COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
CLASSES INTEGRAIS (Experimentais)- 1960/67
Diretrizes Gerais do Plano elaborado
pela primeira equipe de professores
das diversas disciplinas sob a Direção da
Coordenadora das Classes Professora Ruth
Compiani.
1
DIRETRIZES GERAIS DO PLANO
DIRETRIZES

1 Tomar-se-á conhecimento da pers onali dade do educando com o ser hum ano em
evolução, chei o de dúvi das e im precisões, vivendo a fase problemática da
adolescênci a e que necessita de ajuda para tingi r a maturidade característi ca do adul to
ajustado nas di ferentes esferas da vida (emocional , soci al, etc.). Além da observação
dos professores, mui to contribui rão para esse conhecimento:
Fi chas es col ares;
Reunião de professores;
Contato constante com os pais;
Dados fornecidos pelo Departamento de
Orientação.

2 A Indi vidualização do ensino será fei ta no sentido de atender o aluno nas suas
difi cul dades, ajudando-o a superá-las, para que sej a bem sucedido nas tarefas
escol ares e desenvol va, deste modo, a confiança em si, necessária para enfrentar a
séria luta pela vida; por outro lado, a indivi duali zação consisti rá em orientar os alunos
que aprendem com m ais facilidade e maior rapidez, para ati vidades compatíveis com
suas possibilidades. Visará levar cada educando a encontrar um a forma pessoal e
efi ciente de trabalho, para que possa continuar aprendendo quando dei xar a escol a.

3 Ati vi dades - Em todo o ser humano em crescimento há em potenciali dade o desejo
de fazer e não apenas de ver o que os outros fazem . E xplorando essa característica
do educando, adotar-se-ão métodos ativos , pois será executando realmente a cão que
ele consegui rá compreende-la e interiorizá-la. Assim a escol a será um ambiente de
vivencias , de aprender pela experi ência e não um lugar onde o professor dando tudo
“pronto” ao aluno só exige dele m emorização. Procurando, l endo, pesquisando,
consultando, expondo, sinteti zando, etc., es tará o educando aprendendo, se
modificando, se aperfei çoando; será agente da própria educação, ator m ais que
espectador.
O ensino será essenci alm ente direção da aprendi zagem. Buscar-se-á, também , incenti var
a ati vidade espontânea do educando e orientá-la quanto a sua m elhor form a de
concreti zação. Esse tipo de ativi dade levará cada um a des cobrir que para atingir os
objetivos a que se propõe é necessári o esforço, trabalho e dis ciplina interior; aos poucos
tomará consciência da responsabilidade que tem na sua própria formação.
 4 Disciplina - O ambiente de liberdade e de trabalho l evará à autodisciplina, isto é,
aquela que resulta do reconhecimento de normas de conduta social para o bem de todos; é
a úni ca forma de disciplina que convém a uma sociedade democráti ca - a acei tação livre e
voluntária, ao invés de subordinação por m edo de am eaças e punições.
2
CURRÍCULO
Disciplinas Básicas:
Português
Matemática
História
Geografia
Ciências físicas e naturais
Línguas:
Optati vas, sendo uma de caráter obrigatório.
Francês
Inglês
Latim
Artes
Desenho
Artes Aplicadas
Música
Religião
Facultati va
Educação Física
Datilografia
Facultati va
3
DIST RIBUIÇÃO
a
1 Sér ie
Português
Artes Aplicadas
Geografi a
História
Religião
Desenho
Matemáti ca
Música
Educação Física
Francês, em forma recreativa.
a
2 Sér ie
Português
Geografi a
Matemáti ca
Desenho
História
Artes aplicadas
Música
Religião
Educação física
Francês e Inglês no 1 o sem estre. No 2 o.semestre os al unos poderão optar pel o estudo de uma
delas . No caso de demonstrarem gosto e apti dão, poderão continuar com ambas.
o
O Latim será lecionado no 2 .semestre, com o obj eti vo de levar os alunos a conhecerem os
valores contidos na matéria e a sentirem as dificuldades do seu es tudo. Assim, estarão em
a
condi ções de fazer escolha acertada do currículo a segui r, na 3 séri e.
a
3 Sér ie
Os al unos serão refundidos em duas turmas distintas:
a
A 1 com latim incl uso no currículo, próprio para aqueles que desejam prosseguir seus estudos.
Português
Matemáti ca
Geografi a
História
Ciências
Um a ou duas l ínguas
estrangeiras, vivas.
Datilografia - Optati va
Desenho
Artes aplicadas
Música
Educação Física
Religião
Latim - optativo
Na 2a eliminar-se-á o Latim no currículo, próprio para os alunos que, ao concl uírem o ginási o,
desejam trabalhar. Neste caso, na ocasião oportuna, estudar-se-á a possibilidade de i ncluir
outras ati vidades ou disciplinas técni cas no currículo, de acordo com os interesses
manifestados pelos alunos e com as possibilidades do Colégio.
a
4 .SÉRIE
a
Idem à 3 . série
4
REGIME ESCOLAR
1.
Número de Turm as
O Plano organi zado para as Classes Experimentais será apli cado ini cialmente em
a
duas turmas de alunos do sexo m asculino, da 1 . série ginasial.
2.
Número de alunos
Cada um a das turm as será de 25 alunos .
3.
Ano l eti vo
O ano l etivo com preenderá dois períodos de aul as, perfazendo um total de oi to meses
e meio de estudos: 1o período: m arço, abril , maio, junho; 2 o período: agos to, setembro,
outubro, novembro e 15 dias de dezembro.
4.
