AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S.A.
CNPJ N.º 02.016.440/0001-62
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS AUDITADAS
31 DE DEZEMBRO DE 2000 E DE 1999
ÍNDICE
Parecer dos Auditores Independentes .....................................................................................01
Demonstrações Contábeis Auditadas
Balanços Patrimoniais.............................................................................................................02
Demonstrações do Resultado ..................................................................................................04
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido............................................................05
Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos..........................................................06
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis ...................................................................07
Relatório da Administração ....................................................................................................24
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos Acionistas e Administradores da
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
Porto Alegre – RS
1. Examinamos o balanço patrimonial da AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
(Controladora e Consolidado), levantado em 31 de dezembro de 2000, e as respectivas
demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido (Controladora) e das
origens e aplicações de recursos correspondentes ao exercício findo naquela data,
elaborado sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de
expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.
2. Nosso exame foi conduzido de acordo com as normas brasileiras de auditoria e
compreendeu: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o
volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Companhia; b) a
constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e
as informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas
contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Companhia, bem como da
apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
3. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. (Controladora e Consolidado) em 31 de
dezembro de 2000, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido
(Controladora) e as origens e aplicações de seus recursos correspondentes ao exercício
findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis emanadas da legislação societária
brasileira.
4. Anteriormente, examinamos as demonstrações contábeis da controladora relativas ao
exercício findo em 31 de dezembro de 1999, apresentadas para fins de comparação, e
emitimos parecer, sem ressalva, datado de 28 de janeiro de 2000.
Porto Alegre, 19 de janeiro de 2001
DELOITTE TOUCHE TOHMATSU
Auditores Independentes
CRC-SP 11609 S/RS
Fernando Carrasco
Contador
CRC n.º 157760/T-1
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S.A. E CONTROLADA
BALANÇOS PATRIMONIAIS
LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E DE 1999
(Valores expressos em milhares de reais)
ATIVO
Controladora
2000
1999
(Reclassificado)
Consolidado
2000
CIRCULANTE
Disponibilidades
Aplicações no mercado aberto
Consumidores e revendedores
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
Rendas a receber
Devedores diversos
Contas a receber CEEE
Tributos e contribuições compensáveis
Almoxarifado
Outros créditos
Despesas pagas antecipadamente
Total do circulante
4.270
3.990
135.922
(6.361)
1.408
2.357
495
4.143
519
9.883
17.710
174.336
3.206
3.335
103.278
(4.050)
192
2.165
3.717
8.347
622
2.827
6.581
130.220
4.292
3.990
135.922
(6.361)
1.408
2.764
495
4.143
1.331
9.060
17.710
174.754
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Consumidores e revendedores
Cauções e depósitos vinculados
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Outros
Total do realizável a longo prazo
19.093
35.654
314.261
10.443
379.451
22.496
32.887
242.247
5.479
303.109
19.093
35.654
314.261
10.443
379.451
4.681
1.554.539
4.851
1.564.071
________
2.117.858
5.631
1.577.502
2.837
1.585.970
________
2.019.299
4.906
1.554.801
4.851
1.564.558
________
2.118.763
PERMANENTE
Investimentos
Imobilizado – líquido
Diferido – líquido
Total do permanente
TOTAL
Continua
2
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S.A. E CONTROLADA
BALANÇOS PATRIMONIAIS
LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E DE 1999
(Valores expressos em milhares de reais)
Continuação
PASSIVO
CIRCULANTE
Fornecedores
Encargos de dívidas
Tributos e contribuições sociais
Empréstimos e financiamentos
Obrigações estimadas
Provisões diversas
Outras obrigações
Total do circulante
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
Empréstimos e financiamentos
Provisões diversas
Provisão para contribuição adicional ao fundo de
pensão
Serviços e assessorias técnicas
Outras obrigações
Obrigações especiais
Total do exigível a longo prazo
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social
Reservas de capital
Prejuízos acumulados
Total do patrimônio líquido
TOTAL
Controladora
2000
1999
Consolidado
2000
75.111
172.629
21.015
76.995
7.198
30.499
21.231
404.678
59.844
60.621
19.149
24.866
5.559
35.714
22.556
228.309
75.849
172.629
21.135
76.995
7.240
30.499
21.236
405.583
1.449.600
81.651
1.334.610
91.636
1.449.600
81.651
33.833
33.833
250
1.565.334
44.407
1.609.741
29.894
38.242
7.690
1.502.072
36.701
1.538.773
250
1.565.334
44.407
1.609.741
463.254
176.387
(536.202)
103.439
________
2.117.858
463.254
177.213
(388.250)
252.217
________
2.019.299
463.254
176.387
(536.202)
103.439
________
2.118.763
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
3
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S.A. E CONTROLADA
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E DE 1999
(Valores expressos em milhares de reais, exceto prejuízo por ação)
Controladora
2000
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
Fornecimento de energia elétrica
Suprimento de energia elétrica
Outras
DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL
Quota para reserva global de reversão
Impostos e contribuições sobre a receita
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
RECEITA (DESPESA) OPERACIONAL
Pessoal
Material
Serviços de terceiros
Energia elétrica comprada para revenda
Transporte de potência elétrica
Depreciação e amortização
Quota para a conta consumo de combustível
Reversão de provisões
Outras receitas (despesas)
RESULTADO DO SERVIÇO
RESULTADO OPERACIONAL
RESULTADO NÃO OPERACIONAL
Receita não operacional
Despesa não operacional
PREJUÍZO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Provisão para contribuição social
Contribuição social diferida
Provisão para imposto renda
Imposto de renda diferido
PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
2000
1.002.745
11.536
13.357
1.027.638
848.757
1.972
15.093
865.822
1.002.745
11.536
15.894
1.030.175
(4.698)
(239.024)
(243.722)
783.916
(16.363)
(211.035)
(227.398)
638.424
(4.698)
(240.177)
(244.875)
785.300
(31.545)
(4.145)
(48.509)
(411.123)
(50.056)
(88.665)
(41.178)
41.932
(11.004)
(644.293)
________
139.623
(61.041)
(3.893)
(40.094)
(313.288)
(47.880)
(85.137)
(22.796)
12.404
4.667
(557.058)
________
81.366
(31.765)
(4.286)
(49.130)
(411.123)
(50.056)
(88.665)
(41.178)
41.932
(12.341)
(646.612)
________
138.688
433
(113.888)
(236.928)
(7.575)
(357.958)
________
(219.019)
5.882
(417.423)
(194.271)
(5.938)
(611.750)
________
(530.384)
433
(113.884)
(236.928)
(7.597)
(357.976)
________
(219.288)
2.654
(3.600)
(946)
________
5.043
(2.269)
2.774
________
2.654
(3.331)
(677)
________
(219.965)
(527.610)
(219.965)
RESULTADO DAS PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS
RECEITA (DESPESA) FINANCEIRA
Renda de aplicações financeiras
Variações monetária e cambial – líquidas
Encargos de dívidas
Outras
Consolidado
1999
(684)
54.541
72.013
________
(147.952)
(19)
42.151
(58)
131.579
173.653
________
(353.957)
54.541
72.013
________
(147.952)
(0,28)
(0,66)
(0,28)
17.472
PREJUÍZO POR AÇÃO ( R$)
17.472
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
4
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E DE 1999
(Valores expressos em milhares de reais)
Capital
social
SALDOS EM 1 DE JANEIRO DE 1999
Aumento de capital em 08/06/99
Compra de ações próprias
Remuneração das imobilizações em curso
Dividendos obrigatórios - exercício de 1998
distribuídos em 1999
Prejuízo do exercício
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 1999
Estorno de remuneração das imobilizações em curso
Dividendos obrigatórios - exercício de 1999
distribuídos em 2000
Prejuízo do exercício
SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000
461.106
2.148
Reservas
de capital
180.125
_______
177.213
(2)
(824)
_______
463.254
(34.293)
(2.182)
56
(786)
_______
463.254
Prejuízos
acumulados
_______
176.387
(353.957)
________
(388.250)
(147.952)
________
(536.202)
Total
606.938
2.148
(2.182)
56
(786)
(353.957)
________
252.217
(2)
(824)
(147.952)
________
103.439
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
5
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S.A. E CONTROLADA
DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E DE 1999
(Valores expressos em milhares de reais)
APLICAÇÕES DOS RECURSOS
Nas operações:
Prejuízo líquido do exercício
Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido:
Equivalência patrimonial
Provisão para desvalorização de investimento
Depreciação e amortização
Variações monetárias e cambiais de longo prazo
Reversão de provisões do longo prazo
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Serviços e assessorias técnicas pagáveis a longo prazo
Custo do permanente baixado
Total aplicado nas operações
Outras aplicações:
Transferência de recebíveis do ativo circulante para longo prazo
Aumento do realizável a longo prazo
Aplicação em investimentos
Aquisição de imobilizado
Aumento do diferido
Compra de ações próprias
Dividendos obrigatórios distribuídos
Transferência do exigível a longo prazo para o circulante
Total das aplicações
Controladora
2000
1999
147.952
(684)
(269)
(88.665)
(123.943)
46.273
72.013
(3.126)
49.551
1.560
2.769
3
68.146
2.014
824
17.835
142.702
ORIGENS DOS RECURSOS
Dos acionistas:
Aumento de capital com bens, direitos e obrigações
De terceiros:
Empréstimos e financiamentos obtidos
Consumidores e participação financeira
Consolidado
2000
353.957
147.952
(85.137)
(425.996)
12.795
173.730
(19.248)
( 2.184)
7.917
(88.665)
(123.943)
46.273
72.013
22.496
11.173
654
62.094
1.560
2.769
3
68.146
2.014
2.182
786
18.539
125.841
( 3.126)
50.504
824
17.846
143.666
2.148
2.757
7.692
10.449
10.449
498
5.529
6.027
8.175
2.757
7.692
10.449
10.449
(132.253)
(117.666)
(133.217)
VARIAÇÕES DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO NEGATIVO
Ativo circulante – aumento (redução):
44.116
No início do exercício
130.220
No fim do exercício
174.336
Passivo circulante - (aumento):
(176.369)
No início do exercício
(228.309)
No fim do exercício
(404.678)
Aumento na deficiência de capital circulante
(132.253)
(24.374)
154.594
130.220
(93.292)
(135.017)
(228.309)
(117.666)
43.335
131.419
174.754
(176.552)
(229.031)
(405.583)
(133.217)
Total das origens
AUMENTO NA DEFICIÊNCIA DE CAPITAL CIRCULANTE
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
6
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
AES SUL DISTRIBUIDORA GAÚCHA DE ENERGIA S.A. E CONTROLADA
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2000 E DE 1999
(Valores expressos em milhares de reais, exceto dividendo por ações, nota 19)
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A., sociedade anônima de capital aberto, é
uma concessionária do serviço público de energia elétrica, tendo sido constituída em 28
de julho de 1997, sob a denominação de Companhia Centro-Oeste de Distribuição de
Energia Elétrica e privatizada em 21 de outubro de 1997. Em 18 de dezembro de 1997,
sua razão social foi alterada para AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A..
