PROJECTO EDUCATIVO
DA
ESCOLA PROFISSIONAL
DE
ODEMIRA
Triénio 2009/2012
1. Introdução ................................................................................................................... 3
2. A visão para 2009/2012 .............................................................................................. 6
3. Caracterização do Concelho de Odemira................................................................. 7
3.1. Localização ............................................................................................................... 7
3.2. Resenha Histórica .................................................................................................... 7
3.3. Caracterização ......................................................................................................... 8
3.4. Estabelecimentos de Ensino e Corpo Docente do Concelho .............................. 11
4. Caracterização da Escola Profissional de Odemira .............................................. 12
4.1. O Organograma institucional............................................................................... 13
4.2. As instalações ......................................................................................................... 14
4.2.1. Propriedade......................................................................................................... 14
4.2.2 – Qualidade e capacidade das Instalações......................................................... 15
4.2.3. Oficinas de Electromecânica e Instalações Eléctricas ..................................... 15
4.2.4. Oficinas de Construção Civil e Canalização .................................................... 15
4.2.5. Espaços específicos para a Hotelaria e Restauração ....................................... 16
4.2.6. Laboratórios de Informática ............................................................................. 18
4.2.7. Centro Documental da Fundação Odemira ..................................................... 18
4.2.8. Laboratórios de Línguas.................................................................................... 18
4.3. A População Escolar.............................................................................................. 19
4.3.1 Os Alunos ............................................................................................................. 19
5. Análise SWOT .......................................................................................................... 20
5.1. Contexto sócio-cultural da escola......................................................................... 20
5.2. Organização da escola e clima organizacional.................................................... 21
5.3. Estratégias de aprendizagem, processos de ensino e de organização pedagógica
e resultados escolares dos alunos................................................................................. 22
5.4. Relações externas................................................................................................... 23
6. Finalidades e Objectivos do Projecto...................................................................... 24
6.1. Finalidades do Projecto......................................................................................... 24
6.2. Objectivos, Estratégias e Linhas de Acção do Projecto Educativo................... 24
7. Estratégias de Implementação do projecto Educativo.......................................... 36
8. Avaliação do Projecto............................................................................................... 37
Anexo – Empresas parceiras da escola na FCT/Estágios ......................................... 39
Projecto Educativo 2009/2012
2
1. Introdução
A Escola Profissional de Odemira foi criada para responder às necessidades e às
prioridades do desenvolvimento local e regional, desenvolvendo um processo de
ensino/aprendizagem assente num sistema modular, onde o aluno é o centro do processo
pedagógico, permitindo diferentes ritmos de aprendizagem, que variam em função não
só da estrutura cognitiva, mas também dos interesses, das motivações e dos
conhecimentos veiculados pela chamada “escola paralela” valorizando saberes
adquiridos na Escola ou fora dela. Prossegue fins de interesse público e nomeadamente
os seguintes objectivos:
- Contribuir para a realização pessoal dos jovens, proporcionando, designadamente, a
preparação adequada para a vida activa;
- Proporcionar os mecanismos de aproximação entre a escola e o mundo do trabalho,
nomeadamente, a planificação, realização e avaliação de estágios;
- Proporcionar uma formação integral e integrada dos jovens, qualificando-os para o
exercício profissional e para o prosseguimento de estudos;
- Prestar serviços educativos à comunidade na base de uma troca e enriquecimento
mútuos;
- Analisar as necessidades de formação locais e regionais e proporcionar as respostas
formativas adequadas;
- Contribuir para o desenvolvimento social, económico e cultural da comunidade.
Para definir os vectores para o triénio que se segue, se não quisermos falar em
quinquénio, teremos que beber do relatório da Comissão Internacional sobre Educação
para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors, para a UNESCO.
A UNESCO propõe uma educação direccionada para os quatro tipos fundamentais de
aprendizagem: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros,
aprender a ser, eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.
O ensino, tal como o conhecemos, debruça-se essencialmente sobre o domínio do
aprender a fazer e, em menor escala, do aprender a conhecer. Estas aprendizagens,
direccionadas para a aquisição de instrumentos de compreensão, raciocínio e execução,
não podem ser consideradas completas sem os outros domínios da aprendizagem, muito
mais complicados de explorar, devido ao seu carácter subjectivo e dependente da
própria entidade educadora.
Projecto Educativo 2009/2012
3
Aprender a Conhecer
Esta aprendizagem refere-se à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”. Debruçase sobre o raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os
processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar
no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de os desenvolver, a vontade
de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja
encarada, não apenas como um meio para um fim mas também como um fim por si.
Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às
necessidades, dificuldades e idiossincrasias dos estudantes, capazes de lhes
apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudo e
facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas.
Pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender
cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e
cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio
pensamento crítico.
Em vista a este objectivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo,
como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método
científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de
modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos
domínios do saber e do desconhecido.
Aprender a Fazer
Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as bases teóricas, o aprender a
fazer refere-se essencialmente à formação técnicoprofissional do educando. Consiste
essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Actualmente
existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É
essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação
mas também interpretar e seleccionar as torrentes de informação, muitas vezes
contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes
perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos factos e informações.
Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Aprender a
conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de
trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa:
aprender a aprender, para se beneficiar das oportunidades oferecidas pela educação ao
longo de toda a vida.
Projecto Educativo 2009/2012
4
Aprender a viver com os outros
Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores,
pois actua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao
preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Apostar-se na educação como veículo
de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?
O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta faseada em
dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o
desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da
diversidade humana combate directamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a
participação em projectos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de
atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História
Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o
semelhante.
Aprender a ser
Este tipo de aprendizagem depende directamente dos outros três. Considera-se que a
Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e
corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”.
À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e
atitudes, mas já não direccionados para a vida em sociedade em particular, mas
concretamente para o desenvolvimento individual.
Pretende-se formar indivíduos autónomos, intelectualmente activos e independentes,
capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem
permanentemente, de intervirem de forma consciente e pró-activa na sociedade.
Projecto Educativo 2009/2012
5
2. A visão para 2009/2012
A escola do presente e do médio prazo tem de se referir às necessidades
socioeconómicas do nosso Concelho e arredores no imediato e a curto prazo. Ao
caracterizarmos a nossa região, como faremos mais à frente, torna-se óbvio que a nossa
aposta para o futuro deve passar por três grandes áreas, a Restauração, Turismo e
Hotelaria; a Agro-indústria; e as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação.
Sucintamente justificamos a nossa escolha, primeiro porque nos encontramos numa
região com características tipicamente turísticas, onde é necessário fomentar a qualidade
nos serviços prestados no domínio da restauração e da hotelaria; por outro lado, estamos
no seio de uma região intensamente rural mas onde a técnica agrícola é em certos
centros vanguardista europeia e para onde é necessário fomentar a criação de quadros
intermédios que dêem apoio a essas empresas; por último as novas tecnologias, esta
aposta reflecte-se na mudança fugaz que a sociedade vive em termos de comunicação. A
realidade dos media não é a mesma há dez anos atrás e não será certamente a mesma
daqui a dez anos, porventura será necessário criar quadros médios com capacidade de
gerir estes novos conflitos e dilemas.
De uma maneira diferente, além de serem definidos os vectores orientadores de
aprendizagem temos que nos auto-recriar para deixar de sermos professores para
passarmos a ser educadores. Um docente deverá ser mais do que um transmissor de
conhecimento apreendido em anos de jovialidade, mas um actor concreto na fomentação
de saberes e fazeres actuais.
Projecto Educativo 2009/2012
6
3. Caracterização do Concelho de Odemira
3.1. Localização
O Concelho de Odemira situa-se no Sudoeste Alentejano e pertence ao Distrito de Beja.
O seu território estende-se por uma área de 1 721,5 Km2. Constituindo-se como o maior
concelho do país, corresponde a 1,9% da área do Continente, 6,6% da região do
Alentejo, 32,7% do Alentejo Litoral e 16,8% do Distrito de Beja.
Este território, cuja sede é Odemira, encontra-se organizado em dezassete freguesias: as
duas da sede, Salvador e Santa Maria, Colos, Relíquias, Sabóia, Santa Clara-a-Velha, S.
Teotónio, Zambujeira, S. Luís, Luzianes, Pereiras, S. Martinho das Amoreiras, Vale de
Santiago,
Bicos,
Vila
Nova
de
Milfontes,
Boavista
dos
Pinheiros
e
Longueira/Almograve.
O concelho é atravessado no sentido SE / NW pelo Rio Mira que, tendo o seu estuário
em Vila Nova de Milfontes, se encontra represado a jusante pela barragem de Santa
Clara.
O clima do concelho, embora apresente características mediterrânicas, encontra-se
fortemente influenciado pela proximidade do Oceano Atlântico.
3.2. Resenha Histórica
No centro do Concelho encontra-se a vila de Odemira, cujo nome tem reminiscências
árabes. Os numerosos vestígios de culturas anteriores à romanização e os testemunhos
das culturas posteriores atestam a sua antiguidade. A sua localização, a dominar a via de
comunicação que é o Rio Mira, fez de Odemira um ponto estratégico valioso, e por isso,
a sua posse foi desejada pelos vários povos que viveram na região. Odemira foi
conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques em 1166 e obteve o seu primeiro
foral de D. Afonso III em 1256.
