PROJECTO EDUCATIVO DA ESCOLA PROFISSIONAL DE ODEMIRA Triénio 2009/2012 1. Introdução ................................................................................................................... 3 2. A visão para 2009/2012 .............................................................................................. 6 3. Caracterização do Concelho de Odemira................................................................. 7 3.1. Localização ............................................................................................................... 7 3.2. Resenha Histórica .................................................................................................... 7 3.3. Caracterização ......................................................................................................... 8 3.4. Estabelecimentos de Ensino e Corpo Docente do Concelho .............................. 11 4. Caracterização da Escola Profissional de Odemira .............................................. 12 4.1. O Organograma institucional............................................................................... 13 4.2. As instalações ......................................................................................................... 14 4.2.1. Propriedade......................................................................................................... 14 4.2.2 – Qualidade e capacidade das Instalações......................................................... 15 4.2.3. Oficinas de Electromecânica e Instalações Eléctricas ..................................... 15 4.2.4. Oficinas de Construção Civil e Canalização .................................................... 15 4.2.5. Espaços específicos para a Hotelaria e Restauração ....................................... 16 4.2.6. Laboratórios de Informática ............................................................................. 18 4.2.7. Centro Documental da Fundação Odemira ..................................................... 18 4.2.8. Laboratórios de Línguas.................................................................................... 18 4.3. A População Escolar.............................................................................................. 19 4.3.1 Os Alunos ............................................................................................................. 19 5. Análise SWOT .......................................................................................................... 20 5.1. Contexto sócio-cultural da escola......................................................................... 20 5.2. Organização da escola e clima organizacional.................................................... 21 5.3. Estratégias de aprendizagem, processos de ensino e de organização pedagógica e resultados escolares dos alunos................................................................................. 22 5.4. Relações externas................................................................................................... 23 6. Finalidades e Objectivos do Projecto...................................................................... 24 6.1. Finalidades do Projecto......................................................................................... 24 6.2. Objectivos, Estratégias e Linhas de Acção do Projecto Educativo................... 24 7. Estratégias de Implementação do projecto Educativo.......................................... 36 8. Avaliação do Projecto............................................................................................... 37 Anexo – Empresas parceiras da escola na FCT/Estágios ......................................... 39 Projecto Educativo 2009/2012 2 1. Introdução A Escola Profissional de Odemira foi criada para responder às necessidades e às prioridades do desenvolvimento local e regional, desenvolvendo um processo de ensino/aprendizagem assente num sistema modular, onde o aluno é o centro do processo pedagógico, permitindo diferentes ritmos de aprendizagem, que variam em função não só da estrutura cognitiva, mas também dos interesses, das motivações e dos conhecimentos veiculados pela chamada “escola paralela” valorizando saberes adquiridos na Escola ou fora dela. Prossegue fins de interesse público e nomeadamente os seguintes objectivos: - Contribuir para a realização pessoal dos jovens, proporcionando, designadamente, a preparação adequada para a vida activa; - Proporcionar os mecanismos de aproximação entre a escola e o mundo do trabalho, nomeadamente, a planificação, realização e avaliação de estágios; - Proporcionar uma formação integral e integrada dos jovens, qualificando-os para o exercício profissional e para o prosseguimento de estudos; - Prestar serviços educativos à comunidade na base de uma troca e enriquecimento mútuos; - Analisar as necessidades de formação locais e regionais e proporcionar as respostas formativas adequadas; - Contribuir para o desenvolvimento social, económico e cultural da comunidade. Para definir os vectores para o triénio que se segue, se não quisermos falar em quinquénio, teremos que beber do relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors, para a UNESCO. A UNESCO propõe uma educação direccionada para os quatro tipos fundamentais de aprendizagem: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser, eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação. O ensino, tal como o conhecemos, debruça-se essencialmente sobre o domínio do aprender a fazer e, em menor escala, do aprender a conhecer. Estas aprendizagens, direccionadas para a aquisição de instrumentos de compreensão, raciocínio e execução, não podem ser consideradas completas sem os outros domínios da aprendizagem, muito mais complicados de explorar, devido ao seu carácter subjectivo e dependente da própria entidade educadora. Projecto Educativo 2009/2012 3 Aprender a Conhecer Esta aprendizagem refere-se à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”. Debruçase sobre o raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de os desenvolver, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas como um meio para um fim mas também como um fim por si. Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades, dificuldades e idiossincrasias dos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudo e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas. Pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico. Em vista a este objectivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido. Aprender a Fazer Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as bases teóricas, o aprender a fazer refere-se essencialmente à formação técnicoprofissional do educando. Consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Actualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação mas também interpretar e seleccionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos factos e informações. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para se beneficiar das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida. Projecto Educativo 2009/2012 4 Aprender a viver com os outros Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois actua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Apostar-se na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo? O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta faseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate directamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projectos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante. Aprender a ser Este tipo de aprendizagem depende directamente dos outros três. Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”. À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direccionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual. Pretende-se formar indivíduos autónomos, intelectualmente activos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e pró-activa na sociedade. Projecto Educativo 2009/2012 5 2. A visão para 2009/2012 A escola do presente e do médio prazo tem de se referir às necessidades socioeconómicas do nosso Concelho e arredores no imediato e a curto prazo. Ao caracterizarmos a nossa região, como faremos mais à frente, torna-se óbvio que a nossa aposta para o futuro deve passar por três grandes áreas, a Restauração, Turismo e Hotelaria; a Agro-indústria; e as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação. Sucintamente justificamos a nossa escolha, primeiro porque nos encontramos numa região com características tipicamente turísticas, onde é necessário fomentar a qualidade nos serviços prestados no domínio da restauração e da hotelaria; por outro lado, estamos no seio de uma região intensamente rural mas onde a técnica agrícola é em certos centros vanguardista europeia e para onde é necessário fomentar a criação de quadros intermédios que dêem apoio a essas empresas; por último as novas tecnologias, esta aposta reflecte-se na mudança fugaz que a sociedade vive em termos de comunicação. A realidade dos media não é a mesma há dez anos atrás e não será certamente a mesma daqui a dez anos, porventura será necessário criar quadros médios com capacidade de gerir estes novos conflitos e dilemas. De uma maneira diferente, além de serem definidos os vectores orientadores de aprendizagem temos que nos auto-recriar para deixar de sermos professores para passarmos a ser educadores. Um docente deverá ser mais do que um transmissor de conhecimento apreendido em anos de jovialidade, mas um actor concreto na fomentação de saberes e fazeres actuais. Projecto Educativo 2009/2012 6 3. Caracterização do Concelho de Odemira 3.1. Localização O Concelho de Odemira situa-se no Sudoeste Alentejano e pertence ao Distrito de Beja. O seu território estende-se por uma área de 1 721,5 Km2. Constituindo-se como o maior concelho do país, corresponde a 1,9% da área do Continente, 6,6% da região do Alentejo, 32,7% do Alentejo Litoral e 16,8% do Distrito de Beja. Este território, cuja sede é Odemira, encontra-se organizado em dezassete freguesias: as duas da sede, Salvador e Santa Maria, Colos, Relíquias, Sabóia, Santa Clara-a-Velha, S. Teotónio, Zambujeira, S. Luís, Luzianes, Pereiras, S. Martinho das Amoreiras, Vale de Santiago, Bicos, Vila Nova de Milfontes, Boavista dos Pinheiros e Longueira/Almograve. O concelho é atravessado no sentido SE / NW pelo Rio Mira que, tendo o seu estuário em Vila Nova de Milfontes, se encontra represado a jusante pela barragem de Santa Clara. O clima do concelho, embora apresente características mediterrânicas, encontra-se fortemente influenciado pela proximidade do Oceano Atlântico. 3.2. Resenha Histórica No centro do Concelho encontra-se a vila de Odemira, cujo nome tem reminiscências árabes. Os numerosos vestígios de culturas anteriores à romanização e os testemunhos das culturas posteriores atestam a sua antiguidade. A sua localização, a dominar a via de comunicação que é o Rio Mira, fez de Odemira um ponto estratégico valioso, e por isso, a sua posse foi desejada pelos vários povos que viveram na região. Odemira foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques em 1166 e obteve o seu primeiro foral de D. Afonso III em 1256. Sede administrativa de um vasto concelho com inúmeras potencialidades económicas, variado na geografia e nos diferentes panoramas que apresenta, com múltiplas culturas agrícolas e intensamente florestado, Odemira é sede do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Projecto Educativo 2009/2012 7 Região: Baixo Alentejo Distrito: Beja Concelho: Odemira Nº de freguesias: 17 Nº de habitantes: 26.106 Área Geográfica: 1721,5 km2 MAPA 1: Freguesias do Concelho de Odemira. 3.3. Caracterização População residente por freguesias O concelho possui uma das mais baixas 6000 densidades populacionais do distrito de Beja e 5000 é marcado por uma forte assimetria entre o 4000 litoral 3000 e o interior, seja em termos 2000 populacionais seja em termos económicos. Os 1000 60 Fonte: IBE - Censos 2001 50 Pode observar-se que as freguesias com maior 40 densidade populacional são Vila Nova de 30 Vila Nova de Milf ontes S. Salvador St. Maria S. Teotónio Zambujeira do Mar S. Luis Sabóia Relíquias Luzianes 20 freguesias do interior do concelho que Bicos População por km2 concelho de Odemira. Milfontes e Santa Maria, e que são as Vale Santiago GRÁFICO 2 – Densidade populacional do S. Martinho das Amoreiras freguesias. Pereiras St. Clara a Velha Colos Luzianes Relíquias Sabóia por S. Luis residente Zambujeira do Mar População S. Teotónio – St. Maria 1 S. Salvador GRÁFICO Vila Nova de Milfontes 0 quadros seguintes ilustram esta situação: Colos St. Clara a Velha 10 Pereiras S. Martinho das Amoreiras 0 1 apresentam índices de densidade populacional Vale Santiago Bicos mais baixos. Projecto Educativo 2009/2012 8 GRÁFICO 3 – Extensão por Extensão por km2 km2 nas freguesias do concelho 350 de Odemira. 300 Fonte: IBE - Censos 2001 No que diz 250 respeito 200 à 150 extensão por km2 constata-se que a freguesia Teotónio é a de S. maior do 100 50 0 concelho, com 303,1 km2, seguida da freguesia de S. Salvador, com 164,4 km2, sendo a freguesia com menor extensão a Zambujeira do mar, com 42,96 km2. GRÁFICO 4 – População residente em População residente Odemira. Fonte: IBE - Censos 2001 6000 Através dos dados apresentados, 5000 Vila Nova de Milfontes S. Salvador pode-se verificar que no ano de Zambujeira do Mar freguesia de Vila seguida Nova S. Luis Sabóia Relíquias 3000 mais elevado de residentes é a de S. (5019), S. Teotónio 4000 2001 a freguesia com o número Teotónio St. Maria Luzianes Colos 2000 St. Clara a Velha da Pereiras S. Martinho das Amoreiras 1000 de Vale Santiago Bicos 0 Milfontes (4258). Pop. 1991 Pop.2001 Entre 1991 e 2001 a população no Concelho sofreu uma diminuição de 312 residentes, registando-se neste período um aumento da população residente apenas nas freguesias de Vila Nova de Milfontes, Santa Maria, S. Teotónio, Relíquias e Colos. GRÁFICO 5 - População por sexo e idade População por sexo e idade em Odemira 2001. 2500 Fonte: IBE - Censos 2001 2000 A distribuição dos indivíduos por 1500 faixas 1000 etárias indica-nos que a Mulheres Homens 500 população está a envelhecer. O número 70+ 65-69 60-64 55-59 50-54 45-49 40-44 35-39 30-34 25-29 20-24 15-19 Projecto Educativo 2009/2012 1O-14 O5-O9 O-O4 total de indivíduos nas faixas etárias 0 9 mais baixas é notoriamente menor que o número total de indivíduos nas faixas etárias mais elevadas. Refira-se ainda que qualquer das faixas etárias que correspondem à população em idade activa, apresenta menos indivíduos que as faixas etárias mais elevadas (mais de 60 anos). QUADRO 1 - Empresas por área de actividade económica no Concelho de Odemira, Alentejo Litoral e Baixo Alentejo. 1999 Empresas Agricultura, Prod. Animal, Caça, Silvicultura e Pesca 2000 Alentejo Baixo Alentejo Baixo Odemira Odemira Litoral Alentejo Litoral Alentejo 1304 3410 3479 1274 3275 3392 - 8 5 - 8 6 175 800 1035 166 761 998 Prod. e Distrib. de Electricidade, Gás e Água - 3 4 - 3 3 Construção Comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos autom. e bens de uso pessoal e doméstico 665 2082 1736 660 2059 1717 776 3635 4591 756 3525 4443 426 1442 1660 423 1429 1621 Indústrias Extractivas Indústrias Transformadoras Alojamento e restauração Transportes, armazenagens e comunicações 43 203 235 44 205 235 Actividades financeiras Actividades imobiliárias, alug. Serv. prestados a empresas 41 219 355 42 223 355 139 690 627 137 681 609 Actividades mal definidas 252 564 624 225 519 579 Outros 81 417 478 81 410 470 3902 13473 14829 3808 13098 14428 Total Fonte: I.B.E – Instituto Bacional de Estatística Numa análise global do Quadro 1, é possível verificar que predominam no concelho as empresas cuja actividade se relaciona com a produção animal, agricultura, caça, silvicultura e pesca e com as áreas do comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motorizados e bens de uso pessoal e doméstico. De uma forma geral notou-se um decréscimo do número de empresas do ano de 1999 para 2000. Projecto Educativo 2009/2012 10 3.4. Estabelecimentos de Ensino e Corpo Docente do Concelho Em termos de ensino regular o concelho está dividido em cinco agrupamentos, que compreendem os seguintes estabelecimentos de ensino. QUADRO 2 – Estabelecimentos de Ensino do Concelho Agrupamento Estabelecimento de Ensino Agrupamento de Colos Agrupamento de Odemira Agrupamento de S.Teotónio Agrupamento de Sabóia Agrupamento Horizontal de Escolas de Vila Bova de Mil Fontes / S. Luís Outros EB1 e JI de Colos; EB1 de Campo Redondo; EB1 e JI de Ribeira do Seissal; EB1e JI de Bicos; EB1 de Monte da Estrada; EB1 e JI de Relíquias; EB1 e JI de Vale Ferro; EB1 e JI de Amoreiras-Gare; EB1 e JI de S.Martinho das Amoreiras; EB1 e JI de Fornalhas; EB1 e JI de Vale de Santiago; EB2,3 de Colos EB1 e JI de Odemira EB1 e JI de Bemparece EB1 e JI de Boavista dos Pinheiros EB1 e JI de Almograve BB1 e JI de Longueira EB2, 3 Damião de Odemira EB1 e JI de S.Teotónio; EB1 E JI de Alcaria Formosa; EB1 e JI de Brejão; EB1 e JI de Cavaleiro; EB1 de Choça dos Vales; EB1 e JI de João de Ribeiras; EB1 de S.Miguel; EB1 de Vale Juncal; EB1 e JI de Zambujeira; EB2,3 Eng. Manuel R. Amaro da Costa ; EB1 e JI de Sabóia; EB1 de Corte Brique; EB1 de Cortes Pereira; EB1 e JI de Luzianes-Gare; EB1 e JI de Pereiras-Gare; EB1 e JI de Stª Clara-a-Velha; EB1 de Moitinhas; EB2,3 de Sabóia; EB1 e JI de Brunheiras; EB1 e JI de Castelão; EB1 de Foros do Galeado; EB1 e JI de S. Luís; EB1 de Vale Beijinha; EB1 e JI de Vila Nova de Mil Fontes; Escola Profissional de Odemira Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves Colégio Nossa Senhora da Graça Infantário Nossa Senhora da Piedade Projecto Educativo 2009/2012 11 4. Caracterização da Escola Profissional de Odemira A Escola Profissional da Odemira (E.P.O.) iniciou o seu funcionamento no ano lectivo de 1990/91, após celebração do