1. INTRODUÇÃO
Atualmente, com o avanço tecnológico e com a melhoria da qualidade de vida, mais
alimentos estão sendo produzidos, o que faz com que aumente a oferta destes no mercado.
Assim, o consumo exagerado de alimentos com pouca qualidade em relação aos seus
nutrientes pode contribuir com o surgimento de Doenças Crônica Não-Transmissíveis
(DCNT). As DCNT são a maior causa de mortalidade no Brasil e no mundo e também podem
ser consideradas fatores de risco para o surgimento das Doenças Cardiovasculares (DCV). As
DCV podem ser definidas como doenças que afetam o sistema circulatório: coração, artérias,
veias e vasos capilares. Entre as mais comuns estão a angina de peito, infarto do miocárdio, a
aterosclerose e o acidente vascular cerebral - AVC. (Portal da Saúde, 2010). As DCV
contribuem significativamente para os altos índices de mortalidade no Brasil e no mundo,
entre as principais causas das DCV, citam-se as mudanças drásticas nos hábitos alimentares e
no estilo de vida que caracteriza a sociedade atual. Estas mudanças foram inseridas no
cotidiano de cada indivíduo com o intuito de obter mais tempo para a dedicação ao trabalho, e
dessa forma a alimentação balanceada e a prática adequada de atividade física foram deixadas
para trás pela grande maioria da população. De acordo Zornoff e cols.(2007), as DCV estão
em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil, correspondendo a 32% do total de
óbitos. Entre estas, o infarto do miocárdio destaca-se como a patologia com maior índice de
mortalidade. Segundo Silva (2004), elas são responsáveis por cerca de 12% do total de
internações ocorrentes. No ano de 2005, seis bilhões de reais foram gastos com internações
hospitalares. Desse recurso, 58% foram destinados a doenças crônicas e 22% para as doenças
cardiovasculares, segundo o Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde –
(DECIT, 2009). Fica mais evidente que os gastos hospitalares com o passar dos anos serão
cada vez maiores se políticas de prevenção contra as DCV não forem amplamente adotadas.
1.1 Objetivos:
Geral:
Identificar, segundo o escore de Framingham, fatores de risco para doenças
cardiovasculares em indivíduos de 30 a 60 anos.
Específicos:
Caracterizar a população de acordo com os dados socioeconômicos;
Realizar o diagnóstico nutricional a partir dos dados antropométricos e bioquímicos;
Comparar o diagnóstico nutricional, gênero, nível educacional e renda com o escore
de risco de Framingham.
1.2 Justificativa
A relação entre a alimentação inadequada e o sedentarismo ocasiona o aparecimento
dos fatores de risco para o surgimento das DCV. Com base nos dados epidemiológicos
expostos percebe-se o grande índice de mortalidade e o gasto econômico relacionado à saúde
no Brasil, deixando clara a importância do desenvolvimento do projeto para a possível
prevenção das DCV.
2. REFERÊNCIAL TEÓRICO
Conforme mencionado anteriormente, as DCV estão entre as principais causas de
mortalidade. As principais doenças cardiovasculares são: a angina de peito, o infarto do
miocárdio e aterosclerose. A angina de peito manifesta-se por uma dor torácica ou sensação
de pressão que ocorre quando o coração, por um determinado motivo, não consegue receber
oxigênio adequadamente. Doenças das artérias coronarianas ou esforço físico podem fazer
com que ocorra o aparecimento da angina. Neste último caso, se houver repouso a dor
desaparecerá aos poucos. Outro fator para o surgimento da angina de peito são as anemias
hemolíticas que causam a diminuição do número de hemácias, responsáveis pelo transporte de
oxigênio para os tecidos (Lotufo, 2008).
O infarto do miocárdio ocorre pela irrigação sanguínea deficiente ao tecido cardíaco,
podendo ser causado por uma obstrução das artérias coronarianas localizadas externamente ao
coração. Sendo assim, como não haverá o transporte sanguíneo adequado nem o recebimento
de oxigênio, ocorrerá a morte do tecido cardíaco (Universal Definition of Myocardial
Infarction - ESC/ACCF/AHA/WHF Expert Consensus Document, citado por ABC med,
2008).
