Calculo I e II Átila Camurça Alves [email protected] IFCE - Campus Maracanaú 16 de fevereiro de 2011 1 Sumário 1 Regras de Derivação 1.1 Derivada de uma constante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.2 Derivada da potência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 Derivada de constante seguida de função . . . . . . . . . . . 1.4 Derivada da soma de funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5 Regra do Produto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.6 Regra da Divisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7 Derivada da potência negativa . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.8 Derivada da potência fracionária . . . . . . . . . . . . . . . . 1.9 Regra da cadeia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.10 Derivada de potência fracionária de dois números inteiros nãonulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.11 Derivada da função exponencial . . . . . . . . . . . . . . . . 1.11.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.12 Derivada da função Logarı́timica . . . . . . . . . . . . . . . . 1.12.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Derivada das funções trigonométricas 2.1 Derivada do seno . . . . . . . . . . . 2.2 Derivada do cosseno . . . . . . . . . 2.3 Derivada da tangente . . . . . . . . . 2.4 Derivada da cotangente . . . . . . . . 2.5 Derivada da secante . . . . . . . . . . 2.6 Derivada da cossecante . . . . . . . . . . . . . . 3 Derivada das funções trigonométricas 3.1 Arco seno . . . . . . . . . . . . . . . 3.2 Arco cosseno . . . . . . . . . . . . . . 3.3 Arco tangente . . . . . . . . . . . . . 3.4 Arco cotangente . . . . . . . . . . . . 3.5 Arco secante . . . . . . . . . . . . . . 3.6 Arco cossecante . . . . . . . . . . . . inversas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Integrais Indefinidas 4.1 Método da Substituição . . . . . 4.1.1 Exemplo A . . . . . . . . 4.1.2 Exemplo B . . . . . . . . 4.2 Método da Integração por Partes 4.2.1 Exemplo A . . . . . . . . 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 5 5 5 5 5 5 5 6 6 . . . . . 6 6 6 6 6 . . . . . . 6 6 7 7 7 7 7 . . . . . . 7 7 7 8 8 8 8 . . . . . 8 8 9 9 9 10 4.2.2 Exemplo B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 5 Integrais Definidas 10 5.1 Teorema Fundamental do Cálculo (TFC) . . . . . . . . . . . . 10 5.1.1 Exemplo A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 6 Integrais Impróprias 6.1 Tipo 1: Intervalos Infinitos . . . . 6.2 Exemplo A . . . . . . . . . . . . 6.3 Tipo 2: Integrandos Descontı́nuos 6.4 Exemplo A . . . . . . . . . . . . 7 Integração das Funções 7.1 seno . . . . . . . . . 7.2 cosseno . . . . . . . . 7.3 tangente . . . . . . . 7.4 cotangente . . . . . . 7.5 secante . . . . . . . . 7.6 cossecante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trigonométricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 10 11 11 12 . . . . . . 12 12 13 13 13 13 13 8 Integral das funções envolvendo funções trigonométricas 14 8.1 n n ı́mpar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 9 Integração por Substituição Trigonométrica 9.1 Caso 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.2 Caso 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.3 Caso 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.4 Funções Trigonométricas . . . . . . . . . . . 10 Aplicação das Integrais 10.1 Comprimento de Arco . . . . . . . . . . . 