SERVIÇOS FINANCEIROS, SEGUROS E PAGAMENTOS PARA SUA CADEIA DE SUPRIMENTOS
Você está
preparado para
uma perda?
O que os profissionais da cadeia de
suprimentos precisam saber sobre
seguros.
Autor:
J. Paul Dittman, PhD
Diretor Executivo
Global Supply Chain Institute da
Universidade do Tennessee
Faculdade de Administração de Negócios
Introdução
O risco nos transportes pode ter uma série de origens e pode ser muito difícil, se não impossível,
prevê-lo. As possibilidades são diversas e incluem intempéries climáticas, furtos, trailers
sequestrados, crises globais, cargas perdidas no mar (a lei marítima permite que os capitães
abandonem alguns contêineres para salvar o restante), acidentes catastróficos envolvendo
caminhões ou trens, incêndios em caminhões, etc. Na verdade, estima-se um impacto financeiro
global anual de $50 bilhões envolvendo a perda de cargas1.
Na Universidade do Tennessee, trabalhamos com centenas de empresas por meio de nossas
auditorias de cadeias de suprimentos e do Fórum de Cadeias de Suprimentos. Essas empresas
vão desde companhias de grande porte (com renda de mais de $400 bilhões) a firmas menores, e
incluem varejistas, fabricantes e fornecedores de serviços logísticos. A maioria das empresas em
nosso banco de dados (80% no mínimo) já passou por algum transtorno na cadeia de suprimentos
que causou um grande pico nos custos e/ou uma perda significativa em renda e lucros. As pequenas
empresas especialmente correm risco de sofrer uma grande perda.
Cada vez mais empresas valorizam os profissionais da cadeia de suprimentos capazes de antecipar
e buscar maneiras de mitigar riscos, ao invés daqueles que lidam com as consequências conforme
elas ocorrem. No entanto, caso algo aconteça, a saúde financeira da empresa deve ser protegida, e é
aí que entram os seguros.
Impacto financeiro
global anual
proveniente da
perda de cargas:
Em 2014, o Global Supply Chain Institute (Instituto para a Cadeia de Suprimentos Global) da
Universidade do Tennessee publicou um white paper intitulado Managing Risk in the Global Supply
Chain (Gerenciando o risco na cadeia de suprimentos global). A descoberta mais surpreendente da
pesquisa foi que embora 100% dos executivos da cadeia de suprimentos reconhecesse os seguros
como uma ferramenta de mitigação de riscos altamente eficaz, eles simplesmente não faziam parte
dos seus planos ou perspectivas.
$50 bilhões
A pesquisa, indicada pelos dados e gráficos abaixo, mostra diversas técnicas de mitigação de riscos
utilizadas pelos profissionais da cadeia de suprimentos.
O uso de seguros como uma ferramenta de mitigação de riscos aparece em último lugar!
Considerando a quantidade de exposição a riscos na cadeia de suprimentos, isso é surpreendente.
A maioria dos profissionais da cadeia de suprimentos com quem conversamos acredita que os
seguros são responsabilidade de outros especialistas na empresa. Ao fazer isso, eles perdem uma
ótima oportunidade de utilizar de maneira seletiva seguros com preços moderados para mitigar riscos
chave.
Técnicas de mitigação de riscos
(Preferência em uma escala de 1-10)
8
7.5
7
7.1
6
Como avaliar os seguros............................................... 11
3
Às vezes, coisas ruins acontecem com cargas boas...... 4
Motivos pelos quais as empresas não adquirem
seguros para cargas...................................................... 11
1
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
4.5
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Com que eficácia você utiliza o seguro de sua
cadeia de suprimentos: Uma autoavaliação................. 15
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Resumo e conclusão..................................................... 14
rte
Recomendações a você................................................ 13
do
Seguro para cargas.................................................... 8
4.8
0
ci
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Política do empresário................................................ 8
Tendências futuras para o seguro de bens em
trânsito........................................................................... 12
ne
ce
do
Seguro próprio............................................................ 8
5.55.5
2
Fo
r
Seguro como uma ferramenta de mitigação de riscos.... 7
6.16.1
4
Introdução....................................................................... 3
Aquilo que você não sabe pode prejudicá-lo.................. 6
6.8
5
Índice
O custo real da perda ou danos...................................... 5
6.9
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
3
Mesmo após todas as outras estratégias de mitigação de riscos serem consideradas, o risco ainda
existirá em áreas críticas da cadeia de suprimentos, e elas são as principais candidatas para o uso
seletivo de seguros. Uma solução econômica de seguros pode mitigar uma série de problemas, desde
cargas danificadas àquelas roubadas ou abandonadas. As seguradoras oferecem soluções para
contornar essas situações, proteger e, por fim, ajudar as empresas a se recuperarem financeiramente
de diversos desses riscos.
De acordo com Lee Meyrick, Chief Underwriting Officer Global Marítimo da Zurich Financial Services,
“A avaria grossa é o que mais motiva as solicitações de seguros marítimos.”3
Uma política de carga pode cobrir essa perda e também impedir que o contêiner seja detido para
garantir o pagamento.
Acreditamos com veemência que os profissionais da cadeia de suprimentos precisam se instruir
sobre seguros como um meio de minimizar a exposição financeira. É um erro pressupor que outros
profissionais da empresa estão lidando com essa área crítica da cadeia de suprimentos. Neste artigo,
iremos nos concentrar na perda ou nos danos aos bens em trânsito, entendendo os principais mitos e
as oportunidades que geralmente são ignoradas.
76%
Às vezes, coisas ruins acontecem com cargas boas
Com frequência, ouvimos as empresas dizerem que não se preocupam muito com o risco em sua
cadeia de suprimentos, pois nada de ruim nunca aconteceu com elas. Embora isso possa ser verdade
no momento, as cadeias de suprimentos estão se tornando maiores e cada vez mais complexas.
As empresas dependem de fornecedores e compradores em todo o mundo, cuja maioria nunca
conheceram. Há diversos meios de transporte entre as várias fronteiras, com diferentes moedas, leis,
idiomas e carreiras.
das empresas
relataram ao
menos um
problema na
cadeia de
suprimentos nos
últimos 12 meses
E, às vezes, coisas ruins acontecem com cargas boas. Cinquenta e dois contêineres são perdidos ou
danificados no mar todas as semanas2. Não é um número alto... a menos que um deles seja o seu
contêiner. Conforme as embarcações aumentam em tamanho, o risco de mais incidentes onerosos
também aumenta. Muitos importadores e exportadores não estão familiarizados com a regra que rege
a cobertura de cargas abandonadas para salvar a embarcação. A lei Avaria Grossa (AG) é um princípio
jurídico da lei marítima que estipula que todas as partes de um empreendimento marítimo devem dividir
proporcionalmente quaisquer perdas resultantes de um sacrifício voluntario de parte da embarcação ou
carga para salvar o todo em caso de emergência. Todos os comerciantes cujas cargas forem entregues
em segurança são convocados para contribuir, com base em uma divisão ou porcentagem, com a parte
cujos bens foram perdidos. Em uma circunstância, um remetente tinha $7.000 de mercadorias em um
contêiner, e ele achou que a quantia não era alta o suficiente para adquirir um seguro para a carga.
