UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE NÚCLEO DE TECNOLOGIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL GABRIEL OLIVEIRA DE LIMA Comparativo entre o nivelamento do eixo de uma rodovia com estação total e com nível óptico, para avaliar a adequação de cada método à precisão exigida nas normas do DNIT. Caruaru, 2013 Catalogação na fonte Bibliotecária Simone Xavier CRB4 - 1242 L732c Lima, Gabriel Oliveira de. Comparativo entre o nivelamento do eixo de uma rodovia com estação total e com nível óptico, para avaliar a adequação de cada método à precisão exigida nas normas do DNIT. / Gabriel Oliveira de Lima. - Caruaru: O Autor, 2013. 52f ; il.; 30 cm. Orientador: Maurício Oliveira de Andrade Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) – Universidade Federal de Pernambuco, CAA. Engenharia Civil, 2013. Inclui bibliografia 1. Estradas. 2. Engenharia rodoviária. I. Andrade, Mauricio Oliveira de GABRIEL OLIVEIRA DE LIMA Comparativo entre o nivelamento do eixo de uma rodovia, com estação total e com nível óptico, para avaliar a adequação de cada método à precisão exigida nas normas do DNIT. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil do Centro Acadêmico do Agreste - CAA, da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil. Área de concentração: Estradas e Transportes Orientador: Mauricio Oliveira de Andrade, D Sc. Caruaru, 2013 Ao o meu pai Eraldo Oliveira, em quem possuo grande inspiração, por estar comigo nesta batalha, dando-me todo apoio que precisei e me ajudando neste trabalho. A minha irmã Lígia Gabriela, que agora está comigo em Caruaru me ajudando e aperreando, esta batalha é por nós dois. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por ter me dado forças para conquistar este objetivo o qual tanto almejei. Agradeço ao meu pai por sempre sentar comigo me orientando e estimulando nos meus estudos mostrando o que é mais importante na vida. Agradeço aos meus tios Ribeiro e Izabel, por terem me apoiado a cursar esta universidade aqui em Caruaru, aos quais tenho uma grande gratidão. A minha namorada Yara por ser esta pessoa maravilhosa que é tão importante para mim, que sempre me ajuda nos momentos bons e ruins, inclusive neste trabalho. Ao meu orientador Mauricio Oliveira por aceitar o meu trabalho, me auxiliando e ajudando a resolver os problemas que encontrei. Aos amigos e familiares com os quais compartilhei grande parte das minhas emoções e batalhas durante estes anos acadêmicos. Aos (quase-) engenheiros civis da minha turma com os quais compartilhei alegrias e frustrações. O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. Albert Einstein RESUMO Comparativo entre o nivelamento do eixo de uma rodovia, com estação total e com nível óptico, para avaliar a adequação de cada método à precisão exigida nas normas do DNIT. O presente trabalho visa avaliar a exigência do DNIT sobre o nivelamento do eixo de uma rodovia utilizando o nível óptico, que é um instrumento de elevada precisão, mas que possui um tempo elevado na sua operação de campo durante a execução dos serviços. Este estudo visa à possibilidade da utilização da estação total, mantendo uma precisão maior ou igual do que o nível óptico, já que o mesmo é um instrumento que possui uma agilidade elevada em sua operação, e armazena todos os dados que são levantados em campo. O problema encontrado é em relação à precisão que esta possível mudança de equipamento poderá causar na execução do nivelamento. Este trabalho tem por objetivo a comparação das precisões obtidas por cada um dos instrumentos que foram utilizados de acordo com as normas do DNIT, e desta forma avaliar que a utilização da estação total é suficiente. Foi executada a simulação de uma rodovia seguindo as normas do DNIT que é ilustrada pela instrução de serviço IS-204 e IS-205. Onde foi usado a estação total e o nível óptico, simulando a diretriz de uma rodovia para que a mesma fosse locada com o uso destes equipamentos, e posteriormente sendo executado o pós-processamento. Com o embasamento deste estudo encontrou-se uma precisão elevada com o nível óptico que é de 2 cm/Km sendo aceita pelo DNIT. Com o nível óptico, executando o nivelamento geométrico encontrou-se um erro médio de 1,89 mm e um desvio padrão de 1,80 mm, em alguns casos o erro foi maior que o erro médio. Usando a estação total o erro encontrado foi de 4,49 cm/km que é um valor maior que o aceitável pelo DNIT. Através dos dados obtidos com a estação o erro médio encontrado foi de 25,95 mm com um desvio padrão de 30,5 mm, como observou-se no nivelamento geométrico, em algumas estacas o erro foi maior que a média. Com o nível e a estação houve alguns picos de erros, que foram causados na operação em campo. No nível este erro foi 3 vezes maior que a média de erros no levantamento enquanto na estação foi 8 vezes maior, comprovando que a exigência do DNIT está correta, e que este órgão já prevê possíveis erros humanos de operação. Palavras-chave: estradas, nível óptico, estação total. ABSTRACT Comparison leveling axle of a highway, with total station and optical level, to assess the suitability of each method to the required accuracy standards DNIT. This study aims to assess the requirement of DNIT about leveling the axis of a highway using the optical level, which is a high precision instrument, but it has a high time in its field operation during the execution of services. This study aims at the possibility of using Total Station, maintaining an accuracy greater than or equal to the optical level, since it is an instrument that has a high agility in its operation and stores all data that are collected in the field. The problem is found in relation to the accuracy that can change this equipment may cause the execution of leveling. This study aims to compare the accuracies obtained by each of the instruments that were used in accordance with the standards of DNIT, and thus evaluate the use of total station is sufficient. The simulation was run for a road following the rules DNIT which is illustrated by the statement service IS-204 and IS-205. Where the total station was used and the optical level, simulating the guideline of a highway for which it was leased to the use of these devices, and then running the post-processing. On the basis of this study found a high precision optical level with that is 2 cm / Km being accepted by DNIT. With the optical level, performing the leveling found a mean error of 1.89 mm and a standard deviation of 1.80 mm in some cases the error was greater than the average error. Using the Total Station found the error was 4.49 cm / km which is a value higher than acceptable by DNIT. Using data obtained with the station, the average error was found to be 25.95 mm with a standard deviation of 30.5 mm, as observed in leveling, in some cuttings error was greater than the mean. With the level and peak season there were some mistakes that were caused in the operation field. At this error level was 3 times greater than the average error in the survey while the station was 8 times higher, proving that the requirement DNIT is correct, and that this body already provides possible human errors in operation. Key words: road, optical level, total station. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Levantamento Irradiação. ......................................................................... 17 Figura 2 – Levantamento por interseção. ...................................................................18 Figura 3 – Diferença entre cota e altitude. .................................................................20 Figura 4 – Altímetro analógico. ................................................................................. 21 Figura 5 – Nivelamento geométrico........................................................................... 22 Figura 6 – Nivelamento simples. ............................................................................... 22 Figura 7 – Nivelamento composto. ............................................................................ 23 Figura 8 – Estrutura e esquema de um teodolito. ....................................................... 24 Figura 9 – Estação total (Sokkia SET500). ................................................................ 26 Figura 10 - Erros por Estacas(com o Nível). .............................................................. 40 Figura 11 - Erros por Estacas(com a Estação Total). .................................................. 41 Figura 12 - Erros por Estacas (Estação Total x Nível)................................................ 42 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Classificação dos teodolitos. ....................................................................24 Tabela 2 – Classificação dos níveis. .......................................................................... 25 Tabela 3 – Classificação dos MEDs........................................................................... 25 Tabela 4 – Classificação de estações totais. ............................................................... 