O BANQUETE
2011
O BANQUETE
17 de janeiro de 2011
de SÓCRATES PLATÃO JOSÉ CELSO MARTINEZ
CORRÊA
– 1º Sinal – Chegada de Agatão na Sala de Entrada de fora do teatro
A Banda anuncia com Sopros, Cordas, Percussão. O CORO sai pra rua onde
está o público, carregando em triunfo, o ator dos atores, Agatão, vestido com o
Figurino de BACANTES de Dionísio-Touro do 3º Ato, que foi vitorioso da
Dionisiaca no Teatro de Estádio, na encenação das “ Bacantes”.)
CORO DE BACANTES E SATYROS
(Carregando Dionisios Agatão)
Nova Historia!
Glória! Vitória!
Lado a lado
1 Teatro de Estadio
Dionizíaca
Internacional da Paixão
Venceu o Campeão
Touro Dionisios,
para a Multidão
Evoé Besta Féra Agatão!
(entregam à Agatão um Medalhão em forma de Círculos de Ouro pendurados
em uma corrente, que atravessa os círculos, verticalmente, um IÓ!, o Prêmio do
Concurso Dionizíaca de Teatro de Estádio. Agatão agradece )
AGATÃO TOURO
Socessega Leão
Baixemos o tom
ao Banquete!
Ofereço a todos, com minha gratidão
agora baixar dos meus coturnos, pisar no colchão
(ele é sentado pelo coro numa cadeira descalçado)
a escada caracol nos leva pra Ante-Sala do Lava Pés
Agua quente, mãos quentes dos Coros,
só pra quem muito quizer.
(O público entra no espaço da atuação, e os que quiserem participam da
“CERIMONIA DE LAVA PÉS’ em que seus pés seram ritualmente lavados por
Satyros e Bacantes.
Os atores cantam, enquanto realizam a cerimônia do Lava Pés um Canto Slavo
de Chamado de Chuvas para Boas Colheitas. A Cerimônia é projetada por todo
espaço assim como seu som, ampliado. Os que não tiraram os sapatos vão
entrando, depositando nos Armários do Teatro seus sapatos, recebendo em
troca fichas, que o público pode comprar num Bar Móvel de Garçons
Ganimedes, para o vinho que consumirão no Banquete, durante as três
rodadas após os Cantos: Discursos sobre Eros da Peça)
– 2º Sinal: CERIMONIA DE LAVA PÉS
1.
la traducción
croata
OJ DODOLE
Oj dodole mili bože, oj dodo dodole
dódole
Oj dodole mili bože, oj dodo dodole
espaňol
Oy Dodole
Oy dódole*, dios mío, oy dodo
Oy dódole*, dios mío, oy
2 dodo dódole
Naša doda boga moli, oj dodo dodole
dodo dódole
Naša doda boga moli, oj dodo dodole
dodo dódole
Sitna kiša da zarosi, oj dodo dodole
dodo dódole
Sitna kiša da zarosi, oj dodo dodole
oi dodo dódole
Naša polja da natopi, oj dodo dodole
oi dodo dódole
Naša polja da natopi, doooo do
do
nuestra doda* le pide a dios, oi
nuestra doda* le pide a dios, oi
que rocie/caiga la llovizna, oi
que rocie/caiga la llovizna,
que empape nuestros campos,
que empape nuestros campos, doooo
Dooo do
Dooo (do o o o o o o) 2x
I da rodi nam pšenica, oj dodo dodole
dódole
I da rodi nam pšenica, oj dodo dodole
dódole
I kukuruz sa dva klasa, oj dodo dodole
dódole
I kukuruz sa dva klasa, doooo do
doooo do
que el trigo nos de fruto, oi dodo
que el trigo nos de fruto, oi dodo
y el maís de dos espigas, oi dodo
y el maís de dos espigas,
Dooo (do o o o o o o)
Dooo do
Dooo (do o o o o o o)
Što molila umolila, oj dodo dodole
dodo dódole
Što molila umolila, oj dodo dodole
dodo dódole
Sitna kiša zarosila, oj dodo dodole
dodo dódole
Sitna kiša zarosila, oj dodo dodole
dodo dódole
Naša polja natopila, oj dodo dodole
oi dodo
dódole
Naša polja natopila, oj dodo dodole
oi dodo dódole
I rodila nam pšenica, oj dodo dodole
dodo dódole
I kukuruz sa sva klasa, oj dodo dodole
dódole
que ha pedido, ha obtenido, oi
que ha pedido, ha obtenido, oi
la llovizna ha rociado/caído, oi
la llovizna ha rociado/caído, oi
y ha empapado nuestros campos,
y ha empapado nuestros campos,
el trigo nos ha dado frutos, oi
y el maíz de dos espigas, oi dodo
3 Naša doda boga moli, oj dodo dodole
dódole
Oj dodole mili bože, oj dodo do-do- le
dódole
nuestra doda le pide a dios, oi dodo
Oi dódole, dios mío, oi dodo
– 3º Sinal – Início da Ação
ENTRADA PARA O BANQUETE
(Conforme os pés vão sendo lavados, ou os q não terão lavado os pés, o público
vai entrando na estrutura do Teatro de Estadio, onde palco-camas-colchões
envolvem a a pista em torno de uma mesa.
Termina o lava pés e a pira de fogo entra no espaço cênico e é colocada no
jardim. O sino toca. O Cortejo do Coro de Protagoinistas se encaminha para
dentro do Teatro, em Cortejo, onde canta, dos Balcões, o “Nascimento de Zeus”.
Os Músicos Instrumentistas, instalam-se no Palco Banda. O Menino Zeus está
em baixo preparando-se para nascer.)
RHÉIA
IÓ!
CORO
IÓ!
RHÉIA E O CORO
“No Inicio era o Caos
Géia a Terra e Éros,
os primeiros a copular
e gerar
mortais
na residência eterna, dos terrenais.
Pedras, folhas, fogos, águas, ar, animais:
(descendo das galerias)
AAAAA…
ÉÉÉ…É
III…I
UU…
…Ó
(O coro entra em Cortejo liderado por Zeus e Hera, cantando pelo “Teatro de
Estádio” com o público.
Vão em Cortejo até levar Zeus, Hera, Apolo e Eros, ao seu Palco Olímpico
4 Cama, depois vão distribuindo-se em seus lugares.
As Entidades q vão brotar das Cantadas devem estar nos colchões dos Corifeus
das Cantadas. O Público se acomoda o mais próximo possível dos atores, nos
colchões laterais à mesa, e nas arquibancadas. Agatão, Pausânias, Erixímaco,
Aristófanes, Orfeu, Alceste, Aquiles, Pátroclo, Hector, Paris, o Coro das
Bacantes, dos Satyros sentar-seão no sentido horário nos lugares de onde vão
iniciar suas Cantadas, os Ganimedes na Área Verde, na Fonte junto aos Vinhos
e Iguarias do Banquete.)
CORO
(termina)
AAAA…
ÉÉÉ…É
III…I
UU…
(inspiração segurada e solto como um orgasmo a ultima vogal, prolongando-a
num gozo)
…Óó…
AGÁTÃO
Comecemos.
Ao Banquete, já!
Quem veio pra cá
com pé atrás
espero terem no Armário depositado como jóia
toda a paranóia…
(para os Garotos e Garotas Escravo(a)s)
Mimem nossos convidados mais que gueixas
não vamos dar asas pra queixas.
E vocês meus convidados
comam todos os desejos por vocês desejados
não vou dirigir nem deixar nada determinado,
eu mesmo não quero passar de um convidado.
E vocês, cada belo ou bela Ganimedes,
sirvam-nos com o que o desejo péde
nós vamos vos servir com amor que não se méde.
(Sócrates aparece)
CORO
Sócrates!
SÓCRATES
(põe os dedos nos lábios mudo, pedindo a todos que abram os ouvidos para o
canto das cigarras, os evoés da hora. Agatão com as mãos em concha no
ouvido, chama Sócrates pra se deitar ao seu lado, Sócrates caminha em silêncio
5 ouvindo)
AGÁTÃO
Deita aqui do meu lado…
Filósofo inspirado
dá pro banquete comer sabedoria
da tua Filosofia
SÓCRATES
Ah !Sabedoria vai ser hoje aqui comida,
como um prato, por quem tem fome de vida
verte tu em minha taça vazia,
o vinho da tuda sabedoria!
Ator dos atores
dos mais sabedores
que é que eu sei diante do saber do ator
que incendiou na plethora do amor
corpos e almas, agora a pouco, aí do lado
No teatro de Estádio
brilhando luminoso
trazendo a epifania do deus gozozo
dando-se aos 30. 000 mortais da multidão
comido por todos
cozinhados na Sabedoria da tua Paixão?
que é que eu sei diante da sabedoria, deste Ator?
AGÁTÃO
(oferecendo hachiche)
Adorado Sócrates toma este charo
e pára de tirar sarro…
(a todos)
SÓCRATES
Ah! Santíssimo Cigarro!
(Sócrates deita-se ao lado de Agatão e o beija adorada e demoradamente)
AGÁTÃO
Na mesa, vem saborosa Sabedoria
(ilumina-se a Fonte, onde estão todas as Iguarias e Garrafas do Banquete)
Comida, Bebida! Vem! Invade Vadía!
(Os Ganimedes entram com garrafas, os presentes preparam as
taças)
PAUSÂNIAS
6 Amigos adorados!
todos os cuidados
vamos todos beber,
viajar na onda do prazer,
pra nada de mal acontecer.
Das Bacantes de ontem em mim, confesso
a ressaca ainda não completou seu processo…
Nem nos aqui presentes
aqui na minha frente
ainda semi-possessos.
Estávamos todos lá,
então é pra já:
munição
ação!
(Os Ganimedes abrem com sacarolhas e saudações em Iós!, as garrafas de e
começam a encher as taças dos amantes atuadores e do público em trocas das
fichas)
Vamos com o veneno-remédio brindar
o próprio Baco, nossa ressaca vai curar!
CORO
Vai curar!
PAUSÂNIAS
Agora, inventar um jogo, pra lá do normal,
pra não deixar jamais, baixar o astral
e todos podermos beber sabedoria, na Insânia!
ARISTOFANES
Pau dos Páus! Páuzânias!
A graça do Jogo neste Banquete: homem, mulher
liberdade pra tomar
onde
e o que quiser!
Eu sou um dos que ontem enxugaram,
se deixaram molhar e molharam!
ERIXÍMACO
Agátão, você está disposto a encher a cara?
AGÁTÃO
(debochando)
Não, não estou com a menor vontade.
7 ERIXÍMACO
Ah! isso é mais que felicidade!
pra mim, pra Sócrates, pra Fédro
pra todos convidados, crédo,
vocês, da turma do funil, vão se abster
hoje não estão na de beber.
Demorou, nunca íamos conseguir vencer
nem sequer acompanhar vocês
nessa Orgya,
pra depois pagar com uma doída azia.
Sócrates que é feliz, imagine
não está na de um, nem na de outro time
satisfaz os dois
com tudo que vamos aprontar,
agora
e depois.
Como hoje ninguém está a fim de Vinho
receito a cada um sozinho,
um ou dois goles de palavras,
em vez,
para a deusa, Embriaguez.
(música pra Deusa Embriaguez, ela dança com sua garrafa coroada de incenso
que abre no meio da Mesa Pista, e enche quase até a borda a taça do Dr
Erixímaco.)
Nos meus estudos de medicina,
cheguei a convicção canina,
de que Embriguez, essa Diaba!
com os seres humanos, acaba
e se depender de mim,
recomendo a vocês,
beber: um floralzinho: assim…
Embebedar à ninguém prescreveria
fico mais na folha de chá, da Santa Maria…
(pega o baseado que está com Agatão)
ainda mais, quando ocorre
que de ontem, ainda ninguém curou seu porre.
FÉDRO
Meu corpo já concordou!
Obrigado Doutor!
O senhor fala em nome da medicina
tomara que não obedeçam sua sabatina
se tiverem juizo todos nessa oficina.
8 ARISTOFANES E CORO
De beber até cair, conclusão:
ninguém tem obrigação.
mas de se encharcar na liberdade…
Sim!
Até a mais indecente vontade!
ERIXÍMACO
(para os da Mesa e para todo o Estádio)
Vam pro jogo?
Diagnostíco geral aceitação:
posta fora do protocolo a obrigação,
de beber, acompanhado, ou sozinho,
até virar vinho. SÓCRATES
Público, músicos, atores,
gente de todas as cores
garotos, garotas, ninfas, mulheres,homens, velhos: aos embalos.
Trans-homens, electrônicos cavalos
Todos, fabricando a Arte de Amar,
no beber, no comer, no cantar, no bailar
pondo fóco, leveza
no tesão misterioso da beleza!
ERIXÍMACO
Peço então a concessão,
nesta conferência
à outra deferência:
que brindemos juntos,
cyber artistas, dytirambistas,
(Percussão começa a batucar e conforme são os músicos chamados, vão
entrando e embebedando os presentes com seus instrumentos)
flautistas, guitarristas,
cavaquinistas,
com suas namoradas e namorados,
toquem, gravem, apaixonados;
dando som… luz, cadência, pé no verso
na nossa phala, virada ao reverso.
(sai musica, no ato)
ÉROS (falando speak low, dirigindo-­‐se a todos) Todos: Taças cheias na esquerda mão
a do coração,
brindemos no centro do salão,
9 batendo sinos em carrilhão!
(As taças de vidro tocam-se no centro da Mesa Pista e trazem o carrilhãos de
suaves batidas de Baco)
BACANTE AFRODITA
(depois do 1º Brinde)
Olhos nos olhos,
dos arquibancados,
toque bem dado,
num carrilhão de sinos gozados!
A DEUSA EMBRIAQUEZ
(levantando uma garrafa pelo gargalo)
Sinos na fonte tocar
pra ela não secar…
(todos brindam na garrafa)
O bouquet vamos cheirar
o Messias vai nos penetrar…
vamos bochechar… inspirar… e deixar baixar… (Todos bebem, sentindo o vinho correr yogando pelo corpo até os pés, respiram) ERIXÍMACO
Alcólatras Anônimos, está aberta a Assembléia?
ARISTOAFANES
Sai Diarréia!
Tô fora! Profanação!
Não sou Alcoólatra! Sou Alcolátra!