Contrato - Programa entre o GETAP e a Direcção da Escola. Os primeiros cursos, todos de Nível III, que nela funcionaram foram: Técnico de Informática de Gestão, Técnico de Gestão e Técnico de Construção Civil. Desde 1990, que a Escola Profissional desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento do concelho de Odemira, e região envolvente, através da formação de largas centenas de jovens em variadas áreas técnico-profissionais que na ausência desta opção formativa teriam, muito provavelmente, abandonado o sistema de ensino sem uma adequada preparação para a vida activa. No ano lectivo de 2004/2005 a Escola Profissional de Odemira alargou a sua oferta formativa aos Cursos Educação/Formação Nível II com a abertura de um curso de Manutenção de Electromecânica Industrial. No ano lectivo de 2008/2009 a Escola Profissional de Odemira abriu um novo vector de formação, a Agro-indústria. Projecto Educativo 2009/2012 12 4.1. O Organograma institucional Fundação Odemira Direcção Pedagógica GOEP; Direcção Financeira; Recursos Humanos Conselho Científico Restauração, Turismo e Hotelaria Novas Tecnologias Agricultura e Agro-indústria Projecto Educativo 2009/2012 Área Sociocultural e Científica 13 4.2. As instalações Inicialmente a Escola Profissional funcionou em instalações cedidas pela Câmara Municipal de Odemira, na antiga fábrica de descasque de arroz, situada na Avenida Teófilo da Trindade em Odemira. No ano lectivo de 1995/96 foi transferida para edifício próprio, construído de raiz, com financiamento comunitário e da Câmara Municipal de Odemira, para as funções que se propunha desempenhar, localizado na Horta dos Reis, em Odemira. Actualmente, a Escola ministra a formação em dois edifícios que distam entre si cerca de 500 metros. No edifício principal funcionam a Direcção e os Serviços Administrativos, as salas de aulas das componentes científicas e sociocultural, o Centro Documental, os Laboratórios de Informática, o Gabinete de Psicologia e Orientação Vocacional, o Laboratório de Línguas, o Laboratório de Desenho, bem como o Bar, a sala de Professores e a de Alunos. No segundo edifício, doado pela Câmara Municipal de Odemira à Fundação Odemira, são ministradas as aulas da componente tecnológica e prática. Nele funcionam o Laboratório de Electrónica, as Oficinas de Electricidade/Electrónica, de Construção Civil, de Canalizações Serralharia Civil/ Mecânica e Multiusos, o Restaurante/Bar Pedagógico e a Cozinha Pedagógica, assim como a área de Economato, o Refeitório e a Oficina Gráfica. Contratualizámos ainda, oficinas de Electromecânica e Serralharia, assim como protocolámos com o Instituto Nacional de Recursos Biológicos a cedência de 60 Hectares de terreno de Investigação – a Herdade Experimental da Fataca – para formação ligada à Agricultura e Agro-indústria. 4.2.1. Propriedade A Escola Profissional de Odemira é património da Fundação Odemira e o projecto central da sua área de intervenção é no campo da formação profissional. A Fundação Odemira, que teve os seus Estatutos aprovados em Assembleia Municipal a 8 de Julho de 1999, registados no Cartório Notarial de Odemira em 22 de Julho de 2007 e reconhecidos pelo Secretário de Estado da Administração Interna a 29 de Agosto de 2003 tendo sido publicado em Diário da República, Série II, nº 213 de 15 de Setembro de 2003, centra as suas actividades em três áreas fundamentais: formação profissional, criação de emprego sustentado e apoio sócio cultural. Projecto Educativo 2009/2012 14 4.2.2 – Qualidade e capacidade das Instalações Os edifícios da Escola apresentam-se em bom estado de conservação, sendo a sua manutenção feita duma forma cuidadosa e executada sempre que é necessário. Outras instalações destinadas à formação: - Todas as aulas de Educação Física no pavilhão gimnodesportivo Municipal e piscinas municipais situados a 50 metros da Escola Profissional de Odemira. - Por vezes utilizam-se as instalações da Biblioteca Municipal de Odemira quer para a visualização de filmes pedagógicos, quer para realização de conferências. 4.2.3. Oficinas de Electromecânica e Instalações Eléctricas Com a abertura no ano lectivo de 2000/2001, do curso técnico de Manutenção de Electromecânica e posteriormente em 2002/2003 do curso de Instalações Eléctricas, a EPO criou novos espaços oficinais, específicos para estas áreas de formação. Estas salas (oficinas) foram preparadas e dotadas de equipamento de forma a permitirem a realização prática dos trabalhos oficinais nas áreas já referidas, estando três delas (oficina multiusos) preparadas igualmente para a leccionação de aulas teóricas. Esta preparação, consistiu na aquisição de novos equipamentos, materiais, ferramentas e máquinas, bem como na dotação de bancadas e painéis para a realização dos trabalhos práticos simulados. Com o evoluir da necessidade de melhores atributos físicos para uma melhor aprendizagem, e percepção do mercado real de trabalho, contratualizou-se uma oficina industrial que dista a cerca de 2 km da sede da Fundação. 4.2.4. Oficinas de Construção Civil e Canalização As oficinas de construção civil e canalização permitem a realização de pequenos trabalhos de construção civil quando o tempo não permite trabalhar ao ar livre. Neste espaço são guardadas as ferramentas e equipamentos existentes e realizados os ensaios laboratoriais de controlo de qualidade de argamassas, betões e seus componentes, bem como outros ensaios da área de projecto, assim como a implementação de redes de abastecimento de água, de águas residuais e pluviosas, e de combate a incêndios. Nos últimos anos a Escola tem investido bastante na aquisição de material para estas oficinas, as quais já se encontram devidamente equipadas, atendendo às tipologias aconselháveis para este curso. Quanto ao laboratório de ensaios, foi completado, no Projecto Educativo 2009/2012 15 essencial, com a aquisição de diversos equipamentos e reparação de outros, no âmbito do Projecto Ciência Viva ao qual a EPO concorreu no ano de 2002. Para a leccionação da disciplina de desenho técnico, do Curso Técnico de Construção Civil, a EPO dispõe de uma sala de informática onde está instalado o programa de CAD em todos os computadores e de uma impressora a cores A3. Existe ainda uma outra sala de desenho equipada para desenhar “ à mão” onde está também situada uma estação de desenho com uma plotter A0. 4.2.5. Espaços específicos para a Hotelaria e Restauração Os espaços específicos para a formação em Hotelaria e Restauração são a cozinha, pastelaria e o restaurante/bar pedagógicos. Estes espaços encontram-se devidamente equipados para que neles se possam não só leccionar os conteúdos da componente tecnológica do curso, como também realizar as aulas práticas. Existe, ainda, um restaurante aberto ao público no qual os alunos podem praticar toda a sua aprendizagem feita em contexto de sala de aula. Temos outras salas, na escola oficinal, que servem para leccionar a recepção e turismo em prática simulado de contexto real de trabalho. Apesar das instalações disponíveis conseguirem responder da melhor forma às necessidades, a EPO tem continuado a equipar-se para proporcionar aos alunos, os benefícios de métodos técnico/pedagógicos inovadores ou particularmente adequados, com destaque para o usufruto das novas tecnologias da informação e da possibilidade de prática constante, quer nas oficinas tecnológicas, quer na cozinha e restaurante/bar pedagógicos. Com a colaboração dos corpos docente, discente e de funcionários, todos os cursos e respectivas turmas têm tido sempre a formação de qualidade, que a Escola Profissional tem como objectivo e pretende continuar a melhorar. Projecto Educativo 2009/2012 16 QUADRO 3 – Distribuição e dimensão dos espaços disponíveis Gabinete 32.45 1 15.00 ÁREA (M2) 96.65 37.80 56.00 43.70 1 QUANTIDADE 1 1 1 1 Sala de Aula 32.00 1 Sala de Aula 37.25 2 Sala de Aula 36.50 1 Sala de Aula 30.00 1 Sala de Aula 28.50 1 Sala de Aula 27.00 1 Sala de Aula 25.60 1 Sala de Aula 15.00 1 Sala de Aula 21.65 1 Sala de Aula 40.30 1 Sala de Aula 37.40 1 Sala de Aula 39.50 1 Sala de Desenho 62.00 1 Laboratório de Informática 34.00 2 Laboratório de Electrónica 16.00 1 Oficina de Serralharia/Mecânica 59.30 1 Oficina de Construção Civil 40.45 1 Oficina de Electricidade 40.40 1 Oficina Multiusos 52.00 1 Oficina Multiusos 40.70 1 Oficina Multiusos 40.07 1 Restaurante/Bar Pedagógico 56.80 1 Cozinha Pedagógica 25.80 1 Gabinete 32.00 2 Gabinete 36.00 1 Gabinete 30.00 1 Gabinete TIPO DE SALA Refeitório Sala de Aula Centro Documental Cozinha Projecto Educativo 2009/2012 17 4.2.6. Laboratórios de Informática Existem 3 laboratórios de informáticos direccionados para o ensino das Tecnologias de Informação em todos os cursos, tendo a componente tecnológica do Curso de Informática/Gestão um peso significativo no tempo de ocupação dos mesmos. Cada laboratório contém 12 computadores integrados numa rede local Cliente/Servidor, tirando assim partido das vantagens oferecidas por este tipo de ligações, nomeadamente partilha de recursos, gestão centralizada de utilizadores e acesso à Internet. Estas salas têm ainda 1 Vídeo Projector e 1 Impressora. O hardware dos computadores está em conformidade com os requisitos do software utilizado nos diferentes Cursos. 