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02 de setembro de 2015
O conteúdo das matérias é de inteira responsabilidade dos meios de origem
A missão da ADIMB é a de promover o desenvolvimento técnico-científico
e a capacitação de recursos humanos para a Indústria Mineral Brasileira
ADIMB ENCAMINHA OFÍCIO COM SUGESTÕES À MINISTRO DO MME
A Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral
Brasileira (Adimb) encaminhou ofício ao Ministro de Minas e Energia, Carlos Eduardo
de Souza Braga, sobre as palestras que ocorreram durante o VI Encontro de Executivos
de Exploração Mineral (EEEXMIN 2015) nos dias 25 e 26 de junho. O evento teve como
tema principal “Exploração Mineral em Tempos de Crise”. Participaram do EEEXMIN
175 executivos de empresas, autoridades do Governo Federal e dirigentes de
associações e entidades do setor mineral.
O ofício traz pontos relevantes sobre a otimização do Novo Marco
Regulatório da Mineração (PL 5807/13), dos quais se pode destacar a :
1 - Atratividade do Brasil para Investimentos em Exploração Mineral –
Segundo relatório anual do SNL Metals and Mining distribuído no Canadá durante o
PDAC, o Brasil atraiu apenas 3% do investimento mundial para exploração de
commodities não-ferrosas, enquanto na América Latina, México e Peru atraíram 7% e
5%, respectivamente. No Relatório Anual do Instituto Fraser, de 122 países, o Brasil
apareceu na posição 87 no Índice de Percepção de Política de Incentivo à Mineração,
em 97º no Índice de Sistema Legal e em 105º no Índice de Impostos. O Brasil ficou
atrás apenas de Papua Nova Guiné no índice de Potencial para Melhoria. A Adimb
comenta que os resultados mostram que o Brasil vem perdendo, ano a ano,
competitividade para atrair investimentos no setor;
2 - Áreas Inacessíveis à Exploração Mineral e Entraves Históricos – O Brasil
possui cerca de 28% de seu território com fortes restrições ou impedimentos para a
atividade de exploração mineral, que incluem: Faixa de Fronteira (O Brasil tem
restrições e dificulta a mineração em fronteira numa área duas vezes superior ao Chile)
; Áreas Indígenas (As reservas indígenas brasileiras são quase do tamanho do Peru.
Apesar da Constituição de 1988 permitir a mineração nessas áreas, o Congresso ainda
não regulamentou a atividade. Isto faz com que índios brasileiros, diferentemente de
canadenses e australianos, não se beneficiem com participação legal na atividade)
;Unidade de Conservação (representam 6,8% de todo o território e, embora permitida
a atividade de mineração, o Ibama, entidades ambientais estaduais e a burocracia
dificultam o trabalho) ; Monopólio do Urânio (O Brasil é um dos raros países em que o
Governo detém monopólio de exploração, mineração e comercialização do urânio. A
Agência nuclear do Brasil – ANB há anos restringe-se à exploração de Caetité. É
necessária a participação maior da iniciativa privada para explorar o potencial
brasileiro nesta área) ; Reserva Nacional do Cobre e Associados (Criada em 1984, a
RENCA envolve territórios no nordeste do Pará e noroeste do Amapá em área de
geologia similar à de Carajás. Por Decreto, a área do RENCA ficou reservada a
exploração mineral pela CPRM. Entretanto, a CPRM jamais executou prospecção
mineral na área e restringe-se a atuar como Serviço Geológico do Brasil. Desta forma, a
exploração fica vetada à iniciativa privada.
3 - Restrições Ambientais – Prospecção mineral e mineração enfrentam
dificuldades na obtenção de licenciamentos ambientais, seja do Ibama ou de órgãos
estaduais. Esta é a principal reclamação de empresas do setor, ocasionando
desistência de projetos de pesquisas e atrasos no início de operações das lavras;
4 - Situação Atual da Exploração Mineral e Mineração – Por causa da
retração de investimentos de riscos nos últimos anos, as atividades de prospecção
mineral passam por momento de estagnação. São poucos os projetos de pesquisa que
ainda mantêm atividade; Por causa da queda no valor das commodities minerais e pelo
Custo Brasil, minas de pequeno, médio e grande porte têm paralisado as operações. O
mesmo aconteceu nas áreas de metalurgia e siderurgia.
5 - Carência de Informações Básicas – Apesar do Serviço Geológico do
Brasil (SGB/CPRM) ter ampliado e ajustado o foco de seus levantamentos básicos, as
informações geológicas (tanto em km2, como em escalas dos levantamentos) são
insuficientes para subsidiar devidamente a exploração mineral. Canadá, Estados
Unidos, Austrália e África do Sul já têm áreas mapeadas em escalas de semi-detalhe
(1/50.000) e de detalhe (1/25.000), enquanto no Brasil ocorrem mapeamentos em
escalas de reconhecimento (1/250.000) ou de semi-detalhe inferior (1/100.000).
6 - Substitutivo ao NMR, que consta do site da Câmara dos Deputados – A
análise do substitutivo à proposta governamental, que está no site da Câmara dos
Deputados, revela que muitas propostas estão baseadas na legislação aplicada, sem
muito sucesso, ao setor petrolífero, o que não é comum em outros países e pouco
agrada ao setor mineral. Dentre os pontos questionados estão: Delimitação de reserva
de áreas para licitação; Criação de encargos financeiros adicionais (bônus de
assinatura, bônus de descoberta); Conteúdo local; Participação da União nas licitações;
Regime e contrato de concessão; realização de pesquisa mineral pela CPRM; taxas
elevadas de fiscalização e aumento substancial dos valores da CPMF, sobre receita
bruta.
Entre as sugestões apresentadas no EEEXMIN para tornar o Brasil mais
atrativo para investimento no setor mineral, estão: Reduzir as áreas interditadas à
mineração; Ampliar a disponibilidade de dados geológicos/geofísicos em distritos
mineiros e escalas adequadas; Resolver relação meio ambiente/ mineração; Criar
mecanismos de incentivos e financiamentos; Regulamentar a mineração em áreas
indígenas; Flexibilizar o monopólio do urânio; Retomar o fomento governamental à
exploração mineral e mineração; Conferir maior governança e agilidade ao DNPM e um
NMR mais amigável, menos discricionário, menos oneroso, com menos interferência
governamental, do que o substitutivo em discussão.
Fonte: Brasil Mineral
Data: 20/08/2015
BILIONÁRIO DO MINÉRIO DE FERRO DENUNCIA “VANDALISMO NO
MERCADO” E RIO TINTO CONTRA-ATACA
Os preços do minério de ferro despencaram neste ano porque as maiores
companhias mineradoras cometeram atos de vandalismo no mercado ao produzirem
em excesso, segundo a Fortescue Metals Group Ltd. A Rio Tinto Group disparou uma
salva em resposta, dizendo que a análise é exagerada.
