0 UNIÃO EDUCACIONAL MINAS GERAIS S/C LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE MINAS Autorizada pela Portaria no 577/2000 – MEC, de 03/05/2000 BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS UTILIZANDO OS PROCESSOS DA ITIL MARDEN VIANA ROLIM Uberlândia 2007 1 MARDEN VIANA ROLIM GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS UTILIZANDO OS PROCESSOS DA ITIL Trabalho de Final de curso submetido à UNIMINAS como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. Dra. Kátia Lopes Silva Uberlândia 2007 2 MARDEN VIANA ROLIM GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS UTILIZANDO OS PROCESSOS DA ITIL Trabalho de Final de curso submetido à UNIMINAS como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientadora: Profa. Dr. Kátia Lopes Silva Banca Examinadora: Uberlândia, 07 de Julho de 2007. Prof. Esp. Flamaryon Guerin Profa. Dra. Kátia Lopes Silva Prof. Márcio Moreira Uberlândia 2007 3 Dedicatória Dedico este trabalho à minha família que me impulsionou a buscar uma vida nova a cada dia, meus agradecimentos por terem aceitado privarse de minha companhia pelos estudos, concedendo a oportunidade de me realizar ainda mais. 4 AGRADECIMENTOS Tenho muito a agradecer a aqueles com quem convivi até hoje e que me trouxeram até aqui. Mas, neste Trabalho de Final de curso, agradeço especialmente a professores, amigos, com quem dividi experiências e idéias. Em especial à minha namorada Franciele Marques Peres, pela paciência em tolerar minha ausência. A orientadora Professora Kátia Lopes Silva pelo incentivo, simpatia e presteza no auxilio para elaboração e discussões sobre o andamento e normalização dessa Monografia de Conclusão de Curso. Especialmente a Professora Ana Maria Árabe, pelo seu espírito inovador e empreendedor na tarefa de multiplicar seus conhecimentos, pela sua disciplina nos ensinando a importância do trabalho de pesquisa e pela oportunidade de participação no projeto de pesquisa desta Monografia. A todos os professores da UNIMINAS do Curso de Sistemas de Informação pelo carinho, dedicação e entusiasmo demonstrado ao longo do curso. E, finalmente, a DEUS pela oportunidade e pelo privilégio que nos foram dados em compartilhar tamanha experiência e, ao freqüentar este curso, perceber e atentar para a relevância de temas que não faziam parte, em profundidade das nossas vidas. 5 RESUMO Encontrar soluções de Governança de TI acessíveis aos padrões operacionais e comerciais das organizações brasileiras tem se tornado uma necessidade para várias organizações. Uma destas soluções é a adoção da metodologia da ITIL que é utilizada por inúmeras empresas para definirem seus processos internos, criarem melhores práticas dentro das organizações, ajustarem os departamentos de TI às necessidades do negócio e reduzirem os custos na gestão da infra-estrutura de TI. É diante deste cenário que este trabalho faz um estudo sobre todos os processos da ITIL, detalhando o processo de Gerenciamento de Mudança e através de um estudo de caso identificando benefícios obtidos após sua implementação. O Processo de Gerenciamento de Mudança conforme estudo de caso mostrou-se bastante simples e eficaz, pois sua adoção foi imediata e os resultados obtidos após sua implementação foram a diminuição da quantidade de incidentes ocorridos dentro da organização conseqüentemente o aumento do lucro financeiro e a satisfação do cliente perante estudo de caso apresentado. Palavras Chave: ITIL, Central de Serviços, Entrega de Serviço, Suporte à Serviço, Gerenciamento de Mudanças. 6 ABSTRACT To find accessible solutions of governance of TI to the operational and commercial standards of the Brazilian organizations if has become a necessity for several organizations. One of these solutions is the adoption of the methodology of the ITIL that is used by innumerable companies to define its internal processes, to create inside better practical of the organizations, to adjust the departments of TI to the necessities of the business and to reduce the costs in the management of the TI infrastructure. It is ahead of this scene that this work makes a study on all the processes of the ITIL, detailing the process of Change Management and through a study of case identifying benefits obtained after your implementation. The Process of Change Management of in agreement case study revealed sufficiently simple and efficient, because your adoption was immediate and the results obtained after your implementation had been the reduction of the amount of incidents occurred inside of the organization consequently the increase of the financial profit and the satisfaction of the customer before study of presented case. Keywords: ITIL, Service Desk, Service Delivery, Service Support, Change Management. 7 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Frameworks e metodologias que contêm boas práticas para o Gerenciamento de Riscos. (GHERMANe, 2005) ...............................................16 Figura 2. Processos ITIL. (ITSMF, 2001, p33) ..........................................................22 Figura 3. Exemplo Central de Serviços em uma empresa X. (Empresa X, 2006) .....26 Figura 4. Tipo de Central de Serviço Centralizado. (OGCa, p. 39) ...........................27 Figura 5. Tipo de Central de Serviço Virtual. (OGCa, p. 40) .....................................28 Figura 6. Tipo de Central de Serviço Local. (OGCa, p. 38) .......................................29 Figura 7. Progresso do Incidente. (Empresa X, 2006) ..............................................32 Figura 8. Progresso do Controle do Problema. (OGC, 2001. p. 101)........................35 Figura 9. Atividades da fase Controle do Problema. (Empresa X, 2006) ..................36 Figura 10. Procedimento Gerenciamento de Liberações. (Empresa X, 2006) ..........39 Figura 11. Procedimento Gerenciamento de Configurações. (Empresa X, 2006).....41 Figura 12. Relação entre Cliente / Serviço com o Gerenciamento de Níveis de Serviço. (OGCb, p. 28).......................................................................................43 Figura 13. Processo de Gerenciamento de Disponibilidade. (OGCb, p. 219). ..........46 Figura 14. Processo de Gerenciamento de Capacidade. (OGCb, p. 124). ...............48 Figura 15. Processo de Gerenciamento de Continuidade do Negócio. (OGCb, p. 171). ...................................................................................................................49 Figura 16. Interligação entre empresa. (Empresa X, 2006).......................................50 Figura 17. Processo de Gerenciamento Financeiro para Serviços em TI. (Empresa X, 2006). .................................................................................................................52 Figura 18. Relação dos Processos ITIL. (CA, 2007) .................................................53 Figura 19. Modelo do Processo de Suporte de Serviços (Service Support). (OGCa, 2001, p. 297) ......................................................................................................54 Figura 20. Modelo do Processo de Entrega de Serviços (Service Delivery). (OGCb, 2001, p. 361) ......................................................................................................55 Figura 21. Entrada e saídas do processo de Gerenciamento de Mudanças. ............59 Figura 22. Limites entre Administração de Mudança e administração de programa. 60 (OGCa, 2001, p. 166). ...............................................................................................60 Figura 23. Visão Geral do Processo de Gerenciamento de Mudança da empresa X. (Empresa X, 2006) .............................................................................................67 Figura 24. Fases do processo de mudança. (Empresa X, 2006) ..............................70 Figura 25. Atividades do Planejamento. (Empresa X, 2006) .....................................71 Figura 26. Total de mudanças Planejadas e Realizadas por mês no ano de 2006 durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007)............................................83 Figura 27. Comparação, tipos de Mudança: Emergencial, Programada e Acelerada no ano de 2006 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) ...84 Figura 28. Comparação, tipos de mudança: Emergencial, Programada e Acelerada no ano de 2007 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) ...85 Figura 29. Comparação dos Resultados das mudanças: Sucesso, Falha e Cancelada no ano de 2006 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) ...86 Figura 30. Comparação dos Resultados das mudanças: Sucesso, Falha e Cancelada no ano de 2007 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) ...87 8 LISTA DE QUADROS Quadro 1. Tipos de Categorias de Mudanças............................................................68 Quadro 2. Prazos para abertura e aprovação da mudança.......................................69 Quadro 3. Classificação de Riscos............................................................................72 9 LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS CAB – Change Advisory Board CCM – Conselho de Controle de Mudanças CCTA – Central Computer and Telecommunications Agency (Centro de Computadores e Agencia de Telecomunicações) CEO – Chief Executive Officer (Principal Executivo da Organização) CMDB – Configuration Management Data Base (Banco de Dados do Gerenciamento da Configuração) COBIT – Control Objectives for Information and Related Technology (Objetivos de Controle para Informações e Tecnologia correspondente) COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (Comitê de Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway) CPU – Central Process Unit (Unidade Central de Processamento) ERP – Enterprise Resource Planning (Planejamento de Recursos Empresariais) EXIN - Examination Institute for Information Science FSC – Forward Schedule of Changes IC – Configuration Item (Item de Configuração) IEC – International Electrotechnical Commission (Comissão Eletrotécnicoa Internacional) ISEB - Information Systems Examinations Board ISO – International Organization for Standardization (Organização Internacional para Padronização) IT – Information Technology (Tecnologia da Informação) ITIL – Information Technology Infrastructure Library (Biblioteca de Infra-estrutura de Tecnologia da Informação) ITSCM – IT Service Continuity Management (Gerenciamento da Continuidade dos Serviços em Tecnologia da Informação) ITSMF – Information Technology Service Management Forum (Fórum de Gerenciamento de Serviços de Tecnologia da Informação) KPI – Key Performance Indicators (Indicadores de Desempenho Fundamentais) NOC – Network Operation Center (Centro de Operações de Redes) OGC – Office for Government Commerce (Secretaria de Comércio do Governo) 10 OLA – Operational Level Agreement (Acordo de Nível Operacional) PABX – Private Automatic Branch Exchange (Troca automática de ramais privados) PFM – Programação Futura de Mudanças RDM – Requisições de Mudanças RFC – Request For Change SC – Service Catalogue (Catalogo de Serviço) SLA – Service Level Agreements (Acordo de Nível de Serviço) SW - Software UC – Underpining Contract (Contratos de Apoio) 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO...................................................................................................13 1.1 CENÁRIO ATUAL ......................................................................................................................13 1.2 IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA ..................................................................................................17 1.3 OBJETIVOS DO TRABALHO .......................................................................................................18 1.3.1 Objetivo Geral...................................................................................................................18 1.3.2 Objetivos Específicos .......................................................................................................18 1.4 JUSTIFICATIVA PARA PESQUISA ................................................................................................19 1.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ..................................................................................................20 2 FUNDAMENTOS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS DE TI.....................21 2.1 CENTRAL DE SERVIÇOS (SERVICE DESK)..................................................................................25 2.1.1 Central de Serviço Centralizada.......................................................................................27 2.1.2 Central de Serviço Virtual.................................................................................................28 2.1.3 Central de Serviço On Site (Local) ...................................................................................29 2.2 SUPORTE DE SERVIÇO (SERVICE SUPPORT) .............................................................................31 2.2.1 Gerenciamento de Incidentes (Incident Management) ....................................................31 2.2.2 Gerenciamento de Problemas (Problem Management)...................................................33 2.2.3 Gerenciamento de Mudanças (Change Management) ....................................................37 2.2.4 Gerenciamento de Liberação (Release Management) ....................................................38 2.2.5 Gerenciamento da Configuração (Configuration Management) ......................................40 2.3 ENTREGA DE SERVIÇO (SERVICE DELIVERY).............................................................................42 2.3.1 Gerenciamento do Nível de Serviço (Service Level Management) .................................42 2.3.2 Gerenciamento da Disponibilidade (Availability Management) ........................................45 2.3.3 Gerenciamento da Capacidade (Capacity Management) ................................................47 2.3.4 Gerenciamento da Continuidade dos Serviços em TI (Service Continuity Management) 48 2.3.5 Gerenciamento Financeiro para Serviços em TI..............................................................51 2.4 EXEMPLO DA RELAÇÃO DOS PROCESSOS .................................................................................53 3 GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS................................................................57 3.1 OBJETIVOS .............................................................................................................................57 3.2 DESCRIÇÃO DO PROCESSO ......................................................................................................58 3.2.1 Registro de Requisição de Mudanças – RDM .................................................................61 3.2.2 Registro e Classificação ...................................................................................................61 3.2.3 Aprovação.........................................................................................................................61 3.2.4 Coordenação do Desenvolvimento ..................................................................................61 3.2.5 Autorização e Implementação ..........................................................................................62 3.2.6 Implementação .................................................................................................................62 3.2.7 Avaliação ..........................................................................................................................62 3.2.8 Comitê de Controle de Mudanças (CCM) ........................................................................62 3.2.9 CCM/CE (Comitê de Emergência) ...................................................................................63 3.2.10 Programação Futura de Mudança (FPM) ....................................................................63 3.2.11 Relacionamentos..........................................................................................................64 3.2.12 Benefícios.....................................................................................................................64 3.2.13 Problemas Comuns......................................................................................................65 3.2.14 KPI - Key Performance Indicators................................................................................66 4 ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA X .....................................................67 4.1 4.2 4.3 DESCRIÇÃO DA EMPRESA .........................................................................................................67 VISÃO GERAL DO PROCESSO DE GERENCIAMENTO DE MUDANÇA ...............................................67 CATEGORIAS DE MUDANÇAS ....................................................................................................68 12 4.4 PRAZO PARA SOLICITAÇÃO DE MUDANÇAS................................................................................69 4.5 DETALHAMENTO DAS FASES .....................................................................................................69 4.6 PLANEJAMENTO ......................................................................................................................70 4.6.1 Formalização da necessidade:.........................................................................................71 