Atenção! PAUSÂNIAS Se for “a nivel” do maldito
debate político,
(em francês) jamais!
Vamos inventar o “des-bate”, “desbater” phalar, com ph, phalar,
já por pra phoder
nos paquerarmos,
nos cantarmos
excitar com vinho a tactilidade da felicidade na labialidade do boquete
no disquete
phalado em verso,
na cantada do amor perverso.
FEDRO
(tem a Eureka e propõe o tema do Banquete)
10 ah! Vamos phalar, invocando Éros
em todos nossos quÉros?
Pra que hinos, cantos, falas a tantos deuses malas?!
Dollars, Euros,
ONUs, ONGs, Dohas, Pradas e a Eros, Nadas?
SÓCRATES
Tudas e Tudos!
A começar por nós, os cornudos.
Eu, modéstia a parte, de amor sou entendido
Esta noite é pra Eros, está decidido!
DIÓTIMA!! Amor ! Nosso Rei, nunca,
as letras na Lei
as constituições
as Repúblicas Hipócritas, Pudícas
deixam-se penetrar por Eróticas dicas
sacrificam-se escravas, à Ares, na Guerra
nunca à Guerra do Amor:
futebol, com a bola Terra.
Amor, Guerra da Paz Progresso
Eterno Retorno, na evolução do processo.
No Globo, Eros tambor
CORO
Tambor!
DIÓTIMA!!
com ou sem harmonia
CORO
Tambor!
DIÓTIMA!!
já domina em Sim tonía,
CORO
Tambor!
DIÓTIMA!!
da meia noite, ao meio dia!
CORO
Tambor!
11 DIÓTIMA!!
Vamos Cantar Eros noite e dia
CORO
Tambor!
DIÓTIMA!!
Será o deus todo Phoderoso desta Orgya
E ordena pra já: Folía!
CORO
Folia!
REGRAS DO JOGO
ERIXÍMACO
Fedro phalou, está phalado
que Eros seja cantado
no sentido horário
por cada um de nós, num relicário.
Cada um lavra, no cio de cada palavra
cada amante-amado,
paqu’Éros
em silabados, parindo Éros
confetes, de boquetes
Eros, aqui nascente, já se sente
Fedro, começa, você já está quente!
1ª CANTADA
Invocação à ÉROS
FEDRO
Deus eterno,
amado terno,
por divindades e mortais méros:
só tu Eros,
além das separações, do adeuses
o mais velho dos deuses.
Não nascido nem de mãe, nem de pai,
Hesíodo, cantai:
HESÍODO
(ator, grande cantor gostoso de for cool, encantador como poeta cantor)
no Início era o Caos;
Géia a Terra e Éros,
os primeiros a copular
12 e gerar
mortais
na residência eterna, dos terrenais.
Pedras, folhas, fogos, águas, ar, animais
Phala Parmênides
aos Satyros e às Mênades!
PARMÊNIDES
(inspirando e expirando os versos)
Inspiro, expiro lentamente
quase as mesmas palavras, d’outras mentes
primeiro foi Eros, deus do Amor,
deus, eternamente fecundador
FÉDRO
Eros, o mais antigo, deus dos deuses,
berceuses,
desejos,dos mais gostosos bens,
que recebemos no gens.
Ah!
(Focando alguém na Platéía em contacto com o Câmera e com a Luz, q vai
colocar o focado como personagem nos Telões de Projeção do Espaço)
não sei de maior bem,
que proporcionar a um jovem, o bem…
…de nosso amor,
(Foca outro rosto personagem,com Câmera,Luz, e Projeção)
ou para um amante
nosso amor mortal, desejante.
Quem deseja viver vida de artista,
não está buscando uma vida capitalista,
nem linhagem, muito menos celebridade,
honrarías, riqueza, dignidade.
Não, nada disso: só busca, a ethernidade,
no amor mortal,
fudendo com o imortal.
É, eu quero phalar, spermear,
deixar passar…
Ações mesquinhas: do amor estão desligadas.
Sem o amor, Estado, Cidadão,
Corporação, Associação,
impossibilitados estão,
de ser, sendo,
ser–estando
no gozozo estar,
13 além do bem e do mal.
Ouso afirmar:
se um humano amante praticar
uma ação feia com quem amar,
ou sofrer uma injúria, sem revidar,
sofre muito mais,
com a reprovação d’aquele que ama demais,
do que com a dos Pais,
parentes, amigos,
ou inimigos…
O mesmo, com o que é amado.
Nunca fica tão perturbado,
quando, por uma falta sua, cai no drama,
e é surpreendido pela pessoa que o ama.
(propondo concretamente aos presentes)
Ah! É possível viver aqui tomado,
um Exército, um Estado,
exclusivamente de amados amantes
agora, neste instante.
É o fim da Guerra, início da Paz
a Crise, explode, num Zas Traz!
Uma constituição política insuperável,
ninguém fazendo o que for desagradável,
e todos, dançando versos, não prosas,
estimulando cenas, nas práticas mais gostosas.
Um exército, mesmo enxuto, na luta,
vence o inimigo, em qualquer disputa:
( Focando Aquiles )
Um soldado não vai se importar,
se seus companheiros vierem espiar,
seu largar armas e desertar.
Mas nunca vai permitir
a seu amado, uma fuga sua assistir,
se não for desejo do amado, também partir.
O suicídio, a morte, então vai assumir.
Pelo medo covarde, nunca será dominado.
Nos perigos, o amigo amado,
nunca abandonar,
nem deixar matar.
Antes aceitar
ver-se sacrificado,
pela vida do adorado.
Eros, inspira coragem á seus amantes,
e os torna gêmeos, não admitindo escravos
14 livres! Pelo amor tornados Bravos.
Aos heróis, o deus, insufla coragem
é o que faz Eros, com os que por amor agem.
Morrer um pelo outro, só fazem
os que verdadeiramente se amam
e não só homens, mulheres também, clamam
a morte por Paixão, como fizeste
diva Alceste.
SITUAÇÃO DA CENA
(Admeto levanta-se bruscamente e cai na Mesa do Manquete. Alceste
desesperada acode ao Esposo. A máfia dos deuses está presente.)
APOLO
(auto ilumina-se)
As Moiras,te rondam…
(As Moiras se juntam: uma puxa do seio uma tesoura, outra um novelo, a
terceira estica um restinho de fio, a primeira apronta-se pra cortar.)
Pra você, ao vivo ao Banquete retornar,
a vida alguém aqui vai ter que te dar.
(foco em, cada personagem: Câmera, :Luz, Projeção)
Teu pai, tua mãe,
um terminal,
um escravo que te adorar,
( olhando para todo publico)
ou quem aqui presente, contigo de lugar quiser trocar…
(Admeto recorre aos presentes. Ninguém no banquete topa. Quando a vida de
Admeto está no fim do fio das Moiras, como ele,mesmo Admeto percebe,
Alceste faz uma proposta á Apolo)
ALCESTE
Ah! Apolo, meu deus, eu, Alceste
morro no lugar, do marido que me deste:
pela dele, a minha vida.
(Foco nas personagens do Publico com Luz, Câmera, projeção)
A Mãe, o Pai, vivos
agiram como estranhos,
ligados só pelo nome, no batismo banho.
Eu, no Amor, SupÉro-os.
Não diante do mortal que me olha,
mas dentro do deus que me molha.
CORO
Não diante do mortal que te olha,
15 mas dentro do deus que te molha.
(caminha para o, subterrâneo dos Hades,quando uma das Moiras Corta do Fio
da Vida Ela Morre e entra no Hades.Admeto Geme dá um longo gemido de Dor)
AGATÃO DIONISIOS
Retorna Erótic’Alma,
saia do Hades calma.
Volta pro nosso Banquete,
(Alceste volta ao som de um ditirambo de ressureição.)
Milagre, vedete!
Deuses brindam com ardor,
os corajosos do amor!
(Apolo dá o cavaquinho pra ela, que cria o coro das Bacantes.
Ela, e as Bacas cercam Orfeu – que começa a tocar, e Eurídice, num
enredamento pra cobra pegar e tira-la dos braços dele)
BACANTES
Vem Orfeu
tua Lyra
inspira
píra
expira
vem Morrer, a “pequena Morte”
nos braços das deusas da Sorte entre abraços mortais e Imortais
vem Orfeu! Aaais…
(as Bacantes num jogo de sedução com o casal, atraem Eurídice pra ser picada
por uma cobra que vem com Hera. Ela morre e vai pro Hades)
DEUSES
Orfeu,
Eurídice morreu!
Não confie na sedução
do teu violão!
Ou vem castigo!
(olha para os deuses no Olimpo no PalcúCama)
ORFEU
Deuses não façam isso comigo,
eu Orfeu,
sou o deus
caprichoso das cordas da guitarra
não sei morrer de amor, por amor à farra,
ou como fizeste
16 oh! Corajosa Alceste,
deuses irados,
não vamos ser castigados
por nosso amor etherno.
Eu vou buscar
com as cordas do meu violão
Eurídyce do Inferno,
com a minha mais bela canção…
(ele vai até o Hades, cantando sua linda e nova canção; apoiado ao cadáver de
Eurídice, que vai erguendo-se, sai com ela, que o segue. Ele não pode olhar pra
trás)
Sinto sem ver, a sombra d’Ela, viva.
BACANTES
Orfeu, não vive mais sua Diva,
não olhe para Trás,
nunca mais,
olhe nosso Amor, sedento aqui na tua frente
onde está o éthernamente,
vêm pra Orgya
não olhe pra Morta neste meio dia.
Abandone a Covardia
vem pra Orgya!
(Orfeu começa a tocar sua mais bela canção, mas olha pra trás, rejeitando o
amor Bacante. Toca e canta com todo entusiasmo, e Euridice, q o seguia, ganha
vida por uns momentos, mas cai morta de vez, extasiada pela música. Orfeu
sente as forças lhe faltarem. Beija o cadáver, levanta sua guitarra, que não dá
mais a música e, percebendo a tragédia, pede a elas,depositando por terra seu
Violão)
ORFEU
Bacantes venham
me devorar
em mim, banquetear
minha covardia
não me deixou fazer hoje,
nascer o dia.
Só me resta então hoje
Morrer, na noite de Orgya.
(As Bacantes, estraçalham Orfeu e o devoram. Sua cabeça vai a deriva pelo
mar, chamando “Eurídice!” Ela responde “Orfeu, mas as ondas do Mar engolem
os namorados pra sempre. O mar de Prata, transforma-se no Mar de Tróia onde
Pátroclo, que quer a Guerra, sapara-se de Aquiles, seu amante, que é contra a
17 Guerra. Pátroclo navega até Tróia e ocupa o território, sobe na mesa furioso e
desafia Hektor para a luta.)
PÁTROCLO
Hector! Vem!Troiano odiado!!
(Hektor surge munido de uma arma-Garrafa,disputa com Patroclo e o mata,
enterrando a garrafa no rabo de Pátroclo.Aquiles corre e deita-se sobre o corpo
de Pátroclo.Aquiles ouve o grito do amado e entra topando com o adverseario
Hektor)
AQUILES
Minha mãe me advertiu,
quando eu ia morrer, ela viu:
se eu matasse o Troiano Héktor,
por amor a Pátroclo,
no dia de minha maioridade,
só voltaria pra minha cidade,
se a Héktor não matasse,
como vou matar…
agora.
Pode nesta hora,
não vingar Pátroclo, quem o adora?
Vou morrer, em cima do corpo de meu amigo
deuses, glorifiquem-me sem castigo!
ÉSQUILO
Não Aquiles! Sai desta!
Ésquilo, o Poeta, em mim se manifesta.
A Pátroclo você não ama!
Mais que nele, em ti, a Beleza, clama!
mais imberbe, muito mais moço
tú o mais belo,ele, nem te chegava ao osso!
A Guerra de Tróia, não te chama!
Mais que à Patroclo, a Paz, tú ama!
AQUILES
Ésquilo, és o maior dramaturgo,
mas do amor não é você um demiurgo.
Vem Héktor, troiano odiado!
Mato teu corpo, em cima do por tí assassinado.
Do meu Pátroclo amado,
ser tu o matador,
me deixa enciúmado
de amor, pelo teu desamor
18 (Héktor deita-se sobre corpo de Patroclo e penetra sua espada nêle e tem seu
corpo penetrado pela espada de Aquiles. Paris, com arco e flecha, atinge o
calcanhar de Aquiles, que cai morto.
As Bacantes vem buscá-los para o Elizeu, pro o Paraíso, o próprio Banquete, de
volta)
BACANTES
Pra “Ilha dos Bem-Aventurados”,
SENHORA DOS AFOGADOS
Reino meu, “Senhora dos Afogados”,
BACANTES
viemos pra vos levar.
Vem, pra Ilha bem aventurar,
bailar, cantar, transar, rezar.
(dirigindo-se aos deuses que ocupam uma enorme Cama de Casal no Palco,
seu Olimpo)
Os deuses amaram o vício,
do teu sacrifício,
por teu amigo,
dourado amante.
Teu devotamento, neste instante,
(Olhando os deuses no Olimpo)
os deuses sabem valorizar,
tua força viva, nascida do amar.
(cantando para os deuses)
Ah deuses! Justos são!
Recompensa maior a Aquiles dão!
ALCESTE
Maior que a que destes,
à mim Alceste!
BACANTES
O amante é mais querido pela deidade,
que o amado.
DEUSES
Possui em si, a divindade,
do etherno apaixonado.
FEDRO
De todos os deuses, o amor,
é o mais antigo, com mais cor,
mais augusto, mais capaz.
E lhe apraz,
19 ao mortal virtuoso no amar,
felicidade, fazer chegar,
pela a vida a fora,
até a hora,
da nossa morte,
eterna ethernidade… morte… esporte.
ÉVOÉROS!
COROS
ÉVOÉROS!
(os Ganimedes abrem mais uma garrafa e servem os presentes)
2ªCANTADA
aos dois Eros: o Celeste e o Terrestre
PAUSÂNIAS
Fédro, persona amada,
nós combinamos como Entrada,
no Menu deste Banquete,
nos servir d’um Sorvete,
com calda de uma Cantada
por cada um de nós, entoada,
á Éros, mais nada.
Se só um Éros nos fosse dado,
estaríamos saciados.
(pede aplausos do Público para Fedro)
Mas Éros existem, multiplicados
e não apenas um
e, havendo mais de um,
é bom saber a que Éros
em oração masturbamos, nossos qu’Éros.