26 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas CAD Computer Aided Design DNIT Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes DER Departamento de Estradas de Rodagem GPS Global Positioning System IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IS Instrução de Serviço MED Medidores Eletrônicos de Distâncias NBR Norma Brasileira RRNN Referência de Nível SUMÁRIO AGRADECIMENTOS ......................................................................................................... I RESUMO .............................................................................................................................. I ABSTRACT .......................................................................................................................... I LISTA DE ILUSTRAÇÕES ................................................................................................ I LISTA DE TABELAS .......................................................................................................... I LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ........................................................................... I SUMÁRIO ............................................................................................................................2 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................13 1.1 Histórico e Contextualização do Problema .................................................... 13 1.2 Objetivos .......................................................................................................... 14 2 2.1 3 1.2.1 Objetivo Geral ..................................................................................................................... 14 1.2.2 Objetivos específicos ........................................................................................................... 14 FERRAMENTAS PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO ................ 15 Topografia ....................................................................................................... 15 2.1.1 Métodos de Levantamentos Topográficos Planimétricos ...................................................... 16 2.1.2 Levantamentos Topográficos Altimétricos............................................................................ 19 2.1.3 Equipamentos ..................................................................................................................... 23 2.1.4 Tolerâncias Admitidas .......................................................................................................... 27 PROCEDIMENTOS DE ESTUDOS TOPOGRÁFICOS PARA PROJETOS BÁSICOS E EXECUTIVOS DE ENGENHARIA ............................................................ 30 3.1 3.2 Classe dos Nivelamentos de acordo com a NBR 13.133/94. ........................... 30 3.1.1 Classe IN.............................................................................................................................. 30 3.1.2 Classe IIN............................................................................................................................. 31 3.1.3 Classe IIIN ............................................................................................................................ 31 Desenvolvimento do estudo executivo de acordo com a instrução de serviço 31 4 4.1 3.2.1 Etapas da IS-204 e sua tolerância ......................................................................................... 32 3.2.2 Etapas da IS-205 e sua tolerância ......................................................................................... 33 METODOLOGIA ............................................................................................... 36 Local do estudo e definição das características da poligonal ......................... 36 4.2 Equipamentos que foram utilizados neste estudo .......................................... 36 4.3 Procedimentos executados no estudo .............................................................. 37 4.4 Pós-processamento .......................................................................................... 38 5 RESULTADOS ...................................................................................................39 5.1 Erro máximo Admissível segundo a NBR 13.133/94 ...................................... 39 5.2 Método para cálculo da média e do desvio padrão ........................................ 39 5.3 Estudos com o Nível ........................................................................................ 39 5.4 Estudos com a Estação Total .......................................................................... 41 5.5 Comparação entre Estação Total e Nível ....................................................... 42 6 6.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................. 43 Recomendações para outros estudos .............................................................. 44 REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 45 APÊNDICE ......................................................................................................................... 47 13 1 INTRODUÇÃO 1.1 Histórico e Contextualização do Problema De acordo com o DER – Departamento de Estradas de Rodagem (2006), levantamento topográfico é o conjunto de métodos e processos que relacionam os pontos previamente escolhidos, convenientemente distribuídos ao longo de um terreno de coordenadas topográficas conhecidas, aos pontos definidores de seus acidentes planialtimétricos naturais e artificiais de seu relevo, visando sua exata representação em escala desejada, ou aos pontos definidores de um projeto de engenharia a ser implantado nesse terreno. Já para Antunes (1995), o levantamento topográfico utiliza medições de ângulos e distâncias horizontais e verticais, com instrumentos adequados à exatidão pretendida. Antigamente os levantamentos topográficos eram feitos com os teodolitos, que são aparelhos que medem ângulos (horizontais e verticais) e distâncias, com o auxílio de uma régua de mira, através de limbos horizontais e verticais feitos de vidro. E em relação à altimetria da locação, era usado um aparelho chamado nível que da mesma forma do teodolito, utiliza o auxilio da mira. Com a evolução da tecnologia dos aparelhos topográficos, foi criado um aparelho que é a combinação de um teodolito com um medidor eletrônico de distâncias, que é a estação total. Hoje em dia os teodolitos estão em desuso, e a maior parte dos levantamentos topográficos é executada com o uso da estação total. Para auxiliar a estação total utiliza-se um equipamento chamado GPS (Global Positioning System), que segundo Mc Cormac (2007) este equipamento loca pontos rapidamente e com exatidão sobre a terra através de medidas entre satélites artificiais. Com o GPS é possível conhecer as coordenadas geográficas de um ponto na região onde está sendo executado o levantamento topográfico. Para Ribeiro (2007), numa estrada de rodagem, o eixo localiza-se na região central da pista de rolamento. O processo de materialização de pontos de eixos no terreno é denominado de locação de campo do eixo projetado, onde o mesmo possui três operações para realizar, 14 sendo elas: locação do eixo, nivelamento do eixo locado e levantamento das seções transversais. O eixo é compreendido por trechos retos (tangentes), que são os primeiros a serem locados, e curvos possuindo sentido e origem definidos. Este trabalho parte da premissa que já foi realizado o estudo de exploração da região onde irá passar a estrada, e que o projeto geométrico da estrada já foi executado com todos os dados necessários para a locação da mesma. 1.2 1.2.1 Objetivos Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é estudar a execução da locação de eixo de uma rodovia já projetada, com o auxilio da estação total e do nível óptico e por comparação avaliar as precisões obtidas e a adequação às normas vigentes do DNIT (Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes). O DNIT exige com as suas instruções de serviço (IS-204 e IS-205), que para executar a locação do eixo de uma estrada, deve ser executado o nivelamento geométrico com o auxílio de um nível, para obter as cotas dos pontos que foram locados. Neste trabalho será demonstrado se existi diferença significativa da precisão do fechamento das cotas em relação a estes dois equipamentos, e desta forma verificar se é viável executar a locação e o nivelamento utilizando apenas uma estação total. 1.2.2 Objetivos específicos Constituem objetivos específicos deste trabalho a descrição das operações de levantamentos topográficos para a locação e nivelamento de estradas de rodagem, bem como, das características técnicas dos equipamentos utilizados e das normas técnicas aplicáveis. 