A BAGAGEM E SUA INFLUÊNCIA NA CONDUÇÃO DE VEÍCULOS
Dezembro 2010
SUMÁRIO
Apresentação
04
Introdução
04
A distribuição da bagagem no veículo
05
Viajar com animais de estimação
06
Objetos soltos no habitáculo
07
Pneus e cargas
08
O comportamento dinâmico em função da carga
09
Conclusões
20
Conselhos
20
Comentários CESVI Brasil
21
Legislação
22
Bibliografia
23
3
A BAGAGEM E SUA INFLUÊNCIA NA CONDUÇÃO DE VEÍCULOS
APRESENTAÇÃO
A FUNDACIÓN MAPFRE, atenta aos temas que repercutem no aperfeiçoamento das condições de segurança viária, publica
em português esta pesquisa espanhola denominada “El equipage y su influencia en la conducción”, realizada em julho de 2006
pelo Instituto de Segurança Viária da Espanha.
Trata-se de estudo apresentado na íntegra, que vem esclarecer e proporcionar informações técnicas sobre a distribuição de
carga nos veículos de passeio.
Este estudo, original em espanhol, contará com algumas adaptações às condições brasileiras, principalmente quanto às
normas de circulação viária definidas no Código de Trânsito Brasileiro – CTB e resoluções do Conselho Nacional de Trânsito –
CONTRAN, coordenador do Sistema Nacional de Trânsito e órgão máximo normativo e consultivo.
Uma das principais atividades da FUNDACIÓN MAPFRE é difundir conhecimento e cultura com relação à segurança viária;
neste caso, em relação à distribuição de carga nos automóveis e cuidados que os ocupantes de veículos podem adotar,
evitando eventuais lesões decorrentes do deslocamento da carga.
Finalmente, o objetivo da publicação do estudo é disseminar informações que possam oferecer à sociedade conhecimentos
para melhorar as condições da segurança viária.
A BAGAGEM E SUA INFLUÊNCIA NA CONDUÇÃO DE VEÍCULOS
1 – INTRODUÇÃO
Para a maioria dos motoristas, o período de verão representa o momento de realizar um dos principais deslocamentos do ano:
a viagem de férias. Geralmente, esse momento é preparado com antecedência e costuma-se cuidar de todos os detalhes
referentes tanto ao planejamento da rota quanto à manutenção do veículo.
Entretanto, muitas vezes, um aspecto fundamental, como o volume e peso da bagagem que levaremos conosco, passa
despercebido.
Um veículo sobrecarregado ou com a carga distribuída de maneira incorreta aumenta consideravelmente a possibilidade de se
sofrer um acidente, como foi comprovado nos testes realizados para este estudo.
Com base nas estatísticas oficiais1, podemos considerar que entre os 94.000 acidentes com vítimas ocorridos na Espanha em
2004, o fator carga esteve presente em 77.
Este estudo tem como objetivo conhecer a influência do fator carga nos acidentes de trânsito com vítimas, proporcionar
informação ao motorista e promover medidas corretivas, destinadas à redução do número de acidentes causados tanto pelo
excesso de carga quanto por sua má distribuição dentro do veículo.
1
Norma espanhola de circulação viária.
4
Através deste relatório, cuja execução foi encomendada à PREVIENE Gestión Integral y Prevención de Accidentes de Tráfico,
o Instituto de Segurança Viária da FUNDACIÓN MAPFRE, em colaboração com a revista Autopista2, quer oferecer uma
contribuição adicional aos esforços para reduzir tanto o número de acidentes quanto o de vítimas.
2 – A DISTRIBUIÇÃO DA BAGAGEM NO VEÍCULO
Sobrecarregar um veículo não acarreta apenas maior consumo de combustível e desgaste prematuro das partes móveis de
diversos componentes mecânicos. Essa atitude pode colocar em risco a segurança dos ocupantes, já que o aumento de peso
implica mudança no comportamento dinâmico do veículo.
Em nenhum caso a soma da tara3 do veículo (seu peso total sem carga nem passageiros) mais a carga transportada deve
exceder o peso máximo autorizado, que consta no manual de características técnicas do carro.
A bagagem deve estar sempre no porta-malas. E devemos colocá-la de forma compensada: não coloque as malas mais
pesadas todas do mesmo lado.
Convém distribuir a bagagem pensando nas coisas de que poderemos necessitar durante a viagem (roupas, ferramentas,
macaco, etc.). Faça um esforço e não encha o porta-malas, saiba que é muito mais complicado recolocar tudo na volta. Entre
outras razões, porque nas férias sempre acabamos comprando coisas que terminam no porta-malas.
Malas, sacolas e demais volumes devem estar bem organizados e distribuídos, para que não comprometam a estabilidade do
veículo, não atrapalhem os ocupantes e, o que é mais importante, não dificultem os movimentos ou a visibilidade do motorista.
