e. consequentemente.
tificiais.
cria~ao
Entenda-se:
lexica,
de inicio,
guistica,
em linguagens
Ana Rosa Gomes
CABELLO
Depto
Ciencias
Humanas
FAAC
- UNESP
especiais,
nao sac artificiais
mas nos seus empregos.
so sao utilizadas
Bauru
parasitas
nos seus
Sao
-
e ar-
modos
especiais
porque,
por uma parte da comunidade
que, posteriormente,
podera
vir usa-las
de
lin-
com frequen-
cia; e, parasitas, por nao irem alem do vocabulario.
A transposi~ao
da comunidade
lingurstica
de necessidades
quanta
0
neologismo
ao desportista
a
expressividade,
ate,
a
identidade
0
filosoficas
uma forte
linguisticas
tendencia
de subcultura,
e informativas.
E~
ao desenvolvimen-
i injuria,
afetiva,
alem
influencia
informativa
da giria pode estar
aliado
ao sigilo, ou,
para
nao satisfazem
surge,
0
sociedade,
ao elaborar
em que vivem
suas
por parte destas
desprezo,
inclusive
evidenciando-se,
seu proprio
utilizado
para caracterizar
ticulares
de pensar
e de agir ou para nomear
para uma comunica~ao
determina
necessidades
comunidades,
da linguagem
assim,
a expressao
de modos
atividades
mais eficaz.
u-
uma atitude
meio de comunica~ao
guistica:
ficas, servindo
a
e ao da veicula~ao
e a sociedade
e vivenciais,
sada por aquela
para
grupal.
Como a cultura
das comunidades
para atender
surgimento
descarga
esta aliada
tecnologicas
pode surgir
de um pais para outro;
e do neologismo,
de origem,
ps~co-sociais,
to tecnologico,
a
da giria
lin
paE
expecI
de uma mesma
ciencia,
de uma mesma
tecnica,
de um mesmo espor-
te, etc.
Os meios
responsaveis
de comunica~ao
pela populariza~ao
maior de neologismos
riencia - depende
cio-cultural.
utiliza~ao
do confronto
de termos
de';
socio-linguistico
final do jogo';
tista, como
porte marcadamente
"lobby"
popular,
ainda, para se ctiar
formas
sao
difusao
dada
verus
exp~
aspecto
so
cristaliza-se
na
"match
• 'quando a bola passa
em que ele corre ate a
co~ efeito
jogo de tenis.
0
A
• 'parte do jogo';
ou no momenta
"top spin" • 'batida
sempre,
que dominam
estrangeirismo
(como "set"
por cima do jogador,
quase
dos neologismos.
- entre os falantes
0 prestigio
point" • 'ponto
de massa,
na bola')
Em contrapartida,
e acentuada
em esporte
eli
no futebol,
es-
a tendencia
concorrentes,
re-
ou para
do tipo "tiro",
0
"ti-
ro-livre".
o
conceito
sentido restrito,
0
giria, carater
determinada
e identifica~ao
conceito
aos nao iniciados
pode ser
isto e, de linguagem
trumento de defesa
apresentar
de jargao
fechado.
posi~ao
Neste
Reflete
social.
de giria,
marginal,
de um grupo.
de linguagem
no grupo.
0
artificial,
aspecto,
sociais,
com grupos profissionais
(da mesma
forma que
caliza na giria,
nalismo,
a maior
parte
da publicidade
tecnica
e da propaganda.
tambem,
como
0
a
por ostentar
e giria
enquanto
e
aquele
neologismo).
dos estrangeirismos
mas na linguagem
ins-
incompreensivel
entre jargao
com grupos
Assim,
Pode,
apresenta,
que esta se correlaciona
seu
fechada,
certo pedantismo,
A distin~ao
em
nao se
dos esportes,
10-
de JOE
Em 1980. com
cedeu-se
ao levantamento
0
in{cio
Ira-Iraque.