Horári o
O horário será de tempo integral, com 34 horas semanais de estudos e ati vi dades,
distri buídas nos dois períodos: Período da m anhã: 4 horas diariamente, das 8 às 12 horas;
a
a
a
a
Período da tarde: 3 horas, das 14 às 16h30min horas na 2 .fei ra, 3 .feira, 5 .feira e 6 .feira.
a
As tardes de 4 feira serão li vres, podendo, entretanto, serem reservadas para
ati vidades extracurri culares ou ati vi dades esporti vas , conforme decisão dos al unos.
Semanalmente, haverá reuni ão dos professores, na quarta-feira à tarde, ocasião em
que serão discutidos problemas relati vos ao aprovei tam ento escolar dos alunos, perfei to
entrosam ento das discipli nas e outros. P eriodi camente, será reservada para reuniões com pais
de alunos, nas quais se visará conseguir a col aboração dos mesmos na resolução de
problemas indi vi duais do educando.
5.
Distribui ção do tempo pelas matéri as na 1a. Séri e
Português
Matemáti ca
Geografi a
História
Francês
Artes Aplicadas
Música
Desenho
Religião
Educação Física
Orientação Educaci onal
6
6
3
3
2
3
2
3
1
6
1
aulas sem anais
aulas sem anais
aulas sem anais
aulas sem anais
aulas sem anais
aulas sem anais
aulas sem anais
aulas sem anais
aula semanal
aulas sem anais
aula semanal
Total = 36 aul as semanais
Esta di vis ão não é es tanque; haverá fusão de m uitas horas des tinadas a Estudo do
Meio, após o que, cada professor das diferentes disciplinas extrairá conteúdos que serão
transformados em tem a de trabalho es col ar.
Estão i ncl uídos nesse horário: Horas de estudo dirigido, Es tudo do Meio, Tarefas
Escolares, Recreação, Ativi dades E xtra-Curriculares, etc.
A distribuição do tempo pelas disciplinas nas demais séries, será fei ta
a
oportunamente, de m odo a conservar a seqüênci a do ensino observada na 1 .séri e e a se
fazerem os necessários ajustamentos .
5
ADMISSÃO ÀS CLASSES EXPERIEMENTAIS
Na ocasião da inscri ção ao Exam e de Admissão do Col égio Estadual do Paraná,
cada candi dato receberá, por escrito, informações completas sobre as Classes Experimentais,
bem com o um convi te para del as parti cipar caso seja aprovado e satisfaça certas condições.
Realizado o exame de admissão nos term os da Legislação Vi gente, os alunos
aprovados receberão, na ocasião da matrícula, novo convi te que deverá ser res pondido pelos
pais.
Se o número de candidatos às Classes Experimentais exceder ao de vagas,
adotar-se-ão os seguintes cri térios:
1. Alunos cujos pais tenham residência fixa na cidade e que estej am dispostos a fazer o
curso completo de 4 anos no regime experimental;
2. Alunos que sejam considerados “médi os” na classifi cação de roti na fei ta pelo Colégio;
3. Alunos que demons trem ter boa redação e saibam l er corretam ente;
4. Alunos que residam nas proximidades do estabel ecimento.
VERIFICAÇ ÃO DA APRENDIZAGEM
Serão eliminadas as provas tradicionais (cham adas orais, provas mensais e
parciais), que contribuem para convencer o al uno que saber é mem ori zação e que a
reprodução verbal dos assuntos tratados em aula, isto é, os produtos formais da
aprendi zagem , são os úni cos necessários e sufi cientes para a aprovação final; visar-se-ão
resul tados mais significati vos que se traduzem por m odifi cações de comportamento e de
ati tude, mais ou menos permanentes e que vão refl etir-se na própria manei ra de s er do
educando.
As revisões e provas farão parte do trabal ho escolar, de m odo que o al uno não
perceberá que está sendo examinado.
De dois em dois meses, o aluno será informado do seu aprovei tam ento em cada
disciplina, por val ori zações em fórm ulas descri tivas: Ótimo; Bom; Sufici ente; Insufi ciente.
Para os casos de transferênci a, es tas fórmulas poderão ser transformadas em
graus, conforme o cri tério vigente.
No final do período de familiarização com as l ínguas estrangeiras, será fei to um
levantam ento geral da aprendi zagem naquelas disciplinas, destinado a orientar o aluno quanto
à opção a fazer.
APROVAÇÃO
Será aprovado o aluno que conseguir aproveitamento escol ar Suficiente, pelo
menos; no caso de não alcançar sufici ente aproveitamento em UMA discipli na, caberá ao corpo
docente das Classes Experimentais, em reunião, decidir sobre sua aprovação ou não. (isto
com o objetivo de não reter um aluno que não possua aptidão es pecífi ca para determinadas
matérias , com o: Música, Desenho e Línguas Estrangeiras).
CERTIFICADO DE CONCLUSÃO
o
No final do curso o aluno receberá um certi ficado de conclusão do 1 .Ciclo, com a
discriminação das dis ciplinas e ati vidades que integram o currículo, com as respecti vas notas
apreci ati vas .
6
TRANSFERÊNCIA
Dar-se-á preferência à não-acei tação de alunos transferidos ; em casos
excepci onais, a decisão fi nal fi cará a cargo do corpo docente do Col égi o Experim ental,
especialmente reuni do para esse fim.
Os alunos que desejarem transferência das Classes Experimentais para as
classes comuns, terão que se subm eter às formas de adaptação j á consagradas no País.
DOS PROGRAMAS E DO CURRÍCULO
Dos professores
Farão parte do corpo docente do Colégio Experim ental professores designados
pelo Diretor do Colégi o Estadual os quais deverão estar imbuídos de um grande amor pela
obra a reali zar. Terão um verdadei ro interesse hum ano que pode ser traduzido pelo des ejo de
ajudar o adolescente a encontrar o seu caminho na vi da e a se reali zar pl enamente em todos
os sentidos, bem como o espíri to aberto para pes quisas e renovações pedagógi cas visando
sempre a melhora do ensino e conseqüentemente a elevação dos padrões de eficiência do
povo brasileiro.