Para carregar de forma organizada o porta-malas, comece por limpar e tirar todas as coisas inúteis que foram se acumulando
nele durante os últimos meses. Dessa forma, você conhecerá o espaço de que realmente dispõe. Para facilitar o transporte de
objetos pequenos, reúna-os em uma mochila ou sacola, assim você evita que se percam.
Se tiver que empilhar malas ou outro tipo de volume, coloque embaixo os mais pesados, ainda que não sejam os mais
volumosos. Assim, se mantém o centro de gravidade do veículo o mais baixo possível.
Uma vez concluída a acomodação da carga, é conveniente prendê-la com uma rede protetora fixada na base do porta-malas.
Desse modo, em caso de manobra brusca ou acidente, limitaremos o deslocamento da carga e seu possível deslizamento para
o habitáculo. Se viajarmos com o banco traseiro livre, é melhor afivelar seus cintos de segurança, evitando que, numa colisão,
seu encosto ceda e as malas lesionem os ocupantes.
O ideal é limitar nossa bagagem ao espaço disponível no porta-malas. Se este não for suficiente, poderemos recorrer a um
porta-bagagem de teto. O uso desse acessório, entretanto, representa um aumento do consumo de combustível e modifica as
condições de estabilidade do veículo.
De maneira geral, não são apropriados para cargas muito pesadas e aceitam bem objetos leves, de grande volume. Os
bagageiros de teto são equipamentos de transporte ideais para pranchas de surfe ou bicicletas. Antes de sair, devemos nos
certificar de que tudo está bem preso. Durante a viagem, é recomendável aproveitar cada parada para comprovar a segurança
dos objetos transportados.
Se, apesar de tudo, o espaço de que dispusermos for insuficiente para a bagagem que precisamos levar, sempre poderemos
recorrer a uma empresa de transporte ou correio para que leve as malas.
Dentro do habitáculo, não devemos colocar nenhuma bagagem4. Além de incomodar os ocupantes, transtorno de menor
gravidade, pode ser muito perigoso no caso de uma freada brusca ou acidente. Nesse sentido, vale alertar que a existência de
objetos com arestas ou superfícies cortantes no interior do carro aumenta o risco de lesões para os ocupantes, em caso de
colisão.
2
Revista espanhola.
3
O anexo I do Código de Trânsito Brasileiro define: TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e
equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios, da roda sobressalente, do extintor de incêndio e do fluido de
arrefecimento, expresso em quilogramas. LOTAÇÃO - carga útil máxima, incluindo condutor e passageiro que o veículo
transporta, expressa em quilogramas para os veículos de carga ou número de pessoas, para os veículos de passageiros.
4
Grifo CESVI Brasil.
5
Também não devemos colocar objetos na bandeja traseira, pois eles reduzem o campo de visão do motorista e podem se
converter em projéteis perigosos, inclusive mortais, no caso de uma colisão.
Segundo o Artigo 14 do Regulamento Geral de Circulação5, “a carga transportada em um veículo, assim como os acessórios
utilizados para seu acondicionamento ou proteção, devem estar dispostos e, se for necessário, presos de tal forma que não
possam: arrastar, cair total ou parcialmente ou deslocar-se de maneira perigosa; comprometer a estabilidade do veículo;
ocultar os dispositivos de iluminação ou de sinalização luminosa, as placas ou distintivos obrigatórios e as advertências
manuais de seus condutores”.
As dimensões da carga não são limitadas, mas não devem ultrapassar as medidas de fábrica do veículo. No caso concreto de
um carro de passeio, “a carga poderá sobressair – Artigo 15 do Regulamento Geral de Circulação6 – pela parte posterior até
dez por cento de sua longitude e, se for indivisível, até quinze por cento”.
Nesse caso, a carga que sobressaia por trás de um carro de passeio “deverá ser sinalizada por meio da sinalização V-20
(painel refletor de listras vermelhas e brancas). Esta sinalização deverá ser colocada na extremidade posterior da carga de
modo que fique constantemente perpendicular ao eixo do veículo. Quando a carga sobressair longitudinalmente por toda a
largura da parte posterior do veículo, deverão ser colocados transversalmente dois painéis de sinalização, cada um em uma
extremidade da carga ou da largura do material que sobressair. Ambos os painéis deverão ser colocados de tal modo que
formem um V invertido. Quando o veículo circular entre o pôr e o nascer do sol ou sob condições meteorológicas ambientais
que diminuam sensivelmente a visibilidade, a carga deverá ser sinalizada, ainda, com uma luz vermelha”.
Essa obrigação de ter uma sinalização V-20 é aplicável também aos porta-bicicletas que são instalados sobre a porta traseira.