15 2 FERRAMENTAS PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO 2.1 Topografia Segundo McCormac (2007), a topografia é uma ciência muito antiga, de milhares de anos. Ela é uma ciência baseada na geometria e na trigonometria, e que trata de representar por meio de projeção ortogonal os detalhes da configuração de um determinado terreno, através de medições de distâncias, altitudes e ângulos. De acordo com Brandalize (2008), é inevitável o uso da topografia, na engenharia civil, pois a mesma tem a finalidade de determinar os contornos, as dimensões e a posição no espaço de uma determinada região na superfície da terra, sem levar em consideração a curvatura da mesma. Quando é levada em consideração a curvatura ou a elipsoidal da terra nos trabalhos, não é usado mais a topografia e sim a geodésia. Com o crescente uso do GPS torna-se necessário um entendimento melhor nesta área, pois as distâncias medidas são relativamente grandes sofrendo influência da curvatura da terra. Com relação à influência ou não da curvatura da terra, temos dois tipos de levantamentos: o topográfico plano e o levantamento geodésico. O primeiro é realizado em áreas pequenas (sem influência da curvatura) e o segundo em grandes áreas. Segundo Pinto (2000), os levantamentos topográficos objetivam obter modelos topográficos digitais do terreno, e é à base de qualquer projeto e de qualquer obra realizada por engenheiros. Como exemplos, os trabalhos de obras viárias (que é o caso de estudo deste trabalho), edifícios, aeroportos, entre outros. São classificados em três tipos: levantamento planimétrico, levantamento planialtimétrico e o planialtimétrico cadastral. De acordo com NBR 13.133/94, levantamento planimétrico é o que delimita os limites de uma região qualquer, a partir de um ponto georeferenciado conhecido. Se não possuir um ponto conhecido, faz-se a partir de um ponto estável próximo da área, sem levar em consideração as altitudes. Este tipo de levantamento envolve medições de distâncias e ângulos. Levantamento planialtimétrico, segundo a NBR 13.133/94, nada mais é do que um planimétrico que leva em consideração a altimetria da área. De acordo com Pinto (2000), 16 quando é desejada alta precisão na altimetria é executado um nivelamento geométrico, caso não seja exigido, pode ser feito com o uso da estação total. A NBR 13.133/94, diz que o levantamento planialtimétrico cadastral é um levantamento planialtimétrico, com o acréscimo dos detalhes que são visíveis na região. Por exemplo, postes de baixa ou alta tensão, riachos, casas, árvores entre outros, ou seja, qualquer coisa que esteja na área de estudo. Dependendo para que seja o estudo, consideram-se as informações relevantes. 2.1.1 Métodos de Levantamentos Topográficos Planimétricos Para Brandalize (ibid), levantamentos topográficos devem ser aplicados quando se obedecem alguns critérios e quando se seguem determinadas etapas, que dependem do tamanho da área, do relevo de onde será o estudo e da precisão desejada no projeto. 2.1.1.1 Levantamento por irradiação ESPARTEL (1977), destaca que o Método da Irradiação também é conhecido como método da Decomposição em Triângulos ou das Coordenadas Polares. De acordo com Brandalize (2008), levantamento de irradiação é usado em áreas relativamente planas e que possua uma pequena extensão. Neste tipo de levantamento é definido o local de um ponto qualquer (P), de onde se pode observar a região que se deseja levantar como um todo. Esse ponto tanto pode estar dentro ou fora da superfície de estudo, o importante é que no local onde está localizado o mesmo tenha como efetuar o levantamento de toda área. Deste ponto (P), são medidos todas as distâncias e ângulos necessários para que sejam definidos os vértices desta região. A precisão que será encontrada neste levantamento depende diretamente dos tipos de instrumentos que estão sendo usados. Na Figura 1 está sendo exemplificado o levantamento por irradiação, onde se mostra o ponto (P) internamente à área a ser levantada, e a partir dele foram medidos os ângulos horizontais (Hz1 até Hz7) e as distâncias horizontais (DH1 até DH7). 17 Figura 1 – Levantamento Irradiação. Fonte: Topografia, PUC/PR. Segundo Brandalize (2008), em cada triângulo que é formado na região levantada, como está sendo mostrado na Figura 1, onde todos possuem um vértice em comum no ponto (P), são conhecidos dois lados e um ângulo. Para a obtenção de outros ângulos ou distâncias, é só usar artifícios trigonométricos que assim serão facilmente encontrados. É um método muito empregado em projetos onde se necessita a amarração de vários detalhes. 2.1.1.2 Levantamento por interseção Segundo ESPARTEL (1977), o Método da Interseção também é conhecido como método das Coordenadas Bipolares. Este tipo de levantamento é usado em pequenas áreas que possuam um relevo um tanto quanto acidentado. De acordo com Brandalize (2008), esse método é baseado em encontrar um local adequado de dois pontos (P) e (Q), que estejam localizados na parte interna ou externa da área que está sendo estudada, para que de onde estão situados seja possível visar todos os outros pontos limites desta região. É medida a distância entre estes dois pontos que foram definidos como base de referência, e posteriormente são medidos todos os ângulos horizontais entre a base adotada e os pontos limites. 18 Figura 2 – Levantamento por interseção. Fonte: Topografia, PUC/PR. A Figura 2 acima, mostra uma superfície delimitada por sete vértices. Mostra também as medidas de distâncias dos pontos (P) e (Q) para os vértices, como também os ângulos formados entre a base e os pontos limites (1 ao 7). Segundo Brandalize (2008), de cada triângulo encontrado, são conhecidos dois ângulos e um lado do triângulo, referente a distância entre os pontos (P) e (Q). As outras distâncias e ângulos que se desejam encontrar são solucionados por relações trigonométricas no pós-processamento. 2.1.1.3 Levantamento por caminhamento Segundo ESPARTEL (1977), levantamento por caminhamento é o método utilizado no levantamento de superfícies relativamente grandes e de relevo acidentado. Requer uma quantidade maior de medidas que os métodos anteriores, porém, oferece maior confiabilidade no que diz respeito aos resultados. Para Brandalize (2008), esse tipo de levantamento tem várias etapas a serem seguidas, que são: reconhecimento do terreno, levantamento da poligonal, levantamento dos detalhes, orientação da poligonal e computação dos dados, etapas essas necessárias para concluir o desenho da planta e a redação do memorial descritivo. O reconhecimento do terreno é executado observando a região que será estudada e definindo a delimitação do terreno, para que sejam implantados os piquetes que definirão a poligonal. O levantamento da poligonal é 19 feito em campo, com os aparelhos, exemplo estação total, onde serão visados os piquetes que definem a mesma. A poligonal pode ser do tipo fechada, aberta, apoiada, semi apoiada e não apoiada. O levantamento de detalhes é feito quando na região estudada tem estruturas importantes que merecem ser mostradas no levantamento da mesma. Exemplo, a área que está sendo levantada possui um poste de rede de alta tensão, isto tem que ser mostrado. Segundo ainda o mesmo autor, a orientação da poligonal é a determinação do rumo ou azimute do primeiro alinhamento e a computação dos dados é o pós-processamento do que foi medido em campo para que sejam executados os cálculos de fechamento da poligonal, da coordenada e dos erros. Todos estes procedimentos foram realizados em escritório, obtendo assim os desenhos em plantas e memorial descritivo. O primeiro é a confecção das plantas com o que foi levantando em campo com todos os cálculos necessários já executados e o segundo, aponta todos os confrontantes, áreas, perímetros e etc. 2.1.2 Levantamentos Topográficos Altimétricos Segundo Brandalize (2008), levantamento altimétrico, ou simplesmente, nivelamento, é a operação em que se pode determinar a diferença de nível de pontos distintos ou as suas distâncias verticais. O ato de nivelar, não termina quando só é descoberta a diferença de nível dos pontos. Nivelar é quando se inclui nesta operação o transporte da cota de um ponto que seja conhecido (RN – referência de nível) para os outros pontos que foram nivelados. O nivelamento é um ato simples, porém de extrema importância. Segundo ESPARTEL (1987), quando as distâncias verticais são relacionadas ao geoide (nível médio dos mares), toma-se o nome de altitudes, que correspondem ao nível verdadeiro. Já quando está relacionado a uma superfície fictícia, que pode estar acima ou abaixo do geoide, é chamado de cota e esta corresponde ao nível aparente (um plano tangente ao nível da superfície dos mares). 20 Figura 3 – Diferença entre cota e altitude. Fonte: Topografia, PUC/PR. A Figura 3 ilustra bem a diferença entre a cota e altitude, onde se mostra que a cota é uma medida em relação à superfície genérica, enquanto a altitude relaciona-se ao nível médio dos mares. Segundo ESPARTEL (1987), a altimetria compreende dois métodos gerais, onde o primeiro refere todas as medidas ao nível verdadeiro, enquanto o segundo método ao nível aparente. Há três métodos de nivelamento: barométrico (referencia o nível verdadeiro), trigonométrico e geométrico (ambos referenciam o nível aparente). O método que possui a maior precisão é o geométrico e o de menor precisão é o barométrico. 