4.2.7. Centro Documental da Fundação Odemira No ano de 1999 foi levado a cabo um projecto de constituição de uma sala de trabalho informatizada em rede e ligada à Internet. Este espaço é igualmente utilizado durante o período de aula para a pesquisa e realização de trabalhos de grupo. Nos últimos anos a escola tem investido de uma forma particular neste espaço, enriquecendo-a em diversidade e qualidade, respondendo deste modo à necessidade crescente de adaptar este espaço às exigências de cada curso aqui leccionado. Este Centro Documental pretende ser, de facto, adaptado ao carácter técnico dos nossos cursos, e assim complementar a biblioteca municipal. Mas as nossas intenções ultrapassam os indispensáveis livros técnicos. A EPO tem vindo a desenvolver iniciativas para incrementar os hábitos de leitura nos alunos, assim como ensinar novos métodos de pesquisa científica indispensáveis à constante actualização de informação exigida hoje em dia. 4.2.8. Laboratórios de Línguas Este laboratório direccionado para o ensino das Línguas em todos os cursos contém 10 computadores integrados numa rede local Cliente/Servidor O hardware dos computadores está em conformidade com os requisitos do software utilizado nos diferentes Cursos. Este laboratório é de extrema importância para a aprendizagem das línguas promovendo por um processo mais agradável a aprendizagem das mesmas. Projecto Educativo 2009/2012 18 4.3. A População Escolar 4.3.1 Os Alunos De seguida é apresentado um quadro resumo com os cursos, o número de turmas e alunos existentes na Escola no ano lectivo 2009/ 2010. QUADRO 4 – Cursos, Turmas e número de Alunos no Ano Lectivo 2009/ 2010 Turma Curso Ano N.º de Alunos N2 1A CEF – Padaria Pastelaria 1 12 N2 1B CEF – Barman/Barmaid 1 12 N2 1C CEF – Máquina Agrícolas 1 13 N2 1D CEF – Manutenção Hoteleira 1 12 N2 1E CEF - Informática 1 12 N2 T3 CEF – Acompanhante de Crianças 1 14 N2 1A CEF – Padaria Pastelaria 1 12 N2 1B CEF – Electromecânica 1 13 N2 1C CEF – Canalização 1 13 N2 2A CEF – Serviço de Mesa 1 14 N2 2B CEF – Mecânica-Auto 1 10 N3 1A Técnico de Restauração 1 19 N3 1B Técnico de Recepção 1 18 N3 1C Técnico de Gestão 1 18 N3 1D Técnico de Comunicação 1 18 N3 1E Técnico de Produção Agrária 1 18 N3 2A Técnico de Restauração 1 17 N3 2B Técnico de Informática de Gestão 1 9 N3 2C Técnico de Electromecânica 1 17 N3 2D Técnico de Construção Civil 1 14 N3 2E Técnico de Produção Agrária 1 9 N3 3A Técnico de Restauração 1 14 N3 3B Técnico de Comunicação 1 17 N3 3C Técnico de Electromecânica 1 15 Total 326 Projecto Educativo 2009/2012 19 5. Análise SWOT 5.1. Contexto sócio-cultural da escola • Gostam do que fazem; • Conhecem a missão, visão e valores da escola. Pontos Fracos • São pouco valorizados enquanto profissionais; • Pouca articulação com as famílias; • Escola pouco segura; • Pouca participação em actividades sócio-culturais; Encarregad os de • Frequência da escola por parte dos seus educandos; Empresas Alunos Professores Pontos Fortes • Boa relação; • Responde às expectativas empresariais; Estratégias: Deverá existir um maior envolvimento de todas as partes em tertúlias, reuniões, convenções, passeios de modo a que se ganhe o espírito de equipa. Deverá existir maior quantidade de actividades culturais, designadamente música, desporto, teatro, visitas a centros de cultura, mas estes abertos a toda a comunidade educativa. Projecto Educativo 2009/2012 20 5.2. Organização da escola e clima organizacional Empresa s Encarregados de educação Alunos Professores Pontos Fortes • Existe companheirismo e compreensão; • A Direcção Pedagógica promove a inovação; • Acompanhamento dos projectos escolares; • Circulação de informação entre colegas e direcção; • Clima pedagógico da turma; • Relação com os docentes e auxiliares de acção educativa; • Liberdade para comunicar as suas ideias; • Compreendem a organização da escola; Pontos Fracos • Espaços próprios; • Segurança; • Compreendem a organização da escola; Estratégias: Deverá ser implementado um sistema que permita uma maior sensação de segurança, designadamente o controlo de saídas e entradas de pessoas nas instalações da Fundação Odemira; Nas salas de aulas deverão estar afixadas as principais regras de funcionamento/comportamento exigidas pela sociedade; Deverão ser melhoradas as condições físicas do edificado de modo a que a escola seja um local mais acolhedor e aprazível para se estar; Deverão ser criadas entidades na escola onde estejam sempre presentes as Empresas, os Encarregados de Educação; os Aluno e Professores, de modo a que todos possam trocar ideias e elaborar protocolos e acordos de melhoria. Projecto Educativo 2009/2012 21 5.3. Estratégias de aprendizagem, processos de ensino e de organização pedagógica e resultados escolares dos alunos Empresas Encarregados de educação Alunos Professores Pontos Fortes Pontos Fracos • Liberdade na definição de estratégias pedagógicas • Elaboração de actividades extracurriculares; • Plano de formação; • Avaliação justa; • Boa relação pedagógica com os docentes; • Resolução de conflitos; • Pouca informação acerca das actividades; • Afixação de horários de atendimento dos encarregados de educação. • Desconhecimento dos regulamentos escolares. • Regras de educação; • Boa relação com os agentes da escola; • Boa recepção por parte da escola; • Serviço de psicologia; • Programas educativos; • Informação acerca da avaliação e formação vocacional; • Empenho no sucesso educativo; • Acompanhamento dos alunos por parte da escola nas empresas; • Boa relação com os agentes escolares. • Participação nos regulamentos e currículos escolares; • Desconhecem na íntegra o processo de ensino aprendizagem. Estratégias: Os regulamentos previamente à homologação deverão ser dados a conhecer a todos os membros da comunidade educativa de modo a que estes possam fazer sugestões de melhoria; Após a homologação de documentos estruturantes estes deverão estar acessíveis a todos os membros da comunidade educativa, quer em formato digital quer em formato de papel, para que se tornem instrumentos de conhecimento geral; Projecto Educativo 2009/2012 22 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" 5.4. Relações externas. Pontos Fortes Pontos Fracos Alunos Professores • Pouco contacto com as famílias; Empresas Encarregados de educação • Não promovem a escola; • Participação nas actividades escolares; • Qualidade dos alunos finalistas; • Relação de mútuo benefício. • Contactos de simbiose. Estratégias: Como praticamente não existe relações externas entre os membros da comunidade educativa deverse-á reunir com todos os membros e chegar a um acordo acerca do envolvimento das partes na formulação e acompanhamentos de cada no processo de ensino aprendizagem. Poder-se-á começar com reuniões trimestrais em datas a combinar com as partes. Projecto Educativo 2009/2012 23 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" 6. Finalidades e Objectivos do Projecto 6.1. Finalidades do Projecto A - Assegurar o cumprimento integral dos grandes princípios da Lei de Bases do Sistema Educativo Nacional, assumindo o compromisso de desenvolver estratégias nesse sentido. B - Proporcionar a aquisição de conhecimentos e competências, numa articulação permanente entre o conhecimento teórico e prático. C - Promover atitudes de exigência científico-pedagógica no processo de ensino / aprendizagem. D - Proporcionar a aquisição de atitudes/competências tais como a autonomia, o respeito mútuo, a solidariedade, a cooperação, a iniciativa e a responsabilidade com vista a assegurar a formação cívica, ética, moral, social e profissional do aluno como cidadão responsável, consciente e participativo na vida comunitária. E - Proporcionar aos alunos a necessária orientação escolar e profissional, de modo a facultar-lhes conhecimentos da vida profissional e os meios que lhes permitam a opção pela inserção na vida activa ou o prosseguimento de estudos de nível superior. F - Criar mecanismos facilitadores da inserção na vida activa, com a finalidade de promover a integração e o acompanhamento profissional dos jovens diplomados. G - Fomentar nos alunos as capacidades de adaptação à mudança (as exigências e potencialidades de um contexto social e organizacional caracterizado pelo constante desenvolvimento tecnológico não apenas reformulam o conceito de trabalho, emprego e profissão, como impõem a necessidade das pessoas se recriarem e readaptarem acentuadamente as suas competências). H - Encarar a Escola como Comunidade Educativa, onde todos os seus elementos (professores, pessoal não docente, alunos, pais e encarregados de educação) sejam actores participantes e agentes de mudança. I - Elaborar e fazer cumprir as regras internas, tendo em consideração o Projecto Educativo e o Regulamento Interno. J - Desenvolver as condições propiciadoras para a melhoria das relações humanas entre todos os intervenientes no processo educativo. 