QUARTA-FEIRA 23 JULHO 2014 www.imobiliario.publico.pt
SUPLEMENTO COMERCIAL
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CAMPANHA
DE VERÃO
IMÓVEIS PARA
HABITAÇÃO
ALGARVE
Chineses cada vez
mais interessados
em imobiliário português
THE EDGE GROUP
Os fluxos de investimento chinês continuam a chegar ao imobiliário nacional, e prometem
não abrandar. Novos negócios continuam a surgir e o primeiro fundo imobiliário com
capital chinês acaba de ser lançado p04
JLL
Arranca comercialização do
projeto de €130
milhões para
terreno da Tertir
O The Edge Group
acaba de firmar
acordo para
arrancar com a
comercialização
dos lotes do Norte
Center, o projeto
de €130 milhões
para um centro
empresarial que
nascerá nos
terrenos da Tertir,
em Matosinhos p03
Locais,
emigrantes
e estrangeiros
animam vendas
de habitação
no Algarve p06
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Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente
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02 Opinião IMOBILIÁRIO 23 JULHO 2014
Aquele tema dos impostos Que futuro
que nos esvaziam os bolsos para o imobiliário?
Luís Lima
A
pesar de pouco atrativos mediaticamente
falando, há temas que
deviam merecer uma
discussão mais ampla
e generalizada, pelo menos em
nome de uma pedagogia para a cidadania. Um deles é, seguramente, o da reforma do IRS cuja comissão encarregada de apresentar propostas nesse sentido acaba
de tornar públicas algumas recomendações que podem vir a ser
consagradas na legislação que o
Governo irá propor à Assembleia
da República na rentrée política
de Setembro.
Como gato escaldado de água fria
tem medo, também os contribuintes precisam, para reconquistar
parte da confiança perdida, saber,
por exemplo, se o alargamento do
regime de dispensa de entrega de
declaração de rendimentos a todos
os contribuintes abrangidos pelo
mínimo de existência que apenas
tenham rendimentos referentes
à categoria A (trabalhadores por
conta de outrem) e H (pensões)
não lhes será prejudicial, mesmo
considerando a aplicação de dedução fixa das despesas de educação,
saúde e habitação para quem opte
por tal IRS “simplificado”.
Outro aspecto, para o qual naturalmente estou mais sensibilizado, diz respeito às ramificações que
também se verificam em sede de
IRS com a fiscalidade sobre o património, uma acrescida penalização
para os contribuintes portugueses
cujo impacto mais devastador porventura ainda não terá ocorrido.
A reforma do IRS que está em
curso (a entrar na chamada fase
da discussão pública) pode ajudar
a minorar, por exemplo, os efeitos
de um IMI descontrolado e leonino,
se, como foi proposto, a venda de
um imóvel para amortizar de um
empréstimo deixe de ser tributada em sede de mais-valias. É uma
medida justa que a ser adoptada o
será, temporariamente, até 2020.
Ainda no mesmo pacote, o arrendamento urbano pode passar a ser
tratado como atividade económica, com os proprietários a poder
deduzir a maioria das despesas
relacionadas com tal atividade.
Mais do que uma Reforma é uma
proposta de bom senso há muito
reclamada.
Isto claro sem esquecer a eliminação faseada e gradual de uma das
heranças que a Troika nos deixou,
ou seja, da sobretaxa de 3,5% que
incide no IRS. Parece que a comissão propõe que a redução comece
já no próximo ano, embora adiante que será preciso ter “em consideração a evolução da situação
económica e financeira do país”.
Sabemos bem no que se traduz esta
última frase.
Como sabemos o quão injusto
e inoportuno foi a reavaliação do
património construído para efeitos
fiscais, em pleno crise financeira
das famílias, reavaliação que não
honrou o estabelecido entre o Estado e as populações quando estas
foram incentivadas a comprar casa
própria. Em Portugal, onde muitos portugueses foram obrigados
a optar por esta solução na hora
de resolver o respectivo problema
habitacional, o IMI dos imóveis para residência própria, principal e
permanente, devia, há muito, ser
apenas quase simbólico.
Reconheço que um tema como o
da reforma do IRS não é mediaticamente atrativo, mas, apesar disso,
temos de o discutir pois também é
por aqui que podemos deixar ou
não deixar que nos metam as mãos
nos bolsos, muito para lá do que é
razoável. Tenhamos ou não muitos
filhos, sejamos ou não muito empreendedores.
