i UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL TELHADOS VERDES, UMA PROPOSTA PARA REDUÇÃO TÉRMICA EM FOZ DO IGUAÇU DIEGO MIGUEL ESPÍNOLA FOZ DO IGUAÇU – PR 2010 ii DIEGO MIGUEL ESPÍNOLA TELHADOS VERDES, UMA PROPOSTA PARA REDUÇÃO TÉRMICA EM FOZ DO IGUAÇU Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica de Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção de grau de Engenheiro Ambiental. Orientador(a): Carolina Veiga Viapiana Foz do Iguaçu – PR 2010 iii TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS TELHADOS VERDES, UMA PROPOSTA PARA REDUÇÃO TÉRMICA EM FOZ DO IGUAÇU TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL _ Diego Miguel Espínola _ Orientador(a): Prof. Carolina Veiga Viapiana _ Conceito Final Banca Examinadora: _ Prof(ª). MS. Marlene Cristina de Oliveira _ Prof(ª). MS. Ângela Lemos Prestes Marcondes Foz do Iguaçu, 06 de Julho de 2010. iv Dedico este trabalho a Deus pela sabedoria e oportunidade de poder estudar, A minha família, pela compreensão nos momentos de dedicação desta esta da vida, ao e demais colegas. E a todas as pessoas que colaboraram para a realização deste trabalho. v AGRADECIMENTOS Agradeço a todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho; A Deus que nos auxilia em todos os momentos de nossa vida; À Professora Orientadora Carolina Veiga Viapiana, pela dedicação, incentivo na elaboração deste trabalho de pesquisa; A todos os professores que ao longo do curso transmitiram seus conhecimentos e aos demais funcionários da instituição de ensino UDC; Aos colegas de turma que de forma amiga, dedicada contribuíram nesta caminhada do aprendizado; À minha família pela compreensão dos momentos ausentes para a dedicação plena ao curso; À Itaipu Binacional, por propiciar a realização do estudo prático do trabalho. vi “O sábio de coração recebe os preceitos, mas o insensato caminha para a ruína.” PROVÉRBIOS – 10:8 vii ESPÍNOLA, DIEGO MIGUEL (2010) Telhados Verdes, Uma Proposta para Redução Térmica em Foz do Iguaçu – PR RESUMO A vegetação, como é de conhecimento, auxilia na redução da radiação solar, haja visto que nos dias de sol, procuramos a sombra, principalmente embaixo de árvores, onde a temperatura é mais confortável, ou seja, nos proporcione maiores condições de conforto térmico. O presente trabalho apresenta estudos comparativos de medições de temperatura para avaliação do ambiente interno de uma edificação construída em laje de concreto e outra de mesmas características, porém com cobertura verde. Foram medidas as temperaturas do ar no interior e no exterior das edificações no intuito de comprovar a ocorrência de redução de temperatura por parte da cobertura verde, assim comprovou como sendo o objetivo deste trabalho um ambiente interno propiciado pelas camadas vegetais mais agradável em relação a temperatura, além de aumento da superfície vegetal garantindo também um auxilio na redução dos efeitos da poluição e da incorporação dos aspectos da sustentabilidade. As temperaturas internas e externas foram medidas com a utilização de um termômetro digital, utilizando como base de pesquisa os laboratórios instalados na área de abrangência da Itaipu Binacional (laboratório de hidráulica), e no refúgio Biológico Bela Vista (laboratório ambiental) em Foz do Iguaçu/PR. Os resultados demonstraram que a edificação que utiliza cobertura com vegetação apresenta uma contribuição significativa para o conforto térmico para os usuários principalmente em dias em a temperatura externa está mais quente, como no verão. Palavra Chave: Conforto Térmico, coberturas verde, sustentabilidade viii ESPÍNOLA, DIEGO MIGUEL (2010) Roofs Green, A Proposal for Reducing Heat in Foz do Iguaçu - PR ABSTRACT The vegetation, as is known, contributes to reduction of solar radiation, acting as on sunny days, look for shade, especially under trees, where the temperature is more comfortable, or provide us with greater thermal comfort. This paper presents comparative studies of temperature measurement for assessing the internal environment of a building constructed in concrete slab and another of the same features, but with coverage verde.Foram measured air temperatures inside and outside of buildings in order to prove the occurrence of temperature reduction by the green cover, and proved to be the objective of this work brought about by an internal environment more pleasant vegetable layers for temperature, and increasing the plant surface as well as providing an aid in reducing the pollution and the incorporation of aspects of sustainability. The internal and external temperatures were measured using a digital thermometer, basing research laboratories installed in the area of the Itaipu Dam (Environmental Laboratory and hydraulics laboratory) in Bela Vista in Foz do Iguaçu / PR. The results showed that the building that uses vegetation coverage has a significant contribution to the thermal comfort for the users especially on days when the outside temperature is warmer, and summer. Keywords: Thermal Comfort, green roofs, sustainability ix SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 14 2 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................... 15 2.1 Histórico dos Telhados Verdes .................................................................... 15 2.2 Conceitos Básicos ....................................................................................... 17 2.2.1 Clima ...................................................................................................... 17 2.2.2 Classificação do clima ............................................................................. 18 2.2.3 Clima urbano ........................................................................................... 19 2.2.4 Luminosidade e temperatura ................................................................... 19 2.3 Conforto Térmico ......................................................................................... 20 2.4 Conforto Ambiental ...................................................................................... 23 2.5 Sustentabilidade .......................................................................................... 24 2.5.1 Desenvolvimento sustentável .................................................................. 25 2.6 Definição e Tipos de Coberturas/Telhados Verdes..................................... 25 2.7 Benefícios dos Telhados Verdes ................................................................. 30 2.8 Comprovação da Qualidade Térmica dos Telhados Verdes ........................ 31 2.9 Detalhes Construtivos dos Telhados Verdes .............................................. 34 2.10 Projeto Implantado em Foz do Iguaçu - PR.............................................. 35 2.11 Dados Climáticos de Foz do Iguaçu - PR ................................................. 37 3 MATERIAL E MÉTODOS ..................................................................................... 38 3.1 Metodologia de Pesquisa ............................................................................. 38 3.2 Comparação entre Edificações com Telhado Verde e Laje Comum............ 