11 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento é um processo normal, individual e gradativo, que caracteriza uma etapa da vida onde ocorrem modificações fisiológicas, bioquímicas e psicológicas em conseqüência da ação do tempo. É uma fase onde ocorrem manifestações somáticas no ciclo natural da vida, pois se caracteriza pela perda progressiva da capacidade de adaptação e de reserva do organismo diante das mudanças que irão influenciar de maneira decisiva na vida do idoso. O cuidado com a saúde, o conhecimento do processo de envelhecimento e a prática de atividades físicas, farão com que a pessoa chegue com tranqüilidade à terceira idade. O controle das doenças representa um resultado bastante favorável, principalmente no que se refere às doenças degenerativas com perda de massa óssea. As quedas podem ocorrer em função de fatores intrínsecos e/ou extrínsecos. Dentre os fatores intrínsecos, consideram-se as alterações fisiológicas próprias do envelhecimento, tais como danos visual e auditivo, obesidade, arritmia, modificações na função neuromuscular, na marcha, no equilíbrio e, conseqüentemente dos reflexos posturais, Em relação aos fatores extrínsecos, o ambiente é considerado o principal fator, porém a utilização de medicamentos indevidamente e o uso incorreto de instrumentos auxiliares para deambulação também são considerados agentes causadores de quedas, entre outros. Em função das alterações citadas, a ocorrência é mais freqüente em pessoas idosas, podendo levar a uma série de prejuízos que resultam em graves complicações que irão afetar a qualidade de vida do idoso. 12 Segundo Rebelatto e Morelli (2004), uma boa qualidade de vida na velhice tem relação direta com a existência de condições ambientais que permitam aos idosos desempenhar comportamentos biológicos, sociais, e psicológicos adaptativos. Para os autores, as condições ambientais relacionam-se com a qualidade de vida percebida e também com o senso de autoeficácia, sendo um importante percursor do comportamento em todas as idades. Devido ao processo natural do envelhecimento estar associado a importantes alterações estruturais e funcionais, é importante uma maior atenção nos cuidados primários relacionados à saúde, especialmente em relação às quedas. A prática de exercício físico regular é uma forma de prevenir tais acidentes, uma vez que garante uma melhor condição psicofísica do indivíduo e, conseqüentemente, redução das quedas e suas complicações tardias. A caminhada é uma das atividades que mais reúne qualidades em benefício dos indivíduos, pois há o aumento da socialização entre o grupo e uma visível melhora da capacidade funcional, decorrente da melhora do sistema músculo-esquelético. Com isso, ocorre uma maior independência e um aumento da auto-estima do idoso. Esta prática realizada de forma regular também está associada a uma maior longevidade, onde os efeitos dos exercícios auxiliam os indivíduos idosos na busca de uma melhor qualidade de vida. Com base nas informações acima, tem-se como meta geral do presente estudo analisar a prevalência de quedas em indivíduos com idade igual ou acima de 60 anos que participam do projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, da Universidade do Sul de Santa Catarina em Tubarão. Para alcançar tal meta, foram traçados diversos objetivos específicos, tais como: descrever o processo de envelhecimento, identificar os fatores de risco intrínsecos e extrínsecos que podem levar às quedas e especificar os efeitos do exercício físico no idoso. Esta pesquisa foi dividida em cinco capítulos, sendo que o primeiro refere-se a introdução, relatando um breve comentário sobre o assunto a ser pesquisado neste estudo. O segundo capítulo está direcionado ao referencial teórico descrevendo detalhadamente sobre o 13 assunto pesquisado. O terceiro capítulo cita a caracterização desta pesquisa, o tipo de pesquisa, a população/amostra utilizada, e o procedimento de coleta de dados. O quarto capítulo expõe a apresentação e discussões dos possíveis resultados. O quinto capítulo refere-se às considerações finais e sugestões feitas pela autora do estudo. 14 2 IDOSO 2.1 Processo do envelhecimento Segundo Vandervoort (2000, p. 67) “[...] o aspecto biológico normal leva à diminuição das reservas funcionais do organismo. Essas alterações podem ser observadas no organismo do ser humano idoso: muscular, ósseo, nervoso, circulatório, pulmonar, endócrino e imunológico.” De acordo com autor supracitado, essas possíveis alterações levam a um declínio que variam entre os diversos tecidos e funções, como ainda variam também de um indivíduo para outro. Segundo Guccione (1993), quando alguém é solicitado a imaginar a postura de um idoso, com muita freqüência a imagem que surge é a de uma pessoa curvada ou inclinada para frente, que na maioria das vezes, é do sexo feminino e apresenta um alto risco de queda. Para Amâncio (1975), o envelhecimento representa uma etapa do desenvolvimento individual, sendo que a característica principal é acentuada pela perda da capacidade de adaptação, e menor expectativa de vida, isto significa excessiva vulnerabilidade e reduzida viabilidade diante das forças normais de mortalidade. Pickles et al (1998), considera a população da terceira idade para homens acima de 65 anos e mulheres acima de 60 anos, de acordo com as idades a partir das quais homens e mulheres começam a fazer jus a aposentadoria oficial. Segundo a Lei n° 8.842/94 art. 1 e 2, a política nacional do idoso tem por objetivo 15 assegurar os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade; ainda considera-se idoso, para os efeitos desta lei, a pessoa maior de sessenta anos de idade. Segundo Pickles et al (1998), biologicamente somos seres que percorrem o ciclo da vida, interrompido ou não, mas inevitável, que vai do nascimento até a morte; passando pelas seguintes etapas: concepção, desenvolvimento intra-uterino, nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice e morte. De acordo Petroianu e Pimenta (1999), a velhice não é apenas a deteriorização orgânica mas o que ocorre são perdas físicas, anunciando ou atestando o surgimento de doenças degenerativas, diminuição de força e vitalidades orgânicas. Perdas psíquicas, representadas pelo declínio da memória, diminuição ou anulação da vida afetiva, desinteresse em adquirir novos conhecimentos. O envelhecimento é um processo universal, é um termo geral que segundo a forma em que aparece, pode se referir a um fenômeno fisiológico, de um comportamento social, ou ainda cronológico isto é, de idade. É um processo em que ocorre mudança nas células, nos tecidos e no funcionamento de diversos órgãos. (RODRIGUES; DIOGO, 2000, p. 12). Segundo Petroianu e Pimenta (1999), o crescimento da população idosa deve-se ainda a evolução da medicina. Para Leme (2000), a população vem aumentando rapidamente e por conseqüência o progressivo aumento da população idosa, este aumento deve-se as melhores condições de vida, a maior expectativa de vida. O aumento acentuado do número de idosos trouxe conseqüências para a sociedade e, obviamente para indivíduos que compõem esse segmento etário. Era necessário buscar os determinantes das condições de saúde e de vida dos idosos e conhecer as múltiplas facetas da velhice e do processo de envelhecimento. Ver esses fenômenos simplesmente pelo prisma biofisiológico é desconhecer a importância dos problemas ambientais, psicológicos, sociais, culturais e econômicos que pesam sobre eles. Ao contrário, é relevante ter uma visão global do envelhecimento como processo e do idoso como ser humano. Hoje felizmente, todas as áreas do saber sobre a velhice encontram-se em grande evolução. (PICKLES et al, 1998, p. 78). 16 A perda de algumas funções fisiológicas é inevitável na pessoa que envelhece, por melhores que sejam seus hábitos de vida. 2.2 Aspectos psicossociais do envelhecimento Segundo Guccione (1993), múltiplos problemas poderiam afetar a postura. Três dos fenômenos mais comumente observados na prática da fisioterapia são a depressão, o delirium (estado confusional agudo) e a demência. De acordo com o autor supracitado (1993), a depressão é o único problema mais comum de saúde mental que acontece no idoso. A depressão altera tanto a postura quanto o afeto geral. Pickles et al (1998), relata que no envelhecimento ocorrem diversas alterações, trazendo ao ser humano, mudanças psicológicas. O estado emocional de um idoso implica contextualização de sua história de vida, suas reações emocionais provavelmente estão diretamente relacionadas com a vivencia que acumulou no transcorrer de sua existência. De acordo com Zimermann (2000), essas mudanças psicológicas podem resultar em dificuldades de se adaptar a novos papéis, falta de motivação e dificuldades de planejar o futuro, depressão, hipocondria, somatização, paranóia, suicídio, baixa alta imagem e auto estima, necessidade de trabalhar as perdas orgânicas afetivas e sociais . Zimermann (2000, p. 57), ainda afirma que: Assim como as características físicas do envelhecimento, o caráter psicológico também está relacionado com hereditariedade, a história e com atitude de cada indivíduo. Sendo assim indivíduos mais saudáveis e otimistas tem mais condições de adaptarem-se as transformações trazidas pelo envelhecimento. São mais propensas a verem a velhice como um tempo de experiência acumulada, liberdade para assumir novas ocupações. Segundo Gonong (2000), o envelhecimento é uma etapa normal do desenvolvimento e continuidade da vida de um indivíduo, fazendo com que o ser humano 17 aceite com tranqüilidade a sua velhice, e procurar alguma maneira para continuar ser útil à sociedade, aos familiares e amigos. De acordo com Brouwer (1981), a medida em que as pessoas vivem mais, mudanças acontecem, as distâncias aumentam, a vida fica mais agitada, o tempo sempre mais curto e as condições econômicas mais difíceis, a sociedade se modifica. Isso exige maneiras diferentes de viver uma grande flexibilidade e capacidade de adaptação que nem sempre os velhos têm. “A velhice é um processo contínuo de perdas, em que os indivíduos ficariam relegados a uma situação de abandono, desprezo, de ausência de papeis sociais, e estes fatores levam a construção de uma série de estereótipos negativos em relação aos velhos.” (SILVA, 1999, p. 68). 2.3 Aspectos fisiológicos do envelhecimento Todo o organismo multicelular possui um tempo limitado de vida e sofre mudanças fisiológicas com o passar do tempo. A vida de um organismo multi-celular costuma ser divida em três fases: a fase de crescimento e desenvolvimento, a fase reprodutiva e a senescência, ou envelhecimento. Durante a primeira fase, ocorre o desenvolvimento e crescimento dos órgãos especializados, o organismo cresce e adquire habilidades funcionais que o tornam aptos a se reproduzir. A fase seguinte é caracterizada pela capacidade de reprodução do indivíduo, que garante a sobrevivência, perpetuação e evolução da própria espécie. A terceira fase, a senescência, é caracterizada pelo declínio da capacidade funcional do organismo. (IDADE ATIVA, 2004). De acordo com Idade ativa (2004), “o envelhecimento é causado por alterações moleculares e celulares, que resultam em perdas funcionais progressivas dos órgãos e do organismo como um todo.” O envelhecimento é um processo comum a todos os seres vivos, sendo assim, o conhecimento de seus aspectos anatômicos e sua fisiologia. Rebelatto e Morelli, (2004, p. 59), explicam que: 18 Uma vez que envelhecemos, apresentamos perda em estrutura. Essa perda de ordem de 1cm por década aproximadamente começa acontecer por volta dos 40 anos de idade. Essa perda se deve, principalmente, à diminuição dos arcos do pé, ao aumento das curvaturas da coluna e também a uma diminuição no tamanho da coluna vertebral, devido à perda de água dos discos intervertebrais decorrentes dos esforços de compressão a que eles são submetidos. De acordo com Rebelatto e Morelli (2004), o idoso também apresenta algumas alterações características e que podem dar a idéia de sua formação típica. São o aumento dos diâmetros da caixa torácica e do crânio, a continuidade do crescimento do nariz e do pavilhão auditivo. Ocorre também aumento do tecido adiposo, principalmente em regiões características como a região abdominal. O teor de água corporal diminui, pela perda hídrica intracelular, há perda de potássio. Esses fatos levam o idoso a perder massa corporal, afetando vários órgãos, como os rins e o fígado, mas os músculos são os que mais sofrem com essa perda de massa com o passar do tempo. A pele fica menos elástica por causa da alteração da elastina e ocorre diminuição da espessura de pele e do tecido subcutâneo, levando ao aparecimento das rugas, ocorrendo também alterações nos melanócitos, que são células que dão a cor à pele, que levam a formação de manchas, hiperpigmentadas, marrons e lisa, principalmente na face e dorso da mão. Figura1: Observação das alterações fisiológicas dos idosos Fonte: BURNSIDE, L.M. Enfermagem e os idosos, 1997. 