Em 29 de maio de 1998, a controladora AES Guaíba Empreendimentos Ltda. foi
incorporada pela Companhia com objetivo de adicionar à sua capacitação, experiência e
conhecimentos técnicos e gerenciais, visando não somente a reorganização do Grupo no
Brasil, mas também a expansão das operações da Companhia.
O objetivo social da Companhia é realizar estudos, projetos, construção e operação de
usinas produtoras e de linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica e
desenvolver atividades associadas à prestação de serviços de energia elétrica.
De acordo com o Contrato de Concessão de Distribuição nº 12/97, a Companhia, possui a
concessão para distribuição de energia elétrica, pelo período de 30 anos, atingindo mais
de três milhões de habitantes da Região Centro-Oeste do Estado do Rio Grande do Sul,
abrangendo 128 municípios.(*)
(*) Não passível de auditoria.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As demonstrações contábeis são elaboradas de acordo com as práticas contábeis
emanadas da Legislação Societária Brasileira (Lei nº 6.404/76 e Lei nº 9.457/97), com as
normas específicas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM e normas aplicáveis às
concessionárias do serviço público de energia elétrica, estabelecidas pelo Poder
Concedente, representado pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL,
consoante às principais práticas contábeis descritas na nota nº 3.
Com o objetivo de adequar a apresentação das demonstrações contábeis, a Companhia
procedeu a reclassificação da parcela do ágio cujo fundamento econômico é a própria
concessão, reclassificando-o do diferido para o imobilizado, ambos integrantes do ativo
permanente, mantendo a amortização pelo prazo da concessão. Este ágio foi pago pela
controladora e incorporado pela Companhia no ano de 1998. A sua amortização
anteriormente apresentada na demonstração do resultado como outras despesas
operacionais passou a ser apresentada como depreciação e amortização, no grupo de
despesas operacionais. As demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31
7
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
de dezembro de 1999 foram reclassificadas, nestes aspectos, para permitir a sua
comparabilidade. (vide também notas nº 3 e nº 10)
3. SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
a) Práticas contábeis específicas do setor
Custos indiretos de obras em andamento – parte dos gastos da Administração Central
é apropriada às imobilizações em curso. Essa apropriação é feita mensalmente e está
limitada a 10% dos gastos diretos com pessoal e mão de obra de terceiros
apropriadas às obras em andamento.
Obrigações especiais – referem-se a contribuições do consumidor e representam
recursos recebidos para possibilitar a execução de empreendimentos necessários ao
atendimento de pedidos de fornecimento de energia elétrica. Em caso de liquidação
da Companhia representariam parcelas a serem revertidas à União.
b)
Práticas contábeis gerais
Demonstração do resultado - as receitas e despesas são registradas pelo regime de
competência. Os ativos e passivos indexados são atualizados “pro rata tempore”.
Aplicações no mercado aberto – representadas por aplicações financeiras, são
registradas ao custo, acrescido dos respectivos rendimentos auferidos até a data do
balanço.
Consumidores e revendedores – o saldo de consumidores e revendedores inclui o
fornecimento de energia elétrica faturado e a estimativa de energia fornecida não
faturada até a data do balanço, apurado pelo regime de competência.
Provisão para créditos de liquidação duvidosa – a provisão é constituída no valor que
se estima ser suficiente para cobrir possíveis perdas na realização dos créditos.
Almoxarifado - compõe-se de materiais destinados à manutenção das operações e é
demonstrado ao custo médio das compras, o qual não excede ao valor de mercado,
deduzido do valor da provisão para itens que provavelmente serão declarados como
obsoletos.
Despesas pagas antecipadamente – correspondem a encargos de CCC – Cota de
Consumo de Combustíveis e RGR – Reserva Global de Reversão, a serem
apropriados ao resultado do exercício na medida em que a receita correspondente
seja faturada aos consumidores.
Investimentos - o investimento em controlada é avaliado pelo método de
equivalência patrimonial e os demais investimentos estão registrados pelo custo de
aquisição e, quando aplicável, ajustado ao valor de mercado.
8
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
Imobilizado – os bens em serviço estão registrados ao custo de aquisição ou
construção, corrigidos monetariamente até 31 de dezembro de 1995, acrescidos da
parcela do ágio de aquisição, pago pela controladora e posteriormente incorporado,
correspondente a maior valia dos bens e deduzidos por depreciação acumulada, a
qual é calculada pelo método linear às taxas anuais de 4% para edificações, obras
civis e benfeitorias; 3,3% a 10% para máquinas e equipamentos relacionados com as
linhas de distribuição, de subtransmissão e subestações; e 10% e 20% para os demais
equipamentos.
O imobilizado em curso, basicamente obras de ampliação de linhas de distribuição
ainda não concluídas, está registrado ao custo de construção incorrido até a data dos
balanços.
A parcela do ágio de aquisição, pago pela controladora e incorporado em 1998, não
alocada diretamente aos bens do ativo imobilizado, tem como fundamento
econômico o contrato de concessão de distribuição de energia elétrica. A sua
amortização é calculada pelo método linear, de acordo com o prazo de concessão
que é de 30 anos.
Diferido – é representado, basicamente, pelo valor aplicado em projetos de longo
prazo, deduzido da respectiva amortização, calculada pelo método linear pelo prazo
médio de 10 anos.
Imposto de renda e contribuição social - o imposto de renda e a contribuição social,
calculados de acordo com a legislação fiscal vigente, sobre a base negativa de
contribuição social, prejuízos fiscais e provisões temporariamente não dedutíveis são
diferidos e registrados no balanço na rubrica de Imposto de Renda e Contribuição
Social diferidos.
Empréstimos e financiamentos - os empréstimos e financiamentos são atualizados
com base nos índices estabelecidos contratualmente. Os juros são calculados
considerando-se os dias incorridos até a data do balanço e incluídos na rubrica de
encargos de dívidas.
Provisão para contribuição adicional ao fundo de pensão – a obrigação futura
estimada com base na avaliação atuarial, preparada anualmente por atuários
independentes, para cobrir os gastos com contribuições para o fundo de pensão dos
funcionários é registrada pelo regime de competência considerando o período dos
serviços prestados pelos funcionários.
Contratos de arrendamento mercantil - os bens adquiridos através de operações de
arrendamento mercantil (leasing) são registrados no imobilizado em contrapartida de
empréstimos e financiamentos e são depreciados pelo método linear, mediante a
aplicação das taxas correspondentes.
Prejuízo por ação - é determinado considerando-se a quantidade de ações em
circulação na data do balanço.