2.1.2.1 Nivelamento Barométrico Segundo McCormac (2007), o nivelamento barométrico determina as cotas medindo as mudanças na pressão atmosférica (as diferenças de pressão com a altitude). Na leitura dessas medidas devem ser utilizados barômetros de mercúrio que são mais precisos, só que têm um inconveniente, são aparelhos muito frágeis e difíceis de usar. Por esta razão são usados barômetros aneroides. O referido autor destaca que o barómetro aneroide não usa mercúrio como no barómetro de coluna de mercúrio e é menos preciso, porém mais portátil. Este consiste numa pequena cápsula hermética com um diafragma metálico flexível o qual encerra uma pequena quantidade de ar no seu interior, com uma mola no interior para evitar o seu esmagamento. A câmara comprime-se quando a pressão aumenta e expande-se quando a pressão diminui. Estes 21 movimentos são transmitidos a um ponteiro sobre um mostrador que está calibrado em unidades de pressão. Tal instrumento é conhecido como altímetro. Figura 4 – Altímetro analógico. Fonte: Topografia, PUC/PR. Segundo Brandalize (2008), em um determinado ponto na superfície terrestre o valor da altitude será inversamente proporcional ao valor da pressão atmosférica. Esse método torna possível encontrar os valores em campo que estão relacionados ao nível verdadeiro. Hoje em dia, este não é um método usual, por conta do avanço da tecnologia GPS e da evolução dos níveis. De acordo com McCormac (2007), os altímetros para levantamento possuem precisão de 50 cm. Tal precisão só pode ser considerada em um trabalho de reconhecimento da região. Qualquer outro serviço necessita de uma maior precisão. 2.1.2.2 Nivelamento Trigonométrico Para McCormac (2007), o método de nivelamento trigonométrico é aquele em que são medidas as distâncias e os ângulos para que a partir de relações trigonométricas, sejam calculadas as cotas e as diferenças de níveis. Este método também pode ser utilizado para determinar cotas de pontos que estejam inacessíveis como o pico de montanhas por exemplo. Este procedimento funciona bem em distâncias de até 250 ou 300 metros. Segundo ESPARTEL (1987), este tipo de levantamento divide-se em nivelamento trigonométrico de pequeno alcance (com visadas <250 m) e grande alcance (com visadas >250 m), sendo que para este último, deve-se considerar a influência da curvatura da terra e da refração atmosférica sobre as medidas. 22 2.1.2.3 Nivelamento Geométrico De acordo McCormac (2007), o nivelamento geométrico, método também conhecido como nivelamento direto, é o método mais comum de nivelamento. Baseia-se em medir as distâncias verticais em relação à linha horizontal, e estes valores após o trabalho de campo são usados para calcular a diferença de níveis entre os pontos. Figura 5 – Nivelamento geométrico. Fonte: http://www.unemat-net.br/prof/foto_p_downloads/topo_aula4.pdf. Segundo Brandalize (2008), a diferença deste método em relação aos outros é que se baseia nas leituras de miras graduadas e não envolve ângulos. O aparelho deve está localizado no meio da distância entre o ponto visado e a ré (Figura 5). Figura 6 – Nivelamento simples. Fonte: http://www.unemat-net.br/prof/foto_p_downloads/topo_aula4.pdf. Para Nogueira (2008), o nivelamento geométrico pode ser simples ou composto. Ele é considerado simples quando é possível determinar a diferença de nível entre dois pontos sem 23 a necessidade de armar o aparelho mais de uma vez, ou seja, em um só lance como mostra a Figura 6. Figura 7 – Nivelamento composto. Fonte: http://www.unemat-net.br/prof/foto_p_downloads/topo_aula4.pdf. Segundo esse mesmo autor, o nivelamento composto é determinado pelo somatório da diferença de nível de cada ponto que é obtido através da leitura da mira, pelo nível, em locais distintos, ou seja, em vários lances como mostra a Figura 7. 2.1.3 Equipamentos Os equipamentos que são utilizados para levantamentos topográficos são: teodolito, nível, medidores eletrônicos e estações totais. 2.1.3.1 Teodolitos Antunes (1995), diz que teodolitos são instrumentos utilizados para a leitura de medidas de ângulos horizontais (azimutais) e verticais (zenitais). Hoje em dia já existem teodolitos eletrônicos que proporciona uma maior rapidez nas medições. São constituídos essencialmente, por uma base que contém o limbo horizontal (círculo graduado de 0º a 360º que permite as leituras angulares) e uma alidade (parte giratória que roda em torno do eixo principal do aparelho) na qual se encontra a luneta que gira em torno do eixo dos munhões ou eixo secundário, sendo este por sua vez, suportado por dois montantes, num dos quais se encontra o limbo vertical. 24 Figura 8 – Estrutura e esquema de um teodolito. Fonte: Levantamentos topográficos, 1995 (Antunes). De acordo com a NBR 13.133/94, os teodolitos são classificados segundo o desviopadrão de uma direção observada em duas posições da luneta. A Tabela 1 nos mostra esta classificação. Tabela 1 – Classificação dos teodolitos. Classe de teodolitos Desvio-padrão precisão angular 1 - precisão baixa ≤ ±30" 2 - precisão média ≤ ±07" 3 - precisão alta ≤ ±02" Fonte: NBR 13.133/94 (ABNT). 2.1.3.2 Níveis Segundo Pinto (2000), os níveis são equipamentos que são designados para exercerem uma única função, que é de medir as diferenças de alturas entre pontos distintos e é executado através de visadas horizontais com o auxílio de miras. 25 De acordo com a NBR 13.133/94, os níveis são classificados segundo desvio-padrão de 1 km de duplo nivelamento. Na Tabela 2 está sendo mostrada a classe de precisão dos níveis. Tabela 2 – Classificação dos níveis. Classe dos níveis Desvio-padrão 1 - precisão baixa > ±10mm/Km 2 - precisão média ≤ ±10mm/Km 3 - precisão alta ≤ ±3mm/Km 4 - precisão muito alta ≤ ±1mm/Km Fonte: NBR 13.133/94. 2.1.3.3 MED (medidores eletrônicos de distâncias) Segundo Antunes (1995) e Pinto (2000), os MEDs são equipamentos que emitem ondas de rádios ou infravermelha, que são responsáveis pela medição das distâncias entre os pontos desejados. Os MEDs emitem estes sinais que são refletidos por prismas ou outro tipo de anteparos e assim conseguem fazer a leitura das distâncias. Os MEDs são classificados pela NBR 13.133/94 segundo o desvio-padrão. Na Tabela 3 está sendo mostrada a classe de precisão dos MEDs. Tabela 3 – Classificação dos MEDs. Classe do MED Desvio-padrão 1 - precisão baixa ± (10 mm + 10 ppm x D) 2 - precisão média ± (5 mm + 5 ppm x D) 3 - precisão alta ± (3 mm + 2 ppm x D) D = Distância medida em km e ppm = parte por milhão Fonte: NBR 13.133/94. Os MEDs devem ser calibrados, no máximo, a cada dois anos. 26 2.1.3.4 Estação Total Segundo Antunes (1995), a estação total é o instrumento mais utilizado na topografia na atualidade. A estação total (Figura 9) é constituída de um teodolito eletrônico e de um instrumento que possa medir a distância eletronicamente (os MEDs). Figura 9 – Estação total (Sokkia SET500). Fonte: Levantamentos topográficos, 1995 (Antunes). Estes aparelhos possuem um microprocessador que, é responsável pelas operações internas da estação total. Estas operações é que nos permitem o cálculo topográfico, quase que por completo, em tempo real. As estações também tem na sua memória a possibilidade de armazenar uma grande quantidade de dados que pode ser descarregado no escritório para um pós-processamento. Tabela 4 – Classificação de estações totais. Classes de estações totais Desvio-padrão Precisão angular Desvio-padrão Precisão linear 1 - precisão baixa ≤ ± 30" ± (5 mm + 10 ppm x D) 2 - precisão média ≤ ± 07" ± (5 mm + 5 ppm x D) 3 - precisão alta ≤ ± 02" ± (3 mm + 3 ppm x D) D = Distância medida em km e ppm = parte por milhão Fonte: NBR 13.133/94. 27 2.1.4 Tolerâncias Admitidas A NBR 13.133/94, diz que para o ajustamento de poligonais e para estabelecer suas tolerâncias, são consideradas 3 tipos de poligonais: Tipo 1: São poligonais apoiadas e fechadas numa só direção e num só ponto; Tipo 2: São poligonais apoiadas e fechadas em direções e pontos distintos com desenvolvimento curvo; Tipo 3: São poligonais apoiadas e fechadas em direções e pontos distintos com desenvolvimento retilíneo. De acordo com a NBR 13.133/94, em poligonais do tipo 1 e 2 são aceitáveis métodos de compensação que consistem, em primeiro lugar, na distribuição dos erros angulares e logo em seguida a distribuição dos lineares. A referida norma estabelece as tolerâncias a partir da teoria dos erros, que são: a) Tolerância angular: ≤ + ∗ √ , onde: a – erro médio angular (azimute) da rede de apoio (ordem superior) multiplicado por √2. b – coeficiente que expressa a tolerância para o erro de medição do ângulo poligonal. b) Tolerância linear, após a compensação angular (somente para poligonais dos tipos 1 e 2): ≤ + ∗ ( ), onde: c – erro médio de posição dos pontos de apoio (ordem superior) multiplicado por √2. d – coeficiente que expressa a tolerância para o erro de fechamento linear em m/km de desenvolvimento da poligonal. 28 c) Tolerância transversal, antes da compensação angular (somente para poligonais do tipo 3): ≤ + ∗ ( ) ∗ √ − 1, onde: e – coeficiente que expressa em m/km de desenvolvimento da poligonal, a tolerância para o erro. d) Tolerância longitudinal, antes da compensação angular (somente para poligonais do tipo 3): ≤ + ∗ ( ), onde: f – coeficiente que expressa em m/km de desenvolvimento da poligonal, a tolerância para o erro longitudinal. e) Erro relativo, máximo aceitável, de fechamento linear, após a compensação angular: ≤ ( ) , onde: f – coeficiente que expressa em m/km de desenvolvimento da poligonal, a tolerância para o erro longitudinal. 