Outra doença cardiovascular considerada crucial é a aterosclerose. Esta é uma doença
crônica não transmissível (DCNT) que pode causar a obstrução das artérias. Essa obstrução
diminui o calibre do vaso, o que pode ocasionar uma deficiência na circulação sanguínea
arterial nos órgãos que são irrigados por esses vasos (Costa e cols., 2009). As causas da
doença aterosclerótica se dão basicamente pelo acúmulo de lipídios nas paredes arteriais, que
dificultam ou até mesmo bloqueiam a passagem do sangue, dependendo do tamanho da
obstrução (Emedix, 2010). O depósito de lipídios na artéria ocorre quando há a
hipercolesterolemia, no caso da fração LDL - colesterol, ou a diminuição nos níveis de HDL –
colesterol. (Valores superiores à 160mg/dl para LDL – colesterol e valores inferiores à
40mg/dl para homens e inferiores à 50mg/dl para mulheres em relação ao HDL – colesterol,
de acordo com Sposito et al., 2007.)
A aterosclerose pode causar ainda a formação de trombos, pois a artéria aterosclerótica
pode dificultar a passagem sanguínea fazendo com que o sangue passe à uma pressão mais
alta que o normal, causando atrito e lesando células endoteliais. Estas células revestem a
camada íntima da artéria e se forem lesadas o colágeno presente ficará exposto, sendo este um
facilitador para a agregação de plaquetas. Quando estas começam a se agregar ocorrerá a
formação de trombos (Robbins, 2000). Dependendo da localização e do tamanho do trombo
pode causar o AVC, pois restringirá a irrigação sanguínea para o cérebro causando lesões e
até mesmo danos nas funções neurológicas (Acidente Vascular Cerebral, 2010). O trombo
pode soltar-se do lugar onde foi formado (êmbolos) e percorrer através da circulação
sanguínea em vasos e artérias, com possibilidade de chegar às coronárias do coração. Sendo
assim, estas podem ficar obstruídas e dessa forma ocorrerá o infarto (Filho, 1998). Quase 99%
dos infartos resultam de eventos trombóticos ou embólicos e quase todos resultam de oclusão
arterial, segundo Robbins (2000).
2.1 Fatores de Risco
É muito comum, atualmente, o consumo de alimentos tipo fast foods, que apesar de
facilitarem o dia-a-dia são hiperlipídicos, contendo principalmente ácidos graxos (AG) trans
(Martin e cols., 2004). A ingestão elevada desse tipo de AG juntamente com outros fatores,
podem desencadear as DCV. Esses fatores, que são considerados de risco, possibilitam
estabelecer quais indivíduos possuem probabilidade de desenvolvê-las. São eles: a obesidade,
hipertensão arterial, sedentarismo, dislipidemias, diabetes melittus (DM) e tabagismo. Os
fatores nutricionais estão entre os principais determinantes de DCV. Para avaliar o estado
nutricional são utilizados parâmetros antropométricos, dietéticos e bioquímicos.
Segundo Meléndez e cols. (2004) a obesidade é uma doença que se caracteriza pelo
acúmulo excessivo de gordura corporal. De acordo com a Associação Brasileira para o Estudo
da Obesidade e da Síndrome Metabólica, ABESO, (2009), um indivíduo obeso é aquele que
possui IMC maior ou igual a 30 kg/ m². Cerca de 32% da população brasileira apresenta
sobrepeso [Índice de Massa Corporal (IMC) > 25)], sendo esta taxa de 38% para o sexo
feminino e de 27% para o sexo masculino, de acordo com os dados do Ministério da Saúde de
1993. A obesidade (IMC > 30) foi encontrada em 8% da população brasileira.
O aumento do peso corporal é um dos fatores determinantes para o desenvolvimento
para o desenvolvimento das DCV, de forma que para cada quilograma de peso adquirido, a
pressão arterial sistólica se eleva em 1 mmHg. Assim, o excesso de peso em apenas 20%
acima do ideal aumenta oito vezes a incidência de hipertensão arterial. De acordo com estudo
de Framingham realizado em que foram entrevistados 5.209 indivíduos de 35 a 75 anos,
investigou-se a relação entre o IMC e o risco para o desenvolvimento de DCV. Os resultados
destacaram que o sobrepeso apresenta alto risco para o surgimento de hipertensão arterial,
sendo que em menor escala a hipercolesterolemia e o diabetes (Dâmaso, 2003).
