Oficina Técnica – CNPq e MDS - Edital CNPq nº 24/2013
T7 - Análise de Dados Secundários das Bases Sociais Disponíveis no MDS
Análise e Modelagem Longitudinal dos Dados da
Pesquisa de Avaliação de Impacto do Programa
Bolsa Família (Primeira e Segunda Rodadas)
Marcel de Toledo Vieira1 e Ricardo da Silva Freguglia2
Universidade Federal de Juiz de Fora
Departamento de Estatística 1
Design Lab – Amostragem e Experimentação
Instituto de Ciências Exatas
NIETES / Faculdade de Economia 1,2
Sumário
 Projeto aprovado no Edital CNPq-MDS 24/2013
 Equipe
 Objetivos
 Contribuições esperadas
 Cronograma
 Atividades executadas
 Desafios enfrentados
 Análise de atrito
 Definição dos grupos
 Alguns resultados
 Algumas considerações
 Outros produtos
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Projeto
 Equipe:
 Marcel de Toledo Vieira, PhD / Estatística , University of
Southampton (coordenador)
 Ricardo da Silva Freguglia, DSc / Economia, USP
 Bolsistas (CNPq):
 Ana Paula Kern, Doutoranda / Economia, DTI
 Cinara de Jesus Santos, Especialista / Engenharia de Produção,
mestranda / Modelagem Computacional, DTI
 Walmir dos Reis e Tamires Coelho, Graduandos / Estatística, ITI
 Outros Bolsistas:
 Luis Carlos Correia, Mestrando em Economia Aplicada
 Carolina Ribeiro Antônio e Aline Castro, Graduandas em
Estatística
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Objetivos (I)
 Responder tanto a questões metodológicas como a
problemas substantivos.
 Utilização dos dados das Pesquisas de Avaliação de
Impacto do Programa Bolsa Família (AIBF I e II):
 abordagem dos desafios metodológicos com que o
pesquisador se depara quando pretende analisar e
modelar dados longitudinais de pesquisas
socioeconômicas e demográficas de grande porte como
aquelas de avaliação de impacto de políticas públicas.
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Objetivos (II)
 Resultados esperados:
 recomendações sobre a escolha dos métodos estatísticos
mais adequados à análise de dados com uma estrutura
longitudinal,
 incorporando as características de desenhos amostrais
complexos (como aquele adotado para a seleção da
amostra da Pesquisa AIBF I), e
 análises substantivas de impacto do BF em diferentes
medidas (saúde, educação e mercado de trabalho).
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Contribuições Esperadas
 Este projeto focou em os dois seguintes grandes
tópicos:
 investigação dos efeitos de conglomeração e de planos
amostrais complexos em estudos longitudinais de
avaliação de impacto, utilizando dados da Pesquisa AIBF I e
II, incluindo o desenvolvimentos metodológicos; e
 avaliação dos impactos do Programa Bolsa Família sobre
relação entre mudanças socioeconômicas e variáveis
explicativas coletadas pela nas Pesquisas AIBF I e II.
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Cronograma
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Atividades Executadas
 Atualização do levantamento bibliográfico  realizada
 Preparação das bases de dados das pesquisas AIBF 
realizada com a criação de um painel AIBF I / AIBF II no
nível individual
 Investigação de EPAS na análise dos dados longitudinais
das pesquisas AIBF  realizada
 Comparação de diferentes técnicas e estratégias de
modelagem  realizada
 Avaliação de impactos do programa PBF  realizada/em
andamento
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Desafios Enfrentados (I)
 Os levantamentos dos dados das pesquisas AIBF foram
realizados em 2005 e 2009 (1ª e 2ª rodadas),
considerando três estratos de screening:
 famílias beneficiárias do Programa (T);
 famílias que não eram beneficiárias, mas estavam
incluídas no Cadastro Único (C1);
 famílias não incluídas no Cadastro Único, ou seja, não
cadastradas (C2).
 Foram pesquisados 15.426 domicílios, em 269
municípios de 23 UFs em 2005.
 Na 2ª rodada, segundo o relatório descritivo de 2009
foram rastreados 11.433 domicílios, o que difere do
observado na base de dados: 11.372 domicílios (!).
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Desafios Enfrentados (II)
 Bancos de Dados
 Para preparação das bases de dados e junção das
mesmas utilizou-se o software Stata v12.
