UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE A TERCEIRIZAÇÃO NA CENTRAL DE ATENDIMENTO DO SEGURO SAÚDE NO RIO DE JANEIRO Por: Deusdedith Santana Filho Orientador Prof.ª Ana Paula Alves Ribeiro e Prof. Clovis de Lima Montenegro Rio de Janeiro, 2007 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE A TERCEIRIZAÇÃO NA CENTRAL DE ATENDIMENTO DO SEGURO SAÚDE NO RIO DE JANEIRO Apresentação Candido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial para obtenção do grau de especialista em Administração em Saúde. Por: Deusdedith Santana Filho 2 3 AGRADECIMENTOS ....aos amigos: Adriana Aguiar,Priscila Alves, Walkíria Miranda, Eliana Freitas,Mirna Santana, M. Antonio Borges,Carmem Leni, professores:Clovis Montenegro,Ana Paula Alves Ribeiro e fornecedores de dados Bradesco Seguros S/A E Atento do Brasil, etc...... 3 4 DEDICATÓRIA dedico a Deus, ao meu companheiro Jorge Luís, pai Deusdedith Santana (in memorian), Santana, a empresa Bradesco Seguros mãe onde S/A, Zeny trabalho enfim todos aqueles que contribuíram indiretamente para esta especialização. 4 5 SANTANA, Deusdedith Filho, A Terceirização da Central de Atendimento do Seguro Saúde no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 2006. RESUMO: A terceirização foi com início da revolução industrial onde houve uma demanda de serviços que fugiram da rotina diária e teve a necessidade de contratar pessoas para atender a grande demanda e o grande aumento da produção; como a procura era maior e continua sendo muito grande exploração da mão de obra que com o tempo com o TST passou a ter um controle através dos sindicatos e foram criadas direito do trabalho e foi criado o Decreto de Lei nº 200/67 (art. 200/67 (art. 10) e Lei 5.645/70.) A contratação indireta de mão-de-obra passou a ser regulada pelo Tribunal Superior do Trabalho – TST. Mais recentemente a terceirização ao lado da reengenharia surgiu recentemente em pleno século XX em meio ao novo ciclo do capitalismo – a globalização. A terceirização é um fenômeno relativamente no direito do trabalho do país, assumindo clareza estrutural e amplitude de dimensão apenas nas últimas três décadas do segundo milênio no Brasil. Os planos privados de saúde, hoje representam alternativa de transferências da responsabilidade que seria governamental para a população. No setor privado, os sistemas assistenciais privados que acompanharam a instalação da indústria automobilística, particularmente das montadoras estrangeiras. Os empregados eram atendidos no interior das empresas pelos serviços médicos das fábricas, e ambulatórios. Houve uma organização empresarial dos prestadores de serviços, em detrimento da prática médica e da autonomia de cada estabelecimento 5 6 hospitalar, alterou substantivamente as relações de compra e venda de serviço saúde. Em artigo encontrado no Site Employer, podemos encontrar o que difere a terceirização no Brasil e a terceirização nos Estados Unidos. É usado o critério de menor preço por parte dos fornecedores, diminuir o quadro funcional colocando assim sob forte ameaça o futuro da empresa A terceirização é um fenômeno relativamente no direito do trabalho do país, assumindo clareza estrutural e amplitude de dimensão apenas nas últimas três décadas do segundo milênio no Brasil. Os planos privados de saúde, hoje representam alternativa de transferências da responsabilidade que seria governamental para a população. No setor privado, os sistemas assistenciais privados que acompanharam a instalação da indústria automobilística, particularmente das montadoras estrangeiras. Os empregados eram atendidos no interior das empresas pelos serviços médicos das fábricas, e ambulatórios. Houve uma organização empresarial dos prestadores de serviços, em detrimento da prática médica e da autonomia de cada estabelecimento hospitalar, alterou substantivamente as relações de compra e venda de serviço saúde. Foi organizada em torno de alternativa para preservar a prática nos consultórios médicos através da constituição da cooperativa de trabalho. A normatização de seguro-saúde através da resolução 11 do Conselho Nacional de Seguros em 1976 legitima a prática do reembolso das despesas assistenciais deveria ser calculado em função da unidade de serviço. No início dos anos de 1980, a quantidade de clientes do plano de saúde aumenta forçando a expansão deste serviço gerando uma importante intensificação da comercialização de planos individuais, a entrada das seguradoras no ramo de saúde. 6 7 Grande parte dos planos de saúde originaram diretamente de trabalhadores de empresas que compõe com itens de cestas de benefícios ou adquiridos. A Bradesco Vida e Previdência em 1º de janeiro de 1996 a seguradora tentou pela 1ª vez a terceirização passando a responsabilidade do serviço terceirizado para Net Work igualando salários equiparados ao menor salário do mercado e também. utilizou móveis, utensílios e equipamentos usados pela Bradesco Saúde que na época os equipamentos já eram terceirizado pela empresa “CPM”. Após este período sem êxito foi feita a 2ª terceirização em março de 1998 passando a total responsabilidade do serviço terceirizado para empresa CPM assumindo total responsabilidade sobre o Call Center e serviços prestados pela seguradora sem sucesso nesta etapa de terceirização. Em agosto de 1998 a Bradesco não obteve o resultado esperado reuniu sua diretoria e readmitiram os funcionários com benefícios e deixaram somente suporte de informática sob a responsabilidade da empresa C.P.M. Após 1998 continuaram as auditorias (externas). Empresas contratadas para reduzir custos operacionais com resultados imediatos. Houve com este tipo de auditoria pontos positivos porem também terminaram com setores que hoje se faz necessário e foram recriados para dar suporte ao atendimento. Em 2004 com a mudança de Diretoria e a constante busca de manter-se no mercado competitivo foi apresentado determinados serviços para dar suporte ao atendimento e entrou em cartaz ATENTO do BRASIL (empresa de serviços terceirizados) com o objetivo de dar suporte ao atendimento, trouxe profissionais que foram treinados e assumiram funções tão bem quantos