A hipertensão arterial é considerada uma condição de alta morbidade, principalmente
em portadores de diabetes, principalmente por contribuir para o desenvolvimento e para a
progressão da aterosclerose de grandes vasos (Costa e cols., 2009). Quando a pressão arterial
de um indivíduo está maior ou igual que 140 x 90 mmHg, pode-se dizer que o mesmo possui
hipertensão arterial. Estima-se que atinja em torno de, no mínimo, 25 % da população
brasileira adulta (20–59 anos de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS),
chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes
no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de
insuficiência renal terminal (segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão – SBH).
As dislipidemias representam alterações na concentração plasmática de uma ou mais
classes de lipoproteínas que, em maior ou menor grau, predispõe a aterogênese (Sociedade
Brasileira de Cardiologia, 2001. Citado por Aquino, 2009). A ingestão alimentar, e o fator
genético são as variáveis que mais influenciam na remoção e na produção das lipoproteínas
circulantes (Bachorik et al., 1995. Citado por Aquino, 2009).
As lipoproteínas podem ser medidas através do exame de sangue que avalia os níveis
de colesterol sérico, como o colesterol total (CT), a fração LDL-c, HDL-c, VLDL-c e também
triglicérides (TG). O colesterol é produzido pelo o organismo humano e circula normalmente
no sangue, sendo usado pelas células do corpo para construir as membranas celulares, para
fabricação de alguns hormônios e vitaminas, e também como fonte de energia (Neto,2003).
A obesidade e a dislipidemia são ocasionadas pela má alimentação que a sociedade
vem aderindo com o passar dos anos.
O diabetes melittus além de ser uma questão genética, também pode ser ocasionado
pelo consumo excessivo de carboidratos simples (doces em geral) e também complexos
(massas, batata). Segundo Oliveira (2004), DM é uma doença caracterizada pela deficiência
absoluta ou relativa de insulina que irá influenciar negativamente o metabolismo dos
glicídios, proteínas, lipídios, água, vitaminas e minerais, e, durante sua evolução, na
dependência do controle metabólico obtido, podem ocorrer complicações agudas e crônicas.
Segundo o autor, um indivíduo com DM é aquele que possui glicemia casual ≥ 126mg/dl. De
acordo com o Ministério da Saúde (2008), o diabetes já afeta cerca de 246 milhões de pessoas
em todo o mundo. A estimativa é de que, até 2025, esse número aumente para 380 milhões.
No Brasil, a ocorrência média de diabetes na população adulta (acima de 18 anos) é de 5,2%,
o que representa 6.399.187 pessoas.
O tabagismo contribui significativamente para o aparecimento das DCV, pois além da
ação da nicotina sobre o calibre dos vasos, participa também na formação de
carboxihemoglobina (união do monóxido de carbono com a hemoglobina), que impede que a
hemoglobina transporte oxigênio - formação da oxihemoglobina (CETESB, 2010). Esta e
várias outras substâncias do cigarro aceleram o processo de formação da aterosclerose (Costa
e cols., 2009).
Segundo o Ministério da Saúde de Portugal, os que fumam mais de um maço de
cigarros por dia têm quatro vezes mais probabilidades de ter infartos do miocárdio do que os
não fumantes. De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, no ano de 2006, registrou-se
que cerca de 20% da população pertencente ao sexo masculino e 13% da população
pertencente ao sexo feminino fumavam. Além disso, o tabagismo corresponde por 45% das
mortes por infarto do miocárdio e 25% das mortes por doença cérebro-vascular (derrames).