9
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
4. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS
A partir do exercício findo em 31 de dezembro de 2000, abrangem as demonstrações
contábeis da Companhia e de sua controlada AES Florestal Ltda. cuja participação é
99,9% das suas quotas. Constituída durante o exercício, sua principal atividade é a
exploração, tratamento e comercialização de postes de madeira. Na consolidação, foram
eliminados os saldos e o resultado das transações realizadas entre as empresas.
5. APLICAÇÕES NO MERCADO ABERTO
Estão representadas por aplicações financeiras em NBC-E (Notas do Banco Central Série
Especial) sendo a sua remuneração com base na variação do dólar americano mais taxa
de juros que variam entre 6,15% a.a. e 10,50% a.a..
6. CONSUMIDORES E REVENDEDORES
A composição da conta de consumidores e revendedores, em 31 de dezembro, é
demonstrada conforme abaixo:
CIRCULANTE:
Residencial
Industrial
Comercial e serviços
Rural
Poder público
Federal
Estadual
Municipal
Iluminação pública
Serviço público
Suprimento
Encargos por atraso
Renda não faturada
Total circulante
Saldos vincendos
2000
1999
Saldos vencidos
Até 90 dias
Mais de 90 dias
2000
1999
2000
1999
10.084
1.950
2.375
1.186
652
113
242
297
944
1.139
5.759
8.383
43.383
75.855
8.209
1.434
2.294
2.709
572
210
238
124
630
1.570
264
11.709
5.362
4.226
1.886
1.180
117
418
645
2.597
2.942
10.756
3.779
3.439
1.296
1.547
336
989
222
860
1.196
2
3.686
4.878
3.751
2.722
1.550
117
174
1.259
12.801
777
45.983
63.665
______
29.902
______
22.875
______
30.165
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO:
Poder público
Municipal
1.980
Iluminação pública
17.113
Total realiz. a longo prazo 19.093
Total geral
94.948
2.733
19.763
22.496
86.161
______
______
29.902
______
______
22.875
______
______
30.165
Total
2000
1999
3.668
3.214
2.466
1.240
1.979
538
1.025
416
4.025
141
5
25.479 22.633
12.190
8.427
10.352
8.199
5.794
5.245
3.382
4.098
347
1.084
834
2.252
2.201
762
16.342
5.515
4.858
2.907
5.759
271
8.383
______ 43.383 45.983
16.738 135.922 103.278
1.980
2.733
______ 17.113 19.763
______ 19.093 22.496
16.738 155.015 125.774
(continua)
10
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
(continuação)
A Administração da Companhia continua implementando gestões com várias classes de
consumidores e, em especial, com o poder público, nas suas diversas esferas, para a
diminuição dos saldos em atraso e condicionando as negociações aos recebimentos dos
débitos vincendos. Os encargos a receber por atraso são calculados de acordo com as
condições contratuais estabelecidas com os consumidores.
Os valores de longo prazo referem-se a consumidores que tiveram seus débitos parcelados
ou que estão em tratativas de negociação de parcelamento.
7. DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE
Descrição
2000
1999
Variação cambial sobre fornecimento de energia pela Itaipú
CCC – Cota de consumo de combustível
RGR – Reserva global de reversão
Outros
703
9.597
6.660
750
5.621
17.710
6.581
Descrição
2000
1999
Cofins e PIS sobre faturamento – Depósitos judiciais
Cofins e PIS sobre majoração da base de cálculo
Outros
Total
29.887
4.270
1.497
35.654
29.887
2.317
683
32.887
Total
960
8. CAUÇÕES E DEPÓSITOS VINCULADOS
Os depósitos judiciais referentes ao PIS e à Cofins sobre faturamento foram efetuados em
favor da Receita Federal no período de março de 1998 a julho de 1999 (vide nota
explicativa nº 15).
A partir do mês de março de 1999, a Companhia também vem depositando os valores
referentes a majoração da base de cálculo de PIS e Cofins (vide nota explicativa nº 15).
11
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
9. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS
Referem-se a imposto de renda (IR) e contribuição social (CS) diferidos sobre provisões
temporariamente não dedutíveis, prejuízo fiscal (imposto de renda) e base negativa
(contribuição social), nas seguintes bases:
Saldo no ativo realizável a longo prazo
2000
1999
Sobre provisões para contingências fiscais e trabalhistas
Sobre provisão para contribuição adicional ao fundo de pensão
Sobre provisão para aposentadoria incentivada
Sobre provisões para perdas contratuais
Sobre prejuízo fiscal e base negativa
Sobre outras provisões
Total
16.893
11.165
13.119
1.842
265.679
5.563
314.261
18.332
9.865
14.326
2.550
189.741
7.433
242.247
Cálculo do IR e CS apresentados na demonstração do resultado
2000
1999
Prejuízo do exercício antes do IR e CS
Alíquota aplicável (IR 15%+adicional 10% e CS 8% sem adicional)
IR e CS
Efeito de diferenças permanentes entre o lucro contábil e fiscal
IR e CS diferidos
Provisão para IR e CS corrente
Resultado IR e CS
219.965
33%
72.588
(575)
72.013
______
72.013
527.610
33%
174.111
(381)
173.730
(77)
173.653
A Companhia revisa periodicamente a possibilidade de recuperação de seus créditos
tributários de imposto de renda e contribuição social com base na projeção dos resultados
futuros diante do cenário atual. Não há razão para acreditar que tais créditos não sejam
recuperáveis.
12
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
10. IMOBILIZADO
a) Composição dos saldos e taxas anuais médias de depreciação e amortização, na
controladora:
Descrição
Imobilizado em serviço:
Distribuição
Custo histórico mais ágio de aquisição – maior valia
Correção monetária especial
Administração
Custo histórico mais ágio de aquisição – maior valia
Correção monetária especial
Ágio de aquisição – direito de concessão
( - ) Depreciação/amortização acumulada:
Distribuição
Custo histórico mais ágio de aquisição – maior valia
Correção monetária especial
Administração
Custo histórico mais ágio de aquisição – maior valia
Correção monetária especial
Ágio de aquisição – direito de concessão
Imobilizado em curso:
Distribuição
Administração
Total
b)
Taxa anual média
de depreciação
%
2000
1999
(Reclassificado)
4,19
1.014.923
219.069
1.233.992
980.047
219.943
1.199.990
12,00
24.860
2.482
802.164
829.506
________
2.063.498
21.824
2.486
802.164
826.474
________
2.026.464
(367.411)
(107.574)
(474.985)
(323.266)
(96.588)
(419.854)
(6.235)
(1.650)
(72.652)
(80.537)
________
(555.522)
(3.127)
(1.524)
(45.254)
(49.905)
________
(469.759)
42.132
4.431
46.563
1.554.539
18.120
2.677
20.797
1.577.502
3,33
Dos bens vinculados à concessão
De acordo com os artigos 63 e 64 do Decreto nº 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, os
bens e instalações utilizados na produção, transmissão, distribuição, inclusive
comercialização, são vinculados a esses serviços, não podendo ser retirados, alienados,
cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do
Órgão Regulador. A Resolução ANEEL nº. 20/99, regulamenta a desvinculação de
bens das concessões do Serviço Público de Energia Elétrica, concedendo autorização
prévia para desvinculação de bens inservíveis à concessão, quando destinados à
alienação, determinando que o produto da alienação seja depositado em conta bancária
vinculada para aplicação na concessão.
13
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
c)
Ágio
O ágio decorrente da incorporação da controladora AES Guaíba Empreendimentos
Ltda. em 1998 está classificado no imobilizado de acordo com seu fundamento
econômico:
•
A parcela do ágio cujo fundamento econômico é a maior valia dos bens do ativo
imobilizado corresponde a R$ 204.490 e foi adicionada ao custo histórico dos
bens correspondentes e é depreciada pelas mesmas taxas de depreciação dos
respectivos bens;
•
A parcela do ágio cujo fundamento econômico é o contrato de concessão de
distribuição de energia elétrica corresponde a R$ 802.164 e está apresentada em
imobilizado em serviço – administração - Ágio de aquisição – direito de concessão
e é amortizado pelo prazo de 30 anos.
11. FORNECEDORES
A composição do saldo de fornecedores na controladora, em 31 de dezembro, é como
segue:
Descrição
2000
1999
Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. – Eletrosul
Eletrosul – Repasse de Itaipú
Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE
Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – CGTEE
Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. – Gerasul
Companhia Paranaense de Energia – Copel
AES Uruguaiana Ltda.
Outros
Total dos supridores de energia
Uso da transmissão
Outros fornecedores
Total
736
24.698
4.072
4.154
18.480
1.516
6.545
1.101
61.302
4.313
9.496
75.111
474
22.257
3.845
3.922
14.163
3.254
_____
47.915
3.699
8.230
59.844
Os principais fornecedores de energia elétrica da Companhia são Itaipú e Gerasul, com
uma participação de 37,64% e 28,16%, respectivamente, no total de suprimento e
transmissão.
