Centro de Convenções Ulysses Guimarães Brasília/DF – 4, 5 e 6 de junho de 2012 CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: O 136 DISQUE SAÚDE COMO CANAL FUNDAMENTAL PARA DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES Kelly Gonçalves Meira Arruda Márcio André Paysan de Jesus Maria Francisca Santos Abritta Moro Painel 30/111 Inovação em gestão no SUS: a ouvidoria ativa como estratégia para garantir acesso e acolhimento com qualidade, transparência, avaliação e satisfação cidadã. CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: O 136 DISQUE SAÚDE COMO CANAL FUNDAMENTAL PARA DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES Kelly Gonçalves Meira Arruda Márcio André Paysan de Jesus Maria Francisca Santos Abritta Moro SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO........................................................................................................ 02 2 METODOLOGIA..................................................................................................... 03 2.1 Sistemas utilizados.............................................................................................. 04 3 HISTÓRICO DA CENTRAL DE PESQUISA E ACOLHIMENTO HUMANIZADO DE MANIFESTAÇÕES (136)............................................................ 06 4 A IMPORTÂNCIA DA DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES............................... 09 5 INFORMAÇÕES DISSEMINADAS PELA OUVIDORIA GERAL DO SUS.............. 11 5.1 Disque Saúde (136)/Colaborando com o registro de manifestações e a disseminação de informações.............................................................................. 13 6 TELEATENDIMENTO............................................................................................. 15 6.1 Unidade de Resposta Audível (URA)................................................................... 19 6.2 Atendimento humano........................................................................................... 22 7 CONCLUSÃO......................................................................................................... 26 8 REFERÊNCIAS....................................................................................................... 28 2 1 INTRODUÇÃO Informação, substantivo feminino, não é uma palavra de fácil compreensão, nem tão pouco de fácil contextualização. O conceito que temos de informação é vago e ao mesmo tempo intuitivo. Usamos, absorvemos, assimilamos, manipulamos, transformamos, produzimos e transmitimos informação a todo momento. A informação nos acompanha há muito tempo, tendo como marco a primeira transmissão de dados de um homem para o outro, feita através de vocábulos e/ou mímicas, de forma codificada, a qual posteriormente pôde ser decodificada. Em 1983, a UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, criada em 16 de novembro de 1945, definiu que o direito à informação seria um dos aspectos essenciais aos direitos humanos, e que este, seria tão primordial quanto o direito à alimentação, à saúde, à educação, à moradia, ao lazer, etc (MORAES, 1998). No Brasil, a Constituição Federal em seu artigo 196, estabelece que a saúde é direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visam a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. A informação em saúde é algo fundamental para a saúde pública no Brasil, pois abrange o binômio saúde/doença, além dos aspectos de caráter administrativo, todos essenciais ao processo de tomada de decisão no setor. Ademais, a informação influencia o processo de cidadania, qualificando a participação popular nos processos de formulação e definição de políticas públicas e programas de saúde. É nesse contexto que surge a base de todo o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Ouvidoria Geral do SUS (Doges), da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde – Doges/SGEP/MS, um exemplo de experiência concreta no campo da participação social que nasceu da necessidade de integrar e estimular práticas que pudessem ampliar o acesso dos usuários do SUS ao processo de avaliação das políticas públicas e fortalecer a democratização de informações em saúde. 3 As Ouvidorias, além de se constituírem em um espaço propício ao acolhimento, tratamento e encaminhamento de manifestações da população aos gestores do SUS, atuam também em uma perspectiva informativa, ou seja, disseminam informações em saúde visando maior efetividade no desenvolvimento de um espaço de cidadania. Um cidadão bem informado reúne maiores condições para o exercício da cidadania, pois conhece seus direitos e deveres, bem como os do Estado. Atualmente, a Ouvidoria Geral do SUS (OGSUS) disponibiliza diversos canais para que o cidadão se manifeste, demonstrando com isso uma preocupação relacionada à diversidade que caracteriza a população do nosso país, e buscando facilitar o acesso por parte de todos. Além da Internet, dos Correios e do atendimento presencial, a Ouvidoria Geral do SUS possui uma Central de Pesquisa e Acolhimento Humanizado de manifestações, conhecida como Disque Saúde (136), divulgada em cartazes e outros materiais/publicações do Ministério da Saúde. O Disque Saúde (136) representa de maneira concomitante, um clássico canal de entrada de manifestações de Ouvidoria e um serviço de promoção de saúde, pois orienta a população sobre saúde e políticas de