39 3.3 Sistema de Medição de Temperaturas ........................................................ 40 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................. 41 4.1 Medições de Temperatura entre Laje Comum, Cobertura Verde e Externa à Edificações ................................................................................................................ 41 4.2 Comparação de Temperatura entre Laje Comum e Cobertura Verde:LC X CV ...................................................................................................................... 43 x 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 47 6 SUGESTÕES PARA PESQUISAS FUTURAS ..................................................... 48 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ............................................................................ 49 xi LISTA DE FIGURAS Página Figura 1: Jardins Suspensos construídos entre 600 a.C e 450 a.C. ____________ 15 Figura 2: Desenho em corte dos Jardins Suspensos da Babilônia. ____________ 16 Figura 3: Utilização de cobertura verde (Escandinávia, século XIX). ___________ 16 Figura 4: Diagrama de conforto térmico humano __________________________ 21 Figura 5: Cobertura verde intensiva ____________________________________ 26 Figura 6: Corte esquemático de cobertura verde extensiva __________________ 27 Figura 7: Residência com telhado verde _________________________________ 27 Figura 8: Colocação de placas ________________________________________ 28 Figura 9: Cobertura aérea com plantio de maracujá. _______________________ 29 Figura 10: Efeito da oxigenação pela vegetação. Radiação solar principal agente.31 Figura 11: Edifício com cobertura verde. _________________________________ 33 Figura 12: Diversas camadas de uma Cobertura Verde Leve. ________________ 34 Figura 13: Vista aérea do Refúgio biológico bela Vista ______________________ 36 Figura 14: Gráfico da temperatura mínima e máxima de Foz do Iguaçu em 2010. _ 37 Figura 15: Laboratório Ambiental da Itaipu Binacional: telhado verde __________ 39 Figura 16: Laboratório de Hidráulica em Itaipu: laje de concreto maciça ________ 39 Figura 17: Medidor de temperatura e umidade relativa do ar digital ____________ 40 Figura 18: Medição de temperatura externa as edificações __________________ 41 Figura 19: Medição da temperatura interna à edificação CV _________________ 42 Figura 20: Medição de temperatura interna à edificação LC __________________ 42 Figura 21: Gráfico das temperaturas médias Externa e Interna LC e CV ________ 44 Figura 22: Diferença entre temperatura externa e interna CV e LC. ____________ 44 xii LISTA DE QUADROS Página Quadro 1 – Tipologias de coberturas verdes.................................................... 29 xiii LISTA DE TABELAS Página Tabela 1 – Temperatura Efetiva e sensações Térmicas.................................. 22 Tabela 2 – Comparação das amplitudes térmicas (A) e dos valores máximos, médios e mínimos, temperaturas internas do ar (tbs).......................................................................................... 34 Tabela 3 – Temperatura ambiente média de Foz do Iguaçu / PR, ano 37 2003..................................................................................... Tabela 4 – Comparação das temperaturas médias do ar na LC e na 43 CV............................................................................................... Tabela 5 – Diferenças entre temperatura máximas e mínimas do ar na LC e 45 na CV............................................................................................... 14 1 INTRODUÇÃO O Brasil e o mundo se vêem em torno da questão da preservação do meio ambiente, ainda pensa-se em abundância, pouco se faz na conservação, falase muito, mas na população crescente ainda é lenta a consciência de que os recursos naturais estão cada dia se tornando mais escassos, ressaltando que aos poucos esta questão será considerada emergencial quanto aos recursos naturais. Esta situação certamente refletirá na qualidade de vida das pessoas e do ambiente em que vivem. As edificações para fins de habitação e serviços cada vez mais irão ser adensadas, mudando radicalmente as paisagens urbanas sendo, portanto fundamental uma mudança na forma de projetar e construir, buscando continuamente um equilíbrio entre necessidades e sustentabilidade. As coberturas verdes (com vegetação) podem constituir alternativas viáveis para minimizar as altas temperaturas do interior das edificações, provocadas pela radiação solar excessiva, além de auxiliar as cidades a reduzir as inundações (absorvendo uma parte da água pluvial), melhorar a qualidade do ar, prolongar a durabilidade da cobertura e reduzir custos de energia (MORAIS, 2004). Este trabalho se justifica por demonstrar valores de temperatura interna de uma edificação com opção construtiva sustentável aplicado no refúgio Bela Vista da Itaipu Binacional na cidade de Foz do Iguaçu, em relação à utilização e aplicação de telhados verdes visando uma melhoria no conforto térmico, qualidade de vida do usuário e tem como objetivo principal efetuar comparações entre edificações de lajes comuns e laje onde se aplica a cobertura verde em termos de redução de temperatura, com o uso da cobertura verde no processo construtivo de telhados. 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Histórico dos Telhados Verdes Para Araújo (2007) Constitui-se opção dentro do conceito de sustentabilidade a utilização de telhados verdes em coberturas de edificações, pode ser concebida desde um simples gramado até um sofisticado jardim para área de lazer, pode apresentar vantagens de ordem técnica, estética, psicológica e significativo potencial quanto ao conforto ambiental, melhora o desempenho térmico das edificações em função da camada combinada entre solo e vegetação, que em ambientes de climas quentes, impedem a passagem de calor para dentro das edificações e em climas frios retêm por mais tempo o calor dentro das edificações. Segundo Araújo (2007), os telhados verdes não são nenhuma novidade tecnológica, pois esta técnica construtiva já era utilizada há muitos séculos, e tem estimável valor para a manutenção do ciclo hidrológico. Surgiram na antiga Mesopotâmia tendo sidos construídos de 600 a.C e 450 a.C. pelo rei Nabucodonosor, na forma de jardins suspensos conforme a Figura 1, sendo o mais famoso o localizado na Babilônia chamado Etemenanki com 91 m de altura e 91 m de base quadrada, eram executados conforme exemplo da Figura 2. Figura 1: Jardins Suspensos construídos entre 600 a.C e 450 a.C. Fonte: Araújo 2007 16 Figura 2: Desenho em corte dos Jardins Suspensos da Babilônia. Fonte: Morais (2004). Segundo Morais (2004), os telhados verdes foram utilizados durante o império Romano, também no período pré-colombiano no México, na Índia e em algumas cidades espanholas entre os séculos XVI e XVII, começando a surgir em algumas cidades francesas a partir do século XVIII e na Escandinávia no início do século XIX conforme Figura 3. Figura 3: Utilização de cobertura verde (Escandinávia, século XIX). Fonte: Morais (2004) Conforme o mesmo autor, as coberturas verdes eram consideradas prática construtiva popular até a metade do século XX, e teve seu conceito difundido 17 em países como Alemanha, Áustria, e Noruega por ser uma medida de combate a degradação ambiental, tendo recebido a partir dos anos 60, investimentos em pesquisas de novas tecnologias e componentes construtivos. 