10.2 Volume de um Sólido de Revolução . . . . 10.2.1 Volume do Sólido . . . . . . . . . . 10.2.2 Função Negativa em Alguns Pontos 10.2.3 Região entre 2 Gráficos . . . . . . . 10.2.4 Rotação paralela a um dos eixos . . 10.2.5 Região em torno do eixo Y . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 15 15 16 17 . . . . . . . 17 17 18 18 19 20 21 22 11 Área de um sólido de revolução 22 11.1 Exemplo A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 3 12 Coordenadas Polares 24 12.1 Exemplo A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 12.2 Ângulos Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 4 1 Regras de Derivação 1.1 Derivada de uma constante Se, f (x) = c então, f 0 (x) = 0 1.2 Derivada da potência Se g(x) = xn então g 0 (x) = n · xn−1 1.3 Derivada de constante seguida de função Se g(x) = c · f (x) então g 0 (x) = c · f 0 (x) 1.4 Derivada da soma de funções Sejam f (x), g(x) e h(x) funções tais que h(x) = f (x) + g(x) então h0 (x) = f 0 (x) + g 0 (x) 1.5 Regra do Produto Se tivermos, f (x) = h(x) · g(x) Então, f 0 (x) = h0 (x) · g(x) + h(x) · g 0 (x) 1.6 Regra da Divisão Se tivermos, f (x) = Então, f 0 (x) = 1.7 h(x) g(x) h0 (x) · g(x) − h(x) · g 0 (x) [g(x)]2 Derivada da potência negativa Se f (x) = x−n então f 0 (x) = −n · x−n·−1 5 1.8 Derivada da potência fracionária 1 Se f (x) = x n então f 0 (x) = 1.9 1 1 · x n −1 n Regra da cadeia Se temos uma função y = f (g(x)) esta é dada por [f (g(x))] = f 0 (g(x)) · g 0 (x) Exemplo: f (x) = (x2 − 3x + 4)7 = u7 f 0 (x) = 7(x2 − 3x + 4)6 · (2x − 3) 1.10 Derivada de potência fracionária de dois números inteiros não-nulos n Se f (x) = x m então f 0 (x) = 1.11 n · x m −1 n m Derivada da função exponencial Seja a ∈ R tal que 0 < a 6= 1. Se f (x) = ax então f 0 (x) = ax · ln |a| 1.11.1 Em particular, se a = e, temos f (x) = ex ⇒ f 0 (x) = ex · ln e = ex 1.12 Derivada da função Logarı́timica Seja a ∈ R tal que 0 < a 6= 1. Se f (x) = loga x, então f 0 (x) = 1 x · ln a 1.12.1 Em particular, se a = e, temos f (x) = ln x ⇒ f 0 (x) = 2 2.1 1 1 = x · ln e x Derivada das funções trigonométricas Derivada do seno f (x) = sen x ⇒ f 0 (x) = cos x 6 2.2 Derivada do cosseno f (x) = cos x ⇒ f 0 (x) = −sen x 2.3 Derivada da tangente f (x) = tan x = 2.4 sen x ⇒ f 0 (x) = sec2 x cos x Derivada da cotangente f (x) = cotg x ⇒ f 0 (x) = −cossec2 x 2.5 Derivada da secante f (x) = sec x ⇒ f 0 (x) = tan x · sec x 2.6 Derivada da cossecante f (x) = cossec x ⇒ f 0 (x) = −cotg x · cossec x 3 3.1 n.e. Derivada das funções trigonométricas inversas Arco seno −π π sen : , → [−1, 1], bijetiva 2 2 −π π , arc sen : [−1, 1] → 2 2 y = arc sen x ⇔ sen y = x 1 arc sen x = √ 1 − x2 3.2 Arco cosseno arc cos x = √ 7 −1 1 − x2 3.3 Arco tangente 1 1 + x2 arc tan x = 3.4 Arco cotangente −1 1 + x2 arc cot x = 3.5 Arco secante arc sec x = 3.6 x· −1 √ x · x2 − 1 Integrais Indefinidas Z 4.1 1 x2 − 1 Arco cossecante arc cos sec x = 4 √ xn · dx = xn+1 ; n+1 se n 6= −1 ln |x|; se n = −1 Método da Substituição Se tivermos, Z F 0 (g(x)) · g 0 (x) · dx. Chamamos u = g(x) Dessa forma, du = g 0 (x) · dx. Substituindo, Z F 0 (u) · du = F (x) + k = F (g(x)) + k 8 4.1.1 Exemplo A Z 2x · dx x2 + 1 u = x2 + 1 du = 2x · dx Z du Z 1 = · du u u ⇒ ln |u| + k ⇒ ln |x2 + 1| + k 4.1.2 Exemplo B Z sen x · cos x · dx u = sen x du = cos x · dx Z u · du = u2 +k 2 sen2 x +k 2 4.2 Método da Integração por Partes Se tivermos a integral, Z 0 f (x) · g (x) · dx , fazemos: u = f (x) dv = g 0 (x) · dx ⇒ v = g(x) ⇒ du = f 0 (x) · dx Logo, Z u · dv = u · v − 9 Z v · du 4.2.1 Exemplo A Z x · sen x · dx = u=x dv = sen x · dx ⇒ v = −cos x ⇒ du = dx −x · cos x + Z cos x · dx −x · cos x + sen x + k 4.2.2 Exemplo B Z u=x dv = ex · dx ⇒ v = ex x · ex · dx = x · ex − Z ⇒ du = dx ex · dx ⇒ x · ex − ex + k 5 5.1 Integrais Definidas Teorema Fundamental do Cálculo (TFC) Z b a 5.1.1 b f (x) · dx = F (x) = F (b) − F (a) a Exemplo A Z 1 0 6 6.1 2 1 x 12 02 1 x · dx = = − = 2 2 2 2 0 Integrais Impróprias Tipo 1: Intervalos Infinitos (a) Se f for contı́nua para todo x ≥ a, então Z +∞ a f (x) · dx = lim Z b b→+∞ a , se o limite existir. 10 f (x) · dx (b) Se f for contı́nua para todo x ≤ b, então Z b f (x) · dx = lim Z b a→−∞ a −∞ f (x) · dx , se o limite existir. (c) Se f for contı́nua em toda a reta e c ∈ R qualquer, então Z +∞ f (x) · dx = lim Z c a→−∞ a −∞ f (x) · dx + lim Z b b→+∞ c f (x) · dx Em todos os casos, se o limite existir dizemos que a integral é convergente. Caso contrário, dizemos que ela é divergente. 6.2 1. Exemplo A R +∞ 1 dx . Determine se a integral converge ou diverge. x2 Z +∞ 1 1 · dx = x2 lim Z b b→+∞ 1 | 1 · dx 2 x{z } b resolvendo b Z b 1 b Z b 1 −1 −2 −1 x · dx = −x = · dx = +1 x2 b 1 1 voltando a equação original Z +∞ 1 1 · dx = x2 lim b→+∞ −1 +1=1 b Resposta: A integral converge. 6.3 Tipo 2: Integrandos Descontı́nuos (a) Se f é contı́nua em (a, b] e se lim+ f (x) = ±∞, então x→a Z b a f (x) · dx = lim+ t→a , se o limite existir. 11 Z b t f (x) · dx (b) Se f é contı́nua em [a, b) e se lim f (x) = ±∞, então x→b Z b a f (x) · dx = lim− t→b Z t f (x) · dx a , se o limite existir. (c) Se f for contı́nua em [a, b], exceto em c, onde a < c < b e lim |f (x)| = +∞, então x→c Z b a 6.4 f (x) · dx = lim− t→c Z t a f (x) · dx + lim+ Z b t→c f (x) · dx t Exemplo A 1 · dx. Determine se a integral diverge ou converge. x2 Note primeiramente que a equação é contı́nua exceto em 0. Para resolver o problema usaremos um certo t tendendo a 0 pela direita e t tendendo a 0 pela esquerda. 1. R1 −1 Z 1 −1 Z t 1 1 · dx ⇒ lim · dx 2 t→0− −1 x2 x | {z } + b lim+ t→0 | 1 · dx t x2 {z } Z 1 bb resolvendo b Z t −1 t 1 · dx = −x−1 2 x = −1 −1 −1 t resolvendo bb Z 1 t 1 · dx = x2 1 −1 1 = −1 + x t t 1 −1 1 · dx = lim− = +∞ − 1 + lim+ −1 + 2 t→o t→0 t t −1 x Resposta: A integral é divergente. ∴ 7 7.1 Z 1 Integração das Funções Trigonométricas seno Z sen x · dx = −cos x + k 12 7.2 cosseno Z 7.3 cos x · dx = sen x + k tangente Z tan x · dx = Z sen x · dx cos x u = cos x du = −sen x · dx ⇒ Z −du u −Ln |u| + k = −Ln |cos x| + k ⇒ Ln |cos−1 x| + k = Ln |sec x| + k 7.4 cotangente Z 7.5 Z cos x · dx = Ln |sen x| + k sen x secante Z 7.6 cot x · dx = sec x · dx = Z sec x(sec x + tan x) · dx = Ln |sec x + tan x| + k sec x + tan x cossecante Z = = cossec x · dx Z cossec(cotg x + cossec x) · dx cotg x + cossec x Z cossec x · cotg x − cossec2 x · dx cotg x − cossec x = Ln |cotg x − cossec x| + k 13 8 Integral das funções envolvendo funções trigonométricas Nas integrais senn x·dx e cosn x·dx, onde n é um inteiro positivo, usaremos as identidades: R R cos2 x + sen2 x = 1 8.1 cos2 x = 1 + cos2x 2 sen2 x = 1 − cos2x 2 n ı́mpar Z cos3 x · dx = = = Z cos2 x · cosx · dx Z (1 − sen2 x) · cosx · dx Z cosx − sen2 x · cosx · dx reescrevendo a função temos Z cosx · dx − Z sen2 x · cosx · dx | {z } b resolvendo b Z 2 sen x · cosx · dx Z u = senx du = cosx · dx u2 · du = ∴ senx − u3 sen3 x = 3 3 sen3 x +k 3 14 9 Integração por Substituição Trigonométrica 9.1 Caso 1 √ A função a2 − u2 , onde a é uma constante positiva. Fazemos u = a · sen θ, −π π onde ≤θ≤ . 