UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS ESCOLA DE ENGENHARIA DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CARTOGRÁFICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS GEODÉSICAS E TECNOLOGIAS DA GEOINFORMAÇÃO ROSEMARY BATISTA DO NASCIMENTO ANÁLISE E GERENCIAMENTO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA COM SUPORTE EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIG) Recife, 2009 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS ESCOLA DE ENGENHARIA DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CARTOGRÁFICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS GEODÉSICAS E TECNOLOGIAS DA GEOINFORMAÇÃO ROSEMARY BATISTA DO NASCIMENTO ANÁLISE E GERENCIAMENTO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA COM SUPORTE EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIG) Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de PósGraduação em Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação, do Curso de Engenharia Cartográfica do Centro de Tecnologia e Geociências da Universidade Federal de Pernambuco, como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação, área de Concentração Cartografia e Sistemas de Geoinformação, defendida e aprovada no dia 16/03/2009. Orientador: Prof. Dr. José Luiz Portugal Recife, 2009 N244a Nascimento, Rosemary Batista do Análise e gerenciamento de redes de distribuição de água com suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) / Rosemary Batista do Nascimento. - Recife: O Autor, 2009. x, 96 f.; il., figs., tabs. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. CTG. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Cartográfica, 2009. Inclui Bibliografia e Anexos. 1. Rede de Distribuição de Água. 2. Modelo Conceitual. 3. Estrutura Topológica. I. Título. UFPE 526 CDD(22.ed.) BCTG/2009-209 Vem de ti, Senhor Ministério de Louvor Diante do Trono Letra: André Valadão Não tenho palavras pra agradecer tua bondade Dia após dia, me cercas com fidelidade Nunca me deixes esquecer Que tudo o que tenho Tudo o que sou O que vier a ser Vem de ti, Senhor Dependo de ti Preciso de ti Sozinho, nada posso fazer. Descanso em ti Espero em ti Sozinho, nada posso fazer. Tudo o que tenho Tudo o que sou O que vier a ser Vem de Ti, Senhor. DEDICATÓRIA “De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei (JESUS) consagro o que compus.” Salmo 45:1a AGRADECIMENTOS A Deus, ao Senhor e Salvador da minha vida, Jesus Cristo, e ao Espírito Santo, a quem não tenho palavras para agradecer por sua bondade, fidelidade, direcionamento e realização dos sonhos do meu coração. À minha família pela compreensão, paciência, colaboração e momentos de renúncia em prol deste sonho e, em especial a minha mãe, Benedita, por todo sacrifício, dedicação e abdicação. Ao meu orientador José Luiz Portugal pela orientação, contribuição na minha formação, paciência e esforço dedicados durante o mestrado. Obrigada, Professor, por não ter desistido. A todos os professores da Pós-graduação do Departamento de Engenharia Cartográfica da UFPE, em especial a Ana Lúcia Candeias pelas orientações, ensinamentos e pelo carinho. Ao Prof. Carlos Alberto Schuller por sua amizade, incentivo e apoio nos momentos difíceis. Aos professores Lucilene Antunes e Carlos Pontes pelas importantes considerações realizadas a respeito dessa pesquisa. A todos os meus colegas do mestrado pelo agradável convívio, horas de estudo e amizade, especialmente a Carol, Ravi, Bonilla, João Alberto, Milton, Tácio, Diego, Clécio e Ozório. E também à Ângela Barbosa e Amália Chalegre pela amizade, incentivo, carinho, dedicação e colaboração. Aos funcionários do DECart, em especial à Solange, Amável e Judite, pela amizade, carinho e momentos de descontração. À Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA - por ter permitido que este sonho fosse concretizado, possibilitando-me, assim, encarar novos desafios. À Coordenação de Cadastro Técnico, à Coordenação de Atualização e Controle de Cadastro, à Gerência de Mercado e à Gerência de Combate às Perdas Comerciais pela contribuição com as informações necessárias para a implementação dessa pesquisa. À Natália, querida sobrinha, pela colaboração na “pintura das casinhas” e “identificação das bolinhas” da área de estudo, e pela constante companhia. Aos irmãos em Cristo pelos momentos de oração como igreja e intercessões para o meu fortalecimento no Senhor, especialmente, à querida irmã Matilde pelo carinho, palavras de encorajamento e orações. À Ana Célia que permitiu que sua casa fosse meu refúgio nos momentos de dificuldades e de alegrias, além do apoio na conclusão deste mestrado. À Lúcia Helena Aguiar (in memoriam) pela amizade, incentivo, carta de apresentação e incontáveis horas de conversa ao telefone, que tanto me ensinaram e das quais sinto imensa saudade. À Ana Karla Arruda pela carta de apresentação, orientação, ajuda no ingresso deste mestrado, apoio nos momentos difíceis e por sua confiança e amizade. Ao amigo e sempre professor, Zanoni Carvalho, pela colaboração na minha formação acadêmica, amizade, carinho, incentivo, orientação e consideração. A Ricardo Cantarelli por toda sua colaboração no desenvolvimento do sistema aplicativo, inúmeras discussões que ampliaram minha visão, material cedido e atenção dedicada. À Edilene Maria pelo apoio, incentivo, compreensão e colaboração durante todo o período de conclusão dessa pesquisa. Muito obrigada pela ajuda. À Ester Sampaio e Francisco Chateaubriand pela amizade, conhecimentos transmitidos e, especialmente, por terem me ensinado a amar a área de Cartografia. A José Maria pela tradução simultânea nos Congressos de Geoprocessamento, quando eu iniciava a minha jornada nessa área de conhecimento. Aos meus colegas de empresa pela colaboração e incentivo durante o mestrado e aos colegas Sidney Maciel e Jefferson por terem me incentivado a ir em busca da realização deste sonho. A Clébio Marques pela amizade e colaboração nas correções dessa pesquisa. A todos que direta ou indiretamente colaboraram com a realização deste trabalho, incentivando nos momentos difíceis, reanimando nos momentos de cansaço e que por um ato falho não tiveram seus nomes citados. SUMÁRIO RESUMO E PALAVRAS-CHAVE i ABSTRACT AND KEYWORDS ii LISTA DE FIGURAS iii LISTA DE TABELAS iv LISTA DE GRÁFICOS vi LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS vii 1. INTRODUÇÃO 01 1.1. OBJETIVOS DA PESQUISA 04 1.1.1. Objetivo Geral 04 1.1.2. Objetivos Específicos 04 2. SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS – SIG 05 2.1. COMPONENTES DE UM SIG 05 2.2. TOPOLOGIA ARCO-NÓ 07 2.3. TOPOLOGIA DE REDE 11 2.3.1. Grafos 14 3. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – SAA 17 3.1. PARTES COMPONENTES DE UM SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 18 PERDAS NOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 28 3.2.1. Causas das Perdas em Sistemas de Abastecimento de Água 31 3.2.2. Redução das Perdas de Água 34 4. METODOLOGIA DA PESQUISA 36 4.1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 36 4.1.1. Caracterização do Problema 36 4.1.2. Coleta de Dados 37 4.1.3. Implementação do Sistema Aplicativo em Ambiente SIG 37 3.2. 4.1.3.1. Edição da Base Cartográfica 37 4.1.3.2. Criação do Banco de Dados Espaciais – BDE 39 4.1.3.3. Conversão dos Dados Espaciais para o BDE 39 4.1.3.4. Verificação da Consistência Geométrica da Rede e Geocodificação dos Clientes Medidos e Não Medidos 4.2. 40 RECURSOS TECNOLÓGICOS 41 4.2.1. Equipamentos Computacionais 41 4.2.2. Programas Computacionais 41 4.2.3. Base de Dados Espaciais 42 4.2.3.1. Base de Dados Descritivos 42 4.2.3.2. Base de Dados Gráficos 43 5. IMPLEMENTAÇÃO DA METODOLOGIA DA PESQUISA 45 5.1. ABSTRAÇÃO DO MUNDO REAL 47 5.1.1. Descrição da Aplicação 47 5.2. MODELO CONCEITUAL 51 5.3. DICIONÁRIO DE DADOS 57 5.3.1. Descrição das Classes 57 5.3.2. Descrição dos Domínios 68 6. RESULTADOS E DISCUSSÕES 76 6.1. CARACTERIZAÇÃO DO DISTRITO OPERACIONAL 16 QUANTO ÀS REDES E SEUS ELEMENTOS 6.2. CARACTERIZAÇÃO DO SETOR COMERCIAL 112 QUANTO AOS CLIENTES CADASTRADOS NO SISTEMA 6.3. 76 79 DIAGNÓSTICO DO SETOR COMERCIAL 112 QUANTO ÀS PERDAS APARENTES 82 6.4. ANÁLISES DE REDES 84 7. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 87 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 89 APÊNDICE – MAPAS TEMÁTICOS GERADOS NO SISTEMA DE ANÁLISE E GERENCIAMENTO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA COM SUPORTE EM SIG RESUMO E PALAVRAS-CHAVE NASCIMENTO, Rosemary Batista do. Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG). Recife, 2009, 96p. Dissertação de Mestrado – Centro de Tecnologia e Geociências, Universidade Federal de Pernambuco. Esta pesquisa teve por objetivo desenvolver um sistema aplicativo, com base em Sistema de Informações Geográficas (SIG) para analisar as redes de distribuição de água e dar subsídios ao planejamento das ações para redução das perdas de água. Para isso foi criado um modelo conceitual de um Sistema de Abastecimento de Água, empregando-se a Modelagem de Dados Espaciais Orientada a Objetos, em linguagem UML. O modelo físico correspondente foi implementado e testado na forma de um projeto piloto, utilizando-se o programa ArcGIS da ESRI. A área de estudo correspondeu a um distrito operacional e um setor comercial da Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA), na cidade do Recife. O resultado do teste mostrou que o objetivo da pesquisa foi atingido e que o emprego de uma estrutura topológica de redes foi fundamental para o sucesso do sistema aplicativo. Palavras-chave: Rede de distribuição de água; Modelo conceitual; Estrutura topológica. i ABSTRACT This research develops a system, based in a Geographic Information System (GIS), to analyze a network water distribution and to control water losses. A conceptual model of a water supply system was developed using Object-Oriented Data Modelling for Spatial Databases with Unified Modeling Language (UML). The corresponding physical model was implemented and tested with success in the form of a pilot project, using the ESRI ArcGIS software. The study’s area corresponds to an operational district and to a commercial sector of the Companhia Pernambucana de Saneamento, in Recife city. The results showed that was fundamental to the system the use of a topological structure data. Keywords: network distribution of water; conceptual model; topological structure. ii LISTA DE FIGURAS FIGURA 01 – Rede de abastecimento de água em ambiente SIG e modelo vetorial arco-nó 09 FIGURA 02 – Rede N com indicação da capacidade do arco 11 FIGURA 03 – Simplificação de rede em grafo 12 FIGURA 04 – Dígrafo 14 FIGURA 05 – Grafo não-orientado ponderado 15 FIGURA 06 – Grafo com fluxo e capacidade 16 FIGURA 07 – Esquema geral de um Sistema de Abastecimento de Água 18 FIGURA 08 – Principais elementos de um SAA e tipos de perdas 31 FIGURA 09 – Planta Topográfica Cadastral UNIBASE 43 FIGURA 10 – Exemplo de Quadra do Setor 112 44 FIGURA 11 – Setor Comercial 112 / Distrito Operacional 16 localizados na RMR 46 FIGURA 12 – Diagrama Cadastro Técnico (Parte 1) 53 FIGURA 13 – Diagrama Cadastro Técnico (Parte 2) 54 FIGURA 14 – Diagrama Cadastro Comercial 55 FIGURA 15 – Relacionamento entre classes 56 iii LISTA DE TABELAS TABELA 01 – Lista arco-nó 10 TABELA 02 – Lista de nós 10 TABELA 03 – Lista de coordenadas dos arcos 10 TABELA 04 – Matrizes de conectividade de arcos, vértices e polígonos 13 TABELA 05 – Atributos da Classe SetorComercial 57 TABELA 06 – Atributos da Classe LimiteSetor 57 TABELA 07 – Atributos da Classe QuadrasSetor 58 TABELA 08 – Atributos da Classe CadComClientes 58 TABELA 09 – Atributos da Classe FacilidadeAgua 61 TABELA 10 – Atributos da Classe Pecas 62 TABELA 11 – Atributos da Classe PontoConsumo 62 TABELA 12 – Atributos da Classe PontoAmostragem 62 TABELA 13 – Atributos da Classe Medidor 63 TABELA 14 – Atributos da Classe Valvula 63 TABELA 15 – Atributos da Classe SistemaValvula 64 TABELA 16 – Atributos da Classe RedeAgua 65 TABELA 17 – Atributos da Classe RedeAguaPrincipal 66 TABELA 18 – Atributos da Classe RamalPredial 67 TABELA 19 – Ancillary Role 68 TABELA 20 – Área Administrativa 68 TABELA 21 – Área Operacional 68 TABELA 22 – Material Ramal Predial 68 TABELA 23 – Material Peça 69 TABELA 24 – Material Rede Água 69 TABELA 25 – Diâmetro Ramal Predial 69 TABELA 26 – Diâmetro Medidor 70 TABELA 27 – Diâmetro Peças 70 TABELA 28 – Diâmetro Rede Água 71 TABELA 29 – Diâmetro Válvulas 71 TABELA 30 – Capacidade Medidor 72 TABELA 31 – Capacidade Reservatório 72 iv TABELA 32 – Pavimento Calçada 72 TABELA 33 – Pavimento Rua 73 TABELA 34 – Setor Comercial 73 TABELA 35 – Tipo Junção 73 TABELA 36 – Tipo Água 74 TABELA 37 – Situação Medidor 74 TABELA 38 – Regulagem Sistema Válvula 75 TABELA 39 – Enabled Domain 75 TABELA 40 – Rede de Distribuição (Diâmetro x Comprimento x Tipo de Material) 78 TABELA 41 – Rede Subadutora (Diâmetro x Comprimento x Tipo de Material) 78 TABELA 42 – Clientes Setor Comercial 112 x Situação de Água na COMPESA 79 TABELA 43 – Clientes Setor Comercial 112 x Situação de Água no Sistema aplicativo SIG 80 TABELA 44 – Clientes por Categoria de Consumo 81 TABELA 45 – Clientes com Consumo de Água igual a 0m³ em nov/2008 83 v LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 01 - Percentual de água não faturada por países 30 vi LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS BDE Banco de Dados Espaciais CA Cimento Amianto CAC Coordenação de Atualização e Controle de Cadastro CASE Computer Aided Software Engineering CCT Coordenação de Cadastro Técnico CELPE Companhia de Eletricidade de Pernambuco COMPESA Companhia Pernambucana de Saneamento DECart Departamento de Engenharia Cartográfica EE Estação Elevatória ETA Estação de Tratamento de Água FD Ferro Dúctil FF Ferro Fundido FIDEM Fundação de Desenvolvimento Municipal IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística PEAD Polietileno de Alta Densidade PVC Poli Cloreto de Vinila PTC Planta Topográfica Cadastral RMR Região Metropolitana de Recife SAA Sistema de Abastecimento de Água SAD-69 South American Datum 69 SIG Sistema de Informações Geográficas SGBD Sistema Gerenciador de Banco de Dados SNIS Serviço Nacional de Informações sobre Saneamento UFPE Universidade Federal de Pernambuco UML Unified Modeling Language UNIBASE Unificação das Bases Cadastrais UTM Universal Transversa de Mercator VRP Válvula Redutora de Pressão vii Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 1. INTRODUÇÃO A consciência de que a água se constitui em um bem essencial à vida, que é um insumo precioso para diversas atividades econômicas e, principalmente, que corresponde a um bem finito, tem crescido mundialmente. Apesar disso, em muitos países, ainda ocorrem conflitos e vários problemas relativos à preservação dos recursos hídricos. Em relação às águas superficiais, por exemplo, as ocupações irregulares nas proximidades dos mananciais, os desmatamentos desordenados em áreas de preservação ambiental e a contaminação dos rios por esgotos domésticos, industriais e pluviais são fatores que colaboram com a degradação dessas águas. Por outro lado, as águas subterrâneas têm a qualidade e quantidade de suas águas alteradas devido à exploração desordenada. A escassez de água potável tem sido considerada um dos maiores desafios do mundo atualmente, devendo ser tratada da mesma maneira como se trata o aquecimento global (KI-MOON, 2008). Neste contexto, várias pesquisas têm sido realizadas mundialmente visando encontrar soluções para um melhor gerenciamento dos recursos naturais e, também, descobrir formas de reduzir o alto índice de desperdício de água. Tais pesquisas tornam-se imprescindíveis, ao considerar-se que cerca de 35% da população mundial não tem acesso à água tratada e que o índice de perda da água potável pode chegar à ordem de 4 a 6 litros de água em cada 10 litros distribuídos (SILVA, 2006). As perdas de água ocorrem em todos os Sistemas de Abastecimento de Água, contudo, o volume dessa perda pode variar de acordo com vários fatores, tais como: características das tubulações que compõem a rede, prática operacional adotada pelas concessionárias e nível de tecnologia e perícia aplicadas em seu controle. Este tipo de perda, denominada perda real ou perda física, não é o único que ocorre nos sistemas de abastecimento, existindo também as perdas não-físicas ou aparentes, estas decorrentes da água que é consumida, mas que, todavia, não é faturada pelas companhias de saneamento. