Mercado em Foco: Chile EXPOMIN, 2014 Breve estudo com informações sobre as perspectivas de negócios da economia do Chile. Apresentamos também uma análise do comércio exterior de máquinas e equipamentos para cimento e mineração entre Brasil e Chile. Elaborado pela área de Inteligência de Mercado do Programa Brazil Machinery Solutions para a feira Expomin 2014. Março de 2014 I. CONJUNTURA CHILENA O Chile é uma das economias mais atrativas da América Latina, com instituições fortalecidas, estabilidade macroeconômica e plena democracia. Espera-se que o país tenha um crescimento sustentado por conta das exportações e do aumento do consumo interno (público e privado). Os gastos do consumidor são sustentados por conta do aumento do emprego, salários reais mais elevados e um acesso moderado ao crédito. Contudo, tanto a produtividade quanto o investimento vêm apresentando uma tendência de queda nos últimos anos, o que deverá levar o governo a pensar em medidas para superar essa situação, para poder cumprir seu objetivo de se tornar um país desenvolvido até o final desta década. O Euromonitor prevê que o Chile cresça 4,6% em 2014. De acordo com o Doing Business de 2014, dentre os quatro países da América do Sul selecionados (Argentina, Chile, Colômbia e Peru) mais o Brasil, o Chile foi o melhor classificado como o país com mais facilidade de se fazer negócios, ficando 34º lugar. Tabela 1 Facilidade em Fazer Negócios (Doing Business, 2014) País Argentina Brasil Chile Colômbia Peru 2013 121 118 34 42 39 2014 126 116 34 43 42 O retorno de Michelle Bachelet à presidência do Chile em março de 2014, foi marcado por algumas desistências na composição de seus ministérios antes mesmo dela tomar posse do cargo. Sob a coalização Nueva Mayoría, Bachelet detém uma maioria em ambas as câmaras parlamentares, algo que o presidente Sebastián Piñera não tinha. Dentre as suas propostas para os primeiros 100 dias de governo, destacam-se a reforma do sistema de educação do país, a fim de proporcionar ensino gratuito para todos e aperfeiçoamento da política energética, um item que estava ausente ao longo de sua campanha eleitoral. Alguns analistas apontam que a parte mais fácil para Bachelet foi ganhar a presidência, uma vez que a coalização Nueva Mayoría é bastante ampla, congregando desde democratas cristãos moderadas até comunistas. Manter os interesses desse grupo tão diverso não será uma tarefa fácil, como foi no caso das divergências de posicionamento em relação à crise na Venezuela. Cerca de 90% do comércio internacional do Chile é resultado de acordos regionais e preferenciais. De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), atualmente, o Chile possui 21 acordos regionais em vigor: Austrália, Canadá, China, Colômbia, América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua), Índia, Japão, Malásia, México, EFTA 1 (Reino Unido, Portugal, Áustria, Dinamarca, Noruega, Suécia e Suíça), União Europeia, Coreia do Sul, Panamá, Peru, Transpacífica (Brunei, Nova Zelândia e Cingapura), Turquia e EUA. Em Maio de 2013, Chile, Colômbia, México e Peru assinaram o acordo da Aliança do Pacífico, que pretende remover 90% das tarifas de comércio. O Chile possui uma infraestrutura de transporte modernizada, o que beneficia o escoamento das exportações. A rodovia Panamerican Highway, por exemplo, segue padrões internacionais. Além disso, o Chile e mais 12 países da América do Sul pretendem desenvolver um corredor de transportes pelos países, usando rodovias, ferrovias e transporte fluvial, denominado de Infraestrutura Regional de Integração da América do Sul, beneficiando, principalmente, Chile, Argentina e Brasil. O setor de mineração O Chile é