REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE
Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT
Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283
A TECNOLOGIA DA INFORMA€•O NA LOG‚STICA DA COOPERATIVA MISTA
AGROPECUƒRIA DE JUSCIMEIRA – MT
CARDOSO, Kize Tamy1
SANTOS, ,Herlones Wuilles dos2
GAVILAN, J‡lio C‰sar3
AMADIO, Renato Arnaut4
RESUMO: O objetivo geral ‰ demonstrar a importŠncia da tecnologia da informaƒ„o na log…stica de
uma cooperativa de Juscimeira - MT. Nosso prop‹sito ‰ mostrar como o sistema de roteirizaƒ„o,
atrav‰s da tecnologia da informaƒ„o, agiliza o processo log…stico, assim como diminui custos e
imprevistos para a cooperativa de leite. Atrav‰s desse sistema, ‰ poss…vel ter um acesso mais rŒpido
as informaƒ•es necessŒrias dentro da organizaƒ„o, possibilitando ter um controle de rotas mais
preciso, trazendo maior comodidade aos colaboradores e melhora na tomada de decis„o dos
administradores. Com esse estudo, ‰ poss…vel demonstrar que a informaƒ„o ‰ a principal ferramenta
utilizada na administraƒ„o da Cooperativa.
PALAVRAS-CHAVE: log…stica, Sistema de Informaƒ„o, roteirizaƒ„o.
INTRODUۥO
Este artigo traz os resultados de uma pesquisa que resultou em uma
monografia abordou sistema de informaƒ„o, seu conceito e sua importŠncia de
implantaƒ„o nas organizaƒ•es que venha trazer vantagens com seu uso pelos seus
colaboradores e diretoria. Mostrando passos que uma organizaƒ„o deverŒ estŒ
acompanhado no desenvolvimento e implantaƒ„o de um sistema de informaƒ„o.
Abordando tamb‰m o conceito de log…stica , quando roteirizado trŒs grandes
vantagens para a organizaƒ„o, mostrando quais os tipos de rota de cada regi„o, e
facilitando a coleta de leite, viabilizando rapidez e qualidade, e trazendo rapidez na
tomada de decis•es, sendo um fator importante no decorrer do processo.
1
Graduado pela Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale do S„o Lourenƒo – EDUVALE.
Professor Especialista e Coordenador do Curso de Sistemas de Informaƒ„o – Faculdade EDUVALE.
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Mestre em Ci†ncias da Computaƒ„o pela Universidade Federal de Santa Catarina e Bacharel em
F…sica Computacional pela Universidade de S„o Paulo. Atualmente ‰ professor e chefe do
departamento do Curso de Sistemas de Informaƒ„o da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do
Vale do S„o Lourenƒo – EDUVALE.
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Especialista em Redes e Teleprocessamento pela UNIC e Bacharel em Ci†ncias da Computaƒ„o
pela UNIPAR. Atualmente professor do Curso de Sistemas de Informaƒ„o da Faculdade de Ci†ncias
Sociais Aplicadas do Vale do S„o Lourenƒo – EDUVALE.
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Mostrando os benef…cios que o sistema de informaƒ„o proporciona a
organizaƒ„o, de forma rŒpida e eficaz, a log…stica ‰ o ponto de equil…brio para bom
atendimento tanto da ind‡stria como para os clientes e fornecedores, com a
qualidade que esse produtos poderŒ chegar a seu destino final..
METODOLOGIA
O objetivo principal desta pesquisa ‰ mostrar a as vantagens que um sistema
de roteirizaƒ„o proporciona para uma empresa, pela facilidade de transportar com
qualidade os produtos perec…veis, dando qualidade e rapidez nas coletas e oferecer
uma vis„o global a respeito dos Sistemas de roteirizaƒ„o, por meio de uma
abordagem te‹rica na primeira seƒ„o, para em seguida, implantar uma sistema de
roteirizaƒ„o. E por fim, ainda nesta segunda seƒ„o proporcionar rotas com custos
menores.
Do ponto de vista metodol‹gico optamos pelo m‰todo quantitativo que
caminha de planos gerais. Concomitantemente,
o m‰todo hist‹rico que permite
identificar a origem dos sistemas de roteirizaƒ„o bem como o seu processo
evolutivo.