2.2 Conceitos Básicos 2.2.1 Clima O estudo do clima, que compreende tanto a formação resultante de diversos fatores espaciais e geomorfológicos que sejam: movimento de rotação e translação, energia solar, latitude, altitude, ventos, distribuição das terras e das águas, vegetação, etc.; quanto sua caracterização definida por seus elementos: temperatura do ar, umidade do ar, movimentos das massas de ar e precipitações, torna-se, pois, importante para a compreensão do sistema atmosférico (LEÃO, 2006). Assim o clima pode ser definido como a função característica e permanente do tempo, num lugar, em meio a suas múltiplas variações, e o tempo é considerada a somatória das condições atmosféricas de um lugar, em um curto período de tempo, através da combinação de temperatura, pressão, umidade, ventos e precipitação, ou seja, representa um estado momentâneo da atmosfera (LEÃO 2006). Almeida Júnior (2005) afirma que o tempo é um conjunto de todas as variáveis meteorológicas, em um dado momento, e que os elementos aparecem em combinação dado o fato de que na sua obra o propósito geral é o estudo das sensações do conforto humano, os elementos que mais afetam esse conforto são: temperatura, radiação e ventos; tratando de forma diferenciada os efeitos da umidade, tais como: chuva, névoa, neve, geada e pressão de vapor. Costa (2002) considera como fatores climáticos globais à radiação, latitude, altitude, massas de água e terra; os locais, a temperatura, umidade, movimento do ar e precipitações. Os fatores climáticos locais determinam as condições do microclima, isto é o clima em um local restrito, como por exemplo, uma 18 cidade, bairro, uma rua ou mesmo uma edificação em uma camada de ar junto ao solo. 2.2.2 Classificação do Clima De acordo com Almeida Júnior (2005) devem-se considerar três níveis para diferenciar escalas climáticas: 1- MACROCLIMA = Podendo ser chamado de clima original ou clima regional é o resultado da situação geográfica e orográfica. Corresponde ao clima médio ocorrente num território relativamente vasto, exigindo, para sua caracterização, dados de um conjunto de postos meteorológicos; em zonas com relevo acentuado os dados macroclimáticos possuem um valor apenas relativo exigindo, para sua caracterização, dados também de um conjunto de postos meteorológicos; 2- MESOCLIMA = Ou clima local, que corresponde a uma situação particular do macroclima, ou seja, o macroclima sofre localmente modificações em vários de seus elementos, o que determina um Desempenho Térmico em Habitações Populares para Regiões de Clima Tropical. É possível caracterizar um mesoclima através dos dados de uma estação meteorológica, permitindo avaliar as possibilidades de uma cultura, do clima de floresta ou de uma vertente. A superfície abrangida por um mesoclima pode ser muito variável, podendo fazer referência a situações bastante particulares do ponto de vista de exposições, declividade ou altitude por exemplo. Muitas vezes o termo topoclima é utilizado para designar um mesoclima onde a orografia constitui um dos critérios principais de identificação, como por exemplo, o clima de um vale ou de uma encosta de montanha; 3- MICROCLIMA = Corresponde às condições climáticas de uma superfície realmente pequena, ou seja, ao clima de micro escala. Pode se considerar dois tipos de microclima: microclima natural – que corresponde a superfícies da ordem de 10 m a 100 m; e, microclima da planta – o qual é caracterizado por variáveis climáticas (temperatura, radiação) medida por aparelhos instalados na própria planta. O termo genérico de bioclima é utilizado para essa escala que visa o estudo do meio natural e das técnicas de cultivo. 19 2.2.3 Clima Urbano Para Leão 2006 no processo de urbanização a poluição do ar afeta a transferência de radiação e acrescenta núcleos de condensação no ar, aumentando a precipitação. A densidade e a geometria das edificações criam uma superfície rugosa que influencia na circulação do ar e no transporte de calor e vapor d’água. Os materiais de construção e o asfaltamento das ruas aumentam o estoque de calor, a impermeabilização do solo aumenta a possibilidade de enchentes. Esses fatores, associados a outros, contribuem para a formação de um microclima local, denominado clima urbano. Lomardo (1988) enfatiza que o clima urbano é um sistema que abrange o clima de um dado espaço terrestre e sua urbanização. É um mesoclima que está incluído no macroclima e que sofre, na proximidade do solo, influências microclimáticas derivadas dos espaços urbanos. Souza (1990) salienta que se devem analisar as variações do ambiente urbano, nos vários níveis, tais como nos bairros, ruas, casas e ambientes internos. A ação ecológica natural, associada aos fenômenos urbanos, constitui o conjunto complexo de inter-relações que produzem o clima urbano. 2.2.4 Luminosidade e Temperatura A cobertura vegetal, por meio das folhas, tem grande influência no clima, já que absorve de 15% a 35% da energia luminosa recebida durante as horas de insolação. Por outro lado, deixa passar entre 30% e 50% da energia, refletindo o restante, ou seja, 30% a 40% (Lambert 2004). De acordo com Alvarez (2004) a filtragem de radiação solar refletese na intensidade luminosa e, portanto, na temperatura, aceitando-se, como regra geral, que a vegetação tende a suavizar as temperaturas extremas. Alvarez (2004) descreve ainda que, em média, 60 a 75% da energia solar incidente na vegetação é consumida nos processos fisiológicos, porque as plantas não armazenam calor nas células, ocorrendo o equilíbrio por meio de trocas com o ar. O resfriamento e a filtração do ar, realizado pelas árvores, é maior do que 20 aquela de gramados, pois a proporção entre volume de folhas e área ocupada é bem maior nas árvores. O resfriamento realizado pela vegetação, em uma edificação, pode ser de duas formas: a) direto – sombreamento redutor da conversão de energia radiante em calor sensível, que diminui a temperatura de superfície dos objetos sombreados; b) indireto – evapotranspiração das folhas que resfriam sua superfície e o ar adjacente, devido à troca de calor. Nos estudos de Lambert (1982) conclui que a primeira forma de resfriamento pode ser medida diretamente sobre a superfície que está sendo afetada, como é o caso das árvores sobre a calçada; a segunda, de maneira indireta, pela verificação do microclima da área de abrangência, como é o caso de espaços verdes não viário. 