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 1 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Pesquisar formas de reduzir essas perdas é um dos passos em direção à sustentabilidade hídrica, além disso, a experiência das companhias de saneamento tem mostrado que é mais viável e mais econômico adotar estratégias que busquem otimizar e racionalizar o uso dos recursos hídricos disponíveis que construir novos sistemas. Contudo, antes de realizar alterações nos Sistemas de Abastecimento de Água, torna-se necessário a realização de um diagnóstico apurado das perdas de água do sistema e, baseado neste, o planejamento e a execução das novas metodologias de combate às perdas (COELHO, 2004). Para que haja maior eficiência na realização desse diagnóstico, é indispensável que as redes de distribuição de água e redes adutoras, e também os órgãos acessórios, os macros e micromedidores sejam devidamente identificados e tenham sua localização conhecida no sistema de abastecimento a que pertencem. Ademais, o conhecimento do zoneamento do abastecimento de água, a localização das estruturas físicas do sistema, assim como, a situação do faturamento e cobrança da concessionária de água na qual se está realizando o estudo são informações que enriquecem o diagnóstico. Porém, a aquisição dessas informações, nem sempre, é tarefa fácil, tendo em vista que essas empresas, em sua maioria, não fazem uso de sistemas que disponibilizem, em um mesmo ambiente computacional, tais informações. Por outro lado, para realizar as intervenções nas redes de distribuição de água, como manobras, reparos de vazamentos, implantação ou substituição de trechos de redes, existe a necessidade de interromper o abastecimento de água de determinadas áreas. Para isso, torna-se necessário identificar os registros ou válvulas que devem ser fechados antes de iniciar o trabalho. Na maioria das vezes, a realização desse procedimento é baseada no conhecimento e na experiência de empregados antigos, o conhecido cadastro neurológico. Neste cenário, um Sistema de Informações Geográficas – SIG disponibiliza recursos que permitem às companhias de saneamento básico realizar análises espaciais e simulações hidráulicas, além de disponibilizar aos usuários do sistema, o Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 2 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) intercâmbio e visualização, em um único ambiente, de informações referentes a diversas áreas da empresa, tais como: cadastro técnico, cadastro comercial, setor de combate às perdas, entre outras. Estas áreas geralmente encontram-se dissociadas dentro dessas empresas, cada uma trabalhando isoladamente, algumas vezes, em trabalhos similares, sem fazer uso de recursos tecnológicos que permitam um resultado unificado e possibilitem maior poder de expressividade e alcance desses trabalhos. Há atualmente, no Brasil, um movimento crescente na busca da implantação de novas tecnologias em companhias de saneamento, como os Sistemas de Informações Geográficas - SIG, por exemplo, visando à modernização do setor de saneamento básico e melhoria nos serviços oferecidos à população. Dentro desta realidade, podem ser citadas empresas como a SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo e a SANEPAR – Companhia de Saneamento do Paraná que utilizam a tecnologia SIG como instrumento de apoio à tomada de decisão, planejamento de metas e gestão comercial/operacional. Diante disso, a pesquisa desenvolvida apresenta uma metodologia de implantação de um sistema aplicativo em ambiente SIG que contribue no gerenciamento das redes de água e seus órgãos acessórios, assim como, na distribuição espacial dos diversos perfis de consumidores de um Sistema de Abastecimento de Água. No desenvolvimento foi empregada a Modelagem de Dados Espaciais Orientada a Objetos, em linguagem UML - Unified Modeling Language, na criação de um modelo conceitual que, posteriormente, foi implementado com informações dos Cadastros Técnico e Comercial da Companhia Pernambucana de Saneamento - COMPESA. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 3 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 1.1. OBJETIVOS DA PESQUISA 1.1.1. Objetivo Geral Desenvolver um sistema aplicativo com base em SIG de forma a analisar as redes de distribuição de água e dar subsídios ao planejamento das ações para redução de perdas de água. 1.1.2. Objetivos Específicos • Criar um modelo conceitual de um Sistema de Distribuição de Água empregando a Modelagem de Dados Espaciais Orientada a Objetos em linguagem UML; • implementar o modelo físico do banco de dados, de acordo com o modelo conceitual desenvolvido para a pesquisa; • testar o modelo físico com a utilização de dados referentes a um distrito operacional e um setor comercial de uma companhia de saneamento básico. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 4 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) 2. SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS - SIG Um Sistema de Informações Geográficas - SIG pode ser definido como um sistema projetado para capturar, armazenar, visualizar, comunicar, transformar, analisar e arquivar informações georrefenciadas (GOODCHILD, 2006). Tais características fazem de um SIG, segundo BURROUGH e McDONNELL (1998), um conjunto de ferramentas poderosas nas manipulações de dados espaciais do mundo real para um conjunto particular de propósitos. Segundo BURROUGH (1986), estes dados espaciais descrevem os objetos do mundo real em termos de: (a) seu posicionamento em relação a um sistema de coordenadas conhecido; (b) seus atributos que não têm relação com o posicionamento (tais como cor, custo e pH); e, (c) suas interrelações espaciais uns com os outros (relações topológicas). Segundo CÂMARA et al (2001), a arquitetura mais empregada na construção dos SIG é a que utiliza um Sistema Gerenciador de Banco de Dados – SGBD relacional, responsável pelo gerenciamento dos atributos descritivos, acoplado a um componente de programa computacional responsável pelo gerenciamento dos atributos espaciais. A tendência atual, entretanto, é que nos novos SIG sejam incorporados características de sistemas orientados a objetos (LISBOA FILHO, 2001). 2.1. COMPONENTES DE UM SIG BURROUGH e McDONNELL (1998) consideram que um SIG possui três componentes: equipamentos e programas computacionais e um contexto organizacional próprio, que necessitam estar balanceados entre si para que o sistema possa funcionar satisfatoriamente. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 5 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Os equipamentos constituem a plataforma computacional formada por computadores e periféricos de entrada e saída (teclado, mesa digitalizadora, scanner, plotter, impressora, etc). Os computadores podem estar trabalhando isolados ou em rede (MAGUIRE et al, 1991). Os programas computacionais proporcionam os recursos e funções necessárias para o armazenamento, análise e visualização dos dados espaciais, além de permitir o tratamento e manipulação desses dados. Geralmente são desenvolvidos em níveis sofisticados, constituídos de módulos, podendo executar as mais diversas funcionalidades (MAGUIRE et al, 1991). Pode-se citar o MapInfo Professional, o ArcGIS, o SPRING e o TerraView como exemplos de programas de SIG. O contexto organizacional é composto pelos recursos humanos, as metodologias e os dados espaciais que estão envolvidas no projeto: Segundo CÂMARA et al (1996), o usuário é um componente de relevância para o SIG, visto que, as aplicações são desenvolvidas visando as suas necessidades. Desta forma, as funcionalidades e a interface homem-máquina devem ser preparadas de maneira a se tornarem mais intuitivas e de fácil utilização, levando-se em consideração que os usuários não precisam necessariamente ser especialistas em Tecnologias da Geoinformação para operar os sistemas. As metodologias consistem do conjunto de procedimentos que são estabelecidos e executados durante o desenvolvimento do projeto. Para que um SIG seja bem sucedido, é necessário que este opere de acordo com o planejamento definido e as regras de negócio, que são os modelos e práticas operacionais únicos de cada organização (RUFINO e FACUNDO, 2004). Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 6 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Em SIG, os dados são um recurso crucial. Dados geográficos são muito caros de adquirir, armazenar e manipular porque normalmente são necessários grandes volumes de dados para solucionar determinadas análises espaciais (MAGUIRE et al, 1991). PORTUGAL et al (2007), in: BRASIL (2007), afirma que um SIG é composto por uma ou mais camadas de informação, estas sendo compostas por feições geográficas que são visualizadas em mapas e descritas por meio de atributos. Os mapas, no SIG, podem ser armazenados segundo duas estruturas, a estrutura raster e a vetorial. Na presente pesquisa, a estrutura de armazenamento de dados espaciais empregada foi a estrutura vetorial topológica, utilizando-se o modelo arconó. Outros tipos de estrutura existentes podem ser consultados em ARONOFF (1989). 2.2. TOPOLOGIA ARCO-NÓ BUCKLEY (1997) afirma que a estrutura de dados topológica mais comum é o modelo arco-nó. Neste tipo de estrutura, a base lógica das entidades é o arco, que é definido como uma série de pontos unidos por segmentos de linhas que começam e terminam em um nó. Um nó, por sua vez, é dito como a interseção entre dois ou mais arcos, correspondente ao ponto inicial ou final de cada arco. Um nó também pode ocorrer no final de um arco que não está conectado a outro, um arco pendente, tal como o fim de uma rua sem saída, por exemplo. A topologia arco-nó é definida como a representação vetorial que está associada a redes lineares conectadas, sendo de grande interesse nas aplicações SIG baseadas em estruturas de rede (BURROUGH, 1998). Contudo, para que a rede fique bem definida, quando se tratar de topologia de rede, nenhum arco poderá estar desconectado dos demais (CÂMARA e MEDEIROS, 1998). Conforme GASTNER e NEWMAN (2006), o conceito de uma rede, em sua forma mais simples, é tido como sendo um conjunto de nós unidos em pares por arcos. Considerando as redes em que os nós ocupam posições específicas no Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 7 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) espaço, estas, muitas vezes, estão relacionadas a construções físicas reais, tais como: redes elétricas, conexões de fibra ótica, oleodutos, rede de abastecimento de água, redes de drenagem (bacias hidrográficas) e malhas viárias (rodovias, ruas). Cada objeto geográfico (tubulação de água, cabo telefônico, por exemplo), neste caso, possui uma localização geográfica exata e está sempre associado a atributos descritivos armazenados em banco de dados. BURROUGH (1998) acrescenta que as variáveis distância, custo ou capacidade de fluxo são relacionadas aos arcos, enquanto, os equipamentos, derivações ou pontos de demanda de serviços no sistema são representados pelos nós. Segundo SIMÃO e RODRIGUES (2003), uma rede de abastecimento de água, por exemplo, deve ser representada através do modelo de dados vetorial arco-nó, onde as tubulações devem ser representadas por arcos e as conexões entre dois ou mais tubos (junções) por nós. A união entre os arcos, contudo, só poderá acontecer através dos nós, possibilitando, assim, a um SIG reconhecer a sequência em que os arcos estão conectados, assim como, o trajeto que se pode percorrer de um nó a outro. A Figura 01 apresenta como tubulações, peças e reservatórios de uma rede de abastecimento de água podem ser representados em um ambiente SIG e também como este sistema interpreta o modelo vetorial exibido, segundo a topologia arco-nó. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 8 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) (1a) (1b) Figura 01 – Rede de abastecimento de água em ambiente SIG e modelo vetorial arco-nó Na Figura (1a), as peças existentes nas junções entre as tubulações são interpretadas pelo SIG como nós, enquanto as tubulações são vistas como arcos. A Figura ilustra também o sentido de fluxo da rede. Assim, pode-se perceber que o fluxo de água tem início na feição pontual reservatório (fonte) e converge para as feições pontuais definidas como hidrômetros (destino), passando, obrigatoriamente, pelos arcos interligados através dos nós existentes entre as tubulações. De outra forma, a Figura (1b) exemplifica a maneira como o sistema entende e arquiva os arcos e os nós. Segundo HEALEY (1991), in: MAGUIRE et al (1991), em termos computacionais, os arcos são armazenados como o conjunto de coordenadas dos nós que definem os vértices da linha poligonal que o representa. Os nós, por sua vez, são arquivados por suas coordenadas no sistema de referência em uso. A cada nó e a cada arco existente na rede, é associado um identificador unívoco, geralmente um número inteiro, conforme pode ser observado na Figura (1b). O armazenamento da estrutura topológica da rede exibida nesta Figura encontra-se representada nas Tabelas 1 e 2, enquanto, na Tabela 3, a geometria está representada com os valores de coordenadas no sistema de projeção UTM. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 9 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 01 – Lista arco-nó TOPOLOGIA DE ARCO ID-ARCO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NÓ INICIAL 1 5 6 7 8 9 10 4 3 3 4 7 6 5 9 NÓ FINAL 5 6 7 8 9 10 4 3 2 11 12 15 14 13 16 Tabela 02 – Lista de nós TOPOLOGIA DE NÓ NÓS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 ARCOS 1 9 8, 9, 10 7, 8, 11 1, 2, 14 2, 3, 13 3, 4, 12 4, 5 5, 6, 15 6, 7 10 11 14 13 12 15 Tabela 03 – Lista de coordenadas dos arcos DADOS DAS COORDENADAS DOS ARCOS ARCOS 1 E, N INICIAL 290301.401, 9112187.442 E, N FINAL 290293.364, 9112192.538 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 290293.364, 9112192.538 290279.642, 9112201.360 290279.642, 9112201.360 290266.214, 9112210.083 290257.981, 9112215.768 290270.135, 9112242.722 290300.813, 9112259.384 290324.631, 9112248.896 290337.471, 9112243.408 290300.813, 9112259.384 290279.642, 9112201.360 290266.214, 9112210.083 290257.981, 9112215.768 290270.135, 9112242.722 290282.387, 9112267.617 290300.813, 9112259.384 290324.631, 9112248.896 290337.471, 9112243.408 290321.298, 9112242.329 290298.167, 9112252.621 12 13 14 15 290266.214, 9112210.083 290279.642, 9112201.360 290293.364, 9112192.538 290270.135, 9112242.722 290270.429, 9112216.454 290283.269, 9112207.731 290297.383, 9112198.419 290262.784, 9112247.230 Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 10 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 2.3. TOPOLOGIA DE REDE De acordo com BONDY e MURTY (1976) e DILO (2000) uma rede N consiste de: um dígrafo subjacente D = {V, E}, onde V representa o conjunto de vértices e E o conjunto de arcos, dois vértices distintos s e r , disjuntos e não-vazios, denominados de fonte e destino de N, respectivamente, e uma função capacidade c:VxV R (números reais não-negativos), para os quais c(e) 0, se e E . Figura 02 – Rede N com indicação da capacidade do arco Fonte: DIESTEL (2005) A Figura 2 ilustra uma rede N, em que os valores indicados nos arcos correspondem à capacidade dos mesmos. Segundo MOURA et al (2002), os valores indicados nesta capacidade pode corresponder a grandezas como custos, distâncias, tempo de viagem, entre outros. A soma dos valores indicados nos arcos, entre a fonte e o destino da rede pode, segundo DYKSTRA (1984), ser otimizada, levando-se em consideração que o custo que sai da fonte deve ser o mesmo que chega ao destino. Assim, a capacidade de um arco pode ser vista como a representação do percentual máximo de transporte ao longo deste arco (BONDY e MURTY, 1976 e DILO, 2000). Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 11 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Quanto aos vértices indicados na mesma figura, que não são fontes, nem destinos, são denominados vértices intermediários. Nas análises de rede, segundo TURK e GUMUSAY (2004), os dados geográficos usados devem possuir estrutura vetorial e, além disto, estar baseado em arcos. Desta forma, a topologia mais indicada para consultas realizadas nestes tipos de análise em SIG é a topologia arco-nó. Este tipo de análise está estreitamente relacionado a modelos de interação espacial, que corresponde a um conjunto de posições geográficas interconectadas em um sistema por um número de rotas (KANSKY, 1963). Uma rede corresponde a um sistema de arcos, estruturados topologicamente, que pode ser reduzido a um grafo. Este tipo de simplificação facilita a identificação de estruturas topológicas de redes, tais como: nós (vértices v1 a v7), arcos (e1 a e9) e polígonos (r1 a r4), conforme exemplificado na Figura 3. Figura 03 – Simplificação de rede em grafo Fonte: TURK e GUMUSAY (2004) Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 12 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Conforme TURK e GUMUSAY (2004), a representação da rede ilustrada na Figura 3 pode ser desenvolvida em matrizes de conectividade, conforme identificado na Tabela 4. Tabela 04 – Matrizes de conectividade de arcos, vértices e polígonos Arcos (e) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 2 1 0 1 1 1 0 0 0 0 3 1 1 0 1 0 1 1 0 0 4 1 1 1 0 0 1 0 1 0 5 0 1 0 0 0 0 0 1 1 6 0 0 1 1 0 0 1 1 0 Vértices (v) 7 0 0 1 0 0 1 0 0 1 8 0 0 0 1 1 1 0 0 1 9 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 2 3 4 5 6 7 1 0 0 1 0 0 0 0 2 0 0 1 0 0 0 1 3 1 1 0 1 1 0 0 4 0 0 1 0 1 1 0 Polígonos (r) 5 0 0 1 1 0 0 1 6 0 0 0 1 0 0 1 7 0 1 0 0 1 1 0 1 2 3 4 1 0 1 1 1 2 1 0 1 1 3 1 1 0 1 4 1 1 1 0 Fonte: TURK e GUMUSAY (2004) Segundo ROCHA (2006), a descrição dos grafos a partir das matrizes de conectividade permite o seu tratamento matemático, o que seria impossível realizar em grafos na forma geométrica. Assim, montada a matriz na qual os vértices, por exemplo, são representados em linhas e em colunas, a interseção entre dois vértices (com exceção de (i, i), ou seja, o vértice com ele mesmo) apresenta o valor que corresponde à ligação mantida no sistema. Caso o valor da interseção seja 1, os vértices estão conectados, se for 0, não há conexão entre estes. Para a resolução de problemas em redes, pode-se, a partir do grafo e de sua matriz correspondente, construir matrizes como a matriz de incidência (para grafos dirigidos), a de menor caminho (para grafos não-dirigidos) e a de custos (para grafos valorados). O tratamento matricial permite que sejam identificadas as intensidades de acessibilidade, de conectividade, de coesão do grafo como um todo ou de cada nó individualmente. Na matriz de menor caminho, por exemplo, são avaliadas todas as possibilidades de rotas existentes entre todos os vértices do sistema, neste caso, Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 13 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) todas as células que apresentam valor 1, com exceção daquelas que formam a diagonal na matriz (i,i) (ROCHA, 2006). Na solução de problemas passíveis de representação em rede, entretanto, SILVA (2006) afirma que a maior motivação para a utilização do modelo de redes é o amplo suporte matemático encontrado na Teoria dos Grafos. 2.3.1. Grafos Segundo SANTOS (2006), simplificadamente, um grafo é um conjunto de nós (vértices) conectados por linhas e, estas, a depender da aplicação, podem vir a ter direção, passando a serem chamadas, então, de arcos. Quando as linhas são orientadas, o grafo é chamado de grafo “orientado” (Figura 4) ou “dígrafo”. Figura 04 – Dígrafo Fonte: SANTOS (2006) ANGELIS (2005) acrescenta que os dígrafos são formados por pares ordenados de vértices (arcos). Considerando que os arcos têm um nó de origem e um de destino, estes, então, têm direção e sentido de percurso, passando a existir relações de sucessão com antecessores e sucessores de um nó. Quando os vértices ou os arcos possuem pesos associados, o grafo é dito “ponderado” (Figura 5) (SANTOS, 2006). Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 14 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Figura 05 - Grafo não-orientado ponderado Fonte: SANTOS (2006) De acordo com DIESTEL (2005), sendo V um conjunto finito e indicado por: E(V) {{u,v}| u, v V,u v}, onde os subconjuntos de V são dois elementos distintos, define-se por grafo G = (V, E) a um conjunto finito de objetos chamados de vértices (ou nós) V = {v1, v2, ...} e um conjunto finito de arcos E = {e1, e2, ...}. A cada arco ei pertencente a E estão associados dois nós vp e vq pertencentes a V, ou seja, ei = (vp, vq). O conjunto de vértices de um grafo G é chamado por VG e o conjunto de arcos por EG, obtendo-se, então, G = (VG, EG). A cada arco de G pode ser associado um coeficiente de custo c ij, não negativo ou , se o custo não estiver definido (ARAÚJO, 2003). Este custo pode representar o comprimento do segmento, o tempo de percurso do segmento ou uma função de custo generalizado, tornando, desta forma, G um grafo provido de valor ou valorado. Segundo SANTOS (2006), genericamente, o custo do percurso entre dois nós de um grafo é denominado impedância. A partir da impedância de cada grafo é que os algoritmos podem realizar os cálculos necessários na procura do caminho de menor custo, otimizando, portanto, os fluxos de rede (FREITAS, 2004). Os fluxos de rede estão restritos pelo limite superior c , denominado capacidade de força, que impõe como condição que a capacidade do arco não seja excedida. A outra condição, chamada condição de conservação, requer que, para Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 15 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) qualquer vértice intermediário v , o fluxo do material que chega v seja igual ao que sai de v (DILO, 2000). GUIMARÃES (2003) exemplifica um grafo com fluxos e respectivas capacidades na Figura 6. Assim, os valores expressos nos arcos da figura representam a capacidade do arco por seu fluxo correspondente, c(e) / f (e) . Desta maneira, o valor 4/3 significa capacidade 4 e fluxo 3. Somando-se os fluxos, apresentados na Figura, pois o fluxo que chega a um nó é acumulado até o próximo, pode-se obter um fluxo máximo que se origina em s e chega em r , respeitando as capacidades de cada arco. Figura 06 – Grafo com fluxo e capacidade Fonte: adaptada de GUIMARÃES (2003) Os vértices de um arco são comparados por GUIMARÃES (2003) a junções, enquanto os arcos, a tubulações de água em uma rede de distribuição. Nesta, cada tubo possui uma capacidade dada em m³/s, denominada vazão, além da qual o mesmo arrebenta, dando origem, assim, aos vazamentos. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 16 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) 3. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA - SAA Um Sistema de Abastecimento de Água - SAA pode ser conceituado como o conjunto de tubulações, equipamentos, obras civis e serviços destinados à produção e fornecimento de água a comunidades, com fins de consumo doméstico, industrial e público. Tais sistemas podem ainda atender a fins de consumo comerciais ou como auxílio no combate a incêndios, através dos hidrantes instalados nas redes de distribuição de água. A administração dos SAAs encontra-se sob a responsabilidade do poder público, mesmo que sejam administradas em regime de concessão ou permissão (HARDENBERGH, 1938; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). O fornecimento de água de um SAA pode ser descrito como o processo que se inicia na captação da água, onde os esforços energéticos são realizados para captar a água superficial ou subterrânea, através de bombas hidráulicas de sucção, situadas em Casa de Bombas ou Estação Elevatória (EE). Tais bombas são necessárias para elevar a água a níveis altimétricos de captação até o Sistema de Tratamento de Água, nas Estações de Tratamento de Água (ETA) (TROJAN, 2006). A água captada nos mananciais é conduzida até a ETA para que sejam removidos os materiais flutuantes, sólidos suspensos, minerais objetáveis, bactérias, gases dissolvidos, cor e odor, entre outros, até que a mesma possa ser enquadrada dentro do Padrão de Potabilidade estabelecido pela Portaria 518/04 do Ministério da Saúde. Para tal, é necessário que a água ao chegar à ETA passe pelo processo de mistura, floculação, decantação, filtração e desinfecção, nesta ordem, sendo, posteriormente, armazenada em reservatórios até o momento de ser distribuída, através de redes de distribuição, à população abastecida pelo sistema de abastecimento (TROJAN, 2006; HARDENBERGH, 1938). As tubulações da rede de distribuição de água partem das ETAs, abastecem os reservatórios elevados que fazem parte do SAA e ramificam-se, através de interligações, até chegarem ao usuário final. Durante a distribuição de água, por vezes, pode ocorrer, a variação de pressão hidráulica nas tubulações, originando as chamadas zonas de pressão. Esta variação ocorre devido à quebra ou elevação de Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 17 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) pressão na rede. As válvulas de redução de pressão (VRP) são responsáveis pelas quebras de pressão, enquanto, a elevação é realizada por meio de bombeamento hidráulico nas Estações Elevatórias (TROJAN, 2006). BARROS FILHO (2005) menciona o controle de pressões e vazões das redes de distribuição de água como um dos meios de atuação para uma gestão eficaz de um Sistema de Abastecimento de Água. Deve-se considerar, neste ponto, que as altas pressões podem dar origem aos danos às tubulações de água, ocasionando vazamentos na rede. Por outro lado, baixas pressões ocasionam a entrada de ar na rede, causando infiltrações que afetam a qualidade da água. Segundo TROJAN (2006), o estágio final do abastecimento de água é a medição do consumo de água das unidades individuais, usuário final, através de medidores de pequenas vazões – hidrômetros. Esta medição é denominada de micromedição. 3.1. PARTES COMPONENTES DE SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Geralmente, os Sistemas de Abastecimento de Água são compreendidos basicamente por: manancial, captação, adução, estação elevatória, estação de tratamento, reservatórios, rede de distribuição de água, ligações prediais e órgãos acessórios (GOMES, 2004). A forma como estes componentes estão organizados pode ser verificada na Figura 7. Figura 07 – Esquema geral de um Sistema de Abastecimento de Água Fonte: www.sanepar.com.br Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 18 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) Detalha-se a seguir os componentes de um SAA, com maior ênfase àqueles envolvidos diretamente no sistema aplicativo SIG desenvolvido nesta pesquisa. − Manancial: Segundo TUCCI (2005), é toda fonte de água que pode ser destinada ao abastecimento humano, animal e industrial. Os mananciais podem ser superficiais ou subterrâneas. São superficiais quando oriundas de cursos d´água como córregos, rios ou lagos, por exemplo (BABBITT et al, 1973). Por outro lado, são ditos mananciais subterrâneos os aquíferos que armazenam água no subsolo e permitem que esta seja bombeada sem que, no entanto, haja comprometimento de seu balanço de entrada e saída de água (TUCCI, 2005). − Captação: de acordo com MOURA (2006) denomina-se captação o conjunto de estruturas e dispositivos construídos ou montados junto a um manancial com o objetivo de captar a água destinada ao sistema de abastecimento. A captação de águas superficiais poderá ser realizada de forma direta ou, se necessário, a partir de reservatórios de acumulação, construídos através de barragens ou represas para, nos períodos de chuva, cobrir o déficit existente nas épocas de estiagem. Esta pode ser realizada também em águas subterrâneas, que pode ser em lençol freático ou lençol artesiano (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). − Adução: corresponde ao conjunto de tubulações, peças especiais e órgãos acessórios, destinados a conduzir a água do ponto de captação no manancial à Estação de Tratamento e, posteriormente, desta ao sistema de distribuição (HARDENBERGH, 1964; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). Por regra, as adutoras não possuem derivações destinadas a alimentar redes distribuidoras, nem tampouco, ramais prediais. Contudo, há casos em que são realizadas ramificações da adutora principal para levar água a outros pontos do sistema, estas ramificações são denominadas subadutoras. Considerando a importância vital destas tubulações para o SAA, qualquer anormalidade que as Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 19 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) mesmas venham a sofrer afetará diretamente o abastecimento da população atendida, com consequências significativas (OLIVEIRA et al, 1977). As adutoras podem ser classificadas segundo dois critérios (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007): (1) Quanto à natureza da água transportada; e, (2) Quanto à energia para a movimentação da água. Segundo a natureza da água transportada, a adutora pode ser classificada em: a. adutora de água bruta: transporta a água do manancial à Estação de Tratamento; e, b. adutora de água tratada: transporta a água da Estação de Tratamento aos reservatórios de distribuição. No que se refere à energia envolvida na movimentação da água, a adutora pode ser classificada em adutoras por gravidade, recalque ou mista (FAIR et al, 1966; TURNEAURE e RUSSELL, 1924): a. Adutoras por gravidade: são as adutoras em que o ponto inicial desta é mais alto que o ponto final, possibilitando, assim, que seja utilizado esse desnível para a adução, fazendo uso apenas da energia hidráulica (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). Este tipo de adução é indicado quando a tubulação principal da fonte ao ponto de abastecimento é adequada em tamanho e oferece condições de segurança contra quebras acidentais (STEEL, 1960). b. Adutoras por recalque: são as adutoras que fazem uso de um sistema elevatório (conjunto moto-bomba e acessórios) para auxiliar na adução, quando o local da captação não possibilitar que esta seja feita por Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 20 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) gravidade, quando estiver em nível inferior ao da captação, por exemplo (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). c. Adutoras mistas: utiliza-se dos regimes de escoamento por recalque e por gravidade. Segundo OLIVEIRA et al (1977), a aplicabilidade dos diversos tipos de tubulações, peças e acessórios varia de acordo com o funcionamento hidráulico da adutora, a pressão interna e a durabilidade do material, face às características do solo em que a mesma será assentada, às cargas internas e à natureza da água transportada. REINEMANN (2004) afirma que o aço galvanizado é o tipo de tubo recomendado para tubulações instaladas dentro de edificações. Entretanto, para tubulações que serão locadas no solo, o material mais indicado é o plástico. HARDENBERGH (1964) e a BRASIL (2004) relacionam alguns materiais que podem ser utilizados em adutoras, a saber: − ferro fundido (alta resistência à corrosão); − aço (alta resistência à tração e às pressões elevadas); − concreto armado; − fibra de vidro impregnado em resinas de poliester. No Brasil, tradicionalmente, os materiais mais utilizados nas construções de adutoras e subadutoras são o ferro dúctil e o aço carbono, o PVC e a fibra de vidro e, inclusive, mais recentemente, o PEAD para adutoras de pequenos e médios diâmetros, a depender das pressões envolvidas (BRASIL, 1999). − Estação elevatória: de acordo com a OLIVEIRA et al (1977), estas estruturas são compostas geralmente por um ou vários conjuntos de bombas destinadas a captar a água de mananciais de superfície ou subterrâneo, para fazer o Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 21 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) recalque a pontos distantes ou elevados, ou ainda, para reforçar a capacidade de adução das adutoras. − Estação de tratamento de água: conjunto de estruturas físicas destinadas ao tratamento da água captada no manancial, de maneira a tornar a água bruta recebida em água potável, de acordo com os parâmetros de potabilidade estabelecidos pela Portaria 518 de 25/03/2004 do Ministério da Saúde (BRASIL, 2004). − Reservatórios: segundo BABBITT et al (1973), os reservatórios, nos sistemas de abastecimento de água, podem ter finalidades diversas, podendo ser usados para represar a água, acumular água, equilibrar vazões, equilibrar pressões no sistema de distribuição, entre outros usos. De acordo com as finalidades citadas os reservatórios podem ser classificados em: reservatório de acumulação, reservatórios de compensação e reservatórios de distribuição. Estes últimos podendo ser classificados ainda segundo sua localização e forma construtiva (BRASIL, 2004). A localização topográfica dos reservatórios de distribuição no sistema é de suma importância, pois estabelece as condições de pressão na rede. Segundo o MINISTÉRIO DA SAÚDE (2007), as pressões excessivas na tubulação podem provocar vazamentos, ruptura das tubulações e conexões, resultando em perdas e desperdícios de água, além de incorrer em riscos de contaminação da água. Pressões insuficientes, por outro lado, implicam em descontinuidade do abastecimento em pontos de consumo distantes e/ou elevados. − Rede de distribuição de água: é o conjunto de tubulações, peças especiais e órgãos acessórios que têm por objetivo conduzir a água tratada aos usuários dos sistemas de abastecimento, de forma contínua, em quantidade e pressão recomendadas (BRASIL, 2004). FAIR et al (1966) afirma que uma rede de distribuição é definida segundo a concepção geométrica de um sistema de distribuição, dependendo do porte da Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 22 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) cidade a ser abastecida, assim como de características viárias e topográficas. Desta maneira, independente de qual seja o desenho da rede, esta é constituída por condutos classificados em: condutos principais ou troncos e condutos secundários. Segundo OLIVEIRA et al (1977), os condutos principais possuem os maiores diâmetros e abastecem os condutos secundários, enquanto estes, de menor diâmetro, têm a finalidade de abastecer os pontos de consumo do sistema. De acordo com o traçado da rede de distribuição e o sentido de escoamento nos condutos secundários, as redes podem ser classificadas em (PORTO, 1998; HANDERBERGH, 1964): (1) Redes ramificadas; (2) Redes malhadas; e, (3) Redes mistas. As redes são denominadas ramificadas, quando o abastecimento é realizado a partir de uma tubulação tronco alimentada por um reservatório à montante ou, de outra forma, sob pressão de um bombeamento, e a distribuição da água é feita diretamente para os condutos secundários. Nestas redes, em qualquer trecho, podese conhecer o sentido da vazão. Este tipo de rede é geralmente empregado para o abastecimento de pequenas comunidades, sistemas de irrigação por asperção, etc. Neste padrão geométrico de rede, a distribuição da vazão fica condicionada à tubulação tronco, de forma que, se houver um rompimento em algum ponto, toda a área à jusante do mesmo ficará prejudicada (PORTO, 1998). As redes malhadas, por seu tempo, são constituídas por tubulações tronco que formam anéis ou malhas, nas quais existe a possibilidade de reversibilidade no sentido das vazões, em função da demanda. Desta maneira, pode-se abastecer qualquer ponto do sistema por mais de um caminho, permitindo, assim, uma maior flexibilidade em satisfazer a demanda e o mínimo de interrupção no fornecimento de água durante as manutenções da rede (PORTO, 1998; OLIVEIRA et al, 1977). Os pontos de derivação de pressão e/ou de mudança de diâmetro em uma rede são chamados de nós e a tubulação entre dois nós é denominada trecho, o sentido de Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 23 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) escoamento se dá do conduto principal para os secundários até as extremidades mortas ou fins de rede (PORTO, 1998). As redes mistas, por sua vez, apresentam características tanto das redes ramificadas quanto das redes malhadas. Este tipo de rede é geralmente encontrado no traçado geométrico das redes de distribuição de água. Os projetos de expansão, das redes mistas, são realizados de forma a viabilizar a sua execução, sem que haja aumentos significativos nos custos da obra; dessa maneira, nos casos em que não for possível interligar as extremidades das tubulações de forma conveniente, estas são deixadas separadas (HANDENBERGH, 1964). Independente, contudo, de qual seja o tipo de rede, malhada, ramificada ou mista, a pressão, velocidade e o diâmetro, são condições hidráulicas limitantes que devem ser satisfeitas. No projeto de uma rede, a topografia do terreno é, quase sempre, fator determinante, e considerando-se que os comprimentos das tubulações são razoáveis, há uma diminuição nas cotas piezométricas dos nós, devido às perdas de carga hidráulica, e, consequentemente nas pressões disponíveis (PORTO, 1998). − Ligação Predial: OLIVEIRA et al (1977) define ligação predial em um sistema de abastecimento de água, como o conjunto de dispositivos utilizados para interligar a rede de distribuição de água e a instalação predial de imóvel. Uma ligação predial é composta, essencialmente, dos seguintes componentes (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007): a. dispositivo de tomada ou peça de derivação: é o conjunto de peças montadas junto à rede de distribuição, que têm a finalidade de conectar a rede ao ramal predial (OLIVEIRA et al, 1977). b. ramal predial: corresponde ao trecho de tubulação que, partindo do dispositivo de tomada, segue até o medidor ou até o início da instalação interna (OLIVEIRA et al, 1977). Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 24 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) c. cavalete: é o conjunto de tubos, conexões e registro do ramal predial para a instalação do hidrômetro, que devem ficar acima do solo (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). d. medidor (hidrômetro): são aparelhos destinados a medir e indicar a quantidade de água que sai da rede de distribuição e, através do ramal predial, efetivamente chega ao consumidor. São compostos geralmente de uma câmara de medição, um dispositivo redutor e um mecanismo de relojoaria que registra os volumes escoados em um mostrador (OLIVEIRA et al, 1977). Considerando que os medidores compõem uma parte particular dos Sistemas de Abastecimento de Água, denominada sistema de medição, este item merece alguns esclarecimentos. Os sistemas de medição são instrumentos indispensáveis para que haja uma operação eficaz dos sistemas de abastecimento de água, pois o conhecimento proporcionado pela medição das diversas variáveis envolvidas permite uma melhor exploração das formas de operação de todas as partes desses sistemas (BRASIL, 2004). Geralmente no sistema de medição estão envolvidas a micro e a macromedição. Denomina-se micromedição a medição de consumo realizada no ponto de abastecimento de um determinado usuário, independente da categoria ou faixa de consumo a que pertença (BRASIL, 2004). Macromedição, por sua vez, corresponde ao conjunto de medições que são realizadas no Sistema de Abastecimento de Água, desde a captação de água bruta até as extremidades de jusante da rede de distribuição (TROJAN, 2006). Na micromedição, de acordo com MOURA (2006), são largamente empregados os hidrômetros, sendo estes, uma das maiores fontes de evasão de volumes não-faturados em uma companhia de saneamento. Estes equipamentos apresentam um decaimento do nível de precisão ao longo do tempo, além disso, a Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 25 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) vida útil varia de 5 a 10 anos, dependendo da qualidade da água distribuída, do tipo do hidrômetro, etc. (MOURA et al, 2004). Geralmente, os medidores envolvidos na macromedição são de maior porte que os utilizados na micromedição, contudo, pode ocorrer que um medidor de grande porte seja usado em micromedição, como, por exemplo, no caso de um grande consumidor industrial (BRASIL, 2004). MOURA (2006) afirma que a aplicação de cada medidor depende, entretanto, das condições locais, operacionais e da importância do ponto a ser medido. A calibração do medidor é de fundamental importância, podendo ser realizada tanto em bancada quanto no local a ser instalado. − Órgãos Acessórios: no que concerne às peças especiais ou órgãos acessórios que fazem parte das adutoras e suas funcionalidades, pode-se citar como componentes destas: • Válvulas ou registros de parada: são destinadas a interromper o fluxo da água. Permitem também regular a vazão, na operação de enchimento da linha, evitando, assim, os golpes de aríete. Geralmente uma delas é colocada à montante e outras ao longo da linha, distribuídas de maneira que se possa isolar e esgotar trechos da adutora, por ocasião de reparos (OLIVEIRA et al, 1977; TURNEAURE e RUSSELL, 1924). • Válvulas ou registros de descarga: o objetivo principal destas válvulas é permitir a saída de água das adutoras, sempre que necessário. Estas são instaladas nos pontos mais baixos da rede, o que permite a saída de ar, quando se está enchendo a linha ou quando se pretende esvaziá-la para fins de reparos ou outras razões operacionais (OLIVEIRA et al, 1977). • Válvulas redutoras de pressão – VRP´s: são dispositivos instalados no sistema de abastecimento de água com a função de manter a pressão Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 26 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) de jusante constante independemente da pressão de montante ou da vazão, permitindo uma diminuição permanente da pressão interna na rede (ULANICKI et al, 2000). Por serem operadas através de um circuito de pilotagem hidráulico-mecânico, não há a necessidade de fontes externas de energia, elétrica ou mecânica, podendo ser instaladas em caixas sujeitas a inundações (DENAPOLI et al, 2001). • Ventosas: este tipo de válvula permite o escape e a entrada de ar na tubulação. São instaladas nos pontos mais altos das adutoras, assim, quando a água está fluindo sob pressão maior que a atmosférica, estas válvulas permitem que o ar confinado possa sair. Caso ocorra um abaixamento da pressão no tubo e água escape, esta será substituída por um volume equivalente de ar, evitando a criação de vácuo na adutora (BABBITT, 1973). • Válvulas cônicas: podem ser utilizadas com a finalidade de manter o nível de água constante em um reservatório, impedindo, dessa forma, o refluxo quando houver interrupção no funcionamento das bombas; podem ainda, impedir golpes de aríete e reduzir a pressão da água a qualquer valor (HARDENBERGH, 1964). • Válvulas borboletas: tais válvulas permitem o fechamento completo do canal de um conduto. São comuns nos serviços de água por apresentarem vantagens do tipo: baixa perda de carga quando totalmente aberta, abrem e fecham rapidamente com um movimento de 90º no disco da válvula, o coeficiente de vazão muda aproximadamente com o grau de abertura da válvula, entre várias outras (BABBITT, 1973). • Válvulas de retenção: são válvulas que dão passagem à água em um só sentido e impedem a sua passagem em sentido contrário. Devem ser instaladas em adutoras de recalque para evitar o retorno da água às bombas nas paradas de trabalho (HARDENBERGH, 1964). Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 27 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) 3.2. PERDAS NOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Em muitos países, os problemas em relação aos recursos de água ainda possuem grandes dimensões, em parte devido à deterioração de águas superficiais e à crescente exploração das águas subterrâneas, e, por outro lado, pelo mau uso e desperdício de água. Diante disto, a perda de água nos Sistemas de Abastecimento de Água é considerada uma das questões chaves no gerenciamento dos recursos hídricos, pois, uma das causas dos altos índices de perdas está diretamente relacionada ao desperdício de água (McKENZIE e SEAGO, 2005). Segundo ÇAKMAKCI et al (2007), a perda de água ocorre em todos os sistemas de abastecimento, contudo, o volume desta perda varia de acordo com as características da tubulação que compõe a rede, da prática operacional das concessionárias de saneamento, e do nível de tecnologia e perícia aplicadas em seu controle, dentre outros fatores. MOURA et al (2004) afirma que, no Brasil, fatores como valores extremos de pressões nas redes, rupturas nas tubulações, golpes de ariete, sobrepressões decorrentes de interrupções no fluxo d’água nas tubulações e desperdício de água são responsáveis por perdas físicas, em média, superiores a 50% do volume de água injetado nos sistemas. Segundo BALKARAN e WYKE (2003) e BRASIL (2004), pode-se definir perdas como a diferença entre o volume de água produzido ou fornecido aos sistemas e o consumo autorizado. As perdas são subdivididas em duas categorias: as reais (físicas), que correspondem ao volume de água perdida antes de chegar ao consumidor e as aparentes (não físicas), que correspondem ao volume de água consumida e não registrada. As perdas reais (físicas) são o somatório de todos os volumes de água fornecidos pelo sistema, da captação ao usuário final, e que, no entanto, não são efetivamente utilizados. Isso ocorre devido a vazamentos ou extravazamentos nos reservatórios, vazamentos nas redes de captação, adução, distribuição ou ramais prediais, manutenção da rede ou procedimentos operacionais típicos dos sistemas Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 28 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) de abastecimento em que haja um consumo maior que o necessário para a operação (ÇAKMAKCI et al, 2007; TABESH et al, 2008). As perdas aparentes (não físicas), por sua vez, referem-se a todo volume de água que, mesmo sendo consumido, não é faturado pela empresa de abastecimento de água. Estas perdas são decorrentes do somatório de erros nas medições (macro e micro-medição), assim como, dos consumos não autorizados, como fraudes ou furto de água e também por falhas na leitura de hidrômetros e cadastros comerciais desatualizados (GUMIER, 2005; TWDB, 2005). Os níveis de perdas no Brasil são muito elevados, apresentando uma média nacional do índice de perdas de faturamento de 39%, segundo dados do Serviço Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS (2005), enquanto, as médias regionais são de 59% no Norte (maior valor médio) e de 30,9% no Sudeste (menor valor médio) (MIRANDA, 2007, in: SANEAS, 2007). Em termos financeiros, estas perdas correspondem a cerca de R$ 2,5 bilhões/ano, representando um enorme prejuízo para a economia brasileira, principalmente, se for considerado que o país precisa de R$ 10 bilhões/ano, nos próximos 20 anos, para universalizar os serviços de água e esgoto. De acordo com os especialistas do setor de saneamento, podem ser considerados como bons índices de perdas de faturamento no Brasil, valores da ordem de 20 a 25%. SILVA (2005) considera que em sociedades mais desenvolvidas como, por exemplo, Alemanha, Suiça e Singapura, as perdas deveriam ser pequenas, em torno de 7%. Contudo, isto não é uma realidade, mesmo em nações ricas como a GrãBretanha, Taiwan e Hong Kong em que foram constatadas perdas entre 25 e 30%, conforme exposto no Gráfico 1. Do contrário, observa-se que a média está em torno dos 17% de água não faturada. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 29 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) Média 17% Gráfico 01: Percentual de água não faturada por países Fonte: BRASIL (2004) Os tipos de perdas que ocorrem nos Sistemas de Abastecimento de Água encontram-se exemplificados na Figura 8. Essa Figura ilustra também as principais entradas e saídas de água de um Sistema de Abastecimento Água, por ordem sequencial, desde a captação de água bruta até os pontos de micromedição ou ponto de consumo final pelos clientes, assim como, os pontos de medição de caudal. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 30 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) Figura 08 – Tipos de perdas e principais elementos de um SAA Fonte: MOURA (2006) A identificação dos pontos de perdas de água e a quantificação dos volumes dessas perdas permitem que, através do balanço hídrico, seja possível tomar decisões nas medidas necessárias no combate às perdas de água. Tendo em vista que a eficiência com que os recursos existentes para otimização da rede são utilizados depende, não somente, do projeto da rede e da forma como ela é gerida, de modo a minimizar os desperdícios. Assim, visando à minimização desses desperdícios adequadas, torna-se que os necessário recursos que naturais as infra-estruturas sejam existentes racionalmente sejam utilizados e, principalmente, que haja eficácia e sustentabilidade na gestão deste conjunto (ALEGRE e COELHO, 1998 in: MOURA, 2006). 3.2.1. Causas das Perdas em Sistemas de Abastecimento de Água Várias são as causas que provocam perdas de água em Sistemas de Abastecimento de Água. Estas causas foram identificadas e classificadas em três grupos: das práticas e rotinas operacionais e comerciais, das perdas aparentes e Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 31 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) das reais (PERNAMBUCO, 2007). Abaixo são listados alguns desses fatores, classificados de acordo com seus componentes: • Práticas e Rotinas Operacionais e Comerciais − Consumo Autorizado: a) inexistência de hidrometração das ligações; b) deficiência nas práticas e rotinas comerciais; c) falta de monitoramento e controle sistematizados dos consumos medidos faturado. − Consumo autorizado não faturado: a) desatualização do cadastro comercial; b) ligações não-cadastradas; c) falta de quantificação e contabilização dos volumes utilizados/gastos nas atividades operacionais; d) falta de quantificação e contabilização dos volumes destinados ao abastecimento emergencial e ao atendimento comunitário (chafarizes/lavanderias). • Perdas Aparentes − Consumo não autorizado: a) ligações clandestinas; b) fraudes (by pass, violação de hidrômetro e/ou qualquer outro tipo de violação na ligação ativa ou inativa); c) furto de água em quaisquer pontos do sistema de distribuição de água (caixas de manobras, descargas, ventosas, tomadas de pressão, reservatórios, entre outros). Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 32 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) − Imprecisão na medição: a) imprecisão dos macromedidores existentes nos sistemas de produção e de distribuição de água; b) submedição; c) dimensionamento inadequado do medidor; d) inexistência de uma política eficiente de manutenção e substituição de hidrômetro; e) inexistência de macromedição; f) inconsistências nos sistemas de informações. • Perdas Reais − Vazamentos ou Extravazamentos: a) deficiência ou inexistência de automação de unidades de bombeamento e controle de nível de reservatórios; − b) falhas estruturais; c) controle operacional ineficiente; d) registro de descarga defeituoso; e) falta de definição de níveis operacionais. Vazamentos ou Extravamentos em adutoras e redes de distribuição: a) pressões elevadas; b) má qualidade de materiais, tubos, peças e conexões dos componentes da rede; c) má qualidade da mão-de-obra utilizada na implantação/manutenção de redes; d) cadastro técnico de rede ineficiente; e) especificação incorreta do material utilizado na rede; f) deficiência na identificação de vazamentos visíveis; g) inadequação da malha de distribuição. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 33 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) − Vazamentos Ramais: a) pressões elevadas; b) inadequação do colar de tomada; c) intervenção de terceiros; d) deficiência na identificação de vazamentos visíveis. 3.2.2. Redução das Perdas de Água A redução das perdas físicas tem influência direta nos custos de produção, devido à redução do consumo de energia nas diversas partes do sistema, de produtos químicos no tratamento da água, entre outros fatores. Isso ocorre devido ao fato de que altos índices de perdas geram a necessidade de captar um volume de água maior para a distribuição ou, por outro lado, a expansão do SAA. Com a redução das perdas, contudo, pode-se fazer uso das mesmas instalações para aumentar a oferta de água, sem necessidade, portanto, de expandir o sistema produtor (BARROSO, 2005). Em contrapartida, a redução das perdas não físicas ou aparentes permitirá que haja um aumento na receita tarifária, gerando uma maior eficiência dos serviços que são prestados à população e, consequentemente, melhorando o desempenho financeiro do prestador de serviços em saneamento (SILVA, 2005). De acordo com ALEGRE e COELHO (1998), é necessário que a gestão dos recursos para otimização das redes do SAA seja executada com eficácia e sustentabilidade. Segundo estes autores, para que os desperdícios sejam minimizados é necessário que as infra-estruturas existentes sejam adequadas e que os projetos de rede sejam realizados visando à diminuição dos desperdícios. THORNTON (2003) ressalta a importância do controle de vazamentos como pré-requisito para o gerenciamento efetivo das perdas reais. Inclusive, em alguns países, notadamente no Japão e Reino Unido, tem sido reconhecido, já há mais de Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 34 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas(SIG) 20 anos, que o gerenciamento de pressões é essencial no gerenciamento efetivo de vazamentos. O gerenciamento de pressão na rede é realizado no SAA através da instalação de válvulas redutoras de pressão – VRP. Segundo BRASIL (1999), a instalação de uma VRP, dimensionada para reduzir as cargas em 60%, acarretará uma redução de 37% nas perdas existentes em um setor que apresente perdas físicas conhecidas de 50%. Assim, ocorrerá uma redução nas perdas de 50% para 31,5%. Desta maneira, pode-se quantificar previamente as reduções de perdas esperadas e, assim, avaliar o retorno econômico dos investimentos realizados no combate à redução de perdas, por meio da instalação das VRP. Dentro deste entendimento, cidades como Khyeletsia, África do Sul, e São Paulo, no Brasil, por exemplo, apresentam histórias de sucesso na redução de vazamentos na rede com a implantação de centenas de válvulas redutoras de pressão (VRP) como medidas no controle das pressões (THORNTON, 2003). Como medida geral para a redução das perdas, PERNAMBUCO (2007) agrupa as soluções direcionadas neste sentido em dois segmentos. O primeiro segmento envolve medidas que visam à completa contabilização da água que entra e sai do sistema de distribuição, tais como: inspeção no sistema de informação, calibração/aferição, ajustagem e regulagem de medidores e instrumentos instalados na rede e nas infra-estruturas, a qualidade do serviço de manutenção, entre outras. O outro segmento envolve ações direcionadas às condições de funcionamento do SAA com ênfase no gerenciamento das pressões e na operação/manutenção de sua infra-estrutura. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 35 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 4. METODOLOGIA DA PESQUISA A seguir são apresentados os procedimentos metodológicos e os recursos tecnológicos utilizados no desenvolvimento do sistema aplicativo em ambiente SIG para gerenciamento das redes de água e seus órgãos acessórios implementado nesta pesquisa. 