saúde. Este trabalho discorrerá acerca da importância do Disque Saúde (136) como canal fundamental para a disseminação de informações na Ouvidoria Geral do SUS. 2 METODOLOGIA O presente trabalho apresenta as informações disseminadas contabilizadas a partir das ligações e dos atendimentos eletrônicos recebidos em 2011 pelo Disque Saúde (136), com análise de dados extraídos do sistema Web Report. Para familiarização e melhor compreensão dos dados, sugerimos a consulta do Glossário Temático de Ouvidorias em Saúde, material publicado pelo Ministério da Saúde, que pode ser acessado através do link abaixo: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/glossario_ouvsus_2ed.pdf 4 2.1 Sistemas utilizados Os serviços e sistemas que possibilitam a captação, extração e análise dos dados gerenciais são: Central de Pesquisa e Acolhimento Humanizado de manifestações; Unidade de Resposta Audível – URA; Sistema Web Report; Sistema OuvidorSUS. O Disque Saúde (136) funciona das 7h às 22h durante os dias úteis com atendimento humano, e continuamente com o atendimento eletrônico disponibilizado pela Unidade de Resposta Audível – URA. A Unidade de Resposta Audível (URA) é uma ferramenta que armazena mensagens gravadas, as quais são disparadas sempre que uma ligação é recebida no Disque Saúde, contabilizando os denominados atendimentos eletrônicos. Seu menu principal disponibiliza 09 opções. São elas: 1. Se quiser registrar solicitações, reclamações, denúncias, sugestões e elogios ao SUS: Informações sobre como proceder corretamente para a realização de um registro junto à Ouvidoria Geral do SUS, encaminhando o usuário ao atendimento humano, onde pode ser realizado o registro de sua manifestação; 2. Para receber orientações de saúde e saber mais sobre doenças: Informações sobre agravos e encaminhamentos para serviços de saúde, sempre prestadas com o foco na prevenção; 3. Orientações sobre Como Deixar de Fumar: Opção que oferece informações para a pessoa deixar de fumar, além de informações sobre legislação, endereços e telefones de serviços de saúde que possam atender suas necessidades. Serviço realizado em parceria com o Instituto Nacional do Câncer – INCA; 4. Se pretende saber sobre Medicamentos: Informações gerais para aquisição de medicamentos pelo SUS, pelos programas do MS, além do preço máximo praticado pelas farmácias particulares; 5 5. Informações sobre as Campanhas do Ministério da Saúde: Opção que pode ser alterada a qualquer momento (flutuante), contendo informações sobre as atuais campanhas ministeriais; 6. Conheça algumas Ações e Programas do Ministério da Saúde: Informações sobre as ações e políticas do SUS, incluindo legislação, endereços e telefones de serviços que possam atender a necessidade do usuário; 7. Para saber sobre Dengue: Opção (flutuante) que presta informações sobre a Dengue, todavia, poderá ser utilizada para qualquer situação emergente; 8. Suporte Técnico / Programa Farmácia Popular: Para suporte técnico sobre a utilização do sistema do Programa Farmácia Popular; 9. Para falar com um de nossos atendentes. O sistema Web Report é uma ferramenta utilizada para o gerenciamento de estatísticas relacionadas a uma solução de URA, ou seja, essa ferramenta permite a emissão de estatísticas on-line e a geração de relatórios por meio de modelos prontos e de informações armazenadas em um banco de dados. A partir do acesso dos usuários às opções da URA no momento da ligação, é possível a visualização de dados referenciados na data de acesso ao serviço, quantidade de ligações e de atendimentos eletrônicos, tempo de permanência na URA, informações acessadas, além dos locais de procedência das ligações. O sistema oferece ainda uma variedade de parâmetros e possibilidades para apresentar as estatísticas. Os dados são extraídos e apresentados através de gráficos, mapas e tabelas, sendo os parâmetros constituídos de períodos, serviço, regiões, unidades federativas e municípios que originaram a ligação. Para concretizar suas ações, o Doges conta com um sistema informatizado denominado OuvidorSUS, o qual tem por objetivo desburocratizar e tornar dinâmica a comunicação entre as Ouvidorias de saúde nas três esferas de governo, bem como subsidiar a elaboração de relatórios temáticos e gerenciais, desempenhando importante papel como instrumento de gestão. 6 O sistema está dividido em módulos e cada um desses módulos em abas que possibilitam diferentes funcionalidades. No decorrer deste trabalho será abordado de maneira detalhada o módulo “Gestão de Conteúdo”, o qual contém o Banco de Informações técnicas em Saúde (BITS), utilizado pelos teleatendentes do Disque Saúde e pelos próprios técnicos da Ouvidoria para disseminação de informações. Todos os sistemas e serviços supracitados possibilitam à Ouvidoria Geral do SUS identificar as principais demandas sociais do SUS, sob o olhar dos cidadãos, tanto na dimensão coletiva quanto na individual, transformando-as em suporte estratégico para a tomada de decisões no campo da gestão. 