funcionários Bradesco, ocupando seu espaço e assumindo a transferência de setores todo ou quase todo sob a responsabilidade da ATENTO do BRASIL.. Como administrador; embora é necessária uma auditoria externa, em primeiro lugar temos que fazer uma auditoria interna, ouvindo as duas partes a 7 8 contratada e a contratante formulando perguntas, benefícios, carreira profissional e o que motiva este profissional a manter-se empregável. O administrador tem que trabalhar reduzindo custos desnecessários porem deve ser pensado, avaliado junto com cada setor onde podemos enxugar gastos, transformar custos em benefícios. A nova visão empresarial esta amenizando o impacto da terceirização , pois setores que precisam de funcionários para maior controle operacional estão sendo preenchidos e olhando em visão de futuro globalizado o terceirizado na esperança de crescer e desenvolver seu potencial. A atenção gerenciada (managed care) consiste numa reatualização dos planos de saúde de pré-pagamento que se propõem a fornecer assistência médica a grupos específicos através da negociação prévia de pagamentos e de pacotes assistenciais. É uma forma de administração da atenção médica voltada fundamentalmente para o controle da utilização de serviços, que abrange tanto o lado da oferta quanto o da demanda, e pretende articular prestação e financiamento ao mesmo tempo em que conter custos através de medidas reguladoras da relação médico-paciente. A agenda reformadora proposta pelo managed care vincula-se bastante bem, pelo menos em tese, a uma série de outras agendas, tais como a ênfase na medicina preventiva, na atenção primária, no atendimento extra-hospitalar, além de ser efetiva no controle de custos, exatamente por conter a demanda por procedimentos mais caros. Centrado no desenvolvimento tecnológico e no hospital com constante busca dessa tecnologia. O objetivo primordial é restringir o gasto neste sub-setor, que consome grande parte dos recursos em todos os sistemas, reforçar serviços pela via gerencial e enfraquecer o poder monopólico dos prestadores (sobretudo médicos), minando a autonomia técnica profissional. No plano principal é despolitizar a arena setorial, privilegiar a atuação dos gerentes, deslocando o médico como principal agenciador do gasto (indutor de demanda) 8 9 e resgatar uma montagem empresarial nos arranjos institucionais mais eficiente. A proposta da competição administrada na área da saúde recebeu grande apoio do setor empresarial e das grandes seguradoras nos EUA, como um método potencialmente capaz de reduzir os altos custos da cobertura de seguros privados, majoritariamente pagos pelos empregadores, ao mesmo tempo em que preservasse o "livre-mercado" no setor vincula-se bastante bem, pelo menos em tese, a uma série de outras agendas; a medicina preventiva, na atenção primária, no atendimento extra-hospitalar, além de ser efetiva no controle de custos, exatamente por conter a demanda por procedimentos mais caros. A inclusão do tema da reforma setorial na agenda política em nossa região se dá de forma bastante complexa: pela exacerbação dos alarmantes índices de pobreza e agravamento da situação de saúde das populações; pela diminuição dos investimentos públicos na área; pela emergência e/ou demandas sociais; pelas reestruturações econômicas. O diagnóstico da crise setorial, formulado nos países centrais, vai servir para questionar se os modelos de sistemas de saúde por eles desenvolvidos (considerados caros, inflacionários, ineficientes e viabilizados através de forte investimento público, sobretudo na Europa) seriam pertinentes ou adequados para enfrentar o quadro de carências e iniqüidades existentes na região. 9 10 METODOLOGIA Através da transformação na central de atendimento na Bradesco Saúde, com a globalização houve um aumento de serviços e foi introduzido aos poucos terceiros no começo para dar suporte, logo em seguida estes profissionais passaram a ser a maioria e daí surgiu a vontade de pesquisar sobre a mão de obra terceirizada. Busquei livros, internet e apostilas e neste período houve uma mudança de pensamento sobre o serviço terceirizado; como administrador não posso descartar esta possibilidade de usar este tipo de serviço porem não deixar de saber que profissional valorizado cria comprometimento e veste a camisa e diminui a rotatividade. 10 11 SUMÁRIO RESUMO METODOLOGIA CAPÍTULO 1 - DEFINIÇÃO E HISTÓRICO DA TERCEIRIZAÇÃO 1-1- DIFERENÇA ENTRE TERCEIRIZAÇÃO NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES. 1-2-ASPECTOS ESTRATÉGICOS DA TERCEIRIZAÇÃO NO BRASIL. 1-3- CAPACIDADE DAS EMPRESAS PARA A TERCEIRIZAÇÃO. 1-4- O QUE É TERCEIRIZAÇÃO. CAPÍTULO 2: A TERCEIRIZAÇÃO NA GERÊNCIA DOS PLANOS E SEGUROS PRIVADOS DE SAÚDE 2- 1:MEDICINA DE GRUPO 2-2: UNIMED 2-3: AUTO-GESTÃO 2-4:COOPERATIVAS DE MÉDICOS 2-5: AMIL 2-7 :OS IMPACTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA TERCEIRIZAÇÃO NA GERÊNCIA ADMINISTRATIVA CAPÍTULO 3: A AGENDA REFORMADORA NA SAÚDE :UM BALANÇO CAPÍTULO 4- ATENÇÃO GERENCIADA (MANAGED CARE) E COMPETIÇÃO ADMINISTRATIVA 11 12 CAPÍTULO I DEFINIÇÃO E HISTÓRICO DA TERCEIRIZAÇÃO A terceirização foi com início da revolução industrial onde houve uma demanda de serviços que fugiram da rotina diária e teve a necessidade de contratar pessoas para atender a grande demanda e o grande aumento da produção; como a procura era maior e continua sendo muito grande exploração da mão de obra que com o tempo com o TST passou a ter um controle através dos sindicatos e foram criadas direito do trabalho e foi criado o Decreto de Lei nº 200/67 (art. 10) e Lei 5.645/70. No século XVIII com o acontecimento da revolução industrial, em que na época também aconteceram as normas trabalhistas e o movimento sindical. Como resposta a uma exploração grandiosa do ser humano, o trabalho passou a ser tratado como capital necessário á administração e também aconteceu nesta época a exploração sistemática de mãode-obra infantil em atividades perigosas como por exemplo: a limpeza de chaminés das fábricas. No século XX durante Segunda Guerra Mundial(1939-1945), neste contexto passou a ser praticado o agenciamento de pessoal, agenciando a colocação do trabalhador, em troca de parte da remuneração. Este fato reduziu o trabalhador á autêntica mercadoria, pessoas jurídicas foram criadas para este fim específico com intermediários de mão-de-obra, tinham um produto explorando o trabalho humano. 