2.3 Conforto Térmico Segundo Ruas (1999) o conforto térmico num determinado ambiente pode ser definido como a sensação de bem-estar experimentada por uma pessoa, como resultado da combinação satisfatória, nesse ambiente, da temperatura radiante média (trm), umidade relativa (ur), temperatura do ambiente (ta) e velocidade relativa do ar (vr) com a atividade lá desenvolvida e com a vestimenta usada pelas pessoas. Ainda de acordo com Ruas (1999) as sensações são subjetivas, isto é, dependem das pessoas, portanto certo ambiente confortável termicamente para uma pessoa pode ser frio ou quente para outra. Assim, entendem-se como condições ambientais de conforto aquelas que propiciam bem-estar ao maior número possível de pessoas. As condições térmicas no interior do edifício habitacional que dependem do comportamento interativo entre fachada, cobertura e piso, e levam em conta a região de implantação da obra e as respectivas características bioclimáticas definidas na ABNT NBR 15220-3/2005, devem apresentar, no mínimo, melhores condições ou iguais às do ambiente externo, à sombra, para o dia típico de verão. Isso significa que o valor máximo diário da temperatura do ar interior de um 21 empreendimento deve, no mínimo, ser menor que o valor máximo diário da temperatura do ar exterior. Já para projetos de nível intermediário, a temperatura deve, obrigatoriamente, ser igual ou menor que 29°C. A sensação de conforto térmico está associada com o ritmo de troca de calor entre o corpo humano e o meio ambiente, como mostra a Figura 4. Figura 4: Diagrama de conforto térmico humano Fonte: Silva et al (2003) O desempenho durante qualquer atividade deve ser otimizado, desde que o ambiente propicie condições de conforto e que sejam evitadas sensações desagradáveis, tais como: dificuldade de eliminar o excesso de calor produzido pelo organismo; perda exagerada de calorias pelo corpo; e desigualdade de temperatura entre as diversas partes do corpo. Estas sensações são função não só das condições ambientais, mas também da capacidade de aclimatização ao meio ambiente, dos hábitos alimentares, das atividades, da altura, do peso, do tipo de roupa de cada indivíduo, e até mesmo da idade e sexo, (SILVA et al 2003). A tabela 1 apresenta a temperatura efetiva e as sensações térmicas. 22 Tabela 1– Temperatura efetiva e sensações térmicas Temperatura efetiva Sensação 25ºC 30ºC Térmica Muito frio Frio Ligeiramente fresco Neutro Temperado 35ºC 40ºC Quente Muito quente 10ºC 15ºC 20º Resposta Física Conforto incômodo ligeiramente incomodo cômodo muito incômodo Estremecimento Vaso-constrição nas mãos e pés Aumento das perdas por calor seco Regulação vascular Regulação normal por transpiração e troca vascular Aumento das perdas por calor seco Problemas de regulação Fonte: Silva et al (2003) A satisfação manifestada com relação às condições térmicas do ambiente é conhecida como conforto térmico. Além da temperatura e outros fatores físicos, envolve variáveis pessoais que tornam sua definição subjetiva. Dessa forma, o conforto térmico pode ser visto e analisado sob dois pontos de vista: pessoal ou ambiental. Se for considerado apenas o ponto de vista pessoal, define-se conforto térmico como sendo uma condição mental que expresse satisfação com o ambiente térmico. Do ponto de vista físico, confortável é o ambiente cujas condições permitam a manutenção da temperatura interna sem a necessidade de serem acionados os mecanismos termo-reguladores, ou seja, é necessário que o organismo humano se encontre em balanço térmico com o meio ambiente (MENEZES, 2006). A NBR 15220/2005 subdivide-se em 5 partes. Abrange métodos de cálculo das propriedades termo-físicas dos elementos e componentes das edificações e recomendações de diretrizes construtivas para habitações unifamiliares de interesse social, estabelecidas de acordo com o Zoneamento bioclimático brasileiro, na mesma norma apresenta ainda o detalhamento de estratégias de condicionamento térmico passivo, com base em parâmetros e condições de contorno fixado para cada Zona, juntamente com as seguintes recomendações: tamanho das aberturas para ventilação; proteção das aberturas e vedações externas (Transmitância térmica - U, Atraso térmico - φ e Fator Solar - FS o das paredes e cobertura). O objetivo dessas recomendações técnico-construtivas é 23 a otimização do desempenho térmico das edificações, através de sua melhor adequação climática (ABNT, 2005). Segundo Hertz (1998), o conforto e o equilíbrio térmico do corpo humano estão relacionados, na medida em que a sensação de bem estar térmico depende do grau de atuação do sistema termorregulador para a manutenção do equilíbrio térmico. Isso significa que, quanto maior for o trabalho desse sistema para manter a temperatura interna do corpo, maior será a sensação de desconforto. 2.4 Conforto Ambiental Cavalcanti et al (2006) menciona em seu artigo que o conforto ambiental está predominantemente ligado a um conjunto de variáveis que representam o bem-estar dos indivíduos que freqüentam ambientes comunitários. Atualmente, observa-se uma grande dificuldade na obtenção de dados relativos ao conforto ambiental, pois as tecnologias envolvidas na análise desses dados estão dispersas. O conforto ambiental está relacionado principalmente a nove variáveis: ruído, iluminação, temperatura, umidade, pureza e velocidade do ar, radiação, atividade física e vestimenta, assim sendo o conforto ambiental apesar de muitas variáveis é intrínseco a cada ser humano, tornando difícil formatar um padrão. Kowaltowski (2003) menciona que em uma análise a respeito de conforto ambiental, os profissionais da área, como engenheiros civis e arquitetos estão estudando formas de propiciar um conforto ambiental de modo a não sobrecarregar o meio ambiente trazendo soluções em várias áreas como exemplo os telhados verdes no qual favorecem o desempenho térmico dos edifícios, interno e externo, proporcionando um maior conforto ao usuário, e também ao entorno dos telhados verdes, pois essas áreas tendem a ficarem mais úmidas devido à presença de plantas no local, proporcionando uma maior área com cobertura vegetal, melhorando assim o clima local e a qualidade do ar. Menezes (2006) descreve que o conforto ambiental está relacionado à satisfação com relação às condições de habitabilidade disponíveis em um determinado ambiente, ou seja, as condições de bem-estar, como conforto térmico, acústico, visual, de aromas, segurança e ainda a capacidade de orientação do indivíduo em tal espaço. 24 No Brasil as normas que preconizam valores para descrever a zona de conforto são: A. NBR 10152/2000 – Nível de ruído para conforto acústico. B. Norma Regulamentadora 17 – Ergonomia Esta portaria aborda o conforto térmico propriamente dito, no subitem 17.5.2, visando o conforto em atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, é definido um intervalo aceitável para os seguintes parâmetros: Índice de temperatura efetiva entre 20°C e 23 °C; Velocidade do ar não superior a 0,75 m/s; Umidade relativa não inferior a 40%; Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152. C. NBR 6401/80 – Instalações Centrais de Ar Condicionado para Conforto – Parâmetros Básicos de Projeto, especifica intervalos de temperatura do ambiente e umidade relativa para o conforto térmico de pessoas em atividade sedentária. D. Norma Regulamentadora 15 – Atividades e Operações Insalubres, esta norma trata especificamente a questão de exposição a temperaturas extremas. Ou seja, é aplicável tanto a siderúrgicas quanto a frigoríficos. 