Sede administrativa de um vasto concelho com inúmeras potencialidades económicas,
variado na geografia e nos diferentes panoramas que apresenta, com múltiplas culturas
agrícolas e intensamente florestado, Odemira é sede do Parque Natural do Sudoeste
Alentejano e Costa Vicentina.
Projecto Educativo 2009/2012
7
Região: Baixo Alentejo
Distrito: Beja
Concelho: Odemira
Nº de freguesias: 17
Nº de habitantes: 26.106
Área Geográfica: 1721,5 km2
MAPA 1: Freguesias do Concelho de Odemira.
3.3. Caracterização
População residente por freguesias
O concelho possui uma das mais baixas
6000
densidades populacionais do distrito de Beja e
5000
é marcado por uma forte assimetria entre o
4000
litoral
3000
e
o
interior,
seja
em
termos
2000
populacionais seja em termos económicos. Os
1000
60
Fonte: IBE - Censos 2001
50
Pode observar-se que as freguesias com maior
40
densidade populacional são Vila Nova de
30
Vila Nova de Milf ontes
S. Salvador
St. Maria
S. Teotónio
Zambujeira do Mar
S. Luis
Sabóia
Relíquias
Luzianes
20
freguesias do interior do concelho que
Bicos
População por km2
concelho de Odemira.
Milfontes e Santa Maria, e que são as
Vale Santiago
GRÁFICO 2 – Densidade populacional do
S. Martinho das Amoreiras
freguesias.
Pereiras
St. Clara a Velha
Colos
Luzianes
Relíquias
Sabóia
por
S. Luis
residente
Zambujeira do Mar
População
S. Teotónio
–
St. Maria
1
S. Salvador
GRÁFICO
Vila Nova de Milfontes
0
quadros seguintes ilustram esta situação:
Colos
St. Clara a Velha
10
Pereiras
S. Martinho das Amoreiras
0
1
apresentam índices de densidade populacional
Vale Santiago
Bicos
mais baixos.
Projecto Educativo 2009/2012
8
GRÁFICO 3 – Extensão por
Extensão por km2
km2 nas freguesias do concelho
350
de Odemira.
300
Fonte: IBE - Censos 2001
No
que
diz
250
respeito
200
à
150
extensão por km2 constata-se
que
a
freguesia
Teotónio
é
a
de
S.
maior
do
100
50
0
concelho, com 303,1 km2,
seguida da freguesia de S. Salvador, com 164,4 km2, sendo a freguesia com menor
extensão a Zambujeira do mar, com 42,96 km2.
GRÁFICO 4 – População residente em
População residente
Odemira.
Fonte: IBE - Censos 2001
6000
Através dos dados apresentados,
5000
Vila Nova de Milfontes
S. Salvador
pode-se verificar que no ano de
Zambujeira do Mar
freguesia
de
Vila
seguida
Nova
S. Luis
Sabóia
Relíquias
3000
mais elevado de residentes é a de S.
(5019),
S. Teotónio
4000
2001 a freguesia com o número
Teotónio
St. Maria
Luzianes
Colos
2000
St. Clara a Velha
da
Pereiras
S. Martinho das Amoreiras
1000
de
Vale Santiago
Bicos
0
Milfontes (4258).
Pop. 1991
Pop.2001
Entre 1991 e 2001 a população no
Concelho sofreu uma diminuição de 312 residentes, registando-se neste período um
aumento da população residente apenas nas freguesias de Vila Nova de Milfontes, Santa
Maria, S. Teotónio, Relíquias e Colos.
GRÁFICO 5 - População por sexo e idade
População por sexo e idade
em Odemira 2001.
2500
Fonte: IBE - Censos 2001
2000
A distribuição dos indivíduos por
1500
faixas
1000
etárias
indica-nos
que
a
Mulheres
Homens
500
população está a envelhecer. O número
70+
65-69
60-64
55-59
50-54
45-49
40-44
35-39
30-34
25-29
20-24
15-19
Projecto Educativo 2009/2012
1O-14
O5-O9
O-O4
total de indivíduos nas faixas etárias
0
9
mais baixas é notoriamente menor que o número total de indivíduos nas faixas etárias
mais elevadas. Refira-se ainda que qualquer das faixas etárias que correspondem à
população em idade activa, apresenta menos indivíduos que as faixas etárias mais
elevadas (mais de 60 anos).
QUADRO 1 - Empresas por área de actividade económica no Concelho de Odemira, Alentejo
Litoral e Baixo Alentejo.
1999
Empresas
Agricultura, Prod. Animal, Caça, Silvicultura e
Pesca
2000
Alentejo Baixo
Alentejo Baixo
Odemira
Odemira
Litoral Alentejo
Litoral Alentejo
1304
3410
3479
1274
3275
3392
-
8
5
-
8
6
175
800
1035
166
761
998
Prod. e Distrib. de Electricidade, Gás e Água
-
3
4
-
3
3
Construção
Comércio por grosso e a retalho, reparação de
veículos autom. e bens de uso pessoal e
doméstico
665
2082
1736
660
2059
1717
776
3635
4591
756
3525
4443
426
1442
1660
423
1429
1621
Indústrias Extractivas
Indústrias Transformadoras
Alojamento e restauração
Transportes, armazenagens e comunicações
43
203
235
44
205
235
Actividades financeiras
Actividades imobiliárias, alug. Serv. prestados
a empresas
41
219
355
42
223
355
139
690
627
137
681
609
Actividades mal definidas
252
564
624
225
519
579
Outros
81
417
478
81
410
470
3902
13473
14829
3808
13098
14428
Total
Fonte: I.B.E – Instituto Bacional de Estatística
Numa análise global do Quadro 1, é possível verificar que predominam no concelho as
empresas cuja actividade se relaciona com a produção animal, agricultura, caça,
silvicultura e pesca e com as áreas do comércio por grosso e a retalho, reparação de
veículos automóveis e motorizados e bens de uso pessoal e doméstico.
De uma forma geral notou-se um decréscimo do número de empresas do ano de 1999
para 2000.
Projecto Educativo 2009/2012
10
3.4. Estabelecimentos de Ensino e Corpo Docente do Concelho
Em termos de ensino regular o concelho está dividido em cinco agrupamentos, que
compreendem os seguintes estabelecimentos de ensino.
QUADRO 2 – Estabelecimentos de Ensino do Concelho
Agrupamento
Estabelecimento de Ensino
Agrupamento
de
Colos
Agrupamento
de
Odemira
Agrupamento
de
S.Teotónio
Agrupamento
de
Sabóia
Agrupamento
Horizontal de Escolas de
Vila Bova de Mil Fontes / S. Luís
Outros
EB1 e JI de Colos;
EB1 de Campo Redondo;
EB1 e JI de Ribeira do Seissal;
EB1e JI de Bicos;
EB1 de Monte da Estrada;
EB1 e JI de Relíquias;
EB1 e JI de Vale Ferro;
EB1 e JI de Amoreiras-Gare;
EB1 e JI de S.Martinho das Amoreiras;
EB1 e JI de Fornalhas;
EB1 e JI de Vale de Santiago;
EB2,3 de Colos
EB1 e JI de Odemira
EB1 e JI de Bemparece
EB1 e JI de Boavista dos Pinheiros
EB1 e JI de Almograve
BB1 e JI de Longueira
EB2, 3 Damião de Odemira
EB1 e JI de S.Teotónio;
EB1 E JI de Alcaria Formosa;
EB1 e JI de Brejão;
EB1 e JI de Cavaleiro;
EB1 de Choça dos Vales;
EB1 e JI de João de Ribeiras;
EB1 de S.Miguel;
EB1 de Vale Juncal;
EB1 e JI de Zambujeira;
EB2,3 Eng. Manuel R. Amaro da Costa ;
EB1 e JI de Sabóia;
EB1 de Corte Brique;
EB1 de Cortes Pereira;
EB1 e JI de Luzianes-Gare;
EB1 e JI de Pereiras-Gare;
EB1 e JI de Stª Clara-a-Velha;
EB1 de Moitinhas;
EB2,3 de Sabóia;
EB1 e JI de Brunheiras;
EB1 e JI de Castelão;
EB1 de Foros do Galeado;
EB1 e JI de S. Luís;
EB1 de Vale Beijinha;
EB1 e JI de Vila Nova de Mil Fontes;
Escola Profissional de Odemira
Escola Secundária Dr. Manuel Candeias
Gonçalves
Colégio Nossa Senhora da Graça
Infantário Nossa Senhora da Piedade
Projecto Educativo 2009/2012
11
4. Caracterização da Escola Profissional de Odemira
A Escola Profissional da Odemira (E.P.O.) iniciou o seu funcionamento no ano lectivo
de 1990/91, após celebração do Contrato - Programa entre o GETAP e a Direcção da
Escola. Os primeiros cursos, todos de Nível III, que nela funcionaram foram: Técnico
de Informática de Gestão, Técnico de Gestão e Técnico de Construção Civil.