Aproveitamos para lembrar que o transporte de galões de combustível em um veículo particular é proibido. Nesse aspecto,
estamos submetidos à legislação sobre mercadorias perigosas, que regula os requisitos necessários para o transporte de
combustíveis.
3 – VIAJAR COM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
Se em nossos deslocamentos levarmos um animal de estimação no carro, é obrigatório criar uma separação física entre ele e
o motorista7. O animal pode incomodá-lo e provocar um acidente.
Existem estudos efetuados por empresas de pesquisa de acidentes, demonstrando que os pets são uma fonte importante de
distrações. Um animal solto pode interferir nos comandos do carro ou impedir a visibilidade do motorista. Nos referidos
estudos, demonstra-se que nem sempre a situação de risco é criada pelo animal. Acontece que, às vezes, é o motorista quem
brinca com seu animal.
De qualquer maneira, o animal se converte em motivo de distração, e lembremos que, segundo a DGT (Diretoria Geral de
Trânsito)8, cerca de 30% dos acidentes são causados por distrações do motorista9.
Em termos de segurança viária, um animal que viaja no interior de um carro tem o mesmo comportamento que uma sacola de
bagagem. Num choque frontal, um animal solto no banco traseiro pode esmagar os ocupantes dos bancos dianteiros. Por isso,
deve-se interpor entre o animal e os ocupantes uma barreira fixa e resistente, capaz de aguentar as forças geradas por uma
colisão.
Transporte seus animais em dispositivos adequados ao conforto e à segurança física deles. O mercado de acessórios oferece
numerosas opções para esse transporte, como redes de nylon que podem ser enganchadas no assoalho e no teto do
automóvel, gaiolas e “cintos de segurança” para cachorros.
5
As normas expostas nos próximos parágrafos refletem as regras de circulação viária espanhola. As normas brasileiras
aplicáveis ao tema estão dispostas no Código de Trânsito Brasileiro e nas resoluções do CONTRAN.
6
No Brasil, a norma corresponde ao art. 109 do CTB e à resolução CONTRAN n.º 349/10.
7
No Brasil, até o momento, não há essa obrigatoriedade.
8
Órgão executivo de trânsito espanhol.
9
Essas estatísticas se referem aos acidentes ocorridos na Espanha. No Brasil, não há estudos específicos sobre a quantidade
de acidentes provocados por animais transportados inadequadamente dentro de veículos. Há estimativa de que 38.499
acidentes tenham sido provocados pela distração do motorista, nas rodovias federais, em 2007. Fonte:
http://www.cesvibrasil.com.br/seguranca/biblioteca_dados.shtm.
6
As gaiolas, conhecidas como “caixas de transporte”, proporcionam proteção aos ocupantes do veículo e também ao animal, no
caso de um acidente. Há modelos que permitem fixação com os cintos de segurança, de forma similar a um sistema de
retenção infantil. Uma caixa de transporte bem presa evita que o animal seja arremessado e atinja um ocupante.
Um complemento às redes e gaiolas é o cinto de segurança de cachorro10, que limita os movimentos do animal e, no caso de
uma colisão leve, o retém e evita lesões. Esse equipamento é enganchado no cinto de segurança de qualquer veículo e pode
ser utilizado fora dele com uma correia ou guia normal. Foi especialmente desenhado para os cachorros de grande porte.
Dentro do Regulamento Geral de Circulação11, não encontramos nenhuma referência ao transporte de animais no carro. Mas
poderíamos aplicar as “Normas Gerais dos Condutores”, encontradas no Capítulo III, onde temos: “os condutores deverão
estar a todo o momento em condições de controlar seus veículos (...). O condutor do veículo é obrigado a manter a sua própria
liberdade de movimentos, o campo necessário de visão e a atenção permanente à condução, que garantam sua própria
segurança, a dos demais ocupantes do veículo e a dos demais usuários da via. Para tais efeitos, deverá cuidar especialmente
de manter a posição adequada e que a mantenham os demais passageiros, e a colocação adequada dos objetos ou animais
transportados para que não haja interferência entre o condutor e qualquer um deles”12.
Por sua parte, a “Lei sobre Tráfego, Circulação de Veículos de Motor e Segurança Viária”13 faz algumas considerações que
podem ser aplicadas ao transporte de animais de estimação. Prevê, por exemplo, que os agentes de vigilância do tráfego
poderão ordenar a parada imediata de veículos, quando “as possibilidades de movimento e o campo de visão do condutor
estejam sensível e perigosamente reduzidos pelo número ou posição dos passageiros, ou pela acomodação dos objetos
transportados”14.
4 – OBJETOS SOLTOS NO HABITÁCULO
Consideramos importante dedicar um capítulo especialmente a esses objetos que levamos soltos no interior do veículo, e nos
quais não prestamos atenção. Objetos que diariamente passam despercebidos, mas que, no caso de uma colisão frontal,
podem matar.
