1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 4 2. PES.................................................................................................................................................... 6 2.1. FORMAÇÃO DE UTILIZADORES DAS APLICAÇÕES DO MICROSOFT OFFICE ...................... 6 2.2. EXPANSÃO DA GOVNET AOS DISTRITOS ........................................................................ 8 2.3. CONSTRUÇÃO DO CENTRO PROVINCIAL DE RECURSOS DIGITAIS (CPRD) DE MANICA .... 9 3. POA ................................................................................................................................................ 10 3.1. CAPACITAÇÃO EM TICS ................................................................................................ 10 3.1.1. FORMAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS E AGENTES DO ESTADO ............................................. 10 3.1.2. 11 FORMAÇÃO DE FORMADORES E GESTORES DE CONTEÚDOS DOS PORTAIS DISTRITAIS 3.2. INFRA-ESTRUTURA E ACESSO ....................................................................................... 12 3.2.1. DA GOVNET AUMENTO DA CAPACIDADE DE PROCESSAMENTO, ARMAZENAMENTO E COMUTAÇÃO 14 3.2.2. IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE AUMENTO DE LARGURA DE BANDA ......................... 14 3.2.3. RESTRUTURAÇÃO E AUMENTO DA CAPACIDADE DO COG............................................ 15 3.2.4. HARMONIZAÇÃO DAS REDES GOVNET E E-SISTAFE ...................................................... 16 3.2.5. MELHORIA DE GESTÃO E DESEMPENHO DA GOVNET ................................................... 16 3.2.5.1. CONVERSÃO DE CABOS DE COBRE EM FIBRA ÓPTICA A NÍVEL CENTRAL ...................... 16 3.2.5.2. IMPLEMENTAÇÃO DE FILTROS DE CONTEÚDOS ........................................................... 17 3.2.5.3. EXPANSÃO DA GOVNET ............................................................................................... 17 3.3. GOVERNO ELECTRÓNICO ............................................................................................. 19 3.3.1. SISTEMA DE CORREIO ELECTRÓNICO NOS DISTRITOS................................................... 19 3.3.2..................................................................................................................................................... 22 3.3.3..................................................................................................................................................... 22 3.3.4..................................................................................................................................................... 22 3.3.5. SOLUÇÃO DE BASE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO GOVERNO ELECTRÓNICO ............... 22 3.3.5.1. COMPONENTE (A) IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO PARA A INTEGRAÇÃO HORIZONTAL DOS GOVERNOS LOCAIS....................................................................................................................... 23 3.3.5.2. COMPONENTE (B) – REVISÃO E MODELO DE IMPLEMENTAÇÃO DO QUADRO DE INTEROPERABILIDADE DO GOVERNO ELECTRÓNICO ............................................................................ 24 3.3.5.3. COMPONENTE (C) - IMPLEMENTAÇÃO DO COG NO CNDG ........................................... 25 3.3.5.4. COMPONENTE (D) - DEFINIÇÃO DE SERVIÇOS PRIORITÁRIOS AO CIDADÃO E MODELO E PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE SERVIÇOS PARTILHADOS .................................................................. 27 3.3.5.5. COMPONENTE (E) - ESTABELECIMENTO DO CENTRO DE OPERAÇÕES DE GOVERNO ELECTRÓNICO 29 3.3.6. MECANISMO DE SUPERVISÃO E MONITORIA DE SISTEMAS/SERVIÇOS DE GOVERNO ELECTRÓNICO 29 1 3.3.7. ALOJAMENTO DE APLICAÇÕES DE GRANDE PORTE (TURISMO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO E TERRAS) NA GOVNET ........................................................................................................................ 30 3.3.8. CERTIFICAÇÃO DIGITAL ................................................................................................ 30 3.3.9. ASSISTÊNCIA TÉCNICA AO MITUR, MIC E MINAG ......................................................... 31 3.3.10. PADRONIZAÇÃO DE SOFTWARE DA MICROSOFT.......................................................... 32 3.3.10.1. PADRONIZAÇÃO........................................................................................................... 32 3.3.10.2. PLANO DE DISTRIBUIÇÃO DE LICENÇAS ........................................................................ 32 3.3.11. APOIO À IMPLEMENTAÇÃO E DE PÁGINAS WEB INSTITUCIONAIS ................................ 34 3.3.12. IMPLEMENTAÇÃO DA NOVA ESTRUTURA DE GESTÃO DO PORTAL DO GOVERNO ....... 34 3.3.13. IMPLEMENTAÇÃO DA NOVA ESTRUTURA DO SERVIÇO DE DIRECTÓRIOS DO GOVERNO, EM WINDOWS SERVER 2012 ................................................................................................................ 35 3.4. REGULAÇÃO E ESTUDOS............................................................................................... 36 3.4.1. MOBILIZAÇÃO DE FUNDOS PARA AQUISIÇÃO DE UNIDADES MÓVEIS DE TICS ............. 36 3.4.2. PROJECTO DE SALA DE INFORMÁTICA/ MODELO ......................................................... 36 3.5. CAPACITAÇÃO INSTITUCIONAL .................................................................................... 36 3.5.1. CONTINUAÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DOS SISTEMAS INFORMÁTICOS DO INTIC ......... 36 3.5.2. INVENTÁRIO DO EQUIPAMENTO DO INTIC .................................................................. 36 3.5.3. INSTALAÇÃO DE ACADEMIAS CISCO NOS CPRDS .......................................................... 37 3.5.4. SISTEMAS INFORMÁTICOS DO INTIC E CPRDS .............................................................. 37 3.5.5. PLANO TECNOLÓGICO DOS CPRDS ............................................................................... 37 3.5.6. INTRANET DO INTIC ..................................................................................................... 37 3.5.7. PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DO INTIC .......................................................... 38 3.5.7.1. NOMEAÇÃO DA DIRECÇÃO GERAL DO INTIC ................................................................ 38 3.5.7.2. ENQUADRAMENTO DOS FUNCIONÁRIOS DO INTIC ...................................................... 38 3.5.7.3. REPRESENTAÇÕES DO INTIC NAS PROVÍNCIAS ............................................................. 38 3.5.8. CONSELHO CONSULTIVO E I RETIRO DO INTIC .............................................................. 38 3.5.8.1. CONSELHO CONSULTIVO .............................................................................................. 38 3.5.9. I RETIRO DO INTIC ........................................................................................................ 40 3.5.10. BENS E SERVIÇOS ......................................................................................................... 41 3.5.10.1. PROCUREMENT DE BENS.............................................................................................. 41 3.5.10.2. PROCUREMENT DE SERVIÇOS ...................................................................................... 41 3.5.10.3. PROCUREMENT DE EMPREITADAS ............................................................................... 42 3.5.11. VISITAS ÀS PROVÍNCIAS ............................................................................................... 42 3.5.12. CURSOS E WORKSHOPS ............................................................................................... 43 3.5.12.1. FORMAÇÃO TÉCNICO-PROFISSIONAL DOS QUADROS DO INTIC ................................... 43 2 3.5.12.2. FORMAÇÃO EM ENTERPRISE ARCHITECTURE ............................................................... 43 3.5.12.3. FORMAÇÃO EM WINDOWS SERVER 2012 .................................................................... 44 3.5.12.4. FORMAÇÃO EM ITIL ..................................................................................................... 44 3.5.12.5. FORMAÇÃO EM COBIT ................................................................................................. 44 3.5.12.6. CAPACITAÇÃO NO ÂMBITO DO SISTEMA E-BAU .......................................................... 45 3.5.12.7. CURSO SOBRE WINDOWS 2008 SERVER ....................................................................... 45 3.5.12.8. FORMAÇÃO EM PROGRAMAÇÃO EM RUBY ................................................................. 45 3.5.12.9. FORMAÇÃO EM ENGENHARIA E SEGURANÇA DE REDES (CCNP) .................................. 46 3.5.12.10. FORMAÇÃO EM ENGENHARIA E SEGURANÇA DE REDES (IMPLEMENTING MPLS) ........ 46 3.5.12.11. FORMAÇÃO EM ENGENHARIA E SEGURANÇA DE REDES (CCNA) .................................. 46 3.5.12.12. FORMAÇÃO EM PROCEDIMENTOS DE PROCUREMENT ................................................ 46 3.6. DISSEMINAÇÃO DE TICS ............................................................................................... 46 3.6.1. PARTICIPAÇÃO NA FACIM 2013.................................................................................... 47 3.6.2. I OFICINA DE CONHECIMENTO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E AUTÁRQUICA ........... 48 3.6.3. XI AMOSTRA MOÇAMBICANA DE INOVAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIAS ...................... 48 3.6.4. PUBLICAÇÕES DO INTIC (PÁGINA WEB, REVISTA MOZTICS E NEWSLETER) ................... 48 3.6.5. PRODUÇÃO DE PANFLETOS E POSTERS ........................................................................ 49 3.6.6. REALIZAÇÃO DE PROGRAMAS DE E PROMOÇÃO DAS TICS ........................................... 49 3.7. ACTIVIDADES PROGRAMADAS MAS NÃO REALIZADAS ................................................ 49 3.7.1. REDUNDÂNCIA DE COMUNICAÇÕES COM A OPERADORA MOVITEL ............................ 49 3.7.2. LIGAÇÃO DE 100 INSTITUIÇÕES DISTRITAIS À GOVNET ................................................ 50 3.7.3. APROVAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO TECNOLÓGICO DOS CPRDS .................... 50 4. ORÇAMENTO GLOBAL DO INTIC...................................................................................................... 50 4.1. FUNDOS DO ORÇAMENTO DO ESTADO ........................................................................ 52 4.2. FUNDOS DE PROJECTOS FINANCIADOS POR PARCEIROS INTERNACIONAIS .................. 54 4.2.1. PROJECTO GOVNET ...................................................................................................... 54 4.2.2. PROJECTO MEGCIP ....................................................................................................... 54 5. GRAU DE REALIZAÇÃO DO PROGRAMA, CONSTRANGIMENTOS E PERSPECTIVAS ........................... 55 3 1. Introdução O balanço de implementação do Programa de Actividades de 2013 é positivo, tendo para isso contribuído o novo dinamismo que se criou com a nomeação da nova Direcção-Geral em Julho de 2013. Entre os factores que contribuíram para o dinamismo, destacam-se o espírito de trabalho em equipa, da coordenação, interacção e responsabilização a todos os níveis da cadeia funcional, induzindo melhorias bastante assinaláveis no desempenho da Rede Electrónica do Governo (GovNET) e confiança dos usuários da rede, resultados que vale a pena destacar, sem porém deixar de reconhecer que apesar desta evolução é ainda muito longo o percurso em frente. A realização do Consultivo Directivo e do I Retiro do INTIC no mês de Setembro foi outro acontecimento importante, pois serviu para a planificar, coordenar e controlar as actividades, desde o nível central até ao provincial, tendo também debatido o Plano Director de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e sua estratégia de implementação no sector público. Neste documento, foram destacadas as actividades de grande impacto, cujo grau de implementação foi satisfatório no global, exemplo a área de conectividade cujo sucesso está muito dependente de concurso de terceiros. Os resultados menos animadores na área de conectividade foram porém compensados pelo comprimento para além das metas registado noutras áreas como as de Capacitação em TICs e de Governo Electrónico. O programa de actividades de 2013 focalizou também nos distritos, dando continuidade da tradição dos anos anteriores. Esta focalização é um aspecto positivo do programa porque agora são mais de 50 os distritos com portais dos governos distritais, incluindo mais de 3.800 contas de correio electrónico já criadas e 40 gestores de conteúdos. Com o início do projecto de Solução de Base para a Implementação do Governo Electrónico em Moçambique, deu-se também este ano um passo decisivo visando colocar os serviços públicos mais perto do cidadão, com recurso às TICs, tendo neste momento sido identificados quatro serviços prioritários que vão ser providos via web, dentre eles o serviço de concessão de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT), escolhido para ser implementado na fase piloto. Este programa teve ainda como foco: Conclusão do processo de institucionalização e organização do INTIC, incluindo os Centros Provinciais de Recursos Digitais (CPRDs); Consolidação de expansão de conectividade no âmbito da Rede Electrónica do Governo (GovNET); Continuação dos esforços de modernização e optimização da administração pública, através da exploração do potencial de TICs como parte do processo da reforma do sector público; Reestruturação, reequipamento e reforçado do Centro de Operações da Rede Electrónica do Governo (GovNET) para melhor responder às necessidades do Governo 4 Electrónico em termos de processamento, armazenamento e segurança de informação; Reestruturação de gestão de conteúdos no âmbito do Portal do Governo para garantir a sua maior fiabilidade e actualidade e incentivar o envolvimento dos demais parceiros a nível do sector público na administração da informação da página web do Governo; Capacitação interna dos governos provinciais e distritais para o reforço de gestão de conteúdos electrónicos a nível local; e Capacitação interna do INTIC no âmbito da plataforma integrada de prestação de serviços públicos. 