Desde 1990, que a Escola Profissional desempenha um papel de extrema importância no
desenvolvimento do concelho de Odemira, e região envolvente, através da formação de
largas centenas de jovens em variadas áreas técnico-profissionais que na ausência desta
opção formativa teriam, muito provavelmente, abandonado o sistema de ensino sem
uma adequada preparação para a vida activa.
No ano lectivo de 2004/2005 a Escola Profissional de Odemira alargou a sua oferta
formativa aos Cursos Educação/Formação Nível II com a abertura de um curso de
Manutenção de Electromecânica Industrial.
No ano lectivo de 2008/2009 a Escola Profissional de Odemira abriu um novo vector de
formação, a Agro-indústria.
Projecto Educativo 2009/2012
12
4.1. O Organograma institucional
Fundação
Odemira
Direcção
Pedagógica
GOEP; Direcção
Financeira; Recursos
Humanos
Conselho
Científico
Restauração,
Turismo e
Hotelaria
Novas
Tecnologias
Agricultura e
Agro-indústria
Projecto Educativo 2009/2012
Área
Sociocultural e
Científica
13
4.2. As instalações
Inicialmente a Escola Profissional funcionou em instalações cedidas pela Câmara
Municipal de Odemira, na antiga fábrica de descasque de arroz, situada na Avenida
Teófilo da Trindade em Odemira. No ano lectivo de 1995/96 foi transferida para
edifício próprio, construído de raiz, com financiamento comunitário e da Câmara
Municipal de Odemira, para as funções que se propunha desempenhar, localizado na
Horta dos Reis, em Odemira.
Actualmente, a Escola ministra a formação em dois edifícios que distam entre si cerca
de 500 metros.
No edifício principal funcionam a Direcção e os Serviços Administrativos, as salas de
aulas das componentes científicas e sociocultural, o Centro Documental, os
Laboratórios de Informática, o Gabinete de Psicologia e Orientação Vocacional, o
Laboratório de Línguas, o Laboratório de Desenho, bem como o Bar, a sala de
Professores e a de Alunos.
No segundo edifício, doado pela Câmara Municipal de Odemira à Fundação Odemira,
são ministradas as aulas da componente tecnológica e prática. Nele funcionam o
Laboratório de Electrónica, as Oficinas de Electricidade/Electrónica, de Construção
Civil, de Canalizações Serralharia Civil/ Mecânica e Multiusos, o Restaurante/Bar
Pedagógico e a Cozinha Pedagógica, assim como a área de Economato, o Refeitório e a
Oficina Gráfica. Contratualizámos ainda, oficinas de Electromecânica e Serralharia,
assim como protocolámos com o Instituto Nacional de Recursos Biológicos a cedência
de 60 Hectares de terreno de Investigação – a Herdade Experimental da Fataca – para
formação ligada à Agricultura e Agro-indústria.
4.2.1. Propriedade
A Escola Profissional de Odemira é património da Fundação Odemira e o projecto
central da sua área de intervenção é no campo da formação profissional.
A Fundação Odemira, que teve os seus Estatutos aprovados em Assembleia Municipal a
8 de Julho de 1999, registados no Cartório Notarial de Odemira em 22 de Julho de 2007
e reconhecidos pelo Secretário de Estado da Administração Interna a 29 de Agosto de
2003 tendo sido publicado em Diário da República, Série II, nº 213 de 15 de Setembro
de 2003, centra as suas actividades em três áreas fundamentais: formação profissional,
criação de emprego sustentado e apoio sócio cultural.
Projecto Educativo 2009/2012
14
4.2.2 – Qualidade e capacidade das Instalações
Os edifícios da Escola apresentam-se em bom estado de conservação, sendo a sua
manutenção feita duma forma cuidadosa e executada sempre que é necessário.
Outras instalações destinadas à formação:
- Todas as aulas de Educação Física no pavilhão gimnodesportivo Municipal e piscinas
municipais situados a 50 metros da Escola Profissional de Odemira.
- Por vezes utilizam-se as instalações da Biblioteca Municipal de Odemira quer para a
visualização de filmes pedagógicos, quer para realização de conferências.
4.2.3. Oficinas de Electromecânica e Instalações Eléctricas
Com a abertura no ano lectivo de 2000/2001, do curso técnico de Manutenção de
Electromecânica e posteriormente em 2002/2003 do curso de Instalações Eléctricas, a
EPO criou novos espaços oficinais, específicos para estas áreas de formação.
Estas salas (oficinas) foram preparadas e dotadas de equipamento de forma a permitirem
a realização prática dos trabalhos oficinais nas áreas já referidas, estando três delas
(oficina multiusos) preparadas igualmente para a leccionação de aulas teóricas.
Esta preparação, consistiu na aquisição de novos equipamentos, materiais, ferramentas e
máquinas, bem como na dotação de bancadas e painéis para a realização dos trabalhos
práticos simulados.
Com o evoluir da necessidade de melhores atributos físicos para uma melhor
aprendizagem, e percepção do mercado real de trabalho, contratualizou-se uma oficina
industrial que dista a cerca de 2 km da sede da Fundação.
4.2.4. Oficinas de Construção Civil e Canalização
As oficinas de construção civil e canalização permitem a realização de pequenos
trabalhos de construção civil quando o tempo não permite trabalhar ao ar livre. Neste
espaço são guardadas as ferramentas e equipamentos existentes e realizados os ensaios
laboratoriais de controlo de qualidade de argamassas, betões e seus componentes, bem
como outros ensaios da área de projecto, assim como a implementação de redes de
abastecimento de água, de águas residuais e pluviosas, e de combate a incêndios.
Nos últimos anos a Escola tem investido bastante na aquisição de material para estas
oficinas, as quais já se encontram devidamente equipadas, atendendo às tipologias
aconselháveis para este curso. Quanto ao laboratório de ensaios, foi completado, no
Projecto Educativo 2009/2012
15
essencial, com a aquisição de diversos equipamentos e reparação de outros, no âmbito
do Projecto Ciência Viva ao qual a EPO concorreu no ano de 2002.
Para a leccionação da disciplina de desenho técnico, do Curso Técnico de Construção
Civil, a EPO dispõe de uma sala de informática onde está instalado o programa de CAD
em todos os computadores e de uma impressora a cores A3. Existe ainda uma outra sala
de desenho equipada para desenhar “ à mão” onde está também situada uma estação de
desenho com uma plotter A0.
4.2.5. Espaços específicos para a Hotelaria e Restauração
Os espaços específicos para a formação em Hotelaria e Restauração são a cozinha,
pastelaria e o restaurante/bar pedagógicos. Estes espaços encontram-se devidamente
equipados para que neles se possam não só leccionar os conteúdos da componente
tecnológica do curso, como também realizar as aulas práticas.
Existe, ainda, um restaurante aberto ao público no qual os alunos podem praticar toda a
sua aprendizagem feita em contexto de sala de aula. Temos outras salas, na escola
oficinal, que servem para leccionar a recepção e turismo em prática simulado de
contexto real de trabalho.
Apesar das instalações disponíveis conseguirem responder da melhor forma às
necessidades, a EPO tem continuado a equipar-se para proporcionar aos alunos, os
benefícios de métodos técnico/pedagógicos inovadores ou particularmente adequados,
com destaque para o usufruto das novas tecnologias da informação e da possibilidade de
prática constante, quer nas oficinas tecnológicas, quer na cozinha e restaurante/bar
pedagógicos.
Com a colaboração dos corpos docente, discente e de funcionários, todos os cursos e
respectivas turmas têm tido sempre a formação de qualidade, que a Escola Profissional
tem como objectivo e pretende continuar a melhorar.
Projecto Educativo 2009/2012
16
QUADRO 3 – Distribuição e dimensão dos espaços disponíveis
Gabinete
32.45
1
15.00
ÁREA (M2)
96.65
37.80
56.00
43.70
1
QUANTIDADE
1
1
1
1
Sala de Aula
32.00
1
Sala de Aula
37.25
2
Sala de Aula
36.50
1
Sala de Aula
30.00
1
Sala de Aula
28.50
1
Sala de Aula
27.00
1
Sala de Aula
25.60
1
Sala de Aula
15.00
1
Sala de Aula
21.65
1
Sala de Aula
40.30
1
Sala de Aula
37.40
1
Sala de Aula
39.50
1
Sala de Desenho
62.00
1
Laboratório de Informática
34.00
2
Laboratório de Electrónica
16.00
1
Oficina de Serralharia/Mecânica
59.30
1
Oficina de Construção Civil
40.45
1
Oficina de Electricidade
40.40
1
Oficina Multiusos
52.00
1
Oficina Multiusos
40.70
1
Oficina Multiusos
40.07
1
Restaurante/Bar Pedagógico
56.80
1
Cozinha Pedagógica
25.80
1
Gabinete
32.00
2
Gabinete
36.00
1
Gabinete
30.00
1
Gabinete
TIPO DE SALA
Refeitório
Sala de Aula
Centro Documental
Cozinha
Projecto Educativo 2009/2012
17
4.2.6. Laboratórios de Informática
Existem 3 laboratórios de informáticos direccionados para o ensino das Tecnologias de
Informação em todos os cursos, tendo a componente tecnológica do Curso de
Informática/Gestão um peso significativo no tempo de ocupação dos mesmos.
