Ar comprimido Instalações, equipamentos e Instalações instrumentação ç – Aula 10 2 o O ar comprimido é uma forma de transmissão de energia o Resulta da transformação de energia eléctrica em pressão, geralmente por compressão do ar ambiente Ar comprimido o 75 75,5% 5% nitrogénio; 23,2% 23 2% oxigénio; alguns gases raros e vapor de água o geralmente contém impurezas, como poeiras e microrganismos o É a segunda forma de energia utilizada na indústria transformadora o É cerca de 7 a 10 vezes mais cara do que a energia eléctrica para a realização da mesma tarefa o O seu uso é, é geralmente, geralmente menos racionalizado Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Ar comprimido 3 o O que pode fazer com o ar comprimido na indústria? o Pneumática P ái o usa o ar comprimido com transformação de potência através t é de d actuadores t d lineares li ((cilindros ili d pneumáticos) áti ) e/ou actuadores rotativos (motores pneumáticos) o Fluidica Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Ar comprimido 4 o Porque se utiliza ar comprimido? o é seguro e fácil de usar o as ferramentas pneumáticas são mais leves e mais manejáveis do que as eléctricas da mesma potência o quando as ferramentas de ar comprimido são sujeitas a sobrecargas, g ,p param como as eléctricas,, mas não sofrem danos p onde as redes de distribuição ç o em obras temporárias, são constantemente alteradas, o ar comprimido apresenta grande facilidade na sua utilização o refere-se sempre ao meio gasoso. Não possui peças móveis no interior dos seus componentes Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Produção de ar comprimido 5 Rede de distribuição 6 o O ar comprimido é obtido pela utilização de p geralmente g accionados por p motores compressores, eléctricos o Para além do compressor, uma rede de ar comprimido é constituída por o equipamentos de extracção da humidade o reservatórios o instrumentos i d de controlo l ((pressão ã e temperatura)) o tubagens de distribuição o dispositivos de filtragem o válvulas de regulação e fecho o dispositivos p de lubrificação ç Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Produção de ar comprimido 7 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Produção de ar comprimido 8 1: filtro de admissão 2: motor eléctrico 3: separador de condensado p 4: compressor 5: reservatório 6: arrefecimento intermédio 7: secador 8: arrefecedor posterior Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Produção de ar comprimido 9 o O compressor aspira ar atmosférico através do filtro o O compressor tem dois andares de compressão (baixa e alta pressão) o pode atingir uma temperatura da ordem dos 100 100ºC Ce num estado não saturado (humidade relativa inferior a 100%)) o quando é arrefecido a sua humidade relativa aumenta, libertando água o no reservatório, não deve ocorrer acumulação de água, pelo que o ar deve ser arrefecido antes de ser armazenado d o pode ter mais andares, dependendo da pressão final pretendida o Quando o ar é comprimido no andar de baixa pressão, a p aumenta significativamente g (até cerca de sua temperatura 200ºC) o para que a temperatura final não seja muito elevada é necessário que seja arrefecido arrefecido, o que é feito no arrefecedor intermédio (intercooler) o para que o arrefecimento seja eficiente, a temperatura de saída do ar deve ser 15 a 30ºC acima da temperatura do agente arrefecedor Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Classificação dos compressores 10 o O ar é novamente comprimido no andar de alta pressão onde a sua temperatura aumenta pressão, novamente o evita que entrem poeiras que degradariam o compressor Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Produção de ar comprimido 11 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores fluxo contínuo 12 o Também designados compressores dinâmicos o A energia é utilizada para movimentar fortemente o ar cap u ado capturado o O ar é depois desacelerado, desacelerado aumentando assim a sua pressão Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores fluxo contínuo 13 Compressão volumétrica 14 o Também designada como deslocamento positivo ou fluxo intermitente o A energia cinética de que o gás vem animado é continuamente convertida em energia de pressão por desaceleração do fluxo o Resulta da diminuição do volume do gás, aumentando assim a pressão 1: o ar é aspirado por sucção (válvula de admissão aberta); 2: com a válvula de admissão fechada, o volume de gás aspirado é forçado a diminuir pelo êmbolo, aumentando a sua p pressão; ; 3: o volume foi reduzido ao mínimo, com a consequente g abertura da válvula de descarga (ou entrega). Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressão volumétrica Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 15 Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressão volumétrica Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 16 Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressão volumétrica Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 17 Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Eficiência volumétrica 19 o As principais causas da diminuição da eficiência de um compressor são o fugas internas e externas o expansão do espaço morto o perdas de carga na sucção o aquecimento do ar devido a atrito nos canais da válvula de admissão o perdas mecânicas o factor de compressibilidade na admissão o factor de compressibilidade na descarga Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressão volumétrica Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 18 Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Ciclos de compressão 20 o O aumento de temperatura é o pior inimigo do ar comprimido quer durante a produção quer comprimido, durante o tratamento o Compressão isotérmica: durante o aumento de pressão, ã a ttemperatura t do d gás á mantém-se té constante o para que tal fosse possível, seria necessário remover continuamente todo a energia térmica gerada na fase de compressão Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Ciclos de compressão 21 Compressão politrópica 22 o Unidades de compressão capazes de transferir uma grande quantidade de calor, calor o que, que em termos reais, significa a aproximação da compressão politrópica à compressão isotérmica, isotérmica ainda que esta seja impossível de atingir o Uma boa aproximação é possível quando se recorre a vários á i andares d d de compressão ã Q l a vantagem Qual t da d compressão ã iisotérmica té i d demonstrada t d nesta t fi figura?? Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Andares de compressão 23 o Forma prática de transferir calor durante a fase de compressão A: cilindro de baixa pressão B: arrefecimento intermédio C: cilindro de alta pressão Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Andares de compressão 24 o Para cada pressão final, existe um número “óptimo” de estágios g o Co Compressor p esso a alternativo e a o de pistão: p s ão o 1 andar de compressão: unidades pequenas, potência máxima de 7,5 kW (10cv) e intervalo de 1-14 bar o 2 andares de compressão: compressores industriais, potências superiores a 7 7,5 5 kW e intervalo de 6 6-30 30 bar compressor alternativo para uma pressão final g de compressão p de 7 bar,, com dois estágios o 3 andares de compressão: p 30 a 180 bar o 4 andares de compressão: 180 a 350 bar Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Selecção do compressor 25 Selecção do compressor 26 o A eficiência de um sistema de ar comprimido começa pela selecção adequada de um compressor Compressor de pistão: pequenos caudais (até 100m3/h) o Esta selecção depende Compressores Comp esso es centrífugos: cent íf gos grandes caudais (> 1500m3/h) o do caudal o da pressão pretendida à saída o da pureza do ar comprimido Compressores de parafuso: pequenos, médios e grandes caudais (50 a 2000m3/h) Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Selecção de compressores 27 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Selecção de compressores 28 o Nível de pureza do ar o em algumas aplicações é um parâmetro crítico o Aplicações críticas o hospitais, laboratórios, indústrias farmacêutica e alimentar o os compressores devem ser do tipo não lubrificado lubrificado, para eliminar o risco de contaminação do ar com óleo Compressed Air and Gas Institute http://www.cagi.org/resources/BlowerSelectorWeb/index.html Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra o Norma ISO 8573 o Code of Practice for Food Grade Compressed Air o British Compressed Air Society (BCAS) e British Retail Consortium (BRC) Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Contaminação 29 Compressores dinâmicos 30 o Os compressores dinâmicos podem ser centrífugos ou axiais e operam a velocidades