3 HISTÓRICO DA CENTRAL DE PESQUISA E ACOLHIMENTO HUMANIZADO DE MANIFESTAÇÕES (136) Para melhor compreensão da abrangência e relevância nacional da atuação do Disque Saúde é importante considerar o histórico da sua criação, conforme descrito a seguir. Em 15 de outubro de 1996 a Coordenação Nacional de DST/AIDS criou o serviço de atendimento telefônico gratuito “Pergunte Aids” (0800-612437), com abrangência nacional e objetivo de responder questões sobre Aids e demais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Esse serviço consolidou um banco de informações que facilitou a compreensão do histórico, manifestações clínicas, transmissão e prevenção dessas doenças, priorizando também questões relacionadas à defesa dos direitos humanos. Uma equipe de atendentes e monitores, de nível universitário, foi responsável por suprir as necessidades de informação da população, garantindo o seu anonimato. Como resultado do grande volume de ligações recebidas, em 1997 iniciou-se um processo de expansão e de transformação do então “Pergunte Aids” em Disque Saúde (0800-611997), como um serviço do Ministério da Saúde, ampliando seu caráter de utilidade pública. 7 O Disque Saúde ampliou o elenco de informações englobando, além das DST e Aids, outras doenças infecciosas, doenças cardíacas, ações e políticas de saúde, conselhos de saúde, transplantes de órgãos dentre outros, além de registrar denúncias, reclamações e sugestões ao Ministério da Saúde; surge aqui o primeiro passo rumo à Ouvidoria. Considerando a experiência acumulada e a qualidade dos serviços prestados pelo Disque Saúde, várias parcerias foram realizadas e novos serviços de Discagem Direta Gratuita (DDG) foram incorporados à mesma central de teleatendimento. Em maio de 2001, o Ministério da Saúde firmou parceria com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para a criação do serviço Disque Pare de Fumar (0800-7037033), que ainda atualmente presta orientações sobre como deixar de fumar, encaminhamento para tratamento e legislação referente ao tabagismo. Desde então, é um dos assuntos mais solicitados pelos cidadãos que ligam para o Departamento. O Disque Saúde Mulher (0800-6440803) foi criado em março de 2003 em parceria com a Área Técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde e com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República. A criação deste 0800 tinha por objetivo principal acolher e orientar vítimas de violência em todo o Brasil. A parceria com o Ministério da Saúde possibilitou um levantamento de informações relevantes acerca da saúde da mulher, que continuam sendo disponibilizadas pelo serviço Disque Saúde. Em maio de 2003 foi inaugurado o Disque Denúncia de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes (0800-990500), em Parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. O objetivo era registrar denúncias de maus tratos, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, bem como encaminhar o cidadão para o Conselho Tutelar, quando necessário. Atualmente o serviço funciona na própria Secretaria Especial de Direitos Humanos. Em setembro de 2003 o serviço Disque Medicamentos (0800-6440644) foi criado em parceria com o Núcleo de Regulação do Mercado de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Este serviço utiliza como base de dados um sistema que permite a visualização dos preços máximos que os medicamentos podem ser vendidos nas farmácias particulares em todo o Brasil. 8 Em novembro de 2005 foi criada a Central de Atendimento à Mulher (CAM), com o objetivo de acolher denúncias de violência contra mulheres. Em abril de 2006, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) assumiu a coordenação da Central, sendo o número de atendimento atual o 180. Em abril de 2006 foi implementada a proposta de unificação dos serviços supracitados, exceto o Disque Denúncias de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes e a Central de Atendimento à Mulher (CAM). Dessa forma, todos os assuntos disseminados nos demais 0800 apresentados incorporaram o elenco de informações prestadas pelo Disque Saúde, otimizando o atendimento ao cidadão, o qual passou a memorizar um único número telefônico de referência nacional, facilitando o contato e reduzindo custos telefônicos. Como número telefônico divulgado a mais de 10 anos, o Disque Saúde ficou nacionalmente conhecido, tornando-se referência no atendimento ao cidadão no âmbito do Sistema Único de Saúde. Em 2008, com o objetivo de otimizar o atendimento ao cidadão, ampliar o canal de escuta da população e interlocução com a gestão do SUS, e ainda, evitar a ampliação de diferentes números telefônicos de Discagem Direta Gratuita (DDG) nas Ouvidorias em estados e municípios, o Doges, por intermédio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), intensificou as discussões acerca da viabilidade de mudança do número do Disque Saúde (0800-611997) para um número tridígito. O objetivo era caracterizar o Disque Saúde como um serviço de utilidade pública, conforme conceitos definidos no anexo da Resolução n o 357 da Anatel (anexo II), de 15 de março de 2004, a qual regulamenta as condições de acesso e fruição dos serviços de utilidade pública e de apoio ao Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). Entende-se por serviço de utilidade pública todo “serviço reconhecido pelo poder público, que disponibiliza ao público em geral a prestação de serviços de interesse do cidadão, mediante, dentre outras formas, a utilização de código de acesso telefônico de fácil memorização”. Fundamentado neste conceito, pode-se inferir que o Disque Saúde adota função de utilidade pública desde 1997, ao atuar como amplo canal de escuta da população sobre o SUS em âmbito nacional. 