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Desafios Enfrentados (III)
 Análise exploratória das bases de dados indicou a
ocorrência de dados faltantes (em proporção alarmante,
sobretudo para 2009) e informações conflitantes,
sugerindo a ocorrência de erros de digitação e/ou falhas
na aplicação ou preenchimento dos questionário.
 Os cinco arquivos que compõem as bases de dados de
2005 foram combinados em um único arquivo. O mesmo
procedimento foi repetido para 2009.
 foi necessário garantir que os assuntos abordados por cada
um dos arquivos pudessem ser referenciados da mesma
maneira – todas as características por domicílio / pessoa
em uma única linha – característica não observada nas
bases de dados originais.
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Desafios Enfrentados (III) - Continuação
 Os arquivos “Gastos Coletivos”, “Alimentos e Bebidas”
e “Benefícios” foram transpostos, criando assim novas
variáveis contendo informações para cada item, tendo
como referência para transposição o código
identificador do domicílio em conjunto com o código
identificador do item de interesse.
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Desafios Enfrentados (III) - Continuação
Necessidade de redimensionamento
id
domicilio
alimento
0001
1
arroz
0001
5
0001
15
:
0002
3
valor (R$)
kg
...
batata
0,5
kg
...
frango
2
kg
...
:
10
:
quant. und
5
:
0002
:
13
id
alimento
:
carne de boi
1
kg
...
feijão
2
kg
...
:
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:
65 a 298 itens
para cada
domicilio
65 a 298 itens
Desafios Enfrentados (III) - Continuação
 Problemas ocorridos com o redimensionamento:
 lançamentos duplicados de alguns itens em alguns domicílios

solução: aglutinar tais lançamentos somando quantidade e valor
 ausência de identificadores de gastos em algumas linhas
 Solução: eliminar essas linhas (total de 9 linhas)
 no arquivo “alimentos e bebidas”, existem diferentes
números de itens para cada domicílio, pois, na entrevista
foram registrados itens que não constavam na lista do
questionário (65 itens). Assim são encontradas famílias
com apenas 65 itens, assim como famílias com até 109
itens.
 Solução: padronizar deixando apenas os 65 itens da lista
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Desafios Enfrentados (V)
 Construção do Painel (I)
 principal dificuldade: não disponibilização (até o
presente momento) da base identificada dos indivíduos
pesquisados da 1ª rodada
 sucessivas solicitações foram enviadas aos dois
consórcios responsáveis pela realização das duas
rodadas, respectivamente – ainda sem sucesso.
 Acesso aos dados do CadÚnico poderia ter contribuído
para a solução: solicitação ainda não atendida.
 Solução : montar o painel considerando a data de
nascimento, sexo e idade dos pesquisados.
 resultado: de 68.395 indivíduos pesquisados na 1ª
rodada, 43.412 (63,47%) foram ‘localizados’ na base de
dados da 2ª rodada.
15
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Desafios Enfrentados (VI)
 Construção do Painel (II) - outras dificuldades
 para a construção do painel as variáveis deveriam estar
padronizadas no que diz respeito ao nome, tipo e formato
 na prática as variáveis foram definidas de maneira
completamente distinta nas rodadas;
 ausência de documentação que auxiliasse a padronização;
 grande volume de variáveis (3922 nas duas rodadas);
 acréscimos de assuntos abordados na 2ª rodada, além de
exclusão/alteração de perguntas dentro de cada seção
 valores dos benefícios pagos: na 1ª rodada registro feito
por indivíduo e para 15 benefícios possíveis; na 2ª rodada
registro feito por domicílio.
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Desafios Enfrentados (VI) - Continuação
 Construção do Painel (III) – soluções adotadas
 padronização das variáveis com base nos nomes de 2009;
 transformação do formato de algumas variáveis (data e hora, por






17
exemplo) que são incompatíveis nos dois anos;
perguntas referentes a algumas formas de rendimentos em 2005
foram truncadas em 2009, para ficarem equivalentes;
inserção do peso amostral (oriundo de arquivos fora do
questionário – arquivos auxiliares);
optou-se por manter apenas as variáveis existentes em ambas as
rodadas, resultando em 1.000 variáveis (originalmente 3922);
criação de um arquivo único de cada rodada (2005 e 2009), com as
variáveis já padronizadas (com mesmo nome/tipo/tamanho);
um arquivo de filtro a ser aplicado,confrontando as variáveis e
indivíduos presentes em ambas as rodadas;
Resultado: obtenção de um painel balanceado de indivíduos.