Afro-dita e Eros,
vivem, um ao outro, grudados.
Se tivesse uma só Afro-dita,
um só amor, nos sería dado?
Mas há duas Afro-ditas;
medita:
– há dois Éros então?
(tambores de Iemanjá e Cantos das Santas Nossas Senhoras
Celestes)
AFRO-DITA IEMANJÁ
Sou Afro-dita: Iemanjá,
CORO
20 Iemanjá…
AFRO-DITA IEMANJÁ
a que de mãe não nasceu,
mas do esperma d’Urano: o deus.
Urânia Espermânia é o nome meu.
(A percussão ataca o ponto da Pomba Gira e traz Carmem
Pandemía; Afrodita se transforma nela.)
CARMEM PANDEMÍA
Soy Afro dita-Carmen: a Pãdemía.
Vim empestiar … de Alegría!
“Pomba Gira”, ao “Sangre Rubro Preto”
gósto de dedo, xota, de pau, de cú, de espeto,
servida na Orgya,
“prato feito”, popular,
comida pra copular.
PAUSÂNIAS
Essa Pomba Gira, vive grudada
nesse Éros Exú, Satyro vulgar,
(o Sátiro Eros bate nela)
e essa Iemanjá
(a musica volta ao ponto celeste)
é Orixá
Éros dos Céus, do Mar d’amar.
A ambos servem
(Nossa Senhora Afrodita bate a cabeça pra Eros)
e vivem a se dar.
(Eros cai de Boca na Santa)
Não há ação em si mesma,
nem boa, nem má.
Agora o banquete está,
na de beber, cantar, phalar, transar.
(aparece um casal oferecendo $ a Carmen; Pausanias faz transação de
cafetinagem com grana)
Nada disto, “em sí”, é belo.
Nem todo Éros tem “em sí”, um elo,
com a deusa Beleza,
mas vira dela Nobreza,
na arte eterna da viver a sua vida,
na arte de amar da mulher da vida.
( Pausânias paga a Mulher da Vida)
Viva a Puta Sagrada!
21 CORO
Viva!
CARMEM PANDÊMIA
(para o casal)
Vengan...
Afro-Carmencita,
me dita:
“Pomba Gira”, “la popular”
sou delícia bréga do amor vulgar.
Na terra, Ela aterra. (deita-se na mesa e traz os clientes para baixo de suas
saias e goza)
Segura seu nome de guerra,
(liberta-se dos clientes)
do amor que pinta por acaso;
amor que mortais amamos, sem “caso”.
Eu como de tudo:
garoto, garota, corôa, e até bicho cabeludo.
Amo no cio,
mais corpo que alma, maior desvairio
no
vai-e vem
vai-e vem
vai-e vem
do Rei Tesão,
às vezes gostoso,
(pausa longa)
às vezes não.
(cospe violentamente na mesa do Banquete)
PAUSÂNIAS
( com um Caralho Vibrador na mão)
Éros da deusa Pomba Gira
Hermafrodita também é, e píra
qualquer mortal, em qualquer idade
é masculino-feminino:
(Carmem apanha o Caralho das mãos de Pausanias)
CARMEM PANDÊMIA
Eu sou a Camarada:
(encaixa o pau na batida do Icto)
“Verdade”
(balança seu caralho Vibrador e busca no público, um macho pra comer o cú.
Depois deste floramento, retorna a percussão suave e os canticos à Madonna
Negra, Atriz retorna ao chamado de Iemaniá, da Madonna dos Céus do A Mar)
22 Ah! retorna Éros Celeste,
(o coro canta a música celestial)
entre nuvens e véus,
vem Afrodita dos céus:
não é feminino, mas só masculino,
é o amor dos meninos,
amor de deusa, de mais tempo de viagem,
que sabe se exceder em líbertinagem.
(Sócrates canta pra Pausânias e pro público)
Canção do Olho do Cú
“oculto com pregas, humilde,
úmido ainda do amor,
cravo roxo
escondido respira no meio de mousse
que da bunda branca desce em doce debruce
na cola que rola
na orla do arrocho
corrimentos escorrem lágrimas de leite
por peidos cruéis expulsas
choram, convulsam
pedrinhas de barro marron
na descida escorregam
chamam, vem, deite
(Pausianias oferece seu Cú colocando-o como num cálice, aberto para o
Cosmos)
Sempre caí de lingua e boca nessa ventósa
minh’alma trai, na foda material,
invejosa
ela fez dele
lacrimário rubro
ninho de soluços
sabre brocha
TABÚ!
Mas é a azeitona babada
flauta carinhosa
tubo onde desce
a amendôa oleosa
(Sócrates, põe saliva e seu dedo penetra o cú de Pausânias, que vai se abrindo
como uma lona de Circo)
Canaã feminino
na humidade abre
desacrocha
23 molha
olha
vê
oh cú
úuuuu
Era um palavrão em tempos remotos
Hoje é um conselho tântrico
Todos temos, machos e fêmeas
Vamos todos tomar nó cú
Vamos Tomar no Cú!
PÚBLICO
Vamos tomar no cú! uuuuu
PAUSÂNIAS
(encarando descaradamente, paquera Agatão, atraindo-o pra si)
Vem, amor cheio de léros
vem, pros q gostam como eu, desse Éros.
Prefiro como esses, o sexo masculino
e nele amo: o divino.
A alma, virada corpo elétrico
do olho do cú, desta ótica
chamo alma, d’alma erótica.
Amo, não crianças inocentes,
mas adolescentes,
onde barba e inteligência, começam despontar
desejos tenho de eternamente,
meus amados amar
meus garotos seduzidos, conquistados
nunca são por mim enganados
ou abandonandos,
nunca zombo, menosprézo
(ajoelha-se diante de Agatão)
ao garoto, endéuzo!
Sei que ainda há muita gente
que covardemente,
hoje e muito antes
acham feio conceder amores aos amantes
gente, que acha esse amor indecente
mas esse tesão divino em febre quente,
quando real,
nunca pode ser chamado de mal,
muito menos repreendido,
traz vida a todos, quando vivido.
24 CORO CANTA
(Canta paquerando pessoas do público)
Come togheter
Right now
Over me!
Cá, onde o povo esta a fim de phalar,
feios, bonitos, vamos todos, dytirambar
belos, horrendos
aos amantes,
amores tremendos,
mortal, velho, moço,
não larga esse osso,
não é crime, sujeira,
gozar do esfincter á moleira.
Ah! ! ! ! !
Come togheter
Right now
Over me!
(um convidado pega Macumbadamente, um Pentheu defensor de deus, Patria,
Familia, Propriedade e Castidade)
PENTHEU PATRIARCA APOSTOLICO ROMANO MACHÃO VIOLENTO
Vamos parar?
Amor de homem com homem, é imoral,
e o que assisto aqui faz mal.
Filosofia teatro, cultura é essa porra afinal?
Quem manda, viadagem, nesse imoralidade?
PAUSÂNIAS
Isso aqui virou um condomínio moralista?
O amor pelos moços, entrou na lista,
de coisa vergonhosa?
Você ta com medo de quem goza!
Pyttiboy, ta tremendo em sua torre, neurótico
o fim de seu poder despótico.
PENTHEU
Dou cinco minutos pra esse Banquete:
ou acaba já, ou vou descer o cacete.
AGATÃO
Sobe! Sobe!
PENTHEU
Sou fundamentalista cristão,
25 vou explodir essa bomba que tá na minha mão!
(Tensão no espaço)
PAUSÂNIAS
A vocês, tiranos contemporâneos,
não interessa entre seus escravos,
amizades sem travos,
que produz explosão
das almas eróticas na paixão
nem de correntes humanas na Orgya
delyrios de multidão que o amor do teato cria!
(ARISTOGÍTON Y HARMÓDIO avançam com um garfo e faca por traz do
Pentheu e conseguem tirar o pau dele pra fora, e ameaçam cortá-lo)
ARISTOGÍTON Y HARMÓDIO
Nossa robusta amizade, nesse amor mania,
por nossa coragem,
tem poder de assassinar a homofobia.
Oh pastor do gado,
fala discarado!
PENTHEU PATRIARCA APOSTOLICO ROMANO MACHÃO VIOLENTO
No nosso do Estado
“É ilegal homem com homem casado! ”
E mulher também!
(a dupla finge-se arrependida, ajoelha-se.)
SOCRATES
É verdade! Mea culpa! Mea Culpa!
CORO
Queremos deus, que é nosso rei…
Queremos deus, que é nosso pai…
Todos, cantemos!
Queremos Deus
Que é o nosso Rei
Queremos deus que é nosso Pau!
(levantam o deus Vibrador, o Deus Caralho: Príapo! O Pentheu tira uma Hostia e
parte em duas partes, fazendo sinal da cruz vai colocar na boca da dupla. A
dupla mete-lhe guela abaixo dois cogumelos. O Pentehu pira cai, a dupla colocase em cima do corpo elouqeucido dele)
ARISTOGÍTON Y HARMÓDIO
a tirania da homofobia
26 depende da covardia dos conformados
e aqui agora no Brasil
só haverá democracia
aprovando a lei antihomofobia
PAUSÂNIAS
Assim termino minha cantada
Aristofanes meu aplauso será tua divina palhaçada.
(Os Ganimedes abrem mais vinhos e servem a todos.
Aristófanes, que seria o seguinte à fazer sua Cantada, entra numa crise de
soluços pelo impacto da cena anterior, ou pelo nervoso deter que phalar o que
tem pra phalar. Pausânias preocupado)
Aristofanes é tua vêz
É esssa tua cantada,
Assim você não vai fazer ninguem dar risada.
Phala então você Dr. Erixímaco, vamos mudar a ordem do jogo
Aristofanes phala depois de sair desse afogo.
Fale você, doutor
até o soluço dele passar.
SOCRATES
Não!Urgente Doutor, não afina!
Um remédio imediato da tua medicina
morreu já Gilberto Amado,
pai da grande atriz Camila Amado
num Banquete,assim, engasgado.
(Aristofanes por sinais, passa a palavra soluçando para o próximo, Erixímaco.)
ERIXÍMACO
(vai acudir Aristófanes)
Respira e segura
(Aristófanes obedece, parece ter dado certo, mas derrepente recomeça com os
soluços)
Me dá teu dedo
(Aristófanes dá o dedo e o Dr. faz um Doim, parece que agora o soluço pára.
Não, recomeça pior)
Este teu soluço está me dando medo!
Um Copo d’Agua! Toma de Ponta Cabeça!
(parece que passou mesmo o soluço depois que Aristófanes faz o prescrito. Mas
que nada, retoma, mais forte ainda)
Soluço assim! Aristófanes, mereça
(para o público)
Alguem tem um cheiro forte …de peixa
Ou de pé, pra Aristófanes parar essa queixa?!
(alguém do Público oferece, seja uma boceta, um pé, ou o que brote na hora da
27 atuação)
Vai Aristófanes, cheira lá meu!
(Aristófanes Cheira. Está Curado! Não!!! Vem um soluço de fazer soluçar todo
público, contagía)
Ai! Meu!!!!!
Teu soluço é um Deus?!
PAUSÂNIAS
Agora só mesmo o cheiro de sua Cantada
Pra Aristófanes parar essa soluçada!
3ª CANTADA dos Muitos Éros
(Erixímaco dá um cheiro em Aristófanes, que ainda soluça,
e inicia sua cantada)
ERIXÍMACO
PauZânias, sabe das coisas, até demais…
Aplausos para Pausânias!
(todos aplaudem)
Mas são muitos Éros, muitos, mais.
Seu império vive em todos os corpos,
minerais,
vegetais,
animais…
A prática de minha arte, a medicina,
me ensina:
Éros vive, em toda alma mortal-divina.
Um Eros, brota no que é são,
(Aristófanes soluça)
outro, no doente de estimação.
É saudável dar amor, aos saudáveis,
aos belos corpos, dedicar amores amáveis,
em cada corpo, cuidar do que é gostoso e são,
a isso chamo: medicina da paixão.
É feio, pernicioso, inversamente,
render submissão reverente,
ao que há no corpo de doído
e reprimido.
É a medicina a ciência do amor no corpo-alma,
de sua pletóra, à evacuação na calma
que vê diferenças entre a dor,
do amor livre e no do opressor,
que revela amor, onde não tinha amor,
mas onde era necessária essa flor.
28 O médico, que faz cirurgía, pra extirpar num ato corajoso,
o amor mal amado, pernicioso,
esse, merece corôa de médico maravilhoso!
Eu quero ser um médico desse valor.
SOCRATES
(levando o público consigo)
Mantra
Tantra
Tantra Coisa Mantra
CORO
Tantra
Mantra....
(Erixímaco faz uma cirugia de”tortura” amorosa, sexual no Pentheu, Aristogíton
e Armodio viram enfermeiras. A bomba com que ameaçou: uma lata de coca
cola, é amassada por um Malho. Erixímaco e a deusa d Embriaguês, começam
um tratamento tântrico em Pentheu, com Massagem, Hervas. Pentheu toma de
início por uma tortura sexual, mas vai cedendo às carícias, aos cheiros, e como
nele a dupla de sapatas aplicou cogumelos alucinogenos, já está viajando, vai
transmutando o corpo. Recebe o “malho” da Bigorna do Oficina de Sócrates,
transformando-se em Hefaísto deus Ferreiro, o que transforma a Anatomia do
Corpo Ator na Bigorna com seu malho, tocando em seus chacras, criando o
“Atleta Afetivo, na Bigorna Bicorneada.)
SÓCRATES
Toma Hefaisto: o Malho do deus Ferreiro
Malha na Bigorna, os corpos, as almas, ao fole, no brazeiro
destroi a velha Anatomia
faz o ator, atleta afetivo da Folia!
ERIXÍMACO
Divina, Hefaisto, foi tua Dor
que fez o corpo no fogo do ardor,
pro nascimento do mutuo amor
entre os maiores inimigos, amor,
indo no tutano
dentro do do dentro do próprio corpo humano
(começa a girar buscando reincarnar Asclépio, o deus da Medicina, dervichando
e phalando acompanhado por uma batida suave sufi curandeiro, flauta, para
subir as cobras surucucú sob o encanto do faquir, incenso medicinal, trazido
para o espaço.)
