COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ CLASSES INTEGRAIS (Experimentais)- 1960/67 Diretrizes Gerais do Plano elaborado pela primeira equipe de professores das diversas disciplinas sob a Direção da Coordenadora das Classes Professora Ruth Compiani. 1 DIRETRIZES GERAIS DO PLANO DIRETRIZES 1 Tomar-se-á conhecimento da pers onali dade do educando com o ser hum ano em evolução, chei o de dúvi das e im precisões, vivendo a fase problemática da adolescênci a e que necessita de ajuda para tingi r a maturidade característi ca do adul to ajustado nas di ferentes esferas da vida (emocional , soci al, etc.). Além da observação dos professores, mui to contribui rão para esse conhecimento: Fi chas es col ares; Reunião de professores; Contato constante com os pais; Dados fornecidos pelo Departamento de Orientação. 2 A Indi vidualização do ensino será fei ta no sentido de atender o aluno nas suas difi cul dades, ajudando-o a superá-las, para que sej a bem sucedido nas tarefas escol ares e desenvol va, deste modo, a confiança em si, necessária para enfrentar a séria luta pela vida; por outro lado, a indivi duali zação consisti rá em orientar os alunos que aprendem com m ais facilidade e maior rapidez, para ati vidades compatíveis com suas possibilidades. Visará levar cada educando a encontrar um a forma pessoal e efi ciente de trabalho, para que possa continuar aprendendo quando dei xar a escol a. 3 Ati vi dades - Em todo o ser humano em crescimento há em potenciali dade o desejo de fazer e não apenas de ver o que os outros fazem . E xplorando essa característica do educando, adotar-se-ão métodos ativos , pois será executando realmente a cão que ele consegui rá compreende-la e interiorizá-la. Assim a escol a será um ambiente de vivencias , de aprender pela experi ência e não um lugar onde o professor dando tudo “pronto” ao aluno só exige dele m emorização. Procurando, l endo, pesquisando, consultando, expondo, sinteti zando, etc., es tará o educando aprendendo, se modificando, se aperfei çoando; será agente da própria educação, ator m ais que espectador. O ensino será essenci alm ente direção da aprendi zagem. Buscar-se-á, também , incenti var a ati vidade espontânea do educando e orientá-la quanto a sua m elhor form a de concreti zação. Esse tipo de ativi dade levará cada um a des cobrir que para atingir os objetivos a que se propõe é necessári o esforço, trabalho e dis ciplina interior; aos poucos tomará consciência da responsabilidade que tem na sua própria formação. 4 Disciplina - O ambiente de liberdade e de trabalho l evará à autodisciplina, isto é, aquela que resulta do reconhecimento de normas de conduta social para o bem de todos; é a úni ca forma de disciplina que convém a uma sociedade democráti ca - a acei tação livre e voluntária, ao invés de subordinação por m edo de am eaças e punições. 2 CURRÍCULO Disciplinas Básicas: Português Matemática História Geografia Ciências físicas e naturais Línguas: Optati vas, sendo uma de caráter obrigatório. Francês Inglês Latim Artes Desenho Artes Aplicadas Música Religião Facultati va Educação Física Datilografia Facultati va 3 DIST RIBUIÇÃO a 1 Sér ie Português Artes Aplicadas Geografi a História Religião Desenho Matemáti ca Música Educação Física Francês, em forma recreativa. a 2 Sér ie Português Geografi a Matemáti ca Desenho História Artes aplicadas Música Religião Educação física Francês e Inglês no 1 o sem estre. No 2 o.semestre os al unos poderão optar pel o estudo de uma delas . No caso de demonstrarem gosto e apti dão, poderão continuar com ambas. o O Latim será lecionado no 2 .semestre, com o obj eti vo de levar os alunos a conhecerem os valores contidos na matéria e a sentirem as dificuldades do seu es tudo. Assim, estarão em a condi ções de fazer escolha acertada do currículo a segui r, na 3 séri e. a 3 Sér ie Os al unos serão refundidos em duas turmas distintas: a A 1 com latim incl uso no currículo, próprio para aqueles que desejam prosseguir seus estudos. Português Matemáti ca Geografi a História Ciências Um a ou duas l ínguas estrangeiras, vivas. Datilografia - Optati va Desenho Artes aplicadas Música Educação Física Religião Latim - optativo Na 2a eliminar-se-á o Latim no currículo, próprio para os alunos que, ao concl uírem o ginási o, desejam trabalhar. Neste caso, na ocasião oportuna, estudar-se-á a possibilidade de i ncluir outras ati vidades ou disciplinas técni cas no currículo, de acordo com os interesses manifestados pelos alunos e com as possibilidades do Colégio. a 4 .SÉRIE a Idem à 3 . série 4 REGIME ESCOLAR 1. Número de Turm as O Plano organi zado para as Classes Experimentais será apli cado ini cialmente em a duas turmas de alunos do sexo m asculino, da 1 . série ginasial. 2. Número de alunos Cada um a das turm as será de 25 alunos . 3. Ano l eti vo O ano l etivo com preenderá dois períodos de aul as, perfazendo um total de oi to meses e meio de estudos: 1o período: m arço, abril , maio, junho; 2 o período: agos to, setembro, outubro, novembro e 15 dias de dezembro. 4. Horári o O horário será de tempo integral, com 34 horas semanais de estudos e ati vi dades, distri buídas nos dois períodos: Período da m anhã: 4 horas diariamente, das 8 às 12 horas; a a a a Período da tarde: 3 horas, das 14 às 16h30min horas na 2 .fei ra, 3 .feira, 5 .feira e 6 .feira. a As tardes de 4 feira serão li vres, podendo, entretanto, serem reservadas para ati vidades extracurri culares ou ati vi dades esporti vas , conforme decisão dos al unos. Semanalmente, haverá reuni ão dos professores, na quarta-feira à tarde, ocasião em que serão discutidos problemas relati vos ao aprovei tam ento escolar dos alunos, perfei to entrosam ento das discipli nas e outros. P eriodi camente, será reservada para reuniões com pais de alunos, nas quais se visará conseguir a col aboração dos mesmos na resolução de problemas indi vi duais do educando. 5. Distribui ção do tempo pelas matéri as na 1a. Séri e Português Matemáti ca Geografi a História Francês Artes Aplicadas Música Desenho Religião Educação Física Orientação Educaci onal 6 6 3 3 2 3 2 3 1 6 1 aulas sem anais aulas sem anais aulas sem anais aulas sem anais aulas sem anais aulas sem anais aulas sem anais aulas sem anais aula semanal aulas sem anais aula semanal Total = 36 aul as semanais Esta di vis ão não é es tanque; haverá fusão de m uitas horas des tinadas a Estudo do Meio, após o que, cada professor das diferentes disciplinas extrairá conteúdos que serão transformados em tem a de trabalho es col ar. Estão i ncl uídos nesse horário: Horas de estudo dirigido, Es tudo do Meio, Tarefas Escolares, Recreação, Ativi dades E xtra-Curriculares, etc. A distribuição do tempo pelas disciplinas nas demais séries, será fei ta a oportunamente, de m odo a conservar a seqüênci a do ensino observada na 1 .séri e e a se fazerem os necessários ajustamentos . 5 ADMISSÃO ÀS CLASSES EXPERIEMENTAIS Na ocasião da inscri ção ao Exam e de Admissão do Col égio Estadual do Paraná, cada candi dato receberá, por escrito, informações completas sobre as Classes Experimentais, bem com o um convi te para del as parti cipar caso seja aprovado e satisfaça certas condições. Realizado o exame de admissão nos term os da Legislação Vi gente, os alunos aprovados receberão, na ocasião da matrícula, novo convi te que deverá ser res pondido pelos pais. Se o número de candidatos às Classes Experimentais exceder ao de vagas, adotar-se-ão os seguintes cri térios: 1. Alunos cujos pais tenham residência fixa na cidade e que estej am dispostos a fazer o curso completo de 4 anos no regime experimental; 2. Alunos que sejam considerados “médi os” na classifi cação de roti na fei ta pelo Colégio; 3. Alunos que demons trem ter boa redação e saibam l er corretam ente; 4. Alunos que residam nas proximidades do estabel ecimento. VERIFICAÇ ÃO DA APRENDIZAGEM Serão eliminadas as provas tradicionais (cham adas orais, provas mensais e parciais), que contribuem para convencer o al uno que saber é mem ori zação e que a reprodução verbal dos assuntos tratados em aula, isto é, os produtos formais da aprendi zagem , são os úni cos necessários e sufi cientes para a aprovação final; visar-se-ão resul tados mais significati vos que se traduzem por m odifi cações de comportamento e de ati tude, mais ou menos permanentes e que vão refl etir-se na própria manei ra de s er do educando. As revisões e provas farão parte do trabal ho escolar, de m odo que o al uno não perceberá que está sendo examinado. De dois em dois meses, o aluno será informado do seu aprovei tam ento em cada disciplina, por val ori zações em fórm ulas descri tivas: Ótimo; Bom; Sufici ente; Insufi ciente. Para os casos de transferênci a, es tas fórmulas poderão ser transformadas em graus, conforme o cri tério vigente. No final do período de familiarização com as l ínguas estrangeiras, será fei to um levantam ento geral da aprendi zagem naquelas disciplinas, destinado a orientar o aluno quanto à opção a fazer. APROVAÇÃO Será aprovado o aluno que conseguir aproveitamento escol ar Suficiente, pelo menos; no caso de não alcançar sufici ente aproveitamento em UMA discipli na, caberá ao corpo docente das Classes Experimentais, em reunião, decidir sobre sua aprovação ou não. (isto com o objetivo de não reter um aluno que não possua aptidão es pecífi ca para determinadas matérias , com o: Música, Desenho e Línguas Estrangeiras). CERTIFICADO DE CONCLUSÃO o No final do curso o aluno receberá um certi ficado de conclusão do 1 .Ciclo, com a discriminação das dis ciplinas e ati vidades que integram o currículo, com as respecti vas notas apreci ati vas . 6 TRANSFERÊNCIA Dar-se-á preferência à não-acei tação de alunos transferidos ; em casos excepci onais, a decisão fi nal fi cará a cargo do corpo docente do Col égi o Experim ental, especialmente reuni do para esse fim. Os alunos que desejarem transferência das Classes Experimentais para as classes comuns, terão que se subm eter às formas de adaptação j á consagradas no País. DOS PROGRAMAS E DO CURRÍCULO Dos professores Farão parte do corpo docente do Colégio Experim ental professores designados pelo Diretor do Colégi o Estadual os quais deverão estar imbuídos de um grande amor pela obra a reali zar. Terão um verdadei ro interesse hum ano que pode ser traduzido pelo des ejo de ajudar o adolescente a encontrar o seu caminho na vi da e a se reali zar pl enamente em todos os sentidos, bem como o espíri to aberto para pes quisas e renovações pedagógi cas visando sempre a melhora do ensino e conseqüentemente a elevação dos padrões de eficiência do povo brasileiro. Dos programas e cur rículo É necessári o que o currícul o e os programas sejam cons tantemente revistos para se adaptarem a realidade que es tá em contínua evolução. Assim o Plano ora elaborado poderá ser reconstruído na medida em que a prática nos for confirmando ou negando sua provável efi cácia. O que mais importa é desenvol ver o espírito de colaboração e de pesquisa entre os professores para que a obra educacional não estaci one, mas caminhe sem pre ao l ado das conquistas do m undo m oderno e deste modo se procure a adaptação harm oni osa do ser à sociedade do momento, que nenhuma verdadeira pedagogia pode ignorar. Nota: Mui tas das idéi as expostas neste Plano foram inspiradas nos trabalhos realizados nos grandes centros de estudos pedagógicos, tais com o; Colégio da Fundação Getúli o Vargas de Nova Friburgo; Colégio de Apli cação da faculdade de Fil osofia da Uni versidade do Rio Grande do Sul; Colégio de Aplicação da faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo; Centro Internacional de Es tudos P edagógicos de Sévres. 7 PROGRAMAÇÃO - Português Objeti vos Gerais: 1. 2. 3. Fornecer el em entos necessários à aquisição de conhecimentos para o perfeito uso da linguagem falada e escri ta, de modo que o educando possa ter partici pação apropriada e efeti va no m eio social, e desenvol va a capacidade de pensar. Possibilitar ao al uno o perfei to m anej o da l íngua vernácula, ensinando-a a amá-l a e a orgulhar-se dela, tratando-a com carinho, pois “Um povo só começa a perder a sua independênci a, a sua di gni dade, a sua existência autônoma, quando começa a perder o amor do idi oma natal”. Convencer o discente de que a linguagem é recurso e instrumento de todas as disciplinas, fazendo a associação constante das formas lingüísti cas com os conhecimentos que as m esmas devem exprimir. Específi cos: Leitura 1. Fazer o educando l er com compreensão, desembaraço, rapi dez e boa di cção. 2. Fixar o hábito da boa lei tura, tanto como fonte de informações úteis como m oti vo de recreação. 3. Mostrar ao aluno as vantagens da lei tura como instrumento de cultura, familiari zando-o com os escritores cuj as obras propiciem elevada formação moral e cívica. 4. Proporcionar enri quecimento do vocabulári o. Exposição oral e escrita 1. Habituar o aluno a exprimir com clareza e correção o própri o pensamento. 