REFERENCIAL TEÓRICO
A palavra log…stica ‰ de origem francesa - do verbo lorger, que significa
“alojar” e ‰ definida pelo Council of Logistics Management como
o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo
e a armazenagem de produtos, bem como os serviƒos e informaƒ•es
associados, cobrindo desde o ponto de origem at‰ o ponto de consumo,
com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor. (NOVAES, 2001,
p.36)
Sua principal meta ent„o, ‰ garantir a disponibilidade de produtos, materiais
ou serviƒos no mercado e pontos consumidores, no tempo exato e na condiƒ„o
desejada ao menor custo poss…vel. Isto ‰ conseguido por meio de administraƒ„o das
funƒ•es chaves da log…stica – transporte, estoque, distribuiƒ„o, localizaƒ„o, serviƒo
ao cliente e vŒrias atividades de apoio adicionais.
Embora somente nos ‡ltimos anos ela tenha sido amplamente difundida,
sup•e-se que esta jŒ tinha sido utilizada desde o in…cio do s‰culo XX no transporte
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de produƒ„o de escoamento agr…cola. Durante a d‰cada de 40, com a Segunda
Guerra Mundial, a log…stica passou a ser aplicada principalmente nas Forƒas
Armadas. Assim, para muitos autores, sua origem estŒ essencialmente ligada •s
operaĥes militares.
No final da Segunda Guerra Mundial, a Log…stica comeƒa a existir como
ci†ncia, e durante todos estes anos decorridos desde a Segunda Guerra, esta
apresentou uma evoluƒ„o continuada, sendo considerada atualmente, elemento
essencial na sobreviv†ncia das empresas.
Em
sua
vertente
mais
atual,
a
log…stica
moderna
‰
denominada
Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, ou, Supply Chain Management (SCM).
Segundo Christopher (1997),
A cadeia de suprimentos representa uma rede de organizaƒ•es, atrav‰s de
ligaƒ„o nos dois sentidos, dos diferentes processos e atividades que
produzem valor na forma de produtos e serviƒos que s„o colocados nas
m„os do consumidor final.” O conceito de SCM surge ent„o. Como uma
evoluƒ„o do conceito de Log…stica. Enquanto a Log…stica interna representa
a integraƒ„o interna de atividades, o SCM representa sua integraƒ„o
externa, interligando fornecedores aos consumidores finais, e reconhecendo
que a integraƒ„o interna por si s‹ n„o ‰ suficiente. (CHRISTOPHER, 1997,
p.13)
O conceito de Log…stica segundo o Council of Logistic Management (1997)
pode ser definido como sendo o:
Processo de planejar, implementar e controlar a efici†ncia, o fluxo e
armazenagem de mercadorias, serviƒos e informaƒ•es correlatas, do ponto
de origem ao ponto de consumo, com o objetivo de atender •s exig†ncias
dos clientes.
A log…stica ‰ tudo aquilo que envolve o transporte de produtos (entre clientes,
fornecedores e fabricantes), estoque (em armaz‰ns, galp•es, lojas pequenas ou
grandes) e a localizaƒ„o de cada participante da cadeia log…stica ou cadeia de
suprimentos.
As empresas procuram insistentemente formas de diminuiƒ„o de custos,
rapidez na coleta, melhorias no atendimento ao produtor, melhorias nos produtos,
etc. Tais empresas que trabalham com manufatura possuem uma preocupaƒ„o
ainda maior, com alguns outros objetivos referentes • funƒ„o de produƒ„o, de vital
importŠncia para que ganhem mercado e competitividade.
Na verdade, estas empresas de manufatura desviam grande parte de suas
preocupaƒ•es para a Gest„o da Produƒ„o e a Log…stica. O Sistema de Informaƒ„o
proposto na modelagem, implica em: gerenciar todas as atividades que envolvem a
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produƒ„o de um produto, desde a compra de mat‰ria-prima at‰ a sua expediƒ„o ao
cliente.
Partindo da premissa que, os sistemas de informaƒ•es auxiliam a gest„o da
Log…stica, e, tendo como objetivo entender melhor o efeito do gerenciamento das
informaƒ•es no contexto da produƒ„o. Por esta vis„o, as relaƒ•es entre log…stica e
sistema de informaƒ„o s„o alcanƒadas na empresa com a adoƒ„o do auxilio da
informaƒ„o para os processos de decis•es.