Dos programas e cur rículo
É necessári o que o currícul o e os programas sejam cons tantemente revistos para
se adaptarem a realidade que es tá em contínua evolução. Assim o Plano ora elaborado poderá
ser reconstruído na medida em que a prática nos for confirmando ou negando sua provável
efi cácia. O que mais importa é desenvol ver o espírito de colaboração e de pesquisa entre os
professores para que a obra educacional não estaci one, mas caminhe sem pre ao l ado das
conquistas do m undo m oderno e deste modo se procure a adaptação harm oni osa do ser à
sociedade do momento, que nenhuma verdadeira pedagogia pode ignorar.
Nota: Mui tas das idéi as expostas neste Plano foram inspiradas nos trabalhos
realizados nos grandes centros de estudos pedagógicos, tais com o;




Colégio da Fundação Getúli o Vargas de Nova Friburgo;
Colégio de Apli cação da faculdade de Fil osofia da Uni versidade do Rio Grande do
Sul;
Colégio de Aplicação da faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo;
Centro Internacional de Es tudos P edagógicos de Sévres.
7
PROGRAMAÇÃO - Português
Objeti vos Gerais:
1.
2.
3.
Fornecer el em entos necessários à aquisição de conhecimentos para o perfeito uso da
linguagem falada e escri ta, de modo que o educando possa ter partici pação apropriada
e efeti va no m eio social, e desenvol va a capacidade de pensar.
Possibilitar ao al uno o perfei to m anej o da l íngua vernácula, ensinando-a a amá-l a e a
orgulhar-se dela, tratando-a com carinho, pois “Um povo só começa a perder a sua
independênci a, a sua di gni dade, a sua existência autônoma, quando começa a perder
o amor do idi oma natal”.
Convencer o discente de que a linguagem é recurso e instrumento de todas as
disciplinas, fazendo a associação constante das formas lingüísti cas com os
conhecimentos que as m esmas devem exprimir.
Específi cos:
Leitura
1. Fazer o educando l er com compreensão, desembaraço, rapi dez e boa di cção.
2. Fixar o hábito da boa lei tura, tanto como fonte de informações úteis como m oti vo de
recreação.
3. Mostrar ao aluno as vantagens da lei tura como instrumento de cultura, familiari zando-o
com os escritores cuj as obras propiciem elevada formação moral e cívica.
4. Proporcionar enri quecimento do vocabulári o.
Exposição oral e escrita
1. Habituar o aluno a exprimir com clareza e correção o própri o pensamento.
2. Ensinar o educando a falar e a escrever com agilidade, elegância e desembaraço,
fazendo-o compreender a necessidade desses instrumentos de intercomuni cação na
vida práti ca.
3. Aperfeiçoar a di cção e a caligrafia.
Gramática
1. Despertar no educando o desejo de falar e escrever corretamente, fazendo com que o
uso constante da form a correta se transform e em hábi to.
8
Programa
a
1 .Sér ie
I-
Leitura e interpretação. Vocabul ário. Cópi a. Ditado. E xposi ção Ortografia.
II- Substanti vos, adj eti vos, pronom es e suas flexões comuns. Preposição simples. Advérbi os.
Interjeições. Verbos regulares e os irregulares de uso corrente. Vozes verbais. Formação dos
imperati vos . Noções de concordância nominal e verbal . Análise léxi ca. Análise sintática de
período sim ples.
2a. Série
I- Leitura e interpretação. Vocabulário. E xposição oral. Conversação. Recitação. E xercícios
escri tos de redação. O rtografia.
II- Emprego dos substantivos, adjetivos e pronomes. Locuções preposi ti vas e adverbi ais.
Complemento circuns tanci al. Verbos Irregul ares. Verbos pronom inais. Tem pos compostos.
Concordância e regênci a. Conjunções coordenati vas. Análise l éxi ca. Análise sintática de
período composto por coordenação.
a
3 . Série
I- Leitura e interpretação. Vocabulário. Exposição oral . Exercícios escri tos de redação.
Ortografia.
II- Plural dos substanti vos e adjeti vos compostos. Form ação de palavras. C olocação dos
pronomes átonos. Crase. Modi ficações do advérbi o. Partícul as. Infi nitos. Verbos defecti vos.
Concordância e regência. Conjunções subordi nativas. Análise l éxi ca. Análise sintáti ca de
período composto por coordenação e subordi nação.
4a. Série
I- Leitura e interpretação. Vocabulário. Exposição oral . Exercícios escri tos de redação.
Ortografia.
II- Estudo complementar de formação de palavras. Verbos irregulares e defecti vos. Tem pos e
modos. Fi guras de sintaxe. Li nguagem afetiva. Li nguagem figurada. Noções de fonética
fisiológica. Noções de versificação. Análise lógica. Análise si ntáti ca de período composto
Considerações
A prim eira tarefa do professor, na 1 a.série gi nasial , será a uni formi zação da
classe, uma vez que os al unos procedem de variados meios cul turais e soci ais. Divergem as
pronúnci as, os conhecimentos de vocabulário, a ortografia, etc. Para a unifi cação faz-se
necessária uma rápida revisão do último ano prim ári o, visando, não tanto as categorias
gramaticais, como, principalm ente, as partes acima mencionadas. Essa recapitulação, fei ta
através da l eitura, conversação, di tado, cópia e aplicação de pequenos tes tes, serão além de
rápi da, bastante sugesti vas para que os alunos melhor informados não percam o interesse
pelas aul as.
Só depois de conhecida a força de cada aluno será i niciada o programa da
a
1 .séri e.
Naturalmente, todo ensino da língua vernácula deverá começar por uma
explicação que justi fique o motivo pelo qual , nós, brasileiros, falamos o português.