4.6.2 Alternativas não aplicadas:...............................................................................................71 4.6.3 Análise de Impactos: ........................................................................................................72 4.6.4 Determinação das Contingências:....................................................................................73 4.6.5 Plano de “Roll Back”: ........................................................................................................74 4.6.6 Definição do “Check List” de Execução: ..........................................................................74 4.6.7 Definição da “Scalation List”.............................................................................................74 4.6.8 Estimativa de Custos Operacionais:.................................................................................75 4.6.9 Classificação de Resultados ............................................................................................75 4.6.10 Premissas.....................................................................................................................75 4.6.11 Políticas Gerais ............................................................................................................76 4.6.12 Reunião de Mudanças .................................................................................................77 4.6.13 Aprovação e de Acordo................................................................................................77 4.6.14 Feedback das Mudanças .............................................................................................78 4.6.15 Janela Técnica de Mudanças ......................................................................................78 4.6.16 Mudanças de Emergência............................................................................................78 4.6.17 Cronologia das Solicitações de Mudanças ..................................................................78 4.7 PAPÉIS E RESPONSABILIDADES ................................................................................................78 4.7.1 Responsabilidades da área de Tecnologia ......................................................................78 4.7.2 Responsabilidades da área de Engenharia .....................................................................79 4.8 CRONOGRAMA DE IMPLEMENTAÇÃO DA ITIL..............................................................................80 4.9 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO DA ITIL .............................................................................................81 4.10 CERTIFICAÇÕES ......................................................................................................................81 5 CONCLUSÕES..................................................................................................88 13 1 INTRODUÇÃO 1.1 Cenário Atual No início dos anos 90, com as demandas de controle, transparência e monitoração das organizações, surgiu à necessidade da governança de IT – Information Technology (Tecnologia da Informação). Porém, o crescimento exuberante da economia mundial acabou “mascarando” a sua necessidade, e com isso, atrasou por alguns anos a sua implantação nas empresas (MANSUR, 2006). Na década de 1990 ocorreram importantes transformações no mundo que apontavam para um período de economias mais abertas. O ressurgimento do fluxo de capital, a partir de 1990 foi, em parte, reflexo da maior integração financeira e de um vasto processo de desregulamentação ocorrido tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. A queda dos custos de comunicação e a rapidez de acesso à informação levaram os países industriais a buscar rendimentos também nos países em desenvolvimento. (TERRA; SOIHET, 2006). Com as crises internacionais que envolveram México, Ásia, Rússia, etc; onde escândalos contábeis de super-organizações consideradas até então livres destes riscos, na segunda metade dos anos 90, o mercado exigiu por transparência, redução de risco e maior controle. Iniciou–se a instituição de processos e normas que em conjunto foram denominadas de Governança Corporativa. (DOMINGUES, 2004). Os investidores mudaram o comportamento passando a exigir dos CEO – Chief Executive Officer (Principal Executivo da Organização) um maior acerto nas previsões orçamentárias. Assim a partir de 1998 se alavancou as necessidades de governança corporativa. (MANSUR, 2006). Em meados de 2002 a governança corporativa tornou se um tema dominante nos negócios por ocasião da safra de escândalos que aconteceram também no início de 2000. [...] a gravidade dos impactos financeiros desses escândalos solapou a confiança de investidores tanto institucionais como individuais e sobrelevou a preocupação com a habilidade e a determinação das empresas privadas 14 1 de proteger seus stakeholders . A crise de confiança do setor corporativo contribuiu para a pressão descendente nos preços das ações no mundo todo e especialmente nos Estados Unidos. Nos primeiros seis meses de 2002, o índice S&P 500 caiu 16%; o NASDAQ, com sua ênfase em tecnologia caiu 36%. O governo dos EUA interveio, e uma nova legislação passou a exigir que os CEOs atestassem pessoalmente a exatidão das contas das suas empresas e relatassem resultados mais rapidamente. Simultaneamente, a América corporativa aumentou o nível de regulamentação. (WEILL; ROSS, 2006, p. 4). A ocorrência desses fatos mostrou que os grandes investimentos realizados eram desnecessários, uma vez que empresas com baixo orçamento administraram os riscos sem interrupção dos serviços, pois elas conheciam o seu “parque tecnológico”, além de terem feito a gestão dos riscos em função do conhecimento e análise de impactos (MANSUR, 2006). Segundo Computer Associates (CA, 2006) os departamentos de TI devem alinhar seus recursos tecnológicos aos recursos comerciais da empresa e não serem vistos como centros de custos. Para serem valorizados como tal, a TI deve fornecer, de forma consistente, serviços que reflitam necessidades estratégicas do negócio. Os métodos atuais para entrega de serviços às unidades do negócio estão simplesmente fora da realidade das empresas, onde a mudança é constante, os recursos são sobrecarregados e as demandas parecem não parar de crescer. Para ser capaz de enfrentar esses desafios, a TI deve confrontar as limitações inerentes às próprias operações do negócio e responder com inovações que sejam tanto eficientes como estratégicas. As necessidades do negócio devem fazer parte dos processos e modos de operação de TI - caso contrário os departamentos de TI tornam-se obsoletos perante as exigências dos serviços das empresas. Os auditores das corporações passaram a adotar algumas metodologias de governança de TI (em combinação), tais como COBIT - Control Objectives for Information and related Technology (Controle de Objetivos para Tecnologia da Informação), devido às suas métricas claras e objetivas, fazendo com que a governança de TI conseguisse medir o desempenho da área, e também a _____________ 1 Stakeholders são pessoas que possuem algum tipo de envolvimento profissional ou pessoal com uma empresa: administradores, funcionários, acionistas, parceiros, clientes, usuários etc. (WEILL; ROSS. 2006. p. 4). 15 metodologia ITIL – Information Technology Infrastructure Library (Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação), com a finalidade de melhorar o desempenho da área de TI. (MANSUR, 2006). Corporações passaram adotar também: a metodologia publicada pelo COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (Comitê de Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway), que identifica os objetivos essenciais do negócio (financeiro e operacional) de uma dada organização e define o controle interno e seus componentes, fornecendo critérios a partir dos quais os sistemas de controle podem ser avaliados. A metodologia utilizada para a Gestão da Segurança da Informação, a ISO/IEC 17799 tornou-se uma norma internacional para a segurança da informação baseada na primeira parte da norma britânica BS 7799. (GHERMANb, 2005). Esta combinação fez com que as empresas de TI estivessem aptas a atender a gestão de riscos, demanda pelo mercado, e também fez com que fossem criados ciclos de melhoria de TI, baseando em metodologias consagradas no mercado (MANSUR, 2006). Segundo GHERMANb (2005) a seleção de um Framework2 depende fundamentalmente, de quais tipos de objetivos a instituição visa alcançar de uma forma gerenciada, se for voltado para o objetivo do negócio usam COSO, voltado para objetivos de negócio focando em TI usam COBIT - Control Objectives for Information and Related Technology (Objetivos de Controle para Informações e Tecnologia correspondente), voltados para objetivos de Segurança da Informação usam BS7799 ou ISO 17799, se voltado para Gestão de Serviços em TI usam ITIL. O papel do Framework independente dos objetivos específicos que mobilizam a escolha da instituição, o primeiro e mais tangível benefício em se adotar qualquer dessas estruturas é garantir que haja uma linguagem comum entre as diversas áreas envolvidas mais diretamente com a gestão de riscos, geralmente as áreas de Auditoria Interna, Compliance3, Risco e a própria Administração. Como conseqüência, os resultados obtidos para a definição, avaliação e implementação dos controles internos - elementos _____________ 2 Sistemas de controle estruturado com elementos de gestão, contendo boas práticas para o gerenciamento de riscos. 3 Compliance, estar em conformidade com as leis, os regulamentos internos e externos e os princípios corporativos que garantem as melhores práticas de mercado. 16 centrais de todo o processo - podem ser comunicados adequadamente a partir das camadas estratégicas para as operacionais e vice-versa, configurando-se essa estrutura (framework) como uma referência global para o processo de gestão de riscos corporativos. O resultado desse entendimento contribui positivamente para que todas essas funções desempenhem o seu papel efetivo nesse processo, tornando a gestão de riscos um verdadeiro pilar para a Governança Corporativa. (GHERMANb, 2005). Figura 1. Frameworks e metodologias que contêm boas práticas para o Gerenciamento de Riscos. (GHERMANe, 2005) A figura 1 mostra todos os Frameworks juntos como um pilar, cada um desses possuem metodologias próprias, desenvolvidas pelo instituto responsável, que possibilita introduzir o sistema nas fases de definição avaliação e monitoramento dos controles internos. Juntos, consistem de boas práticas específicas segundo sua área e foco permitindo alinhar os objetivos dessas áreas de conhecimento às estratégias e aos princípios de governança corporativa, garantindo, assim, que os processos e atividades desempenhadas pelas respectivas áreas e funções corporativas concorram de forma sistemática para o alcance dos objetivos do negócio e redução dos riscos operacionais. (GHERMANe, 2005). Este trabalho trata da metodologia ITIL, com ênfase o processo de Gerenciamento de Mudanças (Change Management), as melhores práticas elaboradas, suas características, disciplinas (processos) e certificações. Atualmente, o processo de Gerenciamento de Mudanças da ITIL, assegura aos participantes métodos e procedimentos, padronizados que sejam 17 utilizados para a realização eficiente e rápida de todas as alterações. Isto minimiza o impacto de incidentes relacionados às alterações na qualidade dos serviços. O que levam as empresas a adotarem tais metodologias são praticamente em dois aspectos: o cliente ou usuário final, e a organização. Para o cliente, muitos serviços oferecidos não são atendidos conforme suas necessidades; não são documentados; e a qualidade e custos, não são bem gerenciados; outro fator importante, é que a comunicação não é adequada, causando falta de informação, re-trabalho e perda na satisfação ao negócio. Para a organização, ineficiência no foco dos objetivos; as mudanças efetuadas produzem grande impacto no negócio, reduzindo assim a qualidade do serviço prestado; comunicação interna sem padronização e procedimental. 1.2 Identificação do problema O Conceito de Governança de TI existe nos negócios quase há tanto tempo quanto os computadores, mas o interesse e a preocupação generalizados a seu respeito são bastante recentes, resultando de tendências atuais de negócios como o comércio eletrônico, a globalização, o Bug do Milênio, a reengenharia dos processos de negócios, a continuidade de negócio e a transparência dos relatórios corporativos. (WEILL; ROSS, 2006, p. 23). A dependência crescente das empresas em relação à informação, a rápida introdução de novas tecnologias, incluindo os serviços da Web, as tecnologias móveis e os sistemas empresariais, vem gerando ameaças e oportunidades estratégicas. Muitas empresas ou departamentos de TI não adotam nenhuma metodologia para manter ou melhorar a qualidade do serviço prestado (interna e externamente), gerando insatisfação e até mesmo a perda de clientes. Portanto, é muito importante que estas empresas façam investimentos não só em qualidades técnicas, mas também em habilidades de comunicação, trabalho em equipe, negociação e foco do cliente, fazendo com que seus profissionais estejam altamente qualificados para manter alta qualidade nos serviços prestados, satisfazendo, ou até mesmo superando as necessidades e expectativas dos clientes, acompanhando assim as melhores práticas do mercado. A TI deve ser compreendida como uma poderosa ferramenta 18 habilitadora para mudanças na organização; as empresas precisam continuamente melhorar, navegando em um ambiente de constantes mudanças. Devem ser flexíveis, adaptativas e fluídas o suficiente para reagirem, ou melhor, se anteciparem a estas freqüentes mudanças. (TAURION, 2005). A importância de gerenciar mudanças nas empresas é justamente permitir que as empresas se adaptem às transformações, controlem os processos e, assim, obtenham efetivamente os ganhos que esperam assim evitar que os processos sofram modificações sem controle. A adoção de metodologias para gerenciar mudanças tem como missão garantir a menor quantidade possível de impactos de TI, permitindo minimizar possíveis riscos de um projeto ao antecipar os fatores negativos. (COMPANY WEB, 2004). 1.3 Objetivos do Trabalho 1.3.1 Objetivo Geral O objetivo deste trabalho é realizar uma pesquisa sobre a metodologia ITIL, descrevendo a importância da qualidade de serviços e suporte de TI, tendo como ênfase o Gerenciamento de Mudanças. Isto será mostrado através de um estudo de caso. 1.3.2 Objetivos Específicos Para que o Objetivo Geral possa ser realizado tem-se os seguintes objetivos específicos: • Descrever a importância da Governança de TI; • Descrever melhores práticas dos processos da metodologia ITIL • Descrever os processos de Gerenciamento de Mudanças dentro da ITIL; • Identificar o escopo de atuação do Gerenciamento de Mudança; • Entender a relação entre os outros processos da ITIL; • Analisar os benefícios após a implantação do Gerenciamento de Mudanças na organização; • Analisar os benefícios após a Implantação da metodologia ITIL 19 dentro da organização; • Apresentar um estudo de caso com foco no Gerenciamento de Mudança. 1.4 Justificativa para Pesquisa Um bom planejamento do projeto quantifica o tempo e o orçamento que um projeto custará. A finalidade do planejamento é criar um plano do projeto que um gestor de projeto possa usar para acompanhar o progresso de sua equipe. O que levou o interesse da pesquisa, é que a ITIL hoje, é muito mais que uma série de livros para auxiliar a empresa no gerenciamento de serviços de TI, pois conta com aplicações para gerenciamento dos processos, treinamentos, consultoria, compartilhamento das melhores práticas, entre os “seguidores” da metodologia, certificações e publicações. Empresas como: os CORREIOS adotaram a metodologia da ITIL e passaram a usar a Governança de TI como forma de aumentar a qualidade nas operações de coleta das cartas, triagem e entrega de encomendas; A empresa Philips Latam, que após uma reestruturação global que determinou a adoção do modelo de governança e gestão baseada na ITIL, foram implementados os processos de Incident, Problem, Change, Configuration e SLM Management, que além de estabelecer os relacionamentos entre todos os macro-processos da ITIL e as interfaces com a Atos-Origin, prestadora de serviços de infraestrutura de TI e Managed Operations, que utiliza um modelo proprietário fortemente baseado em ITIL, o Continuous Service Delivery Model (Modelo de Entrega de Serviço Contínuo); A construtora Norberto Odebrecht é a principal multinacional brasileira no ramo exportação de serviços. Foi redefinido os processos de relacionamento da área de infraestrutura de TI com os seus fornecedores e clientes internos, através do uso do CobiT, como ferramenta de avaliação da maturidade dos processos, e da ITIL como metodologia a ser adotada na implementação dos processos de TI. Foi estabelecido o desenho inicial dos macro-processos de Service e Delirery Management da ITIL, com especial atenção no detalhamento das atividades de Service Desk e Incident Management, na definição dos principais indicadores de desempenho, e na construção do Catálogo de Serviços de Infraestrutura de TI. O Framework ITIL é considerado um padrão a nível mundial, 20 reconhecido e aplicado com sucesso por inúmeras empresas para definição de seus processos internos, criação de boas práticas dentro das organizações e ajustamento dos departamentos de TI às necessidades do negócio. Portanto, com a clara visão de que as organizações estão cada vez mais dependentes de tecnologia da informação para atingirem seus objetivos de negócios, é necessário também gerenciar a tecnologia da informação e o relacionamento com os clientes, a ITIL fornece todas as condições necessárias para que a empresa de TI faça este gerenciamento com alta qualidade e eficiência. A importância de estudar a ITIL justifica se pela rapidez em que as organizações devem responder a qualquer necessidade de mudança dos negócios, além de possuir altíssima capacidade para se adaptar a essas mudanças sem causar interrupções nos negócios existentes. (ESPILDORA, 2004). O Gerenciamento de Mudanças tem a finalidade de assegurar que os processos sofram modificações conforme o planejado e autorizado, garantindo a menor quantidade possível de impactos, garantindo a identificação dos itens de configuração envolvidos, procedimentos de mudança testados e garantia de um plano de recuperação de serviço, caso algum imprevisto venha ocorrer. (MAGALHAES; PINHEIRO, 2007, p. 70). 