Cada laboratório contém 12 computadores integrados numa rede local Cliente/Servidor,
tirando assim partido das vantagens oferecidas por este tipo de ligações, nomeadamente
partilha de recursos, gestão centralizada de utilizadores e acesso à Internet. Estas salas
têm ainda 1 Vídeo Projector e 1 Impressora.
O hardware dos computadores está em conformidade com os requisitos do software
utilizado nos diferentes Cursos.
4.2.7. Centro Documental da Fundação Odemira
No ano de 1999 foi levado a cabo um projecto de constituição de uma sala de trabalho
informatizada em rede e ligada à Internet. Este espaço é igualmente utilizado durante o
período de aula para a pesquisa e realização de trabalhos de grupo.
Nos últimos anos a escola tem investido de uma forma particular neste espaço,
enriquecendo-a em diversidade e qualidade, respondendo deste modo à necessidade
crescente de adaptar este espaço às exigências de cada curso aqui leccionado. Este
Centro Documental pretende ser, de facto, adaptado ao carácter técnico dos nossos
cursos, e assim complementar a biblioteca municipal. Mas as nossas intenções
ultrapassam os indispensáveis livros técnicos. A EPO tem vindo a desenvolver
iniciativas para incrementar os hábitos de leitura nos alunos, assim como ensinar novos
métodos de pesquisa científica indispensáveis à constante actualização de informação
exigida hoje em dia.
4.2.8. Laboratórios de Línguas
Este laboratório direccionado para o ensino das Línguas em todos os cursos contém 10
computadores integrados numa rede local Cliente/Servidor
O hardware dos computadores está em conformidade com os requisitos do software
utilizado nos diferentes Cursos. Este laboratório é de extrema importância para a
aprendizagem das línguas promovendo por um processo mais agradável a aprendizagem
das mesmas.
Projecto Educativo 2009/2012
18
4.3. A População Escolar
4.3.1 Os Alunos
De seguida é apresentado um quadro resumo com os cursos, o número de turmas e
alunos existentes na Escola no ano lectivo 2009/ 2010.
QUADRO 4 – Cursos, Turmas e número de Alunos no Ano Lectivo 2009/ 2010
Turma
Curso
Ano
N.º de Alunos
N2 1A
CEF – Padaria Pastelaria
1
12
N2 1B
CEF – Barman/Barmaid
1
12
N2 1C
CEF – Máquina Agrícolas
1
13
N2 1D
CEF – Manutenção Hoteleira
1
12
N2 1E
CEF - Informática
1
12
N2 T3
CEF – Acompanhante de Crianças
1
14
N2 1A
CEF – Padaria Pastelaria
1
12
N2 1B
CEF – Electromecânica
1
13
N2 1C
CEF – Canalização
1
13
N2 2A
CEF – Serviço de Mesa
1
14
N2 2B
CEF – Mecânica-Auto
1
10
N3 1A
Técnico de Restauração
1
19
N3 1B
Técnico de Recepção
1
18
N3 1C
Técnico de Gestão
1
18
N3 1D
Técnico de Comunicação
1
18
N3 1E
Técnico de Produção Agrária
1
18
N3 2A
Técnico de Restauração
1
17
N3 2B
Técnico de Informática de Gestão
1
9
N3 2C
Técnico de Electromecânica
1
17
N3 2D
Técnico de Construção Civil
1
14
N3 2E
Técnico de Produção Agrária
1
9
N3 3A
Técnico de Restauração
1
14
N3 3B
Técnico de Comunicação
1
17
N3 3C
Técnico de Electromecânica
1
15
Total
326
Projecto Educativo 2009/2012
19
5. Análise SWOT
5.1. Contexto sócio-cultural da escola
• Gostam do que fazem;
• Conhecem a missão, visão e valores
da escola.
Pontos Fracos
• São pouco valorizados enquanto
profissionais;
• Pouca articulação com as famílias;
• Escola pouco segura;
• Pouca participação em actividades
sócio-culturais;
Encarregad
os de
• Frequência da escola por parte dos
seus educandos;
Empresas
Alunos
Professores
Pontos Fortes
• Boa relação;
• Responde às expectativas
empresariais;
Estratégias:
Deverá existir um maior envolvimento de todas as partes em tertúlias, reuniões,
convenções, passeios de modo a que se ganhe o espírito de equipa.
Deverá existir maior quantidade de actividades culturais, designadamente música,
desporto, teatro, visitas a centros de cultura, mas estes abertos a toda a comunidade
educativa.
Projecto Educativo 2009/2012
20
5.2. Organização da escola e clima organizacional
Empresa
s
Encarregados
de educação
Alunos
Professores
Pontos Fortes
• Existe companheirismo e
compreensão;
• A Direcção Pedagógica promove a
inovação;
• Acompanhamento dos projectos
escolares;
• Circulação de informação entre
colegas e direcção;
• Clima pedagógico da turma;
• Relação com os docentes e
auxiliares de acção educativa;
• Liberdade para comunicar as suas
ideias;
• Compreendem a organização da
escola;
Pontos Fracos
• Espaços próprios;
• Segurança;
• Compreendem a organização da
escola;
Estratégias:
Deverá ser implementado um sistema que permita uma maior sensação de segurança,
designadamente o controlo de saídas e entradas de pessoas nas instalações da
Fundação Odemira;
Nas salas de aulas deverão estar afixadas as principais regras de
funcionamento/comportamento exigidas pela sociedade;
Deverão ser melhoradas as condições físicas do edificado de modo a que a escola seja
um local mais acolhedor e aprazível para se estar;
Deverão ser criadas entidades na escola onde estejam sempre presentes as Empresas,
os Encarregados de Educação; os Aluno e Professores, de modo a que todos possam
trocar ideias e elaborar protocolos e acordos de melhoria.
Projecto Educativo 2009/2012
21
5.3. Estratégias de aprendizagem, processos de ensino e de organização pedagógica e
resultados escolares dos alunos
Empresas
Encarregados de
educação
Alunos
Professores
Pontos Fortes
Pontos Fracos
• Liberdade na definição de
estratégias pedagógicas
• Elaboração de actividades
extracurriculares;
• Plano de formação;
• Avaliação justa;
• Boa relação pedagógica com os
docentes;
• Resolução de conflitos;
• Pouca informação acerca das
actividades;
• Afixação de horários de atendimento
dos encarregados de educação.
• Desconhecimento dos regulamentos
escolares.
• Regras de educação;
• Boa relação com os agentes da
escola;
• Boa recepção por parte da escola;
• Serviço de psicologia;
• Programas educativos;
• Informação acerca da avaliação e
formação vocacional;
• Empenho no sucesso educativo;
• Acompanhamento dos alunos por
parte da escola nas empresas;
• Boa relação com os agentes
escolares.
• Participação nos regulamentos e
currículos escolares;
• Desconhecem na íntegra o processo
de ensino aprendizagem.
Estratégias:
Os regulamentos previamente à homologação deverão ser dados a conhecer a todos os
membros da comunidade educativa de modo a que estes possam fazer sugestões de
melhoria;
Após a homologação de documentos estruturantes estes deverão estar acessíveis a
todos os membros da comunidade educativa, quer em formato digital quer em formato
de papel, para que se tornem instrumentos de conhecimento geral;
Projecto Educativo 2009/2012
22
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
5.4. Relações externas.
Pontos Fortes
Pontos Fracos
Alunos
Professores
• Pouco contacto com as famílias;
Empresas
Encarregados
de educação
• Não promovem a escola;
• Participação nas actividades escolares;
• Qualidade dos alunos finalistas;
• Relação de mútuo benefício.
• Contactos de simbiose.
Estratégias:
Como praticamente não existe relações externas entre os membros da comunidade educativa deverse-á reunir com todos os membros e chegar a um acordo acerca do envolvimento das partes na
formulação e acompanhamentos de cada no processo de ensino aprendizagem. Poder-se-á começar
com reuniões trimestrais em datas a combinar com as partes.
Projecto Educativo 2009/2012
23
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
6. Finalidades e Objectivos do Projecto
6.1. Finalidades do Projecto
A - Assegurar o cumprimento integral dos grandes princípios da Lei de Bases do Sistema Educativo
Nacional, assumindo o compromisso de desenvolver estratégias nesse sentido.
B - Proporcionar a aquisição de conhecimentos e competências, numa articulação permanente entre
o conhecimento teórico e prático.
C - Promover atitudes de exigência científico-pedagógica no processo de ensino / aprendizagem.
D - Proporcionar a aquisição de atitudes/competências tais como a autonomia, o respeito mútuo, a
solidariedade, a cooperação, a iniciativa e a responsabilidade com vista a assegurar a formação
cívica, ética, moral, social e profissional do aluno como cidadão responsável, consciente e
participativo na vida comunitária.