2.3.1 Sistema locomotor Segundo Freitas et al (2002), a dinâmica do aparelho locomotor sofre importante 19 modificação, reduzindo amplitude dos movimentos, modificando a marcha caracterizada, então, por passos curtos e mais lentos e, não raro, pelo arrastar dos pés. Os movimentos dos braços perdem em amplitude e tendem a se manter mais próximos do corpo. O centro de gravidade corporal se adianta, e a base de sustentação se amplia, buscando maior segurança e equilíbrio. Segundo Guccione (1993), a postura ereta de um indivíduo reflete-se drasticamente sobre a coluna vertebral. O foco se limita os discos intervertebrais, aos ligamentos espinhais, às vértebras, às costelas, à cartilagem articular, aos músculos e a biomecânica correlata. em conjunto com as articulações das facetas, ele é responsável por responder às cargas compressivas colocadas sobre o tronco. As forças sobre um disco são maiores durante a posição anatômica em pé do que o peso da parte do corpo situado acima dele. Para Vandervoort (2000, p. 69): A redução das capacidades de reserva do aparelho locomotor que acompanha o envelhecimento é devido à perda de células capazes de funcionar normalmente, à medida que passa o tempo. Tanto o sistema nervoso como a musculatura por ele controlada, o tecido conjuntivo e os ossos que servem de alavancas para os movimentos, são tecidos formados por células especializadas. No decorrer do tempo, essas células ou degeneram completamente ou mudam de estrutura. Existem evidências de que o processo do envelhecimento seja, em sua essência, de natureza multifatorial, dependente da programação genética e das alterações que vão ocorrendo em nível celular e molecular, que resultarão em sua aceleração ou desaceleração, com redução de massa celular, diminuição da capacidade funcional das áreas afetadas e sobrecarga, em menor ou maior grau, dos mecanismos de controle homeostático. Guccione (1993) diz que, a cartilagem articular, com componentes semelhantes aos encontrados em outros tecidos conjuntivos, também sofre alterações. Uma redução da espessura da cartilagem dos membros inferiores em particular contribuirá para a diminuição da altura ereta. Segundo Guccione (1993), as alterações ligadas à idade modificam não apenas o 20 tendão, mas também as enteses. Essas alterações tornam o idoso mais vulnerável à lesão dos tendões por reduzirem a distensibilidade do colágeno e das fibras elásticas quando pressionadas até a atividade vigorosa completa Figura 2: Deformidade gradativa da coluna vertebral, em pós-menopausa, com perda de estatura. Fonte: FREITAS, E.V. et al. Tratado de geriatria e gerontologia, 2002. Essas alterações começam em torno dos 40 anos de idade e são mais perceptíveis nas mulheres que nos homens. Nas mulheres no processo de envelhecimento, a perda óssea começa em uma taxa de 0,75% a 1% por ano, iniciando entre os 30 e 35 anos de idade. Uma taxa mais elevada (2% a 3%) de perda mineral óssea acontece depois da menopausa. Uma perda maior tem lugar na coluna vertebral nos 5 primeiros anos depois da menopausa. (GUCCIONE, 1993, p. 252) 2.3.2 Sistema cardiovascular De acordo com Pickles et al (1998), os batimentos cardíacos são um dos sinais mais poderosos de que estamos vivos. Muita atenção tem sido dedicada aos diversos aspectos da função circulatória que se modificam com a idade. Essas alterações resultam em diminuição da capacidade de reserva funcional do aparelho cardiovascular, afetando, portanto, a tolerância aos esforços. Para Sherphard (apud AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 1994, p. 21 291-292): As alterações fisiológicas, através dos anos são consideradas normais fisiológicas da freqüência cardíaca, consumo Máximo de oxigênio, músculo esquelético osso flexibilidade e a composição total do corpo. Com o passar dos anos ocorre alguma perda de condicionamento com a idade e a freqüência cardíaca pode, assim aumentar um pouco além da faixa do adulto, em muitas pessoas mais velhas, essa tendência é exacerbada por um decréscimo no volume sistólico, o qual aparece associado com estreitamento vascular coronariano e torna-se particularmente evidente nas freqüências de trabalho aumentadas, quando o suprimento de oxigênio não atinge mais as demandas cardíacas. A razão principal para a diminuição na freqüência máxima com o envelhecimento é a rigidez aumentada das paredes ventriculares e lentidão do enchimento ventricular. Rebelatto e Morelli (2004, p. 330), explicam que: Para avaliar as alterações do sistema cardiovascular do idoso, é preciso considerar a dificuldade em se distinguir as alterações determinadas pelo processo de envelhecimento das alterações decorrentes da alta prevalência de morbidade cardíaca e não cardíaca nessa faixa etária. Importante considerar também o estilo de vida e os fatores de risco desse grupo, especialmente o sedentarismo. No idoso as arritmias são comuns devido a hipertensão e doença coronariana. Para Rebelatto e Morelli (2004), a arritmia anormal do coração que diminui a eficiência do trabalho de bombear sangue para o organismo. As arritmias cardíacas são classificadas pelo seu mecanismo e por sua sede de origem. As arritmias supraventriculares e ventriculares são os dois mecanismos mais comuns entre os idosos. Entre as arritmias, as bradiarritmias são particularmente freqüênte em idosos. Segundo American College of Sports Medicine (1994), as alterações relacionadas à idade nas freqüências cardíaca de repouso e máxima são importantes quando se prescreve exercícios, quando se conduz um teste de esforço máximo e quando se tenta uma previsão do consumo máximo de oxigênio a partir de dados submáximos. Numa criança, uma freqüência cardíaca de 170 bat./min, corresponde à cerca de 80% da força aeróbica máxima. Por volta dos 65 anos, entretanto, esse valor é a freqüência cardíaca máxima. Para Rebelatto e Morelli (2004), com o envelhecimento, o ventrículo tende a se hipertrofiar, provavelmente devido ao aumento da pós-carga. A hipertrofia, a diminuição da 22 complacência ventricular, o prolongamento do relaxamento ventricular e o aumento pós-carga contribuem para a diminuição da fase de enchimento rápido do ventrículo no início da diástole. De acordo com American college of sports medicine (1994), a razão principal para a diminuição na freqüência máxima com o envelhecimento é a “rigidez” aumentada das paredes ventriculares e lentidão do enchimento ventricular. De acordo com Heath (apud AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 1994), ao envelhecimento associa-se alterações no sistema cardiovascular. A freqüência cardíaca de repouso demonstra pouca ou nenhuma alteração com o aumento da idade; entretanto, a freqüência cardíaca máxima do exercício demonstra um declínio. Surgem alterações funcionais e estruturais que afetam o miocárdio, é a redução do débito de repouso, ocorrendo com a hipertrofia miocárdica. Segundo o autor supracitado, a elasticidade dos principais vasos sanguíneos declina com o envelhecimento; resultam, então, pressões sanguíneas mais elevadas ao repouso e durante o esforço. O aumento na pressão sanguínea de repouso e de exercício freqüentemente atinge um nível máximo dos 65 aos 70 anos. 2.3.3 Sistema sensorial Katzman e Terry (apud PICKLES et al 1998), o processo de envelhecimento acompanha-se de diminuição funcional dos diversos sistemas sensoriais do organismo. Uma das alterações mais freqüentes é a diminuição da acuidade visual, depois vem à diminuição da discriminação espacial, a limitação do olhar para cima e a redução da capacidade para seguir os objetos com o olhar. Outro sinal bastante conhecido da velhice é a diminuição da audição, aparecem também mudanças morfológicas nos órgãos vestibulares, contribuindo para diminuir a capacidade de orientar-se no espaço. O aparelho olfativo e os receptores gustativos, também 23 são afetados; o comprometimento desses órgãos dos sentidos pode resultar em diminuição do apetite e em nutrição inadequada. Segundo Guccione (1993), os idosos com perdas sensoriais significativas da visão e da propriocepção podem ter dificuldade em manter uma postura estável. Com relação aos órgãos dos sentidos, ou seja, a visão, a audição, o tato, o paladar, o olfato, ocorre redução principalmente da audição e da visão. A perda do olfato e do paladar, quando o idoso passa a não distinguir o sabor dos alimentos, pode levar à falta de apetite e ao risco de envenenamento acidental. Alguns idosos podem apresentar diminuição do tato, isto é, não distinguem como facilitar o calor, o frio e a dor. (RODRIGUES; DIOGO, 2000, p. 13). Para Carvalho Filho; Papaléo Neto (1994) e Rebelatto e Morelli (2004), a perda da audição resulta da disfunção de qualquer um dos componentes do sistema auditivo. A presbiacusia é um fenômeno freqüente no envelhecimento, em geral bilateral, que pode evoluir para perda da discriminação dos sons mais baixos. O acúmulo de cera no ouvido é também causa comum de redução reversível na acuidade auditiva. O aparelho olfativo e os receptadores gustativos também são afetados, o comprometimento desses órgãos dos sentidos pode resultar em diminuição do apetite e em nutrição inadequada. Para Katzman e Terry (1983, p. 70), “[...] ficou demonstrado que as pessoas idosas são menos sensíveis à vibração, à pressão tátil, a dor e temperaturas, sobretudo quando as pesquisas são realizadas em laboratórios, mediante aplicação de métodos quantitativamente exatos.” 2.3..3.1 Órgãos auditivos Pretoianu e Pimenta (1999) explicam que os pavilhões das orelhas externas continuam a crescer, no idoso de 70 anos são 0,5 cm maiores do que no adulto, principalmente o lóbulo que acumula gordura e fica mais longo. A cera do meato acústico externo aumenta e 24 perturba a audição dos idosos. Na orelha interna a células do órgão espiral e as fibras do nervo vestíbulo coclear degeneram ou se perdem, causando disfunções na audição e no equilíbrio. 2.3.3.2 Órgãos visuais Podem ter a pálpebra inferior escura por hiperpigmentação e empapuçada, devido a edema pela herniação de gordura associada à retenção de líquido. O idoso tem dificuldade de focalizar devido a modificação da lente do cristalino, que se espessa e adquire cor amarelada. O diâmetro da pupila diminui, a curvatura da córnea se modifica, e o anel cinzento aparece ao redor da córnea. A quantidade de luz que chega a retina é menor; o idoso não enxerga bem no escuro e precisa de luz brilhante para ler (PRETROIANU; PIMENTA, 1999). Segundo Duarte e Diogo (2000), a catarata senil, é uma das formas desta afecção, é a doença ocular mais comum que ocorre com o processo de envelhecimento, sendo responsável por, aproximadamente, 40% a 70% dos casos de cegueira. A catarata corresponde à opacidade do cristalino, o qual determina progressivamente em ambos os olhos, causando uma visão embaçada e distorcida. 2.3.3.3 Gustativo Pretoianu e Pimenta (1999), a percepção do gosto diminui, talvez devido à redução do número de células receptoras, pela atrofia dos calículos gustatórios pela redução da secreção da saliva. 2.3.4 Sistema respiratório Para Freitas et al (2002), a alteração da elasticidade, da complacência e dos 25 volumes pulmonares, são decorrentes das mudanças do tecidos conectivo pulmonar, da redução de massa muscular e da acentuação da cifose fisiológica, são descritas como fatores limitantes na terceira idade que, freqüentemente, podem comprometer a reserva funcional dos idosos, tornando-os sintomáticos. As propriedades mecânicas do pulmão do idoso estão fisiologicamente alteradas quando comparadas com as do adulto jovem. Conforme Rebelatto e Morelli (2004), as propriedades elásticas dos tecidos do pulmão e da parede torácica mudam de forma gradual com o envelhecimento. O parênquima pulmonar perde a propriedade de recuo elástico e se torna mais complacente, enquanto a parede do tórax fica mais rígida (calcificação das costelas e das articulações vertebrais). A função do músculo respiratório e o recuo elástico do pulmão contribuem na execução da manobra de expiração forçada, que é comumente usada no teste de espirometria clínica. Durante a manobra de fluxo forçado, o esforço expiratório máximo e as taxas de fluxo são determinados principalmente pelo recuo elástico do pulmão. Esse recuo diminui com a idade, fazendo com que ocorra um fechamento precoce das vias aéreas durante a manobra expiratória em pessoas idosas. (REBELATTO; MORELLI, 2004, p. 367). De acordo com Heath (apud AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 1994), com o envelhecimento ocorrem mudanças nos pulmões e no sistema respiratório. O volume aumenta em 30 a 50% e a capacidade vital diminui 40 a 50% à idade de 70 anos. A função respiratória não limita a capacidade de exercícios, a menos que esta função esteja significativamente prejudicada, tal como na doença pulmonar obstrutiva crônica (em geral, enfisema, bronquite crônica). 