conhecido desde muito tempo como um grande produtor de minerais – já no século XIX era o principal produtor mundial de cobre. Desde 1990, a mineração cresceu substancialmente a níveis nunca antes alcançados, especialmente na produção de cobre, ouro e outros minerais não metálicos. Isso só foi possível por conta da adoção de uma política econômica baseada na busca de vantagens comparativas e de um incentivo ao ingresso de capitais estrangeiros para complementar os investimentos domésticos, que ocorreu logo depois da consolidação sócio institucional e do retorno da democracia ao país. Abaixo, apresentamos uma tabela do Consejo Minero1, de agosto de 2013, com informações sobre o volume produzido de cobre, ouro, prata e molibdênio pelo Chile, em um comparativo com a produção e as reservas mundiais. Tabela 2 Part % Produção Ranking na Produção Part % Reservas Mundial Mundial Mundiais Cobre 5,4 milhões de ton 32% 1º 32% Ouro 50 ton 2% 16º 7% Prata 1,2 mil ton 5% 6º 14% Molibdênio 35 mil ton 13% 3º 21% Produção no Chile De acordo com projeções da Sociedad Nacional de Minería (SONAMI), o setor de mineração deverá crescer cerca de 5% em 2014, com produção recorde de cobre. A meta é superar os 6 milhões de toneladas métricas de cobre, com exportações mineiras de US$ 45 bilhões. Haverá um incremento importante da oferta devido ao início das atividades de produção de novos projetos e aumento daqueles já em operação, com destaque para os projetos de 1 Consejo Minero, Gran minería de Chile: Desafíos de productividad, disponível http://www.consejominero.cl/wp-content/uploads/2013/08/Consejo-Minero-Competitividad-yProductividad-JV-Agosto-2013-F.pdf em: 2 Caserones, Ministro Hales e Sierra Gorda2. A demanda também crescerá na mesma proporção, gerando um superávit de 600 mil toneladas, gerando uma queda nos preços do metal. O setor de mineração é de extrema importância para a economia chilena. O setor contribuiu, nos últimos sete anos, com 21,7% dos ingressos fiscais, um aporte de US$ 70 bilhões na economia do país. Além disso, foi responsável por 64% de todas as exportações, tornando-se a indústria chilena mais competitiva e relevante em âmbito internacional. Contudo, existe uma série de desafios que devem ser levados em conta e que envolvem desde aumento no custo de exploração do cobre, questões energéticas e hídricas, além da escassez de mão de obra qualificada. II. COMÉRCIO EXTERIOR BRASIL-CHILE De acordo com os dados do MDIC, a corrente de comércio exterior total entre Brasil e Chile foi da ordem de mais de US$ 8,8 bilhões em 2013, sendo quase US$ 4,5 bilhões em exportações e US$ 4,3 bilhões em importações. Os dados referentes ao mês de janeiro de 2014 indicam um aumento de 57% das exportações totais brasileiras para o Chile, além de um crescimento de 14% das importações. Tabela 3 US$ Exportação Importação Saldo Corrente de Comércio Comércio Exterior Brasil e Chile – Comércio Geral 2011 2012 2013 jan/13 5.418.067.092 4.602.202.699 4.483.782.976 234.170.712 4.546.952.760 4.166.378.514 4.328.020.514 309.353.765 871.114.332 435.824.185 155.762.462 - 75.183.053 9.965.019.852 8.768.581.213 8.811.803.490 543.524.477 jan/14 368.110.009 353.191.196 14.918.813 721.301.205 Ainda de acordo com os dados do MDIC, a corrente de comércio de máquinas e equipamentos entre Brasil e Chile foi da ordem de US$ 597,8 milhões em 2013, sendo US$ 568 milhões em exportações e US$ 29 milhões em importações. De maneira geral, as exportações de máquinas e equipamentos representam 6% das exportações totais. Os dados referentes ao período de janeiro a fevereiro de 2014 indicam um crescimento de 7% das exportações de máquinas e equipamentos brasileiros para o Chile, registrando nesses dois meses exportações no valor de US$ 82,2 milhões. As importações, por sua vez, apresentaram uma queda expressiva de 41%, registrando apenas US$ 4,5 milhões. 