2.5 Sustentabilidade Lemos (1995) menciona que o conceito de sustentabilidade teve início da preocupação demonstrada desde Estocolmo em 1972, quando da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, e tem no Relatório Nosso Futuro Comum, ou Relatório Brundtland (1987) produzido pela Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, a clássica definição de desenvolvimento sustentável definido como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. O conceito de desenvolvimento sustentável é um conceito fácil de se concordar, pois é puro bom senso, mas é extremamente complexo e controvertido quando se tenta aplicá-lo ao nosso dia-a-dia. Para alcançarmos o desenvolvimento sustentável serão necessárias mudanças fundamentais na nossa forma de pensar e na maneira em que vivemos, produzimos, consumimos etc. (LEMOS, 1995). 25 Paula (2004) descreve que a qualidade está inserida no conceito de sustentabilidade, cada vez mais estão presentes na sociedade brasileira e no mundo, portanto não deve ser uma bandeira somente de ambientalistas, cada vez aumenta sua importância para sobrevivência do planeta e da humanidade. 2.5.1 Desenvolvimento Sustentável A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro, (WWF BRASIL). Bezerra (2002), alerta que a noção de sustentabilidade muitas vezes se confunde com o meio ambiente, no seu sentido restrito. Para esta dimensão, Fortes (2002), coloca que a gestão ambiental urbana deve ser compreendida pelo conjunto das atividades dedicadas ao gerenciamento de uma cidade, onde a melhoria ou a conservação da qualidade ambiental, tanto no espaço intra-urbano como no de sua área de influência, represente um objetivo determinante. Constitui, portanto, o conjunto das atividades técnicas, administrativas, legais e normativas para as quais se pressupõe uma ação coordenada e de parceira entre os diferentes níveis de governo e a capacidade mobilizadora da comunidade. Rosseto (2003) menciona que o desenvolvimento sustentável das cidades implica, ao mesmo tempo, crescimento dos fatores positivos para a sustentabilidade urbana e diminuição dos impactos ambientais, sociais e econômicos indesejáveis no espaço urbano. Por ser um conceito abrangente que incorpora todas as dimensões e considera todos os aspectos de uma realidade, é importante destacar a compreensão sistêmica e holística que está subjacente. 2.6 Definição e Tipos de Coberturas / Telhados Verdes Segundo Araújo (2007), os telhados verdes são caracterizados como toda cobertura ou telhado, que agrega em sua composição, uma camada de solo ou substrato e outra de vegetação. 26 Cobertura verde, ajardinada ou ecológica é toda estrutura de telhado ou cobertura que agrega em sua composição, uma camada de solo e outra de vegetação, uma vez que seu sistema construtivo se baseia em uma técnica de aplicação de camadas (MORAIS 2004). Para Nascimento (2008) a classificação de cobertura verde se divide em duas tipologias de acordo com suas características físicas de implantação, sendo intensiva a cobertura verde destinada ao uso de plantas de médio e grande porte, formada por camadas de solo maiores que 20 cm que geram cargas sobre a estrutura entre 700 e 1200 kg/m2, tornando-se mais caras devido ao gasto com reforço estrutural da obra e exigência de manutenção rigorosa com impermeabilização da base, sendo por este motivo menos utilizado, a não ser em projetos específicos, como mostra na Figura 5. Figura 5: Cobertura verde intensiva Fonte: Nascimento (2008) Aquelas destinadas a pequenas plantas com camada mais fina de solo, com espessura entre 8 e 12cm se classificam como extensivas e produzem sobre a estrutura uma carga média equivalente a 100kg/m², resultando em menor custo com estruturas e manutenção após a estabilização das plantas, como mostra a Figura 6. 27 Figura 6: Corte esquemático de cobertura verde extensiva Fonte: Nascimento (2008). Ferreira (2007) afirma que as coberturas verdes podem ser classificadas também quanto aos sistemas de aplicação e construção, encontramos basicamente três tipos de cobertura verde: a) Contínua: Neste tipo de cobertura verde, que é a mais antiga e difundida, o substrato é aplicado diretamente sobre a base, devidamente impermeabilizada e protegida por diferentes camadas, se alteram de acordo com a base utilizada e o tipo de clima da região. Nos lugares de clima frio é necessária uma camada que impeça a condensação de vapor d’água na membrana isolante, como demonstrada na Figura 7. Figura 7: Residência com telhado verde Fonte: Ferreira (2007). 28 b) Módulos pré-elaborados: É o tipo de cobertura desenvolvida para rápida aplicação e normalmente é comercializada por empresas especializadas. Geralmente é uma espécie de bandeja rígida com os substratos e as plantas já crescidas para colocação direta e imediata sobre as coberturas convencionais. O tamanho da bandeja permite um fácil manuseio e o resultado é imediato, por ser plantado em grande quantidade, este tipo de solução facilita o uso de diferentes plantas em uma mesma bandeja, como mostra a Figura 9. Figura 8: Colocação de placas Fonte: Ferreira (2007). c) Aérea: Com a vegetação separada da base ou cobertura, esta solução é praticamente uma cobertura viva da cobertura tradicional, traz algumas vantagens estruturais na instalação, mas não tem o mesmo efeito isolante das anteriores como demonstrado na Figura 10,. Aplicação de uma tela metálica com cobertura de pés de maracujá sobre uma cúpula de acrílico do prédio do Centro de Educação Permanente em Saúde Pública, amenizando a temperatura sem interromper a iluminação e reduzindo o ruído da chuva neste tipo de cobertura. 29 Figura 9: Cobertura aérea com plantio de maracujá. Fonte: Ferreira (2007). O Quadro 1 é um resumo sobre os tipos de coberturas verdes, enfatizando a manutenção, sistema de irrigação, tipos de vegetação, sistema de altura, peso, custo e uso da mesma, verificando a viabilidade para ser utilizada em um projeto (HENEINE 2008). Quadro 1: Tipologias de coberturas verdes Fonte: Heneine (2008) 30 2.7 Benefícios dos Telhados Verdes Tomaz (2005) descreve que devido à urbanização crescente as áreas verdes vão ficando cada vez menores e uma solução para aumentar as áreas verdes é usar os telhados para plantar gramas, flores, a fim de melhorar o ambiente com as seguintes vantagens: Melhorar a qualidade do ar; Providenciar habitat para pássaros e insetos; Melhorar o nível de umidade; Reduzir as expansões e contrações dos tetos em concreto armado; Diminuir os custos de refrigeração na época de calor; Deter as enchentes Melhorar a paisagem. De acordo com estudos de Wong (2003) citado por Morais (2004) a instalação de coberturas verdes, em cinco edifícios em Cingapura, reduziu em até 15% o consumo de energia anual (uma economia de mais de 3000 mil dólares). A carga interna de resfriamento e a transferência de carga térmica da cobertura foram reduzidas em até 79% e 81%, respectivamente. Segundo Furtado (1994), ao utilizar a vegetação para sombreamento, possibilita se não só economizar energia como também criar espaços externos agradáveis à permanência humana. Além disso, a vegetação fornece uma forma de resfriamento passivo por meio de dois mecanismos: primeiro o sombreamento lançado pelas plantas reduz a conversão de energia radiante em calor sensível, consequentemente reduz as temperaturas de superfície dos objetos sombreados. Em segundo, a evapotranspiração da superfície da folha resulta em resfriamento da folha e do ar adjacente devido à troca de calor latente (Figura 11). 