5 2. PES Em 20013, foram aprovadas as seguintes actividades para o Plano Económico e Social (PES) do Governo: 1. Formação de Utilizadores das Aplicações do Microsoft Office 2. Expansão da GovNET aos distritos 3. Construção do Centro Provincial de Recursos Digitais (CPRD) de Manica No global, o nível de execução destas actividades foi positivo, com um sobre cumprimento da meta de formação pelos CPRDs em mais 100 por cento e um incumprimento nas duas últimas actividades devido a fraca resposta por parte das empresas envolvidas nos trabalhos. 2.1. Formação de Utilizadores das Aplicações do Microsoft Office Para a área de formação em TICs, foi estabelecida a meta de 5.000 formandos em aplicações da Microsoft e, embora cientes de que a meta está a quem de satisfazer as necessidades do país em termos de défice de conhecimento e uso de TICs, ela está ajustada com as capacidades de formação que o INTIC pode dar. A formação é realizada nas províncias pelos Centros Provinciais de Recursos Digitais (CPRDs), que são representações do INTIC àquele nível, apesar de ainda não terem sido oficializados, não possuindo, por isso, não possuindo orçamento local para suportar as despesas decorrentes do exercício das suas actividades. A meta de formação está repartida pelos oito Centros Provinciais de Recursos Digitais (CPRDs), nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Tete, Sofala, Inhambane e Gaza, incluindo a Unidade Móvel, uma sala de formação móvel, incorporada num camião contentor, que tem circulado pelos distritos, a realizar acções de capacitação em TICs. O sobre cumprimento houve sobre cumprimento da meta de formação foi de 135 por cento, ou seja 6.756 utilizadores de aplicações do Microsoft Office formados, sendo 2.089 Funcionários e Agentes do estado, 553 Professores, 1.755 estudantes e 2.359 membros da sociedade civil. Do total de formandos, 1.387 pessoas são de distritos das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete e Manica. A tabela abaixo mostra a repartição dos resultados de formação por estatuto social e por localização geográfica: 6 Províncias Niassa Cabo Delgado Nampula Zambézia Tete Sofala Inhambane Gaza Unidade Móvel Totais por sexo Funcionários Públicos H M 125 149 164 172 119 10 109 100 61 187 154 5 79 30 280 1128 73 52 220 961 Professores Estudantes H H M 57 76 20 17 64 17 38 15 25 92 323 M 12 52 113 185 128 31 62 100 237 188 30 31 23 66 230 101 43 148 801 166 40 131 954 Sociedade Civil H M 110 128 223 188 377 482 136 125 8 9 121 118 56 58 28 1117 111 61 20 1242 Totais Provinciais 472 848 1437 1079 606 365 632 332 985 6756 Grande parte de formação nos distritos tem sido realizada pela Unidade Móvel, que está equipado com 10 computadores e pode albergar 20 formandos duma única vez. Esta unidade, tem circulado pelos distritos, tendo em 2013 percorrido os distritos arrolado na tabela e formado 985 pessoas, dentre as quais 500 funcionários públicos, 158 professores, 279 estudantes e 48 membros da sociedade civil. 7 Distritos Funcionários Públicos Professores Sociedade civil Estudantes Total Global H M H M H M H M Changara 9 15 0 1 4 1 7 10 47 Chitima 20 19 6 5 0 1 2 4 57 Magoe Cidade de Tete 21 30 9 38 2 0 2 4 3 0 0 0 6 0 6 0 49 72 Chiuta 12 10 8 7 1 0 12 6 56 Angónia 13 8 1 6 0 0 10 5 43 Zobue 17 3 10 2 3 0 10 2 47 Moatize 11 14 6 8 0 0 9 7 55 Guru 25 14 3 2 1 1 7 4 57 Bárue 8 11 14 3 0 0 7 11 54 Vanduzi 22 9 3 3 0 0 12 7 56 Manica 11 8 9 8 1 2 8 6 53 Gondola 15 13 4 1 4 1 9 9 56 Morrumbala 12 11 7 5 0 1 8 10 54 Nocoadala 12 12 10 6 0 0 9 9 58 Namacurra 19 15 4 0 0 0 5 11 54 Maganja da Costa 22 9 5 3 0 0 9 10 58 Maputo 1 2 0 0 11 13 18 14 59 280 220 92 66 28 20 148 131 985 Total por Sexo 2.2. Expansão da GovNET aos distritos O plano de ligação de 25 distritos à Rede Electrónica do Governo (GovNET), foi inicialmente concebido e aprovado em coordenação a TDM para início de instalação no mês de Julho, e depois Outubro e Novembro. Contudo, o início não aconteceu nas datas previstas por falta de disponibilização de condições técnicas por parte de TDM nos locais inicialmente propostos. Assim, houve necessidade de a empresa rever o plano em função das disponibilidades técnicas em cada local, que implicou no adiamento e atraso de implementação para o mês de Dezembro, tendo mesmo assim se conseguido ligar apenas 11 de lista de 25 inicialmente planificados, que se segue: Tabela1: Nível de execução do plano de ligação de 25 distritos à GovNET em 2013 # 1 2 3 4 5 Distritos já ligados à GovNET Província Distrito C. Delgado Moeda, Macomia, Montepuez, Quissanga Niassa Sanga, Muembe Nampula Rapale, Muecate, Nacala à Velha e Eráti Zambézia Sofala Distritos por ligar à GovNET Província Distrito C. Delgado Muidumbe Niassa Nampula Maúa Nipepe Zambézia Sofala Milange, Mulumbe Chemba, Marromeu 8 6 7 Manica Gaza Total Sussundenga 11 Manica Gaza Total Vanduzi Mabalane, Guijá 10 2.3. Construção do Centro Provincial de Recursos Digitais (CPRD) de Manica O Projecto de CPRD de Manica foi aprovado com fundos do projecto STIFIMO, adstrito ao Ministério da Ciência e Tecnologia e comparticipação do Governo da Província de Manica, tendo as obras de construção iniciado em 2013 sob tutela da Delegação Provincial de Ciência e Tecnologia (DPCT), cabendo ao INTIC a responsabilidade de prestar apoio técnico. Contudo, esse apoio não foi suficiente para garantir que a obra fosse concluída em 2013 conforme o planificado, tendo a obra sofrido uma paralisação temporária desde Outubro quando estava executada em 53 por cento. 9 3. POA 3.1. Capacitação em TICs O Desenvolvimento da Capacidade Humana é a primeira das áreas prioritárias da Política de Informática e sua Estratégia de Implementação, por ser considerada de grande importância na implementação bem-sucedida de todas as restantes actividades e iniciativas previstas, que concorrem para o estabelecimento do Governo Electrónico em Moçambique e para a criação duma sociedade de conhecimento, informada e capaz de dirigir o seu próprio destino, bem como de promover um desenvolvimento sustentável do país concorrendo deste modo na redução da pobreza absoluta. Reconhecendo a grande importância do desenvolvimento do capital humano, INTIC tem integrado as acções de formação e de desenvolvimento de capacidades em todos os projectos e programas que tem desenvolvido. Para além da formação de utilizadores de aplicações da Microsoft, foram realizadas as actividades constantes da tabela que se segue: # 1 1.1 1.2 1.3 1.4 2 3 4 Actividades planificadas Meta Formação Tecnico profissional de 500 funcionários e Agentes do Estado em: Administração de Redes de Computadores 200 Desenho de páginas electrónicas 100 Gestão de Conteúdos dos Portais dos Governos Provinciais e Distritais 100 Desenho de aplicações 100 Realização de 12 campanhas, seminários e outros eventos de sensibilização sobre as potencialidades das TICs no ensino, saúde, função pública, sector privado, sociedade civil e cidadão Assinatura e implementação de dois (2) Memorandos de Entendimento entre o INTIC e o CIUEM e o ISAP Capacitação de técnicos do INTIC em áreas de formação de interesse para a instituição A fixação destas metas pressupunha a criação de condições técnicas e materiais através do recrutamento e formação de técnicos no âmbito da institucionalização e capacitação interna do INTIC. Apesar do processo de institucionalização ter terminado, o preenchimento do quadro de pessoal ainda está em curso, pelo que só depois da sua conclusão é que se poderá contar com efectivos que vão levar a cabo os objectivos definidos para a área de Capacitação em TICs. Neste momento, apenas se está a funcionar com um técnico, o que dificulta bastante o cumprimento de metas. No entanto, foi possível, neste ano, realizar as seguintes catividades: 3.1.1. Formação de Funcionários e Agentes do Estado Para o cumprimento desta meta, foram efectuados contactos com o Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM), com o objectivo de viabilizar a administração dos cursos mais avançados em administração de redes, como é o caso do curso CISCO Certified Network Associate (CCNA), para formação de formadores que também vão administrar esta 10 formação nos locais de procedência, e gerar capacidades internas para a administração da Rede Electrónica do Governo (GovNET) e das redes locais. A parceria com a CIUEM, que não chegou a concretizar-se, visar formar funcionários e agentes do Estado a nível das capitais provinciais para o desenvolvimento de aplicações e desenho de páginas electrónicas institucionais. Designação das Acções de Formação Planificado Realizado % Administração de Redes 200 92 46% Desenho de Paginas web 100 0 0% Desenvolvimento de Aplicações 100 0 0% Gestores de Conteúdos 100 53 53% 3.1.2. Formação de Formadores e Gestores de Conteúdos dos Portais Distritais No prosseguimento da agenda de capacitação de gestores de conteúdos dos portais dos governos distritais, decorreram sessões de formação em TICs em diversos distritos do país, com incidência para aqueles ligados à Rede electrónica do Governo (GovNET). A iniciativa de portais dos governos distritais visam contribuir para a visibilidade dos distritos, através da disponibilização de conteúdos locais de interesse para o cidadão, investidores nacionais e estrangeiros, turistas, entre outros. No geral, a formação decorreu sem grandes sobressaltos, exceptuando num e outro casos em que, por falta de uma preparação prévia das condições [técnicas] mínimas exigíveis para que as formações tenham lugar, estas iniciaram tardiamente. Os portais dos governos distritais podem ser acedidos através de http://distrito.provincia.gov.mz, onde distrito deverá ser substituído pelo seu nome, o mesmo acontecendo com a província. Se, por exemplo, o distrito for Cuamba e sabendo-se que o mesmo se encontra na província do Niassa, bastará aceder ao portal pelo http://cuamba.niassa.gov.mz. Nesta formação, foram ministradas as seguintes matérias: o o o o o o o o o o Importância de páginas Web; Conteúdos para as páginas Web; Linguagens para páginas Web (HTML, CSS, XML); Métodos de recolha de informação e estabelecimento de Workflow; HTML Básico e HTML Avançado; Estrutura de conteúdos de portal; Edição de conteúdos para página Web; Classificação de conteúdos; Tratamento de imagens; CMS de portal de governo de distrito; 11 o o Gestão e actualização de conteúdos; e Administração e manutenção do portal. Relação de pessoas formadas nos distritos Distrito N° de Formandos Masculinos Femininos Nacala-Porto 05 05 00 Cuamba 05 05 00 Changara 06 05 01 Moatize 05 05 00 Chitima 05 05 00 Mocuba 05 04 01 Maganja da costa 05 05 00 Alto-Molócue 05 05 00 Subtotal 40 05 02 OUTRAS FORMAÇÕES Governo da cidade de Maputo Governo da Província de Manica GABINFO 05 Subtotal 13 02 06 Total Geral 53 No geral, houve boa apreensão das matérias leccionadas, por se ter privilegiado exercícios práticos. Porém, o grau de actualização dos portais no período pós-formação tem sido muito baixo. 3.2. Infra-estrutura e Acesso A área de infra-estrutura é a que assegura o desenvolvimento, implementação e operação de plataformas electrónicas de comunicação a nível do sector público, permitindo a troca eficiente de informação e de dados entre os diversos órgãos estatais e facilita a satisfação das necessidades do público em geral. Constituem exemplos de plataformas em implementação/operação a Rede Electrónica do Governo e os portais do Governo, desde o governo central aos distritais. 