2 Existem diversos estudos que resumem os principais projetos mineiros do Chile. Para obter maiores informações, acesse: http://www.consejominero.cl/wp-content/uploads/2014/01/Catastro-proyectosCM-diciembre-2013.pdf ou http://www.cochilco.cl/descargas/estudios/tematico/inversion/INVERSIONES_MIN_2013.pdf. Além disso, a revista Nueva Minería de Fevereiro de 2014 apresenta uma análise bastante completa dos projetos de mineração do Chile: http://issuu.com/byacom/docs/nueva-mineria-febrero2014?e=1724885/6646557 3 Tabela 4 Comércio Exterior Brasil e Chile - Máquinas e Equipamentos US$ 2011 2012 2013 jan-fev 2013 jan-fev 2014 Exportação 567.776.386 575.018.001 568.833.805 76.913.687 82.253.719 Importação 30.249.020 33.914.536 29.009.988 7.608.533 4.515.353 Saldo 537.527.366 541.103.465 539.823.817 69.305.154 77.738.366 Corrente de Comércio 598.025.406 608.932.537 597.843.793 84.522.220 86.769.072 II. DESEMPENHO DO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO SETOR (CSCM) De acordo com os dados da SECEX/MDIC, o comércio exterior brasileiro de máquinas e equipamentos para cimento e mineração, durante os anos de 2011 a 2013 foi deficitário. As exportações apresentam um decréscimo preocupante. Em 2011 exportávamos pouco mais de US$ 320 milhões, no ano seguinte exportamos US$ 274 milhões e em 2013, apenas US$ 205 milhões. Mais um sinal de alerta: os dados para 2014 apontam uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2013. Quanto às importações, elas são relativamente regulares. Contudo, os dados de 2014 apontam para um crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2013. Há um aprofundamento do déficit da balança comercial de máquinas e equipamentos para cimento e mineração. Tabela 5 Comércio exterior brasileiro para bens CSCM – US$ US$ Exportações Importações Saldo Corrente de Comércio 2011 320.201.845 610.397.330 - 290.195.485 930.599.175 2012 274.673.810 645.196.275 370.522.465 919.870.085 2013 jan-fev 2013 jan-fev 2014 205.797.599 30.904.077 23.145.100 611.121.695 92.785.911 159.322.765 405.324.096 61.881.834 - 136.177.665 816.919.294 123.689.988 182.467.865 Gráfico 1 4 Em termos de quantum (kg), podemos observar que o desempenho segue os movimentos em termos de valor. Tabela 6 Comércio exterior brasileiro para bens CSCM – Quantum (kg) kg Exportações Importações 2011 40.582.964 59.424.155 2012 32.390.659 66.741.306 2013 26.848.331 59.250.457 jan-fev 2013 3.974.690 11.629.478 jan-fev 2014 2.857.302 14.429.307 Gráfico 2 Destinos e Origens no Comércio Exterior Brasileiro (CSCM) Em 2013, o principal destino das exportações brasileiras do setor de máquinas e equipamentos para cimento e mineração foram os EUA (25%), seguidos de Chile (23%), Peru (9%), Argentina (4%) e África do Sul (4%). O Chile foi o principal destaque do grupo, pois ganhou 8pp na participação das exportações brasileiras do setor. O Cazaquistão apareceu no grupo abocanhando 2% da participação e a Venezuela perdeu 4pp, por conta de sua instabilidade política e econômica. 5 Tabela 7 Principais destinos das exportações brasileiras (CSCM) – US$ Principais países de destino US$ 2012 Part. (%) US$ 2012 US$ 2013 Part. (%) US$ 2013 Estados Unidos 58.782.762 21% 50.701.425 25% Chile 42.083.706 15% 46.451.212 23% Peru 27.005.913 10% 18.559.311 9% Argentina 10.392.616 4% 8.498.694 4% África do Sul 9.148.834 3% 7.962.664 4% México 4.590.391 2% 7.935.505 4% Paraguai 4.779.095 2% 7.433.221 4% Colômbia 1.455.238 1% 6.541.654 3% Austrália 4.746.093 2% 5.515.670 3% Suécia 13.999.476 5% 5.308.038 3% China 11.024.706 4% 5.226.116 3% Bolívia 2.958.493 1% 3.873.057 2% Angola 2.982.658 1% 3.643.419 2% Cazaquistão 0% 3.247.908 2% Venezuela 14.824.512 5% 2.879.757 1% Outros 65.899.317 24% 22.019.948 11% Gráfico 3 Em 2013, a principal origem das importações brasileiras do setor de máquinas e equipamentos para cimento e mineração era a Itália (19%), seguida de EUA (15%), China (14%), Alemanha (13%) e República Tcheca (5%). 