2.3.5 Sistema urinário O rim do indivíduo idoso perde massa e tende a se depositar na região perirrenal. O rim apresenta muitas vezes, arteriolas aferentes obliteradas, portanto, sem conexão com o glomérulo correspondente. O número de néfrons diminui e notam-se glomérulos hialinizados 26 ou fibrosados. Apesar desta perda, o rim pode funcionar normalmente com 25% do seu parênquima (PETROIANU; PIMENTA, 1999). Com a idade, a cápsula renal se espessa, enquanto o córtex renal se reduz e as células se atrofiam. Há espessamento das paredes dos túbulos renais devido à deposição de tecido adiposo. As musculaturas vesical e uretral se atrofiam, enfraquecem e perdem elasticidade no idoso, favorecendo a retenção de 100 ml (urina residual) após a micção. A bexiga do idoso possui, em média, capacidade de 260 ml, ou seja, menos da metade daquela de um adulto (600 ml). Nas mulheres idosas, atrofia dos músculos pélvicos, podem contribuir para diminuir a eficiência do músculo esfíncter externo da uretra, permitindo o vazamento da urina (incontinência de estress), por exemplo, na tosse ou no espirro. (PETROIANU; PIMENTA,1999, p. 51). 2.3.6 Sistema digestório Conforme Pretoianu e Pimenta (1999) explicam que, praticamente todos os órgãos do sistema digestório, há modificações estruturais com a idade. As secreções das glândulas digestivas diminuem com a idade e a túnica muscular da parede do tubo digestório sofre atrofia, causando dificuldade na digestão e decréscimo da motilidade. Segundo o autor supracitado, na transição faringo esofágico, os coxins que contribuem para o fechamento do lúmen e facilitam a passagem de alimentos, podem aumentar de volume perturbar a deglutição. A atrofia ou o incompleto relaxamento que, com a idade, se verifica na musculatura esofagogástrica, controladora da passagem de alimento do esôfago para o estômago, provoca regurgitação do conteúdo gástrico para o esôfago. Além disso aumentam com a idade as azias e eructações. O enfraquecimento geral da parede intestinal facilita a formação de bolsas (pequenas invaginações), conhecidas como diverticulose, e nota-se tendência de constipação no idoso. 2.4 Postura no idoso 27 Segundo Guccione (1993), a imagem que surge quando alguém é solicitado a imaginar a postura de um idoso, com muita freqüência a imagem que surge é a de uma pessoa curvada ou inclinada para frente, que na maioria das vezes, é do sexo feminino e apresenta um alto risco de queda. A postura pode ser uma afirmação acerca de um indivíduo. Ela pode ser a exteriorização do bem-estar, da doença, da auto-estima (ou sua ausência) ou simplesmente de processos do desenvolvimento ou do envelhecimento. Como fisioterapeuta, é importante decifrar entre as circunstâncias que devem ser esperadas como conseqüência do envelhecimento e aquelas condições estranhas a esse processo e que, portanto, alteram a postura ereta. (GUCCIONE, 1993, p. 251). Figura 3: A percepção tradicional da postura do idoso Fonte: GUCCIONE, A . A. Fisioterapia geriátrica, 1993. 2.4.1 Desenvolvimento da postura ereta Kisner e Colby (1996, p. 521), definem postura como “uma posição ou atitude do corpo, o arranjo relativo das partes do corpo para uma atividade específica, ou uma maneira característica de alguém sustentar seu corpo.” De acordo com Guccione (1993), durante a vida fetal, a infância e a adolescência, o aumento no número de células é de importância primordial para o crescimento dos sistemas orgânicos responsáveis pelo desenvolvimento da postura. O sistema nervoso central amadurece durante o mesmo tempo em que ocorrem alterações contínuas no sistema musculo-esquelético. 28 Segundo Pickles et al (1998), a postura estática a disposição entre os segmentos que compõem o corpo. O alinhamento postural ideal é aquele que a manutenção exige um mínimo de esforço e que provoca um mínimo de tensão no nível das articulações. Para Gonong (2000, p. 150): Os mecanismos de regulação da postura são múltiplos, envolve uma série completa de núcleos e muitas estruturas, incluindo a medula espinhal, o tronco cerebral, e o córtex cerebral.Esses mecanismos estão relacionados, não apenas com a postura estática, como também, em associação aos sistemas, córtico espinhal e córtico bulbar, como o início e o controle do movimento. De acordo com Pickles et al (1998), as modificações da postura eretas em pé são uma das mudanças que ocorrem no sistema ostearticular em conseqüência da idade. As anomalias da coluna podem ser divididas em dois tipos básicos: postura de cifose torácica e postura de cifose tóraco-lombar. Segundo o autor supracitado, a cifose torácica, a mais comum, é definida pelo aumento da curvatura cifótica da coluna torácica; o ápice desta curvatura localiza-se no terço médio da coluna torácica. Este aumento pode ser acompanhado por um aumento da lordose lombar, aumento do diâmetro antero-posterior, projeção da cabeça para diante devido à inclinação do terço superior da coluna. Na cifose tóraco lombar o ápice da curvatura cifótica está localizada no terço inferior da coluna torácica, na região lombar. Segundo Guccione (1993), os sistemas somatossensoriais continuam a se constituir nas principais fontes utilizadas por crianças e adultos para conseguir a estabilidade postural. Isso exige a integração adequada dos sistemas cardiovascular, respiratório, muscolesquelético e neuromuscular. Em essência, a postura é derivada da relação das partes do corpo entre si, bem como da maturação e da interação de inúmeros sistemas orgânicos. A postura pode ser uma afirmação acerca de um indivíduo. Ela pode ser a exteriorização do bem-estar, da doença, da auto-estima (ou sua ausência) ou simplesmente de processos do desenvolvimento ou do envelhecimento. Como fisioterapeuta, é importante decifrar entre as circunstâncias que devem ser esperadas como conseqüência do envelhecimento e aquelas condições estranhas a esse processo e que, portanto, alteram a postura ereta. (GUCCIONE, 1993, p. 251). 29 2.4.2 Fatores que influenciam as alterações posturais a) Alterações musculoesqueléticas Rebelatto e Morelli (2004, p. 69), relatam que: Os músculos esqueléticos são organizados em fibras que são formadas por subunidades sucessivamente menores. Os músculos esqueléticos são formados por feixes e cada feixe recebe a denominação de fascículo. Os fascículos são constituídos por miofilamentos e estes por sua vez compreendem as miofibrinas que quando agrupadas formam as fibras musculares. Ainda segundo Rebelatto e Morelli (2004), as alterações anatofisiológicas características do processo de envelhecimento, são muito importantes do ponto de vista funcional do sistema muscular. Uma das alterações mais evidentes é a perda de massa muscular ou sarcopenia. A perda de massa muscular ocorre principalmente pela diminuição no peso muscular e também em sua área de secção transversal. Conseqüentemente, o idoso terá menor qualidade em sua contração muscular, menor força, menor coordenação dos movimentos e, provavelmente, maior probabilidade de sofrer acidente (por exemplo, quedas). De acordo com Pickles et al (1998), o sistema nervoso central coloca os planos de movimento em ação, através da ativação das unidades motoras. Cada uma dessas unidades é formada por um único neurônio motor e pelo conjunto de células musculares que ele inerva. Ocorrendo perda de massa muscular possui importantes implicações funcionais. Ainda segundo Pickles et al (1998), os músculos possuem certa consciência e certo tônus, dotados de elasticidade que permite o livre movimento articular. O envelhecimento traz transtornos como a diminuição do tônus, que revela uma redução sensível na atividade das fibras musculares, com passar dos anos, e a perda da força muscular que terá como conseqüência à atrofia muscular que predominará nas grandes massas musculares. Para Rebelatto e Morelli (2004, p. 72). 30 O idoso também apresenta alterações em seus tipos de fibras musculares. Com o passar dos anos, as fibras de contração rápida ou do tipo II vão diminuindo em número e volume e as fibras de contração lenta ou do tipo I também diminuem, mas em menor proporção que as primeiras. Esse fato talvez explique a menor velocidade que se observa nos movimentos do idoso. Segundo Papaléo e Petroainu (2000, p. 72), “As fibras musculares que se perdem são substituídas por tecido conjuntivo, ocorrendo aumento do colágeno intersticial no músculo do idoso.” As alterações da densidade óssea ligada a idade diferem de um local para outro. A densidade mineral óssea nos sítios periféricos (como o rádio) permanece relativamente estável até a menopausa, mas a perda óssea da coluna vertebral e do colo do fêmur acontece 5 a 10 anos antes, respectivamente. As alterações ósseas durante o envelhecimento acontecem em um período mais precoce na coluna vertebral do que nos membros. A perda óssea em homens acontece em uma taxa de cerca de 0,4 % por ano, começando aos 50 anos de idade. Em homens e mulheres entre 60 e 80 anos, a taxa média de diminuição da altura é de cerca de 2cm por década, podendo atingir até 12cm nos casos extremos de perda óssea. (GUCCIONE, 1993, p. 252). De acordo com American College of Sports Medicine (1994, p. 311), “[...] uma perda progressiva na massa óssea ocorre com o envelhecimento. Mulheres com idade superior a 35 anos perdem massa óssea numa taxa de 1% ao ano. Os homens passam a perder massa óssea a partir dos 55 anos de idade e usualmente perdem 10 a 15% até os 70.” De acordo com Gonong (1995), nas pessoas da terceira idade, os músculos contraem-se e relaxam mais lentamente do que no adulto jovem. Essa diminuição da velocidade pode ser devida a menor contribuição proporcional das fibras musculares do tipo II à contração em abalo, ao lado da modificação dos mecanismos que regulam o metabolismo do cálcio, nas pessoas de idade avançada. Segundo Guccione (1993), o envelhecimento altera as propriedades e a proporção relativa dos elementos do tecido conjuntivo do disco. Especificamente, existe um aumento da estabilidade e da densidade do colágeno. Com o envelhecimento, e elastina torna-se menos distensível e pode sofrer fragmentação. Para Guccione (1993), a rigidez aumentada nos tecidos conjuntivos, contribui para as perdas da amplitude de movimento e da flexibilidade, ligada à idade. 31 Segundo Pickles et al (1998), o tecido conjuntivo está distribuído pelo corpo inteiro, são efeitos da velhice se manifestam precocemente. A perda da elasticidade do tecido conjuntivo é responsável pelo aspecto rugoso da pele das pessoas de idade. O tecido conjuntivo de outras estruturas também é afetado, desde os pulmões aos músculos e as articulações. A compressibilidade está diminuída na pele idosa, isto é, causado pelo menor conteúdo de água. De acordo com Guccione (1993), a variabilidade é a palavra importante a ser lembrada quando são discutidas as alterações próprias do envelhecimento. A postura do indivíduo pode ser alterada ou mudada por doença, medicamentos, trauma, estado de espírito ou pelo ambiente e pela hora do dia em que ele é avaliado Segundo Vandervoort (2000), a redução das capacidades de reserva do aparelho locomotor que acompanha o envelhecimento é devido à perda de células capazes de funcionar normalmente, à medida que passa o tempo. Tanto o sistema nervoso como a musculatura por ele controlada, o tecido conjuntivo e os ossos que servem de alavancas para os movimentos, são tecidos formados por células especializadas. No decorrer do tempo, essas células ou degeneram completamente ou mudam de estrutura. Os níveis máximos tanto da quantidade de tecido muscular como da força são atingidos por volta dos 20 anos. Um platô de força é mantido aproximadamente até os 40 ou 45 anos de idade, para partir de então ser seguido por uma perda progressiva do tecido magro e um decréssimo associado da força. Por volta dos 65 anos, a maioria dos grupos musculares mostra uma perda de 18 a 20% da sua força máxima. (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 1994, p. 293). b) Alterações neurológicas De acordo com American College of Sports Medicine (1994), ocorrem alterações no sistema nervoso central e periférico com o avanço da idade. A reação torna-se mais lenta e a velocidade de condução nervosa se lentifica em 10 a 15% à idade de 70 anos. Os déficits sensoriais aumentam em incidência com o envelhecimento. Alterações mecânicas e 32 neurológicas que ocorrem nos indivíduos idosos. Estas modificações são responsáveis pela atividade auditiva prejudicada e a diminuída discriminação sonora. Segundo Guccione (1993), o envelhecimento do sistema nervoso não afeta todas as estruturas neurais do mesmo modo. É a contribuição que a degeneração das vias nigoestriadas faz para a diminuição do desempenho motor e a postura do idoso. O idoso está flexionando para frente, apresenta um tremor discreto, voz enfraquecida e marcha arrastada, isso poderia ser relacionado ao processo de envelhecimento que ocorre nos núcleos da base e nos núcleos associados. O tremor postural que acontece nos idosos e comprometimento do equilíbrio podem ser causados por degeneração cerebelar. (GUCCIONE, 1993, p. 256). De acordo com o autor supracitado, as diminuições do controle do movimento voluntário e do tempo de reação acontecem nos idosos. Foi relatado