Os sistemas de informaĥes bem empregados e que atenda eficazmente as
demandas dos trabalhadores pouparŒ tempo de trabalho e diminuirŒ o lead-time. Se
uma empresa n„o tratar suas informaƒ•es de forma adequada, poder„o ocorrer
vŒrios erros ao longo da cadeia de produƒ„o. Al‰m de erros no processo, a mŒ
administraƒ„o das informaƒ•es tamb‰m acarreta atrasos na entrega dos produtos e
disp†ndio de m„o-de-obra que perderŒ tempo procurando informaƒ•es perdidas ou
com problemas.
A press„o da concorr†ncia crescente e o desejo de agradar cada vez mais
aos clientes geraram tamb‰m um significativo fluxo de produtos devolvidos, criando
assim, um grande n‡mero de retorno. Visto desta forma a log…stica focou-se
principalmente na informaƒ„o para com o mercado.
A proposta deste trabalho ‰ que, ap‹s uma anŒlise na log…stica da empresa,
podem-se identificar informaĥes que permitam a modelagem de um sistema de
informaƒ„o log…stico voltado para as necessidades dos clientes.
Segundo Laudon (1999), um sistema de informaĥes pode ser definido como
um conjunto de componentes inter-relacionados trabalhando juntos para
coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informaĥes com a
finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenaƒ„o, a anŒlise e
o processo decis‹rio em empresas. (LAUDON, 1999, p. 4)
Os sistemas de informaĥes de uma empresa quando bem empregado, vai
unir informaĥes de todos os departamentos e de todos os procedimentos realizados
por essa empresa para melhor orientar a rotina de trabalho e a tomada de decis•es.
Laudon (1999) explica que o funcionamento dos sistemas de informaĥes se
dŒ atrav‰s de tr†s ciclos:
Entrada, (input), que envolve a captaƒ„o ou coleta de fontes de dados bruto
interno ou externos da organizaƒ„o.
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Processamento, que envolve a convers„o dessa entrada bruta em uma forma
mais ‡til e apropriada.
Sa…da, (output), que envolve a transfer†ncia da informaƒ„o processada •s
pessoas ou atividades que as usar„o.
Segundo Ballou (1993), uma empresa que necessita de uma boa fluidez de
informaƒ•es, precisa de um SI automatizado. Atualmente hŒ no mercado um grande
n‡mero de softwares que tornam o processamento das informaƒ•es mais fŒcil.
O avanƒo da tecnologia vem contribuindo imensamente para isto, na medida
em que processa a informaƒ„o de um modo mais rŒpido e confiŒvel. O que antes
era praticamente executado com pap‰is, hoje se baseia principalmente num
processo integrado que combina hardware e software para medir, controlar e
gerenciar as operaĥes das organizaĥes. Como hardware temos computadores,
dispositivos para armazenar dados, instrumentos de entrada e sa…da de dados,
como c‹digos de barra, leitores ‹pticos, GPS (Global Position System), etc (NazŒrio,
1999).
As vantagens do investimento em sistemas de informaĥes com grande
precis„o e que possibilite uma gest„o integrada s„o in‡meros. NazŒrio (1999) cita a
reduƒ„o de custos log…sticos como uma dessas vantagens, al‰m da oferta extra de
informaĥes aos clientes.
A reduƒ„o de custos pode ser feita atrav‰s da reduƒ„o do estoque total ao
longo da cadeia de suprimentos e de recursos humanos. Isto porque com
informaƒ•es mais precisas sobre a demanda, n„o hŒ necessidade de grande
estoque. Tamb‰m, as informaƒ•es fluem em velocidade mais acelerada e hŒ uma
maior comunicaƒ„o entre fornecedores e clientes sendo poss…vel conciliar os limites
de produƒ„o dos fornecedores com as necessidades de seus clientes.
A partir do momento que os processos da empresa passam a ser
automatizados hŒ uma diminuiƒ„o de custos com os recursos humanos. Isto ocorre
jŒ que n„o hŒ necessidade de um grande n‡mero de trabalhadores para controlar o
fluxo das informaƒ•es, por‰m na verdade, serŒ necessŒria uma m„o-de-obra mais
bem treinada e qualificada.
De acordo com Ballou (1993, p. 279), os sistemas de informaƒ•es log…sticos
s„o um subsistema do SIG e seria a “informaƒ„o especificamente necessŒria a
administraƒ„o log…stica”.