6 Tabela 8 Principais origens das importações brasileiras (CSCM) – US$ Principais países de origem US$ 2012 Part. (%) US$ 2012 US$ 2013 Part. (%) US$ 2013 Itália 92.217.548 14% 117.395.001 19% Estados Unidos 111.802.957 17% 90.358.616 15% China 95.246.421 15% 85.314.541 14% Alemanha 81.818.776 13% 81.310.307 13% Tcheca, República 147.749 0% 28.375.567 5% Finlândia 29.719.786 5% 24.755.831 4% Canadá 14.237.673 2% 24.517.532 4% Suécia 39.982.080 6% 23.859.364 4% Portugal 6.259.429 1% 20.679.309 3% Reino Unido 30.701.842 5% 19.415.338 3% França 12.201.915 2% 15.129.614 2% Espanha 12.279.683 2% 10.886.359 2% Índia 11.453.486 2% 10.306.042 2% Áustria 4.770.309 1% 8.936.601 1% Suíça 21.326.845 3% 8.546.861 1% Outros 81.029.776 13% 41.334.812 7% Gráfico 4 III. DESEMPENHO DO COMÉRCIO EXTERIOR CHILENO NO SETOR (CSCM) De acordo com dados disponibilizados pelo GTIS, o comércio exterior chileno de máquinas e equipamentos para cimento e mineração, durante os anos de 2011 a 2013 é deficitário. No período considerado, as exportações apresentaram uma queda em 2012, mas parecem seguir um ritmo de recuperação em 2013. Em média, o país exportou US$ 130 milhões em máquinas do setor. Quanto às importações, elas também apresentaram um crescimento expressivo em 2012, mas retomaram a trajetória em 2013. Em média, o país importou US$ 731 milhões. 7 Tabela 9 Comércio exterior chileno para bens CSCM – US$ US$ 2011 2012 2013 Exportações 138.916.703 123.167.060 127.067.758 Importações 601.007.008 895.853.064 697.266.602 Saldo - 462.090.305 - 772.686.004 - 570.198.844 Corrente de Comércio 739.923.711 1.019.020.124 824.334.360 Participação do Brasil e de países selecionados no mercado chileno O Brasil apresenta uma participação média de 7% nas origens das importações chilenas do setor. Ao longo dos anos considerados, podemos observar que a principal origem das importações chilenas do setor são os EUA, seguidos de China, Suécia, Alemanha, Brasil, Canadá, Reino Unido, Itália, México e Finlândia. Em 2013 há um predomínio de importações com origem norte-americana (30%), seguida de China (12%), Suécia (9%), Alemanha (8%) e Brasil (8%). Gráfico 5 8 Gráfico 6 IV. CÂMARA SETORIAL DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA CIMENTO E MINERAÇÃO Das 21 NCMs que compõem o grupo da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Cimento e Mineração, o Brasil exportou, entre 2011 a fevereiro de 2014, 14. Nosso principal produto exportado são Partes de maqs.e apars.p/selecionar, etc.subst.minerais (84749000). Tabela 10 Exportações Brasil-Chile – NCMs selecionadas (CSCM) – US$ NCM 84749000 84741000 84748090 84742090 84304990 84791090 84743100 84304130 84748010 84304910 84641000 84642090 84304920 84649090 Total Geral Descrição Partes de maqs.e apars.p/selecionar, etc.subst.minerais Máquinas e apars.p/selecionar, etc.subst.miner.solida Máquinas p/aglomerar/moldar combustiv.miner.sólidos, etc Outs.máquinas e apars.p/esmagar, etc.subst.miner.solida Outras máquinas de sondagem/perfuração Outs.maqs.e apars.p/obras publicas, construção civil, etc Betoneiras e aparelhos para amassar cimento Máquinas de sondagem, rotativas, autopropulsoras Máquinas e apars.p/fabr.de moldes de areia p/fundicao Outras perfuratrizes de percussão