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Avaliação do Efeito de Perdas no Painel (I)
 Um dos desafios que o analista enfrenta ao trabalhar
com dados em painel são os abandonos (perdas que
ocorrem ao longo do tempo – atrição ou atrito.
 Este problema pode estar relacionado à ocorrência de
viés nas estimações.
 Avaliamos possíveis efeitos destas perdas em três
variáveis conforme tabelas a seguir.
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Avaliação do Efeito de Perdas no
Painel (II) - Educação
EDUCAÇÃO - s03a1(nome) sabe ler e escrever um bilhete simples no seu idioma?
1ª e 2ª RODADAS
Com plano
amostral
Sem plano amostral
2005
Freq.
19
2009
%
Freq.
PAINEL( 2005 x 2009)
%
2005
2009
%
%
Com plano
amostral
Sem plano amostral
2005
Freq.
2009
%
Freq.
%
2005
2009
%
%
Sim
50.177 73,35
38.288
80,72 78,35
82,68
31.893 73,47 30.737 84,50
78,25
86,69
Não
18.227 26,65
9.145
19,28 21,65
17,32
11.519 26,53 5.638 15,50
21,75
13,31
Total
68.404 100,00 47.433 100,00 100,00 100,00
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
43.412 100,00 36.375 100,00 100,00 100,00
Avaliação do Efeito de
Perdas no Painel (III) - Saúde
SAÚDE - s04a1 como avalia o estado de saúde de (nome)?
1ª e 2ª RODADAS
Sem plano amostral
2005
PAINEL( 2005 x 2009)
Com plano amostral
2009
2005
2009
Com plano
amostral
Sem plano amostral
2005
2009
2005
2009
Freq.
%
Freq.
%
%
%
Freq.
%
Freq.
%
%
%
Muito bom
9.578
14,00
6.729
14,35
18,12
15,81
5.679
13,08
5.195
14,21
15,34
15,75
Bom
38.993
57,00
28.204
60,14
54,39
56,78
24.832
57,20
21.876
59,84
56,50
56,12
Regular
16.186
23,66
9.408
20,06
21,91
21,46
10.535
24,27
7.504
20,53
22,89
22,01
Ruim
2.798
4,09
1.992
4,25
4,03
4,40
1.791
4,13
1.561
4,27
3,85
4,62
Muito ruim
604
0,88
498
1,06
1,22
1,33
408
0,94
376
1,03
1,21
1,38
Não sabe avaliar
238
0,35
64
0,14
0,33
0,21
162
0,37
46
0,13
0,22
0,11
Sem declaração
7
0,01
Total
68.404
100,00
100,00
100,00
43.412
20
53.624 100,00
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
100,00 36.558
100,00
100,00 100,00
Avaliação do Efeito de Perdas no
Painel (IV) – Mercado de Trabalho
MERCADO DE TRABALHO - s05a3 [nome] trabalha ou já trabalhou alguma vez?
1ª e 2ª RODADAS
PAINEL( 2005 x 2009)
Com plano
Sem plano amostral
Sem plano amostral
amostral
2005
2009
2005
2009
2005
2009
Com plano
amostral
2005
2009
Freq.
%
Freq.
%
%
%
Freq.
%
Freq.
%
%
%
Sim, trabalha
21.967
35,53
15.194
34,17
42,77
40,36
13.899
35,35
12.068
33,93
41,52
40,47
Sim, não
trabalha,mas já
trabalhou
12.155
19,66
8.754
19,69
23,21
24,03
7.664
19,49
6.809
19,14
22,83
23,06
Nunca trabalhou
27.690
44,79
20.519
46,14
34,01
35,60
17.750
45,14
16.694
46,93
35,64
36,47
Sem declaração
12
0,01
5
0,02
Total
61.824
100,00
39.318
100,00
21
0,01
44.467
100,00
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
100,00
100,00
0,01
35.571
100,00
100,00
100,00
Definição dos Grupos Tratamento e
Controle para Análises de Impacto
• Evitamos comparar beneficiários do BF com não
beneficiários não cadastrados, com o objetivo de evitar viés.