A seguir, o professor, apoiado na lei tura ou em orações escritas no quadro-negro,
iniciará o estudo da m orfol ogia, não descurando da fonéti ca nem da sintaxe, uma vez que as
frases são formadas de vocábul os e estes de fonem as.
9
O ensino será feito, sempre, tendo-se em vista a aprendizagem da gramática
através da língua, sendo importantíssim a, portanto, a seleção dos trechos para a lei tura e o
preparo dos mesmos, fora da classe; para despertar o interesse de todos, os capítulos
seleci onados deverão ser bastante sugesti vos e de autores de absoluta atualidade.
Durante a lei tura, serão corri gidos os erros de pronuncia, pontuação, etc., bem
como haverá observações sobre normas ortográfi cas e am pliação de vocabul ári o pela
interpretação de textos li dos .
O professor deverá manter, com os alunos, conversações sobre assuntos atuais,
tendo, então, oportunidade de corrigir defei tos de dicção, cacoetes e gírias condenáveis.
É absolutam ente necessári o m ostrar a distinção entre linguagem vulgar e erudita.
Um a exerce influencia sobre a outra, portanto am bas devem ser conhecidas.
Conhecimentos de cali fasia são necessários ao mestre de línguas, para que ele
possa corri gir os erros de pronuncia, os quais variam de aluno para al uno. Tais correções fei tas
durante a lei tura e a conversação poderão ocorrer, tam bém, em qualquer tipo de exposição
oral , inclusi ve na recitação a qual será, ainda, ótimo exercício de memori zação.
Quanto à escrita, o aluno deverá es crever o m ais possível,quer no quadro-negro,
quer no papel. Cópi a, ditado e composições serão feitos constantem ente, a propósi to de tudo.
Assim, a ortografi a e os conhecim entos da gramática fi xar-se-ão pelo hábito, pelas
associações visuais , auditi vas e motri zes .
Poderá o professor, ainda na 1 a.séri e, ensinar as abreviaturas e o manejo do
dicionário de modo práti co e acessível a todos.
Terminada a 1 a.série, o aluno deverá ter fei to es tudo demorado dos substanti vos,
adjeti vos, pronomes e verbos. Saberá analisar sintaticam ente períodos simples e terá adquirido
noções básicas de prosódia.
A orientação metodológi ca para as séries seguintes será feita posteri ormente
levando-se em consideração as possibilidades e limitações dos educandos que, por sua vez,
determinarão o reajustamento do programa.
10
PROGRAMAÇÃO - Mate mática
Levando-se em consideração que é necessário:
A. Dotar o aluno de meios adequados e suficientes para a conquista do seu lugar na
sociedade;
B. Colaborar com a sociedade no senti do de aproveitar ao máximo as possibilidades de todos
os seus membros.
Serão visados no ensino da Matemáti ca os seguintes obj eti vos:
I- Desenvol ver no aluno a capacidade de observar as di ferenças quali tativas em term os de
comparação, isto é, a apreender a Matemáti ca das formas, das coisas, dos seres , dos
fenôm enos ; enfim, a apreender a Matemáti ca da vida.
II- Desenvol ver no aluno a capaci dade de abstração e de raciocínio.
III- Dotar o aluno, de conhecimentos s ólidos, atendendo às suas lim itações e possibilidades .
IV- Dotar o aluno, de hábitos de ordem, exatidão, honesti dade, trabalho.
V- Levar o aluno a perceber através da Matemática, o alcance do cérebro hum ano e através
deste, partícula infinitésima do Uni vers o, senti r a Deus.
Ordenação da matéri a
Em função dos objeti vos expostos distribui r-se-á a matéria da segui nte forma:
a
a
I- A Ari tm éti ca será aprendida na 1 . e 2 . séries em caráter essenci alm ente práti co, servindo
às necessidades, por assim di zer, de uso diário do homem comum.
II- A Geometria será aprendida paralelamente com a ari tmética na 1a. e 2a séries. Procurarse-á entrosar uma com a outra de modo a fornecer ao al uno um aspecto mais “VIVO”, m ais
próximo da realidade. Na 1a.Série a aprendi zagem da Geometria Intui tiva servirá, alem dos
objeti vos com uns da aritmética, de um preparatório para a Geom etria Construtiva, que será
aprendida na 2 a., 3a. e 4 a. séri es. Na 3a. série a Geometri a Deduti va, acom panhará a
Construti va e na 4a. série as Relações Métri cas encerrarão o estudo de G eometria do Curso.
III- A Ál gebra cuja aprendi zagem será fei ta paral elamente com a de Geometri a, na 3a. e 4a.
séries servir-se-á da ari tm éti ca, quase constantemente, como apoio para exemplifi cação e
particularização do caso em foco.