12 13 Os primeiros indícios do que chamamos aparecido nos Estados Unidos da América durante a segunda guerra mundial, como forma de atender, á grande demanda de material bélico, causando assim uma produção de armamento alem da oferta sendo obrigados delegar algumas atividades a empresa prestadora de serviços; a partir daí outros segmentos, também aderiram a terceirização como: a indústria têxtil, a gráfica. Segundo Maurício Godinho Delgado, no Brasil, a terceirização, foi introduzida pelas multinacionais automobilísticas nas décadas de 1950 a 1960, mas o processo “terceirizante” ganhou força apenas nos anos de 1970 e 1980 com esta edição de normas comparativas de contratações de mão-de-obra por intermédio de terceiros no setor privado. Atualmente, sobre aspecto jurídico, á terceirização não possui conceituação legal e a ausência de uma disposição sistemática sobre o fenômeno. A contratação indireta de mão-de-obra passou a ser regulada pelo Tribunal Superior do Trabalho – TST. Com esta brecha acabou de positivar alguns limites inerentes á terceirização. Maurício Godinho Delgado. Curso Direito do Trabalho, p.418-419 A terceirização é um fenômeno relativamente no direito do trabalho do país, assumindo clareza estrutural e amplitude de dimensão apenas nas últimas três décadas do segundo milênio no Brasil. A CLT fez menção a apenas duas figuras delimitadas de sub contratação de mão de obra: a empreitada e sub empreitada (art 455), englobando também a figura da empreitada (art. 652 “a”, a III, CLT). A época da elaboraçãoda CLT, como se sabe (década de 1940), a terceirização não constituída fenômeno com a abrangência assumida nos últimos trinta anos do século XX, nem sequer merecia qualquer epítero designativo especial. [......] 13 14 Em fins da década de 1960 e início dos anos 70 é que a ordem jurídica referência normativa mais destacada ao fenômeno da terceirização (ainda não designado por tal epítero nesta época esclareça-se). Mesmo assim tal referência dizia respeito apenas ao segmento público (melhor definido: segmento estatal) do mercado de trabalho - administração direta e indireta da União, Estados e municípios. É o que se passou com o Decreto- Lei nº 200/67 (art. 10) e Lei nº Lei 5.645/70. Maurício Godinho Delgado. Curso de Direito do Trabalho, p, 418/419. 1.1 – Diferença entre a terceirização no Brasil e em outros países . Em artigo encontrado no Site Employer, podemos encontrar o que difere a terceirização no Brasil e a terceirização nos Estados Unidos. Em países como os Estados Unidos, é comum a terceirização de atividades ou funções por prazos determinados desde algumas horas até meses e anos. No Brasil , os contratos são mais complexos e dificilmente uma empresa contrata por apenas algumas horas. Além disso o conceito de vínculo empregatício também é diferente. Enquanto empregadores podem contratar funcionários por períodos preestabelecidos ou por tempo indeterminado, empresas de terceirização estão autorizadas por lei a contratar mão-de-obra temporária e ainda no período de seis meses”. 14 15 Ainda sobre contratação de mão-de-obra, outra diferença, fundamental é que em muitos países, o trabalhador tem de optar por um salário menor ou maior dependendo de seu interesse em trabalhar em determinada empresa. Já Sindicatos de trabalhadores definem com as grandes empresas os pisos salariais de cada categoria, e uma forma de receber este piso, independente de quanto um funcionário terceirizado custa de fato para a tomadora em contratado seu e por prazo indeterminado. http://www.employer.com.br/terceirizacao.asp 18/09/2006 “ O mesmo artigo diferenciará o processo de terceirização dentro do Brasil, considerando que o Brasil é um país de dimensões continentais e diferenciais regionais imensas. A legislação trabalhista e Unificadas e válidas para todo o território nacional. Algumas poucas diferenças estão nas alíquotas de impostos e o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e municipais como o Imposto Predial e Territorial e Impostos Sobre Serviços (ISS), que os Estados eventualmente reduzem para atrair determinadas empresas de qualquer modo, as empresas estrangeiras e multinacionais normalmente instalam-se no Brasil nas regiões que abrem as áreas metropolitanas em torno das maiores cidades brasileiras. O processo de terceirização dentro das ares metropolitanas como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, simples e vantajoso do que do que em outras cidades e mesmo no interior desses Estados. Cidades desenvolvidas, variedade de empresas, que podem oferecer qualquer serviço ou produto passível de terceirização . http://www.employer.com.br/terceirizacao.asp 18/09/2006 “ 15 16 1.2 – Aspectos Estratégicos da Terceirização no Brasil Conhecer profundamente seu parceiro de serviços ou produtos terceirizados e conseguir dele um comprometimento e conquista de resultados, são fatores fundamentas para o sucesso de um projeto de terceirização . Quando decide contratar outra empresa para substituir um determinado departamento interno ou ainda realizar especifica, tornando-se uma Epresa Cliente é fundamental verificar se a empresa terceirizada possui de fato tradição e qualidade exigidas para assumir as funçoes contratadas. É importante ressaltar que no Brasil é constituído de empresas, principalmente de micro, média e grande porte. http://www.employer.com.br/terceirizacao.asp 18/09/2006 “ 1.3-– Capacidade das Empresas para a Terceirização As empresas capacitadas para a terceirização necessitam apresentar: Política de administração de fácil auditagem; Know-how apropriado; Qualidade e Custos Competitivos; Infra-estrutura e logística compatível. Para isso convém examinar: Contrato Social e alterações contratuais; Responsabilidade dos sócios, tanto legais como contratuais; Seguro de Acidente de Trabalho; Capital Social Compatível com o Faturamento nos últimos dois