12 Nas comunidades rurais, para além das redes da GovNET e do eSISTAFE, estão em expansão as plataformas de comunicação de voz através da implantação de Rádios Comunitárias e Centros Multimédia Comunitários (CMCs), perspectivando-se igualmente a disponibilização nestes centros de acesso à informação e à comunicação de dados através da Internet. No entanto, a GovNET é que constitui a principal actividade do INTIC a nível das plataformas de comunicação electrónicas, cujo centro operacional (COG), para além das actividades de expansão, tem sido o foco das atenções nos últimos anos, em que se desenvolveram as seguintes actividades: o o o o o o Expansão da rede aos distritos e novas ligações à rede a nível central e provincial; Aumento da capacidade de armazenamento, processamento e comutação de dados; Melhoramento do centro de dados da rede; Realização do plano de aumento de largura de banda; Implementação de soluções com vista à optimização de utilização da largura de banda; e Implementação de soluções para melhorar o desempenho da rede. A realização destas actividades contou com a colaboração de parceiros nacionais, nomeadamente as empresas Telecomunicações de Moçambique (TDM) e Televisa de Moçambique, bem como fornecedores de equipamentos informáticos e de comunicação. De referir que houve parceiros que não conseguiram estar à altura de implementação da rede, em tempo útil, tal como estava definido no plano de actividades, resultando no incumprimento das metas inicialmente definidas. 13 Nota negativa vai igualmente para fornecedores de equipamento informático que não souberam honrar com os seus compromissos, contribuindo negativamente para o alcance dos objectivos traçados. Apesar dos transtornos acima relatados, o nível de execução do programa de actividades planificadas para a área de infra-estruturas é positivo, tendo em conta o impacto das referidas mesmas. As principais actividades realizadas na área de Infra-estruturas e Acesso são: o o o o o o o Aumento de capacidade de processamento, armazenamento e comutação na central da GovNET; Implementação do plano de aumento de largura de banda na GovNET; Restruturação e aumento da capacidade do COG para alojamento de aplicações sectoriais de alto débito; Apoio à implementação do Centro de Dados de Maluana; Harmonização das redes GovNET e E-SISTAFE; Melhoria de gestão e desempenho da GovNET; e Expansão da GovNET. 3.2.1. Aumento da capacidade de processamento, armazenamento e comutação da GovNET O Centro Operacional da GovNET (COG) beneficiou de obras de ampliação de capacidade de processamento, armazenamento e comutação de informação e de dados. Assim, no que se refere à capacidade de processamento e de comutação, foram substituídos os roteadores da série 2800 por outros da série 3945, a nível central, e de routers da série 2911, a nível provincial, mantendo-se, a nível distrital, em funcionamento os da série 1941. A nível de armazenamento, foram iniciadas obras de melhoramento do COG em três vertentes: o Ampliação do centro de dados, que corresponde a obras de alvenaria praticamente concluídas; o Instalação de uma solução de DataCenter “APC” que abarca os sistemas de frio, de segurança e de incêndios; e o Instalação de UPS. O projecto de melhoramento do DataCenter tem duas etapas: o o A de realização de obras de alvenaria; e A de instalação da solução APC. 3.2.2. Implementação do plano de aumento de largura de banda O aumento de largura de banda focalizou os links interprovinciais, onde se verificou um incremento de 4Mbps para 20Mbps, à excepção de Maputo-província, que ficou depende de um trabalho conjunto INTIC/TDM para a criação de condições técnicas. Foi também acordado o aumento de largura de banda a nível provincial, mas a sua efectivação ficou 14 dependente de um cronograma de implementação e de disponibilização de recursos técnicos entre as partes. A nível central, não foi logrado nenhum aumento, tendo apenas iniciado os preparativos. De salientar que nas redes internas foi feita a substituição de cabos de cobre por de fibra óptica. Nos locais onde o aumento foi consumado, nota-se uma melhoria substancial de transporte do sinal e, consequentemente, do desempenho da rede, inclusive a eliminação dos factores de instabilidade e intermitências do sinal. # 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Tabela 4: Aumento de Largura de Banda nas ligações interprovinciais Ligação interprovincial Largura de Banda Observação Maputo – Gaza Concluido Maputo - Inhambane Concluido Maputo – Sofala Concluido Maputo - Manica Concluido De 4 Maputo – Tete Concluido para Maputo - Zambézia Concluido 20Mbps Maputo - Nampula Concluido Maputo – Cabo Delgado Concluido Maputo - Niassa Concluido Maputo – Maputo Província Em curso 3.2.3. Restruturação e aumento da capacidade do COG Dada a necessidade de assegurar a concretização dos grandes compromissos do INTIC em 2014 no âmbito da implementação do Governo Electrónico, foi lançado um concurso público, ganho pela TRIANA, que cobria duas grandes componentes, a saber: o o Obras de alvenaria: Com o objectivo principal de reabilitar toda a estrutura física do centro de dados e prepará-la para actividades subsequentes; Implementação de solução APC - Data Center: com o objectivo principal de apetrechar o datacenter com soluções de frio, energia, segurança no controle de acessos, bem como de hardware apropriado e compatível com uma solução que lhe conferir o nível II. A TRIANA foi também vencedora de um segundo concurso para compra e implementação de uma UPS no COG, que vai garantir a autonomia e capacidade dos sistemas informáticos nos períodos em que se verifica interrupção da corrente eléctrica. Foram também instalados roteadores de maior capacidade a nível central e a nível provincial Router CISCO 3945 e Router CISCO 2911, respectivamente, em substituição dos routers CISCO, com o objectivo de dotar o centro de dados com maior capacidade de comutação e processamento, e fazer face à demanda de novas ligações na rede. 15 3.2.4. Harmonização das redes GovNET e E-SISTAFE Os trabalhos de harmonização das redes GovNET e e-SISTAFE iniciaram, visando: o o o Redução de custos associados à sua implementação e manutenção; Eliminação de duplicação de esforços em recursos materiais, humanos e financeiros durante a sua implementação e gestão; e Possibilidade de melhorar cada vez mais o intercâmbio entre as duas instituições, com o objectivo principal de melhorar os serviços públicos. Foi neste contexto que o INTIC produziu um documento de base de harmonização das redes, que deverá ser validado pelo CEDSIF, como ponto de partida para a assinatura de um Memorando de Entendimento e o início de actividades em 2014. 3.2.5. Melhoria de gestão e desempenho da GovNET 3.2.5.1. Conversão de cabos de cobre em fibra óptica a nível central Em parceria com a TDM, o INTIC empreendeu a substituição dos cabos de cobre por Fibra Óptica nas redes internas das instituições, com o meu objectivo de melhorar o meu desempenho da GovNET, que se manifestava através de dificuldades de acesso à internet e da instabilidade do sinal, que originavam grandes dificuldades de acesso à informação e de funcionamento de aplicações, com todas consequências daí resultantes para os gestores e operadores de sistemas que correm na rede. 16 A substituição de cobre por fibra óptica vai cobrir todos ministérios, num total de 23, e todas as instituições com aplicações na rede, num total de 13, conforme a tabela abaixo, sendo neste momento apenas 13 as que já beneficiaram de substituição, a saber: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Ministério dos Transportes e Comunicações Ministério do Interior Ministério de Indústria e Comércio Ministério da Defesa Nacional Ministério da Administração Estatal Ministério da Saúde Ministério do Plano e Desenvolvimento Ministério dos Combatentes Ministério do Turismo Ministério da Cultura Ministério da Função Pública Ministério da Juventude e Desportos Gabinete Central de Combate a Corrupção 3.2.5.2. Implementação de filtros de conteúdos A gestão eficiente de largura de banda é um aspecto crucial da GovNET porque resulta em largas vantagens sob o ponto de vista financeiro e funcional da administração pública, permitindo que a informação em circulação na rede seja de total utilidade. Foi assim que, em 2013, iniciou um plano de implementação de filtros nas instituições de nível central, com maior incidência nos ministérios e outras instituições detentoras de aplicações, tendo sido possível cobrir oito instituições, como mostra a tabela abaixo: # 1 2 3 4 5 6 7 8 Tabela 5 : Implementação de filtros de conteúdos na GovNET Instituição Ministério da Indústria e Comércio Ministério dos Recursos Minerais Ministério das Pescas Ministério da Coordenação da Acção Ambiental - Sede Ministério da Coordenação da Acção Ambiental - Direcções Ministério da Administração Estatal Gabinete Central de Combate a Corrupção – GCCC Direcção Nacional de Terras e Florestas – DNTF 3.2.5.3. Expansão da GovNET Um dos grandes desafios que se colocam actualmente ao INTIC é sem dúvida a massificação do uso de TICs a nível da administração pública, através de crescimento do número de pontos de acesso à rede, como resposta à crescente demanda de serviços. Foi neste contexto que foram ligados 61instituições, conforme a tabela que se segue: 17 # 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 Tabela: Instituições ligadas em 2013 Instituição Tribunal dos Menores Gabinete de Atendimento a Mulher e Criança Direcção da Justiça da Cidade de Maputo GABINFO Direcção Prov. de Recursos Minerais Gaza Direcção Prov. de Recursos Minerais Ibane Direcção Prov. ncial de Recursos Minerais Sofala Inspecção de Administração Local (IAL) Delegação Prov. de Pescas (C. Delgado) Direcção Prov. de Recursos Minerais C.Delgado Serviços Prov. de Geografia e Cadastro Zambézia Serviços Prov. de Geografia e Cadastro Nampula Serviços Prov. de Geografia e Cadastro C. Delgado Serviços Prov. de Geografia e Cadastro Niassa Serviços Munic. de Geografia e Cadastro Quelimane Serviços Munic. de Geografia e Cadastro Nampula Serviços Munic. de Geografia e Cadastro Pemba Serviços Munic. de Geografia e Cadastro Lichinga Serviços Distr. de Geografia e Cadastro Monapo Serviços Distr. de Geografia e Cadastro Mocuba Serviços Distr. de Geografia e Cadastro Cuamba SETSAN Hospital Militar de Maputo Hospital Militar de Sofala Hospital Militar de Nampula Instituto Nacional de Inspecção de Pescado Inspecção-geral de Finanças (IGF) - Sede IGF – Delegação Regional Centro IGF – Delegação Regional Norte Conselho Superior de Comunicação Social Instituto de Investigação de Águas Serviço de Migração da Província de Maputo (RG) Direcção Nacion. de Migração (Aeroporto) Serviço Prov. de Migração de Gaza Serviço Prov. de Migração de Gaza Serviço Prov. de Migração de Ibane Serviço Prov. de Migração de Sofala Serviço Prov. de Migração de Manica Serviço Prov. de Migração de Tete Serviço Prov. de Migração de Zambézia Serviço Prov. de Migração de Nampula Serviço Prov. de Migração de Niassa Serviço Prov. de Migração de C. Delgado ACIPOL Instituto Médio de Planeamento Físico e Ambiente Direcção Nacion. de Património de Estado Direcção de Planificação e Cooperação- (Minist. Com) Ipaj – Sede Largura de Banda 1Mbps 1Mbps 2Mbps 4Mbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 2Mbps 256 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 512 Kbps 2Mbps 4Mbps 1Mbps 1Mbps 2Mbps 4Mbps 512 Kbps 512 Kbps 2Mbps 2Mbps 2Mbps 2Mbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 256 Kbps 4 Mbps 2Mbps 2Mbps 2 Mbps 2 Mbps 18 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 Delegação Prov. de Ciência e Tec. (Pemba) 256 Kbps Delegação Prov. de A. Combatentes (Pemba) 256Kbps Distrito de Mueda (C. Delgado) 256Kbps Distrito de Macomia (C. Delgado) 256Kbps Distrito de Montepuez (C. Delgado) 256Kbps Distrito de Quissanga (C. Delgado) 256Kbps Distrito de Sanga (Niassa) 256Kbps Distrito de Muembe (Niassa) 256Kbps Distrito de Rapale (Nampula) 256Kbps Distrito de Muecate (Nampula) 256Kbps Distrito de Nacala Velha (Nampula) 256Kbps Distrito de Erati (Nampula) 256Kbps Distrito de Sussundenga (Manica) 256Kbps Obs: 18 de nível Central, 25 de nível Provincial, 14 de nível Distrital, 4 de nível Municipal 3.3. Governo Electrónico Com a implementação de projectos estruturantes iniciados em 2012, que se prolongarão até ao final de 2014, a área do Governo Electrónico teve um desempenho de destaque em 2013 porque deu muitos passos positivos a nível central. A seguir se apresentam ao pormenor as principais actividades desenvolvidas na área do Governo Electrónico: 3.3.1. Sistema de Correio Electrónico nos Distritos O Sistema Centralizado de Correio Electrónico (SCCE) é um sistema de comunicação através de mensagens electrónicas (e-mail), que possibilita a todos os funcionários públicos, incluindo os membros do Governo ao mais alto nível, dirigentes e outros titulares de cargos públicos usufruírem de um meio seguro e fiável nas suas comunicações. Em 2013 o INTIC prosseguiu com a expansão de cobertura do Serviço Centralizado de Correio Electrónico no sector público, com maior enfoque nos Funcionários e Agentes do Estado nos governos distritais. Se em finais de 2012 estavam registados 12.806 utilizadores deste sistema, em 2013 foram registados mais 2.143 contas ao nível nacional, 1.509 dos quais nos distritos, conforme ilustra a tabela abaixo: Província 