4.1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 4.1.1. Caracterização do Problema Para que houvesse melhor compreensão de como os componentes de um Sistema de Abastecimento de Água estão relacionados entre si, foi realizado, nesta etapa da pesquisa, um levantamento de várias informações sobre esses sistemas em uma companhia de saneamento básico, a saber: Companhia Pernambucana de Saneamento - COMPESA. Este levantamento também teve como objetivo conhecer e analisar a metodologia de gestão de um SAA e avaliar se o modelo adotado pela empresa atendia às necessidades de informações e disponibilização dos dados no combate às perdas de água. Esta etapa, denominada abstração do mundo real, permitiu que fosse possível compreender como estes sistemas estão estruturados, quais são os relacionamentos existentes entre as redes e suas conexões, assim como, entre as redes de distribuição de água e os pontos de abastecimento. Assim, foi possível representar os fenômenos observados através de um modelo que descreve a estrutura e os relacionamentos em uma base de dados, sem, contudo, levar em consideração conceitos computacionais ou a tecnologia que seria empregada na implementação do mesmo. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 36 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 4.1.2. Coleta de Dados A coleta de dados foi realizada através da aquisição das bases cartográficas da área de estudo e de dados descritivos dos clientes que fazem parte do Setor Comercial 112, correspondente Distrito Operacional 16 na área técnica/operacional. Estes dados foram cedidos pela COMPESA, através da Coordenação de Cadastro Técnico, da Coordenação de Atualização e Controle de Cadastro e da Gerência de Mercado. Além das bases cartográficas e dados descritivos, também foi necessário obter vários esclarecimentos quanto à localização das redes de distribuição, das válvulas e outros órgãos acessórios que compõem a rede, além de informações quanto às ligações dos ramais prediais. Para tanto, foram realizadas visitas à Coordenação de Agências de Serviços (CAS) – Dois Irmãos e também visitas “in loco”. 4.1.3. Implementação do Sistema Aplicativo em Ambiente SIG Após o planejamento e a concepção do modelo conceitual, o sistema foi implementado através das seguintes etapas: • Edição da Base Cartográfica; • Criação do Banco de Dados Espaciais – BDE; • Conversão dos dados espaciais para o BDE; e, • Verificação da consistência geométrica da rede e geocodificação dos clientes medidos e não medidos. 4.1.3.1. Edição da Base Cartográfica Visto que, a base de dados recebida estava em .dwg, utilizou-se o AutoCad Civil 3D 2007, nas dependências da COMPESA, para realizar as edições da base Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 37 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) cartográfica, necessárias para sua adequação a um ambiente SIG. Nesta etapa, foram encontradas várias inconsistências, tais como: linhas duplicadas, ligações inexistentes entre as linhas, peças desenhadas com polilinhas, quando deveriam ser pontos, entidades semelhantes em níveis de informações diferentes, inexistência de nós na rede, entre outras. Além das inconsistências citadas, o traçado das redes de água induzia a dúvidas que dificultavam a compreensão da realidade das mesmas em campo, a saber: linhas que se cruzavam sem que houvesse indicação da existência ou inexistência de alguma peça no encontro das mesmas e redes sem informação de diâmetro ou material, por exemplo. Além disto, houve vários casos de logradouros com edificações pertencentes a clientes de água da COMPESA, sem que, no entanto, houvesse qualquer informação quanto à existência de rede de abastecimento na base cartográfica. Identificadas e corrigidas as dúvidas e inconsistências, a rede de água foi compatibilizada para a estrutura topológica arco-nó, ainda em ambiente CAD. Os quarteirões são representados na base cartográfica da COMPESA, através de seus limites, no nível de informações Quadras. A Coordenação de Atualização e Controle de Cadastro – CAC utiliza as quadras contendo os limites dos lotes como referência na localização dos clientes da COMPESA e no cadastramento de novos clientes. Considerando a importância deste nível de informação para as diversas atividades desenvolvidas na CAC, as quadras foram editadas, de forma a tornaremse polígonos fechados e, posteriormente, foram exportadas em formato shape para o banco de dados. Em relação às demais entidades existentes na base cartográfica, tais como: textos, edificações, meio-fio, entre outras, estas foram organizadas de maneira que entidades semelhantes ficassem em um mesmo nível de informação e entidades diferentes em níveis diferentes. Além disso, foram eliminados linhas e textos duplicados, blocos desnecessários e níveis de informações vazios. Esta base foi utilizada durante a alimentação do banco de dados, apenas como referência para a Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 38 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) locação dos ramais e hidrômetros adicionados ao sistema. Além disso, nas análises espaciais, sua função também era de referência na visualização das entidades do sistema. 4.1.3.2. Criação do Banco de Dados Espaciais - BDE Para a criação do Banco de Dados Espaciais – BDE foi utilizado o programa ArcGIS da ESRI, através do módulo de Gerenciamento de Banco de Dados deste programa, o ArcCatalog. Este módulo possibilitou a criação das classes, de seus atributos e subtipos, além do relacionamento existente entre as mesmas. As feições que seriam representadas no sistema como pontos, tais como: peças, pontos de consumo, medidores, entre outras, foram agrupadas na superclasse Feição Junção Simples. Enquanto na superclasse Feição Rede Complexa foram agrupadas as feições relacionadas às redes de água principal e ramal predial que são representadas por linhas. Em seguida, criou-se a rede geométrica definindo-se quais classes participariam da mesma, quais as feições que receberiam pesos, tipo diâmetro e comprimento, e finalmente, que feições se comportariam como fonte ou coletor no sistema. Assim, foram estabelecidos para a classe rede água os pesos diâmetro e comprimento, enquanto, para a classe reservatório foi instituído o comportamento de fonte. Encerrada esta etapa, o Banco de Dados Espaciais estava disponível para ser carregado com as informações pertinentes. 4.1.3.3. Conversão dos Dados Espaciais para o BDE Em relação à base cartográfica, o processo de conversão restringiu-se às redes de água que faziam parte desta base. Tais redes foram convertidas em arcos e adicionadas às classes pertencentes, estas criadas anteriormente no modelo físico. Assim, os arcos que representavam as redes de distribuição foram locados Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 39 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) nesta classe, da mesma forma, aqueles que representavam adutoras, subadutoras ou ramais. Além disso, foram adicionados os nós das redes e as respectivas singularidades de cada nó (peças, válvulas, dentre outros), além do lançamento dos ramais prediais em todos os imóveis da base de dados descritivos listados como Ligado, Ligado em Análise ou Cortado. Todas as inconsistências de rede encontradas durante o processo de conversão foram sanadas. Para isto, tornou-se necessário, em alguns momentos, esclarecimentos por parte dos profissionais da área operacional da CAS Dois Irmãos. Durante o processo de conversão, foram criadas também as regras topológicas do sistema, com o objetivo de detectar erros na conversão dos arcos e nós, assim como, daqueles gerados durante a importação das quadras. Ainda nesta etapa, foi realizada a importação dos dados descritivos dos clientes da COMPESA para o Banco de Dados Espaciais, através do módulo ArcCatalog do ArcGIS. 4.1.3.4. Verificação da Consistência Geométrica da Rede e Geocodificação dos Clientes Medidos e Não Medidos Nesta etapa do processo, a consistência geométrica da rede foi analisada, visando preservar a integridade dos dados, assim como, a consistência topológica do sistema. Assim, os erros encontradas quanto à desconexão de arcos e nós, arcos duplicados, arcos pendentes, nós inexistentes, entre outros, foram corrigidos empregando-se as funções disponíveis no módulo ArcMap do software ArcGIS. A geocodificação dos clientes medidos e não medidos foi realizada através da vinculação das feições correspondentes, a saber: hidrômetros e pontos de abastecimento, respectivamente, com a tabela que contém os dados comerciais dos clientes, CadComClientes, a partir da chave primária “matrícula”. Dessa forma, a topologia arco-nó foi estabelecida pela conexão entre os hidrômetros ou os pontos Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 40 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) de abastecimento e os ramais prediais que, por sua vez, foram conectados às redes de distribuição. 4.2. RECURSOS TECNOLÓGICOS Os recursos necessários para o desenvolvimento e implementação da pesquisa e do projeto piloto foram concedidos pela Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA e pela Universidade Federal de Pernambucano – UFPE, através do Departamento de Engenharia Cartográfica – DECart, além de recursos próprios, sendo os mesmos relacionados a seguir: 4.2.1. Equipamentos Computacionais • Notebook: processador Core 2 Duo Cache L2 2MB, 1GB DDR2 667MHz de memória RAM, placa de vídeo integrada Intel GMA X3100 e disco rígido de 120GB SATA 5400RPM; • Microcomputador: processador Pentium IV, 1GB de memória RAM, placa de vídeo integrada Intel e disco rígido de 80GB; • Impressora: Xerox Phaser 6180MFP-N; • Plotter: HP DesignJet 1050C. 4.2.2. Programas Computacionais • AutoCad Civil 3D 2007: utilizado na edição e manipulação da base cartográfica em .dwg; • Microsoft Visio 2007: programa CASE utilizado na criação do modelo conceitual; Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 41 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) • ArcGIS: plataforma SIG composta dos aplicativos ArcMap, ArcToolbox e ArcCatalog; • Microsoft Office Excel 2007: programa editor de tabelas utilizado na edição da base descritiva; • Microsoft Office Access 2007: Sistema Gerenciador de Banco de Dados utilizado para manipulação dos dados descritivos; • Microsoft Office Word 2007: programa editor de texto utilizado na edição deste trabalho. 4.2.3. Base de Dados Espaciais A base de dados espaciais é composta pelos dados descritivos e pelos dados gráficos, relacionados a seguir: 4.2.3.1. Base de Dados Descritivos Dados cadastrais dos clientes pertencentes ao setor 112, das ligações prediais e dos hidrômetros, cedida em meio digital, formato .xls, pela COMPESA através da Gerência de Mercado – GME. O gerenciamento desses dados é de responsabilidade da Coordenação de Atualização e Controle de Cadastro. A manutenção, por sua vez, é realizada através de rotinas de atendimento e execução de serviços diários. O Sistema de Gerenciador de Banco de Dados – SGBD utilizado pela COMPESA, GSAN, é, posteriormente, alimentado pelas Ordens de Serviços - OS preenchidas em campo, de acordo com a natureza do serviço executado. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 42 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 4.2.3.2. Base de Dados Gráficos A base cartográfica correspondente à área de estudo, Distrito 16, Setor Comercial 112, foi cedida pela COMPESA através da Coordenação de Cadastro Técnico - CCT e da Coordenação de Atualização e Controle de Cadastro, em meio digital, formato .dwg, versão AutoCad 2000. Esta base era composta de: • Plantas Topográficas Cadastrais no padrão UNIBASE, escala 1:1000, sistema de referência UTM – Universal Transversa de Mercator, fuso 25, Datum SAD 69, Elipsóide de Referência 67. A Figura 09 mostra compesa uma das plantas pertencente à área de estudo. SISTEMA : PLANTA DE REFERENCIA CIDADE : ORIGEM ASSUNTO NUMERO NÚMERO DA PRANCHA DATA ESCALA EMPREITEIRA ESCALA DATA ASSINATURA DESENHO 150mm 65.07m 150mm 58.68m R. PROFº JERÔNIMO GUEIROS 150mm 51.93m .80m 75m m 120 V 39 5.9 0m 37.58m PVC mm PC 100 C 39 PV m V 0m PC 10 m 0m 10 FR ED 100m R. NO VA º JE RÔ TR EN TO EIRO GU NIMO 39 5.9 0m ER ICO m PV C 25 7.4 4m 7.84 m 10 0m m 6.24m 150mm 33.94m OL IVEI RA R. 10 39 5.9 0m 0m 7.84 m PV C 39 m ICO ER ED m 27 5.03 NO GU EIRA R. 10 10 0m m 0m m LIM A PV C FR R. m 7.89 4.64m 3.53 m R. D. MARIA LUIZA GUERRA 100mm 86.49m 7.44 m 100mmPVC 266.44m 25 m 0.67 10 C m PV 0m m 10 0m m .42 8m 56.4 O C 10 0m m 26 46 0. 17 m 16 6. m 0m 10 VIRA EL NA .01m DO 86 9m C 77.6 mPV C 0m PV 10 m m 60 R. m 2.70 A 39 LIET JU 10 NA .24m 53 R. RIÓ CU 2m DA 0.3 AN 35 IR m ºM 0m OF 10 PR m O IC m ER 4.02 ED 20 FR C PV m 0m 10 EIR 71.70m PVC DO 754.88m RIBE AV. BEBE 0m m 117.2 R. m 24.32 mm m .44 19 65.68m mFºFº 450mm 100mm 113.69m OF 0m 15 DR . EN ÉA S DE 100m LU CE mP NA VC 45.60 m R. 5.0 4m m130 .52m R. POR CIÚNCULA 80.51 m S 0m m75 SANTOS .31 o 77 m oF mF 0m ÃO DOS 10 PVC 76m 9m PVC 135.8 CILIANO 75mm O 75mm NH UTI CO R. GRA O ÉAS 100 DE LUC mm 166 ENA .30m 100 mm 172 .90m FO NS EC A DE 13 8.09 m mm 8.44m FoFo1 100 100m m º 61.74 100mmFºF IO GALV R. INÁC AR M . EN 0m m 8.29m 100mm FREITAS VIO DE 0m 109.5 Fº OTÁ m FºFº R. PRO 100m 250m A R. 7.95 8m 17 6.3 m 0m C 16 10 10 0m 10 m 81 m 0m .3 7m .83m 66 PVC 3m 5m .1 33 21.2 m B 17 D- 0B 2 D- E PV RT mm . NO AV T.75 BS SU DE RE R. PROFºJOÃO RODRIGUES m .49 R. DR 150m .08m 98 15 0m m 100m mP VC .15m m 0m 0m m 26 25 15 DU MON T 80 PR D-16 D-17B 250mm AV . SA N TO S DU 15 0m MON m 10 T 3.36 m 25 0m m 8.62 m D D- -16 17 B AV . SA NT OS T MON DU m87 .01m 0m NT OS TR EN TO REGU . SA VA 2m mm PV 3.7 100 AV R. NO 74 .77m 100 IS T. m 0.27 SPAR EX 22 R. GA RE DE R UE USTO MACIEL R. 48 150m m 49 .49 m mm m 0m E RN VE m AL 6.44 E NT C 26 MO PV R. m 0m 10 m .74m 76 0m .9 81 o FoF 25 6.44m 1.93m 6.55m 38.49m 0m Fo m NG RE CO CIS m 10 Fo AN 3.83m 15 100mm R. CAMPOS R. DRº JOSÉ HIGINO 100mm 66.95m E RT 4m . NO 6.8 17 m 0m 10 2m 2.89 S EIRO O GU NIM 3m RÔ 78.3 m º JE 0m 15 VIRA EL NA DO R. .35m C 76 .86m 75 m PV C 0m PV 10 m m 60 AV 0m 43. 45m OF 8.06m 10 mm O CARNEIR m m 87.83 Fº JOSÉ 100m R. PRO PR 10 100mm 70.68m m 82.23 m ºF 81.65 mF 100m mmFºF 100 100 m 34.37 R. R. EUCLIDES FONSECA 100mm 44.61m 250mm 49.25m AS ANDRAD R. DOS 1m m 56.4 100m 100mm HO ORNO GATT ROSA .34m 112 DRE mm .68m 100 384 mm .55m 800 116 mm 100 AS m m 51.38 IN R. DR.AUG ÕES DE CAM m11 5.16m UT 8m 754.8 CO m m 83.95 250m 450mm O 100m E m m 80.02 04m STOSO MAJE AR m m 86.98 100m R. LUIZ ERIB AV. BEB m 236. O MOREIR A 100mm 105.11m 100mm 103.41m DERLEY O WAN EDUARD m73.01m 100m m m 80.89 m m 45.77 100m R. Engº AM R. ALFRED RÉ GIDE R. AND 94.63m 100mm 250m 100m DE HOLAN DA 236.04m BE FR R. 100m ÕES m 87.00 DE CAM 100mm 754.88m 450mm RIBE AV. BEBE m m 88.52 75mm 205.15m R. RODO LFO R. 3.9 39.59m 72.83m R. DR. 100m 100mm 100mm 119.79m ANDRAD 5m m 67.0 100mm R. JOAQUIM A. CARDOSO R. AMARO COUTINHO R. 75 O TA PINT R. COS .56m 100mm103 O A PINT R. COST 67.22m R. LUIZ C 81 .24m R. MA 100m O RO VELH 43m P. PRD m 126. 100m 100mm O A PINT R. COST 80.65m 100mm SÁ DOR DE R. SALVA 44m 100mm76. 250m 100mm 204.35m IRA 5m .5 21 m m 75 100mm OR DE SÁ R. SALVAD 155.05m 100mm R. HIPÓLITO BRAGA 100mm 214.89m G. OLIVE 9m m 125.7 8m m 754.8 PV IANO 250m 450m 75mm R. MAR GAMA 100mm FoFo 211.06m ONE R. PAC 81.40m 100mm O A PINT R. COST 100mm 66.40m 6.16m 5.93m R. DOS TRAV.DE SÁ LIO DA R. BASÍ AV. SANTOS DUMONT 100mmPVC 88.35m R. ENGº NESTOR MOREIRA 75mm159.55m 8.54m SÁ 231.27m 200mm R. SALVADOR DE SÁ R. SALVADOR DE SÁ 100mm FoFo 148.60m 97.24m N .72m 67 LISO m DA 0m LIO 10 TE . ES PE R. 7m m 144.9 RIBE DE R. MEM 200mm 231.27m DE SÁ 250mm SÁ 7B D-1 100m AV. BEBE 259.14m 400mm 450mm NGE OS PIRA DE BARR R. JOSE ALEXANDRE CAÇADOR 100mmPVC 89.22m DE R. MEM DE R. MEM 109.79m 250mm 88.93m 250mm R. MEM R.COUTO MAGALHÃES 6.47m 85.48m 250mm 1m 100mm61.3 7m PVC 140.6 AV. SANTOS DUMONT R. ENGº NESTOR MOREIRA 75mm159.55m 8.55m R.COUTO MAGALHÃES 100mm PVC 163.21m 400mm 100mm PVC 163.77m ALHO 75mm R.GERSON CARV NHA DE ANTE NORO R. ALMIR m PVC 75.21 75mm 135.39m 75mm PVC 134.52m R. ALMIRANTE NORONHA DE CARVALHO DATA 0. R. 52 m DATA DATA m 13 ASSINATURA ASSINATURA R. BERNARDO VASCONCELOS NOME ENG. RESP. EMPREITEIRA NOME ENG. RESP. COMPESA Figura 09 – Planta Topográfica Cadastral UNIBASE Fonte: COMPESA, 2008 • Quadras de setor, neste caso, setor 112, oriundas da UNIBASE correspondente, com os seguintes níveis de informação: quadras, lotes, edificações, toponímia e textos referentes às edificações e ao lotes. A Figura 10, referente à Quadra 005, exemplifica um dos Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 43 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) arquivos digitais cedidos pela Coordenação de Atualização e Controle de Cadastro para a realização desta pesquisa. Figura 10 – Exemplo de Quadra do Setor 112 Fonte: COMPESA, 2008 Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 44 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 5. IMPLEMENTAÇÃO DA METODOLOGIA DA PESQUISA Com o intuito de avaliar a metodologia adotada no desenvolvimento desta pesquisa, foi desenvolvido um sistema aplicativo em SIG como projeto piloto no município de Recife, capital do Estado de Pernambuco. O município de Recife localiza-se na Região Metropolitana de Recife – RMR (Figura 11), região situada no Nordeste do Brasil, entre os meridianos 34º45’ e 35º00 Oeste e os paralelos 8º45’ e 7º40’ Sul. Com uma área correspondente a 218,11km², a cidade de Recife está dividida em 94 bairros. Concentra-se na RMR 42% da população do Estado de Pernambuco, o que corresponde a 3.337.565 habitantes, destes 96,9% encontram-se na área urbana e 3,1% na área rural. Recife se destaca, dentre os municípios da RMR, com mais de um milhão de habitantes (1.422.905), enquanto, o município de Olinda ocupa o terceiro lugar, com 367.902 habitantes, segundo censo do IBGE, 2000. No Estado de Pernambuco, o serviço de abastecimento de água e de esgotamento sanitário está sob a concessão da COMPESA (Companhia Pernambucana de Saneamento), empresa de economia mista, em que o Estado de Pernambuco é o maior acionista, executora da política de saneamento e concessionária dos serviços de abastecimento d´água e esgotamento sanitário no âmbito estadual (PERNAMBUCO, 2008). A localização geográfica da cidade de Recife, em relação à Região Metropolitana, é mostrada na Figura 11, assim como, a subdivisão dos distritos operacionais e dos Setores Comerciais da COMPESA neste município, com destaque para a área de estudo, a saber: Setor Comercial 112 / Distrito Operacional 16. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 45 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Figura 11 – Setor Comercial 112 / Distrito Operacional 16 localizados na RMR Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 46 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Dentre os 55 distritos operacionais em que a cidade do Recife encontra-se subdividida, aquele de interesse a essa pesquisa é o Distrito 16. Esse distrito é alimentado pelos sistemas produtores Alto do Céu/Caixa D´água e seu limite coincide com o limite do Setor Comercial 112. São contemplados por este distrito o bairro do Rosarinho, praticamente todo o bairro da Tamarineira e parte dos bairros da Encruzilhada, Jaqueira e Parnamirim, que juntos possuem uma área de 3,175km² aproximadamente. Segundo estudo realizado por MIRANDA (2005) sobre o Desenvolvimento Humano e Habitação no Recife, no qual foram investigados indicadores de habitabilidade, tais como: acesso a bens e serviços básicos e condição domiciliar, os bairros citados estão inclusos entre aqueles que apresentam as melhores condições de moradia. 5.1. ABSTRAÇÃO DO MUNDO REAL Com o intuito de definir quais elementos fariam parte do domínio da aplicação em estudo, tornou-se necessário, nessa fase do desenvolvimento da pesquisa, obter um conhecimento mais aprofundado sobre as atividades diárias da COMPESA, no que se refere aos Sistemas de Abastecimento de Água - SAA. Assim, buscou-se entender como as unidades de um SAA estão organizadas e qual o relacionamento existente entre essas unidades e as áreas técnica, operacional e comercial da companhia. 5.1.1. Descrição da Aplicação Depois de realizado o estudo nos dados fornecidos pela COMPESA, pôde-se definir quais as entidades que fariam parte do domínio da aplicação em estudo. Essas entidades constituem três aspectos funcionais, a saber: base cartográfica, dados do Cadastro Técnico e dados do Cadastro Comercial. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 47 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) O acervo principal da COMPESA, no que se refere à Base Cartográfica da Região Metropolitana do Recife, tem origem no projeto UNIBASE. Esse projeto teve como objetivo principal a Unificação das Bases Cadastrais da RMR, tendo sido realizado em 1995, através de um Convênio de Cooperação Técnica entre a COMPESA, a FIDEM – Fundação de Desenvolvimento Municipal, as Prefeituras Municipais da Região Metropolitana do Recife, as concessionárias de energia elétrica – CELPE e de telefonia - TELEMAR. O objeto contratado por esse convênio foi o vôo aerofotogramétrico da RMR, correspondente a uma área de 600km², assim como, a restituição desse vôo. Essa restituição foi realizada na escala de 1:1000, tendo sido geradas Plantas Topográficas Cadastrais - PTC, em formato .dwg, relativas a uma área de 0,5km² por planta. Os níveis de informação restituídos nas Plantas Topográficas foram os mais diversos, podendo-se citar alguns níveis de interesse específico para a COMPESA, tais como: limites de quadras, lotes, edificações, logradouros, praças, meio-fio, malha viária, hidrografia e todos os textos correspondentes, entre outros. No âmbito das companhias de saneamento, cabe ao Cadastro Técnico dotar o órgão de informações que colaborem na elaboração de planejamento de execução de atividades das áreas operacional de manutenção dos Sistemas de Abastecimento de Água. Para tal, faz-se necessário que haja o registro e a manutenção das informações técnicas a respeito dos elementos que compõem os sistemas de água, como rede distribuição, adutoras e órgãos acessórios, de forma precisa e atualizada. O registro das informações relativas aos SAA é realizado no Cadastro Técnico através do traçado das redes de distribuição de água, adutoras e subadutoras, com seus respectivos caminhamentos, nas plantas da UNIBASE. As informações relativas ao material, diâmetro e profundidade do tubo são acrescentadas ao desenho da rede em forma de textos. Tais informações são obtidas através do cadastro de obras de implantação ou substituição de redes realizadas pela área operacional da COMPESA ou por empresas terceirizadas. Em relação à altimetria, a base cartográfica utilizada no Cadastro Técnico é dotada das curvas de níveis de toda a RMR, oriundas da vetorização das respectivas cartas altimétricas da FIDEM. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 48 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Por sua vez, cabe ao Cadastro Comercial, nas companhias de saneamento, executar a gestão das atividades relacionadas à parte comercial das ligações de água e de esgotos sanitários dos clientes. Tendo como uma das principais tarefas deste setor, a definição e manutenção do cadastro dos consumidores de forma eficiente e com grau de atualização tal que permita a realização de tarefas como: o provimento de informações corretas quanto aos clientes, à leitura do consumo do cliente em campo, a minimização da ocorrência de fraudes ou ligações clandestinas, assim como, informações sobre faturamento, cobrança e arrecadação. Diante disso, o Cadastro Comercial da COMPESA tem como elemento básico da base de dados o registro cadastral feito para cada imóvel, este sendo composto por três grupos de informações: dados do consumidor (agrupados por categorias e subcategorias), dados do imóvel, dados da ligação. Quanto aos dados do consumidor, este é subdivido em cinco categorias, a saber: residencial, comercial, industrial, público ou ainda ter a categoria mista. Os dados do imóvel, por outro lado, fazem referência ao número de economias do imóvel, sendo considerada economia todo o imóvel ou subdivisão ocupável com entrada própria independente das demais, entre outros critérios. Os dados da ligação correspondem à situação da ligação de água, podendo ser: potencial, factível, ligado, ligado em análise, cortado e suprimido. Considerando o universo de informações existentes sobre os Sistemas de Abastecimento de Água da COMPESA, foi decidido que a melhor opção seria adotar como universo de pesquisa apenas um dos trechos de um SAA, a saber: o sistema de distribuição de água, partindo de um reservatório de distribuição até o usuário final. Dessa forma, o sistema proposto teria como função principal realizar o gerenciamento e análises espaciais de dados técnicos, operacionais e comerciais relativos a um sistema de distribuição de água e seus componentes, atuando segundo duas demandas, sendo uma técnica/operacional e outra comercial. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 49 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Segundo o ponto de vista técnico/operacional, o sistema permitiria realizar análises espaciais quanto à identificação e localização de redes de distribuição e seus órgãos acessórios de acordo com: o material, o diâmetro, a rede principal ou secundária, as válvulas, os registros ou outras peças de interesse e também o fluxo de água. Além disso, seria possível determinar quais os usuários do sistema atingidos em caso de fechamento de registros ou válvulas, em função da realização de obras de manutenção da rede ou em dias de racionamento de água. Segundo a demanda comercial, seria possível identificar e localizar os clientes medidos ou não medidos cadastrados no sistema; informações relativas à data de instalação, tipo e capacidade dos hidrômetros instalados; clientes que possuem débitos ou que estão em situação irregular quanto à situação de água; informações quanto às ligações prediais; além de identificar e localizar os clientes de acordo com informações como: nome do cliente, endereço, matrícula, consumo mensal, entre outras. Pode-se, assim, listar como principais funções do sistema, as seguintes: • Gerar as bases de dados espaciais em formato raster e vetor; • Permitir a atualização da base de dados espaciais; • Validar as alterações do cadastro técnico e do comercial; • Permitir a realização de análises espaciais; • Realizar análises de fluxo a partir da topologia arco-nó das redes de distribuição armazenadas no sistema; • Indicar os consumidores que serão afetados a partir das manobras realizadas nas válvulas ou registros existentes na rede ou nos casos de vazamento ou estouramento de rede; • Gerar mapas temáticos relativos aos dados técnicos, operacionais e comerciais do sistema, gerados a partir de consultas e análises espaciais; • Gerar gráficos e relatórios a partir de consultas e análises realizadas no sistema. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 50 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) O sistema aplicativo pode, entretanto, apresentar restrições, caso as informações referentes às redes de abastecimento de água e perfil dos consumidores não sejam revisados e atualizados sempre que estas sofrerem alterações. Tal procedimento visa à diminuição das incertezas e resultados diferentes da realidade do sistema no momento da consulta. 5.2. MODELO CONCEITUAL Com base nas informações obtidas durante o processo de abstração do mundo real, foi possível compreender como está estruturado um sistema de abastecimento de água, quais são os relacionamentos existentes entre as redes e suas conexões, assim como, entre as redes de distribuição de água e os pontos de abastecimento. Além do estudo realizado durante a abstração, a aquisição da base cartográfica e dos dados descritivos, o conhecimento adquirido através da linguagem UML (BOOCH et al, 1998) permitiu que fosse realizada a modelagem das entidades geográficas, em termos de objetos, propriedades, relacionamentos e processos. Diante disto, pôde-se dar início ao modelo conceitual, adotando-se como premissa que os órgãos acessórios e as conexões seriam representadas como pontos e as tubulações seriam representadas por linhas ou, segundo a topologia arco-nó, por nós e arcos, respectivamente. Para tal, fez-se uso de um programa CASE (Computer Aided System Engeneering), Microsoft Visio 2007, que possibilitou a definição das classes abstratas e das concretas que fazem parte do sistema, dos objetos, dos relacionamentos entre as entidades representadas, assim como, dos atributos (LAGO, 2006). Como referência foi utilizado um modelo disponibilizado pela Miner & Miner no endereço eletrônico <www.esri.com>. A complexidade desta etapa reside no fato de que é preciso agrupar em classes as entidades que comporão o sistema, de acordo com suas características e funcionalidades, além de estabelecer os relacionamentos existentes entre estas classes. Tal tarefa exige um alto nível de detalhamento na abstração do mundo real (RUMBAUGH et al, 1994). Por outro lado, o uso de um programa CASE possibilitou a exportação do modelo UML criado para o formato .xmi. Este formato de arquivo Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 51 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) permite que o modelo seja importado no aplicativo de gerenciamento de dados do ArcGIS, o ArcCatalog. Uma vez realizada a importação, o ArcCatalog gera automaticamente o Banco de Dados Espaciais – BDE, composto por classes, objetos e relacionamentos definidos no modelo. A partir das estruturas estáticas de UML, foram construídos os diagramas de classes necessários para o desenvolvimento do sistema, dentre eles: − Diagrama do Cadastro Técnico (Figuras 12 e 13); − Diagrama do Cadastro Comercial (Figura 14). Foram estabelecidos também os relacionamentos existentes entre as classes (Figura 15) e os domínios que correspondem aos valores possíveis para um atributo, estes últimos serão devidamente descritos no Dicionário de Dados. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 52 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Figura 12 – Diagrama Cadastro Técnico (Parte 1) Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 53 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Figura 13 – Diagrama Cadastro Técnico (Parte 2) Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 54 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Classes::Feature +Shape : esriFieldTypeGeometry Classe Abstrata::SetorComercial +SetorComercial : esriFieldTypeInteger LimiteSetor +Perimetro : esriFieldTypeDouble +Area : esriFieldTypeDouble +SetorComercial : esriFieldTypeInteger +AreaAdministrativa : esriFieldTypeString QuadraSetor +Perimetro : esriFieldTypeDouble +Area : esriFieldTypeDouble +SetorComercial : esriFieldTypeInteger +AreaAdministrativa : esriFieldTypeString +Quadra : esriFieldTypeInteger Classes::Objeto +ObjetoID : esriFieldTypeOID Workspace::CadComClientes +ObjetoID : esriFieldTypeOID +gerreg : esriFieldTypeDouble +nomreg : esriFieldTypeString +codloca : esriFieldTypeDouble +nomeloca : esriFieldTypeString +setor : esriFieldTypeDouble +quadra : esriFieldTypeDouble +lote : esriFieldTypeDouble +sublote : esriFieldTypeDouble +grupo : esriFieldTypeDouble +matricula2 : esriFieldTypeInteger +fone : esriFieldTypeDouble +email : esriFieldTypeString +economias : esriFieldTypeDouble +perfil : esriFieldTypeString +subcategoria : esriFieldTypeDouble +cat : esriFieldTypeString +sit_agua : esriFieldTypeString +diam_lig_agua : esriFieldTypeString +mat_lig_agua : esriFieldTypeString +perfil_ligacao : esriFieldTypeString +hidr_poco : esriFieldTypeString +hidr_num : esriFieldTypeString +hidr_marca : esriFieldTypeString +hidr_cap : esriFieldTypeString +hidr_ano_fab : esriFieldTypeString +hidr_tipo : esriFieldTypeString +hidr_diametro : esriFieldTypeString +hidr_local_inst : esriFieldTypeString +hidr_protecao : esriFieldTypeString +hidr_cavalete : esriFieldTypeDouble +datainsthid : esriFieldTypeDate +consumoagua : esriFieldTypeDouble +media : esriFieldTypeDouble +clienteusuario : esriFieldTypeString +endereco : esriFieldTypeString +tipopoco : esriFieldTypeString +anorm_cons : esriFieldTypeDouble +anorm_leit : esriFieldTypeDouble +refer : esriFieldTypeString +vencto : esriFieldTypeDate +valoraguames : esriFieldTypeDouble +valorfatmes : esriFieldTypeDouble +servicos : esriFieldTypeDouble +valordebitos : esriFieldTypeDouble +qtdfaturas : esriFieldTypeDouble Figura 14 – Diagrama Cadastro Comercial Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 55 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) PontoConsumo +ObjetoID : esriFieldTypeOID +AncillaryRole : esriFieldTypeSmallInteger +AreaAdministrativa : esriFieldTypeString +AreaOperacional : esriFieldTypeString +FacilidadeID : esriFieldTypeString +DataInstalacao : esriFieldTypeDate +LocalInstalacao : esriFieldTypeString +Rotacao : esriFieldTypeDouble +SituacaoAtual : esriFieldTypeString +Subtipo : esriFieldTypeInteger +Elevacao : esriFieldTypeDouble +TipoAgua : esriFieldTypeString +RelatorioID : esriFieldTypeString +Enabled : esriFieldTypeSmallInteger +Matricula : esriFieldTypeInteger RamalPredial_Possui_Vazamento RamalPredial +DescricaoLocal : esriFieldTypeString +Diametro : esriFieldTypeDouble = 1 1 1 * Vazamento 1 RamalPredial_Possui_PontoConsumo 1 1 PontoConsumo_Possui_CadCliente Workspace::CadComClientes +ObjetoID : esriFieldTypeOID +gerreg : esriFieldTypeDouble +nomreg : esriFieldTypeString +codloca : esriFieldTypeDouble +nomeloca : esriFieldTypeString +setor : esriFieldTypeDouble +quadra : esriFieldTypeDouble +lote : esriFieldTypeDouble +sublote : esriFieldTypeDouble +grupo : esriFieldTypeDouble +matricula2 : esriFieldTypeInteger +fone : esriFieldTypeDouble +email : esriFieldTypeString +economias : esriFieldTypeDouble +perfil : esriFieldTypeString +subcategoria : esriFieldTypeDouble +cat : esriFieldTypeString +sit_agua : esriFieldTypeString +diam_lig_agua : esriFieldTypeString +mat_lig_agua : esriFieldTypeString +perfil_ligacao : esriFieldTypeString +hidr_poco : esriFieldTypeString +hidr_num : esriFieldTypeString +hidr_marca : esriFieldTypeString +hidr_cap : esriFieldTypeString +hidr_ano_fab : esriFieldTypeString +hidr_tipo : esriFieldTypeString +hidr_diametro : esriFieldTypeString +hidr_local_inst : esriFieldTypeString +hidr_protecao : esriFieldTypeString +hidr_cavalete : esriFieldTypeDouble +datainsthid : esriFieldTypeDate +consumoagua : esriFieldTypeDouble +media : esriFieldTypeDouble +clienteusuario : esriFieldTypeString +endereco : esriFieldTypeString +tipopoco : esriFieldTypeString +anorm_cons : esriFieldTypeDouble +anorm_leit : esriFieldTypeDouble +refer : esriFieldTypeString +vencto : esriFieldTypeDate +valoraguames : esriFieldTypeDouble +valorfatmes : esriFieldTypeDouble +servicos : esriFieldTypeDouble +valordebitos : esriFieldTypeDouble +qtdfaturas : esriFieldTypeDouble Figura 15 – Relacionamento entre classes Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 56 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 5.3. DICIONÁRIO DE DADOS Neste item, é feita uma breve descrição das classes que compõem o sistema (Tabelas 05 a 18) e de seus atributos (Tabelas 19 a 39). Inicialmente serão relacionadas as classes que compõem o Diagrama do Cadastro Comercial, a saber: LimiteSetor, QuadraSetor e CadComClientes (Tabelas 06, 07 e 08). Em seguida, são descritas as classes que compõem os Diagramas do Cadastro Técnico (partes 1 e 2). 