Somente um exemplo: um guarda-chuva de apenas 400 g, deixado na bandeja traseira, pode golpear o motorista num choque
frontal contra um poste, a 60 km/h, com uma força de mais de 22 quilos. Surpreendente? Explicaremos.
No choque contra um objeto rígido (uma árvore, um poste ou um muro), produz-se no interior do habitáculo uma elevada
desaceleração. Qualquer objeto que não esteja preso tende a continuar em movimento, mantendo a velocidade anterior ao
impacto. Isso faz com que o peso de qualquer elemento seja multiplicado em função dessa velocidade.
Examinemos o interior do nosso carro, identificando os objetos que levamos soltos. Não será difícil encontrar um celular, um
porta-óculos ou um guia de ruas. Vamos calcular o peso com o qual golpeariam o motorista, se os levássemos na bandeja
traseira e colidíssemos contra um poste rígido, a uma velocidade de 60 km/h.
O peso com o qual o objeto se chocará é obtido multiplicando-se sua massa pela aceleração. Aplicando a física, calcula-se
que, por exemplo, um celular de 150 g, em um impacto a 60 km/h, golpearia o motorista com um peso de 8,34 quilos. Do
mesmo modo, qualquer objeto nas mesmas condições teria seu peso multiplicado por 5515.
E se, em vez de um celular de 150 gramas, levássemos um guia de viagem de 600 g ou um cachorro de 12 quilos? Uma mala
de 33 quilos atingiria o condutor como se fosse um saco de cimento.
Uma situação bastante comum quando se viaja com crianças, é que elas disponham de diversos brinquedos para amenizar a
viagem. Se vão viajar soltos no habitáculo, convém verificar se têm arestas e, na medida do possível, garantir que são feitos de
material macio.
10
Não há estudos brasileiros que comprovem a eficiência de cintos de segurança desenvolvidos para animais, em especial os
cachorros. Esses dispositivos são aconselhados para evitar que o animal fique inquieto dentro do veículo e venha a atrapalhar
ou distrair o condutor.
11
Regulamento espanhol de circulação viária.
12
No Brasil, a regra corresponde ao art. 28 do CTB.
13
Norma espanhola de circulação viária.
14
No Brasil, a regra espanhola se aproxima do disposto nos artigos 195 e 269 § 1º do CTB.
15
Esse fator de “multiplicação” da energia do impacto pode variar em função da velocidade, do objeto contra o qual o veículo
colide ou se choca, e da capacidade de deformação mecânica do veículo, entre outros.
7
O gráfico a seguir mostra, de forma simples, como podem se tornar perigosos os objetos que às vezes transportamos no carro
sem qualquer fixação.
5 – PNEUS E CARGAS
O pneu é o elo entre o veículo e a estrada, por isso devemos prestar a atenção necessária na hora de viajar com o carro
carregado. Nem todos os pneus são feitos para suportar o mesmo peso, nem tampouco a mesma velocidade. Todos os
fabricantes de automóveis homologam, para cada modelo, um tipo certo de pneu.
Esse pneu não só deve ter medidas específicas de largura e diâmetro que garantam estabilidade e manobras a qualquer
momento, como também deve ser capaz de suportar o peso máximo do veículo, indicado em sua ficha técnica, sem que perca
rendimento.
Na lateral de cada pneu, encontramos alguns códigos, entre eles, o “índice de carga”. Esse número, geralmente, é
compreendido entre 60 e 110, indicando qual é o peso máximo que o pneu pode aguentar.
Por isso, é importante que, na hora de substituir os pneus originais, os novos tenham um código de carga igual ou superior. A
título de exemplo, um veículo com quatro pneus com índice de carga 76 nunca poderá ter um peso máximo autorizado de
1.600 kg, já que esse índice corresponde a 400 kg.
8
Índice
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
76
75
76
Carga em kg
250
257
265
272
280
290
300
307
315
325
335
345
355
365
375
387
400
Índice
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
Carga em kg
412
425
437
450
462
475
487
500
515
530
545
560
580
600
615
630
650
Índice
94
95
96
97
98
99
100
101
102
103
104
105
106
107
108
109
110
Carga em kg
670
690
710
730
750
775
800
825
850
875
900
925
950
975
1.000
1.030
1.060
Tão importante quanto o índice de carga é a pressão do pneu.
Recomendamos consultar o manual de uso do veículo para verificar a pressão correta em cada situação. Não se esqueça de
recalibrar o pneu até sua pressão habitual após uma utilização com plena carga. Circular com uma pressão de calibragem
abaixo da recomendada pode ocasionar a destruição do pneu devido, entre outros motivos, ao seu superaquecimento interior.
Os efeitos de uma pressão insuficiente não são necessariamente imediatos e, mesmo após sua correção, ainda podem se
manifestar posteriormente.