2. Ensinar o educando a falar e a escrever com agilidade, elegância e desembaraço, fazendo-o compreender a necessidade desses instrumentos de intercomuni cação na vida práti ca. 3. Aperfeiçoar a di cção e a caligrafia. Gramática 1. Despertar no educando o desejo de falar e escrever corretamente, fazendo com que o uso constante da form a correta se transform e em hábi to. 8 Programa a 1 .Sér ie I- Leitura e interpretação. Vocabul ário. Cópi a. Ditado. E xposi ção Ortografia. II- Substanti vos, adj eti vos, pronom es e suas flexões comuns. Preposição simples. Advérbi os. Interjeições. Verbos regulares e os irregulares de uso corrente. Vozes verbais. Formação dos imperati vos . Noções de concordância nominal e verbal . Análise léxi ca. Análise sintática de período sim ples. 2a. Série I- Leitura e interpretação. Vocabulário. E xposição oral. Conversação. Recitação. E xercícios escri tos de redação. O rtografia. II- Emprego dos substantivos, adjetivos e pronomes. Locuções preposi ti vas e adverbi ais. Complemento circuns tanci al. Verbos Irregul ares. Verbos pronom inais. Tem pos compostos. Concordância e regênci a. Conjunções coordenati vas. Análise l éxi ca. Análise sintática de período composto por coordenação. a 3 . Série I- Leitura e interpretação. Vocabulário. Exposição oral . Exercícios escri tos de redação. Ortografia. II- Plural dos substanti vos e adjeti vos compostos. Form ação de palavras. C olocação dos pronomes átonos. Crase. Modi ficações do advérbi o. Partícul as. Infi nitos. Verbos defecti vos. Concordância e regência. Conjunções subordi nativas. Análise l éxi ca. Análise sintáti ca de período composto por coordenação e subordi nação. 4a. Série I- Leitura e interpretação. Vocabulário. Exposição oral . Exercícios escri tos de redação. Ortografia. II- Estudo complementar de formação de palavras. Verbos irregulares e defecti vos. Tem pos e modos. Fi guras de sintaxe. Li nguagem afetiva. Li nguagem figurada. Noções de fonética fisiológica. Noções de versificação. Análise lógica. Análise si ntáti ca de período composto Considerações A prim eira tarefa do professor, na 1 a.série gi nasial , será a uni formi zação da classe, uma vez que os al unos procedem de variados meios cul turais e soci ais. Divergem as pronúnci as, os conhecimentos de vocabulário, a ortografia, etc. Para a unifi cação faz-se necessária uma rápida revisão do último ano prim ári o, visando, não tanto as categorias gramaticais, como, principalm ente, as partes acima mencionadas. Essa recapitulação, fei ta através da l eitura, conversação, di tado, cópia e aplicação de pequenos tes tes, serão além de rápi da, bastante sugesti vas para que os alunos melhor informados não percam o interesse pelas aul as. Só depois de conhecida a força de cada aluno será i niciada o programa da a 1 .séri e. Naturalmente, todo ensino da língua vernácula deverá começar por uma explicação que justi fique o motivo pelo qual , nós, brasileiros, falamos o português. A seguir, o professor, apoiado na lei tura ou em orações escritas no quadro-negro, iniciará o estudo da m orfol ogia, não descurando da fonéti ca nem da sintaxe, uma vez que as frases são formadas de vocábul os e estes de fonem as. 9 O ensino será feito, sempre, tendo-se em vista a aprendizagem da gramática através da língua, sendo importantíssim a, portanto, a seleção dos trechos para a lei tura e o preparo dos mesmos, fora da classe; para despertar o interesse de todos, os capítulos seleci onados deverão ser bastante sugesti vos e de autores de absoluta atualidade. Durante a lei tura, serão corri gidos os erros de pronuncia, pontuação, etc., bem como haverá observações sobre normas ortográfi cas e am pliação de vocabul ári o pela interpretação de textos li dos . O professor deverá manter, com os alunos, conversações sobre assuntos atuais, tendo, então, oportunidade de corrigir defei tos de dicção, cacoetes e gírias condenáveis. É absolutam ente necessári o m ostrar a distinção entre linguagem vulgar e erudita. Um a exerce influencia sobre a outra, portanto am bas devem ser conhecidas. Conhecimentos de cali fasia são necessários ao mestre de línguas, para que ele possa corri gir os erros de pronuncia, os quais variam de aluno para al uno. Tais correções fei tas durante a lei tura e a conversação poderão ocorrer, tam bém, em qualquer tipo de exposição oral , inclusi ve na recitação a qual será, ainda, ótimo exercício de memori zação. Quanto à escrita, o aluno deverá es crever o m ais possível,quer no quadro-negro, quer no papel. Cópi a, ditado e composições serão feitos constantem ente, a propósi to de tudo. Assim, a ortografi a e os conhecim entos da gramática fi xar-se-ão pelo hábito, pelas associações visuais , auditi vas e motri zes . Poderá o professor, ainda na 1 a.séri e, ensinar as abreviaturas e o manejo do dicionário de modo práti co e acessível a todos. Terminada a 1 a.série, o aluno deverá ter fei to es tudo demorado dos substanti vos, adjeti vos, pronomes e verbos. Saberá analisar sintaticam ente períodos simples e terá adquirido noções básicas de prosódia. A orientação metodológi ca para as séries seguintes será feita posteri ormente levando-se em consideração as possibilidades e limitações dos educandos que, por sua vez, determinarão o reajustamento do programa. 10 PROGRAMAÇÃO - Mate mática Levando-se em consideração que é necessário: A. Dotar o aluno de meios adequados e suficientes para a conquista do seu lugar na sociedade; B. Colaborar com a sociedade no senti do de aproveitar ao máximo as possibilidades de todos os seus membros. Serão visados no ensino da Matemáti ca os seguintes obj eti vos: I- Desenvol ver no aluno a capacidade de observar as di ferenças quali tativas em term os de comparação, isto é, a apreender a Matemáti ca das formas, das coisas, dos seres , dos fenôm enos ; enfim, a apreender a Matemáti ca da vida. II- Desenvol ver no aluno a capaci dade de abstração e de raciocínio. III- Dotar o aluno, de conhecimentos s ólidos, atendendo às suas lim itações e possibilidades . IV- Dotar o aluno, de hábitos de ordem, exatidão, honesti dade, trabalho. V- Levar o aluno a perceber através da Matemática, o alcance do cérebro hum ano e através deste, partícula infinitésima do Uni vers o, senti r a Deus. Ordenação da matéri a Em função dos objeti vos expostos distribui r-se-á a matéria da segui nte forma: a a I- A Ari tm éti ca será aprendida na 1 . e 2 . séries em caráter essenci alm ente práti co, servindo às necessidades, por assim di zer, de uso diário do homem comum. II- A Geometria será aprendida paralelamente com a ari tmética na 1a. e 2a séries. Procurarse-á entrosar uma com a outra de modo a fornecer ao al uno um aspecto mais “VIVO”, m ais próximo da realidade. Na 1a.Série a aprendi zagem da Geometria Intui tiva servirá, alem dos objeti vos com uns da aritmética, de um preparatório para a Geom etria Construtiva, que será aprendida na 2 a., 3a. e 4 a. séri es. Na 3a. série a Geometri a Deduti va, acom panhará a Construti va e na 4a. série as Relações Métri cas encerrarão o estudo de G eometria do Curso. III- A Ál gebra cuja aprendi zagem será fei ta paral elamente com a de Geometri a, na 3a. e 4a. séries servir-se-á da ari tm éti ca, quase constantemente, como apoio para exemplifi cação e particularização do caso em foco. Programa – distribui ção provável 1a. Série Ar itmética 1. Números Operações 2. Di visibilidade 3. Sistem a legal de unidades 4. Sistem a legal de unidades de medir. 5. Unidades e medidas Geometr ia 1. Linhas 2. Ângulos 4. Figuras Planas 4. Sólidos 2a. Série Ar itmética 1. Unidades de medir: tempo, volum e, vel oci dade. 2. Unidades norte-ameri canas e ingl esas mais conhecidas no Brasil 3. Números complexos 4. Potências e raízes 5. Razoes e proporções: regra de três, percentagem , j uros. Geometr ia- Constr uções Gráficas 1. Perpendi cul ares e Paral elas 2. Ângulos 11 3. Tri ângulos e quadriláteros 4. Di visão de um segmento em partes: iguais, proporcionais. 5. Di visão da circunferênci a em partes iguais. 6. Pol ígono: inscritos, circunscritos. 3a. SÉRIE Álgebra 1. Expressão 2. Monômio 3. Frações literais o 4. Equação do 1 . grau com uma incógnita 5. Binôm io linear o 6. Equação do 1 . grau com duas incógni tas. Sistema de equações simultâneas Geometria 1. Entes geométricos. Proporções. 2. Polígonos . 3. Circunferênci a e círculo 4. Li nhas proporcionais 5. Semelhança de tri ângulos a 4 . Série Álgebra o 1. Equação do 2 .G rau o 2. Tri nômio do 2 .G rau o 3. Equações redutíveis ao 2 .Grau Geometr ia - Relações métricas 1. Tri ângulo retângulo 2. Tri ângulo qual quer 3. Círculo 4. Pol ígonos 5. Circunferênci a. 6. Equivalência de áreas Observação: O programa esboçado será reduzido ou ampliado, segundo a capacidade e aptidão do aluno, atendi do i ndi vidualmente, conform e um dos objetivos do nosso Plano Geral de a trabal ho. Essa flexi bilidade verifi car-se-á m ais pronunciadamente a partir da 3 .Série quando poderem os ter bem defini das as aptidões e preferências do aluno. Sempre que possível , o ensino da Matem áti ca será entrosado com as outras disciplinas a fim de atender o obj eti vo de dar “Experiênci as Uni tárias” ao educando. 12 PROGRAMAÇÃO – Geografia Objeti vos 1. Parti r das idéias sim ples dentro das possibilidades de compreensão do al uno, ampliandose progressivamente, em todos os sentidos, o processo de aprendi zagem, sempre ligados aos princípios básicos da cadeira: ati vidade (mutações), locali zação (em algum lugar), delim itação (em algum ponto), correlação (comparação com outros) e causalidade (bus ca as causas e examina as cons eqüências). 2. Integrar o al uno no ambiente em que vi ve, levando-o a perceber, locali zar e interpretar os fenôm enos geográficos, segundo o concei to moderno de Geografia, m ostrando as interrelações entre a paisagem natural e a paisagem cul tural . 3. Orientar os estudos, a fim de que sej am desenvol vi dos hábitos de atenção, de pesquisa, de comparação, de relação, de crítica, de interesses, de preferências, de tolerânci a, de cooperação, de respei to à solidariedade humana e i nternacional e de conclusões dentro de sua mentalidade. 4. Conhecim entos precisos do país natal sobre suas condições físi cas , hum anas, políti cas e econômicas para a compreensão das necessidades, dos problem as gerais e regionais. 5. Despertar a curiosidade sobre outros povos, ressal tando, por comparação, as singularidades física, étnicas, pol íticas e econômicas. Tais conhecimentos ampliam o hori zonte geográfi co e consti tuem fontes de form ação cultural . 6. Mostrar a articulação da Geografia com as demais disci plinas para justi fi car a expressão “Ciência de síntese”. 7. Aproximar a situação escolar da situação real de vi da e de experiênci a social, conseqüência de ativi dades extracurriculares, m ostrando a G eografia com o ciênci a natural e social - que o homem pela ciência e técnica tem m odificado a superfíci e terrestre melhorando as condições de vida. 8. Interesse pelo futuro, principalmente pelos acontecimentos que o possam envol ver. Distribui ção da m atéria 1a. Série: Geografi a Geral 2a. Série: Geografi a do Brasil 3a. Série: Geografi a Regional do Brasil 4a. Série: Geografi a Regional dos Continentes Programa a 1 Sér ie Ginasial I- Terra no espaço II- Estrutura da terra. III- Os grupos humanos IV- A vi da Econômica. Considerações: 1. Noções de Geografia As tronômica, mostrando a Terra como astro rel aci onado com os demais princípios de Cartografia para a i nterpretação das cartas geográfi cas . 2. Noções superficiais da Terra e seus elementos para a compreensão das relações entre os mesm os e o hom em. 3. Noções da vi da sobre a Terra frisando-se: Distribui ção de fatores físicos locais; lutas pela sobrevivência visando melhores condições de vi da que a coexistênci a organizada facilita; variadas formas de organização pol ítica, resul tantes dos diferentes ti pos nas di versas regi ões. 4. Noções da vida econômica, de m aneira englobada, mostrando a forma de utilização dos recursos naturais das di ferentes paisagens para a satisfação das necessidades humanas e como são reali zadas intercâmbios dos produtos entre as diferentes regiões. 13 2a Sér ie Ginasial I. O espaço brasilei ro. II. A conquista territorial . III. A popul ação brasilei ra IV. Organi zação político-administrativa. V. Circulação: os sistem as de viação. VI. A produção agropecuári a e mineral. VII. A indústria e o comercio. Considerações: 1. Os alunos da 1a série ginasial tiveram noções da paisagem natural e cul tural , que o habili tam à i nterpretação dos fatos geográfi cos brasileiros . 2. Interpretação da carta geográfi ca brasileira, focali zando, os aspectos físicos e mostrando até que ponto tais aspectos facilitaram ou dificultaram à conquis ta territorial, a distribuição dos homens, a valori zação do terri tório pel as ati vi dades econômicas e a circulação dos produtos e de idéi as. a 3 Sér ie I. Divisão regional . II. Região Sul. III. Região Leste. IV. Região Nordes te. V. Região Norte. VI. Região Centro-Oeste Considerações: a 1. Conhecedor dos aspectos do Brasil pelos estudos fei tos na 2 . Série ginasial , irá o aluno apreci ar as singularidades regionais brasileiras sobre o meio físi co, com o os habi tantes lutam se adaptam e vi vem, seus usos e costumes, os gêneros de vida, as causas destes aspectos, os probl emas regionais e tentati vos de solução dos mesmos através de órgãos especi ali zados. 2. Para eficiente compreensão do concei to de região natural , ideal seri a que o professor iniciasse o es tudo pela região em que vi ve. a 4 .Sér ie I. Os continentes e as Regiões Polares. II. América do Sul : Países platinos e andi nos . III. América Central: continental e i nsular. IV. América do Norte. V. Europa: s etentri onal , oriental, ocidental , central e meridional. VI. Áfri ca, as possessões européias e o Egi to. VII. Ásia: oriental , central, ocidental e meridional. VIII.Austrália. IX. Oceani a. Considerações: 1. A idade e conhecimentos adquiri dos nas séries anteriores facilitarão a com preensão dos conti nentes com suas grandes regiões naturais - fim da Geografia Moderna. 