E - Proporcionar aos alunos a necessária orientação escolar e profissional, de modo a facultar-lhes
conhecimentos da vida profissional e os meios que lhes permitam a opção pela inserção na vida
activa ou o prosseguimento de estudos de nível superior.
F - Criar mecanismos facilitadores da inserção na vida activa, com a finalidade de promover a
integração e o acompanhamento profissional dos jovens diplomados.
G - Fomentar nos alunos as capacidades de adaptação à mudança (as exigências e potencialidades
de um contexto social e organizacional caracterizado pelo constante desenvolvimento tecnológico
não apenas reformulam o conceito de trabalho, emprego e profissão, como impõem a necessidade
das pessoas se recriarem e readaptarem acentuadamente as suas competências).
H - Encarar a Escola como Comunidade Educativa, onde todos os seus elementos (professores,
pessoal não docente, alunos, pais e encarregados de educação) sejam actores participantes e agentes
de mudança.
I - Elaborar e fazer cumprir as regras internas, tendo em consideração o Projecto Educativo e o
Regulamento Interno.
J - Desenvolver as condições propiciadoras para a melhoria das relações humanas entre todos os
intervenientes no processo educativo.
6.2. Objectivos, Estratégias e Linhas de Acção do Projecto Educativo
Objectivo 1 – Ensino Individualizado/ambiente de trabalho
Proporcionar situações de ensino/aprendizagem individualizadas que respeitem as limitações e
valorizem as potencialidades de cada aluno e que permitam atenuar as situações de desvantagem.
Estratégias
- Aperfeiçoar estratégias de prevenção/remediação face ao insucesso escolar.
- Desenvolver o trabalho do Conselho de Turma e de curso como estruturas nucleares na resolução
dos problemas comportamentais e na promoção do sucesso escolar.
Projecto Educativo 2009/2012
24
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
- Aperfeiçoar o papel do Director de Turma como agente privilegiado na comunicação com a turma,
na criação de uma relação de proximidade individualizada com cada aluno, na apreciação de
rendimento e acompanhamento da turma e no estabelecimento de diálogo com os encarregados de
educação.
- Aperfeiçoar o Gabinete de Apoio e de Orientação como pólo de diagnóstico das causas de
insucesso escolar e proposta de mecanismos de combate ao mesmo.
Linhas de Acção
- Caracterização dos alunos (condição social dos jovens e da sua influência na vida quotidiana, no
comportamento escolar e na atitude face à escola); caracterização da família relativamente à
composição do agregado familiar, nível de instrução e categoria socioprofissional; expectativas dos
alunos; avaliação da adequação do processo educativo – Modelo 005, Ficha Individual do Aluno.
- Funcionamento de apoios pedagógicos ao longo do ano lectivo em função das necessidades dos
alunos – Modelo 025, encaminhamento para o GOEP.
- Detecção precoce de casos de insucesso e estabelecimento de estratégias de resolução – Plano de
Recuperação.
- Actuação imediata perante modificações no comportamento e atitudes dos alunos.
- Actuação imediata perante casos de dificuldades ao nível da aprendizagem.
- Avaliação de diagnóstico às turmas.
- Avaliação psicológica, vocacional e motivacional dos alunos.
- Acompanhamento psico-pedagógico e psicoterapêutico dos alunos sinalizados em Conselho de
Turma, em estreita colaboração com a CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) de
Odemira.
- Formação de professores em áreas como gestão de conflitos, relacionamento interpessoal, métodos
psicopedagógicos, entre outras.
- Realização, em colaboração com a comunidade educativa, de acções de prevenção;
Objectivo 2 – Adaptação da formação ao mundo do trabalho
- Melhorar a capacidade de resposta da formação face às necessidades do mundo do trabalho.
- Adoptar metodologias de trabalho, e de aprendizagem, para que os conhecimentos adquiridos
sejam mobilizados por competências essenciais e integrados em acções.
- Fomentar o desenvolvimento de projectos disciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares,
articulados com os conteúdos programáticos e os interesses dos alunos e professores envolvidos.
- Organizar momentos de formação em contexto de trabalho adequados às características dos cursos
ministrados.
Estratégias
Projecto Educativo 2009/2012
25
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
- Adequar os conteúdos curriculares às realidades técnicas, profissionais, científicas e socioculturais
e às condições do meio em que a Escola Profissional de Odemira se insere.
Linhas de Acção
- Através de um trabalho conjunto do Conselho de Turma, adaptar as estratégias disciplinares à
especificidade de cada curso e de cada turma.
- Introdução de metodologias de trabalho que reforcem a componente prática e contribuam para o
sucesso educativo.
- Adequar os tempos, e momentos, da Formação em Contexto de Trabalho às necessidades de cada
curso.
- Realizar projectos no âmbito da área tecnológica ao longo do ano, integrando sempre os saberes
das disciplinas das componentes científica e sociocultural.
- Desenvolver projectos em cooperação com as empresas.
- Proporcionar a partilha de experiências e saberes da vinda de profissionais exteriores à escola.
-Proporcionar momentos de observação e conhecimento de instituições e empresas relacionadas
com o sector de actividade dos cursos.
- Realizar intercâmbios entre escolas com os mesmos cursos.
Objectivo 3 – Investigação, Selecção de Informação e TIC
- Desenvolver competências de pesquisa científica, de investigação, selecção e organização de
informação.
- Desenvolver competências técnicas e tecnológicas num esforço permanente de actualização e
adaptação às novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
- Desenvolver a capacidade de usar adequadamente as linguagens das diferentes áreas do saber
cultural, científico e tecnológico.
- Implementar e desenvolver projectos ligados às novas tecnologias de informação.
- Uso interno da plataforma e-learning – Moodle.
Estratégias
- Ensinar competências de pesquisa generalizáveis a todas as disciplinas (procurar, seleccionar e
avaliar informação relevante) utilizando suportes diversificados.
- Utilização das TIC´s como metodologia de pesquisa, ensino e aprendizagem nas várias áreas
disciplinares.
- Promover o ensino dos alunos a utilizarem as plataformas informáticas interna e externa da EPO,
no sentido de agilizar a entrega de trabalhos, dinamizar fóruns de discussão, divulgar actividades;
- Promover o ensino dos docentes a utilizarem a plataforma interna para melhor organização dos
serviços, quer ao nível pedagógico, quer ao nível da organização interna;
Projecto Educativo 2009/2012
26
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Linhas de Acção
- Desenvolver metodologias de trabalho preparando os alunos quer para a realização de trabalhos ao
longo do curso quer para a realização da Prova de Aptidão Profissional.
- Fomentar actividades tendentes a promover a investigação (brainstorming, actividades de
observação, estudos de caso, visitas de estudo, aprendizagem através de situações problema e de
resolução de problemas, entrevistas, aplicação de inquéritos e tratamento de dados, etc.).
- Promover a utilização de instrumentos de pesquisa diversificados.
- Utilização de tecnologias de informação e comunicação, e meios audiovisuais, em contexto de sala
de aula nas várias áreas disciplinares.
- Dinamizar a Plataforma informática interna da escola/Moodle, através da motivação dos docentes
e não docentes a introduzirem informações pertinentes para partilha e para melhor organização
interna;
- Encaminhar os alunos para a utilização da plataforma moodle da EPO quer para entrega de
trabalhos, quer para outras finalidades educativas, como sejam, a recolha de textos de apoio
fornecidos pelos professores ou a consulta da planificação disciplinar.
- Incentivar o pessoal docente e não docente à partilha de informação pertinente para actualização
constante do site da Fundação Odemira.
- Agilização informativa através do Moodle.
Objectivo 4 – Língua Portuguesa
- Desenvolver a capacidade de usar a língua portuguesa para comunicar de forma adequada e
estruturar o próprio pensamento.
- Promover o interesse pela leitura e escrita da língua materna, no sentido de melhorar o
desempenho dos alunos na utilização do português.
-Potenciar as actividades da Biblioteca/Centro de Documentação e Informação na área da língua
materna.
Estratégias
- Melhorar a expressão oral.
- Superar as dificuldades de escrita e redacção em contexto de aula.
- Levar os alunos à escrita e ao desenvolvimento do seu imaginário através da criação de pequenos
textos.
- Promover a participação dos alunos nos veículos de comunicação da escola, motivando-os a
participar com textos originais.
- Proporcionar o contacto com escritores portugueses e com as suas experiências profissionais e de
vida.
Projecto Educativo 2009/2012
27
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
- Facilitar o contacto com obras de referência e motivar a leitura de obras em português,
especialmente as obras aconselhadas pelo Plano Nacional de Leitura.
- Promover actividades de leitura no Centro Documental da FO.
Linhas de Acção
- Desenvolvimento de debates de ideias e apresentações individuais que levem a uma melhoria da
expressão oral.
- Organização do concurso de contos e pequenas narrativas.
- Promoção da escrita em contexto de aula.
- Criação de espaços que possibilitem o desenvolvimento da escrita e representação de pequenos
textos dramáticos.