“A lógica de continuar se expandindo só porque é possível extrair mais uma
tonelada das máquinas se aplica bem a atores menores na mineração”, disse Andrew
Forrest, presidente do conselho, em um comentário nesta segunda-feira, quando a
empresa informou uma queda dos lucros para o ano completo. Mas é “vandalismo de
mercado e uma autoflagelação quando os líderes do setor fazem isso”, disse ele, sem
especificar nenhuma empresa.
O minério de ferro afundou no mês passado para o menor valor em pelo
menos seis anos porque a Rio Tinto, a BHP Billiton Ltda. na Austrália e a Vale SA do
Brasil impulsionaram a oferta barata, apostando que volumes mais altos
compensariam os preços mais baixos. A Fortescue preservará os volumes neste ano,
embora estivesse pronta para se expandir se a demanda tivesse revigorado, segundo
Forrest. A Rio Tinto disse na segunda-feira que as observações de Forrest sobre o
mercado eram inconsistentes, e a BHP não quis comentar.
Mineração: minério de ferro afundou no mês passado para o menor valor
em pelo menos seis anos (Bloomberg) Mineração: minério de ferro afundou no mês
passado para o menor valor em pelo menos seis anos (Bloomberg)
“O minério de ferro tem uma demanda inelástica”, disse Forrest,
empregando um termo que sugere que o consumo não muda com o preço. Quando a
demanda dos usuários foi satisfeita, “qualquer oferta adicional do produto sofrerá
uma queda dos preços. Temos observado isso neste ano”.
O minério de ferro com 62 por cento de conteúdo despencou 25 por cento
neste ano, para US$ 53,28 por tonelada seca na sexta-feira, segundo a Metal Bulletin
Ltd., pois o crescimento da demanda se estagnou na China, a maior compradora. A
commodity chegou ao valor mínimo de US$ 44,59 no dia 8 de julho, um recorde em
dados que remontam a maio de 2009. Os preços poderiam recuar mais 30 por cento
nos próximos 18 meses, segundo o Goldman Sachs Group Inc.
Inconsistentes
As “afirmações [da Fortescue] sobre o mercado mundial de minério de
ferro têm sido constantemente exageradas e inconsistentes”, disse a Rio Tinto, em um
comunicado em resposta aos comentários de Forrest. A companhia mineradora
“atacou suas concorrentes por terem aumentado a produção, mas incrementou a sua
mais do que todas as outras produtoras de Pilbara”.
O minério de ferro tem recuado neste ano, em sintonia com várias
matérias-primas, como o petróleo bruto e o cobre, em meio à preocupação de que a
desaceleração da China prejudique a demanda, provocando excedentes. O Bloomberg
Commodity Index afundou nesta segunda-feira para o patamar mais baixo em 16 anos.
A Fortescue informou que a renda líquida despencou 88 por cento nos
doze meses até 30 de junho, fora da média de estimativas de doze analistas
compiladas pela Bloomberg. A terceira maior exportadora da Austrália aumentou as
remessas de suas minas em Pilbara de 28 milhões de toneladas em 2009 para 165
milhões de toneladas no ano passado.
Perspectiva de Walsh
A BHP e a Rio Tinto defenderam neste ano sua estratégia de expansão para
um mercado saturado. Alan Chirgwin, vice-presidente de marketing de minério de
ferro da BHP, disse em maio que a estratégia da companhia mineradora era racional.
Sam Walsh, da Rio Tinto, disse em fevereiro que, se a empresa reduzisse a produção, a
oferta perdida seria compensada por outros.
A crítica de Forrest repercutiu nos comentários feitos por Ivan Glasenberg,
diretor da fornecedora e comerciante de commodities Glencore Plc. Provocar um
excesso de oferta nos mercados independentemente da demanda está afetando a
credibilidade do setor, disse Glasenberg neste ano.
“Embora nós também possamos ganhar muito dinheiro com uma expansão
incremental das toneladas, não vemos nenhuma lógica em fazer isso quando
desvalorizamos todas as nossas toneladas”, disse Forrest. “Quando o mercado se
recuperar e de fato exigir mais minério de ferro, estaremos lá”.
Autor(es): Jasmine Ng e David Stringer
Fonte: InfoMoney com Bloomberg
Data: 24/08/2015
REPRESENTANTES DA INDÚSTRIA MINERAL CRITICAM PROJETO DO
MARCO REGULATÓRIO
A Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Setor de Mineração
realizou na segunda-feira (24) sua primeira audiência pública, de uma série de sete,
para embasar as discussões sobre um novo marco regulatório para o setor. Os
especialistas ouvidos na reunião manifestaram preocupação com o projeto já
existente, que, segundo eles, não supre as necessidades do setor produtivo.
Tramita na Câmara dos Deputados há dois anos o PL 5807/2013,
apresentado pelo Executivo, que propõe uma reformulação do Código de Mineração.
De acordo com os convidados da audiência desta segunda, que representam entidades
da indústria mineradora, o projeto foi elaborado de forma inadequada.
“O projeto é a receita do caos. Foi gerado no Planalto sem ouvir o setor e
sem produzir documentos técnicos para embasar as alterações propostas. Nossa
avaliação é que ele promoveria um apagão mineral no país caso fosse aprovado”,
criticou Elmer Prata Salomão, presidente da Associação Brasileira das Empresas de
Pesquisa Mineral (ABPM).
Para Salomão, o aspecto que mais prejudica a proposta do novo marco é o
fato de que o projeto de lei tenta abordar, ao mesmo tempo, três grandes áreas que
deveriam ter seus projetos específicos: a questão jurídica, as regras arrecadatórias e a
criação de uma Agência Nacional de Mineração. Ele disse crer que o acúmulo desses
temas tem dificultado a criação de um consenso.
João César de Freitas Pinheiro, presidente da Federação Brasileira de
Geólogos (Febrageo), também questionou a decisão de se criar uma proposta “trêsem-um”, e disse que os profissionais de seu campo estão “desesperançados”. Ele crê
que falta planejamento e diálogo entre os setores público e privado.
“Falta nos organizarmos para planejar e executar uma política mineral
madura, que não saia da cabeça de alguns 'iluminados' mas de discussões sérias”,
disse.
Marcos André Gonçalves, presidente da Agência para o Desenvolvimento
Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb), listou dois problemas do setor de
mineração que exigem atenção mais imediata: como criar condições para o
empreendedorismo na área, que é de alto risco, e como evoluir as tecnologias
relevantes para potencializar a descoberta de novas jazidas.
“Antes de começar a mexer tanto no código, temos que trazer essas
discussões que estão pendentes. A discussão do novo marco veio e postergou toda a
questão estrutural. Ele tem que ser reposicionado”, afirma.
A configuração jurídica da exploração mineral no Brasil também impõe
desafios. Conforme explica Marcelo Ribeiro Tunes, diretor de Assuntos Minerários do
Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), qualquer transformação estrutural no setor
precisa levar em consideração esse enquadramento.
“O sistema que se adotou é que os meios minerais pertencem à União, mas
a sua exploração é feita pelo setor privado. Gerir essa combinação de esforços dos dois
lados é um dos maiores problemas”, declarou.