2. Estudar-s e-á o meio físico, como os habi tantes lutam se adaptam e vivem, seus usos e costumes, gêneros de vida, aspectos políti co-econômico e as causas destes aspectos. 3. Após o estudo das regi ões naturais dos conti nentes, por comparação, frisar-se-á: que de uma para a outra região diferem os probl emas, daí a necessidade de métodos locais para a solução dos mesm os; a interdependência dos homens e nações pelas novas condi ções de vida; a im portânci a do entendim ento políti co entre as nações - a criação de Órgãos Internaci onais . 4. Assim conduzido o ensino, será o aluno i ntegrado nos problemas da hum anidade, terá conhecimento geral do Mundo; é a síntese final. 14 PROGRAMAÇÃO - História Com o as disciplinas que integram o currículo escolar devem ser observadas como um todo, dependentes umas das outras, o es tudo da Históri a contará com a colaboração de todas as cadeiras; as redações, as descri ções, a interpretação de textos his tóricos, consti tuirão a colaboração dos professores de Português ou mesm o de outras l ínguas; a confecção de maquetes, trabal hos de madeira, gesso ou mesm o argila, para a “Sala Ambi ente” ou “Museu de classe” es tarão ao encargo do professor de trabalhos manuais; a parte cartográfica e o desenho poderão estar ligados aos professores de geografia e desta úl tima disci plina; os professores de canto orfeônico ligarão seus hinos e canções patrióticas aos temas históri cos desenvol vidos. Nesta associação de dis ciplinas desaparecerá a falsa idéia do m aior ou menor valor de cada discipli na isoladamente e a “História” dei xará de ser “apenas m ais uma m atéria em meio das outras ”. Atendendo a idade cronol ógica do educando- que pressupõe o desenvolvimento mental correspondente- e acima de tudo os seus interesses; ter-se-á como ponto de parti da a História l ocal ou do próprio meio; o educando começará estudando a história de sua cidade, de seu estado, de seu País e finalmente do Mundo antigo e atual . Objeti vos O ensino de a História desenvol ver-se-á em função dos seguintes objetivos: 1. A formação da consciência cívi ca, histórica e moral ; 2. A compreensão dos fatos his tóricos e o senso da evolução da sociedade; 3. O desenvolvimento do hábito de observação, pesquisa e i nvesti gação; 4. A comparação e críti ca dos fatos históricos; 5. A evidencia da relação causal que liga os fatos his tóri cos; 6. A compreensão dos acontecimentos históricos com a fi nali dade da avali ação do patrimônio cul tural l egado pel as gerações precedentes - exaltando a res ponsabilidade do homem do presente e do futuro, centro de toda História. Programa a 1 . Série Ginasial Unidade I a) O Colégio Estadual do Paraná: sua fundação e desenvolvimento. b) Fundação da ci dade de Curiti ba: sua evol ução his tóri ca. c) O seu desenvol vimento econôm ico. d) A história do seu progresso cul tural. Unidade II a) O Descobrimento do Brasil : suas causas e conseqüências. b) As capitanias hereditárias: as de São Vicente e de S ant Ana c) O ouro no Paraná: Paranaguá na história do Paraná. d) O habi tante da terra: o indígena no Paraná. e) O tem po das Entradas e Bandei ras no Paraná. Unidade III a) O Governo Geral no B rasil. b) O sentim ento nativista: A Inconfidência Mineira c) Independência do Brasil : suas causas e conseqüências. d) Os i deais da emancipação pol ítico-administrati va do Paraná. e) A autonomia da Província do Paraná. Unidade IV 1. Progresso do Brasil e do Paraná. 2. A abolição da escravatura: Cormorant e a partici pação do PR na campanha abolici onista. 3. A Repúbli ca no Brasil: a campanha no Paraná e governos republicanos. 4. O Brasil e o Paraná de hoj e. 15 Unidade V 1. O Paraná, uma terra de im igração. 2. A cultura do café: o norte do Paraná. 3. A madeira e sua industriali zação no Paraná. 4. A Erva-mate na história do Paraná. 5. A criação e o comercio do gado: O rigem e desenvolvimento das ci dades tradi cionais. 6. A industriali zação do Paraná. Unidade VI 1. Os paranaenses e a políti ca 2. Os paranaenses e as letras, artes e ciênci as. Observação Todo o programa será desenvol vi do em função da História do meio. O professor procurará, sempre que possível , correlacionar com outras dis ciplinas do Curso, por exemplo: G eografi a, Ciências , Português e outras. 2a. Série Ginasial Unidade I - A conquista da Am érica 1. Tradi ções e hipóteses relativas ao Novo Mundo. 2. O descobrim ento e suas conseqüênci as 3. A conquista da Am érica pelos espanhóis. Unidade II – A Am érica Pré-Colombiana 1. O homem pré-colombiano. 2. Costum es primiti vos . 3. As principais culturas indígenas. Unidade III - Des cobrimento do B rasil 1. As grandes navegações e o descobrimento do Brasil. 2. As principais expedições exploradoras. 3. O indígena do Brasil . Unidade IV - América Colonial Espanhola 1. O Novo Mundo espanhol e sua administração. 2. A Colônia do Sacram ento e as Missões. 3. O Vi ce-Reino do Prata. Unidade V- A Colonização do Brasil: 1. As capitanias. 2. Governo Geral. 3. A escravidão e a catequese. Unidade VI - A Am éri ca do Norte 1. Espanhóis e franceses. 2. Coloni zação inglesa. 3. Os holandeses e suecos. Unidade VII - Expansão geográfica: 1. Entradas e B andeiras. 2. Form ação de limites . Unidade VIII- Em ancipação dos países da América 1. A guerra da Independência dos EEUU. 16 2. D.João no Brasil. 3. Independência do Brasil. 4. Síntese da emancipação dos países am eri canos. Unidade IX - Desenvol vimento dos países da América 1. Os Estados Unidos. 2. O Brasil (evolução econômica e políti ca externa). Unidade X - A América contem porânea: 1. O Pan-Am eri cano. 2. As dem ocracias ameri canas. 3. O Brasil: Movim ento cul tural e des envol vimento econôm ico. a 3 .Sér ie Ginasial Unidade I - O Oriente Antigo 1. O legado cul tural dos egípci os, assírios , babil ôni os, cretenses, fenícios, Medas e P ersas. 2. O monoteísmo hebraico. 3. Origens do com ércio marítimo. Unidade II - O Mundo Grego 1. Os tempos prim iti vos. 2. As cidades gregas. 3. Herança cul tural grega. Unidade III - Os Romanos 1. Fundação de Rom a. 2. A Repúbli ca. 3. O Im pério 4. O cristi anismo Unidade IV - Os bárbaros 1. As grandes i nvasões . 2. Os francos. 3. Carlos Magno. Unidade V - Os Árabes 1. Maomé e o Islamism o. 2. O legado Árabe, principalmente na Península Ibéri ca. Unidade VI - As Cruzadas 1. A importânci a das cruzadas. 2. As grandes cruzadas. 3. Prim eira expansão colonial do Oci dente. Unidade VII - A Igreja: 1. A importânci a da Igreja como fator da cultura medieval. Unidade VIII - A monarquia Franco Ingl esa 1. Form ação da Monarquia francesa. 2. Form ação da m onarquia inglesa. 3. Guerra dos cem anos. Unidade IX - O impéri o do Oriente 1. Os grandes Imperadores, principalmente Justiciano. 2. Queda do Im pério. 17 Unidade X - A ci vili zação Senhori al e Cristã 1. O feudalismo. 2. Vida soci al, econômica, material , intel ectual e artística. a 4 . Série Ginasial Unidade I - A Renascença 1. Causas da R enas cença. 2. A Expans ão, as artes , a filosofi a e ciências. Unidade II - A Reforma 1. Causas. 2. Revolução protes tante. 3. Reform a católi ca. Unidade III - A revolução comerci al 1. Causas da revolução comercial . 2. Conseqüências da revol ução comerci al . 3. A nova sociedade. Unidade IV - O Absol utismo: 1. Desenvol vim ento e decadência na Ingl aterra. 2. A monarqui a absol uta na França-Lui z XI V. 3. Os déspotas escl arecidos. Unidade V- A revolução intelectual- séculos XVII e XVIII. 1. Progresso da ciênci a. 2. Artes e li teratura. Unidade VI - A R evolução Francesa 1. Causas. 2. Desenvol vim ento 3. Conseqüências da revol ução. Unidade VII - Época do Romantismo 1. Napoleão e sua im portância. 2. O Congresso de Viena e a Restauração. 3. O romantism o na literatura e artes. Unidade VIII - A revolução s oci al e i ndustrial 1. Causas. 2. A Inglaterra. 3. A segunda revolução Industrial . 4. As novas doutrinas sociais e econôm icas. Unidade IX - O m undo ocidental contemporâneo. a 1. A 1 .Guerra Mundi al. 2. Regimes totalitários. 3. Regimes democráticos. a 4. A 2 .Guerra Mundi al. Unidade X - Cul tura contem porânea. 1. Progresso técnico e cientifi co. 2. As artes e a literatura no mundo atual . 3. Probl emática do hom em contemporâneo. 18 PROGRAMAÇÃO – Ciências Naturais O ensino das Ciênci as Naturais compreenderá: 1. a. b. c. 2. a. b. 3. 4. Estudo dos s eres vi vos Organismo hum ano do ponto de vista anatôm ico e fisiol ógi co; Diferentes formas de vi da; Com o vivem es tes s eres em seu ambiente. Estudo da Higiene Indi vi dual Habitação. Estudo do ambiente e s ua influencia bi ológica. Estudo dos fenômenos físicos e quím icos que ocorrem na natureza. a O ensi no das Ciências i nici ar-se-á, sistematicamente, a partir da 3 Série e será dosado l evando-se em consideração as possibilidades e limitações do al uno. Considerações Levar-se-á o educando a conhecer a im ensa vari edade de forma que integra o mundo animal e vegetal , ao conhecimento do hom em e de sua interação na natureza, e das condi ções de equilíbri o entre os seres vi vos e o ambiente; pois, antes de tudo e acima de todas as coisas, o homem é um ser que vi ve rodeado de outras vidas, que não pode e não deve ignorar. Terá que conhecê-los como seres que formam parte i ntegrante da Criação. O ensino teóri co será sempre motivado por observações práticas e será desenvol vido de modo a dar ao educando oportuni dade de participação ativa. Esta m oti vação deverá tornar o conteúdo da matéri a mais sugesti vo, de maneira que o educando possa adquirir, com esforço espontâneo, grande cabedal de conhecimentos . Na aplicação do plano, seguir-se-á o estudo do am biente, considerando-se o campo vi vencial do educando como base para o es tudo do meio local , regional e nacional. Procurar-se-á levar o aluno a observar a natureza; encaminha-lo para a formação do espírito ci entífico; aguçar seu i nteresse pel a pesquisa; despertar nele o respei to pela obra maravilhosa da Cri ação Uni versal . 19 PROGRAMAÇÃO – Francês Objeti vos O ensino do Francês será fei to atendendo a dois objeti vos: um remoto e outro imediato. O objeti vo rem oto será despertar nos alunos o gosto pela língua como base de cul tura geral . Além disso, visar-se-á satisfazer a grande necessidade que atualm ente todos sentem do manej o de um a língua estrangeira em qualquer ati vidade. Já no obj eti vo imedi ato dever-se-á procurar obter os seguintes res ultados : o al uno, ao terminar o 1o. Ciclo, deverá m anejar a l íngua com certa facilidade, compreender o que está escri to descobri r as belezas de um trecho lido, es crever corretamente tanto quanto possível. Nesses dois objeti vos es tão, incluídos de maneira sintéti ca, os caracteres: inform ati vo, formati vo e cul tural do ensino do Francês. Nas duas prim eiras séries o caráter informativo será visado de m aneira científi ca, sem se descurar, porém, do caráter formati vo, dei xando para terceiro plano o atendimento da fei ção cultural do aprendi zado. Nas duas últimas séri es o objetivo cultural será ressaltado e aumentado gradativamente, de acordo com as necessidades do aluno, visando a sua form ação integral, que é a finalidade precípua deste Plano. Matéria A matéria a ser m inistrada fi cará a cargo do professor, a quem caberá dosá-la de acordo com as necessidades do aluno, fornecendo-l he dentro do programa, os conteúdos a serem adquiridos. O núcleo vocabular será forneci do gradati vamente e deverá corres ponder às necessidades de expressão da linguagem corretamente. O ensino da gramáti ca nas primeiras séries obedecerá ao método deduti vo e a sistem ati zação de seu estudo irá aumentando à medida que o aluno: for adquirido conhecimentos; e adotar bons métodos de estudo. Modo de tratar a matéria a Na 1 . Séri e o ensino será prel eci onado de forma oral, tanto quanto possível, usando-se para esse fim recursos tais como o uso de dis cos, magnetofones , cartazes, canções e recitati vos . Nessa fase o estudo da gramática será ministrado acidentalmente e assumirá caráter sob todas as form as. a Na 2 . Série, a gram áti ca será ensinada pelo método deduti vo e sempre em função do texto. Nessa fase o aluo será ini ciado no estudo da gramáti ca sob forma sistem ática. Na 3a. 3 4a. Séries, ini ciar-se-á a expli cação anal ítica do texto de nível elem entar, que aum entará gradativamente sempre em função dos conhecimentos adquiri dos nas séries anteri ores. 20 PROGRAMAÇÃO – Inglês Considerações gerais Sendo o Ingl ês uma língua optativa dentro do curso ginasial , o aluno que quiser estudá-l a terá um m aior i nteresse em com preendê-l a e a escola deverá propici ar-lhe a oportuni dade de domíni o rel ati vo da m esma, ao término do curso. Procedimentos 1. Ensinar-se-á a ler e es crever ao mesmo tem po em que a falar; dando-se especial atenção à correlação do falar, o aluno terá pouca difi cul dade em escrever e ler o que já sabe. 2. Os exercícios de pronuncia serão ministrados nas primeiras aul as a fim de evi tar que o aluno adqui ra vícios de pronuncia ou imite sons de sua língua. Serão feitos exercíci os para a aquisi ção do ri tm o e entonações característi cas da l íngua inglesa. A acuidade deverá preceder a fluência. 3. E vitar-se-á a tradução, que apenas provê o signifi cado mas não ensina a pal avra. As palavras, sentenças ou expressões novas serão aprendidas por associ ação com o obj eto, ação ou gravura, usando-s e a m ímica, a repetição e a m emorização, mas evi tando-se, sempre que possível , o uso do vernáculo. Procurar-se-á a fixação da palavra i ngl esa e não a sua correspondente em português . 