que os efeitos da idade são mais acentuados quando o indivíduo é solicitado a realizar tarefas com tempo de reação complexo, respostas motoras complicadas ou ajustes posturais súbitos. Segundo Guccione (1993, p. 256): Os indivíduos que são tipicamente ativos e continuam a manter a captação máxima de oxigênio durante a senescência apreciam benefícios derivados de uma melhoria da freqüência cardíaca, do débito cardíaco, da pressão arterial, da mobilidade articular e da flexibilidade aumentada. c) Fatores psicossociais Segundo Guccione (1993), múltiplos problemas poderiam afetar a postura. Três dos fenômenos mais comumente observados na prática da fisioterapia são a depressão, o delírio (estado confusional agudo) e a demência. Ainda a depressão é o único problema mais comum de saúde mental que acontece no idoso. A depressão altera tanto a postura quanto o afeto geral. De acordo com American College of Sports Medicine (1994, p. 312). Na sociedade americana a aposentadoria freqüentemente determina o final do período produtivo da vida. Certas atitudes têm levado a sociedade a relegar os idosos a um estilo de vida sedentário. A atividade física regular pode ser um meio efetivo de 33 manutenção da capacidade funcional, promovendo e ampliando a sensação de bem estar do indivíduo idoso. d) Fatores farmacológicos Segundo Guccione (1993, p. 256): Muitos grupos medicamentosos podem modificar a postura. Os principais mecanismos pelos quais os medicamentos comprometem a mobilidade e alteram a postura são: a sedação (motivação diminuída); a instabilidade postural (desequilíbrio que contribui para as quedas e o medo de cair que faz com que os idosos limitem as atividades); o comprometimento sensorial ou psicomotor (mecanismos compensatórios visuais, proprioceptivos ou vestibulares necessários para o equilíbrio); e a hipotensão postural (síncope, tonteira, fraqueza). Segundo Guccione (1993), a manutenção do controle postural em uma posição estática diminui com a idade e é potencialmente problemática para o idoso, já que a perda do controle postural aumenta o risco de queda. Os idosos com perdas sensoriais significativas da visão e da propriocepção podem ter dificuldade em manter uma postura estável. e) Alteração nos reflexos de proteção e a fisiologia no controle do equilíbrio O controle postural adequado requer a manutenção do centro de gravidade sobre a base de sustentação durante as situações estáticas e dinâmicas. O corpo deve ser capaz de responder as translações do centro de gravidade voluntariamente, como exemplo movimento proposital. E aquela imposta de forma involuntária ou inesperada, como um escorregão ou um tropeção. A maneira fisiológica, como o organismo mantém o equilíbrio, em primeiro lugar uma pessoa deve adquirir continuamente informações sobre a posição do corpo e sobre a trajetória no espaço. Isto é feito por meio de sistema sensorial. Em segundo lugar, o corpo deve determinar, antecipadamente uma resposta efetiva e regulada no tempo (processamento central), e por último, o corpo deve executar a resposta através do sistema efetor (força, amplitude de movimento, flexibilidade, resistência). (GUCCIONE, 1993, p. 246). Guccione (1993), ainda cita que os dados sensoriais primordiais para o equilíbrio são fornecidos principalmente pelos sistemas visual, vestibular e somatossensorial. A visão ajuda a orientar o corpo no espaço referenciar os eixos verticais e horizontais dos objetos ao seu redor, na posição em pé, a visão ajuda a detectar discreto deslocamentos posturais ao 34 fornecer as informações para o SNC, sobre a posição e os movimentos de partes do corpo em relação às outras partes e ao ambiente externo. Guccione (1993, p. 267) explica que: Os componentes da visão que são importantes para manter o equilíbrio compreende: Acuidade, sensibilidade de contraste, visão periférica e a percepção de profundidade. A acuidade refere-se à capacidade de detectar as diferenças sutis nas formas e letras, enquanto a sensibilidade de contraste consiste na capacidade de detectar as diferenças no sombreamento e nos padrões, como capacidade de discriminar os degraus cobertos com um carpete. A visão periférica consiste na capacidade de ver a partir de uma posição lateral, enquanto se olha para frente. E a percepção de profundidade é a capacidade de diferenciar as distâncias. As informações dos receptores sensoriais no aparelho vestibular interagem com as informações visuais, e somatossensoriais para produzir alinhamento corporal e o controle do equilíbrio. Segundo Lundy-Ekman e Burleieh-Jacobs (2000), O controle postural orientação e equilíbrio. A orientação é o ajuste do corpo e da cabeça para a vertical, e o equilíbrio é a capacidade de manter o centro de massa em relação à base de sustentação. O controle postural é realizado pelos comandos centrais para os motos neurônios inferior; a efêrencia central é ajustada ao contexto do ambiente por meio de afêrencias sensoriais. Os comandos centrais são mediados pelas vias tecto-espinhais, retículo-espinhais mediais, vestíbulo-espinhais e cortico espinhais mediais. Os mesmo autores, para nos orientarmos no mundo, usam três sentidos, que são: o sentido somato sensorial que são informação sobre as cargas e as posições relativas das partes do corpo. A visão fornece informação sobre o movimento e indícios para o julgamento da verticalidade. A afêrencia vestibular originada nos receptores do ouvido interno nos informa sobre a posição da cabeça em relação e sobre o movimento da própria cabeça . 35 Figura 4: Influência sensorial sobre o controle postural Fonte: LUNDY-EKMAN, L.; BURLEIEH – JACOBS. A; Neurociência: fundamentos para a reabilitação, 2000. Segundo Petroianu e Pimenta (1999), o envelhecimento normal não se acompanha de hiper-reflexia e de sinal de Babinski, pelo contrário, é freqüente a hipoatividade ou abolição dos reflexos aquilinos, que dependem de lesões do sistema nervoso periférico. Ocorre diminuição de 10% na velocidade de condução sensitiva e motora no idoso, alterações degenerativa, fibrose, desmielinização segmentar e degeneração axonal. Os reflexos cutâneoabdominais são dificilmente obtidos, principalmente por alterações tróficas da musculatura abdominal. Os reflexos axiais da face tornam-se mais proeminentes no idoso. Petroianu e Pimenta (1999), ainda citam que as pessoas idosas freqüentemente se queixam de dificuldade na marcha, que se apresenta difícil para ser iniciada, mais lenta, com diminuição dos movimentos associados. O equilíbrio é também afetado, havendo dificuldades nas correções posturais, erradamente atribuídas à insegurança e medo. Kisner e Colby (1996, p. 21), explicam que: O equilíbrio e aquisição de habilidades funcionais são aspectos do controle motor inter-relacionados e complexos. Coordenação refere-se à habilidade para usar os músculos certos na hora certa e com sequenciamento e intensidade apropriados. A coordenação é a base do movimento harmonioso e eficiente que pode ocorrer em nível voluntário ou involuntário (automático). Equilíbrio refere-se à habilidade para manter o centro de gravidade sobre a base de suporte, geralmente quando se está em pé. Equilíbrio é um fenômeno dinâmico que envolve uma combinação de estabilidade e mobilidade. O equilíbrio é necessário para manter uma posição no 36 espaço ou mover-se de modo controlado e coordenado. 2.5 Queda no idoso Para Duarte e Diogo (2000), a etiologia das quedas entre os idosos é multifatorial. De forma simplificada, um episódio de queda é resultado de uma interação entre fatores intrínsecos, decorrente das alterações fisiológicas do próprio processo de envelhecimento e das patologias múltiplas associadas, de fatores comportamentais relacionados com o uso e percepção do ambiente por parte do idoso frente às demandas impostas pelo ambiente e sua capacidade funcional real. Aproximadamente 30 das pessoas com 65 anos e mais que moram na comunidade tem um evento de queda a cada ano. Metade dos idosos que caem repete o evento novamente. As lesões decorrentes dessas quedas são responsáveis pela sexta causa de morte entre idosos nesta faixa etária. (DUARTE; DIOGO, 2000, p. 191). Tipos diferentes de quedas possuem fatores de risco diferentes, e uma determinação cuidadosa de suas circunstâncias é necessária, tanto para avaliação clínica quanto para a pesquisa epidemiológica. Fatores de risco e medidas preventivas associadas a quedas em pessoas mais velhas porém ativas e saudáveis que caem por que participam de atividades vigorosas e arriscadas diferem dos indivíduos mais frágeis que caem por instabilidade. Para Campbell, et al (1996), a maior parte das quedas ocorre em horas de atividade máxima no dia, e somente 20% ocorrem à noite. Nos meses de inverno e dias mais frios há um aumento da incidência de quedas e fraturas em mulheres. Aproximadamente 65% das mulheres e 44% dos homens caem dentro de casa, e cerca de 25% dos homens e 11% das mulheres, no jardim de suas residências. De acordo com Duarte e Diogo (2000), tipos diferentes de quedas possuem fatores de risco diferentes, e uma determinação cuidadosa de suas circunstâncias é necessária, tanto para avaliação clínica quanto para a pesquisa epidemiológica. 37 Dentre os riscos de queda está a obesidade. Que segundo Pretroianu e Pimenta (1999), o desenvolvimento da obesidade no indivíduo idoso não é comum e, normalmente está relacionada com algum distúrbio do balanço energético. A obesidade desenvolve-se especialmente após a puberdade. Os primeiros anos da vida adulta são importantes para o desenvolvimento da obesidade, tanto em homens como em mulheres, sendo a maior parte dos casos de obesidade do tipo hipertrófica. Segundo o autor supracitado, o aumento no percentual de gordura relacionada com o envelhecimento associado a modificações no estilo de vida e componentes genéticos, facilitam o surgimento de obesidade, aumentando, assim, a probabilidade do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. De acordo com Leme (2000), diversos fatores fazem as quedas serem mais comuns, entre a população idosa relacionada a fatores extrínsecos ou perigos ambientais. São eles: • Problemas ambientais, como a iluminação inadequada, ausência de lâmpadas noturnas; • Superfície de terra, presença de obstáculos na passagem, como pontas de tapetes, soltos ou com dobra, móveis baixos e irregulares com pontas lascadas e pequenos objetos. • Uso de calçado inadequado, ou patologias dos pés, roupas excessivamente compridas. • Falta de equipamento de segurança em casa, como: corrimão na escada, corredores, banheiros. • Marcação com fita colorida nas pontas dos degraus, ou degraus altos ou estreitos. • Analisar o uso de medicamentos; que pode alterar o sono ou o equilíbrio. • Pisos e locais de banho escorregadios • Camas e vaso sanitário em altura inadequada • Irregularidade no pavimento, onde o idoso caminha, local mal conservado e com buraco • Objetos colocados em lugares altos e difícil acesso. • Móveis irregulares como pontas ou lasgada. 38 De acordo com Rodrigues (1996), fatores extrínsecos criam desafios ao equilíbrio, desafios estes que devem ser superados, para não ocorrer uma queda. O grau de perigo que possuem depende da vulnerabilidade da pessoa idosa e da freqüência da exposição à situação potencialmente desestabilizadora. • Alterações fisiológicas do processo de envelhecimento. • Diminuição da visão, redução da percepção de distância e visão periférica e adaptação ao escuro. • Diminuição da audição, não ouve sinais de alarme. • Distúrbios vestibulares, infecção ou cirurgia de ouvido • Distúrbios proprioceptivos, há diminuição das informações sobre a base de sustentação, as mais comuns são as neuropatias periféricas e as patologias degenerativas da coluna cervical. • Distúrbios músculos esqueléticos, degenerações articulares, com limitação da amplitude de movimentos, fraqueza muscular e diminuição de massa muscular. De acordo com Guccione (1993), as próprias quedas constitui um fenômeno heterogêneo, representam uma possibilidade do corpo em permanecer ereto. Uma pessoa com comprometimento grave pode cair enquanto caminha em sua casa. As doenças agudas ou crônica que resultam em incapacidade. Por exemplo as anormalidades eletrolíticas, as infecções, os efeitos colaterais de medicamentos, a desidratação, a hipotensão ortostática, a perda sanguínea e a hipoxemia, podem sem exceção, podem provocar fraqueza, tonturas e possíveis quedas. As doenças que podem levar a quedas são cardiovasculares, englobando as arritmias, a estenose aórtica, doenças neuromusculares, AVE, convulsões e doença de Parkison, as mielopatias Segundo Azevedo (2002), o idoso tende a ter maior instabilidade na postura e uma marcha mais lenta do que o jovem, o que favorece a queda. A diminuição da acuidade visual com a idade e a maior susceptibilidade a síncopes são fatores que favorecem as quedas no 39 idoso sadio. O sedentarismo também é um fator que deve ser destacado, pois deixa a pessoa mais fragilizada e insegura, favorecendo as quedas. Para Burnside (1979), os acidentes constituem a maior causa de morte, e importante causa de lesão, de pessoas idosas. É importante reter que os acidentes debilitantes mais comuns entre os idosos são as quedas. Levando ao comprometimento da capacidade funcional, a maioria dos acidentes e das quedas ocorre no lar e no dormitório. A maior conseqüência das quedas para o idoso é o risco de fraturas, que pode levar à imobilidade, com conseqüente perda da autonomia e independência. A queda ocorre pela perda do equilíbrio postural, o qual está relacionado à insuficiência súbita dos mecanismos neurais e ósteo-articulares envolvidos na manutenção da postura. É sempre resultante do somatório de fatores, tais como efeitos adversos de medicamentos, perigos ambientais e/ou modificações nos sistemas envolvidos com o equilíbrio, a postura e a marcha – ou seja, sistema muscular, ósseo, nervoso, labiríntico e outros. (UMPHED, apud ANDERSON, 1998). Azevedo (2002, p. 1), diz que “[...] a osteoporose é o principal fator que favorece a fratura no idoso. Este fator associado ao aumento da freqüência nas quedas torna o problema de grande relevância na terceira idade.” Jacob Filho e Paschoal (2001) relatam que a queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. De acordo com autor supracitado, a distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso central. 