No entanto, alguns contêineres na embarcação tiveram de ser abandonados devido a intempéries
climáticas; a lei da Avaria Grossa foi declarada, e a empresa recebeu uma conta de $45.000. Seu
contêiner foi detido por uma semana até que conseguiram descobrir como solicitar fiança por Avaria
Grossa.
52
contêineres
são perdidos
ou danificados
no mar a cada
semana
4
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
Cargas enviadas por caminhões, embarcações e por via aérea são as mais vulneráveis a transtornos
dentro da cadeia de suprimentos, e 84% dos incidentes envolvem esses modos de transporte. As
cargas transportadas por caminhão respondem por 43% dos incidentes.4 Somente nos EUA, há 2,2
furtos de cargas relatados a cada dia; cujo valor médio de cada é $232.924.5 E a ameaça do furto de
cargas continua a aumentar, em grande parte devido à sofisticação dos grupos de criminosos e às
penas relativamente limitadas associadas aos crimes relacionados a cargas. Esses desafios nem ao
menos levam em conta os desastres naturais. Considere as enchentes recentes no centro-oeste dos
EUA, as tempestades devastadoras no nordeste e os furacões anteriores, como o Sandy.
Novamente, os profissionais dizem, “Isso não vai acontecer comigo.” Ainda assim, descobrimos
que 76% das empresas relataram ter tido pelo menos um transtorno na cadeia de suprimentos nos
últimos 12 meses.6 A cadeia de suprimentos é a alma de uma empresa e pode haver consequências
devastadoras se o risco não for avaliado e mitigado adequadamente. Vinte por cento das empresas
que passam por problemas na cadeia de suprimentos encerram suas atividades dentro de 18 meses.7
Levando em conta esses riscos, é importante que as empresas entendam melhor o verdadeiro impacto
da perda de cargas, onde sua responsabilidade começa e termina e como podem mitigar alguns
desses riscos por meio de seguros pensados para as cadeias de suprimentos.
O custo real da perda ou danos
O custo real da perda de cargas pode ser muito maior do que você imagina. Há três tipos de riscos
a serem considerados em relação a cargas: perda completa, danos e atrasos. Em relação à perda
completa e aos danos, muitos presumem que o custo simplesmente equivale à fatura (para bens
de entrada) ou talvez ao valore de varejo (para bens de saída). Mas há outros fatores a serem
considerados. Os bens perdidos ou danificados em trânsito inevitavelmente resultam em uma redução
do inventário disponível para atender os clientes. Isso faz com que fatores negativos adicionais entrem
em questão, como vendas perdidas, perda na participação de mercado e o impacto negativo à imagem
da marca. Um atraso significativo na chegada dos bens pode danificar severamente o brand equity
com o tempo, e minimizar a perda devido à fatura básica ou ao valor de varejo da carga.
Deixando de lado a imagem da marca, algumas firmas falham até em antecipar o impacto na receita
da perda de cargas. Mesmo que não haja um impacto em longo prazo sobre a participação de
mercado ou o brand equity, uma quantia surpreende de produtos precisa ser vendida para compensar
a perda e o sinistro, podendo muito facilmente chegar a uma proporção de 15:1. Por exemplo,
consideremos que uma empresa tenha uma margem de lucro de 6% sobre seus bens e tenha
perdido $233.000 em um furto de carga recente. Seriam necessários $3.833.333 em novas vendas
para recuperar o custo desses bens. Repor essa receita perdida pode ser um problema enorme para
algumas firmas, especialmente para pequenas e médias empresas. Nesses casos, o seguro oferece a
tranquilidade que permite que os profissionais durmam um pouco melhor à noite. Nem é preciso dizer
que isso não tem preço.
Por fim, independentemente de uma empresa ser grande ou pequena, os acionistas e proprietários
valorizam muito a capacidade de prever o desempenho financeiro com precisão. O seguro torna os
resultados financeiros mais previsíveis, imunizando as empresas contra picos extremos aleatórios que
poderiam ter um impacto financeiro negativo enorme.
O seguro, na verdade, torna eventos difíceis de serem previstos bastante contornáveis, além disso,
ele pode ser orçado anualmente. Isso é muito mais fácil do que tentar explicar uma grande perda a um
CEO ou aos acionistas. E algumas firmas transferem os custos com seguros a seus clientes, já que
pode ser uma taxa relativamente pequena quando dividida entre todas as remessas.
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
5
Aquilo que você não sabe pode prejudicá-lo
Esses limites baseados no peso podem prejudicar as empresas que enviam bens de alto valor.
Por exemplo, digamos que um caminhão que esteja levando uma carga de smartphones seja
sequestrado. Cada telefone vale $300 e cada uma das oito caixas pesa 50 libras. Isso equivale
a 400 libras de smartphones com valor de $480.000. Com a responsabilidade padrão das
transportadoras, o remetente receberia um reembolso de apenas $10.000, fazendo com que ele
fosse responsável pelos outros $470.000. (É improvável que o valor da carga seja em função do
peso, ainda assim, o peso é uma das principais variáveis utilizadas.)
Responsabilidade da transportadora
Quando conversamos com profissionais da cadeia de suprimentos, a maioria deles acredita
erroneamente que os seguros fazem parte das responsabilidades padrão das transportadoras.
Como colocado por um profissional da cadeia de suprimentos de uma varejista de grande porte,
“Presumo que a transportadora seja responsável por qualquer perda ou dano enquanto minha
carga estiver sob seus cuidados.” Com bastante frequência, os ocupados profissionais da cadeia
de suprimentos presumem isso e se concentram no próximo desafio. Mas os profissionais da
cadeia de suprimentos mais instruídos sabem que isso não é assim. Um executivo com quem
conversamos disse bem, “A responsabilidade da transportadora não é o seguro. Ela basicamente
protege a própria transportadora (de perdas ilimitadas). Essencialmente, é preciso que você
prove a negligência por parte da transportadora para que receba uma compensação, e isso é
difícil de fazer.”
Nesta seção, explicaremos as duas maiores armadilhas associadas com a responsabilidade da
transportadora e então discutiremos as opções de seguro que oferecer uma alternativa melhor.
