1 “ESTRATÉGIAS DE RELACIONAMENTO E COMUNICAÇÃO DE UMA COOPERATIVA DE CRÉDITO COM SEUS ASSOCIADOS” ALBUQUERQUE, Fabricio Bazé de (PROFESSOR DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE ANHANGUERA-UNIDERP); GIRARDI, Márcio. (ACADÊMICO DE PÓS-GRADUAÇÃO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MARKETING E VENDAS DA UNIVERSIDADE ANHANGUERAUNIDERP); RESUMO O objetivo do trabalho foi descrever as estratégias de relacionamento e comunicação utilizadas por uma cooperativa de crédito para atração e retenção de seus associados, uma vez que esses, por estarem na condição de usuários e donos da instituição, devem exercer um duplo papel com a sociedade cooperativa. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória, de procedimento bibliográfico e estudo de caso. Os resultados apurados confirmaram a existência de inúmeras diferenças entre a cooperativa de crédito e um banco convencional, especialmente no posicionamento de comunicação e na proposta de valor da instituição no mercado. As estratégias de comunicação mapeadas concentram-se na difusão institucional da marca e no estímulo para que o público-alvo conheça e faça parte da cooperativa; enquanto as estratégias de relacionamento baseiam-se na valorização dos diferenciais competitivos e no estímulo à participação dos associados nas atividades de gestão e desenvolvimento da instituição. Palavras-Chave: Cooperativismo, Cooperativa de Crédito, Marketing , Comunicação, Relacionamento. ABSTRACT This study aims at describing communication and relationship strategies used by a credit cooperative for attraction and retention of associates, since in the condition of users, as well as owners of the institution, they must exert a double role within the cooperative society. The results presented confirmed the existence of several differences between a credit cooperative and a conventional bank, especially concerning the communication strategy and the value proposal of the institution on the market. The communication strategies analyzed focus the brand institutional diffusion and stimulation in order that the target group will get to know and enter the cooperative; while relationship strategies are established in the appreciation of competitive differentials and the incentive for members to get more involved with management and development of the institution. Keywords: Cooperativism, Credit Cooperative, Marketing, Communication, Relationship. 2 1 INTRODUÇÃO Como instituições financeiras, as cooperativas de crédito possuem uma diferenciação na sua forma de constituição, gestão e funcionamento. Como empresas de propriedade coletiva, seu desenvolvimento, solidez e perenidade dependem da participação ativa dos associados, os verdadeiros donos do negócio. Nesse contexto, o presente artigo visa mapear as estratégias de relacionamento e comunicação de uma cooperativa de crédito com seus associados. Caracterizadas como sociedades de pessoas e não de capital, as cooperativas de crédito têm, na união de indivíduos pela adesão voluntária e livre, gestão democrática, participação econômica dos membros e a autonomia e independência, os princípios basilares de sua gestão. (VENTURA et al. 2009) O crescimento da representatividade do cooperativismo de crédito brasileiro, nos últimos anos, especialmente no que tange ao aumento do número de usuários e da participação de mercado no sistema financeiro, reforça a importância de se conhecer as características próprias, os diferenciais competitivos e as vantagens que esse tipo de instituição financeira disponibiliza aos seus usuários e à sociedade onde está inserida. Com foco em marketing de relacionamento e comunicação institucional e mercadológica, este estudo representa uma relevante contribuição para o fomento do cooperativismo de crédito brasileiro, na medida em que se propõe a identificar as características próprias que diferenciam uma cooperativa de crédito de um banco convencional e evidenciar os benefícios exclusivos que esse tipo de instituição financeira disponibiliza. O objetivo geral desta pesquisa consiste em descrever as estratégias de relacionamento e comunicação utilizadas por uma cooperativa de crédito para atração e retenção de seus associados. Ao associar-se a uma cooperativa de crédito, a pessoa adquire a condição de proprietário dessa empresa e, como dono do negócio, participa do processo de gestão e desenvolvimento do empreendimento. Por outro lado, como usuário, participa dos resultados na medida em que utiliza os produtos e serviços oferecidos por sua própria instituição financeira, a cooperativa. A cooperativa de crédito busca promover o crescimento econômico de seus associados e da comunidade, pois todo o movimento financeiro e o resultado obtido com as operações realizadas pelos associados permanecem na comunidade onde está inserida. Assim como em qualquer sociedade de pessoas, as decisões são tomadas em assembleias. Nelas, cada associado representa um