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EMOÇÕES: DIMENSÃO DIFERENCIAL PARA A
TRANSFORMAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES
Cecília Carmen Jacinto Andrade*
Maria Ercília Rielli**
O propósito deste artigo é refletir sobre as emoções e como elas vêm sendo
tratadas no contexto organizacional e ainda, como, a partir de sua compreensão e
validação, podemos considerá-las como pontos diferenciais de transformação das
organizações.
Antes porém, faz-se necessário uma contextualização e o delineamento de um lugar
para as emoções no cenário da psicologia:
Dois pólos distintos caracterizam o paradigma do conhecimento ocidental: de um
lado estão as ciências sob o amparo da física, numa linguagem objetiva,
preferencialmente técnica e respaldada pela matemática e objetos de estudo
visíveis como o movimento dos corpos, dos astros, as propriedades da matéria e as
reações químicas; objetos de estudo manipuláveis experimentalmente
e que se
sujeitam às noções de previsão e controle.
O conhecimento científico era concebido, por excelência, como o mais confiável,
capaz de desnudar a natureza indo além de suas aparências para chegar as leis
universais que regiam seus fenômenos. Fazia-se assim, necessária portanto, uma
vigilância constante sobre o saber, de modo que fossem afastados quaisquer
resquícios de subjetividade. A química, medicina e a astronomia por exemplo,
deveriam livrar-se das influências místicas da alquimia, dos fluidos e da astrologia.
Do outro lado da divisão do conhecimento, encontravam-se as filosofias, a religião, o
direito, as artes, a música e o senso comum, marcados por uma linguagem qualitativa
e temas relacionados à subjetividade humana como a existência, a alma, o amor, as
relações humanas, dentre outros. Essa dicotomia, trouxe para a psicologia grandes
desafios e obstáculos, quando surgiram as primeiras tentativas de apresentá-la
como ciência. Era necessário torná-la um conhecimento confiável para os requisitos
científicos, mas seus interesses e objetos de estudo implicavam em consideráveis
riscos para suas pretensões objetivistas, como por exemplo, o tema das emoções.
Esse tema acabou sendo descaracterizado e tratado de forma marginal, o que
acarretou o não reconhecimento efetivo de sua importância e relevância como um
processo constituinte do ser humano e imprescindível no seu estudo.
Em 1875, Wundt distinguiu a psicologia como ciência, a partir desse cenário que
caracterizou o conhecimento no século XIX. A experiência consciente era o objeto
da nova ciência, um processo ativo na organização de seu conteúdo pela força da
vontade. Ele via o pensamento humano, ao mesmo tempo, como produto da natureza
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e como criação da vida mental e concebia o indivíduo como criatura e como criador.
Isso significa que já em seu nascimento, a psicologia estava impregnada das
contradições do humano, sem que fossem percebidas como tais e sem que se
pudesse pensar numa ciência unificada. Wundt, por não ter instrumentos
metodológicos para solucionar essas contradições, sugeriu duas psicologias: uma
psicologia experimental e uma psicologia social, de modo a resolver as dicotomias
natural e social; autonomia e determinação; interno e externo. Os seus seguidores
enfrentarão esses pêndulos, escolhendo um dos pólos da dicotomia: Titchener,
James, comportamentalismo, Gestalt e a psicanálise. Todas as abordagens se
constituíram como esforços para que a ciência psicológica pudesse dar conta de
compreender o homem e seu contato com o mundo real. Nenhuma delas, entretanto,
superou as perspectivas mecanicista e determinista. Mecanicista por pressupor uma
regularidade no humano, como se fosse uma máquina dotada de funcionamento
próprio, que, por ser natural, pode ser desvendado e conhecido. Esse ainda é o
pensamento moderno. Determinista, por pressupor causas para o “efeito homem”
que observamos.
As várias perspectivas teóricas, por se apresentarem num dos lados do pêndulo,
compreendem o fenômeno psicológico de forma incompleta, pois fica faltando o
outro lado. O balanço do pêndulo oscila entre o interno e o externo; o psíquico e o
orgânico; o comportamento observável e as vivências subjetivas; o natural e o social;
a autonomia e a determinação.
A possibilidade de superação dessas visões dicotômicas vão ser solucionadas pelo
método dialético proposto pela psicologia sócio histórica que toma como base a
psicologia histórico cultural de Vygotsky (1836-1934), que concebe o homem como
ativo, social e histórico. Nessa perspectiva, a sociedade é vista como uma produção
histórica dos homens que, através do trabalho, produzem sua vida material. As
idéias, como representações da realidade material. Essa, como fundada em
contradições que se expressam nas idéias. E a história, como o movimento
contraditório constante do fazer humano, no qual, a partir da base material, deve
ser compreendida toda produção de idéias, incluindo a ciência e a psicologia.