Cerca de 5 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo. No Brasil são 200 mil mortes
anuais. Se a atual tendência de consumo se mantiver, em 2020 serão 10 milhões de mortes por
ano e 70% delas acontecerão em países em desenvolvimento, segundo a Organização PanAmerica de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2007.
2.2 Prevenção e Controle
A adoção de um estilo de vida mais saudável pode ajudar na prevenção das DCV. Esse
estilo de vida abrange uma dieta equilibrada. É bem sabido que o consumo adequado de fibras
pode proporcionar uma vida mais saudável. As fibras podem ajudar a diminuir a fração LDL
– colesterol se consumidas em porções diárias de 25 a 30 gramas. Isso é possível porque elas
agem no metabolismo de lipídios diminuindo a absorção destes. As fibras podem ser solúveis,
encontradas em frutas como a maçã, laranja e insolúveis, encontradas em grãos integrais,
verduras e seus talos, (Loures, 2004).
A prática regular de atividade física (de três a cinco vezes por semana, com pelo
menos trinta minutos de duração) ajuda a diminuir os níveis de triglicérides, a fração LDL –
colesterol e a aumentar a fração HDL – colesterol, que diminui o surgimento da aterosclerose.
A explicação para este acontecimento se baseia no fato que durante o exercício físico o corpo
utiliza duas formas de realizar o gasto calórico: primeiramente através dos carboidratos;
secundariamente pelos lipídios que são armazenados na forma de triglicérides. Assim, estes
podem ser usados como ácidos graxos e sofrerão processos de oxidação para que os músculos
possam utilizá-los para a obtenção de energia (Loures, 2004).
É importante ressaltar que cada indivíduo deve se conscientizar dos riscos que uma
alimentação aterogênica e o sedentarismo podem causar à saúde do mesmo.
2.3 Escore de Framingham
No ano de 1948, iniciava-se o Framingham Heart Study com menos de seis mil
participantes. E durante quase meia década, este estudo estabeleceu relações de causalidade,
sendo que nenhum outro estudo tenha conseguido atingir este objetivo (Lotufo, 2008).
Este estudo iniciou-se basicamente em uma população aparentemente sem doenças,
onde foram observados os fatores considerados de risco para o desenvolvimento das DCV,
como a hipertensão arterial, colesterol elevado, tabagismo e também a faixa etária. Os dados
obtidos foram direcionados à prevenção destas doenças, não se aplicando, portanto, aos
indivíduos que já foram diagnosticados como portadores das mesmas. Assim, apesar da
precisão do estudo, ao longo dos anos acrescentaram-se algumas variáveis, como a fração
HDL – colesterol e triglicérides.
Assim, o Escore de Framingham é utilizado para calcular o risco de um determinado
indivíduo de desenvolver as DCV em um período de dez anos, de acordo com a pontuação
estabelecida para cada fator de risco (Tabelas de 1 a 5), citados anteriormente (Lotufo, 2008).
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Tipo de pesquisa
Será realizado um estudo de campo, descritivo e transversal.
3.1 Local da pesquisa
O estudo será realizado na Clínica Docente Assistencial de Nutrição da USCS, no Campus
II.
3.2 Amostra
Serão avaliados adultos com idade entre 30 e 60 anos de ambos os sexos, usuários do
Centro Clinico de Saúde Integral (CCSI) da USCS.
3.3 Forma de recrutamento dos participantes
O projeto será divulgado através do site da USCS nas dependências do CCSI e da
universidade. Os interessados deverão dirigir-se até a Clínica de Nutrição e procurar o
pesquisador responsável.
3.4 Critérios de exclusão
Serão excluídos os indivíduos que apresentarem diagnóstico de DCV ou se recusarem
a participar da pesquisa.
3.5 Coleta de dados
Foi elaborado um questionário composto por questões fechadas (Anexo 1), para a coleta
das informações necessárias. O questionário será preenchido pela pesquisadora, sob forma de
entrevista.