voto, independentemente do volume de capital social investido por ele na cooperativa. Essa entidade, com muitos donos, tem, na gestão participativa, o principal agente de seu desenvolvimento. No Brasil, as cooperativas de crédito retomaram seu desenvolvimento a partir do início da década de 1980, quando o Estado brasileiro foi forçado a retirar-se, em parte, do financiamento direto das atividades econômicas, especialmente no setor rural (PAGNUSSATT, 2004). As cooperativas de crédito são criadas para captar recursos financeiros e oferecer empréstimos, ou seja, estimular a formação de poupança e, através da mutualidade, dar assistência financeira aos seus associados, além de prestar serviços de natureza bancária. Para atender seus objetivos sociais, em determinados momentos, as cooperativas de crédito necessitam atuar no mercado com não associados. Nesses casos, conforme previsto na legislação, os resultados auferidos com tais operações configuram atos não-cooperativos, os quais devem ser contabilizados, tributados conforme operações de mercado e destinados ao Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES) da cooperativa. 3 Quanto aos procedimentos metodológicos, foi realizada uma pesquisa exploratória, de procedimento bibliográfico e estudo de caso, buscando, de forma indireta, os dados primários e secundários, em uma cooperativa de crédito com atuação em Mato Grosso do Sul, concluindo-se com a análise qualitativa dos resultados. Através da pesquisa descritiva, foi possível identificar os princípios e valores presentes na cultura organizacional e caracterizar os elementos que integram e norteiam o relacionamento e a comunicação da cooperativa de crédito com seus associados. Por meio de pesquisa bibliográfica, foi possível aprofundar os temas definidos no projeto de pesquisa e consolidar a base do referencial-teórico desta monografia, que foi aprofundada mediante ampla pesquisa documental e estudo de caso, através do qual, foi possível tabular e comparar os dados pesquisados, com a finalidade de identificar as estratégias adotadas por uma cooperativa de crédito para relacionar-se e comunicar-se com seu público-alvo. Quanto à coleta de dados, foram utilizadas entrevistas exploratórias com dirigentes da cooperativa de crédito e, também, a coleta de dados primários e secundários, nas seguintes fontes: livros técnicos, leis, resoluções, normativos, estatutos, regimentos, periódicos, artigos, monografias, relatórios gerenciais e demais bases de dados disponíveis. 2 O CASO EM ESTUDO A Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos Federais em Mato Grosso do Sul foi fundada por um grupo de 45 servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS que, motivados pela construção de uma alternativa coletiva para a compra de gêneros alimentícios, com preços menores que os praticados no mercado, formaram sua própria instituição financeira, na época, denominada CRED-UFMS. Constituída em Assembleia Geral, no dia 26 de agosto de 1988, a CREDI-UFMS é uma entidade cooperativa de responsabilidade limitada, classificada como uma sociedade simples sem fins lucrativos e não sujeita à falência, sendo regida pela legislação cooperativista, do sistema financeiro nacional e pelo Código Civil, bem como pela regulamentação baixada pela autoridade normativa, por seu próprio Estatuto Social e pelas demais normas internas a ele vinculadas. Em 02 de fevereiro de 1989, o Banco Central do Brasil, por meio da autorização de funcionamento AF 09946325, credenciou a então CRED-UFMS, a iniciar suas operações e, em junho, daquele mesmo ano, a cooperativa de crédito liberou os primeiros empréstimos aos seus cooperados. Gráfico 01: Evolução do número de associados totais Fonte: Balancete Analítico da SICREDI Federal MS e Sistema Analyer 4 Ao longo de sua trajetória, a SICREDI Federal MS destacou-se por sua relevante atuação no campo econômico, gerando economia real e agregando renda aos seus cooperados e no campo social, através da auto-organização dos cooperados em núcleos cooperativos, realização de investimentos permanentes em educação e no incentivo à prática do voluntariado. A informação inteligente e os ambientes favoráveis de convivência humana estão na raiz do processo de comunicação da instituição, que tem, no planejamento, gestão e participação, o tripé que impulsiona o desenvolvimento de seu negócio e assegura o reconhecimento da marca e dos diferenciais competitivos. O gráfico 01 demonstra isso através da evolução do número de associados totais. Quanto à posse de produtos e serviços em outras instituições financeiras do mercado, a pesquisa revelou que um representativo percentual de associados tem o comportamento de buscar soluções para suas demandas financeiras em bancos convencionais, fato que representa tanto oportunidades, quanto ameaças ao desenvolvimento do negócio da cooperativa de crédito, conforme pode ser constatado no gráfico abaixo. Gráfico 02: Posse de produtos e serviços em outras instituições financeiras Fonte: SICREDI (2007, p. 36) O mercado financeiro é considerado um ambiente de extrema competitividade, exigindo de seus participantes um posicionamento de comunicação claro e eficaz. Para assegurar um panorama positivo e um market share suficiente para garantir o desenvolvimento da marca e do negócio, cada instituição financeira (bancos e cooperativas de crédito) participante deve criar sua própria proposta de valor, a qual deve traduzir seus diferenciais ao consumidor final. 