A vida de um pneu é muito variável. Se a média para um bom pneu é de cerca de 50 mil quilômetros, pode variar de mil a dez
mil quilômetros, nos casos mais extremos. Essa variação não depende tanto da qualidade do pneu, mas sim das condições de
uso. Por isso, é fundamental respeitar o índice de carga.
O correto é circular com carga que não ultrapasse a capacidade dos pneus para evitar um trabalho de flexão excessivo que
acelere fortemente seu desgaste. Estima-se que circular de forma constante com uma pressão 20% abaixo da correta pode
custar dez mil quilômetros de vida útil ao pneu.
Um estudo empírico simples demonstra que a carga que um pneu pode suportar depende de seu volume interno e da pressão
da calibragem: por exemplo, um pneu de 25 litros de volume interno, calibrado a 2 bars16, pode suportar 500 kg. Isso nos dá
uma ideia da importância da calibragem. Se a relação pressão/carga for correta, a flexão das laterais na zona de contato com o
solo nunca será maior do que 20% de sua altura, o que submete essas laterais a um trabalho de flexão razoável, garantindo a
duração máxima da carcaça.
6 – O COMPORTAMENTO DINÂMICO EM FUNÇÃO DA CARGA
A equipe do Instituto de Segurança Viária da FUNDACIÓN MAPFRE decidiu analisar o comportamento dinâmico de um veículo
submetido a diferentes condições de carga.
Para isso, contou com a participação da prestigiosa equipe técnica da revista Autopista e com a colaboração da Chevrolet
Espanha, que contribuiu com diversos veículos de sua fabricação. Conjuntamente, determinou um protocolo de testes capazes
de reproduzir fielmente as situações reais, e de poder comparar variações no comportamento de um veículo de série, em
função do peso da carga.
Todos os testes foram realizados por pilotos especialistas em testes de veículos e aconteceram nas instalações do Instituto
Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA), nas proximidades de Madri.
16
Unidade de medida de pressão. 1 bar = 14,5 Libras (PSI).
9
6.1 – Testes
Os testes realizados foram os seguintes, repetindo-se a cada uma das diferentes condições de carga:
•
Slalom de cones, com uma separação de 18 metros entre cada um deles. Esse teste analisa a agilidade e o
comportamento do veículo. Quatro passagens realizadas.
•
Círculo de aderência, teste que se desenvolve em uma pista circular, na qual o veículo circula à máxima velocidade
possível, com apoio constante, até chegar ao limite de aderência; assim, pôde-se conhecer seu nível de estabilidade
e seu comportamento. Três medições realizadas.
•
Frenagem em reta sobre solo seco, a uma velocidade de 100 km/h. Aqui se avaliou a distância de freada. Duas
repetições realizadas.
•
Frenagem em reta sobre piso de baixa aderência, modo assimétrico (as duas rodas de um mesmo lado freiam sobre
solo de baixa aderência, e as do outro sobre asfalto convencional). Avaliou-se a distância de freada e o
comportamento. Duas repetições realizadas.
•
Frenagem em curva sobre solo seco, a uma velocidade de 70 km/h. Permite não só avaliar a distância de frenagem,
mas também o comportamento do veículo em termos de estabilidade. Duas repetições realizadas.
•
Consumo à velocidade constante de 120 km/h.
•
Ultrapassagem, partindo de 80 km/h e chegando até 120 km/h. Trata-se de uma simulação típica de ultrapassagem
que poderia ser norteadora do espaço necessário para se ultrapassar um caminhão.
6.2 – Condições de carga
Os dados produzidos neste estudo foram obtidos com um Chevrolet Nubira Station Wagon 1.817, veículo cuja ficha técnica
indica um peso de 1.335 kg. Para esse veículo, o peso máximo autorizado é de 1.795 kg. Em cada situação, foram utilizadas
as pressões de calibragem recomendadas pelo fabricante. A carga utilizada consistiu em três bonecos de plástico cheios de
água, com peso unitário de 75 kg e um motorista pesando 70 kg. Para o porta-malas, foram utilizados sacos de areia com peso
total de 120 kg.
As condições de carga dos veículos seguiram a seguinte ordem:
•
Motorista com três acompanhantes (peso total: 1.650 kg).
•
Motorista com três acompanhantes e porta-malas carregado, com o peso deslocado para a frente (peso total: 1.770
kg).
•
Motorista com três acompanhantes e porta-malas carregado, com o peso deslocado para trás (peso total: 1.770 kg).
•
Motorista sozinho (peso total: 1.425 kg).
17
Esse modelo de veículo não é fabricado no Brasil. Como modelos semelhantes já vendidos no Brasil, podemos citar: Renault
Mégane Grand Tour e Toyota Fielder.