Maiores inimigos: maiores contrários
no corpo habitam, vários
29 o frio e o quente,
o que espera e o impaciente
o amargo e o adoçado
o sêco e o molhado.
(e baixa nele Asclépio, que recebe um bastão com duas cobras)
ASCLÉPIO
(a entidade fala como uma criança)
Vim pra criar amor,
até entre os otários,
concórdia
entre os contrários.
Eu, Asclépio, vosso antepassado,
neste Banquete,
reencarno agora re-plantado.
Os poetas, acredito de coração,
criam paradoxos,
o amor na contradição.
Esse deus dos contrários,
dança na cultura,
ditiramba na cura.
O teatro de Epidauro, é meu terreiro,
não do Estado ortodoxo fundamentalista grego,
é do mundo inteiro
e do jovem que na Grécia esta puto
com este milenar luto.
(Heráclito entra como se fosse um rio, em forma de duas mulheres. Duas
Cantoras, uma Mestiça vinda da cultura das Minas, com voz ainda branca,
curibóca, outra Africana Kanbomblaika, cantando e dançando, como opostos)
FUNK DO DIÁLOGO DOS CONTRÁRIOS
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
Pés no chão,
CORO DO RIO DE MULHERES
Ah… não existe não,
sempre treme o chão,
em terremoto, onde parece,
nada acontece,
na terra, no rio, na onda do mar,
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
Deixa estar,
novas ondas virão teus pés tocar,
30 CORO
nunca as mesmas,
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
sempre novas a dançar…
Se opõe sempre a si mesmo, o uno,
consigo mesmo, sempre discorda o aluno,
mas Harmonía
com arco e lyra, recría
coisas antes opostas,
HERÁCLITO CANTORA AFRICANA
o agudo, o grave,
frente, costas
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
notas breves,
HERÁCLITO CANTORA AFRICANA
longas,
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
delas nasce, o ritmo das mirongas,
HERÁCLITO CANTORA AFRICANA
na levada quebrada,
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
na arte musica harmonía
HERÁCLITO CANTORA AFRICANA
sim-tonía-sim-phonía
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
na concordância,
HERÁCLITO CANTORA AFRICANA
na dissonância,
HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
contrários jamais concordam entre si?
HERÁCLITO CANTORA AFRICANA
Não!Não! Pelo Mí, e pelo Sí,
31 HERÁCLITO CANTORA MESTIÇA
Não e Não,
assim phala meu coração,
HERÁCLITO CANTORA AFRICANA EM DUO COM A MESTIÇA
harmonia, casa de opostos,
acordes nóvos gostos,
antes contrários,
agora, porque não? Sacrários…
(elas repetem esses versos alternando)
CORO
antes contrários,
agora, porque não? Sacrários…
…deixa estar,
novas ondas virão teus pés tocar,
nunca as mesmas, sempre novas, a dançar…
ERIXIMACO
(girando)
Vem! Arte Teato-Músa
Dança,
na cobra da aliança,
da medicina,
ciência malha fina,
harmonía ritmada da concórdia,
na discórdia,
tese
- antitése,
trágica
sem síntése,
milagre chamado arte poética,
na ética da estética,
poema teu o nome é instrução
faz sábios os que ainda não são,
encoraja o amor terrestre,
a Urânio,
Éros Celeste,
(dirigindo -se ao povo-público presente)
transar com o amar popular,
vida fóra, vida dentro, a copular…
CORO
Vida fóra, vida dentro, a copular…
32 CARMEN PANDÊMIA
Carmen, filha,
da Maria Padilha,
Pomba Gira,
cuzinho na píra,
fogo brando, fogo forte,
no amor esporte,
rebolo bamba,
na cadência do samba,
no equilíbrio, desequilibrada,
nunca fico adoentada,
vam faze vam
na música, vam
nas duas cabeças de Éros,
copular nossos dois quÉros,
(Pausanias coloca a manta Azul de Iemanjá dos céus)
o que está alto dos Céus, no eterno,
(arranca seu manto)
os dos baixos, do Inferno…
ERIXÍMACO
Vam, sem estrago,
pro que é bom demais,
sem pestes pras plantas,
pros animais,
geada, granizo, moléstias dos vegetais,
doença
nasce da idiotice mortal primeira,
da semi-diaba gulosa,
titia especulação Financeira,
ignorante das órbitas dos corpos celestes,
dos humanos, das pedras, dos animais agrestes,
mas e daí?
(BREQUE)
Sempre aqui,
no corpo sem órgãos,
vibra a harmonia,
contraditoria e diária,
da astronomia,
feiticeiros trabalham sem ais,
pra transa dos mortais com imortais,
deuses,
só valem se curam o amor.
Toda doença, toda nossa dor,
vem de Resistência,
maldita palavra, vinda da não crença
33 na Re-existência,
em performance
criar o ato de fazer o amor,
como o ator
a interpretar
devorando-nos vivos, mortos,
deuses amigos,
inimigos corpos,
no prazer de Sabedoria, Justiça, Adoração,
pra em Eros
reviver nosso viver na Multidão.
(Conclamando o Coro e todos presentes)
…Ovelhas Negras, fugidas do Pastor,
CORO
(responde)
Méeee
ERIXIMACO
Vamos retornar ao rebanho
em docê arrastão
pra dar-lhes um novo banho ?
CORO
Méee
(crepitar com os dedos elétricos.
Os Ganimedes abrem mais um vinho e servem ao público)
Ió!
(Aristófanes soluça)
ERIXÍMACO
Aristófanes, não passaram teus soluços?
ARISTOFANES Não, ainda não, fiquei te ouvindo, de bruços!
ERIXÍMACO
Aristófanes, phala, me completa,
faz como você gosta, amor-humor de atleta!
ARISTOFANES Soluço espermatozóico, sái! Gozado!
Erizímaco, macaco tarado,
Teu discurso, na harmonia e na dissonância,
me deu foi ânsia,
34 pra dissoluçar eu vou ter que esporrear!!
Fumanchu
vou ter que tomar no cú!
(senta-se sobre o Cacete da Deusa Embriagues, uma Garrafa. O Soluço passa.)
Estou Curado!
Só agora entendi, o sentido da palavra Cú-rado!
ERIXÍMACO
Aristófanes! Oh! Palhacíssimo,
quer dar sua cantada,
e só provoca risada?
Sem mistério,
fala sério.
ARISTÓFANES
Oh! Erixímacacão, científico do tesão!
Tem razão.
Não levem nada do que eu disse a sério, não!
É fatal, sou engraçado,
Humor-Amor é meu deus safado,
mas, depressa, um urinol!
Quero cagar meu besteirol!
(vem o Pinico, Aristofane senta-se para cagar)
ERIXIMACO
Curte tua inteligência, não escapa…
Fala como orador de casaca,
que te deixo em paz,
amor, e muito mais!
ARISTÓFANES
Falou exímio ErixiMíco.
ERIXÍMACO
Erixímaco, não mico.
Olho que eu te pico, no teu pinico,
com minha pica.
ARISTOFANES
Cuidado: o amor de pica
ARISTOFANES E CORO
é o que bate e fica.
ARISTOFANES
Ou você ignora completamente Éros, coisa rica?
35 (Apresentação. Valsinha triste de circo Fellini que faz o soluço virar uma espécie
de choro.)
Fui soluçado de pavor!!!
o q tenho q falar
é um Circo…
de horror!!!!!
é um Mas, como diz Mojica, os terror tem que ser engraçado
Assim a mesa do Banquete vira agora: picadeiro sagrado.
(entra a trilha com Rebolation. e e logo a seguir uma gargalhada na sonoplastia
:o toque de circo que o Coro puxa com a Multidão)
CORO
KA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA kA
KA kA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA kA kA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA kA kA kA kA
4ª CANTADA
Andróginos Partidos
ARISTÓFANES
Cura doutor,
nossa humana espécie
em extinção,
carregada de doenças,
do mal amado coração.
Nossa natureza antigamente,
da de hoje era muito diferente:
havia três humanos sexos:
o masculino,
(aparece um casal de acrobratas homens: o Androgimo Masculino)
o feminino
(o casal de acrobatas mulheres o Andrógino Feminino)
e um composto dos dois primeiros,
o de mais nexos.
(um homem e uma mulher: o Andrógino Bi.)
Desaparecido,
reaparecido aqui inteiro,
Andrógino,
era e é,
o nome do deus puto.
36 (Interligam-se formando um astro redondo, uma bola, como
seus pais, Sol, Terra, Lua.)
TRIO ANDROGINO Sou animal astuto,
formei vossa espécie phoderosa pro disfruto,
como já rodo ressuscitando,
meu nome hoje, não é mais nefando.
tenho formas redondas,
costas e flancos formando ondas,
quatro mãos, quatro pernas,
duas faces semelhantes, ternas,
sobre um pescoço redondo,
com uma só cabeça rondo,
esses dois rostos em oposição,
quatro orelhas, dois órgãos de geração,
e tudo mais na mesma proporção.
Caminho ereto,
como a maioria agora,
tomo a direção que quero pra qualquer canto.
(cada dupla prepara-se acrobraticamente para formarem uma bola que vem
Rolando até se colocarem de pé para os aplausos)
ANDRÓGINO MASCULINO
Sou Andrógino masculino,
filho de Sol.
ANDRÓGINO FEMININO
Sou Andrógino feminino,
filha de Terra.
ANDRÓGINO BÍ
Sou Andrógino Bí,
participo dos dois aqui,
(coloca as mãos em seus buracos e protuberâncias)
filho-filha de Lua,
que como se sabe, não jejúa,
nasceu pra todos que vivem na rua.
TRIO ANDROGINO
Somos assim, esféricos, redondões,
na forma, nas movimentações,
semelhantes aos nossos progenitores,
temos coragem poderosa, diante superiores.
(Encaram os deuses: Zeus, Hera, Apolo na Cama do Olimpo)
37 Vamos escalar o céus, com nosso rodo–avi–anús?
Vamos? Atacar os deuses e os vaticanus?
(O Andrógino põe-se a girar como uma bola pião avião e sobe girando no
território do Palco Olímpico, indiferente aos deuses sentados solenemente.
Tomam a Cama dos deuses, expulsam-nos)
CIRURGIA DO ANDROGINO
(conforme o texto vai pedindo, as ações vão sendo obedecidas e realizadas)
ZEUS
(do Palco do Olimpo ao Norte, busca a estratégia de conter a nova revolução
cubana)
Que fazer com esta revolución?
Acertar en la cirugía de precisión
del rayo, misil, truenon…
Ou…
Destruir esse bando terrorista desordeiro
e o genero humano inteiro?
(lembrando o arsenal de ogivas do mundo; vem na sua cabeça a Imagem e o
nome de um reator nuclear da Coreia do Norte)
Coréia do Norte,
YONGBYON!
CORO OLÍMPICO
10
ogivas
(mais enorme lhe invadindo a percepção de todo poder de seu Raio q destrui
Semelle e agora pode destruir o mundo inteiro!)
ZEUS
Índia, Paquistan
CORO OLÍMPICO
110
ogivas!
ZEUS
Israel
CORO OLÍMPICO
190
ogivas!
38 ZEUS
Inglaterra e China
CORO OLÍMPICO
200
ogivas!
ZEUS
Francia
CORO OLÍMPICO
350
ogivas!
ZEUS
Rusia
CORO OLÍMPICO
5000
ogivas!
(Vê maior concentração de ogivas nucleares do mundo de Armas Nucleares
pra serem jogadas no Pacífico controladas em Bangor, estado de Washington)
ZEUS
Estados unidos!
DEUSES
12.300
ogivas!
ZEUS
Y El Iran…
CORO OLÍMPICO
??????
ZEUS
Sim. Vou acionar todas.
HERA
Mas quem vai sobrar, pra nos venerar, parceiro?
Quem, a cada geração,
vai reinventar nosso culto, Papaisão?
39 ZEUS
Mas essa insolência
tem que ser castigada na sequência
Eureka! encontrei o jeito!
é meu dever, meu direito!
os humanos vão existir,
mas domesticados,
num, ir e vir
fracos e dominados:
corto cada um deles em duas partes,
e assim temos duas belas artes
ficarão mais mais úteis em cena
sobre duas pernas apenas.
HERA
Y debrussos,
saltando, parafussos
(Hera gira como um parafuso)
inventaron, el Ballet Russo!
ZEUS
Se persistirem na revolta
não quiserem a paz de volta
dividirei cada um em mais outras partes, boto fé
e assim vão ter q caminhar sobre um só pé.
(para o Andrógino e Agatão Dionisios)
Fiz teu Parto Dionízo
mas você não teve juizo
como corto teus cachos,
pra te pisar, te fermentar,
vou outra vez te estraçalhar!
( Dionisios Agatão, abre seu corpo e fica na posição de
estraçalhado para o Corpo Sem Orgãos, não voltando a cruzar
as pernas)
Andróginos de vós, estou Farto!
Em duas partes vos corto!
(apontando o lugar onde está Hefaísto que já está preparado com seu Malho pra
bater na Bigorna)
SEXO!
(Hefaístos explode o raio que parte os Andróginos, que são arrancados de
pedaços de sí mesmo q vão parar nos quatro cantos do espaço. Trilha do
40 Momento e silencio depois em que Zeus muda de energia depois de
descarregar-se no esporreio de uma de suas muitas armas. Esta apiedado, vira
Zeus Curandeiro através de Apolo, e seus raios lyricos e pictóricos)
Apolo, uma sangria essas feridas vai curar
é vinho, deixa sangrar…
(Um Som Do TREKO é Criado para a Operação Stockhausen? Apolo sangra
os corpos com um conta-gotas cheio de vinho tinto, esparramando doses
Sangrentas de dentro dos Amalgas, depois vira os corpos de bruços e começa a
colocar um por um, em cada traseiro, uma garrafa vazia nos meninos e um
copos nas meninas)
Agora vira o rosto dos cortados,
e o pescoço, pro lado bundado
coloque os sexos deste lado
Sempre van a ter, o corte contemplar,
mas humildes assim, vão ficar,
e de seu Orgullo vão se curar.
Muda o Som do treco – mais emotivo e doido: A Criação Humano Umbigo e
de todos os Umbigos
(APOLO Com a atenção em todos, cortados na cena, dos cortados Banquete e
do Publico Cortado, que esteja presente ou assistindo – toca nos ombros de um
dos cortados,e seu poder faz com que as outras 5/6 partes do Andrógino repitam
seu movimento.)