2 2 Substituindo, teremos: q √ √ √ a2 − u2 = a2 − a2 sen2 θ = a2 (1 − sen2 θ) = a2 · cos2 θ = a · cos θ u Ademais, du = a · cos θ · d θ Com a substituição, u = a sen θ ⇒ sen θ = , a temos: 9.2 Caso 2 √ A função u2 + a2 , onde a é uma constante positiva. Fazemos u = a·tan θ ⇒ du = a · sec2 θ −π π Tomando θ ∈ , , temos: 2 2 q √ √ √ u2 + a2 = a2 · tan2 θ + a2 = a2 (1 + tan2 θ) = a2 · sec2 θ = a · sec θ Com a substituição, u = a · tan θ ⇒ tan θ = 15 u , temos: a 9.3 Caso 3 √ u2 − a2 , onde a é uma constante positiva. Fazemos u = a · sec θ, 3π π Ademais, du = a · sec θ · tan θ onde 0 ≤ θ ≤ ou π ≤ θ ≤ 2 2 Substituindo, temos: q √ √ √ 2 2 2 2 2 u − a = a · sec θ − a = a2 (sec2 θ − 1) = a2 · tan2 θ = a · tan θ A função Com a substituição, u = a · sec θ ⇒ sec θ = 16 u , temos: a 9.4 Funções Trigonométricas seno sen = co h ca h co tangente tan = ca cosseno cos = cotangente cotg = secante sec = ca co h ca cossecante cossec = 10 10.1 h co Aplicação das Integrais Comprimento de Arco Para f contı́nua e derivável em [a, b]. C= Z bq 1 + [f 0 (x)]2 · dx a 17 10.2 Volume de um Sólido de Revolução 10.2.1 Volume do Sólido V = Z b π[f (x)]2 · dx a 18 Exemplo: calcule o volume do sólido gerado quando giramos a região R em torno do eixo x. √ R = (x, y) ∈ R/0 ≤ y ≤ r2 − x2 V = π Z r √ ( r2 − x2 )2 · dx −r = π Z r r2 − x2 · dx −r r x3 = π r x − 3 2 −r " r3 r − 3 ! 3 = π " 2r3 = π 2r − 3 r3 − −r + 3 !# 3 # 3 " 6r3 − 2r3 = π 3 V 10.2.2 = # 4 3 πr 3 Função Negativa em Alguns Pontos A função é negativa em alguns pontos do intervalo [a, b] 19 V = Z b π[f (x)]2 · dx a 10.2.3 Região entre 2 Gráficos A região esta entre dois gráficos de funções f (x) e g(x) de a até b. V = Z b π[f (x)2 − g(x)2 ] · dx a 20 10.2.4 Rotação paralela a um dos eixos A rotação se efetua em relação a uma reta paralela a um dos eixos. O eixo de revolução é a reta y = r V = Z b π[f (x) − r]2 · dx a 21 10.2.5 Região em torno do eixo Y A região gira em torno do eixo y V =π Z d [g(y)]2 · dy c 11 Área de um sólido de revolução A = 2π Z b f (x) · q 1 + [f 0 (x)]2 · dx a 11.1 Exemplo A Calcular a área da superfı́cie gerada pela rotação do arco da curva dado, em torno√do eixo indicado: y = 16 − x2 , −3 ≤ x ≤ 3; eixo dos x. 22 A = 2π Z 3 f (x) · q 1 + [f 0 (x)]2 −3 y0 = − 1 1 16 − x2 2 · (−2x) 2 ⇒ √ f (x) · q 1+ [f 0 (x)]2 −x 16 − x2 √ ⇒ 16 − x2 · s x2 1+ 16 − x2 √ 16 − x2 · √ ⇒ ⇒ 2π Z 3 √ 16 =4 16 − x2 4 · dx = 8π[3 − (−3)] = 48π u.A. −3 23 12 Coordenadas Polares O ponto P fica determinado por (r, θ), onde o | r | é a distância de P até b 0 e θ é a medida, em radianos, do ângulo A0P A relação com o sistema de coordenadas cartesianas pode ser observada abaixo: 12.1 cos θ = x x = r · cos θ r sen θ = y r x2 + y 2 = r 2 y = r · sen θ Exemplo A Encontre as coordenadas polares (r, θ), com√r < 0 e 0 < θ < 2π, para o ponto P , cujas coordenadas cartesianas são ( 3, −1). 24 r 2 = x2 + y 2 √ r2 = ( 3)2 + (−1)2 r2 = 3 + 1 ⇒ 4 r = ±2 √ − 3 x cos θ = = r 2 sen θ = θ=π− 5π −2, 6 Resposta: y 1 = r 2 5π π = 6 6 25 12.2 Ângulos Notáveis 30 seno cosseno tangente ◦ 1 2 √ 3 2 √ 3 3 45 √ ◦ 2 2 √ 2 2 1 ◦ 60 √ 3 2 1 2 √ 3 Super Dica: para gerar a tabela acima basta fazer o seguinte: 1. escreva 1, 2, 3. 2. Embaixo escreva 3, 2, 1. 3. tire a raiz quadrada de cada um. 4. divida cada um por 2. 5. divida o seno e o cosseno obtidos e ache a tangente. 26