Exemplos de informaƒ•es log…sticas comuns segundo
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NAZ‘RIO (1999) s„o pedidos de clientes e de ressuprimento, necessidade de
estoque, movimentaƒ„o nos armaz‰ns, documentaƒ„o de transporte e fatura, etc.
Os sistemas de informaƒ•es log…sticos podem ser separados em quatro
n…veis. O primeiro n…vel ‰ destinado • alta administraƒ„o, onde os sistemas de
informaƒ•es gerenciais funcionam como base para a tomada de decis•es no Šmbito
pol…tico, das estrat‰gias e planejamentos de uma empresa. Daqui ‰ norteado todo o
valor de custos e estrutura log…stica, sendo estas decis•es de longo prazo.
O segundo n…vel ‰ o n…vel hierŒrquico da m‰dia ger†ncia, que lida com os
problemas tŒticos, como: reavaliaƒ„o dos pontos de reposiƒ„o de inventŒrio, seleƒ„o
de transportadoras, arranjo f…sico de armaz‰ns e planejamento de espaƒo e
transporte com sazonalidade. Como algumas atividades tŒticas s„o de grande
complexidade, ‰ necessŒrio o auxilio de softwares para a sua melhor efici†ncia.
Por‰m para a adoƒ„o desta ferramenta deve ser previamente estabelecido o seu
custo/benef…cio para que a empresa n„o invista em v„o.
O terceiro n…vel ‰ de responsabilidade da supervis„o. A supervis„o colhe as
informaƒ•es dos procedimentos log…sticos corriqueiros do n…vel operacional, para
ent„o serem repassadas para os n…veis hierŒrquicos mais altos. Entre esses
procedimentos est„o o controle de estoque e espaƒo e a produtividade. Alguns
destes controles podem ser feitos atrav‰s de relat‹rios que devem ser emitidos
diariamente.
A tend†ncia da Gest„o da log…stica e de operaƒ•es, de acordo com Dornier
(2000), ‰ cada vez mais investir em processamento de dados, sistemas de
informaƒ„o e recursos de telecomunicaƒ„o para a melhor ger†ncia dos fluxos
f…sicos. Afirma que clientes se tornam mais satisfeitos se as empresas lhes
disponibilizam dois fatores considerados cr…ticos no atendimento: “informaƒ•es a
respeito da distribuiƒ„o f…sica ou das operaƒ•es de suprimento e habilidade para
transmitir essas informaƒ•es”.
Os clientes cientes dos avanƒos na tecnologia de informaƒ„o v†m solicitando
a melhora no fluxo de informaĥes repassado a eles. Os clientes procuram por
empresas que s„o capazes de informar sobre a situaƒ„o log…stica do seu produto em
tempo real. (DORNIER, 2000, p. 584)
As informaƒ•es que s„o capturadas e processadas pelos sistemas de
informaƒ•es log…sticos podem ser usadas segundo Dornier (2000, p. 584) para:
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
Prever, antecipar e planejar,

Garantir que as operaĥes possam ser rastreadas no tempo e que
produtos possam ser localizados,

Controlar e relatar as operaĥes completas.
Dornier (2000) exp•e que sistemas de informaƒ•es log…sticos devem abranger
dentro de uma empresa Œreas funcionais, setoriais e geogrŒficas. Dentro da Œrea
funcional, deve haver um aumento de informaĥes entre funĥes de operaĥes e de
log…stica. Na Œrea setorial, deve haver um maior compartilhamento de informaƒ•es
entre setores de dentro da empresa e entre a empresa e seus fornecedores e
distribuidores.
Existem maneiras para ampliar o fluxo de informaĥes dentro da
empresa e da empresa com o seu meio. Um exemplo disto ‰ a utilizaƒ„o do EDI
(IntercŠmbio Eletr’nico de Dados) pela empresa para a comunicaƒ„o com
distribuidores e fornecedores.
Na Œrea geogrŒfica Dornier (2000) enfatiza o uso de rede no processo
log…stico das entidades espalhadas ao longo de Œreas muito extensas. Dornier
(2000) cita o exemplo de GPS no intuitivo de melhorar este controle log…stico a
distŠncia.