APOLO
Puxo todas as partes da pele,
aqui de frente,
pro que vamos chamar de ventre,
e aí, em seu centro, costuro esse saco,
deixo um pequeno buraco,
que vamos chamar no nosso humano amigo
de …
CANTORA BACA AFRICANA
UMBIGO
1ºANDROGINO
(salta deseperado no espaço)
Está faltando metade de mim!!!
2ºANDROGINO
Em mim também, vem metade de mim!!!
3ºANDROGINO
Me faltam duas metades, é o fim!!!
41 (abraçam-se e se entrelaçam num sempre desperto desejo de novamente se
unirem para sempre)
A CENA DOS DESENCONTROS DE AMOR
ARISTOFANES
Vejam! Uma das metades morre,
(Uma das metades está abraçada a outra desconhecida, em q ela apostou
encontrar sua metade, mas respira e percebe: não era, morre de amor)
A outra procurando uma nova metade, corre,
(A desconhecida metade parte em busca de outras metades, o mesmo
acontecendo com todos os 5 q estão vivos, abraçam-se entrelaçam-se num
sempre desperto desejo de novamente se unirem para sempre, de fracasso em
fracasso vão realizando um movimento transeunte acelerado de desencontro)
e se enlaça com outra metade,
como fosse a sua outra metade,
(conclusão trágica do comediante Aristofanes)
Quer seja o que hoje ainda se chama mulher,
quer seja a metade de um homem qualquer,
a raça caminha assim,
pro seu fim
pro seu sepultamento.
ZEUS
(angustiado, chorando)
Não suporto tanto andrógino sofrimento!
SEXTETO EX-ANDROGINO
Neste banquete, onde tanto se come,
prefiro morrer de fome,
assim a dor acaba.
(Cruzam os braços em greve)
Não quero fazer mais nada.
ZEUS
(Silêncio. Sem ter a quem recorrer, por Ele, Zeus, ser a Ultima Instância)
Agonía! Quem me guía?
(Os Andróginos começam a entender que alguma coisa gozoza, da Tragédya
pode acontecer)
42 ARISTOFANES
(escandalizada, dá uma volta em torno das 6 partes do Andrógino, olhando os
orgãos dos humanos nos seus traseiros, garrafas e copos??!!!)
Até agora esses órgãos, que horror:
estão colocados na parte posterior!
(olha para os Androginos que tem vaginas, penis no rabo)
É o motivo por que os humanos aqui,
não geram nem procriam entre si!
Fazem como as cigarras na terra agora!
Cantam e morrem, sem conhecer o Amor da hora!
ZEUS
Os órgãos genitais, põe Apolo!
na frente, assim bolo, no sexo!!!
( A Musica se abre para uma Nova Era)
Procriação …desenrolo
homem, mulher, geélebetetésses
parindo tesudos, trans-humanas benésses
(A Música transmite a mutação completa do astral)
ARISTOFANES
No amplexo da paixão,
o homem encontra a mulher, vai dar concepção,
e do gênero humano aumenta a criação.
(Um homem com uma garrafa no lugar do Pau, encaixa-se na Mulher que tem
um copo na Vagina)
Um homem encontra outro homem! Abraço!
Vejam, que laço!
(Dois homens com Garraga no lugar do Pau, se entrechocam, se esfregam)
Uma mulher encontra outra mulher, que belo!
Veja! O Rala Grélo!
Goza! ?
(as taças bocetas se roçam. Entram Acordes escrotos trazendo o tédio da Vida
Quotidiana, mecanizada no ritmo binário do trabalho escravo do rebanho)
Mas as metades são enviadas sem prosa,
de novo ao trabalho, aos cuidados da vida,
(O Som cessa, pois Aristófanes tem uma sacação que provoca a vinda de um
Som do Amor)
aí nasce o amor, pela criatura querida.
Nós criaturas, sentimos amor umas pelas outras,
e descobrimos a beleza,
e esse amor, deseja recompor, a antiga natureza,
de dois, queremos fazer, um só coração,
e assim restaurar, a antiga perfeição.
Cada um de nós, é metade do humano amado,
todos fomos divididos em dois, como o linguado.
43 De um, fizeram dois, um ser dependente,
cada um buscando, sua metade correspondente,
retorna andrógino, novamente.
HOMEM
Ah! Levanta meu cacho,
louco por Fêmea, sou macho!
FÊMEA
Ah! Minha cacha da fêmea molhada pro encacho,
no cacho do macho!
(encontram-se e encaixam-se no meio da mesa do banquete)
ARISTOFANES
Na espécie de dois pés,
são os “adúlteros”: homem e mulher,
se metem na vida conjugal,
uns na dos outros, maior baixo astral!
DUO DE TRÍBADES
(elas estão a distância, contemplam-se como obras de arte)
Mulher! Originada da divisão,
do gênero feminino. Macho? Não tenho atração,
mas morro de tesão,
por você, outra fêmea,
tríbade gêmea!
(roçam-se com as bocetinhas latinhas)
DUO DE QUEERS
(Dois homens com marcação inicial semelhante a das tríbades)
Sou o macho,
que se liga só no cacho,
d’outro macho.
Amo, homem com homem, atado.
(encontram-se na mesa do Banquete os Paus Garrafas, gozam e deitam-se.
Entra a balada da felicidade dos Esses Esses)
SEXTETO AMADOS AMANTES GLS
Criamos prazer entre nós, deitados,
intimamente abraçados,
sem nenhuma vergonha,
não acreditamos na história da cegonha.
Não por faltar pudor,
mas por coragem, virilidade e amor.
44 Amamos o que nos é semelhante.
Amadurecemos como frutas, naturalmente
entre nós amantes–amados,
mandamos mais que homens de Estado.
DUO DE QUEERS
Praticamos a pederastia,
na maior alegria.
CORO GAY FEMININO E MASCULINO
Não temos desejo de filhos, nem casamento.
Se nos casamos, é pra nos defender do tormento,
da opinião pública do momento.
DUO DE QUEERS
Pra nós basta ficar amantes amados,
fora de qualquer casta,
na delicia de ser pederasta.
CORO
(junto varias vezes com o Público)
fora de qualquer casta
na delicia de ser pederasta!
ARISTÓFANES
Quando encontra sua metade correspondente,
como qualquer outro, só vivem a gostosura,
das onda de amor, simpatia, ternura.
Não desejam separar-se, um instante sequer,
vivem juntas toda a vida, homem ou mulher,
sem nem tentar explicar :
o que um do outro vive a esperar.
É mais que o prazer dos sentidos,
é seu viver na intimidade humana, comovidos,
a alma de cada um, nem conseguem saber,
do “o que”, nem do “porque”, de seu querer
pressente uma revelação religozoza
de maneira musical misteriosa.
Quando se encontram lado a lado no leito,
se alguém pergunta com jeito,
quem quer que seja:
o que um do outro deseja?
CORO DE AMANTES E AMADOS
Não sei o q seja.
45 (Sons Heavy Metal, surge no Palco, o monstruoso fundidor junto a um tacho,
com fogo aceso, fole, malho pra forjar novas anatomias)
HEFAISTOS
(digindo-se às metades reunidas e a todos os presentes)
Mas ainda não perguntei:
querem mesmo ficar no mesmo lugar,
dia e noite, sem se largar?
A forja da minha Oficina ofereço,
sem cobrar qualquer preço,
meu malho, minha bigorna bicorneada,
se quiserem, derreto vocês: dupla amada,
ambos fundo, num só todo, de uma vez,
de dois, passarão a ser, um só ser.
Enquanto vivos ou mortos serão um,
no Inferno ou Paraíso, na vida e morte comum.
Pergunto de novo:
serão felizes num só ovo?
ARISTOFANES
Não há um que diga não?
Ouviram o que ansiavam ouvir ou não?
Duvido! Não tenho mais essa impressão.
Ser unificado,
fundido no amado,
(volta a valsa de Aristófanes)
assim era, nossa antiga natureza,
vinha daí do amor, a divina beleza,
dessa ânsia de completação?
E hoje,
(sai a valsa e entra um ritmo de agora)
CORO
Burguesinha Burguesinha Burguesinha!
ARISTÓFANES
Vamos sofrer mais divisão?
Se com Eros não soubermos ser,
entalhados nas colunas sociais, vamos viver?
(breque no ritmo, que vira um som de monologo)
De nariz partido, buscando cheiros
de nossos corpos inteiros ?
O que?
Nós com Socrates e Platão
nos Diálogos?
E todos estes Monólogos
46 (Projeção de todos os inúmeraveis monólgos que dominam a Praça Teatral)
Socorro! Acuda!
Chega de Auto Ajuda!
Não, como deuses nos amemos,
produzindo perfumes de nossos corpos plenos.
Se de Eros Cupído, se formos amigados,
(ela faz o gesto dos dedinhos amigados)
vamos encontrar flexados,
quem estamos destinados.
Porém,
(pára o ritmo)
pouquíssimos mortais recebem esta felicidade.
Mas se ao caprichoso Eros,
a humanidade se puser ao dispor,
(se põe ao dispor e vai descendo pra suruba com os deuses)
vai encontrar cada um, seu próprio novo amor,
voltando assim,
(pára o ritmo, Aristófanes e os deuses fazem palhaçada de surubas)
algum tempo, ao antigo estado natural,
criando o amor imortal no mortal.
E se cada um for intenso, com seu amor,
Eros nos conduz ao estado de flor,
nos cura da separação,
retornando-os
por algum tempo,
aos que fizeram nossa geração,
redondos andróginos girassóis,
filhos da Terra, da Lua, dos Sóis.
Aqui tem, Erixímaco, tesão,
pra Eros, minha oração
não ridicularize o que fiz com devoção
e agora phalem Sócrates e Agatão.
(Aplausos de circo, assobios, e o coro canta, sem a letra:
Vai vai vai começar a brincadeira…)
CORO
KA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA kA
KA kA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA kA kA kA kA
KA kA kA kA kA kA kA kA kA kA kA
ERIXIMACO
47 Quer saber? Me deixou excitado,
tua Oração
e se não conhecesse Sócrates e Agatão,
artistas da arte de amar,
ia recear
que brochassem em seus PaquÉRos,
porque foi phalado, tudo quase tudo de Eros,
mas confiemos atentos,
em seus talentos.
SÓCRATES
Erixímaco, se estivesse na minha situação,
que vai piorar depois de ouvir phalar Agatão,
ia ficar intimidado, como me sinto agora.
AGATÃO
Sócrates, esta veio fóra de hora,
está querendo me envenenar,
phalando que melhor que você vou phalar?
SÓCRATES Onde está tua memória,
gato Agátão, esqueceu que assistí a tua vitória?
Tua coragem de jogador,
tua liberdade de ator,
no Teato de Estádio lotado,
em Dionisios incorporado,
com teu tyazo de Coros Protagonistas,
transformando-nos, nós, Delyrante Multidão, em artistas,
fazendo nos chorar, rir, gozar, viajantes
nos teus versos e nos das “Bacantes”!?
Como te imaginar tímido, simplório,
diante deste pequeno auditório?
AGATÃO
Oh! Sócrates? Sileno descarado!
Acha que estou pela celebridade tão obcecado?
Pra mim, mais do que o rebanho da multidão,
me interessa de muito poucos, a opinião.
SÓCRATES
Agatão, ator dos atores, atenção
nós aqui presentes, sábios não somos é fato.
Mas nós mesmos estivemos a pouco no Estádio de Teatro,
eramos parte da sabedoría da multidão.
Como não temer o juízo nosso, de plebeus,
se você não conseguisse trazer, a presença do deus?
48 FEDRO
Por nosso amor, divo Agátão,
se der às perguntas de Sócrates, atenção,
ele não vai mais ver, o que se passa do lado,
no diálogo com homens belos, é viciado.
Quem não adora a lábia deste sedutor?
Mas não vamos mudar a regra do jogo, amor:
“colher de cada um, a Eros, um louvor”
Agátão, paga agora o que deve ao deus,
depois pode cair na delicia da lábia,
desse adorador dos encantos teus.
5ª CANTADA
ÉROS eterno mutante, eterna juvenilidade
AGATÃO
Esta bem Fedro, Musa dos Musos,
com Sócrates, beberei depois bons uzos.
Agora venha lyra, delyra corpo onírico,
a Eros canto meu Panegírico.
(A Coriféia no violão bate uma doce bossa nova)
Quem é esse ainda não cantado autor,
dos enredos do nosso amor?
Quero masturbar primeiro Éros,
antes dos tons,
dos dons,
que doa a nossos qÉros.
Dos deuses todos, sem dúvida vem alegria,
não é sacrilégio, mas justiça, clamar hoje em dia:
Éros é o mais belo, o Riso da Orgya.
Por ser deus criança, criador, em sua criancice,
vive escapando da captura da velhice,
que nos vem rápida, mais depressa que devia,
descriando o corpo criador da fantasia.
Éros, não suporta velhice em sua vizinhança,
nem mesmo à distância,
adolescente eterno, criança mal criada,
cria, mantém comunicação,
com os jovens potentes em criação,
o gêmeo, sempre busca o semelhante,
o mais brilhante.
Fedro, Éros não é entidade tão anciã,
tipo Cronos ou qualquer Titã.
Éros entre as divindades,
49 é o que nunca deixa morrer a jovialidade,
vive na eterna mocidade.
A Éros historiadores, maus contadores,
atribuem do mundo, as dores.
Mas Ananke, deusa da necessidade,
não por maldade,
inaugurou a origem dos tempos, na violência.
Amizade e Paz, se Éros já tivesse existência,
abririam a cena de nossa primeira ascendência.
Éros é mais jovem; e além disso, delicado.
só vocês, Vinícius, Homero, com os versos teus,
souberam descrever, as delicadezas deste deus.
HOMERO
(cantor ator, delicado, o som quase Debussy “Prélude à l'après-midi d'un
Faune”- bossa nova)
Seus pés são delicados,
não se apóia ao solo dos amados,
deixa o amor voar nos suspiros,
dos mortais nos seus giros.
AGATÃO
(continua o soul Érotico dos Chets)
Dança suave no que fica duro,
adora o buraco mole maduro,
pousa, repousa,
em tênue eletricidade,
mora vibrátil em corações da humanidade,
pílha as almas em alta voltagem,
de deuses, mortais, em choque de aragens.