9 Assim, em 2011 o Disque Saúde passou por uma importante mudança, a substituição do número 0800-611997 pelo número 136. A estratégia buscou facilitar a memorização do contato e, por consequência, ampliar o uso deste instrumento participativo, com a possibilidade de criação de uma identidade nacional para o serviço. Vinculado e fortalecido pelo Doges/SGEP/MS, o Disque Saúde (136) busca atuar como canal de disseminação de informações, de estímulo à participação comunitária e ferramenta de gestão estratégica contribuindo, dessa forma, para melhorias no SUS, a partir dos anseios da população. 4 A IMPORTÂNCIA DA DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES Muitos estudos revelam que novas estratégias devem ser traçadas na gestão da saúde publica do Brasil, como priorizar investimentos em saneamento básico, saúde preventiva e educação em saúde. Isso porque essas ações são mais eficientes e viáveis. Segundo o Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, para cada R$ 1,00 investido em saneamento representa uma economia de R$ 4,00 em gastos com saúde. A Prevenção incontestavelmente é mais econômica do que o tratamento de uma doença e muito menos traumática por não produzir os sintomas e possíveis sequelas. A disseminação de informações em saúde não é diferente. Além de contribuir em orientações de saúde, a própria saúde preventiva e a cidadania, a informação propicia uma melhor viabilidade econômica para a administração pública em razão de serem maiores os gastos nos tratamentos da doença seja hospitalar, seja em assistência farmacêutica. A informação na ouvidoria, realizada em via de mão dupla, possui uma característica específica que é a contribuição para o controle social auxiliando ainda a administração publica na vigilância aos recursos distribuídos o que se tem chamado de accountability. 10 Como resposta à demanda por informações, a administração pública vem adotando estratégias que acompanham as tendências publicitárias, utilizando-se de redes sociais como Orkut, Facebook, Youtube, entre outras. Uma vantagem significativa dessa ação é o baixo custo. Outra estratégia é o uso do e-mail como canal de comunicação com o cidadão para realizar a multiplicação rápida das informações necessárias à população. Ocorre ainda a realização de contratos para a divulgação de informações em mensagens de celular, extratos bancários e em transportes públicos. Um exemplo concreto de impacto de uma informação em saúde é o conjunto de advertências sanitárias contra o tabagismo estampadas nos maços de cigarro. Segundo pesquisa do IBGE realizada em 2008, 67% das pessoas pensam em parar de fumar em função do estímulo das referidas advertências. O único contato indicado no corpo da advertência é o da Ouvidoria Geral do SUS, quem tem a responsabilidade de completar as advertências, prestando informações e encaminhamentos que colaborem para o alcance do objetivo de parar de fumar. Figura 1 Fonte: Ministério da Saúde. 11 De acordo com o INCA, em relação aos custos do tratamento das doenças relacionadas ao fumo, é possível dividi-los em duas categorias: Custos tangíveis Assistência à saúde (serviços médicos, prescrição de medicamentos, serviços hospitalares, etc.); Perda de produção devido à morte e adoecimento e à redução da produtividade; Aposentadorias precoces e pensões; Incêndios e outros tipos de acidentes; Poluição, degradação ambiental; Pesquisa e educação. Custos intangíveis A morte de fumantes e não fumantes; O sofrimento dos fumantes, não fumantes e seus familiares. Portanto, a inovação nas formas de disseminação de informações em saúde é um desafio imposto a todas as esferas administrativas, e fundamentalmente às ouvidorias. Como vantagens da adoção desse procedimento: O fato de a prevenção ter um custo menor que o da assistência; Os efeitos positivos já produzidos por ações nesse sentido; A oferta de novas tecnologias e níveis de acesso que facilitam a comunicação entre a Gestão e o cidadão. 5 INFORMAÇÕES DISSEMINADAS PELA OUVIDORIA GERAL DO SUS Podemos destacar as linhas gerais que definem as categorias de informações a serem tratadas por uma Ouvidoria: A gestão do Sistema Único de Saúde 12 Essas informações têm a finalidade de permitir que o cidadão conheça as políticas, ações e programas desenvolvidos pela Secretarias de Saúde municipal, estadual e pelo Ministério da Saúde. É fundamental que o usuário da saúde pública saiba o que está sendo realizado pela gestão do SUS em cada uma das esferas de gestão. Doenças e orientações em saúde Esse grupo visa contribuir para que o cidadão conheça mais sobre a promoção, prevenção, e recuperação da saúde, abrangendo, por exemplo, assuntos relativos a conceito, tratamento, sintomas, e formas de convívio com agravos já conhecidos ou não pela população. Exemplo: Que ações devem ser adotadas para prevenir doenças sexualmente transmissíveis. A rede do SUS Informar sobre a rede é uma ação importante para facilitar o encontro das formas corretas para o usuário acessar o serviço de que precisa dentro do Sistema e o acesso aos serviços de saúde pelos usuários. Exemplo: Onde e como obter medicamentos da Atenção Básica. Políticas, Programas, Campanhas e Ações estratégicas e/ou emergenciais Isso contribui para o esclarecimento das dúvidas dos cidadãos em relação a assuntos de relevância social em saúde, que são geralmente, divulgados pela mídia e que despertam grande interesse e propiciam muitas dúvidas. Exemplo: Em uma Campanha de Vacinação contra Gripe podem ser informados os grupos destinatários da vacina, as contraindicações, os serviços de saúde onde as vacinas estão disponíveis. Essa forma de atuação permite que os usuários compreendam o papel e os limites da Ouvidoria como mecanismo de participação e fortalecimento do controle social, bem como ofertar ao cidadão possibilidade de reflexões críticas sobre seu papel em uma gestão participativa, estimulando-o ao exercício dessa participação. 