14
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
12. TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
A composição do saldo de tributos e contribuições sociais na controladora, em 31 de
dezembro, é como segue:
Descrição
2000
1999
ICMS
PIS/PASEP
COFINS
INSS
FGTS
Imposto de renda retido na fonte
Outros
Total
15.735
439
2.635
781
198
489
738
21.015
14.213
468
2.166
1.099
160
300
743
19.149
13. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
A composição dos saldos dos empréstimos e financiamentos é como segue:
2000
Descrição
Moeda nacional
Fundação Eletroceee
Leasing
Consumidores
Eletrobrás
BNDES
Emprésimos-Capital
de giro
Total moeda nacional
Índice
de
atualiz
Taxa de
juros
(a.a.)
INPC
9%
De 21,70%
até 34,32%
7%
8,5%
De 1,18%
até 2,43%
TJLP
CDI
Curto
prazo
1999
Longo
prazo
Total
Curto
prazo
Longo
prazo
Total
1.970
20.855
22.825
1.868
21.641
23.509
1.453
7.738
509
165
943
26
503
1.328
2.396
7.764
1.012
1.493
1.327
248
-
942
6.373
897
2.269
6.621
897
64.994 ________
76.829
23.655
64.994
100.484
16.519
19.962
29.853
16.519
49.815
1.425.945
1.425.945
-
1.304.600 1.304.600
166 _______
166 1.425.945
166
1.426.111
4.904
4.904
157
5.061
1.304.757 1.309.661
76.995 1.449.600
1.526.595
24.866
1.334.610 1.359.476
Moeda estrangeira
"Floating Rate Notes"
Leasing
Total moeda estrangeira
Total
Dólar
Dólar
16,50%
De 16,98%
até 19,20%
(continua)
15
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
(continuação)
As parcelas de longo prazo, em 31 de dezembro de 2000, referentes aos empréstimos
junto à Fundação Eletroceee e "Floating Rate Notes", vencem como segue:
Anos de vencimentos
2002 a 2008 – parcelas anuais de R$ 1.970
2009
A partir de 2010 até 2013
Total
13.790
1.427.915
5.095
1.446.800
"Floating Rate Notes"
Em 23 de março de 1998, a Companhia assinou contrato de linha de crédito de reservas
externas, mediante lançamento de "Floating Rate Notes", em regime de “Colocação
Pública”, no valor de US$ 729.234.000, ingressando em 23 de março de 1998 o montante
de R$ 781.839, equivalente a US$ 690.000.000, e em 26 de março de 1998 R$ 44.511,
equivalentes a US$ 39.234.000, vencíveis em abril de 2009, com pagamento de juros
trimestrais até o final do contrato.
Poderá ser exercida a opção de antecipação do vencimento do principal pelo devedor
trimestralmente em qualquer data, e pelo credor nas datas de 24 de abril de 2002, 24 de abril
de 2003, 24 de abril de 2005 ou 24 de abril de 2007.
Como garantia dessa operação, foram oferecidas as ações da Companhia detidas pela
Controladora.
Fundação Eletroceee
O valor do empréstimo junto à Fundação Eletroceee, refere-se a contrato de confissão de
dívida, assumido em decorrência do desmembramento do contrato total com a Companhia
Estadual de Energia Elétrica - CEEE. As amortizações são mensais e, como garantia, foi
oferecida a arrecadação de venda de energia mantida em cobrança junto a diversos bancos.
Leasing
Os contratos de leasing incluem equipamentos de informática, veículos e móveis e
utensílios que a Companhia, por ter intenção de exercer a opção de compra ao final do
período de arrendamento, registrou no ativo imobilizado. O prazo dos contratos varia de
24 a 36 meses.
Consumidores
O empréstimo denominado Consumidores, refere-se a convênios de devolução de valores
adiantados pelos consumidores interessados no fornecimento de energia elétrica, para
financiar as suas ligações, geralmente com expansão da rede de distribuição. Estes
valores, até 1998, eram devolvidos em quatro anos a partir da data de conclusão da
instalação, sem a incidência de juros ou atualizações monetárias. Os adiantamentos
recebidos a partir do exercício de 1998 passaram a ser devolvidos no prazo de um ano,
atualizados pela variação do IGP-M.
16
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
14. OBRIGAÇÕES ESTIMADAS
A composição do saldo de obrigações estimadas na controladora, em 31 de dezembro, é a
seguinte:
Descrição
2000
1999
Provisão de férias e gratificações
Provisão para encargos sociais sobre férias e gratificações
Participação dos empregados nos resultados
Outros
Total
1.542
840
2.668
2.148
7.198
1.406
574
3.418
161
5.559
15. PROVISÕES DIVERSAS
A composição do saldo de provisões diversas, em 31 de dezembro, é a seguinte:
Descrição
Provisão para contingências trabalhistas
Provisão para contingências fiscais
Provisão para complementação temporária de
proventos e para plano de aposentadoria
incentivada – PAI
Provisão para perdas contratuais
Outras provisões
Total
Curto prazo
2000
1999
Longo prazo
2000
1999
8.432
3.542
8.386
4.006
16.499
29.887
20.440
29.887
8.053
2.645
7.827
30.499
8.179
2.670
12.473
35.714
31.700
2.936
629
81.651
35.234
5.057
1.018
91.636
Provisão para contingências trabalhistas
A Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE está sendo citada em diversos
processos judiciais de natureza trabalhista. A Companhia, como sucessora daquela
empresa, é responsável pelas indenizações dos funcionários subrogados.
A Companhia, baseada na opinião de seus consultores jurídicos, registrou provisão para
contingências trabalhistas objetivando cobrir os prováveis gastos futuros com processos
judiciais de natureza trabalhista de diversas naturezas.
Provisão para contingências fiscais - Curto prazo
A Fundação Eletroceee está sendo citada em dois processos de natureza tributária, nos
quais está sendo questionada a incidência de imposto de renda na fonte calculado sobre
os rendimentos auferidos pela Fundação nas aplicações financeiras de renda fixa (CDB,
CDI, etc.) e de renda variável (mercado de ações). Esses processos atingem o valor de
R$ 82.119. A Companhia, com base na opinião de seus consultores jurídicos,
provisionou o valor de R$ 3.542 (R$ 4.006 em 1999), com base no seu percentual de
participação naquela Fundação.
17
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
Provisão para contingências fiscais - Longo prazo
A Companhia ajuizou dois Mandados de Segurança pleiteando a imunidade tributária das
operações relativas a energia elétrica com relação ao PIS/Pasep e à Cofins, com base no
disposto do parágrafo 3º do artigo 155 da Constituição Federal e também ajuizou,
durante o primeiro trimestre de 1999, mandado de segurança questionando a nova base
de cálculo do PIS e Cofins e majoração da alíquota da Cofins. Até julho de 1999, a
parcela destes tributos relativa as operações de energia, no montante de R$ 6.793
referente a PIS/Pasep e R$ 23.094 relativos à Cofins, foram depositados judicialmente. A
partir de julho de 1999, por orientação de sua assessoria jurídica, estes valores passaram
a ser recolhidos diretamente à Receita Federal em função de decisão desfavorável
proferida pelo Supremo Tribunal Federal em processo de outras empresas sobre a mesma
matéria questionada pela Companhia.
A Companhia, através dos seus assessores jurídicos, solicitou ao judiciário a conversão
em renda dos valores depositados em juízo relativos ao PIS/Pasep e à Cofins calculado
sobre o faturamento. Tal pedido permanece em análise e, até a presente data, a
Companhia não obteve deferimento do pleito, permanecendo os depósitos em seu nome.
Em relação ao processo ajuizado sobre o aumento da base de cálculo do PIS, a
Companhia vem mensalmente depositando em juízo os valores apurados, exceção feita as
competências de dezembro de 1999 a agosto de 2000, quando os valores foram
recolhidos diretamente à Receita Federal. A liminar que amparava o não recolhimento da
Cofins incidente sobre receitas diversas daquelas oriundas da venda de bens e prestações
de serviços, foi cassada em julho de 2000 e a partir dessa data a Companhia passou a
efetuar os depósitos judiciais desses valores.
Provisão para complementação temporária de proventos e para plano de aposentadoria
incentivada - PAI
Em decorrência do acordo coletivo de trabalho, a Companhia é responsável pelo
pagamento do benefício de complementação da aposentadoria por tempo de serviço que
tenha sido concedida pela Previdência Oficial ao participante regularmente inscrito na
Fundação Eletroceee, o qual em 31 de dezembro de 1997, não tinha ainda cumprido
todos os requisitos para a fruição do mencionado benefício pela Fundação. O benefício
deverá ser pago pela Companhia até o atendimento dos requisitos necessários para o seu
recebimento, quando então será definitivamente aposentado pela Fundação.