-Organização de palestras e colóquios com escritores contemporâneos.
- Realização anual da Feira do Livro da EPO.
- Realização de encontros com personalidades relevantes para representarem livros que consideram
de referência nas suas vidas.
- Convidar leitores da região para dinamizarem momentos de leitura e reflexão na biblioteca da
EPO;
Objectivo 5 – Línguas Estrangeiras
- Melhorar as competências em línguas estrangeiras.
- Incrementar a mobilidade e os intercâmbios dos professores e alunos.
- Potenciar as actividades do Centro de Documentação e Informação na área das línguas
estrangeiras.
Estratégias
- Desenvolver a autonomia dos alunos através de aulas dinâmicas.
- Promover contactos e realizar projectos, que proporcionem aos professores e alunos o
conhecimento de instituições e empresas numa perspectiva transnacional e relacionada com o sector
de actividade dos cursos.
- Promover acções que proporcionem aos alunos um contacto directo com falantes de línguas
estrangeiras, assim como agentes de outras culturas (teatros interactivos, exposições, colóquios,
etc.).
- Promover o intercâmbio de práticas entre os professores como meio de desenvolvimento de novas
metodologias de ensino e aprendizagem.
-Proporcionar aos professores de línguas estrangeiras o contacto directo com o país, ou a cultura,
em que as línguas são faladas.
- Desenvolver projectos em parceria com instituições do espaço europeu.
Projecto Educativo 2009/2012
28
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Linha de Acção
- Inovar nos métodos e estratégias, utilizadas no ensino das línguas: exercícios de
audição/compreensão com recurso a canções, filmes não legendados, debates, etc. ; recurso a meios
audiovisuais (vídeo projector, sala de computadores, leitor de DCD, laboratório de línguas, etc.);
-Organização de estágios no estrangeiro através da candidatura a programas comunitários.
- Organização de momentos de formação de professores de línguas estrangeiras fora do país, através
da candidatura a programas comunitários que proporcionem a realização de trocas de experiências
de métodos e modalidades de organização do ensino das línguas.
- Recurso às TIC como estratégia de ensino/motivação dos alunos;
Objectivo 6-Competências Sociais/ Cidadania
- Promover a participação activa na vida da escola de todos os agentes da comunidade educativa.
- Desenvolver a dimensão pessoal e relacional dos alunos através de uma formação cívica e do
desenvolvimento de competências pessoais e sociais, como área transversal a todas as actividades
curriculares e extra curriculares desenvolvidas na escola.
- Promover a vivência artística como elemento de desenvolvimento da expressão pessoal, social e
cultural.
- Proporcionar uma relação harmoniosa entre o corpo e o espaço, numa perspectiva pessoal e
interpessoal promotora da qualidade de vida.
- Promover, através de uma abordagem da sexualidade equilibrada, realista, partilhada e reflectida,
comportamentos sexuais saudáveis e responsáveis, aumentando as capacidades de comunicação e
favorecendo atitudes preventivas em relação aos abusos e violência sexual, aos fenómenos de
exploração sexual, às gravidezes não desejadas e às doenças sexualmente transmissíveis.
- Valorizar os diferentes saberes e experiências (estudantes estrangeiros e de diferentes regiões do
país).
Estratégias
- Organizar, e apoiar, iniciativas que visem melhorar as condições de trabalho na Escola, as relações
humanas e a qualidade de funcionamento dos serviços.
- Promover acções que ajudem os alunos a desenvolver as suas capacidades pessoais e relacionais,
permitindo-lhes reflectir sobre o modo de se relacionarem com os outros.
- Integrar a formação cívica no projecto da escola, da turma ou da disciplina.
- Promover actividades culturais e artísticas de âmbito curricular e extra curricular.
- Inserir no plano de actividades da escola iniciativas curriculares e extracurriculares que sejam
promotoras da saúde e de estilos de vida saudáveis.
Projecto Educativo 2009/2012
29
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
- Promover a informação dos alunos através de acções de sensibilização sobre sexualidade
responsável;
- Promover a vinda de profissionais de saúde à escola para realização de campanhas de prevenção e
trabalho em grupo e individualizado com os alunos;
- Organizar, no âmbito da Semana Cultural da EPO, actividades multiculturais, com especial
destaque para as várias comunidades que vivem no concelho;
- Participar no projecto Assembleia Jovem Municipal;
- Participar no FIO – Festival Intercultural de Odemira;
Linhas de Acção
- Organização, em colaboração com os alunos, de uma actividade lúdica fora da escola, com vista a
proporcionar um encontro saudável entre os alunos, professores e funcionários da escola, bem como
o desenrolar de uma actividade numa perspectiva de integração na comunidade.
- Realização de reuniões periódicas entre a Direcção Pedagógica e a Associação de Estudantes para
discussão de aspectos relativos ao funcionamento quotidiano da escola, à necessidade de
modificação ou implementação de novas regras e para transmissão de informações consideradas
relevantes e do interesse dos alunos.
- Edição escolar de suportes de comunicação como meio de participação na vida da escola (jornal,
rádio): permitir, através da expressão, não só respeitar o direito à participação, como estimular a
iniciativa, a criatividade, o espírito crítico e a consciência de vida da comunidade.
- Sensibilizar os alunos para a realização de acções de solidariedade e voluntariado no meio
envolvente.
- Realização de um programa orientador da formação cívica e do desenvolvimento pessoal e social
dos alunos abordando as seguintes áreas: Educação para a Saúde, Competências Sociais e Pessoais,
Educação Sexual, Mundo do Trabalho e Cidadania, Marketing Pessoal.
- Criação de tempos específicos para a expressão destas áreas através de reflexão, debates,
dinâmicas de grupo, participação crítica, conferências com profissionais exteriores à escola, etc.
- Comemoração de dias especiais alusivos a temas de cidadania.
- Realização de actividades culturais (visitas de estudo, participação em colóquios e palestras, Coro
da Escola, assistir a peças de teatro, promoção de concursos de contos e pintura, realização de
pequenas peças de teatro por parte dos alunos, etc.).
- Organização de actividades físicas e de contacto coma natureza extra curriculares, regulares e
envolvendo toda a população escolar e a comunidade: desporto escolar, torneios desportivos,
acampamentos, canoagem, percursos pedestres, cursos de mergulho, actividades de risco
controlado, danças de salão, passeios de BTT, etc.
Projecto Educativo 2009/2012
30
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
- Realização de actividades sobre o tabagismo, alcoolismo e toxicodependência. Reflexão sobre as
consequências dos comportamentos de não saúde, as suas possíveis causas e formas de mudar estes
comportamentos.
- Realização em todas as turmas, anualmente, de uma acção de formação sobre sexualidade e
comportamentos de risco (Psicóloga da escola).
- Realização de encontros anuais com as Enfermeiras do Centro de Saúde de Odemira para uma
explicação mais formal e para o esclarecimento de dúvidas (individualmente e em grupo).
- Realização de encontros/palestras com especialistas da área para a sensibilização;
- Comemoração do Dia da Gastronomia Cabo-verdiana;
- Promoção de Actividades de descoberta de outros países e culturas (trabalhos sobre os países de
origem de alunos da EPO – Alemanha, Bulgária, França…);
- Levar os alunos à participação em actividades de carácter intercultural promovidas no concelho;
Objectivo 7 – Inserção na vida activa
- Desenvolver a autonomia dos alunos na procura e criação do próprio emprego.
-Assegurar o acompanhamento dos alunos na fase de inserção na vida activa.
- Fomentar o empreendedorismo e a iniciativa dos alunos;
- Valorizar os saberes, experiências e contribuições de antigos alunos, professores e funcionários da
Escola.
Estratégias
- Dotar os alunos de competências técnicas, pessoais e relacionais que os tornem mais aptos para a
sua inserção profissional e mais autónomos na criação e procura do próprio emprego.
- Desenvolver capacidades de adaptação a diferentes possibilidades profissionais em contextos
técnico-sociais distintos.
- Dotar a escola de uma oferta formativa alargada, em articulação com as áreas de formação para
que a EPO está vocacionada, que permita organizar actividades de educação e formação em
diferentes domínios e para públicos diversos.
- Adoptar uma metodologia de Portefólio para que cada aluno possa desenhar o seu perfil
profissional ao longo dos anos de formação na EPO.
- Desenvolver mecanismos de criação de “Projecto Empresa”.
- Desenvolver capacidades de trabalho em equipa com espírito colectivo na defesa de interesses
comuns e colectivos;
- Trazer antigos alunos, funcionários, professores a actividades da escola.
Projecto Educativo 2009/2012
31
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Linhas de Acção
- Realização de sessões de treino de competências específicas para a integração no mundo de
sessões de treino de competências específicas para a integração no mundo do trabalho: escolher
uma profissão, a procura de emprego, carta de candidatura e entrevista de selecção.
- Realização de sessões de formação cívica, de tomada de consciência europeia e de
desenvolvimento de competências pessoais e relacionais (treino em aptidões específicas ao contexto
de trabalho, tais como lidar com os colegas de trabalho, lidar com chefias, trabalhar em cooperação,
seguir instruções, negociar/combinar, pedir ajuda, propor inovação etc.), que torne o leque de
comportamentos dos alunos mais amplo, flexível e adaptável ao mundo do trabalho.