A psicologia sócio histórica acredita que o fenômeno psicológico se desenvolve ao
longo do tempo. Ele não pertence à natureza humana, não é pré existente ao homem
e reflete a condição social, econômica e cultural em que vivem os homens. Conceber
o fenômeno psicológico dessa forma é considerar obrigatoriamente a sociedade.
Falar da subjetividade humana é falar da objetividade em que vivem os homens. A
compreensão do “mundo interno” exige a compreensão do “mundo externo”, pois são
dois aspectos do mesmo movimento, de um processo no qual o homem atua, constrói
e modifica o mundo e este, por sua vez, propicia os elementos para a constituição
psicológica do homem. As capacidades humanas devem ser vistas como algo que
surge após uma série de transformações qualitativas. Cada transformação cria
condições para novas transformações, em um processo histórico e não natural. O
fenômeno psicológico deve ser entendido como construção no nível individual do
mundo simbólico que é social. E a subjetividade concebida como algo que se constitui
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na relação com o mundo material e social, mundo este que só existe pela atividade
humana. Subjetividade e objetividade se constituem uma à outra sem se confundir.
O mundo psicológico é um mundo em relação dialética com o mundo social.
Essa dialética entre a subjetividade e a objetividade onde a realidade objetiva
vivida pelo indivíduo se torna subjetiva, a qual por sua vez se objetivará por meio de
suas ações, exige formas de mediação entre o “mundo interno” (subjetivo) e o
“externo” (objetivo), que vão permitir a atuação do homem no mundo e do mundo no
homem. Essas formas de mediação são caracterizadas como categorias
fundamentais do psiquismo. São elas: a consciência, a linguagem, o pensamento, a
atividade, a personalidade/identidade e a afetividade. Isto é, o ser humano sente,
age, pensa e fala como sujeito da história da sociedade na qual realiza sua
existência. Essas são as pistas para o conhecimento psicológico do ser humano.
Através dessas categorias psíquicas e dialéticas, o homem constrói sua história no
mundo e é construído por ele, agindo de forma coerente no seu cotidiano. O homem
é a atividade que desenvolve, é a consciência que reflete o mundo e é o afeto, que
ama e odeia o mundo. Com essa bagagem ele é identificado por aqueles que o
cercam.
Para esse nosso artigo, vamos destacar a categoria dialética da afetividade,
deixando para um outro momento o aprofundamento das outras categorias.
A afetividade é composta pelas emoções que “se constituem numa linguagem cujas
mensagens podem tanto desencadear o desenvolvimento da consciência como
fragmentá-la... Elas estão presentes nas ações, na consciência e na identidade do
indivíduo, diferenciando-se social e historicamente por meio da linguagem” (Lane
1994). Por outro lado, a afetividade também é composta pelos sentimentos, mais
duradouros.
Através das propostas da psicologia sócio histórica, podemos enxergar que o
estudo das instituições sociais levam a identificação de mensagens emocionais que
são reproduzidas ideologicamente, e têm a sua eficácia garantida pela disseminação
da cultura, representada por valores, crenças, rituais, cerimônias, estórias, mitos,
sistemas de comunicação, etc. A captação dessa cultura organizacional no plano
individual se dá pela esfera afetiva, e se não forem refletidas ou decodificadas pela
linguagem, “irão constituir fragmentos que poderão inibir o desenvolvimento da
consciência, dar falsos significados à atividade e mesmo constituir aspectos
nucleares da afetividade, levando à cristalização da identidade”. (Lane 94)
As organizações são por excelência o palco da opressão e da desqualificação da
afetividade, uma vez que há dois séculos são projetadas e administradas sob um
modelo mecanicista e reducionista. As pessoas são gerenciadas segundo as teorias
clássicas de Taylor e Fayol, cuja tônica são os aspectos econômicos instrumentais,
observáveis e quantificáveis. Para esse modelo, inspirado nas ciências naturais e
exatas, o homem e o universo seriam mais bem compreendidos se fossem tratados
como um mecanismo objetivo, fato que influenciou decisivamente as estruturas e os
processos organizacionais, caracterizado pelo planejamento exaustivo do trabalho,
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pela produtividade sem preocupações com a motivação e pelo respeito às normas,
disciplina e obediência. A psicologia por sua vez, não contribuiu para a construção
de uma ciência das organizações mais ampla. Sob a convicção behaviorista tornouse também como a administração, cientística no sentido de que parte da premissa
de que a correta compreensão da realidade só pode ser articulada segundo o
modelo da linguagem técnica da ciência natural. Sob esse enfoque, a realidade é
reduzida apenas àquilo que pode ser operacionalmente verificado. O behaviorismo,
baseado na mecânica newtoniana, não podia lidar adequadamente com problemas de
organização e estrutura. A fórmula estímulo – resposta fez suposição
excessivamente estática, constante e atomística de um mundo psicológico. Foram
ignoradas as dimensões subjetivas, afetivas e profundas das empresas. Essa
concepção restritiva que ainda predomina na maioria dos ambientes de trabalho,
explica a padronização da emocionalidade, a apatia, a desmotivação, o descuido e a
falta de dignidade encontrados nas empresas.