A Companhia está provisionando os valores integrais dos compromissos futuros relativos
às complementações salariais daqueles que, naquela data, exerceram os direitos da
aposentadoria oficial. Considerando o prazo de pagamento desse benefício ajustado a
valor presente pela taxa de 12% ao ano, a complementação salarial será paga até o
reconhecimento do benefício pela Fundação.
Provisão para perdas contratuais
Refere-se a provisão para perdas prováveis com contratos de venda de energia elétrica à
consumidores industriais de grande porte e contratos de compra de energia junto às
Companhias energéticas.
18
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
16. OUTRAS OBRIGAÇÕES
2000
Circulante
Cota Reserva Global de Reversão –
RGR
Outras obrigações – Juros Eletrobrás
Outras
4.113
5.899
11.219
21.231
Longo
Prazo
1999
Circulante
250
_____
250
3.727
6.308
12.521
22.556
Longo
Prazo
7.690
_____
7.690
17. PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL AO FUNDO DE PENSÃO
A Companhia é co-patrocinadora da Fundação CEEE de Seguridade Social - Eletroceee
com participação de 4,21% no seu patrimônio, a qual tem como objetivo principal a
suplementação dos benefícios previdenciários dos participantes. O plano de benefícios
foi constituído de acordo com as características de “benefício definido”, com regime
financeiro de capitalização, utilizando como método atuarial o crédito unitário projetado.
As patrocinadoras são responsáveis pela cobertura de qualquer déficit apurado no plano
de benefícios da Fundação.
Em 31 de dezembro, baseada no resultado da avaliação atuarial conduzida sob a
responsabilidade dos atuários independentes, a Companhia registrou provisão para
contribuição adicional ao fundo de pensão, como segue:
Descrição
Benefícios concedidos – Beneficiários aposentados
Benefícios a conceder – Funcionários em atividade
Total
Ativo líquido do plano – Proporcional
Provisão total
Ganho atuarial
Provisão para contribuição adicional ao fundo de Pensão –
Valor líquido
2000
1999
71.594
31.243
102.837
(64.163)
38.674
(4.841)
61.334
26.766
88.100
(55.770)
32.330
(2.436)
33.833
29.894
As principais premissas utilizadas pelo atuário independente são:
- Taxa de desconto: IGP + 6% a.a.
- Aumentos salariais: IGP + 2% a.a.
- Taxa de retorno do plano: IGP + 6% a.a.
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AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
18. SERVIÇOS E ASSESSORIAS TÉCNICAS
Em 29 de dezembro de 2000, foi celebrado um aditivo contratual entre as partes
(Controladora e empresa ligada no exterior), alterando a cláusula sobre a forma de
cobrança e mensuração do valor dos serviços prestados, passando a ser em até 3% da
receita líquida da Companhia, mediante a comprovação dos serviços prestados e registro
no INPI para permitir sua remessa ao exterior. Dessa forma, o saldo existente em 31 de
dezembro de 1999, calculado com base em 3% da receita líquida desde o início da
vigência do contrato foi revertido na mesma data, a crédito do resultado do exercício.
19. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
O capital social é dividido em 537.163.482 ações sem valor nominal, sendo 276.941.307
ordinárias e 260.222.175 preferenciais. A conta Reserva de capital inclui o valor do ágio
decorrente da incorporação da controladora em 1998, no montante de R$ 177.705.
A cada ação ordinária corresponderá um voto nas deliberações das Assembléias Gerais.
As ações preferenciais não terão direito a voto, mas desfrutarão das seguintes vantagens:
a) prioridade no reembolso do capital, sem direito a prêmio, no caso de liquidação da
Companhia; b) direito de receber, com relação ao exercício social a se encerrar no dia 31
de dezembro de 1998 e no exercício social imediatamente subseqüente, dividendos
cumulativos de, no mínimo, 38,925% da parte do capital social integralizado própria a
essa espécie de ações, dividendos esses pagáveis à conta de reservas de capital nos
exercícios sociais em que o lucro for insuficiente; e c) direito de receber, com relação aos
exercícios encerrados a partir de 31 de dezembro de 2000, dividendos não cumulativos
de, no mínimo, 6% (seis por cento) da parte do capital social integralizado, própria a essa
espécie de ações.
Cálculo dos dividendos obrigatórios às ações preferenciais, referentes ao exercício findo
em 31 de dezembro de 1999, pagos em 2000:
Descrição
Capital social integralizado correspondente às ações preferenciais
Dividendo mínimo obrigatório
Total dos dividendos obrigatórios a distribuir
Valor em R$ do dividendo por ação
224.417
38,925 %
87.356
0,33569189
A Companhia, por deliberação do acionista controlador através de Assembléia Geral
Ordinária de 28 de abril de 2000, ratificada pela Assembléia Geral Extraordinária de 13 de
fevereiro de 2001, está distribuindo os dividendos mínimos obrigatórios calculados sobre o
capital correspondente às ações preferenciais somente aos acionistas minoritários. A
parcela correspondente às ações pertencentes ao acionista controlador no montante de
R$ 86.532 permanecerá como reserva de capital para ser distribuída no futuro.
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AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
20. SEGUROS
A Companhia mantém contratos de seguros com cobertura determinada por orientação de
especialistas, levando em conta a natureza e o grau de risco, por montantes considerados
suficientes para cobrir eventuais perdas significativas sobre seus ativos e/ou
responsabilidades. As principais coberturas de seguros são:
Descrição
Responsabilidade civil
Garantia inicial
Danos morais
Riscos operacionais
Propriedades
Desp. Extraordinárias
Transportes
Locais não especificados
Pequenas obras de engenharia
Roubo e/ou furto qualificado de bens
Lucros cessantes
2000
1999
2.776
2.776
555
56.000
5.600
2.200
1.200
1.000
100
56.000
56.000
5.600
2.200
1.200
1.000
56.000
O valor dos prêmios de seguro pagos são de R$ 277, sendo R$ 150 (R$ 168 em 1999) de
Responsabilidade Civil e vigentes de 21.03.2000 a 21.03.2001 e R$ 127 (R$ 213 em 1999)
de Riscos Operacionais e vigentes de 21.04.2000 a 21.03.2001.
21. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
As transações com partes relacionadas são realizadas em condições normais de mercado e
apresentam os seguintes saldos em 31 de dezembro de 2000:
Ativo Circulante
Devedores diversos
Passivo Circulante
Fornecedores
Credores diversos
Despesas
Despesa operacional
Variações monetárias
Energia comprada
AES
Uruguaiana
Cemig
AES
Florestal
68
6.545
548
11.247
239
4.981
823
690
21
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
22. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
A CVM, através da Instrução n° 235, de 23 de março de 1995, estabeleceu mecanismos
para a divulgação em nota explicativa sobre o valor de mercado e as condições pactuadas
dos instrumentos financeiros, reconhecidos ou não contabilmente.
Os ativos e passivos enquadrados como instrumentos financeiros (empréstimos, aplicações
financeiras, etc.), incluídos nas demonstrações contábeis não apresentam desvios
significativos entre o valor contábil e o de mercado, na data destas demonstrações
contábeis.
A Companhia não possui operações com instrumentos financeiros, não reconhecidas nas
demontrações contábeis nem tampouco operações no mercado de derivativos.
23. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
A composição da receita bruta por classe de consumidores é a seguinte:
Descrição
N.º de Consumidores (*)
2000
1999
Residencial
Industrial
Comercial e serviços
Rural
Poder público
Iluminação pública
Serviço público
Subtotal
Fornecimento não faturado
Subtotal
Suprimento
Outras
TOTAL
747.563
727.155
18.480
18.336
71.441
69.874
80.151
77.512
6.390
6.264
108
108
678
603
924.811
899.852
________ ________
924.811
899.852
3
3
________ ________
899.855
924.814
MWh (*)
2000
1999
1.642.930
3.614.593
751.910
811.852
124.290
214.229
181.565
7.341.369
________
7.341.369
48.298
________
7.389.667
1.578.864
3.253.719
690.616
767.354
118.200
215.226
173.299
6.797.278
________
6.797.278
44.735
________
6.842.013
Receita
2000
1999
R$
R$
363.043
311.713
353.846
288.577
149.360
124.003
61.462
56.051
22.642
19.773
23.028
21.106
22.926
19.731
996.307
840.954
6.438
7.803
1.002.745
848.757
11.536
1.972
13.357
15.093
1.027.638
865.822
(*) Não passível de auditoria.
24. DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL
A composição das deduções da receita operacional na controladora é como segue:
Cotas para Reserva Global de Reversão
ICMS
Cofins e PIS
2000
1999
4.698
203.047
35.977
243.722
16.363
180.303
30.732
227.398
25. EVENTO SUBSEQÜENTE
22
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
A Companhia está em processo de obtenção de registro junto à Comissão de Valores
Mobiliários – CVM, para a emissão de debêntures com o objetivo de captação de
recursos no total de R$ 250.000, que serão, principalmente, destinados ao pagamento dos
encargos da dívida atual da Companhia. Essa operação tem por objetivo a reestruturação
do passivo oneroso da Companhia, através do alongamento do perfil da dívida e da
redução das taxas médias de juros.
26. PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO
Em 21 de outubro de 1997, através do Leilão Especial, promovido pela Bolsa de Valores
do Extremo Sul - BVES, realizou-se a privatização da Companhia Centro-Oeste de
Distribuição de Energia Elétrica, atual AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia
S.A., na qual a Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE detinha 100% do seu
capital social. A venda foi realizada pelo valor de R$ 1.510.000, com um ágio de
93,55%. Conforme estabelecido no Edital de Licitação para a privatização, foram
assumidas pelo vencedor do leilão (AES Guaíba Empreendimentos Ltda.) as seguintes
principais obrigações:
• Assegurar que pelo menos um membro do Conselho de Administração da Companhia
seja livremente indicado pelos empregados. Caso as ações que detenham, inclusive
aquelas adquiridas na oferta aos empregados, não sejam suficientes para assegurar a
eleição, o processo de eleição do representante dos empregados será coordenado pelo
sindicato representativo da maioria dos respectivos empregados;
• Manter a Companhia como “Companhia de Capital Aberto”, durante o prazo da
concessão;
• Assumir relativamente aos empregados da Companhia, pelo prazo mínimo de 3 anos,
o plano de benefícios previdenciário vigente, como co-patrocinadora, sem
solidariedade da Fundação CEEE de Seguridade Social - Eletroceee;
• Responsabilizar-se pelo financiamento da reserva a amortizar da Fundação Eletroceee
dos participantes que lhe couber, no prazo necessário à amortização total dessa
reserva, nas taxas calculadas pelo atuário responsável pelo plano de custeio e na
proporção do somatório dos Salários Reais de Contribuição - SRCs;
• Manter para os empregados, até 31 de agosto de 2004, as condições em vigor das
atividades assistenciais e de saúde executadas através do convênio firmado com o
Sindicato dos Trabalhadores - Senergisul;
• Assumir, mediante sub-rogação, os direitos e obrigações estabelecidos nos contratos de
suprimento de energia, inclusive no que concerne as garantias dadas pela CEEE ao
supridor nesses contratos.
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AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas:
De acordo com o disposto em nosso Estatuto Social e na Lei das Sociedades Anônimas,
apresentamos à V.S.as. as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31
de dezembro de 2000, compostas do Balanço Patrimonial, da Demonstração de Resultado, da
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e da Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas e do Parecer dos
Auditores Independentes.
1. APRESENTAÇÃO
Em aderência aos valores e princípios da Controladora, os quais são observados em todos os
seus negócios, nos mais de trinta países onde possui investimentos, conceitos de
administração como o empowerment, são efetivamente aplicados e praticados na Companhia.
Os colaboradores, organizados em times de trabalho de alto desempenho e autônomos, estão
efetivamente envolvidos no negócio e este fato favorece o fortalecimento de um ambiente de
trabalho alegre e desafiador, onde as potencialidades individuais são altamente estimuladas,
em benefício da qualidade do serviço e do atendimento aos clientes.
A justiça, a integridade, a responsabilidade social e o fun, orientam o posicionamento da
Companhia através de seus colaboradores, em cada processo decisório. Este posicionamento
tem garantido o absoluto sucesso da Controladora em todos os países do mundo onde atua, o
que reforça a nossa convicção de que o lucro, vital para qualquer empresa, deve ser, e é, a
conseqüência do serviço prestado com qualidade, confiabilidade e segurança e não o objetivo
fim da empresa.
Ao longo de 2000, obtivemos diversos prêmios de destaque no Setor Elétrico Nacional. Em
premiação conduzida pela ABRADEE - Associação Brasileira de Distribuidores de Energia
Elétrica, ficamos entre os quatro melhores colocados nas categorias de Melhor Empresa
Distribuidora Nacional, Melhor Empresa Distribuidora na Região Sul e Melhor Empresa em
Responsabilidade Social. Obtivemos a segunda colocação nacional Melhor Avaliação pelo
Cliente, com 86,2% de satisfação expressa nos conceitos de "bom" e "muito bom".
(grifamos)
Em premiação conduzida pela Revista Eletricidade Moderna, obtivemos o primeiro lugar em
Melhor Distribuidora Nacional e Melhor Distribuidora da Região Sul.
Sentimo-nos orgulhosos destes prêmios, especialmente porque refletem a aderência aos
nossos valores e princípios de oferecer uma energia limpa, confiável e de maneira socialmente
responsável.
Ao longo de 2000, demos prosseguimentos aos esforços visando a atualização tecnológica,
tanto em nível de redes de distribuição e de sub-transmissão quanto em nível dos sistemas de
informática, com o objetivo de fornecer aos nossos clientes uma energia limpa, confiável e a
preços justos.
24
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
De acordo com o previsto, ao longo de 2000, concluímos a implantação de uma rede de
comunicação de dados mais moderna e confiável, baseada em fibras ópticas e links de rádio,
com redundância nos principais troncos, em substituição à rede frame relay e ajustamos todos
os procedimentos necessários em função da implantação dos sistemas de informática, tanto
nas áreas técnica, quanto nas áreas comercial e financeira-contábil.
As questões regulatórias, em conjunto com os efeitos remanescentes da variação cambial,
influenciaram significativamente o resultado da empresa, em especial, as significativas
oscilações de preços do mercado spot de energia, afetado pela baixa hidraulicidade das
barragens dos sistemas sul e sudeste, elevando os seus preços para patamares nunca
observados.
Ademais disso, o atraso da entrada em operação da Usina Térmica à gás de Uruguaiana,
primeiramente devido a atrasos na disponibilização do gás e depois por problemas técnicos na
construção e montagem de alguns equipamentos, levou a empresa a negociar contratos
bilaterais de compra de energia, os quais, embora com preços inferiores ao mercado spot
superaram os preços normais previstos nos contratos com àquela Usina.
Por outro lado, o descasamento das datas de reajuste dos preços de energia de suprimento e de
fornecimento e os incrementos em alguns encargos e tributos tais como CCC e CPMF, entre
outros, culminaram com o envio de pedidos de Revisão Extraordinária da tarifa de energia
elétrica à ANEEL, conforme consta no Contrato de Concessão, sendo que até esta data, a
ANEEL ainda não se manifestou em relação a tais pedidos.
2. ÁREA DE CONCESSÃO
A área de concessão da Companhia, compreende a região centro-oeste do Estado do Rio
Grande do Sul, possui mais de 99,5 mil km² de área, distribuída em 113 municípios políticos,
iniciando em Canoas, passando por São Leopoldo, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul, Santa
Maria, Santana do Livramento e Uruguaiana, onde, respectivamente, faz fronteira com o
Uruguai e com a Argentina, constituindo-se, indiscutivelmente, no mais importante e
estratégico corredor de negócios do Mercosul.
3. MERCADO
A diversidade do mercado da AES Sul tem destaque no segmento industrial, que passa pelas
atividades de petroquímica, metalurgia, coureiro-calçadista e tabageira, as quais atuam
fortemente nos mercados nacional e internacional garantindo estabilidade e crescimento
sustentado.
Destaque-se que, enquanto em nossa área de concessão verificamos um crescimento de 8%
em termos de consumo de energia elétrica, no Brasil este crescimento limitou-se a 4,8% ao
longo de 2000 demonstrando, mais uma vez, que a AES Sul está inserida num mercado
estratégico e que ano após ano vem apresentando crescimentos muito acima da média
nacional.
O crescimento do nosso mercado, teve a seguinte distribuição pelas principais classes de
consumo:
ENERGIA VENDIDA EM MWh
25
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
Classes
Acumulado Anual
1999
2000
1.578.864
1.642.930
690.616
751.910
3.253.719
3.614.593
767.354
811.852
551.460
568.382
6.842.013
7.389.667
Residencial
Comercial
Industrial
Rural
Outras
TOTAL
Crescimento (%)
Estrutura (%)
4,1
8,9
11,1
5,8
2,7
8,0
22,2
10,2
48,9
11,0
7,7
100,0
11,1 %
4.000
3.500
3.000
2.500
1999
2000
4,1 %
2.000
8,9%
1.500
5,8 %
2,7 %
1.000
500
0
Residencial
Comercial
10%
Industrial
Rural
Outras
7%
Industrial
11%
Residencial
50%
22%
Rural
Com ercial
Outras
Em termos de número de clientes, ao longo de 2000 observamos um crescimento de 25 mil
novos clientes chegando a 925 mil clientes, ou seja, 2,8% de crescimento em relação a 31 de
dezembro de 1999.