2.1.4.1 Tolerância na Altimetria Segundo Garcia e Piedade (1984, apud Brandalize, 2008), o erro médio (ou tolerância) de um nivelamento é em função do perímetro percorrido com o nível em km, classificando-se da seguinte forma: Alta ordem: o erro médio admitido é de ±1,5mm/Km percorrido; Primeira ordem: o erro médio admitido é de ±2,5mm/Km percorrido; Segunda ordem: o erro médio admitido é de ±1,0cm/Km percorrido; Terceira ordem: o erro médio admitido é de ±3,0cm/Km percorrido; Quarta ordem: o erro médio admitido é de ±10,0cm/Km percorrido. 29 De acordo com Brandalize (2008), o erro médio é avaliado de forma distinta para poligonal aberta e fechada. Em poligonais abertas é com a soma algébrica das diferenças de nível parciais em cada ponto no nivelamento e no contranivelamento. Já em poligonais fechadas é só a soma algébrica das diferenças de níveis entre os pontos. O erro médio deve ser distribuído proporcionalmente entre todas as estações, quando for menor que o erro médio total temível. Segundo Espartel (1987), o erro médio total temível é dado pela seguinte fórmula: = ±5 Onde P é o perímetro percorrido em quilômetros. E o erro máximo admissível é dado por: = 2,5 ∗ ∗√ 30 3 Procedimentos de Estudos Topográficos para Projetos Básicos e Executivos de Engenharia O órgão responsável pelas diretrizes a serem seguidas para elaboração de estudos e de projetos rodoviários é o DNIT, onde o mesmo disponibiliza documentos chamados de instruções de serviços, que fornecem orientações de como desenvolver diversos estudos, projetos básicos e projetos executivos. De acordo com o DNIT, estas instruções de serviço, mostram detalhadamente os procedimentos referentes às etapas técnicas a serem cumpridas, que se desenvolvem sucessivamente. Para este estudo são seguidas duas instruções de serviços do DNIT, que são as “IS-204” e a “IS-205”. Para o DNIT, na fase de estudos topográficos para apoiar a elaboração dos projetos básicos de engenharia, objetiva-se obter modelos digitais de terrenos, que são de extrema importância para avaliar o melhor traçado das rodovias. A instrução de serviço referente a estes serviços é a IS-204. Segundo o DNIT, a fase de estudos topográficos de projetos executivos, tem o objetivo de materializar em campo, tudo aquilo que foi proposto no projeto básico. A instrução de serviço referente a estes serviços é a IS-205. 3.1 3.1.1 Classe dos Nivelamentos de acordo com a NBR 13.133/94. Classe IN É executado um nivelamento geométrico, com nível de precisão alta (classe 3), utilizando miras graduadas, estando as mesmas devidamente aferidas e providas de prumo esférico. As visadas devem ser feitas com distâncias iguais, onde a diferença máxima deverá ser de 10m e possuindo um Ponto de Segurança no máximo a cada um km. 31 Deve possuir uma extensão máxima de 10 km, os lances devem ser feitos no máximo a 80 m e no mínimo a 15 m. A tolerância de fechamento é de 12 ∗ √ , onde k está em quilômetro. 3.1.2 Classe IIN É executado um nivelamento geométrico, com nível de precisão média (classe 2), utilizando miras graduadas, estando as mesmas devidamente aferidas e providas de prumo esférico. Os Pontos de Segurança devem estar no máximo a cada dois km. Deve possuir uma extensão máxima de 10 km, os lances devem ser feitos no máximo a 80 m e no mínimo a 15 m. A tolerância de fechamento é de 20 ∗ √ , onde k está em quilômetro. 3.1.3 Classe IIIN É executado um nivelamento trigonométrico, efetuando as medidas de distâncias com trena de aço devidamente aferida ou com um medidor eletrônico de distância, e as leituras dos ângulos deverá ser realizada por um teodolito classe 2 ou estação total classe 2. Deve possuir uma extensão máxima de 10 km, os lances devem ser feitos no máximo a 500 m e no mínimo a 40 m, tendo um número máximo de lances de 40. A tolerância de fechamento é de 0,15 3.2 ∗ √ , onde k está em quilômetro. Desenvolvimento do estudo executivo de acordo com a instrução de serviço O DNIT esclarece como e quais são as etapas que serão seguidas, quais serão os equipamentos utilizados (de acordo com a sua precisão), como elaborar as apresentações destes trabalhos que foram executados em campo e quais são os estudos que devem antever estas etapas, exemplo, estudos hidrológicos. 32 3.2.1 Etapas da IS-204 e sua tolerância O DNIT diz que nesta fase é quando se executa com a elaboração do modelo digital do terreno para que seja possível definir a geometria da rodovia, na obtenção de dados de elementos topográficos que são necessários para os estudos. O DNIT em seu “Manual de Diretrizes Básicas de 1999” exige que seja executado o nivelamento do eixo na classe IN, que se utiliza de nível de precisão alta (classe 3), e tem uma tolerância de 12 ∗√ . Já no manual do mesmo órgão do ano de 2005, “Manual de Diretrizes Básicas de 2005”, tem uma exigência de se executar com um nivelamento de classe IIN, que é executado com nível de precisão média (classe 2), que possui uma tolerância de 20 3.2.1.1 ∗√ . NBR 13.133/94 Todos os serviços deverão ser executados de acordo com uma norma técnica da ABNT, NBR 13.133/94, fornecendo uma base necessária para o desenvolvimento técnico da execução de levantamento topográfico. 3.2.1.2 Implantação da rede de apoio Deverá ser implantada uma poligonal planimétrica topográfica com marcos distando 1 km ao longo de sua direção e que deverão está amarrados a marcos da rede geodésica do IBGE (Instituto Brasileiro de geografia e Estatística) e esta deverá ser nivelada com RRNN (referência de nível), localizados de km a km, também com referencia ao IBGE. 3.2.1.3 Lançamento de linhas de exploração As linhas de exploração devem ser amarradas a rede de apoio básico e piqueteada a cada 50 metros ao longo da diretriz. 33 3.2.1.4 Nivelamento e contranivelamento das linhas de exploração O nivelamento e contranivelamento devem abranger todos os piquetes, especialmente em travessias de cursos de águas. A linha de exploração deve estar referenciada a rede de RRNN do IBGE, e deverá conter marcos referenciado distando 500m entre eles. Deve ser executado um nivelamento de classe IN, que será executado de forma direta, ou seja, nivelamento geométrico. 3.2.1.5 Levantamentos de seções transversais São necessários os levantamentos das seções transversais, em um comprimento que seja conveniente para uma alternativa de mudança de traçado, que será feito nos piquetes das linhas de exploração. 3.2.1.6 Levantamentos complementares Esses levantamentos são executados quando na região tiver acidentes geográficos ou pontos notáveis, exemplos: rodovias existentes, linha de transmissão e outros, que prejudicarão no traçado das rodovias. 3.2.2 Etapas da IS-205 e sua tolerância Segundo o DNIT nesta fase é quando se faz em campo a materialização do eixo de projeto aprovado na fase do projeto básico. É exigido no “Manual de Diretrizes Básicas de 1999” que seja executado um nivelamento classe IN, que se utiliza de nível de precisão alta (classe 3), e tem uma tolerância de 12 ∗√ . Já no “Manual de Diretrizes Básicas de 2005”, há uma exigência de se executar com um nivelamento de classe IIIN, que é executado com uma Estação Total de precisão média (classe 2), que possui uma tolerância de 0,15 ∗√ . 34 3.2.2.1 Locação do eixo De acordo com a IS-205 a locação do eixo deve ser executada da seguinte maneira. O eixo de projeto tem que ser locado por coordenada a partir de marcos da poligonal de apoio. O equipamento tem que ser no mínimo classe 2, de acordo com a NBR 13.133/94. Deve ser locado com pontos a cada 20 metros e em todos os seus pontos notáveis, que são cruzamentos de rodovias, ferrovias, início e final de curvas, e etc. Todos estes pontos que foram locados devem ser marcados com um piquete de madeira de boa qualidade e ao seu lado devem ser cravados estacas testemunhas, onde será escrito a identificação do ponto locado. Se estes pontos forem em áreas onde não é possível se cravar um piquete, usam-se tintas indeléveis e faz-se a identificação em muros, postes, pavimentos etc. 3.2.2.2 Nivelamento do eixo de projeto Nesta etapa deseja-se nivelar todos os pontos já locados, especialmente em travessias de cursos d’água. A linha de exploração deve estar referenciada a rede de RRNN do IBGE, e deverá conter marcos referenciados distando 500m entre eles. Os pontos serão nivelados geometricamente, como mostra a NBR 13.133/94 e deverão estar referenciados a RRNN, que foi implantada na execução da poligonal de apoio. Deverá ser executado o nivelamento de classe IN. 3.2.2.3 Levantamento de Seções transversais Serão levantadas seções transversais, quando se necessita de mais detalhes de alguma área ou para melhorar a precisão dos dados. 3.2.2.4 Levantamento de ocorrências de materiais Será necessário levantar a ocorrência em uma determinada região em que foi executado o estudo, se for encontrado algum material que possa ser utilizado na própria construção da rodovia ou que seja de má qualidade, consequentemente impossibilitando a construção no trecho em que foi encontrado. 35 3.2.2.5 Levantamentos gerais Esta etapa ocorre se durante o curso da rodovia, houver obstáculos como, por exemplo: postos de polícia, balanças, cursos de água, postos de serviços e etc. Então será necessário executar o levantamento dos mesmos. 