13 Além disso, a disseminação de informações funciona como uma espécie de filtro, contribuindo para que a Ouvidoria não precise registrar e tratar demandas que podem ser resolvidas por meio de um simples esclarecimento. Assim, podem-se canalizar esforços para dar melhor tratamento a manifestações que, de fato, não podem ser resolvidas apenas pela Ouvidoria. Trabalha-se apenas com manifestações de usuários que conhecem os requisitos precedentes para cadastrar uma demanda na Ouvidoria. 5.1 Disque Saúde (136)/Colaborando com o registro de manifestações e a disseminação de informações A Ouvidoria Geral do SUS disponibiliza diversos canais para que o cidadão se manifeste, sempre focando a diversidade que caracteriza a população do nosso país, e buscando facilitar o acesso por parte de todos. O telefone 136 é divulgado em todos os cartazes e publicações do Ministério da Saúde. Estará presente também em maços de cigarro e extratos bancários, excepcionalmente. Em relação aos atendimentos realizados por telefone na Ouvidoria Geral do SUS, pode-se destacar o expressivo número de acessos. A Ouvidoria atende gratuitamente os cidadãos, disseminando informações em saúde e registrando sugestões, solicitações, denúncias, elogios, informações e reclamações no âmbito do SUS. O seu diferencial é a facilidade de oferecer informações gerais sobre saúde e políticas de saúde à população. Muito embora isso possa ser feito também por meio de outros canais, a Ouvidoria tem grande facilidade para disseminar informações via telefone, pelo chamado Disque Saúde (136). A referida Central de Teleatendimento conta com uma Unidade de Resposta Audível (URA) que contém uma série de informações gravadas à disposição do usuário, o qual pode também optar por falar com o teleatendente e solicitar uma informação mais especifica sobre o assunto. Essa manifestação não será cadastrada em nosso sistema como uma demanda. Entretanto, será contabilizada como uma informação disseminada. Caso a informação solicitada não esteja no respectivo Banco de Informações Técnicas em Saúde (BITS), o teleatendente poderá cadastrar a manifestação com a classificação de informação e assim a Ouvidoria encaminhará para o órgão responsável pela resposta ao cidadão. 14 Em relação às demandas, o número de registros por telefone, isto é, via Disque Saúde, aumentou 24,9% em 2010, diferentemente do que ocorreu em 2009, onde houve um decréscimo de 7% em relação a 2008. Ao analisarmos somente as demandas que chegaram à Ouvidoria via telefone, percebemos que a solicitação foi a classificação mais recorrente neste canal de entrada, com 58,2% dos registros. Sobre o processo de sondagem de informações necessárias ao registro das manifestações, ele é facilmente realizável por telefone, pois o cidadão raramente se demonstra constrangido ou inseguro em relação à necessidade de relatar os fatos quando se comunica por esse canal de entrada. Em relação às denúncias, por exemplo, o atendimento por telefone é muito eficaz, dando ao cidadão certa sensação de segurança, vez que sua identidade visual é sempre preservada. De outro lado, o atendimento telefônico apresenta como dificuldade a impossibilidade de apresentação pelo usuário de documentos, muitas vezes importantes para efetuação de um registro mais fidedigno, como por exemplo, um documento que indique a exata prescrição médica. Além disso, o telefone jamais permite à Ouvidoria a confirmação da veracidade da identidade, ou dos fatos relatados pelo cidadão que é acolhido por esse canal de entrada. Mais do que isso, não podemos esquecer a gratuidade que o serviço 136 oferece, o que possibilita o contato do usuário seja qual for o seu nível socioeconômico. Além disso, existe uma preferência do cidadão em utilizar o telefone para o registro das manifestações classificadas como solicitação, possivelmente por ser o modo para obtenção imediata de orientações e respostas às demandas mais urgentes, como tratamentos, exames, cirurgias, medicamentos, etc. Isso ficará evidente quando abrirmos a classificação das demandas no próximo tópico. Muito embora os processos de acolhimento e as portas de entrada da Ouvidoria do SUS estejam até o presente momento permitindo o desempenho de seu papel de representante efetivo e atuante do cidadão, indica-se uma atenção constante à necessidade de lançar mão de estratégias para inovar em tecnologias e divulgação das maneiras pelas quais o cidadão pode se manifestar. Nesse passo, temos um grande empenho em oferecer diferentes opções de canais de entrada para os cidadãos, adequando-as às várias realidades encontradas em nosso país, aplicando os princípios da integralidade, da equidade e da universalidade da atenção em saúde. 15 A seguir, serão demonstrados dados retirados do sistema Web Report referentes ao ano de 2011. 