10
6.3 – Resultados
Slalom
Partiu-se de um valor de eficácia de 100%, atribuído aos resultados obtidos nas passagens com apenas o motorista a bordo.
Claramente, a agilidade e o comportamento são afetados conforme aumenta o peso da carga. Quando a carga no porta-malas
fica por trás do eixo traseiro, ocorre uma importante perda de eficácia, aproximando-nos perigosamente de uma situação de
perda de controle. Neste teste, se comprovou como os ocupantes e a bagagem atuam negativamente sobre o comportamento
dinâmico do carro, tornando-o até 14,4% mais lento.
11
Aderência em curva
Neste ensaio, analisou-se a eficácia tanto na aceleração lateral como na velocidade. Esse é o tipo de situação na qual o
veículo se encontra em pleno apoio lateral durante todo o período de medição, e onde a posição da bagagem no porta-malas
influi de maneira mais negativa. Se o peso for colocado por trás do eixo traseiro, geraremos uma massa que tende a
descontrolar o veículo e nos obrigar a ser mais lentos, para não perder o controle. Foi medida uma perda de eficácia de 15,5%,
se comparada com os dados de referência.
Entretanto, se essa mesma carga for colocada o mais à frente possível, adiante do eixo traseiro e junto ao encosto do banco, o
carro mudará totalmente seu comportamento. A eficácia em aceleração lateral diminuirá apenas 8,5%. Além disso, seu
comportamento será melhor com plena carga do que com apenas quatro ocupantes. Isso, que a priori chama a atenção, pode
se dever ao fato de que a carga do porta-malas abaixa o centro de gravidade, estabilizando melhor a traseira e chegando a
provocar um efeito autodirecional do eixo traseiro, que facilita a capacidade de giro do veículo.
12
Frenagem em asfalto seco
Com este estudo, obtivemos provas para acabar com o tão conhecido mito que diz que a carga de um veículo é mais notada
no momento da frenagem, por alongá-la consideravelmente. Foi exatamente nos testes de frenagem que os carros
demonstraram menos perda de eficácia, sob qualquer circunstância de carga, e sempre que o piso tinha uma boa aderência.
Realizou-se uma frenagem sobre um solo plano e seco, a uma velocidade de 100 km/h. As piores medições de distância de
frenagem foram obtidas quando o veículo estava com plena carga, e esta se situava por trás do eixo traseiro, situação na qual
a distância medida aumentou em 4,2% – o que, em circunstâncias normais, representa uma média entre 2 e 3 metros a mais.
Embora quase não haja influência da carga sobre a distância de frenagem, detectou-se um considerável efeito do peso total do
carro sobre a fadiga dos freios. Seu uso prolongado nessas condições leva a precipitar situações de fadding18, onde o
superaquecimento de discos e pastilhas pode deixar os freios fora de uso.
18
Pode ser entendido como “fadiga”.
13
Frenagem em piso deslizante
Como já foi anteriormente comentado, esta frenagem foi realizada com duas rodas trafegando sobre um solo com coeficiente
de aderência muito baixo, quase similar a conduzir sobre uma superfície congelada, enquanto as outras duas rodavam em solo
convencional. Ambas as superfícies foram molhadas, a fim de se criar uma película de água que complicasse ainda mais a
aderência. A frenagem foi produzida a uma velocidade de 80 km/h e os dados obtidos nos permitem julgar a distância de
frenagem e o comportamento em termos de estabilidade.
No que diz respeito à estabilidade, sendo a frenagem em uma reta, não existem quase diferenças, já que o ABS se encarrega
de manter o carro alinhado, sendo mínimas as correções ao volante. Outra coisa são os resultados referentes à distância de
frenagem. Aqui sim, se vê uma considerável diferença entre quatro ocupantes e plena carga, quase que sem influência da
posição da bagagem. O espaço necessário para reter totalmente o carro aumenta em até 10,7%, porcentagem que, no caso
concreto do Chevrolet Nubira, representa um aumento de quase 13 metros, distância vital na hora de se tentar evitar uma
colisão.
A seguir, oferecemos esses mesmos resultados de uma maneira mais gráfica.
14
Fonte: Instituto de Seguridad Vial - FUNDACIÓN MAPFRE
Veículo a plena carga, peso deslocado para a frente
Veículo a plena carga, peso deslocado para trás
15
Frenagem em curva
São curiosos os resultados obtidos neste exercício. Quanto maior o peso, menor a distância de frenagem? É o que se pode
deduzir do gráfico a seguir. Mas não, não é tão simples assim. Tomando como base a distância obtida neste teste de frenagem
em curva a 70 km/h, apenas com o motorista, vemos como se perdem 7,2% de eficácia na distância de frenagem com quatro
ocupantes.