6.2. Objectivos, Estratégias e Linhas de Acção do Projecto Educativo Objectivo 1 – Ensino Individualizado/ambiente de trabalho Proporcionar situações de ensino/aprendizagem individualizadas que respeitem as limitações e valorizem as potencialidades de cada aluno e que permitam atenuar as situações de desvantagem. Estratégias - Aperfeiçoar estratégias de prevenção/remediação face ao insucesso escolar. - Desenvolver o trabalho do Conselho de Turma e de curso como estruturas nucleares na resolução dos problemas comportamentais e na promoção do sucesso escolar. Projecto Educativo 2009/2012 24 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" - Aperfeiçoar o papel do Director de Turma como agente privilegiado na comunicação com a turma, na criação de uma relação de proximidade individualizada com cada aluno, na apreciação de rendimento e acompanhamento da turma e no estabelecimento de diálogo com os encarregados de educação. - Aperfeiçoar o Gabinete de Apoio e de Orientação como pólo de diagnóstico das causas de insucesso escolar e proposta de mecanismos de combate ao mesmo. Linhas de Acção - Caracterização dos alunos (condição social dos jovens e da sua influência na vida quotidiana, no comportamento escolar e na atitude face à escola); caracterização da família relativamente à composição do agregado familiar, nível de instrução e categoria socioprofissional; expectativas dos alunos; avaliação da adequação do processo educativo – Modelo 005, Ficha Individual do Aluno. - Funcionamento de apoios pedagógicos ao longo do ano lectivo em função das necessidades dos alunos – Modelo 025, encaminhamento para o GOEP. - Detecção precoce de casos de insucesso e estabelecimento de estratégias de resolução – Plano de Recuperação. - Actuação imediata perante modificações no comportamento e atitudes dos alunos. - Actuação imediata perante casos de dificuldades ao nível da aprendizagem. - Avaliação de diagnóstico às turmas. - Avaliação psicológica, vocacional e motivacional dos alunos. - Acompanhamento psico-pedagógico e psicoterapêutico dos alunos sinalizados em Conselho de Turma, em estreita colaboração com a CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) de Odemira. - Formação de professores em áreas como gestão de conflitos, relacionamento interpessoal, métodos psicopedagógicos, entre outras. - Realização, em colaboração com a comunidade educativa, de acções de prevenção; Objectivo 2 – Adaptação da formação ao mundo do trabalho - Melhorar a capacidade de resposta da formação face às necessidades do mundo do trabalho. - Adoptar metodologias de trabalho, e de aprendizagem, para que os conhecimentos adquiridos sejam mobilizados por competências essenciais e integrados em acções. - Fomentar o desenvolvimento de projectos disciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares, articulados com os conteúdos programáticos e os interesses dos alunos e professores envolvidos. - Organizar momentos de formação em contexto de trabalho adequados às características dos cursos ministrados. Estratégias Projecto Educativo 2009/2012 25 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" - Adequar os conteúdos curriculares às realidades técnicas, profissionais, científicas e socioculturais e às condições do meio em que a Escola Profissional de Odemira se insere. Linhas de Acção - Através de um trabalho conjunto do Conselho de Turma, adaptar as estratégias disciplinares à especificidade de cada curso e de cada turma. - Introdução de metodologias de trabalho que reforcem a componente prática e contribuam para o sucesso educativo. - Adequar os tempos, e momentos, da Formação em Contexto de Trabalho às necessidades de cada curso. - Realizar projectos no âmbito da área tecnológica ao longo do ano, integrando sempre os saberes das disciplinas das componentes científica e sociocultural. - Desenvolver projectos em cooperação com as empresas. - Proporcionar a partilha de experiências e saberes da vinda de profissionais exteriores à escola. -Proporcionar momentos de observação e conhecimento de instituições e empresas relacionadas com o sector de actividade dos cursos. - Realizar intercâmbios entre escolas com os mesmos cursos. Objectivo 3 – Investigação, Selecção de Informação e TIC - Desenvolver competências de pesquisa científica, de investigação, selecção e organização de informação. - Desenvolver competências técnicas e tecnológicas num esforço permanente de actualização e adaptação às novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). - Desenvolver a capacidade de usar adequadamente as linguagens das diferentes áreas do saber cultural, científico e tecnológico. - Implementar e desenvolver projectos ligados às novas tecnologias de informação. - Uso interno da plataforma e-learning – Moodle. Estratégias - Ensinar competências de pesquisa generalizáveis a todas as disciplinas (procurar, seleccionar e avaliar informação relevante) utilizando suportes diversificados. - Utilização das TIC´s como metodologia de pesquisa, ensino e aprendizagem nas várias áreas disciplinares. - Promover o ensino dos alunos a utilizarem as plataformas informáticas interna e externa da EPO, no sentido de agilizar a entrega de trabalhos, dinamizar fóruns de discussão, divulgar actividades; - Promover o ensino dos docentes a utilizarem a plataforma interna para melhor organização dos serviços, quer ao nível pedagógico, quer ao nível da organização interna; Projecto Educativo 2009/2012 26 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Linhas de Acção - Desenvolver metodologias de trabalho preparando os alunos quer para a realização de trabalhos ao longo do curso quer para a realização da Prova de Aptidão Profissional. - Fomentar actividades tendentes a promover a investigação (brainstorming, actividades de observação, estudos de caso, visitas de estudo, aprendizagem através de situações problema e de resolução de problemas, entrevistas, aplicação de inquéritos e tratamento de dados, etc.). - Promover a utilização de instrumentos de pesquisa diversificados. - Utilização de tecnologias de informação e comunicação, e meios audiovisuais, em contexto de sala de aula nas várias áreas disciplinares. - Dinamizar a Plataforma informática interna da escola/Moodle, através da motivação dos docentes e não docentes a introduzirem informações pertinentes para partilha e para melhor organização interna; - Encaminhar os alunos para a utilização da plataforma moodle da EPO quer para entrega de trabalhos, quer para outras finalidades educativas, como sejam, a recolha de textos de apoio fornecidos pelos professores ou a consulta da planificação disciplinar. - Incentivar o pessoal docente e não docente à partilha de informação pertinente para actualização constante do site da Fundação Odemira. - Agilização informativa através do Moodle. Objectivo 4 – Língua Portuguesa - Desenvolver a capacidade de usar a língua portuguesa para comunicar de forma adequada e estruturar o próprio pensamento. - Promover o interesse pela leitura e escrita da língua materna, no sentido de melhorar o desempenho dos alunos na utilização do português. -Potenciar as actividades da Biblioteca/Centro de Documentação e Informação na área da língua materna. Estratégias - Melhorar a expressão oral. - Superar as dificuldades de escrita e redacção em contexto de aula. - Levar os alunos à escrita e ao desenvolvimento do seu imaginário através da criação de pequenos textos. - Promover a participação dos alunos nos veículos de comunicação da escola, motivando-os a participar com textos originais. - Proporcionar o contacto com escritores portugueses e com as suas experiências profissionais e de vida. Projecto Educativo 2009/2012 27 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" - Facilitar o contacto com obras de referência e motivar a leitura de obras em português, especialmente as obras aconselhadas pelo Plano Nacional de Leitura. - Promover actividades de leitura no Centro Documental da FO. Linhas de Acção - Desenvolvimento de debates de ideias e apresentações individuais que levem a uma melhoria da expressão oral. - Organização do concurso de contos e pequenas narrativas. - Promoção da escrita em contexto de aula. - Criação de espaços que possibilitem o desenvolvimento da escrita e representação de pequenos textos dramáticos. -Organização de palestras e colóquios com escritores contemporâneos. - Realização anual da Feira do Livro da EPO. - Realização de encontros com personalidades relevantes para representarem livros que consideram de referência nas suas vidas. - Convidar leitores da região para dinamizarem momentos de leitura e reflexão na biblioteca da EPO; Objectivo 5 – Línguas Estrangeiras - Melhorar as competências em línguas estrangeiras. - Incrementar a mobilidade e os intercâmbios dos professores