Programa – distribui ção provável
1a. Série
Ar itmética
1. Números Operações
2. Di visibilidade
3. Sistem a legal de unidades
4. Sistem a legal de unidades de medir.
5. Unidades e medidas
Geometr ia
1. Linhas
2. Ângulos
4. Figuras Planas
4. Sólidos
2a. Série
Ar itmética
1. Unidades de medir: tempo, volum e, vel oci dade.
2. Unidades norte-ameri canas e ingl esas mais conhecidas no Brasil
3. Números complexos
4. Potências e raízes
5. Razoes e proporções: regra de três, percentagem , j uros.
Geometr ia- Constr uções Gráficas
1. Perpendi cul ares e Paral elas
2. Ângulos
11
3. Tri ângulos e quadriláteros
4. Di visão de um segmento em partes: iguais, proporcionais.
5. Di visão da circunferênci a em partes iguais.
6. Pol ígono: inscritos, circunscritos.
3a. SÉRIE
Álgebra
1. Expressão
2. Monômio
3. Frações literais
o
4. Equação do 1 . grau com uma incógnita
5. Binôm io linear
o
6. Equação do 1 . grau com duas incógni tas.
Sistema de equações simultâneas
Geometria
1. Entes geométricos. Proporções.
2. Polígonos .
3. Circunferênci a e círculo
4. Li nhas proporcionais
5. Semelhança de tri ângulos
a
4 . Série
Álgebra
o
1. Equação do 2 .G rau
o
2. Tri nômio do 2 .G rau
o
3. Equações redutíveis ao 2 .Grau
Geometr ia - Relações métricas
1. Tri ângulo retângulo
2. Tri ângulo qual quer
3. Círculo
4. Pol ígonos
5. Circunferênci a.
6. Equivalência de áreas
Observação:
O programa esboçado será reduzido ou ampliado, segundo a capacidade e aptidão
do aluno, atendi do i ndi vidualmente, conform e um dos objetivos do nosso Plano Geral de
a
trabal ho. Essa flexi bilidade verifi car-se-á m ais pronunciadamente a partir da 3 .Série quando
poderem os ter bem defini das as aptidões e preferências do aluno.
Sempre que possível , o ensino da Matem áti ca será entrosado com as outras
disciplinas a fim de atender o obj eti vo de dar “Experiênci as Uni tárias” ao educando.
12
PROGRAMAÇÃO – Geografia
Objeti vos
1. Parti r das idéias sim ples dentro das possibilidades de compreensão do al uno, ampliandose progressivamente, em todos os sentidos, o processo de aprendi zagem, sempre ligados aos
princípios básicos da cadeira: ati vidade (mutações), locali zação (em algum lugar), delim itação
(em algum ponto), correlação (comparação com outros) e causalidade (bus ca as causas e
examina as cons eqüências).
2. Integrar o al uno no ambiente em que vi ve, levando-o a perceber, locali zar e interpretar os
fenôm enos geográficos, segundo o concei to moderno de Geografia, m ostrando as interrelações entre a paisagem natural e a paisagem cul tural .
3. Orientar os estudos, a fim de que sej am desenvol vi dos hábitos de atenção, de pesquisa, de
comparação, de relação, de crítica, de interesses, de preferências, de tolerânci a, de
cooperação, de respei to à solidariedade humana e i nternacional e de conclusões dentro de sua
mentalidade.
4. Conhecim entos precisos do país natal sobre suas condições físi cas , hum anas, políti cas e
econômicas para a compreensão das necessidades, dos problem as gerais e regionais.
5. Despertar a curiosidade sobre outros povos, ressal tando, por comparação, as
singularidades física, étnicas, pol íticas e econômicas. Tais conhecimentos ampliam o hori zonte
geográfi co e consti tuem fontes de form ação cultural .
6. Mostrar a articulação da Geografia com as demais disci plinas para justi fi car a expressão
“Ciência de síntese”.
7. Aproximar a situação escolar da situação real de vi da e de experiênci a social,
conseqüência de ativi dades extracurriculares, m ostrando a G eografia com o ciênci a natural e
social - que o homem pela ciência e técnica tem m odificado a superfíci e terrestre melhorando
as condições de vida.
8. Interesse pelo futuro, principalmente pelos acontecimentos que o possam envol ver.
Distribui ção da m atéria
1a. Série: Geografi a Geral
2a. Série: Geografi a do Brasil
3a. Série: Geografi a Regional do Brasil
4a. Série: Geografi a Regional dos Continentes
Programa
a
1 Sér ie Ginasial
I- Terra no espaço
II- Estrutura da terra.
III- Os grupos humanos
IV- A vi da Econômica.
Considerações:
1. Noções de Geografia As tronômica, mostrando a Terra como astro rel aci onado com os
demais princípios de Cartografia para a i nterpretação das cartas geográfi cas .
2. Noções superficiais da Terra e seus elementos para a compreensão das relações entre os
mesm os e o hom em.
3. Noções da vi da sobre a Terra frisando-se: Distribui ção de fatores físicos locais; lutas pela
sobrevivência visando melhores condições de vi da que a coexistênci a organizada facilita;
variadas formas de organização pol ítica, resul tantes dos diferentes ti pos nas di versas regi ões.
4. Noções da vida econômica, de m aneira englobada, mostrando a forma de utilização dos
recursos naturais das di ferentes paisagens para a satisfação das necessidades humanas e
como são reali zadas intercâmbios dos produtos entre as diferentes regiões.
13
2a Sér ie Ginasial
I. O espaço brasilei ro.
II. A conquista territorial .
III. A popul ação brasilei ra
IV. Organi zação político-administrativa.
V. Circulação: os sistem as de viação.
VI. A produção agropecuári a e mineral.
VII. A indústria e o comercio.
Considerações:
1. Os alunos da 1a série ginasial tiveram noções da paisagem natural e cul tural , que o
habili tam à i nterpretação dos fatos geográfi cos brasileiros .
2. Interpretação da carta geográfi ca brasileira, focali zando, os aspectos físicos e mostrando
até que ponto tais aspectos facilitaram ou dificultaram à conquis ta territorial, a distribuição dos
homens, a valori zação do terri tório pel as ati vi dades econômicas e a circulação dos produtos e
de idéi as.
a
3 Sér ie
I. Divisão regional .
II. Região Sul.
III. Região Leste.
IV. Região Nordes te.
V. Região Norte.
VI. Região Centro-Oeste
Considerações:
a
1. Conhecedor dos aspectos do Brasil pelos estudos fei tos na 2 . Série ginasial , irá o aluno
apreci ar as singularidades regionais brasileiras sobre o meio físi co, com o os habi tantes lutam
se adaptam e vi vem, seus usos e costumes, os gêneros de vida, as causas destes aspectos,
os probl emas regionais e tentati vos de solução dos mesmos através de órgãos especi ali zados.