1 NIASSA 2 Distrito # Contas Criadas Chimbonila 64 Marrupa 11 Cuamba 17 Chiurre 285 Montepuez 22 CABO DELGADO 19 3 Mecuburi 5 Nacala-Porto 30 Inhassunge 78 Morrumbala 15 Mocuma 14 Namacura 40 Machanga 32 Changara 6 Gorongosa 80 Buzi 38 Chibabava 15 Chemba 101 Inhassoro 43 Govuro 53 Panda 61 Homoine 25 Bilene 57 Massingir 70 Chibuto 12 Boane 48 Namaacha 53 Marracuene 112 Manhiça 122 NAMPULA 4 ZAMBÉZIA 5 SOFALA 6 INHAMBANE 7 GAZA 8 MAPUTO TOAL 1.509 20 A criação destas contas, tanto a níveis central como provincial e distrital, tem um impacto na forma como as comunicações na função pública são realizadas, de forma célere e flexível. O e-mail do Governo permite igualmente que não se gastem toneladas de papel, pois cada utilizador pode receber um relatório e trabalhar computador e depois enviar de volta, por e-mail, evitando a utilização de papel. Table 1-Contas de correio eletrónico acumuladas até Dezembro de 2013 Período No de Contas Fevereiro 2006 704 Dezembro 2006 850 Julho 2007 2250 Dezembro 2007 3000 Fevereiro 2008 3150 Julho 2009 4634 Dezembro 2010 7500 Dezembro 2011 10434 Dezembro 2012 12771 Dezembro 2013 15029 gráfico 1- Gráfico da evolução das contas criadas no SCCE 21 Table 2 – Contas de correio eletrónico por divisão geográfica administrativa Periodo 3.3.2. Numero de contas a Nível Central Provincial Distrital Geral 3.3.3.2010 0 0 0 1500 3.3.4.2011 4699 4813 922 10434 2012 911 937 489 2337 2013 338 411 1509 2258 3.3.5. Solução de Base para a Implementação do Governo Electrónico A Solução de Base para a Implementação do Governo Electrónico é uma iniciativa do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) no âmbito do Projecto de Governo Electrónico e Infra-estruturas de Comunicação (MEGCIP), financiado pelo Banco Mundial, sendo o INTIC uma das instituições beneficiárias. Esta iniciativa, igualmente designada eGovernment Fundamentals, foi inicialmente desenhada com quatro grandes componentes, mas, no desenrolar das actividades, novos requisitos foram surgindo, ditando alterações dos Termos de Referência e a inclusão de um serviço de Governo Electrónico com três grandes vectores, a saber: o o o Visibilidade para o cidadão Interoperabilidade e Carácter nacional. Deste modo, a iniciativa passou a ter as seguintes componentes, cujo estado de implementação será apresentado mais adiante: A: Implementação do Modelo para a Integração Horizontal dos Governos Locais B: Revisão e Modelo de Implementação do Quadro de Interoperabilidade de Governo Electrónico (eGIF4M) C: Implementação do Centro de Operações da Rede Electrónica do Governo, no Centro Nacional de Dados do Governo, na Maluana D: Plano de Divulgação dos Resultados da Consultoria e Plano de Formação E: Desenvolvimento da Plataforma de Formulários Electrónicos e do Serviço Online de Pedido do Direito de Usos e aproveitamento da Terra (DUAT) 22 3.3.5.1. Componente (A) Implementação do Modelo para a Integração Horizontal dos Governos Locais Nesta componente, foram estudados e identificados quatro serviços prioritários ao cidadão, incluindo um novo modelo para o Portal do Governo e páginas Web das instituições da Administração Publica, cuja proposta final só será discutida em 2014. Novo modelo do Portal do Governo www.portaldogoverno.gov.mz Com este modelo, pretende-se fornecer um conjunto de sugestões a ter conta em futuras iniciativas de portais e outras formas de disponibilização de informação e serviços da Administração Pública. As sugestões incluem a localização de documentos, a árvore de navegação e outros requisitos indispensáveis. A nova abordagem tem objectivos claros a cumprir para que o Governo de Moçambique possa maximizar o sucesso dos portais, dos quais se destacam: Manter uma estrutura de portal actualizada como os acontecimentos do Governo. Promover a comunicação (mais simples e fácil): o Informação segmentada por público-alvo; o Comunicação entre os colaboradores através de homepage e espaços próprios; Simplificação de utilização do portal, compreendendo: o Facilidade na actualização e gestão de conteúdos; 23 o Acesso rápido, lógico e estruturado à informação; e o Acesso rápido a formulários em formato digital e PDF. 3.3.5.2. Componente (B) – Revisão e Modelo de Implementação do Quadro de Interoperabilidade do Governo Electrónico Em primeiro lugar, importa frisar que a interoperabilidade é um mecanismo que permite que duas ou mais aplicações, desenvolvidas com ferramentas e tecnologias diferentes, possam trocar dados entre si através de um conjunto de regras pré-definidos. Esta actividade responde à Parte B do eGovernment Fundamentals e visa essencialmente: o o Rever e actualizar o Quadro de Interoperabilidade de Governo Electrónico (eGIF4M), aprovado em 2009 pelo Governo; Estudar e propor uma Plataforma de Interoperabilidade para Moçambique. Com a definição dos serviços prioritários e o estudo sobre os casos de sucessos na implementação de interoperabilidade, foram registados avanços significativos que resultaram na elaboração da proposta de Plataforma de Interoperabilidade do Governo Electrónico para o nosso país. Conceptualmente, pretende-se que, num futuro próximo, esta plataforma venha a servir a todos os canais de comunicação com o cidadão, que venham a surgir em Moçambique. A ilustração que se segue pretende demonstrar o quanto a plataforma se enquadra no plano de interoperabilidade: Canais On-Line Internet Portal do Governo Portal do Balcão de Atendimento Único ... ... ... SMS Interoperabilidade Plataforma de Interoperabilidade Cidadão Call-Center Extranet/Intranet Sistemas da Administração Pública Sistema Case Management (para entidades sem sistemas de informação) Presencial Figura X – Visão conceptual de interoperabilidade em Moçambique De acordo com a demonstração da figura anterior, o cidadão vai dispor de vários canais para comunicar, a saber: o o On-Line: A disponibilização de portais governamentais e de administração pública, com que o utilizador final possa interagir com o intuito de obter informação e dispor de serviços; SMS: O SMS poderá também ser um mecanismo privilegiado para a prestação serviços; 24 o o Call-Center: A linha de apoio aos utilizadores, que para além de ajudar o utilizador possa também apoiar na subscrição de serviços; Presencial: Que implica a deslocação dos utilizadores a pontos de atendimento (por exemplo a um Balcão de Atendimento Único). Para o suporte destes canais, o Estado vai dispor de tr^s grandes componentes, a saber: o o o Internet: Onde se enquadram portais destinados ao cidadão, empresas e etc.; Interoperabilidade: O mecanismo que assegura a integração entre os vários sistemas de negócio, e apoia as necessidades de Internet e Extranet/Intranet; Extranet/Intranet: Os sistemas de informação que suportam negócio e serviços. Tendo em conta este contexto, é importante que, na sua fase embrionária, o mecanismo de integração crie as condições necessárias para suportar diferentes níveis de interoperabilidade, conforme o diagrama abaixo. Uma das conclusões do tema é que o desafio de interoperabilidade seja um catalisador de todo o universo da administração pública. 3.3.5.3. Componente (C) - Implementação do COG no CNDG No âmbito do Projecto MEGCIP, está em implementação o Centro de Operações de Serviços de Governo Electrónico, no Posto Administrativo da Maluana, Distrito da Manhiça, que visa reduzir custos e optimizar processos sobre serviços de atendimento e suporte técnico para os gestores de TI e responsáveis pelos Sistemas de Informação de Governo Electrónico, utilizadores da Rede Electrónica do Governo (GovNET) e cidadão. Na figura abaixo, está explicitado o conceito de Centro de Operações de Serviços de Governo Electrónico. eGOVCENTRE e-Government Services Operations Center 25 GovServiçosCentre Infra-estrutura de redes de computadores e de telecomunicações para operadoras de serviços de voz GovDadosCentre Infra-estrutura de bases de dados, soluções para segurança de informação e soluções para a salvaguarda segura de dados GovRedeCentre Infra-estrutura de redes de computadores e de serviços de telecomunicações para dados e Internet O estabelecimento do Centro de Operações de Governo Electrónico está alinhado com o projecto de Construção do Centro Nacional de Dados do Governo (CNDG) para uma boa utilização dos recursos disponíveis, A figura abaixo espelha as responsabilidades e complementaridades no âmbito dos dois projectos: A contribuição do INTIC na construção do CNDG consistiu essencialmente: o o o o No desenvolvimento do projecto arquitectónico do CNDG; Na elaboração das especificações das funcionalidades do CNDG; No modelo de gestão do centro de operações no CNDG; e No modelo de cópias de segurança (backup) para o CNDG. De referir que houve também acções de formação no quadro de especificação das funcionalidades do CNDG e dos modelos de operação, para técnicos do INTIC e MCT. 26 3.3.5.4. Componente (D) - Definição de Serviços Prioritários ao Cidadão e Modelo e Plano de Implementação de Serviços Partilhados Inicialmente, o eGovernment Fundamentals estava dividido em quatro, a saber: PARTE A. Desenvolvimento do Modelo para a Integração Horizontal dos Governos Locais PARTE B. Implementação do Quadro de Interoperabilidade (eGIF4M) PARTE C. PARTE D. Definição do Projecto Técnico para o Centro de Operações de eGovernment Definição do Plano de Formação para a Comunicação Institucional Todavia, houve necessidade de se fazer alterações dos termos de referência para acomodar novos requisitos, que reduziram o número de serviços de cinco para quatro, a saber: o Plataforma de formulários electrónicos e pedidos de DUAT Online Descrição Plataforma nacional que permitirá às entidades da administração pública: • Configurar, gerir e disponibilizar formulários on-line para cidadãos e empresas • Uniformizar e estandardizar o preenchimento dos formulários Este serviço visa: • Eliminar a replicação de formulários nos diversos portais da administração pública • Promover uma melhor usabilidade e experiência ao cidadão Âmbito A plataforma tem como âmbito: • Criação de um portal para a disponibilização de formulários para o cidadão e empresas, permitindo ainda que os organismos públicos possam gerir os respectivos formulários • Distribuição dos formulários preenchidos pelos diferentes organismos através de canais como E-Mail e Webservices o Plataforma de pagamentos electrónicos de serviços do Estado Descrição Serviço de emissão de documentos únicos de cobrança, como instrumento base 27 para os pagamentos a realizar no âmbito dos serviços públicos e possibilidade de cobrança nos serviços presenciais (públicos ou privados) através de: • Apresentação de comprovativos de depósito ou transferência bancária • Numerário Âmbito • Serviço de emissão de documentos únicos de cobrança (interoperável com os sistemas de negócio da administração pública) • BackOffice para registo de cobranças e gestão de contas correntes dos parceiros envolvidos (e respectivos mecanismos de distribuição das receitas) • Portal para consulta da situação de cobrança de DUC • Projecto-piloto de integração com um parceiro • Documentação técnica com carácter eminentemente prático que permita integração na plataforma de pagamentos • Workshops técnicos de transferência de know-how para diferentes ministérios o Identidade electrónica do cidadão Descrição Serviço transversal de identificação e autenticação digital do cidadão de Moçambique através de username/password e certificados digitais Âmbito • Processo de identificação e registo do cidadão para autenticação com username e password • Processo para a adesão de autoridades de certificação a um sistema de identificação do cidadão através de certificados digitais • Autenticação para operações sensíveis através do telemóvel • Fornecedor de autenticação para a autenticação do cidadão (single sign-on) por username/password e por certificado digital • Projecto-piloto de integração com o fornecedor de autenticação • Documentação técnica com um carácter eminentemente prático que permita a integração no fornecedor de autenticação • Workshops técnicos de transferência de know-how para diferentes ministérios o Plataforma de Pedido de Certidões Online Descrição Plataforma nacional destinada ao cidadão para o pedido e consulta de certidões de forma on-line. A materialização de certidões irá permitir: • A disponibilização do serviço em diversos locais: Balcões de Atendimento Único, Centros Multimédia, conservatórias, embaixadas, consulados ou em regime self-service a partir da Internet • A gestão da afluência às conservatórios do registo civil, optimizando processos inerentes (prazos e níveis de serviço) Âmbito Portal em regime de self-service para o cidadão, igualmente destinado a suportar o canal presencial e telefónico através do qual os funcionários de atendimento possam apoiar o cidadão no registo dos pedidos BackOffice de Case Management para gestão de pedidos de certidão, encaminhando-os para as conservatórias para respectivo tratamento 28 Notificação do requerente por canal de E-mail ou SMS no momento de disponibilização de certidão e disponibilização de código de acesso on-line para a certidão O Primeiro destes serviços será implementado na sua totalidade e concluído até Junho de 2014, tendo o levantamento de requisitos funcionais sido feito na Direcção Nacional de Terras e Florestas (DNTF), INTIC, Município da Matola, e Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE) de Boane. Os restantes serviços vão também ter os seus requisitos de funcionalidade especificados até Março, para serem submetidos ao concurso público. 