1.5 Organização do Trabalho Este trabalho esta organizado da seguinte forma: O capítulo 2 descreve os processos da ITIL: A função da Central de Serviços, Gerenciamento de Incidentes, Gerenciamento de Problemas, Gerenciamento de Configuração, Gerenciamento de Mudanças, Gerenciamento de Liberação, Gerenciamento de Níveis de Serviço, Gerenciamento Financeiro, Gerenciamento de Capacidade, Gerenciamento de Continuidade de Serviço e o Gerenciamento de Disponibilidade, seguido de exemplos de uma empresa X. O capítulo 3 descreve especificamente do processo de Gerenciamento de Mudança, problemas e benefícios de sua implantação. O capítulo 4 mostra um estudo de caso de uma empresa X, descrevendo o Gerenciamento de Mudanças, através dos documentos utilizados no Gerenciamento de Mudanças. 21 2 FUNDAMENTOS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS DE TI ITIL – Information Technology Infrastructure Library (Biblioteca de InfraEstrutura de Tecnologia da Informação) é a metodologia para gerenciamento de serviços em TI mais utilizada e mais conhecida mundialmente, e que um dos principais motivos para o surgimento desta metodologia e de seu sucesso é que as empresas do mundo todo estão cada vez mais dependentes de TI para atingir seus objetivos e obter resultados. (OGC, 2006). PNAGE (2005) afirma que no ano 2000, com o intuito de regulamentar a utilização da ITIL mundialmente foi criada o OGC – Office for Government Commerce (Secretaria de Comércio do Governo), onde a CCTA – Central Computer and Telecommunications Agency (Centro de Computadores e Agencia de Telecomunicações) deixou de existir, passando a se integrar ao OGC, que se tornou proprietário da ITIL. Segundo ITSMF (2001, p. 5) o ITSMF – Information Technology Service Management Fórum (Fórum de Gerenciamento de Serviços de Tecnologia da Informação) é uma organização não governamental (não lucrativa) reconhecida internacionalmente, dedicada ao gerenciamento de serviços de TI. Ou seja, é a organização oficial dos utilizadores da ITIL, a qual objetiva compartilhar as melhores práticas atuais de Gerenciamento de Serviços em TI. O ITSMF implementa isto organizando conferências, publicando revistas e livros, realizando congressos, questionando as publicações da ITIL, entre outros, além de ter um importantíssimo papel no desenvolvimento e gerenciamento de treinamentos e certificações ITIL. Segundo ITSMF (2001, p. 31) desde a criação da ITIL, foram publicados aproximadamente quarenta livros relacionados a Gerenciamento de Serviços em TI. No período do ano 2000 a 2002 o OGC revisou e resumiu estas publicações em oito livros, sendo eles: • Service Support (Suporte a Serviços) • Service Delivery (Entrega de Serviços) • Planning to Implement Service Management (Planejamento e Implementação de Gerenciamento de Serviços) • Application Management (Gerenciamento de Aplicativos) • Security Management (Gerenciamento de Segurança) • ICT Infrastructure Management (Gerenciamento de Infra- 22 estruturas de TI e de Comunicações) • Business Perpective (Perspectiva do Negócio) • Software Asset Management (Gerenciamento dos Ativos de Software) Segundo (CAMURUGY, 2005) a ITIL traz algumas mudanças de paradigma, tais como: faz com que o negócio foque no valor e não no custo; faz pensar em toda a cadeia que envolve a prestação de serviços (end-to-end service) e não uma visão fragmentada; e internamente transfere o olhar para processos e pessoas e não apenas na tecnologia. SERVICE DESK SERVICE SUPPORT SERVICE DELIVERY Figura 2. Processos ITIL. (ITSMF, 2001, p33) A figura 2 mostra os processos do Gerenciamento de Serviços; estão separados de acordo com a necessidade de suporte ou entrega de serviço, tendo o Service Desk (Central de Serviço), o ponto único de entrada de chamados e uma função que permeia todos os processos, ou seja é a única função da ITIL. A ITIL envolve tantos os aspectos táticos e operacionais, onde no nível 23 tático (Entrega de Serviços) os gerentes devem compreender o modelo de gestão para saberem indicar o caminho a suas equipes. E o lado operacional (Suporte à Serviços) não fica de fora. Entre os profissionais mais experientes, é comum que muitas das melhores práticas ditadas pela ITIL já sejam executadas mesmo antes da sua implantação. Para quem está em início de carreira, o entendimento da ITIL gera uma visão integrada dos processos de TI e seu alinhamento com o negócio. (TI MASTER. 2007). O Gerenciamento de Serviços de TI é um conjunto formado por pessoas, processos e ferramentas que cooperam para assegurar a qualidade dos serviços de TI, com suporte a níveis de serviços acordados previamente com o cliente. Agrupando as atividades de TI em processos se torna mais fácil o controle das atividades, possibilitando a criação de métricas para acompanhamento da performance. Os processos devem ser bem definidos para buscar a eficiência e eficácia. Os processos que não são possíveis de monitorar através de indicadores não são viáveis, de nada vale se você não puder medir o processo. É necessário levar em conta que a maioria dos benefícios de um programa de Gerenciamento de Serviços pode levar um tempo para serem obtidos. Entretanto, há também benefícios em curto prazo. Segundo ESPILDORA (2004) e CA (2007) os principais benefícios para a empresa de implementar uma metodologia para o Gerenciamento de Serviços são: • Melhor qualidade no serviço, com um suporte mais confiável; • Segurança e confiança da continuidade dos serviços de TI, dando habilidade para restaurar os serviços quando houver necessidade; • Visão mais clara da capacidade atual de TI; • Fornecimento de informações gerenciais para acompanhamento de performance, possibilitando traçar melhorias; • Equipe de TI mais motivada: entendo a carga de trabalho de TI é possível fazer a gestão de expectativas; • Gestão mais eficiente da infra-estrutura e dos serviços prestados; • Maior satisfação para os Clientes, entregando o serviço com 24 mais qualidade e rapidez; • Em alguns casos redução de custos: a partir do controle maior e um melhor planejamento dos custos e processos internos é possível otimizar os custos operacionais; • Maior agilidade e segurança para realizar as mudanças propostas pelo negócio; • A comunicação se torna mais rápida e dirigida; • Os processos são otimizados, consistentes e interligados. • Com processos definidos e controlados é fácil implementar várias mudanças simultaneamente. A ITIL é um conjunto de documentos que são utilizados para ajudar a implementação de um framework para a Gestão de Serviços de TI (ITSM – IT Service Management). Este framework define como é que a Gestão de Serviços é aplicada dentro da organização. Sendo um framework, é completamente adaptável para a aplicação em qualquer tipo de negócio ou organização que dependa de TI. A ITIL não define os processos a serem implantados na área de TI, não é uma metodologia para implementar processos de Gestão de Serviços de TI – é um framework flexível que permite adaptar-se para ir ao encontro das necessidades específicas, demonstra as melhores práticas que podem ser utilizadas para esta definição. Tais práticas, por sua vez, podem ser adotadas do modo que melhor puder atender às necessidades de cada organização. Por isto, a ITIL pode ser empregada por áreas de TI que já possuam processos orientados ao Gerenciamento de Serviços de TI, orientando os às melhores práticas. A ITIL não contém mapas detalhados dos processos, a ITIL fornece a fundação e informação para construir e melhorar os processos; A ITIL não fornece instruções de trabalho, só a organização sabe como se trabalha seguindo as melhores práticas fornecidas pela ITIL. 25 2.1 Central de Serviços (Service Desk) “A Central de Serviços, também conhecida em inglês como ServiceDesk, é uma função dentro da TI que tem como objetivo ser o ponto único de contato entre os usuários / clientes e o departamento de TI.” (OGCb, 2001, p. 14). A proposta sugerida é separar dentro das operações de TI quem faz parte do suporte aos usuários de quem vai realizar atividades de resolução de problemas e desenvolvimento. Ter uma área específica para o suporte traz vantagens para os usuários, propiciando um suporte com maior agilidade e qualidade, e para a equipe de TI mais eficiência, pois o técnico especialista acaba não sendo mais interrompido pelas chamadas diretas dos usuários. “Não há nada mais aborrecedor do que você ligar para um número de suporte e passar por várias pessoas e departamentos para poder resolver o seu problema” (OGCa, 2001, p. 27). Com a Central de Serviços haverá pessoas focadas em resolver as solicitações dos usuários, evitando colocar os usuários diretos com a equipe de desenvolvimento. A Central de Serviços é uma evolução do conceito do Help Desk. Um Help Desk tradicionalmente atende problemas de hardware e ajuda a softwares básicos, já a Central de Serviços assume todas as solicitações dos usuários relacionadas a qualquer serviço prestado pela a área de TI. A Central de Serviços não é um processo dentro da ITIL é uma função. O Gerenciamento de Serviços de TI está criado em torno da entrega de níveis de serviços estabelecidos aos usuários finais. Segundo (OGCa, 2001, p. 48) os objetivos da Central de Serviço são: fornecer um único ponto de contato com o cliente; facilitar a restauração operacional do serviço no mínimo impacto para o negócio do cliente dentro dos níveis de serviços acordados e prioridades ao negócio. Por exemplo, em uma empresa X (figura 3) do estado de Minas Gerais, que possue clientes da região, clientes do Brasil e internacionais, uma Central de Serviços funciona como ponto único de contato. 26 Figura 3. Exemplo Central de Serviços em uma empresa X. (Empresa X, 2006) A figura 3 mostra uma Central de Serviços com várias posições de atendimento. A empresa X situada no estado de Minas Gerais funciona 24 horas e 7 dias por semana. A infra-estrutura da Central de Serviços possui três camadas diferentes: • Nível 1: Suporte por telefone e monitoração de sistemas. O nível 1 responde todas as chamadas relatadas para o suporte de TI e Telecom. A ligação deverá ser respondida por um técnico que tentará monitorar o incidente com o usuário, e se o cliente da empresa X permitir, a solução do incidente através do acesso remoto no computador do usuário. Se o incidente não for resolvido durante a ligação, o técnico deverá encaminhar o incidente para o nível 2 de suporte. O nível 1 também monitora a infra-estrutura e equipamentos de TI, tais como: fornecimento de água, energia, ar condicionado, luz e os sistemas de TI, que deverão ser baseados em procedimentos para responder aos eventos do nível 1 podendo então a Central de serviços chamar o responsável pelo sistema alarmante. A solução pode ser encontrada internamente, por parte da equipe de TI do cliente que contrata os serviços, ou até mesmo por um fornecedor contratado pela Empresa ou pelo cliente. • Nível 2: Suporte OnSite (Suporte Local) 27 O nível 2 é solicitado pelo nível 1 para solução de incidentes no local de trabalho do cliente. O técnico deverá então verificar o computador do usuário e tentar resolver seu incidente, se a solução é relatado por algum incidente ou defeito de hardware, o computador deverá ser substituído e deverá ser restaurada a operação normal de todos os sistemas. • Nível 3: Suporte especializado em solução de incidente. O nível 3 é composto por vários técnicos especializados nas áreas de servidores, telecomunicações, intra-estrutura, cabeamento, manutenção de aplicações, banco de dados, rede e controle de acesso. 2.1.1 Central de Serviço Centralizada Figura 4. Tipo de Central de Serviço Centralizado. (OGCa, p. 39) A figura 4 mostra o processo de contato entre o cliente e a Central de Serviços, por exemplo, vários clientes podem ligar na Central de Serviço e informar 28 sobre seus problemas, exemplificando, um erro de acesso a uma determinada aplicação, a Central de Serviço por sua vez, através de um software de conexão remota, conecta na máquina do usuário, identifica o incidente, em seguida é registrado e resolvido, ou repassado para um outro nível de solução de incidentes, que poderia ser o grupo de suporte a aplicações, ou um grupo de especialistas. 2.1.2 Central de Serviço Virtual Figura 5. Tipo de Central de Serviço Virtual. (OGCa, p. 40) A figura 5 mostra um exemplo de Central de Serviço Virtual, que pode ser situada e acessada em qualquer lugar do mundo. Se uma empresa possua várias localizações, os seus principais benefícios são: redução de custos operacionais, um escopo para uma avaliação de administração consolidada e uma melhor utilização dos recursos disponíveis. Porém, a primeira restrição para a Central de Serviço Virtual é a necessidade da presença de um especialista local. (OGCa, p. 39). 29 Na empresa X, tem-se como exemplo, a centralização da Central de Serviço no estado de Minas Gerais, assim qualquer problema relacionado a software, através um software de conexão remota, a Central de Serviço começa a atuar sobre o incidente. 2.1.3 Central de Serviço On Site (Local) Figura 6. Tipo de Central de Serviço Local. (OGCa, p. 38) Na empresa X, a figura 6 exemplifica o processo de contato do cliente com a Central de Serviço. Por exemplo, vários clientes podem ligar na Central de Serviço informando sobre um incidente de hardware, no entanto o cliente identifica o incidente, registra e encaminha para um outro grupo solucionador que fica responsável de localizar o usuário e resolver seu incidente trocando ou concertando o hardware. A Central de Serviços é responsável por registrar todos os incidentes e controlá-los. A Central de serviços pode usar diferentes origens para registrar os incidentes, como por exemplo: Telefone, E-mail, Internet, Fax ou Visita Pessoal. Sendo um ponto único de contato para o Serviço em TI, a Central de Serviço deve ter um vínculo com todos os processos dentro da ITIL. Com alguns processos este vínculo é mais claro que com outros. “A Central de Serviços é, de fato, um aspecto operacional importante 30 do processo do Gerenciamento de Incidentes. A Central de Serviços registra e controla os incidentes (OGCa , 2001, p. 13). Os incidentes podem ser relacionados aos Itens de Configuração. Se este vínculo for suportado por um software, há condições de futuramente fazer todo o rastreamento de incidentes ocasionado com determinado equipamento na infraestrutura (OGCa , 2001. p. 122). Isto também permitirá a equipe da Central de Serviços resolver rapidamente os incidentes buscando soluções relacionada ao Item de Configuração ou ao problema relacionado. A implementação de uma Central de Serviços poderá trazer vários benefícios para a TI e o negócio: • Aumento de acessibilidade: ponto único de contato, suporte sempre disponível; • Produtividade: a equipe de 2º. nível não é interrompido por chamadas de usuários; • Redução de impacto: rapidez na restauração dos serviços; • Disponibilidade do atendimento; • Percepção de qualidade e satisfação dos clientes; • Melhor trabalho em equipe; • Melhor comunicação: a equipe da Central de Serviços terá habilidades para o relacionamento com o usuário, e será focada em dar o feedback de suas solicitações; • Indicadores para gestão e suporte à decisão. Às vezes Central de Serviços faz algumas mudanças pequenas e tem um vínculo com o Gerenciamento de Mudanças e o Gerenciamento de Liberações. 31 2.2 Suporte de Serviço (Service Support) 2.2.1 Gerenciamento de Incidentes (Incident Management) Um Gerenciamento de Serviços de TI está orientado a entrega de níveis de serviços com qualidade e com a rapidez que o negócio exige, para isto é necessário ter um processo de tratamento de incidentes eficaz e eficiente, capaz de monitorar os níveis de serviços, escalando os incidentes quando necessário. Este é um dos processos mais reativos, pois entrará em atuação a partir de incidente levantado por usuários ou ferramentas de monitoramento. Entretanto, este processo é vital para manter a agilidade dos serviços de TI. É importante considerar também que as informações dos incidentes levantadas neste processo serão de grande importância para o processo de Gerenciamento de Problemas. “O processo de Gerenciamento de Incidentes tem como missão restaurar o serviço normal o mais rápido possível com o mínimo de interrupção, minimizando os impactos negativos nas áreas de Negócio” (OGCa, 2001. p. 71). Como por exemplo, na empresa X, onde possuem vários servidores de Internet, e seus clientes ficam o tempo todo buscando informações e repassando para seus clientes. Se estes servidores pararem a Central de Serviço é responsável para solucionar o incidente. O Nível 1 identifica e registra o incidente, logo em seguida encaminha a solicitação para o Nível 3 (descrito no exemplo da figura 3), grupo de especialistas, que por sua vez, detecta e grava o incidente, classifica e inicia o suporte, durante o suporte é investigado e diagnosticado, depois de identificado é resolvido e recuperado, em seguida o incidente é fechado e monitorado. 