O modelo mecanicista leva à despersonalização das relações interpessoais, a ponto
dos funcionários serem vistos como recursos e tratados em manuais
administrativos. Há cegueira para os dados intrínsecos do homem e tabu frente aos
comportamentos emocionais nos ambientes de trabalho.
Todavia, os problemas vividos hoje nas organizações mostram a urgência e a
importância de compreender as emoções, assunto tradicionalmente proibido e
desqualificado. Muitas pesquisas atuais na medicina quântica, neurologia, psicologia e
biologia estão mostrando a importância da integração das emoções para o equilíbrio
intra e inter pessoal. Essas pesquisas podem contribuir para a mudança das práticas
gerenciais e das relações de poder nas organizações ainda sob o manto da
mentalidade cartesiana. A energia emocional é a propulsora da vida e como tal, deve
ser levada a sério para que as organizações não se transformem em fábricas de
pessoas doentes, infelizes e estressadas. Vemos hoje nas organizações o medo de
chefes autocratas, tensões resultantes de conflitos e pressões, angustia, ansiedade
e insegurança frente às incertezas, frustrações decorrentes de vivências negativas
sucessivas, mal humor e ironia frente à incoerências, baixa auto estima etc. Quando
ignoramos esses problemas, eles tendem a aumentar, resultando em grandes perdas
de produtividade e em enormes desgastes na saúde e na qualidade de vida dos
empregados. Não humanizaremos as organizações sem integrarmos as emoções
humanas positivas nas relações de poder. Precisamos substituir o uso do medo pela
vivência da alegria, que nos torna criativos, eficazes e saudáveis. O sucesso das
organizações, em uma economia altamente globalizada e competitiva, dependerá do
aproveitamento máximo dos potenciais energéticos internos, estimulando e
caracterizando as emoções positivas de seus membros em projetos desafiadores e
significativos.
O modelo administrativo e gerencial atual reflete uma incompreensão profunda da
natureza humana e do fenômeno organizacional e, portanto, precisa ser modificado.
A dimensão subjetiva não deve ser ignorada, pois é cada vez mais perceptível que
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ela dirige, canaliza e influencia a ação das organizações, tanto ou mais do que as
estratégias elaboradas de forma intencional e racional.
Embora não tenha sido um assunto de destaque ao longo da história, relegado a
segundo plano, depois da consciência, vontade e inteligência nos estudos e pesquisas,
o fato é que filósofos, psicólogos, biólogos, antropólogos, sociólogos, médicos
neurologistas, psiquiatras e cardiologistas abordaram o tema das emoções. Platão é
considerado o criador da primeira teoria das emoções.
Abordar esse tema não é uma tarefa simples; muitas são as dificuldades. Para
iniciar, o uso da palavra emoção, não é claro. Ao longo da história, inúmeros
conceitos foram criados para se referirem a ela: paixões, sentimentos, percepções,
sensações, perturbações, distúrbios, condutas, hábitos, valores morais, desarmonias
do organismo entre outros. O que um autor nomeia como emoção, outro nomeia como
afeto, e um terceiro como sentimento ou paixão. Outros estabelecem distinções
entre emoção, sentimento e paixão. Outros usam esses termos como sinônimos. As
emoções foram qualificadas em boas ou más, ligadas ou não aos fatores biológicos, a
valores sociais e morais.
Por séculos, há a demarcação de fronteiras entre o homem da razão e o da emoção.
As paixões e emoções foram condenadas, consideradas como fator de perturbação
e perda temporária da razão. Um sinal manifesto de um estranho poder que
dominando o homem, lhe tiraria a clara visão das coisas e o desviaria do “caminho do
bem”.
O ser humano, ao obedecer os seus impulsos como a um amo interior, render-se-ia a
imprevisibilidade e contradição e renunciaria então à consciência e auto controle. As
paixões perturbam a alma, nos impede de pensar e portanto é necessário domá-las
através da razão. Elas são oriundas dos “pensamentos confusos”, portanto, sem
valor e desnecessárias. Possuí-las seria resultado da ignorância humana e sua
estupidez, uma vez que o homem é dotado de razão e, sem a razão, os homens são
vazios e sem sentido. Somente na racionalidade residiria a fonte da sabedoria.
(Barreto 2000)
A partir dessas concepções, muitas foram as estratégias ao longo da história para
domesticar, controlar, abafar, excluir, disciplinar e renunciar as emoções. Estas
deveriam ser freadas por uma instância ordenadora iluminada - a razão - pela
crença na incapacidade de guiarem a si próprias, negando-lhes uma orientação
intrínseca e discernimento.