3.3.5.5. Componente (E) - Estabelecimento do Centro de Operações de Governo Electrónico Esta actividade fazia parte do eGovernment Fundamentals, mas sofreu alterações para integrar o CNDG, tendo sido eliminada a maior parte das actividades referentes aos projectos técnicos do Centro de Operações de Governo Electrónico (projecto de construção civil, de electricidade, de hidráulica, etc). No âmbito desta actividade, todos os produtos já foram entregues, faltando apenas um Workshop de transferência de conhecimento, conforme a tabela que se segue: C1: Projecto Técnico e Funcionalidades do Centro Operacional C2: Ferramentas de Operação Diária do Centro Operacional C3: Especificação do Mecanismo de Cópias de Segurança (backup) C4: Modelos de Gestão do Centro de Operacional C5: Workshops de Transferência de Conhecimento (faltando C2 e C3) 3.3.6. Mecanismo de supervisão e monitoria de sistemas/serviços de Governo Electrónico Foram realizados encontros com instituições que possuem sistemas e serviços de Governo Electrónico e visitas de supervisão e monitoria dos Pontos de Entrega, que visavam essencialmente o levantamento de informações consideradas fundamentais para padronização/uniformização de procedimentos de contratação, implementação, operação e manutenção de serviços e sistemas de Governo Electrónico, e a obtenção de informação sobre o tipo de interacção de actores envolvidos nesta actividade (implementador, operador e supervisor), bem como a segurança e a qualidade da prestação de serviços. A figura abaixo ilustra o modelo de supervisão dos Pontos de Entrega de Serviços do Governo Electrónico. 29 Dos dados obtidos a partir do levantamento efectuado, foi possível obter as seguintes constatações o o o o o o o Existência de serviços de atendimento; Salas de servidores bem equipados, mas que não obedecem a todos padrões definidos; Sistemas centralizados; Falta de backup local; Relatórios a nível central; Não existem serviços online; Operadores são formados mas denotam deficiências no manuseamento do computador. 3.3.7. Alojamento de aplicações de grande porte (Turismo, Indústria e Comércio e Terras) na GovNET Estava previsto que fossem hospedados no Centro de Dados da GovNET o Sistema de Informação e Licenciamento de Actividades Turísticas (SiLTUR) e o Sistema de Informação e Gestão de Terras (SiGT), mas só foi possível hospedar o último por falta de condições técnicas. 3.3.8. Certificação Digital A certificação digital é um dos serviços prioritários no âmbito da Solução de Base para a Implementação do Governo Electrónico que, como é sabido, conta com um financiamento do Banco Mundial no âmbito do Projecto MEGCIP. O debate à volta da questão iniciou em 2012 e prosseguiu em 2013, tendo-se neste último se avançado com uma proposta de texto de diploma de criação, que no entanto não foi para além do nível de grupo técnico. 30 A certificação digital ou identidade electrónica do cidadão é um projecto estruturante e transversal à administração pública e ao cidadão. Este serviço visa fornecer uma forte autenticação para o cidadão e empresas, através de single sign-on por username /password e por certificado digital, e se espera venha a conhecer avanços no quadro da Lei das Transacções Electrónicas. Figura X: Estrutura Macro do Sistema de Certificação Digital do Estado 3.3.9. Assistência técnica ao MITUR, MIC e MINAG Os Ministérios do Turismo (MITUR) e da Agricultura (MINAG) implementaram os sistemas de Informação de Gestão das Actividades Turísticas (SiLTUR) e de Gestão da Terras e Títulos de Propriedade (SiGT), enquanto o da Indústria e Comércio (MIC) está a implementar o sistema de Plataforma Integrada de Prestação de Serviços ao Cidadão, igualmente conhecido por eBAU. O INTIC fez o devido acompanhamento e prestou a devida assistência técnica à implementação destas iniciativas, com destaque ao SiGT, em que participou nas auditorias de pré-instalação e garantiu a ligação de todos os pontos de atendimento com a GovNET, estando preparado para albergar a infra-estrutura tecnológica das cópias de segurança do projecto, no quadro de um acordo de nível de serviços, a assinar entre as partes. Em relação ao MITUR e ao MIC, o apoio do INTIC circunscreveu-se à actuação e participação na implementação da Plataforma Integrada de Prestação de Serviços ao Cidadão ou e-BAU, que se resume às seguintes actividades: o o Envio de técnicos do INTIC para formação em Cabo Verde; Lançamento do concurso para a aquisição de equipamentos de centros de dados para hospedagem do sistema do e-BAU e serviços complementares; 31 o o o o Preparação e participação no Workshop sobre o projecto e-BAU em Maputo; Elaboração de informes e participação nas sessões do Conselho de Ministros; Participação na visita de trabalho a Cabo-Verde; Participação nas sessões de trabalho com as áreas orgânicas em que o projecto e-BAU (DNTF, INSS, AT, MJ, CEDSIF, Migração) tem impacto 3.3.10. Padronização de Software da Microsoft 3.3.10.1. Padronização O Governo e a Microsoft Corporation têm um Acordo de Parceria Estratégica para o Fornecimento de Licenças de Software, ao abrigo do qual todas as instituições públicas devem beneficiar de licenças de produtos e soluções da empresa norte-americana, assim como de formação técnica especializada, para técnicos e responsáveis dos sectores de informática. Os valores negociados e acordados com a Microsoft dividem-se da seguinte forma: O valor referente ao Ano 1 foi pago, em Março de 2012, através do Projecto de Governo Electrónico e Infra-estruturas de Comunicação (MEGCIP), financiado pelo Banco Mundial. O pagamento do 2º e 3º ano ficaram sob a responsabilidade do Governo, através do Orçamento de Estado, tendo o referente ao Ano 2 sido pago em Junho de 2013. 3.3.10.2. Plano de distribuição de licenças Ciente de que as licenças adquiridas tinham que ser distribuídas às instituições beneficiárias em todo o país, o INTIC, baseando-se no número de funcionárias de cada província, fez uma divisão equitativa destas, da qual a Cidade de Maputo ficou com o maior número por razões óbvias, nomeadamente o seu potencial digital, como se pode ver na tabela: Território Total de Vinculações % Nº de Licenças Central 30,264 15.6 939 Niassa 11,505 6 357 Cabo Delgado 11,812 6 366 Nampula 20,837 10.7 646 Zambézia 21,984 11.3 682 Tete 12,993 6.7 403 Manica 11,871 6 368 Sofala 14,880 7.6 462 Inhambane 15,330 8 475 Gaza 14,017 7.2 435 Maputo Província 14,773 7.6 458 32 Maputo Cidade 13,172 Total 193,438 6.8 409 6.000 Para a implementação do 2º APE ficou acordado que o Governo teria acesso às seguintes quantidades de licenças: o o o Ano 1 [Abril de 2012 a Março de 2013]: 6.000 computadores Ano 2 [Abril de 2013 a Março de 2014]: 7.500 computadores Ano 3 [Abril de 2014 a Março de 2015]: 9.000 computadores Até Março de 2013, isto é, decorrido o primeiro ano de implementação do 2º APE, todas as 6.000 licenças tinham sido distribuídas nas instituições beneficiárias. De Abril a Dezembro de 2013 foram distribuídas mais 1.960 licenças, maior parte das quais para softwares de computadores de mesa. O gráfico acima demonstra o peso financeiro da distribuição de licenças e o respectivo custo, caso o Estado não tivesse estabelecido o Acordo com a Microsoft. Se cada uma destas instituições pagasse individualmente, o preço médio de US$187,75 (cento e oitenta e sete dólares americanos e setenta e cinco cêntimos), o custo do licenciamento seria 33 de US$2.564,278,75, isto é, o dobro do que foi pago no acordo, US$1.268.295,37, para o período 2012-2013. Para facilitar a intersecção entre o INTIC e os beneficiários das licenças, foi criado o Sistema Online de Gestão de Licenças, que no primeiro ano do seu funcionamento registou 33 instituições, que não precisaram de enviar pedidos de atribuição de licenças através de ofícios/ cartas. 3.3.11. Apoio à implementação e de páginas web institucionais Estava planificada a hospedagem de 10 novas páginas web sectoriais, tendo sido conseguidas na totalidade, que se seguem: # 1 Instituição Presidência da Reública URL da Página www.presidencia.gov.mz Observações Nova página 2 Ministério dos Combatentes www.mico.gov.mz Nova página 3 Instituto para o Desenvolvimento da Pesca de Pequena Escala www.idppe.gov.mz Nova página 4 Secretariado Técnico de Segurança Alimentar www.setsan.gov.mz Nova página 5 Instituto de Promoção de Exportações www.ipex.gov.mz Nova página 6 Ministério da Juventude e Desportos Atltasdesportivo.gov.mz Atlas sobre o Desporto em Moçambique 7 Direcção Nacional de Terras e Floresas www.dntf.gov.mz Nova página 8 Ministério da Indústria e Comércio http://cin.gov.mz Página de informações sobre Negócios, mantida pela MIC/ DASP 9 Procuradoria-Geral da República www.pgr.gov.mz Nova página 10 Administração de Infraestruturas de Água e Saneamento www.aias.gov.mz Nova página Até ao momento, estão hospedados no COG um total de 155 páginas web e 30 aplicações de instituições públicas. 3.3.12. Implementação da nova estrutura de gestão do Portal do Governo O Portal do Governo foi o primeiro passo rumo à materialização do Governo Electrónico em Moçambique, estando neste momento disponibilizada uma variada gama de informações 34 sobre o Governo e o sector público em geral, incluindo serviços e locais onde são prestados, e serviços de comunicação interna, nomeadamente o serviço do Sistema Centralizado do Correio Electrónico e a Intranet. Desde que foi lançado em 2006, o Portal do Governo esteve sempre sob a responsabilidade do INTIC, em todos os aspectos, no que se refere à tecnologia (actualizações, novas versões, segurança, entre outros) e conteúdo (notícias, fontes, etc), a partir de 2013, por reconhecer as responsabilidades do Gabinete de Informação (GABINFO) em matéria de informação e imagem do Governo, decidiu-se transferir uma parte de conteúdos para este órgão, cujo memorando de entendimento foi assinado no mês de Novembro. No quadro do memorando, as partes acordaram um plano de acção, que estabeleceu a ligação do GABINFO à Rede Electrónica do Governo (GovNET), o fornecimento de equipamento informático ao GABINFO e capacitação interna em TICs. 3.3.13. Implementação da nova estrutura do serviço de directórios do Governo, em Windows Server 2012 Foi implementado um serviço de directório do Governo baseado em Active Directory, em substituição do Open LDAP, que vinha funcionando desde 2004, tendo em vista os seguintes benefícios: o o o o Uma infra-estrutura comum à escala do Governo de Moçambique; Redução de custos de gestão; Uma plataforma que significa valor acrescentado para os serviços do Governo Electrónico. Gestão centralizada de máquinas e utilizadores na base de critérios de conformidade e uniformização. 35 3.4. Regulação e Estudos 3.4.1. Mobilização de fundos para aquisição de Unidades Móveis de TICs Em 2013, a direcção do INTIC decidiu empreender um projecto de aquisição de mais duas UMTICs na perspectiva de dar a melhor resposta ao objectivo do Governo, de massificar a formação do funcionário público em TICs, especialmente nos distritos, definidos com a para a base de planificação e desenvolvimento nacional. Pretende-se que as futuras UMTICs estejam baseadas nas províncias de Manica e de Cabo Delgado, para cobrir as regiões centro e norte do país, respectivamente. 3.4.2. Projecto de sala de Informática/ modelo Outra iniciativa importante do INTIC em 2013 foi a elaboração de um projecto de salas de informática/modelo nos distritos e nos centros de formação técnico-profissional, equipadas com computadores e aplicações de formação em TICs, para docentes, estudantes, membros dos Conselhos Consultivos Distritais, sociedade civil e operadores privados. Trata-se de uma sala de aulas para 30 alunos e igual número de computadores, incluindo uma sala de servidores e um pequeno armazém e um gerador de energia alternativo. 3.5. Capacitação institucional 3.5.1. Continuação da implementação dos sistemas informáticos do INTIC O programa de actividades da área de informática do INTIC focalizou as seguintes actividades: o Levantamento do equipamento Informático do INTIC o Instalação de Academias CISCO nos CPRDs o Aprovação e início de implementação do Plano tecnológico dos CPRDs o Aquisição de Software Informático para Recursos Humanos e Contabilidade 3.5.2. Inventário do equipamento do INTIC Esta actividade tinha como objectivo fundamental criar uma base de dados de equipamento Informático do INTIC. No património do INTIC figuram Computadores de mesa, monitores, Laptops, Tablets, iPads, Servidores, Impressoras, Fotocopiadoras, UPS, Scanners, Swithes, Routers, acessórios para Rede Sem Fios, entre outros. A maior parte deste equipamento encontra-se em funcionamento. O Inventário estabelece o mapeamento do equipamento por funcionários ou por Direcções/Departamentos. Esta actividade embora tenha tido um grau de implementação estimado em 80%, o principal constrangimento foi a não existência de nenhum documento que pudesse ser tomado como base. Outro constrangimento considerável é o facto de ser difícil destingir o equipamento adquirido no âmbito de projectos e dos fundos do Estado porque não existe nenhum registo feito. 