3.2.2.6 Levantamento cadastral faixa de domínio Na faixa de domínio da rodovia é feito o levantamento de qualquer detalhe que seja visível na região e que seja de interesse ao estudo. 3.2.2.7 Equipamento a serem utilizados Nos levantamentos utilizam-se estações totais, pois torna o trabalho mais ágil na medição de ângulos e distâncias. Os desenhos que são gerados serão em formato tipo “cad (Computer Aided Design)”. 3.2.2.8 Uso do GPS Se for utilizar o GPS para rastrear pontos a serem locados e determinar a suas coordenadas, devem ser utilizados receptores de precisão geodésica, com tempo de rastreio de, no mínimo, 30 minutos ou “fast-static” com tempo de rastreio de, no mínimo, 10 minutos. 36 4 Metodologia Neste capítulo apresenta-se como foram realizados os estudos para avaliar a exigência do DNIT em relação à precisão dos equipamentos: estação total e nível óptico, na locação e nivelamento do eixo de uma rodovia. A execução deste estudo com os dois equipamentos foram realizados no mesmo local, que se situa próximo a BR-104 no Km 62. 4.1 Local do estudo e definição das características da poligonal O estudo que embasa esta pesquisa foi executado em uma região localizada atrás do Polo Comercial de Caruaru que se situa na rodovia BR-104, Km 62 em Caruaru, se estendendo até o Autódromo Internacional de Caruaru, situado também na BR-104, totalizando uma extensão de 2.781,68 m (dois mil setecentos e oitenta e um metros e sessenta e oito centímetros). A poligonal teve início no acesso do Polo Comercial, onde está à estaca “E0”, enquanto o final do trecho é próximo ao autódromo, onde se encontra a “E139+1,675”. Este trecho que estudado tem os dados altimétricos de partida e de chegada previamente fixados. Estes dados foram determinados da seguinte maneira: na partida onde se encontra a estaca “E0” foi arbitrada uma cota de 561,00 m que serviu de referência de nível. Já a cota de chegada na estaca “E139+1,675” foi de 568,00 m, obtida por transporte de cota por nivelamento e contranivelamento geométrico. 4.2 Equipamentos que foram utilizados neste estudo Foi utilizado um nível automático óptico DSZ3-A32XO/PHENIX que possui a seguinte configuração: - Aumento de luneta de 32x (vezes); - Distância focal mínima de 0,3m; - Código Phenix/ Goequick: Automatic Level DSZ3-A-32; - Abertura de objetiva de 40mm; - Campo de trabalho de +/- 15; - Campo de visão de 1°20’; - Precisão de Nivelamento +/- 0,3; 37 - Nível circular de 8/2mm; - Peso do sistema inferior a 1,6kg; - A prova d’água e poeira IP55; - Imagem direta. De acordo com a NBR 13.133/94, este equipamento é de classe 3 que possui uma precisão alta. O outro equipamento usado para os levantamentos necessários para este estudo foi uma estação total Leica TC307, com as configurações informadas abaixo: - Precisão de 7”; - EDM coaxial mais rápido; - Programas aplicativos amigáveis; - Memória interna com maior capacidade; - Movimento ilimitado para os parafusos de chamada; - Tecla ativar de fácil utilização; - Compensador nos dois eixos; - Prumo a laser. A estação total tem uma precisão média de classe 2, segundo a NBR 13.133/94. 4.3 Procedimentos executados no estudo Neste local foram executados os levantamentos topográficos como exige o DNIT, simulando o estudo básico e após isto a rodovia foi materializada com o nivelamento do seu eixo. Não foi executado de maneira idêntica como o DNIT exige, pois o objeto de estudo deste trabalho nada mais é, que identificar a precisão dos equipamentos utilizados, por isto que não executou tudo que as Instruções de Serviço (IS) requerem. Como exige o DNIT nas IS-204 e IS-205, foi executada uma poligonal aberta que serviu de diretriz geral da estrada. O DNIT exige a cada 500 metros um marco que servirá de RRNN, mas neste estudo só foram utilizados dois marcos como RRNN pois a proposta do mesmo é 38 de avaliar os equipamentos que foram utilizados, não executando com o que o DNIT preconiza. Primeiramente foi executado este levantamento com a estação total, para que fosse executado o levantamento planimétrico da região, materializando com a diretriz no campo. Ao longo desta diretriz, foi executado o estaqueamento dos pontos a cada 20 metros de distancia. Com a estação total, foi executada toda planimetria, coletando as distâncias das tangentes e os ângulos entre as mesmas, como a altimetria dos pontos. Com todos os pontos materializados em campo, foi executado o nivelamento geométrico, com nivelamento e contranivelamento, em todas as estações, para que fossem coletadas as suas cotas e depois pós-processadas. 4.4 Pós-processamento O software utilizado para o pós-processamento foi o DataGeosis, da Alezi Teodolini. Foi utilizado esse software topográfico para que fosse calculada toda poligonal com as suas distâncias e angulações. Neste software também foi executado o cálculo altimétrico dos pontos que fazem parte desta poligonal. Os dados inseridos para os cálculos foram os seguintes, distância horizontal, ângulos e cotas. 39 5 Resultados Com todos os serviços de campo e o pós-processamento executados, foram obtidos vários resultados relevantes para concluir se a exigência do DNIT em relação ao nivelamento do eixo da rodovia através do uso do equipamento do nível poderia ser substituída por outro equipamento que tivesse uma operação mais rápida e com a mesma precisão, que nesse caso é a estação total. 5.1 Erro máximo Admissível segundo a NBR 13.133/94 Para a extensão total deste estudo (2.781,68 m) o erro médio total temível é de 8,34 mm e o erro máximo admissível é de 20,01 mm para atender a levantamentos de Classe IN por nivelamento geométrico. 5.2 Método para cálculo da média e do desvio padrão Houve a necessidade de se obter os valores absolutos das diferenças de níveis em cada estaca, para calcular o erro médio e o desvio padrão. Em uma distribuição normal o desvio padrão é calculado a partir da variação dos valores em relação à média para mais e para menos, por isso a necessidade do valor absoluto do erro. 5.3 Estudos com o Nível A diferença acumulada para o nivelamento com o nível nesta distância foi de -2,00 mm, que em módulo é menor que o erro máximo admissível (e) de 20,01 mm atendendo desta forma à NBR 13.133/94. Quanto a IS-204 e IS-205 do DNIT, o erro acumulado do nivelamento e contranivelamento situa-se dentro das tolerâncias exigidas de 2 cm/km e a diferença 40 acumulada máxima atende ao limite de 12 ∗ √ ou 20,01 mm, onde k é a extensão do eixo em quilômetros. A Figura 12 mostra a diferença de cota nas estacas, comparando-se o nivelamento com o contranivelamento executado com o nível. Como pode ser observado os erros ao decorrer da estrada são aleatórios mantendo uma mesma variação tanto para mais quanto para menos. O erro médio obtido por esse nivelamento foi de 1,89 mm com desvio padrão de 1,80 mm. Em alguns pontos são observados erros maiores do que a média (até 5 mm), que aponta a conclusão de que decorrem de imperícia na operação dos equipamentos. Figura 10 - Erros por Estacas(com o Nível). Erro (Nivelamento Geométrico) 6 4 Erro médio= 1,89mm Erro (mm) 2 0 -2 -4 -6 Desvio padrão=1,80mm -8 -10 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95100105110115120125130135140 Estaqueamento Fonte: Própria, 2013. Verifica-se também que por conta do erro de 2,00 mm ser menor que o erro temível calculado em 8,34 mm, então se pode distribuir os erros em todos os pontos. Esse valor para ser distribuído é encontrado dividindo-se o erro pela a quantidade de estacas, que para o nivelamento geométrico foi de -0,0121 mm. O DNIT admite erro de 2 cm/km e com o nível foi obtido um erro de 0,683 cm/km que está dentro da tolerância admitida. 41 5.4 Estudos com a Estação Total A Figura 11 mostra a diferença de cota nas estacas, comparando-se o levantamento com a estação total com as cotas do contranivelamento executado com o nível. Como pode ser observado os erros ao decorrer da estrada são aleatórios mantendo uma mesma variação tanto para mais quanto para menos. O erro médio obtido por esse nivelamento foi de 25,95 mm com desvio padrão de 30,5 mm. Assim como ocorreu com o nivelamento geométrico com amplitude muito maior, também com a estação total em alguns pontos são observados erros maiores do que a média (até 200 mm), que aponta a conclusão de que decorrem de imperícia na operação dos equipamentos. Figura 11 - Erros por Estacas(com a Estação Total). Erro (mm) Erro com Estação Total 200 175 150 125 100 75 50 25 0 -25 -50 -75 -100 -125 -150 -175 -200 Erro médio= 26 mm Desvio padrão= 30,5 mm 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 Estaqueamento Fonte: Própria, 2013. A diferença acumulada para o nivelamento com a estação total e o contranivelamento com o nível foi de 61,70 cm, que é maior que o erro máximo admissível (20,01 mm), consequentemente não pode ser distribuído nos pontos este erro. O DNIT exige 2 cm/km e com a estação total foi obtido um erro de 4,49 cm/km (mais do que o dobro) que está com um valor elevado em relação a tolerância admitida. 