4. A gramáti ca s erá aprendida induti vamente pelo aluno; o professor aprovei tará toda oportuni dade que surja durante a lei tura ou conversação transform ando-a em situação de aprendi zagem gram atical. 5. As lições serão relacionadas com o que os al unos estej am aprendendo em seu próprio idioma. 6. Far-s e-á exercíci os após cada li ção de maneira que o aluno saia da aula com o sentimento de ter adqui rido um novo conhecimento. 7. E xemplos do Inglês fal ado e escrito serão dados em frases-modelo as quais depois de dominadas pelos al unos , oralmente, serão subs tituídas por palavras já conheci das o que lhes proporci onará a oportunidade de aum entar o vocabulário e ao mesm o tempo, de conhecer o uso adequado das pal avras dentro da frase. O ensino do ingl ês apoiar-se-á nos seguintes auxiliares a. b. c. d. e. f. g. h. Li vro texto; Gravura de revistas e cartões com palavras impressas; O quadro-negro; Fl anel ógrafo; Projetor fi xo; Eletrola; Gravador; Cinema; Programa a 2 . Série Os assuntos s obre os quais versarão as li ções serão reti rados do próprio cam po vi vencial dos alunos: 1.Greeti ngs 6.Boys and girls 11.The week 2.Fam ily 7.Parts of the body 12.months and seasons 3.Pets 8.In the morning 13.A birthday party 4.S chool 9.In the afternoon 14.Going on holi day 5. Food 10.In the evening 15. Telling a s tory 21 3a. Série Visar-se-á, então, fornecer aos al unos um vocabulário mais variado; daí a m aior diversidade de assuntos: 1.B y l and 8.A visit 15.A library 2.In town 9.Farm animals 16.Goi ng fishing 3.A visit to the zoo 10.At the seaside 17.Cooking 4.S chool sports 11.At the cinema 18.Packi ng for the holiday 5.Life i n the country 12.A pic-ni c 19.A holiday trip 6.our homeland 13.Goi ng shoppi ng 20.In school 7.Our flag 14.A football game 4a. Série Aprovei tar-se-á o grande entusiasm o e o quase ilim itado i nteresse que caracteri zam a a adolescênci a para a diversifi cação na escolha de tem as a serem estudados na 4 .Séri e; será oportuna, a escol ha de textos que refli tam a cultura inglesa da atuali dade: 1.The countryside 10.An English Village 2.English and Ameri can Ci vili zations 11.Climoing Mount Everest 3.Life i n English speaking countries 12.Collecti ng stamps 4.English character 13.A visit to London 5.In the British 14.New York 6.Tha Bri tish Empire 15.Christmas and New Tear Cards 7.Great Am eri can Literature 16 Christmas Carol 8.Benjamin Franklin 17.English Li terature 9.Shakespeare 18.Romeo and Juli et 22 PROGRAMAÇÃO – Latim Objeti vos I. De caráter práti co: a. Aperfei çoar os conhecimentos do Português; b. Possibilitar m elhor compreensão das línguas românticas. II. De caráter formativo: c. Desenvol ver a inteli gênci a; d. Aguçar a capacidade de refl exão; e. Robustecer a m emória III. f. g. h. i. j. De caráter cultural : Conhecim ento da cul tura e ci vili zação romana; Conhecim ento das bases da nossa ci vili zação; Reconhecimento da herança lati na: formação patrióti ca; Com preensão da cul tura ocidental . Capacidade de reflexão. Programa: Vocabulár io / Estudo das famílias etimológicas: Leitura de textos acompanhada de comentários : 2a. série: inscri ções, provérbios e sentenças. 3a. série: idem , fábulas de Fedro, Eutrópi o. 4a. série: César Gramática e literatura 2a. série: 1a e 2a declinação. Indicati vo da voz ati va das quatro conj ugações. O verbo ESSE. 3a. série: Morfologia 4a. série: Sintaxe. Justifi cação 1. Sem o estudo do latim, não é possível um estudo científi co das l ínguas modernas; 2. Os textos lati nos nos revel am as origens da nossa ci vili zação e cul tura; 3. Os textos lati nos e a mitologia nos es clarecem a li teratura portuguesa; 4. A morfologia robustece a memória; 5. A tradução desenvol ve a capaci dade de reflexão. O ensino do l atim será fei to através de traduções de trechos genuínos , não versões. Não seguirá as gram áti cas feitas sob modelos franceses, italianos e alemães: mostrar-se-ão as di ferenças entre a gram ática lati na e a portuguesa. O estudo do vocabulário será facili tado pel o estudo das famílias. O estudo das conjugações será feito sob um m odelo único. As semelhanças dos casos serão ressaltadas. Da literatura serão apresentadas unicamente noções gerais. Muitas noções de morfologia e sintaxe serão dadas, não sistemati camente, m as ao correr das traduções. Chamar-se-á a atenção, s em pre, sobre as coinci dênci as com a língua portuguesa, como por exemplo, as nossas formas li terárias . 23 PROGRAMAÇÃO – Arte s Ap licadas Objeti vos P ráticos Colaborar com as demais discipli nas no s entido de ilustrar os temas estudados facili tando, assim , a fi xação da aprendizagem; favorecer a aquisição de idéias níti das e precisas sobre medidas e proporções do que resul tará uma melhor com preensão da realidade; desenvolver a habili dade manual e fornecer os meios que facilitarão a expressão artís tica. Objeti vos form ati vos Desenvolver o espírito de observação, a imagi nação e o j uízo crítico; formas hábi tos de ordem, disciplina e de boa apresentação dos trabal hos . Objeti vos sociais Desenvolver a sociabilidade, a cooperação, o respeito pelo direi to dos outros; ensinar a ocupar as horas de l azer com ati vidades úteis e provei tosas . Além disso, as Artes Aplicadas, enriquecendo a vida afetiva pelo prazer de reali zar e produzi r. Serão excel entes m eios de li beração das tensões emoci onais e funcionarão com o instrumento de saúde m ental. Programa 1a e 2 a sér ies Nas duas prim eiras séries serão em pregadas técni cas e ins trumentos muito simples, de acordo com a natureza dos ti pos de trabalho que os alunos poderão reali zar: recorte e cartonagem; trabal ho em m adeira e couros; tecelagem ; modelagem; cerâmica, etc. 3a e 4 a sér ies Poderá haver preocupação pelo desenvol vimento de maiores recursos técni cos a fim de possibilitar aos educandos a execução de trabal hos m ais artísticos e úteis, de vez que estarão atravessando um a fase da vida em que os interesses construti vos ocupam lugar de des taque. Respeitando sempre as preferênci as individuais, poder-se-á levar os alunos à aprendi zagem de vários tipos de trabalhos manuais, tais como: aeromodelismo, trabal hos em madeira fei tos em ofi cinas, encadernação de li vros, trabal hos de metal , pintura de móveis , coleção de vidros, instal ação de campai nhas, tipografi a, etc.. Acabado o trabalho, será fei ta a críti ca pelo própri o aluno que o executou. Todos os trabalhos fi carão em exposição na classe, a fim de que os alunos exam inem, discutam e j ulguem. 24 PROGRAMAÇÃO – Música e Canto Orfeônico Objeti vos gerais 1. Contribui r para o des envol vimento da acuidade auditi va e para o aprimoramento do ouvido musical; 2. Desenvol ver o senti do ri tm o; 3. Dar conhecimentos rudim entares sobre a Teori a Musical para possibilitar uma melhor apreci ação da Música; 4. Minis trar Cul tura Musical e ampliar a Cultura Geral; 5. Dar oportuni dade para o aparecimento de vocações musicais; 6. Desenvol ver o senti do cívico e patriótico; 7. Educar a respiração e favorecer a boa arti cul ação verbal ; 8. Possibilitar a li beração das tensões emoci onais; 9. Favorecer o desenvolvimento do espíri to soci al . Programa a 1 sér ie 1. Ini ciação do estudo da Teoria Musical , tanto quanto possível , em forma recreativa e concreta: nota, pauta, linhas suplem entares , clave de sol e de fá, valores, compasso; 2. Solfejos fáceis; 3. Hinos ofi ciais, canções folclóricas, de cordialidade, etc.; 4. Práti ca de Bandinha rítmica; 5. Confecção de instrumentos para a mesma. 2a sér ie 1. Teori a: aci dentes, ligaduras, pontos de aumento e de dim inuição, sinais de repeti ção e de expressão, es cal as e graus, vozes; 2. Solfejos; 3. Hinos ofi ciais, canções a duas vozes , especialm ente fol clóricas; 4. E xercíci os rítmicos vari ados; 5. Conhecim entos dos instrumentos musicais. a 3 sér ie 1. Teori a: quiál teras, interval os, acordes, andam entos; 2. Hinos ofi ciais, canções a duas ou três vozes; 3. Música brasilei ra: i nfluenci a ameríndi a, africana e portuguesa; 4. Palestras sobre compositores nacionais, audi ções de discos comentados. a 4 sér ie 1. Ampliação do es tudo da Teoria Musical, atendendo as necessidades e interesses dos alunos; 2. Hinos ofi ciais, canções a três e quatro vozes ; 3. Cultura musical: História da Música, Gêneros musicais, vida e obra dos grandes compositores, através de audi ções de discos com entadas; 4. Freqüênci a a concertos da “Juventude Musical Brasileira”. Ati vidades extracurriculares Com alunos excepcionalmente dotados de apti dão musical , poder-se-á organi zar uma orquestra estudantil , a partir da 3 a. série. 25 PROGRAMAÇÃO – Desenho O ensino do Desenho terá como principais objeti vos: 1. Dotar o aluno de um instrumento de cultura; 2. Dotar o aluno de um meio de expressão e de representação. Sob esse critério serão visados especialmente: 1. Incutir no aluno o hábito de obs ervar racional e conscientemente; 2. Desenvol ver no aluno a habilidade manual ; 3. Desenvol ver no al uno: a capacidade de se exprimir li vrem ente, o senso es tético, o interesse pelas ati vi dades plásti cas , o senso críti co, a capacidade criadora; 4. Dotar o aluno de: i nformações, conhecimentos e técnicas el ementares para estudos ulteriores ; de técnicas auxiliares para estudo das outras dis ciplinas; de um meio de criação pessoal ; 5. Dotar o aluno de meios para afi rmação de sua personalidade através a criação, a originalidade, as possibilidades de expressão pelas artes plásti cas. Ordenação provável da ação didáti ca Os Desenhos do natural , decorati vos, e de mem ória serão aprendidos paralelamente da prim eira à úl tim a série. a a Na 1 e 2 séries, visando o desenvol vimento da habilidade m anual do al uno, insistir-se-á no des enho à mão li vre. O Desenho do Natural será inici ado com modelos planos, recortes de cartolina, fol has , etc.; seguidos pel os objetos em forma de revolução. Vencendo, o aluno, gradati vamente as di fi culdades segui r-se-ão os m odelos de forma prismática e piramidada. a Na 3 séri e, os modelos, até então desenhados isoladamente, serão agrupados ao problema de posição e proporção entre os mesmos. Atender-se-á tam bém às sombras própria e proj etada. a Na 4 série, serão abordadas as dificuldades de proporção entre os obj etos e o suporte. O Desenho Decorati vo inici ar-se-á com ornatos simples, lineares . Desde o princípio e até o final do curso o aluno será encorajado a compor, a i nventar, a criar. A fai xa e o pincel decorativo, a decoração de superfíci es planas lim itadas, o desenho decorati vo em função do obj eto a decorar será ótimas oportunidades para levar o aluno a agir como autor. O Desenho de Letras acompanhará sempre os outros tipos de Desenho. Será usado nos títulos, notas, etc.. As letras tipo bastão em fai xa, fantasia, terão aplicação em cartazes; letras gótica e rom ana para o al uno i nteressado no assunto. Na 4a. série serão dados os princípi os bási cos de concordânci a para aplicação no Desenho Decorativo. O Desenho de Memória acompanhará o Desenho do Natural atendendo em especial à fixação de regras de formação perspectiva aprendidas intuiti vamente na execução mesm a do desenho do Natural . Constantem ente relacionar-se-á o Desenho com suas aplicações na vida práti ca. Sempre que oportuno o ensino do Desenho relacionar-se-á com as outras dis ciplinas para dar ao aluno uma visão do Curs o como um “todo” consti tuído de partes interdependentes. Durante o Curso procurar-se-á levar o aluno a perceber a função estrutural do Desenho nas Artes Plás ticas. Atendendo a esse objeti vo e também à form ação cultural do aluno, m inistrarão gradualmente, noções dos di versos estilos artísticos em função das linhas dominantes nos mesm os. Dar-se-á ao aluno li berdade e oportunidade de expressar, por meio do Desenho, seus sentimentos e emoções . Havendo meios empregar-se-á o guache que, possibilitando a representação das grandes massas, permitirá ao aluno m aior liberdade de expressão. Observação O Desenho Geométri co será aprendido com o professor de Matemáti ca em “Construções Gráfi cas”. 26 PROGRAMAÇÃO – Ativ idades Físicas A ori entação das Ativi dades Físicas e Recreati vas nas Classes Experimentais fundamentar-se-á, nas exigências da vida social , nas necessidades e i nteresses do indi viduo durante as di ferentes etapas de seu cres cimento, no progresso da ciência, no estado atual da cul tura e no nível alcançado pelas ciências da educação. Através dos recursos de que dispõe as ati vidades físicas e recreati vas, visar-se-á, não só o desenvol vimento físico, como também , em colaboração com as outras dis ciplinas, proporci onar condições que favoreçam o desenvol vim ento mental, emocional e social do educando. Na realização do programa de ati vidades físicas empregar-se-á a métodos e procedim entos ativos que permitem o completo desenvol vimento da personalidade do al uno, e que ofereçam meios para a aquisi ção de conhecimentos, habilidades e atitudes úteis ao indi vi duo e a coleti vi dade. O programa de ati vidades físicas constará de um número bas tante variado de ati vidades: desde jogos, esportes, ginásti ca, danças, excursões e acampamentos, até as brincadei ras mais calmas de salão; desde as atividades indi viduais, até aquelas que exi gem grande cooperação; desde aquel as que pedem obedi ência a um conjunto de regras prédeterminadas até aquelas que demandam iniciati va, interpretação e espírito cri ador. A atenção vigilante na observação dos fatos, o cuidado escrupuloso de se documentar e a prudênci a nas conclusões, devem ser a orientação seguida. O controle científico dos resul tados , dos métodos e processos educati vos empregados na atividade física, será feito não só pela apreci ação do aprovei tamento evidenciado, como também , pelas novas formas de conduta i ndi vidual e soci al empregadas pel os alunos no decorrer da vida escolar. 