40 Azevedo (2002), ainda relata que nos membros superiores é a fratura de punho a mais freqüente, sendo seguida pelo de úmero. Nos membros inferiores é a fratura de fêmur a mais comum e em geral se deve a quedas. São fraturas que em geral são acompanhadas de sangramento e com freqüência há necessidade de internação e tratamento cirúrgico. A síncope é uma sensação de forte tontura seguida de rápida perda de consciência. O idoso sadio pode ter uma propensão à baixa súbita de pressão arterial ao mudar rapidamente de posição (hipotensão ortostática), como por exemplo, erguer-se de uma cadeira. Esta situação pode ser influenciada pela temperatura ambiente, por um estado febril ou gripal ou pelo uso de remédios. A síncope pode ser devido também a doenças como: problemas de pressão arterial, arritmias cardíacas, insuficiência vascular cerebral, etc. a utilização de drogas antihipertensivas pode levar a síncope como também o uso continuado de determinados remédios, como tranqüilizantes e soníferos, muito freqüentes na terceira idade. Estes últimos são considerados entre os mais importantes fatores que facilitam as quedas. O alcoolismo também é causador de quedas. (AZEVEDO, 2002, p. 2). As principais causas de quedas em idosos estão na dificuldade de movimentação que surgem com a idade, o uso de medicamentos e a coexistência de doenças. As lesões mais freqüentes são as fraturas de membros, e as lesões de pele e dos músculos. Além da fratura o idoso que sofre queda em geral se torna ansioso e amedrontado quanto a outras quedas, a situação gera um estado de espírito negativo. (AZEVEDO, 2002). Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. (JACOBE FILHO; PASCHOAL, 2001, p. 2). 2.5.1 Prevenção de quedas Para Jacobe Filho e Paschoal (2001), os idosos podem ser aconselhados sobre medidas preventivas, como a de não se levantar depressa demais de uma posição horizontal 41 após o repouso, especialmente no escuro. As mudanças de pressão sangüínea levam minutos. Devem também, ser advertido contra movimentos bruscos da cabeça, devido a alterações dos mecanismos de balanço do ouvido interno. Azevedo (2002), explica que a redução no número de quedas entre idosos deve ser conseguida com medidas preventivas energéticas. Estas medidas envolvem programas preventivos multifatoriais, que incluem exercícios físicos e cuidados com relação ao meio ambiente, no sentido de se diminuir os riscos para quedas. Muitas quedas ocorrem em casa e a orientação para medidas contra quedas em casa é muito importante. Azevedo (2002), ainda explica que o primeiro passo na prevenção é a identificação médica dos fatores de risco para as quedas, a presença de hipotensão postural, avaliação da acuidade visual, avaliação da marcha, da cognição e do estado emocional, a identificação dos medicamentos utilizados. A avaliação do estado cardiovascular (arritmias, sopro de carótidas) é fundamental. A prevenção de quedas torna-se um assunto de importância vital na saúde pública pelos prejuízos e morbidade relacionadas a esses eventos. A prevenção primária em algumas situações, como em instituições. Medidas como exercício físico, nutrição, avaliação de riscos domésticos e revisão periódica de medicamentos possuem implicações para aspectos importantes da saúde geral da comunidade. A prevenção secundária é provavelmente uma estratégia mais útil. Lembrando que a pessoa que sofreu uma primeira queda possui mais riscos para uma segunda queda, é geralmente possível identificar um ou mais fatores que aumentam risco. A identificação desses pacientes pode ser realizada no consultório médico generalista, bem como em ambientes de emergência, onde são avaliado algumas características como: mulheres idosas, história de fratura osteoporótica, mobilidade prejudicada evidenciada pelo uso de andador ou bengala, incapacidade de se levantar da cadeira sem auxílio dos braços, marcha instável, distúrbios cognitivos. (FREITAS, et al, 2002, p. 633). A prevenção deve ser ampla e contínua, integrada nas atividades da vida diária, requerendo capacidades aperfeiçoadas de diagnóstico. Por exemplo, tais capacidades, utilizadas quando um paciente idoso caminha, observar a conveniência dos seus calçados (sapatos e roupas desajustados e presos, e dispositivos mecânicos produzem dor e possível quedas).Verificar a capacidade funcional dos membros e do trato respiratório. 42 Azevedo (2002), explica que na terceira idade os acidentes são freqüentes e tendem a ter conseqüências sérias, constituindo a quinta causa de morte na velhice. A principal causa de acidentes desta faixa etária são as quedas, destacando-se a fratura de fêmur como sua principal conseqüência. Figura 5: Modelos de prevenção de quedas. Fonte: JACOBE FILHO, W.; Pascal, S.M P. Alterações de equilíbrio e prevenção de quedas no idoso, 2001. 43 Figura 7: Modelos de prevenção de quedas. Fonte: JACOBE FILHO, W.; Pascal, S.M P. Alterações de equilíbrio e prevenção de quedas no idoso, 2001. 2.6 O exercício físico e o idoso O exercício físico regular traz benefícios diversos à saúde, tais como: aumento do tônus e trofismo musculares, estabilizando a perda de massa óssea, dependendo da idade, diminuição dos níveis de pressão arterial, glicose e colesterol, normalização do peso corporal e diminuição do stress. (ANDERSON, 1998). 44 Para Matsudo (1999), o exercício físico melhora o equilíbrio, melhora a autoeficácia, contribuição na manutenção e/ ou aumento da densidade óssea, ajuda no controle da diabetes, artrite, doença cardíaca, melhora da ingestão alimentar, diminuição da depressão. Figura7: Pratica de exercícios Fonte: JACOBE FILHO, W.; Pascal, S.M P. Alterações de equilíbrio e prevenção de quedas no idoso, 2001. 2.6.1 Característica do exercício físico 2.6.1.1 Intensidade e duração De acordo com American College of Sports Medicine (1994), a programação de exercícios para os idosos pode ser oferecida em três diferentes níveis: um programa baseado primariamente no treinamento supervisionado; aconselhamento e prescrição, seguidos por um programa de exercícios automonitorizados e programação de exercícios baseada na comunidade. Com base na explicação de Gould e Weimberg (2001, p. 407): O exercício de alta intensidade é mais estressante, sobretudo para pessoas que foram sedentárias. As pessoas em programas de caminhada, continuam seus regimes por mais tempo do que pessoas em programas de corrida. Uma atividade de nível moderada é apenas aproximadamente metade da que é encontrada (50%) em relação a exercícios vigorosos. Diminuindo o nível de intensidade e estendendo a duração do exercício, uma pessoa pode alcançar quase os mesmos benefícios de um exercício de alta intensidade. Os melhores resultados parecem vir de um programa de exercício com sessões entre 20 e 30 minutos de duração. Entretanto, para pessoas que não podem dispor desse tempo para exercitar-se, recomenda-se à acumulação de períodos de atividades mais curtos. 45 Segundo Gould e Weimberg (2001, p. 407): A atividade física mais vigorosa carrega um grande risco de lesões. Ao iniciar um programa, muitas pessoas tentam fazer demais nas primeiras vezes e acabam com dores musculares, lesões de tecidos moles ou problemas ortopédicos. Naturalmente, elas encontram nesse tipo de lesão a desculpa que precisam abandonar o exercício. A mensagem para essas pessoas é que é melhor fazer exercícios moderados, como caminhadas ou exercícios aeróbios leves do que entrar em forma em poucas semanas fazendo demais, muito cedo. De acordo com autor supracitado, a intensidade do exercício deve ser mantida em níveis moderados para aumentar a probabilidade de adesão duradoura aos programas. De acordo com American Caleje of Sports Medicine (1994, p. 313), “[...] o objetivo apropriado para muitos idosos é um período de 20 a 40 minutos de exercícios por sessão.” 2.6.1.2 Freqüência American caleje of Sports Medicine (1994), explica que a ênfase sobre atividades mais freqüentes (5 a 7 dias por semanas) é importante. Este aumento na freqüência tem relevância fisiológica para a manutenção da capacidade, assim como da flexibilidade. 2.6.1.3 Progressão Para American College of Sports Medicine (1994), o mais apropriado é progressão gradual dos níveis de atividade. Com o início do exercício, um período de 4 a 6 semanas é geralmente necessário para que indivíduos idosos progridam de um nível de condicionamento moderado para um nível vigoroso. Outras 4 a 6 semanas são freqüentemente necessárias para que se atinja um nível apropriado de manutenção. 2.6.2 Efeitos psicológicos do exercício físico 46 Para Rebelatto e Morelli (2004), o programa de exercício físico tem como objetivo de levar o paciente a alcançar um condicionamento físico satisfatório, melhorar a eficiência dos batimentos cardíacos, comportamentos em atividades esportivas e atividades físicas e a aplicação, proporcionar a vascularização colateral, além de fazer com que o paciente incorpore a atividade física nas suas atividades diárias. Segundo Gould e Weimberg (2001), psicólogos do esporte e do exercício procuram entender e ajudar atletas, física e mentalmente incapacitados, idosos e praticantes em geral a alcançarem um desempenho máximo, satisfação pessoal e desenvolvimento por meio de participações. 2.6.2.1 Exercício físico e alteração do humor Segundo Gould e Weimberg (2001), o humor pode ser definido como um estado emocional ou afetivo de duração variável e impermanente. Para Gould e Weimberg (2001), além da ansiedade e depressão, a relação entre várias formas de exercício e as alterações em estado de humor, tais como diminuição da fadiga, bem como aumentos no vigor, pensamento claro, energia, alerta e uma maior sensação de bemestar. Segundo o autor supracitado, várias hipóteses, tanto psicológicas como fisiológicas, foram propostas para explicar como o exercício funciona para aumentar o bem-estar. Os mecanismos psicológicos e fisiológicos potenciais propostos são os responsáveis pelos efeitos positivos do exercício sobre o bem-estar psicológico. Para Gould e Weimberg (2001), as explicações fisiológicas são: • Aumento no fluxo sanguíneo cerebral; • Mudanças nos neurotransmissores cerebrais (p. ex., norepinefrina, endorfinas, serotonina); 47 • Aumento no consumo máximo de oxigênio e liberação de oxigênio para os tecidos cerebrais; • Reduções na tensão muscular. Segundo Gould (2001), as explicações psicológicas são: • “Dar um tempo” ou esquecer de problemas cotidianos; • Sensação aumentada de controle; • Sentimento de competência e de auto-eficácia; • Interações sociais positivas; • Melhora no autoconceito e na auto-estima. 2.6.3 Qualidade de vida e exercício físico Para Birren e Dieckman (apud REBELATTO e MORELLI, 2004, p. 5): A qualidade de vida é um termo que se refere à avaliação das circunstâncias da vida de um indivíduo, grupo ou população. O conceito de qualidade de vida é complexo e abrange muitas características dos ambientes social e físico, assim como da saúde e do estado interno dos indivíduos. Há dois enfoques de qualidade de vida: um é baseado em autopercepção subjetivas ou internas e outro em medidas objetivas, baseadas em julgamentos externos. Segundo Barbanti (2002), um programa de exercício deve estar dirigido para a melhoria da capacidade física do indivíduo, induzindo, eventualmente, em uma diminuição dos efeitos deletérios resultantes do processo de envelhecimento; conseguindo maximizar o contato social, procurando reduzir os problemas psicológicos, como ansiedade e depressão características deste grupo. A sua independência no plano da autonomia e da independência funcional tão necessárias à manutenção integral, por parte do sujeito, da sua plena cidadania e condição humana. Anderson (1998), explica que a saúde e a qualidade de vida dos idosos, mais que em outros grupos etários, sofrem a influência de múltiplos fatores físicos, psicológicos, sociais 48 e culturais. Assim, avaliar e promover a saúde do idoso significa considerar variáveis de distintos campos do saber, numa atuação interdisciplinar e multidimensional. Segundo Barbanti (2002), as pessoas idosas fisicamente ativas, tendem a revelar atitudes positivas perante o trabalho, têm melhor saúde, revelam maior capacidade em enfrentar o estresse e a tensão. De acordo com Berger (apud BARBANTI, 2002), o exercício está também associado ao aumento da alegria, da auto-eficácia, do auto-conceito, da auto-estima, da imagem corporal e da qualidade de vida. Segundo Barbanti (2002, p. 186). A atividade física surge, deste modo, como um elemento importante para o desenvolvimento da auto-valorização, uma vez que os idosos ao perceberem que estão fisicamente capazes, vivem um sentimento de competência que os leva a acreditar na própria capacidade de realizar tarefas, a serem mais persistentes frente a possíveis insucessos ou situações potencialmente desvantajosas. 