2. Para eficiente compreensão do concei to de região natural , ideal seri a que o professor
iniciasse o es tudo pela região em que vi ve.
a
4 .Sér ie
I. Os continentes e as Regiões Polares.
II. América do Sul : Países platinos e andi nos .
III. América Central: continental e i nsular.
IV. América do Norte.
V. Europa: s etentri onal , oriental, ocidental , central e meridional.
VI. Áfri ca, as possessões européias e o Egi to.
VII. Ásia: oriental , central, ocidental e meridional.
VIII.Austrália.
IX. Oceani a.
Considerações:
1. A idade e conhecimentos adquiri dos nas séries anteriores facilitarão a com preensão dos
conti nentes com suas grandes regiões naturais - fim da Geografia Moderna.
2. Estudar-s e-á o meio físico, como os habi tantes lutam se adaptam e vivem, seus usos e
costumes, gêneros de vida, aspectos políti co-econômico e as causas destes aspectos.
3. Após o estudo das regi ões naturais dos conti nentes, por comparação, frisar-se-á: que de
uma para a outra região diferem os probl emas, daí a necessidade de métodos locais para a
solução dos mesm os; a interdependência dos homens e nações pelas novas condi ções de
vida; a im portânci a do entendim ento políti co entre as nações - a criação de Órgãos
Internaci onais .
4. Assim conduzido o ensino, será o aluno i ntegrado nos problemas da hum anidade, terá
conhecimento geral do Mundo; é a síntese final.
14
PROGRAMAÇÃO - História
Com o as disciplinas que integram o currículo escolar devem ser observadas como
um todo, dependentes umas das outras, o es tudo da Históri a contará com a colaboração de
todas as cadeiras; as redações, as descri ções, a interpretação de textos his tóricos, consti tuirão
a colaboração dos professores de Português ou mesm o de outras l ínguas; a confecção de
maquetes, trabal hos de madeira, gesso ou mesm o argila, para a “Sala Ambi ente” ou “Museu de
classe” es tarão ao encargo do professor de trabalhos manuais; a parte cartográfica e o
desenho poderão estar ligados aos professores de geografia e desta úl tima disci plina; os
professores de canto orfeônico ligarão seus hinos e canções patrióticas aos temas históri cos
desenvol vidos. Nesta associação de dis ciplinas desaparecerá a falsa idéia do m aior ou menor
valor de cada discipli na isoladamente e a “História” dei xará de ser “apenas m ais uma m atéria
em meio das outras ”.
Atendendo a idade cronol ógica do educando- que pressupõe o desenvolvimento
mental correspondente- e acima de tudo os seus interesses; ter-se-á como ponto de parti da a
História l ocal ou do próprio meio; o educando começará estudando a história de sua cidade, de
seu estado, de seu País e finalmente do Mundo antigo e atual .
Objeti vos
O ensino de a História desenvol ver-se-á em função dos seguintes objetivos:
1. A formação da consciência cívi ca, histórica e moral ;
2. A compreensão dos fatos his tóricos e o senso da evolução da sociedade;
3. O desenvolvimento do hábito de observação, pesquisa e i nvesti gação;
4. A comparação e críti ca dos fatos históricos;
5. A evidencia da relação causal que liga os fatos his tóri cos;
6. A compreensão dos acontecimentos históricos com a fi nali dade da avali ação do patrimônio
cul tural l egado pel as gerações precedentes - exaltando a res ponsabilidade do homem do
presente e do futuro, centro de toda História.
Programa
a
1 . Série Ginasial
Unidade I
a) O Colégio Estadual do Paraná: sua fundação e desenvolvimento.
b) Fundação da ci dade de Curiti ba: sua evol ução his tóri ca.
c) O seu desenvol vimento econôm ico.
d) A história do seu progresso cul tural.
Unidade II
a) O Descobrimento do Brasil : suas causas e conseqüências.
b) As capitanias hereditárias: as de São Vicente e de S ant Ana
c) O ouro no Paraná: Paranaguá na história do Paraná.
d) O habi tante da terra: o indígena no Paraná.
e) O tem po das Entradas e Bandei ras no Paraná.
Unidade III
a) O Governo Geral no B rasil.
b) O sentim ento nativista: A Inconfidência Mineira
c) Independência do Brasil : suas causas e conseqüências.
d) Os i deais da emancipação pol ítico-administrati va do Paraná.
e) A autonomia da Província do Paraná.
Unidade IV
1. Progresso do Brasil e do Paraná.
2. A abolição da escravatura: Cormorant e a partici pação do PR na campanha abolici onista.
3. A Repúbli ca no Brasil: a campanha no Paraná e governos republicanos.
4. O Brasil e o Paraná de hoj e.
15
Unidade V
1. O Paraná, uma terra de im igração.
2. A cultura do café: o norte do Paraná.
3. A madeira e sua industriali zação no Paraná.
4. A Erva-mate na história do Paraná.
5. A criação e o comercio do gado: O rigem e desenvolvimento das ci dades tradi cionais.
6. A industriali zação do Paraná.
Unidade VI
1. Os paranaenses e a políti ca
2. Os paranaenses e as letras, artes e ciênci as.
Observação
Todo o programa será desenvol vi do em função da História do meio. O professor procurará,
sempre que possível , correlacionar com outras dis ciplinas do Curso, por exemplo: G eografi a,
Ciências , Português e outras.