26
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
4. ÁREA COMERCIAL
A partir da implantação do Sistema de Gestão Comercial, pudemos continuar a modernizar
nossos procedimentos, sendo possível obter melhor performance nos processos comerciais,
traduzidos em benefícios aos nossos clientes. Como destaque podemos citar:
♦ Conclusão da implantação do Call Center, com a utilização de equipamentos de última
geração, garantindo ao nosso cliente um atendimento de qualidade, via telefone, evitando
o seu deslocamento até as lojas de atendimento;
♦ Disponibilização do portal Web AES Sul, através do qual, os clientes e parceiros,
poderão, nesta primeira etapa, conhecer a empresa e fazer solicitações de todos os tipos de
serviços disponibilizados pela empresa;
♦ Implantação do processo de faturamento pelo histórico de consumos para os clientes
rurais, permitindo que estes saibam com antecedência o valor de sua conta de energia
elétrica, faturada com base nos históricos anuais destes clientes, com ajustes do consumo
real a cada doze meses. Além da estabilidade do valor da fatura, evita aos clientes o
transtorno da auto-leitura.
5. INVESTIMENTOS
Durante o ano de 2000, foram realizados investimentos orientados para o atendimento ao
crescimento do mercado e aos requisitos de qualidade e confiabilidade dos serviços de
distribuição de energia elétrica, visando atender as necessidades dos clientes da empresa e
adequar-se à regulação específica. Na construção e reforma de Linhas e Subestações foram
investidos R$ 15,25 milhões e 41,16 milhões em Redes de Distribuição. Além desses
investimentos, foram aplicados R$ 4,70 milhões em sistemas informatizados de gestão e
R$ 2,64 milhões em várias outras ações para a melhoria de segurança e condições de trabalho.
O Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica obteve investimentos de R$ 6,62
milhões, visando disponibilizar a conservação de 29.560 MWh/ano e uma demanda evitada de
8.860 kW.
6. QUALIDADE DO SERVIÇO
A maior parte dos investimentos da empresa durante o ano de 2000 foram direcionados para a
melhoria da qualidade dos serviços. Além dos investimentos na rede de distribuição, a AES
Sul consolidou a implantação dos Sistemas de Engenharia e de Gestão de Incidências, o qual
controla e registra automaticamente todas as ocorrências na rede de distribuição.
Atualmente a empresa possui informações confiáveis de todos os indicadores de qualidade
dos serviços de toda a sua área de concessão e individualmente de todos os seus consumidores
sobre: DEC - Duração Equivalente por Consumidor, FEC - Freqüência Equivalente por
Consumidor, TAC – Tempo de Atendimento aos Consumidores e outros. Esse sistema
permite também a identificação geográfica das ocorrências, permitindo maior agilidade na
localização dos defeitos na rede e suas soluções pelas equipes de manutenção.
Os valores nominais realizados no ano de 2000 em relação a DEC (24,50) e FEC (18,58)
ficaram acima dos realizados em 1999 - DEC (18,22) e FEC (17,10), certamente em função
da maior facilidade de acesso à empresa por parte dos clientes, o que melhorou a
27
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
confiabilidade e a eficiência do registro e controle das incidências. Outro fato que contribuiu
para o aumento dos valores realizados foram os sucessivos temporais que aconteceram em
nossa área de concessão, bem acima da média dos últimos anos. Mesmo com esse aumento do
valor numérico dos indicadores, os consumidores têm verificado a significativa melhoria da
qualidade dos serviços, o que foi demonstrado pelas pesquisas de satisfação dos clientes
realizadas por institutos conceituados e também pelos prêmios recebidos pela empresa.
Além disso, no ano de 2000 foram feitas melhorias significativas nas práticas de construção,
operação, manutenção da rede de distribuição e atendimento aos clientes, através de novas
tecnologias e ferramentas, como também a intensificação dos trabalhos com Linhas
Energizadas, tanto na Média como na Alta Tensão e Subestações.
7. ÁREA TÉCNICA
Durante o ano de 2000 foram direcionados recursos significativos para adequação de
17(dezessete) Subestações de nossa área. Na adequação proposta estabeleceu-se uma nova
concepção de modelo de Subestações na AES Sul. Um modelo padrão, ágil, eficiente, seguro
e principalmente com significativa redução de custos de manutenção preventiva, em
decorrência da utilização de equipamentos de última geração utilizados no setor elétrico
mundial como: disjuntores a vácuo e/ou SF6 e relés digitais com oscilografia. Essa nova
concepção de Subestações, resultará num ganho expressivo na qualidade e continuidade do
fornecimento de energia aos nossos clientes.
A Companhia com o objetivo de atender o crescente aumento de energia, que vem
acontecendo a partir do crescimento industrial registrado durante o ano de 2000, está
investindo na ampliação e/ou construção de novas Subestações, representando um
significativo aumento da capacidade instalada do sistema de sub-transmissão.
Dentro desse contexto a AES Sul, empresa resultante da cisão da Companhia Estadual de
Energia Elétrica e privatizada em Outubro de 1997, registra um incremento acumulado de
potência instalada em suas instalações, de 20% no período de 3(três) anos.
Considerando as novas exigências do Agente Regulador referente aos Indicadores de
Qualidade: como DEC, FEC, DIC e FIC, a AES Sul decidiu buscar novas alternativas e
tecnologias de Padrão de Redes Aéreas para os seus sistemas.
A busca de uma solução tecnicamente superior ao clássico sistema aéreo convencional,
visando reduzir o impacto causado por esse sistema, levou a empresa a alterar o seu Padrão de
Rede Aérea Convencional para um sistema de Redes Aéreas Isoladas e Protegidas em zonas
urbanas, de forma pioneira no Rio Grande do Sul. Para redes de baixa tensão adotou-se
sistema de rede multiplexada isolada e para a média tensão em áreas com grande densidade de
arborização e por questões de segurança à comunidade, adotou-se o padrão de rede compacta
semi-protegida.
Pela melhoria do desempenho já apresentado durante o ano de 2000, a empresa acredita que
terá nos próximos anos uma melhoria significativa em seus indicadores de qualidade e
também em relação aos aspectos de segurança.
28
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
Também ao longo do ano 2000, iniciou-se a implantação do projeto de telemedição dos
alimentadores de média tensão junto às Subestações de nossa área de concessão, cuja função
principal é de obter dados de leituras confiáveis em tempo real de todas as grandezas
elétricas. Este sistema proporcionará um gerenciamento mais eficaz da nossa curva de carga
em tempo real e ainda disponibilizará informações para formação de um banco de dados de
carregamento de nossas Subestações, permitindo dessa forma, otimizarmos os investimentos
da expansão a partir dessas informações.
Além disso, a Companhia concluiu no decorrer do ano de 2000 a implantação da BDI (Base
de Dados de Instalações), um sistema de cadastro de redes e equipamentos georeferenciado
que possibilitou também a implantação do novo sistema de gestão de redes de distribuição –
Módulo de Estudos, tendo por objetivo melhorar as condições de controle dos ativos e
planejamento da expansão dos sistemas de distribuição.
8. ADMINISTRAÇÃO
As práticas de administração da empresa durante os anos anteriores e consolidadas em 2000,
permitiram à empresa chegar a uma evolução significativa dos índices de produtividade
EBITDA, kWh e Consumidores por empregado, comparáveis às melhores do mundo nesse
ramo de negócios.
350
1200
300
1000
250
800
200
600
150
400
100
200
50
0
0
1998
1999
2000
EBITDA por empregado (R$)
1998
1999
2000
Consumidores por empregado
Além disso, promoveu a contínua melhoria nos Sistemas de gestão anteriormente
implantados, com o objetivo de melhor atender as demandas da sua administração e dos
órgãos reguladores.
Para atender ao seu Programa de Obras e Manutenção do Sistema de Distribuição, a
Companhia gerou mais de 800 empregos indiretos no Estado do Rio Grande do Sul, oriundos
da parceria com empreiteiras que trabalham na manutenção de todo o seu sistema de linhas,
redes e subestações.
29
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
Durante o ano de 2000, pudemos comprovar a eficiência do desempenho das novas
tecnologias implementadas, tais como as redes compactas de média tensão semi-protegidas e
redes multiplexadas de baixa tensão, que são ecologicamente corretas, evitando podas de
árvores plantadas sob a rede, e por isso mesmo menos sujeitas a interrupções do fornecimento
de energia elétrica em dias de temporal. Além dos aspectos de melhoria da confiabilidade
apresentada pelo novo padrão de rede, devemos destacar também que esse sistema reduz
significativamente os acidentes por choque elétrico tanto em relação às pessoas que
desenvolvem atividades junto à rede, como também na comunidade em geral.
Destacamos também durante o ano de 2000, a redução das perdas de energia de 7,96% para
6,15%, embora tenha registrado um aumento do consumo de energia no período, de 8,0%.