• Outra questão: para a correta consideração do ano de 2005
como o período base (pré-programa), não consideramos
indivíduos relataram que já eram beneficiários.
• Sendo assim, para os resultados que iremos apresentar, os
grupos de interesse foram criados a partir do grupo de
cadastrados que não recebiam BF em 2005 (estrato C1):
 Tratamento = não recebia BF em 2005 e recebia BF em 2009
 Controle = não recebia BF em 2005 e não recebe BF em 2009
22
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Caracterização dos Grupos
Rodada 1 (2005)
23
Tratamento
n= 11.792
Controle
n=14.008
Média de Idade
22,77
(n=11.784)
27,54
(n=13.990)
Masculino
48,02
(n=5.663)
48,54
(n=6.799)
Feminino
51,98
(n=6.129)
51,46
(n=7.209)
Escolaridade Média
12,69
(n=4.593)
12,89
(n=6.662)
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Estatísticas Descritivas – Variáveis de Saúde (I)
Gastos com Crianças de até 14 anos
Sem Plano Amostral
2005
2009
2005
2009
Grupo
Média
Média
Média
Erro
Padrão
Média
Erro
Padrão
EPA
EPA
Tratamento
52,02
74,70
60,04
9,66
104,37
26,26
9,10
31,71
Controle
60,66
79,27
67,57
7,42
73,59
8,32
3,85
3,83
Tratamento
37,20
67,27
45,11
4,14
45,18
8,07
7,58
4,34
Controle
48,56
95,84
57,61
13,14
77,65
16,66
9,59
2,87
Gastou com Remédio de
Uso Ocasional
(nos últimos 30 dias)
Tratamento
39,50
69,24
45,16
8,51
64,32
10,73
21,72
4,23
Controle
54,16
69,65
57,04
10,33
72,35
10,18
20,15
5,17
Gastou com Remédio de
uso Contínuo
(nos últimos 30 dias)
Tratamento
28,57
35,46
32,56
2,98
33,70
2,32
22,32
6,34
Controle
35,59
49,27
41,47
4,08
54,00
7,91
22,78
13,19
Gastou com Plano de
Saúde
(nos últimos 30 dias)
Tratamento
33,14
39,47
28,49
4,75
27,47
9,66
3,31
11,11
Controle
46,22
64,24
32,47
3,69
51,30
10,49
1,41
6,26
127,25
324,54
223,11
80,31
33,37
9,95
1,63
904,78
541,50
103,45
20,20
40,48
3,40
Gastou com Consulta
(nos últimos 30 dias)
Gastou com Exame
(nos últimos 30 dias)
Gastou com Internação
(no último ano)
24
Com Plano Amostral
Tratamento
Controle
287,04
393,67
118,86
2005
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
2009
Estatística Descritiva – Variáveis de Saúde (II)
Gastos com Crianças de 15 anos ou mais
Sem Plano Amostral
Com Plano Amostral
2005
2009
2005
2009
Grupo
Média
Média
Média
Erro
Padrão
Média
Erro
Padrão
EPA
EPA
Tratamento
72,82
98,69
62,51
9,06
90,96
11,60
20,24
31,34
Controle
76,39
140,86
89,20
12,03
145,62
18,42
34,91
43,55
Tratamento
74,87
108,57
87,69
12,49
125,75
18,71
46,95
81,44
Controle
108,33
161,49
80,98
10,84
145,27
14,61
16,12
29,61
Gastou com Remédio de
Uso Ocasional
(nos últimos 30 dias)
Tratamento
52,10
64,50
50,99
2,94
54,32
5,12
6,08
15,97
Controle
69,22
102,85
78,16
7,98
101,63
7,24
29,31
18,84
Gastou com Remédio de
uso Contínuo
(nos últimos 30 dias)
Tratamento
31,72
42,30
32,87
2,81
43,00
5,92
11,25
30,07
Controle
39,06
61,46
42,61
4,14
66,76
9,61
20,51
52,98
Gastou com Plano de
Saúde
(nos últimos 30 dias)
Tratamento
87,69
80,61
80,21
31,14
40,31
10,59
107,23
10,03
Controle
85,35
178,56
52,95
7,77
169,27
65,69
8,42
204,01
Tratamento
170,74
510,77
137,27
53,38
681,64
343,54
87,90
1470,13
Controle
383,28
352,98
259,43
111,52
290,76
108,10
192,02
270,62
Gastou com Consulta
(nos últimos 30 dias)
Gastou com Exame
(nos últimos 30 dias)
Gastou com Internação
(no último ano)
25
2005
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
2009
Algumas Considerações
 Resultados da aplicação do método de ‘diferenças em
diferenças’ com e sem o desenho amostral, não sugerem
evidências de impacto do BF nos gastos com saúde
(variáveis consideradas nas tabelas acima).
