XIII JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – JEPEX 2013 – UFRPE: Recife, 09 a 13 de dezembro.
APLICABILIDADE ALTERNATIVA PARA O ENSINO DO
PROCESSO FOTOSSINTÉTICO EM SALA DE AULA
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Vanessa Kelly Rodrigues de Araújo 1, José Alberes Santos da Cunha 2, Danielle Melo dos Santos3, Jonathas Lins de
Souza 4, Eduardo Pereira Duarte da Silva 5, Argus de Almeida Vasconcelos 6
Introdução
As pesquisas em ensino de ciências vêm apontando uma necessidade de métodos inovadores que ofereçam um
ensino mais qualificado com oportunidades para que o aluno seja mais atuante, a fim de ampliar seus conhecimentos,
tornando-os agente do seu próprio aprendizado. Um desses métodos inovadores são os modelos didáticos, cuja sua
utilização auxilia a compreensão e o aprendizado do conhecimento, estimulando a curiosidade e a participação efetiva
dos alunos durante a aula (ORLANDO et al., 2009).
O ensino de conteúdos da botânica, que já foi tratada de forma sistemática e tradicional, e que devido a estes
métodos muitos alunos possuem dificuldades de assimilação dos conteúdos desta área, vem ganhando inovações na
metodologia de ensino em colégios e universidades, por meio de práticas pedagógicas que auxiliam o ensinoaprendizagem dos conteúdos possibilitando que o interesse pela área de botânica aumente gradativamente.
(KAWASAKI; BIZZO, 2000; SANTOS; CECCANTINI, 2004; GHELLERE et al, 2006; FALCO E WERNECK,
2008).
Considerando a dificuldade de muitos alunos na compreensão dos conteúdos, especificamente o da fotossíntese, o
presente trabalho buscou proporcionar um novo recurso didático que ilustrasse o processo de fotossintético do vegetal
em sala de aula, a fim de tornar as aulas mais atrativas, facilitando assim a visualização e a compreensão do processo
biológico abordado durante as aulas relacionadas com o conteúdo de botânica. (KAWASAKI E BIZZO, 2000;
SANTOS E CECCANTINI, 2004).
Material e métodos
Informações gerais
O presente trabalho foi desenvolvido com um grupo, precisamente de 15 estudantes da rede públicas de ensino do
município de Abreu e lima, Pernambuco, entre o sétimo ano do ensino fundamental e o primeiro ano do ensino médio,
para que os mesmo avaliassem o recurso didático produzindo, relatando o alcance do seu objetivo como auxiliador na
construção do conhecimento durante aulas de fotossíntese.
Produção do material didático
O material didático foi confeccionado, com o auxilio de bibliografias com informações e imagens ilustradas a cerca
do conteúdo da fotossíntese, utilizando os seguintes materiais: folhas de E.V.A. coloridas, missangas, elásticos e velcro
dupla fácil. Com a pretensão de representar as seguintes figuras: uma árvore, uma folha, confeccionadas apenas com
EVA, um mesofilo, uma célula vegetal e um cloroplasto, confeccionado por meio de imagem das próprias figuras,
disponíveis na web; O cloroplasto também foi confeccionado em tamanho maior, utilizando as missangas e elástico para
representar a membrana plasmática do cloroplasto, além de folhas de EVA, utilizadas para representar o cloroplastos e
suas proteínas, disponíveis na membrana plasmática, e por fim a grana, o granum e a estrutura de um tilacóide ,
produzidos com EVA e fita velcro dupla fácil.
Aplicação do material didático
Inicialmente, realizou-se um debate, a fim de, obter informações sobre o conhecimento prévio dos alunos, para
identificar se necessitaria de realizar uma introdução do conteúdo abordando os principais tópicos: fotossíntese; as
partes do vegetal, a estrutura da célula vegetal, e organelas envolvidas nesse processo, por meio de um roteiro e slides,
contendo imagens e vídeos, além de plantas e vários tipos de folhas para auxiliar na aula.
Em seguida sugeriu-se que os alunos manipulassem o modelo didático de acordo com os conhecimentos prévios e/ou
construídos durante a aula, por meio da mediação do professor. O modelo didático é composto por tabuleiro com
figuras: árvore, folha, mesófilo, célula vegetal, cloroplasto, granum, grana, tilacóides, para facilitar a visualização dos
estudantes. E cartas com a função de cada uma das figuras de modo a realizar os encaixes com suas respectivas funções,
e partirá da figura da árvore ate chegar à estrutura do tilacóide, de modo aos estudantes traçar o caminho do
1
Primeiro Autor é Aluno do programa de pós-graduação da Botânica, Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco. Rua
Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos - CEP: 52171-900 - Recife/PE. E-mail: [email protected]
2
Segundo Autor é Aluno da Licenciatura plena em ciência biológica do Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco. Rua
Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos - CEP: 52171-900 - Recife/PE.
3
Terceiro Autor é Autor é Aluno da Licenciatura plena em ciência biológica do Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de
Pernambuco. Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos - CEP: 52171-900 - Recife/PE.
4
Quarto Autor é Autor é Aluno da Licenciatura plena em ciência biológica do Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de
Pernambuco. Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos - CEP: 52171-900 - Recife/PE.
5
Quinto Autor é Autor é Aluno da Licenciatura plena em ciência biológica do Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de
Pernambuco. Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos - CEP: 52171-900 - Recife/PE.