32 Figura 7. Progresso do Incidente. (Empresa X, 2006) A figura 7 mostra um evento que conduz a um contato com o NOC (Network Operation Center, nome dado a Central de Serviço da Empresa X), se torna parte do processo de gestão de incidente. Os contatos originam-se de múltiplas fontes. Os clientes afetados são os contatos mais comuns, mas fornecedores, alarmes ou outros processos geridos por TI ou Telecom também podem reportar incidentes. Os contatos podem ser reportados via e-mail, telefone, alarmes ou constatação física através de visitas da equipe técnica à operação. Todos os incidentes relativos ao processo de gestão de incidente originam-se de contatos, mas nem todos os contatos resultam em novos incidentes. Quando o NOC recebe um contato, ele cria um novo incidente para documentar este evento ou atualiza um incidente existente. O NOC é responsável, inicialmente, por executar com sucesso a gestão de incidente. Por isso, o NOC herda os objetivos da 33 gestão de incidente: resolução de incidentes rápida e eficientemente. Entretanto, estes objetivos nem sempre podem ser atendidos. Às vezes, o NOC confia nos seus parceiros de escalação para a resolução, mas ainda é o responsável pela execução do processo. Para garantir que isto aconteça, o NOC controla a performance do parceiro e empreende a ação apropriada para assegurar que os incidentes sejam resolvidos dentro do período adequado. O resultado desejado do processo de gestão de incidente é a resolução definitiva do incidente. Em alguns casos, o incidente é causado por erros dentro da infra-estrutura de TI e / ou Telecom. Nesses casos, uma solução temporária é desenvolvida para restaurar o ambiente à produtividade. Nenhum ambiente pode tolerar soluções temporárias e ter níveis de serviço satisfatórios. Uma resolução definitiva, através da identificação da causa raiz do incidente, deve ser encontrada e implementada para prevenir a repetição do incidente. Esta resolução definitiva muitas vezes necessita de modificação na infra-estrutura de TI e/ou Telecom. A modificação de determinado IC (Item de Configuração) ou grupo de itens de configuração, quando identificado, deve ser implementada. Desta forma, a repetição do incidente é eliminada definitivamente. Quando o incidente não é resolvido e uma solução temporária é desenvolvida, o incidente é classificado como erro conhecido. Os erros conhecidos não devem ser tolerados indefinidamente. A resolução de erros conhecidos normalmente necessita de uma modificação na infraestrutura de TI e/ou Telecom. Esta modificação na infra-estrutura de TI e/ou Telecom é feita através dos processos de gestão de mudança e gestão de versões, geridos pelo processo de gestão de problema. 2.2.2 Gerenciamento de Problemas (Problem Management) A maioria dos departamentos de TI tem como tarefa diária apagar incêndios. O grande volume de chamados com erros em sistemas, mau funcionamento dos componentes de hardware acaba criando um gargalo para a equipe de suporte. O dia-a-dia corrido da equipe acaba fazendo com que os problemas não sejam resolvidos definitivamente, utilizando apenas soluções não permanentes para contornar a pressão dos usuários, é como se colocasse a poeira 34 em baixo do tapete. O problema da qualidade da solução faz com que o incidente volte acontecer, novamente ocupando o tempo da equipe de suporte para resolver o incidente. O que acaba acontecendo é que a equipe de suporte quase nunca resolve o incidente de forma definitiva devido à falta de tempo. Uma forma de reduzir a quantidade de incidentes é evitando a sua recorrência. Através do processo de Gerenciamento de Incidentes os problemas com causas não identificadas serão analisados e corrigidas para que não voltem a repetir. Este processo terá outra preocupação: registrar todos os Erros Conhecidos e Soluções de Contorno, pois com isto será possível fazer uma melhor gestão do conhecimento, fazendo com que a maioria dos incidentes sejam concluídos no 1º. Nível de suporte. Dependendo do ramo de negócio, algumas empresas conseguem fazer com que 80% dos incidentes sejam resolvidos diretamente no 1º. Nível através do uso de uma Base de Conhecimento. É importante o Processo de Gerenciamento de Problemas vir acompanhado do Gerenciamento de Mudanças, fazendo com que a correção dos erros sejam previamente analisadas em relação aos riscos, pois muitas vezes a correção de um incidente acaba gerando mais incidentes e criando impacto para os usuários. Este processo tem como missão minimizar a interrupção nos serviços de TI através da organização dos recursos para solucionar problemas de acordo com as necessidades de negócio, prevenindo a recorrência dos mesmos e registrando informações que melhore a maneira pela qual a organização de TI trata os problemas, resultando em níveis mais altos de disponibilidade e produtividade. (OGCa, 2001, p. 95). O processo é focado em encontrar relacionamentos entre os incidentes, problemas e erros conhecidos. A atividade chave para estas 3 áreas é compreender a "análise da causa raiz". O princípio básico está em começar com muitas possibilidades e ir estreitando até encontrar a causa raiz final. 35 Figura 8. Progresso do Controle do Problema. (OGC, 2001. p. 101) A ocorrência de alguns incidentes são inevitáveis, muitos outros incidentes são causados por erros de alguém da organização, isso aumenta conforme a complexidade dos serviços de TI. A figura 8 mostra as atividades do processo de controle de problemas, sendo um controle de problema reativo o processo é voltado em identificar a causa raiz do problema e prevenir futuras ocorrências, sendo definido em três fases: identificação e registro do problema, classificação do problema em termos de impacto para o negócio, investigação e diagnose do problema, gerando assim um pedido de mudança e possível resolução e fechamento do problema. Assim quando a causa raiz é identificada é iniciado um novo processo de controle do erro, onde o controle do erro cobre os processos envolvidos na correção bem sucedida de erros conhecidos. Na empresa X, o Gerenciamento de Problemas é tratado por uma equipe especializada em TI e Telecom, na qual é responsável pela administração do ambiente. Quando um incidente acontece várias vezes, como, por exemplo, um PABX (Private Automatic Branch Exchange - Troca automática de ramais privados) que durante o dia fica indisponível várias vezes de efetuar ligações, é considerado 36 um problema. No entanto o problema é identificado e monitorado, após sua classificação o problema é investigado e diagnosticado para encontrar a sua causa raiz. Depois de identificado a causa raiz, um pedido de mudança é solicitado e em seguida a solução e fechamento do problema junto com o cliente. Figura 9. Atividades da fase Controle do Problema. (Empresa X, 2006) 37 A figura 9 exemplifica as atividades da fase de Controle do Problema: Primeiro é identificar o problema, onde problemas não são apenas os incidentes, eles podem ser identificados por qualquer pessoa na empresa. As principais causas do problema podem ser relacionadas a problemas operacionais, ao hardware ou software, a rede ou alguma mudança realizada, sem analisar os impactos no ambiente de TI. Segundo é a verificação das informações onde são avaliadas as informações disponibilizadas pelos clientes, todas as informações são coletadas nesta atividade devem ser registradas, pois elas poderão ser utilizadas na investigação da solução definitiva. O objetivo é evitar que os mesmos questionamentos sejam realizados mais de uma vez. Terceiro é o Registro do Problema, onde o problema é registrado, sua importância permite a reconstituição do problema, o treinamento da equipe e a análise de tendência de ocorrência de problemas. Quarto a classificação do problema é fundamental para a metodologia de Gerenciamento de Problemas, pois permitem definir, de forma precisa, a velocidade e a eficiência na qual o problema será tratado. Quinto, onde é determinada a causa raiz do problema identificado. 2.2.3 Gerenciamento de Mudanças (Change Management) Como já visto anteriormente a área de TI tem se tornado crítica para as operações do negócio em virtude das dependências que o negócio tem sobre a TI para continuar funcionando. Cada vez mais os usuários exigem níveis de serviços mais altos para alcançar os objetivos do negócio. E percebemos ainda que a área de TI está em constante mudança para atender a demanda da evolução do cenário de negócios, realizando implementações nos sistemas, implementando mais capacidade para os serviços, criando novas políticas de segurança, entre outras. É sabido também que a maioria dos problemas relacionados com a qualidade dos serviços normalmente está relacionada a alguma mudança já realizada anteriormente. Mudanças mal feitas, sem planejamento e testes adequados podem resultar em mais problemas, muitas vezes desastrosos, trazendo prejuízos ao negócio. Vários problemas de indisponibilidade dos serviços está relacionado a uma falha de configuração do operador. Como estamos tão dependentes dos serviços de TI, não podemos mais aceitar falhas brutais nas 38 mudanças implementadas. “Através do processo de Gerenciamento de Mudanças todas as implementações e alterações na infra-estrutura de TI serão analisadas e planejadas para que se tenha o menor risco e impacto” (OGCa, 2001, p. 165). Segundo OGCa (2001, p. 170) o conceito básico do processo de Gerenciamento de Mudança está mais relacionado a processos gerenciais do que técnico. O processo de Gerenciamento de Mudanças será descrito com mais detalhes no Capítulo 3. Na empresa X, o Gerenciamento de Mudança, acontece da seguinte forma: O pedido de mudança é solicitado através do preenchimento de um documento padronizado na empresa, o documento deve ser encaminhado até o terceiro dia útil da semana para que o Gerente das Mudanças conhecido como Change Manager, filtrem os pedidos conforme sua prioridade, o pedido de mudança é levado para um Comitê, onde participam especialistas de suporte e a gerência de TI, que por sua vez discutem, se aprovam ou rejeitam o pedido de mudança. Se o pedido for aprovado, o Change Manager coordena a implementação da mudança, e após a sua implantação a mudança é revisada e fechada. Se o pedido for reprovado um novo estudo será analisado, em seguida o pedido é novamente encaminhado para o comitê. Nem toda solicitação de mudança é encaminhada para o Comitê, por exemplo, mudanças rotineiras que são consideradas alterações diárias do ambiente são executadas, porém documentadas. Maiores informações serão detalhadas no capítulo 3, “Gerenciamento de Mudanças”. 2.2.4 Gerenciamento de Liberação (Release Management) Com o aumento da complexidade dos sistemas e a maior necessidade das organizações de TI em fornecer um ambiente estável, a liberação de um novo software ou hardware dentro do negócio precisa ser controlada com mais atenção. Este processo dentro da ITIL se preocupa em fornecer um meio estruturado para o Gerenciamento de Liberação na infra-estrutura a partir do planejamento da liberação (release) até a instalação de fato. Os relacionamentos com o Gerenciamento de Mudanças e Configuração são chaves para este processo, 39 os três juntos estão intimamente ligados. O Gerenciamento de Liberação fornece um gerenciamento físico de softwares e hardwares. Informações sobre os componentes de hardware e software da TI e seus relacionamentos com outros são armazenados no CMDB – Configuration Management Data Base (Banco de Dados do Gerenciamento da Configuração). O Gerenciamento de Liberação gerencia mudanças planejadas e aplicadas a software e hardware na infra-estrutura de TI (OGCa, 2001, p. 203). O Gerenciamento de Liberação é o processo que “protege” o ambiente de produção. A proteção vem em forma de procedimentos formais ou testes extensivos relacionados a mudanças de software ou hardware que estão sendo propostas dentro do ambiente de produção. (OGCa, 2001, p. 203). Antes do Gerenciamento de Liberação • Alto risco a vírus • Incidentes/Problemas devido a plano de liberação de software fraco • • Aumento na carga de trabalho com múltiplas versões em produção Implementação do Gerenciamento de Liberação Após o Gerenciamento de Liberação • Redução do risco a vírus • Redução de Incidentes / Problemas devido a liberações de softwares fracas • Melhor aproveitamento dos recursos (Equipe de TI e software e hardware) Perda dos softwares originais que foram comprados Figura 10. Procedimento Gerenciamento de Liberações. (Empresa X, 2006) A figura 10 mostra algumas das situações básicas antes e depois que envolvem o processo de Gerenciamento de Liberação. O processo começa com o planejamento de uma nova liberação, seja ela um software ou hardware e termina com uma liberação documentada, armazenada com segurança, com o menor impacto possível nas atividades do dia-a-dia da organização. Na empresa X toda a implantação ou alteração de um novo software é homologada e testada antes em um ambiente de teste, após o aceite da homologação é realizado o pedido de mudança, para que seja executado pela equipe especialista. 40 2.2.5 Gerenciamento da Configuração (Configuration Management) Através do armazenamento e gerenciamento de dados relacionados à infra-estrutura de TI, o processo de Gerenciamento da Configuração dá a organização de TI um controle maior sobre todos os ativos de TI. Quanto mais dependentes dos sistemas de TI as organizações são, mais importante se torna o Gerenciamento da Configuração. (OGCa, 2001, p. 121). E, entretanto, necessário manter um registro de todos IC’s (Ativos de TI) dentro da infra-estrutura de TI. O Gerenciamento da Configuração tem como objetivo fornecer um “modelo lógico” da infra-estrutura de TI, identificando, controlando, mantendo e verificando versões de todos os IC’s. O processo de Gerenciamento da Configuração quase poderia ser considerado um processo pivô para todos os outros (especialmente para os de Suporte a Serviços). O Gerenciamento da Configuração é considerado o processo central e que fornece suporte a outros processos da ITIL fornecendo informação sobre a infra-estrutura de TI. Segundo OGCa (2001, p. 124) nos dias de hoje as grandes e complexas infra-estruturas de TI, requerem Gerenciamento de Configuração para as ferramentas de suporte pelo qual incluem o CMDB, onde a gestão de configurações deve ter os seguintes objetivos: • Contabilizar todos os recursos de TI e configurações na empresa e seus serviços. • Fornecer informações precisas sobre configurações e sua documentação para suportar todos os outros processos de Service Management. • Verificar os registros de configuração contra a infra-estrutura e corrigir quaisquer exceções. Ao alcançarem estes objetivos, as empresas poderão beneficiar de forma significativa em termos de controle, integração e apoio de decisões: Controlar significa verificar e corrigir os registros de configuração mostrando um maior nível de controle sobre a sua infra-estrutura. Por exemplo, ao controlar as versões dos itens de configuração, reduz a complexidade do seu 41 ambiente, reduzindo os custos de suporte. Os itens que desaparecem ou aparecem sem terem sido pagos serão notados, ajudando-o a controlar o ativo e evitar questões jurídicas, exercendo assim um maior controle sobre o ambiente. Integração significa quando processos como Gestão de Incidentes, Gestão de Problemas, Gestão de Mudanças e Gestão de Liberações são baseados num registro atual da sua configuração, podem ser integrados, reduzindo erros e custos administrativos. Por exemplo, pode – se integrar os processos de Gestão de Incidentes e Gestão de Mudanças de duas formas: quando a resolução de um incidente requer uma alteração, a aplicação de gestão de incidentes pode criar automaticamente esse pedido de alteração. Uma aplicação de Gestão de Incidentes ou Problemas pode utilizar um modelo de serviços para identificar alterações anteriores que possam ter causado uma falha. A integração de todos os processos TI relacionados com a configuração pode reduzir o número de pessoal necessário para administrar o seu ambiente, permitindo poupar dinheiro. Apoio de decisões significa que, os gestores de TI beneficiam de fato de terem estas informações precisas de configuração planejadas para os seus processos de gestão de serviços. A tomada de decisão é, ou, torna –se mais fácil se posuir dados completos e precisos, o que resulta em melhores estimativas de desempenho e recursos. Poderá comprometer-se com níveis de serviço com maior confiança e a sua gestão de risco irão melhorar, reduzindo tempos de indisponibilidades não planejados. Figura 11. Procedimento Gerenciamento de Configurações. (Empresa X, 2006). 