Os dois problemas em termos de responsabilidade das transportadoras são:
1. Uma série de estatutos que limitam severamente a responsabilidade das
transportadoras.
2. A cobertura existente é quase sempre inadequada.
Estatutos que limitam a responsabilidade da transportadora
Os estatutos regentes permitem que as transportadoras estabeleçam seus próprios limites e os
estatutos são específicos ao tipo de transportadora e ao modo de transporte. Abaixo está uma
lista dos estatutos regentes por modo:
Modo
Estatuto Regente
Rodoviário e ferroviário
Carmack Amendment
Marítimo – Internacional
Carriage of Goods by Sea Act (COGSA)
Marítimo – Doméstico
Harter Act
Aéreo – Doméstico
Sem estatuto – somente a tarifa da transportadora se aplica
Aéreo – Internacional
Convenção de Montreal
Os estatutos variam em seus requisitos às transportadoras, e permitem que uma transportadora
limite sua exposição conforme ela acredite ser adequado, incluindo limitações de apresentação
de solicitações de sinistro e ações judiciais e exposição a dívidas totais. Eles também oferecem
à transportadora defesas contra solicitações de sinistro, incluindo, porém sem a isso se limitar:
1. Atos de força maior
2. Guerras
3. Falhas do remetente, p. ex., embalagem inadequada
4. Defeitos nos bens
5. Ações governamentais
Os números 3 e 4 podem ser interpretados amplamente e são a fonte de uma alta porcentagem
de negações de solicitações de sinistro (mais de 50%) para remessas domésticas e
internacionais. Os eventos de força maior ocorrem com mais frequência do que a maioria das
pessoas acredita e incluem uma grande variedade de eventos, como terremotos, furacões,
enchentes, tornados, incêndios, guerras, motins, bem como outras agitações de grande porte.
Uma situação semelhante existe para as remessas globais. De acordo com os estatutos, fica
a cargo do remetente provar que a perda ou o dano ocorreu enquanto os bens estavam sob o
controle da transportadora.
A cobertura da responsabilidade da transportadora geralmente é inadequada
Geralmente, uma transportadora marítima somente é responsável por até $500 por contêiner.
A FedEx® e a UPS® limitam a cobertura padrão a $100/pacote. As transportadoras internacionais
geralmente possuem um limite mínimo (p. ex., $0,50 por libra). A responsabilidade das
transportadoras que trabalham com caminhões também corresponde a taxas bastante baixas
por libra, por vezes de até $5/libra, mas, em geral, até $25/libra, conforme especificado no
conhecimento de embarque e nas regras tarifárias.
6
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
As transportadoras geralmente oferecem a possibilidade de adquirir uma cobertura de valor
adicional declarado. No entanto, é importante entender o que está incluso e como você será
compensado em caso de uma solicitação de sinistro. Em geral, a maioria das transportadoras não
paga por danos consequenciais ou o valor total de fatura dos bens vendidos.
Agora, vamos discutir algumas soluções de seguros reais disponíveis.
Seguro como uma ferramenta de mitigação de
risco
50%
das solicitações
de sinistro
para remessas
domésticas e
internacionais são
negadas
Há uma série de produtos de seguro disponíveis para proteger sua cadeia de suprimentos contra
as perdas descrita acima, e é importante entender os fundamentos e as armadilhas associadas a
cada um deles. Os mais comuns incluem:
A maioria das
transportadoras
não paga por danos
consequenciais ou o valor
total da fatura dos bens
vendidos
1. Seguro próprio
2. Seguros empresariais para propriedades e contra acidentes
3. Seguros para cargas
Antes de descrever cada uma dessas três áreas, é importante que você primeiro faça um balanço
de qual é a sua responsabilidade.
Quem é responsável: INCO terms
É vital entender quem é responsável pelos bens em trânsito. A responsabilidade financeira pela
perda pode ser incorrida pelo remetente, a transportadora ou o destinatário. Isso é estabelecido
pelos INCO terms (Comércio Internacional). Alguns exemplos comuns dos 11 INCO terms são:
• FOB destino: O vendedor é proprietário dos bens em trânsito e, portanto, é detentor do risco
em trânsito.I
• FOB origem: O comprador é proprietário dos bens e, portanto, é detentor do risco em
trânsito.II
• CIF: O vendedor é responsável por adquirir e pagar por alguma cobertura de seguro durante
a viagem até o destino indicado e é detentor do risco até esse destino. O comprador assume
os riscos a partir desse destino em diante.III
Em uma conversa recente, o executivo de uma empresa de embalagem de bens do cliente nos
disse que ele acreditava ser uma prática recomendável controlar o frete de entrada de seus
fornecedores. Concordamos com ele e conhecemos inúmeros exemplos em que essa prática
ajudou a economizar milhões de dólares ao exigir melhores taxas e eliminar os custos inflacionados
de frete dos vendedores. Mas há uma grande ressalva. Quando isso é feito, a empresa deve
entender plenamente que desse momento em diante ela é responsável por qualquer perda ou
dano, quando essa responsabilidade era assumida pelo fornecedor no passado. Mesmo em caso
de CIF, em que o vendedor é responsável pelo risco em trânsito, uma empresa descobriu que
a seguradora utilizada por seu fornecedor chinês era uma seguradora chinesa, e a empresa só
conseguiu solucionar a solicitação de sinistro após nove meses. A chave aqui é conhecer seus
termos e sua seguradora.
É importante ter conhecimento dentro de sua empresa em relação aos INCO terms e entender
exatamente quem é responsável durante cada etapa da cadeia de suprimentos. Isso pode ser um
desafio, já que a responsabilidade pode mudar de um fornecedor para o outro e de um comprador
para o outro.
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
7
Agora, vamos considerar cada tipo principal de cobertura de seguro para bens em trânsito.
1. Seguro próprio
O seguro próprio é um método de gerenciamento de risco no qual uma quantia monetária calculada
é reservada para compensar possíveis perdas futuras. Se o seguro próprio for abordado como
uma técnica de gerenciamento de risco séria, uma análise atuarial é usada para reservar dinheiro
suficiente para cobrir a futura perda incerta; do contrário, você não possuirá efetivamente um
seguro. O seguro próprio faz mais sentido para riscos que são mais previsíveis e mensuráveis com
base em um histórico de perda documentado. Normalmente, riscos catastróficos não são cobertos
por seguro próprio, uma vez que são altamente imprevisíveis e o impacto sobre a perda é grande.
O seguro próprio não tem a vantagem dos riscos partilhados para perdas catastróficas que
ameaçam a existência de sua empresa.
As empresas que utilizam o seguro próprio devem refletir sobre algumas questões críticas ao
negócio:
1. R
eservar fundos para perdas ou danos é a melhor maneira de usar o fluxo de caixa livre?