31 Figura 10: Efeito da oxigenação pela vegetação. Radiação solar: principal agente. Fonte: Nascimento (1994). 2.8 Comprovação da Qualidade Térmica dos Telhados Verdes Estudos confirmam que as plantas regulam a temperatura, ou seja, extrai calor do ambiente pela evaporação, fotossíntese e pela capacidade de armazenar calor de sua própria água. Este efeito se faz perceptível nos dias mais quentes de verão. Com a evaporação de 1litro de água são consumidos quase 2,2 MJ (530 kcal) de energia. A condensação do vapor forma nuvens, nas quais a mesma quantidade de energia é liberada novamente. Portanto as plantas podem reduzir as oscilações de temperatura. Um telhado verde em Kassel (Alemanha), com um substrato de 16 cm de espessura para uma temperatura externa de 30°C, havia abaixo da vegetação apenas 23°C e abaixo do substrato apenas 17,5°C. Quer dizer que, pelos mesmos motivos, possui um efeito de isolante térmico para a edificação. Possuem, evidentemente, propriedades de isolamento acústico completo para a edificação e de ondas de alta freqüência para o entorno, o que nas cidades é bastante relevante, (MORAIS 2004). Nascimento (2008) explorou o comportamento térmico deste tipo de cobertura por meio de uma análise matemática. A principal conclusão desse estudo foi que, naqueles climas, coberturas verdes atuam melhor como dispositivo de isolamento do que refrigerador da cobertura. Neste sentido, o projetista deve 32 privilegiar plantas com folhagem larga, de modo a garantir uma baixa transmissão de radiação solar; e escolher solo leve, que reduza a condutividade térmica e o peso da cobertura. Morais (2004) avaliou o comportamento térmico de coberturas de edifícios com e sem vegetação na cidade de Stavroupoli, Grécia onde foram obtidos dados de verão e inverno. Durante o verão, a cobertura com vegetação apresentou temperaturas de superfície menores. A carga térmica de refrigeração, necessária para reduzir a temperatura a um nível satisfatório, é substancialmente mais baixa no edifício com cobertura verde. Verificou-se, também, uma contribuição particular da vegetação, a possibilidade de redução da espessura da camada de isolante térmico. Ferreira (2007) descreve que o isolamento térmico é conseqüência de dois fatores: a absorção da radiação das plantas durante o processo de fotossíntese, que pode captar grande parte da energia e a espessura da cobertura verde que funciona como uma grande manta isolante. Estes fatores também contribuem para reduzir as variações térmicas, estabilizando a temperatura entre as diferentes horas do dia, já que absorve energia durante as horas de insolação e mantêm a temperatura interna durante a noite. O mesmo acontece durante as diferentes estações do ano quando os tetos verdes esquentam no inverno a medida em que armazenam o calor nos ambientes internos, e no verão auxiliam a manter fresco este mesmo ambiente interno, uma vez que protegem da insolação direta estes ambientes. Esta característica faz com que o uso de cobertura verde seja recomendado tanto em regiões de clima frio quanto de clima quente. Em um experimento realizado por Vecchia at al, citado por Ferreira (2007) comparando a temperatura interna de módulos construtivos com diferentes telhados, temos que num dia de temperatura externa de 34,0ºC, a temperatura máxima no interior do módulo de cobertura verde foi de 28,8ºC, bem menor do que as encontradas para as demais coberturas: telha cerâmica 30,4ºC, aço galvanizado 45ºC, telha de fibro cimento 31,0ºC e laje de concreto 34,7ºC, evidenciando a eficiência de isolamento térmico deste tipo de cobertura, como mostra a Figura 11. 33 Figura 11: Edifício com cobertura verde. Fonte: Ferreira (2007). No estudo realizado por Barbosa (2003), foram feitas medições de variáveis climáticas em áreas verdes urbanizadas e em áreas desprovidas de vegetação, no ambiente urbano de Maceió-AL. Constatou-se que a presença da vegetação influenciou nos resultados esperados no que tange aos valores da temperatura e da umidade relativa do ar, da direção dos fluxos de ventos, de modo a determinar microclimas favoráveis ao conforto, o que confirma o impacto positivo da vegetação urbana na melhoria das condições climáticas. Vecchia (2005) menciona que é possível dizer que o sistema de coberturas verdes leves quanto ao aspecto térmico tem vantagens em relação a outros tipos de coberturas, cabe verificar a amplitude térmica do sistema de cobertura verde leve (CVL) e compará-lo aos demais tipos, para a verificação e comparação entre todos eles. Assim sendo o quadro geral das amplitudes térmicas registradas está expresso na Tabela 2. 34 Tabela 2: Amplitudes térmicas dos distintos sistemas de cobertura. t bs (ºC) cerâmica tbs (ºC) aço tbs (ºC) fibro tbs (ºC) laje concreto tbs (º) cobertura verde leve temp ar ext. (ºC) MAX 30,4 45 31 34,7 28,8 34 MED 24,1 26,5 24,5 27,1 22,4 27,2 MIN 15,2 11,5 14,4 14,8 16,2 12,7 A (amplitude térmica) 15,2 33,4 16,4 19,9 12,6 21,4 Fonte: Vecchia (2005) Nota: tbs: temperatura interna do ar 2.9 Detalhes Construtivos dos Telhados Verdes Um sistema simplificado conforme propôs Cunha (2004) em seu experimento para captação de água de chuvas, utilizando um sistema de CVL´s, ou seja coberturas verdes leves, conforme mostra a Figura 12. Figura 12: Diversas camadas de uma Cobertura Verde Leve. Fonte: Cunha (2004). De acordo com Araujo (2007) são usados os seguintes elementos para compor a estrutura dos telhados verdes: A. Laje: Elemento estrutural onde devem ser consideradas as cargas permanentes e as cargas acidentais, também pode ser utilizado outro suporte estrutural. B. Camada impermeabilizante: A função é proteger o elemento estrutural de infiltrações, podem ser utilizados materiais diferentes como betuminosos e sintéticos. 35 C. Isolante térmico: É utilizado de acordo com a incidência de energia solar que a cobertura absorve, poliestireno extrudado pode ser utilizado como material isolante térmico. D. Camada drenante: Tem como função dar vazão ao excesso de água no solo, pode ser constituída de argila expandida, brita ou seixos de diâmetros semelhantes, sendo fundamental para o sistema. Sua espessura pode variar de 7 cm a 10 cm, elementos industrializados a base de poliestireno são freqüentemente utilizados na Europa por também terem características de isolantes térmicos. E. Camada filtrante: Evita que a água das chuvas e das regas arraste as partículas de solo do telhado verde utiliza-se normalmente uma manta geotêxtil. F. Solo: substrato orgânico que deve possuir boa drenagem, de preferência um solo não argiloso que apresente uma boa composição mineral de nutrientes para o sucesso das plantas, a espessura varia de acordo com o tamanho das plantas, quanto maior for às plantas, maior será a profundidade do solo. G. Vegetação: Para a sua escolha é necessário o conhecimento do clima local, o tipo de substrato a ser utilizado, tipo de manutenção que será adotada no telhado verde, no caso de irrigações, o ideal é a escolha de plantas que não são exigentes a umidade, resistem bem ao estresse hídrico. 