6 TELEATENDIMENTO Conforme já visto, a Central de Teleatendimento e Pesquisa da Ouvidoria Geral do SUS, popularmente conhecida como Disque Saúde (136), funciona das 7h às 22h durante os dias úteis com atendimento humano, e continuamente com o atendimento eletrônico disponibilizado pela Unidade de Resposta Audível – URA. Em 2011, o Disque Saúde recebeu 3.580.846 (três milhões, quinhentos e oitenta mil, oitocentos e quarenta e seis) ligações, uma diminuição de 21,4%↓ em relação ao ano de 2010. Gráfico 1. Ligações x Mês Fonte: Sistema Web Report / Oi / Brasil Telecom Ainda que o número de ligações tenha diminuído, em 2011 tivemos como destaque o período compreendido entre os meses de janeiro e março, no qual houve o lançamento do programa “Saúde Não Tem Preço” com o objetivo de disponibilizar, gratuitamente, medicamentos para o tratamento de hipertensão e diabetes no Programa “Aqui Tem Farmácia Popular”. 16 Dessa feita, os dados acima ratificam a central de teleatendimento da Ouvidoria Geral do SUS como uma eficaz ferramenta gerencial para registrar e apontar as maiores necessidades e dúvidas da população acerca dos assuntos divulgados, subsidiando as coordenações do MS para um aperfeiçoamento e direcionamento de ações e programas. Abaixo é demonstrada a distribuição das ligações por região: Mapa 1. Ligações por Região Fonte: Sistema Web Report / Oi / Brasil Telecom 17 O mapa acima demonstra que as regiões Sudeste e Nordeste foram as que mais entraram em contato com o Disque Saúde. A tabela 01 exibe o total de ligações por U.F, além do percentual de ligações relativas à população, isto é, a relação do número de ligações para cada mil habitantes. A região Sudeste originou a maior quantidade de ligações, representando 43,2% do total, porém, na análise relativa à população, a região centro-oeste contabilizou o maior quantitativo de chamadas, com aproximadamente 21 ligações a cada mil habitantes. A região norte mostrou-se com baixo nível de acesso ao serviço, com exceção dos Estados do Amapá e de Rondônia, os quais obtiveram as maiores taxas de ligações por mil habitantes. 18 Tabela 1. Ligações por UF UF Ligações Ligações por mil habitantes1 DF 95.673 37,2 GO 117.328 19,5 MT 46.997 15,5 MS 33.902 13,8 CENTRO-OESTE 293.900 20,9 RJ 481.204 30,1 MG 424.707 21,7 ES 65.783 18,7 SP 574.187 13,9 SUDESTE 1.545.881 19,2 RS 275.069 25,7 PR 152.711 14,6 SC 88.520 14,2 SUL 516.300 18,9 PB 85.279 22,6 BA 307.173 21,9 AL 63.611 20,4 PE 174.983 19,9 RN 62.494 19,7 CE 160.097 18,9 SE 33.803 16,3 MA 77.791 11,8 PI 34.448 11,0 NORDESTE 999.679 18,8 AP 33.630 50,2 RO 21.241 47,2 TO 29.442 21,3 RR 7.910 17,6 UF Ligações Ligações por mil habitantes PA 87.512 11,5 AM 37.210 10,7 AC 7.646 10,4 NORTE 224.591 14,2 BRASIL 3.580.351 18,8 Fonte: Sistema Web Report / Oi / Brasil Telecom 1 Censo IBGE 2010. 19 Observação: Os dados referentes às ligações por Unidade Federativa e Região podem apresentar variação de 0,5%, devido à impossibilidade de rastreamento pela ANATEL de alguns identificadores de chamada. Desta forma, algumas ligações são contabilizadas no número total, mas podem não ser para um destino específico. 6.1 Unidade de Resposta Audível (URA) A URA é um sistema automático de atendimento telefônico em que um computador emite mensagens gravadas de voz, indicando ao cidadão as opções, as informações e os serviços disponíveis que podem ser escolhidos utilizando-se o teclado do telefone. Entre algumas características que são consideradas fundamentais, a URA deve realizar: A captura de dados; Comunicação com aplicações externas; Armazenamento de frases digitalizadas em formato de alta qualidade; Gravação de mensagens de voz em estúdio profissional; Flexibilidade na implementação de novos serviços; Monitoramento das ligações “On Line”, etc. Ademais, a URA permite a inserção de conteúdos estratégicos para a gestão, propiciando a divulgação de 2spots sobre ações e campanhas do Ministério da Saúde. Em 2011, os seguintes spots foram divulgados: Dengue; Campanha de Carnaval contra a AIDS, com a frase: “Sem camisinha não dá. Seja qual for a fantasia, use sempre camisinha’. Participe dessa luta contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis! Previna-se!”; 2 Fonograma utilizado como peça publicitária feito por uma locução simples, geralmente utilizado na publicidade quando há muita coisa a ser transmitida em uma só mensagem. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Spot >. Acesso em: 11 maio 2012.) 20 Dia Internacional da Mulher, com a frase: “Quando as mulheres transformam a sua história, o Brasil inteiro se transforma com elas.” E para buscar as melhorias, em primeiro lugar é preciso ter saúde. O gráfico a seguir demonstra os atendimentos eletrônicos divididos entre as opções disponíveis no menu principal da URA. Gráfico 2. Atendimentos eletrônicos por Opção de menu Fonte: Sistema Web Report / Oi / Brasil Telecom De acordo com o gráfico 02, o menu oferece opções de atendimento que configuram a base de informações do Disque Saúde. O conteúdo dessas gravações tem como foco principal a promoção à saúde e a prevenção de doenças. Cada vez que uma opção é acessada, é contabilizado um atendimento eletrônico. Como o mesmo usuário pode obter várias informações dentro da URA, é comum o número de atendimentos eletrônicos ser maior que o número de ligações totais. Este dado possibilita análise específica dos assuntos mais demandados no atendimento eletrônico. 