27 COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ “CLASSES INTEGRAIS’”. EDUCAÇÃO FÍSICA Plano de trabalhos da disciplina de Ed. Física, refere nte ao ano letivo de 1961- Re lato Sumário . Objeti vos gerais A orientação das ati vidades físicas e recreati vas nas “Classes Integrais” fundamentar-se-á nas exigências da vida social , nas necessidades e interesses do indi viduo durante as di ferentes etapas do seu cres cimento, no progresso da ciência, no estado atual da cul tura e no nível alcançado da educação. Através dos recursos de que dispõem as ati vidades físicas e recreati vas, visar-seá, não só o desenvol vimento físico, como tam bém, em colaboração com as outras disciplinas, proporci onar condi ções que favoreçam o desenvol vimento, m ental , emocional e soci al do educando. A atenção vigil ante na observação dos fatos, o cuidado escrupuloso de se documentar e a im prudência nas conclusões, devem ser a orientação segui da. O controle científico dos resul tados , dos métodos e processos educati vos empregados na atividade física, será feito,não só pela apreciação do aproveitamento evidenci ado, como também , pelas novas formas de conduta i ndi vidual e soci al empregadas pel os alunos no decorrer da vida escolar. Meios Na realização do programa de ati vi dades físicas empregar-se-ão métodos e procedim entos ativos que permitem o completo desenvol vimento da personalidade dos alunos, que favoreçam meios para a aquisi ção de conhecimentos, habilidades e atitudes úteis ao indi víduo e à col eti vidade. O programa de ati vidades físi cas constará de um número bastante variado de ati vidades: desde jogos, esportes, ginásti cas, danças, excursões e acampamento, até as brincadei ras mais calmas de salão; - desde aquelas que pedem obediênci a a um conjunto de regras pré-determinadas , até aquel as que dem andam ini ciativa, i nterpretação e espírito cri ador. Plano de trabalho “As Classes Experimentais tem por obj eti vo ensaiar a apli cação de métodos pedagógi cos e processos escolares , bem como, tipos de currícul o com patíveis com a legislação do Ensino Médio”. Procurando atender o acima exposto, pl anej ou-se para o corrente ano, levando em consideração o resultado do ano passado, o seguinte trabalho: A - Apli cação dos tes tes físi cos e fisiológi cos , a fim de poder selecionar um bom número bem padroni zado e de vali dade comprovada para medi r o rendimento da ativi dade física nos diversos setores . Selecionou-se os segui ntes tes tes: o Diretri zes da Educação Física; Sufi ciência e Efi ciênci a Física; Kraus e Weber; Harward e Sargent o Não só aos alunos pertencentes; às Classes Integrais, como a também, em todos os alunos matriculados na 1 . série do Colégio Estadual do Paraná. 28 B - Am pliar o trabal ho comparati vo da condição físi ca, segundo o teste “Kraus e Weber”, feito no ano passado, entre os alunos das “Classes i ntegrais”, escol ares americanos e europeus, para todos os alunos do Colégio, parte da população escol ar de Curiti ba e de quatro zonas do interior do Estado, com idade compreendida entre 6 e 16 anos, visando levantamento das condi ções físicas do escol ar paranaense. C - Experimentar, em cada uma das quatro turmas das Classes Integrais os seguintes m étodos de E ducação Física: Francês, Natural Austríaco, Educação Física Esportiva Generali zada e Método de Trabalho das Classes Integrais , a fim de veri ficar qual o que produz m elhor rendimento. Trabalho reali zado O prim eiro semestre foi des tinado quase que excl usi vamente ao conhecimento do aluno, sob o ponto de vista da saúde, desenvol vimento físico, mental e comportamento social, principalmente os matricul ados na primeira série, que eram completamente desconhecidos por nós. O trabal ho foi fei to numa ação conjunta de médico, orientador educacional, Professor de Educação Físi ca e Administração. Estado de saúde 1) Exame Clínico O exame cl íni co foi feito pelo Dr. Casemiro Twardowski c Chefe do Serviço Médico do Colégio. Foram os alunos submetidos também a exam es de fezes (ovohelmintos copi a) e dentário. Uma orientação generali zada, ou se o caso exigia, indi viduali zada, foi dada aos alunos e senhores pais. Procurando despertar na família (pais e alunos), a necessidade de manter um estado de saúde compatível ao desenvol vimento normal; da vida es col ar, assim como, a consciênci a da saúde como um patrim ônio necessário ao i ndi viduo e à soci edade, alertou-s e a importância da higi ene intesti nal , alimentar e bucal e foram acentuados os malefícios trazidos pela verminose, alimentação defi ciente e cáries dentárias. Foram então distribuídos os medicam entos necessários ao tratam ento da verminose, tratamento este, fei to em duas etapas: a prim eira medi cação receitada foi o vermífugo “DEBEFEN IUM” o qual foi dis tri buído para o tratamento durante as féri as de julho. Um novo tratamento foi fei to em novembro, desta vez com “DILUMBRIN” e “ELMINTEX”. 1.a. EXAME D E FEZES (OVO HELMINTOSCOPIA) Método de Faust e Hoffm ann 1a A CASOS ENCONTRADOS Lumbricóides Cistos de Giárdia Cistos de Coli T. Tri chi ura Trichiura e Coli E. Vermicul ares Larvas de Ancilostomídio Ancilostomídi o e Custo de Coli Cistos de Coli e Lumbricoides J 2 2 1 1 1 1 2 D 1 1a B IN 1 2 1 J 4 1 1 D 2 - 2a A IN 1 1 1 1 1 1 J 2 1 4 2 - D 3 - 2a B IN 2 2 2 2 J 3 3 3 1 - D 1 - FINAL ANO IN TOTAL 5 1 4 2 6 2 6 1 5 29 Cistos de Coli e G. Gi árdia 1 Lumbricoides e T. Tri chi ura 1 Lumbricoides,T.Tri ch.,E.C.Giárdia Lumbricóides e Tênia Lumbri.E .Verm.,T.Trich.G.Giárdi a T.Trich.,E.Nana e C .Giárdi a Cistos de Giárdia e Iodamaba Parasi tos e Cistos Cistos de Giárdia e Lumbri coides Lumbricoides,T.Tri chiura e C.Coli T.Trich.,C.Coli e Gi árdia Lumbric.,Enterúbios,Verm., Coli eTri ch. Ausênci a 13 Faltosos - - 1 1 2 - 1 - - - - - - 1 - - 3 1 - 1 - 1 1 - - - 1 1 1 - 1 2 - 1 1 1 1 - - - 1 1 2 - 14 3 11 3 9 2 Legenda: IN= incidência ova de casos no 2o. exame, não revelado no 1o.; J= Junho; D= Dezembro; 1.b. EXAME DENTÁRIO 1a A CASOS ENCONTRADOS Total de al unos Alunos com dentes a: Extrai r Extraídos Obturados Até 3 cáries De 4 a 6 cáries Ale’m de 6cáries Sem cáries Em tratamento Faltosos Não trataram Trancou matrícul a 1a B 2a Ä 2a B J 25 D - J 25 D - J 22 D - J 24 D - 14 4 4 11 9 2 3 --------- 13 5 12 10 2 -9 7 --4 --- 10 2 6 11 6 4 4 --------- 6 4 17 3 2 --17 7 ----1 6 5 15 15 2 --5 --------- 5 6 15 3 1 --18 --------- 7 6 19 9 3 1 9 --2 ----- 4 4 20 6 1 1 16 3 2 3 --- Sociograma Usou-se a técnica sociométrica a fim de auxiliar as pesquisas da estrutura social intergrupo. O Sociogram a permitiu uma m elhor identifi cação dos al unos isolados , rejei tados, esquecidos e l íderes. Para que não houvesse interferências de uma sobre as outras, foram incluídas no questionári o, perguntas separadas, de preferência intel ectuais, físicas e soci ais. 1. Obser vação Procurou-se regis trar durante o trabalho, as ati tudes tom adas segundo situações criadas pel as atividades físicas de grupo, ginástica e natação, que foram ministradas no primeiro semestre. Chegou-se no final do semestre, conhecendo os que ti nham tendências à timidez, agressi vidade, descontrol e emoci onal, autodis ciplina, espírito esporti vo e interesse pela ati vidade. Conheceram-se os que tinham apti dões e os inábeis. 30 Verifi cou-se os que gostavam de cooperar e os que preferiam ser dirigidos do que tom ar ati tudes de liderança. Fez-se a ligação do nom e com a pessoa, da pessoa com o resul tado dos tes tes anteriormente aplicados, isto é, foram identi ficados os alunos que consegui ram resul tados abai xo da média ou acima, e se nestes casos havia incidência nesta ou naquela regi ão. Procurou-se conhecer bem aqueles sobre os quais o médi co havia fei to recom endações especiais. o Dei xou-se a experim entação dos m étodos para o 2 . semestre, pelos seguintes motivos: a A - não conhecimento sufi ciente dos alunos matri cul ados na 1 . série; B - que o período de março e abril, sendo propício para a prática da - natação, os alunos não se interessariam em trabalhar com um método que não ti vesse a natação, como ati vidade pri nci pal ; C - Necessidade de ensinar aos al unos as caracterís ticas pedagógi cas básicas peculiares do método a ser aplicado em cada turma; D - Necessidade de se trabalhar ini nterruptamente durante pel o m enos 3 meses, a fim de que se pudesse obter um resul tado satisfatório. 2. Exper imentação dos métodos – car acter ísticas ger ais Na intenção de se conseguir igualdade de condições necessárias a um trabalho como esse, estabeleceram-se normas de tratam ento idênticas. A “Igualdade de Condições” é bastante relati va e deve ser encarada dentro de limites razoáveis . A primeira preocupação foi a de verificar a condi ção geral de cada aluno no inicio da experi ência, isto é, no m ês de agosto, para isso, foram apli cados novamente os testes do ini cio do ano, testes estes que deveriam revelar também o resultado no fim do ano. Foram dadas recomendações e instruções sobre a pesquisa; e não foi cham ada a atenção de cada um para a respons abilidade de encarar seriamente o trabal ho, a fim de que se pudesse obter um resultado científico. Os horários foram feitos em form a de rodízi os para que uma mesma turm a não ti vesse sem pre ati vidade na m esma hora da manha; a seqüênci a e i nterval os das provas, que fi zeram parte da bateria de testes, foram os mesmos para todas as turm as. A distribuição dos métodos entre as turm as foi determinada por sorteio. 31 32 33 34 Verifi cação da condição física do escolar paranaense Conti nuando o trabalho com parativo da condição física dos alunos das Classes Integrais com escol ares americanos e europeus , segundo Teste “Kraus e Weber”, reali zados no passado, foi fei to este ano o levantamento o levantamento escolar curi tibano. O teste acima referido consta de seis provas que m edem a formação e a flexibilidade do tronco e dos músculos da cadeia de arti culações dos membros inferiores. Este tes te é de autoria do Dr. Hans Kraus, médico do Instituto de Reabili tação e Medici na Físi ca da Uni versidade de New York. Com o intuito de es clarecer o trabalho destes investigadores, trans crevemos um trecho do opúsculo “Mini um Muscular Fi tness Tests i n School Children”.(1): “Quando começamos a determinar os níveis de aptidão muscular das crianças escolares dos Estados Unidos, subm etendo-os aos testes acim a mencionados, encontramos uma porcentagem tão elevada de fracassos que consideramos necessário fazer estudos com parati vos no estrangeiro. Levantou-se a questão em nossa mente, se os nossos níveis m ínimos não eram excessi vam ente elevados para serem alcançados pela criança normal em idade escolar. Mais de dez m il crianças em idade escolar foram testadas até agora, aqui e no exterior. Um relatório sobre mais de quatro m il crianças americanas e duas mil européi as (italiano e austríaco) foi publi cado no “Jornal da Associação Americana para a Saúde - Educação Físi ca – Recreação Dezembro de 1953”. Aqui se apresenta um estudo mais completo, aumentado pela informação obtida, tes tando-se m il cento e ci nqüenta e seis crianças suíças. As crianças apresentadas nesse estudo vari avam de idade entre seis e dezesseis anos e eram do sistema escolar públi co, em áreas suburbanas ou de pequenas cidades. As áreas dessas cidades , tanto européi as como americanas, eram m ais ou menos iguais. Todos os esforços foram feitos para manter as condi ções dos testes idênti cos e tornar os testes uniformes. Todos os testes foram fei tos pel os próprios autores e completamente estandardi zados. Estatísticas obtidas de crianças doentes ou inválidas foram excluídas dos resultados, se bem que todas as crianças fossem testadas para evitar trauma àquelas que eram consideradas doentes ou inválidas. A maior di ferença entre os dois grupos é o fato que as crianças européi as não têm o “Benefício” de uma sociedade altamente mecanizada; elas não usam carros, ônibus, elevadores ou outros aparelhos mecâni cos desti nados a diminuir os trabalhos. Elas precisam andar em todos os lugares - até a escola, freqüentemente uma grande distância. Sua recreação é em geral baseada no uso ati vo dos seus corpos. Nes te país, as crianças são geralmente levadas em carros particulares ou de ônibus, e elas tomam parte na recreação mas com o espectadores e não como participante”. Mini um Muscular Fitness Tests in School Children- Copyright, 1954, by the Ameri can Ass oci ati on for Health, Physical Education, and Recreati on, national Education Associ ati on. Trascrevemos a segui r, o levantamento estatísti co fei to em escol ares curiti banos, assim como o resul tado al cançado pelos ameri canos e europeus. 