anos; Relacionamento com instituições nos últimos dois anos Bens imóveis para garantia de futuras condenações; 16 17 Estrutura patrimonial- examine os últimos balanços; Curriculum dos executivos e pessoal de primeira linha; Se presta serviço ou produz para mais de um tomador, naquela atividade;Informações comerciais e financeiras;Composição de folha de pagamento – fórmula e relatórios; Data e forma de pagamento de salários e adicionais; Contratados individuais da jornada de trabalho; Contrato interempresarial de serviço ou produção; As últimas convenções coletivas de trabalho, tanto da tomadora como da prestadora; Decisões judiciais (Justiça Federal e do Trabalho); Corpo jurídico próprio ou terceirizado; Decisões administrativas (trabalho e previdência); F.G.T.S.; Registro de empregados; Autorização do Ministério do Trabalho, no caso de cessão de mão-de-obra temporária. Capacidade Técnica; No caso de terceirização de parte de sua produção em local fora de sua planta industrial, capacidade técnica dos recursos humanos; Fornecedor de matéria prima com regularidade de entrega, e com fisco Federal e Estadual; Se presta serviços ou fabrica para mais de um tomador, naquela atividade no momento; Capacidade de modernização de seus equipamentos. http://www.employer.com.br/terceirizacao.asp 18/09/2006 17 18 1.4 – O que é terceirização A terceirização é uma técnica e não um fenômeno, já este processo visa à organização atinja seus fins economicamente possível. Sobre o prisma administrativo defini-se que uma empresa excelente é aquela que possa produzir com melhor qualidade e menor custo. A terceirização gera o aumento da competitividade (equalizando a qualidade), possui as melhores tecnologias, buscando o desperdício zero e como conseqüência à redução de custos. É usado o critério de menor preço por parte dos fornecedores, diminuir o quadro funcional colocando assim sob forte ameaça o futuro da empresa. Dora Maria de Oliveira Ramos, Terceirização na Administração Pública, p.49. A Ciência da Administração tem uma técnica que visa eficiência empresarial através da transferência da execução de atividades acessórios a terceiros por meio do estabelecimento de uma relação de parceria livre de subordinação por meio de delegação da execução de atividades a terceiras pessoas, física e jurídicas, criando entre a contratante a contratada uma relação de parceria baseada na coordenação de esforços, onde o serviço prestado ou o bem produzido , leve a um resultado com amplitude entre a contratada e contratante. 18 19 A contratante não pode cometer o equívoco da errônea tentativa de designar por terceirização toda e qualquer forma de contratação indireta de bens ou serviços,, com isto a terceirização pode dar uma dimensão maior do que lhe é inerente. A contratação instituída pela terceirização deve ser pensada com ganho de produtividade e não apenas a redução de custos da contratante, observar á atividade-meio da contratante e não deve haver entre contratante e a contratada uma relação subordinada, mas sim de parceria. Pode-se conceber a possibilidade de especialização necessária para conferir efetivo ganho de produtividade na relação administrativa-organizacional entre contratante e contratada. Uma técnica administrativa, que possibilita o estabelecimento de um processo gerenciado De transferência, a terceiros, das atividades Acessórias e de apoio ao escopo das empresas Que é sua atividade-fim permitindo a estas Concentrarem-se no seu negócio ou seja no objetivo final. Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz. Manual de Terceirização, p.35. Uma tecnologia de administração que consiste na compra de Bens e/ou serviços especializados, Intensiva, para Fim empresa da Energia em serem sua de integrados compradora, real vocação, forma na condição permitindo com sistêmica a intuito de atividades- concentração de e de potencializar Ganhos em qualidade e competitividade. 19 20 Capítulo II A Terceirização na Gerência dos Planos e seguros privados de saúde Os planos privados de saúde, hoje representam alternativa de transferências da responsabilidade que seria governamental para a população. No setor privado, os sistemas assistenciais privados que acompanharam a instalação da indústria automobilística, particularmente das montadoras estrangeiras. Esses sistemas particulares possuíam serviços médicos próprios ou adotavam o reembolso de despesas médicas médicohospitalares contraídas por seus empregados como provedores de serviços autônomos. Os empregados eram atendidos no interior das empresas pelos serviços médicos das fábricas, e ambulatórios. Houve uma organização empresarial dos prestadores de serviços, em detrimento da prática médica e da autonomia de cada estabelecimento hospitalar, alterou substantivamente as relações de compra e venda de serviço saúde. Na década de 1960 as relações entre financiadores e provedores de serviços foram substancialmente modificadas e denominadas convênios médicos entre empresas empregadoras com empresas médicas (cooperativa médica e empresas de medicina de grupo). Medicina de grupo Foi organizada em torno de alternativa para preservar a prática nos consultórios médicos através da constituição da cooperativa de trabalho. Logo, estas empresas, especializadas na comercialização de planos de saúde, especialmente medicina de grupo, ampliaram seus serviços, esta expansão, incluindo atendimento ambulatorial em determinadas especialidades, quanto pela necessidade de competir com as empresas de plano de saúde. 