Poderíamos receber um retorno melhor sobre o investimento em algum outro lugar?
2. O
que acontecerá em caso de perda catastrófica e como a empresa irá sobreviver?
Embora o seguro próprio possa fazer sentido para algumas situações, ele, sem dúvida, pede por
uma avaliação e uma tática de mitigação de riscos aprimorada. Uma tática pode ser combinar o
seguro próprio a uma apólice de seguros altamente deduzível para cobrir eventos específicos que
seriam altamente prejudiciais a uma empresa.
O seguro
próprio
não tem a
vantagem
dos riscos
O seguro para cargas é bastante flexível
O seguro para cargas pode se aplicar aos modos de transporte marítimo, terrestre e aéreo. A
apólice pode cobrir perdas e danos, solicitações de sinistro de Avaria Grossa em mar e até mesmo
cobertura consequencial. O seguro para cargas também pode cobrir contingências que podem
ocorrer caso a parte responsável, de acordo com os INCO terms, não apresente a cobertura que foi
solicitada ou se a transportadora tenha passado por uma exclusão desconhecida. Além disso, ele
pode cobrir uma situação contingencial, em que bens são vendidos como FOB e não acarretam em
responsabilidade jurídica, mas seu cliente extremamente importante tem a influência suficiente para
exigir um pagamento por danos de qualquer maneira. O seguro pode ser de acordo com um valor
monetário real, o custo de reposição ou o preço de venda.
As apólices do seguro para cargas podem ser customizadas com base no tipo de bens, modos de
transporte, cobertura desejada e tolerância ao risco. Elas podem ser formuladas para cobrir cargas
de alto valor, incluindo produtos nos setores de alta tecnologia, farmacêutico e de joias, sabendose que algumas excedem o valor de $25 milhões. A apólice provavelmente terá algum limite para a
cobertura total. Esses tipos de apólices oferecem uma opção econômica e previsível para mitigar
perdas financeiras possivelmente grandes associadas à perda ou aos danos.
partilhados para perdas
catastróficas que
ameaçam a existência de
sua empresa.
O seguro para cargas também pode englobar e consolidar o risco sob uma única apólice com
cobertura adicional econômica. Uma apólice que cobre “todos os riscos” protege contra a maioria
dos problemas porta a porta, e até mesmo dentro do depósito, mas pode haver exceções, como
guerras e greves. O seguro para cargas pode cobrir riscos de eventos especiais, como feiras
comerciais, ou situações improváveis, incluindo terremotos, incêndios e enchentes, se especificados.
Também pode abranger situações mundanas, como atividades na entrada da doca durante o
processo de carga e descarga, em que m dano significativo pode ocorrer.
2. Seguros empresariais para propriedades e contra acidentes
Esse é a cobertura de seguros empresariais para propriedades e contra acidentes (P&C) padrão
que todos os proprietários de negócios possuem e que cobre a propriedade e acidentes. Cláusulas
podem ser adicionadas para cobrir perdas de inventários em trânsito. As pessoas que compram
e vendem essas apólices geralmente têm pouco sensibilidade aos problemas da cadeia de
suprimentos.
O seguro para cargas pode cobrir seu custo ou repor seu fluxo de renda
O seguro pode ser de acordo com o valor de reposição, o custo de compra ou o valor da fatura.
Em geral, os remetentes desejam recuperar seu custo, mas se esse custo aumentar rapidamente,
o custo de reposição pode ser considerado. Talvez seja importante proteger todo o fluxo de renda
e lucro e, portanto, o valor da fatura seria segurado. Pode ser diferente se a carga estiver sendo
recebida (importação) ou enviada (exportação). Talvez a firma queira adquirir um seguro de acordo
com o custo para as importações e com o valor da fatura para exportações. Recentemente,
discutimos com uma professional da cadeia de suprimentos sobre quanto da receita de sua
empresa poderia estar em risco devido a falhas na cadeia de suprimentos. Após muita discussão e
consideração, ela estimou que seria “apenas 1%” de seu fluxo de renda de $200 milhões.
No entanto, após realizar os cálculos, rapidamente percebemos que 1% da receita dessa firma
($2 milhões) seria uma perda considerável para uma empresa desse porte.
Geralmente, essas apólices de P&C possuem uma cláusula sobre cargas em trânsito. No entanto,
essa cláusula adicional raramente se baseia em qualquer análise real das necessidades da cadeia
de suprimentos. E ela quase nunca é utilizada para perda de cargas, simplesmente porque uma
solicitação de sinistro nessa área poderia afetar negativamente a taxa para toda a apólice.
Uma apólice para proprietários comerciais serve para simplificar o processo de compra de seguros
e agrega muitos riscos em uma única apólice. Ela pode cobrir riscos como seguros de propriedade
sobre prédios e depósitos possuídos, crimes, cobertura a veículos, cobertura de responsabilidades
e seguro contra enchentes. No entanto, essas apólices podem não ser suficientes, pois elas cobrem
tantos eventos e podem não atender uma necessidade específica, como um inventário em trânsito.
Mesmo com a cláusula, a cobertura pode não contemplar totalmente as complexidades da cadeia de
suprimentos.
3. Seguros para cargas
Essa é a forma mais antiga de seguro, datando de quase 500 anos atrás, e pode ser fornecida como
um complemento pela transportadora ou um terceiro. Pode ser transacional, isto é, a aquisição é
feita para cada remessa, quando necessário. Ou pode ser uma apólice anualizada global para todos
os riscos cobrindo todas as transportadoras e todos os modos de transporte globais (rodoviário,
ferroviário, aéreo e marítimo). O seguro de cargas cobre os bens em trânsito, incluindo o período em
que o veículo não está vigiado ou está abrigado em um depósito temporariamente.
O processo de avaliação e compra do seguro de cargas pode, por conta própria, ser valioso e pode
ajudar uma empresa a pensar sobre os riscos à sua cadeia de suprimentos. A pesquisa realizada
para nosso último white paper confirmou que a maioria das firmas (quase 90%) não possuem um
processo de gerenciamento de riscos robusto. Uma boa seguradora pode ajudar a desenvolver
esse processo. Infelizmente, o CFO ou um departamento de gerenciamento de riscos na empresa
geralmente adquire esse seguro sem realmente entender a cadeia de suprimentos como um
profissional da cadeia de suprimentos entenderia; e a oportunidade de desenvolver uma estratégia
de gerenciamento de risco abrangente para a cadeia de suprimentos é perdida.