35 36 37 Acampamento escolar A disposição geral que o indivi duo adquire após a experimentação de um período de vi da ao ar li vre é óbvio. Som ente quem experimentou a vida na natureza, quando cri ança, adoles cente ou mesm o adulta, poderá avaliar aos benefícios trazi dos na sua práti ca. Poucos são os pais que orientam seus filhos nes te sentido. Tem os observado entre as famílias que procuram as fazendas ou as prai as para o seu descanso semanal, mensal ou anual , serem elas cons tituídas de pessoas de nível educacional acim a da média e de ori gem estrangeira. Devemos proporcionar aos nossos fil hos oportunidade de brincar em lugares abertos, andar pel os campos e matas sentindo a beleza da natureza, gozar os benefícios das ati vidades recreati vas praticadas nas arei as das praias e nas ondas dos mares . São es tas aventuras que l hes despertam o espíri to criador e desenvolvem as facul dades de expressão. É m udança que l hes dão o descanso, o relaxamento tão necessário em todas as fases da vi da. Para que os al unos de nossas cl asses pudessem experimentar esses benefícios realizamos uma excursão à ci dade da Lapa. A seguir, para melhores es clarecim entos transcrevemos o planejamento e o resul tado al cançado com a mesma. 1. Campismo educativo - Um a excursão na legendária Lapa 1.a. PROBLEMAS DE NOSSA CIVILIZAÇÃO. A i ndustrialização, a especiali zação, a evolução das técnicas, o aumento demográfico dos centros urbanos, a vida angustiante da l uta pela sobrevi vência econômica são alguns aspectos que estão envol vendo a ci vili zação de hoje. É o que observam os onde vivemos, é o que observamos quando visitamos os grandes centros, é o que observamos através dos jornais , revistas e li vros, é o que nos trazem os filmes, é a crise da época que se manifesta através das artes e das ciências. A orientação educativa deve ter consciência destas crises . O educador de hoje deve preparar o homem para viver nes ta época. 38 1.B. AÇÃO DO EDUCADOR Os educadores devem chamar a atenção de seus educandos para que obs ervem o hom em angus tiante, para que observem o hom em de negócios das grandes cidades , sem pre nervosos , preocupados com seus afazeres para que observem o homem sedentário que vive numa es fera pouco propícia à saúde, quer do corpo, quer do espírito. Feito isto deve mostrar o caminho certo, deve propici ar meios para que criem hábitos sadi os. 1.C. CAMINHOS A SEGUIR As salas de aula não propici am, m uitas vezes, situações para que o professor possa m elhor conhecer e com isso melhor orientar seus alunos. Os discursos, as preleções estão longe de possuírem a eficiência que se pode alcançar pondo o aluno frente a frente com a realidade da vida. Devem os col ocar o aluno em am biente onde possa manifestar-se, devemos colocá-lo em situação que exij a col aboração, porque som ente col aborando é que se aprende a colaborar. Nada adianta as prel eções sobre comportamento social-moral , quando não colocamos o al uno diante de tarefas que para s erem reali zadas dem andam a mobili zação, a col aboração de todos. É observando que o aluno erra ou prati ca boas ações que devemos fal ar sobre moral. Não se ensina mais onde ficam as estrelas fazendo pontinhos no quadro negro. É colocado o al uno diante do firmamento, numa noi te clara, que se consegue despertar o gosto e o i nteresse pela as tronomia. Com as visitas , excursões e acampam entos levam o al uno ao contato mais di reto com os fatos. Supri ndo desta forma as defici ências do estudo li vresco. Os fenômenos vistos, senti dos e vi vidos pelo al uno têm grande poder de fi xação e despertar-lhe o espírito de observação, exerci tam-lhe a mente, revigorando-lhe as forças e despertam-lhe novos interesses. A necessidade, o desej o, e o interesse são os m otores da vontade e, se não os colocamos em jogo, temos evidentemente, nos estudos como nos di ferentes atos da vida, rendimentos medíocres. Criando a necessidade, instigando o desejo, despertando o interesse e provocando as reações próprias para a satis fação das necessidades é que o professor, numa orientação indi vi duali zada, poderá fazer obra educativa. 1.D. P AIS, PROFESSORES E ALUNOS Os pais permitem com facilidade que seus fil hos vão a uma excursão ou acampamento quando sabem que os mesm os estarão acompanhados de seus professores; os estudantes apreci am muitíssimo a companhia de seus m estres, fora do quadro das quatro paredes da sala de aulas, e, sobretudo quando esta convivência é fei ta na i nteressante vida do acampamento; os professores podem neste convívio, exercer sobre o aluno uma ação educativa mais eficaz, conhecendo-os melhor e estimando-os mais, porque o ambiente da aula, sobretudo se as turmas forem grandes, provocam um afastam ento que a necessidade de julgar os conhecimentos ainda mais o agrava. Através de excursões e acam pamentos a Escola pode fazer Educação Ati va, combatendo os males da escola reduzida a aula, do professor que conhece o aluno só através da classe e da fal ta de colaboração entre a fam ília e a es cola e outros inconveni entes cujas raízes mergulham na confusão existente entre os problemas da Ins trução e da Educação. A ins trução ministrada em sala de aula es tá sendo substi tuída pela educação dada no lugar mais próximo à realidade. Por isso devem os quando possível abandonar as salas de aula e com os al unos experimentar o contato com o real . 39 2. Plano Geral da Excursão 2.A. REUNIAO COM OS PAIS Está prevista um a reuni ão com os senhores pais para o dia 9 de novembro às 16h30m in horas no Colégi o Estadual do Paraná, a fim de trocar idéi as a respei to da organi zação e funci onamento assim como do objetivo da excurs ão. 2.B.DATA PREVIS TA A excursão reali zar-se-á nos dias 12 e 13 do m ês de novem bro. 2.C.CONDUÇÃO - PARTIDA E RETO RNO Os alunos deverão se apresentar ao professor encarregado do grupo às 07h20min horas do dia 12 de novembro na estação da estrada de ferro. Os alunos viaj arão em vagão especial fretado pela Secretaria da Educação e Cultura. A delegação retornará com o trem Rio Negro/Curiti ba às 20 horas do dia 13. 2.D. M ATERIAL DE ACAMPAMENTO o Conforme entendimentos já efetuados com o Comandante do I/5 .R.ºque gentilmente nos atendeu, dispom os do seguinte m ateri al de acam pamento: 7 barracas de 10 praças , duas cozinhas de cam panha, instalação para chuveiros e sani tários , cobertores, marmitas, garfos e colheres, canecos para o efetivo, i nstal ações el étricas com geradores, camas de campanha com arm ação de ferro para as professoras e mães, cozi nheiros para o servi ço de alim entação. Os praças tam bém poderão auxiliar na m ontagem e desmontagem do acampamento. 2.E. V ES TUÁRIO O aluno deverá viajar vesti do com a cam isa de educação física, calça - de preferênci a de brim coringa -, sapatos pretos e meias pretas. Deverá l evar uma mochila ou enrolado um cobertor ou pedaço de lona as seguintes peças de roupa: cam isa branca do uni forme do colégi o, uma muda de roupa interior, uma toalha de rosto, m ateri al de higiene pessoal , sendo facultati vo, mas aconselhável, levar as segui ntes peças de roupa-agasal ho, roupa de dormir e todo o material que os parti cipantes considerem de interesse pessoal , como instrumentos musicais, máquina fotográfi ca, etc. 40 Objeti vação e complementação estudo fei to sobre a Revolução Federalista que culm inou, no Paraná, com Cerco da Lapa. Os al unos verão os lugares onde o General Carneiro e seus homens resistiram ao Cerco durante 20 dias. Farão, tam bém, uma visita ao P antheon, Cemitério, Igreja e a todos os locais onde houve l uta. 2.F. ATIVIDADE CULTURAL Tem-se em vista provocar e desenvol ver o interesse dos educandos pel os assuntos históricos. E principalmente, os relaci onados com a História do Paraná. Aprovei tar-se-á a oportunidade para dar conhecimento sobre a situação geográfica da cidade da Lapa, bem com o sobre seu clima, recursos econôm icos, meios de transporte e recantos turísticos. Um a visita muito interessante será reali zada no Posto federal Agro-P ecuário, onde os alunos terão ocasião de ver com o funci ona uma granj a e como se faz um a colheita de tri go. 2.G. S ERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO O gênero alimentício necessário ao acampamento será adquirido pela Direção das Classes o Integrais e entregues ao Servi ço da Cozi nha indi cado pelo Comando do I/6 .RO, 105, pessoal esse encarregado do preparo das alimentações. Cada aluno ou acompanhante deverá contribui r com a importânci a de Cr$200,00 a fim de fazer face a essas despesas. No caso de o aluno não poder fazer às despesas deverá se com uni car com o professor Germano B ayer. 2.H. POSSIBILIDADES AOS SENHORES PAIS Para os senhores pais que desej arem acom panhar a excursão, dispomos de 10 vagas no acampamento e 18 em hotéis situados na ci dade da Lapa. Os interessados deverão procurar, o mais tardar até o di a 10 do corrente, a Direção das Classes Integrais . 2.I. DISTRIBUIÇÃO DAS BARRACAS Os senhores Professores e Pais serão distri buídos entre as barracas dos alunos, enquanto que as senhoras P rofessoras e Mães terão barracas especiais. 2.J. PATRULHAS Os alunos serão di vidi dos em pequenos grupos de 10 alunos (patrulhas). Cada patrulha será chefi ada por um professor. 2.L. VIGILÂNCIA Alem da colaboração dos soldados designados pel o Comando do Batalhão, teremos um servi ço de vigilância no acampamento organizado entre os alunos . 41 2.M . S ERV IÇO MÉDICO E ASSISTÊNCIA O Diretor do Col égio Estadual da Lapa, gentilmente nos colocou à disposição para os casos de assistência médica; vamos também levar uma farmácia com m edi camentos de emergênci a. 2.N. P ROGRAMA GERAL Dia 11: 16 horas - Chegada à Lapa do professor que terá incumbênci a de, em colaboração com o Comandante do I/3 o. RO 105, tomar as últimas providencias para a realização do acampamento. Dia 12: 7:20 - Os al unos deverão s e apresentar ao Chefe da Patrulha em frente à estação da Estrada de Ferro 07h30min - Embarque 08h00min – P artida do trem 09h30min - lanche no interior do vagão - Para esse lanche cada aluno deverá l evar o seu. 10h30min - Chegada à cidade da Lapa e inici o da m archa de três quil ômetros até o ponto onde se efetuará o acampamento. 11h30min - montagem do acampam ento orientada pel os soldados do batalhão. 12h30min - Almoço 14h00min - Partida das conduções que nos levarão ao Posto Federal Agro-P ecuário 16h00min - Partida para a Gruta do Monge 18h00min - Regresso ao acam pamento 19h00min - Jantar 20h00min - “Fogo de Conselho”. 21h00min - Recolher 22h00min – Silêncio Dia 13: 07h00min - Al vorada 07h00min às 07h30min - Hasteamento da Bandeira 07h45min - Café 08h00min às 08h30min - Limpeza do acampamento 08h30min - Visi ta aos monumentos his tóricos da cidade e educandários. 10h00min - Os alunos católi cos poderão assistir a Santa Missa. 11h30min - Regresso ao acam pamento 12h00min - Almoço 13h00min às 14h00min - Apresentação, no acam pamento de conj untos folcl óri cos “As Congadas da Lapa”. 14h00min - Desmontagem do acam pamento 15h00min - Lanche 15h30min - Partida para a estação 16h30min - Partida do trem 20h00min - Chegada à Estação de Curitiba. 42 3. O Acampamento Reali zado para com plementar o estudo da Revolução Federalista que culminou com o Cerco da Lapa. Guarda um acervo completo deste conflito social . Marcha da Estação Ferrovi ária de 1.500 metros até o local do acampamento. Montagem do acam pamento. Casa de Lacerda. . Hora do Rancho Pantheon do Heróis . 43 3.A. AVALIAÇÃO DO ACAMPAMENTO 44 Ati vidades extra-classe 45 Apresentação dos alunos das cl asses integrais no Congresso da Ichper - Rio de Janei ro Autoridades Internacionais. Alunos das Classes Integrais que foram fazer apresentação no Rio de Janei ro. Apresentação da turma de 25 alunos das Classes experimentais. 46 47 Avaliação Muitas foram as excursões que fi zemos quando éramos professores das Classes Integrais (E xperimentais) do Colégio Es tadual do Paraná, dentro da filosofi a que adotamos (estudo do meio). Antes da saída para estudar o tema cada professor das di versas disci plinas fazia um trabalho preparatório de orientação do que o aluno devia observar e anotar. No regresso cada aluno apresentava a sua descri ção por escri to. Na primeira aula de históri a o aluno lia o que havia aprendido. O trabalho era analisado por todos sob orientação do professor. Alguns trabal hos eram apresentados na reunião mensal dos pais. Escolhiam-se os principais trabalhos ilustrados com fotografias e colocados em painéis . Alguns dos Testes apli cados para conhecer – orientar e avaliar – apli cados no início e final de cada ano letivo: 48 Teste Fi o a Prumo 49 Treino em Círculo com Séri e de cinco exercícios atendendo as diferenças indi viduais. 50 1. Apresentação dos Resultados dos Testes em Reunião de Pais Atendíamos indivi dualm ente a cada pai que desejasse saber a condi ção física e o comportamento global de seu fil ho. 51 A EXPERIÊNCIA DAS CLASSES INTEGRAIS RELATÓRIO Justifi cati va da experiência As Classes Integrais (experimentais) do Col égio Estadual do Paraná, surgi das de um plano elaborado no 2o. sem estre de 1959, posto em execução a partir do ano leti vo de 1960, são os produtos do equacionam ento dos problemas do ensino secundári o sentidos pelos educadores do estabelecimento e uma tentati va no senti do de encontrar-l hes a solução. Tais problemas evidenciam-se, sobretudo, pelo índice alarmante de evasão escol ar e insatisfatóri a porcentagem de promoções , principalmente em turmas masculinas do o 1 . ci clo. Urgia estudar as causas do fenômeno para que se esboçasse, com apoio nas modernas conquistas das ciências do comportamento, um plano de ensino mais bem aj ustado às estruturas psicológi cas do adolescente, e que propiciasse a sua integração efeti va na sociedade atual . Igualm ente, experiências em reali zação, tanto no Brasil como no exterior, particularmente a do Centro Internacional de Estudos Pedagógicos de S èvres, serviram de fontes de inspiração e de base para a Organização do Plano das novas classes. Surgiram assim as Classes Integrais cujo pl anejamento, abrangendo as quatro séries do curso ginasial, destinou-se aos alunos do sexo masculi no, visto concentrar-se aí a problemáti ca acima apontada. A experiência 1. O nome ‘classes integrais’ Várias razões infl uenci aram para que as Classes Experim entais do Colégio Estadual do P araná fossem bati zadas com o nome “INTEGRAL”, sendo as pri nci pais: A) Horári o i ntegral de funcionamento, para os alunos ; B) Espíri to de educação integral ; C) Recei o de que o nom e “CLASSES E XPERIMEN TAIS’ sugerisse a idéia de ensino ainda em experimentação, suj eito à falhas, e, por esse motivo, não o encontrasse repercussão favorável junto aos pais , principalmente nos 1 .s anos de implantação do novo plano; D) A consciência de que não seria possível dispor, de ini cio, dos elem entos indispensáveis para a reali zação de um trabal ho ri gorosamente experimental . 