O tratamento do pedido dos produtores ‰ um aspecto importante dos
sistemas de informaƒ•es de uma empresa. Neste estŒgio se inicia uma parte do
processo log…stico, onde estŒ inclu…do o programa de carga dos armaz‰ns em suas
atividades de coleta e preparaƒ„o dos pedidos e materiais e de planejamento de
transporte (DORNIER, 2000).
A qualidade com que ‰ tratado o processo de pedidos pelos clientes pode
revelar-se um diferencial para a empresa. Dornier (2000) explica que esta qualidade
depende:

Da combinaƒ„o dos meios de recepƒ„o (telefone fixo, Celular, Radio de
Comunicaƒ„o, correio, fax), que oferecem uma gama de possibilidades
de troca com o cliente e diferentes opĥes de velocidade de entrega.

Do processo de tratamento do pedido, seja em lotes, seja com ou sem
regras de prioridade ou exploraƒ„o de restriƒ•es, tais como pacotes
m‡ltiplos, nos quais um filtro de pedidos prepara diversos pedidos
similares.
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
Tanto do tratamento de pedidos (entrada e tratamento de dados),
quanto do gerenciamento da expediƒ„o que precisam de bancos de
dados constantemente atualizados.
Dornier (2000) afirma que na maioria das vezes os sistemas de informaĥes
log…sticos baseiam seus objetivos principalmente na diminuiƒ„o dos custos. Por‰m
deve-se, segundo o autor, dar maior †nfase aos clientes da empresa e •s suas
expectativas.
Para algumas ind‡strias que fornecem mercadorias, especialmente aquelas
que lidam com grandes varejistas, n„o hŒ escolha a n„o ser moldar seus serviƒos
log…sticos para melhor se adaptarem aos seus clientes. Alguns varejistas
simplesmente nem cogitam fornecedores que n„o prov†em estes serviƒos.
Ao mesmo tempo, promover um serviƒo abaixo do padr„o para alguns tipos
de clientes ‰ uma ‹tima maneira de aumentar o retorno de investimentos e de
fundos empregados nas atividades log…sticas. Uma maneira de se fazer isso ‰
investigando se todas as entregas ditas urgentes, s„o realmente urgentes o que
reduz muito os custos. Desta forma pode ser instalado um sistema de entregas mais
lento e com custos menores chamado Standard Delivery (usado pela Amazoni).
Em adiƒ„o, um melhor conhecimento da rentabilidade dos clientes, dos custos
dos mecanismos log…sticos, junto a melhores sistemas de informaƒ•es, faz com que
a empresa tenha controle do verdadeiro custo dos serviƒos prestados a cada um os
seus clientes. Isto tem levado as empresas a modificarem o n…vel de serviƒos que
prestam ou a desenvolverem um programa espec…fico de reduƒ„o de custos
baseado na contribuiƒ„o e na importŠncia de cada cliente para a empresa
(GATTORNA, 2000).
De acordo com Gattorna (2000),
O tipo de serviƒos de banco de dados a ser usado, alinhado aos pedidos
espec…ficos de cada cliente geram muitos benef…cios em potencial para uma
organizaƒ„o, sendo eles o aumento da margem de lucro competitivo e
reduƒ„o de custos. Isto, no entanto, representa uma grande mudanƒa na
tradicional log…stica de “um tamanho serve a todos”. O novo desafio do
serviƒo log…stico ‰, portanto prover um serviƒo personalizado e moldado
para cada cliente, por‰m sem comprometer negativamente os custos totais
da empresa.
Conforme Gattorna (1998), para personalizar os serviƒos eficientemente
deve-se segmentar os clientes por uma percepƒ„o log…stica e encontrar um balanƒo
entre o modelo “um tamanho serve todos” e o de cada cliente em um segmento
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espec…fico.
Para encontrar esse balanƒo deve-se colocar os clientes com
necessidades log…sticas similares no mesmo segmento. No entanto, essa n„o ‰ uma
tarefa fŒcil visto que n„o se deve separar os clientes por produto ou tamanho e que
suas necessidades podem ser alternadas esporadicamente. Um bom sistema de
informaƒ„o que flui entre o cliente e o provedor do serviƒo ‰ de vital importŠncia.
Essas empresas que n„o se interessam em moldar seus serviƒos, prov‰m o
mesmo tipo de serviƒo para diferentes tipos de clientes, e isto ‰ feito sem haver
maior preocupaƒ„o com o tamanho e as necessidades destes clientes.