Todavia, não se pretende negar com isso, que as emoções e sentimentos podem
mesmo provocar distúrbios destrutivos nos processos de raciocínio em
determinadas circunstâncias, como investigações científicas já provaram. Wallon
(1992 )coloca que a emoção traz consigo a tendência para reduzir a eficácia do
funcionamento cognitivo; neste sentido, ela é regressiva. Mas a qualidade final do
comportamento no qual ela está na origem, dependerá da capacidade cortical de
retomar o controle da situação. Se for bem sucedida, soluções inteligentes serão
mais facilmente encontradas, e neste caso a emoção se reduzirá. É quando ela não
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consegue transmutar-se dessa maneira em ação mental ou motora, isto é, quando
permanece emoção pura, que produz os efeitos descritos como desorganizadores
por várias teorias. Entretanto, por outro lado, as paixões não se reduzem somente
ao conflito, a passividade e a regressão. Elas também são progressivas e trazem
cores, acompanham o desenvolvimento dos acontecimentos, sacodem a inércia e a
monotonia, dão sabor a existência apesar dos incômodos e das dores. A total apatia,
a falta de sentimentos e de re-sentimentos, a incapacidade de alegrar-se e
entristecer-se, de estar plenos de amor, desejo e cólera, não equivaleria à morte?..
“ A ausência da paixão... hoje é o verdadeiro pecado”. (Bodei 1995)
Para Damasio (96), a emoção e o sentimento são na verdade indispensáveis para a
racionalidade. Os sentimentos encaminham-nos na direção correta, levam-nos para o
lugar apropriado do espaço de tomada de decisão, onde podemos tirar partido dos
instrumentos da lógica. Somos confrontados com a incerteza quando temos de fazer
um juízo moral, decidir o rumo de uma relação pessoal, escolher meios que impeçam
a nossa pobreza na velhice ou planejar a vida que se nos apresenta pela frente. As
emoções e os sentimentos, juntamente com a oculta maquina psicológica que lhes
está subjacente, auxiliam-nos na assustadora tarefa de fazer previsões relativas a
um futuro incerto e planejar nossas ações de acordo com essas previsões.
Do ponto de vista fisiológico, pesquisas e estudos vêm mostrando que a razão
humana depende não de um único centro cerebral, mas de vários sistemas cerebrais
que funcionam de forma integrada ao longo de muitos níveis de organização neuronal
( Del Nero 2000 ). Os níveis mais baixos do edifício neurológico da razão, são os
mesmos que regulam o processamento das emoções e dos sentimentos e ainda as
funções do corpo necessárias a sobrevivência do organismo. Isso quer dizer que
emoção, sentimento e regulação biológica desempenham um papel na razão humana.
Ou seja, sentimentos não são nem intangíveis, nem ilusórios. São tão cognitivos como
qualquer outra percepção. Os sentimentos permitem-nos entrever o organismo em
plena agitação biológica e vislumbrar alguns mecanismos da própria vida no
desempenho de tarefas.
Se não fosse a possibilidade de sentir os estados do corpo, que estão
inerentemente destinados a ser dolorosos ou aprazíveis, não haveria sofrimento ou
felicidade, desejo ou misericórdia, tragédia ou glória na condição humana... A
emoção e os sentimentos constituem a base daquilo que os seres humanos têm
descrito há milênios como alma ou espírito humano. (Damásio 96)
A emoção colore ou adultera as idéias, obnubila ou exalta a vontade, fixa ou
dispersa a atenção, faz sonhar - às vezes, ter pesadelos - e interpenetra a
personalidade (ou identidade) e o temperamento.
Dentre os vários autores que sistematizaram o estudo das emoções, Wilhelm Reich
(1897-1957) trouxe várias contribuições e estabeleceu muitas idéias que nortearam
a quase totalidade das terapias baseadas na abordagem corporal e inovaram a
educação e a política social. Dentre muitos de seus discípulos está Alexander Lowen,
o fundador da análise bioenergética.
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Segundo Reich, avaliamos a capacidade de sentir de um organismo pela sua resposta
aos estímulos. Sabemos que um organismo sentiu uma excitação quando ele responde
por um movimento. “O vivo se expressa por movimentos expressivos”.
A base das funções físicas dos organismos vivos são a expansão e a contração. Para
Reich não existe emoção sem expansão e contração. A emoção depende da
existência e do movimento de um ser vivo e apresenta uma função somática. Por
exemplo, a tristeza corresponde a um encolhimento do sistema nervoso autônomo.
Assim, a energia biológica governa tanto o psíquico como o somático, fazendo
prevalecer uma unidade funcional.
O conceito de unidade funcional é fundamental em Reich. Segundo esse conceito, o
indivíduo é sempre considerado como um todo, um complexo que não distingue mente
e corpo, isto é, o que ocorre na mente é o que está ocorrendo no corpo e vice-versa.
