IMAGENS DE DISCO NO FERRAMENTAS
FORMATO ISO
A
possibilidade de criar e reproduzir a imagem fiel
de um disco está entre os recursos mais úteis e
interessantes da computação. As imagens podem
ser usadas diretamente ou então guardadas, modificadas e até transmitidas pela internet, sendo usadas como
matrizes para replicar quantas cópias forem necessárias dos discos originais. Conheça esta técnica, entenda o que são as imagens de disco (em especial no formato ISO) e veja como usar este recurso na prática.
Desde o início da microinformática, com os primeiros PCs da década de 80, sempre existiram dois tipos básicos de armazenamento de dados: mídias fixas, ou melhor,
os discos rígidos ou HDs, e as mídias removíveis. Destas
últimas, ao longo dos últimos 30 e poucos anos surgiram
muitos e muitos tipos. No início eram só os disquetes (ou
floppy disks) mas depois apareceram os CDs, os DVDs e os
pendrives, sem falar de sistemas que surgiram e já caíram
em desuso. Nesta categoria, para citar só alguns, temos:
• ZIP Drive – Mídia magnética, de 100, 250 e 750 MB
• Jaz Drive – Mídia magnética, 1 GB
• Syquest – Disco rígido removível, de 44, 88 e 200 MB
• Bernoulli Box – Magnética, de 20, 44, 90, 150 e 230 MB
• Clik – Mídia magnética, de 40 MB
• Ditto – Fita magnética, entre 2 a 10 GB
• Fitas DAT – Sempre em uso, em diversos formatos. Boas
para backup, por serem capazes de armazenar muitos GB.
Uma característica em comum a todas estas alternativas é que elas aparecem no Windows como uma letra de
unidade – C, D, E e assim por diante. Isso indica que são
dispositivos de armazenamento, independentemente da tecnologia e do tipo de mídia utilizada para guardar os dados.
Apesar desta diversidade toda, no entanto, a mídia
preferida e usual é constituída, sem sombra de dúvida, pelos dados armazenados no HD. Pela sua velocidade, confiabilidade, disponibilidade, capacidade e baixo custo por GB.
Revista PnP nº 31
Em função disto, criou-se uma tecnologia para que
qualquer um dos tipos mídia pudesse ser armazenado e representado por um formato específico de arquivo, que é uma
imagem fiel de como os dados ficariam em uma outra mídia.
Este arquivo deve ser armazenado, a princípio, em um HD,
mas nada impede que se utilize também outras mídias – para
armazenar as imagens feitas de uma mídia em outra mídia.
Esta imagem fiel é possível de ser feita para os disquetes, para os CDs, os DVDs e vários outros tipos de disco. O que varia é a forma como esta imagem dos dados é
gerada, gravada e editada. Também varia a forma como esta
imagem pode ser acessada e/ou transferida novamente para
uma mídia, de maneira que os dados continuem acessíveis,
sem falar da possibilidade de fazer modificações nos arquivos de uma mídia a partir de uma imagem da mesma. É tudo
isso o que analisaremos neste artigo.
O que é a imagem de um disco?
Um arquivo de imagem de disco é uma cópia binária
exata de um disco inteiro. Contém todos os dados que estavam armazenados no disco original, incluindo não apenas
seus arquivos e pastas mas também seu setor de boot, tabelas de alocação de arquivos (FAT), atributos de volume e
outros dados a serem usados pelo sistema operacional. Uma
imagem de disco não é apenas uma coleção de arquivos e
pastas, mas sim uma duplicata exata de cada dado armazenado na mídia original, setor por setor, bit por bit.
O fato das imagens de disco conterem apenas dados
brutos torna possível criar imagens de discos gravados em
formatos desconhecidos ou em um sistema operacional diferente daquele usado para criar o disco original.
Os formatos de imagem de disco dependem do tipo
de mídia. Por exemplo, imagens no formato ISO referem-se
a CDs ou DVDs, e no formato IMG (ou IMG) geralmente
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