3.5.1. Dados antropométricos
Serão coletados da seguinte forma:
- Peso Corporal:
Os indivíduos serão pesados na balança digital da marca Welmy, modelo RIW 200, com
capacidade de 200kg com escala 100g. Os participantes deverão estar com roupas leves,
descalços, e posicionados no centro da balança. O peso deve estar distribuído em ambos os
pés (Salgueiro e Mendes, Citado por Almeida, 2009).
- Estatura:
Será utilizado o estadiômetro da própria balança, com espaçamento de 1cm, capacidade
até 2m.
Os indivíduos deverão estar com os pés unidos, com a postura ereta e os olhos fixos no
horizonte (Salgueiro e Mendes, 2005. Citado por Almeida, 2009).
- Será calculado de acordo com a fórmula abaixo, cuja classificação encontra-se na Tabela
1.
IMC =
P (kg) , onde:
A2 (m)
P = peso
A = altura
Tabela 1. Classificação do Índice de Massa Corporal.
IMC
Abaixo de 18,5
18,5 - 24,9
25,0 - 29,9
30,0 - 34,9
Categoria
Abaixo do peso
Peso normal
Sobrepeso
Obesidade Grau I
35,0 - 39,9
Obesidade Grau II
40,0 e acima
Obesidade Grau III
Fonte: OMS, 2000.
- Circunferência abdominal:
Será utilizada a fita métrica, com um tamanho de 150 cm. A medida deve ser feita na
altura da cicatriz umbilical (Hasselmann e cols., 2008). A circunferência abdominal será
classificada segundo os pontos de corte da circunferência da cintura (Tabela 2).
Tabela 2. Pontos de Corte da circunferência da cintura, segundo gênero, associado
com complicações metabólicas da obesidade e doenças cardiovasculares.
Riscos de Complicações metabólicas
Circunferência da Cintura (cm)
Masculino
Feminino
Alto
≥ 94
≥80
Muito Alto
≥102
≥88
Fonte: OMS, 1998.
3.5.2 Dados bioquímicos e pressão arterial
Os participantes serão encaminhados para o LAC (Laboratório de Análises Clínicas)
da USCS para a coleta dos dados bioquímicos, ou poderão trazer exames realizados em
laboratórios particulares, desde que sejam recentes (quatro meses).
Serão quantificados os níveis de colesterol total (CT), HDL – colesterol (Tabela 3),
LDL – colesterol, triglicérides e glicemia de jejum (Tabela 5).
Para a verificação da pressão arterial (PA) os indivíduos serão encaminhados para o
ambulatório de enfermagem da USCS. A classificação da pressão arterial encontra-se na
tabela 4.
Tabela 3. Classificação de perfil lipídico.
Lípides
Valores (mg/dL)
Classificação
CT
< 200
Ótimo
200-239
Limítrofe
≥ 240
Alto
HDL-c
< 40
Baixo
40-60
Normal
> 60
Alto
Fonte: III Diretrizes Brasileiras sobre dislipidemias, 2001.
Tabela 4. Classificação da pressão arterial.
Classificação
Pressão sistólica (mmHg)
Pressão diastólica (mmHg)
< 120
< 130
130-139
140-159
160-179
≥ 180
≥ 140
< 80
< 85
85-89
90-99
100-109
≥ 110
< 90
Ótima
Normal
Limítrofe
Hipertensão estágio 1
Hipertensão estágio 2
Hipertensão estágio 3
Hipertensão sistólica isolada
Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2006.
Tabela 5. Valores glicêmicos e risco de complicações.
Classificação
Glicemia em Glicemia depois de 2
jejum
horas
Diabetes
> 126 mg/dl
> 200 mg/dl
Tolerância diminuída à
glicose
Intolerância de jejum
Normal
< 126 mg/dl
140 a 199 mg/dl
101 a 125
mg/dl
< 100 mg/dl
< 140 mg/dl
Risco aumentado
para:
Retinopatia,
nefropatia, doença
cardiovascular
Diabetes e doença
cardiovascular
< 140 mg/dl
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2004), Diabetes Mellitus: Classificação e Diagnóstico
3.6 Classificação segundo escore de Framingham
Após a coleta dos dados, os participantes serão estratificados de acordo com o escore
de risco de Framingham, como apresentado nas Tabelas 6 e 7. A classificação dos pontos para
avaliar o risco do surgimento das DCV encontra-se na tabela 8.