A lista de gargalos apontada pelos convidados inclui também a
infraestrutura de transportes e energia, a legislação ambiental restritiva, a má gestão
de recursos, a atração de investimentos, a qualificação de mão de obra, os custos
operacionais e a falta de percepção da sociedade em relação à importância da
atividade mineradora.
Exemplificando este último ponto, Fernando Mendes Valverde, presidente
executivo da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para
Construção Civil (Anepac) expôs o fato de que muitas administrações municipais vêm
proibindo a atividade mineradora em seus territórios ao mesmo tempo em que
intensificam a compra de recursos minerais de outras localidades.
Os especialistas ouvidos foram unânimes no apoio à criação da Agência
Nacional de Mineração, que seria uma expansão do atual Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM). Para eles, o novo órgão pode dar ordenamento ao setor,
estimular políticas públicas e reduzir burocracias.
No entanto, eles ressaltaram ser necessário prover o DNPM de uma
estrutura funcional própria para que essa conversão aconteça. Do contrário, a futura
agência seria incapaz de cumprir suas atribuições.
“A plataforma atual está sucateada, sem recursos para fazer uma simples
vistoria de campo. Não consegue gerir o que temos hoje. Se a agência for criada sem
orçamento, estrutura física e plano de carreira, vamos só trocar a placa”, disse
Salomão.
A Subcomissão de Mineração realizará nova audiência pública no dia 14 de
setembro, para tratar, especificamente, do setor de minerais metálicos (como ferro,
ouro e alumínio). O presidente da subcomissão, senador Wilder Morais (DEM-GO),
disse que o trabalho do colegiado representa um compromisso do Senado com o setor
da mineração, que é de alto interesse social. As informações são da Agência Senado.
Fonte: Notícias de Mineração
Data: 25/08/2015
BANCADAS SE UNEM PARA DESENGAVETAR MARCO MINERAL
Em discussão no Congresso Nacional há anos, a criação do novo Marco
Regulatório da Mineração terá uma nova etapa nesta quarta-feira (26). Bancadas de
Minas Gerais, Pará e Bahia na Câmara dos Deputados se reúnem para desengavetar o
projeto parado na Casa há mais de dois anos. O assunto tem relevância potencializada
para os mineiros, já que o Estado possui sete dos dez maiores municípios mineradores
do país.
“Com a aprovação do novo marco, Minas Gerais passará a receber R$ 2
bilhões a mais por ano. Hoje, os royalties rendem cerca de R$ 800 milhões. Esperamos
colocar o projeto em votação para as novas taxas entrarem em vigor já no próximo
ano”, afirma o deputado federal Fábio Ramalho (PV).
O texto, parado na pauta do plenário desde novembro do ano passado,
prevê uma taxação flutuante. Hoje, a Compensação Financeira pela Exploração dos
Recursos Minerais (Cfem) é de 2% do lucro líquido. Pelo texto, passará a ser entre 1% e
4% do lucro bruto, dependendo do valor do minério no mercado – acima de US$ 100 a
tonelada, 4%, abaixo de US$ 50 a tonelada, 1%.
Prejuízo
A Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig) estima
que a lentidão para se definir o novo marco já causou um prejuízo de R$ 1 bilhão aos
municípios.
A associação critica a taxação flutuante. Segundo os dirigentes, o valor da
tonelada de minério não deve passar dos US$ 50 nos próximos anos. A Cfem de 1%
(mesmo do lucro bruto) significaria, por exemplo, um prejuízo de R$ 32 milhões aos
municípios mineiros, segundo a Amig, levando em consideração o recebido nos cinco
primeiros meses deste ano – cujo valor total foi R$ 85 milhões. A associação pleiteia
ainda a inclusão de um percentual (10%) da Cfem para os municípios do entorno das
minas, que recebem resíduos, por exemplo.
Fonte: Hoje em Dia
Data: 26/08/2015
PETROBRAS RECUA A PATAMAR ANTERIOR AO PRÉ-SAL; VALE CAI A
NÍVEIS DE 2006
Com a queda de ontem, as ações preferenciais da Petrobras voltaram ao
patamar anterior à descoberta do pré-sal, em 2006. A empresa superou seus pares
internacionais em perdas, em meio à derrocada generalizada dos mercados, sendo
avaliada ontem em R$ 108,22 bilhões, com a perda de R$ 6,75 bilhões em valor desde
sexta-feira.
As ações preferenciais da estatal fecharam ontem em queda de 6,51%,
cotadas a R$ 7,76, no menor valor desde 21 de janeiro de 2005, quando fecharam
valendo R$ 7,67. Na mínima do dia, cotados a R$ 7,53, os papéis atingiram o mais
baixo patamar de negociação ao longo do pregão desde novembro de 2004.
Considerado o preço de fechamento, a desvalorização das ações de maior
liquidez da petroleira foi mais do que o dobro da queda do Ibovespa, de 3,03%.
O petróleo do tipo Brent, referência para a estatal, caiu 6,1% em Londres, a
US$ 42,69 por barril, no menor nível desde março de 2009, diante das preocupações
com a desaceleração da demanda chinesa e oferta crescente de petróleo nos Estados
Unidos.
O valor está abaixo dos US$ 52 a US$ 53 por barril considerados pela
petroleira em janeiro o mínimo suficiente para garantir a viabilidade econômica da
produção do pré-sal, levando em conta um custo de produção de US$ 45, acrescido do
custo da infraestrutura de escoamento.
As ações ordinárias da estatal, de menor liquidez, chegaram ao fim do
pregão de ontem em queda de 5,43%, a R$ 8,70, no menor valor desde 19 de março
deste ano, quando fecharam a R$ 8,69.
Na Bolsa de Nova York, os recibos de ações da brasileira lastreados nos
papéis com direito a voto fecharam cotados a US$ 4,90, numa queda de 7,02%,
superando o recuo de 5,17% do índice de companhias energéticas da Nyse.
Dentre os pares internacionais, a Exxon Mobil fechou em queda de 4,73%,
a US$ 68,72; a BP recuou 5,97%, para US$ 31,19; a Total caiu 4,91%, a US$ 43,77; a
Shell chegou ao fim do pregão em baixa de 5,08%, para US$ 49,86; enquanto a
Chevron caiu 4,8%, cotada a US% 72,12.
Outra gigante da bolsa brasileira, a mineradora Vale também acompanhou
o baque dos mercados, superando em perdas suas concorrentes estrangeiras.
As ações preferenciais classe A (PNA) fecharam com queda de 7,96%, a R$
12,38, menor cotação desde junho de 2006. A mínima do dia, de R$ 11,89, foi o menor
preço desde setembro de 2005.
Os recibos de ações da Vale na bolsa de Nova York fecharam com queda de
9,33%, a US$ 4,32, menor patamar histórico, diante de uma queda de 4,70% do índice
de materiais básicos da Nyse.
Os recibos da Rio Tinto caíram 5,14%, os papéis da Anglo American
recuaram 7,64%, a BHP Billiton registrou queda de 7,21% e a Glencore teve
desvalorização de 10,89% na bolsa de Nova York.