20 21 Unimed Tem em sua rede de credenciamento de hospitais e laboratórios as medicinasde grupo por meio de compra de consultas médicas realizadas pelos profissionais em seus próprios consultórios. Na década de 1960 e 1970, a constituição de redes de serviços privados contratados com hospitais poderia destinar acomodações diferenciadas para trabalhadores, acompanhamento de médicos escolhidos pelo cliente. A normatização de seguro-saúde através da resolução 11 do Conselho Nacional de Seguros em 1976 legitima a prática do reembolso das despesas assistenciais deveria ser calculado em função da unidade de serviço. No início dos anos de 1980, a quantidade de clientes do plano de saúde aumenta forçando a expansão deste serviço gerando uma importante intensificação da comercialização de planos individuais, a entrada das seguradoras no ramo de saúde. Com o aumento do poder de compra de um expressivo contingente populacional e a informatização do mercado de trabalho, estimularam o comércio de planos individuais por hospitais filantrópicos e empresas médicas regionalizadas, localizadas em preriferias das grandes cidades ou municípios, estes planos permitem acesso a um grupo bastante restrito. Grande parte dos planos de saúde originaram diretamente de trabalhadores de empresas que compõe com itens de cestas de benefícios ou adquiridos. Os planos individuais, resultantes do acionamento de estratégias de proteção familiar, esta vinculada a segmentos de trabalhador autônomo, trabalhadores do mercado formal, aposentados, donas de casa e crianças. 21 22 Auto-Gestão Plano próprio de empresas empregadoras, constituem o sub- seguimento não comerciais do mercado de planos e seguros; estes organizam suas redes de serviços, fundamentalmente, mediante o crescimento de provedores e provêm, em geral, coberturas para muitos dos procedimentos de alto custo, em alguns casos, atendimento para problemas mentais. A autogestão é um modelo de organização em que o relacionamento e as atividades econômicas combinam propriedade e/ou controle efetivo dos meios de produção com participação democrática da gestão. Autogestão também significa autonomia. Assim, as decisões e o controle pertencem aos próprios profissionais que integram diretamente a empresa. Isso quer dizer que prática de se contratar profissionais para administrar o negócio ou mão-de-obra para atender às necessidades do aumento temporário de produção deve ser considerada uma exceção que requer critérios previstos nos estatutos e/ou nos contratos sociais internos. Conteudo sob Copyright 2005 ANTEAG - Associação Nacional dos Trabalhadores e Empresas de Autogestão. http://www.anteag.org.br/index.php?option=com_content&task=section &id=5&Itemid=84 23/10/06 Cooperativas de Médicos 22 23 Objetivo de prestar serviços assistenciais na área de saúde, sem fins lucrativos, assistência médico hospitalar através de redes credenciadas e hospitais. ( surgiu em 18 de dezembro de 1967) Medicina de Grupo Possui um sistema de administração de serviços médico-hospitalares com atendimento em alta escala com bom padrão profissional e custos controlados, características entidade assistencial sem fins lucrativos, com hospitais próprios ou credenciados. (surgiu na década de 1960). Amil Concentra-se no segmento de menor poder aquisitivo (maior parte de seus clientes) a fatia de clientes de poder aquisitivo médio e grande portes estão em escala menor; possuem planos coletivos empresariais não contributários (pagos por empregados), este sob forma de planos coletivos por adesão ou contratados individualmente. A maior parte das despesas dos prêmios (pagamentos), mesmo no caso de planos contributários, recai sobre o empregador que tem a prerrogativa de considera-las como despesas operacionais e deduzi-las para fins de cálculo do imposto de renda, Da mesma forma as despesas com planos de saúde de pessoas físicas podem ser integralmente abatidas dos tributos devidos. 23 24 Os impactos positivos e negativos da terceirização na gerência administrativa. O papel do administrador e de fundamental importância dentro deste contexto, deve ter o cuidado de administrar o capital da seguradora controlar o fluxo de entrada e saída de recursos de fundamental importância para manter-se dentro do contexto empresarial e comercial. Com a chegada da LEI 9656/98 assinada então pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso em 28/12/1998, entrou em vigor a partir de 04/01/1999 (1º dia útil do ano). E teve como objetivo estabelecer novas regras para comercialização dos planos de saúde, ou seja, a partir da data de vigência os planos deveriam seguir as determinações da lei. Portanto em nossa relação de clientes temos que administrar planos anteriores e posteriores a nova legislação A Bradesco Saúde é umas das maiores e mais respeitadas Operadoras que atuam no mercado brasileiro. Sua carteira é composta por aproximadamente 13% de clientes pessoa física (individuais) e 87% de pessoa jurídica (funcionais). Possui diversos planos e características diferentes. Manual do Referenciado (Bradesco Saúde Dental) 5ª edição revisão ampliada. Com a globalização a mudança das informações com velocidade rápida e a necessidade de acompanhar o mercado competitivo a segurada passa por grande reestruturação. Em 1º de janeiro de 1996 a seguradora tentou pela 1ª vez a terceirização passando a responsabilidade do serviço terceirizado para Net Work igualando salários equiparados ao menor salário do mercado e também utilizou móveis, utensílios e equipamentos 24 25 usados pela Bradesco Saúde que na época os equipamentos já eram terceirizado pela empresa “CPM”. Após este período sem êxito foi feita a 2ª terceirização em março de 1998 passando a total responsabilidade do serviço terceirizado para empresa CPM assumindo total responsabilidade sobre o Call Center e serviços prestado pela seguradora sem sucesso nesta etapa de terceirização. Em agosto de 1998 a Bradesco não obteve o resultado esperado reuniu sua diretoria e readmitiram os funcionários com benefícios e deixaram somente suporte de informática sob a responsabilidade da empresa C.P.M. É notório que a Bradesco Seguros é considerada e respeitada no mercado segurador e permanece entre as melhores deste seguimento. Após 1998 continuaram as auditorias (externas). Empresas contratadas para reduzir custos operacionais com resultados imediatos. Temos que ter o maior cuidado com este tipo de auditoria pois não conhecem o organograma não acompanham cada setor para saber onde e como deve ser enxugado ou reformulado, pois não possuem vivência diária dos setores operacionais. Sabemos que o mercado tornou-se muito competitivo. Os resultados tem sido afetado por despesas muito altas. A empresa tem que reduzir seus efetivos. Que remédio! Ao invés de