Tabela 6. Escore de risco de Framingham (ERF) para cálculo de risco absoluto
de infarto e morte em 10 anos para homens e mulheres.
Fonte: Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, SBC, 2007.
Tabela 7. Escore de Risco de Framingham (ERF) para cálculo de risco
absoluto de infarto e morte em 10 anos para homens e mulheres
(continuação).
Fonte: IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose
Fonte: Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, SBC, 2007.
Tabela 8. Estratificação de risco cardiovascular (critérios de Framinghan).
Risco cardiovascular em 10 anos
Baixo Risco
<10%
Risco intermediário
10-20%
Alto risco
>20%
Aterosclerose significativa
>20%
Fonte: IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose
Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Tabela 9. Classificação da fração LDL-colesterol
Classificação
Valores
Ótimo
Inferior a 100mg/dL
Desejavel
100 a 129mg/dL
Limítrofe
130 a 159mg/dL
Alto
160 a 189mgdL
Muito Alto
Superior a 189mg/dL
Fonte: IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose
Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
3.8 Análise estatística
Os dados serão analisados através de freqüências absolutas e apresentados através de
gráficos e tabelas. Para a tabulação dos dados será utilizado o programa da Microsoft Excel,
versão 2007.
3.9 Aspectos éticos
A cada participante será entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo
2). O presente projeto será submetido à avaliação pela Comissão de Ética em Pesquisa da
USCS.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A população estudada foi composta por 66 pessoas, sendo 51 do gênero feminino
(77% da amostra) e 15 do gênero masculino (23% da amostra). Apenas 57 pessoas realizaram
a coleta de todos os dados da pesquisa.
Como apresentado na Figura 1, 37% das mulheres (19 pessoas) encontram-se na faixa
etária de 41 a 50 anos. Em segundo lugar, 33% (17 mulheres) se classifica na faixa etária de
30 a 40 anos, e o restante, ou seja, 30% (15 pessoas) possui de 51 a 60 anos.
Figura1. Distribuição dos participantes do gênero feminino segundo a faixa etária.
Verifica-se que a maioria possui entre 30 e 50 anos (94%). Apenas 1 pessoa (7%) está
classificado na faixa etária de 51 a 60 anos.
Figura2. A figura acima expressa o número (em porcentagem) de participantes do
gênero masculino para distribuição de acordo com a faixa etária.
É perceptível, de acordo com os dados, que a maioria possui entre 30 e 50 anos (94%).
Apenas 7% (1 pessoa) classifica-se na faixa etária de 51 a 60 anos.
Figura3. Distribuição dos participantes segundo o hábito de fumar.
De acordo com a figura 3 pode-se perceber que grande parte da população estudada (61
pessoas), alegou não fumar, sendo que apenas 5 pessoas alegaram ser tabagistas. Entre os
92% que não fumam 71% (47 pessoas) são gênero do feminino. Dentre os fumantes, apenas
6% (4 pessoas) pertencem ao gênero feminino.
Figura4. Distribuição dos participantes segundo a renda.
Nota-se que, 26 participantes do gênero feminino (57%) recebem de 2 a 3 salários
mínimos. Entre os participantes do gênero masculino, percebe-se que 6 indivíduos (46%)
recebem mais de 6 salários mínimos. Pode-se dizer que ao comparar com o gênero feminino,
o masculino possui mais participantes que recebem esta faixa superior de salário.
Legenda: E.F.I: Ensino fundamental incompleto, E.M.I: Ensino médio incompleto, E.M.C: Ensino médio completo, E.S.I:
Ensino superior incompleto, E.S.C: Ensino superior completo, POSI.: Pós graduação Incompleto, POSC.: Pós graduação
Completo.