RESULTADOS PRELIMINARES
Empresas com programas de Intelig†ncia competitiva engajam-se em dois
tipos de procedimento quanto • coleta de informaƒ•es.
Primeiro, elas coletam as informaĥes (tanto a resposta de um problema
quanto a primeira fase de sua soluƒ„o), por uma raz„o espec…fica quanto em
resposta a um pedido da ger†ncia.
Segundo, elas coletam informaƒ•es que est„o salvas e constru…das dentro de
um banco de dados sobre uma empresa, um ramo, e assim por diante. Esta
informaƒ„o ‰ atualizada regularmente e assim ela pode ser consultada quando
necessŒrio. De maneira ideal, ambas essas atividades ocorrem ao mesmo tempo.
As rotas a ser coletadas ‰ por regi„o e feito um levantamento pelo
departamento t‰cnico para verificar condiƒ•es de trŒfego e acesso ao tanques,
aonde s„o exigidos as condiƒ•es necessŒrias para a coleta, essa rota tem um limite
m…nimo de pontos de coleta, para viabilizar as despesas. No entanto ‰ necessŒrio o
mapeamento por GPS para alimentaƒ„o do S.I.
Ap‹s esse levantamento o sistema de informaƒ„o verificar qual o melhor
trajeto a ser coletado.
A Comajul possui um departamento t‰cnico formado por m‰dicos veterinŒrios,
zootecnistas, engenheiro agr’nomo e t‰cnicos em agropecuŒria que t†m a funƒ„o
de orientar os cooperados fornecedores de leite no sentido de adotarem tecnologias
que possam auxiliŒ-los no aumento da lucratividade com a atividade leiteira.
O objetivo do programa inicialmente implantado pela cooperativa e
implementado pela I.N 051, ‰ profissionalizar os produtores fornecedores da
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cooperativa tornando-os mais eficazes do ponto de vista t‰cnico e econ’mico,
capazes de fornecerem • ind‡stria uma mat‰ria-prima com quantidade e qualidade
suficientes para que esta possa se manter no mercado, atendendo tanto as
exig†ncias naturais do mercado consumidor quanto as exig†ncias legais do MAPA.
O transporte do leite cru tipo C, em lat•es, desde a fonte de produƒ„o at‰ seu
destino deve observar as disposiƒ•es do Regulamento T‰cnico, no que for
pertinente. Adicionalmente a proteƒ„o da mat‰ria-prima, adequaƒ„o do vasilhame
utilizado no seu acondicionamento e as condiĥes de transporte devem atender ao
que disp•e o regulamento sobre as condiƒ•es Higi†nico-SanitŒrias e de Boas
PrŒticas de Fabricaƒ„o.
Para o transporte, em carros-tanque, do leite cru refrigerado tipo C oriundo de
Postos de Refrigeraƒ„o ou estabelecimentos industriais adequados, devem ser
seguidas as especificaƒ•es contidas no regulamento t‰cnico para coleta de leite cru
refrigerado e seu transporte a granel.
Seleƒ„o diŒria do leite, vasilhame por vasilhame ou tanque por tanque,
atrav‰s do teste do Œlcool/alizarol na concentraƒ„o m…nima de 72%.
O leite excepcionalmente recebido em lat•es ap‹s as 10h0min hs deve ser
selecionado pelo teste do Œlcool/alizarol na concentraƒ„o m…nima de 76%.
Colheita de amostra, por produtor, no m…nimo 2 vezes por m†s, para anŒlise
completa. A responsabilidade pela seleƒ„o adequada da mat‰ria-prima e pelo
controle de qualidade do produto elaborado ‰ exclusiva do estabelecimento
beneficiador, inclusive durante sua distribuiƒ„o, sua verificaƒ„o deve ser feita
peri‹dica ou permanentemente pela Inspeƒ„o Federal.
A expediƒ„o do leite pasteurizado deve ser conduzida sob temperatura
mŒxima de 4“ mediante seu acondicionamento adequado, e levado ao com‰rcio
distribuidor atrav‰s de ve…culos com carrocerias providas de isolamento t‰rmico e
dotadas de unidade frigor…fica, para alcanƒar os pontos de venda com temperatura
n„o superior a 7“ C. Todo equipamento, ap‹s a utilizaƒ„o, deve ser cuidadosamente
lavado e sanitizado, de acordo com procedimentos de higiene operacional. A
realizaƒ„o desses procedimentos deve ser registrada em documentos espec…ficos,
caracterizando a padronizaƒ„o e garantia da qualidade, para gerar rastreabilidade e
confiabilidade.