36 3.5.3. Instalação de Academias CISCO nos CPRDs Foi feito o levantamento preliminar, que consistia na identificação do espaço físico (salas) nas instalações dos CPRDs, tendo-se constatado que Sofala, Nampula, Tete e Cabo Delgado possuem espaço físico para instalação de CISCO LABs, excepto Gaza. o o o o o Sofala já tem uma sala para o Laboratório CISCO reabilitada; Em Tete, o espaço proposto para Laboratório CISCO é uma parte da actual sala de formação; Em Cabo Delgado, propõe-se o uso de uma sala do edifício principal do CPRD caso o número de formandos por turma não ultrapasse 8; Em Nampula, a futura sala vai resultar de colocação de uma divisória na actual sala técnica; Em Gaza, não foi possível identificar espaço em condições para um Laboratório CISCO visto que não existe uma sala livre com condições, sendo a actual pequena. Em relação aos CPRDs de Niassa, Zambézia e Inhambane, importa referir que através de um concurso público, foram seleccionadas empresas para instalação dos laboratórios das Academias CISCO, fornecimento de equipamento e do material complementar. No geral, importa referir que foram produzidos os Termos de Referencia Padrão para a próxima fase que vai consistir na instalação de Academias CISCO nos restantes CPRDs. 3.5.4. Sistemas Informáticos do INTIC e CPRDs A nível do equipamento do INTIC, é importante referir que foi iniciada a uniformização dos Softwares em uso, com maior enfoque no Upgrade dos sistemas operacionais para Windows 7/8 e pacotes do Microsoft Office para 2013, podendo-se assumir que esta actividade tenha um grau de implementação estimado em 90%. 3.5.5. Plano Tecnológico dos CPRDs O Plano Tecnológico dos CPRDs tem como objectivo criar uma padronização de equipamentos e Softwares usados nos CPRDs para facilitar a gestão dos recursos envolvidos. No âmbito deste plano, foram realizadas as seguintes actividades: o Aquisição e distribuição de equipamento de comunicação Skype entre INTIC e CPRDs para a redução de custos de comunicação; o Instalação de Switch, Patch panels, Roteadores, Firewalls, Servidores de Monitoria em alguns CPRDs, faltando apenas Racks na sua maioria; o Início do processo de Uniformização de Softwares (Upgrade para Windows7/8 e Office 2013) especialmente para computadores usados pelos funcionários dos CPRDs, faltando apenas computadores de formação devido à limitação de Hardware. 3.5.6. Intranet do INTIC A nível da Intranet do INTIC, foram registados os seguintes avanços: o Aquisição de um roteador e dois pontos de acesso sem fio para garantir cobertura em todos gabinetes e salas do INTIC; o Aquisição de um LED TV para sessões de apresentação, um servidor de monitorização de rede; um servidor de segurança; Rede Sem Fio; um LCD TV; uma impressora e um computador transparente, entre outros. 37 3.5.7. Processo de institucionalização do INTIC 3.5.7.1. Nomeação da Direcção Geral do INTIC No quadro da institucionalização do INTIC, a Direcção Geral do INTIC foi nomeada em Julho de 2013 para dinamizar a implementação das actividades do INTIC. 3.5.7.2. Enquadramento dos Funcionários do INTIC O INTIC possuía funcionários que ingressaram na instituição, na perspectiva de fazer carreira na Administração Pública, sem a observância dos critérios estabelecidos pelo Estado para o recrutamento de pessoal na função pública, mas o vínculo não teve visto do Tribunal Administrativo, inclusive todos os funcionários do INTIC não efectuavam os descontos de reforma e nem beneficiaram de direitos de carreira. Contudo, com a aprovação do Decreto No. 31/2013 de 12 de Julho, pelo Conselho de Ministros, concernente a absorção dos agentes do Estado em situação regular e irregular, há condições para a regularização da situação dos referidos funcionários. 3.5.7.3. Representações do INTIC nas Províncias Nas províncias, foram estabelecidos os CPRDs como extensões do INTIC, que ainda não estão oficializados e, por esta razão, não têm orçamento, nem se quer para salários, sendo estes garantidos através do orçamento do INTIC. O funcionamento é garantido com receitas próprias. Em face desta situação, torna-se urgente proceder: o o À institucionalização dos CPRDs, criando-se as Delegações Provinciais do INTIC, tal como está preconizado nos Estatutos do INTIC; e Ao enquadramento de Pessoal do INTIC e das Delegações Provinciais. 3.5.8. Conselho Consultivo e I Retiro do INTIC 3.5.8.1. Conselho Consultivo O INTIC realizou o seu I Conselho Consultivo desde a sua criação, de 17 a 18 de Setembro no Chiuta Guest House, Bairro de Tchumane 1, Cidade da Matola, que foi seguido de um retiro, realizado de 19 a 20 do mesmo mês e local. De acordo com o Estatuto Orgânico do INTIC, o Conselho Consultivo do INTIC é um órgão através do qual se faz a planificação, a coordenação e o controle das actividades, com a participação dos CPRDs, focalizando nos seguintes aspectos: o o Apreciação conjunta de objectivos e metas a alcançar; Balanço de execução das actividades e dos orçamentos; e 38 o Aplicação uniforme, a nível central e local, das estratégias, metodologias e técnicas para a melhor prossecução dos objectivos corporativos. Como resultado do evento, foram aprovadas as seguintes decisões: Áreas Capacitação Infra-estruturas e CPRDs Governo Electrónico Decisões Identificar formas Melhorar a Os CPRDs devem melhorar a coordenação com de dar formação actualização Portais nas províncias do Governo a nível sem CPRDs provincial e distrital devem resolver problemas localmente, em através da coordenação com as delegações do MCT e sensibilização e CMCs; Formar 70 mil pessoas em 2014 Formar média de 50 mil pessoas por ano, a partir de 2015 Melhorar o articulação com os órgãos locais Retomar com Os CPRDs devem angariar fundos e dinamizar as TICS a nível local. Os CPRDs devem ter papel preponderante na implementação do Governo Electrónico nas de gestores de províncias conteúdos em Sofala, emissão de Zambézia, certificados sem Inhambane, Cabo descentralizar Delgado e Niassa. Juntar sinergias Implementar redes para alcance dos wireless nos distritos Objectivos do para serviços da Milénio e GovNet e oferecer o Programa sinal ao público Governo Como braço do INTIC nas províncias, os CPRDs urgência a formação processo de Quinquenal do as delegações provinciais do MCT Capacitar os CPRDs para descentralizar a Os CPRDs devem preparar-se para a actividade regulatória de TICs nas províncias Os CPRDs devem preparar espaços para instalações póprias; Os CPRDs devem fazer-se sentir nos distritos através de visitas regulares de trabalho; Os CPRDs devem fazer o levantamento do equipamento para a reposição Os CPRDs devem promover o marketing, a exemplo do de Niassa; Os CPRDs devem promover visitas de inspecção manutenção da rede nos sites e medir o nível de satisfação dos da GovNET clientes; Os CPRDs devem preocupar-se com a qualidade dos serviços que prestam; Os CPRDs devem reunir-se mensalmente com os colaboradores para prestação de contas e apresentar informes 39 Os CPRDs devem estar informados sobre os assuntos de TICs discutidos nas sessões dos Governos provinciais; 3.5.9. I Retiro do INTIC No I Retiro do INTIC participaram, para além da Direcção Geral de quadros do INTIC, representantes do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), Ministério de Planificação e Desenvolvimento (MPD), Ministério da justiça (MINJUST), Centro de Desenvolvimento de Sistema Financeiro do Estado (CEDSIF), Ministério da Função Pública (MFP), e outros convidados. O encontro foi caracterizado por debates abertos visando colher subsídios que orientem o INTIC na elaboração dos Planos Director e Estratégico, incluindo o debate sobre o papel do INTIC a médio e longo prazo; recolha de opiniões sobre as TICs e sobre políticas com impacto na governação electrónica em Moçambique, nesta era de convergência digital e de contribuições no quadro da regulação de TICs, partindo da experiência de casos de sucesso na região e no mundo, com enfoque na situação actual de Moçambique. Como resultados do evento, foram definidos os seguintes objectivos para a proposta do Plano Director de TICs para os próximos 10 anos na administração pública: Áreas Objectivos Capacitação Criação da capacidade humana Promoção de partilha e transferência de conhecimento no sector público Criação de habilidades para melhoria de prestação dos serviços públicos Acreditação de instituições de formação técnicoprofissional Infra-estrutura Apoio à criação e expansão dos pontos de acesso público às TICs (no âmbito da Política de Informática) Exercício de governação de TICs em Moçambique, no contexto da convergência tecnológica Racionalização e G. Electrónico Melhoria de eficiência e eficácia na prestação de serviços públicos Garantia de transparência e responsabilidade dos servidores públicos Acesso à informação para melhoria de actividades do Regulação Conformação do Quadro de Interoperabilidade, entre instituições públicas e privadas Informatização dos serviços nas instituições públicas. Fiscalização do cumprimento das normas das TICs. Estabelecimento de normas de segurança de 40 Promoção de inserção de TICs nos subsistemas de ensino Capacitação do INTIC para monitorar, avaliar, supervisionar e apoiar as instituições públicas Promoção da inclusão digital e redução de assimetrias regionais Garantia de adequação dos qualificadores e das carreiras profissionais Promoção e incentivo de talentos em TICS; Coordenação da capacitação em TICs na Função Pública 3.5.10. rentabilização de TICs, e potenciação de qualidade de serviços Priorização de investimentos em infra-estruturas de TICs Consolidação de Infra-estrutura de TI e seus Serviços (Data Center e serviços de cloud) Garantia de ambiente seguro de Transacções Electrónicas (PKI) Racionalização de custo de equipamento sector privado e simplificação da vida dos cidadãos integridade de sistemas informáticos. Estabelecimento de normas de provisão de serviços de Internet Licenciamento e acreditação de instituições de ensino técnicoprofissional na área de TICs Controle de qualidade de bens e serviços informáticos Capacitação de profissionais para análise forense aos sistemas de informática Bens e serviços A UGEA realizou vários processos de procurement para a contratação de serviços, bens e obras de empreitada. Grande parte destes concursos foi executada com base nos fundos do Orçamento do Estado e alguns com fundos da Cooperação Italiana e do Banco Mundial, respectivamente no âmbito dos projectos GovNet e MEGCIP. 3.5.10.1. Procurement de Bens Foi adquirido equipamento informático e de comunicações para a GovNET, especialmente para lacais propensos à ocorrência de descargas atmosféricas. Foram também adquiridas duas viaturas para o apoio à implementação das actividades diárias do INTIC. 3.5.10.2. Procurement de Serviços Foram contratados serviços de seguro para o equipamento do centro de operações da GovNET, fornecimento de combustíveis e lubrificantes, passagens aéreas, serviços de catering, produção de um vídeo institucional do INTIC, produção de materiais a serem disponibilizados por via electrónica e usados em campanhas de sensibilização sobre vários aspectos relacionados com as TICs para o cidadão. Foram também lançados concursos para a produção gráfica, edição e impressão de materiais informativos no âmbito dos eventos em que o INTIC participou, para a manutenção e reparação de ares condicionados, equipamento informático e tipográfico, e para aquisição de sistemas de contabilidade e de recursos humanos. 41 3.5.10.3. Procurement de Empreitadas No âmbito de empreitadas, procedeu-se à restauração e adequação do centro de operações da GovNET e do CPRD de Sofala. Foram igualmente lançados concursos para o afagamento do chão do INTIC e vedação do espaço do futuro CPRD de Maputo. 