Presidente da CIMLOP
Confederação da Construção
e do Imobiliário de Língua
Oficial Portuguesa
[email protected]
N
otícias recentemente
publicadas admitiam
que pudesse estar a
chegar ao fim a queda
no valor das casas, começando o mercado imobiliário a
Luís Menezes
dar alguns sinais de recuperação.
Leitão
Os sinais são ainda muito tímidos
mas são um claro factor de esperança. É natural que se venha a inverter o ciclo de queda, uma vez
que desde há oito anos que assistimos a quebras contínuas dos preços no imobiliário, tendo os valores
dos imóveis já praticamente batido
no fundo.
Há, porém, um factor que deve ser
salientado: é que a queda do valor de
mercado dos imóveis não foi acompanhada de nenhuma redução
Os municípios, que são do seu valor triestanos beneficiários deste butário,
do por isso em
imposto, deveriam por muitos casos os
imóveis valorizaisso reconhecer que
dos fiscalmente
os cidadãos estão no
acima do seu valimite do seu sacrifício lor de mercado.
Efectivamente,
e procurar reduzir
a fórmula de
ao máximo o IMI que
cálculo do valor
se encontra a ser
patrimonial para efeitos de IMI
cobrado.
foi aprovada em
2003, num claro período de alta do imobiliário, e
nunca foi adaptada à queda dos preços resultante da crise. Antes pelo
contrário, por imposição da troika,
o Governo lançou em 2012 uma reavaliação geral dos imóveis ainda não
actualizados, sabendo que, em muitos casos, essa avaliação resultaria
em valores acima do valor do mercado. Ao mesmo tempo, foram subidas
as taxas do IMI que, anteriormente
estavam fixadas entre 0,2% e 0,4%,
para 0,3% e 0,5%, uma subida entre
25% e 50%.
Daqui resultou que em muitos casos os proprietários ficaram a pagar
um IMI elevadíssimo sobre um va-
lor que na realidade não possuem no
seu património. Ora, quando assim
sucede, os proprietários ficam praticamente colocados numa espécie
de servidão fiscal, já que não só o
imóvel não vale aquilo pelo qual são
tributados, como também não o podem vender, uma vez que nenhum
comprador aceitará ficar nessa situação. Acresce que a venda nunca
se poderá fazer pelo valor fiscal do
prédio, mas legalmente o vendedor
e o comprador serão tributados por
esse valor, pelo que também perderão qualquer eventual ganho na
transacção.
Os municípios, que são os beneficiários deste imposto, deveriam por
isso reconhecer que os cidadãos estão no limite do seu sacrifício e procurar reduzir ao máximo o IMI que
se encontra a ser cobrado. Foi por
isso com surpresa que assistimos a
declarações do Presidente da Câmara de Lisboa a defender um aumento
do IMI cobrado aos lisboetas para financiar a aquisição pela Câmara de
empresas de transportes altamente
deficitárias. Lisboa tem os coeficientes de localização mais elevados do
país, o que faz com que as pessoas
paguem um IMI muito mais alto que
no resto do território. Determinar a
subida desse imposto, apenas para
financiar uma aquisição de empresas
cuja vantagem não se vislumbra, é
dar um duro golpe nas perspectivas
de recuperação do mercado imobiliário na cidade. É por isso que a Associação Lisbonense de Proprietários
defende uma taxa fixa de IMI - o valor justo seria de 0,1% - que defenda
os cidadãos da cobiça fiscal das câmaras. Porque enquanto os impostos sobre o imobiliário poderem ser
elevados pelas autarquias a seu belprazer, sempre que pretendam fazer
qualquer aquisição, por mais discutível que esta seja, é evidente que o
mercado imobiliário não terá futuro
em Portugal.
