arranjado em torno de um átomo central é 12. • As estruturas HC e CFC são as estruturas que se aproximam mais da geometria compacta. Estrutura HC Estrutura CFC • Porém a maioria dos metais apresenta estrutura CCC a temperatura ambiente. Porque? Efeito térmico, agita as moléculas e torna as estruturas mais energéticas. • A maioria dos metais transita de CCC para CFC ou HC quando resfriadas a baixas temperaturas. • Nas ligações iônicas, onde os átomos apresentam tamanho diferente a relação de empilhamento estará ligada ao diâmetro dos íons. • Esta relação resultará num número máximo de átomos em torno do átomo central. Este número é conhecido como número de coordenação. Número de coordenação (número de anions vizinhos mais próximos) 12 8 6 4 3 2 Coordenação 2 Coordenação 3 Instável R = [Rcation]/[Ranion] Geometria do empacotamento 1 0,73 R < 1 0,414 R < 0,73 0,225 R < 0,414 0,155 R < 0,225 < 0,155 hc ou cfc cúbico octaedral tetraedral trigonal linear Coordenação 4 Estável Coordenação 6 Estável Coordenação 8 Calculem o número de coordenação para as estruturas. • Estruturas do tipo AX2. Estrutura: arranjo octaédrico no qual os íons hidróxidos (OH-) estão organizados num empacotamento compacto hexagonal e os cátions Ca2+ ocupando os vazios octaédricos de uma camada em cada duas para respeitar a eletroneutralidade Figura 2.16: empacotamento mostrando os sítios tetraédricos (A) e octaédricos (B) [3] • Num empacotamento denso de anions, os vazios podem ser octaédricos (B) ou tetraédricos (A). • Uma visão alternativa de uma estrutura cristalina é de considerar um empacotamento compacto de poliedros que compartilham vértices e faces Para pensar: “Não há nada que seja maior evidência de insanidade, do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes” Albert Einstein Defeitos na estrutura • Exemplo de cerâmicas iônicas e covalentes? Cerâmicas Iônicas - Formadas por um metal e um não-metal Exemplos: NaCl, MgO, Al2O3 Cerâmicas Covalente - Formadas por dois não-metais Exemplos: SiO2 • Exemplos de materiais com ligações tipo dipolo X dipolo? exemplos de substâncias polares que possuem a força dipolo-dipolo entre as suas moléculas são: H2S, CO, HCCl3, SO2. Por isso, sólidos com essa força de interação como o gelo-seco (dióxido de carbono - CO2) e o iodo (I2), que estão no estado sólido, sublimam (passam para o estado gasoso); porque a energia necessária para romper suas interações é pequena. Defeitos na estrutura • Falhas na rede cristalina – Defeitos pontuais – Defeitos Lineares – Defeitos superficiais ou interfaciais – Defeitos em Volume Defeitos pontuais • Vazio ou lacunas • Átomo intersticial • Átomo substitucional • Soluções sólidas (SS): se formam quando átomos podem ser adicionados num material e o reticulado cristalino é mantido e nenhuma nova estrutura é formada – (a) SS substitucional: as impurezas substituem átomos da rede cristalina. – SS intersticial: as impurezas preenchem os vazios entre os átomos. No caso das cerâmicas • Defeito de Frenkel: vazio de cation + cation intersticial (íon deslocado) • Defeito de Schottky: vazio de cation + vazio de anion (lacuna de um par iônico) Defeitos lineares, Discordâncias • Discordância em aresta: Ela pode ser vista como a aresta de um plano extra de átomos na estrutura cristalina; ela forma uma linha através o cristal anotada como • Discordância em espiral: o vetor deslizamento é paralelo à sua linha de discordância; ela cria tensões de cisalhamento para os átomos adjacentes DEFEITOS SUPERFICIAIS-INTERFACIAIS • SUPERFÍCIES EXTERNAS: é onde a estrutura cristalina do material termina e onde a coordenação atômica é um pouco diferente da coordenação dos átomos no interior do cristal • CONTORNOS DE GRÃOS são defeito interfaciais: é a região que separa dois pequenos grãos ou cristais que têm orientações cristalográficas diferentes (policristais) Materiais Monocristalinos e Policristalinos • MONOCRISTAIS: é quando o arranjo periódico e repetido dos átomos é perfeito e se estende através do material sem interrupção; assim todas as unidades celulares são ligadas da mesma maneira e têm a mesma orientação. • MATERIAIS POLICRISTALINOS (caso geral): são compostos pela associação de muitos pequenos cristais ou grãos com formas irregulares e com orientações cristalográficas variando de grão para grão dando os “contornos de grão” quando visualizados no microscópio • Exemplo de microestrutura do concreto • CRISTALIZAÇÃO A PARTIR DE UMA SOLUÇÃO – Neste caso, podem aplicar-se as mesmas considerações do que na cristalização a partir da fase fundida mas considerando que nucleação e crescimento agora estão controlados pelo grau de super-saturação da solução. • Os fluxos de íons (numa direção específica; similares a um gradiente de temperatura). • Uma vez que os cristais começaram formar-se, a velocidade de crescimento deles vai depender da difusão dos ions nas faces (do cristal) em crescimento. • Uma precipitação rápida geralmente forma pós amorfos que podem cristalizar mais tarde. • Mas algumas composições, mesmo quando a precipitação é lenta, só formam sólidos amorfos. Cimento Portland • Cimento anidro é um material mineral, que em contato com a água sofre processos de hidrolise e hidratação e ganha resistência mecânica. • É o material de construção mais utilizado no mundo. • Possui custo baixo e boas características mecânicas e de durabilidade. • É de fácil utilização, com alguns cuidados é simples obter concretos e argamassas de qualidade adequada. • O cimento anidro é produzido pela calcinação de minerais. http://www.cimpor.pt/artigo.aspx?cntx=7ZHUaMzZaU07mXxT4QpqRRZo54vLl3qTPVA6zyf5n2jI6HkkxEv7Mh%2BttytyiAow • Composição do cimento anidro. Proporção no cimento Fase Fórmula Abreviação portland (%) Silicato Tricálcico 35 – 65 Ca3Si2O5 C3 S Silicato Dicálcico 10 – 40 Ca2SiO4 C2 S Aluminato de cálcio 0 – 15 Ca3Al2O6 C3A Ferro Aluminato tetracálcico 5 – 15 Ca4Al2Fe2O10 C4AF Sulfato de cálcio (gipsita) 3 CaSO5H4 CSH2 • Após hidratados cada fase originará uma família de compostos hidratados Fases anidras Fases hidratadas C3S C-S-H + CH C2S C-S-H + CH C3A C2AH8 + C4AH13 + C3AH13 C3A + gipsita C3A.3CS.H32 + C3A.CS.H12 + C4AH13 C4AF C2(A,F)H8 + C4(A,F)H13 + C3(A,F)H6 C4AF + gipsita C3(A,F).3CS.H32 + C3(A,F).CS.H12 + C4(A,F)H13 • Processo de hidratação: Estagio I - Período de dissolução. Estagio II - Período de indução. Estagio III - Período de aceleração e pega. Estagio IV - Período de desaceleração e endurecimento. Estagio V - Período de cura. • C-S-H = responsável pela resistência mecânica • Existem 5 tipos de cimentos Portland regulamentados no Brasil: • Relação a/c é fundamental para a resistência mecânica em concretos e argamassas.