As principais empresas da bolsa brasileira, listadas nos índices Ibovespa e
IBr-X, perderam pouco mais de R$ 50 bilhões em valor de mercado nesta segundafeira, conforme levantamento feito com base em dados do Valor Empresas.
Na sexta-feira passada, esse conjunto de 85 companhias tinha avaliação de
R$ 1,79 trilhão. Ao fim do pregão de ontem, o valor de mercado somado dessas
companhias caiu para R$ 1,738 trilhão, uma diferença de R$ 51,65 bilhões. Entre as
empresas com ações listadas no Ibovespa, apenas Natura e Hering fecharam ontem
com valorização.
Autor(es): Thais Carrança, Camila Maia e Fernando Torres
Fonte: Valor Econômico
Data: 25/08/2015
INVESTIMENTOS EM MINERAÇÃO VÃO RECUAR 23% ATÉ 2018
Siderurgia e Mineração apresentam diminuição no volume de
investimentos domésticos da ordem de 60% e 23%, respectivamente, acompanhando
tendência global, em especial no setor siderúrgico, diz a pesquisa sobre perspectivas
do investimento para a economia brasileira de 2015 a 2018 divulgada hoje (28) pelo
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a pesquisa, que foi realizada pelo décimo ano consecutivo, o setor
Extrativo Mineral vai investir R$ 36,039 bilhões, ou seja, 22,8% menos do que os R$
46,67 bilhões no quadriênio 2010-13. Em siderurgia, a queda projetada é de R$ 26,367
bilhões para R$ 10,659 bilhões, isto é, 59,6% a menos.
Os dados da pesquisa foram atualizados em julho de 2015 e consolidados
pela Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico (APE) do Banco. O
levantamento cobre o período 2015-2018. Na infraestrutura, com R$ 578,9 bilhões,
ocorreu aumento de 19,9% nos investimentos previstos, o que corresponde a uma
taxa de expansão de 3,7% ao ano.
Os investimentos totais mapeados pelo BNDES, considerando os setores da
Indústria e da Infraestrutura, somam R$ 1,19 trilhão, com queda real de 1,58% em
relação aos investimentos efetivamente realizados entre 2010 e 2013.
Na indústria, isoladamente, a expectativa de investimentos, no montante
de R$ 612,3 bilhões, apresenta queda de 3,4% ao ano, ou retração de 15,8% no
acumulado do período.
Dos 20 setores da pesquisa em que a comparação é possível, 11
apresentam variação positiva entre os quadriênios, com média de crescimento de 45%,
ao passo que nos 9 setores onde ocorre decréscimo, a média de declínio é de 24%. O
estudo atualizado já capta as projeções do plano de investimentos da Petrobras,
anunciado neste mês de julho.
Praticamente todos os setores de Infraestrutura apresentam aumento na
perspectiva de investimentos, com destaque para Mobilidade Urbana, com R$ 49,7
bilhões (variação positiva de 300% no período, ou alta de 32% ao ano). Em seguida,
estão os setores de Logística, com Ferrovias (mais 39,5%), Portos (mais 37%) e
Aeroportos (mais 28%). Em Telecomunicações, a alta prevista é de 21%.
O mapeamento feito pela APE abrange projetos e planos de investimento
das empresas, incluindo aqueles apoiados, mas também os não apoiados pelo BNDES.
Ou seja, a pesquisa não é uma indicação de quanto poderá ser financiado pelo BNDES
nos próximos anos. O levantamento também tem apresentado um alto índice de
acerto, da ordem de 90%, em relação aos investimentos projetados e aqueles
efetivamente realizados.
Nos dez anos de publicação das projeções de investimento, a cobertura de
setores foi progressivamente ampliada, sendo que as últimas inclusões foram as dos
segmentos de Alimentos, Bebidas e Resíduos Sólidos Urbanos, embora o histórico dos
investimentos deste último setor ainda não esteja completo.
É importante ressaltar que os resultados apresentados nesta pesquisa
incorporam a atual conjuntura da economia brasileira. A retração das expectativas
empresariais acentuou-se em 2015, sendo influenciada especialmente por questões
relacionadas à Petrobras, com reflexo em toda a cadeia de óleo e gás, a mais
importante do levantamento.
“Além disso, o ajuste econômico em curso também influencia de forma
relevante as projeções para os investimentos nos diversos setores da economia. Diante
da atual conjuntura, a readequação das expectativas dos investimentos já era
esperada”, diz o comunicado do BNDES.
Um dos destaques desse levantamento está na qualidade dos
investimentos, com o avanço de áreas intensivas em tecnologia, envolvendo:
fabricação de estruturas aeronáuticas, exploração de novas rotas de produção
química, investimentos em telecomunicações 4G, diversificação da matriz energética e
implantação de melhorias fundamentais para o transporte urbano.
Em Infraestrutura, o impacto da retração da economia e dos ajustes de
política econômica praticamente não se fez notar. Tal comportamento reflete o grande
espaço a ser ocupado na trajetória de construção, modernização e integração da
logística nacional, a prioridade dada ao setor de infraestrutura pelo governo Federal,
com o Programa de Investimento em Logística (PIL) e o Programa de Mobilidade
Urbana no contexto do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC).
Já o setor de Energia Elétrica, com R$ 210,4 bilhões em perspectiva de
investimento (alta de 7,2% na comparação entre os quadriênios), mantém o maior
nível de investimentos projetados da infraestrutura, refletindo sua importância
estratégica para a segurança energética e a diversificação da matriz energética.
Dos 12 setores industriais considerados pela pesquisa, quatro
apresentaram aumento em relação ao quadriênio 2010-13: Papel e Celulose,
Eletrônicos, Complexo Industrial da Saúde e Aeroespacial/Defesa. Nos demais, a
variação mostra graus diferenciados de retração em relação ao quadriênio anterior.
O setor de Petróleo e Gás, que apresentava acentuado crescimento até
recentemente, ainda está se ajustando à nova realidade da Petrobras, com reflexos em
toda a cadeia produtiva. A perspectiva do investimento para este setor é de R$ 323,4
bilhões em 2015-2018, com queda de 12,2% no acumulado do período ou de 2,6% ao
ano na comparação com 2010-2013.
Outro setor com retração é o Sucroenergético, cujos investimentos se
concentram na manutenção da capacidade produtiva. A íntegra do boletim com os
resultados
da
pesquisa
pode
ser
vista
neste
link
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Institucional/Sala
_de_Imprensa/Galeria_Arquivos/boletim_perspectivas_julho2015C.pdf.
Fonte: Notícias de Mineração
Data: 28/08/2015
CHINA DEIXA DE SER A SALVAÇÃO E VIRA AMEAÇA À ECONOMIA
MUNDIAL
A venda generalizada de ações nas bolsas da China acelerou ontem,
derrubando mercados globalmente, e ampliou a pressão sobre o governo, que está
planejando injetar mais liquidez no sistema bancário para compensar os efeitos da
surpreendente desvalorização que promoveu recentemente no yuan, dizem
autoridades chinesas e consultores do banco central.