Este todo é o conjunto de órgãos, músculos e ossos, bem como o corpo do desejo
que sente e se emociona na interação com outros no ambiente social.
Outro conceito fundamental em Reich é o conceito de energia que, de forma
resumida, pode ser considerada como o conceito físico estabelecido por Einstein
(E=mc2). A energia está presente em todas as coisas vivas, em todos os processos
da vida, nos movimentos, nos sentimentos e pensamentos.
Contração e expansão, pulsação e fluxo, tensão/carga/descarga/relaxamento, são
aspectos que designam o funcionamento do organismo. Então, podemos afirmar que o
ritmo energético fundamental da vida é representado, por exemplo, pela respiração,
com a contração e expansão dos pulmões, pela digestão, com os movimentos
peristálticos do estômago e intestino. Esse ritmo energético pode ser encontrado
tanto nos organismos unicelulares primitivos, quanto nos seres humanos em toda sua
complexidade.
É importante associar as sensações, sentimentos e emoções, a ondas em movimento
interno de um corpo líquido, uma vez que 99% do corpo é formado por água, parte
da qual, estruturada. Os nervos medeiam tais percepções e coordenam as reações,
mas os impulsos e movimentos subjacentes, são inerentes à carga energética do
corpo, ao seu fluxo e pulsação naturais. Estes movimentos internos representam a
motilidade do corpo, distinguindo-se dos movimentos voluntários que estão sujeitos
a controle consciente.
Um último conceito fundamental de Reich trata-se da tensão muscular/couraça e o
seu relaxamento através do aprofundamento da respiração. A respiração como
processo resolutivo, estabelece as bases por onde se alicerçaram todas as terapias
corporais que visam um efeito psíquico. Para Reich, a tensão muscular deve ser
entendida como contração ou espaticidade muscular crônica, representando a forma
como todos os conflitos emocionais estão presentes no corpo. As frustrações e
emoções contidas e bloqueadas que se acumulam no corpo, distorcem-no e
transformam-no num retrato desses conflitos. Assim, revelam-se nele a maneira
como o indivíduo está situado no mundo e com que intensidade vive.
Estas contrações estão nos grandes músculos externos voluntários e também nos
pequenos músculos internos involuntários da traquéia e dos bronquios, do canal
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intestinal e do sistema vascular. Lembremo-nos que não existe tensão nervosa que
não esteja relacionada a contrações e espaticidades musculares crônicas. Muitas
pessoas chamam-na de tensão nervosa porque não estão em contato com o estado de
tensão muscular de seus próprios corpos. Elas não sentem a constrição que pode
desenvolver-se na garganta, o enrijecimento da nuca e cintura escapular, a
espaticidade do diafragma, ou os “nós” nos músculos das pernas. Não tendo essas
percepções, não podem liberar a tensão muscular e procuram fazê-lo usando
medicação para reduzir seu estado de ansiedade. É muito melhor, embora não seja
mais fácil, trabalhar diretamente com a tensão muscular para conseguir o estado de
relaxamento.
Ao nascer, o organismo está em estado de maior vitalidade e fluidez. Quando
observamos um bebê, vindo de uma gravidez saudável, vemos que pulsa suavemente,
está relaxado e respirando livremente. No caso de uma mãe que foi submetida a
algum estresse, provavelmente seu bebê nascerá com tensões musculares. São
aqueles bebês “durinhos” que parecem muito excitados. Muitas vezes são vistos
como precoces ou espertos, mas na verdade não conseguem relaxar a musculatura.
Um bebê nos primeiros meses, deve somente mamar e dormir. É questionável
portanto, a exigência que alguns adultos fazem sobre eles para que tenham
respostas rápidas frente a um excesso de estimulação. Isso “queima” etapas
naturais de seu desenvolvimento. A criança muito pequena necessita de ambientes
harmônicos e tranquilos para que consiga o desenvolvimento natural de seu
organismo.
A respiração está diretamente relacionada ao estado de excitação do corpo.
Quando estamos calmos e relaxados, a nossa respiração é lenta e suave. Em estado
de elevada emoção, ela se torna mais rápida e intensa. Quando estamos com medo,
inspiramos rapidamente e seguramos o fôlego. Se estamos tensos, a respiração se
torna pouco profunda. O inverso também é verdadeiro: respirar fundo ajuda a
relaxar o corpo.
Alexander Lowen define a Análise Bioenergética como “uma aventura de
autodescoberta que busca entender o ser humano, através da compreensão dos
processos energéticos do corpo e de como esses atuam na mente”.
Nesses processos, considera-se a energia que é produzida através da respiração e
do metabolismo, carga e descarga de energia nos movimentos realizados. Estas são
as funções básicas da vida. A quantidade de energia que temos e como a usamos,
determina a forma como estamos na vida.