6
Sexto Autor é Professor Adjunto do Departamento de Biologia, Universidade Federal Rural de Pernambuco. Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n,
Dois Irmãos - CEP: 52171-900 - Recife/PE. E-mail: [email protected]
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macroscópico ao microscópico, estimulando eles a conhecer as partes e estruturas das plantas, macroestruturas e
microestruturas, envolvidas no processo da fotossíntese.
Analise dos dados
Assim de acordo com o desenvolvimento cognitivo do aluno, durante a atividade, podemos avaliar a eficácia do
modelo didático como um recurso pedagógico auxiliar nas aulas de fotossíntese. E por meio de um debate com os
estudantes sobre questões envolvendo a importância da fotossíntese para o nosso dia-a-dia, avaliamos o conhecimento
construído durante a atividade com o modelo didático.
Resultados e Discussão
A partir das respostas dos alunos, durante o debate inicial, foi possível observar o conhecimento prévio dos
estudantes a cerca do conteúdo fotossíntese, sendo observando a necessidade de uma introdução a cerca do assunto,
após uma breve explanação do conteúdo, iniciou-se outro debate, e solicitamos que eles expressassem o que haviam
absorvido, ate o momento. Todavia, através das respostas dos estudantes percebemos que eles estavam apenas repetindo
pequenos trechos do que havíamos comentado durante a explicação, em alguns casos sem ordem cronológica, mesmo os
estudantes que já haviam entrado em contato com o assunto na vida escolar, não continham uma ideia construtiva a
cerca do assunto (Figura 1). Em seguida, os estudantes tiveram o primeiro contato com o modelo didático, solicitamos
que eles explicassem o assunto que havia sido introduzido utilizando o modelo didático, e obtemos as seguintes
respostas, no geral, “Tem a árvore, que absorve água pela a raiz e luz e ar sujo (CO2) pela folha, tudo isso passa pelo
tecido da folha, onde tem varias células dentro delas têm o cloroplasto, onde ocorre a fotossíntese, que transforma tudo
que absorveu em alimento para a planta (glicose) e devolve para nos ar limpo (O2)” (Figura 2). No entanto, foi
perceptível a existência de dificuldade na compreensão da figura representativa do cloroplasto e seus componentes,
granum, grana, tilacóides. Contudo a palavra “cloroplasto”, não era nova para eles, a maioria mencionou que já tinham
ouvido falar, anteriormente, mas não reconheciam a forma da sua estrutura.
Diante das respostas obtidas, durante a atividade, foi possível identificar a construção do conhecimento com o
uso do modelo didático. Assim, a elaboração de modelos didáticos buscou promover uma aprendizagem mais
significativa e contextualizada, proporcionando aos alunos momentos de reflexão e também de criação. Ficando
evidente a contribuição do modelo didático para a melhoria da qualidade da aprendizagem, proporcionando aos alunos
um ensino de ciências de forma mais atraente e significativa.
Vale salientar que a utilização deste modelo foi de grande valia, pois se percebeu o grande interesse dos
estudantes pelo o assunto e através de suas explicações finais identificamos suas percepções acerca da importância da
fotossíntese não só para as plantas mais também para nossas vidas.
Agradecimentos
Agradeço ao grupo de alunos que concordaram em participar do desenvolvimento do trabalho, ao professor Argus de
Almeida Vasconcelos que orientou a escrita desse trabalho.
Referências
FALCO, J.R.P.; WERNECK, M.L.M. Modelo didático para estudar os processos energéticos fotossíntese e
respiração celular: processos e energéticos fundamentais para a manutenção da vida no planeta. Paraná: Programa de
Desenvolvimento Educacional/SEED, 2008. 22p. Trabalho de conclusão de curso.
GHELLERE, P.; CASTRO, F.F.; JUSTINA, L.A.D. 2006. Painel da fotossíntese: um recurso didático para ensinar
botânica. In: Encontro Regional Sul de Ensino de Biologia, 2/ Jornada de Licenciatura em Ciências Biológicas da
UFSC, 3, 2006, Florianópolis. Anais II EREBiosul Florianopolis: SBEnBio, 2008.
KAWASAKI, C.S.; BIZZO, N.M.V. Fotossíntese: um Tema para o Ensino de Ciências? Conceito científico em
destaque. Revista Química na escola, n. 12, 2000. <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc12/v12a06.pdf.
ORLANDO, T.C.; LIMA, A.R.; SILVA, A.M.; FUZISSAKI, C.N.; RAMOS, C.L.; MACHADO, D.; FERNANDES,
F.F.; LORENZI, J.C.C.; LIMA, M.A.; GARDIM, S.; BARBOSA, V.C.; TRÉZ, T. DE A. Planejamento, montagem e
aplicação de modelos didáticos para abordagem de biologia celular e molecular no ensino médio por graduandos de
ciências biológicas. Revista brasileira de ensino em bioquímica e biologia molecular. n.1, p. 1-17, 2009.
<http://www.sbbq.org.br/revista.
SANTOS, D.Y.A.C.; CECCANTINI, G. Propostas para o ensino de botânica: manual do curso para atualização de
professores dos ensinos fundamental e médio. SALATINO, A. et al.(Org.). São Paulo: Universidade de São Paulo,
Fundo de Cultura e Extenção, Departamento de Botânica, 2004. 47 p. (Projeto de Cultura e Extensão).
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APÊNDICES
Figura 2. Modelo didático
Figura 1. Estudantes manuseando o modelo didático
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