3 PERFIL DOS ASSOCIADOS DA COOPERATIVA Conforme dados da pesquisa de perfil e satisfação (SICREDI, 2007, p. 15) em Mato Grosso do Sul, 66% dos associados das cooperativas de crédito são do sexo masculino e 34% do sexo feminino, o que evidencia uma diferença do perfil encontrado na SICREDI Federal MS. Segundo dados pesquisados no sistema de gestão do relacionamento da cooperativa, 9% dos associados possuem conta corrente do tipo pessoa jurídica, com faturamento médio mensal 5 de R$ 231.482,92 e 91% dos associados têm conta corrente do tipo pessoa física, com renda média mensal de R$ 3.672,83 e idade média de 44 anos. A profissão predominante dos associados é o serviço público federal, onde eles atuam nos seguintes órgãos federais: Polícia Federal, CGU, INCRA, Ministério da Fazenda, ABIN, UFMS, Justiça Federal, ANVISA, TRE, EMBRAPA, FUNAI, INSS, DRT, IBGE, IBAMA, AGU, ANATEL, Policia Rodoviária Federal, Ministério do Planejamento, DNIT, Receita Federal, FUNASA, TRT, Forças Armadas, Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde, CONAB, UFGD, ADA, AGEPEN e Ministério da Justiça. 4 A COMUNICAÇÃO NO SICREDI 4.1 Posicionamento estratégico Com o crescimento de sua representatividade no mercado, o SICREDI - Sistema de Crédito Cooperativo busca intensificar, cada vez, mais o relacionamento com seus associados e unificar as ações de comunicação em todos os níveis e nos diferentes públicos, afinal, o sucesso de seu negócio, no setor de serviços, passa pela construção e manutenção de um relacionamento sólido, uma marca forte e uma comunicação clara e objetiva com seus públicos. Para atender seus objetivos, o SICREDI instituiu seu próprio manual de comunicação, no qual propõe políticas de comunicação que vão ao encontro do posicionamento estratégico definido de “ser cooperativa”, orientando todos aqueles que utilizam a comunicação, no estabelecimento de estratégias e desenvolvimento de ações práticas no dia a dia. O manual de comunicação baseia-se no conceito da comunicação integrada, que estabelece uma forma de interpretar todo o processo de marketing pelo ponto de vista do público, fazendo a comunicação efetivamente para quem a recebe, com uma mensagem única e poderosa sobre a marca, valores e produtos. Para o SICREDI os objetivos específicos do manual de comunicação consistem em: 1) Ser uma das ferramentas no processo de organização do quadro social; 2) Ampliar e qualificar o relacionamento com os associados, baseando-se na clareza dos propósitos do SICREDI; 3) Equalizar o conhecimento sobre o SICREDI junto aos seus públicos. 4) Padronizar a comunicação interna e externa com a finalidade de consolidar a mensagem e otimizar recursos. 5) Instrumentalizar o Sistema para as ações de comunicação; 6) Contribuir para o posicionamento estratégico e; 7) Apoiar projetos e/ou ações de responsabilidade social. (SICREDI, 2002, p. 16) O posicionamento de comunicação no SICREDI está alicerçado no posicionamento estratégico de “ser cooperativa” e busca valorizar as pessoas e utilizar o relacionamento com canal de comunicação principal. Conforme definido no manual de comunicação (2002, p. 17), o posicionamento de comunicação do SICREDI consiste em “ser percebido como uma instituição financeira cooperativa da comunidade, agregadora de renda e alternativa ao sistema financeiro convencional”. Para o SICREDI, os objetivos de comunicação devem atender às demandas do públicoalvo do Sistema, definidos, como: associados pessoa física, associados pessoa jurídica, publico 6 interno, empresas parceiras, público potencial (prospects), comunidade, formadores de opinião e mercado financeiro e segurador. Quanto às estratégias de comunicação, priorizam-se: a comunicação institucional, o relacionamento com os públicos e a consolidação da marca corporativa, destacando e preservando os valores intocáveis da instituição. 