Presidente da Associação
Lisbonense de Proprietários
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IMOBILIÁRIO 23 JULHO 2014 Atualidade 03
Arranca comercialização do projeto
de €130 milhões para terreno da Tertir
O The Edge Group acaba de firmar acordo para arrancar com a comercialização dos lotes do Norte Center,
o projeto de €130 milhões para um centro empresarial que nascerá nos terrenos da Tertir, em Matosinhos
Susana Correia
A Predibisa e a Guedes Pinto, ambas
com forte atuação no mercado do
Grande Porto, foram as empresas
selecionadas pelo The Edge Group
para proceder à comercialização
dos lotes do Norte Center, o mega
projeto para um centro empresarial que nascerá no atual terreno da
Tertir, em Matosinhos. A primeira
mediadora ficará encarregue de comercializar os lotes residenciais e de
escritórios, enquanto que a segunda
assumirá a comercialização dos lotes comerciais, revelou o The Edge
Group ao Público Imobiliário. José
Luís Pinto Basto, CEO da holding de
investimentos que irá investir €130
milhões no Norte Center em 15 anos,
está confiante no sucesso comercial
do projeto, considerando que este
“tem um grande potencial para o
tecido empresarial e industrial do
Norte do país, que é atualmente
muito disperso e disseminado”. Na
sua opinião, “existe uma lacuna no
Porto, pois não existe nenhum business park desta dimensão e com a
variedade de serviços que integram
o projeto. E este foi um dos fatores
que motivou um projeto desta envergadura”, refere em declarações ao
Público Imobiliário. Além disso, também a “localização é um dos grandes
atrativos do Norte Center”, situado
entre o Porto de Leixões e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, e que
José Luís Pinto Basto considera estar
“num ponto nevrálgico em termos de
acessibilidades e transportes”.
O acordo agora estabelecido entre
a holding de investimentos que promove este projeto e as duas media-
THE EDGE GROUP
O projeto totaliza 130 milhões de euros
dores dá o pontapé de saída para a
comercialização, marcando o arranque da primeira das cinco fases de
desenvolvimento do “projeto mais
emblemático direcionado a empresas do norte do país”, afirma José
Luís Pinto Basto.
A primeira fase diz respeito ao
desenvolvimento do pólo “Business
Park”, contemplando ainda a construção da sede do grupo Mota-Engil,
cujo início de construção está previsto para 2016. O arranque do projeto
iniciar-se-á com as obras de infraes-
truturas, entre elas o prolongamento
do avenida Arqº Fernando Távora,
numa extensão de 700 metros, o que
a tornará “na maior avenida do município de Matosinhos”. Está ainda
prevista a criação de um novo nó de
acesso rodoviário da A28.
Os polos a desenvolver nas restantes quatro fases são o Parque Ciência
e Tecnologia; Hotel e Congressos; Residencial e Comércio; e Stand Alones
e Retail Park. O projeto será faseado
ao longo de 15 anos, totalizando uma
área de 240 mil m2 de construção,
englobando 50 mil m2 de zonas verdes de usufruto público. Ao longo do
seu período de desenvolvimento, o
Norte Center deverá, de acordo com
as contas do The Edge Group, criar
cerca de 15 mil postos de trabalho, a
um ritmo médio anual de mil empregos, entre diretos e indiretos.
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04 Atualidade IMOBILIÁRIO 23 JULHO 2014
K&A
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Real Estate
JLL
MORADIA MARECHAL GOMES DA COSTA
QUINTA NO DOURO
A compra de uma loja no Rossio, por €2,7 milhões, foi o mais recente negócio anunciado
Chineses cada vez mais
interessados em imobiliário
QUINTA MOLEDO DO MINHO
Os fluxos de investimento chinês continuam a chegar ao imobiliário
nacional, e prometem não abrandar. O primeiro fundo imobiliário com
capital chinês foi agora lançado
Susana Correia
MORADIA NA QUINTA DO LAGO
APARTAMENTO CONDOMÍNIO NA FOZ
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LAZER
HOTÉIS
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CORPORATE
Lic. 6340 AMI
PREÇOS SOB CONSULTA
O capital inicial do Imoecadint Fund,
assim se chama o primeiro fundo de
investimento imobiliário de capital
chinês constituído em Portugal, será
de €30 milhões, embora se admitam
“novos aumentos de capital com um
reforço para os €50 milhões e, posteriormente, para os €150 milhões”,
diz José António de Mello, presidente
da Selecta, a sociedade gestora de
fundos imobiliários que lançou este fundo e será responsável pela sua
gestão. O fundo, que foi apresentado
recentemente em Lisboa, destinase a investidores do mercado chinês
e é subscrito pela empresa chinesa
Ecadint, embora posteriormente
o capital seja aberto à entrada de
terceiros. Esta sociedade de investimento internacional apoia, “desde
a primeira hora, este projeto”, refere
a Selecta em comunicado, um apoio
justificado pela “oportunidade que o
mesmo representa para o mercado
chinês, quer de Golden Visa, quer de
investimento qualificado”.