Os processos energéticos do nosso corpo estão relacionados ao seu estado de
vitalidade. Quanto mais vigorosos estamos, mais energia temos. Rigidez e tensão
crônica diminuem a vitalidade e rebaixam sua energia.
Quando buscamos nosso auto-conhecimento através da linguagem expressiva do
organismo, dificilmente traduzível em palavras, caminhamos em direção à
espontaneidade e à descarga energética emocional.
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Um conceito fundamental na teoria de Lowen é o conceito de grounding
(enraizamento): significa entrarmos em contato com o chão. Estar em contato com o
chão é oposto a ter uma obsessão, a estar no ar.
O enraizamento implica em conseguirmos “deixar acontecer”, fazendo nosso centro
de gravidade recair mais embaixo. Implica em sentirmo-nos mais perto da terra. Ele
é composto por quatro funções de contato: com o corpo, com a terra, com o
psiquismo e com a própria sexualidade.
O contato com o corpo requer a liberdade de movimento deste em todas as
modalidades de expressão. Quando temos os pés no chão, caminhamos
graciosamente e podemos expressar a agressão e o amor com movimentos
apropriados. O contato com o corpo também requer que haja consciência das
tensões musculares, dos bloqueios que impedem a expressão mais natural, levando a
uma expressão estereotipada.
O contato com a terra significa deixarmos a energia fluir de nós para a terra. É
também recebermos a energia da terra. Há uma coerência entre o fato de
recebermos energia da terra e o de deixarmos fluir a energia para a terra, com o
conceito de energia que se move para cima e para baixo dentro do corpo como uma
onda pulsante. Se estamos em contato com a terra então temos os pés no chão,
sabemos onde estamos. Se sabemos onde estamos, sabemos onde pisamos e qual
nossa posição no mundo e na vida. Sabemos quem somos. Consequentemente,
durante o movimento, há uma percepção de termos e de interrompermos o contato
com a terra.
O contato com o psiquismo significa termos contato com o nosso corpo e com a
terra, é poder nos conhecer, saber qual é o nosso “jeitão” e integrar isso à nossa
história. É essencial adquirirmos um conhecimento emocional daquilo que o nosso
corpo está expressando, tanto física quanto psiquicamente, e também
compreendermos o significado de quem somos e porque nos tornamos dessa maneira.
E finalmente, o contato com a sexualidade é o último elemento que envolve a
expressão total da personalidade, através da sexualidade e do pleno funcionamento
genital. Quando a função genital não é livre (pélvis bloqueada), não conseguimos
ficar completamente firmes no chão.
Além dessas quatro funções de contato, Lowen lembra ainda, que ninguém pode
estar grounded (enraizado) sem estar respirando corretamente, sem contato com
os olhos, sem pleno domínio da voz etc.
Estar grounded então, representa o nosso contato com as realidades básicas de
nossa existência. É estarmos firmemente plantados na terra, identificados com o
nosso corpo, ciente da nossa sexualidade e orientados para o prazer.
A partir desse conceito de grounding, Lowen abordou a questão das emoções. A
palavra emoção descreve movimento para, em direção... Uma emoção é o movimento
de resposta a um estado de excitação de prazer ou de desprazer. Existem as
emoções simples como raiva e medo, que levam a uma resposta direta. Duas ou mais
emoções produzem respostas mais complicadas. No ressentimento, por exemplo, há
raiva e medo encoberto por hostilidade. Quando as emoções são misturadas com
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juízo de valor, o resultado é emoção conceitual ou sentimento. Culpa, vergonha e
vaidade estão nessa categoria de emoção.
`A partir dos princípios reichianos, em que os movimentos estão ligados à
quantidade de carga energética do corpo, seu fluxo e pulsação, Lowen descreveu de
uma forma didática, os espectros da raiva e do amor e suas polaridades, o medo e o
ódio:
1. Quanto ao espectro da raiva, Lowen aponta como suas tonalidades, o
aborrecimento, a irritação, a raiva propriamente dita, a ira e a fúria.
Num quadro de aborrecimento, o estresse e o movimento são brandos. Já na
situação de irritação, a excitação está se construindo no sistema muscular, mas
ainda não existe uma resposta agressiva. Pode-se concluir portanto que a irritação é
um acumulo de aborrecimento.
A raiva, por sua vez, é uma resposta à dor e não é destrutiva. A excitação no
sistema muscular atinge um ponto de ebulição. A resposta é involuntária, mas tem o
controle do ego.
A ira, já é uma reação a uma dor mais severa e tem uma qualidade destrutiva. O ego
participa na expressão dessa emoção, mas, pouco. Diferente da fúria, que é como um
turbilhão onde não há discriminação nem controle do ego.