5.3.1. Descrição das Classes • SETORCOMERCIAL: Descrição: Classe abstrata que armazena o atributo SetorComercial. Tabela 05 – Atributos da Classe SetorComercial Nome SetorComercial • Tipo Tamanho Descrição Inteiro longo - Código do setor comercial. LIMITESETOR Descrição: Área delimitada por um polígono fechado que corresponde a um setor comercial. Tabela 06 – Atributos da Classe LimiteSetor Nome Tipo Tamanho Perimetro Duplo - Perímetro do setor comercial. Area Duplo - Área do setor comercial. AreaAdministrativa Texto 20 Rosemary Batista do Nascimento Descrição Nome da área administrativa. [email protected] 57 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) • QUADRASETOR Descrição: Feição poligonal que representa um agrupamento de lotes, de acordo com a estruturação do loteamento, delimitadas pelo alinhamento predial ou pelo meio-fio. Tabela 07 – Atributos da Classe QuadraSetor Nome Tipo Tamanho Perimetro Duplo - Perímetro do setor comercial. Area Duplo - Área do setor comercial. AreaAdministrativa Texto 20 Inteiro longo - Quadra • Descrição Nome da área administrativa. Número da quadra. CADCOMCLIENTES Descrição: Tabela que contém os dados relacionados aos clientes da Companhia de Saneamento. Tabela 08 – Atributos da Classe CadComClientes Tipo Tamanho ou formato Gerreg Duplo - Código da Gerência Regional. Nomger Texto 255 Nome da Gerência Regional. Codloca Duplo - Código do Escritório Local. Nomeloca Texto 255 Nome do Escritório Local. Quadra Duplo - Número da quadra. Lote Duplo - Número do lote. Grupo Duplo - Número do grupo de faturamento. Inteiro longo - Nome Matricula Rosemary Batista do Nascimento Descrição Número da matrícula do cliente no cadastro comercial. [email protected] 58 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Fone Duplo - E-mail Texto 255 Economias Duplo - Telefone do cliente. Endereço eletrônico do cliente. Número de economias do imóvel. Perfil Perfil Texto 255 do consumo: cliente, segundo o grande consumidor, normal, etc. Código do tipo de estabelecimento: Subcategoria Duplo - Cat Texto 255 Sit_agua Texto 255 Situação da ligação de água no lote. Diam_lig_agua Texto 255 Diâmetro da ligação predial. Mat_lig_agua Texto 255 Material da ligação predial. Hidr_poco Texto 255 Hidr_num Texto 255 Número do hidrômetro no lote. Hidr_marca Texto 255 Marca do hidrômetro no lote. Hidr_cap Texto 255 Capacidade do hidrômetro. Hidr_ano_fab Duplo - Hidr_tipo Texto 255 Tipo de hidrômetro no lote. Hidr_diametro Texto 255 Diâmetro do hidrômetro. Hidr_local_inst Texto 255 Hidr_protecao Texto 255 Hidr_cavalete Duplo - Datainsthid Data Consumoagua Duplo - Media Duplo - Rosemary Batista do Nascimento bar, padaria, hospital, etc. Categoria do cliente: residencial, comercial, industrial, etc. Indica se o cliente tem hidrômetro no poço. Ano de fabricação do hidrômetro. Local de instalação do hidrômetro no lote. Nome do material da caixa de proteção. Código que indica a existência de cavalete. dd/mm/aaaa Data de instalação do hidrômetro. Consumo mensal de água do imóvel. Média dos últimos 6 meses de [email protected] 59 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) consumo do imóvel. Clienteusuario Texto 255 Nome do cliente. Endereco Texto 255 Endereço do imóvel. Tipopoco Texto 255 Tipo de poço do imóvel, caso exista. Anorm_cons Duplo - Anorm_leit Duplo - Refer Texto 255 Vencto Data Valoraguames Duplo - Servicos Duplo - Valorfatmes Duplo - Valordebitos Duplo - Valor do débito do cliente. Qtdfaturas Duplo - Quantidade de faturas em atraso. • Código da anormalidade de consumo de água do imóvel. Código da anormalidade de leitura no hidrômetro do imóvel. Indica o mês de referência da fatura. dd/mm/aaaa Data de vencimento da fatura. Valor do consumo de água no mês de referência. Taxas cobradas por serviços realizados no imóvel. Somatório do valor do consumo mensal e das taxas de serviços. FACILIDADEAGUA Descrição: Classe abstrata que concentra atributos comuns às classes concretas Pecas (Tabela 10), PontoConsumo (Tabela 11), PontoAmostragem (Tabela 12), Medidor (Tabela 13), SistemaValvula (Tabela 15), ValvulaControle e EstruturaRede. Na Tabela 09 encontram-se relacionados os atributos da classe FacilidadeAgua. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 60 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 09 – Atributos da Classe FacilidadeAgua Nome Feicao AncillaryRole Tipo Tamanho ou formato Ponto - Inteiro curto - Descrição Primitiva geométrica que representa a peça. Código de identificação para fonte e coletor. AreaAdministrativa Texto 20 Nome da área administrativa. AreaOperacional Texto 20 Nome da área operacional. FacilidadeID Texto 20 Identificador especificado pelo usuário. DataInstalacao Data dd/mm/aaaa Data de instalação no sistema. DataUltManutencao Data dd/mm/aaaa Data da última manutenção. DescricaoLocal Texto 50 Descrição do local de instalação. SituacaoAtual Texto 20 Elevacao Duplo - TipoAgua Texto 20 Estado atual de funcionamento. Cota de elevação do terreno. Tipo de água conduzida ou armazenada pelo SAA. Subtipo Inteiro - longo Enabled Boleano Atributo geral para armazenar subtipos nas classes. 0 ou 1 Criado pelo próprio sistema. Indica se o objeto está habilitado ou não. • PECAS Descrição: Feição pontual que representa a peça encontrada na junção entre dois tubos. Este tipo de facilidade interfere no fluxo de água na rede, contudo, não permite que através dela sejam realizadas manobras ou operações. Os tipos de peças existentes nos sistemas de distribuição de água podem ser: curva, tê, cruzeta, cap, entre outras. Representam os nós na topologia arco-nó. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 61 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 10 – Atributos da Classe Pecas Nome Tipo Tamanho TipoJuncao Texto 20 Tipo de junção da peça. Material Texto 20 Material da peça. Diametros 1 a 4 Duplo - Diâmetro da peça. • Descrição PONTOCONSUMO Descrição: Feição pontual que representa a ligação entre o ramal predial e o consumidor. Tabela 11 – Atributos da Classe PontoConsumo Nome Matricula • Tipo Tamanho Descrição Inteiro longo - Matrícula do cliente. PONTOAMOSTRAGEM Descrição: Representa uma coleção de pontos estabelecidos para coleta de amostras de água, irregularmente distribuídos por todo o espaço geográfico. Estes pontos geralmente são estabelecidos em escolas, hospitais, residências, entre outros, seguindo orientações definidas por normas específicas do Ministério da Saúde para pontos de amostragem em Sistemas de Abastecimento de Água. Tabela 12 – Atributos da Classe PontoAmostragem Nome Tipo Tamanho PontoID Texto 20 Matricula Inteiro longo - Rosemary Batista do Nascimento Descrição Identificador do ponto de amostragem. Matrícula do cliente. [email protected] 62 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) • MEDIDOR Descrição: Feição pontual que representa os equipamentos instalados no Sistema de Abastecimento de Água com a finalidade de medir e indicar, continuamente, o volume de água que é fornecido pelo sistema, a vazão e/ou pressão na rede ou ainda o nível de água do reservatório. Os medidores ou hidrômetros, como são mais conhecidos, podem ser classificados segundo a sua finalidade em: estação pitométrica, medidor de vazão proporcional, medidor de reservatório, micromedidor e macromedidor. Tabela 13 – Atributos da Classe Medidor Nome Tipo Tamanho FaixaLeitura Texto 20 DataLeitura Data dd/mm/aaaa Inteiro longo - Matricula • Descrição Faixa de leitura do fluxo de água do medidor. Data de realização da leitura do medidor. Matrícula do usuário. VALVULA Descrição: Classe abstrata que concentra atributos comuns às classes concretas SistemaValvula (Tabela 15) e ValvulaControle. Tabela 14 – Atributos da Classe Valvula Nome Tipo Tamanho Diametro Duplo - Diâmetro da válvula. NumeroValvula Texto 20 Número da válvula. Material Texto 20 Material da válvula. SituacaoSistemaAgua Texto 20 Estado do SAA. Rosemary Batista do Nascimento Descrição [email protected] 63 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) • SISTEMAVALVULA Descrição: classe concreta que concentra as válvulas que são usadas para regular ou reduzir a pressão na rede, isolar o fluxo de água em uma determinada área do sistema, controlar ou impedir o retorno de fluxo de água para as bombas, por exemplo. Os tipos de válvulas que compõem este sistema são: válvula gaveta, bola, cônica, borboleta, tampão, válvula redutora de pressão, ventosas simples e tríplice. Esta classe herda os atributos das classes abstratas FacilidadeAgua e Valvula. Tabela 15 – Atributos da Classe SistemaValvula Nome Tipo Boleano 0 ou 1 Texto 20 Inteiro longo - Boleano 0 ou 1 FechamentoSentidoHorario TipoRegulagem VoltasparaFechar Operável • Tamanho Descrição Código que indica se o fechamento da válvula é no sentido horário. Nome do tipo de regulagem, se fluxo ou pressão. Quantidade de voltas para fechar a válvula. Código que indica se a válvula está em condições de operação. VALVULACONTROLE Descrição: controle de válvulas é um conjunto de válvulas que operam de maneira particular e específica. São compostas por três tipos de válvulas: válvula de controle de retorno de fluxo, controle de ar e altitude. A válvula de retorno de fluxo tem a função de impedir que o fluxo de água seja invertido; a válvula de controle de ar, por sua vez, é instalada na rede para permitir que o ar contido possa sair; e, finalmente, a válvula de altitude tem a função de impedir o fluxo de água quando o volume de água está abaixo do nível permitido. Os atributos dessa classe são os mesmos do sistema de válvulas. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 64 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) • ESTRUTURAREDE Descrição: estruturas de rede são utilizadas para uma variedade de propósitos dentro do sistema de distribuição de água, tais como: represar ou acumular água, equilibrar vazões, equilibrar pressões no sistem de distribuição, minimizar custos com energia elétrica, suprir o sistema de abastecimento em períodos de falta d´água, entre outros. Os tipos de estruturas de rede água são: reservatório fechado, poço profundo, casa de bomba, barragem e estação de tratamento de água. São representadas no sistema por feições pontuais e herdam todos os atributos da classe FacilidadeAgua. • REDEAGUA Descrição: classe abstrata que representa a rede de abastecimento de água e possui os atributos comuns às classes RedeAguaPrincipal e RamalPredial. É representada pela primitiva geométrica linha e correponde aos arcos na topologia arco-nó. Tabela 16 – Atributos da Classe RedeAgua Tipo Tamanho ou formato Feicao Linha - FacilidadeID Texto 20 AreaAdministrativa AreaOperacional Texto Texto 20 20 DataInstalacao Data SituacaoAtual Texto 20 Subtipo Inteiro longo - Atributo geral para armazenar subtipos nas classes. Comprimento Duplo - Comprimento da rede. Material Texto 20 Material da rede. TipoAgua Texto 20 Tipo de água conduzida armazenada pelo SAA. ZonaPressao Texto 50 Zona de pressão da rede. Nome Rosemary Batista do Nascimento Descrição Primitiva geométrica que representa a rede água. Identificador especificado pelo usuário. Nome da área administrativa. Nome da área operacional. dd/mm/aaaa Data de instalação no sistema. Estado atual de funcionamento. [email protected] ou 65 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) • REDEAGUAPRINCIPAL Descrição: classe abstrata que representa as subadutoras, as redes adutoras e as redes de distribuição de água do SAA, possui os atributos comuns às classes concretas RedeGravidade e RedeRecalque. Tabela 17 – Atributos da Classe RedeAguaPrincipal Nome Tipo Tamanho CamadaExterior Texto 20 Rugosidade Duplo - Profundidade Inteiro longo - Profundidade da rede. Declividade Duplo - Declividade da rede. Diametro Duplo - Diâmetro da tubulação. TrechoRede Inteiro longo - Código do trecho da rede. TipoJuncao1 Texto 20 TipoJuncao2 Texto 20 TipoSuperficieTerreno Texto 20 Boleano - Enabled • Descrição Tipo de material da cobertura exterior da tubulação. Valor do coeficiente de rugosidade do tubo. Tipo de junção de uma das extremidades do tubo. Tipo de junção da outra extremidade do tubo. Tipo de terreno em que a rede está implantada. Criado pelo sistema. Indica se o objeto está habilitado. REDEGRAVIDADE Descrição: Feição linear que representa a rede em que o fluxo de água se dá por gravidade. A rede por gravidade pode ser dividida em três tipos: subadutora, rede adutora e rede de distribuição. Esta classe herda os atributos das classes abstratas RedeAgua e RedeAguaPrincipal, sendo formada pelos objetos da classe TrechoRede. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 66 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) • REDERECALQUE Descrição: Feição linear que representa a rede em que o fluxo de água se dá por meio de bombeamento. Assim como a RedeGravidade, a rede por recalque está dividida em três tipos: subadutora, rede adutora e rede de distribuição. Apresenta os mesmos atributos da classe RedeGravidade e também é formada pelos objetos da classe TrechoRede. • RAMALPREDIAL Descrição: Feição linear correspondente à tubulação compreendida entre a rede de distribuição e o ponto de abastecimento do imóvel. Estão subdivididas em: doméstica, comercial, pública, industrial ou mista. Tabela 18 – Atributos da Classe RamalPredial Nome Tipo Tamanho LocalInstalacao Texto 50 Diametro Duplo - PavimentoCalcada Inteiro longo - PavimentoRua Inteiro longo - • Descrição Descrição do local de instalação do ramal. Diâmetro do ramal. Tipo de pavimento da calçada. Tipo de pavimento da rua. TRECHOREDE Descrição: classe que representa os trechos de rede de distribuição de água, sendo representada espacialmente por segmentos de reta, em que os pontos iniciais e finais são ligados a nós da rede. Os trechos de rede estão divididos em: rede principal e rede secundária. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 67 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 5.3.2. Descrição dos Domínios Tabela 19 – Ancillary Role Código Descrição 0 Nenhum 1 Fonte 2 Coletor Tabela 20 - Área Administrativa Código Descrição N Unidade Negócio Metropolitana Norte S Unidade Negócio Metropolitana Sul L Unidade Negócio Metropolitana Leste O Unidade Negócio Metropolitana Oeste Desc Desconhecida Outra Outras Tabela 21 – Área Operacional Código Descrição D16 Distrito Operacional 16 Desc Desconhecido Outro Outros Tabela 22 – Material Ramal Predial Código Descrição PEAD Polietileno PVC Poli Cloreto de Vinila DESC Desconhecido OUTRO Outros Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 68 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 23 – Material Peça Código Descrição FD Ferro Dúctil FF Ferro Fundido PVC Poli Cloreto de Vinila AG Aço Galvanizado DEFoFo Vinilfer CA Cimento Amianto Desc Desconhecido Outro Outros Tabela 24 – Material Rede Água Código Descrição FD Ferro Dúctil FF Ferro Fundido PVC Poli Cloreto de Vinila CA Cimento Amianto AG Aço Galvanizado DEFoFo Vinilfer Desc Desconhecido Outro Outros Tabela 25 – Diâmetro Ramal Predial Código Descrição 1 25mm 2 32mm 3 50mm 4 Desconhecido 5 Outros Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 69 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 26 – Diâmetro Medidor Código Descrição 1 1/2" 2 3/4” 3 1” 4 1 ½” 5 2” 6 75mm 7 100mm 8 150mm 9 Desconhecido 10 Outros Tabela 27 – Diâmetro Peças Código Descrição 1 ½” 2 ¾” 3 1” 4 1 ¼” 5 2” 6 3” 7 4” 8 150mm 9 200mm 10 250mm 11 300mm 12 350mm 13 400mm 14 450mm 15 Desconhecido 16 Outros Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 70 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 28 – Diâmetro Rede Água Código Descrição 1 32mm 2 50mm 3 75mm 4 100mm 5 150mm 6 200mm 7 250mm 8 300mm 9 350mm 10 400mm 11 450mm 12 500mm 13 600mm 0 Desconhecido -1 Outros Tabela 29 – Diâmetro Válvulas Código Descrição 1 75mm 2 100mm 3 150mm 4 200mm 5 250mm 6 300mm 7 350mm 8 400mm 9 450mm 10 500mm 11 Desconhecido 12 Outros Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 71 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 30 – Capacidade Medidor Código Descrição 1 1,5m³ 2 3,0m³ 3 5,0m³ 4 7,0m³ 5 10,0m³ 6 20,0m³ 7 30,0m³ 0 Desconhecida -1 Outras Tabela 31 – Capacidade Reservatório Código Descrição 0 Não há reservatório 1 Até 0,25m³ 2 De 0,25m³ a 1,00m³ 3 De 1,00m³ a 2,00m³ 4 De 2,00m³ a 3,00m³ 5 Mais de 5,00m³ 6 Volume ignorado Tabela 32 - Pavimento Calçada Código Descrição 1 Terra 2 Cimento 3 Lajota 4 Cerâmica 5 Pedra Portuguesa 6 Desconhecido 7 Outros Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 72 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 33 - Pavimento Rua Código Descrição 1 Asfalto 2 Paralelepípedo 3 Terra 4 Concreto 5 Desconhecido 6 Outros Tabela 34 – Setor Comercial Código Descrição 0 Outros 112 Setor Comercial 112 Tabela 35 – Tipo Junção Código Descrição F Flange B Bolsa P Ponta PR Ponta Rosca PBA Ponta Bolsa Anel JM Junta Mecânica JE Junta Elástica Desc Desconhecida Outra Outras Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 73 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 36 – Tipo Água Código Descrição Bruta Água Bruta Tratada Água Tratada Outra Outras Tabela 37 – Situação Medidor Código Descrição 1 Quebrado 2 Retirado 3 Desnivelado 4 Com mostrador embaçado 5 Sem lacre 6 Invertido 12 De difícil acesso 13 Com a caixa de proteção fechada 14 Soterrado 17 Não localizado 19 Com a ligação sem lacre 20 Com a tampa pesada 21 Caixa de proteção danificada ou inundada 22 Sem proteção 28 Com ponteiro irregular 29 Com mostrador sujo 30 Parado 32 Substituído 37 Retirado pelo usuário 38 Parado sem consumo 0 Desconhecido -1 Outros Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 74 Análise e Gerenciamento de Sistema de Abastecimento de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 38 - Regulagem Sistema Válvula Código Descrição Fluxo Fluxo Pressão Pressão Tabela 39 – Enabled Domain Código Descrição 0 Falso 1 Verdadeiro Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 75 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 6. RESULTADOS E DISCUSSÕES Após a implementação do sistema aplicativo em ambiente SIG, pôde-se comprovar que os objetivos propostos inicialmente foram alcançados com o sistema desenvolvido. Os resultados obtidos a partir das consultas e análises realizadas nesse sistema são apresentados a seguir: • Caracterização do Distrito Operacional 16 quanto às redes e seus elementos; • Caracterização do Setor Comercial 112 quanto aos clientes cadastrados no sistema; • Diagnóstico do Setor Comercial quanto às perdas aparentes; • Análise de Redes. Os mapas temáticos forma gerados e expressam os resultados, de acordo com as consultas e análises realizadas, encontrando-se agrupados no Apêndice – Mapas Temáticos Gerados a partir das Consultas e Análises Realizadas no Sistema. 