•
2 em Jorna1s
•
.
de neolog1smos
ra se testar a vulgariza~ao.
nalS.
do conflito
pro-
d a epoca
3•
ou nao. de termos de g{ria margi-
je~ao de entorpecente';
"Hina"
te' (eate termo. hoje.
uma corruPtela
aendo utilizado
de "m~nina";
perda do eatigma
3. termoa
eata
• 'mulher que austenta
fosse
da
grupal);
eapecIficos
de giria:
'documento
falao para
ga'; "carambola"
"arrepiar"
aplica~ao
regiatrados
em dicionirios
• 'agitar';
"babilaque"
de golpe';
"batifundo"·
• 'pr-isao de todoa os membroa
• 'ladrao';
"congesta"
e, num itimo dar voz de pris.o';
pifia';
como ae
iato i a prova
na verdade,
(208) que ao ae encontram
Iha'; "chorro"
aman-
da
quadri-
• 'chegar de
"vomitar"
'br.!
repente
• 'falar com em-
etc.
co" • 'negocio';
"fogo"
cerimonia';."moco"
• 'aposta';
"lacrar"
• 'esconderijo';
"regar" • 'interrelacionar-se
• 'falar
"recueta".
com diplomacia';
sem
'recuada';
"~ltimos"
'dinheiro'.
Alem dessa
primeira
fase, a pesquisa
de campo
deu
respostas as perguntas:
A que termos sao conhecidos
e utilizados
B que termos saG conhecidos.
mas nao utilizados
C que termos saG desconhecidos
Foi. justamente.
mou que
0
0
ca marcante
0
cariter
da gIria. mas
tante. No momento
entrevistados?
por eles?
dele,?
resultado
uso de giria de grupo
Nao so
pelos
marginal
criptologico
tambem
da pesquisa
e
e.
de gIria
afir-
estigmatizado.
pois.
seu processo
em que os termos
que
caracteristi
de recria~ao
extrapolam
0
con~
grupo
re.trito
de origea,
termo •• igilo.o.
e
pr.m.nt.
a nec ••• idade de •• criar novo.
cionar
que a gIria d. grupo marginal
mente.
mas, int.rnaa.nte,
nio da •• tato d.ntro
e
estigmatizada
.la goza de prestIgio,
e.tao no pl.no
l.do, •• divergencia.
linguI.tico
incidem
de prestigio,
(ref.rea-.e
o ••
vas cri.~oes
guistic.s.
estagio,
fora da comunidade
como e.tr.ngeiri.mo,
no plano
pois seu dom!
ao. e.tagios
pass.m).
social
ou nao, em rela~ao
Hum primeiro
conhecidos
externa-
conclui- •• que, por ua lado, a. conver-
10. quais t.nto • giria qu.nto 0 neologi.mo
questoes
men-
do grupo.
1•• 0 po.to,
gencias
I necessario
ou identificador •• grupal.
• giria
linguistic.
p~
Por outro
(consistem
nas
ao uso).
e
neologi.mo
0
de origem.
.80 de~
Ile nasce
el. como signo de grupo.
tagio de tr.nsi~.o
p.ssem
e fund.aental
••• r frequentes
0 estrangeiri.mo
.m outras
e usado
ria de form. pseudo-desmistificade
p.ra que a. nocomunidades
como peregrinismo
(na verdede,
a e
li~
gI-
ha um processo
de nivel.m.nto).
propri.m.nte
dit.,
tornando-.e
giri.
su. v•• , tr.n.form.- ••• m aaprestiao.
•• tio r.ai.tr.do •• a dicionirio.
P•••• ndo p.r ••• p.cto.
comua.
H•••••
e. e.tren,eiri.ao.
conlerido.
relativo.
0
naologisao,
ltur.,
.mbo.
,or
ji
comua ••
div.r,.nt ••• hi antaaonisao ••
r.la~ao ao u.o da atria • do n.olo,ia.o:
su. u.o pr •• tiaio.o.
e
u.o •• tia.ati.ado
por 'qu•• to ••• ociai..
a •• porte.
eliti.t •• :
0
v.!