4.2 Imagem e marca corporativa Segundo memorial justificativo da marca, a logomarca SICREDI foi concebida tendo como desafio conciliar conceitos de modernidade e agilidade. Para isso, foram arranjados, harmonicamente, símbolo, logotipo e cores, que transmitem, de forma clara e simples, a origem do Sistema, suas mudanças na direção do futuro, da modernidade e a sua personalidade. O símbolo, uma força simplificada e de fácil compreensão, resgata, de forma estilizada, uma imagem mundialmente conhecida, o cata-vento, fonte geradora de energia dentro dos atuais conceitos de fontes renováveis e preservação ecológica. As cores são o verde-claro, verde-escuro, amarelo e o amarelo-ouro, que representam riquezas e suas fontes geradoras, tendo o símbolo do cooperativismo colocado em posição estratégica, identificando e posicionando o SICREDI como uma empresa cooperativa. A faixa amarela tem a função de unir no espaço todos os elementos que compõem a marca. Figura 01: Logomarca do SICREDI Fonte: SICREDI (2008, p. 6) A adoção do slogan “Gente que coopera cresce”, junto à marca, visa destacar o posicionamento da instituição e reforçar o nome da marca. 4.3 Ferramentas e meios de comunicação utilizados Dentre as diferentes ferramentas de comunicação existentes, o SICREDI utiliza as seguintes: a) Relações Públicas: utilizada com os objetivos de: estabelecer e manter o relacionamento da instituição com seus associados e demais público; comprometer os associados 7 e familiares; transmitir e legitimar uma imagem de credibilidade e; promover a marca e os produtos. b) Publicidade: utilizada para apoiar o trabalho de relacionamento; posicionar a marca, dando conhecimento ao público e criando uma percepção de credibilidade; promover a instituição, apresentando a estrutura, divulgando sua missão, valores, diferenciais e; promovendo o portfólio de produtos, divulgando suas vantagens e benefícios. c) Assessoria de Imprensa: utilizada para sistematizar e agilizar o fluxo de informações, minimizando os ruídos de comunicação com a imprensa; promovendo o conhecimento e a aproximação com os profissionais dos veículos, utilizando e ampliando as oportunidades de mídia espontânea. d) Promoção de Vendas: utilizada como estratégias para incentivar o quadro social a atrair novos associados; aumentar os volumes de vendas e o market share; promover o lançamento, reposicionamento ou alteração dos produtos, em datas específicas, de acordo com as sazonalidades. e) Merchandising: utilizado como estratégia para criar ambiente sugestivo e atmosfera ideal à realização de negócios; reforçar as demais ações de comunicação; padronizar a identidade das Unidades de Atendimento; criar ambiente para lançamento ou reposicionamento de produtos e datas especiais, além de divulgar ações sociais. f) Marketing Direto: usado para estabelecer e manter relacionamento com os associados; personalizar a comunicação conforme o público e interesse e maximizar os resultados, através da mensagem certa para o público certo. g) Marketing de Incentivo: utilizado como estratégia para motivar, oferecer benefícios e comprometer os colaboradores por ocasião de campanhas de promoção de produtos, divulgação da marca e aumento de produtividade e qualidade. Os meios eletrônicos recomendados e utilizados são a televisão, rádio, internet, e-mail, intranet (Portal) e audiovisual institucional. Dentre os meios impressos, destacam-se o jornal, revista, banner, cartaz, folder, flyer, encarte, móbiles, display, faixa, relatório anual, balanço social, mala direta, correspondência personalizada, manual, press release, informativo externo, informativo interno, outdoor e painéis. Como meios funcionais, são utilizados adesivos, brindes diversos, balão inflável, teaser, botton, patrocínios, entrevistas, fotografias, padronização visual das dependências de atendimento, contato pessoal, caixa de sugestões, eventos externos e internos, programas de incentivo e vantagens, murais e press kit. 4.4 Estratégias para atração e retenção de associados A necessidade de gerar resultados nas estratégias de comunicação com o público-alvo requer, da cooperativa, a concepção e realização de ações de comunicação aderentes à realidade do mercado-alvo, competitivas frente às iniciativas desenvolvidas pela concorrência e eficazes na difusão do posicionamento da instituição. Dentre as estratégias e ações de comunicação realizada ao longo de sua trajetória, destacase a campanha conceitual desenvolvida para atrair e reter os associados. Criada para reafirmar o posicionamento estratégico, “ser cooperativa”, a campanha apresentou o SICREDI como ele é: um sistema de cooperativas de crédito e não um banco. As vantagens em ser associado de uma cooperativa de crédito e o slogan da campanha, “Vem ser dono, vem pro SICREDI”, instigaram as pessoas a participarem da cooperativa de crédito. 