42 5.5 Comparação entre Estação Total e Nível Quando é feita a sobreposição dos gráficos dos erros encontrados com o nível e dos erros encontrados na estação total (ver Figura 12), é que se tira a conclusão que o nível tem uma precisão bem maior em relação à altimetria, do que a estação total. O erro médio do nivelamento com a estação total de 25,9 mm é cerca de 14 vezes maior do que o obtido pelo nivelamento geométrico (1,89 mm). Os picos dos erros no levantamento com a estação pode ter sidos ocasionados por conta de erros no bastão do prisma, que pode estar na altura incorreta, problema que não acontece na mira por a mesma ser uma altura só não podendo ser regulada como é o caso dos bastões dos prismas. A estação é um equipamento que pode lê maiores distâncias que o nível, pois não depende do desnível do terreno e da altura da mira, acarretando uma maior probabilidade de erros nesta operação. Erro (mm) Figura 12 - Erros por Estacas (Estação Total x Nível). Comparação dos Erros 200 175 150 125 100 75 50 25 0 -25 -50 -75 -100 -125 -150 -175 -200 0 10 20 30 40 50 60 Nível 70 80 90 100 110 120 130 140 Estação Total . Fonte: Própria, 2013. 43 6 Considerações Finais O propósito deste trabalho é avaliar a exigência do DNIT sobre o uso de dois equipamentos distintos, executando a locação e o nivelamento do eixo de uma rodovia. Ficou comprovado com a execução destes estudos que os procedimentos feitos pela estação total ocorreram de forma mais rápida do que o estudo executado pelo nível óptico, pois a mesma estava locada em um ponto fixo onde através deste eram lidos vários outros pontos e não era necessária uma caderneta de campo, pois os dados são armazenados no próprio aparelho. No nível óptico é necessário que o operador anote todos os dados que são obtidos, possuindo outro inconveniente dependendo do desnível do terreno, pois o operador lê as medidas na mira graduada em um plano horizontal onde em alguns casos esta leitura não é possível. Ao executar a etapa do pós-processamento, comprova-se a exigência do DNIT com relação ao nivelamento geométrico. Fazendo o comparativo entre o nível óptico e a estação total com relação à precisão da altimetria, foi constatado que o nível óptico ficou aproximadamente 14 vezes mais preciso do que a estação total. Nas operações de campo com os dois equipamentos, foram encontrados falhas nas operações por parte do operador do equipamento e dos seus ajudantes que ocasionaram alguns picos de erros durante o nivelamento. Essas falhas podem ter sido ocasionadas por vários fatores: erro na calagem do instrumento, na hora de centrar o aparelho, na diferença de altura dos bastões que estão os prismas para a estação total, na falta de prumo destes bastões e da mira graduada, etc. As falhas acarretadas por erro humano, no levantamento executado por esses equipamentos, tiveram cada um diferentes proporções. Com o nível óptico, estes erros chegaram até 5 mm enquanto a sua média estava em 1,89 mm, isto quer dizer que o erro foi quase 3 vezes maior que a média. Já com a estação total o erro médio foi de 25,95mm e o erro ocasionado por operação chegou a até 200 mm, ou seja, aproximadamente 8 vezes maior. 44 Essas diferenças de proporção comprovam que o DNIT prevê que haja erros nas operações de campo (locação e nivelamento), possuindo um peso bem menor na precisão do levantamento quando utiliza-se o nível óptico para estes serviços. Com o erro encontrado na operação com a estação total, a mesma possui restrição em sua utilização. Em serviços de rodovias rurais onde será feito a terraplanagem, 200 mm de erro não tem influência na movimentação de terra, permitindo assim que o estudo possa ser executado com a mesma, realizando-o de maneira mais rápida e com uma precisão aceitável. Já em cabeceiras de pontes e ao longo de viadutos, 200 mm de erro na altimetria, geram desníveis indesejáveis ao longo da mesma que é perceptível pelo condutor do veículo, e poderá ocasionar ainda em um acúmulo de água nesses desníveis indesejados. Com o uso cada vez mais frequente da estação total e a necessidade de conclusão das obras em um curto prazo de tempo, não se pode negar que a estação total é um instrumento com grande capacidade de assumir a função de executar os serviços de maneira rápida e precisa, se precavendo com os devidos cuidados relacionados a altimetria, avaliando quando é necessário ou não a utilização do nível óptico. 6.1 Recomendações para outros estudos Neste estudo não foi feito como o DNIT preconiza, marcos de RRNN a cada 500 metros. Poderia ser um objeto de estudo relevante executar com a estação total o nivelamento do eixo de uma rodovia com os marcos distando 500 metros entre eles, pois este procedimento poderia diminuir o erro encontrado com a estação total. Outro área de estudo interessante para o nivelamento do eixo de uma estrada, seria a execução do serviço com o uso do GPS. Não sendo necessário um número elevado de operadores de campo para a leitura dos pontos, e a obtenção dos dados poderia ser feita sem a necessidade de abrir picadas nas matas para as visadas, como é necessário nos procedimentos de operação da estação total. 45 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NORMA BRASILEIRA. NBR 13133: Execução de levantamento topográfico. Rio de Janeiro: ABNT, 1994. 35 p Antunes, Carlos. Levantamentos Topográficos – Apontamentos de Topografia. . Departamento de Matemática, Engenharia Geográfica, Faculdade de Ciências Universidade de Lisboa, 129p. 1995. Disponível em < http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAwAEAK/levantamentos-topograficos-cantunes >. Acesso em: 27/08/12. Brandalize, Maria C. Bonato. Topografia. PUC – Paraná, 167p. 2008. Disponível em<http://www.topografia.com.br/topografia_conteudo.asp?cat=dow&det=Download>. Acesso em: 27/08/12. DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT IS204/205. Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários - Escopos Básicos/Instruções de Serviço – Versão preliminar. Rio de Janeiro, 2005. 487p. DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. DNER IS-204/205. Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários - Escopos Básicos/Instruções de Serviço – Rio de Janeiro, 1999. 375p. DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM. DER Levantamento Topográfico, Batimetria e Cadastro. – Especificação Técnica – 2006. 40p. Demarqui, Edgar Nogueira. Notas de aula - Nivelamento Geométrico. Disciplina Topografia II. Curso de Engenharia Civil, Campos Universitário de SINOP, Universidade do Estado do Mato Grosso, 2008. Disponível em <http://www.unemat-net.br/prof/foto_p_downloads/topo_aula4.pdf>. Acesso em: 27/08/12. ESPARTEL, Lélis. Curso de Topografia. Porto Alegre, RS.: Globo, 1977. 655 p. McCormac, Jack C. Topografia. Tradução Daniel Carneiro da Silva; revisão técnica Daniel Rodrigues dos Santos, Douglas Corbari Corrêa, Felipe Coutinho Ferreira da Silva. Rio de Janeiro: LTC, 2007. 391 p 46 Pinto, José Roberto Marques. Potencialidade do uso do GPS em obras de engenharia. Dissertação mestrado – UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Presidente Prudente, 161p. 2000. Disponível em <http://www4.fct.unesp.br/pos/cartografia/docs/teses/d_pinto_jrm.pdf>. Acesso em: 27/08/12. Ribeiro, Denise. Notas de aula – Locação do Eixo da Estrada. Estudos Topográficos, Estudos Pré-Construtivos. Disciplina Construção de Estradas. Departamento de Transportes, Escola Politécnica, Universidade Federal da Bahia, 33 p. 2007. Disponível em <http://www.transportes.ufba.br/Arquivos/ENG305/UFBA%20-%20Aula%2007%20%20Estudos%20Preliminares%20-%20Estudos%20Topogr%C3%A1ficos%20%20Loca%C3%A7%C3%A3o%20do%20eixo%20da%20estrada.pdf>. Acesso em: 15/04/12. 47 APÊNDICE APÊNDICE A – Planilha com a altimetria das estações. ESTACA ESTAÇÃO CONTRA DIF. 0 1 2 2+8,094 3 4 5 6 6+6,196 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 18+10,491 19 20 21 22 23 24 25 26 27 27+2,782 28 28+13,798 29 30 561,000 560,584 560,168 560,000 559,695 559,183 558,671 558,159 558,000 558,226 558,553 558,881 559,208 559,536 559,863 560,191 560,518 560,846 561,173 561,501 561,828 562,000 562,221 562,685 563,149 563,614 564,078 564,542 565,007 565,471 565,935 566,000 566,555 567,000 567,072 567,304 561,009 560,566 560,140 560,021 559,682 559,023 558,873 558,138 557,985 558,204 558,572 558,872 559,219 559,554 559,851 560,204 560,526 560,830 561,199 561,519 561,816 561,990 562,213 562,705 563,160 563,633 564,055 564,522 565,030 565,491 565,918 566,020 566,530 567,017 567,058 567,327 -0,009 0,018 0,028 -0,021 0,013 0,160 -0,202 0,021 0,015 0,022 -0,019 0,009 -0,011 -0,018 0,012 -0,013 -0,008 0,016 -0,026 -0,018 0,012 0,010 0,008 -0,020 -0,011 -0,019 0,023 0,020 -0,023 -0,020 0,017 -0,020 0,025 -0,017 0,014 -0,023 EQUIPAMENTOS Módulo NÍVEL COTAS (m) 0,009 561,000 0,018 560,569 0,028 560,142 0,021 560,019 0,013 559,681 0,160 559,021 0,202 558,872 0,021 558,141 0,015 557,989 0,022 558,200 0,019 558,570 0,009 558,873 0,011 559,218 0,018 559,555 0,012 559,853 0,013 560,201 0,008 560,527 0,016 560,831 0,026 561,199 0,018 561,520 0,012 561,815 0,010 561,986 0,008 562,211 0,020 562,703 0,011 563,162 0,019 563,632 0,023 564,054 0,020 564,521 0,023 565,032 0,020 565,490 0,017 565,919 0,020 566,021 0,025 566,532 0,017 567,019 0,014 567,055 0,023 567,329 CONTRA DIF. Módulo 561,009 560,566 560,140 560,021 559,682 559,023 558,873 558,138 557,985 558,204 558,572 558,872 559,219 559,554 559,851 560,204 560,526 560,830 561,199 561,519 561,816 561,990 562,213 562,705 563,160 563,633 