- Organização da formação em contexto de trabalho em várias empresas nos sectores afins aos
cursos, incluindo empresas no estrangeiro.
- Participação dos professores em acções de formação organizadas e levadas a cabo em cooperação
com empresas e instituições do ensino superior e politécnico.
- Estabelecer parcerias de cooperação entre a escola e as instituições do ensino superior e
politécnico relacionadas com as áreas de formação afins aos cursos ministrados na escola.
- Colaboração da escola com organizações locais e regionais com vista ao desenvolvimento de
actividades formativas e comunitárias.
- Organização pessoal/individual dos saberes dos alunos através da criação de um portfólio, a
desenvolver ao longo do ciclo de formação.
- Organização pessoal/individual dos saberes dos alunos através da criação de uma empresa, a
melhorar ao longo do ciclo de formação.
- Realização de acções de sensibilização/palestras com empresários.
- Fomentar a participação dos alunos em associações ou instituições de interesse colectivo
(Associações Desportivas, Culturais, de Defesa do Consumidor, Sindicatos);
- Convidar antigos alunos, docentes e funcionários para actividades da escola.
- Convidar antigos alunos, docentes e funcionários para partilharem experiências e saberes com a
comunidade escolar;
Objectivo 8 – Competências do GOEP
- Reforçar as ligações com o mundo do trabalho através do Gabinete de Orientação Educativa e
Profissional.
- Motivar e apoiar candidaturas a projectos e programas de âmbito internacional, nacional, regional
e local.
- Fomentar a organização da Associação de Estudantes.
Projecto Educativo 2009/2012
32
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Estratégias
- Prestação de um acompanhamento técnico, humano e personalizado aos alunos ao nível da
orientação profissional.
- Envolvimento da comunidade nos projectos/parcerias desenvolvidas pela escola, potenciando a
empregabilidade, quer através de uma formação mais adequada, quer através do melhor
conhecimento por parte das entidades empregadoras da oferta da Escola Profissional de Odemira.
- Identificação das intenções imediatas, a médio e a longo prazo no que respeita ao futuro
profissional.
- Promover uma relação de cooperação entre a escola e a comunidade.
- Estabelecer parcerias com instituições, empresas, organismos de investigação e entidades de
desenvolvimento local e regional.
- Implementar processos de monitorização durante a inserção profissional e acompanhamento do
percurso dos diplomados.
- Implementação de projectos que possam enriquecer a qualidade da aprendizagem dos alunos da
EPO, sejam estágios, viagens de estudo, concursos, exposições ou outros certames, intercâmbios,
projectos na área da ciência e inovação, ou outros;
- Organizar anualmente o processo eleitoral para formação da Associação de Estudantes da EPO;
- Criar condições básicas estruturais para que a AE possa funcionar;
- Proporcionar o apoio à execução do plano de actividades da AE, sempre que se enquadrem nas
finalidades educativas da escola;
Linhas de Acção
- Elaboração de um perfil técnico individualizado.
- Desenvolver sessões de esclarecimento aos alunos com informação relativa à criação do próprio
emprego e às necessidades de emprego na região.
- Organização do processo de colocação, e integração, dos alunos em empresas.
- Cooperação com os Centros de Emprego e Empresas (saber das necessidades de emprego e das
condições dos Programas de Inserção de Jovens Diplomados).
- Desenvolver acções de divulgação, junto das entidades empregadoras, sobre o perfil dos
diplomados que saem na Escola Profissional de Odemira.
- Realização de um inquérito anual aos alunos diplomados pela Escola Profissional de Odemira,
para actualização da situação face ao emprego e/ou ao prosseguimento de estudos.
- Preparar um plano de pesquisa das ofertas formativas a nível superior;
- Preparar com os alunos um plano de candidatura ao ensino superior (que inclua aulas de apoio aos
exames).
Projecto Educativo 2009/2012
33
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
- Informar os alunos a respeito da importância da AE e motivá-los à participação em todo o
processo eleitoral;
- Ter um docente responsável por orientar a AE no sentido de fazer uso da sua representatividade;
- Integrar as actividades da AE no Plano de actividades da EPO, sempre que se enquadrem nas
finalidades educativas da escola;
Objectivo 9- Formação de Activos
- Promover a informação e a formação inicial e contínua de professores;
- Promover a formação contínua do pessoal não docente/docente.
Estratégias
- Realizar um plano anual de formação de docentes/não docentes para as diferentes áreas
disciplinares da escola, na área das TIC e da relação pedagógica com os alunos.
- Realizar um plano anual de formação para o pessoal docente/não docente, sobretudo na área da
relação com os alunos e nas suas áreas específicas de intervenção.
Linhas de Acção
- Estimular a participação dos docentes/não docentes em acções de formação da sua área específica
e das áreas gerais, nomeadamente, através da definição de um número mínimo de horas de
formação a frequentar por ano;
- Estimular a participação do pessoal não docente em acções de formação, nomeadamente, através
da definição de um número mínimo de horas de formação a frequentar por ano;
Objectivo 10- Avaliação
- Criar mecanismos de avaliação técnico-pedagógica interna e externa da Escola
- Aperfeiçoar modelo de Avaliação docentes/não docente.
Estratégias
- Organizar anualmente o processo de avaliação interna da escola, dos docentes e do pessoal não
docente.
- Organizar anualmente o processo de avaliação externa da escola.
Linhas de Acção
- Elaboração de um inquérito a passar anualmente aos alunos, que possa avaliar docentes e pessoal
não docente da escola.
- Produção de um relatório anual de auto-avaliação dos docentes, a ratificar pela direcção
pedagógica da escola
- Constituição de um grupo de trabalho que organize anualmente os instrumentos de avaliação do
pessoal docente, não docente e que trabalhe os resultados, a serem apresentados até ao final de cada
ano lectivo;
Projecto Educativo 2009/2012
34
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Objectivo 11- Assimetrias sociais
- Contribuir para a correcção das assimetrias sociais e culturais dos alunos.
- Sensibilizar para as boas práticas na área da solidariedade;
Estratégias
- Apoiar alunos carenciados;
- Dinamizar actividades na vertente da solidariedade (disciplinas de Integração e cidadania)
- Trabalhar em sintonia com o projecto Escola Solidária nas áreas da Educação/Cultura, Saúde e
Assistência, Ecologia, Segurança e Desporto/Lazer;
Linhas de Acção
- Realização de acções de sensibilização e formação para o voluntariado;
- Criação de um boletim bimensal de divulgação das actividades;
- Realização de oficinas de voluntariado, campanhas de recolha de bens de primeira necessidade;
- Educar para os Direitos Humanos;
Objectivo 12- Ligação às empresas
- Fomentar a ligação da escola ao mundo empresarial e diversificar a oferta formativa com base nas
necessidades do tecido empresarial da região;
- Aproximar os cursos às empresas através de trabalhos realizados pelos alunos;
- Planear e acompanhar de forma mais personalizada os estágios e formação em contexto de
trabalho;
Linhas de Acção
- Realização das Provas de Aptidão Profissional numa perspectiva eminentemente prática e útil,
para que possam ter uma aplicabilidade nas empresas do ramo de formação;
- Acompanhamento da FCT por parte do Gabinete de Orientação Educacional e Profissional e
Coordenador de Curso.
Projecto Educativo 2009/2012
35
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
7. Estratégias de Implementação do projecto Educativo
A promoção, divulgação, execução, controlo e avaliação do Projecto Educativo da Escola são da
responsabilidade da Direcção Pedagógica da Escola, coadjuvados por uma equipa de professores
que têm assento no Conselho Científico.
O documento que expressa o presente Projecto Educativo deverá ser divulgado à comunidade
educativa depois de aprovado pela Comissão Executiva, de modo a que todos os actores possam
conhecê-lo, discuti-lo e apresentar propostas de alteração/ enriquecimento / aprofundamento.
Esta divulgação deverá ser o mais abrangente possível e, por esse motivo, poderá ser feita através
de:
- Internet – criação de um link na página da Fundação Odemira.
- Centro documental – disponibilização para consulta no CDFO.
- Folheto – concentração num folheto a distribuir à comunidade escolar e local.
- Jornal de Parede – contextualização das actividades realizadas com os objectivos previstos no PE.
- PowerPoint que resuma os seus principais objectivos, estratégias e linhas de acção e que possa ser
apresentado a encarregados de educação, empresários, possa ser posto a circular em feiras e
certames em que a escola participe e possa ser utilizado pela Direcção Pedagógica para divulgação
junto dos restantes parceiros da escola.
A execução do Projecto Educativo processa-se através da realização de Planos Anuais de Escola
que devem ser devidamente estruturados e adaptados à consecução dos objectivos e linhas de acção
por ele fixadas.