Por outro lado, tanto o medo quanto a raiva são emoções de emergência que
mobilizam a musculatura do corpo. Quando estamos com raiva, a energia se move
dos pés para o topo da cabeça. Quando estamos com medo a energia vai para baixo.
A cabeça vai para trás e os ombros se encolhem. A relação entre as duas emoções é
tal, que se a direção dos movimentos for invertida uma se torna a outra. Isto é, se
uma pessoa que está com medo ataca, ela vai ficar com raiva e sem medo. Se no
ataque a pessoa se retrai, ela vai sentir medo e desiste do ataque. Vemos então que
energeticamente essas emoções são polares.
2. Quanto ao espectro do medo, Lowen distinguiu as seguintes nuances: apreensão,
ansiedade, medo, pânico e terror.
A apreensão, é uma situação que promete prazer, mas também contém a
possibilidade de dor. Já, na situação de ansiedade, a ameaça de dor é
aproximadamente igual a promessa de prazer. Existe um conflito entre 50% de
chance de dar certo e 50% de dar errado aquilo que esperamos que aconteça.
Quanto ao medo, a situação pode se configurar como dor ou ameaça produzindo
desejo de escapar ou recuar. Há controle do ego. No caso de pânico, o medo é o
dominador e há o impulso de fugir. Puxamos o ar como emergência. O ar fica preso
porque a garganta fecha e o peito fica rígido. Não conseguimos respirar. Quanto ao
terror, mais severo que o pânico, a musculatura se paralisa tornando a fuga
impossível. O terror se desenvolve em situações de dor ou de perigo insuportáveis.
É o que se chama estado de choque. Há uma fuga para o interior do organismo.
Podemos desmaiar como forma de proteção ao ataque.
Esse foi um exemplo de duas emoções polares e seus espectros. Podemos assim,
entender mais claramente o conceito de emoção como onda, correntes que fluem no
organismo. Sua intensidade sinaliza o tom da emoção.
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3. Outra polaridade descrita por Lowen, é amor e ódio:
O amor é um desejo forte de estar ao lado de alguém e que promete maior prazer
(alto nível de prazer quando o sexo é expressão do amor). Se não conseguimos
sentir prazer, é também limitada a nossa capacidade de amar. Se temos medo do
prazer temos também medo de amar. Sem prazer, nos privamos das experiências
que dão sentido à vida. O amor é uma reação expansiva, uma busca pelo outro e pelo
mundo. Pessoas afetivas são extrovertidas, calorosas, relaxadas e doces. Doces
porque o prazer é doce.
Na falta de prazer nos tornamos amargos, frios, isolados e tensos. O amor se torna
frio quando não há mais prazer na relação. Experiências dolorosas muito prematuras
desenvolvem sentimentos de hostilidade. Quando a decepção é muito grande, o ódio
se instala. Ele é o oposto do amor. O ódio é o amor que não pode ser expresso. É o
amor congelado. A forma de expressão do ódio é a raiva ou a fúria. Não expresso,
ele se manifesta na rigidez do corpo e no olhar frio, sem expressão.
“Aceitar toda a gama de sentimentos, expressá-los e conquistar o auto domínio são
os sinais ao longo da estrada que se percorre na viagem de auto-descoberta”.(Lowen
1995)
“Relacionamentos adultos saudáveis, baseiam-se em liberdade e igualdade.
Liberdade denota o direito de expressar livremente os próprios desejos e
necessidades. Igualdade significa que estos nos relacionamentos por nós mesmos, e
não para servir o outro. Se não conseguimos falar abertamente, não somos livres. Se
temos de servir a outro, não é nosso igual”. (Lowen)
É comum termos muito receio de expressar sentimentos negativos. Quando
crianças, provavelmente fomos reprimidos, recriminados e rotulados e hoje não nos
sentimos com direito de expressão, pois podemos ser julgados e abandonados.
Todavia, enquanto os sentimentos negativos não forem descarregados, não
conseguiremos nos sentir livres e iguais. Contidos, serão levados para os
relacionamentos adultos.
No início, os relacionamentos estão cheios de sentimentos positivos, mas com o
tempo, eles não se sustentam e o ressentimento aparece, pois, sem o sentimento de
sermos livres e iguais, nos sentimos aprisionados e insatisfeitos. Nesse momento, a
raiva reprimida é atuada e a falência da relação é inevitável.
Isso acontece tanto nos relacionamentos pessoais quanto nos relacionamentos
profissionais. Na empresa, essa raiva vai ser traduzida em boicotes, fofocas, queda
da produtividade, conflitos, agendas escondidas etc.
A expressão de sentimentos negativos de uma maneira adequada vai depender da
percepção consciente deles e do auto conhecimento. Para expressar raiva
verdadeiramente o som deve ser apropriado à situação. Berrar e gritar, geralmente
expressam ira e frustração, em vez de raiva. A raiva não é usada legitimamente
para controlar os outros, mas para salvaguardar a própria integridade e bem estar.