3.5.11. Visitas às províncias No âmbito de reorganização do sector de administração e finanças dos CPRDs, a Direcção Geral visitou as províncias de Sofala, Tete, Zambézia e Cabo delgado em missões específicas de acompanhamento e monitoria das actividades e tomar medidas para garantir o alcance dos objectivos planificados. Durante as referidas visitas, foram realizadas auditorias internas às contas dos CPRDs, referentes ao exercício fiscal de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2012, que incidiram sobre os seguintes aspectos: o o o o o o o o Receitas arrecadadas durante o exercício de 2012, Despesas realizadas com as receitas e transferências efectuadas pelo INTIC e pelos parceiros a favor de CPRD, Se os comprovativos de despesas realizadas estão de acordo com as normas e procedimentos aprovados na administração pública; Se as autorizações para adiantamentos estão devidamente preenchidas e aprovadas e se estão sendo cumpridos os prazos estabelecidos para prestação de contas; Se as contratações do pessoal a nível local estão sendo realizadas de acordo com as normas e procedimentos instituídos; Se a assiduidade está sendo controlada de acordo com as normas vigentes e se as justificações de faltas e atrasos estão aprovadas em níveis adequados; Se as faltas cometidas estão sendo encaminhados à contabilidade para se efectuarem os devidos descontos nos respectivos salários; Existência de estagiários, caso positivo, analisar se as actividades desenvolvidas pelos mesmos atendem as Normas e Legislação vigente. De um modo geral, as auditorias permitiram as seguintes constatações: o o o o o Falta de observação na íntegras das recomendações constantes do Manual de Procedimentos no tange à utilização das receitas dos CPRDs. Nalguns CPRDs há falta de uma organização adequada dos documentos de suporte das despesas realizadas o que não permitir a sua rápida consulta em caso de necessidade. Há uma inquietação generalizada de todos os trabalhadores dos CPRD’s , devido ao atraso que se verifica na regularização da sua situação como funcionários do Estado. Os CPRDs nunca se beneficiaram de um fundo do orçamento do Estado para apoiar a execução das suas actividades, criando destes modo alguns embaraços na contratação do pessoal para o normal funcionamento. Nalguns CPRDs, devido à insegurança que reina no seio dos trabalhadores, quando são admitidos passado pouco tempo abandonam o serviço a favor de outras instituições mais organizadas. 42 o A demora que tem-se verificado na emissão dos Certificados de Cursos tem comprometido de certo modo as actividades de formação, optando alguns formandos por abandonar a favor de outras instituições. 3.5.12. Cursos e workshops 3.5.12.1. Formação Técnico-Profissional dos Quadros do INTIC Para 2013, foram identificadas 10 acções de formação e de elevação das capacidades dos quadros do INTIC, seis das quais decorreriam dentro do país e as restantes no exterior, com a participação de 26 técnicos, conforme a tabela que se segue: # Actividades a Realizar 1 2 Enterprise Architecture Engenharia e Segurança de Redes (CCNP) 3 Implementing Cisco IP routing (Code: CI-Route) Implementing Cisco IP Switched Network (Code: CISwitch) Troubleshooting and maintaining Cisco IP Network (Code: CI-TSHOOT) NE-20410 Installing and Configuring Windows Server 2012 4 5 6 No. Part 1 Local Duração RSA 5 Dias 2 RSA 13 Dias 5 Maputo 5 Dias ITIL COBIT Capacitação no âmbito do Sistema e-BAU 3 3 6 5 Dias 5 Dias 3 Meses 7 8 9 Windows Server 2008 Curso sobre Programação em Ruby Engenharia e Segurança de Redes (CCNA) 3 1 Maputo Maputo Cabo Verde Maputo Maputo 2 RSA 5 Dias 10 Securing Network with CISCO Router and Switches (Code: CI-Secure) Deploying Cisco ASA solutions (Code: CI-Firewall) Procedimentos de Procurement 2 Bilene 5 Dias 1 Mês 2 Dias 3.5.12.2. Formação em Enterprise Architecture Esta formação decorreu na Africa do Sul, com a participação de um técnico. A Enterprise Architectura, ou seja Arquitectura Empresarial, é um tema bastante actual e crucial, e visa dotar profissionais da área de TICs com ferramentas analíticas para desenho e desenvolvimento de sistemas de informação, adequadas às necessidades reais de instituições. 43 3.5.12.3. Formação em Windows Server 2012 A formação prática em Windows Server 12, participaram cinco técnicos, com duração de cinco dias e teve como base os seguintes conteúdos: o o o o o Revisão do desenho inicial do Active Directory; Entrevistas com diferentes áreas de TI; Ajustes no desenho do AD baseados em entrevistas; Avaliação de opções migratórias; e Introdução ao Windows Server 2012; Como resultado, houve consolidação de conhecimentos sobre o Windows Server 2012 e estão melhor preparados para a sua implementação, tanto em ambiente de teste como de produção. 3.5.12.4. Formação em ITIL Esta formação decorreu em Julho de 2013 e participaram três técnicos. O objectivo principal da formação foi definir boas práticas para gestão de serviços de TICs e dotar os formando de ferramentas necessárias para implementarem as matérias administradas nas suas organizações para melhor e maior eficiência e eficácia de serviços. 3.5.12.5. Formação em COBIT Esta formação decorreu Julho, com a participação de três técnicos, tendo adquirido conhecimentos básicos sobre a Governação de TICs, incluindo uma componente de auditoria de sistemas. O COBIT, que significa Control Objectives for Information and related Technology, é um guia de boas práticas apresentado como um framework teste, dirigido para a gestão de TICs. O programa possui uma série de recursos que podem servir como modelo de referência de gestão de TICs, incluindo um sumário executivo, um framework, objectivos de controlo, mapas de auditoria, ferramentas para a sua implementação e, principalmente, um guia com técnicas de gestão. Esta ferramenta é recomendada por larga maioria de especialistas em gestão e institutos independentes, como meio para optimizar os investimentos em TICs, melhorando o retorno do investimento (ROI) e fornecendo métricas para avaliação de resultados (Key Performance Indicators - KPI, Key Goal Indicators - KGI e Critical Success Factors - CSF). No final da formação, os participantes foram submetidos ao exame de certificação e todos responderam. A importância destas certificações provêm do facto de conferirem maior credibilidade às actividades do INTIC, uma vez permitem monitorar e responder atempadamente aos problemas que surgirem. 44 3.5.12.6. Capacitação no âmbito do Sistema e-BAU Três técnicos participaram numa formação em Cabo Verde, de Janeiro a Marco, com objectivo de preparar pessoal para a administração do Sistema e-BAU, que visa informatizar os serviços dos Balcões de Atendimento Único. Numa primeira faze, o sistema abarca serviços de Licenciamento Industrial, Comercial e Simplificado, bem como pedidos de NUIT e abertura de empresa. O sistema será implementado nas Províncias de Maputo, Gaza, Sofala, Tete, Nampula, Cabo Delgado. Para o desenvolvimento do sistema conta-se com a parceria do Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSi), de Cabo Verde, e espera-se que até finais de Junho de 2014 entre em funcionamento, estando-se neste momento na fase de adquisição de equipamento para o Centro de Dados da GovNET, onde será alojado e administrado. 3.5.12.7. Curso sobre Windows 2008 Server Esta formação foi realizada no âmbito do Acordo de Parceria Estratégica (APE) entre o Governo e a Microsoft Corporation. O Windows 2008 Server é um Sistema Operativo de servidores da Microsoft, projectado para oferecer serviços e recursos para outros sistemas e computadores em rede. 3.5.12.8. Formação em Programação em Ruby Ruby é uma linguagem de alto nível para a programação de sistemas e, para esta formação, um técnico do INTIC participou no Summer School of Ruby on Rails 2013 (SSRoR13), que se realizou em Maputo. Com este curso o técnico pode elevar as suas capacidades de 45 desenvolver aplicações e sistemas nesta linguagem de programação porque serão de grande utilidade no futuro. 3.5.12.9. Formação em Engenharia e Segurança de Redes (CCNP) A CCNP, uma formação que teve lugar em Johannesburg, na África do Sul, com a duração de 13 dias, foi ministrada pela Torque-IT, tendo participado dois técnicos do INTIC. O objectivo desta formação foi dotar os técnicos da área de administração e segurança de redes de computadores com conhecimentos e habilidades necessárias para o roteamento e endereçamento IP na implementação de redes LAN e WAN, seguras e escaláveis, baseadas em equipamento CISCO. 3.5.12.10. Formação em Engenharia e Segurança de Redes (Implementing MPLS) Um técnico participou em Dezembro na África do Sul numa formação em MPLS (Multiprotocol Label Switching), que é uma tecnologia de comutação de pacotes utilizada para transportar pacotes de um ponto para outro, de uma forma rápida, com recurso a engenharia de tráfego, permitindo implementar a manipulação de tráfego que se adeqúe aos recursos de rede disponibilizados e minimizar situações de congestionamento. Com esta tecnologia, pode-se aumentar a confiabilidade da operação da rede com recurso a QOS (quality of Service). 3.5.12.11. Formação em Engenharia e Segurança de Redes (CCNA) Um técnico participou em Dezembro na África do Sul num curso que capacita para instalar, operar, configurar e administrar as redes LAN e WAN, baseadas em IPv4 eIPv6 no equipamento de Routing e switching da CISCO, bem como entender as tipologias de redundância e resolver problemas comuns relacionados com a rede IP, com roteamento estático e dinâmico (EIGRP e OSPF). 3.5.12.12. Formação em Procedimentos de Procurement Quatro técnicos participaram num curso organizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) com o objectivo de harmonizar os procedimentos de procurement e de tramitação de processos administrativos e financeiros em todas instituições subordinadas e tuteladas, para que todos os processos sejam executados de forma uniforme e obedeçam as normas de gestão e aquisição de bens e serviços do Estado. 3.6. Disseminação de TICs No âmbito da promoção e disseminação das TICs, o INTIC participou na FACIM e em outros eventos organizados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ministério da Função Pública (MFP) pelo Instituto de Formação em Administração Pública e Autárquica (IFAPA). 46 3.6.1. Participação na FACIM 2013 O INTIC participou na 49ª Edição da FACIM 2013, realizada de 26 de Agosto a 01 de Setembro, em Marracuene, onde fez a exibição das potencialidades e do papel das TICs no desenvolvimento nacional, através de demonstração de utilidade destas nas comunicações e serviços públicos. Antigo primeiro-ministro, Doutor Poascal Mucumbi, que foi um grande impulsionador das TICs no seu mandato, visitando o stand do INTIC Para além da tecnologia e serviços electrónicos, foram exibidos a revista MozTIC, panfletos de serviços oferecidos pelo INTIC no âmbito do Governo Electrónico, Unidade Móvel e CPRDs, entre outros. 47 3.6.2. I Oficina de Conhecimento em Administração Pública e Autárquica O INTIC participou também na exposição organizada pelo Instituto de Formação em Administração Pública e Autárquica (IFAPA), em Outubro na Machava, designada I Oficina de Conhecimento em Administração Pública e Autárquica, tendo exibido as potencialidades de TICs e do governo electrónico. Na exposição, o INTIC destacou a importância das TICs como instrumento importante para facilitar e melhorar o ambiente de prestação de serviços públicos ao cidadão na governação. Neste âmbito, foram apresentadas algumas soluções de Governação electrónica disponíveis, dentre as quais teve maior destaque o Portal do Governo. Foram feitas demonstrações de como aceder ao portal, como aceder aos seus conteúdos (nas categorias de: Governo, Documentos, Legislação, Informação, acesso a contas de email entre outros) e a importância destes conteúdos no dia-a-dia do trabalho de um funcionário público e do cidadão no Geral. A Ministra da Função Pública, Dra. Victória Dias Diogo, visitou o Stand do INTIC e elogiou a participação do INTIC na exposição. Em relação à GovNET, a MFP ficou feliz em saber que já estão ligados à rede electrónica do Governo 66 distritos e que, até ao final do ano, ter-se-á ligado mais 25 distritos. 3.6.3. XI Amostra Moçambicana de Inovação, Ciência e Tecnologias A participação do INTIC na XI Amostra Moçambicana de Ciência e Tecnologias, que teve lugar no recinto do Centro Internacional de Conferencias Joaquim Chissano, em Novembro, baseouse na demonstração de potencialidades de TICs. Neste evento, foram expostos os conteúdos habituais das exposições do INTIC, destacando-se a Unidade Móvel de TICs, que durante a amostra deu uma acção de formação a 59 jovens, dos quais 3 funcionários públicos, 24 membros da sociedade civil, 32 estudantes. 3.6.4. Publicações do INTIC (página web, revista MozTICs e Newsleter) O INTIC tem duas publicações regulares, a página web e a revista MozTICs, mas em 2013 ensaiou uma newsletter mensal, que por razões técnicas morreu ao terceiro número, porque a GovNET não está preparada para distribuir tal género de documento. Neste momento, as duas publicações (a página web e a revista MozTICs) são as que marcam a presença do INTIC no mercado. Ambos produtos apresentam problemas específicos: a página ainda em construção e a revista em acerto de regularidade. A página, para além do arranjo a nível do layout que a tornou mais atractiva, é mais informativa em termos de notícias e actividades do INTIC, enquanto a revista procura explorar a atracção do grafismo e a análise informativa. A média de actualização noticiosa da página foi de duas notícias por mês, um rácio bastante razoável se tivermos em conta que 2013 foi caracterizado por muito indeterminação, um ano focado na organização interna. Esta actualização noticiosa foi, mesmo assim, positiva se 48 comparada com a das actividades em geral que cujo tratamento requer maiores habilidades técnicas. A revista MozTICs não era publicada desde 2008 por motivos organizacionais, tendo o seu reinício nesta segunda metade do ano sido coroado de sucesso, não só pelo facto de aquela edição ter esgotado, mas sobretudo por ter coincidido com o amadurecer do processo de implementação do INTIC. Para além de cobertura regular de eventos e actividades do INTIC, foi feita publicidade redigida sobre as iniciativas em curso com vista a introdução de serviços públicos electrónicos a serem prestados via web. O INTIC mantém anúncio publicitário sobre o grau de satisfação dos utentes dos BAUs através de mecanismo electrónico no jornal de distribuição electrónica chamado “Mercados” a troco de uma assinatura anual. 