e alunos. - Potenciar as actividades do Centro de Documentação e Informação na área das línguas estrangeiras. Estratégias - Desenvolver a autonomia dos alunos através de aulas dinâmicas. - Promover contactos e realizar projectos, que proporcionem aos professores e alunos o conhecimento de instituições e empresas numa perspectiva transnacional e relacionada com o sector de actividade dos cursos. - Promover acções que proporcionem aos alunos um contacto directo com falantes de línguas estrangeiras, assim como agentes de outras culturas (teatros interactivos, exposições, colóquios, etc.). - Promover o intercâmbio de práticas entre os professores como meio de desenvolvimento de novas metodologias de ensino e aprendizagem. -Proporcionar aos professores de línguas estrangeiras o contacto directo com o país, ou a cultura, em que as línguas são faladas. - Desenvolver projectos em parceria com instituições do espaço europeu. Projecto Educativo 2009/2012 28 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Linha de Acção - Inovar nos métodos e estratégias, utilizadas no ensino das línguas: exercícios de audição/compreensão com recurso a canções, filmes não legendados, debates, etc. ; recurso a meios audiovisuais (vídeo projector, sala de computadores, leitor de DCD, laboratório de línguas, etc.); -Organização de estágios no estrangeiro através da candidatura a programas comunitários. - Organização de momentos de formação de professores de línguas estrangeiras fora do país, através da candidatura a programas comunitários que proporcionem a realização de trocas de experiências de métodos e modalidades de organização do ensino das línguas. - Recurso às TIC como estratégia de ensino/motivação dos alunos; Objectivo 6-Competências Sociais/ Cidadania - Promover a participação activa na vida da escola de todos os agentes da comunidade educativa. - Desenvolver a dimensão pessoal e relacional dos alunos através de uma formação cívica e do desenvolvimento de competências pessoais e sociais, como área transversal a todas as actividades curriculares e extra curriculares desenvolvidas na escola. - Promover a vivência artística como elemento de desenvolvimento da expressão pessoal, social e cultural. - Proporcionar uma relação harmoniosa entre o corpo e o espaço, numa perspectiva pessoal e interpessoal promotora da qualidade de vida. - Promover, através de uma abordagem da sexualidade equilibrada, realista, partilhada e reflectida, comportamentos sexuais saudáveis e responsáveis, aumentando as capacidades de comunicação e favorecendo atitudes preventivas em relação aos abusos e violência sexual, aos fenómenos de exploração sexual, às gravidezes não desejadas e às doenças sexualmente transmissíveis. - Valorizar os diferentes saberes e experiências (estudantes estrangeiros e de diferentes regiões do país). Estratégias - Organizar, e apoiar, iniciativas que visem melhorar as condições de trabalho na Escola, as relações humanas e a qualidade de funcionamento dos serviços. - Promover acções que ajudem os alunos a desenvolver as suas capacidades pessoais e relacionais, permitindo-lhes reflectir sobre o modo de se relacionarem com os outros. - Integrar a formação cívica no projecto da escola, da turma ou da disciplina. - Promover actividades culturais e artísticas de âmbito curricular e extra curricular. - Inserir no plano de actividades da escola iniciativas curriculares e extracurriculares que sejam promotoras da saúde e de estilos de vida saudáveis. Projecto Educativo 2009/2012 29 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" - Promover a informação dos alunos através de acções de sensibilização sobre sexualidade responsável; - Promover a vinda de profissionais de saúde à escola para realização de campanhas de prevenção e trabalho em grupo e individualizado com os alunos; - Organizar, no âmbito da Semana Cultural da EPO, actividades multiculturais, com especial destaque para as várias comunidades que vivem no concelho; - Participar no projecto Assembleia Jovem Municipal; - Participar no FIO – Festival Intercultural de Odemira; Linhas de Acção - Organização, em colaboração com os alunos, de uma actividade lúdica fora da escola, com vista a proporcionar um encontro saudável entre os alunos, professores e funcionários da escola, bem como o desenrolar de uma actividade numa perspectiva de integração na comunidade. - Realização de reuniões periódicas entre a Direcção Pedagógica e a Associação de Estudantes para discussão de aspectos relativos ao funcionamento quotidiano da escola, à necessidade de modificação ou implementação de novas regras e para transmissão de informações consideradas relevantes e do interesse dos alunos. - Edição escolar de suportes de comunicação como meio de participação na vida da escola (jornal, rádio): permitir, através da expressão, não só respeitar o direito à participação, como estimular a iniciativa, a criatividade, o espírito crítico e a consciência de vida da comunidade. - Sensibilizar os alunos para a realização de acções de solidariedade e voluntariado no meio envolvente. - Realização de um programa orientador da formação cívica e do desenvolvimento pessoal e social dos alunos abordando as seguintes áreas: Educação para a Saúde, Competências Sociais e Pessoais, Educação Sexual, Mundo do Trabalho e Cidadania, Marketing Pessoal. - Criação de tempos específicos para a expressão destas áreas através de reflexão, debates, dinâmicas de grupo, participação crítica, conferências com profissionais exteriores à escola, etc. - Comemoração de dias especiais alusivos a temas de cidadania. - Realização de actividades culturais (visitas de estudo, participação em colóquios e palestras, Coro da Escola, assistir a peças de teatro, promoção de concursos de contos e pintura, realização de pequenas peças de teatro por parte dos alunos, etc.). - Organização de actividades físicas e de contacto coma natureza extra curriculares, regulares e envolvendo toda a população escolar e a comunidade: desporto escolar, torneios desportivos, acampamentos, canoagem, percursos pedestres, cursos de mergulho, actividades de risco controlado, danças de salão, passeios de BTT, etc. Projecto Educativo 2009/2012 30 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" - Realização de actividades sobre o tabagismo, alcoolismo e toxicodependência. Reflexão sobre as consequências dos comportamentos de não saúde, as suas possíveis causas e formas de mudar estes comportamentos. - Realização em todas as turmas, anualmente, de uma acção de formação sobre sexualidade e comportamentos de risco (Psicóloga da escola). - Realização de encontros anuais com as Enfermeiras do Centro de Saúde de Odemira para uma explicação mais formal e para o esclarecimento de dúvidas (individualmente e em grupo). - Realização de encontros/palestras com especialistas da área para a sensibilização; - Comemoração do Dia da Gastronomia Cabo-verdiana; - Promoção de Actividades de descoberta de outros países e culturas (trabalhos sobre os países de origem de alunos da EPO – Alemanha, Bulgária, França…); - Levar os alunos à participação em actividades de carácter intercultural promovidas no concelho; Objectivo 7 – Inserção na vida activa - Desenvolver a autonomia dos alunos na procura e criação do próprio emprego. -Assegurar o acompanhamento dos alunos na fase de inserção na vida activa. - Fomentar o empreendedorismo e a iniciativa dos alunos; - Valorizar os saberes, experiências e contribuições de antigos alunos, professores e funcionários da Escola. Estratégias - Dotar os alunos de competências técnicas, pessoais e relacionais que os tornem mais aptos para a sua inserção profissional e mais autónomos na criação e procura do próprio emprego. - Desenvolver capacidades de adaptação a diferentes possibilidades profissionais em contextos técnico-sociais distintos. - Dotar a escola de uma oferta formativa alargada, em articulação com as áreas de formação para que a EPO está vocacionada, que permita organizar actividades de educação e formação em diferentes domínios e para públicos diversos. - Adoptar uma metodologia de Portefólio para que cada aluno possa desenhar o seu perfil profissional ao longo dos anos de formação na EPO. - Desenvolver mecanismos de criação de “Projecto Empresa”. - Desenvolver capacidades de trabalho em equipa com espírito colectivo na defesa de interesses comuns e colectivos; - Trazer antigos alunos, funcionários, professores a actividades da escola. Projecto Educativo 2009/2012 31 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Linhas de Acção - Realização de sessões de treino de competências específicas para a integração no mundo de sessões de treino de competências específicas para a integração no mundo do trabalho: escolher uma profissão, a procura de emprego, carta de candidatura e entrevista de selecção. - Realização de sessões de formação cívica, de tomada de consciência europeia e de desenvolvimento de competências pessoais e relacionais (treino em