Figura 5. Distribuição dos participantes segundo o nível de escolaridade.
Conforme se verifica na figura 5, 53% possui ensino superior incompleto,
ultrapassando os valores do gênero oposto, ou seja, o gênero masculino possui 18% de
participantes com pós-graduação completa, valor consideravelmente superior ao gênero
feminino.
Com relação ao índice de massa corpórea (IMC), 11% das mulheres classificaram-se
como eutróficas, 31% como obesa grau I, 13% como obesa grau II e 9% como obesa grau III.
A proporção de mulheres com sobrepeso foi significativa - 36%. Diante desse resultado, é
possível perceber que 89% (40 pessoas) deste gênero apresentam o peso fora dos padrões de
normalidade, o que representa um sério risco à saúde.
Tabela 10. Classificação do estado nutricional dos participantes do gênero segundo o
IMC (índice de massa corpórea).
Classificação por peso - FEM
Classificação
Nº
Baixo peso
0
Normal
5
Sobrepeso
16
Obesidade Grau I
14
Obesidade Grau II
6
Obesidade Grau III
4
%
0
11
36
31
13
9
Pode-se observar que 5 (11%) pessoas apresentaram o peso classificado como normal,
sendo que 14 (31%) participantes tiveram seu peso classificado em obesidade grau I, 6 (13%)
classificaram-se em grau II e 4 (9%) participantes em grau III. A classificação em sobrepeso
também é importante ressaltar, uma vez que 16 (36%) participantes obtiveram essa
classificação. Com esses resultados, é possível perceber ainda que 89% (40 pessoas) dos
participantes deste gênero apresentam o peso fora dos padrões de normalidade, o que
representa um grande risco à saúde.
Tabela 11. . Classificação do estado nutricional dos participantes do gênero masculino
segundo o IMC (índice de massa corpórea).
Classificação por peso - MASC
Classificação
Nº
Baixo peso
1
Normal
1
Sobrepeso
4
Obesidade Grau I
2
Obesidade Grau II
1
Obesidade Grau III
1
%
10
10
40
20
10
10
De acordo com a tabela 11, percebe-se que apenas1 (10%) indivíduo apresentou baixo
peso e 1 apresentou-se eutrófico. O restante (80%) apresentou IMC acima dos padrões de
normalidade.
Em relação a classificação do colesterol total (figura 6), é possível observar que 63%
dos participantes obtiveram classificação ótima, desses 49% são do gênero feminino; e 28%
apresentaram o colesterol total limítrofe, sendo 26% composto por participantes do gênero
feminino.
Figura 6. Classificação dos participantes segundo os níveis séricos de colesterol
total, segundo a IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da
Aterosclerose, (2007).
Como se verifica na Figura 7, 41% dos participantes (ambos os gêneros) apresentaram
níveis elevados da fração HDL-c, o que representa 23 pessoas. Desses 41%, 37% são
mulheres. Vale ressaltar também que 22% (12 indivíduos) dos indivíduos participantes da
pesquisa apresentou o colesterol HDL em níveis baixos, sendo que 15% são do gênero
feminino.
Figura 7. Classificação dos participantes segundo os níveis séricos de colesterol
HDL, segundo a IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da
Aterosclerose, (2007).
Como apresentado na Tabela 12, o número de indivíduos classificados com obesidade
foi maior do que os classificados com sobrepeso. Comparando o estado nutricional com a
renda, nota-se que não houve uma diferença significativa dos pacientes que recebem até 1
salário mínimo para os que recebem mais de 6 salários mínimos. A maior prevalência de
sobrepeso e obesidade se deu entre os que recebem de 2 a 3 salários mínimos, ou seja, 42%.
Tabela 12. Comparação entre o estado nutricional (IMC) e da renda dos participantes
da pesquisa (ambos os sexos).