Quando adultos, geralmente não precisamos gritar, berrar ou socar alguém para
expressar nossa raiva. Dependendo de nossa auto estima e do quanto nos sentimos
fortes, podemos fazer isso com tranquilidade. Em geral, temos muita dificuldade de
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colocar limites e de dizer não. De escolher o que realmente queremos... Colocar
limites pode significar ficarmos sós ou não sermos amados. Algumas pessoas
preferem um mau relacionamento do que nenhum. A mera idéia de estar só é muito
ameaçadora. Este fato faz com estas pessoas se submetam ao outro a qualquer
preço. O fato de estar só nos obriga a viver intimamente conosco mesmos. Se nos
sentimos fracos, inseguros ou incertos, ficar com nosso próprio self não é
agradável. A insegurança de ficar só acaba comprometendo o convívio com o outro,
uma vez que precisamos dessa ligação para aliviar nossa dor emocional.
A dor emocional é geralmente mais difícil de tolerar do que a dor física. A última é
localizada, a primeira é difusa. Sentimos a dor emocional em todo corpo em todo
nosso ser. Do ponto de vista da personalidade, a dor emocional é sempre a perda de
amor.
Nas empresas, podemos ser feridos emocionalmente de diversas maneiras: por
rejeição, humilhação, negação, ataques verbais ou físicos.
“Ser ferido fisicamente por alguém com quem não temos nenhuma ligação emocional
resulta sobretudo em dor física. Podemos ser feridos fisicamente por todo o corpo,
mas a dor não é sentida tão profundamente, como é a dor emocional. Quando uma
ligação amorosa é rompida, por exemplo, somos arrancados de uma fonte de prazer
e vida. O nosso organismo todo se contrai, inclusive o coração. Há uma sensação de
que a própria vida está ameaçada, o que induz a um sentimento de medo.
Sobrevivemos a ameaça de perder a nossa existência porque nem todas as ligações
foram rompidas. E, exceto no caso dos bebês, as pessoas geralmente têm uma
ligação disponível com outras criaturas, com a natureza, com o universo, com Deus”.
(Lowen)
A dor emocional nas empresas, leva à queda da produtividade, porque enfraquece a
auto estima e a capacidade de atuar e se relacionar favorecendo a passividade e a
submissão. A omissão frente a essa realidade, através da desvalorização da dor, é
prática comum na vida organizacional.
À partir do que colocamos e para concluir, é importante salientar que a vivência
plena das emoções e a sabedoria de lidar com elas leva bem estar aos indivíduos e
onde eles estão presentes. Nas organizações, o que é importante não está somente
nos relatórios e resultados observáveis, mas deve também ser inferido através de
outros pressupostos que estruturam e direcionam o pensar e o agir empresarial. O
mesmo pensar e agir que tenta rejeitar todos os aspectos não racionais do trabalho.
A nosso ver, é a aceitação das emoções como um componente importante do
comportamento humano e organizacional que torna as ações e decisões nas empresas
mais racionais e equilibradas. É sua negação que provoca conflitos e transtornos
imensos, criando ambientes em que impera a incerteza, a impulsividade, a
agressividade e a opressão.
Dar importância às emoções, também pode ser um meio de prevenção a muitos
problemas e conflitos como demissões injustas por exemplo. Cuidar das pessoas e
das relações na organização abre espaço para a expressão dos conteúdos emocionais
que servirão para decisões mais justas, estabelecimento de prioridades legítimas,
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ganho de tempo, relações de trabalho mais produtivas, ambientes mais alegres e
saudáveis etc.
A dimensão afetiva do ser humano é fonte de manifestação e interferência no
contexto organizacional, e como tal, pode contribuir para a transformação das
organizações em busca de mais direitos sociais, ética, justiça, poder democrático e
dignidade humana. Para assim também buscarmos uma sociedade como um lugar que
mereça realmente ser vivido.
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Fonte: www.institutoreichiano.com.br
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empresas. São Paulo: Atlas
AS AUTORAS:
*Cecília Carmen Jacinto Andrade
Psicóloga organizacional, mestre e doutora em psicologia social ( PUC-SP ).É docente
dos cursos de graduação e pós graduação no Instituto Mauá de Tecnologia e ESPM.
Atua como consultora em processos de desenvolvimento humano e organizacional
sendo sócia diretora da Crer Ser Otimização do Potencial Humano.
**Maria Ercília Rielli
Psicóloga clínica e organizacional. ”Local trainer”e diretora do Instituto de Análise
Bioenergética de S.Paulo, filiado ao International Institute for Bioenergetic
Analysis, NY
É docente dos cursos de graduação e pós graduação na ESPM na disciplina Fator
Humano como Diferencial Competitivo e Gestão de pessoas.
e-mail:[email protected]
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