No momento da frenagem, o peso recai majoritariamente sobre o eixo dianteiro e concretamente sobre a roda exterior, que se
encontra em apoio. A divisão de peso está desequilibrada e, portanto, o esforço dos freios também. Por isso, alonga-se a
distância de frenagem. Se colocarmos carga no porta-malas, equilibraremos o peso e faremos trabalhar o freio das rodas
traseiras, diminuindo o esforço do dianteiro. Ainda que a frenagem se prolongue quando comparada à situação ótima, o
aumento não é tão expressivo.
Se deslocarmos a bagagem para o extremo do porta-malas, por trás do eixo traseiro, ajudaremos a estabilizar a traseira do
carro, conseguindo um bom equilíbrio entre o trabalho dos dois eixos; o forte apoio das rodas exteriores provocará um suave
desvio dos pneus, que aumenta a fricção e diminui a distância de frenagem, se comparada a outras situações de carga. De
qualquer modo, as conclusões do centro técnico da Autopista são claras: “apesar dos resultados obtidos, colocar para trás o
peso no porta-malas aumenta a instabilidade do carro, especialmente nas mudanças de trajetória, e diminui a aderência nas
curvas – as situações mais frequentes na estrada”.
Consumo
Também não foram encontradas variações substanciais no consumo. Os testes foram realizados em circuito e em condições
ótimas, a uma velocidade constante de 120 km/h e com um perfil plano.
Nesta situação, verificou-se que o consumo aumenta em 3,7%, o que é pouco significativo. Pois bem, se aplicarmos esse
resultado a uma situação de tráfego com mudanças de relevo do solo, ultrapassagens e velocidade não constante, o aumento
de consumo já começa a ser significativo.
16
17
Ultrapassagem
O teste de ultrapassagem é uma prova clássica na hora de avaliar o comportamento dinâmico de um veículo. Com ele, é
possível avaliar a capacidade de ultrapassar outro veículo e ver até onde a carga pode influenciar. Nesta prova concreta, são
expostos os resultados obtidos com um Chevrolet Kalos 1.419.
O valor de referência (100) é o obtido com o veículo e motorista (1.205 kg), o que significa 433 metros em uma ultrapassagem
de 80 a 120 km/h, em quarta marcha, e 738 metros em quinta marcha. Os números obtidos ao realizar a mesma medição, mas
com carga plena (1.530 kg), aumentam em 38,8% em ambos os casos, o que se traduz numa perda de eficácia de 28%, como
mostra o gráfico anterior. Esse aumento de distância indica que, com o carro carregado, precisa-se de quase 300 metros a
mais para atingir os mesmos 120 km/h, em quinta marcha.
A seguir, oferecemos esses mesmos resultados de uma maneira mais gráfica.
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Este modelo de veículo não é fabricado no Brasil. Como modelo semelhante vendido no Brasil, podemos citar o Honda Fit.
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Fonte: Instituto de Seguridad Vial - FUNDACIÓN MAPFRE
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7 – CONCLUSÕES
A agilidade e estabilidade em manobras defensivas pioram em até 11,4%. A pior situação acontece com plena
carga, e com ela situada por trás do eixo traseiro, chegando a produzir situações de perda de controle do veículo.
A aderência do veículo em curva se reduz em até 19,9%, gerando os piores resultados de estabilidade quando se
trafega com quatro ocupantes e o porta-malas vazio.
A carga pouco influi sobre a distância de frenagem em solo seco e em reta, já que ela se prolonga “apenas” em até
4,3%, no pior dos casos.
Sobre piso deslizante, e com aderência desigual nos pneus dos lados direito e esquerdo, a distância de frenagem
aumenta em até 17,1%, o que, em uma situação de emergência, faz supor uma colisão, seguramente.
Se a frenagem for produzida em curva, teremos um mau resultado: a distância de frenagem aumenta em até 21%.
3,7%.
Nas condições do teste, o consumo não sofre em excesso: a uma velocidade constante de 120 km/h, aumenta em
E é melhor não ultrapassar em situações de plena carga: serão necessários até 38,8% a mais de distância para
superar o veículo da frente.
8 – CONSELHOS
Não sobrecarregue seu veículo. Além de submeter diversas partes mecânicas a um esforço extra, a sobrecarga provoca uma
mudança importante no comportamento dinâmico do carro, aumentando a possibilidade de acidente.
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Em nenhum caso a soma do peso do carro vazio mais o dos ocupantes e o da bagagem deve superar o peso máximo
autorizado, que consta no manual de características técnicas do carro.
Malas, sacolas e demais volumes devem estar bem organizados e distribuídos para não comprometer a estabilidade do
veículo, não atrapalhar os ocupantes e, o que é mais importante, não dificultar os movimentos ou a visibilidade do condutor.
Uma vez concluída a acomodação da carga, é conveniente prendê-la com uma rede protetora fixada na base do porta-malas.