2a. Série Ginasial
Unidade I - A conquista da Am érica
1. Tradi ções e hipóteses relativas ao Novo Mundo.
2. O descobrim ento e suas conseqüênci as
3. A conquista da Am érica pelos espanhóis.
Unidade II – A Am érica Pré-Colombiana
1. O homem pré-colombiano.
2. Costum es primiti vos .
3. As principais culturas indígenas.
Unidade III - Des cobrimento do B rasil
1. As grandes navegações e o descobrimento do Brasil.
2. As principais expedições exploradoras.
3. O indígena do Brasil .
Unidade IV - América Colonial Espanhola
1. O Novo Mundo espanhol e sua administração.
2. A Colônia do Sacram ento e as Missões.
3. O Vi ce-Reino do Prata.
Unidade V- A Colonização do Brasil:
1. As capitanias.
2. Governo Geral.
3. A escravidão e a catequese.
Unidade VI - A Am éri ca do Norte
1. Espanhóis e franceses.
2. Coloni zação inglesa.
3. Os holandeses e suecos.
Unidade VII - Expansão geográfica:
1. Entradas e B andeiras.
2. Form ação de limites .
Unidade VIII- Em ancipação dos países da América
1. A guerra da Independência dos EEUU.
16
2. D.João no Brasil.
3. Independência do Brasil.
4. Síntese da emancipação dos países am eri canos.
Unidade IX - Desenvol vimento dos países da América
1. Os Estados Unidos.
2. O Brasil (evolução econômica e políti ca externa).
Unidade X - A América contem porânea:
1. O Pan-Am eri cano.
2. As dem ocracias ameri canas.
3. O Brasil: Movim ento cul tural e des envol vimento econôm ico.
a
3 .Sér ie Ginasial
Unidade I - O Oriente Antigo
1. O legado cul tural dos egípci os, assírios , babil ôni os, cretenses, fenícios, Medas e P ersas.
2. O monoteísmo hebraico.
3. Origens do com ércio marítimo.
Unidade II - O Mundo Grego
1. Os tempos prim iti vos.
2. As cidades gregas.
3. Herança cul tural grega.
Unidade III - Os Romanos
1. Fundação de Rom a.
2. A Repúbli ca.
3. O Im pério
4. O cristi anismo
Unidade IV - Os bárbaros
1. As grandes i nvasões .
2. Os francos.
3. Carlos Magno.
Unidade V - Os Árabes
1. Maomé e o Islamism o.
2. O legado Árabe, principalmente na Península Ibéri ca.
Unidade VI - As Cruzadas
1. A importânci a das cruzadas.
2. As grandes cruzadas.
3. Prim eira expansão colonial do Oci dente.
Unidade VII - A Igreja:
1. A importânci a da Igreja como fator da cultura medieval.
Unidade VIII - A monarquia Franco Ingl esa
1. Form ação da Monarquia francesa.
2. Form ação da m onarquia inglesa.
3. Guerra dos cem anos.
Unidade IX - O impéri o do Oriente
1. Os grandes Imperadores, principalmente Justiciano.
2. Queda do Im pério.
17
Unidade X - A ci vili zação Senhori al e Cristã
1. O feudalismo.
2. Vida soci al, econômica, material , intel ectual e artística.
a
4 . Série Ginasial
Unidade I - A Renascença
1. Causas da R enas cença.
2. A Expans ão, as artes , a filosofi a e ciências.
Unidade II - A Reforma
1. Causas.
2. Revolução protes tante.
3. Reform a católi ca.
Unidade III - A revolução comerci al
1. Causas da revolução comercial .
2. Conseqüências da revol ução comerci al .
3. A nova sociedade.
Unidade IV - O Absol utismo:
1. Desenvol vim ento e decadência na Ingl aterra.
2. A monarqui a absol uta na França-Lui z XI V.
3. Os déspotas escl arecidos.
Unidade V- A revolução intelectual- séculos XVII e XVIII.
1. Progresso da ciênci a.
2. Artes e li teratura.
Unidade VI - A R evolução Francesa
1. Causas.
2. Desenvol vim ento
3. Conseqüências da revol ução.
Unidade VII - Época do Romantismo
1. Napoleão e sua im portância.
2. O Congresso de Viena e a Restauração.
3. O romantism o na literatura e artes.
Unidade VIII - A revolução s oci al e i ndustrial
1. Causas.
2. A Inglaterra.
3. A segunda revolução Industrial .
4. As novas doutrinas sociais e econôm icas.
Unidade IX - O m undo ocidental contemporâneo.
a
1. A 1 .Guerra Mundi al.
2. Regimes totalitários.
3. Regimes democráticos.
a
4. A 2 .Guerra Mundi al.
Unidade X - Cul tura contem porânea.
1. Progresso técnico e cientifi co.
2. As artes e a literatura no mundo atual .
3. Probl emática do hom em contemporâneo.
18
PROGRAMAÇÃO – Ciências Naturais
O ensino das Ciênci as Naturais compreenderá:
1.
a.
b.
c.
2.
a.
b.
3.
4.
Estudo dos s eres vi vos
Organismo hum ano do ponto de vista anatôm ico e fisiol ógi co;
Diferentes formas de vi da;
Com o vivem es tes s eres em seu ambiente.
Estudo da Higiene
Indi vi dual
Habitação.
Estudo do ambiente e s ua influencia bi ológica.
Estudo dos fenômenos físicos e quím icos que ocorrem na natureza.
a
O ensi no das Ciências i nici ar-se-á, sistematicamente, a partir da 3 Série e será
dosado l evando-se em consideração as possibilidades e limitações do al uno.
Considerações
Levar-se-á o educando a conhecer a im ensa vari edade de forma que integra o
mundo animal e vegetal , ao conhecimento do hom em e de sua interação na natureza, e das
condi ções de equilíbri o entre os seres vi vos e o ambiente; pois, antes de tudo e acima de todas
as coisas, o homem é um ser que vi ve rodeado de outras vidas, que não pode e não deve
ignorar. Terá que conhecê-los como seres que formam parte i ntegrante da Criação.
O ensino teóri co será sempre motivado por observações práticas e será
desenvol vido de modo a dar ao educando oportuni dade de participação ativa.