superiores à dos compressores volumétricos o Na indústria, de forma geral, operam a velocidades l id d em ttorno d das 20000 rpm, embora b velocidades superiores seja comuns Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores centrífugos 31 o A compressão processa-se perpendicularmente ao veio do motor e a descarga g do ar efectua-se segundo g a tangente g ao raio das pás impulsoras Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores axiais 32 o A compressão é feita paralelamente ao veio do motor o O caudal mínimo é de tal forma elevado (900m3/min), que raramente é utilizado para a produção industrial de ar comprimido o Indicados para a produção de ar isento de óleo Compressor centrífugo . 4 andares de compressão . gama de pressões entre 17 e 24 bar Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores volumétricos 33 o Os compressores volumétricos podem ser alternativos (p (pistão,, êmbolo)) ou rotativos Compressores alternativos Efeito simples 34 Efeito duplo o diferem no tipo de movimento do órgão propulsor do fluido a comprimir o Condições ç de trabalho (exemplos) p o 6 m3/min a 35 bar o 50 m3/min a 200 bar o 90 l/s a 1000 bar o Em muitas situações, são a única solução tecnológica disponível Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Lubrificação 35 o Nos compressores alternativos, o óleo lubrificante reduz o atrito, atrito logo diminui o desgaste Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Sistemas de lubrificação Chapinhagem Capilaridade 36 Forçada o Uma boa vedação interna implica uma melhoria d eficiência da fi iê i energética éti Desvantagens destes dois sistemas: . película de óleo muito fina e inexistente no arranque . distribuição não equitativa Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores rotativos 37 o Outros O compressores rotativos i roots (lóbulos) dentes espiral anel líquido alhetas Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 38 o Consiste num corpo de secção elíptica (oval) contendo dois rotores simétricos (impulsores) em forma de oito, rodando em sentidos opostos e cujos lóbulos engrenam, isto é, a parte convexa de um penetra na concava do outro, outro sincronizados por engrenagens exteriores o Os compressores de parafuso são os mais utilizados na indústria transformadora o o o o o Roots o O espaço por onde o ar passa não é lubrificado, dando origem a ar comprimido isento de óleo o Não há compressão do fluido (redução de volume) no interior do espaço atrás referido durante a rotação de ambos os rotores Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Roots 39 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Roots 40 o A compressão existe na tubagem de descarga, uma vez que o ar no orifício de saída é forçado (bombeado) a penetrar nessa mesma tubagem, tendo a oposição de uma contra corrente de fluido já comprimido o Este tipo de unidade compressora não possui válvulas ál l e o arrefecimento f i t é sempre por ar Baixa eficiência em comparação com compressores alternativos Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Roots 41 Alhetas 42 o Contrariamente ao compressor de lóbulos, o de alhetas só possui um rotor o Aplicações onde uma baixa pressão (2 a 3 bar) de ar comprimido é necessária, como por exemplo, no transporte pneumático de cereais o O eixo i d da peça móvel ó l é paralelo l l ao d do estator e por essa razão acaba por rodar de forma excêntrica ê t i relativamente l ti t ao corpo onde d se insere i o Devido às baixas pressões de utilização, muitos dos aplicadores denominam o compressor Roots como que um soprador (blower) semelhante a um forte ventilador o Estas unidades são também utilizadas como bombas de vácuo, contadores de gás e, especificamente, na medição de caudais em compressores de parafuso Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Alhetas 43 o A redução de volume existe porque à medida que o ar admitido à atmosfera é transportado p por p bolsas formadas entre alhetas, esses espaços (bolsas móveis) são gradualmente reduzidos quando o rotor se move no sentido tid d dos ponteiros t i d relógio do ló i Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Alhetas 44 o Pressão máxima de ar comprimido: 10 bar o Compressores não possuem válvulas e tanto podem ser arrefecidos por ar como por água o Fornecimento uniforme de ar livre de qualquer pulsação o Para evitar o atrito entre o estator e as alhetas, a unidade é lubrificada e e, portanto portanto, a película de óleo existente entre as peças móveis e o corpo fixo garante que não haja contacto metálico rotor com 8 alhetas Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Espiral 45 Espiral 46 o Principio de funcionamento inovador e de extrema p compreende p uma espiral p fixa e outra simplicidade: orbitante e a compressão do ar processa-se pela interacção destas duas espiras. Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Espiral 47 o O processo de compressão repete-se continuamente gerando um caudal de ar isento continuamente, de pulsações Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Parafuso 48 o Dois rotores giram no interior de um bloco fixo, entre uma abertura de entrada (admissão) e de saída (descarga) o Concepção inovadora, ainda que usado para caudais d i pequenos (2,7 (2 7 a 6 6,7 7 l/ l/s e pressões õ até té 10 bar) e, naturalmente, para pequenas potências (1 5 – 2,2 (1,5 2 2 e 3,7 3 7 kW) kW). o Produção de ar comprimido isento de óleo destinado a aplicações p ç altamente exigentes. g Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Parafuso 49 Parafuso 50 o O ar ocupa os espaços vazios entre os lóbulos adjacentes. parafusos giram, g o gás g é conduzido para p Quando os p espaços cada vez menores, ou seja, é comprimido por redução de volume. Compressão C ã volumétrica l é i idêntica idê i ao compressor de pistão. Em ambos o aumento de pressão é devido à redução d volume. do l Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Parafuso 51 Filtro entrada ar Controlador Motor Parafuso Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Parafuso 52 o A forma como é feito o arrefecimento distingue a tecnologia rotativa da alternativa o Compressão C ã alternativa: l i o arrefecimento f i é ffeito i através de um permutador situado entre os andares d de d compressão ã (baixa (b i e alta) lt ) o Compressão rotativa: o óleo funciona como arrefecedor intermédio ((as q quantidades utilizadas são muito superiores ao de um pistão com igual p potência) ) Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Parafuso 53 o Podemos distinguir quatro fases de compressão o A aproximação i ã à compressão ã iisotérmica é i pode d ser feita o o o o o o A transferência de calor é efectuada em permutadores independentes (oil cooler e aftercooler) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores isentos de óleo 55 o Os compressores isentos de óleo tanto podem ser dinâmicos como volumétricos. o Os que transformam a s o a ae energia e g a ccinética é ca e em energia e e g a de pressão (dinâmicos), axiais ou centrífugos, são por construção técnica unidades que não possuem película lubrificante nas zonas onde o fluido gasoso é comprimido, pelo que produzem sempre gás sob pressão isento de óleo o O Os que recorrem à redução d ã de d volume l para aumentarem t a pressão do gás em causa (volumétricos) modificam a sua tecnologia tradicional. tradicional Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 54 o Como já vimos, a compressão isotérmica é a que exige menos energia por ciclo de compressão o mistura ar/óleo durante a compressão o separação do ar e do óleo o arrefecimento do óleo o arrefecimento do ar comprimido Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Parafuso Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra arrefecendo com ar arrefecendo com água injecção de óleo durante a compressão compressão com elementos em paralelo compressão em vários andares Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores isentos de óleo 56 o Os compressores isentos de óleo podem produzir ar comprimido p da classe zero da norma ISO 8573 (ISO 85731 CLASS 0) o Este ar, para além de não conter qualquer quantidade de j de requisitos q óleo,, tem ainda de satisfazer um conjunto relativamente a o partículas sólidas o água Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Compressores isentos de óleo 57 Rotary tooth 58 o Tal como os parafusos, possuem um rotor macho e um rotor fêmea que rodam em sentidos opostos. o Não há qualquer contacto entre eles, o que é possível í l devido d id à existência i tê i de d engrenagens que os afastam, com tolerâncias muito rigorosas, e os sincronizam i i Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Rotary tooth 59 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Rotary