8 Com base no raciocínio de que “para ser grande, não basta ser grande, tem que pensar grande”, a campanha, iniciada em agosto de 2008, teve, como objetivo de comunicação, tornar o SICREDI conhecido, compreendido e atrativo. A criação da campanha baseou-se na estratégia de explicar de forma relevante os benefícios de pertencer a uma sociedade cooperativa e mostrar o SICREDI como um negócio grande e forte, um negócio, onde os donos são os próprios associados. Um completo portfólio de peças de comunicação foi desenvolvido pela superintendência de comunicação e marketing do Banco Cooperativo SICREDI, com a finalidade de apoiar as ações de lançamento e sustentação da campanha, composto de: anúncios, folders, encartes, cartazes, banners, faixas, adesivos, display, wobler, front light, painéis rodoviários, outdoor, busdoor, hot site, spots de rádio, anúncios de televisão e peças especificas, dirigidas ao público interno e aos formadores de opinião. A estratégia de combinar diferentes ferramentas e investir nos meios de comunicação que geram maior impacto (televisão) foi muito exitosa, possibilitando que a campanha atingisse seu objetivo principal – instigar as pessoas a participarem do SICREDI, mostrando as vantagens e benefícios de ser associado de uma cooperativa de crédito. Ao apresentar a instituição como uma cooperativa de crédito e não um banco, a campanha reafirmou o posicionamento estratégico da instituição e valorizou alguns dos principais diferenciais competitivos da marca. Figura 02: Linha criativa da campanha “Vem ser dono, vem pro SICREDI” Fonte: SICREDI 4.5 Investimentos em comunicação Os investimentos necessários para a manutenção e realização dos programas, projetos e ações realizadas em âmbito local e corporativo, são custeados com recursos da própria cooperativa, que investiu, em 2008, o montante de 1,90% de suas receitas totais em comunicação e relacionamento, distribuídas em despesas de promoções e relações públicas, propaganda e publicidade e comunicação corporativa. No acumulado de janeiro a outubro de 2009, os investimentos realizados totalizaram 1,30% da receita total da cooperativa, mas representaram o mesmo montante investido durante todo o ano anterior. Os recursos para custeio dos investimentos em comunicação são oriundos de um percentual das receitas, nunca inferior a 0,8% e do Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social – FATES, constituído, anualmente, por um percentual de 10% das sobras brutas da 9 cooperativa e destinado, exclusivamente, para investimento em assistência técnica, assistência educacional e assistência social dos associados, familiares, dirigentes e colaboradores. 5 COOPERATIVA DE CRÉDITO “VERSUS” BANCO Através de uma avaliação pormenorizada da fundamentação teórica e dos dados coletados e apresentados no estudo de caso, identifica-se a necessidade de se conhecerem as principais diferenças entre uma cooperativa de crédito e um banco, a fim de corroborar com a consecução dos objetivos específicos da presente monografia. Considerando que a cooperativa de crédito é uma sociedade de pessoas, constituída sob a égide dos princípios e valores do cooperativismo, e criada para prestar serviços aos seus associados – os verdadeiros donos do empreendimento cooperativo, conclui-se que ela possui como características básicas, a gestão, a propriedade e a repartição de sobras. Figura 03: Diferenças entre o empreendimento e o negócio cooperativo Para melhor compreensão do duplo papel do associado em uma cooperativa de crédito, a figura acima ilustra as diferenças entre o empreendimento e o negócio cooperativo e as considerações abaixo detalham as principais características de cada papel exercido. Observa-se que o associado possui um duplo papel nesse tipo societário. Como “dono”, forma, juntamente com os demais associados, uma associação de pessoas, que unidas voluntariamente, são proprietários de um empreendimento cooperativo, nesse caso, da cooperativa de crédito. Como “usuário”, utiliza-se dos produtos e serviços disponibilizados pela cooperativa de crédito e contribui para a existência do negócio cooperativo, que vem assegurar o custeio das despesas e agregar renda aos associados. Como dono do empreendimento cooperativo, o associado participa da dimensão social da cooperativa, tem suas relações disciplinadas por uma norma de caráter igualitária, que determina que cada sócio tem direito a um voto, independentemente do volume de negócios existentes. Por outro lado, como usuário do negócio cooperativo, o associado participa da dimensão econômica 10 da cooperativa, devendo cultivar, com ela, uma relação de negócios amparada em princípios éticos e justos. Através do processo decisório, o associado participa da gestão do empreendimento cooperativo, exerce o princípio da gestão democrática e livre, deliberando sobre os rumos da cooperativa e contribuindo com a sua administração e fiscalização. Por meio do processo operacional, o associado pratica o princípio da participação econômica dos membros, ao investir suas economias na cooperativa e, com ela, realizar seus negócios, cumprindo sempre, fiel e pontualmente, com as obrigações assumidas com a instituição, a fim de assegurar a rentabilidade do negócio e a sustentabilidade do empreendimento cooperativo. Destaca-se, também, que, na cooperativa de crédito, os associados são a essência do negócio e quanto mais utilizarem os produtos e serviços da instituição, mais ela cresce e gera resultados, que são distribuídos entre os próprios associados. Nos bancos, os clientes apenas utilizam os produtos e serviços disponíveis, não influenciam