21 Sendo assim, do total de ligações recebidas, foram gerados 6.419.913 (seis milhões, quatrocentos e dezenove mil, novecentos e treze) atendimentos eletrônicos, 24,7%↓ a menos que em 2010. Pode-se inferir que, esta queda está diretamente ligada ao número de ligações. Gráfico 3. Atendimentos Eletrônicos/Mês Fonte: Sistema Web Report / Oi / Brasil Telecom Ainda sobre o atendimento eletrônico, este permite que o usuário acesse diversos submenus, onde constam orientações e informações básicas acerca dos assuntos mais relevantes, sendo estes definidos a partir da demanda do usuário. A tabela abaixo demonstra os 02 (dois) menus mais acessados com seus respectivos submenus. Tabela 2. Submenus / Doenças e Tabagismo DOENÇAS Saúde da mulher Aids Doenças Sexualmente Transmissíveis Saúde do homem Câncer Saúde mental Influenza A (H1N1) Dengue TABAGISMO Para saber como deixar de fumar Para ajudar alguém a deixar de fumar Benefícios obtidos ao deixar de fumar Sintomas que podem aparecer ao deixar de fumar Fonte: Sistema Web Report / Oi / Brasil Telecom % 26,00% 18,50% 16,80% 9,00% 7,20% 4,80% 3,10% 1,50% % 55,40% 15,30% 14,70% 8,60% 22 6.2 Atendimento humano Do total de ligações recebidas, 774.701 foram direcionadas, em algum momento do atendimento eletrônico, aos teleatendentes da central de teleatendimento da Ouvidoria Geral do SUS, o Disque Saúde (136). Destas, aproximadamente 13% foram atendidas, pois o restante selecionou o teleatendente fora do horário de atendimento ou estes estavam ocupados. Para que o atendimento humano seja feito, os teleatendentes utilizam um banco de informações técnicas em saúde, no qual constam as informações que são disseminadas e cuja estrutura pertence ao sistema informatizado OuvidorSUS. Estas informações são previamente avaliadas pela área técnica do Ministério da Saúde correspondente a cada tema e devem ser atualizadas periodicamente. Durante o ano de 2011 foram computadas 147.140 informações. Os temas que se destacaram foram: Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB), Tabagismo e Aids. 23 Tabela 3. Temas disseminados em 2011 pelos atendentes da Ouvidoria TEMAS TOTAL * Orientado a procurar serviços de saúde 40.073 Obesidade 108 Programa Farmácia Popular do Brasil 22.613 Febre amarela 96 Tabagismo 22.212 Ejaculação precoce 92 Aids 9.294 Doenças do estômago e esôfago 91 Outros encaminhamentos 5.487 Malaria 79 Saúde da mulher 4.691 Tétano 79 DST 3.639 Saúde infantil 71 Saúde bucal 2.585 Vigilância sanitária 66 Dengue 2.534 Pneumonia 64 Assistência farmacêutica 2.350 Pneumonia 58 Vacinas 2.200 Esquizofrenia 57 SUS 2.167 Toxoplasmose 57 Legislações 2.056 Transtorno bipolar 52 Gripe e resfriado 1.949 Raiva 47 Câncer 1.851 Asma e rinite 46 Cartão SUS 1.711 Cólera 46 Drogas 1.493 Febre amarela 45 Tuberculose 1.104 Doenças da pele 44 Hepatite 1.053 Parafimose 42 Site do Ministério da Saúde 1.029 Varicela 42 Hemorroida 41 Saúde do homem Temas 926 Total TEMAS Temas TOTAL Total Hanseníase 901 Conselho de saúde 40 Poliomielite 802 SAMU 40 Diabetes 768 Saúde de adolescentes e jovens 40 Saúde mental 608 Epilepsia 38 Doenças cardiovasculares 476 Toxoplasmose 37 PACS 418 Anemia 36 Transplante de órgãos, tecidos e células 399 Herpes labial 36 Sangue e hemoderivados 374 Doenças respiratórias 35 Meningite 321 Ovário policístico 35 Depressão 318 Verminoses e doenças intestinais 34 Leptospirose 231 Esquistossomose 33 24 Saúde ocular 213 Site – www.aids.gov.br 32 Rubéola 181 Sinusite 31 Estratégia Saúde da Família (ESF) 180 Cirrose 30 Meningite 170 Mal de Parkinson 30 Leishmaniose 167 Amamentação 28 Transtorno do pânico 157 Hemorroidas 28 Alimentação saudável 152 Sinusite 28 Sarampo 149 Doenças diarreicas agudas 27 Fimose 127 Epilepsia 27 Disfunção erétil – impotência sexual 116 Leptospirose 27 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 110 Coqueluche 26 Saúde da população de GLBT 108 Outros temas Total geral 4.636 147.140 Fonte: Sistema OuvidorSUS/MS * Orientado a procurar Serviço de Saúde: são computadas as informações que direcionam o cidadão a contatar ou se dirigir aos serviços, estabelecimentos ou órgãos do SUS de seu interesse. A expressividade dessa informação reforça a característica da Ouvidoria de mediação no acesso aos serviços de saúde. Esses encaminhamentos representaram 27,2% das informações prestadas no atendimento humano. A tabela 04 exibe os temas mais frequentes com seus respectivos assuntos. Diferentemente do que ocorreu em 2010, quando Tabagismo e Influenza A (H1N1) foram os destaques, em 2011 o Programa Farmácia Popular do Brasil foi o tema mais recorrente. Conforme já explicado, esse fato foi proveniente do lançamento do programa “Saúde Não Tem Preço”. 