tooth Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra 60 1: o espaço A admite ar através dos orifícios de entrada e até à posição 2 2: os elementos ao rodarem fecham a comunicação com o exterior, exterior dando inicio à compressão (redução de volumes) 3: a compressão aproxima-se do seu fim na medida em que o rotor fêmea p em contacto coloca o ar comprimido com os orifícios de saída g do ar sob p pressão através 4: entrega dos orifícios de saída Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Parafuso oil-free 61 o Processo semelhante ao parafuso normal Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Alternativos vs. Rotativos 62 o A câmara de compressão não recorre a nenhum lubrificante pelo que este tipo de unidade lubrificante, produz ar comprimido, ou qualquer outro gás, isento de óleo o o contacto entre os rotores macho e fêmea é evitado utilizando sistemas de engrenagem que sincronizam os movimentos de ambos Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Parafuso oil-free 63 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Alternativos vs. Rotativos o A descontinuidade na descarga de ar comprimido gerado por uma unidade alternativa origina pulsação, que se pode transformar em ressonância o O compressor alternativo (ao contrário do rotativo) não foi projectado para trabalhar a 100% de carga durante 24 horas por dia e 365 dias por ano o Esta E t ressonância â i podem d não ã só ó causar oscilações il õ na tubagem, podendo danificá-la, mas também rotura t nas válvulas ál l do d compressor o Temperatura T t elevada l d d do ar no fi finall da d compressão do compressor alternativo Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 64 Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Alternativos vs. Rotativos 65 o Unidades de compressores rotativos de parafuso (lubrificado) até potências de 250 kW (340 hp) são arrefecidos por ar enquanto para esta ordem de grandeza energética se revela impossível para a tecnologia de pistão o Custos C t de d manutenção t ã e o número ú d de h horas de d imobilização anual muito superiores para o compressor alternativo lt ti Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Alternativos vs. Rotativos 67 o Tecnologia alternativa possui maior número de peças ou órgãos em movimento que exigem inspecções regulares o Um compressor alternativo ao fim de 8000 horas d serviço de i necessita it d de se abrir b i e inspeccionar i i as suas peças que demora cerca de uma semana enquanto t que um compressor rotativo t ti d de parafuso a manutenção pode ser feita só ao fim d 30000 a 40000 h de horas e a reparação ã demora d cerca de 3 dias. Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 66 o Compressores alternativos com custos superiores com o pavimento onde os compressores são montados devido à transmissão de pulsações pelo movimento dos seus êmbolos o Unidades alternativas de 75 kW (100 hp) e 7 bar ainda i d podem d ser arrefecidas f id por ar, mas a partir ti desta potência é necessário usar água Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Alternativos vs. Rotativos Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Tratamento do ar comprimido 68 o A contaminação do ar comprimido é a soma da contaminação do ar ambiente com outras substâncias que são introduzidas durante o processo de compressão o Em E ttermos genéricos, éi os elementos l t poluentes l t do d ar comprimido industrial são o partículas sólidas (poeiras, microrganismos, etc.) o água condensada o óleo Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Tratamento do ar comprimido 69 Unidades de tratamento 70 o O tratamento é necessário para o aumentar a produtividade o diminuir os custos de manutenção o aumentar a vida útil das máquinas e dispositivos pneumáticos o protecção das ferramentas pneumáticas o garantir a precisão nos equipamentos de medida e instrumentação o Filtro: purga para retirar uma (pequena) parte dos condensados ou partículas como ferrugem. Não elimina água que posteriormente irá condensar nos elementos l pneumáticos ái oR Regulador l d de d pressão: ã não ã realiza li qualquer l tratamento (provoca perdas de carga) o O principal objectivo é conseguir ar comprimido isento de água, óleo e outras partículas Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) o Lubrificador: o óleo pulveriza-se em contacto com a corrente de ar comprimido, e a mistura é conduzida para o interior i i das d unidades id d pneumáticas ái Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Unidades de tratamento 71 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Quantidade de água 72 o Calcular a quantidade de água aspirada numa central compressora com capacidade de 80m3 por minuto, à pressão de 7 bar. A temperatura ambiente é 36ºC 36 C e a humidade relativa é 30%. 