O Índice Xangai Composto despencou 8,5% ontem, alçando a quase 38% as
perdas acumuladas desde a máxima de meados de junho e deflagrando uma nova
onda de vendas de ações e commodities ao redor do mundo.
A planejada iniciativa do banco central da China de liberar mais fundos
para empréstimos - ao reduzir a proporção dos depósitos que os bancos são obrigados
a guardar como reserva - visa compensar os efeitos do enfraquecimento do yuan, que
está drenando capital para fora do país. A medida é o reflexo de uma economia que
cada vez mais se recusa a adequar-se à cartilha de controle dos líderes chineses.
As dificuldades do governo chinês nos últimos meses levaram muitos
investidores a ver a China como uma ameaça, não uma salvação, para a economia
global. Durante a crise financeira de 2008 e 2009, a China atuou como um
amortecedor de choques graças a um colossal plano de estímulo. Recentemente,
porém, é a China que tem provocado os choques.
A última semana deixou claro o quanto o mundo depende hoje da China,
que responde por 15% da produção mundial, mas contribuiu com até 50% do
crescimento econômico nos últimos anos.
Dada essa dependência, uma das razões pelas quais os investidores estão
tão nervosos é que a economia chinesa continua sendo uma espécie de caixa preta.
Analistas há muito questionam a precisão das estatísticas econômicas do país e as
medidas tomadas pelo governo podem ser pouco convencionais. Uma mostra disso é o
desejo de Pequim de controlar rigidamente o câmbio, o que prejudica a capacidade do
banco central chinês de promover uma política econômica independente devido aos
efeitos colaterais na liquidez doméstica.
O corte nas reservas bancárias, que pode ocorrer ainda esta semana, é
mais um de vários feitos neste ano, além de quatro cortes de juros desde novembro
que não lograram canalizar o crédito bancário para a economia real.
Um problema decisivo é que, na sua aversão aos riscos, os bancos
continuam a favorecer as empresas estatais e evitar firmas privadas com menos caixa
e menos garantias tradicionais a oferecer. Isso geralmente leva os empreendedores
com maior potencial de crescimento a recorrer a financiamentos a juros mais altos de
instituições informais ou a sobreviver sem empréstimos.
Os empreendedores do setor de alta tecnologia dizem que estão tendo
ainda mais dificuldade para garantir financiamentos desde que as bolsas chinesas
começaram a despencar, em junho. Zhong Shaofeng, fundador da firma chinesa de
capital de risco Zhijin VC, diz que, em vez de solicitar somas vultosas a investidores
endinheirados no seu fundo de "startups" mais recente, criou um novo fundo que
investe pequenas quantias em projetos específicos. Nesse cenário, "é mais fácil pedir
pequenas quantias a mais pessoas", diz.
É verdade que a economia chinesa ainda cresce a um ritmo rápido
comparado com os países ocidentais e que a China tem US$ 3,7 trilhões em reservas
internacionais que podem ajudá-la a resistir a novos choques. Mas a meta de crescer
7% em 2015 seria a menor em cerca de 25 anos. Além disso, o governo claramente não
tem o mesmo controle sobre a economia que demonstrou no passado, como durante
a crise financeira.
No início de 2015, Pequim tentou usar uma alta nas bolsas para canalizar
fundos para empresas endividadas. Mas, quando as ações começaram a cair, em junho
e julho, uma série de intervenções para sustentar o mercado exacerbou a impressão
de que a liderança do país estava perdendo o controle. Então, no início deste mês,
depois que a China surpreendeu ao desvalorizar o yuan, os mercados continuaram
derrubando a moeda para além do que o governo esperava, levando o banco central a
intervir outra vez.
"O mundo está começando a concluir que a China não é tão competente
quanto parecia, principalmente na esfera econômica", diz Fraser Howie, coautor de
"Capitalismo vermelho: Os frágeis fundamentos financeiros da extraordinária ascensão
da China" (em tradução livre).
Algumas das ferramentas de que a China tradicionalmente se valeu para
sustentar o crescimento estão perdendo a eficácia à medida que a economia cresce e
seu uso repetido não resolve ineficiências estruturais. A economia do país, avaliada em
US$ 10,3 trilhões em 2014, tem o quíntuplo do tamanho de dez anos atrás. "O espaço
para expansão fiscal está bem limitado", diz um alto assessor econômico do governo.
A velha receita, contar com o investimento do Estado e as exportações,
também tem perdido a eficácia. As exportações caíram 8,3% em julho em relação a um
ano antes, as encomendas das fábricas secaram e o início de novas construções caiu
16,8% nos primeiros sete meses de 2015.
Até as montadoras estão sentindo o golpe: pela primeira vez desde que
chegaram ao país, a General Motors Co. e a Volkswagen AG operam suas fábricas
abaixo da capacidade máxima. Os novos supostos motores da economia - a alta
tecnologia e o empreendedorismo - não estão preenchendo as lacunas com a rapidez
necessária.
No sul da China, o distrito de Nanshan, em Shenzhen, está fervilhando com
a atividade de centenas de firmas de tecnologia, desde a gigante da internet Tencent
Holdings Ltd. até "startups" minúsculas. Mas, apesar de suas taxas de crescimento de
dois dígitos, a dimensão do setor não será suficiente para substituir a velha economia
tão cedo. O motor de busca Baidu Inc., por exemplo, tem quase o mesmo valor de
mercado da CRRC Corp. - formada neste ano pela fusão dos dois maiores fabricantes
de equipamentos ferroviários da China -, mas metade da receita e somente 25% da
força de trabalho.
Para piorar, algumas grandes empresas de tecnologia do país, como a
Lenovo, estão às voltas com mercados desaquecidos. A fabricante de celulares Xiaomi
Corp., que aproveitou uma onda de primeiras compras de smartphones na China para
crescer a um ritmo de três dígitos nos últimos anos, agora tem que buscar expansão
em outros países, inclusive o Brasil. De fato, pela primeira vez em seis anos, as vendas
de smartphones na China recuam.
Ainda assim, alguns economistas dizem que a reação dos mercados globais
pode ser exagerada. Eles apontam para os pontos positivos da China: as vendas de
imóveis nos maiores mercados do país estão começando a se recuperar e o
crescimento dos gastos no varejo permanece acima de 10%. Além disso, a transição,
ainda que lenta, para uma economia de serviços mais dependente de mão de obra
intensiva vai proteger o emprego, dizem economistas.
Para muitos chineses, a vida realmente segue o seu curso normal. "Meu
trabalho ainda é estável e meu salário é o mesmo", diz Liu Yang, que tem 36 anos e
trabalha como engenheiro na cidade de Changchun, acrescentando que ainda compra
roupas e come fora como antes.