42 A figura 11 mostra que o processo de Gerenciamento da Configuração, quase poderia ser considerado um processo pivô para todos os outros (especialmente para o Suporte a Serviços). O Gerenciamento da Configuração é considerado o processo central e que fornece suporte a outros processos da ITIL fornecendo informação sobre a infra-estrutura de TI. A maior entrada no processo vem do Gerenciamento de Mudanças, requisitando informações sobre itens que serão afetados ou reportando o status dos itens mudados. O processo inicia com o projeto, população e implementação do CMDB – Configuration Management Database (Banco de Dados do Gerenciamento da Configuração). É responsabilidade do Gerenciamento da Configuração manter o CMDB. A população do CMDB pode ser cara e um exercício prolongado dependendo do escopo da infra-estrutura de TI que está sendo gerenciado e do nível de detalhes sobre cada item requisitado (ferramentas de auditoria automática podem ajudar em grande parte aqui). As saídas do processo são relatórios para o gerenciamento de TI e também a constante disponibilidade de informação que podem ser fornecidas a partir do CMDB a outros processos. Na empresa X, toda a documentação é registrada e gravada em um sistema através de um banco de dados, contendo todas as características de software e hardware dos equipamentos. O CMDB se relaciona entre todos os componentes do sistema, incluindo Incidentes, Problemas, Erros Conhecidos, Mudanças e Liberações. O CMDB também é usado para armazenar e controlar os detalhes dos usuários de TI. 2.3 Entrega de Serviço (Service Delivery) 2.3.1 Gerenciamento do Nível de Serviço (Service Level Management) O Processo de Gerenciamento de Níveis de Serviço gerencia o nível dos serviços prestados pela equipe de TI, ou seja, é o acordo feito entre o departamento de TI e os clientes, com o objetivo de definir o tempo de resolução 43 para cada solicitação realizada pelos clientes e tempo para restabelecimento de cada indisponibilidade ocorrida na operação. Este acordo é chamado de Acordo de Nível de Serviço – Service Level Agreements (SLA). (FRY 2003, p. 21) diz que não se podem gerenciar expectativas, mas podem-se gerenciar realidades. Ou seja, é importante que os acordos sejam formalizados para eliminar qualquer confusão entre as partes. A ITIL recomenda que se formalize tais acordos, registrando-os em um SC – Service Catalogue (Catalogo de Serviços). Caso a empresa não possua SLAs e SC, não existirá nenhum acordo de nível de serviço, causando um constante conflito entre a empresa contratada e seus clientes. Figura 12. Relação entre Cliente / Serviço com o Gerenciamento de Níveis de Serviço. (OGCb, p. 28) A figura 12 exemplifica a relação entre cliente / serviço e o Gerenciamento de Nível de Serviço da empresa X, ambos definem as características dos serviços e as responsabilidades de ambas as partes. Após a definição o processo é planejado, implementado, executado e controlado pelo Gerenciamento de Nível de Serviço. 44 Quando uma aplicação fica indisponível, ou um hardware fica danificado, a característica do SLA é garantir para o cliente o tempo que o problema será resolvido, no entanto a Central de Serviço terá um determinado tempo até a solução. Um dos elementos mais conhecidos no Gerenciamento do Nível de Serviço são os SLA’s. Segundo OGCb (2001, p. 28) os SLA’s permitem o departamento de TI e o cliente acordarem sobre quais serviços devem ser fornecidos, a disponibilidade necessária e seus custos. Estes níveis devem ser mensuráveis para ambos os lados poderem verificar se os níveis estão sendo atendidos. Outros elementos conhecidos no Gerenciamento de Nível de Serviço são: OLA - Operational Level Agreement (Acordo de Nível Operacional) e UC – Underpining Contract (Contratos de Apoio). Segundo MAGALHÃES (2006) as diferenças entre SLA, OLA e UC são: O SLA é um acordo entre a área prestadora de serviços de T.I. e seus clientes, por exemplo, o departamento de TI da empresa X cria um SLA para atender as necessidades de correio eletrônico do departamento comercial da empresa X. Este acordo deve deixar claro quais serviços que estão sendo oferecidos, Serviços do SC, e o nível de cada serviço (horas de funcionamento, downtime, horário do suporte, etc...). Para prestar este serviço, o departamento de TI talvez precise contratar serviços de terceiros para prestar o serviço de correio eletrônico para seus clientes, o link, por exemplo, mesmo que isto seja transparente para o Departamento Comercial da empresa X. Neste caso um contrato formal deve ser estabelecido entre o provedor de serviços externos e o departamento de TI, no exemplo, o provedor do link e o departamento de TI da empresa X. A este contrato a ITIL dá o nome genérico de UC. No entanto, em algumas ocasiões para prover serviços para seus clientes o departamento de TI precisa de serviços prestados por outras áreas da empresa, mas que não são terceiros. Por exemplo, pode ser que o departamento de engenharia da empresa X seja o responsável pela manutenção elétrica de todos circuitos da companhia, incluindo os serviços de geração de energia em caso de 45 emergências (geradores a diesel). Neste caso, o departamento de TI para atender aos seus clientes vai depender do serviço que outra área da empresa presta a ele, e sem o qual o atendimento a seus clientes pode ser prejudicado. Como não faz o menor sentido um contrato formal entre dois departamentos da mesma empresa, já que são a mesma entidade jurídica, é firmado um acordo operacional entre as eles. Este acordo é o Acordo de Nível Operacional ou OLA. Para isto o SLA é um acordo entre o provedor interno de serviços de TI e as áreas clientes. O UC é o contrato entre o provedor interno de TI e fornecedores externos. O OLA é um acordo entre o provedor interno de serviços de TI e outra área interna fornecedora de serviços necessários à TI. Na criação de um SLA os níveis de serviço devem levar em conta o acordado nos SLAs e UCs. O Gerenciamento de Nível de Serviço é o processo que forma o vínculo entre o departamento de TI e os clientes. Para implementar este processo com sucesso é necessário que os outros processos da ITIL já tenham sido implementados. Segundo OGCb (2001, p.27) “O foco principal deste processo é assegurar a qualidade dos Serviços em TI que são fornecidos, ao um custo aceitável ao negócio”. O processo de Gerenciamento do Nível de Serviço gerencia a qualidade dos Serviços em TI entregue conforme os acordos firmados entre os usuários e o departamento de TI. O objetivo do Gerenciamento do Nível de Serviço é manter e melhorar a qualidade dos serviços através de um ciclo constante de acordos, monitoração, relatórios e melhoria dos níveis atuais de serviços. Ele é estrategicamente focado no negócio, mantendo o alinhamento entre o negócio e a TI. 2.3.2 Gerenciamento da Disponibilidade (Availability Management) As organizações estão se tornando cada vez mais dependentes sobre os serviços em TI, quando eles ficam indisponíveis, na maioria dos casos o negócio também para. Existe também um crescente aumento para 7 dias por semana, 24 horas por dia de disponibilidade dos serviços em TI. (OGCb, 2001, p. 211). Desta forma é vital para a organização de TI gerenciar e controlar a 46 disponibilidade dos serviços em TI. Isto é feito definindo - se os requisitos a partir dos negócios relacionados com a disponibilidade dos serviços de TI e depois os combinando com as possibilidades da organização de TI. O objetivo do Gerenciamento da Disponibilidade é conseguir um mapeamento claro dos requisitos do negócio relacionados com a disponibilidade dos Serviços em TI e otimizar a capacidade da infra-estrutura para alinhar a estas necessidades. (OGCb, 2001, p. 211) Uma entrada para isto é: “Assegurar a mais alta disponibilidade possível dos serviços em TI para que o negócio consiga alcançar seus objetivos”. (OGCb, 2001, p. 211). Figura 13. Processo de Gerenciamento de Disponibilidade. (OGCb, p. 219). A figura 13 exemplifica o escopo do Gerenciamento de disponibilidade cobrindo o desenho, implementação, medindo e gerenciando a disponibilidade dos Serviços de TI. Mostra também as entradas e saídas do processo, tendo como contribuição fundamental para o processo de administração de disponibilidade, são elas: para entrada: exigências de disponibilidade do negócio, uma avaliação de impacto no negócio, a disponibilidade ou confiança da infra-estrutura de TI, informações sobre as falhas dos serviços de TI, configuração e monitoramento dos dados que pertencem a cada Serviço de TI e acordos de níveis de serviços definidos para o serviço prestado, para saída: disponibilidade e recuperação dos Serviços de TI, prevenção para minimizar impactos, acordos e objetivos de disponibilidade, 47 relatórios de disponibilidade e plano para melhoria da disponibilidade. Na empresa X, através de um software de gerenciamento é responsável por gerenciar e controlar a disponibilidade dos Serviços prestados em TI para seus clientes, os equipamentos são monitorados e gerenciados 24 horas por dia, dependendo do negócio que foi vendido para o cliente, por exemplo, existem servidores de arquivos que são monitorados, e quando seu espaço em disco chega a um determinado limite, é gerado um alarme informando que há algo de errado e uma solução é necessária. 2.3.3 Gerenciamento da Capacidade (Capacity Management) “Segundo OGCb (2001, p. 119) o processo de Gerenciamento da Capacidade foi desenhado para assegurar que a capacidade da infra-estrutura de TI esteja alinhada com as necessidades do negócio”. “Segundo OGCb (2001, p. 121) o propósito principal do Gerenciamento da Capacidade é entender e manter os níveis de entrega de serviços requisitados a um custo aceitável”. Através de investigação sobre as necessidades de capacidade técnicas e do negócio, este processo irá gerenciar a capacidade necessária na infraestrutura de TI para cumprir os requisitos do negócio. O plano de capacidade é o documento principal que descreve as necessidades previstas para o próximo período. O objetivo principal do Gerenciamento da Capacidade segundo OGCb (2001, p. 121) é entender os requisitos de capacidade do negócio e controlar entrega desta capacidade no presente e no futuro. O Gerenciamento da Capacidade é também responsável por entender a vantagens potenciais que as novas tecnologias podem trazer para a organização. 48 Figura 14. Processo de Gerenciamento de Capacidade. (OGCb, p. 124). A figura 14 mostra as entradas que são várias fontes de informações pertinentes ao processo que consiste em vários sub processos pelo qual há várias atividades, as saídas são usadas dentro de outras partes do processo, por outros processos do Gerenciamento de Serviço e por outras partes da organização. Na empresa X, o gerenciamento de capacidade é feito através de um software de monitoramento, por exemplo, um servidor gera alarmes informando memória muito alta, no entanto é identificado que é necessário adicionar mais memória no servidor, no entanto o Gerenciamento de Capacidade é responsável pela necessidade do recurso na empresa. 2.3.4 Gerenciamento da Continuidade dos Serviços em TI (Service Continuity Management) Ainda existem poucos gerentes que o vêem o ITSCM – IT Service Continuity Management (Gerenciamento da Continuidade dos Serviços em TI) como uma luxúria para a qual se não se direciona nenhum recurso. Porém, cada vez mais desastres ocorrem freqüentemente. As causas de tais desastres são eventos como o incêndio, queda de raio, enchente, roubo, vandalismo, falta de energia ou ainda ataques terroristas. Um Plano de Continuidade para o Negócio poderia salvar muitas empresas que foram afetadas por uma série de problemas ou ainda seus próprios negócios. Os negócios estão tornando-se cada vez mais dependentes da TI, os 49 impactos da indisponibilidade dos Serviços em TI tem aumentado drasticamente. Cada vez que a disponibilidade ou desempenho de um serviço é reduzido, os usuários não podem continuar a trabalhar normalmente. Esta tendência continuará fazendo com que a dependência da TI continue aumentando as exigências dos usuários, gerentes e executivos. É por isto que é importante estimar o impacto sobre a perda dos serviços em TI e se faça um Plano de Continuidade que assegure que o negócio sempre poderá continuar suas operações. O objetivo do processo de ITSCM segundo OGCb (2001, p. 163) é suportar de forma geral o Gerenciamento da Continuidade de Negócio, assegurando que os requisitos técnicos da TI e facilidades de determinados serviços (incluindo sistemas computacionais, redes, aplicações, telecomunicações, suporte técnico e Central de Serviços) possam ser recuperados dentro de escalas de tempo requeridas e acordadas. Figura 15. Processo de Gerenciamento de Continuidade do Negócio. (OGCb, p. 171). 50 A figura 15 mostra o Processo de Gerenciamento de Continuidade do Negócio, que é dividido em quatro etapas: a primeira que é a fase de iniciação depende em até que ponto as instalações de contingência foram aplicadas dentro da organização, a segunda onde é feita análise de impacto, avaliação de riscos e a estratégia da continuidade do negócio, determinam como a organização sobreviverá a uma interrupção ou desastre na organização e seus custos envolvidos, a terceira etapa que é o processo de implementação, uma vez que a estratégia estiver de acordo com o ciclo de vida da Continuidade do Negócio, envolvendo se a TI a um nível detalhado, esta etapa implementa as medidas de redução de riscos, desenvolve os planos de recuperação, desenvolve procedimentos e empreende os testes iniciais, já na etapa quatro depois de implementado e planejados há uma necessidade de assegurar que o processo é mantido como sempre como parte do negócio, isto somente é alcançado com o gerenciamento operacional em educar e conscientizar os envolvidos treiná-los, rever regularmente os processos, estabelecer um programa de testes regularmente para assegurar os componentes críticos e obter a garantia da qualidade do Gerenciamento de Continuidade dos Serviços de TI. PSTN 0800 Figura 16. Interligação entre empresa. (Empresa X, 2006) A figura 16 exemplifica o processo de Continuidade do Negócio da Empresa X, onde tem - se a interligação das empresas através de um link dedicado, um em Minas Gerais e outro no estado de São Paulo, que também estão interligadas 51 por uma rede pública da empresa prestadora do serviço. A empresa fornece Serviços que opera 24 horas por dia e 7 dias por semana, inclusive pessoas treinadas trabalhando diariamente, caso venha acontecer algum desastre, o fluxo de ligações encaminhadas para a empresa X em Minas Gerais redirecionará todas as chamadas para o estado de São Paulo. Porém, com menos pessoas para o atendimento, mas garantindo a disponibilidade do serviço, assim acontece também em caso de algum problema na empresa situada no estado de São Paulo, que também possuem toda contingência pronta para o atendimento na região de Minas Gerais. 2.3.5 Gerenciamento Financeiro para Serviços em TI Segundo OGCb (2001, p. 59) os Serviços de TI são normalmente vistos como críticos no negócio ou organização. Nos últimos anos os negócios se tornaram mais dependentes da TI para realizar suas operações, conseqüentemente o número de usuários aumentou e também aumentou a quantidade de gastos em TI (orçamento de TI). Desta forma também os clientes das organizações de TI e os diretores perceberam que está se gastando muito dinheiro na área de TI. Ainda, leva-se em conta que estes investimentos precisam trazer um aumento da qualidade dos serviços prestados e ter um custo-efetivo maior. Por outro lado, organização de TI acha que está fazendo um bom trabalho, mas acha muito difícil explicar na linguagem do negócio os custos reais e benefícios dos serviços em TI fornecidos. Organizações (clientes e diretores) são relutantes a gastar dinheiro para melhorar os serviços de TI se eles não tiverem um número claro dos custos envolvidos e os benefícios que isto pode trazer para o negócio. O Gerenciamento Financeiro para Serviços em TI pode tornar os custos mais claros, criando um método de cobrança e dando aos clientes uma idéia sobre a relação qualidade / preço. Em outras palavras, o Gerenciamento Financeiro promove a execução dos Serviços em TI como se fosse uma operação do negócio. Segundo OGCb (2001, p. 61) o objetivo do processo de Gerenciamento Financeiro para os Serviços em TI para um departamento de TI interno deve ser: fornecer um custo-efetivo para os gastos aplicados nos ativos de TI e recursos usados para fornecer os Serviços em TI. Em um ambiente comercial, 52 podem haver premissas que irão refletir no lucro e ações de marketing da organização, mas para qualquer serviço em TI os objetivos deverão incluir: contabilização completa dos gastos em serviços de TI e atribuição destes custos aos serviços entregue aos clientes. Assistência às decisões da gerência sobre os investimentos, fornecendo cases de negócios para Mudanças nos Serviços de TI. O foco principal deste processo é o entendimento dos custos envolvidos na entrega de Serviços em TI (atribuindo os custos para cada Serviço em TI especifico e Clientes). Esta consciência dos custos melhora a qualidade de todas as decisões feitas em relação aos gastos de TI. A cobrança dos custos do cliente é opcional. (OGCb, 2001, p. 61). Figura 17. Processo de Gerenciamento Financeiro para Serviços em TI. (Empresa X, 2006). A figura 17 exemplifica o Processo Financeiro para Serviços em TI, que consiste de três sub-processos: Elaboração do Orçamento (obrigatório). A Elaboração do Orçamento é o processo de predizer e controlar os gastos em dinheiro dentro da organização e consiste de um ciclo de negociação periódico para criar orçamentos (normalmente anual) e monitoração diária dos orçamentos. A Elaboração do Orçamento assegura que os recursos em dinheiro necessários estão disponíveis para o fornecimento de serviços em TI e que durante o período do orçamento eles não serão extrapolados. 