 Para variáveis frequência escolar e progressão escolar
(educação), tanto utilizando a técnica de Pareamento
com Escore de Propensão (Propensity Score Matching)
com o método de ‘diferenças em diferenças’ quanto
utilizando somente o método de ‘diferenças em
diferenças’, não foram encontradas evidências de
impactos do BF.
 A seguir são apresentados alguns resultados para
variáveis relacionadas ao Mercado de Trabalho.
26
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Variáveis de Controle
 Variáveis de Controle consideradas nas aplicações dos
métodos de ‘diferenças em diferenças’.
1) se o domicílio possui água canalizada,
2) se o domicílio possui coleta de lixo,
3) número de moradores por comôdo,
4) se a mãe mora no domicílio,
5) cor/raça da mãe (no caso, do chefe do domicílio),
6) estado de saúde (muito bom, bom, regular, ruim, muito
ruim, não sabe, não se aplica),
7) se o domicílio se situa em área urbana,
8) se o domicílio possui é atendido por energia elétrica e
9) grau de escolaridade da mãe (no caso, do chefe do
domicílio).
27
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Estatística Descritiva – Variáveis de Mercado de trabalho
Sem Plano Amostral
Valores Desembolsados
com Produtos
Valores Aproximados com
Produtos Obtidos
Renda do indivíduo na
ocupação 1
Total de horas
trabalhadas por semana
na ocupação 1
28
Com Plano Amostral
2005
2009
2005
2005
2009
Grupo
Média
Média
Média
Erro
Padrão
Média
Erro Padrão
EPA
EPA
Tratamento
92,01
88,09
96,91
5,77
104,26
6,58
25,70
56,65
Controle
146,65
156,85
151,65
6,41
175,34
9,09
15,78
29,95
Tratamento
33,22
17,57
52,00
12,84
20,69
8,07
123,62
18,97
Controle
46,11
26,01
46,79
5,47
33,45
2,48
20,19
24,40
Tratamento
373,11
296,29
303,88
28.56
296,86
18,73
0,53
14,78
Controle
451,74
447,65
415,97
26,07
440,82
9,21
1,01
2,99
Tratamento
37,96
38,07
37,62
0,99
38,10
0,78
16,00
6,32
Controle
39,04
39,91
40,29
0,48
40,75
0,52
6,14
4,63
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
2009
Resultados - Mercado de Trabalho
Resultados para o Método de Diferenças em Diferenças Sem o Plano Amostral
Base line
Valores
Desembolsados
com Produtos
Valores
Aproximados
com Produtos
Obtidos
Renda do
indivíduo na
ocupação 1
Total de horas
trabalhadas por
semana na
ocupação 1
Follow up
Controle
Tratamento
Diferença
Controle
Tratamento
Diferença
Diff in Diff
83.035
(9.809)
74.019
(9.798)
-9.017
(4.969)
92.688
(9.965)
55.406
(9.314)
-37.282
(6.974)
-28.266
(8.500)
8.47
7.55
1.81
9.30
5.95
-5.35
-3.33
0.000
0.000
0.070*
0.000
0.000
0.000***
0.001***
Controle
Tratamento
Diferença
Controle
Tratamento
Diferença
Diff in Diff
60.207
(8.635)
64.586
(8.625)
4.379
(4.374)
46.294
(8.773)
45.107
(8.200)
-1.187
(6.139)
-5.566
(7.483)
6.97
7.49
1.00
5.58
5.50
-0.19
-0.74
0.000
0.000
0.317
0.000
0.000
0.847
0.457
Controle
Tratamento
Diferença
Controle
Tratamento
Diferença
Diff in Diff
72.270
(537.126)
478.202
(533.515)
405.932
(223.520)
83.875
(531.732)
-56.156
(512.508)
-140.031
(339.797)
-545.963
(404.339)
0.13
0.90
1.82
0.16
-0.11
-0.41
-1.35
0.893
0.370
0.070*
0.875
0.913
0.680
0.177
Controle
Tratamento
Diferença
Controle
Tratamento
Diferença
Diff in Diff
32.478
(2.148)
32.144
(2.130)
-0.334
(0.928)
34.410
(2.161)
32.061
(2.058)
-2.349
(1.398)
-2.016
(1.669)
15.12
15.09
-0.36
15.92
15.58
-1.68
-1.21
0.000
0.000
0.719
0.000
0.000
0.093*
0.227
Nota: Erro Padrão Robusto em Parênteses, ***1% de significância, **5% de significância, *10% de significância.