Numa primeira fase, o alvo serão os
mercados de Portugal e Espanha, sobretudo imóveis de escritórios e lojas,
embora o foco setorial possa alargarse também a imobiliário residencial,
de turismo e lazer, desde que gerador
de rendimento. Numa segunda fase,
a Alemanha, a França e a Itália também estão no radar do fundo, que se
destina a investir na União Europeia.
Chineses
concentram
mais de 80%
dos Golden Visa
O investimento chinês
continua, assim, a dar mostras
de crescente interesse pelo
imobiliário português, um
mercado que “descobriu”
sobretudo com o Golden Visa.
De acordo com dados recentes
do Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras, os chineses são
os principais beneficiários
do programa do Golden Visa,
concentrando 81,6% das 1166
autorizações de residência
atribuídas neste âmbito entre
outubro de 2012 e junho de 2014.
De acordo com a mesma fonte,
desde início do programa, este
mecanismo permitiu atrair para
Portugal perto de €724 milhões,
dos quais €662,5 milhões dizem
respeito à compra de imóveis. No
total foram atribuídos 1166 vistos
Gold neste período, sendo que
no primeiro semestre deste ano
(670 vistos) já foram atribuídos
mais 35,6% do que no total do
ano 2013 (494).
Entretanto, os negócios continuam a acontecer e já esta semana a
consultora imobiliária JLL anunciou
a venda de uma loja no Rossio ocupada por uma agência bancária a
um investidor chinês por €2,7 milhões, uma operação que exemplifica o tipo de imóvel que os investidores oriundos da China têm vindo
a procurar adicionalmente ao setor
habitacional. “As lojas arrendadas a
marcas reconhecidas nas zonas mais
prestigiadas e movimentadas de
Lisboa, como é o caso da Baixa, do
Chiado e da Avenida da Liberdade,
são um produto cada vez mais procurado pelos investidores de origem
chinesa”, começa por explicar Fernando Ferreira, Diretor de Capital
Markets da JLL. Na sua opinião, tal
deve-se ao facto destes investidores
pretenderem fazer “um investimento sólido, com retorno garantido”,
sendo também uma “prova de que
os investimentos gerados na motivação do Golden Visa estão a entrar
numa nova fase, procurando novas
tipologias de imóveis além da habitação”. Outros negócios nos últimos
12 meses protagonizados por investidores chineses incluem a compra
de edifício Duque de Palmela 21 para
posterior reabilitação, a compra de
imóveis nas ruas Braamcamp e na
Pinheiro Chagas, o imóvel que acolhe o Restaurante Belcanto no Chiado ou a loja ocupada pela Vitaminas
na Rua Augusta, entre outros.
06 Oportunidades IMOBILIÁRIO 23 JULHO 2014
Locais, emigrantes e estrangeiros
animam vendas de habitação no Algarve
O leque de clientes para a compra de casas no Algarve é cada vez mais abrangente, incluindo desde habitantes
locais, a emigrantes e estrangeiros, conforme comprovam três empreendimentos analisados pelo Público Imobiliário
: JOSÉ MANUEL (TURISMO DE PORTUGAL)
Análise
Sendo um mercado por excelência
de segunda habitação, quer para
nacionais quer para estrangeiros, o
Algarve tem vindo a conquistar um
leque mais abrangente de clientes
para a compra de casa, com uma
maior diversificação dos públicos
compradores e produtos imobiliários ajustados a esses públicos.
Além dos tradicionais compradores estrangeiros, maioritariamente
oriundos do Reino Unido, as vendas de casas estão também a ser
animadas cada vez mais quer por
comunidades emigrantes quer pelos habitantes locais, estes últimos
a motivarem compras para primeira habitação. O Público Imobiliário
analisou três empreendimentos habitacionais distintos nos concelhos
de Portimão e Loulé, cujas vendas
decorrem a bom ritmo e cujos
mercados compradores são precisamente os residentes locais, os estrangeiros e os emigrantes. Ramiro
Gomes, Responsável Vendas – Grandes Imóveis Sul do Millennium bcp,
Banco que integra na sua carteira
unidades nos três empreendimentos, considera precisamente que
os bons resultados das vendas se
devem a uma “boa identificação
do respetivo mercado alvo”, obviamente reforçados por “boas equipas de mediadores” e “sucursais
conhecedoras do produto, com boa
ligação com os comerciais das redes
imobiliárias envolvidas no financiamento e venda”, além de uma forte
comunicação neste setor.