564,055 564,522 565,030 565,491 565,918 566,020 566,530 567,017 567,058 567,327 -0,009 0,003 0,002 -0,002 -0,001 -0,002 -0,001 0,003 0,004 -0,004 -0,002 0,001 -0,001 0,001 0,002 -0,003 0,001 0,001 0,000 0,001 -0,001 -0,004 -0,002 -0,002 0,002 -0,001 -0,001 -0,001 0,002 -0,001 0,001 0,001 0,002 0,002 -0,003 0,002 0,009 0,003 0,002 0,002 0,001 0,002 0,001 0,003 0,004 0,004 0,002 0,001 0,001 0,001 0,002 0,003 0,001 0,001 0,000 0,001 0,001 0,004 0,002 0,002 0,002 0,001 0,001 0,001 0,002 0,001 0,001 0,001 0,002 0,002 0,003 0,002 48 APÊNDICE A – Planilha com a altimetria das estações. ESTACA ESTAÇÃO CONTRA DIF. 31 32 32+19,943 33 34 35 36 37 38 38+5,114 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 50+5,322 51 52 53 54 54+2,244 55 56 57 58 59 59+12,969 60 61 62 62+12,635 63 64 567,536 567,768 568,000 567,999 567,619 567,238 566,858 566,478 566,097 566,000 565,752 565,419 565,086 564,753 564,420 564,087 563,754 563,421 563,088 562,755 562,422 562,089 562,000 562,382 562,902 563,422 563,942 564,000 564,481 565,023 565,565 566,107 566,649 567,000 567,354 568,359 569,365 570,000 570,173 570,644 567,555 567,744 568,022 567,972 567,633 567,214 566,833 566,457 566,077 566,097 565,773 565,398 565,103 564,777 564,475 564,072 563,772 563,404 563,100 562,734 562,445 562,076 562,019 562,364 562,881 563,407 563,957 564,030 564,464 565,005 565,587 566,088 566,623 567,018 567,379 568,368 569,346 569,988 570,153 570,619 -0,019 0,024 -0,022 0,027 -0,014 0,024 0,025 0,021 0,020 -0,097 -0,021 0,021 -0,017 -0,024 -0,055 0,015 -0,018 0,017 -0,012 0,021 -0,023 0,013 -0,019 0,018 0,021 0,015 -0,015 -0,030 0,017 0,018 -0,022 0,019 0,026 -0,018 -0,025 -0,009 0,019 0,012 0,020 0,025 EQUIPAMENTOS Módulo NÍVEL COTAS (m) 0,019 567,554 0,024 567,744 0,022 568,024 0,027 567,971 0,014 567,632 0,024 567,216 0,025 566,835 0,021 566,459 0,020 566,077 0,097 566,099 0,021 565,772 0,021 565,395 0,017 565,101 0,024 564,774 0,055 564,471 0,015 564,071 0,018 563,773 0,017 563,403 0,012 563,101 0,021 562,733 0,023 562,447 0,013 562,077 0,019 562,021 0,018 562,365 0,021 562,881 0,015 563,409 0,015 563,959 0,030 564,030 0,017 564,466 0,018 565,001 0,022 565,588 0,019 566,089 0,026 566,622 0,018 567,018 0,025 567,377 0,009 568,370 0,019 569,348 0,012 569,989 0,020 570,155 0,025 570,621 CONTRA DIF. Módulo 567,555 567,744 568,022 567,972 567,633 567,214 566,833 566,457 566,077 566,097 565,773 565,398 565,103 564,777 564,475 564,072 563,772 563,404 563,100 562,734 562,445 562,076 562,019 562,364 562,881 563,407 563,957 564,030 564,464 565,005 565,587 566,088 566,623 567,018 567,379 568,368 569,346 569,988 570,153 570,619 -0,001 0,000 0,002 -0,001 -0,001 0,002 0,002 0,002 0,000 0,002 -0,001 -0,003 -0,002 -0,003 -0,004 -0,001 0,001 -0,001 0,001 -0,001 0,002 0,001 0,002 0,001 0,000 0,002 0,002 0,000 0,002 -0,004 0,001 0,001 -0,001 0,000 -0,002 0,002 0,002 0,001 0,002 0,002 0,001 0,000 0,002 0,001 0,001 0,002 0,002 0,002 0,000 0,002 0,001 0,003 0,002 0,003 0,004 0,001 0,001 0,001 0,001 0,001 0,002 0,001 0,002 0,001 0,000 0,002 0,002 0,000 0,002 0,004 0,001 0,001 0,001 0,000 0,002 0,002 0,002 0,001 0,002 0,002 49 APÊNDICE A – Planilha com a altimetria das estações. ESTACA ESTAÇÃO CONTRA DIF. 64+15,120 65 66 67 68 69 70 70+3,310 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 82+11,892 83 84 85 86 87 88 88+8,000 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 98+10,484 99 571,000 571,090 571,460 571,830 572,199 572,569 572,939 573,000 573,201 573,443 573,684 573,926 574,167 574,408 574,650 574,891 575,132 575,374 575,615 575,856 576,000 575,860 575,516 575,171 574,827 574,482 574,138 574,000 573,941 573,842 573,743 573,644 573,546 573,447 573,348 573,249 573,151 573,052 573,000 573,438 571,098 571,001 571,441 571,855 572,211 572,586 572,911 573,022 573,003 573,457 573,664 573,905 574,198 574,422 574,633 574,878 575,155 575,358 575,613 575,876 576,024 575,844 575,535 575,200 574,801 574,465 574,154 574,009 573,922 573,865 573,722 573,665 573,540 573,422 573,366 573,225 573,134 573,077 573,021 573,414 -0,098 0,089 0,019 -0,025 -0,012 -0,017 0,028 -0,022 0,198 -0,014 0,020 0,021 -0,031 -0,014 0,017 0,013 -0,023 0,016 0,002 -0,020 -0,024 0,016 -0,019 -0,029 0,026 0,017 -0,016 -0,009 0,019 -0,023 0,021 -0,021 0,006 0,025 -0,018 0,024 0,017 -0,025 -0,021 0,024 EQUIPAMENTOS Módulo NÍVEL COTAS (m) 0,098 571,099 0,089 571,000 0,019 571,440 0,025 571,851 0,012 572,210 0,017 572,588 0,028 572,911 0,022 573,026 0,198 573,000 0,014 573,459 0,020 573,666 0,021 573,903 0,031 574,199 0,014 574,421 0,017 574,632 0,013 574,877 0,023 575,155 0,016 575,355 0,002 575,615 0,020 575,877 0,024 576,022 0,016 575,843 0,019 575,533 0,029 575,199 0,026 574,802 0,017 574,467 0,016 574,155 0,009 574,011 0,019 573,922 0,023 573,866 0,021 573,722 0,021 573,666 0,006 573,539 0,025 573,423 0,018 573,368 0,024 573,227 0,017 573,133 0,025 573,074 0,021 573,017 0,024 573,411 CONTRA DIF. Módulo 571,098 571,001 571,441 571,855 572,211 572,586 572,911 573,022 573,003 573,457 573,664 573,905 574,198 574,422 574,633 574,878 575,155 575,358 575,613 575,876 576,024 575,844 575,535 575,200 574,801 574,465 574,154 574,009 573,922 573,865 573,722 573,665 573,540 573,422 573,366 573,225 573,134 573,077 573,021 573,414 0,001 -0,001 -0,001 -0,004 -0,001 0,002 0,000 0,004 -0,003 0,002 0,002 -0,002 0,001 -0,001 -0,001 -0,001 0,000 -0,003 0,002 0,001 -0,002 -0,001 -0,002 -0,001 0,001 0,002 0,001 0,002 0,000 0,001 0,000 0,001 -0,001 0,001 0,002 0,002 -0,001 -0,003 -0,004 -0,003 0,001 0,001 0,001 0,004 0,001 0,002 0,000 0,004 0,003 0,002 0,002 0,002 0,001 0,001 0,001 0,001 0,000 0,003 0,002 0,001 0,002 0,001 0,002 0,001 0,001 0,002 0,001 0,002 0,000 0,001 0,000 0,001 0,001 0,001 0,002 0,002 0,001 0,003 0,004 0,003 50 APÊNDICE A – Planilha com a altimetria das estações. ESTACA ESTAÇÃO CONTRA DIF. 100 101 101+15,607 102 103 104 104+15,290 105 106 107 108 109 110 110+0,042 111 112 113 114 115 115+5,403 116 117 118 119 120 121 121+10,055 122 123 124 125 126 126+18,576 127 128 128+1,380 129 130 131 132 574,360 575,281 576,000 575,926 575,591 575,256 575,000 574,865 574,292 573,720 573,147 572,574 572,001 572,000 572,189 572,379 572,569 572,759 572,949 573,000 572,883 572,722 572,562 572,402 572,241 572,081 572,000 571,542 570,620 569,699 568,777 567,856 567,000 566,875 565,121 565,111 565,028 565,089 565,678 565,518 574,388 575,267 575,988 575,901 575,576 575,232 575,016 574,888 574,277 573,700 573,160 572,560 572,027 572,020 572,166 572,353 572,583 572,733 572,966 573,032 572,864 572,741 572,544 572,389 572,262 572,063 571,989 571,531 570,640 569,665 568,755 567,875 567,009 566,851 565,144 565,095 565,044 565,069 565,690 565,495 -0,028 0,014 0,012 0,025 0,015 0,024 -0,016 -0,023 0,015 0,020 -0,013 0,014 -0,026 -0,020 0,023 0,026 -0,014 0,026 -0,017 -0,032 0,019 -0,019 0,018 0,013 -0,021 0,018 0,011 0,011 -0,020 0,034 0,022 -0,019 -0,009 0,024 -0,023 0,016 -0,016 0,020 -0,012 0,023 EQUIPAMENTOS Módulo NÍVEL COTAS (m) 0,028 574,389 0,014 575,266 0,012 575,990 0,025 575,903 0,015 575,577 0,024 575,233 0,016 575,018 0,023 574,886 0,015 574,277 0,020 573,701 0,013 573,163 0,014 572,558 0,026 572,025 0,020 572,021 0,023 572,168 0,026 572,352 0,014 572,585 0,026 572,734 0,017 572,967 0,032 573,029 0,019 572,866 0,019 572,740 0,018 572,548 0,013 572,389 0,021 572,260 0,018 572,066 0,011 571,985 0,011 571,534 0,020 570,642 0,034 569,666 0,022 568,759 0,019 567,876 0,009 567,011 0,024 566,850 0,023 565,143 0,016 565,099 0,016 565,047 0,020 565,066 0,012 565,691 0,023 565,496 CONTRA DIF. Módulo 574,388 575,267 575,988 575,901 575,576 575,232 575,016 574,888 574,277 573,700 573,160 572,560 572,027 572,020 572,166 572,353 572,583 572,733 572,966 573,032 572,864 572,741 572,544 572,389 572,262 572,063 571,989 571,531 570,640 569,665 568,755 567,875 567,009 566,851 565,144 565,095 565,044 565,069 565,690 565,495 0,001 -0,001 0,002 0,002 0,001 0,001 0,002 -0,002 0,000 0,001 0,003 -0,002 -0,002 0,001 0,002 -0,001 0,002 0,001 0,001 -0,003 0,002 -0,001 0,004 0,000 -0,002 0,003 -0,004 0,003 0,002 0,001 0,004 0,001 0,002 -0,001 -0,001 0,004 0,003 -0,003 0,001 0,001 0,001 0,001 0,002 0,002 0,001 0,001 0,002 0,002 0,000 0,001 0,003 0,002 0,002 0,001 0,002 0,001 0,002 0,001 0,001 0,003 0,002 0,001 0,004 0,000 0,002 0,003 0,004 0,003 0,002 0,001 0,004 0,001 0,002 0,001 0,001 0,004 0,003 0,003 0,001 0,001 51 APÊNDICE A – Planilha com a altimetria das estações. ESTACA ESTAÇÃO CONTRA DIF. 133 134 135 136 136+18,721 137 138 139 139+1,675 565,327 565,221 565,189 565,231 565,198 565,089 566,486 567,883 568,125 565,301 565,248 565,209 565,199 564,995 564,988 566,465 567,902 568,000 0,026 -0,027 -0,020 0,032 0,203 0,101 0,021 -0,019 0,125 Diferença Acumulada Média (mm) EQUIPAMENTOS Módulo NÍVEL COTAS (m) 0,026 565,305 0,027 565,246 0,020 565,210 0,032 565,200 0,203 564,999 0,101 564,983 0,021 566,462 0,019 567,900 0,125 567,981 25,9576 CONTRA DIF. Módulo 565,301 565,248 565,209 565,199 564,995 564,988 566,465 567,902 568,000 0,004 -0,002 0,001 0,001 0,004 -0,005 -0,003 -0,002 -0,019 0,004 0,002 0,001 0,001 0,004 0,005 0,003 0,002 0,019 Diferença Acumulada Média (mm) 1,8909 93.758,665 93.758,048 Desvio Padrão(mm) 93.758,046 93.758,048 Desvio Padrão(mm) 0,617 m 30,5080 -0,002 m 1,8011 .