29
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Resultados - Mercado de Trabalho
Resultados para o Método de Diferenças em Diferenças Com o Plano Amostral
Tratamento
Ano
Diff in Diff
Constante
Valores Desembolsados com Produtos
Valores Aproximados com Produtos
Obtidos
Coeficiente
3.75191
(9.562752)
11.87313
(12.94054)
-37.65061
(16.32298)
-59.29967
(18.02614)
Coeficiente
10.50903
(9.544708)
-7.751014
(6.150781)
-8.379174
(9.176935)
19.77801
(25.67351)
Stat-t
P-valor
0.39
0.695
0.92
0.359
-2.31
0.021**
-3.29
0.001 ***
Renda do indivíduo na ocupação 1
Tratamento
Ano
Diff in Diff
Constante
Coeficiente
285.131
(256.7706)
35.38408
(90.12826)
-449.6844
(318.2513)
-313.5821
(250.6746)
Stat-t
P-valor
1.11
0.267
0.39
0.695
-1.41
-1.25
P-valor
1.10
0.271
-1.26
0.208
-0.91
0.362
0.77
0.441
Total de horas trabalhadas por
semana na ocupação 1
Coeficiente
18.17026
(39.40411)
324.3932
(48.38922)
Stat-t
6.70
0.000***
0.158
*
*
*
0.212
199.8004
(122.5704)
1.63
0.112
Nota: Erro Padrão Robusto em Parênteses, ***1% de significância, **5% de significância, *10% de significância.
30
Stat-t
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
P-valor
0.647
Algumas Considerações (I)
 Métodos para Análise de Dados Amostrais Complexos e
Longitudinais
 A amostra da Pesquisa AIBF é complexa (conglomeração,
estratificação e probabilidades desiguais de seleção).
 Ignorar o desenho amostral: estimativas incorretas para
parâmetros pontuais e para as variâncias das estimativas
pontuais -> perda de qualidade da inferência estatística.
 Skinner e Vieira (2007): efeitos do plano amostral (EPAs)
para análises longitudinais podem ser maiores do que
para a análise de dados transversais correspondentes.
 Resultados das Pesquisas AIBF I e II indicam uma
confirmação desta tendência.
31
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Algumas Considerações (II)
 Poucos trabalhos encontrados na literatura consideram
as bases de dados da AIBF I e AIBF II.
 De acordo com o nosso conhecimento, nenhum desses
trabalhos considera um painel de indivíduos com dados
AIBF ao longo do tempo, como foi feito neste projeto.
 Além das análises de efeitos dos abandonos (atrição), do
desenho amostral e de impactos do BF, uma contribuição
deste projeto foi a produção de uma rotina automatizada
(do-file / Stata) para a geração de um banco de dados em
painel de indivíduos a partir dos dados das pesquisas
AIBF I e II.
32
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Algumas Considerações (III)
 Sugestões para o MDS no que diz respeito à
contratações de novas pesquisas longitudinais: exigir
dos consórcios contratados maior rigor com a
compatibilização dos dados de diferentes rodadas
 O acesso aos dados identificados para a pesquisa AIBF
teria nos poupado um tempo substancial para outras
atividades do projeto.
 O acesso aos dados do Cad-Único tería nos permitido
melhorar a eficiência de nossas análises de impacto e
também poderíamos ter pareado tais dados com a
RAIS-identificada à qual já temos acesso.
33
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Outros Produtos do Projeto
 Formação de Recursos Humanos
 Iniciação Científica
 Walmir dos Reis Miranda Filho. Análise e Modelagem Longitudinal dos
Dados da Pesquisa de Avaliação de Impacto do Programa Bolsa Família
(1a e 2a Rodadas). 2014. Iniciação Científica. (Graduando em
Estatística) - UFJF, CNPq. Orientador: Marcel de Toledo Vieira.