53 Todas as organizações têm uma rodada de negociações periódicas (ex. anual) entre os departamentos de negócio e a Organização de TI cobrindo os planos de despesas e programas de investimentos acordados, o qual no final das contas acaba criando o orçamento para a TI. Contabilidade de TI (obrigatório). A Contabilidade de TI é um conjunto de processos que possibilita a organização contabilizar de que forma o dinheiro é gasto (particularmente identificando os custos por cliente, serviço e atividade). Cobrança (opcional). A Cobrança é um conjunto de processos necessários para emitir as contas aos Clientes dos serviços fornecidos a eles. É necessário ter o apoio da Contabilidade de TI para que isto possa ser feito de uma forma simples, clara e correta. Dentro das organizações existem dois tipos de ciclos associados com a elaboração de orçamento, contabilidade de TI e cobrança. Um ciclo de planejamento (anual) onde as projeções de custos e previsão de carga de trabalho formam a base para o cálculo de custos e formação de preços, e um ciclo operacional (mensal ou trimestral) onde os custos são monitorados e comparados com os orçamentos, faturas são emitidas e as receitas geradas. 2.4 Exemplo da Relação dos Processos Figura 18. Relação dos Processos ITIL. (CA, 2007) 54 Segundo CA (2007) a figura 18 ilustra as principais interações dos Processos da ITIL. Por exemplo, o Gerenciamento de Mudanças está relacionado com todas as disciplinas de entrega de serviços. Ele pode querer entradas do Gerenciamento Financeiro para entender os custos da mudança ou entradas vindas do Gerenciamento da Capacidade para entender as implicações da mudança na infra-estrutura. De forma similar, Gerenciamento da Configuração fornece informações a todas disciplinas de Entrega de Serviços sobre a estrutura da organização. Todas as disciplinas trabalham juntas para fornecer Gerenciamento de Serviços ao negócio e aos usuários de sistemas de TI. Os usuários podem ser funcionários dessa organização ou seus parceiros e clientes que cada vez mais usam serviços de TI diretamente, que faz aumentar a importância de um efetivo Gerenciamento dos Serviços. Business, Customers or Users Difficulties Queries Enquiries Management Tools Incidents Incidents Incident Management Communications Updates Workarounds Service Desk Changes Releases Problem Management Change Management Release Management Configuration Management CMDB Incidents Problems Known Errors Changes Releases CI’s Relationships Figura 19. Modelo do Processo de Suporte de Serviços (Service Support). (OGCa, 2001, p. 297) A figura 19 exemplifica o resumo dos processos que compõem a ITIL para Suporte de Serviços na empresa X. A Central de Serviço identifica o incidente, o incidente pode ser resolvido como incidente ou se tornar um problema. O 55 Problema torna-se um erro conhecido, e ambos para serem solucionados devem ser elaborados o documento de alteração no ambiente, gerenciado pelo gerenciamento de mudanças, para a mudança ser executada, deve haver um planejamento que envolverá o Gerenciamento de Liberação, até sua execução, e todos os processos consultam informações na base de configuração. Sendo assim tudo que acontece em cada processo deve ser registrado no CMDB, gerando resultados criados em cada processo. Business, Customers and Users Availability Management Queries Enquiries Availability Plan Design Criteria Targets/Thresholds Reports Audit Reports Service Level Management Requirements Targets Achievements Capacity Management Alerts & Exceptions Changes Management Tools Capacity Plan CDB Targets/Thresholds Capacity Reports Schedules Financial Management for IT Services Financial Plan Types & Models Costs & Charges Reports Budgets & Forecasts Audit Report Communications Updates Reports SLA’s, SLR’s, OLA’s Service Reports Service Catalogue SIP Exception Reports Audit Reports IT Service Continuity Management IT Continuity Plans BIA & Risk Analysis Control Centres DR Contacts Reports Audit Reports Figura 20. Modelo do Processo de Entrega de Serviços (Service Delivery). (OGCb, 2001, p. 361) A figura 20 exemplifica como gerir as entregas de serviço (Service Delivery) pelos processos da ITIL, o Gerenciamento de Nível de Serviço, onde são gerados os acordos de níveis de serviços é definido o que o cliente quer, após ter a expectativa do cliente já definido a partir do Gerenciamento de Nível de Serviço, são verificadas se as necessidades do cliente serão alcançadas, ou o que devo fazer para alcançar. Na Disponibilidade (Availability), é verificada a disponibilidade suficiente do serviço oferecido. No Gerenciamento de Capacidade é verificado se há capacidade para prover o serviço, caso não tenha é feito um plano para se preparar 56 para atender, então é verificado o quanto vai custar, para avaliar o quanto vai cobrar, através de um plano financeiro. No Plano de Continuidade, verifica se tem os requerimentos suficientes para prover a continuidade do negócio ou serviço oferecido. 57 3 GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS Este é um processo considerado pela equipe um tanto quanto burocrático, pois é aconselhável que a maioria dos erros identificados antes de ser corrigidos sejam filtrados, analisados e testados para depois serem implementadas as correções no ambiente de produção. É necessário que haja uma mudança de cultura e um comprometimento de todos para que o processo funcione, evitando que haja formas de burlar o processo. Normalmente o Gerenciamento de Mudanças aplicado em departamentos de TI que já tenham uma certa maturidade no Gerenciamento de Serviços de TI. Este processo pode ser implementado isoladamente, mas é importante o apoio do Gerenciamento de Configuração para dar suporte à avaliação de impacto, indicando os itens de configuração envolvidos na mudança. O processo de Gerenciamento de Mudança é profundamente dependente de um processo de Gerenciamento de Configuração bem executado, o que garante uma CMDB atualizada, uma vez que o registro de quais IC´s compõe qual serviço de TI é de responsabilidades daquele processo. Na operação diária ambiente de TI, tem se: Hardware, Software, documentação, que necessitam ser atualizadas e alteradas diariamente para ter em mente o conhecimento do negócio do cliente e dos serviços oferecidos, são cadastrados também no CMDB os CI´s (Itens de Configuração) e o relacionamento entre eles, junto com o registro dos Ativos da empresa e os relacionamentos entre eles até o Nível de Serviço. 3.1 Objetivos Este processo tem como missão gerenciar todas as mudanças que possam causar impacto na habilidade da área de TI em entregar serviços, através de um processo único e centralizado de aprovação, programação e controle da mudança, para assegurar que a infra-estrutura e TI permaneça alinhada aos requisitos do negócio, com o menor risco possível. (OGCa, 2001, p. 165). Segundo OGCa (2001, p. 165) os principais objetivos deste processo são: 58 • Assegurar que os métodos padronizados estejam sendo usados para o tratamento eficiente de todas as Mudanças, reduzindo seus riscos e impactos; • Minimizar incidentes relacionados com mudanças; • Balanço entre necessidade e impacto. Segundo OGCa (2001, p. 166) este processo tem foco nas mudanças que afetam: • Hardware, Software, Equipamentos e Software de Comunicação; • Aplicações em produção; • Toda a documentação e procedimentos associados com a operação, suporte e manutenção da Infra-estrutura de TI. Ficam fora do escopo, mas relacionados: • Mudanças em projetos, por exemplo, um projeto de implantação de um ERP pode exigir mudanças na capacidade dos servidores; • Identificação de componentes afetados na mudança ou atualização de registro (domínio da Gestão de Configuração); • Liberação de novos componentes (foco do Gerenciamento de Liberações). 3.2 Descrição do Processo O Processo de Gerenciamento de Mudanças é responsável por decidir e coordenar as mudanças, e não tem como objetivo executar a implementação das mudanças. A Implementação será realizada por uma equipe técnica responsável pela área de mudança, como a área de redes, sistemas, hardware. O processo de Gerenciamento de Mudança controlará as mudanças para que elas sejam implementadas de forma eficientes e eficazes, no que se refere ao custo com um mínimo de riscos para os serviços mantidos. Para que se possa fazer uma análise de riscos adequada é importante o uso CMDB, que forneça todos os serviços e 59 recursos relacionados ao item de configuração que sofrerá a mudança. É necessário que nem todas as mudanças sejam controladas pelo processo de Gerenciamento de Mudanças. Por exemplo, mudanças sem importância, tais como resetar uma senha, etc, podem ser feitas pela Central de Serviços (seguindo procedimentos definidos), não sendo necessário ser encaminhadas para o Comitê de Mudanças. Fazendo desta forma, poderão evitar a carga de trabalho, frustração e circunvenção (passar por cima) ao processo. BCO de DADOS do Gerenciamento da Configuração (CMDB) Requisições de Mudanças (RDMs) • • • • Programação Futura de Mudanças (PFM) • Gerenciamento da Capacidade Avaliação e Registro das Mudanças Análise do impacto, custo, benefícios e riscos associados Justificativa e aprovação das Mudanças Controle das Mudanças e do Processo de Mudança Instauração do comitê de Controle de Mudanças (CCM) e do Comitê de Emergência (CCM/CE) Gerenciamento da Configuração Programação futura de Mudanças(PFM) Requisições de Mudança (RDMs) Atas de reunião do CCM e Ações Relatórios do Gerenciamento de Mudanças Gerenciamento de Liberações Figura 21. Entrada e saídas do processo de Gerenciamento de Mudanças. A figura 21 exemplifica que, segundo OGCa (2001, p. 167) diz que as principais entradas e saídas do processo são: Principais entradas para este processo: • RFCs – Request For Change (Requisições de Mudanças RDM); • FSC – Forward Schedule of Changes (Programação Futura de Mudanças - PFM), é o agendamento das próximas mudanças; • Informações do processo de Gerenciamento de Capacidade, 60 Configuração e Liberações para realizar a análise de riscos, planejamento, custos. (CMDB). Principais saídas: • Programação Futura de Mudanças (FPM); • Requisições de Mudanças Aprovadas (RDM); • Atas da Reunião do CAB Change Advisory Board (Conselho de Controle de Mudanças CCM); • Informações Gerenciais do Processo. O processo do Gerenciamento de Mudanças inclui as seguintes atividades: • Registro e Classificação; • Aprovação; • Coordenação do Desenvolvimento; • Autorização e Implementação; • Avaliação. Projeto Gerenciamento de Mudanças Monitoração e Planejamento Registro e Classificação Desenvolvimento Aprovação Recusa Teste Autorização e Implementação Recusa RDM Implementação Backout Avaliação Figura 22. Limites entre Administração de Mudança e administração de programa. (OGCa, 2001, p. 166). 61 O processo de Gerenciamento de Mudanças tem ligação muito próxima com o Gerenciamento de Projetos, que é tratado pela ITIL. Dependendo da complexidade da mudança o desenvolvimento da mudança será tratado como um projeto dentro da organização. A figura 22 ilustra as atividades que fazem parte do Gerenciamento de Mudanças e as atividades que fazem parte do Gerenciamento de Projetos. (OGCa, 2001, p. 165). Os itens a seguir descrevem as atividades exemplificadas na figura 65. 3.2.1 Registro de Requisição de Mudanças – RDM Uma RDM pode ser levantada a partir de uma necessidade do cliente ou surgir a partir de um Erro identificado no processo de Gerenciamento de Problemas. A RDM poderá ser em papel ou eletrônica, através de um software de Gerenciamento de Serviços. (OGCa, 2001, p. 174). 3.2.2 Registro e Classificação Uma RDM deve ter várias informações para a tomada de decisão, tais como categoria, impacto, custo. Estas informações serão utilizadas para extrair o relatório gerencial. Também é importante alocar a prioridade para cada mudança para definir a agenda de mudanças programadas. 3.2.3 Aprovação As RDMs são filtradas e aprovadas. Alguns fatores podem determinar que uma mudança seja recusada, por exemplo o custo da mudança é muito alto pelo benefício que ela vai trazer para o negócio. 3.2.4 Coordenação do Desenvolvimento Aprovada a Mudança, a Requisição de Mudança deve ser passada para o grupo técnico que será responsável pelo desenvolvimento da mudança. O Gerenciamento de Mudanças deve coordenar este processo assegurando que exista os recursos necessários, monitorando os riscos e acompanhando os testes. 62 3.2.5 Autorização e Implementação Após passar pela fase de desenvolvimento as mudanças devem ser testadas antes de ir para o ambiente de produção. É aconselhável que exista um grupo de testes independente neste processo que tenha condições técnicas que elaborar o plano de testes avaliando todos requisitos para o funcionamento da mudança no ambiente de produção. Após o resultado dos testes a mudança será autorizada para ser implementada. Dependendo da urgência e do impacto da mudança a fase de testes poderá ser ignorada. 3.2.6 Implementação O Gerenciamento de Mudanças devem garantir que as mudanças sejam implementadas seguindo um programa definido. A execução da implementação não é de responsabilidade deste processo, ele apenas irá coordenar. O processo de Gerenciamento de Liberações poderá ser coordenado pelo processo de Gerenciamento de Mudanças, pois as mudanças acabam gerando novas liberações de software ou de hardware. 3.2.7 Avaliação O Gerenciamento de Mudanças de avaliar todas as mudanças implementadas depois de determinado período. Esta revisão se chama Revisão Pós Implementação. O processo de Gerenciamento de Problemas também poderá acompanhar este processo, visto que o Controle de Erros tem esta atividade no seu escopo. Esta revisão serve para verificar se a mudança trouxe os resultados esperados, ou se houver algum problema ou ineficiência ações devem ser tomadas para a correção. 3.2.8 Comitê de Controle de Mudanças (CCM) Segundo OGCa (2001, p. 175) é um grupo responsável pela avaliação do impacto das mudanças. Este grupo será composto de várias pessoas técnicas e até mesmo clientes, que fornecerão assessoria ao Gerente de Mudanças sobre 63 quais mudanças devem ser aprovadas e auxiliarão na programação das mudanças. Normalmente o CCM se reuni como uma determina freqüência para discutir todas as mudanças novas e andamento. Os possíveis membros do CCM são: • Gerente de Mudanças; • Cliente(s); • Gerente(s) Usuário(s); • Representante(s) de Grupo de Usuários; • Pessoal de desenvolvimento / manutenção de aplicações (quando apropriado); • Consultores especialistas / técnicos; • Equipe de serviços (se necessário); • Equipe de serviços administrativos (quando as mudanças afetam as instalações); • Representantes dos contratantes ou de terceiros (se necessário - por exemplo, em situações de outsourcing); 3.2.9 CCM/CE (Comitê de Emergência) Quando surgem problemas mais graves, pode não haver tempo para se criar um CCM completo e é, portanto, necessário identificar uma configuração menor com autoridade para tomar decisões emergenciais. Neste comitê sempre estão presidindo o Gerente de Mudanças os técnicos responsáveis pela implementação da Mudança. (OGCa, 2001, p. 176). Assim essas mudanças se tornam prioritárias e críticas para o ambiente, sendo assim uma rápida alteração no ambiente para que a solução seja de imediata, e livre de aprovação para ser executada. 3.2.10 Programação Futura de Mudança (FPM) Segundo OGC (2001, p. 187) a FPM, deverá incluir detalhes de todas as mudanças que tem sido autorizada para implementação em cima de um período acordado previamente. Normalmente o cronograma para alteração no ambiente, equivale ao 64 grau de risco que a mudança pode acontecer. Se a mudança for de uma criticidade alta o tempo para planejamento é maior, então o tempo de execução dela deverá levar alguns dias para ser executada. Por exemplo, uma empresa que por problemas técnicos há necessidade de trocar o retificador de energia, e no momento da troca serão desligados todos os computadores e todos os telefones, neste caso, serão envolvidos várias áreas da empresa, tais como: infra-estrutura, TI e Telecom, haverá um tempo para cada área planejar sua execução, no entanto um tempo maior é exigido para execução da Mudança. 3.2.11 Relacionamentos O processo de Gerenciamento de Mudanças depende da precisão dos dados de configuração para assegurar o conhecimento sobre o impacto completo de se aplicar a mudança. Existe um relacionamento muito próximo com o Gerenciamento da Configuração, Gerenciamento de Liberações e o Gerenciamento de Mudanças. Também o processo de Gerenciamento de Problemas pode submeter uma RDM para resolver Erros Conhecidos e algumas vezes podem causar um efeito bola de neve, se o processo de Gerenciamento da Configuração não tiver habilidade para informar quais componentes irão ser afetados (incluindo hardware, software, SLA). Outros processos podem estar vinculados com Gerenciamento de Mudanças no sentido de que eles podem também requisitar mudanças (Gerenciamento da Disponibilidade) ou eles serão consultados para determinar o impacto da mudança (Gerenciamento da Continuidade dos Serviços em TI, Gerenciamento do Nível de Serviço e Gerenciamento da Capacidade). 