8
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
Quase
90% das
A transportadora com seguro para cargas deve entender sua cadeia de suprimentos
É importante encontrar um parceiro que entenda bem as cadeias de suprimentos para ajudálo a desenvolver uma estratégia de gerenciamento de riscos da cadeia de suprimentos e criar
uma apólice de seguro para cargas personalizada às suas necessidades exclusivas. A UPS
Capital Insurance Agency, Inc. é um bom exemplo de uma seguradora que faz isso naturalmente,
considerando seu vínculo próximo com uma empresa da cadeia de suprimentos, a UPS®. As
melhores empresas colaboram ativamente com seus clientes e têm um conhecimento profundo na
cadeia de suprimentos global, dessa forma, reduzindo a probabilidade de uma perda e o custo da
apólice.
firmas não possuem
um processo de
gerenciamento de
riscos robusto
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
9
Como avaliar os seguros
O custo do seguro para cargas não precisa ser um mistério
Por sorte, o comprador é quem manda no mercado dos seguros para cargas. Há muita concorrência
no setor de seguros para cargas e novos concorrentes se apresentam a toda hora. Algumas
seguradoras reduzem os preços somente para conseguir o cliente, porém, em longo prazo, você
acaba recebendo por aquilo que pagou de uma forma ou de outra. Seu prêmio para o seguro para
cargas depende de uma série de variáveis. A lista abaixo pode ser amedrontadora à primeira vista.
É por isso que é importante fazer uma parceria com um profissional de seguros que se dispõe a
entender sua cadeia de suprimentos. Os fatores que afetam o custo do seguro para cargas incluem:
Alguém com experiência em cadeias de suprimentos deve estar envolvido na avaliação dos seguros
de cargas. Os remetentes que monitoram o histórico de perdas provavelmente terão um rico
conjunto de dados que irá oferecer às seguradoras uma noção clara do histórico de perdas de alta
probabilidade/baixo impacto do remetente. Isso oferece uma referência para estabelecer os níveis
adequados de dedutíveis/retenção de risco. Dedutíveis mais altos embasados nesses dados podem
reduzir os prêmios significativamente sem expor o remetente a perdas adicionais. Eventos de perda
de baixa probabilidade/alto impacto, por definição, são imprevisíveis. Um simples cálculo pode ser
realizado para avaliar o benefício de ter a proteção do seguro para eventos raros.
1. C
obertura transacional ou cobertura excedente: A cobertura transacional para remessas
individuais pode ser onerosa e pode custar até três vezes mais por carga do que uma
apólice excedente que cobre todas as remessas o ano todo; mas isso pode ser adequada
para as suas necessidades.
2. Valor segurado: Quanto do valor bruto total de suas remessas você deseja que seja
coberto pelo seguro? Você precisará especificar um valor máximo a ser coberto, bem como
um valor médio.
3. Embalagem: A embalagem claramente afeta as proporções de danos e, portanto, influencia
as taxas dos seguros. Algumas apólices podem ainda conter determinados requisitos de
embalagens e cláusulas que permitem a agilizar o pagamento dos sinistros.
Muitas transportadoras, incluindo a UPS®, oferecem serviços de teste de embalagens.
Uma avaliação de embalagem realizada por um especialista melhora seu histórico de
perdas e minimiza o risco de sinistros não pagos.
4. R
oteamento: O roteamento de remessas é essencial, especialmente remessas globais que
passam por áreas de alto risco. O México, por exemplo, pode ter um prêmio de 25%, ou
dedutíveis muito maiores, em relação às remessas nos EUA.
5. INCO terms: As taxas de seguro dependem da parte que possui a responsabilidade em
cada estágio da cadeia de suprimentos.
6. Modos: Os vários modos de transporte utilizados afetam as taxas de seguro, uma vez que
cada um deles possui um perfil de risco diferente.
7. H
istórico de perda: O histórico de perda da empresa e do produto, ou de produtos
semelhantes em outras empresas, afeta as taxas dos seguros. As empresas devem
conhecer e monitorar seu histórico de perda e tomar medidas ativas para mitigar as causas.
8. Limites de apólice: Os limites e dedutíveis agregados podem ser personalizados para a
tolerância de risco específica da sua empresa.
9. T
ipo de produto: O tipo de produto sendo enviado é claramente considerado. Bens de
alto risco, é claro, têm um seguro mais oneroso (p. ex., eletrônicos, joias, bebidas, metais
preciosos, peças automotivas, artigos farmacêuticos, etc.). Por exemplo, tablets têm um
risco e um custo de seguro muito maior do que eixos de caminhões.
10. Julgamento da seguradora: Os modelos de preços continuam a melhorar conforme
as seguradoras se tornam mais experientes com determinados produtos e proporções
de perda. Portanto, é necessário que um remetente entenda seus riscos e seja capaz de
articular sua avaliação e programas de mitigação para oferecer às seguradoras um nível de
conforto para que o preço da cobertura seja adequado.
Os remetentes devem gerenciar seus custos de seguros otimizando e equilibrando os 10 fatores
acima, com a ajuda de um profissional de seguros que conheça a cadeia de suprimentos.
Perda estimada = a probabilidade percebida de ocorrência X o impacto
percebido da ocorrência.
Eventos de perda de
baixa probabilidade/
alto impacto são, por
definição,
imprevisíveis
Por exemplo:
Se o remetente tem, em média, bens com valor equivalente a $5.000.000
em uma embarcação marítima e acredita que a probabilidade de perder
essa carga em um acidente no mar é de 2,0%, então:
$5.000.000 x 0,02 = uma perda de $100.000.
Um prêmio anual cotado para essa cobertura de $50.000 seria claramente justificado. Uma vez que
eventos raros mais devastadores podem ocorrer amanhã ou muito anos no futuro, esse cálculo é
usado para dissipar o impacto ao longo do tempo e ajudar a avaliar o custo dos prêmios de seguro
anuais para se proteger contra, nesse caso, uma perda de $5.000.000.
Motivos pelos quais as empresas não adquirem
seguros para cargas
Há muitos motivos pelos quais as firmas não utilizam o seguro para cargas para proteger seus bens
em trânsito. Abaixo está uma lista dos seis motivos mais comuns.
1. A cobertura atual não é bem entendida: Os profissionais da cadeia de suprimentos
podem acreditar erroneamente que já estão protegidos. Infelizmente, quase sempre se
trata de uma cobertura para a responsabilidade da transportadora, que possui todas as
armadilhas e desvantagens enumeradas acima. Eles também podem achar que a apólice
empresarial para propriedades e contra acidentes (P&C) os protege. A conclusão é que,
a menos que você tenha uma apólice de seguro para cargas, você estará colocando sua
empresa em risco.
2. KPIs inadequados: Muitos profissionais da cadeia de suprimentos são avaliados em
relação ao custo, mas não em relação às perdas em trânsito. Essas perdas podem ser
atribuídas a “outra conta.” Nesses casos, esses departamentos não são incentivados a
gerenciar as perdas em trânsito de perto.