Se encontra almas endurecidas, mal ligadas,
retira-se, e amplia ondas apaixonadas.
É o mais ágil. Se fosse rígido,
não plugava num pulso, um coração partido,
insinua-se elétrico, entra, sai,
só, sutilmente, sem ser percebido, vai …
Cheio de graça, magnetismo,
brinca com o feio, de antagonismo,
faz dele flor que não repele,
é rosa a coloração de sua pele,
não se demora no que não vive a alma da flor,
ou em almas murchas, onde falta ardor.
Produz o perfume do corpo amado,
fica um tempão lá sossegado.
No amor não suporta rotulação,
nem dos deuses, nem do rebanho da multidão.
50 Nem deuses, nem mortais,
são por Éros ofendidos jamais.
Sofre ou faz sofrer,
quando estuprado em seu querer.
A violência e o amor, não tem nada a ver.
É voluntário no amor, submeter-se a seu rei.
O acordo dos que querem, é justo, é lei.
Ama os prazeres da temperança.
Com Ansiedade, Carência, não dança.
O amor, dos prazeres é o maior,
não escuta Éros, a phala taboada, décor.
O speak low, a fala que sussura,
é a forma da sua bravura.
Até a Ares, deus da guerra, se transfigura.
O amante, o tomado,
é mais forte que o que toma: o amado.
Éros nessa bossa, é o mais valente e corajoso,
encarando nessa sabedoria, o perigoso.
É deus poeta, tão bacana,
que faz poeta, aquele que mais ama.
O mortal mais prosaico e babaca,
pode até se tornar poeta, se Éros ataca.
Éros, eterna criança, é deus criador,
sutíl no trabalho da musa, com seu amor,
desperta na seca, a inspiração de ator,
tudo que é vivo, se forma, se reproduz,
na vida, nas artes, Éros conduz.
Artistas são,
os que se dão
a esse deus,
seus eus.
Ficam na obscuridade,
os sem coragem da dourada amizade.
Apolo, cria a arte de jogar luz no inferno,
de dar forma e fazer o teatro etherno,
por desejo e amor, a Dionísíos.
Assim, Éros com a música de seus fios,
tece matérias, cios
dos mais secrétos desejos,
é ferreiro na bigorna, moldando com beijos,
(plin, sonoplastia do beijo de Hefestos no seu malho, ele forja delicadamente
suingando o corpo de uma atriz bacante, nua na bigorna)
com sua forja, seu fole, seu malho, as anatomias,
de corpos de atores motores de companhias.
(estalos ciosos)
51 O próprio Zeus,
com Eros aprendeu,
a arte de governar deuses e mortais,
por amor mortal, amar demais.
ZEUS
Ah… ah… Semele!
(Hera dá porrada nele)
AGATÃO
Entre os deuses, quando Éros apareceu…
(Eros entra e aparta amorosamente a briga dos deuses)
briga nunca mais… aconteceu.
Amor erótico à beleza,
fundadora do amor, aprendido na natureza.
Muso Fedro, Éros é o mais bonito,
é quem traz o infinito no finito,
aos mortais paz,
a calma ao mar,
o silêncio aos ventos,
o leito e o sono para os tormentos.
Arranca ao isolamento, aproxima mortais.
É o iniciador, cria os liames homo sociais.
É quem nos guia em ofícios,
festas, danças, sacrifícios.
Faz desabrochar a doçura,
e desaparecer a linha dura.
Onde ele está, desaparece a rudeza.
Pródigo de bondade, avaro de malvadeza.
Objeto do desejo dos que não o possuem,
tesouro precioso dos que dele usufruem.
Pai das riquezas, das delícias, das paixões,
dos doces encantos, das ternas emoções.
Anjo da guarda dos amantes e amados,
esquece os pelo ódio agrupados,
adora esse nosso trabalho,
espiritual do caralho,
nossos tremores vaginais,
nossas tristezas animais,
nosso conselheiro mais gracioso,
melhor guia no gostoso do perigoso,
CORO
…gostoso…
52 …do perigoso…
AGATÃO
todo o mortal recebe dele, a imortalidade.
(pára o samba)
Por esse deus entoei esse canto,
por esse deus
vamos nos cantar
no seu encanto.
(Os Ganimedes abrem outra garrafa. Agatão faz uma rodada de Evoés sarava
até o estalar dos dedos de extase)
SÓCRATES
Que dizem agora?
Eu não disse, que não ia saber o que dizer,
depois do que Agatão tão bem disse?
ERIXIMACO
Que Agatão disse bem,
você pré-disse.
Mas que Sócrates não saiba dizer,
mais bem dito,
não acredito!
SÓCRATES Quem, felizes mortais,
não suspiraria ais,
se tivesse que phalar,
depois da violência, dessa delicadência
Vou é me mandar, perdi a aposta
de amor não sei é bosta!
Não sei mais louvar nem a verdade
nem a falsidade.
Agora, eu pra me equilibrar preciso, eu não todo mundo, dez minutos pra mijar?
Eu preciso me esvaziar
e de um tempo pra pensar!!!!
Anuncio: INTERMEZZO MAIÊUTICO!!!
Isso vai ser, Dr Erixímaco, para Todos: Terapêutico!
INTERMEZZO MAIÊUTICO
2º ATO
(retornam todos atores e músicos no segundo sinal: Sócrates começa no 3º)
53 SÓCRATES
Agora depois deste INTERMEZZO MAIÊUTICO!!!
Vamos mijados à Maiêutica, ao veneno Remédio Farmacêutico!
Vem Camarada Verdade, vem curtir...
Verdade, das verdades, é mentir!
Hipocritas,
Ator! Atriz!
O vocês fizeram foi fingir
Por isso Agatão, uma pergunta a tí vou dirigir:
Éros é amor de alguma coisa ou não?
AGATÃO
É obvio meu tesão!
SÓCRATES Éros deseja ou não,o obscuro objeto de seu desejo?
AGATÃO
Sem dúvida e com beijo!
SÓCRATES
E o que deseja, não possúi?
E se possuir, vai deixar de desejar?
AGATÃO
Nunca!
SÓCRATES
Quem já possui, precisa de mais ainda pra amar?
AGATÃO
Precisa.
SÓCRATES
E quem não possui, o que deseja do amor?
Você disse: a harmonia dos deuses veio,
por amor à beleza, não há amor ao que é feio?
AGATÃO
Os feios que me desculpem, mas beleza é fundamental…
SÓCRATES
Eros, é amor, não ao feio, mas à beleza?
A Eros, faz falta então a beleza que ainda não tem?
AGATÃO
Sempre é preciso faltar.
54 SÓCRATES
E o que é belo, também é bom?
AGATÃO
Belo e bom, suingam o mesmo tom.
SÓCRATES
Se a Eros beleza falta
e se o que é belo é bom
a Eros também falta bondade,
é deus do Amor, sim, do Amor Crueldade?
AGATÃO
Essa sua especulação traz esta infeliz verdade.
6ª CANTADA EM DUO
DIÓTIMA Y SÓCRATES
Pro ÉROS da proCriação
DIÓTIMA!
É blasfêmia este teu libelo!
Então o que não é belo
é necessariamente feio?
E o que é sábio, meio a meio,
é então boçal?
Éros não é bom, nem belo afinal.
Há entre extremos um intermediário, oh meu!
SÓCRATES
Oh, minha!
Diótima, Éros é um grande deus!
Todo mundo é dessa opinião.
DIÓTIMA!
Todo mundo sábio
ou todo mundo ignorante?
SÓCRATES Todos, é opinião dominante!
DIÓTIMA!
(rindo)
Como Sócrates amado! ?
Pode Éros de deus ser chamado
por quem Eros nem deus é considerado?
55 SÓCRATES
Por quem? Isso é o fim!
DIÓTIMA!
Por tu mesmo, e por mim.
SÓCRATES
Como afirma isso assim?
DIOTÍMA! Você acha todos os deuses felizes e bonitos?
Ou tem a audácia de dizer: são todos esquisitos.
SÓCRATES
São! Muito esquisitos!
Cala-te Boca, por Zeus! São muito Bonitos!
DIÓTIMA!
Quanto a Eros, por falta do bom e da beleza,
essas qualidades ele deseja ?!
SÓCRATES
Já disse que sim.
DIÓTIMA!
E como é que deus, pode ser
se o que é bom e belo, pode não ter ?
SÓCRATES
É! É isso mesmo!
DIÓTIMA!
Está vendo, você não considera Éros deus.
SÓCRATES
Mas então? Éros é mortal como eu?
DIÓTIMA!
Não!
SÓCRATES
E então?
DIÓTIMA!
Entre mortal e imortal, Éros passeia,
(Eros começa a passear pelo espaço)
tudo quanto é gênio, assim medeia,
56 entre o mortal e o imortal.
SÓCRATES
E o gênio, possui que poder?
DIOTÍMA!
O de um Exu!
Como Jesú!
(o ponto de exu entra pra invocar. Mudam luzes.)
SÓCRATES
Saravá Exu!
(Zeus transforma-se em Jesús e vem girando para sentar-se no Banquete, agora
Santa Ceia)
CORO
Laroiê!
Vai Exu
interpreta
transmite
entre deus e humano,
o que pode ir e vir…
DIÓTIMA!
Vem Exu Gesú…
Laroiê!
(Jesus baixa na Gira de Exu, vem girando até a posição central da mesa, no
lado leste, pra que o banquete neste lado transfigure-se na santa ceia com todos
os apóstolos ao redor de Jesus Poros; as mulheres Diótimas ficam em oposição
aos homens no espaço. O vídeo projeta no telão central, sobre a orquestra
musical, a imagem da Santa Ceia ao vivo, mixando com a de Leonardo. Jesus
Poros é paramentado, quando a ceia se forma, entra o canto celestial das
mulheres do mangue da grande cafetina Diotima)
CORO DAS FÊMEAS
Todas temos
a santa ceia
na parede
e no coração
é de Leonardo
e a deus rezemos
pra que não nos falte
o pau nosso
57 de cada noite
o pau nosso de cada noite
CORO GERAL
o pau nosso de cada noite
CORO DAS FÊMEAS
Ió Pau!
CORO DOS HOMENS DA SANTA CEIA
(docemente)
Ió Xotas!
DIÓTIMA!
Eros é santo limite
une o “si” mesmo, ao todo,
a Pã.
Ió Pã!
CORO
Ió SamPã!
DIÓTIMA!
Graças a ele existe, a arte do Xamã…
(a percussão começa o toque reto da batida xamãnica)
Olhos Fechados…
Vossos Animais Totens sejam invocados!
Cada um, seu animal, nesta nossa Iniciação
vista com a capa mais rica da vossa imaginação…
Profecias, trabalhos, magia…
Não chegam aos deuses, sem fantasia…
(A Banda entra com uma marcha carnavalesca, os contra regras, jogam
serpentina; Poros começa a dormir embriagado na opulência de sua ceia)
A comunicação entre deuses e mortais
acordados ou dormindo…
vem por seres geniais.
Vêm pela comunicação,
pela poesia da inspiração,
Éros
é um desses genios poetas.
SÓCRATES
Mas é um profeta?
De quem nasceu?
Quem é Pai, quem é a Mãe desse deus?
58 DIÓTIMA!
Vamos neste Banquete revelar ?
Vamos já: o nascimento de Afro-dita invocar.
O NASCIMENTO DE ÉROS POR DIÓTIMA
(Ganimedes Uranus traz Champagne em seu sexo e masturba a garraga
pegando na cabeça da rolha como um páu. A música, as luzes movimentam-se;)
CORO
Olimamba ayê
Olimamba ayê
Iemaianá
(Jesus bebado, adormece na mesa do Banquete do lado rua. Quebrando o
clima, uma Mendiga grita entra pela porta da rua, invade de penetra o Banquete)
PENIA
Uma esmola, pelo amor de deus…
(O Banquete congelado, consternado, Agatão quebra o espanto de todos)
AGATÃO
Entra Mendiga!
O Banque agora é teu, mulher de Rua do Bixiga!
E toma pra tí Virala Lata
este Premio em Prata
acabei de ganhar, vale muito sacou, Ex-Gata!
SÓCRATES
Eu conheço, nome de Guerra dela é Pênia
CORO
Pênia?
SÓCRATES
Mas o nome real é, pasmem: Madalena!
A que era a Puta Arrependida!
Mentira ela nunca se arrependeu, fodeu na vida
Que acabou mais que fodida
E deu nisso:Pênia :Madalena
PÊNIA MADALENA
Pênia, Socrates, Pênia
Mas ta certo Sócrates, confesso sou Madalena
59 E vou não ver o que estou vendo agora?
Jesús dando sopa, é hora
Foda-se a Cruz
Vou foder finalmente, Jesús!
(MENDIGA PENIA MADALENA, depois de colocar a”esmola” de Agatão, no
pescoço, bebe o vinho deixado por Jesús, que está de porre, com toda a fartura
em si, e tira debaixo dele uma Mandioca Gigante maior que o Pau dos Paus.
Começa a chupar, morde, até que corajosamente enterra em seu buraco já por
dentro arreganhado. Entra tudo – do lado oposto da Pista, GANIMEDESURANO MASTURNANDO UMA GARRAFA DE CHAMPAGNE DE FORMULA 1,
segurando na cabeça deste Phalus, começa sacudir)
INVOCAÇÃO PRO NASCIMENTO
DE AFRO-DITA E EROS
CORO PRO PARTO DE AFRO-DITA
Porra sagrada,
de Urano no mar espirrada,
vira onda espumada,
CORO FEMININO
(com vibrados de cabra como Elba Ramalho)
pari o bebê Afrodita,
Iemanjá Bendita…
CORO MASCULINO
Da Porra do porre de Póros Jesús,
CORO FEMININO
Penia Pobreza,
mendiga nobreza,
CORO MASCULINO
que chegou pra catar,
o que sobrou do jantar.
CORO FEMININO
Pari o bebê
CORO TODO
Éros
na porra sagrada,
sincronizada
em nossa mesa animada.
60 (O Champanhe é esporreado por Urano que pari numa bandeja de ostras,
Afrodita Iemanjá. Pênia Madalena ao mesmo tempo pari Eros no chão. Éros
Cupido Nasce nuzinho, gritando e dando uma cambalhota)
ÉROS E AFRODITA
Méeeee!!!!!