30% o Resultado: 60 litros de água por hora Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Tabela higrométrica 73 Quantidade de água 74 o Teoricamente, os arrefecedores finais permitem retirar 65 a 70% dos condensados condensados, mas mas, na prática, removem cerca de 60% daquele valor o ainda restam 36 litros de água por hora o Esta E água á segue para a rede d de d distribuição di ib i ã de d ar comprimido, e vai condensar sempre nos locais menos indicados i di d Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Secagem do ar comprimido 75 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Secagem do ar comprimido 76 o Mesmo depois de desumidificado no arrefecedor final o ar comprimido continua a transportar final, cerda de 40% de água na forma gasosa o Este problema pode ser resolvido pela utilização d secadores de d Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Secagem de ar comprimido 77 o Os processos de secagem mais vulgarmente utilizados no tratamento do ar comprimido industrial são Secadores por refrigeração 78 o Unidades que recorrem ao frio, através da compressão e evaporação de um fluido frigorigénio num circuito fechado o refrigeração o sorção o não há contacto com o ar comprimido o O arrefecimento f i d do ar comprimido i id até é temperaturas próximas de 0ºC permite a máxima condensação d ã de d vapores de d água á e óleo ól ((sem risco de congelamento) Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Secadores por refrigeração 79 o Selecção em função dos seguintes parâmetros: o débito (efectivo) de ar comprimido a ser tratado em l/s, l/s m3/min ou m3/h; o pressão normal de serviço, em bar; o ponto de orvalho (dew point) pretendido em ºC; o temperatura ambiente; o temperatura do ar comprimido à entrada do secador; o perda de carga introduzida pela unidade. unidade Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Secadores por refrigeração 80 o Todos os fabricantes de secadores fornecem os dados técnicos em função dos seguintes parâmetros: o débito de ar comprimido (ar aspirado a 1 bar e a 20 ºC) C) o pressão normal de serviço: 7 bar o temperatura ambiente: 25 ºC o temperatura do ar comprimido à entrada do secador: 35 ºC C o normas DIN/ISO - 7183 Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Secadores de sorção 81 Secadores de absorção o Sempre que se pretende obter ar comprimido com pontos de orvalho negativos (classes 1 ou 2), 2) o processo de refrigeração não pode ser utilizado, sob pena de bloqueamento de toda a instalação, instalação atendendo a que a água solidifica abaixo dos 0ºC. o Processo consiste em fazer passar o ar comprimido através de um reservatório repleto de um dessecante (cloreto de cálcio ou cloreto de lítio) capaz de fixar por absorção a humidade contido no fluido sob pressão. o Dessecantes: o Processo pouco utilizado no tratamento de ar comprimido i id o via química (absorção) o via física (adsorção) Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Secadores de adsorção 83 o Processo consiste em fazer passar o ar comprimido através de um reservatório repleto de um dessecante como o silica-gel: ponto de orvalho -20 ºC C o alumina activada: ponto de orvalho -40 ºC o seiva molecular: ponto de orvalho -70 70 C Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) 82 Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Filtração 84 o Atmosfera industrial contém cerca de 140 milhões de partículas por m3 de ar e 80 % desta quantidade têm dimensão inferior a 2 µm. o O filtro de aspiração do compressor, só impede a entrada t d de d partículas tí l cujas j dimensões di õ sejam j superiores a 5 µm. Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra Filtração 85 o Processos mecânico (centrifugação e gravidade) o Superfície o Profundidade ((microflitros,, filtros de carvão activado, esterilização) Instalações, Equipamentos e Instrumentação (2010/2011) Licenciatura em Engenharia Alimentar - Escola Superior Agrária de Coimbra