3. Falta de entendimento do risco da cadeia de suprimentos: Geralmente, há alguma
confusão dentro de uma empresa sobre quem é responsável por adquirir o seguro para a
cadeia de suprimentos, ou pressupõe-se que esses riscos já sejam cobertos.
4. Nenhuma perda significativa recentemente: A equipe de gerenciamento atual pode
nunca ter sofrido grandes perdas em trânsito. Embora um único evento possa ter
uma baixa probabilidade de ocorrer, quando todos os possíveis eventos de perda são
considerados coletivamente, a chance de algo acontecer é surpreendentemente alta.
5. Invisibilidade da perda: As perdas não são monitoradas com o tempo ou entre diferentes
regimes de gerenciamento. Portanto, a perda de cargas se torna essencialmente invisível
para a organização.
6. Os sinistros podem não ser pagos: Há o medo de que o envio de uma solicitação de
sinistro faça com que o valor do prêmio aumente demais, que a apólice seja cancelada
ou que o sinistro seja rejeitado diretamente, como geralmente acontece com a cobertura
de responsabilidade da transportadora. É importante entender que o seguro é diferente
do que a cobertura pelas responsabilidades da transportadora e pode ser personalizado
para atender o perfil de tolerância de risco da empresa. Esses benefícios devem ajudar a
minimizar quaisquer conotações negativas com o seguro.
10
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
11
Tendências futuras para o seguro de bens em trânsito
9. C
argas maiores. Mais empresas estão se especializando em preencher totalmente seus
equipamentos de transporte. Mais espaço preenchido significa mais produtos em uma carga
com mais valor e mais risco. A capacidade de envio dos contêineres está aumentando
e, como resultado, expondo mais cargas a perigos. Remessas de 5.000 TEU (unidades
equivalentes a vinte pés) foram consideradas grandes por muitas décadas, e 5.000 TEU é a
capacidade do Canal do Panamá. Com sua expansão no próximo ano, o Canal do Panamá
irá acomodar embarcações de 13.000 TEU. Com 15.500 TEU, o Emma Maersk, construído
em 2006, já foi considerado o maior navio que poderia ser construído. Porém, desde então,
12 embarcações de contêineres maiores já foram lançadas, culminando no MCI Oscar neste
ano, com 19.200 TEU.
O que guarda o futuro para o seguro de bens em trânsito? Abaixo está uma lista das 10
megatendências para o seguro de bens em trânsito, algumas já aparentes no mercado hoje em dia.
1. Maior visibilidade da cadeia de suprimentos. Mais serviços de tecnologia e transporte
estarão disponíveis para oferecer monitoramento e intervenção em tempo real, todas as
horas do dia. Por exemplo, o UPS Proactive Response® Secure oferece monitoramento de
remessas 24 horas por dia, 7 dias por semana e, se marcos críticos não forem atingidos,
alertas são enviados a uma torre de controle global. Uma equipe entra em ação para
recuperar a remessa e desenvolver uma estratégia de entrega alternativa. Com o seguro
integrado da UPS Capital Insurance Agency Inc., os gastos incorridos para interceptar, rotear
novamente ou expedir uma remessa são cobertos.
2. Processamento, resolução e pagamento rápidos de sinistros. Essa será uma tendência
crescente, e um verdadeiro ponto de diferenciação para as empresas de seguros. Mais e
mais empresas perceberão que velocidade é necessária para proteger o fluxo de caixa e
seus resultados. Os remetentes devem estar cientes da taxa de pagamento de sinistros das
seguradoras e da velocidade na resolução de uma solicitação de sinistro.
3. Seguradora como parceira. As empresas irão querer ser parceiras de seguradoras que
possam ajudá-las a desenvolver uma estratégia geral para gerenciar os riscos da cadeia de
suprimentos, personalizar uma apólice de seguros para se adequar às suas necessidades e
também trabalhar com elas para antecipar e evitar perdas. Além disso, algumas empresas
podem trazer especialistas em embalagens e segurança para criar um plano de mitigação de
riscos em camadas.
4. Big data, análise de negócios e modelagem. O poder do Big Data e da análise de
negócios ajuda as empresas a gerenciar melhor o risco. As empresas que usam essa
tecnologia serão capazes de antecipar melhor os riscos antes que eles aconteçam e de
prevenir perdas. Os bancos de dados de histórico de perdas irão evoluir a fim de mostrar
as perdas por produto, rota, cliente, tipo de pacote, etc. Modelos matemáticos sofisticados
ajudarão as empresas a otimizar seu perfil de risco.
5. O
omni-channel e suas implicações. O poder está sendo transferido ao consumidor final
conforme mais pessoas utilizam a Internet e seus smartphones para fazer compras online.
A Amazon®, com centenas de vendedores afiliados, está revolucionando o varejo.
A cobertura de seguros baseada no cliente projetada para o mercado de entregas em
domicílio irá se tornar cada vez mais importante.
6. Cobertura contra interrupções nos negócios. O tsunami no Japão e as enchentes na
Tailândia em 2011 trouxeram a necessidade dessa frente e desse centro. Interrupções
graves nos negócios devido a falhas na cadeia de suprimentos são comuns, com mais de
80% das empresas em nosso banco de dados tendo passado por uma interrupção que
causou um grande pico nos custos, perda de receita/lucro e/ou queda no mercado de ações.
Bons produtos de seguro que lidam com as interrupções nos negócios causadas por falhas
na cadeia de negócios serão desenvolvidos. A fim de se qualificar para essa cobertura, as
empresas precisarão mapear suas cadeias de suprimentos, identificando rigorosamente
os riscos e sendo capazes de oferecer às seguradoras as informações necessárias para a
subscrição das apólices.
7. Um cenário global em mudança. As rotas comerciais globais continuarão a evoluir. O perfil
de risco por região no mundo mudará dinamicamente. Por exemplo, em algum momento, os
trens da Rota da Seda (ferrovia transasiática) substituirão uma parte do transporte marítimo
e aéreo da Ásia à Europa. Mesmo dentro de um mesmo país, as entregas urbanas evoluirão
para entregas no mesmo dia e entregas a pontos de acesso (p. ex., lojas de conveniência,
lavanderias ou floristas) para retirada pelo cliente. O Mercado global continuará a mudar
com uma série de regulamentos diferentes por país. Os produtos de seguros terão de ser
personalizados por país e atender os diferentes regulamentos e riscos políticos em todo o
mundo.
10. M
ais controle sobre o frete de entrada. Mais empresas estão assumindo o controle do
gerenciamento do frete de entrada de seus fornecedores e, nesse processo, assumindo
mais risco de perda de cargas.