A implementação do Projecto Educativo pressupõe a criação de condições favoráveis à participação
na Escola de todos os intervenientes no processo educativo, como sejam:
a) A sensibilização dos alunos, através de intervenção dos Directores de Turma, para a eleição de
alunos responsáveis que desempenhem as funções de delegados de turma nos moldes previstos no
Regulamento Interno;
b) A sensibilização dos Encarregados de Educação para a importância da sua participação activa
no processo de acompanhamento dos seus educandos ao longo percurso de aprendizagem;
c) A promoção da discussão e reflexão, nos diferentes órgãos da escola, do plano anual de
actividades, de projectos ou de regulamentos a submeter à aprovação do Conselho Pedagógico, de
forma a envolver todos os interessados na tomada de decisões e na definição de estratégias de
actuação;
d) A abertura da Escola à comunidade através de acções de promoção, divulgação e cooperação
junto dos diferentes agentes económicos, sociais e culturais da região onde a Escola se encontra
inserida.
Projecto Educativo 2009/2012
36
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
8. Avaliação do Projecto
A avaliação do Projecto Educativo incide sobre o cumprimento dos seus objectivos e das linhas de
acção que lhes estão subjacentes. A avaliação do processo da sua implementação e dos seus
resultados será contínua e servirá de base não só à elaboração de novos projectos como também à
reformulação e actualização e actualização do existente.
Este processo será coordenado por uma equipa de docentes, que deverá definir os indicadores e
parâmetros da avaliação a realizar, analisar os resultados verificados e produzir um relatório final,
com base no qual se farão as correcções que forem julgadas necessárias nas estratégias inicialmente
fixadas, mas deverá contar com a participação de todos os intervenientes no processo educativo.
Considera-se que o processo de avaliação deverá integrar os seguintes tipos de avaliação:
e) Avaliação contínua – a realizar ao longo de todo o processo de execução do projecto educativo;
f) Avaliação dos resultados obtidos – a realizar no final de cada ano lectivo;
g) Avaliação global e final do projecto – a realizar no final do período de vigência do mesmo.
Este sistema de auto-avaliação permite obter um conhecimento fundamentado do nível de
consecução dos objectivos no Projecto Educativo da Escola e proceder às reestruturações que se
tornem necessárias como consequências deste processo avaliativo. Os instrumentos de avaliação a
utilizar são:
Avaliação contínua:
- Avaliação disciplinar e da actividade docente;
- Taxas de sucesso.
As taxas de sucesso serão analisadas por curso, área de formação e disciplina no fim de cada
período lectivo. Estes resultados serão confrontados com os resultados da avaliação disciplinar e da
actividade do docente, permitindo fazer um diagnóstico fundamentado do funcionamento de cada
curso e de cada disciplina.
- Avaliação da formação em contexto de trabalho
A avaliação dos momentos de formação em contexto de trabalho será efectuada através da análise
dos relatórios elaborados pelas entidades de acolhimento, pelos professores responsáveis pelo
acompanhamento e pelos alunos.
Avaliação a realizar no final de cada ano lectivo
- Relatórios de final de ano
No final de cada ano lectivo os Coordenadores de Curso e Directores de Turma realizarão, sob a
forma de relatório, uma avaliação detalhada do funcionamento de cada turma.
- Relatórios de Direcção de Turma
Caracterização da turma, actividades gerais, comportamento, assiduidade, produtividade, contratos
individuais com os alunos e encarregados de educação, sugestões.
Projecto Educativo 2009/2012
37
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
- Relatórios de Coordenação de Curso
No final de cada ano lectivo, os coordenadores realizarão um relatório de balanço anual no qual
conste informação relativa a: execução do Plano de Actividades, progressão modular, execução das
horas previstas no plano curricular e avaliação da formação em contexto de trabalho,
aproveitamento e comportamento.
Este documento, identificando as principais dificuldades e áreas fortes, serve de suporte para a
planificação do ano seguinte, para que sejam reforçadas as formas de trabalho positivas e superadas
as dificuldades sentidas.
- Relatório de final de ano lectivo
No final de cada ano lectivo será elaborado, pela Direcção Pedagógica, um relatório que agregará
todas as informações recolhidas através dos vários instrumentos de avaliação referidos e proporá
reestruturações que se tornem necessárias como consequência dos resultados deste processo
avaliativo. Este relatório será dado a conhecer à comunidade educativa.
Avaliação global e final do projecto
- Relatório final
A produzir no fim do terceiro ano lectivo de vigência do projecto educativo.
Todo o trabalho de análise, verificação, planificação e avaliação deve ser colectivo e desencadeado
nos momentos previstos para cada objectivo.
O presente Projecto Educativo da Escola Profissional de Odemira tem uma implementação prevista
para três anos lectivos: 2009/2012.
Projecto Educativo proposto pelos docentes da EPO, rectificado pela Direcção Pedagógica e
aprovado pelo CEO da Fundação Odemira em 05/Novembro/2009
Projecto Educativo 2009/2012
38
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Anexo – Empresas parceiras da escola na FCT/Estágios
Advogada Leonor Castro
Agência de Contabilidade Ideal de Beja, Lda.
Alenbit
Alfredo Machado – Fotógrafo
Alsolar, Lda. - Karl Moosdorf
Álvaro Almeida Gouveia
AMS - Conceição
Anabela & Francisco Lampreia – Serviços de Contabilidade e Consultadoria, Lda.
Agrupamento de Escolas de Odemira
Agrupamento de Escolas de S.Teotónio
Agrupamento de Escolas de Colos
ADMIRA
Aquesar - Ana Furtado
Associação de Beneficiários do Mira
Associação Paralisia Cerebral de Odemira
Associação Portuguesa Criadores de Bovinos de Raça Limousine
Augusto Inácio Maria
Badoca Park
Big Trust Consulting
Campo Sol e Alentejo
Casa Beatriz Gâmboa
Centro de Estudos Ambientais
Centro de Saúde de Odemira
Centro Formação concelhio
Clube Praia da Rocha
Companhia Portuguesa de Informática
Contécnica Sul
D. Pedro Golf
D. Pedro Marina
DenEmp
Electrificadora Milfontense
Electro Amoreiras
Electro Damas
Electro Ermidense
Electroboavistense ElectroCentral Odemirense Electrocercalense
Electrosidias
Évora Hotel
Farmácia Alfeirão - V. N. Milfontes
Filipe Emanuel dos Reis Amado
FiscoPax, Lda.
Florbela Viana Afonso
Francisco Aleixo Silveira
Frupor
Fundação Odemira
Gabinete de Contabilidade Maria Piedade F. M. Carmo
Gesta 1000 – Unipessoal
Golden Club
GPP, SA Pousada de Santa Clara
Grande Real Stª Eulália
Projecto Educativo 2009/2012
39
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Hotel Baía Grande
Hotel Baía Grande
Hotel D. Jorge Lencastre
Hotel da Aldeia
Hotel Dom Fernando
Hotel Garbe
Hotel Humbria
Hotel Porta Nova
Hotel Real Bella Vista
Humberto Pimentel Esteves & Filhos
Iberian Salads
Ilos Com. Energias Alternativas - Petra Finkernagel
Inforlandia Albufeira
Inforlandia Algés
InforX
Jardim de Infância Nossa Senhora da Piedade
Joaquim Silva Dias
José Calinhos – Consultor Financeiro, Unipessoal, Lda
José Maria Joana
Junta de Freguesia de S.Teotónio
Junta de Freguesia de Santa Maria
Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes
L&R Ramos, Lda
Liga para a Protecção da Natureza
Livronautas – unipessoal, lda
Lojas XXI
Maria Júlia Lagartinho Viegas Marreiros
MASR
Mendes e Murteira, Lda.
Meridien D. Filipa
Metaloluz - Serralharias e Alfaias Lda.
Micro Partilha
Município de Odemira
Município de Ponte de Lima
Nobre & Filhos (Sofia/Mafalda)
Parque Biológico de Gaia
Pousada do Infante – Sagres
Pousada S. Brás Alportel
Quadro Mor
Restitur
Rádio Antena Miróbriga - Santiago Cacém
Rádio Maré Alta – São Teotónio
Rui Candeias
SAL - Sistemas de Ar Livre
Serragril - António Albino
Serralharia Luciano - Luciano Santos Diniz
Soares & Filhos, Lda. – Gerência
Sociedade Hoteleira de Sagres, Lda.
Solar Blaser
Sudoestebit
Taipa – Odemira
Telgal
Projecto Educativo 2009/2012
40
“Aqui os professores estudam e os alunos aprendem"
Termas Monchique
Tempo de Aventura
Terras de Mouros
Terraval – Consultoria Agrícola e Imobiliária, Lda
Tivoli Almansor
Tivoli Marinotel
Turaventura
Vera Lúcia M. Faustino
Vila Galé Albacora
Vila Galé Atlântico
Vila Galé Clube de Campo
Vila Galé Tavira
Vila Vita Parc Resort & Spa
Vitacress
Viveiros de Vila Nova de Milfontes
Webstar
Projecto Educativo 2009/2012
41
Download

PROJECTO EDUCATIVO DA ESCOLA PROFISSIONAL DE ODEMIRA