3.2.12 Benefícios Segundo OGCa (2001, p. 179) os principais benefícios deste processo são: • Melhor alinhamento dos serviços de TI com os negócios. As mudanças serão filtras e priorizadas conforme a sua 65 necessidade para o negócio. • Aumento de visibilidade dentro das Mudanças. Há um controle maior sobre a execução da mudança. • Redução de Impacto negativo da Mudança. A análise de riscos permite evitar que o serviço fique indisponível devido às falhas. • Melhor avaliação do custo da Mudança. Antes de a mudança ser implementada deve ser analisado o seu custo x benefício. • Habilidade de absorver um grande volume de Mudanças. Como a implementação do processo haverá um Gerente de Mudanças que deverá coordenar todas a mudanças. Além disto, para cada área de mudança haverá uma equipe que será convocada para a reunião. Com um processo definido ficará mais fácil ter o controle de várias mudanças ao mesmo tempo. 3.2.13 Problemas Comuns Assim como todo processo que tem benefícios, tem - se que reconhecer que existem problemas também. O Gerenciamento de Mudanças é um processo importante, tanto para o Departamento de TI como para os usuários e clientes. Segundo OGCa (2001, p. 180) os principais problemas relacionados a este processo são: • Falta de informação para análise de riscos. Se não houver uma Base de configuração atualizada com as informações necessárias para fazer a análise de impacto, poderá haver falhas na implementação devido ao surgimento de riscos que não foram previstos. • Falta de ferramenta integrada aos demais processos. O auxílio de uma ferramenta adequada ajudará no controle das mudanças. A integração aos demais processos ajudará no planejamento da mudança. • Falta de comprometimento da equipe. A equipe de TI pode ser 66 relutante em aderir aos procedimentos devido ao Gerenciamento de Mudanças estar envolvido com muitos aspectos. É importante fazer com que a equipe esteja conscientizada dos efeitos positivos do processo como um todo. A cultura da empresa influenciará na adesão a este processo. Uma empresa que não é organizada, não tem controle sobre as decisões tomadas dentro dos seus departamentos, provocará na equipe da TI a mesma desorganização. • Urgentização de todas as mudanças. É importante que sejam definidas as prioridades das mudanças conforme as necessidades do negócio. As mudanças devem ser planejadas e agendadas no seu tempo correto. Devem ser tratadas apenas como mudanças urgentes àquelas que implicam na indisponibilidade atual ou imediata de um serviço. 3.2.14 KPI - Key Performance Indicators As Principais KPIs deste processo são: • Número de Mudanças autorizadas • Número de Incidentes relacionados com uma Mudança • Relação de Mudanças Urgentes x normais • Distribuição de Mudanças por motivo (tratamento de incidente, correção de erro, melhoria, etc). 67 4 ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA X Para melhor entendimento do Gerenciamento de Mudança será mostrado um documento contendo uma visão das principais etapas do processo e indicar quando seu envolvimento é necessário, desta forma, implementando uma metodologia unificada para o processo de mudanças no ambiente de TI e Telecom de uma empresa X. O Estudo de caso abrange desde a fase de planejamento das mudanças até a sua conclusão e divulgação dos resultados, tornando possível aplicar um conjunto uniforme de ações que deverão ser utilizadas tanto em melhorias do ambiente tecnológico, como para minimizar os impactos em casos de eventos que comprometam os negócios da empresa. 4.1 Descrição da empresa A empresa X é integrante de um dos mais competitivos grupos empresariais brasileiros. O grupo é um conglomerado de empresas que atuam em vários setores, a empresa X, é uma das mais avançadas empresas de contact center da América Latina e oferece uma variedade de serviços. 4.2 Visão geral do processo de Gerenciamento de Mudança Figura 23. Visão Geral do Processo de Gerenciamento de Mudança da empresa X. (Empresa X, 2006) 68 A figura 23 mostra a Visão Geral do Processo de Gerenciamento de Mudança da empresa X, as mudanças são controladas conforme cada fase dos processos, os processos estão descritos nos tópicos abaixo. 4.3 Categorias de Mudanças As Mudanças podem ser categorizadas de acordo com sua complexidade e risco, recebendo tratamentos diferenciados: Categ oria 1 (Crític a) Descrição Uma mudança de alta complexidade: Envolve um longo período de implementação, um longo tempo para "'backout'', cujo backout envolve uma perda do serviço e , ainda um dos seguintes itens: Mais que um projeto está envolvido ou impactado pela mudança; Mais que um Serviço da Organização de Delivery está envolvido ou impactado pela mudança; Mais que um ambiente é impactado pela mudança; As organizações envolvidas têm pouca ou nenhuma experiência na implementação da mudança. Tratamento Aceitação de risco necessária para riscos de negócio e técnico. Revisão, programação e aceitação de risco através de aprovação formal. Programação é requerida Mudança de grande complexidade, mas para assegurar: que não atende aos critérios de criticidade - Coordenação entre grupos 2 (Maior da categoria 1. - Comprometimento Vai ocasionar indisponibilidade para o Gerencial na alocação dos ) cliente, no entanto esta já foi negociada recursos envolvidos previamente. - Revisão e aprovação formais 3 Revisão para assegurar: Tempo curto de indisponibilidade, (Médio previamente acordado com o cliente. - Conhecimento geral ) - Especificação de detalhes Usuários familiarizados com a mudança técnicos Planejamento e Revisão 4 para assegurar (Meno Mudança de mínima complexidade conhecimento geral e r) fallback simples e rápido. 5 Registro para propósito de Inform Mudança sem nenhum risco gerenciamento ativa Quadro 1. Tipos de Categorias de Mudanças. (Empresa X, 2006) 69 O Quadro 1 descreve a categoria e o grau de complexidade de cada mudança, conforme sua complexidade, um planejamento mais detalhado é requerido para melhor análise de impacto que a mudança possa ocasionar. 4.4 Prazo para Solicitação de Mudanças Alguns prazos para abertura e aprovação da mudança devem ser seguidos, segundo seu risco, conforme apresentado no quadro 2: Crítica 20 dias corridos Maior 14 Dias corridos Média 8 Dias úteis Menor 7 Dias úteis Informativa 7 Dias úteis Quadro 2. Prazos para abertura e aprovação da mudança. (Empresa X, 2006) O Quadro 2 descreve a categoria e as quantidades de dias adequadas para o planejamento da mudança. 4.5 Detalhamento das fases As mudanças podem ocorrer de forma Programada, Acelerada ou Emergencial. A programada, existe conhecimento prévio da necessidade e esta não demanda urgência para sua execução. Portanto, seguem o processo normal de Gerência de Mudanças, Aceleradas, as mudanças que necessitam ser executada após 48:00 horas da solicitação, por necessidade técnica ou de Negócios da Empresa X, na Emergencial, a mudança vital para atender uma necessidade de negócio, normalmente para correção de um problema, e que não podem aguardar o processo normal de mudanças, particularmente a revisão e fase de aprovação, onde existe risco iminente para os negócios, ativos ou processos da empresa X. Para efeito de definição, mudanças “Programadas”, “Aceleradas” ou “Emergenciais” seguem o mesmo procedimento, sendo que, os parâmetros de tempo devem atender as necessidades específicas de cada tipo. Qualquer evento que ocorra no ambiente de tecnologia e que não possua uma “Mudança” registrada, deve ser enquadrado como “Incidente Técnico” não controlado e o processo de comunicação devem abranger as áreas de negócio 70 e técnica de todas as empresas envolvidas. A visão implementada adota 4 fases distintas e dependentes para executar uma mudança no ambiente de tecnologia da empresa X, cada fase representa um estágio atômico com os seus respectivos processos internos bem definidos e coesos. Figura 24. Fases do processo de mudança. (Empresa X, 2006) “O método PDCA que se baseia no controle de processos, foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Shewhart, mas foi Deming seu maior divulgador, ficando mundialmente conhecido ao aplicar nos conceitos de qualidade no Japão” (WIKIPÉDIA, 2007). P(Plan = Planejar) D(Do = Executar) C(Check = Verificar) A (Action = Agir). 4.6 Planejamento A fase de planejamento destina-se a mapear com antecedência todas as variáveis que possuem relevância, sob a perspectiva da necessidade de realização da mudança em função do custo e riscos operacionais e táticos envolvidos. Os processos mapeados na fase de planejamento garantem que as melhores práticas serão aplicadas no processo de mudança, garantindo assim ganhos de produtividade, uniformidade, tempo e custos. 71 Figura 25. Atividades do Planejamento. (Empresa X, 2006) A figura 25 mostra as atividades internas e seus respectivos documentos, definidos para a fase de planejamento, são eles: 4.6.1 Formalização da necessidade: Na formalização é necessário especificar todas as informações que caracterizam a mudança de forma ampla e conceitual. Nesta etapa do processo se define todos os envolvidos, a forma como a mudança será executada, quais equipamentos e negócios serão afetados e quais fornecedores/ parceiros devem colaborar. 4.6.2 Alternativas não aplicadas: Quando existirem, todas as alternativas que foram consideradas e as razões pelas quais não foram adotadas devem constar na documentação do 72 processo de mudança. Esta prática garante em caso de falhas, uma análise crítica mais detalhada do processo e das alternativas que poderiam ser adotadas. 4.6.3 Análise de Impactos: Esta atividade deve abordar todos os impactos relacionados a mudança proposta. Para melhorar a compreensão desta atividade será divido em impactos se a mudança não for aplicada e impactos após a mudança implementada (estimativa). Para se analisar os “impactos se a mudança não for aplicada” deve-se considerar qual será o cenário se a mudança não for implementada, entendo-se aí, risco de diminuição da disponibilidade para o negócio, perda de performance, diminuição da eficiência operacional ou aumento do custo com infra estrutura e pessoas. Em contrapartida para se analisar os “impactos após a mudança implementada”, deverá ser mostrado, se for o caso, o ganho obtido com a mudança. Outra análise de fundamental importância é o risco envolvido no processo de forma geral, ou seja, deve existir um mapeamento onde todas as possibilidades de insucesso sejam abordadas, pois este documento será utilizado como referência para determinação das contingências necessárias, quanto mais detalhes (sob a perspectiva do negócio) forem catalogados, mais fácil será determinar os riscos envolvidos na operação. O Quadro 3 mostra classificação de Risco das Mudanças, que serve apenas como referência para a classificação de risco das mudanças, podendo existir casos onde a percepção da criticidade seja diferente daquela pontuada após a análise indicada abaixo. Número de Sistemas/Aplicativos Impactados: 4 ou mais sistemas/aplicativos online 2 a 3 sistemas/aplicativos online 1 sistema/aplicativo online Recursos Requeridos para Preparar/Implementar: 3 ou mais grupos de suporte 2 ou mais pessoas em dois grupos de suporte 2 ou mais pessoas do mesmo grupo de suporte 1 pessoa Esforço de Preparação: 1 2 3 1 2 3 4 73 30 dias ou mais 2 a 29 dias 1 dia < 1 dia Exposição a Falhas: Sem possibilidade de fallback Fallback difícil / demorado ou não desejável Fallback nível moderado Fallback fácil Quantidade de Usuários Afetados Mais do que 50% dos usuários do serviço Até 10% dos usuários do serviço 1 ou nenhum usuário do serviço Se Total = 5a8 9 a 12 13 a 16 17 a 20 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 Risco da Mudança: Crítico Alto Médio Baixo Quadro 3. Classificação de Riscos. (Empresa X, 2007) Além dos itens deste quadro, deverão também ser avaliados para a categorização do risco de uma mudança os seguintes pontos: • Impactos de segurança • Volume de documentação produzido para a mudança • Educação / treinamentos requeridos para a mudança • Recursos de TI envolvidos (volume de espaço em disco e demanda de CPU – Central Process Unit (Unidade Central de Processamento) requeridos, volume de banda requerido, tempo de janela, experiência da equipe de implementação, etc.) 4.6.4 Determinação das Contingências: Entende-se como contingência uma estrutura que suporte o negócio como um todo e que esta seja independente ou não afetável pela ação da mudança que está sendo proposta. Em qualquer situação onde a mudança implique em risco, por menor que seja, a contingência deve ser adotada como condição “sine qua non” para execução das atividades. A quantidade e a forma como a contingência deve ser 74 implementada, deve necessariamente ser aprovada pelas áreas de negócio da empresa X, sendo que o processo de aprovação deve ser formalizado na forma de registros históricos (computacionais ou não). Outro fator que deve ser adotado como procedimento operacional é o “Teste operacional da contingência” que deve necessariamente ser realizado pelas áreas de negócio da empresa X e a aprovação deve constar como registro histórico da mudança. Durante a utilização da contingência deve existir o “Diário de Bordo – Contingência”, onde a área de negócio deve registrar todas as ocorrências pertinentes a utilização da contingência. 4.6.5 Plano de “Roll Back”: Esta atividade deve prever quais passos, se possível, devem ser aplicados para que mudança retorne ao seu estado de origem, ou seja, em uma situação limite onde o procedimento deve ser abortado, o que se deve fazer para minimizar os impactos e “voltar” na situação pré-mudança. 4.6.6 Definição do “Check List” de Execução: O “Check list” de Execução deve conter todos os passos essenciais para execução da mudança, desde referências técnicas de fabricantes e parceiros até dicas adquiridas tacitamente ao longo do tempo, este documento deve ser bem detalhado pois servirá como referência para execução de mudanças futuras. O “Check list” aliado ao “Diário de Bordo de execução” fornece uma visão sobre a aderência do planejamento em função dos eventos que efetivamente ocorrem durante o processo. Esta correlação permite que o processo como um todo evolua sempre no sentido de aperfeiçoar a planejamento a ponto dos desvios de execução serem mínimos ou não existirem. 4.6.7 Definição da “Scalation List” A lista de escalação é um artifício que deve ser utilizado em casos onde as decisões não estão mais no âmbito dos executantes da mudança. Como 75 “decisão” deve ser entendida que qualquer evento que afete a mudança ou o negócio de forma significativa e que não esteja contemplado na fase de planejamento, deve ser submetido a uma aprovação imediata dos gestores técnicos, do negócio e dos parceiros envolvidos no processo. A lista de escalação deve conter também todas as referências de agentes importantes, principalmente de parceiros que indiretamente influenciam os resultados. 4.6.8 Estimativa de Custos Operacionais: A estimativa de custo tem como objetivo mensurar quais custos diretos (parceiros, transporte, hospedagem, etc.) estão envolvidos na mudança e os ganhos financeiros, se existirem. 4.6.9 Classificação de Resultados Os resultados das mudanças podem ser classificados conforme abaixo: Sucesso: Quando a mudança foi bem sucedida, ou seja, o objetivo proposto foi alcançado dentro do tempo planejado (janela acordada com o cliente). Impacto: Quando a mudança foi realizada, no entanto, ultrapassou o tempo planejado, causando impacto para o mesmo. Falha (Insucesso): Quando a mudança não pôde ser concluída devido a algum problema durante sua execução e que, ou a mudança foi abortada ou um Fallback ocorreu, porém dentro da janela acordada com o cliente. 4.6.10 Premissas As premissas que seguem são fundamentais para a definição do escopo do Processo Gerência de Mudanças: • Cabe ao Solicitante da mudança fazer seu planejamento técnico. • Quando um pedido de mudança é feito, todas as informações técnicas e de planejamento devem ser acompanhadas desde o 76 início do pedido. • O processo de Gerência de Mudanças não possui envolvimento direto com a fase de implementação da mudança, porém deverá monitorá-la e registrar sua implementação. 4.6.11 Políticas Gerais Abrangência: Esse processo se aplica à área da Engenharia envolvida no atendimento da empresa X. As mudanças podem envolver os seguintes recursos: • Hardware principal (CPU, Controladoras, Discos, Fitas, Impressoras) • Software produto (SW básico, SW de apoio, utilitários) • Software Aplicativo (SW de Clientes, SW de terceiros) • Instalações Físicas (inclusive infra-estrutura predial) • Hardware e Software de rede • Rede (Telecomunicações Voz e Dados) • Manutenção e desenvolvimento de aplicativos • Sistemas distribuídos Elegibilidade: Quem pode Solicitar: • Os analistas de TI/Telecom da Engenharia. • Os gerentes de projetos. Quem Aprova. Existem diversos níveis de aprovação: • Os analistas de TI/Telecom da Engenharia, avaliando o impacto das mudanças em sua área de serviço. • O Coordenador de Mudanças da empresa X, como aprovador final somente em mudanças requisitadas pelos analistas e/ou gerentes de projetos. • Os Coordenadores de Tecnologia e da Engenharia, sinalizando que a mudança foi negociada, aprovada e duas áreas. autorizada pelas 77 4.6.12 Reunião de Mudanças Reunião interna, realizada semanalmente às quartas-feiras, para discutir as mudanças planejadas para serem executadas posteriormente. O objetivo da reunião é: • Discutir e analisar a viabilidade de cada mudança solicitada. • Analisar os impactos no ambiente. • Verificar o inter-relacionamento de cada mudança em relação à outras mudanças solicitadas. • Confirmar os executores da mudança, data da mudança, período de tempo, data alternativa, etc. • Discutir as atividades realizadas durante a mudança e verificar se foi incluído no planejamento o tempo para fallback. Nessa reunião o grupo esclarecerá possíveis dúvidas e as áreas envolvidas darão seu de acordo. A mudança só será considerada aprovada após o de acordo dos coordenadores de Tecnologia e Engenharia. 