2.10 Projeto Implantado em Foz do Iguaçu - PR A Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional foi construída pelo Brasil e Paraguai no rio Paraná, no trecho de fronteira entre os dois países, 14 quilômetros ao norte da Ponte da Amizade. A área de projeto se estende ao Sul desde Foz do Iguaçu, no Brasil e Ciudad Del Leste, no Paraguai, ao norte até Guaíra (Brasil) e Salto Del Guairá (Paraguai). Localizada entre os Parques Nacionais do Iguaçu e da Ilha Grande, a Itaipu desempenha um papel fundamental na preservação do meio ambiente na Tríplice Fronteira, bem como projetos voltados para as atividades sustentáveis principalmente adotando a política sócio-ambiental. O projeto mais antigo e bemsucedido nessa área é o Refúgio Biológico Bela Vista, criado em 1977, é uma 36 unidade de proteção criada para receber milhares de plantas e animais desalojados quando da formação do reservatório da usina. O refúgio em si é uma lição de ecologia. Todas as edificações do espaço usam fontes alternativas de energia e foram construídas com base em conceitos de arquitetura verde. As atividades concentram-se na produção de mudas para reflorestamento, acolhimento e reprodução de animais silvestres em cativeiro e pesquisa da fauna e flora. Também são desenvolvidas ali ações de educação ambiental voltadas a escolas e a comunidades da região. (RBV), como mostra as Figuras 13. Telhados Verdes Escritórios Telhados Verdes Auditório Telhados Verdes Laboratórios Figura 13: Vista aérea do Refúgio Biológico Bela Vista Fonte: Arquivo técnico da Itaipu Binacional Itaipu alinhada com a sua missão perante o cenário nacional, institucionalizou dentro de seus preceitos a produção de energia elétrica com responsabilidade social, tecnologia e turismo, abrangendo deste modo a sustentabilidade sócio-econômico, dentro deste conceito de sustentabilidade ambiental, projetou-se espaços ou ambientes de trabalho que contribua com o novo cenário, escritórios e espaço cultural, laboratórios com telhados verdes, com o propósito de redução da temperatura interna do ambiente, ou seja, que proporcione um conforto térmico, reduzindo assim o consumo de energia elétrica, através da utilização de condicionadores de ar. 37 2.11 Dados Climáticos de Foz do Iguaçu Através de levantamento climático efetuados na estação de meteorologia da Itaipu Binacional, pode se constatar a temperatura ambiente média no espaço urbano do município nos primeiros cinco meses do ano de 2010, como mostra Tabela 3. Tabela 3 - Temperatura ambiente média de Foz do Iguaçu/PR, ano 2010. TEMPERATURAS (MÉDIAS) MÍNIMAS E MÁXIMAS NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU 2010 MÊS TEMPERATURA MÍNIMA TEMPERATURA MÁXIMA ºC ºC JANEIRO 18 35 FEVEREIRO 18 36 MARÇO 17,2 34 ABRIL 13,6 32,4 MAIO 12,3 24,62 Fonte: Hidrologia Itaipu Binacional A Figura 14 mostra as médias das temperaturas mínimas e máximas de Foz do Iguaçu referente aos meses de janeiro a maio de 2010. 40 35 30 25 minima 20 maximas 15 10 5 0 janeiro fevereiro março abril maio Figura 14: Temperatura mínima e máxima de Foz do Iguaçu em 2010. 38 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Metodologia de Pesquisa Este trabalho foi desenvolvido através de consulta as bibliografias sobre o tema, levantamento de projetos e construções que aplicam o conceito de cobertura verde bem como medições de temperatura nos ambientes construídos no Refúgio Biológico Bela Vista (Itaipu Binacional) para obter uma base conceitual sobre o assunto, em especial, a norma de desempenho térmico de habitações, NBR15220 (2005) parte 3, parâmetros de conforto, aspectos bioclimáticos e construtivos e demais fatores que envolvem avaliações deste tipo de cobertura no que concerne a redução de temperatura interna das habitações. Esta pesquisa foi desenvolvida no laboratório do Refúgio Biológico Bela Vista na Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, localizada em Foz do Iguaçu/PR, com o intuito de verificar a aplicabilidade do processo no tocante a redução térmica para uma habitação. O presente trabalho é pesquisa aplicada em um projeto já instalado, e objetivou gerar conhecimentos teóricos para uma futura aplicação prática, direcionados à solução de problemas relacionados ao conforto térmico para habitações de baixa renda no intuito de reduzir custos com energia elétrica. Do ponto de vista dos objetivos, pode ser considerado como pesquisa também descritiva, já que levantou através de medições, as temperaturas externa e internas nos dois tipos de edificações para comprovar o desempenho do conforto térmico das habitações, bem como descrever alternativas que visem melhorar a situação de conforto para o ser humano, sem alterar as condições do meio ambiente, ou seja, aplicar a lei da sustentabilidade. A respeito dos procedimentos técnicos, pode-se dizer que se trata de um estudo de caso, pois se desenvolveu um estudo da situação local, é o caso da pesquisa realizada no Refúgio Biológico Belo Vista de Itaipu Binacional, na cidade de Foz do Iguaçu, PR, através da construção de coberturas verdes nos escritórios, auditório e laboratórios, através de visitas participativas realizadas “in loco”, com o intuito de verificar os procedimentos adotados e confrontar com as bibliografias e normas estudadas. 39 3.2 Comparação entre Edificações com Telhado Verde e Laje Comum Para a concepção da pesquisa foi efetuado uma comparação em termos de conforto térmico entre uma edificação que utiliza a forma sustentável de telhados verdes, ou seja, o laboratório ambiental da Itaipu Binacional, localizada no refúgio Bela Vista, com uma edificação de laje comum maciça em concreto, localizada na área da Itaipu Binacional, especificamente o laboratório do setor de hidráulica, como mostra as figuras 15 e 16. Figura 15: Laboratório Ambiental da Itaipu Binacional: telhado verde Figura 16: Laboratório de Hidráulica em Itaipu: laje de concreto maciça 40 3.3 Sistema de Medição de Temperaturas Para as medições de temperatura durante a pesquisa foi utilizado medidor de temperatura digital da própria Itaipu Binacional, da marca Instrutherm, modelo: HT-260, com faixa de medições de –20ºC a 60ºC, conforme mostra a figura 17. Figura 17: Medidor de temperatura e umidade relativa do ar digital 41 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Medições de Temperatura entre Laje Comum, Cobertura Verde e Externa à Edificação As medições foram efetuadas no período de 27 de Abril a 09 de junho de 2010, sendo a cada hora no intervalo de 4 horas intercalados em uma semana cada leitura e aplicado para a pesquisa os valores médios diários de cada temperatura, sendo medição de temperatura externa (Figura 18), medição de temperatura interna LC (Figura 19) e medição de temperatura interna CV (Figura 20). Figura 18: Medição de temperatura externa as edificações 42 Figura 19: Medição da temperatura interna à edificação CV Figura 20: Medição de temperatura interna à edificação LC 43 4.2 Comparação de Temperatura entre Laje Comum e Cobertura Verde: LC X CV As comparações das temperaturas no período total de medições foram efetuadas no período de 27 de Abril a 09 de Junho de 2010 e passados os valores médios diários de cada temperatura. A comparação do comportamento das curvas de temperaturas do ar interno e externo aos ambientes das coberturas de laje comum (LC) e cobertura verde (CV), durante o período mencionado na pesquisa é demonstrado na tabela 4. Tabela 4 – Comparação das temperaturas médias do ar na LC e na CV 27/04/2010 MÉDIA DA TEMPERATURA EXTERNA ºC 29,9 MÉDIA DA TEMPERATURA INTERNA – LC ºC 28,4 MÉDIA DA TEMPERATURA INTERNA – CV ºC 25,5 20/05/2010 19,25 19,15 18,65 27/05/2010 20 19,65 19,04 31/05/2010 14,45 14,12 14 01/06/2010 14 13,9 13,4 09/06/2010 14,5 14 13,8 DATAS Os valores médios das temperaturas do ar interno e das temperaturas do ambiente externo são mostrados na Figura 21. 