Desse modo, em caso de manobra brusca ou acidente, limitaremos o deslocamento da carga e seu possível deslizamento para
o habitáculo.
Se viajarmos com os bancos traseiros livres, poderemos afivelar seus cintos de segurança, evitando que, numa colisão, os
encostos traseiros cedam e as malas lesionem os ocupantes.
Se utilizarmos um bagageiro de teto, antes de sair com o carro deveremos nos certificar de que tudo está bem preso. Durante
a viagem, convém aproveitar cada parada para conferir a amarração dos objetos transportados.
Se a carga sobressair pela parte traseira do veículo, deverá ser sinalizada por meio de um painel refletor de listras vermelhas e
brancas (sinalização V-20)20.
Quando viajarmos com um animal, convém levá-lo em uma caixa de transporte e fixá-la firmemente no carro.
Na hora de trocar os pneus originais, os de reposição devem ter um código de carga igual ou superior.
É comum que os fabricantes de pneus recomendem aumentar a pressão de calibragem para circular com plena carga.
Consulte o manual do proprietário do veículo para verificar a pressão correta em cada situação. Não se esqueça de recalibrar
os pneus com a pressão habitual após uma utilização com plena carga.
COMENTÁRIOS CESVI BRASIL
Às importantes informações contidas no item 4, pneus, acrescentamos os cuidados necessários à verificação da marca
indicadora de desgaste da banda de rodagem do pneu, conhecida internacionalmente como TWI – Tread Wear Indicator, e a
recomendação para o rodízio de pneus.
Essa marca está instalada em alguns pontos do pneu. Quando a altura do TWI se iguala aos gomos da banda de rodagem,
significa que está na hora de trocar o pneu, pois restará apenas 1,6 mm de banda de rodagem. Essa medida de desgaste
segue norma brasileira.
Figura 1
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Essa obrigatoriedade é aplicada conforme as normas viárias espanholas.
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O rodízio é uma maneira de oferecer maior durabilidade aos pneus, e se recomenda fazer as trocas a cada 5.000 quilômetros,
aproximadamente, seguindo a orientação da figura.
Figura 2
Lembre-se de que a calibragem deve ser feita com os pneus frios.
Este estudo espanhol reforça a importância de entendermos os efeitos do peso da carga quando embarcada em veículos de
passeio. Sem dúvida, a influência da carga e sua disposição no veículo proporcionam significativo aumento das chances de o
motorista ter maiores dificuldades de controlá-lo em situação que exija reação repentina.
A forma de conduzir um carro de passeio em ambiente urbano difere consideravelmente da forma de conduzi-lo em ambiente
rodoviário. As mudanças nas condições de tráfego e nas características de carga do veículo trazem a necessidade de nova
adequação à forma de condução.
A conclusão a que se chega com o auxílio deste estudo é a de que dirigir com bagagens embarcadas no veículo exige nova
adaptação, ou seja, é necessário esquecer as referências que se tem do carro vazio e redobrar os cuidados ao volante.
Por desconhecer o comportamento do carro carregado, o motorista pode não conseguir reagir corretamente a uma situação de
perigo.
LEGISLAÇÃO
Código de Trânsito Brasileiro
Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à
segurança do trânsito.
Art. 109. O transporte de carga em veículos destinados ao transporte de passageiros só pode ser realizado de acordo com as
normas estabelecidas pelo CONTRAN.
Art. 195. Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou de seus agentes: Infração - grave;
Penalidade - multa.
Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados.
Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - retenção do veículo para transbordo.
Art. 248. Transportar em veículo destinado ao transporte de passageiros carga excedente em desacordo com o estabelecido
no art. 109. Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - retenção para o transbordo.
Art. 252. Dirigir o veículo: (...)
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II - transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas; Infração - média; Penalidade multa.
Art. 269. A autoridade de trânsito ou seus agentes, na esfera das competências estabelecidas neste Código e dentro de sua
circunscrição, deverá adotar as seguintes medidas administrativas:
I - retenção do veículo; (...)
VIII - transbordo do excesso de carga;
§ 1º. A ordem, o consentimento, a fiscalização, as medidas administrativas e coercitivas adotadas pelas autoridades de
trânsito e seus agentes terão por objetivo prioritário a proteção à vida e à incolumidade física da pessoa.
Resoluções CONTRAN
Nº. 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias
terrestres e dá outras providências.
Nº. 349/10, que dispõe sobre o transporte eventual de cargas ou de bicicletas nos veículos classificados nas espécies
automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário.
BIBLIOGRAFIA
El equipage y su influencia en la conducción. FUNDACIÓN MAPFRE
http://www.mapfre.com/fundacion/es/publicaciones/seguridad-vial/estudios.shtml.
Revista 4 Rodas. Edição 580, julho 2008, págs. 108 a 113. Editora Abril. Brasil.
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–
España
-
2006.
Disponível
em
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