Autor(es): Lingling Wei e Mark Magnier
Fonte: Valor Econômico
Data: 25/08/2015
ASSESSOR ESPECIAL DE DILMA HERDA FUNÇÃO DE TEMER
Escalado pela presidente Dilma Rousseff para assumir as negociações do
"varejo" com a base no Congresso, o assessor especial da petista Giles Azevedo tem
sido cobrado por lideranças da base aliada para "refazer a pastinha do Padilha", uma
alusão às pastas coloridas criadas pelo ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB).
Nelas estão as divisões dos cargos de segundo e terceiro escalões do governo federal.
A pressão dos parlamentares para que sejam feitas alterações no
mapeamento dos espaços políticos já deu origem a um novo foco de
desentendimentos entre integrantes da base aliada e o Palácio do Planalto. As queixas
dos congressistas, segundo a reportagem apurou, foram apresentadas a Giles Azevedo
nos últimos dias em conversas em que ele tem feito "uma radiografia" das principais
reivindicações dos congressistas.
Em encontro realizado na terça-feira (25), com representantes do PMDB e
PP, o principal foco de descontentamento colocado na mesa foi a distribuição dos
cargos federais nos Estados, reduto eleitorais dos parlamentares. Essa mesma queixa
foi apresentada na quinta-feira passada a Giles em reunião realizada com
representantes do PTB - partido que deixou a base aliada do governo na Câmara no
inicio deste mês. "Estamos cobrando que seja refeita essa pastinha do Padilha", disse
um parlamentar envolvido nas novas rodadas de negociação.
De acordo com representantes do PP, na divisão realizada por Padilha
apenas 9 dos 39 deputados foram atendidos nas bases eleitorais. No caso do PTB, de
uma bancada de 25, dois teriam sido contemplados. A principal queixa dos petebistas
está no fato de não conseguirem emplacar as indicações em secretarias regionais do
Incra, responsável pela condução da reforma agrária e ordenamento fundiário
nacional.
Nas conversas, os parlamentares lembram que no início do processo de
divisão dos espaços políticos nos Estados, as lideranças da base aliada foram
orientadas por Michel Temer e pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a
realizarem reuniões regionais.
O objetivo desses encontros era o de dirimir possíveis desentendimentos
entre integrantes dos próprios partidos na hora de apresentar uma lista ao Palácio do
Planalto com as indicações para o governo federal. "Isso foi feito, mas não teve houve
avanços", criticou um líder partidário.
As movimentações do assessor especial da presidente coincidem com o
anúncio feito, no início da semana, pelo vice-presidente da República e articulador do
governo, Michel Temer, de que deixará as negociações de "varejo" com os
congressistas. Braço direito de Temer na articulação política e responsável pelo
mapeamento e negociação dos cargos, Padilha também deve deixar o posto até o
próximo mês de setembro.
O clima entre Dilma e Temer se deteriorou depois de o vice declarar, no
início do mês, que "é preciso alguém com capacidade de reunificar a todos". A frase foi
interpretada no Planalto como uma tentativa de Temer assumir maior protagonismo
político, no momento em que Dilma sofre ameaças de impeachment.
Reforma
Apesar das queixas de lideranças da base aliada, o ministro Eliseu Padilha
tem dado declarações nos últimos dias de que atualmente 90% das negociações com
os integrantes da base já foram resolvidas e que o restante deverá ser definido até o
final do mês de setembro, quando a presidente Dilma deverá iniciar uma reforma
administrativa com a redução do número de ministérios e cargos. O porcentual
declarado por Padilha, segundo integrantes do próprio partido do ministro da Aviação
Civil, não condiz com a realidade. "Se tem isso tudo, por que o governo não consegue
painel (quórum) para votar projeto de interesse deles?", afirmou um integrante da
cúpula do PMDB.
Linha direta
Embora não tenha o histórico na articulação política, a atuação de Giles
Azevedo tem sido recebida de forma positiva entre os parlamentares. Em razão de ele
ser homem de confiança da presidente, o entendimento entre alguns congressistas é
de que as queixas, a partir de agora, chegarão à Dilma de forma direta.
Autor(es): Erich Decat
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 27/08/2015
GOVERNO RETIRA EXIGÊNCIA E BUSCA INVESTIMENTO EM PESQUISA
MINERAL
Diante da morosidade na tramitação do novo código de mineração,
empacado na Câmara dos Deputados desde junho de 2013, o governo recuou em uma
norma que vinha causando incertezas no setor. Há duas semanas, sem nenhum alarde,
investidores foram liberados de assinar um termo de compromisso exigido pelo
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para soltar novos alvarás de
pesquisa. Esse termo obrigava os investidores a aceitar plenamente o novo marco
regulatório do setor e a abrir mão de disputas judiciais caso surjam conflitos mais
adiante, mesmo que os alvarás tenham sido expedidos antes das mudanças na lei.
"Era uma espécie de contrato em que o governo exigia a aceitação de
todas as condições definidas no futuro", afirma o especialista em direito minerário
Bruno Feigelson, do LL Advogados, que tem grandes mineradoras como clientes. "Isso
equivalia a um cheque em branco ou a alugar um apartamento em que o proprietário
pode mudar, a qualquer momento, as regras acordadas previamente com o inquilino."
A exigência do termo de compromisso havia sido imposta pelo DNPM em
setembro de 2013, pouco depois do envio pelo governo do projeto de lei que
moderniza o código de mineração, em vigência há quase cinco décadas. Na época,
vivia-se uma "moratória" na liberação de alvarás de pesquisas e portarias de lavra para
explorar novas jazidas. Como tinha expectativa de mudanças na legislação, o governo
só autorizava novas explorações a conta-gotas, deixando para descongestionar a fila
de pedidos quando o projeto fosse aprovado. A retenção das autorizações foi admitida
publicamente pelo então ministro de Minas Energia, Edison Lobão, naquela época.
Um memorando circular firmado pelo novo diretor-geral do DNPM, Celso
Luiz Garcia, revoga a exigência anterior. O termo de compromisso era válido para
alvarás concedidos à pesquisa de minerais metálicos, diamantes e fertilizantes.
Insumos com menor valor de mercado, como areia e argila, já eram isentos.
"Uma das bandeiras da minha gestão era a de acabar com esse termo de
compromisso. Entendo que ele teve sua significância no passado e não teria mais
condição de sobreviver nos dias de hoje", afirmou Garcia, por escrito, em resposta aos
questionamentos do *Valor*. Segundo ele, houve uma consulta ao Ministério de
Minas e Energia sobre a medida, por meio de uma exposição de motivos. O diretor da
autarquia disse que o objetivo é aumentar o nível dos investimentos em pesquisa
mineral e viabilizar uma agenda positiva para o setor.
Feigelson avalia que a medida retira uma "incerteza regulatória" e pode
aumentar a confiança dos investidores. Pelo atual código de mineração, a prioridade
no direito de explorar novas jazidas é dada às empresas responsáveis pelo
mapeamento das áreas. O projeto original do governo acabava com o direito de
prioridade e reforçava as atribuições do poder público na identificação de áreas para
exploração. Pela proposta, jazidas com alto potencial serão licitadas e o vencedor terá
direito a uma licença única, que serviria para tocar as atividades complementares de
pesquisas e iniciar a extração dos minérios.