Palmyra atrai sobretudo
britânicos
Localizado em Vilamoura, o empreendimento Palmyra tem “compradores 100% não residentes, na
sua maioria provenientes do Reino
Unido”, explica Nuno Oliveira, diretor das agências Remax Vilamoura e Remax Homeland (Quarteira),
acrescentando que “o mercado do
Algarve está a crescer”. O sentimento é de que “há uma maior procura tanto a nível nacional como de
clientes estrangeiros, sendo que o
cliente oriundo de França regista
um crescimento bastante assinalável”. Das 47 unidades detidas pelo
Millennium bcp neste empreendimento, a taxa de comercialização
ronda os 70%, tendo sido vendidas
este ano, perspetivas motivadas
pela dinâmica que sente também
no mercado. Neste 1º semestre, “
a nossa loja está a crescer cerca de
50% face ao período homólogo do
ano passado”, diz Pascoal Santos,
que espera que “este crescimento
se mantenha até final do ano”.
Constituído por moradias V3,
com áreas de 124 m2 a 154 m2 e com
garagem, este loteamento ergue-se
“numa zona calma e com bons acessos”, sendo “o preço um dos seus
melhores atrativos”, refere Pascoal
Santos ao Público Imobiliário.
Emigrantes franceses
procuram Paraíso Sol
da Rocha
O Algarve tem vindo a conquistar um leque mais abrangente de clientes
24 frações em 2013 e 9 outras já no
1º semestre deste ano. As vendas
totalizam aproximadamente €10,2
milhões, segundo as contas de Nuno Oliveira. De acordo com Ramiro
Gomes restam para venda 16 casas
neste empreendimento, estimando
que possam vender-se 10 ainda este
ano e as restantes até final do 1º semestre de 2015, já que “se trata de
um produto direcionado a estrangeiros, o qual se revela mais ativo
até final de Setembro”. Já Nuno Oliveira, está mais otimista e espera
“concluir a fase de vendas até final
do ano, num valor aproximado de
€5,5 milhões”. Composto por apartamentos e moradias em banda de
tipologia T3, este condomínio fechado integra 4 piscinas e vastas
áreas verdes, dispondo de uma localização privilegiada junto ao golfe
do Vila Sol e proximidade à praia, à
Marina de Vilamoura, beneficiando
de boas acessibilidades. Para Nuno
Oliveira, a relação qualidade/preço
e as condições de financiamento, os
acabamentos e as frentes de mar e
golfe são alguns atributos do empreendimento que têm contribuído
para o seu sucesso comercial.
Residentes em Portimão
compram na Mexilhoeira
Grande
Também os residentes locais estão
dinâmicos na compra de casa. Na
Mexilhoeira Grande, no concelho
de Portimão, são os residentes
desta área os principais compradores da urbanização de moradias
V3 localizada na Vila da Figueira
e detida pelo Millennium bcp, de
acordo com Pascoal Santos, Broker
da Remax Sun, na Praia da Rocha,
em Portimão, mediadora que está
a comercializar as unidades detidas pelo Banco neste loteamento.
De acordo com este profissional,
das 63 moradias inicialmente em
comercialização, estão por vender
cerca de 30%, com as vendas acumuladas de 2013 e o 1º semestre
de 2014 a totalizarem 32 unidades
e um valor de cerca de €3 milhões.