consertar o primeiro erro administrando melhor a satisfação dos clientes e o desempenho das equipes, prefere fazer números, reduzindo despesas. Temos que estarmos atento, custar menos parece ser mais fácil que custar melhor. Ato contínuo, as empresas desmembram parte dos seus efetivos, ajudando-os, é verdade, a se organizarem como empresas terceiristas e contratando seus serviços que, no fundo e na essência, são os mesmos que se faziam antes, com a diferença de uma nova carteira assinada e de um novo CGC que passa a se responsabilizar pelos seus encargos trabalhistas. O efeito é o da batata quente, porque a matemática continua a mesma e só o caderno é que troca de mãos; as taxas de encargos que se pagavam aqui se pagarão lá. 25 26 Houve com este tipo de auditoria pontos positivos porem também terminaram com setores que hoje se faz necessário e foram recriados para dar suporte ao atendimento. Em 2004 com a mudança de Diretoria e a constante busca de manter-se no mercado competitivo foi apresentado determinados serviços para dar suporte ao atendimento e entrou em cartaz ATENTO do BRASIL (empresa de serviços terceirizados) com o objetivo de dar suporte ao atendimento, trouxe profissionais que foram treinados e assumiram funções tão bem quantos funcionários Bradesco, ocupando seu espaço e assumindo a transferência de setores todo ou quase todo sob a responsabilidade da ATENTO do BRASIL. Temos que ter cuidado como administrador; embora é necessária uma auditoria externa, em primeiro lugar temos que fazer uma auditoria interna, ouvindo as duas partes a contratada e a contratante formulando perguntas, benefícios, carreira profissional e o que motiva este profissional a manter-se empregável. O administrador tem que trabalhar reduzindo custos desnecessários porem deve ser pensado, avaliado junto com cada setor onde podemos enxugar gastos, transformar custos em benefícios. A Bradesco Seguros (Saúde), trabalha com estimativas pois tem que administrar liberações de exames de baixa e alta complexidade, tratamentos ambulatoriais, internações para simples tratamentos como também para procedimentos cirúrgicos que pode evoluir para internação em UTI ou CTI gerando um gasto extra para seguradora. Temos pacientes ficam internado por longa data onerando os gastos; temos que também administrar os materiais usados nos procedimentos cirúrgicos, fazendo assim uma negociação com o fornecedor negociando preço e controle para não haver gastos exorbitantes e para não ficar em monopólio e haja grande disputa de preços para ajustar gastos. A seguradora (Bradesco Saúde) com o processo de terceirização,nesta etapa não havia preparado psicologicamente o call center para chegada destes colaboradores. O tempo passou e foi então feito um curso de Tele Performance de Atendimento (PDCA), Que mostrou que cada operador 26 27 é importante neste processo de mudança e que só depende de cada pessoa administrar sua empresa (EU & S/A), a partir deste curso houve uma conscientização sobre o valor de cada operador neste contexto e foi mais fácil cada um receber quem chega sabendo que ninguém toma lugar de ninguém e eu mesmo ensinando eu me destaco, houve também por parte da empresa um pensamento motivacional, ao invés de buscar profissionais lá fora no mercado começou abrir oportunidades para funcionários (seleção interna) sendo transferido para setores que jamais pensaram em ter a oportunidade. Hoje todos funcionários ficam na expectativa de novas vagas em outro setor, e assim vão sendo preenchidos estes setores do Call Center com profissionais terceirizados. A nova visão empresarial esta amenizando o impacto da terceirização , pois setores que precisam de funcionários para maior controle operacional e olhando em visão de futuro globalizado o terceirizado na esperança de crescer e desenvolver seu potencial. Hoje com a competitividade e a procura maior que a oferta faz-se necessário reciclar sempre, estudando, aprimorando e enriquecendo seus currículos para manter-se empregável. A cada momentos as informações mudam e se não atentarmos para isto ficamos para traz e a concorrência nos atropela. Vejo que o perfil do terceirizado mudou, antes eram pessoas despreparadas, com pouca instrução, e sem o perfil para empresa contratante. Hoje o mercado mudou temos na Bradesco 80% dos profissionais são terceirizados e não deixam nada a desejar em relação a grau de instrução, conhecimento do produto e com o perfil impecável pronto para competir no mercado profissional. O tempo passou e olhando como administrador foi bom este acontecimento em nossa empresa, os poucos profissionais que ficaram sabem o valor que é ter benefícios que no mercado de trabalho lá fora poucas são as empresas que oferecem benefícios; com isto passamos a sentir a necessidade urgente de reciclarmos, muitos voltaram a estudar, diminuíram absenteísmo e 27 28 passaram a ser mais unidos em busca de qualidade e não perder espaço para os terceirizados. Capítulo III “A agenda reformadora na saúde:Um balanço” Alguns consensos são evidentes, constituindo a chamada linha de "reforma orientada para o mercado": 1) flexibilidade gerencial, promovida através de diferentes formas, mas centrada fundamentalmente na quebra dos monopólios estatais, na diminuição do quadro de funcionários públicos e na dispensa da força de trabalho "supérflua"; 2) remoção das "barreiras burocráticas" (normas, procedimentos e estruturas do aparelho de Estado), numa perspectiva pragmática, privilegiando a idéia de "gerenciamento da qualidade total" em oposição à de "controle burocrático hierarquizado"; 3) atendimento das demandas do consumidor (cidadão/cliente), em oposição às "conveniências dos burocratas e políticos"; 4) introdução de mecanismos de competição de mercado como "verdadeiros" incentivos para atingir maior eficiência e construir uma gerência mais competente; 5) terceirização e investimentos em novas tecnologias de informação, tornando as organizações mais leves; 6) foco na mudança de procedimentos e nos processos e não da estrutura organizacional. 