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Admite-se o transporte do leite em lat•es ou tarros e em temperatura
ambiente, desde que o estabelecimento processador concorde em aceitar trabalhar
com esse tipo de mat‰ria-prima; atinja os padr•es de qualidade fixadas no
regulamento t‰cnico. O leite seja entregue ao estabelecimento processador no
mŒximo at‰ 2hs ap‹s a ordenha.
O leite cru refrigerado, independentemente do seu tipo, deve ser coletado na
propriedade rural e transportado a granel, visando promover a reduƒ„o geral de
custos de obtenƒ„o e, principalmente, a conservaƒ„o de sua qualidade at‰ a
recepƒ„o em estabelecimento submetido a inspeƒ„o sanitŒria oficial.
O processo de coleta de leite cru refrigerado a granel consiste em recolher o
produto em caminh•es com tanques isot‰rmicos constru…dos internamente de aƒo
inoxidŒvel, atrav‰s de mangote flex…vel e bomba sanitŒria, acionada pela energia
el‰trica da propriedade rural, pelo sistema de transmiss„o ou caixa de cŠmbio do
pr‹prio caminh„o, diretamente do tanque de refrigeraƒ„o por expans„o direta ou dos
lat•es contidos nos refrigeradores de imers„o.
O funcionŒrio encarregado da coleta deve receber treinamento bŒsico sobre
higiene, anŒlises preliminares do produto e coleta de amostras, podendo ser o
pr‹prio motorista do carro-tanque. Deve estar devidamente uniformizado durante a
coleta. A ele cabe rejeitar o leite que n„o atender •s exig†ncias, o qual deve
permanecer na propriedade. A transfer†ncia do leite do tanque de refrigeraƒ„o por
expans„o direta para o carro-tanque deve se processar sempre em circuito fechado.
S„o permitidas coletas simultŠneas de diferentes tipos de leite, desde que sejam
depositadas em compartimentos diferenciados e devidamente identificados.O tempo
transcorrido entre a ordenha inicial e seu recebimento no estabelecimento que vai
beneficiŒ-lo deve ser no mŒximo de 48hs.
Antes do in…cio da coleta, o leite deve ser agitado com utens…lio pr‹prio e ter a
temperatura anotada, realizando-se a prova de alizarol na concentraƒ„o m…nima de
72%. Em seguida deve ser feita a coleta da amostra, bem como a sanitizaƒ„o do
engate da mangueira e da sa…da do tanque de expans„o ou da ponteira coletora de
aƒo inoxidŒvel. A coleta do leite deve ser realizada no local de refrigeraƒ„o e
armazenagem do leite.
Ap‹s a coleta, a mangueira e demais utens…lios utilizados devem ser
enxaguados para retirada dos res…duos de leite.
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REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE
Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT
Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283
As amostras de leite para anŒlises laboratoriais devem ser transportadas em
caixas t‰rmicas higienizŒveis, na temperatura e demais condiƒ•es recomendadas
pelo laborat‹rio. A temperatura e o volume do leite devem ser registrados em
formulŒrios pr‹prios.
REFERÊNCIAS
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e distribuiƒ„o f…sica. Traduƒ„o Hugo T.Y. Yoshizaki. S„o Paulo: Atlas, 1993.
DORNIER, Philippe-Pierre et al. Logística e Operações Globais. S„o Paulo: Atlas,
2000.
GATTORNA, John et. al. Strategic Supply Chain Alignment: Best practice in
Supply Chain Management. [S.I] : Gower Pub. Co. , 1998.
LAUDON, Kenneth. Sistemas de Informação. Rio de Janeiro : LTC, 1999.
MEIRELES, Manuel. Sistemas de Informação: quesitos de excel†ncia dos sistemas
de informaƒ•es operativos e estrat‰gicos. S„o Paulo: Arte & Ci†ncia, 2001.
NAZ‘RIO, Paulo. A ImportŠncia de Sistemas de Informaƒ•es para a competitividade
log…stica. In: PUBLICA”•ES DA COPPEAD – UFRJ, 1999.
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