na gestão do negócio e, tampouco, participam dos resultados da instituição. Na tabela 01, segue quadro comparativo das principais características que representam diferenças entre uma cooperativa de crédito e um banco. Tabela 01: Diferenças entre uma cooperativa de crédito e um banco CARACTERÍSTICA COOPERATIVA DE CRÉDITO BANCO Tipo societário Sociedade de Pessoas Sociedade Anônima Natureza societária Sociedade Cooperativa Sociedade de Capital Objetivo Conceito Estruturação de um empreendimento econômico coletivo para o atendimento das necessidades próprias dos associados. Sociedade de propriedade conjunta, destinada a captação de recursos para financiar as atividades dos sócios, administração de suas economias e prestação de serviços próprios de instituição financeira. Presta serviços com a finalidade de atender às demandas dos sócios e agregar renda às suas atividades. Exploração de uma atividade econômica com fins lucrativos. Sociedade de propriedade de investidores para atuar no segmento de intermediação financeira e prestação de serviços bancários. Formação do capital social O capital é dividido em quotas-parte de mesmo valor unitário. Movimentação do capital social É vedada a transferência de quotasparte, do capital subscrito ou integralizado, a terceiros. Presta serviços aos clientes, objetivando rentabilizar o investimento dos sócios. O capital é dividido em ações (quanto mais ações, mais participação acionária no banco) Não é vedada a alienação ou transferência de capital a terceiros. Variabilidade do capital Capital variável Capital fixo O resultado, positivo/negativo é denominado sobra/perda. O resultado é distribuído proporcional às operações, de cada associado, realizadas no exercício. O resultado, positivo/negativo é denominado lucro/prejuízo. O resultado é distribuído aos acionistas na proporção do capital investido. Finalidade do negócio Denominação Distribuição dos resultados 11 Objetivo da gestão A administração da sociedade enseja o atendimento das demandas próprias dos associados. A administração da sociedade enseja atuar no mercado financeiro com resultados positivos aos investidores. Tratamento tributário Pela condição que tem o sócio, de usuário e proprietário do negócio, as operações realizadas são consideradas “atos cooperativos”. Operações próprias de fornecedor e consumidor. Condições de acesso A utilização das operações e serviços oferecidos pela cooperativa é condição básica para ser sócio (dono). A utilização das operações e serviços oferecidos pelo banco não é condição básica para ser sócio (dono). Área de atuação Foco Objetivo da sociedade Singularidade do voto Quorum para assembleia Operacionalidade 6 Área de atuação limitada às possibilidades de reunião, controle, operações e prestação de serviços. É uma instituição local, regional ou que atende a uma determinada categoria profissional. Os recursos são destinados aos empreendimentos dos sócios na área de jurisdição da firma. Um sócio, um voto. As decisões pela maioria dos presentes vinculam os ausentes. Atendidas as exigências patrimoniais, tem área de atuação nacional. Os recursos são destinados aos empreendimentos que possam produzir maior retorno à firma. Número de associados Capital representado Não tem acesso direto ao sistema financeiro nacional, utiliza-se de condições próprias e opera no mercado através de seu próprio banco cooperativo. Tem acesso direto a compensação, reserva bancária (SPB), central de custódia e liquidação financeira de títulos, sistema especial de liquidação e custódia, câmbio, leasing, carteira de crédito, financiamento, investimentos, carteira imobiliária, emissão de títulos negociáveis e linhas oficiais de crédito. Área de atuação ilimitada. Os sócios votam na proporção do capital investido. ESTRATÉGIAS DE RELACIONAMENTO E COMUNICAÇÃO DO SICREDI Considerando a natureza cooperativa do Sistema SICREDI, identifica-se, com base nos dados apresentados, que uma cooperativa de crédito deve dispor de mecanismos que estimulem a integração com seus associados, possibilitando que eles se expressem, sejam ouvidos e desenvolvam o senso de propriedade e pertencimento para com a marca e instituição. No contexto da administração de marketing, as estratégias de relacionamento e comunicação são consideradas como importantes mecanismos que as cooperativas de crédito dispõem para alcançar seus objetivos organizacionais. 