28 29 A atenção gerenciada (managed care) consiste numa reatualização dos planos de saúde de pré-pagamento que se propõem a fornecer assistência médica a grupos específicos através da negociação prévia de pagamentos e de pacotes assistenciais. É uma forma de administração da atenção médica voltada fundamentalmente para o controle da utilização de serviços, que abrange tanto o lado da oferta quanto o da demanda, e pretende articular prestação e financiamento ao mesmo tempo em que conter custos através de medidas reguladoras da relação médico-paciente. Privilegia o atendimento básico, a "porta de entrada" através da obrigatoriedade de passagem pelo médico generalista, diminui o acesso à atenção especializada e hospitalar e controla rigidamente a atuação profissional segundo parâmetros de prática médica definida pela empresa, basicamente centrados nos custos dos procedimentos. Sendo assim, a agenda reformadora proposta pelo managed care vincula-se bastante bem, pelo menos em tese, a uma série de outras agendas, tais como a ênfase na medicina preventiva, na atenção primária, no atendimento extra-hospitalar, além de ser efetiva no controle de custos, exatamente por conter a demanda por procedimentos mais caros. Daí o enorme apelo que tem exercido mundialmente. A inovação proposta pelo modelo da competição administrada (managed competition) é introduzir a idéia do mercado trilateral, composto por consumidores (não necessariamente os usuários dos serviços), planos de saúde e em contraposição ao mercado bilateral (oferta e demanda). Os "terceiro pagadores", definidos como ativos agentes coletivos do lado da demanda, que contratam planos competitivos e continuamente estruturam e ajustam o mercado privado para superar suas tendências naturais para a iniqüidade e a ineficiência. Na área da saúde esse processo tem-se traduzido na formulação de uma agenda para o setor saúde, bastante sintonizada com o amplo movimento mundial de reforma do Estado, provocando uma mudança significativa na arena política setorial e questionando fortemente a forma como até então os 29 30 sistemas de serviços de saúde vinham sendo organizados e desempenhavam suas funções . Em termos bastante sintéticos, pode-se dizer que dois eixos centrais têm orientado as perspectivas reformistas setoriais: a contenção dos custos da assistência médica, traduzida na busca de maior eficiência; a partir da descentralização de atividades e responsabilidades (operacionais e de financiamento), para o setor privado, o aumento da participação financeira do usuário no custeio dos serviços que utiliza . A face conservadora dessa agenda de reforma restringe-se à questão da assistência médica individual, núcleo central de estruturação dos sistemas de saúde neste século, em todo mundo, centrado no desenvolvimento tecnológico e no hospital com constante busca dessa tecnologia. O objetivo primordial é restringir o gasto neste sub-setor, que consome grande parte dos recursos em todos os sistemas, reforçar serviços pela via gerencial e enfraquecer o poder monopólico dos prestadores (sobretudo médicos), minando a autonomia técnica profissional. No plano principal é despolitizar a arena setorial, privilegiar a atuação dos gerentes, deslocando o médico como principal agenciador do gasto (indutor de demanda) e resgatar uma montagem empresarial nos arranjos institucionais mais eficiente. Houve várias tentativas de Introdução de várias medidas da assistência médica, na tentativa de diminuir a ênfase no gasto hospitalar e redirecionar para as práticas extra-hospitalares (atenção ambulatorial, atendimento domiciliar, primordialmente a atenção primária ou da atenção básica) e de saúde pública (prevenção); A separação entre provisão e financiamento de serviços (ou entre compradores e prestadores), com fortalecimento da capacidade reguladora. Construção de "mercados regulados ou gerenciados", com a introdução de mecanismos competitivos. 30 31 Utilização de subsídios e incentivos os mais diversos (tanto pelo lado da oferta quanto da demanda) visando à reestruturação com a quebra do "monopólio" estatal. CAPÍTULO IV Atenção gerenciada (managed care) e competição administrada Conforme Enthoven, ao final dos anos 70, preparou um documento para uma reunião promovida pela Federal Trade Commission, em 1977, em Washington, cuja temática foi discutir a introdução de mecanismos competitivos nos sistemas de saúde. Nos meados dos anos 80, o modelo foi elaborado numa proposta de reforma do sistema de saúde norte-americano. Na realidade, no campo sanitário, a managed competition nutre-se da experiência acumulada com as mudanças gerenciais conhecidas pelo nome de atenção gerenciada (managed care), que têm alterado a dinâmica e o comportamento do mercado de seguros privados nos EUA, e ganha impulso com as propostas de reforma do sistema de saúde norte-americano. Propõe-se a utilizar o instrumental disponível, nos próprios esquemas de pré-pagamento, para promover competição entre compradores e vendedores de serviços, gerenciar preços e administrar custos, ao mesmo tempo em que ampliar cobertura para diferentes clientelas, alcançando-se maior eficiência e eqüidade 31 32 A proposta da competição administrada na área da saúde recebeu grande apoio do setor empresarial e das grandes seguradoras nos EUA, como um método potencialmente capaz de reduzir os altos custos da cobertura de seguros privados, majoritariamente pagos pelos empregadores, ao mesmo tempo em que preservasse o "livre-mercado" no setor. A atenção gerenciada (managed care) consiste numa reatualização dos planos de saúde de pré-pagamento que se propõem a fornecer assistência médica a grupos específicos através da negociação prévia de pagamentos e de pacotes assistenciais. É uma forma de administração da atenção médica voltada fundamentalmente para o controle da utilização de serviços, que abrange tanto o lado da oferta quanto o da demanda, e pretende articular prestação e financiamento ao mesmo tempo em que conter custos através de medidas reguladoras da relação médico-paciente. Privilegia o atendimento básico, a "porta de entrada" através da obrigatoriedade de passagem pelo médico generalista, diminui o acesso à atenção especializada e hospitalar e controla