A iniciativa privada se opõe à ideia. Investidores alegam que só 0,1% dos
projetos passam da pesquisa para a lavra, em um processo que pode consumir dez
anos, com desembolsos expressivos. Por isso, defendem a manutenção do direito de
prioridade e questionam a capacidade estatal de oferecer áreas para licitação.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral
(ABPM), Elmer Salomão, diz que o setor tem sentido não apenas a insegurança
regulatória, mas também reflexos do colapso dos preços internacionais de
commodities e da crise política. "A atividade de pesquisa está parada", afirma
Salomão, apontando as baixas cotações dos minérios como responsáveis pela
descapitalização das empresas.
Autor(es): Daniel Rittner
Fonte: Valor Econômico
Data: 27/08/2015
BC DE MINAS VÊ REDUÇÃO NA ATIVIDADE MINERÁRIA NO ESTADO
A perspectiva do Banco Central (BC) é de que as atividades de mineração
em algumas regiões de Minas Gerais sejam paralisadas com o baixo valor do minério
de ferro. “É esperado que algumas plantas deixem de produzir no estado,
principalmente aquelas com preço mais caro”, disse o coordenador da gerência técnica
de Estudos Econômicos do BC em Minas Gerais, Rodrigo Lage de Araújo, em evento em
Belo Horizonte, na sexta-feira (21).
A redução da produção de minério de ferro é considerado um dos efeitos
da desaceleração da economia chinesa que levou à queda no valor das commodities
nos últimos meses. Isso causou grande impacto nas exportações brasileiras, e em
particular nas de Minas, para a China neste ano.
A China é o principal parceiro comercial do país desde 2009. Apesar de o
volume negociado de minério com o país asiático ter aumentado em relação ao ano
passado, o valor das remessas foi bem menor. O total negociado de minério
representa menos da metade do valor no comparativo entre os sete primeiros meses
de 2014 e 2015.
Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (Mdic) mostram que, pela primeira vez em uma década, as exportações
brasileiras para a China apresentaram queda nos sete primeiros meses do ano. O recuo
foi de 19,43% em relação ao ano passado. O corte é ainda mais profundo ao se
analisarem os dados das exportações mineiras: -45,05% no período. No caso do
estado, no ano passado já havia se registrado queda no indicador.
A explicação para a retração está na queda do valor do minério de ferro no
mercado internacional. O volume negociado entre Minas Gerais e China manteve-se
estável neste ano, cerca de 59 milhões ante 58,7 milhões de toneladas. Contudo, o
valor das exportações de minério totalizou US$ 4,58 bilhões entre janeiro e julho de
2014, enquanto neste ano caíram para US$ 2,10 bilhões. Isso mostra uma redução de
54,15% no valor total do produto.
Depois de um período de elevadas taxas de crescimento do PIB, o governo
chinês optou por um desaquecimento controlado. Contudo, essa mudança
desestabilizou o mercado financeiro global nos últimos dias, com forte queda nas
bolsas mundiais. “É uma transição não tão fácil”, diz o professor de relações
internacionais da PUC-RJ e pesquisador do Brics Policy Center, Paulo Wrobel.
A avaliação do especialista é que haverá mudança de patamar no
crescimento dos países emergentes, que, nos últimos anos, avançaram a taxas mais
altas que as nações desenvolvidas. Depois de crescer a dois dígitos nos últimos 30
anos, a taxa chinesa deve ficar abaixo de 7% neste ano.
“A demanda chinesa caiu e levou os preços das commodities junto”, diz
Wrobel, que não vislumbra um cenário próspero para o Brasil e para Minas Gerais, “do
ponto de vista da exportação de commodities”, inclusive com possibilidade de o
volume demandado, assim como os preços, cair.
Ao longo do superciclo das commodities, países exportadores, como o
Brasil, investiram para aumentar a oferta de olho na alta rentabilidade no mercado
global. O preço de referência da tonelada do minério de ferro chegou a atingir valor
superior a US$ 190 em fevereiro de 2011. Este ano, depois de bater no menor nível
desde a crise de 2009, a cotação está próxima de US$ 53.
“É uma nova realidade. Não haverá aumento de demanda tão forte para
absorver toda essa oferta”, afirma o diretor da Câmara de Comércio e Indústria BrasilChina, Kevin Tang. “Vários investimentos em minas eram rentáveis com o valor antigo,
mas não são com o valor atual”. A afirmação corrobora com a análise do Banco Central
do Brasil diante da atual situação da economia chinesa. As informações são do jornal
Estado de Minas.
Fonte: Notícias de Mineração
Data: 25/08/2015
PROJETO DE CÓDIGO ESTABELECE 'BANDA' PARA ROYALTIES
Com crítica dos municípios mineradores sobre a redução dos tributos sobre
o minério de ferro, o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) apresentou ontem o
relatório sobre o novo Código da Mineração com o estabelecimento de "bandas" para
a taxação do mineral, cuja alíquota vai variar de acordo com o valor internacional da
commodity. A previsão é votar o texto em comissão no dia 23 de setembro, após nova
rodada de audiências públicas.
De acordo com o projeto, quando a tonelada do minério de ferro ficar
abaixo de US$ 60, as mineradoras pagarão do 1% do faturamento bruto com a venda
do produto. A taxa subirá para 2% quando a tonelada ficar entre US$ 60 e US$ 80, irá
para 3% entre US$ 80 a US$ 100 e atingirá 4% quando for superior a US$ 100. O
percentual cai pela metade
A "banda", feita a pedido das mineradoras e negociada com o ministro de
Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), foi a principal mudança em relação ao
relatório anterior do pemedebista, que previa alíquota fixa de 4% sobre o faturamento
bruto para o minério de ferro. Pela legislação atual, é cobrado 2% sobre o faturamento
líquido.
A princípio, as mineradoras concordavam com o aumento para 4%, mas
passaram a pressionar pela mudança ou suspensão do projeto depois da queda no
valor do minério de ferro, que chegou a ser vendido a mais de US$ 140 por tonelada,
mas hoje está em US$ 56 com a desaceleração da China. "O preço caiu tanto que as
empresas estão fechando. Não dá mais para trabalhar com a alíquota de quando
começamos a discussão", afirma Quintão.
A alteração foi criticada pelo presidente da Associação dos Municípios
Mineradores (Amig), José de Freitas Cordeiro (PSDB), que prevê queda de 37% na
arrecadação das cidades onde ocorre a extração mineral. "Já estamos demitindo
funcionários e cortando contratos por causa da redução dos royalties. Com essa banda
a alíquota nunca vai chegar nos 4%, não teremos outra China para elevar o valor do
minério acima de US$ 100", disse o tucano.
Os outros minerais tiveram as alíquotas mantidas em relação ao relatório
anterior: 1% para ouro, água mineral, argilas e areia para construção civil, rochas
ornamentais, fósforo, potássio e minérios usados na agricultura, tungstênio, dolomito
e quartzo industrial; 1,5% para o carvão; 2% para bauxita, calcário, manganês, caulim,
nióbio e terras raras; 4% para diamante extraído por mineradoras e grafite.