Renda X Estado nutricional
Salários
Até 1 SM
2 a 3 SM
4 a 6 SM
Acima de
6SM
Baixo peso
0
1 (2%)
0
0
TOTAL
1 (2%)
Eutrofia
0
5 (9%)
0
1 (2%)
6 (11%)
Sobrepeso
1 (2%)
7 (13%)
7 (13%)
5 (9%)
Obesidade
0
16 (29%)
6 (11%)
6 (11%)
20 (37%)
28 (50%)
Entre os participantes da pesquisa (ambos os gêneros), 50% apresentaram obesidade
(segundo o IMC) e 37% sobrepeso, totalizando 87% da população estudada com peso acima
do ideal.
Quando se compara os níveis de escolaridade com a proporção de sobrepeso e
obesidade (Tabela 13), verifica-se que em relação ao nível de escolaridade, 7 (12%) possuem
ensino superior incompleto, 3 (5%) possuem ensino superior completo e 2 pessoas (3%)
possuem pós-graduação (incompleta e completa). Assim, poder-se ia sugerir que em relação
ao estado nutricional não houve uma diferença significativa entre os participantes que
possuem um nível de escolaridade maior para os que possuem um nível de escolaridade
menor.
Tabela 13. Comparação do estado nutricional e da escolaridade dos indivíduos
participantes da pesquisa (ambos os sexos).
Escolaridade
Escolaridade X Estado
nutricional
Baixo peso Eutrofia
Sobrepeso
Obesidade
E.F.I.
E.M.I.
E.M.C.
E.S.I.
E.S.C.
POS I.
POS C.
0
0
0
1 (2%)
0
0
0
0
0
0
2 (3%)
1 (4%)
2 (3%)
1 (2%)
0
4 (7%)
0
7 (12%)
3 (5%)
5 (9%)
2 (4%)
5 (9%)
4 (7%)
2 (3%)
8 (14%)
4 (7%)
4 (7%)
1 (2%)
TOTAL
1 (2%)
6 (12%)
21 (37%)
28 (49%)
Tabela 14. Estratificação dos participantes de acordo com o Escore de
Framingham, segundo a IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da
Aterosclerose, (2007).
Escore de Framingham
Nº de pessoas
% de Risco
Classificação
27 pessoas (53%)
<1
Baixo risco
17 pessoas (33%)
1
Baixo risco
2 pessoas (4%)
2
Baixo risco
1 pessoa (2%)
3
Baixo risco
2 pessoas (4%)
4
Baixo risco
1 pessoa (2%)
6
Baixo risco
1 pessoa (2%)
8
Baixo risco
TOTAL: 51
Conforme se verifica na Tabela 14, apenas 51 dos participantes apresentaram todos os
dados solicitados para o cálculo do escore de Framingham. Destes, 100% classificaram-se
com o escore de baixo risco para desenvolver doenças cardiovasculares nos próximos 10
anos. Porém, deve-se observar que 2 pessoas apresentaram risco de 6% e 8%, que apesar de
estar abaixo de 10% (baixo risco), encontram-se perto do limite do risco intermediário (entre
10% e 20%).
5. CONCLUSÃO
Todos os participantes da pesquisa apresentaram baixo risco de desenvolver doenças
cardiovasculares (DCV) nos próximos dez anos segundo o Escore de Framingham. Este
resultado demonstra um ótimo perfil da população estudada com relação a este parâmetro, ou
seja, apresentam poucos fatores de risco para DCV. No entanto, deve-se ressaltar que a
maioria dos participantes do estudo pertence ao gênero feminino (77%), o que pode ter sido
decisivo neste resultado. Sabe-se que, entre as pessoas que procuram os centros de saúde, a
grande maioria é representada pelo gênero feminino, por terem hábitos/estilo de vida mais
saudáveis do que o gênero masculino. Assim, é provável que o resultado fosse diferente caso
a população estudada fosse constituída por uma proporção maior de homens.
Outro aspecto a se destacar é a elevada prevalência de sobrepeso e obesidade entre os
participantes (86%), dado que converge com diversos estudos sobre o perfil de saúde da
população brasileira. Este resultado reforça a importância da implementação de projetos de
educação nutricional com ênfase na prevenção de doenças associadas à obesidade.
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