2. Objetivos visados Além dos objeti vos que só podem ser ati ngidos em longo prazo e que são comuns à educação de nível médio em geral , tais como: proporcionar condições que favoreçam o desenvolvimento harmoni oso da personalidade do educando, sem unilateralismos, exageros ou omissões; darlhe cultura geral que possa servi r de base para estudos m ais elevados, de acordo com suas possibilidades ; torná-l o membro atuante de uma soci edade democrática, destacam-se os seguintes pontos a serem atingi dos em curto prazo: A) Aumentar o coefi ciente de rendim ento escolar que no Paraná, como em todo o Brasil, é verdadei ram ente desanim ador; B) Reduzir os índices de evasão es colar; C) Preparar os educandos, mais efi cientem ente, para a vida práti ca. Sim ultaneamente, procurar estabelecer P rincípios e Métodos Educacionais mais adaptados à m entalidade e às condi ções reais dos alunos. 52 3. Caracter ísticas a)- Horário Integr al de funcionamento, isto é, das 8 às 12 horas e das 14 às 16 horas e 30 minutos, visando dar ao aluno oportuni dade de reali zar a maior parte do trabalho es col ar na própri a escol a, sem pre sob a orientação dos professores; b)-Duas turmas de cada sér ie,a parti r da primeira, tendo em vista a necessidade de dis por de turmas de controles para experim entação de m étodos e processos didáticos; c)- cada turma com apenas 25 al unos para possibilitar o atendimento individual, de acordo com as necessidades, e limitações de cada um. Atualm ente as Classes Integrais atendem a um total de 175 alunos ; não são 200, devi do ao fato de que em 1963, por fal ta de maior disponibilidade de salas , só foram admitidos 25 alunos . A população escolar atendida pelas Classes Integrais perfaz 3,8% do total de matrícul as do Colégio Estadual do Paraná; d)- pr ogramas sim plificados e flexíveis; des tacam -se, pri nci palmente, aquel es conteúdos que são necessários e impor tantes para a compreensão da cultura atual e para o aperfeiçoamento indi vi dual; e)- adaptação do ensino aos interesses próprios da idade, levando em consideração as exigências da natureza em cres cim ento; f)- métodos ativos de trabalho em que se procura explorar o “desejo de fazer”que existe em potencialidade em todo o ser humano; g)- respei to à personalidade do educando como ser em evolução cheio de dúvi das e imprecisões , vi vendo a fase probl em áti ca da adolescênci a e que necessi ta de aj uda para ati ngir a maturi dade característi ca do adulto ajustado nas diferentes esferas da vida. Aqui a Orientação Educati va te relevante papel não só para procurar melhor conhecer cada al uno, como, também, para discuti r com os professores a melhor forma de aj udá-lo a vencer os obstáculos que s e antepõem à sua reali zação pessoal . h)- estudo do meio, em que se busca colocar o al uno em contato com a realidade que o cerca, através de visitas, excursões, coleta de dados, entrevistas , etc.. i)- entrosamento de disciplinas e coordenação dos esforços dos professores no senti do de proporci onar experiências uni tárias aos alunos, com batendo o artificialismo da divisão estanque das disci plinas . Geralmente feito em torno das cadeiras de Geografi a e História, o entrosam ento perm ite tratar, sim ultaneamente, dos vários aspetos da realidade sob o prisma das diferentes disci plinas e habi tua o aluno a consi derar a questão no seu conjunto; j)- reuniões semanais de pr ofessor es,necessárias ao entrosamento das disciplinas e para afi nar pontos de vista sobre didática, bem como discutir os problem as dos al unos, tanto pedagógi cos como de comportamento, bus cando soluções apropriadas para cada caso; k)- reuniões mensais com os senhores pais, tendo em vista a maior aproximação entre a escol a e a fam ília dos al unos. Constam essas reuniões de três etapas: 1. Palestra sobre um tema de psicologia do adolescente, geralm ente sobre o que se percebe ser mais necessário e interessante naquele momento, por educadores altamente credenci ados e especialmente convidados. Após a palestra, abrem-se os debates; 2. Demonstração de trabal ho ou números artísticos pel os alunos, recurso esse que visa, por um lado, tornar as reuniões mais atraentes para os pais, por outro, desembaraçar os educandos para a vida s oci al; 3. Contato inform al entre os Srs. Professores e os Pais para uma melhor compreensão do comportamento do educando no lar e na escola, além de se tentar consegui r atitudes uni formes para enfrentar os probl emas apresentados pelos al unos; 53 l)- A verificação da apr endizagem é contínua, através de todos os trabalhos escol ares realizadas durante o ano, o que permite não só ao aluno a cons cienti zação de sua real aprendi zagem , como também dá ao professor a oportunidade de um levantamento m ais objeti vo do rendimento escolar, proporcionando-lhe elementos para uma possível retifi cação. Não há exames finais : para ser promovido é necessári o que o al uno apresente uma satisfatória integração dos produtos da aprendi zagem e que es tej a suficientem ente desenvol vido para enfrentar as di ficuldades da série seguinte. Em casos parti culares, o corpo docente, reuni do se reserva o direito decidi r sobre a conveniência ou não da promoção. m)- cr itério de avaliação do rendimento escolar , em que foi abolido o sistema tradi cional quanti tati vo, substituído por concei tos correspondentes a quatro níveis quali tati vos: Ótimo (A) Bom (B) Suficiente (C) Insufi ciente (D) É im portante que outros aspectos da educação além do intel ectual , tais como responsabili dade, atenção e interesse, respei to pelos colegas e professores, cooperação, etc. (ver fi cha anexa) são i gualm ente avaliados; n)- ingr esso às Classes Integrais: é facul tado aos alunos do sexo m asculino. Exi ge-se, apenas, que o aluno seja aprovado no exam e de admissão do Colégio Estadual do Paraná, que tenha residência fixa na cidade, que esteja disposto a fazer o curso completo de quatro anos no regim e experimental , que more rel ati vamente próximo ao estabelecim ento e que seus pais tenham interesse pelo acom panham ento de sua vida escolar, comprometendo-s e a comparecer às reuni ões mensais ; há sorteio entre os candi datos que satisfazem essas condi ções. Assim, pela ausência de provas seleti vas de qualquer natureza, pretende-se consegui r uma amostra representati va da clientel a do Col égio Estadual do Paraná. 54 4. Estrutura administrativa a) As Classes Integrais constituem uma Secção do Departamento de Educação do Colégio Estadual do Paraná, apresentando-se no novo esquema geral com o “Secção de Experimentação Pedagógica”. 55 b)- A estrutura interna das Classes Integrais é mui to sim ples,como se pode notar pelo organograma abai xo e conta com reduzi do quadro de pessoal , o qual se lim ita a uma Coordenadora, uma Ori entadora Educaci onal, uma Secretári a e três auxili ares, al em dos Professores. 5. Desenvolvimento do trabalho em função dos objetivos Para consegui r o desenvol vimento harm onioso da personali dade dos educandos as Classes Integrais tem atendi do às s eguintes áreas: a) Educação Intelectual Sisa, mais do que a aquisição de conhecimentos, a form ação mental pelo aproveitamento das forças potenci ais, transformando-as em instrumentos seguros e efi cientes para a solução dos problemas práticos e especulati vos da vi da. Daí a importânci a que se atribui aos métodos ati vos de trabalho, pois se acredita que é somente executando a cão que o aluno consegue com preende-la e interiori zá-la. O ensino consiste, de modo geral, em orientação das ati vi dades discentes, procurando-se l evar o aluno à redescoberta da matéri a; assim ele é induzido a pesquisar, a comparar, a analisar, a ti rar concl usões pessoais e a chegar à formulação de sínteses que lhe darão a visão do todo signi ficati vo: a Unidade Didáti ca. Paral elam ente, busca-se levar o aluno a adqui rir um método pessoal de trabalho que lhe possibili te continuar aprendendo quando deixar a escola. Procura-se, por outro lado, através de um pl anej amento conjunto, combater o artificialismo da di visão estanque de disci plinas , relacionando as vári as áreas de es tudo em torno, principalmente, do núcleo Históri a e Geografia. Quanto às demais discipli nas, al ém das obrigatóri as estabelecidas por Lei, decidiu-se pela i ncl usão do Inglês , como língua es trangeira, em virtude do interesse manifestado por alunos e pais pelo ensino desse idi om a. A porcentagem média de 97% de promoção, nos cinco anos de funcionamento das Classes Integrais, l eva-nos à convi cção de estar al cançando o objeti vo de elevar o coefi ciente de rendimento escolar. Por outro l ado, pesquisa reali zada em 1963 sobre a “Comparação do rendim ento es colar em Português e Matem ática, entre alunos das Classes Comuns e Integrais do Col égio Estadual do Paraná”, demonstrou resultados favoráveis aos desta última (ver rel atóri o anexo). A diferença no rendimento escolar dos alunos das Classes Integrais, nessas duas disciplinas, foi confirmada em 1964, pelos resul tados obti dos pelos mesmos alunos que prosseguiram o curso col egial no próprio es tabelecimento. Também , a porcentagem de promoção, nesse nível, atingiu 76% para os alunos das Classes Integrais para 62% das Classes Com uns, resul tado esse mais signifi cati vo se considerarm os a des vantagem dos primeiros ao com petirem com os segundos , os quais foram subm etidos a um processo seletivo ao l ogo do curso gi nasial. Acresce, por outro lado, observar que o Curso Gi nasial , feito pela 56 maioria dos al unos das Classes Comuns em mais de quatro anos, assegura-lhes um nível de maturidade superior, em contraposição aos das Classes Integrais onde aproximadamente 83% conseguem concluí-lo sem repetência. b) Educação Estética Visando ai nda o desenvol vimento harmonioso da personalidade, as Classes Integrais não se poderiam descuidar da val ori zação das ati tudes de apreciação. Assim , o Desenho, a Músi ca e as Artes Aplicadas proporcionam aos jovens um a ocasião para desenvol ver form as de exteriorização, habili dades pessoais e o amor pelo belo. Quanto aos resultados, pode-se afi rmar que, em rel ação ao DESENHO, foi totalm ente venci da a inibição comum que se instala na adolescência, quando os alunos evoluem para a auto crítica; os alunos das Classes Integrais desenham com facilidade, não sentem mais medo ou ins egurança e a m aioria tem liberdade de expressão. Em relação à a a MÚSICA, veri ficou-se grande interesse pela bandinha rítm ica na 1 . série; na 2 . série pelo estudo dos instrumentos musicais. Entretanto, de um modo geral , os al unos não reconhecem o devido valor a essa aprendi zagem, o que dá margem a uma séri e de interrogações que posteriormente poderão ser respondi das. Em relação às ARTES APLIC AD AS , o total e a quali dade dos trabalhos reali zados com gos to e entusiasm o evi denci am que os obj eti vos visados estão sendo atingi dos. Cumpre observar que as Artes Aplicadas, al em dos objeti vos acima mencionados, concorrem para desenvolver o espírito de precisão, de ordem e capri cho, a valorização dos diversos tipos de ativi dade humana e a sua importância para a vida dos povos, com o que se pretende inici ar a educação para o trabalho. c) Educação Mor al e Religiosa Para favorecer a formação moral do educando contribui o ambiente de trabalho escol ar em que se procura desenvolver o espírito de confiança e o espíri to de confiança mútuo. O contato freqüente entre o educador ,educando e sua fam ília, e a assistênci a permanente dos professores propiciam ocasião adequada para que os al unos sintam a necessidade, para o homem e para a sociedade, da reti dão do caráter, da preservação dos valores morais, etc.. A form ação religi osa, inspi rada nos ideais , do Cristi anismo, procura despertar cada educando para uma concepção de vida capaz de orientar sua conduta no senti do do Bem e da Verdade,, e conta com um orientador especi ali zado. d) Educação Física Outro aspecto da educação, que as Classes Integrais merecem especial atenção, é a saúde e o aperfeiçoamento físi co dos alunos; através de exam es m édicos, exames dentários e de l aboratório, bem como de testes físicos e fisiológi cos e de um programa de ati vidades físicas cientifi cam ente controladas, procura-se levar o educando ao pleno desabrochamento de suas qualidades física e, conseqüentemente, assegurar-lhe sólidas bases para o sadio desenvol vim ento mental . A implantação de bons hábi tos de higiene e nutrição é uma preocupação constante dos educadores, da mesma forma que se procura valori zar um regim e de vi da sadio em que haja respei to pelas necessárias horas de sono e repouso. A Educação Física, tam bém, consti tui -se em valioso