4.6.13 Aprovação e de Acordo Durante a Reunião de mudanças, todas as mudanças apresentadas serão acordadas ou não pelo grupo técnico participante da reunião. Se não houver o consenso do grupo para sua aprovação essa mudança será levada para outra reunião mais técnica e específica (mudança crítica), onde serão discutidos com mais detalhes. No caso de mudanças menos críticas, os facilitadores da engenharia tomarão a decisão da aprovação ou não. Estando a mudança acordada na reunião, serão buscados o de acordo formal dos coordenadores de Tecnologia e Engenharia. Essa aprovação significa que a mudança foi negociada com o cliente, e autorizada pelo mesmo. Toda mudança precisa da aprovação prévia do cliente para ser executada. Quando existe necessidade da realização de uma mudança emergencial fora do horário normal de expediente, cabe ao facilitador da Engenharia conduzir o processo de aprovação. 78 4.6.14 Feedback das Mudanças Após as mudanças serem realizadas, os solicitantes de mudanças deverão coletar informações a respeito do resultado com os executores ou participantes da mudança, com o intuito de verificar se a mudança foi realizada conforme planejada. 4.6.15 Janela Técnica de Mudanças A Janela Técnica de Mudanças é normalmente definida para minimizar as negociações e os impactos de uma parada de sistema para o cliente e seus usuários. Ou seja, dentro de uma janela, pode-se realizar uma mudança sem necessidade de concordância prévia do cliente, dado que já está negociada e documentada em contrato essa parada. 4.6.16 Mudanças de Emergência Mudanças de emergência poderão ocorrer a qualquer momento, desde que sejam registradas adequadamente e negociadas com a Gerência de Mudanças. Todas mudanças de emergência deverão sofrer primeiras uma triagem pela Engenharia onde deverá ser comunicado e esclarecido o motivo da emergência, cabendo ao coordenador da Engenharia avaliar sua real necessidade. 4.6.17 Cronologia das Solicitações de Mudanças As mudanças são solicitadas até o 3º dia da semana corrente para que possam ser executadas a partir do fim da semana seguinte. 4.7 Papéis e Responsabilidades 4.7.1 Responsabilidades da área de Tecnologia • Informar ao coordenador da Engenharia qualquer mudança no ambiente dos clientes que venha a afetar o ambiente de TI e 79 Telecom da empresa X, através do preenchimento do formulário de Requisição de Mudanças do Cliente; • Informar a Engenharia sobre qualquer alteração no planejamento ou implementação das mudanças executadas pela Tecnologia e/ou seus fornecedores que venham a afetar o ambiente de TI e Telecom da empresa X; • Analisar as mudanças apresentadas pela Engenharia; • Colaborar na comunicação interna dos clientes da empresa X sobre as mudanças; • Negociar a aprovação dos clientes para a execução das mudanças; 4.7.2 Responsabilidades da área de Engenharia • Coordenar todas as mudanças solicitadas; • Garantir a existência de planos de retorno para as mudanças; • Em caso de falhas, garantir a implementação do plano de retorno para as mudanças executadas pela empresa X; • Aprovar ou rejeitar as mudanças apresentadas pela Tecnologia que tenham impacto no negócio, custo ou afetem o ambiente de TI e Telecom da empresa X; • Identificar e informar as mudanças e apresentar as informações necessárias para o seu perfeito entendimento; • Detalhar o cronograma e o planejamento das mudanças; • Produzir toda a documentação necessária para a mudança; • Alinhar previamente as mudanças com todas as áreas envolvidas (mesmo nos casos emergenciais); • Cancelar ou re-programar as mudanças quando necessário, justificando motivo da ação; • Avaliar os impactos das mudanças planejadas junto aos solicitantes e representantes técnicos das envolvidas, garantindo que todos estejam concordância com a mudança; várias cientes áreas e em 80 • Coordenar as mudanças com as diversas áreas envolvidas na sua execução, quando se aplicar; • Comunicar todas as áreas afetadas sobre a mudança; • Executar as mudanças conforme o cronograma e atividades definidas pelo solicitante das mudanças; • Fornecer informações sobre qualquer problema ocorrido durante a execução das mudanças; • Interagir com o "Solicitante" para garantir que o requerimento de mudança foi atendido, informando-lhe o status final e os detalhes da execução; Fornecer o relatório mensal de mudanças. 4.8 Cronograma de Implementação da ITIL Na empresa X, o primeiro passo para implantação da ITIL, se iniciou no processo de Gerenciamento de Mudanças, pois haviam vários problemas de TI e Telecom no ambiente. Inicialmente foi escrito o documento da metodologia, a partir da metodologia, foram criados formulários, nos quais são formalizadas: Solicitações de Mudanças, Planejamento das Atividades, Avaliação de Riscos, Avaliação de Impacto, Registro de Envolvidos, do Fluxo de Comunicação, Definição e Homologação das Contingências, Definição e Homologação de Planos de Retorno entre outros. Assim, após deixar o ambiente estável começou-se pensar nas melhorias dando um segundo passo que foi a implantação do processo de Gestão de Incidente. Em situações onde, para prover a restauração do ambiente é necessária a alteração de itens controlados. Depois veio outros processos: Gerenciamento de Problemas, Releases, Gestão de Nível de Serviço, Gestão de Configuração, Gestão de Capacidade, Gestão de Disponibilidade, Gerenciamento Financeiro e Gestão de Continuidade dos Serviços de TI. Durante a implementação desses processos houve a necessidade de comprar livros sobre o assunto e a preparação da equipe em obter a certificação da ITIL Foundation. 81 4.9 Custo de implantação da ITIL Conforme estudo de caso efetuado na empresa X, a implantação na empresa foi baseada apenas nas certificações dos funcionários e compras de livros. É certamente importante ler os livros da ITIL como ponto de começo para determinar que categorias de processos são necessárias para uma aproximação bem sucedida da gestão de serviços e, talvez até mais importante, como essas categorias se inter-relacionam. Depois de implementado e documentado, os processos da ITIL na empresa, o custo gasto é com o software de gestão, que ainda está sendo analisado pela empresa X em definir um software que seja adequado às necessidades da empresa. 4.10 Certificações O “Examination Institute for Information Science” (EXIN) e o “Information Systems Examinations Board” (ISEB), juntos desenvolveram uma certificação profissional para a ITIL. Isto foi feito em cooperação com o OCG e ITSMF. O EXIN e ISEB são organização sem fins lucrativos que cooperam para oferecer uma escala de qualificação da ITIL em três níveis: Certificado Foundation em Gerenciamento de Serviços em TI Certificado Practioner em Gerenciamento de Serviços em TI Certificado Manager em Gerenciamento de Serviços em TI O sistema de certificação é baseado nas exigências para cumprir o papel relevante dentro de uma organização de TI. Para registrar, os certificados foram concedidos para mais 170.000 profissionais de TI em mais 30 países. O certificado Foundation é direcionado para todo o pessoal que tem que estar ciente das tarefas principais de uma organização de TI, e as conexões entre elas. Destinado às pessoas que atuam na área de Gerenciamento de Serviços de TI, esta é a primeira das certificações da ITIL e é pré-requisito para as demais. Não há nenhum pré-requisito necessário para se prestar este exame, apenas é necessário que se tenham os devidos conhecimentos da ITIL sob a seguinte perspectiva: A importância do Gerenciamento de Serviços; 82 Os processos do Gerenciamento de Serviços e as interfaces entre eles; Os processos da ITIL e seus relacionamentos; Familiaridade com os conceitos básicos de ITIL. Além disto, é recomendável estar familiarizado com a terminologia da ITIL e seus conceitos. Após ter obtido o certificado Foundation, o candidato poderá realizar os exames do Practioner e do Manager. Para se certificar, o candidato deve se especializar em pelo menos uma disciplina de Service Support ou Service Delivery (em alguns casos são grupos de disciplinas), com foco na sua experiência na área escolhida. Cada exame busca aferir a habilidade do candidato para planejar um processo da ITIL e conduzir as atividades pertinentes e ele. Os exames disponíveis são: Practitioner Certificate in Incident Management/Service Desk; Practitioner Certificate in Problem Management; Practitioner Certificate in Change Management; Practitioner Certificate in Configuration Management; Practitioner Certificate in Service Level Management; Practitioner Certificate in Availability Management; Practitioner Certificate in Release Management; Practitioner Certificate in Capacity Management; Practitioner Certificate in Financial Management; Practitioner Certificate in Security Management. Já no nível Manager são treinados para poder controlar estes processos, dar recomendações sobre a estrutura e a otimização dos processos, e implementá-los. Este é o nível mais avançado dos programas de certificação em ITIL. Com esta qualificação, o profissional deve ser capaz de analisar uma organização existente e definir estratégias para o gerenciamento da intra-estrutura de TI. Deve também conseguir avaliar os processos existentes e organizá-los de maneira sistemática. Para atingir esta certificação, o candidato deve ter o conhecimento e experiência na utilização dos processos operacionais e dos processos táticos da ITIL. São dois os exames para a especialização: 83 Manager Certificate in Service Delivery Manager Certificate in Service Support Os resultados obtidos após a implantação da ITIL na empresa X, foram: um melhor controle a infra-estrutura de TI assegurando o uso somente do hardware e software homologados, continuidade do nível de serviço suportado pelo Service Desk, redução da quantidade de problemas recorrentes, garantia que apenas os softwares com licenças estejam instalados nas máquinas dos usuários, garantia do uso dos recursos de TI, garantia de uma rápida recuperação após um desastre e um gerenciamento eficiente e eficaz das mudanças. Antes da ITIL a empresa X gerava alto índice de indisponibilidade com mudanças mal planejadas ou sem planejamento. Um dos grandes resultados obtidos foi manter o ambiente estável, garantindo a disponibilidade dos serviços prestados. 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Planejadas 73 76 63 34 46 37 40 42 39 55 66 159 Realizadas 54 78 64 36 38 45 39 44 38 53 59 159 Figura 26. Total de mudanças Planejadas e Realizadas por mês no ano de 2006 durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) A figura 26 mostra que durante a implantação da ITIL no ano de 2006 quase todas as mudanças planejadas eram Realizadas. 84 60 50 40 30 20 10 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Emergencial 37 54 43 22 15 25 23 30 17 13 16 20 Programada 8 4 9 10 10 13 20 23 21 32 38 40 Acelerada 9 10 12 4 12 7 11 6 10 8 5 3 Figura 27. Comparação, tipos de Mudança: Emergencial, Programada e Acelerada no ano de 2006 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) A figura 27 mostra que no início da implantação da ITIL os números de mudanças Emergenciais foram maiores do que as mudanças Programadas. Porém, durante o ano o número de mudanças Emergenciais diminuíram e o número de mudanças Programadas ultrapassou o número de mudanças Emergenciais. Mudanças Emergenciais são mudanças que precisam ser executadas no exato momento, antes da realização do próximo Comitê de Mudanças, por exemplo, um servidor que esta causando uma falha em um serviço, podendo gerar indisponibilidade por todos acessados por ele, Programadas, são mudanças que passaram pelo Comitê e possuem uma data e hora para serem executadas, já as mudanças Aceleradas são mudanças que não precisam ser executadas agora, mas também não podem esperar o próximo Comitê para sua aprovação. 85 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Jan Fev Mar Abr Mai Emergencial 19 19 10 5 3 Programada 42 39 20 22 16 Acelerada 8 10 2 4 1 Figura 28. Comparação, tipos de mudança: Emergencial, Programada e Acelerada no ano de 2007 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) A figura 28 mostra que no início do ano de 2007 o número de mudanças Programadas é maior que a quantidade de Mudanças Emergenciais e Aceleradas, obtendo assim um maior planejamento nas mudanças a serem executadas no ambiente mostrando assim que após a implantação da ITIL a organização atinge um nível de repentibilidade. 86 60 50 40 44 30 30 20 10 46 15 14 10 0 9 60 59 52 46 Sucesso 14 4 39 29 28 55 47 6 2 4 4 4 2 4 Jan Fev Mar Abr Mai Jun 3 2 2 2 0 0 1 2 0 0 1 Falha Cancelada Jul Ago Set Out Nov Dez Figura 29. Comparação dos Resultados das mudanças: Sucesso, Falha e Cancelada no ano de 2006 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) A figura 29 mostra que durante o início da implantação da ITIL o número de mudanças executadas com falha, mal planejadas ou canceladas era grande. Durante o ano, as mudanças passaram a ser mais planejadas e programadas, assim o índice de mudanças executadas com falha ou canceladas diminuíram. 87 60 50 68 68 40 30 30 20 20 Sucesso 10 0 0 2 0 0 1 0 0 0 Jan Fev Mar Abr Falha Cancelada Figura 30. Comparação dos Resultados das mudanças: Sucesso, Falha e Cancelada no ano de 2007 por mês, durante a implantação da ITIL. (Empresa X, 2007) A figura 30 mostra que o trabalho executado durante o ano de 2007, após a implantação da ITIL, especificamente o processo de Gerenciamento de Mudanças obteve – se resultados positivos. A quantidade de Mudanças com Sucesso foram bem maiores do que no início do ano de 2006, e a quantidade de alterações no ambiente foram bem menores, mantendo o ambiente disponível em relação ao ano anterior, quando as mudanças eram executas, porém falhavam por não terem sido bem planejadas. 88 5 CONCLUSÕES O trabalho descreve a importância da governaça de TI, as melhores práticas e os processos da metodologia ITIL focando o estudo no processo de Gerenciamento de Mudanças, identificando seu escopo de atuação, analisando seus benefícios e a relação deste com outros processos da ITIL. Os principais objetivos obtidos através deste trabalho foram: analisar a importância da Governança de TI, a importância da ITIL na organização bem como a importância do processo de Gerenciamento de Mudanças baseado nos resultados apresentados no estudo de caso. A implementação dos processos baseados na ITIL está relacionada diretamente a um profundo e extenso programa de mudança, fazendo com que a equipe da área de TI adotem um novo comportamento, para isto serve a governança de TI, para controlar os objetivos da área de tecnologia, alinhar as estratégias, definir expectativas e medidas de desempenho, viabilizando e gerenciando recursos, definindo prioridades, direcionando as atividades de TI e gerenciando riscos. Algumas empresas têm mais sucessos do que outras na implementação da ITIL, para uma implementação eficaz de ITIL, não basta conhecer as melhores práticas, especialmente no que se refere aos benefícios em longo prazo para o negócio e ao alcance de uma situação de excelência dentro da organização de TI. Idealmente, uma implementação de ITIL com sucesso significa que as pessoas da organização assimilaram na sua cultura, os processos e procedimentos da ITIL. O fundamental é que a adoção da ITIL permitirá a adoção de uma cultura de melhoria contínua de qualidade dos serviços prestados pela área de TI, que, no mínimo, garantirá a manutenção dos ganhos já obtidos. Mudanças descontroladas ou resoluções de problemas podem estar causando um impacto significativo relacionado aos componentes e aos sistemas, e pode conduzir a uma quantia significante de tempo desperdiçado, dentro do diagnóstico de um problema e a restauração de serviço interrompido, assim as organizações estão cautelosas, assegurando um controle total sobre o pessoal da organização, administrando as mudanças sem que haja problemas nos processos de Gerenciamento de Mudanças. No estudo de caso apresentado teve-se como principais benefícios no Gerenciamento de Mudanças um maior índice de assertividade, otimização dos 89 custos relacionadas às alterações no ambiente, melhoria no fluxo de comunicação, geração e utilização da base de conhecimento e alinhamento com o negócio. Sugestões para trabalhos futuros são: descrição de ferramentas utilizadas após a implementação da ITIL na gestão de TI, descrição de como são executados todos os processos, após alguns anos implementados a ITIL na empresa e como trabalhar com a ITIL junto com outras metodologias. 90 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CA, Service Management Solution. ITIL® e Gerenciamento de Serviços. 2007. Disponível em <http://www.ca.com/br/itil.htm>. Acesso em 26 Mar. de 2007. CA, Service Management Solution. Provando o Valor de TI para o Negócio. 2006. Disponível em <http://www.calatam.com/cante/ca/eitm/brochure%20-%20service% 20management.pdf>. Acesso em 10 Mar. de 2007. CAMURUGY, Patrícia. ITIL na Governança de TI. 2005. Disponível em <http://www.timaster.com.br/revista/artigos/main_artigo.asp?codigo=984>. Acesso em 12 Mar de 2007. COMPANY WEB, TI & Negócios. Os perigos de Mudar. 2004. Disponível em <http://www.companyweb.com.br/lista_artigos.cfm?id_artigo=28>. Acesso em 21 de Abr de 2007. 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