44 TEMPERATURA EXTERNA 35 TEMPERATURA INTERNA LC 30 TEMPERATURA INTERNA CV 25 20 15 10 5 0 6/ 1 9/ 1/ 6/ 1 0 10 31 /5 / 10 27 /5 / 10 20 /5 / 10 /4 / 27 D AT A 0 Figura 21: Temperaturas média externa e interno LC e CV As diferenças entre as temperaturas médias da internas CV e LC em relação à temperatura externa, destacando que a diferença quando a temperatura externa é elevada, predominante de verão, a redução térmica para edificação CV é bem pronunciada, em torno de 4,4ºC, enquanto para edificação LC ficou em 1,5ºC, para temperatura mais amena ou no inverno (frio), a diferença no CV ficou de 0,45 a 0,96º C e na LC ficou de 0,1 a 0,35º C, resultando assim uma maior eficiência da cobertura verde (CV) no período de temperaturas mais elevada, característico do período de verão, conforme apresentados na Figura 22. DIFERENÇA ENTRE A TEMPERATURA EXTERNA E CV DIFERENÇA ENTRE A TEMPERATURA EXTERNA E LC Figura 22: Diferença entre temperatura externa e interna CV e LC. 45 Em relação a custo benefício, podemos notar que na época de verão em que as temperaturas são mais elevadas e devido as características da vegetação em absorver o calor e propiciar uma inércia na transferência deste calor, como verificado no quadro, a diferença entre a temperatura externa (29,9ºC) e a interna da edificação com cobertura verde (25,5ºC), proporciona um conforto térmico aos usuários, ou seja, não é necessário a utilização de meios elétrica para a redução interna da temperatura, que utilizam energia como ventiladores ou condicionadores de ar. A tabela 5 mostra as diferenças máximas e mínimas de temperatura do ar Tabela 5 - Diferenças entre máximas e mínimas temperaturas do ar na LC e na CV DATAS DIFERENÇA ENTRE TEMPERATURA EXTERNA E CV ºC DIFERENÇA ENTRE TEMPERATURA INTERNA E LC ºC DIFERENÇA ENTRE TEMPERATURA DE CV E LC ºC 27/04/2010 4,4 1,5 2,9 20/05/2010 0,6 0,1 0,5 27/05/2010 0,96 0,35 0,61 31/05/2010 0,45 0,33 0,12 01/06/2010 0,6 0,1 0,5 09/06/2010 0,5 0,3 0,2 Morais (2004) efetuou um estudo na cidade de São Carlos, a temperatura máxima do ar no ambiente com cobertura verde permaneceu abaixo tanto da temperatura do ar externo (TbsExt), quanto da temperatura do ar no interior do ambiente com laje comum (TbsLC), a temperatura do ar interno ao ambiente com cobertura verde atingiu 24,0°C e a do ambiente com laje comum chegou a 29,1°C. Neste sentido, constatou Morais (2004) o melhor desempenho da cobertura verde pode estar associado às funções biológicas da vegetação como fotossíntese e evaporação, que absorvem parcelas significativas de irradiância solar, reduzindo, assim, as temperaturas superficiais internas da laje, as quais amenizam as temperaturas do ar no interior da edificação durante o verão. Conforme estudo de Araújo (2007), os telhados verdes apresentam uma menor amplitude térmica em relação aos outros materiais telha cerâmica 46 romana, aço galvanizado, material reciclado, fibrocimento, laje de concreto e as coberturas verdes (CVL), comprovando a sua eficiência no conforto ambiental proporcionado para os seus usuários. Diante dos benefícios decorrentes da utilização da cobertura vegetal em telhados de edificações, tais como contribuição para o conforto térmico interno às edificações, aliando aos aspectos estéticos que a vegetação favorece ao ambiente urbano também podendo contribuir para modificar a atitude e despertar nas pessoas a necessidade de se preocupar com o Meio Ambiente. Paula (2004) em seis estudos na cidade de Campinas/SP efetuou análise sobre o conforto térmico através dos sombreamentos nas habitações e concluiu que a partir dos dados coletados tem-se a indicação que a arborização contribui de forma significativa para a melhoria do conforto térmico dos ambientes internos. 47 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho e outros estudos constatam que a utilização de telhados verde pode ser uma forma de redução térmica, principalmente conforme as medições efetuadas nas instalações do refúgio biológico através da comparação entre laje comum e laje com cobertura verde, tendo como principal base o exemplo executado em Foz do Iguaçu por uma empresa tão renomada como a Itaipu Binacional, no Refúgio Biológico Bela Vista, onde foi constatado através de valores de temperatura medidos com instrumento termômetro, pode verificar que estando a temperatura externa com características de verão, ou seja, quente, a cobertura é mais eficaz, e também os usuários das edificações são testemunhas das melhorias em relação à redução térmica que as coberturas verdes propícia. As literaturas e estudos demonstram viabilidade dos processos, desde os mais sofisticados onde se aplica uma tecnologia mais avançada até os projetos mais simples, mas o resultado esperado é o mesmo, o melhor conforto térmico em dias com temperaturas elevadas e a conscientização ambiental. A cobertura verde como experiência na região de Foz do Iguaçu/PR é observada no refúgio biológico Bela Vista, pertencente à Usina Itaipu Binacional, onde foram construídos escritórios, laboratórios e auditório com a filosofia da sustentabilidade, optando-se pela técnica de cobertura verde, visando o conforto térmico propiciado. Foi verificado junto aos usuários das salas/laboratórios quanto ao sentimento em relação à melhoria ambiental, sendo este um exemplo que pode ser seguido em edificações de prédios públicos e privado na cidade de Foz do Iguaçu que tem ampla ligação com a natureza em todos seus aspectos, sendo assim esta é mais uma forma de chamar a atenção para a questão ambiental e sustentabilidade. 48 6 SUGESTÕES PARA PESQUISAS FUTURAS Como sugestões para futuros estudos acerca do tema coberturas verdes, principalmente para a região de Foz do Iguaçu podem ser analisadas e investigadas, entre outros, os seguintes assuntos: Os efeitos da utilização de coberturas verdes sobre o consumo energético de edifícios institucionais e residenciais; Custos relativos à implantação construtiva e manutenção de coberturas verdes e sua influência sobre a estrutura dos edifícios; 49 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ALMEIDA JR., N. - Estudo de Clima Urbano: Uma Proposta Metodológica, Dissertação. 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