6.1 CARACTERIZAÇÃO DO DISTRITO OPERACIONAL 16 QUANTO ÀS REDES E SEUS ELEMENTOS • Distribuição Espacial das Redes e Elementos que Compõem o Sistema O Mapa 1 - Distrito Operacional 16 / Setor Comercial 112 ilustra a representação e distribuição espacial das redes e elementos que compõem o Distrito 16. Neste mapa são representadas as redes de distribuição, redes subadutoras, uma das peças que compõe a rede (cap), válvulas, micromedidores e pontos de abastecimento, distribuídos, segundo sua localização geográfica em campo. O Mapa 2 – Detalhamento da Rede e dos Elementos Implementados no Sistema Aplicativo SIG exibe, em escala maior, como estão organizados as redes de Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 76 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) distribuição, peças, válvulas, ramais prediais e micromedidores que fazem parte de uma das quadras do setor comercial. As divisões de lote e as edificações são representadas como forma de referência na visualização do local de instalação dos micromedidores e pontos de abastecimento, contudo, não foram inseridos no banco de dados do sistema. O Mapa 3 – Distribuição Espacial das Redes de Distribuição x Diâmetro detalha como estão distribuídas as redes de distribuição do sistema, segundo o diâmetro das tubulações que as integram. O Mapa 4 – Distribuição Espacial das Redes Subadutoras x Diâmetro, por sua vez, exibe o detalhamento das redes subadutoras do distrito. O Mapa 5 – Distribuição Espacial das Redes de Distribuição x Material mostra como as redes de distribuição estão distribuídas, de acordo com o material de composição de suas tubulações. O Mapa 6 – Distribuição Espacial das Redes Subadutoras x Material detalha a distribuição do material das redes subadutoras. A partir de consulta ao sistema, foi possível verificar que o comprimento das redes existentes no Distrito Operacional 16 corresponde a um total de 33.844,90m. Este comprimento está subdividido em: 22.931,05m (67,70% do total da rede) de redes de distribuição e 10.913,85m (32,30%) de redes subadutoras, conforme pode ser analisado na Tabela 40. Esta tabela expressa como as redes estão distribuídas por diâmetro e material das tubulações, assim como, o comprimento correspondente de cada tipo de rede. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 77 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 40 – Rede de Distribuição (Diâmetro x Comprimento x Tipo de Material) Diâmetro Comprimento (m) Tipo de Material (m) FD FF PVC CA DEFoFo 75mm 5.733,62 - - 5733,62 - - 100mm 13.013,21 377,09 2780,64 9724,95 130,52 - 150mm 758,13 - - 758,13 - - 200mm 1.078,18 - 817,98 12,96 - 241,68 250mm 470,42 3,69 466,73 - - - 300mm 827,68 - 807,50 20,18 - - 400mm 242,15 - 242,15 - - - 450mm 813,19 - 813,19 - - - 22.931,05 380,78 5.928,19 16.249,84 130,52 241,68 Total A partir da Tabela 40, pode-se observar que há predominância de tubulações com o diâmetro de 100mm, enquanto, no que se refere ao material, predomina o PVC – Poli Cloreto de Vinila. A Tabela 41 apresenta o mesmo tipo de estudo para as redes subadutoras existente no distrito. Neste caso, pode ser verificado que predominam, entre as redes subadutoras, o diâmetro de 200 mm e o material FF - ferro fundido. Tabela 41 – Rede Subadutora (Diâmetro x Comprimento x Tipo de Material) Diâmetro Comprimento Tipo de Material (m) FD FF PVC CA DEFoFo 100mm 263,61 - 2,79 260,82 - - 150mm 974,58 - 350,43 175,90 - 448,24 200mm 2.733,24 - 2.160,21 - - 573,03 250mm 2.454,07 7,54 2.280,12 - - 166,41 300mm 2.311,99 - 1.438,92 873,06 - - 450mm 1.163,45 - 1.163,45 - - - 500mm 1.012,91 - 1.012,91 - - - Total 10.913,85 7,54 8.408,83 1.309,78 - 1.187,68 Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 78 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) O conhecimento do diâmetro e material que compõe a rede permite ao projetista maior nível de detalhamento nos projetos de expansão, substituição ou supressão de rede. Além disso, possibilita aos técnicos da área operacional maior agilidade nas decisões quanto às manutenções e reparos nas redes. • Distribuição Espacial do Anel Secundário da Alça Norte O Mapa 7 – Distribuição Espacial do Anel Secundário da Alça Norte detalha como está distribuído o anel secundário da alça de distribuição norte, responsável pelo abastecimento da zona norte do Recife. 6.2 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR COMERCIAL 112 QUANTO AOS CLIENTES CADASTRADOS NO SISTEMA O Setor Comercial 112 é composto por 2587 clientes, subdivididos, segundo sua situação de água na COMPESA, conforme apresentado na Tabela 42 exibida abaixo. Tabela 42 – Clientes Setor Comercial 112 x Situação de Água na COMPESA Situação de Água Quantidade Clientes (Nov/2008) Cortado 200 Factível 47 Ligado 1953 Ligado em Análise 59 Suprimido Parcialmente a Pedido 15 Suprimido 313 Total 2587 Entretanto, no sistema aplicativo implementado, não foram cadastrados os clientes que se encontram com a situação de água igual à factível, suprimido e suprimido a pedido, pelo fato dos mesmos não possuírem ramal predial ligado à rede de distribuição de água da companhia, totalizando 375 clientes. Dos 2212 clientes Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 79 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) restantes, 667 não foram identificados na base cartográfica cedida pela COMPESA. Desta maneira, foram implantados no banco de dados do sistema 1545 clientes, sendo deixados à parte 1042 clientes. A Tabela 43 explana como os 1545 clientes cadastrados estão subdividos no sistema, segundo a situação de água. Tabela 43 - Clientes Setor Com. 112 x Situação de Água no sistema aplicativo SIG Situação de Água Quantidade Clientes (Nov/2008) Cortado 124 Ligado 1381 Ligado em Análise 39 Total 1545 O item Ligado em Análise expresso na Tabela 43 corresponde aos clientes que apesar de terem sido suprimidos pela COMPESA, durante fiscalização em campo, foram encontrados com suas ligações ativas, caracterizando ligação clandestina. Diante disto, os resultados apresentados na pesquisa referem-se a um universo de 1545 clientes, dos quais 1443 são medidos, enquanto, 102 são clientes não-medidos. • Distribuição Espacial dos Clientes Cadastrados no Banco de Dados O Mapa 8 – Distribuição Espacial dos Clientes Medidos x Situação de Água esboça como os clientes medidos estão distribuídos espacialmente no setor comercial em estudo. Pode-se verificar neste mapa que os clientes encontram-se, em sua maioria, na situação de água Ligado (92,43%), enquanto, apenas alguns são apresentados como ligados em análise. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 80 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) O Mapa 9 – Distribuição Espacial dos Clientes Não-Medidos x Situação de Água mostra a distribuição espacial dos clientes não medidos por situação de água. A partir da consulta no sistema, pôde-se observar que o maior número de clientes está classificado como Ligado, entretanto, ao se analisar o conjunto verificou-se que estes clientes correspondem a apenas 50% do total de clientes não-medidos. O conhecimento do resultado destes tipos de consultas possibilita que haja um melhor planejamento das ações em busca da regularização dos clientes junto à empresa. O Mapa 10 – Distribuição Espacial dos Clientes Medidos x Categoria de Consumo apresenta a distribuição espacial dos clientes medidos, de acordo com a categoria de consumo a que pertencem no Setor Comercial 112. A Tabela 44 exibida a seguir, esclarece como estes clientes estão distribuídos por categoria, em termos quantitativos. Tabela 44 – Clientes por Categoria de Consumo Categoria Quantidade de Clientes Residencial 1196 Comercial 292 Público 25 Industrial 19 Misto 13 Total 1545 Segundo os dados apresentados na Tabela 44, pode-se verificar que o Setor 112 é predominantemente residencial, apresentando um percentual de 77,41% do total de clientes, enquanto, a segunda categoria com maior número de clientes, categoria comercial, apresenta apenas 18,90% destes. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 81 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 6.3 DIAGNÓSTICO DO SETOR COMERCIAL 112 QUANTO ÀS PERDAS APARENTES A cobrança do consumo de água dos clientes da COMPESA é realizada segundo 06 (seis) faixas de consumo de água. A primeira faixa varia de 0 – 10m³, em que é cobrada a tarifa mínima. Nas faixas seguintes, a cobrança é feita de forma diferenciada, variando de acordo com a faixa de consumo em que o cliente se encontra. Em alguns casos, os clientes com histórico de consumo entre 0 – 10m³ não possuem hidrômetros instalados no imóvel. Entretanto, uma das recomendações dos especialistas no combate às perdas é que todos os usuários dos SAA tenham seu consumo medido. • Distribuição Espacial dos Clientes por Consumo de Água O Mapa 11 – Distribuição Espacial dos Clientes Não-Medidos x Consumo de Água esquematiza a distribuição espacial dos clientes não-medidos por faixa de consumo. Dos 102 clientes não-medidos cadastrados, 77,45% (79 clientes) encontram-se na faixa de 0 – 10m³, os demais (22,55%) têm seu consumo medido pela média dos 06 meses anteriores à retirada do hidrômetro. O Mapa 12 – Distribuição Espacial dos Clientes Medidos x Consumo de Água expõe a distribuição espacial dos clientes medidos por faixa de consumo. A análise que resultou neste mapa temático permitiu que se chegasse à conclusão que dos 1443 clientes medidos, no mês de novembro de 2008, cerca de 44,0%, ou seja, 630 clientes tiveram um consumo igual ou menor a 10m³. Inclusive, destes 630 clientes, 25% (159 clientes) tiveram consumo igual a 0 m³ (zero metro cúbico). A Tabela 45 exprime como estes clientes estão distribuídos dentro do contexto apresentado. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 82 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Tabela 45 – Clientes com Consumo de Água igual a 0m³ em novembro/2008 Quantidade de clientes Situação de Água 34 Cortado 08 Ligado em Análise Justificativa Sem consumo de água Problemas na leitura dos hidrômetros 117 Ligado Problemas na leitura dos hidrômetros, problemas de consumo ou utilizam poço para o abastecimento Com exceção dos clientes cortados e daqueles que utilizam poço para o abastecimento, os demais caracterizam perdas de água. • Distribuição Espacial dos Hidrômetros O Mapa 13 - Distribuição Espacial dos Hidrômetros com mais de 5 anos de Instalação está relacionado aos hidrômetros que apresentam capacidade igual a 1,5m³ e, que, segundo dados da COMPESA, possuem como indicação de durabilidade o período de 5 anos. Hidrômetros com tempo de uso fora do recomendado pelos fabricantes são indicados como uma das principais causas da submedição de consumo. A partir da consulta que gerou este mapa, pôde-se observar que existem 891 hidrômetros (62% dos cadastrados) com mais de 5 anos de instalação no setor comercial. O Mapa 14 – Distribuição Espacial dos Hidrômetros com Capacidade de 3,0m³ x Consumo acima de 210m³/mês mostra a distribuição espacial dos hidrômetros com capacidade de 3,0m³ e consumo fora da faixa de leitura adequada, acima de 210m³/mês. O resultado desta consulta indica pontualmente onde estão localizados os hidrômetros com problemas de subdimensionamento, tendo em vista, que para cada capacidade do hidrômetro existe uma faixa de leitura indicada pelo fabricante. Pôde-se concluir, a partir do resultado fornecido, que 16 hidrômetros instalados apresentam problemas de submedição. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 83 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Existe ainda a possibilidade de realização de várias outras consultas, no sistema apresentado, visando auxiliar nas decisões quanto ao combate às perdas comerciais, tais como: inexistência de macromedição, inconsistências nos Sistemas de Informações, dimensionamento inadequado do medidor, entre outras. 6.4 ANÁLISE DE REDES O ArcGIS disponibiliza na extensão Utilily Network Analyst a possibilidade de realizar análises de rede, de modo a auxiliar o usuário nas decisões quanto às intervenções nas redes de distribuição ou adutoras implementadas em SIG. A seguir são listados alguns resultados que podem ser obtidos a partir das consultas deste tipo de análise. • Distribuição Espacial de Redes Desativadas O Mapa 15 – Localização de Redes de Distribuição ou Subadutoras Desativadas exibe o resultado de simulação realizada na rede, visando à identificação e localização de tubulações desconectadas das redes cadastradas no sistema. Através deste tipo de análise, é possível não apenas a localização de trechos de redes desligadas, mas também, peças e conexões que não estejam devidamente conectadas às redes. Em relação às tubulações de água dos sistemas de abastecimento, pode ocorrer de tubulações serem desativadas das redes, sem que, entretanto, sejam removidas do seu local de instalação original. Este procedimento é adotado na substituição de tubulações antigas de grandes diâmetros compostas de cimento amianto, por exemplo, que se encontram instaladas em locais de grande circulação de veículos. Considerando que a informação da existência destas tubulações em vias públicas é de importância para empresas de obras civis ou empresas de telefonia, assim, a continuidade do cadastro destas redes no sistema, permite que, em caso Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 84 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) de consultas por estas empresas, os trechos de rede desativados sejam identificados e devidamente localizados. • Simulação de Fechamento de Válvulas O Mapa 16 - Simulação de Fechamento de Válvulas (válvulas abertas) e o Mapa 16 – Simulação de Fechamento de Válvulas (válvulas fechadas) esboçam a interrupção do fluxo de água de um determinado trecho de rede a partir do fechamento de válvulas existentes nas redes. Através da indicação de fluxo, o ArcGIS demonstra quais os trechos em que há fluxo de água (pontos e setas verdes) e quais aqueles em que este fluxo foi interrompido (pontos vermelhos). Caso haja a necessidade de interromper o abastecimento de água de uma determinada área, o conhecimento de quantos e, se possível, quais os clientes que serão atingidos é um dos fatores importantes no planejamento das intervenções de rede. A partir de simulações de fechamento de válvulas, o ArcGIS permite que sejam conhecidos quais os trechos de rede que terão o abastecimento interrompido e, inclusive, quantos e quais os clientes afetados com este procedimento. Neste mesmo sentido, o Mapa 17 – Fechamento do Fluxo de Água dentro do Distrito Operacional (válvula aberta) e o Mapa 17 – Fechamento do Fluxo de Água dentro do Distrito Operacional (válvula fechada) fazem uma demonstração da interrupção do abastecimento de água do distrito, a partir do fechamento da válvula de saída do reservatório. • Simulação de Implantação de Válvulas em Trechos de Redes Definidos O Mapa 18 – Implantação de Válvulas (antes da implantação) e o Mapa 18 Implantação de Válvulas (depois da implantação) realçam os trechos de rede em que a implantação de novas válvulas permitiria que, em caso de intervenções na rede, um número menor de clientes fossem atingidos pela falta d´água. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 85 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Entre as vantagens encontradas na utilização das análises de rede no tipo de sistema trabalhado, pode-se citar: • Conhecimento prévio dos trechos de rede que serão desabastecidos com o fechamento de válvulas pré-definidas; • Identificação dos usuários atingidos com a interrupção do abastecimento; • Identificação de válvulas próximas aos vazamentos da rede de distribuição ou adutoras, entre outras. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 86 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 7. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A pesquisa desenvolvida mostrou que é possível desenvolver um sistema aplicativo com base em SIG que auxilie na análise e gerenciamento de redes de distribuição de água e que também dê subsídios ao planejamento das ações voltadas à redução de perdas de água. O emprego da Modelagem de Dados Espaciais Orientada a Objetos, em linguagem UML, apresentou a vantagem de permitir que o modelo conceitual fosse concebido independente de equipamentos ou programas específicos. O programa CASE, Microsoft Visio, possibilitou a definição de classes, objetos, relacionamentos entre as entidades e a geração do modelo físico do sistema aplicativo. A implementação do modelo físico exigiu que a base cartográfica fosse atualizada em relação aos clientes existentes na área de estudo. Isso aconteceu através de visitas em campo, consultas a funcionários da COMPESA e pesquisas de endereços no Google Earth. O projeto piloto implementado, utilizando a topologia arco-nó, mostrou que os objetivos dessa pesquisa foram atingidos, a partir dos seguintes resultados: (i) Caracterização do Distrito Operacional 16 quanto às redes e seus elementos; (ii) Caracterização do Setor Comercial 112 quanto aos clientes cadastrados no sistema; (iii) Diagnóstico do Setor Comercial quanto às perdas aparentes; (iv) Análises de rede. Salienta-se que o sucesso do sistema está diretamente relacionado à constante atualização, tanto da base cartográfica quanto do cadastro dos clientes e também das diretrizes políticas da empresa. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 87 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) Como sugestões para trabalhos futuros relacionam-se: • A incorporação de informações referentes a vazamentos, pressões e vazões dos trechos de rede, visando à realização de análises voltadas às perdas físicas; • A investigação da compatibilidade do modelo conceitual desenvolvido com programas de simulação hidráulica; • O desenvolvimento de um sistema aplicativo para gerenciamento de redes de esgotamento sanitário. Rosemary Batista do Nascimento [email protected] 88 Análise e Gerenciamento de Redes de Distribuição de Água com Suporte em Sistema de Informações Geográficas (SIG) 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALEGRE, H.; COELHO, S. T. Princípios relevantes para a eficiente gestão técnica de Sistemas de Abastecimento de Água. Encontro Nacional de Saneamento Básico, 8. Barcelos, 1998. 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