aptidões específicas ao contexto de trabalho, tais como lidar com os colegas de trabalho, lidar com chefias, trabalhar em cooperação, seguir instruções, negociar/combinar, pedir ajuda, propor inovação etc.), que torne o leque de comportamentos dos alunos mais amplo, flexível e adaptável ao mundo do trabalho. - Organização da formação em contexto de trabalho em várias empresas nos sectores afins aos cursos, incluindo empresas no estrangeiro. - Participação dos professores em acções de formação organizadas e levadas a cabo em cooperação com empresas e instituições do ensino superior e politécnico. - Estabelecer parcerias de cooperação entre a escola e as instituições do ensino superior e politécnico relacionadas com as áreas de formação afins aos cursos ministrados na escola. - Colaboração da escola com organizações locais e regionais com vista ao desenvolvimento de actividades formativas e comunitárias. - Organização pessoal/individual dos saberes dos alunos através da criação de um portfólio, a desenvolver ao longo do ciclo de formação. - Organização pessoal/individual dos saberes dos alunos através da criação de uma empresa, a melhorar ao longo do ciclo de formação. - Realização de acções de sensibilização/palestras com empresários. - Fomentar a participação dos alunos em associações ou instituições de interesse colectivo (Associações Desportivas, Culturais, de Defesa do Consumidor, Sindicatos); - Convidar antigos alunos, docentes e funcionários para actividades da escola. - Convidar antigos alunos, docentes e funcionários para partilharem experiências e saberes com a comunidade escolar; Objectivo 8 – Competências do GOEP - Reforçar as ligações com o mundo do trabalho através do Gabinete de Orientação Educativa e Profissional. - Motivar e apoiar candidaturas a projectos e programas de âmbito internacional, nacional, regional e local. - Fomentar a organização da Associação de Estudantes. Projecto Educativo 2009/2012 32 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Estratégias - Prestação de um acompanhamento técnico, humano e personalizado aos alunos ao nível da orientação profissional. - Envolvimento da comunidade nos projectos/parcerias desenvolvidas pela escola, potenciando a empregabilidade, quer através de uma formação mais adequada, quer através do melhor conhecimento por parte das entidades empregadoras da oferta da Escola Profissional de Odemira. - Identificação das intenções imediatas, a médio e a longo prazo no que respeita ao futuro profissional. - Promover uma relação de cooperação entre a escola e a comunidade. - Estabelecer parcerias com instituições, empresas, organismos de investigação e entidades de desenvolvimento local e regional. - Implementar processos de monitorização durante a inserção profissional e acompanhamento do percurso dos diplomados. - Implementação de projectos que possam enriquecer a qualidade da aprendizagem dos alunos da EPO, sejam estágios, viagens de estudo, concursos, exposições ou outros certames, intercâmbios, projectos na área da ciência e inovação, ou outros; - Organizar anualmente o processo eleitoral para formação da Associação de Estudantes da EPO; - Criar condições básicas estruturais para que a AE possa funcionar; - Proporcionar o apoio à execução do plano de actividades da AE, sempre que se enquadrem nas finalidades educativas da escola; Linhas de Acção - Elaboração de um perfil técnico individualizado. - Desenvolver sessões de esclarecimento aos alunos com informação relativa à criação do próprio emprego e às necessidades de emprego na região. - Organização do processo de colocação, e integração, dos alunos em empresas. - Cooperação com os Centros de Emprego e Empresas (saber das necessidades de emprego e das condições dos Programas de Inserção de Jovens Diplomados). - Desenvolver acções de divulgação, junto das entidades empregadoras, sobre o perfil dos diplomados que saem na Escola Profissional de Odemira. - Realização de um inquérito anual aos alunos diplomados pela Escola Profissional de Odemira, para actualização da situação face ao emprego e/ou ao prosseguimento de estudos. - Preparar um plano de pesquisa das ofertas formativas a nível superior; - Preparar com os alunos um plano de candidatura ao ensino superior (que inclua aulas de apoio aos exames). Projecto Educativo 2009/2012 33 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" - Informar os alunos a respeito da importância da AE e motivá-los à participação em todo o processo eleitoral; - Ter um docente responsável por orientar a AE no sentido de fazer uso da sua representatividade; - Integrar as actividades da AE no Plano de actividades da EPO, sempre que se enquadrem nas finalidades educativas da escola; Objectivo 9- Formação de Activos - Promover a informação e a formação inicial e contínua de professores; - Promover a formação contínua do pessoal não docente/docente. Estratégias - Realizar um plano anual de formação de docentes/não docentes para as diferentes áreas disciplinares da escola, na área das TIC e da relação pedagógica com os alunos. - Realizar um plano anual de formação para o pessoal docente/não docente, sobretudo na área da relação com os alunos e nas suas áreas específicas de intervenção. Linhas de Acção - Estimular a participação dos docentes/não docentes em acções de formação da sua área específica e das áreas gerais, nomeadamente, através da definição de um número mínimo de horas de formação a frequentar por ano; - Estimular a participação do pessoal não docente em acções de formação, nomeadamente, através da definição de um número mínimo de horas de formação a frequentar por ano; Objectivo 10- Avaliação - Criar mecanismos de avaliação técnico-pedagógica interna e externa da Escola - Aperfeiçoar modelo de Avaliação docentes/não docente. Estratégias - Organizar anualmente o processo de avaliação interna da escola, dos docentes e do pessoal não docente. - Organizar anualmente o processo de avaliação externa da escola. Linhas de Acção - Elaboração de um inquérito a passar anualmente aos alunos, que possa avaliar docentes e pessoal não docente da escola. - Produção de um relatório anual de auto-avaliação dos docentes, a ratificar pela direcção pedagógica da escola - Constituição de um grupo de trabalho que organize anualmente os instrumentos de avaliação do pessoal docente, não docente e que trabalhe os resultados, a serem apresentados até ao final de cada ano lectivo; Projecto Educativo 2009/2012 34 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Objectivo 11- Assimetrias sociais - Contribuir para a correcção das assimetrias sociais e culturais dos alunos. - Sensibilizar para as boas práticas na área da solidariedade; Estratégias - Apoiar alunos carenciados; - Dinamizar actividades na vertente da solidariedade (disciplinas de Integração e cidadania) - Trabalhar em sintonia com o projecto Escola Solidária nas áreas da Educação/Cultura, Saúde e Assistência, Ecologia, Segurança e Desporto/Lazer; Linhas de Acção - Realização de acções de sensibilização e formação para o voluntariado; - Criação de um boletim bimensal de divulgação das actividades; - Realização de oficinas de voluntariado, campanhas de recolha de bens de primeira necessidade; - Educar para os Direitos Humanos; Objectivo 12- Ligação às empresas - Fomentar a ligação da escola ao mundo empresarial e diversificar a oferta formativa com base nas necessidades do tecido empresarial da região; - Aproximar os cursos às empresas através de trabalhos realizados pelos alunos; - Planear e acompanhar de forma mais personalizada os estágios e formação em contexto de trabalho; Linhas de Acção - Realização das Provas de Aptidão Profissional numa perspectiva eminentemente prática e útil, para que possam ter uma aplicabilidade nas empresas do ramo de formação; - Acompanhamento da FCT por parte do Gabinete de Orientação Educacional e Profissional e Coordenador de Curso. Projecto Educativo 2009/2012 35 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" 7. Estratégias de Implementação do projecto Educativo A promoção, divulgação, execução, controlo e avaliação do Projecto Educativo da Escola são da responsabilidade da Direcção Pedagógica da Escola, coadjuvados por uma equipa de professores que têm assento no Conselho Científico. O documento que expressa o presente Projecto Educativo deverá ser divulgado à comunidade educativa depois de aprovado pela Comissão Executiva, de modo a que todos os actores possam conhecê-lo, discuti-lo e apresentar propostas de alteração/ enriquecimento / aprofundamento. Esta divulgação deverá ser o mais abrangente possível e, por esse motivo, poderá ser feita através de: - Internet – criação de um link na página da Fundação Odemira. - Centro documental – disponibilização para consulta no CDFO. - Folheto – concentração num folheto a distribuir à comunidade escolar e local. - Jornal de Parede – contextualização das actividades realizadas com os objectivos previstos no PE. - PowerPoint que resuma os seus