 Tamires Mara Coelho. Análise e Modelagem Longitudinal dos Dados da
Pesquisa de Avaliação de Impacto do Programa Bolsa Família (1a e 2a
Rodadas). 2014 e 2015. Iniciação Científica. (Graduando em Estatística)
- UFJF, CNPq. Orientador: Marcel de Toledo Vieira.
 Carolina Ribeiro Antonio e Aline Castro. Análise e Modelagem
Longitudinal dos Dados da Pesquisa de Avaliação de Impacto do
Programa Bolsa Família (1a e 2a Rodadas). 2014 e 2015. Iniciação
Científica. (Graduando em Estatística) – UFJF, BIC. Orientador: Marcel
de Toledo Vieira.
34
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Outros Produtos do Projeto (II)
 Trabalhos Conclusão de Curso (Graduação)
 Tamires Mara Coelho. Análise e Modelagem Longitudinal dos Dados da
Pesquisa AIBF: Impactos na Educação. 2014. Trabalho de Conclusão de
Curso. (Graduação em Ciências Exatas) - Universidade Federal de Juiz
de Fora. Orientador: Marcel de Toledo Vieira.
 Carolina Ribeiro Antonio. Análise e Modelagem Longitudinal dos Dados
da Pesquisa AIBF: Impactos na Saúde. 2014. Trabalho de Conclusão de
Curso. (Graduação em Ciências Exatas) - Universidade Federal de Juiz
de Fora. Orientador: Marcel de Toledo Vieira.
 Walmir dos Reis Miranda Filho. Análise de Dados Amostrais das
Pesquisas AIBF I e II: Efeitos do Plano Amostral na Estimação de
Médias. 2014. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em
Estatística) - Universidade Federal de Juiz de Fora. Orientador: Marcel
de Toledo Vieira.
35
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Outros Produtos do Projeto (III)
 Dissertação de Mestrado (em andamento)
 Luís Carlos Correia. Programa bolsa família e o mercado de trabalho:
uma análise longitudinal. Início: 2015. Dissertação (Mestrado em
Economia Aplicada) - Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF.
Orientador: Marcel de Toledo Vieira. Co-Orientador: Ricardo Freguglia.
 Cinara de Jesus Santos. Avaliação de Impactos do Bolsa Família na
Saúde (título provisório). Início: 2015. Dissertação (Mestrado em
Modelagem Computacional) – Universidade Federal de Juiz de Fora.
Orientador: Henrique Hippert. Co-Orientador: Marcel de T. Vieira
 Tese de Doutorado (em andamento)
 Ana Paula Kern. Avaliação de Impacto do Programa Bolsa Família.
Início: 2014. Tese (Doutorado em Economia Aplicada) - Universidade
Federal de Juiz de Fora, UFJF. Orientador: Marcel de Toledo.
Co-Orientador: Ricardo Freguglia.
36
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
Outros Produtos do Projeto (III)
 Trabalhos em Congressos
 Antonio, C. R. ; Castro, A. A. B. ; Coelho, T. M. ; Miranda Filho, W. R. ;
Santos, C. J. ; Vieira, Marcel de Toledo; Freguglia, R. da S. Análise
Longitudinal do Impacto do Programa Bolsa Família. In: XIII Encontro
Mineiro de Estatística, 2014, Diamantina. XIII Encontro Mineiro de
Estatística. Diamantina: UFVJM, 2014.
 Ana Paula Kern; Marcel de Toledo Vieira e Ricardo da Silva Freguglia.
Impacto do Programa Bolsa Família sobre Frequência e Progressão
Escolar: uma análise com dados longitudinais. XIII Encontro Nacional
da Associação Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, 2015.
 Aline Araújo Barbosa de Castro; Carolina Ribeiro Antonio; Cinara de
Jesus Santos; Tamires Mara Coelho; Walmir dos Reis Miranda Filho;
Marcel de Toledo Vieira; Ricardo da Silva Freguglia. Longitudinal Data
Impact Analysis of the Brazilian ‘Bolsa Família’ Social Welfare
Programme. 60th World Statistics Congress of the ISI, 2015.
37
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
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[email protected]
38
Oficina MDS - 13 e 14/08/2015
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Apresentação dos Resultados