auxiliar num plano de educação integral quando se trata de desenvol ver ati tudes positivas nos alunos , tais como: a iniciati va, a cooperação, a soli dari edade, o respeito pel os outros , alem de oferecer excelentes oportuni dades de liberação das tensões emocionais, tão comuns na fase da puberdade; concorrem para isso, de um m odo especial , os cl ubes esportivos , as ati vidades físicas de grupo e as com petições. Com o resultado, verificou-se, através do estudo comparati vo dos exames médicos, dos testes re-apli cados, e da observação das formas de conduta i ndividual e s ocial, uma satisfatória evolução nos aspectos visados (ver relatório anual). Com pletando a educação física, e como o al uno da escol a secundária atravessa o período pubertário, geralmente negligenciado pela fam ília, as Classes Integrais incluem no seu 57 currículo a Ori entação Sexual . Não sendo forçada na vi da dos alunos, inici a-se quando eles dão mostras de que necessitam esclarecimentos sobre o assunto ou quando surge al gum problema em classe. Acentua-se na 3a. série dentro do programa de Ori entação Educati va. Indiretam ente, a i nformação sexual é dada através das aul as de ciências, m ostrando o processo de fecundação em plantas, animais, a evolução embrionári a, etc.. Com essa orientação, visa-se desenvol ver nos alunos uma mentalidade aberta, séria, científica e chei a de respeito para com os probl emas da vida humana rel aci onados com a reprodução e com o sexo. Para avali ar o resul tado obtido com essa orientação, um questionário apli cado, permite conclui r que aproximadam ente 91% dos alunos ti veram resol vi dos, parcialmente ou completamente, seus probl emas individuais. Buscando a i ntegração do aluno na soci edade democrática da qual será membro atuante, as Classes Integrais valem-se dos seguintes recursos: a) Estudo do meio Ocupando o lugar de des taque no pl ano das Classes Integrais, alem de rom per com a barreira que existe, normalm ente, entre a escol a e a vida, essa ativi dade contri bui para dar concreti zação às unidades tratadas, pois é sempre complemento ou moti vação de al gum estudo; favorece a i ntegração do educando à vida com unitária pela tomada de cons ciênci a dos problemas sociais e econômicos que afligem a população, bem como pel o conhecimento das muitas riquezas que o Estado possui. Busca-se, acima de tudo, incenti var em cada um o desejo de colaborar, na medida de suas possibilidades, para o engrandecimento do Paraná e do Brasil e formar o homem para a verdadeira Democraci a. A parti cipação dos alunos, em form a de sugestão, na fase de pl anej amento do Estudo do Meio e de atuação efeti va na fas e de realização do trabalho, obj etiva desenvol ver as quali dades valori zadas pela educação integral pelo que demandam em iniciati va, cooperação e autonom ia. Pelos dados constantes no relatório de 1964 registram-se, apenas naquele ano, 26 visitas a fábri cas, escol as, museus, firm as comerciais e órgãos do governo; 09 excursões a locais de interesse histórico, geográfico ou econômico; 31 entrevistas com diri gentes de firm as, dos órgãos de administração públi ca e de escolas o que com prova uma intensa ati vidade nesse setor e que o es tudo do meio se estende a múltipl os aspectos da vida comuni tária. Esses contatos pessoais que os al unos estabelecem com as pessoas responsáveis pelas instituições de com uni dade, através do pl ano de Estudo do Meio são tam bém aprovei tados para estruturar form as de comportam ento e atitudes que facilitam o relacionamento social . b) O trabalho em equipe Dinâmica empregada de modo regular no desenvolvimento da maioria dos trabal hos das Classes Integrais, é outro fator que contribui para aquela i ntegração na sociedade democráti ca, desenvolvendo a compreensão de que a vida em sociedade implica numa série de renuncias pessoais em benefício dos interesses comuns. As Classes Integrais valori zam, portanto, os trabal hos em equipe pel o que possam eles propi ciar em vi vência de situações nas quais o respei to, a deli cadeza e o comedimento, não s ó no trato com os professores com o também em relação aos colegas e demais pessoas, são as normas fundamentais . É também evi dente que se visa, mais imediatamente, o ajustamento soci al do aluno ao seu grupo dentro do ambiente escolar, para que possa daí transferi r as form as de conduta adequadas para esferas sociais mais am plas. Levantam entos sociom étricos, levados a efei to no início, no meio e no fi nal de ano, pel a Orientação E ducati va, revelam uma diminuição do índice de marginalidade dos alunos, o que pode ser considerado como um provável resul tado dos trabalhos em equi pe. 58 c) Clubes Funcionando um a vez por sem ana, os clubes se consti tuem um excelente instrumento de educação social o que, por sua vez vai repercutir na integração dos jovens, facilitando-l hes a conquista do seu lugar na s oci edade. Resultados Em relação aos professores , pode-se notar o entusiasmo e o esforço de cada um no senti do de encontrar as m elhores soluções para os problemas educaci onais, o espírito de equipe moti vado pel a reali zação do trabal ho entrosado, a m aior responsabilidade diante da liberdade para pôr em práti ca idéias novas, o es pírito aberto para a pesquisa e a convicção de que os processos de educação podem e devem ser melhorados; Em relação ao Colégio es tadual do Paraná, nas reuniões semanais de Coordenação de Docênci a, vários aspectos do trabalho das Classes Integrais têm sido discutidos com o propósito de aproveita-l os, nas demais Classes; igualmente, nessas ocasiões, são debatidas questões que podem sugerir rumos ao própri o trabal ho experimental. Esse intercâmbio consti tui , portanto, um a oportuni dade de enri quecimento mútuo, que nos abre amplos horizontes , na esperança de melhor situar as Classes na dinâm ica do Colégi o, transferi ndo-as em laboratório efeti vo de experim entação pedagógi ca, da qual poderão resultar soluções adequadas para a probl emáti ca educacional específica do es tabelecimento; Em relação aos pais sente-se que a escola os conquistou. Pela freqüência às reuniões m ensais de pais e professores, constata-se o interesse das famíli as pela obra educacional ; o apoi o que emprestam à ori entação dada pelos professores serve de es tím ulo sempre crescente ao aperfeiçoamento do corpo docente; Em relação à comuni dade, percebe-se que há um enriquecimento duplo: os alunos, por entrar em contato direto com as institui ções exis tentes no meio em que vivem, além de am pliarem seus conhecimentos, aprendem a val ori zar as ativi dades desenvol vidas nos m ais diferentes setores da vi da comuni tária; por outro l ado, a escola se beneficia pela contribuição que pode receber, pel as manifestações espontâneas de com preensão e incenti vo de destacadas pers onali dades da comunidade que, com freqüência, se prontifi cam a tender às solicitações dos alunos, comparecendo ao col égi o para prestar esclarecimentos e inform ações sobre temas de sua especi alidade; Em relação aos professores visitantes, as Classes Integrais representam um esforço para a concreti zação de idéias preconizadas pelos professores de Didática e de Pedagogia e geralmente consideradas utópi cas, porque raram ente constatadas na práti ca. Daí a procura das Classes Integrais para a observação e estágios de alunos das Faculdades de Filosofia, e de outras es col as e dos convi tes freqüentemente recebidos pela equi pe de Professores para fazer pal estras a res pei to do seu trabalho. Assim vão as Classes Integrais servindo de veícul o de di vul gação de al gumas idéias e técni cas modernas, através do relato de experiências efetivamente reali zadas no campo da escol a secundári a. 59 Probl emas em ergentes Após ci nco anos de desenvol vimento da experiência das Classes Integrais do Colégio Es tadual do P araná, al gum as dificuldades j á podem ser levantadas, as quais, entravando a consecução pl ena dos objeti vos propostos, m erecem a consideração dos educadores. A prim eira del as se refere à consti tui ção do corpo docente. Tratando-se de uma escol a cuja dinâmica assenta preci puamente na integração de todos os professores no m esmo espírito de trabalho, a substitui ção, tem porária ou efeti va, de qual quer um deles é sem pre penosa ou di fícil , podendo trazer, de certo modo, prejuízos à tarefa educativa. Necessária se torna pois, a existência de órgãos de di vul gação da experiênci a, di vulgação capaz de entusiasmar os demais professores e levá-los a sentir as oportunidades que as Classes Integrais oferecem para a reali zação profissional de cada um como educador e acenar-lhes com a possibilidade de i ntegrar o seu corpo docente. Seria tam bém im prescindível que o elem ento assim recrutado passasse por um ESTÁGI0 DE PREPARAÇÃO adequada que pudesse cons cienti zá-lo dos princípios esposados pelas classes, a fim de facilitar-lhe uma adaptação ao grupo e ao sistema de trabalho que assegurasse a continuidade da obra e que, ao mesmo tempo, o estimulasse a agir criati vam ente no sentido de prom over a sua evolução. Por outro lado, a impossibilidade de dar a esses professores a compensação financeira correspondente a um horário integral ,, visto serem todos sujeitos às normas estabelecidas para os funcionári os do es tado, onde o número de aul as se destina às aulas, e não s e justifi ca para o exercício de outras ati vi dades que exi giriam uma perm anência m ais prol ongada, impõe um a séri e de restrições inconvenientes para a natureza do trabal ho. A Escola também se ressente da falta de um grupo de especialistas capazes de orientar a reali zação de um plano efetivamente experimental . Torna-se indispensável , a nosso ver, a complementação do quadro do pessoal com: 1. Um Orientador Pedagógico, cuja função especi fi ca seria a de coordenar o trabal ho docente, tanto na fase do planejam ento como na de execução e avaliação; 2. Um Pesquisador Educacional , para planejar pesquisas, construir os respectivos instrumentos, fazer os levantamentos necessári os à identi ficação dos problemas existentes, estim ular os professores e interessa-los na elaboração de experim entos no cam po de suas disciplinas; 3. Um Técni co em estatísti ca, para dar o devi do tratamento aos projetos de pesquisa, fazer l evantamentos estatísti cos do rendimento es col ar, orientar os alunos na elaboração de tabelas, gráfi cos, etc., quando necessári os; 4. Um Assistente Social , para reali zar um relacionamento m ais efeti vo entre a escola e a fam ília dos al unos, a fim de es tudar conveni entemente os problemas de ori gem doméstica que tem repercussão na vida escol ar e encam inhar-lhes a s olução. Deve-se aqui, ainda considerar que seria desejável poder-se contar com servi ços médico e psicológico especializado que atendessem aos casos de tratamento es pecifi co. As limitações impostas, ou pelo reduzido número de serviços de psicol ogi a ou pel a inexistência de verba que pudesse custear um tratamento adequado, são obs táculos que já temos enfrentado. Outra di fi culdade que não tem sido fácil de superar é a causada pelo fato de coexis tirem, no mesmo estabelecimento, dois tipos de classes , Comuns e Integrais, o que determina um clim a de prevenções mútuas, contrário ao espíri to de UNIDADE que deve preval ecer num ambiente escolar. Quanto ao am biente físico do Colégio Estadual , não obstante a excelência do prédio deve ser encarada a dificuldade encontrada para a reali zação de um plano i deal cuja origem se encontra em limitações com o as que seguem: Inadequação do m obiliário, cuj as carteiras indi viduais, m uito pesadas, difi cul tam a realização do trabal ho de grupo. Necessidade, igualmente, de os al unos fi carem obri gados, no final e i nici o das aulas, a dar-l hes a disposição tradici onal, visto a m esma sala servir. Em outro turno, para as cl asses com uns, gera oportuni dade de desordem indesejável para a atitude de concentração, além de ocasionar perda de tem po, precioso para estabelecer uma atmosfera adequada principalmente ao trabalho intelectual ; 60 - - A i nexistência de oficinas e de s alas equi padas para desenvol vê-lo ati vidades de caráter mais prático, tais com o Artes Industri ais e Datilografia, tem difi cul tado sobremaneira a consecução dos obj eti vos visados. Os trabalhos que temos conseguido realizar nesse setor representam um a soma de es forços baseados, muitas vezes, quase que excl usi vamente no sacrifício pessoal dos elementos responsáveis. É verdade que os planos futuros do Col égio incluem a cons trução e o equi pamento de instal ações para tal fim, o que representa, sem dúvida, uma esperança de soluções mais adequadas para o problema. Concl uindo, deve-se ainda acrescentar que tem os a cons ciênci a de que o plano das Classes Integrais consti tui hoj e uma tentati va de renovação que a perspecti va atual da Lei de Diretri zes e Bases tornou um tanto tímida. É nosso pensamento, pois, com base na experiência reali zada, à luz das novas conquistas no campo das ciências pedagógi cas, e aproveitando as oportunidades que aquele próprio docum ento legal nos oferece, reali zar estudos no senti do de, pel o processo da auto-avaliação, fazer as revisões necessári as para aperfeiçoar o plano e torna-lo mais próximo de responder à problemáti ca da educação do homem no sentido de sua reali zação integral, em si mesm o e m e face das exigências da sociedade brasileira e humana. Curitiba, setem bro de 1965 Ruth Com piani Coordenadora das Classes Integrais Do Colégio estadual do P araná. 61