2.6.4 A Caminhada e o idoso A atividade física é capaz de beneficiar pessoas de todos os grupos etários, mas ela é especialmente importante para a saúde das pessoas da terceira idade. Para que o resultado seja favorável deve-se enfocar exercícios que atendam as necessidades físicas, sociais, e psíquicas do participante. O exercício físico na terceira idade proporciona o bem estar físico e mental e a auto confiança, por meio do domínio do corpo aumentando a disposição e maior mobilidade articular. Conforme Mazo, Lopes e Benedetti (2001, p. 153): A caminhada é uma atividade física natural, pois os movimentos fazem parte das atividades da vida diária das pessoas. Ela pode ser praticada com objetivo de promoção de saúde, condicionamento físico, lazer, promovendo benefícios á saúde, sensação de bem estar, melhoria da auto estima, auto imagem, e outros. Pode ser praticada por pessoas de faixas etárias diversas e em meio ambiente variado. 49 Segundo os autores acima, a caminhada é uma atividade física aeróbia, que deve ser praticada regularmente, três a cinco vezes por semana, com duração de 30 minutos ou mais, conforme a condição física inicial e o tipo de atividade. Para se atingir o ganho com a caminhada deve-se caminhar sempre, mas não em excesso. Para Lima (1998), a caminhada é uma atividade física que utiliza o movimento básico automatizado pelo homem, a marcha, ela se distingui da corrida por manter sempre um dos pés em contato com o solo e não ocasionar grande impacto. A caminhada gera impacto dos membros inferiores iguais ao peso corporal do indivíduo. Ainda Mazo, Lopes e Benedetti (2001), concluem que em relação aos idosos, a caminhada deve ser recomendada como parte dos programas de atividade física por ser um movimento natural, de fácil realização e de ótimos resultados na prevenção de doenças crônicas degenerativas e para um envelhecimento com autonomia e capacidade funcional. Segundo Nahas (2001), para melhorar e manter a aptidão física e a saúde, uma pessoa precisa desenvolver o músculo cardíaco e os de mais componentes de sistema cardiorrespiratório. Os exercícios que se prestam a este desenvolvimento orgânico são chamados aeróbios, e incluem atividades de média e longa duração, e intensidade moderada a vigorosa, de caráter dinâmico e rítmico, como a caminhada, a corrida, o ciclismo, o remo , a natação, as danças, e a ginástica aeróbia Segundo Rodrigues e Diogo (2000, p. 43): A atividade física e a movimentação são funções vitais e essenciais do homem, que podem vir a ser comprometidas diante de situações acidentais de quedas ou traumas, bem como decorrentes de doenças agudas ou crônicas que afetam as funções de movimentação muscular. A independência do idoso para atividade física e a movimentação implica que a pessoa adote conduta de cuidado pessoal e de atenção ao meio ambiente. Esta atenção envolve também outras pessoas da família ou amigos. Sociológicos, psicológicos, e funcional. O sociológico está relacionado ao tempo livre que a pessoa dispõe para ter as suas relações sociais, econômicas, familiares A atividade física pode ser conceituada sob três aspectos. O psicológico diz respeito à importância da atividade física para a própria pessoa, por exemplo caminhar. O funcional refere-se à capacidade da pessoa para o desenvolvimento da atividade física. (RODRIGUES, 2000, p. 253). 50 Rebelatto e Morelli (2004, p. 357), explicam que “As indicações do condicionamento físico incluem: indivíduos aparentemente sadios; portadores de fatores de risco de doença coronária aterosclerótica (tabagismo, HA, dislipemia, diabetes mellitus, obesidade, sedentarismo e outros).” 51 3 DELINEAMENTO DA PESQUISA Gil (2002) diz que, delineamento refere-se ao planejamento da pesquisa em sua dimensão mais ampla envolvendo tanto a sua diagramação quanto a sua previsão de análise e previsão dos dados. 3.1 Caracterização da pesquisa Esta pesquisa teve como objetivo de avaliar a prevalência de quedas em indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos de idade, relacionados com fatores extrínsecos e intrínsecos, que estão associados com a qualidade de vida, de cada indivíduo. De acordo com Cervo e Bervian (1996), a pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis sem manipulá-los). Procura descobrir com a precisão possível, a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características. Busca conhecer diversas situações e relações que ocorrem na vida social, política, econômica e demais aspectos do comportamento humano, tanto do indivíduo tomando isoladamente como de grupos e comunidades mais complexas. 3.2 População/ Amostra A população desta pesquisa foi composta por 25 indivíduos de ambos os gêneros. 52 Na amostra fizeram parte deste estudo 25 indivíduos, sendo que 19 são do gênero feminino e 6 são do gênero masculino, a faixa etária entre eles varia de 60 a 79 anos de idade, que praticam exercícios físicos regular sem restrição de gênero e que participam do projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL” do curso de Fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. A caminhada é realizada no período vespertino de segunda à sexta-feira, na pista de caminhada da UNISUL, Campus Tubarão, sendo monitorada por 8 acadêmicos de fisioterapia. O Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, tem como objetivo de prevenir e tratar problemas como obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, cardiopatias, melhorar a qualidade de vida dos participantes através da prática de exercícios físicos. O projeto de extensão tem como recurso, além da caminha, a hidroterapia, os participantes poderão praticar a hidroterapia duas vezes por semana. 3.3 Instrumento utilizado para a coleta de dados Com a finalidade de fazer cumprir os objetivos geral e específicos deste estudo, foi utilizado uma entrevista individual contendo perguntas abertas e fechadas, conforme Apêndice C. Para a utilização da entrevista, foi realizado um processo de validação de conteúdo 10 (dez) profissionais relacionados a área a ser pesquisada, entre eles estão: seis fisioterapeutas; dois médicos geriatras; um psicólogo; uma professora de educação física. A validação teve como objetivo avaliar o conteúdo proposto na entrevista. Bem como questionar profissionais de diferentes áreas para melhor aplicação desta pesquisa, através da coleta de dados. O índice de validação de conteúdo do referido instrumento foi de 9,1. 53 3 .4 Procedimentos utilizados na coleta de dados Foram utilizados os seguintes procedimentos: 1) apresentação da autora da pesquisa, para os participantes da mesma, bem como a permissão da representante do grupo ou coordenador do projeto. 2) Apresentação do termo de consentimento (Apêndice A), para cada entrevistado e voluntariamente a assinatura do mesmo. 3) Realização da entrevista individualmente com cada participante do estudo, antes ou após o exercício físico: caminhada (segunda-feira a sexta-feira, das 18:00 as 19:00 hs) e/ou piscina (quarta e sexta-feira, das 17:00 as 18:00 hs). 4) Em seguida entregar as orientações ambientais (Anexo A) para cada entrevistado. 5) Agradecimento pela participação. 54 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Neste capítulo serão apresentados os resultados obtidos através das entrevistas realizadas no Projeto de Extensão “Caminhar com a UNISUL,” no período de abril a maio de 2005. Tendo como critério de inclusão, participantes do projeto com idade igual ou superior a 60 anos de idade, ambos os gêneros. As entrevistas foram realizadas com o objetivo de analisar a prevalência de quedas em idosos que praticam exercício físico regular no projeto de extensão “Caminhar com a Unisul”. Segundo S antiago et al (2004), a queda é um evento não intencional que tem como resultado a mudança de posição do indivíduo para um nível mais baixo em relação à sua posição inicial, sendo um problema crescente em uma população que envelhece. Ainda Carvalhes (apud SANTIAGO, 2004), comenta que as quedas ocorrem com maior freqüência em casa, durante atividades habituais como caminhar ou mudar de posição. 4.1 Caracterização da população Os dados a seguir foram coletados a partir da entrevista elaborada pela pesquisadora. Os sujeitos de pesquisa foram entrevistados quanto à escolaridade, moradia, patologias, sistema musculoesquético, medicamentos, prática de exercícios físicos, quedas e seus mecanismos. Os itens referentes às patologias, sistema musculoesquético, medicamentos, 55 prática de exercícios físicos, quedas e seus mecanismos serão analisados mais adiante no presente capítulo. Em relação à escolaridade, entre os 25 entrevistados, 1 não é alfabetizado. No item moradia, 22 entrevistados moram em casa, dentre eles 8 possuem escadas sem corrimão e 3 entrevistados moram em apartamento e fazem uso de escadas sem corrimão. Todos os entrevistados possuem uma estrutura firme para alcançar lugares altos (banco e escada). 4.1.1 Gênero Percentual da População 76% 80 70 60 50 40 24% Masculino Feminino 30 20 10 0 Sexo Gráfico –1: Perfil do sexo da população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Conforme observa-se no gráfico acima referente ao gênero, dos entrevistados que participam do projeto de extensão, a grande maioria foi do sexo feminino com um total de dezenove (76%). Seis eram do sexo masculino, o que corresponde a um percentual de 24%. Como o maior percentual dos entrevistados foi do gênero feminino, percebe-se uma realidade de que ainda a população feminina, pratica em maior número exercícios físicos. As mulheres procuram melhorar sua qualidade de vida, enquanto os homens preferem ficar mais acomodados. Para tal, elas procuram realizar mais atividades de lazer, como exercícios físicos, danças, cursos de pinturas, aumentando assim sua auto-estima. 56 4.1.2 Faixa etária Percentual da População 40 35 40 32 30 60-65 20 25 65-70 20 70-75 15 8 75-80 10 5 0 Perfil de idade Gráfico –2: Perfil de Idade da população entrevistada no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Dos indivíduos entrevistados, doze tinham entre sessenta a sessenta e cinco anos de idade (40%). Com idade entre sessenta e cincos e setenta anos, o número de participantes corresponde a seis (32%). Já entre setenta e setenta e cinco anos de idade, foram cinco indivíduos (20%). E dois (8%) tinham entre setenta e cinco a oitenta e nove anos de idade. Para Pickles et al (1998), a população da terceira idade para homens está numa faixa etária acima de 65 anos e mulheres acima de 60 anos, onde começa a fazer jus a aposentadoria oficial. Em contrapartida, a Lei 8.842/94, descritos no capítulo 2º, caracteriza a faixa etária dos idosos a partir de 60 anos de idade para ambos os gêneros. O Estatuto do idoso, criado em outubro de 2003, também determina a mesma faixa etária prevista na referida Lei. Cerqueira e Oliveira (2002) explicam que proporcionalmente, a faixa etária de 60 anos ou mais é a que mais cresce. Projeções estatísticas da Organização Mundial de Saúde (apud CERQUEIRA E OLIVEURA, 2002) evidenciam que os idosos no Brasil, no período de 1950 a 2025 deverão ter aumentado em 15 vezes, enquanto o restante da população em cinco. Assim, o Brasil será o 6.o país quanto ao contingente de idosos em 2025 devendo ter cerca de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos. 57 4.1.3 Patologia 60 52% Percentual da População 50 36% 2 patologias 40 1 patologias 30 20 12% Não tem 10 0 Ocorrência de Patologias Gráfico – 9: Perfil de ocorrência de patologias encontradas na população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Em relação às patologias analisadas neste estudo com os vinte e cinco participantes, 52% (13 entrevistados) apresentam duas patologias distintas (hipertensão e osteoporose). 