Essa importante redução constatada deve-se principalmente ao direcionamento de ações de
investimentos no sistema de distribuição e sub-transmissão voltadas para a redução de perdas
técnicas e também de ações eficazes de fiscalização para a redução de perdas comerciais.
9. SEGURANÇA E RESPONSABILIDADE SOCIAL
Nosso objetivo é atingir o nível zero de acidentes de trabalho e por isso, não estamos medindo
esforços no treinamento de nossos colaboradores e também dos terceirizados, visando
qualificar adequadamente todos aqueles que se expõem a situações de risco na operação de
manutenção do sistema de distribuição. Ao longo de 2000, obtivemos uma redução de mais de
50% nos índices de acidentes em relação ao ano anterior.
Estamos desenvolvendo um trabalho junto à população, no intuito de orientar a comunidade
sobre os riscos que a energia elétrica pode causar, se mal empregada. Para isso, continuamos
a atuar fortemente na “Campanha de Prevenção de Riscos Elétricos” com a distribuição de
cartilhas alertando a população sobre os riscos e dicas de melhor uso da energia elétrica.
Este projeto também inclui a distribuição desta cartilha nas escolas da área de concessão da
Companhia, tendo atingindo aproximadamente 50.000 crianças. Igualmente, nossos
profissionais ministram palestras nas escolas demonstrando o funcionamento do sistema
elétrico e os benefícios e os riscos inerentes à energia elétrica.
O Projeto Lâmpada Mágica, levou a diversas cidades da nossa Área de Concessão, a cultura
através de peças teatrais, com a renda integralmente doada a entidades filantrópicas,
representando recursos de mais de R$ 80.000,00.
O Projeto Pescar, cuja finalidade é o de prover conhecimento aos jovens, facilitando-lhes
acesso ao mercado de trabalho, também mereceu o apoio e patrocínio da AES Sul, com
benefício direto a centenas de jovens de classes sociais menos favorecidas, incluindo-se aí a
doação de uma cozinha completa a uma creche de meninas carentes onde aprenderão a arte de
cozinhar alimentos.
Em termos de preservação do meio ambiente, plantamos ao longo de 2000 mais de 30.000
mudas de árvores de eucaliptos da espécie citriodora, superando a extração desta madeira em
nosso horto florestal para fins de posteação da rede elétrica em mais de 20 vezes.
Para os municípios adimplentes com o pagamento das contas de energia elétrica, oferecemos
a eficientização da iluminação pública com a instalação de lâmpadas de baixo consumo e
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melhor nível iluminamento e reatores com baixo nível de perdas elétricas, reduzindo o
desperdício de energia elétrica.
10. CONCLUSÃO
Ao encerrar o exercício de 2000, a Administração, sente-se feliz por ter apresentado uma
melhora significativa no Resultado da empresa com relação a 1999, o qual só não foi melhor
devido ainda a reflexos da desvalorização cambial havida no início de 1999 e devido a
variações imprevisíveis observadas nos preços do mercado spot de energia elétrica,
significativamente afetado pela baixa hidraulicidade observada nas barragens do sistema
elétrico nacional.
Também tem alto significado o crescimento do consumo de energia elétrica e do número de
clientes atendidos, bem como a melhora dos índices de qualidade percebida dos serviços
prestados, o que fica demonstrado pela premiação que recebemos ao longo de 2000, conforme
antes demonstrado.
Adicionalmente, a Companhia sente-se realizada ao atingir o seu objetivo de
comprometimento da prestação de serviços de qualidade para o povo do Rio Grande do Sul
em todas as comunidades onde está presente. A Administração atribui esse sucesso à ação de
seus colaboradores e a sua aderência aos valores da Companhia.
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11. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
A demonstração do valor adicionado – DVA - tem como objetivo informar o valor da riqueza
criada pela empresa e a forma de sua distribuição.
R$ mil
2000
Receitas
Receita Bruta Operacional
Resultado Não Operacional
Insumos Adquiridos de Terceiros
Energia Elétrica Comprada para Revenda
Serviços de Terceiros
Materiais
Outras Despesas
Valor Adicionado Bruto
Depreciação e Amortização
Valor Adicionado Líquido
Receitas Financeiras
Reversão (Provisão) para Contingências
Reversão (Provisão) para Contribuição Adicional ao Fundo
de Pensão
Reversão (Constituição) de outras Provisões
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos
Valor Adicionado a Distribuir
Distribuição do Valor Adicionado
Pessoal
Governo
Despesas Financeiras
Lucro (Prejuízo) do Período
R$ mil
1999
(Reclassificado)
1.027.638
(946)
1.026.692
865.822
2.774
868.596
(461.179)
(48.509)
(4.145)
(81.261)
(595.094)
431.598
(361.168)
(40.093)
(3.893)
(56.011)
(461.165)
407.431
(88.665)
342.933
(57.130)
350.301
27.187
4.322
43.922
1.263
65.251
72.013
16.045
6.935
173.730
511.706
592.196
31.545
242.283
385.830
(147.952)
61.231
229.250
655.672
(353.957)
511.706
592.196
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12. BALANÇO SOCIAL
1. Base de Cálculo
1.1 – Receita Líquida
1.2 – Resultado Operacional
1.3 – Folha de Pagamento Bruta
2. Indicadores Laboriais
2.1 – Alimentação
2.2 – Encargos Sociais Compulsórios
2.3 – Previdência Privada
2.4 – Saúde
2.5 – Educação
2.6 – Creche/ Auxílio Creche
2.7 – Participação nos Lucros ou Resultados
2.8 – Outros Benefícios
Total – Indicadores Laboriais
3. Indicadores Sociais
3.1 –Tributos(excluídos encargos sociais)
3.2 – Contrib. p/a Sociedade/Investimentos na
Cidadania:
3.2.1 – Educação e Cultura
3.2.2 – Outros
Total – Indicadores Sociais
4. Indicadores do Corpo Funcional
4.1 - Nº de empregados ao final do exercício
4.2 - Nº de admissões durante o exercício
4.3 - Nº de mulheres que trabalham na
empresa
4.4 - % de cargos de chefia ocupado por
mulheres
4.5 - Nº de empregados portadores de
deficiência
5. Investimentos sociais
5.1 Programa luz no campo
5.1.1 Investimento da União
5.1.2 Investimento do Estado
5.1.3 Investimento da Concessionária
Total Programa luz no campo
5.2 Programa de eficiência energética
5.3 Programa de pesquisa e desenvolv.
Total dos Investimentos Sociais
2000 (R$ mil)
1999 (R$ mil)
783.916
(219.019)
34.387
638.424
(530.384)
32.586
2000 (R$ mil)
% Sobre
Resultado
Operacional
1.575
0,719%
9.025
4,121%
2.824
1,289%
1.907
0,871%
480
0,219%
53
0,024%
171
0,078%
122
0,056%
16.157
7,377%
% Sobre
Receita
Líquida
0,201%
1,151%
0,360%
0,243%
0,061%
0,007%
0,022%
0,016%
2,061%
Valor
2000 (R$ mil)
% Sobre
Resultado
Operacional
230.354
105,175%
% Sobre
Receita
Líquida
29,385%
Valor
Valor
Valor
570
79
231.003
0,260%
0,036%
105,472%
0,073%
0,010%
29,468%
1999 (R$ mil)
% Sobre
Resultado
Operacional
136
0,026%
8.681
1,637%
10.553
1,990%
241
0,045%
427
0,081%
58
0,011%
0
0,000%
104
0,020%
20.200
3,809%
% Sobre
Receita
Líquida
0,021%
1,360%
1,653%
0,038%
0,067%
0,009%
0,000%
0,016%
3,164%
1999 (R$ mil)
% Sobre
Resultado
Operacional
211.219
39,824%
% Sobre
Receita
Líquida
33,084%
18
0
211.237
0,003%
0,000%
39,827%
2000
Nº de empregados
792
165
107
1999
Nº de empregados
718
188
111
9,76
4,88
9
4
2000 (R$ mil)
1999 (R$ mil)
42
0
6
48
0
0
0
0
11.606
593
12.247
4.000
0
4.000
0,003%
0,000%
33,087%
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DIRETORIA
DAMIAN OBIGLIO
Presidente
PEDRO PAULO SCHMIDT
Diretor de Relações com Mercado
JORGE LUIZ BUSATO
Diretor
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DAMIAN OBIGLIO
Presidente
LUIZ DAVID TRAVESSO
Vice-Presidente
CONSELHEIROS
Elena Landau
Pedro Paulo Schmidt
Demóstenes Barbosa da Silva
Jorge Luiz Busato
Marco Antônio de Miranda Carvalho
Delamar Cézar Pinheiro Ribeiro
Gabriela Olivia Rothschild Barboza
Antonio Carlos de Oliveira
Orestes Gonçalves Júnior
CONTADOR
Adriana Wagner Gusberti – Contadora
CRC nº 66251
34
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