'alaado
u.o
de
neologismo
confere
ao falante
certo
estato
usa de giria oriunda
de grupo marginal,
tigmatiza
cristalizando-lhe
que nao
e
falante,
0
socio-lingiiistico. 0
em contra
partida,
uma identidade
social
a dele.
Com isso, reafirma-se
ria e neologism~
que as convergencias
estao no plano
linguistico,
entre
enquanto
socio-lingiiistico.
t preciso
a questao de prestigio
e de nao prestigio
socio-lingiiistico
se manifesta
No momento
no segundo
estagio
do processo
em que estas cria~oes
to lexical,
tal questao
a giria e
neologismo -. Ela de giria
0
se descaracteriza
gem comum; e ele de estrangeirismo
(1)
t
certo que as no~oes
foram retiradas
conforme
basicas
bibliografia
explicita
Lingua
neologismos
dicionarizados
Portuguesa
(3) Foi consultada
passa
forma
a
a emprestimo.
a giria
e
e M.L.
neoiogismo
GUILBERT
questoes
amplia~oes
podem
(CABELLO,
1989).
termos
ser con-
que, ate entao,
publicados
nao
da
nos jornais
"A FoUta. de Sao l.'a.ulQ" e "0 t.t>tad~ d~ si~ l'a\ll~".
em arfigo (CABELLO, 1999).
329
so
1975).
uma serie de artigos
Quiga ~gfi ~~§~ritA
que
Iingua-
pela I.ed. do Novo Dicionario
(FERREIRA,
so
enriquecime~
0
-, entretanto,
Estas
na tese de doutoramento
(2) Foram considerados
estavam
passa
que
cria~oes.
- da mesma
das obras de P. GUIRAUD
bre giria foram ampliadas.
sultadas
para
de grupo
sobre
frisar
de novas
concorrem
gi-
as dive~
estao no plano
gencias
es-
f..",ta ?'e~
(4) A dicionariza~ao
e suficiente
ser estrangeirosmo
para que urn termo
e passe a emprestimo.
-se a 2.ed. do Novo Dicionario
REIRA,
Assim,
da Lingua
consultou-
Portuguesa
constituido
por termos de giria marginal
lhido na obra de fic~ao de Joao Antonio
ramento
ja mencionada
A.R.G.
Giria:
(CABELLO,
(FER-
Unesp,
Exemplar
foi
co-
(Cf. tese de douto
1989).
vulgariza~ao
Tese de Doutoramento.
de urn signo de
xerocopiado.
grupo?
F. C. L.
da
Assis - SP, 1989.
Neologismo
FERREIRA,
A.B.
Janeiro,
tecnico.
Janeiro,
GUILBERT,
Nova Fronteir4,
M.L.
Rio de
2.ed.
Rio de
1986.
du neologismo.
fransaises,
1989.
portuguesa.
da lingua portuguesa.
(25):9-29,
lexicale.
L'Argot.
l.ed., Paris,
JOAO ANTONIO.
SILVA; E.C.
da lingua
La criativite
P.
Record,
Theorie
!Q(l):77-94,
1975.
Nova Fronteira,
des etudes
Mimesis,
Novo dicionario
Novo dicionario
GUIRAUD,
de
1986).
(5) 0 corpus
CABELLO,
deixe
Dedo-duro.
Cahire
s.d.
Paris,
Larousse,
P.U.F.,
Rio de Janeiro,
1975.
1956.
Record,
Leao-de-chacara.
Sao Paulo,
Circulo
Malagueta,
e balanso.
7.ed.
perus
de l'association
1982.
do Livro,
1976.
Rio de Janeiro,
1980.
0 campo lexical
cia.
Exemplar
xerocopiado,
zes,
Mogi das Cruzes
do futebol.
Universidade
- SP, 1987.
Tese de Livre-Docende Mogi das
Cfu-