rigidamente a atuação profissional segundo parâmetros de prática médica definida pela empresa, basicamente centrados nos custos dos procedimentos. Sendo assim, a agenda reformadora proposta pelo managed care vincula-se bastante bem, pelo menos em tese, a uma série de outras agendas, tais como a ênfase na medicina preventiva, na atenção primária, no atendimento extra-hospitalar, além de ser efetiva no controle de custos, exatamente por conter a demanda por procedimentos mais caros. Assistência médica e flexibilizado a gestão, com a separação das funções de financiamento e provisão de serviços. O núcleo da mudança é a perda do repasse automático do recurso orçamentário público e a sua vinculação à definição do pacote de serviços "necessários" a ser comprado e ao cumprimento de indicadores de desempenho definidos em contratos. Como conseqüência, a sobrevivência da organização estaria subordinada à sua capacidade de atender à demanda do “consumidor”, (os empregadores que compram planos de saúde para seus funcionários). Esses processos têm 32 33 resultado em profundas revisões dos fundamentos básicos que estruturam os sistemas de serviços de saúde; no aumento ou fortalecimento da intervenção reguladora do Estado; e em pesados controles para a contenção de custos, em geral com estabilização ou diminuição do gasto sanitário total. E nos EUA, onde o sistema é majoritariamente privado, tem significado também aumento da regulação pública e privada para o pagamento da assistência hospitalar; assistência administrada ou managed care, nos seguros privados; competição administrada, com importante interferência na autonomia técnica profissional. Entretanto, o gasto sanitário continua a subir continuamente, ainda que a velocidade desse crescimento tenha diminuído nos últimos anos, permanecendo o país que ostenta o sistema mais caro do mundo e com menor cobertura em relação aos seus "pares" com igual nível de desenvolvimento. Em síntese, apesar da subjacente falsa polarização entre regulação e competição, o resultado mais evidente dessas reformas, até o momento, é um Estado mais intervencionista e regulador. Por outro lado, nos países europeus, até o momento, preservaram-se os princípios de universalização e os mecanismos originais de financiamento dos sistemas de serviços de saúde, não como revalorização da solidariedade, mas como uma dimensão crucial da regulação estatal, asseguradora tanto da contenção de custos quanto de padrões mínimos. Os modelos que incorporam a separação de funções de financiamento e provisão têm prosperado nas diferentes reformas e a introdução de mecanismos competitivos tem sido muito criticada. Para a América Latina (inclusive o Brasil), e a periferia em geral, esse referencial internacional tem sido bastante importante, embora os processos de reforma setorial, na maioria dos casos, não tenham sido desencadeados por excesso de gasto, mas pela exacerbação das desigualdades, que se refere tanto à distribuição de renda quanto de serviços e benefícios, com marcada piora das condições de vida das grandes maiorias nacionais. Esse aprofundamento de problemas foi induzido, isto é, se deu em função das políticas macroeconômicas implementadas que excluíram as 33 34 políticas sociais, exceto como parte da alocação dos gastos das políticas fiscais, diminuindo de forma importante o investimento público com conseqüência a deteriorização da infra-estrutura, dos serviços e da capacidade gerencial. Por outro lado, são concomitantes à consolidação de regimes democráticos, restaurados através de complicadas transições políticas. A inclusão do tema da reforma setorial na agenda política em nossa região se dá de forma bastante complexa: pela exacerbação dos alarmantes índices de pobreza e agravamento da situação de saúde das populações; pela diminuição dos investimentos públicos na área; pela emergência e/ou demandas sociais; pelas reestruturações econômicas. Os organismos internacionais, sobretudo o Banco Mundial, e está atrelado aos planos macroeconômicos de estabilização e ajuste, principalmente no que diz respeito à retirada do compromisso do Estado com a prestação da assistência médica à população, com a reestruturação do mix público e privado e a focalização da ação pública nos pobres e mais necessitados (pacotes básicos, subsídios, etc.) (Melo & Costa, 1994; Almeida, 1995, 1997a). O diagnóstico da crise setorial, formulado nos países centrais, vai servir para questionar se os modelos de sistemas de saúde por eles desenvolvidos (considerados caros, inflacionários, ineficientes e viabilizados através de forte investimento público, sobretudo na Europa) seriam pertinentes ou adequados para enfrentar o quadro de carências e iniqüidades existentes na região. 34 35 BIBLIOGRAFIA 1- CF. Decreto Lei 73/66,de 21 de novembro de 1966. 2- Site na Internet: www.unimeds.com.br 3- Medeiros, Osório Borges de “seguro saúde”: Legislação , formulários, jurisprudência, prática- 2ª edição ( Rio de Janeiro, Editora destaque, 1999) página VI. 4- ANS, Palestra proferida em 23 de novembro de 2001 – “Painel – tendências Globais na Área da Saúde” organizado pela Abrange. 5- CF. Lei 9.656/98 que regulamentou o setor de saúde complementar no Brasil. 6- Sennett, Richard “A Corrosão do Caráter” 7- Lima, Regina Célia Montenegro “Saúde Suplementar; ANS e Informação” – (Fórum de Debate Sobre Saúde Suplementar – Rio de Janeiro 2003). 8- Site na Internet: www.rochedoferreira.com.br/terceirizacao - 30 de julho de 2006 9- Site na Internet: www.employer.com.br/terceirizacao.asp - 18 de setembro de 2006 10- Site://cio.uol.com.Br/pontodevista/2005/08/23/idnoticia.2005-0823.107161/idg – 16 de julho de 2006 11- Site: www.sato.adm.br/rh/terceirizacao.htm - 04 de outubro de 2006 12- Oliveira Dora Maria de Ramos, Terceirização na dministração Pública, p.49 35 36 13- Godinho Maurício Delgado. Curso de Direito do Trabalho, p 418419. 14- Ramos Carlos Alberto Soares de Queiroz. Manual de Terceirização, p 35. 15- Fontanella Denise, Tavares Eveline e Souto Jerônimo Leira. O Lado (DES)humano da Terceirização, p 19 16- Almeida CM 1996a. 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