O relator também reduziu pela metade as taxas de fiscalização para concessão,
autorização de pesquisa e de extração de recursos minerais. Empresas de grande porte
pagarão R$ 40 mil por serviço (era R$ 80 mil), as médias, R$ 20 mil, e as pequenos, R$
10 mil. Microempresas e cooperativas pagam R$ 5 mil.
Autor(es): Raphael Di Cunto
Fonte: Valor Econômico
Data: 27/08/2015
METALS QUARTERLY
Persistently weaker demand means lower prices are needed for adequate
supply responses:
• Since mid-July we have been flagging our increasingly bearish risk bias on base
metals and now, following the producer reporting season, we have updated
our base case assumptions to reflect both looser balances and lower average
price forecasts.
• With EM demand softening, the drivers of the most recent commodity
supercycle have reversed and base metals, as with other commodities, have
begun their slide back towards pre-supercycle levels
• Under this current weaker demand scenario, producer cutbacks of both existing
production and future projects will be the determining factor that leads to
firming balances and subsequent sustainable appreciation in prices.
• Looking forward to 2016, we have reduced our average annual base metals
price forecasts across the board to $1,528/t for aluminum, $4,400/t for copper,
$8,750/t for nickel, and $1,625/t for zinc.
• For copper, as demand growth cools, we believe prices will need to trade below
$4,300/t to force a supply response.
• Reluctance to curtail aluminum capacity likely means prices need to cut deeper
into the cost curve to sub-$1,460/t.
• Nickel prices likely need to dip below $7,000/t before adequate supply cuts retighten balances and boost prices into the decade-end.
• In zinc, weaker demand and a shallower-than-expected supply gap push deficits
forward as prices likely sink to $1,550/t next year.
• Gold and silver prices will likely continue to sag into the beginning of 2016,
averaging $1,040/oz and $14.65/oz, respectively, for the whole year mainly on
a stronger USD.
• Trade Recommendations: Stay short Dec’16 LME copper, go short Dec'16
• LME nickel and zinc (see page 19).
See page 21 for analyst certification and important disclosures.
Base metals prices will have to trade lower for longer to induce producer cuts and
tighten balances
Since mid-July we have been flagging our increasingly bearish risk bias on
base metals and now, following the producer reporting season, we have updated our
base case assumptions to reflect both looser balances and lower average price
forecasts. Much of our bearishness over the past weeks have been driven by continued
softness in Chinese metals demand. The 3Q15 pick-up in Chinese demand we had
previously embedded into our views has largely come to pass so far this quarter with
Chinese government stimulus measures seemingly having less impact in boosting
demand than in the past. This, amongst the backdrop of China devaluing the renminbi,
of which our FX strategy team notes, “insofar as [the devaluation announcement]
highlights underlying growth concerns, it is as negative a signal for near-term
commodity demand as the past nine months of interest rate cuts have been.”
Furthermore, the muchanticipated rebound in Western European and North American
demand has not materialized so far and will likely not be enough to compensate for
continued laggard growth from a demand source the size of China. The ramifications of
this lower growth impacts future years as well as these lower global growth rates lead
to lower base levels which eventually reduce the absolute growth in the further out
years when we apply more normalized long term growth rate estimates.
More broadly, as our strategy colleagues detailed earlier this month, with
EM demand softening, the drivers of the most recent commodity supercycle have
reversed and industrial metals are just some of the many commodities which have
begun their slide back towards pre-supercycle levels. Under this current weaker
demand scenario, all the base metals markets we cover are oversupplied and we
believe that producer cutbacks of both existing production and future projects will be
the determining factor that leads to firming balances and subsequent sustainable
appreciation in prices. We have previously explored some of the potential levels where
the metals may begin to find support but the largest uncertainty remains the timing.
Yet, the cost levels we mentioned above are not static in their own right.
Continually lower oil costs, a stronger USD, and weaker currencies of metal exporting
countries in anticipation of lower export revenues will only lower the cost curves and
prolong the base metals sell-off. We are looking to more comprehensively research
this cost related topic in the coming months but present below our base case price and
S/D expectations out to 2020. The overarching theme is a slow grind lower in prices for
the next two years until supply-led rebalancing firms prices as we head into the end of
the decade.
In the following report we look to forecast out our supply, demand, and
price assumptions using the below framework:
Supply–We use our mine by mine assessment and capital spending as a
guide to the level of new supply coming to the market. In our view, capital spend will
define future supply capacity but the amount of actual production that comes online
will depend greatly on asset operating costs, the volume of the future production
hedged, and prevailing prices. Moreover, we believe the current level of high leverage
relative to history (Exhibit 2) means that some mining companies will be incentivized
to maximize capacity utilization and take out as much cost as possible in the near term
in order to make their debt payments and protect their equity stakes. Over the next
year this may lead to production that should close based on its position on the cost
curve continuing to produce until prices drop to a low enough level to force asset sales
or bankruptcies. and S/D expectations out to 2020. The overarching theme is a slow
grind lower in prices for the next two years until supply-led rebalancing firms prices as
we head into the end of the decade. In the following report we look to forecast out our
supply, demand, and price assumptions using the below framework: Supply–We use
our mine by mine assessment and capital spending as a guide to the level of new
supply coming to the market. In our view, capital spend will define future supply
capacity but the amount of actual production that comes online will depend greatly on
asset operating costs, the volume of the future production hedged, and prevailing
prices. Moreover, we believe the current level of high leverage relative to history
(Exhibit 2) means that some mining companies will be incentivized to maximize
capacity utilization and take out as much cost as possible in the near term in order to
make their debt payments and protect their equity stakes. Over the next year this may
lead to production that should close based on its position on the cost curve continuing
to produce until prices drop to a low enough level to force asset sales or bankruptcies.
Costs–costs are not a static concept. We expect further devaluations of the
yuan and other commodity currencies to pull production costs lower. By the end of
1H2016 our FX team forecasts a further 6% devaluation of the CNY from current levels,
a 5% depreciation in CLP, and a 4% depreciation in AUD. As a majority of labor costs
are denominated in local currencies and labor accounts for more than a quarter of the
cash cost, these moves are significant.
Demand-We examine trends in demand over the past 50 years and apply
this analysis forward as our visibility into more micro demand factors decreases. Our
models show that across metals global demand needs to grow on average between
3.7% (copper and zinc) and 5.4% (aluminum) in the next two years to rebalance the
markets without any adjustments to supply; levels we believe will likely not be
achieved.
Inventories-Across metals, in the last few periods of sustained surpluses,
supply outpaced demand for several years, leading to significant inventory builds. We
examine the inventory levels over the different stages of the past periods of
oversupply for insight into inventory levels over the next five years.
Prices-Again we look to the past periods of surplus as well as the current
production cost curves for guidance into the price levels needed for re-balancing
production cuts.
Parcial de documento com 21 páginas.
Fonte: JP Morgan
Data: 28/08/2015
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