12 Segundo Kotler e Armstrong (2000, p. 12), para criar valor para o cliente e alcançar os objetivos organizacionais, é necessário que a empresa realize uma administração de marketing que determine as necessidades, desejos e interesses dos mercados-alvo, proporcionando um valor superior aos clientes de forma a manter ou melhorar o bem-estar do consumidor e da sociedade. Las Casas (2000, p. 13) confirma tal recomendação, destacando que os administradores de marketing devem buscar entender o consumidor em suas expectativas e identificar tanto necessidades e desejos, como, também, as satisfações e as insatisfações contraídas pelo consumo dos produtos e serviços vendidos. Com base no enunciado deste capítulo, identifica-se que as estratégias de comunicação, utilizadas pelo SICREDI, estão alicerçadas no composto (mix) de marketing e buscam atender as demandas decorrentes do produto, preço, praça e promoção. Já as estratégias de relacionamento, são de longo prazo e baseiam-se no princípio de que, ao se construir uma rede de relacionamento efetiva com os associados, os resultados serão uma consequência. Tal consideração é sustentada por Kotler e Armstrong (2000, p. 279), ao destacar que uma empresa pode construir valor e satisfação ao adicionar benefícios financeiros e sociais ao relacionamento com o cliente. A necessidade de se realizar uma comunicação eficaz que possibilite ao SICREDI alcançar seus objetivos organizacionais e auferir resultados para o negócio é uma das finalidades da comunicação de marketing desenvolvida pela instituição, que visa, também, possibilitar a difusão das características da cooperativa de crédito com os diferentes públicos, formar imagens positivas, identificar potenciais, formar relações duradouras e reter os associados. Com atuação no setor de serviços, o SICREDI busca intensificar, cada vez mais, o relacionamento com seus associados, mediante unificação das ações de comunicação, da construção e manutenção de um relacionamento sólido, marca forte e comunicação clara e objetiva com seus públicos. Através dos manuais próprios de comunicação, da marca e de padronização das dependências, a instituição define seu posicionamento, propõe políticas de comunicação, que norteiam a definição das estratégias de ação, define as regras de utilização da marca única e estabelece os critérios de padronização das instalações de atendimento, sendo que eles devem ser rigorosamente seguidos por todas as empresas que integram o Sistema. Sobre a comunicação integrada, Churchill e Peter (2003, p. 467) destacam que, se todos os elementos do composto de comunicação forem combinados, é provável que se alcance maior impacto na comunicação. Segundo os autores, o principal objetivo da comunicação integrada é articular os elementos do composto de comunicação de modo a fornecer clareza, consistência e maior impacto no mercado e ao público-alvo. O Sistema SICREDI adota uma marca corporativa única, a fim de fortalecer a unicidade de sua identidade e assegurar o reconhecimento e solidez da instituição junto ao mercado financeiro e público-alvo, mesmo possuindo uma estrutura organizacional formada por diferentes entidades, que atuam de forma integrada e possuem papéis específicos. A gestão e a operacionalização da comunicação estão organizadas em todos os níveis do Sistema, onde atuam os profissionais de comunicação, responsáveis por apoiar o processo de gestão e operacionalização da comunicação institucional, comunicação mercadológica, comunicação administrativa e comunicação interna. Na definição de suas estratégias de relacionamento e comunicação, o SICREDI utiliza-se de diferentes meios e ferramentas, selecionados com base nos objetivos de comunicação e marketing pré-estabelecidos. Dentre as ferramentas de comunicação comumente utilizadas, destacam-se as seguintes: relações públicas, publicidade, assessoria de imprensa, promoção de vendas, merchandising, marketing direto e marketing de incentivo. Tais ferramentas estão 13 presentes no composto de comunicação de marketing sugerido por Kotler e Keller e contribuem para o brand equity de diversas maneiras. Na escolha dos meios de comunicação mais adequados, recomenda-se, conforme manual de comunicação da instituição, a seleção e a utilização daqueles que estimulem o relacionamento e permitam uma comunicação dirigida com o público-alvo, com destaque aos meios eletrônicos, impressos e funcionais. Cabe ressaltar que as atividades de comunicação de marketing devem estar integradas para transmitir uma mensagem coerente e um posicionamento estratégico, aumentando a sinergia entre os profissionais de marketing e a eficácia das estratégias de comunicação. Analisando o funcionamento da comunicação corporativa no SICREDI, observa-se a funcionalidade de sua estrutura e a clareza na definição dos papéis dos profissionais de comunicação e marketing. Quanto às ações de comunicação corporativas desenvolvidas em 2009, observa-se uma ampla variedade de iniciativas realizadas, as quais privilegiam o foco institucional (marca) e comercial (negócio) da instituição e dividem-se em campanhas institucionais e publicitárias, direcionadas a datas comemorativas e sazonais. Avaliando as iniciativas próprias de comunicação, desenvolvidas pela cooperativa de crédito, objeto deste estudo, identifica-se que, além da utilização das ações corporativas disponibilizadas, ela realiza suas próprias iniciativas, tais como: ações de comunicação, ações de integração e responsabilidade social, ações de