DIÓTIMA!
Odoyá! Iemajá Afrodita!
CORO GERAL (responde)
Odoyá! Iemajá Afrodita!
SÓCRATES
Evoéros!
CORO
Evoéros!
(Urano e Afrodita servem as ostras aos presentes)
BERCEAUSE
PÊNIA MADALENA
Éros pobre, rude, criatura esquisita,
sempre descalço, vem pra me flexar
(Éros recebe do Pai a Flexa e da mãe o arco e começa a flexar no banquete os
que estão afim de se namorar)
do chão duro miserável, vem nos dar,
a Arte de Namorar
CORO
a Arte do Namorar.
SÓCRATES
Eros! cafetãozinho feiticeiro,
bravo, audaz, caça caçador:
flexa :tudo o que é belo, gracioso, amor,
(Eros flexa 6 pessoas de diferentes gostos sexuais que se apaixonam na mesa,
se beijam transam-se)
ÉROS Não quero ser, imortal nem mortal,
vivo, morro, ressucito, além do bem do mal.
Papai Poros Jesús,
por meus poros,
61 nunca me deixe na miséria completa,
(a mãe, olhando ainda para Jesus)
nem na opulência indiscreta,
(esfrega o nariz, no nariz da mãe)
Semi deus filosofo e vivo erê
na crendice.
DIÓTIMA!
(dirigindo-se a Éros)
Entre deuses e mortais,
Eros flana…
Vive, ama
a Sabedoria.
Tem coisa mais bela que Filosofia?
Éros ama o que é beleza.
Éros, filho de pai sábio, ativo por natureza
e mãe sem instrução nem iniciativa, só moleza.
Sócrates, você fez a maior confusão
entre o amado Éros e o que ama de paixão.
Éros te parece o belo, perfeito.
Mas o que ama, pode ser belo de outro jeito.
O que deseja, o que quer do belo?
SÓCRATES
Deseja possuir, se ligar nesse elo.
DIÓTIMA!
E o que possuirá, quem possuir o belo?
SÓCRATES E eu sei?
DIÓTIMA!
Se em vez de “belo”, mudassemos de tom
e nos perguntássemos: que quer o que ama o bom?
SÓCRATES
Possuir o cara, em alto e bom som.
DIÓTIMA!
E o que é que tem, quem tem o que é bom?
SÓCRATES
Alegria
DIÓTIMA!
62 Os alegres ganham fácil o bom.
CORO
Todos querem
DIÓTIMA!
o amor do bom ponto com
Sim do sim: todos amam o ponto bom.
Quem não abre pro bom, o coração?
SÓCRATES Sei não.
DIÓTIMA!!
Dizemos sim, amor a todo amor,
mas há amores que por amor,
nem podemos chamar só de amor.
Mortais cortam pés, mãos,
quando encontram–se corações.
Ninguém ama o que é seu por ser seu.
Qual é então, a batalha por esse deus?
SÓCRATES
Divina Diótima, você acha q eu saberia?
Claro que não,
bebo aqui agora, tua sabedoria.
A batalha estratégica de criação da beleza,
do corpo-alma, é mistério de muita grandeza!
DIÓTIMA!!
Todos mortais Sócrates amado
e todo mundo aqui ligado,
quer com o corpo virado alma, procriar.
E só se cria, procria, no verbo amar.
Toda união,
quer procriação.
Tem a divindade
do deus que acredito de verdade:
o deus criador
deus do amor.
DIÓTIMA!
Todo nascimento vem do imortal, prum mortal.
O feio que não é belo, não dá harmonia
com o Éros nosso de cada noite-dia.
63 DIÓTIMAS ! e !! e !!! e !!!!
(de todas exclamações)
Beleza é geração,
aumenta nosso tesão,
dá luz a nosso prazer,
DIÓTIMA!!
fica grávido o que ama de morrer,
como as grávidas, fica cheio de vontades,
DIÓTIMA!
são desejos de procriar, trans-humanidades.
DIÓTIMAS ! e !!
A procriação perdura na eternidade.
Amor é desejo de imortalidade.
SÓCRATES
E o que causa essa fissura de amar,
e empolga todos animais, da Terra, Céu e Mar?
Vem o cio, aí, todos querem dar,
ficamos incendiados, doidos de amor,
nos grudamos no prazer e na dor.
Depois, pra alimentar o que foi criado,
sejam filhos mortais gerados,
ou da arte nascida do amado,
viramos féras pra defender nossa criação,
fracos ganhamos força de leão,
Davids enfrentamos e vencemos Golias,
morremos pela Poesia, criada em cada Orgya,
passamos fome, para manter viva nossa geração,
a que causa atribuir o amor então?
7ª CANTADA
A PROCRIAÇÃO DA ALMA ERÓTICA NA OBRA DE ARTE PELO AMOR Á
ETHERNIDADE
DIÓTIMA!
A natureza mortal que procura,
na medida da força de sua doçura,
da infância à velhice, sem parar,
se renovar,
DIÓTIMAS ! e !!
na fertilidade do amor de Mangue,
64 DIÓTIMA!
a perder cabelos, carne, ossos, sangue,
mudar:
– costumes,
– convicções,
– prazeres,
– utopias,
– aversões,
– temores,
DIÓTIMA!!
fantasias…
Nada jamais permanece,
nascem, vão crescendo,
desaparecendo,
o esquecimento,
a fuga, traz novo conhecimento,
o que foi ontem,
retorna em novas recordações,
temos impressões,
de que sempre os mesmos permacenemos,
assim tudo quanto é mortal permanece,
substituindo continuamente, o que desaparece,
e envelhece.
DIÓTIMA!
Acham que Alceste por Admeto, ia morrer?
Aquiles por Pátroclo? Queriam era permanecer.
Sabiam que sua coragem, na nossa memória,
fincava devotamento à sua história.
Os que mais amam a imortalidade,
sabem que reside no corpo a fecundidade.
Uns preferem mulheres, homens, pra filhos procriar,
imortalidade, celebridade, nessa maneira d’amar.
DIÓTIMA!!
Mas há os que querem procriar no corpo-alma,
que tem mais tesão na cama e na sauna,
pelo corpo elétrico-erótico, de alma chamado,
que fecunda ainda mais que o corpo amado.
Esses vibram, na santíssima eletricidade,
do que a alma quer criar pra humanidade.
65 DIÓTIMA!
É a criação dos mortais que chamamos poetas,
inventores da beleza da fóda dos estetas.
SÓCRATES
Ah! A Fóda dos Estetas… Ah!
DIÓTIMA!
É a sabedoria do estado de criação,
de vida vivida dia a dia, na justiça justa da adoração,
na economia criativa, sem estéril especulação.
DIÓTIMA!!!
Um mortal que atinge mais idade,
sente então de procriar, necessidade,
e se encontrar, um’alma bela, bem formada,
então há de dar sua alma apaixonada.
Vai procurar educar este mortal,
além do bem do mal,
em contato contínuo com tudo que é beleza,
concebe, dá à luz nesse amor nobreza,
do que estava prenhe há muito tempo.
Formam assim nesse sentimento,
muito mais íntimimidade,
muito mais sólida amizade,
do que a que nasce de nossos filhos carnais.
DIÓTIMA!
Têm como filhos, os mais belos e imortais.
E não há quem não prefira esses, aos humanos,
basta lembrar Rimbaud, Wally Salomão, Mario Faustino,
poetas transhumanos.
TODAS DIÓTIMAS
Muitos Teatros erguidos e por erguer,
do Theather Power, mais que humano do phoder,
tem acesso, a este grau de iniciação,
na doutrina do amor adoração.
DIÓTIMA!
Começa a mocidade, aos belos corpos atento.
A um só dá seu semen, seu alimento.
Mas percebe depois que a beleza em riste,
que num determinado corpo existe,
é irmã da beleza que em outro corpo re-existe.
66 Se procura a beleza da forma, que insensatez,
será julgar beleza única, a de sua 1ª vez.
TODAS DIÓTIMAS
Vai em todos os corpos, beleza encontrar,
e todos os belos corpos, vai passar a amar,
e a violência, de num só corpo gozar,
vai desprezar.
DIÓTIMA!!!!
A beleza dos corpos com alma exótica,
experimenta com muito mais erótica,
do que a dos corpos sem léros.
Os que trazem em sua alma Eros,
vai encontrar a alma elétrica,
no cio sutíl da luz, nos beats, na métrica,
mesmo num corpo sem encantos aparentes,
amará mais que a seus amigos e parentes.
DIÓTIMA!
Pro science saber, guiará seu amado,
por vasto terreno, já pela beleza ocupado,
DIÓTIMA!!
tirando da escravidão,
sua ternura por um único tesão,
TODAS DIÓTIMAS
mergulhando na imensa beleza oceano,
girando todo ano,
à luz dando como coelhos ao canto,
por tudo que é canto.
DIÓTIMA!
Descobrirá, como a morte e a transformação,
amor eterno, se fiel ao de ocasião.
Fidelidade, não a uma pessoa,
mas ao amor, que em todo canto soa,
que não nasce nem morre,
não aumenta nem diminui,
que é em parte belo em parte feio,
em cima, em baixo, dentro, no meio…
Na estrada do amor rebolado,
quer ser guiado,
uma escala, de um para dois,
67 de dois, para todos os belos corpos depois.
Dos belos acontecimentos,
pra belos conhecimentos.
De ciência em ciência,
na poesia de delicada cadência,
chega…
a experiência da beleza puta,
do amor, senhora absoluta,
contemplando a beleza pura,
da suja limpeza da mistura,
a beleza de carnes e cores,
beleza divina incorporada de amores.
Para esses, os amores do amor, os deuses dão.
Mortal vira imortal, por este buraco, este vão.
(estalar de dedos crepitantes;
Os Ganimedes abrem mais uma garrafa e servem ao público.
São interrompidos por uma gritaria na porta de entrada. Ouve-se no corredor a
voz do bêbado Alcebíades, até ele entrar)
ALCEBÍADES
(voz off)
Agátão! ! ! ! ?!
Cadê o Agatão?
Me leva já pro Gatão!
AGATÃO
Trio de “Satyros Sinistros”, depressa,
vão ver que cortação de onda é essa?!
Se de nossos íntimos, for
deixa entrar, Intimidade, é meu maior amor.
Se não, diz que a festa já acabou
que bebemos tudo e nada sobrou.
(os que acompanham Alcebíades, vão segurando-o, pra ele não cair, até onde
estão todos, enconsta-se à porta, coroado de heras, violetas, e serpentinas.
Entra, olha pra todos e constata:)
ALCEBÍADES
Oh! Free people! Boa noite!
Aceitam a companhia desse mortal,
que bebeu não mais que o social?
Ou querem que eu me retire?
(os Sátiros tentam tirar ele de lá)
68 Daqui não saio,
Daqui ninguem me tira!
Chama a polícia!
Daqui não saio,
daqui ninguém me tira,
até eu coroar Agátão.
Não deu prʼeu aparecer no estádio…
Mas com a cabeça coroada de Hera,
passo pra alguém mais féra,
mais sábio, mais belo, se autocoroar.
Posso então ficar?
Vão beber comigo ou não?
DIÓTIMA!
Deita na mesa-cama, tesão!
AGATÃO
Você é nosso convidado,
senta aqui pro seu sapato ser tirado.
Garoto, no meu divã, será o décimo quinto!
(Alcebíades se aproxima, sempre amparado por seus
companheiros, e ergue as serpentinas, para colocá-las na
cabeça de Agátão, nem vê Sócrates, e senta-se ao lado de
Agátão, entre este e Sócrates, que se afastam um pouco para
dar lugar ao novo conviva. Assim que se senta, abraça
Agáton e o coroa)
ALCEBÍADES
Além do teu, de quem mais vou pegar no pinto?
(Vira-se vê Sócrates; dá um pulo)
Por Hércules que é que há?
Sócrates? Cara, essa perseguição vai continuar?
Veio parar justamente nesse lugar,
que nunca esperei te encontrar?
Deitado justamente aqui?
Por que não com Aristófanes, ali?
Ou com qualquer outro, bom de papo?
Sempre dá um jeito de te deitar, velho sapo,
ao lado do garoto mais guapo.
SÓCRATES
Agátão! Me tira dessa robada!
O amor deste cara é uma cilada,
desde que amei e amo esse mal fodido,
não me é mais permitido,
69 um olhar, um dito,
a um menino bonito.
E este exú vira um pitt bull me agredindo,
Agatão! Não deixe essa cena ficar se repetindo!
ALCEBÍADES
Entre nós paz, não pode pode haver, nem há.
Mas, não é agora que vou me vingar.
Agátão, me passa de novo essa Coroa.
Quero ela, na cabeça deste homem, numa boa.
Não quero que mais tarde venha me aporrinhar
por a você, e não á ele, querer coroar.
(Acebíades toma a coroa de Agatão e tenta coroar Sócrates que rejeita. Em
seguida, deita-se)
Então, estão todos bebendo socialmente?
Isto é indecente!
Todos aqui, agora vão ter que beber,
é a nossa combinação, beber pra valer.
Me auto-nomeio marechal da turma do funil,
até todos acabarem com tudo que é barril.
Agátão, essa merda da tua adéga, libera já.
Garoto! Passa aquele balde de gelo lá.
Enche de vinho. (suga tudo de uma vez)
Agora pro Sócrates, nessa não fico sozinho.
Sócrates? É esponja, mas não tenham medo,
não tem capacidade de ficar bêbado.
ERIXIMACO
Que fazer, com Alcebíades no comando?
Ordem da noite: ninguém mais phalando,
nem cantando, nem amando
só enxugando! ?
ALCEBÍADES
Você Marechal da Medicina é que vai mandar,
vamos fazer o que o Doutor ordenar.
FEDRO
Antes de vossa ilustre chegada, nós tomamos a decisão,
seguindo da direita pra esquerda, sem confusão,
que cada um em Éros, daría sua cantada.
Todos nós demos muitas gozadas.
Mas você, até agora, só ficou aí bebendo,
é tua vez, sai dessa broxaría e vai te excitando.
70 ALCEBIADES
Obrigado doutor, Muso Fedro, minha flor
mas não é justo, comparar excitação de amor,
num mortal embriagado,
com quem não bebeu e só ficou no babado.
(vaia geral)
E vocês acreditaram no que Sócrates falou?
É o contrário do que afirmou.