Maqs.ferram.p/serrar pedra, prods.cerâmicos, concreto, etc Máquinas ferram.p/esmerilar/polir pedra, etc. Outras máquinas de sondagem, rotativas Outras máquinas ferram.p/trab.pedra, prods.cerâmicos, etc 2011 34.097.134 4.352.364 62.504 5.562.581 1.282.556 7.917 265.397 183.584 52.826 5.278 155.000 1.538 2012 37.682.414 1.073.052 1.192.164 1.221.545 511.066 6.024 383.837 12.108 1.316 180 2013 jan-fev 2013 jan-fev 2014 36.830.784 5.074.072 4.868.348 4.278.799 955.058 918 2.912.130 582.030 11.491 1.015.502 69.869 347.260 474.477 47.472 2.254 320.694 279.024 162.600 97.700 105.500 26.174 21.922 14.075 21.433 830 7.723 2.250 - 46.028.679 42.083.706 46.451.212 6.728.501 5.350.676 9 V. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em termos de balança comercial, o comércio exterior brasileiro de máquinas e equipamentos para cimento e mineração, durante os anos de 2011 a 2013 foi deficitário. As exportações apresentam um decréscimo preocupante. Em 2011 exportávamos pouco mais de US$ 320 milhões, no ano seguinte exportamos US$ 274 milhões e em 2013, apenas US$ 205 milhões. Mais um sinal de alerta: os dados para 2014 apontam uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2013. O Chile foi o segundo principal destino das exportações brasileiras do setor de Máquinas e Equipamentos para Cimento e Mineração em 2013, responsável por receber 23% do total exportado pelo setor. Em termos de participação do Brasil no mercado chileno, pode-se afirmar que é de cerca de 7%. Ao longo dos anos considerados, podemos observar que a principal origem das importações chilenas do setor são os EUA, seguidos de China, Suécia, Alemanha, Brasil, Canadá, Reino Unido, Itália, México e Finlândia. Em 2013 há um predomínio de importações com origem norte-americana (30%), seguida de China (12%), Suécia (9%), Alemanha (8%) e Brasil (8%). O Chile é uma das economias mais atrativas da América Latina, com instituições fortalecidas, estabilidade macroeconômica e plena democracia. Espera-se que o país tenha um crescimento sustentado por conta das exportações e do aumento do consumo interno (público e privado). Os gastos do consumidor são sustentados por conta do aumento do emprego, salários reais mais elevados e um acesso moderado ao crédito. Contudo, tanto a produtividade quanto o investimento vêm apresentando uma tendência de queda nos últimos anos, o que deverá levar o governo a pensar em medidas para superar essa situação, para poder cumprir seu objetivo de se tornar um país desenvolvido até o final desta década. De acordo com projeções da Sociedad Nacional de Minería (SONAMI), o setor de mineração deverá crescer cerca de 5% em 2014, com produção recorde de cobre. A meta é superar os 6 milhões de toneladas métricas de cobre, com exportações mineiras de US$ 45 bilhões. Haverá um incremento importante da oferta devido ao início das atividades de produção de novos projetos e aumento daqueles já em operação, com destaque para os projetos de Caserones, Ministro Hales e Sierra Gorda. A demanda também crescerá na mesma proporção, gerando um superávit de 600 mil toneladas, gerando uma queda nos preços do metal. O setor de mineração é de extrema importância para a economia chilena. O setor contribuiu, nos últimos sete anos, com 21,7% dos ingressos fiscais, um aporte de US$ 70 bilhões na economia do país. Além disso, foi responsável por 64% de todas as exportações, tornando-se a indústria chilena mais competitiva e relevante em âmbito internacional. Contudo, existe uma série de desafios que devem ser levados em conta e que envolvem desde aumento no custo de exploração do cobre, questões energéticas e hídricas, além da escassez de mão de obra qualificada. 10