36% (9 entrevistados) apresentam uma patologia (hipertensão). E 12% (3 entrevistados) não apresentam nenhuma patologia. Muitas das enfermidades presentes na velhice podem influenciar a função motora. Entre elas destacam-se as afecções neuromusculares e articulares, que devido à dor e outros sintomas produzem diretamente alterações na locomoção. De acordo Duarte e Diogo (2000), na velhice podem ocorrer aumento da instabilidade postural, transtornos do vestíbulo (órgão do sentido do equilíbrio situado no ouvido interno que recolhe a informação relacionada com a posição do corpo no espaço e movimentos que realiza), levando a perda da noção da posição no espaço, podendo provocar medo e sensação de desconforto no idoso a cada vez que se movimenta. Fabrício et al (2004), relatam a relação entre queda e doenças já diagnosticadas. Esses autores referem a queda como um fator preditório de algo errado com a saúde do idoso, podendo indicar a eminência de uma doença ainda não diagnosticada. Muitas doenças 58 infecciosas em idosos apresentam-se clinicamente atípicas, podendo ser a queda primeiro indício. 4.1.4 Medicamentos 44% Percentual da População 12 10 Tomam 1 tipo de medicamento 8 6 Tomam 2 tipo de medicamento 24% Tomam 3 tipo de medicamento 16% 12% 4 2 4% Tomam 4 tipo de medicamento Não Tomam 0 Ocorrência no uso de medicamentos Gráfico – 6: Perfil de utilização de medicamentos pela população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Dos vinte e cinco participantes entrevistados 12% (03 entrevistados) não fazem uso de medicamentos. Cerca de 88% (22 entrevistados) referiram estar usando regularmente pelo menos um tipo de medicação. Sendo que 16% (04 entrevistados) usavam um medicamento, 44% (11 participantes) usavam dois medicamentos e 24% (06 entrevistados) usavam três, sendo 4% (01 entrevistado) usavam quatro concomitantemente. De acordo com a literatura, verificou-se que os medicamentos podem interferir na qualidade de vida dos idosos, aumentando os riscos de quedas e acidentes domiciliares. Para Duarte e Diogo (2000, p. 161), “o uso de medicamentos, sedativos, ansiolíticos, antipsicóticos, diuréticos e hipotensores podem alterar a mobilidade, diminuir a motivação para esta atividade e causar sensação de fraqueza e hipotensão ortostática.” De acordo Jacobe Filho e Paschoal (2001), “os remédios são causa muito comuns de quedas nas pessoas com mais de 60 anos. Os idosos tendem a apresentar várias doenças 59 crônicas concomitantes e por isso usam várias medicações ao mesmo tempo em que podem aumentar o risco de quedas”. 4.1.5 Visão 92% Percentual da população 25 Não tem dificuldade 20 15 10 8% Tem dificuldade 5 0 Ocorrência de problemas de visão Gráfico – 7: Perfil de ocorrência de problemas de Visão encontrados na população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Dos vinte e cinco participantes. 2 entrevistados (8%) não apresentaram deficiência visual, enquanto o restante (23 entrevistados) relatou ter uma alteração, e os mesmos fazem uso de óculos contínuo. Dentre os problemas identificados, dezenove entrevistados apresentam miopia, dois apresentam hipermetropia e dois glaucoma. A visão é um dos fatores que podem interferir na qualidade de vida do idoso. Se o idoso apresentar deficiência visual significativa, pode estar mais propenso a quedas, por exemplo, através de meios de locomoção, a pé, ou por meio de transportes públicos. Segundo Duarte e Diogo (2000), o processo de envelhecimento está associado a várias manifestações no globo ocular, algumas das quais são responsáveis por alteração na visão. A queda na função visual, conforme a sua intensidade interfere para as atividades da vida diária, para a inter-relação no meio social e até mesmo, para o cuidado da saúde. 60 4.1.6 Audição 80% percnetual da população 20 15 Não tem dificuldade 20% 10 Tem dificuldade 5 0 Ocorrência de Problemas de Audição Gráfico – 8: Perfil de ocorrência de problemas de Audição encontrados na população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Em relação aos problemas auditivos, dos vinte e cinco entrevistados, 80% (20 entrevistados) não apresentam deficiência e 20% (05 entrevistados) possuem déficit auditivo, sendo que desses, um utiliza aparelho auditivo. O déficit auditivo apresenta-se de forma lenta e progressiva e pode ser compensado pelos seus portadores, sem que percebam, até que os sintomas interfiram na capacidade de comunicação, na vida familiar e nas atividades sociais. A presbiacusia é a perda auditiva associada ao envelhecimento, que segundo Duarte e Diogo (2000, p. 218), “[...] é um termo global que inclui a diminuição da sensibilidade causada por alterações periféricas da cóclea e a dificuldade na compreensão de informações por prejuízo do processo auditivo central”. 4.1.7 Exercícios físicos 61 92% Percentual da população 100 80 2 atividade 60 3 atividade 40 8% 20 0 Diferenciação dos exercícios físicos Gráfico – 5: Perfil de diferenciação dos exercícios físicos realizados pela população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Dentre os tipos de exercícios físicos 92 % (23 entrevistados) praticam dois tipos de exercícios (caminhada e hidroterapia) e 8% (02 entrevistados) praticam três exercícios físicos (caminha, hidroterapia e academia). Os vinte e cinco entrevistados realizavam exercícios físicos num período de 40 minutos, com intensidade leve. O exercício físico atua como prevenção de possíveis quedas proporcionando uma melhor qualidade de vida, levando o idoso a ter maior base de equilíbrio e mais segurança em determinados obstáculos. A prática de exercício físico regular é uma forma de prevenir quedas em pessoas idosas. Idosos sedentários possuem menor mobilidade e maior propensão a quedas, quando comparado com idosos que praticam exercícios físicos regular. Os indivíduos com idade avançada ao praticarem algum tipo de exercício físico com regularidade, apresentam uma melhor adaptação nas atividades diárias, além de maior resistência ao estresse emocional, auxiliando na saúde e também tendo uma vida ativa. Conforme Guimarães (2004), o risco de quedas pode ser minimizado com a prática de exercícios físicos. O exercício físico tem sido como fator de melhora da saúde global do idoso, 62 sendo seu incentivo, uma importante medida de prevenção das quedas, oferecendo aos idosos maior segurança na realização de suas atividades de vida diária, além disso, o exercício proporciona aumento do contato social, diminui os riscos de doenças crônicas, melhora a saúde física e mental, garante a melhora da performance funcional e conseqüentemente, leva a uma maior independência, autonomia e qualidade de vida do idoso. 4.1.8 Episódios de quedas 60 Percentual da População 60 40 50 Sim Não 40 30 20 10 0 Episódio de quedas Gráfico – 3: Perfil de episódio de quedas na população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Dos vinte e cinco participantes entrevistados, 60% (13 entrevistados) apresentaram algum episódio de queda, sendo dois (02) entrevistados do gênero masculino e onze do gênero feminino. Destes, dois tiveram episódios de queda antes de iniciar os exercícios físicos e onze entrevistados, após iniciar os exercícios físicos. 40% (12 entrevistados) não apresentaram nenhuma ocorrência de queda. Segundo Guimarães (2004), a queda é definida como uma falta de capacidade para corrigir o deslocamento do corpo, durante seu movimento no espaço. As quedas entre pessoas 63 idosas constituem um dos principais problemas clínicos e de saúde pública devido a sua alta incidência, às conseqüentes complicações para a saúde e aos custos assistenciais. De acordo com Fabrício (2004), queda pode ser definida com um evento não intencional que tem como resultado a mudança de posição do indivíduo para um nível mais baixo, em relação a sua posição inicial. 4.1.9 Mecanismos de quedas percentual da população 54 53,84% 52 50 46,15% 48 Escorregou Tropeçou 46 44 42 Mecanismos de quedas Gráfico – 9: Perfil dos mecanismos que contribuíram para as quedas na população entrevista no Projeto de extensão “Caminhar com a UNISUL”, no período de abril a maio de 2005. Fonte: Dados coletados pela pesquisadora (2005). Em relação ao mecanismo de queda, dentre os participantes entrevistados, 53, 84% sete (07) escorregaram, 46, 15% seis (06) tropeçaram. Segundo Cunha (2004), alguns cuidados em casa devem ser tomados para evitar uma queda: evitar tapetes e pisos escorregadios, não usar chaves na porta do banheiro, usar telefones próximo à cama e luzes de cabeceira fixas, não andar de meias, manterem a casa iluminada, instalar corrimão nas escadas e banheiros, para o apoio. 64 O mecanismo de queda analisado neste estudo, foi o fator extrínseco, que está relacionado com ambientes como: tapetes soltos, degraus, escada sem corrimão, dentre outros. As causas de quedas em idosos podem ser variadas e estar associadas. Os fatores responsáveis por elas têm sido classificados na literatura como: intrínsecos, ou seja, decorrentes de alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, a doenças e efeitos causados por uso de fármacos, e como extrínsecos, fatores que dependem, de circunstancias sociais e ambientais que criam desafios ao idoso. Geralmente, problemas com ambiente são causados por eventos ocasionais que trazem risco ao idoso, principalmente aqueles que já apresentam alguma deficiência de equilíbrio e marcha. Devem ser consideradas situações que propiciem escorregar, tropeçar, pisar em falso, trombar (em objetos ou pessoas e animais). Os problemas com ambiente serão mais perigosos quanto maior for o grau de vulnerabilidade do idoso e a estabilidade que este problema poderá causar. Geralmente os idosos não caem por realizar atividades perigosas (subir em escadas ou cadeiras), e sim em atividades rotineiras. Causas ambientais são as mais freqüentes. (FABRÍCIO et al, 2004, p.6). De acordo com Cunha (2004), as causas extrínsecas de quedas são condições relacionadas às circunstâncias ambientais vivenciadas pelo idoso. A maioria das quedas que ocorrem no ambiente doméstico se deve a fatores como pisos úmidos, encerados ou irregulares, tapetes soltos ou desfiados, obstáculos no chão, iluminação deficiente, ambientes monocromáticos, cama de altura inadequada, móveis frágeis, cadeiras e vasos sanitários baixos e sem apoio lateral, escadas sem corrimão e/ou com degraus não apropriados, falta de apoio nos boxes de banheiro e calçados inadequados. Quedas sofridas no ambiente externo costumam ocorrer em função de calçadas em mau estado de conservação, tráfego excessivo, sinalização deficiente e falta de adaptação dos meios de transporte e de acessos para pessoas com deficiência. Dos vinte e cinco entrevistados, doze responderam que não tem medo de cair, já os outros trezes entrevistados tem medo de cair, independente de realizar exercício físico ou não. 65 Todos os vinte e cinco relataram que a caminhada e outros exercícios físicos que sejam praticados auxilia melhorando em suas atividades cotidianas. Dos vinte e cinco entrevistados, doze responderam que tinham conhecimento e informação de como evitar uma queda, já treze dos participantes receberam informação através de palestra educativa oferecida pelo projeto que participam. 66 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O envelhecimento é um aspecto biológico natural que ocorre com cada indivíduo, podendo estar associado a importantes alterações estruturais e funcionais. É importante uma maior atenção nos cuidados primários relacionados à saúde, especialmente em relação às quedas. A prática de exercício físico regular é uma forma de prevenir tais acidentes, uma vez que garante uma melhor condição psicofísica do individuo. Com a realização deste estudo foi possível evidenciar a importância da prática do exercício físico como garantia de melhora da qualidade de vida do idoso, uma vez que os mecanismos de queda foram por fatores extrínsecos. O exercício físico também influencia no estilo de vida dos idosos, pois proporciona uma maior interação social, aumento da autoestima, além da prevenção de quedas por fatores intrínsecos. O exercício fisco melhora o equilíbrio, melhora a auto-eficácia, contribuição na manutenção e/ ou aumento da densidade óssea, dependendo da idade do idoso, ajuda no controle da diabetes, artrite, doença cardíaca, melhora da ingestão alimentar, diminuição da depressão. É relevante ressaltar a importância de medidas preventivas que contribuem para a redução das quedas em idosos. Uma das formas de prevenir é através de orientações sobre a importância do exercício físico e dos principais fatores de risco que levam à queda. 67 REFERÊNCIAS AMANCIO, A. Clínica geriátrica. São Paulo: Atheneu, 1975. AMERICA COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Prova de esforço físico e prescrição de exercícios. Rio de Janeiro: Reuimter, 1994. ANDERSON, M. I. P.; et al. 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Porto Alegre: Artmed, 2000. 70 Anexo 71 Anexo A Orientações ambientais 72 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA - UNISUL CURSO DE FISIOTERAPIA ALGUMAS SUGESTÕES PARA MODIFICAÇÕES AMBIENTAIS QUANDO NECESSÀRIO 1) Não encerar o chão para evitar que fique escorregadio. 