educação continuada e estratégias de atração e retenção de associados. Constata-se, dessa forma, que tais iniciativas valorizam os diferenciais competitivos da instituição, com amplo destaque para o diferencial do relacionamento e do modelo agregador de renda, uma vez que destacam a condição de o associado ser o usuário e o dono da cooperativa, além das vantagens econômicas que ele poderá obter ao realizar seus negócios financeiros a instituição. Outra importante estratégia de relacionamento, identificada na cooperativa, é o programa de compras conjuntas, através do qual os associados podem adquirir gêneros de primeira necessidade e beneficiarem-se dos ganhos de escala proporcionados. Por caracterizar uma iniciativa rara, especialmente por advir de instituição financeira, o programa fortalece a prática da cooperação e da solidariedade entre os associados da cooperativa, que auferem ganhos financeiros reais com a economia proporcionada pelo modelo. Como estratégia para atrair e reter seus associados, a cooperativa de crédito utiliza as estratégias e peças de comunicação da campanha conceitual, “Vem ser dono, vem pro SICREDI”, que visa disseminar as características de uma cooperativa de crédito e informar o público sobre os benefícios e vantagens de pertencer a uma cooperativa, enfatizando que o SICREDI é um negócio do qual os donos são os próprios associados. Em utilização desde agosto de 2008, a campanha oportunizou ganhos de negociação na aquisição das mídias, devido ao volume de propaganda realizado e aumento no conhecimento e atratividade da marca SICREDI, facilitando, assim, o desenvolvimento do negócio. Vale destacar que essa estratégia de comunicação apresenta diversos benefícios, todavia,, também pode possibilitar riscos para a instituição, na medida em que as expectativas geradas podem não ser atendidas pela cooperativa de crédito no ato de atendimento e relacionamento cotidiano com seus públicos. Também merece destaque o modelo de organização do quadro social adotado pela cooperativa, em que, por intermédio de um programa específico, denominado Pertencer, a cooperativa mantém um estreito canal de comunicação com seus associados, através de pequenos grupos, denominados núcleos cooperativos. Na prática, trata-se de um programa de marketing de 14 relacionamento, onde a instituição busca a proximidade e o envolvimento com seu público, para realizar ações que estimulem o relacionamento e fortaleçam o sentimento de pertencimento dos associados para com a cooperativa. A realização de eventos que oportunizam ao associado participar da gestão e desenvolvimento da cooperativa é uma iniciativa importante, porém, ao se observar o percentual de presença de associados nas pré-assembleias e assembleias gerais ordinárias, constata-se que, em 2009, a participação desses cooperados, nos referidos conclaves, correspondeu ao menor índice dos últimos três anos, fato que merece atenção da direção da cooperativa. 7 CONCLUSÃO Devido à singularidade de sua formação, gestão e operacionalização, constatou-se, na análise dos dados, que a cooperativa de crédito possui suas próprias diferenças, uma vez que o associado exerce um duplo papel na sociedade - o de dono do empreendimento cooperativo e o de usuário do negócio cooperativo. Identificou-se que as que as estratégias de comunicação da empresa, objeto do estudo de caso, são alicerçadas no mix de marketing (produto, preço, praça e promoção), enquanto as ações são orientadas e apoiadas pelos manuais de comunicação, da marca e de padronização de dependências, os quais são operacionalizados pelos profissionais de comunicação da instituição. Constatou-se, também, que o posicionamento e o foco de comunicação da cooperativa de crédito concentram-se na difusão das suas características, na formação de imagens positivas com o público potencial, na atração de novos associados e na formação de relações duradouras, que possibilitem a retenção e fidelidade dos já associados. Conclui-se, com base nos dados analisados e no potencial de mercado, que a cooperativa de crédito, objeto deste estudo de caso, e as demais do mesmo ramo, existentes no Brasil, possuem um grande potencial de crescimento, porém, o grande desafio é fazer com que seus associados, colaboradores e público potencial, compreendam que a cooperativa não tem sócios, mas, sim, os sócios têm a cooperativa. REFERÊNCIAS BECHO, Renato Lopes. Elementos de Direito Cooperativo. São Paulo: Dialética, 2002. Blog do Cooperativismo de Crédito. Os maiores bancos do mundo. Porto Alegre, RS. 2008 Disponível em: <http://cooperativismodecredito.blogspot.com/2008/12/os-maiores-bancos-domundo.html>. Acesso em: 02 nov. 2009. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. _______. Lei n° 5.764, de 16 de dezembro de 1971. Define a Política Nacional do Cooperativismo, institui o regime jurídico das sociedades cooperativas e dá outras providências. 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