Um professional
de seguros que
Recomendações para você
1. Instrua-se sobre seguros. Ler este white paper é um bom começo.
se dispõe a
2. Entenda os INCO terms e quem é responsável por suas remessas (de entrada e saída) em
cada estágio da cadeia de suprimentos. Trabalhe com seus fornecedores e compradores
para garantir que eles sejam claramente delineados nos termos de venda. (Para mais
informações, consulte o livro Mastering Import and Export (Dominando as importações
e exportações, em tradução livre), de Thomas Cook, 2012, American Management
Association.)
seus negócios com
3. P
rojete os KPIs para incentivar o comportamento de evitar a perda de cargas.
profundidade pode
4. E
ntenda o processo de seguros empresariais e gerenciamento de risco em sua empresa.
Um processo para o planejamento de continuidade de negócios pode já estar instaurado.
Nesse caso, você pode conseguir aproveitar esse processo e ter melhores chances de
buy-in corporativo para as necessidades de seguros de sua cadeia de suprimentos.
entender
recomentar a apólice
adequada
5. D
ocumente o seguro de cada uma de suas remessas. Elas são cobertas apenas pela
responsabilidade da transportadora ou existem outros seguros que protegem a remessa?
Entenda os limites da cobertura, dedutíveis e as lacunas na cobertura.
6. Avalie seu risco. Entenda o valor de suas remessas. Uma empresa descobriu que estava
colocando $40 milhões em produtos em um único caminhão. A organização logística foi
incentivada a encher o container sem considerar o perfil de risco. Monitore as perdas e
documente as quantias que foram recuperadas. Entenda sua rede global e os países de alto
risco incluídos nela.
7. Estime o impacto sobre as finanças corporativas devido a perdas na cadeia de
suprimentos. Grandes perdas aumentam o capital de giro e reduzem o fluxo de caixa.
Você precisará repor o inventário enquanto seu dinheiro estará comprometido com o
inventário que foi perdido. Entenda que você pode ter que vender de 10 a 15 vezes o valor
da perda como compensação. E também pode haver implicações no brand equity.
8. S
eja parceiro de um professional de seguros que entenda os problemas da cadeia de
suprimentos e possa ajudá-lo a desenvolver um plano completo de gerenciamento de risco.
Trabalhe com um especialista para entender as melhores opções para cobrir as lacunas.
9. Trabalhe para mitigar o risco prevenindo o acontecimento de perdas. Aumente a
visibilidade da cadeia de suprimentos de ponta a ponta e integre os processos de
gerenciamento de risco.
10. T
ome uma decisão sobre a cobertura de seguro para cargas correta para sua firma.
Um professional de seguros que se dispõe a entender seus negócios com profundidade
pode recomentar a apólice adequada.
8. Crescimento de 3PLs (empresas logísticas terceiras). Cada vez mais empresas estão
terceirizando o gerenciamento de suas operações logísticas a terceiros. É importante que as
empresas gerenciem de perto os aspectos de seguros de seus bens em trânsito. Se a 3PL
tiver a autoridade para lidar com seguros e sinistros, poderá criar um centro de lucros oculto
ao redor disso. Elas não podem elevar o preço do seguro em si, mas podem adicionar uma
taxa de serviço. Um especialista de uma empresa de embalagem de bens de grande porte
com quem conversamos estimou que esse spread bruto nos seguros poderia ser um dos
itens mais lucrativos de seu transitário. A lição aqui é que você não deve terceirizar a função
de risco de sua cadeia de suprimentos.
12
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
13
Resumo e conclusão
Com que eficácia você utiliza o seguro de sua
cadeia de suprimentos?
Ao longo da última década, muitas empresas enfrentaram desafios extremos na cadeia de
suprimentos que fizeram com que suas capacidades aumentassem até um ponto de ruptura.
Tanto a preponderância de desastres naturais e enormes oscilações econômicas causaram
desafios extremos na cadeia de suprimentos. Esses desafios não diminuíram. As cadeias de
suprimentos, que já funcionaram quase que no piloto automático, enfrentam muitos riscos hoje
em dia nos mercados global e doméstico.
Incluímos uma autoavaliação abaixo com o objetivo de ajudá-lo a avaliar seu entendimento dos
seguros para cadeias de suprimentos, bem como seu processo para avalia-los e adquiri-los.
Após concluir a pesquisa, observe as recomendações no final da tabela. Esperamos que você
utilize essa ferramenta e o material neste white paper na jornada para transformar sua cadeia de
suprimentos.
Em nossa pesquisa sobre risco na cadeia de suprimentos global, 100% dos executivos da
cadeia de suprimentos reconheceram os seguros como uma ferramenta de mitigação de
riscos altamente eficaz, porém, na maioria dos casos, ela não fazia parte de seus planos ou
perspectiva. Claramente, isso exige que uma parceria seja estabelecida com uma seguradora
que entenda os riscos da cadeia de suprimentos. Essas empresas possuem dados prontamente
disponíveis sobre os riscos da cadeia de suprimentos que podem ser valiosos ao avaliar e
gerenciar os riscos da cadeia de suprimentos.
Os provedores de soluções de seguros, como a UPS Capital, estão dispostos e ávidos para
compartilhar as melhores práticas e têm um interesse pessoal em evitar perdas.* Eles podem
ser os parceiros chave ao trabalhar com empresas para minimizar os efeitos financeiros dos
riscos diários da cadeia de suprimentos e transtornos catastróficos. Eles regularmente veem o
melhor e o pior das práticas na cadeia de suprimentos e precisam ser bem-sucedidos ao mitigar
os riscos para seus clientes, e para seus próprios resultados. Os tipos de seguro especializado
provenientes de diversos fornecedores do setor de seguros podem ser um componente integral
da abordagem de mitigação de riscos de uma empresa.
Os profissionais da cadeia de suprimentos com quem conversamos presumem que o seguro
seja responsabilidade de outros especialistas na empresa. Ao fazer isso, eles perdem uma ótima
oportunidade de utilizar seletivamente os seguros para gerenciar os riscos chave. Assim como
a maioria das outras decisões relativas à cadeia de suprimentos, isso se resume a uma análise
de custo-benefício. Mesmo após todas as outras estratégias de mitigação de riscos terem sido
consideradas, o risco ainda existirá em áreas críticas da cadeia de suprimentos, e esses são
ótimos candidatos para o uso seletivo de seguros.
Com que eficácia você utiliza o seguro de sua cadeia de suprimentos?
Uma autoavaliação
Classifique em uma escala de 1-10,
em que 10 significa classe mundial
Pergunta
1. Qual seu nível de envolvimento (profissional da cadeia de
100%
dos executivos
da cadeia de
suprimentos
reconhecem os
seguros como
uma ferramenta
de mitigação de
riscos altamente
eficaz.
suprimentos) ao selecionar seguros para suas remessas?