2) Pisos escorregadios podem ser melhorados colocando-se pequenas faixas de lixa de parede, com as partes ásperas voltadas para cima, nos locais de passagem ou usando tintas antiderrapantes especiais para pisos. 3) Evitar o uso de tapetes, principalmente com bordas, pois podem deslizar sobre pisos lisos e enroscar os pés ao mudar o passo, provocando quedas. 4) Em banheiros, utilizar somente tapetes de borracha, de preferência sem franjas. 5) Verificar se a iluminação é suficiente em todos os cômodos, evitar caminhar em ambientes escuros. 6) No quarto, ou próximo a este, o uso de um abajur, auxilia principalmente, aqueles idosos que necessitam levantar várias vezes durante á noite para ir ao banheiro. 7) Utilizar corrimão em escadas, de preferência ambos os lados. 8) Evitar o uso de chinelos soltos e com solas lisas, mesmo dentro de casa, pois além de facilitar quedas, o uso contínuo desse tipo de calçado pode trazer deformidade aos pés. 9) Verificar se não há móveis estragados, como: pés, bancos, encostos soltos ou em locais que possam estar dificultando a passagem. 10) Procurar eliminar buracos ou saliências no acesso a casa ou quintal. 11) Manter o ambiente ventilado com as janelas abertas. 12) Evitar a presença de pequenos animais dentro de casa, como (cães, gatos) eles poderão favorecer quedas ao passar diante do idoso. 13) A colocação de barras de apoio nas paredes próximas ao vaso sanitário e ao chuveiro pode melhorar a independência do idoso e dar mais segurança, facilitando o trabalho de quem o auxilia. Caso possua banheira, e mais seguro utilizar um chuveirinho e banhar-se do lado de fora da banheira. 73 Apêndices 74 Apêndice A Termo de consentimento 75 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA CURSO DE FISIOTERAPIA TERMO DE CONSENTIMENTO Eu________________________________________________________ permito que o grupo de pesquisadores relacionados abaixo obtenha fotografia, filmagem ou gravação de minha pessoa para fins de pesquisa científica ou educacional. Eu concordo que o material e informações obtidas relacionadas à minha pessoa possam ser publicados em aulas eventos ou periódicos científicos. Porém à minha pessoa não deve ser identificada, tanto quanto possível, por nome ou qualquer outra forma. Os dados ficarão sob a propriedade do grupo de pesquisadores pertinentes ao estudo e sob sua guarda. Sendo assim concordo plenamente e para tornar válido o presente estudo assino-o conscientemente. Nome do participante da pesquisa:_____________________________________________ RG:_____________________________________________ Assinatura:_____________________________________________ Equipe de pesquisadores: ________________________________________________________ Profª Rita de Cássia Clark Teodoroski _________________________________________________________ Acadêmica: Ivonete da Silva Data e local: ______/____/____. 76 Apêndice B Validação da entrevista e Entrevista 77 Validação do conteúdo da entrevista 1) Dados de identificação Nome:___________________________________________________________________ Idade: _________ Data de nascimento: _____/_____/_____ Sexo: M( ) F( ) Estado Civil: ( ) Solteiro ( ) Casado ( ) Viuvo ( ) Divorciado ( ) Outros Profissão anterior:_________________________________________________________ Ocupação atual:__________________________________________________________ pouco válido inválido 0 1 2 3 4 5 2 ) Escolaridade Alfabetizado: Sim ( ) Não ( ) Ensino fundamental: ( 1º a 4º Série) completo Ensino fundamental: (5ºa 8° Série) completo Ensino médio : (1° a 3° Série) completo Ensino superior: completo inválido 0 1 válido 6 ( ( ( ( 7 ) ) ) ) incompleto incompleto incompleto incompleto pouco válido 2 3 4 5 8 ( ( ( ( 9 10 9 10 9 10 ) ) ) ) válido 6 7 8 3) Moradia Casa ( ) Apartamento ( ) Tem escadas: ( ) Sim ( ) Não Escadas tem corrimão: ( ) Sim ( ) Não Corrimão em ambos os lados: ( ) Sim ( ) Não Inválido 0 1 pouco válido 2 3 4 5 válido 6 7 3.1) Dispõe de um banco firme para alcançar lugares altos: Inválido 0 1 pouco válido 2 3 4 5 8 ( ) Sim ( ) Não válido 6 7 8 9 10 4 ) Patologias 4.1 ) Possui algum tipo de patologia ? ( ) Sim ( ) Não ( ) Hipertensão arterial sistêmica ( ) Diabetes ( ) Cardiopatias, __________________________________________________________ ( )Pneumopatias ( )Asma ( ) Bronquite ( ) Enfisema ( ) Ortopédicas ( )Artrose ( ) Artrite ( ) Osteoporose ( )Reumatológica ( ) Fibromialgia 78 ( ) Neurológicas ( ) AVC_______________________________________________ ( ) Outra (s)______________________________________________________________ Inválido 0 1 pouco válido 2 3 4 5 válido 6 7 8 9 10 5 ) Possui problema de audição: ( ) Sim ( ) Não Qual:_____________________________________________________________________ ( ) Surdez ( ) zumbidos ( ) Outros Usa aparelho: ( ) Sim ( ) Não pouco válido Inválido 0 1 2 3 4 5 válido 6 7 8 9 10 6) Possui problema de visão: ( ) Sim ( ) Não ( ) Miopia ( ) Estrabismo ( ) Astigmatismo ( ) Outro(s):________________ Usa óculos: ( ) Sim ( ) Não Inválido 0 1 pouco válido 2 3 4 5 válido 6 7 8 9 10 7) Sistema musculoesquelético Utiliza algum acessório para auxiliar na marcha: ( ) Sim ( ) Não Qual: ( ) Andador ( ) Muletas ( ) Bengalas ( ) Próteses de MMII ( ) Caminha com ajuda de outra pessoa ( ) Ausência de um membro ( ) Outro (s):_____________________________________________________________ pouco válido Inválido 0 1 2 3 4 5 válido 6 7 8 9 10 8) Medicamentos 8.1 ) Faz uso de medicamentos: ( ) Sim ( ) Não Qual (is):__________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ Inválido pouco válido válido 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 9 ) Prática de exercícios Realiza algum tipo de exercício físico? ( ) sim ( ) não Qual:_____________________________________________________________________ 79 Inválido 0 1 pouco válido 2 3 9.1 ) Com que freqüência: ( ) 1 vez por semana ( ) 2 vezes por semana ( ) 3 vezes por semana Inválido 0 1 4 5 válido 6 7 ( ) 4 vezes por semana ( ) 5 vezes por semana 8 3 4 5 10 ( ) 6 vezes por semana ( ) 7 vezes por semana pouco válido 2 9 válido 6 7 8 9 10 9 10 9 10 9.2 ) Durante quanto tempo: ( ) 30 minutos ( ) menos de 30 minutos ( ) mais de 30 minutos ( ) acima de 60 minutos Inválido 0 1 pouco válido 2 3 4 5 válido 6 7 8 9.3 ) Intensidade: ( ) Leve ( )Moderada ( ) Intenso Leve: consegue falar após o exercício ( ) Sim ( ) Não Moderado: fala mas sente-se cansado ( ) Sim ( )Não Intenso: não consegue falar ( )Sim ( ) Não Inválido 0 1 pouco válido 2 3 4 5 válido 6 7 8 10) Quedas Teve algum episódio de quedas ? ( ) Sim ( ) Não Como:_______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ QUANDO:________________________________________________________________ Local da queda:____________________________________________________________ Inválido 0 1 pouco válido 2 3 4 5 válido 6 7 8 9 10 10.1 ) Quais os sintomas identificados antes da queda: ( ) tonturas ( ) náuseas ( ) taquicardia ( ) debilidade de um lado do corpo ( ) dificuldade na fala / ou fala atrapalhada ( ) debilidade repentina de ambas as pernas ( ) Outro (s):_____________________________________________________________ 80 Inválido 0 1 pouco válido 2 3 10.2) Tem medo de cair? Inválido 0 1 4 ( ) sim 5 válido 6 7 3 4 0 1 5 6 7 pouco válido 2 3 4 10 9 10 válido 8 10.3 ) Você já recebeu alguma informação de como evitar a queda? Inválido 9 ( ) não pouco válido 2 8 5 ( ) sim ( ) não válido 6 7 8 9 10 11) Mecanismo de queda: ( ) Tropeçou ( ) Escorregou ( ) Parada rápida ( ) giro da cabeça ( ) levantou da cadeira rapidamente ( ) outro (s):______________________________________________________________ Na sua opinião, a prática de exercício físico regular contribui para a diminuição das quedas?______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ pouco válido inválido 0 1 2 3 4 5 válido 6 7 8 9 10 81 Entrevista 1) Dados de identificação Nome:____________________________________________________________________ Idade: __________ Data de nascimento: ______/_____/_____ Sexo M( ) F( ) Estado Civil: ( ) Solteiro ( ) Casado ( )Viuvo ( )Divorciado ( ) outros Aposentado: Sim ( ) Não ( ) Há quanto tempo:____________________ Profissão anterior:_________________________________________________________ Ocupação atual:___________________________________________________________ 2) Escolaridade Alfabetizado: Sim ( ) Não ( ) Ensino fundamental: ( 1º a 4º Série) completo Ensino fundamental: (5ºa 8° Série) completo Ensino médio : (1° a 3° Série) completo Ensino superior: completo Pós-graduado ( ) Especialista ( ) ( ( ( ( ( ) incompleto ( ) incompleto ( ) incompleto ( ) incompleto ( )Mestre Doutor ( ) ) ) ) ) 3) Moradia Casa ( ) Apartamento ( ) Tem escadas: ( ) Sim ( ) Não Dentro e fora de casa: Escadas tem corrimão: ( ) Sim ( ) Não Corrimão em ambos os lados: ( ) Sim ( ) Não 3.1) Dispõe de uma estrutura firme para alcançar lugares altos: ( ) Sim ( ) Não Necessita flexionar os joelhos para alcançar lugares baixos: ( ) sim ( )Não 4 ) Patologias 4.1 ) Possui algum tipo de doença: ( ) Sim ( ) Não ( ) Hipertensão arterial sistêmica ( ) Diabetes ( ) Cardiopatias,__________________________________________________________ ( )Pneumopatias ( ) Asma ( ) Bronquite ( )Enfisema ( ) Ortopédicas ( ) Artrose ( ) Artrite Reumatoide ( ) Osteoporose ( )Reumatológica ( ) Fibromialgia ( ) Neurológica ( ) AVC ( ) Parkinson ( ) Vasculares ( ) Ùlceras ( ) Flebite ( ) Varizes ( ) Outra (s)_____________________________________________________________ 5)Possui problema de audição: ( ) Sim ( ) Não Qual:_____________________________________________________________________ ( ) Surdez ( ) zumbidos ( ) Outros Usa aparelho: ( ) Sim ( ) Não 6) Possui problema de visão: ( ) Sim ( ) Não ( ) Miopia ( ) Estrabismo ( )Astigmatismo Usa lentes corretivas ( óculos): ( ) Sim ( ) Não 82 7) Sistema musculoesquelético Utiliza algum acessório auxiliar para caminhar : ( ) Sim ( ) Não Qual: ( ) Andador ( ) Muletas ( ) Bengalas ( ) Caminha com ajuda de outra pessoa ( ) Outro(s):______________________________________________________________ 8) Medicamentos 8.1 ) Faz uso de medicamentos: ( ) Sim ( ) Não Qual(is):_____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ( ) Alopáticos ( ) Homeopáticos ( )Fitoterápicos Toma o(s ) medicamento(s) no horário previsto: ( ) sim ( ) Não Se a resposta for negativa, por que não?_________________________________________ 9) Prática de exercícios Realiza algum tipo de exercício físico ? ( ) Sim ( ) Não Qual:_____________________________________________________________________ 9.1 ) Com que freqüência: ( ) 1 vez por semana ( ) 2 vezes por semana ( ) 3 vezes por semana ( ) 4 vezes por semana ( ) 5 vezes por semana ( ) 6 vezes por semana ( ) 7 vezes por semana 9.2 ) Durante quanto tempo: ( ) 30 minutos ( ) menos de 30 minutos ( ) mais de 30 minutos ( ) acima de 60 minutos 9.3 ) Intensidade: ( ) Leve ( ) Moderada ( ) Intenso Leve: Consegue falar após o exercício ( ) Sim ( ) Não Moderada: fala, mas sente-se cansado ( ) Sim ( ) Não Intenso: Não consegue falar após o exercício ( ) Sim ( ) Não 10) Quedas Teve algum episódio de quedas ? ( ) Sim ( ) Não Como:_______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Quando:__________________________________________________________________ Local da queda:____________________________________________________________ 10.1 ) Quais os sintoma identificados antes da queda: ( ) tonturas ( ) náuseas ( ) taquicardia ( ) debilidade de um lado do corpo ( ) dificuldade na fala / ou fala atrapalhada ( ) debilidade repentina de andas as pernas ( ) Outro (s):_____________________________________________________________ 10.2) Tem medo de cair? ( ) sim ( ) não 10.3 ) Você já recebeu alguma informação de como evitar a queda? ( ) sim ( ) não 83 11) Mecanismo de queda: ( ) Tropeçou ( ) Escorregou ( ) Parada rápida ( ) giro da cabeça ( ) levantou da cadeira rapidamente ( ) outro (s)______________________________________________________________ Na sua opinião, a prática de exercício físico regular contribui para a diminuição das quedas?______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 84 Apêndice C Carta de Validação 85 Tubarão _____/____/____. Ao Ilmo Sr(a).________________________________________________________ Eu, Ivonete da Silva, acadêmica do 8° semestre do curso Universidade do Sul de Santa Catarina- UNISUL, de fisioterapia, da estou desenvolvendo o “trabalho de conclusão de curso” (TCC), orientado pela professora Rita de Cassia Clark Teodoroski, venho por meio desta solicitar a análise para a validação do conteúdo deste instrumento, utilizado para coleta de dados desta pesquisa. O estudo referente ao tema é “Prevalência de quedas em indivíduos com idade superior a 60 anos”, tem como objetivo geral: avaliar a prevalência de quedas relacionados com fatores extrínsecos e intrínsecos em indivíduos com idade superior a 60 anos através de uma entrevista. Desde já agradeço sua colaboração. Atenciosamente. ________________________________________________ Acadêmica: Ivonete Da Silva _________________________________________________ Profº Rita de Cássia Clark Teodoroski