Ramiro Gomes espera que outras 14
unidades sejam vendidas até final
do ano, “já que a partir de setembro verifica-se mais atividade neste mercado de residentes locais”,
uma vez que estes clientes, “não
centram a sua atenção na procura
e aquisição de imóveis nesta época”, diz. Já as expetativas de Pascoal
Santos são para completar as vendas das restantes unidades ainda
Um conjunto de valências pouco comum na zona, a relação qualidade/
preço, a proximidade da praia e a
“elevada qualidade dos acabamentos” do Paraíso Sol da Rocha, na zona da Praia da Rocha, em Portimão,
têm atraído bastantes compradores
emigrantes, especialmente oriundos de França, conforme revelaram João Nogueira, Sócio Gerente
da BIP, e Reinaldo Teixeira, Administrador da Garvetur, empresas
que estão a comercializar 55% da
oferta das unidades habitacionais
que integram este novo empreendimento, com uma taxa de comercialização de 75%. Constituído por
apartamentos de tipologias T0, T1,
T2 e T3, todos com estacionamento, o Paraíso Sol da Rocha conta
com duas piscinas – uma interior e
outra exterior -, banho turco, sala
de squash e dois campos de ténis,
tendo ainda em projeto instalações
para um restaurante, ginásio, e bar
de apoio à piscina. Em 2013, as duas empresas venderam 60 unidades
neste empreendimento e já este ano
(1º semestre) foram vendidas outras
12, com vendas acumuladas de €7,4
milhões, esperando vender até final
do ano as restantes unidades que
têm em comercialização, e que totalizam vendas no valor de €3,75
milhões. Ramiro Gomes explica que
“as vendas neste mercado se fazem
em maior quantidade até final de
setembro”, esperando que das unidades detidas pelo Millennium bcp
possam ser vendidas mais 25 até
final do ano. Para Reinaldo Teixeira
e João Nogueira, “nota-se a retoma
não só em termos de procura com
também em relação aos valores de
vendas dos imóveis”.
IMOBILIÁRIO 23 JULHO 2014 Oportunidades 07
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Habitação
Preços das casas no Algarve crescem 3,2% em termos homólogos
No Algarve, o Índice Confidencial Imobiliário (ICi) apresentou, em Junho de
2014, uma quebra mensal de 1,9%. Porém, face a Junho de 2013, assistiu-se a
um acréscimo de 3,2% nos preços das casas situadas nesta região.
Já em Portugal Continental, os preços das casas voltaram a cair em Junho,
como indica a taxa de variação mensal do Índice Confidencial Imobiliário,
a qual se cifrou em -0,6% no mês em análise. Comparando com o mesmo
período no ano anterior, o índice apresentou igualmente uma quebra em
Junho de 2014, nomeadamente de 1,6%.
Preços Habitação
Índice Confidencial Imobiliário
(2005=100) - Portugal Continental
120
116
Valores
de campanha
até 30 de setembro
de 2014
MORADIA V2
Ref.ª: 63965
Preço: €194.000
Concelho: Albufeira
Freguesia: Albufeira e Olhos de
Água
Localização: Jardins Vale Santa
Maria – Mouraria, H
Área: 130m2
Ano: 2012
Classificação energética: C
112
108
104
100
Janeiro 2006
Junho 2014
Índice Confidencial Imobiliário
(2005=100) - Algarve
130
124
118
MORADIA V3
Ref.ª: 58577
Preço: €341.500
Concelho: Loulé
Freguesia: Quarteira
Localização: Urbanização Vila Sol
- Alto do Semino Lt. F4 BLOCO
M, Secção M, Quatro, Ala Sul,
Moradia 28
Área: 201m2
Ano: 2009
Classificação energética: B
112
106
100
Janeiro 2006
Junho 2014
Valor Médio de Oferta /(1.º trim. 2014) - Algarve
Euros/m2
O
D
A
G
P
I
C
M
K
E
F
N
H
B
MORADIA V3
Ref.ª: 61418
Preço: €150.600
Concelho: Portimão
Freguesia: Mexilhoeira Grande
Localização: Morgadinho Figueira Lote 41
Área: 154m2
Ano: 2010
Classificação energética: B-
L
J
A Aljezur
I
Loulé
1050€ - 1350€
B Vila do Bispo J Faro
1350€ - 1650€
C Lagos
K S. Brás de Alportel
1650€ - 1900€
D Monchique
L Olhão
1900€ - 2200€
E Portimão
M Tavira
F Lagoa
N V. R. S. António
G Silves
O Alcoutim
H Albufeira
P Castro Marim
Fonte: Ci/LardoceLar.com
APARTAMENTO T3
Ref.ª: 55600
Preço: €237.500
Concelho: Portimão
Freguesia: Portimão
Localização: Praia da Rocha
Avenida V3 - Bloco B Nascente
10º Andar-Portimão
Área: 163m2
Ano: 2009
Classificação energética: D
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