2. Seus KPIs fornecem incentivos adequados para que você e as
demais pessoas envolvidas no processo de seleção dos seguros
Como você se saiu?
gerenciem adequadamente as compensações?
0–40 pontos: Seu processo é deficiente. Você
deve ter uma classificação melhor e criar uma
3. Qual o nível de completude de seu histórico de perdas e danos
parceria com um especialista em seguros para
documentos e do seu histórico de recuperação de sinistros?
a cadeia de suprimentos a fim de desenvolver
um plano multianual.
E você precise rapidamente obter um bom
4. Você compreende bem os INCO terms e quem é responsável em
cada estágio da cadeia de suprimentos global?
seguro para cargas.
40-60 pontos: Seu processo é médio. Você
ocupa uma posição sólida na qual pode se
desenvolver. Você agora precisa de um plano
multianual para melhorar seu processo de
gerenciamento de riscos. Estabeleça uma
parceria com um especialista na cadeia de
suprimentos no campo de seguros.
60-80 pontos: Você possui um processo
de gerenciamento de riscos da cadeia de
suprimentos de bom a excelente para suas
remessas de carga. Desenvolva seus pontos
5. Quanto conhecimento você tem em relação aos limites da
cobertura de responsabilidade da transportadora em relação ao
valor de suas remessas?
6. Você compreende bem a cobertura de envio do seguro
empresarial para propriedades e contra acidentes da empresa?
7. Seu processo de envio e reenvio de solicitações de sinistro é
robusto?
8. Seu plano de ação é complete a fim de evitar perdas e danos,
incluindo embalagens?
fortes. Mas também avalie honestamente e
trate seus pontos fracos continuamente.
9. Você está envolvido no monitoramento e gerenciamento dos
80-100 pontos: Você tem um processo
seguros de seu fornecedor 3PL?
excelente, quase de classe mundial, para
gerenciar o risco das cargas. Certifique-se
10. Qual a extensão de sua parceria com um profissional de seguros
de mantê-lo dessa forma. O nível aumenta
para selecionar a cobertura certa para suas remessas globais e
todos os dias. Continue a se desafiar para
domésticas?
permanecer no topo.
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VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UMA PERDA?
15
1
The National Cargo Security Council
2
The World Shipping Council, The Survey Results for Containers Lost at Sea – 2014 Atualização
3
Marine Insurance – Care and Protection of Supply Chain Cargo at Sea, 1o de maio de 2011
4
Risk and Loss Prevention in the Supply Chain – Skorna, Bode, Weiss (Apresentado na 29a
Conferência Anual sobre Gerenciamento de Tecnologia)
5
FreightWatch International, Supply Chain Intelligence Center: Cargo Theft USA 2014
6
Business Continuity Institute and Zurich Insurance Group, 2014 Supply Chain Resilience Survey
7
Supply Chain Brain, Supply Chain Risk Awareness, Assessment & Benchmarking, 18 de março
de 2015
i
FOB destino: O vendedor paga e incorre com as cobranças de frete e é proprietário dos bens
enquanto estão em trânsito. A titularidade é transferida no local do comprador.
ii
FOB origem: O comprador assume a propriedade no local do vendedor e é responsável a
partir desse ponto. Portanto, a venda está concluída assim que o produto é buscado pelo
comprador. O comprador é responsável.
iii
CIF (custo, seguro e frete): O vendedor detém o risco e a responsabilidade pelo custo dos
bens em trânsito, oferecendo um seguro mínimo e pagando as cobranças de frete para
mover os bens até um destino escolhido pelo comprador, como um porto. A partir do ponto
de entrega no destino, o comprador assume o risco e a responsabilidade pelas cobranças de
descarregamento e quaisquer custos adicionais de envio a um destino final.
Sobre a Universidade do Tennessee
O programa de gerenciamento da cadeia de suprimentos com melhor classificação da
Universidade do Tennessee é apresentado pela faculdade de administração de negócios.
Ele oferece instrução aos graduandos e alunos de MBA e doutorado, com 30 membros do
professorado. A faculdade de gerenciamento de cadeia de suprimentos da Universidade do
Tennessee é classificada em primeiro lugar para produtividade de pesquisas acadêmicas sobre
a cadeia de suprimentos.
Sobre o autor
J. Paul Dittmann, PhD, é o Diretor Executivo do Global Supply Chain Institute da Universidade
do Tennessee. Ele leciona cursos sore a cadeia de suprimentos na faculdade de administração
e dá palestras nos programas de educação executiva da faculdade. Ele tem uma carreira de
32 anos em empresas da Fortune 150, ocupando cargos como Vice-Presidente da área de
Logística para a América do Norte e Vice-Presidente da área de Sistemas Logísticos Globais.
Mais recentemente, ele atuou como Vice-Presidente de Estratégia, Projetos e Sistemas de
Cadeia de Suprimentos para a Whirlpool Corporation. Ele já prestou consultoria ou realizou
treinamentos executivos para diversas organizações públicas, provadas e governamentais.
Ele é coautor de um artigo recente da Harvard Business Review: Are You the Weakest Link in
Your Supply Chain? (Você é o elo mais fraco de sua cadeia de suprimentos?).
Ele também é coautor do livro The New Supply Chain Agenda (A nova agenda da cadeia de
suprimentos), publicado pela Harvard Business Publishing. E ele escreveu o livro Supply Chain
Transformation: Building and Executing an Integrated Supply Chain Strategy (Transformação
da cadeia de suprimentos: Criando e executando uma estratégia integrada para a cadeia de
suprimentos) publicado pela McGraw Hill em 2012.
*O seguro é elaborado por uma seguradora autorizada e emitido por meio de produtores de seguros licenciados afiliados
à UPS Capital Insurance Agency, Inc. e outras agências de seguro afiliadas. A UPS Capital Insurance Agency, Inc. e suas
afiliadas licenciadas são subsidiárias de propriedade integral da UPS Capital Corporation. A cobertura de seguros não está
disponível em todas as jurisdições.
©2015 United Parcel Service of America, Inc. UPS, UPS Capital, e a marca UPS e a cor marrom são marcas registradas da
United Parcel Service of America, Inc. Todos os direitos reservados.
Por que escolher a UPS Capital? Ninguém entende de transportes e logística como a UPS. E embora você provavelmente nunca tenha pensado em
uma empresa da UPS para obter serviços de financiamento e seguros, nosso conhecimento sobre a cadeia de suprimentos global nos oferece uma
posição exclusiva para ajudar a proteger as empresas contra os riscos e promover a receita em suas cadeias de suprimentos. As seguradoras e bancos
não podem afirmar isso.
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