principais objectivos, estratégias e linhas de acção e que possa ser apresentado a encarregados de educação, empresários, possa ser posto a circular em feiras e certames em que a escola participe e possa ser utilizado pela Direcção Pedagógica para divulgação junto dos restantes parceiros da escola. A execução do Projecto Educativo processa-se através da realização de Planos Anuais de Escola que devem ser devidamente estruturados e adaptados à consecução dos objectivos e linhas de acção por ele fixadas. A implementação do Projecto Educativo pressupõe a criação de condições favoráveis à participação na Escola de todos os intervenientes no processo educativo, como sejam: a) A sensibilização dos alunos, através de intervenção dos Directores de Turma, para a eleição de alunos responsáveis que desempenhem as funções de delegados de turma nos moldes previstos no Regulamento Interno; b) A sensibilização dos Encarregados de Educação para a importância da sua participação activa no processo de acompanhamento dos seus educandos ao longo percurso de aprendizagem; c) A promoção da discussão e reflexão, nos diferentes órgãos da escola, do plano anual de actividades, de projectos ou de regulamentos a submeter à aprovação do Conselho Pedagógico, de forma a envolver todos os interessados na tomada de decisões e na definição de estratégias de actuação; d) A abertura da Escola à comunidade através de acções de promoção, divulgação e cooperação junto dos diferentes agentes económicos, sociais e culturais da região onde a Escola se encontra inserida. Projecto Educativo 2009/2012 36 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" 8. Avaliação do Projecto A avaliação do Projecto Educativo incide sobre o cumprimento dos seus objectivos e das linhas de acção que lhes estão subjacentes. A avaliação do processo da sua implementação e dos seus resultados será contínua e servirá de base não só à elaboração de novos projectos como também à reformulação e actualização e actualização do existente. Este processo será coordenado por uma equipa de docentes, que deverá definir os indicadores e parâmetros da avaliação a realizar, analisar os resultados verificados e produzir um relatório final, com base no qual se farão as correcções que forem julgadas necessárias nas estratégias inicialmente fixadas, mas deverá contar com a participação de todos os intervenientes no processo educativo. Considera-se que o processo de avaliação deverá integrar os seguintes tipos de avaliação: e) Avaliação contínua – a realizar ao longo de todo o processo de execução do projecto educativo; f) Avaliação dos resultados obtidos – a realizar no final de cada ano lectivo; g) Avaliação global e final do projecto – a realizar no final do período de vigência do mesmo. Este sistema de auto-avaliação permite obter um conhecimento fundamentado do nível de consecução dos objectivos no Projecto Educativo da Escola e proceder às reestruturações que se tornem necessárias como consequências deste processo avaliativo. Os instrumentos de avaliação a utilizar são: Avaliação contínua: - Avaliação disciplinar e da actividade docente; - Taxas de sucesso. As taxas de sucesso serão analisadas por curso, área de formação e disciplina no fim de cada período lectivo. Estes resultados serão confrontados com os resultados da avaliação disciplinar e da actividade do docente, permitindo fazer um diagnóstico fundamentado do funcionamento de cada curso e de cada disciplina. - Avaliação da formação em contexto de trabalho A avaliação dos momentos de formação em contexto de trabalho será efectuada através da análise dos relatórios elaborados pelas entidades de acolhimento, pelos professores responsáveis pelo acompanhamento e pelos alunos. Avaliação a realizar no final de cada ano lectivo - Relatórios de final de ano No final de cada ano lectivo os Coordenadores de Curso e Directores de Turma realizarão, sob a forma de relatório, uma avaliação detalhada do funcionamento de cada turma. - Relatórios de Direcção de Turma Caracterização da turma, actividades gerais, comportamento, assiduidade, produtividade, contratos individuais com os alunos e encarregados de educação, sugestões. Projecto Educativo 2009/2012 37 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" - Relatórios de Coordenação de Curso No final de cada ano lectivo, os coordenadores realizarão um relatório de balanço anual no qual conste informação relativa a: execução do Plano de Actividades, progressão modular, execução das horas previstas no plano curricular e avaliação da formação em contexto de trabalho, aproveitamento e comportamento. Este documento, identificando as principais dificuldades e áreas fortes, serve de suporte para a planificação do ano seguinte, para que sejam reforçadas as formas de trabalho positivas e superadas as dificuldades sentidas. - Relatório de final de ano lectivo No final de cada ano lectivo será elaborado, pela Direcção Pedagógica, um relatório que agregará todas as informações recolhidas através dos vários instrumentos de avaliação referidos e proporá reestruturações que se tornem necessárias como consequência dos resultados deste processo avaliativo. Este relatório será dado a conhecer à comunidade educativa. Avaliação global e final do projecto - Relatório final A produzir no fim do terceiro ano lectivo de vigência do projecto educativo. Todo o trabalho de análise, verificação, planificação e avaliação deve ser colectivo e desencadeado nos momentos previstos para cada objectivo. O presente Projecto Educativo da Escola Profissional de Odemira tem uma implementação prevista para três anos lectivos: 2009/2012. Projecto Educativo proposto pelos docentes da EPO, rectificado pela Direcção Pedagógica e aprovado pelo CEO da Fundação Odemira em 05/Novembro/2009 Projecto Educativo 2009/2012 38 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Anexo – Empresas parceiras da escola na FCT/Estágios Advogada Leonor Castro Agência de Contabilidade Ideal de Beja, Lda. Alenbit Alfredo Machado – Fotógrafo Alsolar, Lda. - Karl Moosdorf Álvaro Almeida Gouveia AMS - Conceição Anabela & Francisco Lampreia – Serviços de Contabilidade e Consultadoria, Lda. Agrupamento de Escolas de Odemira Agrupamento de Escolas de S.Teotónio Agrupamento de Escolas de Colos ADMIRA Aquesar - Ana Furtado Associação de Beneficiários do Mira Associação Paralisia Cerebral de Odemira Associação Portuguesa Criadores de Bovinos de Raça Limousine Augusto Inácio Maria Badoca Park Big Trust Consulting Campo Sol e Alentejo Casa Beatriz Gâmboa Centro de Estudos Ambientais Centro de Saúde de Odemira Centro Formação concelhio Clube Praia da Rocha Companhia Portuguesa de Informática Contécnica Sul D. Pedro Golf D. Pedro Marina DenEmp Electrificadora Milfontense Electro Amoreiras Electro Damas Electro Ermidense Electroboavistense ElectroCentral Odemirense Electrocercalense Electrosidias Évora Hotel Farmácia Alfeirão - V. N. Milfontes Filipe Emanuel dos Reis Amado FiscoPax, Lda. Florbela Viana Afonso Francisco Aleixo Silveira Frupor Fundação Odemira Gabinete de Contabilidade Maria Piedade F. M. Carmo Gesta 1000 – Unipessoal Golden Club GPP, SA Pousada de Santa Clara Grande Real Stª Eulália Projecto Educativo 2009/2012 39 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Hotel Baía Grande Hotel Baía Grande Hotel D. Jorge Lencastre Hotel da Aldeia Hotel Dom Fernando Hotel Garbe Hotel Humbria Hotel Porta Nova Hotel Real Bella Vista Humberto Pimentel Esteves & Filhos Iberian Salads Ilos Com. Energias Alternativas - Petra Finkernagel Inforlandia Albufeira Inforlandia Algés InforX Jardim de Infância Nossa Senhora da Piedade Joaquim Silva Dias José Calinhos – Consultor Financeiro, Unipessoal, Lda José Maria Joana Junta de Freguesia de S.Teotónio Junta de Freguesia de Santa Maria Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes L&R Ramos, Lda Liga para a Protecção da Natureza Livronautas – unipessoal, lda Lojas XXI Maria Júlia Lagartinho Viegas Marreiros MASR Mendes e Murteira, Lda. Meridien D. Filipa Metaloluz - Serralharias e Alfaias Lda. Micro Partilha Município de Odemira Município de Ponte de Lima Nobre & Filhos (Sofia/Mafalda) Parque Biológico de Gaia Pousada do Infante – Sagres Pousada S. Brás Alportel Quadro Mor Restitur Rádio Antena Miróbriga - Santiago Cacém Rádio Maré Alta – São Teotónio Rui Candeias SAL - Sistemas de Ar Livre Serragril - António Albino Serralharia Luciano - Luciano Santos Diniz Soares & Filhos, Lda. – Gerência Sociedade Hoteleira de Sagres, Lda. Solar Blaser Sudoestebit Taipa – Odemira Telgal Projecto Educativo 2009/2012 40 “Aqui os professores estudam e os alunos aprendem" Termas Monchique Tempo de Aventura Terras de Mouros Terraval – Consultoria Agrícola e Imobiliária, Lda Tivoli Almansor Tivoli Marinotel Turaventura Vera Lúcia M. Faustino Vila Galé Albacora Vila Galé Atlântico Vila Galé Clube de Campo Vila Galé Tavira Vila Vita Parc Resort & Spa Vitacress Viveiros de Vila Nova de Milfontes Webstar Projecto Educativo 2009/2012 41