25 Tabela 4. Assuntos dos temas mais disseminados ASSUNTO PROGRAMA FARMACIA POPULAR DO BRASIL TEMA Portaria no 184, de 03 de fevereiro de 2011 6.662 Endereço das unidades próprias no país 3.155 Endereço das farmácias e drogarias cadastradas no programa 2.883 Sistema copagamento – "Aqui tem Farmácia Popular" 2.779 Elenco de medicamentos – unidades próprias 2.723 Elenco de medicamentos – sistema copagamento 2.094 Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB) 1.925 Cadastro de farmácias e drogarias no programa TABAGISMO PROGRAMA FARMACIA POPULAR DO BRASIL Total 392 22.613 Tratamento 10.496 Prevenção 5.873 Legislação 3.238 Complicações 1.456 Sintomas 825 Definição 324 TABAGISMO Total AIDS TOTAL 22.212 Diagnóstico 2.517 Transmissão 2.038 Prevenção 1.987 Definição 1.232 Sintomas 1.017 Tratamento 189 Campanhas 135 Etiologia 88 Direitos 60 Complicações 23 Fatores de risco 8 AIDS Total 9.294 Total Geral 54.119 Fonte: Sistema OuvidorSUS/MS 26 Vale ressaltar a importância e muitas vezes a preferência do usuário em receber o atendimento humano, afinal de contas, o fator humano é um diferencial. Personalizar os atendimentos facilita a disseminação das informações pelo teleatendimento, entretanto é importante ressaltar que a abordagem e a continuidade do atendimento não podem ser exageradas, nem tão pouco ausentes. Não podemos nunca deixar de ouvir as reais necessidades do usuário para atendêlo da melhor forma! 7 CONCLUSÃO A informação em saúde é algo fundamental para a saúde pública no Brasil, pois abrange o binômio saúde/doença, além dos aspectos de caráter administrativo, todos essenciais ao processo de tomada de decisão no setor. Ademais, a informação influencia o processo de cidadania, qualificando a participação popular nos processos de formulação e definição de políticas públicas e programas de saúde. Disseminar informações, além de contribuir com a própria saúde preventiva e a cidadania, propicia uma melhor viabilidade econômica para a administração pública em razão de serem maiores os gastos nos tratamentos da doença seja hospitalar, seja em assistência farmacêutica, respeitando-se assim o princípio da eficiência e adequando-se ao recente modelo gerencial, chamado de Gestão da Qualidade na Administração Pública. Por exemplo, o indivíduo ter informações de como se prevenir de certo agravo é muito importante, uma vez que a prevenção incontestavelmente é mais econômica do que o tratamento de uma doença, e muito menos traumática por não produzir os sintomas e possíveis sequelas. Dessa feita, podemos inferir que o Disque Saúde desempenha o seu papel, atuando como canal de disseminação de informações, de estímulo à participação comunitária e ferramenta de gestão estratégica, contribuindo dessa forma, para melhorias no SUS, a partir dos anseios da população. 27 Ademais, os dados mostrados ratificam a central de teleatendimento da Ouvidoria Geral do SUS como uma eficaz ferramenta gerencial para registrar e apontar as maiores necessidades e dúvidas da população acerca dos assuntos divulgados, subsidiando as coordenações do MS para um aperfeiçoamento e direcionamento de ações e programas. De acordo com Filho (2004), para que as políticas de saúde e as políticas de pesquisa em saúde se integrem e se consolidem como políticas públicas voltadas a atender ao interesse público e à promoção da equidade, é necessário o fortalecimento do processo democrático de disseminação das mesmas, multiplicando os atores envolvidos, os espaços e oportunidades de interação entre eles e instrumentando sua participação com o acesso equitativo a informações e conhecimentos científicos pertinentes, que permitam a defesa fundamentada de seus interesses. Assim, torna-se evidente que a informação em saúde contribuirá para todo o processo democrático do Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, seria irrefutável dizer que o controle social terá papel decisivo no aprimoramento do sistema, contribuindo para a definição, formulação, implementação e até mesmo, correção em relação a todas as políticas públicas de saúde no Brasil. Com a apresentação deste trabalho, o Departamento de Ouvidoria espera favorecer o fortalecimento de uma efetiva gestão participativa, à medida que oferece a integração entre os atores do SUS e seus beneficiários. 28 8 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. ParticipaSUS – Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS. Brasília: outubro, 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria SGEP/MS no 8, de 25 de maio de 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Glossário temático: ouvidoria do SUS. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema OuvidorSUS – Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa no SUS / DATASUS. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Tipificação: Departamento de Ouvidoria Geral do SUS / SGEP. BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema Web Report – Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa no SUS / Brasil Telecom / Oi. BRASIL. Ministério da Saúde. Compêndio: “Falando de Ouvidoria – Experiências e Reflexões” – Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa no SUS. FILHO, A P. Pesquisa em saúde, política em saúde e equidade na América Latina. Ciência & Saúde Coletiva v. 9, Rio de Janeiro, abr/jun 2004. (Em: < http://www.tratabrasil.org.br/detalhe.php?secao=7>. Acesso em: 11 maio 2012.) ___________________________________________________________________ AUTORIA Kelly Gonçalves Meira Arruda – coordenadora geral de Pesquisa e Processamento de Demandas do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS/SGEP/MS. Endereço eletrônico: [email protected] Márcio André Paysan de Jesus – consultor do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS/SGEP/MS. Endereço eletrônico: [email protected] Maria Francisca Santos Abritta Moro – coordenadora geral do Sistema Nacional de Ouvidorias do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS/SGEP/MS. Endereço eletrônico: [email protected]