3.6.5. Produção de panfletos e posters Foram produzidos panfletos e posters dos seguintes projectos de áreas de actividades: o o o o o o Rede Electrónica do Governo (GovNET) Portal do Governo Formação em TICs CPRDs Unidade Móvel INTIC Todos estes materiais já vinham sendo produzidos em anos anteriores, com a excepção do panfleto do INTIC que foi pela primeira vez. Juntamente com a revista MozTICs, os panfletos foram usados como materiais de exposição em quatro eventos em que o INTIC participou, nomeadamente a FACIM, a Conferência Nacional da Função Pública, o IFAPA e a Mostra da Ciência e Inovação. Até agora, 2013 foi o ano em que o INTIC bateu recorde em termos de participação em eventos. 3.6.6. Realização de programas de e promoção das TICs Para além do programa tecnologia, que tem um carácter regular vai ao ar às Terças-Feiras, com repetição às Quintas-Feiras e aos Sábados na TVM, foi iniciado um programa igual, também com carácter regular, na Rádio Moçambique. De realçar que o programa tecnologia resulta de parcerias entre a TVM, o INTIC e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). 3.7. Actividades programadas mas não realizadas 3.7.1. Redundância de comunicações com a operadora Movitel Por causa da instabilidade do serviço de conectividade da TDM oferecido no âmbito do projecto GovNET, o INTIC viu-se obrigado a procurar soluções alternativas de serviços de comunicação, de modo a salvaguardar o funcionamento da rede e a disponibilidade dos referidos serviços. Foi assim que se realizaram várias pesquisas de comunicações e se avançou 49 com uma proposta de solução alternativa, que entretanto não produziu efeitos porque a empresa apareceu com novas ideias sobre como vai ultrapassar o problema. 3.7.2. Ligação de 100 instituições distritais à GovNET Esta actividade não foi executada porque, quando tudo indicava que se ia realizar, chegou-se à conclusão de que não havia condições técnicas. 3.7.3. Aprovação e implementação do Plano Tecnológico dos CPRDs O Plano Tecnológico dos CPRDs tem como objectivo principal a introdução de um modelo padrão da infra-estrutura tecnológica e de recursos informáticos nos CPRDs, a fim de conferir uma maior capacidade técnica aos centros, facilitar a gestão do parque tecnológico e a manutenção dos sistemas informáticos locais. O início de implementação do plano não só pressupunha a sua aprovação mas também o desencadeamento de vários processos de aquisição de recursos a nível provincial. Tais processos não foram desencadeados por razões de vária índole, com destaque para a falta de capacidade local de conduzir processos de aquisição de bens e serviços. Não foram também realizadas as seguintes actividades da área de Governo Electrónico: o Implementação de uma plataforma Web para promover a interacção entre o Governo e o cidadão (inquéritos, debates e opiniões); e o Recolha de dados junto das instituições públicas para alimentar o Observatório de TICs. 4. Orçamento global do INTIC Em 2013, o INTIC teve um orçamento total de 461.289.312,64 MT (quatrocentos e sessenta e um milhões e duzentos e oitenta e nove mil e trezentos e doze quatro meticais e sessenta e quatro centavos) para a execução das suas actividades, que se segue: Tabela: Fontes de financiamento das actividades do INTIC em 2013 No. Agregados Orçamentais Dólares (USD) Euros (€) Totais (MT) 1. Orçamento do Estado 2. 237.205.390,00 Governo da Itália para o projecto GovNet( Saldo de 2012) 3. [Projecto – MEGCIP p [ p 1.210.950,65 6.176.403,33 41.465.866,92 182.618.055,72 50 Totais 6.175.403,33 1.210.950,65 461.289.312,64 9% Projecto GovNet- (Saldo de 2013) Projecto MEGCIP 51% Orçamento do Estado 40% Gráfico 1: Fontes de financiamento global das actividades do INTICT Para 2013, o INTIC tinha inscrito, na componente externa, um valor de € 1.169.667,00, referente à terceira tranche do projecto GovNET, que não chegou a ser disponibilizado. Nove por cento deste valor corresponde ao saldo transitado de 2012. A tabela que se segue mostra a composição do Orçamento do Estado alocado ao INTIC: Tabela 1: Distribuição do OE No. Agregados Orçamentais Totais (MT) 1. Orçamento Funcionamento 36.538.880,00 2. Comunicação’ Banda Larga 90.000.000,00 3. Investimento Interno 60.652.140,00 4. Licenças da Microsoft 50.014.370,00 Totais 237.205.390,00 51 Licenças Microsoft 21% Investimento Interno 26% [CATEGORY NAME] 16% Comunicação Banda Larga 38% Gráfico 2: Distribuição do financiamento pelo OE O valor de 237.205.390,00 MT (duzentos e trinta e sete milhões e duzentos e cinco mil e trezentos e noventa meticais), do OE alocado ao INTIC, teve a seguinte distribuição: o o o 90.000.000,00MT, cerca de 38 porcento, foi para o funcionamento; 38.615.145,43MT, 17 por cento, foi para a Banda Larga da TDM, gerido a partir do INTIC no quadro do Sistema Centralizado do Correio Electrónico do Governo e da Internet da GONET, uma medida que resultou na melhoria de qualidade de serviços e numa grande poupança nos gastos públicos; e 50.014.370,00 MT, correspondentes a 21 por cento, foram para licenças de Microsoft Corporation, no âmbito do uso uniformizado de software de desktop e servidores do Estado. 4.1. Fundos do orçamento do Estado Item I II III Designação da despesa Despesas com o Pessoal Salários e outras despesas do Pessoal Ajudas de Custo dentro do Pais Ajudas de custo fora do País Outras Despesas Com o Pessoal Bens Combustíveis e Lubrificantes Material de Reparação de Imoveis Material não Duradoiro de Escritório e Consumíveis Outros bens duradoiros Maquinaria Equipamento e Mobiliário Material de Consumo para Informática Material de Reparação de Equipamento Outros Bens de Consumo Serviços Importância –MZM 11,632,087.50 9,859,722.00 1,291,840.00 450,848.00 29,677.50 6,812,937.68 1,075,846.32 143,630.18 616,822.50 567,030.18 3,375,000.00 135,030.14 899,578.36 1,324,474.70 190,453,934.79 52 Comunicações (banda Larga) Comunicações (Microsoft) Manutenção e Reparação de Instalações Manutenção e Reparação de Equipamento Manutenção e Reparação de Veículos Passagens dentro do país Passagens para fora do país Renda de Instalações Transporte de Carga Seguros Representação Outras Despesas Total 128,615,145.43 49,121,749.99 1,659,822.96 468,158.83 117,754.22 1,659,828.00 350,000.00 1,239,502.41 107,710.00 291,308.92 153,490.00 6,669,464.03 208,898,959.97 De ferir que uma parte de cativo obrigatório, 11.404.610,00MT, foi usado para reforçar a verba de pagamento das licenças da Microsoft, tendo transitado, para 2014, um saldo devedor de 46.079.607,36MT a favor da TDM, para o aluguer de circuitos de banda larga. Esta dívida deverá ser paga pelo fundo de 2014, com todas as implicações que daí provirão na gestão do orçamento do INTIC, pois a estimativa dos custos acumulados deste serviço em 2014 sobem para cerca de 144.000.000,00MT. Em resumo, segue-se o grau de execução orçamental do OE em 2013, aproximadamente de 88 por cento, conforme o demonstra o gráfico abaixo: 6% 3% 91% Despesas com pessoal Bens Servicos Gráfico 3: Distribuição das despesas do Orçamento do Estado em 2013 53 4.2. Fundos de projectos Financiados por Parceiros Internacionais 4.2.1. Projecto GOVNET Da segunda tranche do Governo Italiano para o projecto GovNET, transitou de 2012 para 2013, num valor de €1.210.950,65, ou seja 41.465.866,92 MT, tendo sido utilizados apenas €997.302,19, correspondentes a 87 por cento, conforme a tabela se segue: Tabela 13: Despesas do Orçamento do GovNET Linhas Orçamentais I. Salários do Pessoal Orçamento Euros (€) Mt Gastos Euros (€) % Execução 102% Mt 714,442.65 24,405,360.76 726,019.21 26,207,992.00 330,240.00 11,278,895.48 196,008.76 7,058,275.29 0 0 II. Equipamento Informático 59% III. Aplicações 15,000.00 512,250.00 IV Formação 0 0 36,000.00 1,229,760.00 40,000.00 1,366,400.00 27,563.17 992,549.70 4,900.00 176,449.00 4,900.00 176,449.00 20,000.00 683,000.00 42,600.00 1,534,026.00 V. Despesas Gerais VI Formação pela Unidade Móvel VII. Vários 0% 0% 69% 100% 0 0 VIII. Revisão Contabilística 0% 100% 42,600.00 1,534,026.00 X. Despesas patronais 3% 7,768.00 279,725.68 211.05 7,600.00 82% Total 1,210,950.65 4.2.2. 41,465,866.92 997,302.19 35,976,891.99 Projecto MEGCIP Em 2013, o projecto MEGCIP disponibilizou um valor de USD 6,176,403.33, dos quais foram gastos apenas USD 1.01207256, ou seja 17 por cento, conforme a tabela que segue: Descrição Mt USD Ajudas de Custo Fora de País 248,204.55 8,264.88 Passagens Fora do País 3,218.04 96,670.00 Outras Despesas com publicações de anúncios no jornal 2,362.84 70,761.60 Curso de Formação de técnico do INTIC 6,405.67 192,426.41 Equipamento 492,456.30 54 14,787,894.39 SEACOM-Repartição de Finanças 2,518,008.67 84,667.41 Sandra Barbosa Camelo 150,200.00 5,000.00 Seacom , Capacidade Internacional 2,707,697.15 Serviços de Consultoria 9,593,268.96 Total 30,365,131.73 89,926.84 319,770.58 1,012,072.56 5. Grau de realização do programa, constrangimentos e perspectivas Do conjunto das actividades programadas para 2013, apenas cinco não foram cumpridas, o que significa que o nível de execução programa de actividades é satisfatório, apesar de o incumprimento ter também afectadas actividades do PES. Este incumprimento não as metas finais do quinquénio porque, em todas as frentes, esforços estão a ser envidados para recuperar resultados perdidos em 2014, como é o caso, por exemplo, do projecto GovNet, porque é o ano que termina a sua extensão aos distritos, prevendo-se que até estejam quase todos eles ligados. Um aspecto importante de 2013, é o facto de, este ano, finalmente a ter sido nomeada a Direcção Geral do INTIC e aprovados instrumentos básicos que doravante vão permitir um funcionamento normal da instituição, designadamente o estatuto orgânico e o quadro do pessoal, pese ainda a falta do regulamento interno e das Delegações Provinciais do INTIC. Um olhar pelo passado e pelo presente, de forma holística, permite avaliar o programa de actividades de 2013 como positivo na medida em que neste ano foi possível consolidar os ganhos acumulados em mais de uma década de implementação da política de informática do Governo, designadamente no que se refere à conectividade das instituições da administração pública à plataforma comum de comunicação do Estado e à consolidação das várias iniciativas de informatização de serviços públicos, das quais se destacam: o o o o o Sistema de Administração Financeira do Estado Sistema de Registo e Identificação Civil; Sistema de Registo e Licenciamento de Entidades Legais e Facilitação empresarial; Sistema de Gestão de Terras e Títulos de Propriedade; e Sistema de Integração Horizontal dos Governos Locais. A nível de harmonização dos sistemas, visando a construção de um verdadeiro Governo Electrónico em Moçambique, há também ganhos a assinalar em 2013 com a implementação da Solução de Base para Desenvolvimento do Governo Electrónico, com destaque para a Plataforma de formulários electrónicos e pedidos de DUAT Online, num pacote que inclui: o Plataforma de pagamentos electrónicos de serviços do Estado 55 o o Identidade electrónica do cidadão Plataforma de Pedido de Certidões Online Em função dos sucessos e fracassos do programa de actividades de 2013, foram definidas as directrizes do programa de actividades para 2014, privilegiando os seguintes aspectos: Área de capacitação em TICs: o Prosseguimento das iniciativas em curso de massificação de TICs através dos CPRDs e utilização das Unidades Móveis de TICs nos distritos. Área de Infra-estrutura e Acesso: o Prosseguimento da expansão de conectividade a todos os distritos do país e órgãos da administração pública em geral o Prosseguimento das acções em curso com vista a melhoria do desempenho da GovNET o Prosseguimento do trabalho conjunto com a CDSIF para a harmonização das redes da GovNET e do e-SISTAFE; e o Conclusão do projecto de aumento da capacidade do Centro Operacional da GovNET para o alojamento de páginas e aplicações. Áreas do Governo Electrónico, Regulação e Estudos: o Prosseguimento do trabalho de expansão da cobertura do Sistema Centralizado do Correio Electrónico (SCCE) do Estado e dos portais do governos distritais o Revisão da Política de Informática e elaboração do Plano Director de TICs no sector púbico o Realização do II Inquérito Nacional. 56