Se em sua presença eu louvar outra figura,
Sócrates, vai querer me dar uma surra!
SÓCRATES Você não consegue falar com mais arte?
ALCEBÍADES
Não concedo a parte.
Nunca vou me atrever a louvar en tu presencia,
outra persona que non sea, vuestra excelência.
ERIXÍMACO
Que Sócrates por tí seja louvado,
faça o que deseja fazer, ao teu amado.
ALCEBÍADES
O que, o doutor acha que este coitado,
deva por mim, ser atacado ?
E na presença de todos vocês vingado?
SÓCRATES Ei! Qual é a tua? Pára de encher o saco,
quer me enterrar pra sempre no teu buraco?
8ªCANTADA
amor de Bofe
ALCEBÍADES
Sócrates, vou te exaltar
se errar,
pode me esculhambar.
Dentro de tí mora um deus do amor:
um satyro, um tremendo gozador,
um flautista,
sou obrigado a virar até autista,
pra não cair nos teus cantos de sereia,
e me enroscar na tua teia.
Se me afasto um pouco de tua presença,
o dinheiro, a celebridade me recompensa,
por isso fujo confesso, envergonhado,
71 de não querer mais viver ao teu lado.
Chego a querer te ver morto
mas aí sinto, não passo d’um aborto.
Não sei como posso viver com ou sem,
este cara, meu mal meu bem.
Sócrates ama viver com os mais belos bofes,
extasía-se, dia a dia com suas medíocres estrofes,
vira nessas horas, um palhaço,
a sabedoria dele some, no maior estardalhaço!
Pra mim, rico que sou, bonito, sensato,
não está nem aí.
Não tem olhos para os tesouros
que tenho aqui.
(apontando o coração)
Acreditei que ele em sua velhice, sentia paixão,
por minha mocidade esbanjando tesão.
Pensei em minha inocência,
que em troca de meu amor, ia receber sua ciência.
FLASH BACK
(a luz foca em Socrtaes, Alcebiades e um escravo)
ALCEBIADES Escravo sai.
(este obedece. Para Sócrates:)
Estamos as sós, lado a lado.
(a parte aos convidados do público)
Ah! Por Sócrates vou ser tomado,
(Sócrates nem se toca)
não vai pintar nada, safado ?
(Alcebíades para Sócrates)
Vem jantar meu amigo
toma, come, bebe, fica pertinho aqui, comigo.
(Sócrates, come bebe, com prazer sem dar atenção a
Alcebíades)
Vamos fazer amor?
(Sócrates bebe a última taça e deita-se buscando o êxtase do amor Alcebiades
começa a bolinar Sócrates,vai entrando numa de horror)
Sócrates, você está dormindo?!
SÓCRATES (acorda dando um berro)
NÃO! Estava tentando ficar num êxtase extático!
ALCEBÍADES
Sabe o que eu estou querendo?
72 SÓCRATES
Não: o que? Vai dizendo.
ALCEBIADES
(num surto de paixão)
Só você, merece ser o amante dos amantes,
como te falta coragem, me declaro antes.
Se eu não fizesse essa tua vontade
seria mais que marcação, maldade.
Você precisa de minha fortuna.
É tua, nessa noite, ponho toda, na tua urna.
(eles se colocam na posição de Alcebíades penetrar Socrates)
Nada desejo neste mundo tanto,
quanto aperfeiçoar meu encanto,
minha sabedoria.
E jamais encontraría
mais eficaz maestría,
que incorporar o Agalma
de Tua Alma
em teu Corpo incorporado em filosofia.
É no fundo, no Agalma que quero ser devorado
Amado mais que amado.
Como os bofes burros, não me envergonharia
de conceder meus amores noite e dia,
a um homem da tua grandeza e alegría!
Gostou, amor, de ouvir esta cantada
Não achou, ricamente rimada?
(invertem-se as posições, agora Socrates coloca-se na posição de comer o cú
de Alcebíades)
SÓCRATES
Alcebíades, meu amor!
Se está em meu poder te tornar melhor,
deve estar vendo em mim uma beleza maior,
que até a de teu corpo supera.
E se transando comigo espera,
trocar beleza por beleza,
quer ganhar mais que eu, na esperteza.
Você não valoriza a beleza, na opinião vulgar
e minha beleza-outra quer comprar,
trocando ouro por lata?
Minha beleza, não é nada barata.
Os olhos do corpo-alma vibrando
percebe-se,quando iluminam-se,brilhando.
Mas em teu olhar,
73 não sinto Éros flexar.
Deixa estar,
tua alma,
teu agalma
nos teus olhos hoje, vai brilhar.
ALCEBÍADES
Amado Sócrates, ficou ferido pelo meu dardo?
Toma o meu manto, de amor ardo.
Põe tua cabeça em meus braços,
durmo na graça do teu abraço.
FIM O DO FLASH BACK
ALCEBÍADES
Declaro: neste Banquete, de amigo pra amigo
recebi em troca, foi castigo.
Não é que Sócrates minha beleza esnobou?
Não me deu a minima, não sei se brochou?!
Pelas deusas e pelos deuses
do palcu-cama com Sócrates, seu Eleusys,
que no dark room,
traça qualquer um,
no claro ou no escuro,
fez me acordar mais puro,
que se tivesse ao lado de papai acordado,
de meu irmão mais velho, ou de um castrado.
Como é que agora, vou tratar esse viado?
Me sinto rebaixado
mas seu auto domínio,
seu caráter, tenho que declarar: foi exímio.
Nunca pensei encontrar pessoa mais equilibrada,
nem existir quem resistisse a uma minha cantada!
Nem pude me zangar,
nem a amizade dele renunciar,
nem descobri como atrair enfim,
esse semi deus, pra mim.
Mais invulnerável ao dinheiro
que Ajáx ao férro do troiano guerreiro.
Meu drama virou comédia,
micou minha única estratégia,
vaguei tonto pelas alas de meu Palácio,
apaixonado por quem me fez de Palhaço.
Hoje, os dois estamos aqui nessa expedição
nesta guerra do amor, onde não vale canhão.
74 Pelo Agalma que traz, no seu corpo alma
a todos nós, guereiros do amor
é muito superior
não sabe o que é cansar.
Agora que já começa faltar comida e bebida,
nem vai se tocar,
mas se uma boa sobremesa pintar,
ninguém mais como ele, vai querer degustar.
Não queria saber de beber,
mas, insistimos, e ele enxugou pra valer.
Agora, todos bêbados, caindo,
e Sócrates quem mais entornou, em pé, curtindo.
(Socrates faz o 4 com as pernas para testar sua bebebedeira)
O frio da madrugada vem chegando,
nos seus mantos todos vamos nos enrolando.
(observa que Sócrates começa a se despir)
Sócrates! Não va acabar ficando nú,
Ficou, inteiro
nem no frio acredita, nú em pêlo!
(leva um susto)
Descalço com os pés no balde de gelo! ! !
CORO DOS 3 SINISTROS
Está querendo nos desafiar ?
Está meditando, pondo o pé pra gelar?
Não encontra pro que pensa, solução.
Até o sol raiar, vai querer ficar aí nessa meditação.
Não, não.
Sócrates: vamos te comer nesta mesa,
vai ser na batalha final, nossa sobremesa!
(os dois caem em cima de Sócrates, Alcebíades intervém e impede)
ALCEBIADES
Vocês estão machucando meu adorado ancião,
trio de demônios, parem com essa profanação.
Elite da Protagonização,
interrompa essa dupla delinqüente,
e realize imediatamente,
o climax deste Banquete:
um banho com o mais perfumado sabonete,
á Sócrates Coroado: Bode Cantor,
o vencedor desta balhalha, de vinho e amor!
75 ARISTÓFANES
Alcebiades, chegou um exu chato,
mas bebeu tanto, que ficou sensato!
Que a Sócrates seja concedida a Premiação,
nesta Guerra de Eros, a favor da Paixão,
contra a Broxidão.
SÓCRATES
Só se premiam bodes de plantão,
dispenso essa caretices, não aceito não.
Prêmios vão pros mais carentes do momento,
a medalha de bom comportamento
vai pra …Alcebíades, nossa sorvete:
a Miss Banquete (vai saindo)
ALCEBIADES
Sócrates, não saia de banda
senão o exército debanda.
Pára de me bodear
meu Porshe vai te levar,
você daqui não sai a pé.
Fica, o Banquete te quer.
Este trio sinistro imprudente
não vai te molestar novamente.
Na guerra da paixão
não se atacam mortais com teu tesão.
(Dirigindo-se a todos)
Sócrates, com homens do passado,
futuros ou atuais, não pode ser comparado.
À Aquiles, Silvio Santos, Lula ou Obama
se encontraria pra substituir, gente bacana.
Mas Sócrates com seus discursos e cantadas,
supera aos mais amados e amadas.
É o Sileno dos Silenos,
nem por mais, nem menos.
Até parece que vamos deixar ele partir agora,
é o ridículo da hora.
Fala com burros de carga, ferreiros,
traficantes, curtidores, maconheiros.
Dá impressão que vive se repetindo
os idiotas dizem: esse, se já não foi, está indo…
( respira para a musica nova entrar,fala mais lento e doce)
Sua caixinha agora vamor abrindo
pra olhar pro dentro desse: o mais lindo
76 a energia, o Agalma dele, com muito jeito
já, saber o segredos de como nascer deste leito!
(os Ganimedes abrem mais um vinho)
Só tenho um porém, não nego.
Já contei: como ofendeu meu ego.
E não fui o único a ser tratado nesse beat,
o mesmo fez a Brad, filho da Pitt,
a Kacú filho de Kaká, dos evangélicos, o Rei,
e ao Cruize, bofe de Benta dezesseis.
Muitíssimos foram enganados,
vivendo o papel de amado,
em vez do de amante.
Amado Ágatão, te aviso neste instante :
Não caia na onda deste homem sem juízo.
Não vá querer aprender com o prejuízo.
SÓCRATES
Ninguém diria, bofe querido,
que pela bebida você fosse bebido,
e ainda fosse capaz de sofismár brilhantemente,
sem ir direto ao assunto real da tua mente,
só agora, no fim,mencionado discaradamente,
como assunto adjacente.
Todas tuas palavras eram não pra mim, mas pra Agatão!
Só veio pra a provocar Confusão,
entre mim e Agátão,
intriga
discórdia e briga
na tua cabeça só tu é meu adorado
a todos tenho q deixar de lado
e Agátão só por tí, pode ser amado
mas espero, amado Agátão,
que nada consiga contigo este Bulgarrão
Bulgaron é bofe em cubano
e vibro pra que ninguém meta
inimizade, na nossa amizade, tarja preta.
(Alcebíades atira-se na cama de Sócrates Agatão)
AGATÃO
Sócrates, está na cara, amante amado,
o bofe veio deitar–se entre nós, quase pelado,
pra me separar de tí ? E daí e daí?
Vou pro teu lado,
só saio daqui amarrado.
77 ALCEBÍADES
Por Zeus Agatão! Até tú?
E você, velho urubu,
tem a obrigação
em qualquer locação
de me deprezar?
Deixa Agátão entre nós deitar.
SÓCRATES
Não.
AGATÃO
Ah! Não, Belo Alcebíades, isso já é abusar,
anda, sai desse lugar.
ALCEBIADES
Saio, obrigado por Sócrates, ditador indecente.
Sempre exige do mais belo jovem presente,
submeter-se, queira ou não,
ao seu amor de ocasião.
Vocês são testemunhas,
estão assistindo, está fincando suas unhas,
arranjou um pretexto pra ter só pra si,
este belo jovem aqui.
(Agátão levanta-se e deita-se ao lado de Sócrates)
9ªCANTADA
A Geral devora a Sobremesa
SÓCRATES
Você fez já deu sua cantada,
agora vou cantar para você deixar de ser infeliz,
o mortal q nos faz feliz
Eu quero agora cantar Agatão
diante do Cosmos da Multidão:
abram o Portão!
Agatão,
Dionisios, você fazer chegar, hoje conseguiu
Pentheu seduziu
entregou à doida dessa mãe que o pariu
às tias, às barbaras bacantes
aos satyros, aos coribantes
numa bacanal deliciosa
q depois ficou perigosa
estraçalharam, e comeram o bode.
78 Recita agora neste Banquete aquela óde
pra Alcebiades: único remédio no momento
seu público descabaçamento,
façam o teste maximo do teatro
deste banquete, seja ele o mais gostoso prato
este corpo vai receber alma
vai renascer no Agalma
Vai Agatão, recebe o deus,no teu corpo alma,coração
e cria a apoteose dessa comunhão!
AGATÃO DIONISIO
Minhas macacas, surpresa da noite: um prêmio!
Aquele que teme nossos rituais
finalmente em nossas mãos!
Eu estou integrando nosso ator convidado. Agora vocês podem castigar!
....
(Dionisios Agatão, penetra com um grande Tyrso
Alcebíades,docemente,Sócrates vão tirando o Tyrso das pernas de Alcebíades
beijado-o.Este que começa a ter gozos múltiplos.
CORO E BANDA
(mantrando em surdina)
Agalma
Corpo Alma…
Os Ganimedes colocam uma Grande Bacia para Alcebiades deitar-se.Retorna o
tema da Macuma Croata do Inicio.Trazem água morrna com ervas. Bacantes
despem docemente,beijando as partes de Alcebíades, então os Satyros vertem
a água e as Ervas. O Tyazo dá-lhe um banho,com sabonete de glicerina banho
de Bebê.Os Ganimedes trazem uma toalha e enchugam Alcebíades, a Bacia é
retirada,Alcebiades nasce novo,tranqüilo no Rito de sua Nudez. A Música mixa
com um toque de bossa nova, de violão.O Coro canta “Agalma” As luzem
começam a diminuir, todos abandonam a pista que agora senta-se na mesa e
sente seu rito de nudez de nascimento de seu Agalma diante da
Multidão.Luzes Blak Out.Entra na Sonoplastia o Chorno nº 10 de Villa Lobos,e
luzes se acendem para os aplausos que os atores agradecem,aplaudem o
Público e logo dirigem-se para o PauCúCama de Zeus, cantando novamente a
Macumba Croata do inicio da peça, até entrar a o TIGRE, animando a Festa)
FIM
Teatro
79 oficina
Uzyna
uzona
2010
80 
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Roteiro - o Oficina