Esta m oti vação deverá tornar o conteúdo da matéri a mais sugesti vo, de maneira
que o educando possa adquirir, com esforço espontâneo, grande cabedal de conhecimentos .
Na aplicação do plano, seguir-se-á o estudo do am biente, considerando-se o
campo vi vencial do educando como base para o es tudo do meio local , regional e nacional.
Procurar-se-á levar o aluno a observar a natureza; encaminha-lo para a formação
do espírito ci entífico; aguçar seu i nteresse pel a pesquisa; despertar nele o respei to pela obra
maravilhosa da Cri ação Uni versal .
19
PROGRAMAÇÃO – Francês
Objeti vos
O ensino do Francês será fei to atendendo a dois objeti vos: um remoto e outro
imediato.
O objeti vo rem oto será despertar nos alunos o gosto pela língua como base de
cul tura geral . Além disso, visar-se-á satisfazer a grande necessidade que atualm ente todos
sentem do manej o de um a língua estrangeira em qualquer ati vidade.
Já no obj eti vo imedi ato dever-se-á procurar obter os seguintes res ultados : o al uno,
ao terminar o 1o. Ciclo, deverá m anejar a l íngua com certa facilidade, compreender o que está
escri to descobri r as belezas de um trecho lido, es crever corretamente tanto quanto possível.
Nesses dois objeti vos es tão, incluídos de maneira sintéti ca, os caracteres:
inform ati vo, formati vo e cul tural do ensino do Francês.
Nas duas prim eiras séries o caráter informativo será visado de m aneira científi ca,
sem se descurar, porém, do caráter formati vo, dei xando para terceiro plano o atendimento da
fei ção cultural do aprendi zado.
Nas duas últimas séri es o objetivo cultural será ressaltado e aumentado
gradativamente, de acordo com as necessidades do aluno, visando a sua form ação integral,
que é a finalidade precípua deste Plano.
Matéria
A matéria a ser m inistrada fi cará a cargo do professor, a quem caberá dosá-la de
acordo com as necessidades do aluno, fornecendo-l he dentro do programa, os conteúdos a
serem adquiridos.
O núcleo vocabular será forneci do gradati vamente e deverá corres ponder às
necessidades de expressão da linguagem corretamente.
O ensino da gramáti ca nas primeiras séries obedecerá ao método deduti vo e a
sistem ati zação de seu estudo irá aumentando à medida que o aluno: for adquirido
conhecimentos; e adotar bons métodos de estudo.
Modo de tratar a matéria
a
Na 1 . Séri e o ensino será prel eci onado de forma oral, tanto quanto possível,
usando-se para esse fim recursos tais como o uso de dis cos, magnetofones , cartazes, canções
e recitati vos .
Nessa fase o estudo da gramática será ministrado acidentalmente e assumirá
caráter sob todas as form as.
a
Na 2 . Série, a gram áti ca será ensinada pelo método deduti vo e sempre em
função do texto. Nessa fase o aluo será ini ciado no estudo da gramáti ca sob forma sistem ática.
Na 3a. 3 4a. Séries, ini ciar-se-á a expli cação anal ítica do texto de nível elem entar,
que aum entará gradativamente sempre em função dos conhecimentos adquiri dos nas séries
anteri ores.
20
PROGRAMAÇÃO – Inglês
Considerações gerais
Sendo o Ingl ês uma língua optativa dentro do curso ginasial , o aluno que quiser
estudá-l a terá um m aior i nteresse em com preendê-l a e a escola deverá propici ar-lhe a
oportuni dade de domíni o rel ati vo da m esma, ao término do curso.
Procedimentos
1. Ensinar-se-á a ler e es crever ao mesmo tem po em que a falar; dando-se especial atenção
à correlação do falar, o aluno terá pouca difi cul dade em escrever e ler o que já sabe.
2. Os exercícios de pronuncia serão ministrados nas primeiras aul as a fim de evi tar que o
aluno adqui ra vícios de pronuncia ou imite sons de sua língua. Serão feitos exercíci os para a
aquisi ção do ri tm o e entonações característi cas da l íngua inglesa. A acuidade deverá preceder
a fluência.
3. E vitar-se-á a tradução, que apenas provê o signifi cado mas não ensina a pal avra. As
palavras, sentenças ou expressões novas serão aprendidas por associ ação com o obj eto, ação
ou gravura, usando-s e a m ímica, a repetição e a m emorização, mas evi tando-se, sempre que
possível , o uso do vernáculo. Procurar-se-á a fixação da palavra i ngl esa e não a sua
correspondente em português .
4. A gramáti ca s erá aprendida induti vamente pelo aluno; o professor aprovei tará toda
oportuni dade que surja durante a lei tura ou conversação transform ando-a em situação de
aprendi zagem gram atical.
5. As lições serão relacionadas com o que os al unos estej am aprendendo em seu próprio
idioma.
6. Far-s e-á exercíci os após cada li ção de maneira que o aluno saia da aula com o sentimento
de ter adqui rido um novo conhecimento.
7. E xemplos do Inglês fal ado e escrito serão dados em frases-modelo as quais depois de
dominadas pelos al unos , oralmente, serão subs tituídas por palavras já conheci das o que lhes
proporci onará a oportunidade de aum entar o vocabulário e ao mesm o tempo, de conhecer o
uso adequado das pal avras dentro da frase.
O ensino do ingl ês apoiar-se-á nos seguintes auxiliares
a.
b.
c.
d.
e.
f.
g.
h.
Li vro texto;
Gravura de revistas e cartões com palavras impressas;
O quadro-negro;
Fl anel ógrafo;
Projetor fi xo;
Eletrola;
Gravador;
Cinema;
Programa
a
2 . Série
Os assuntos s obre os quais versarão as li ções serão reti rados do próprio cam po vi vencial dos
alunos:
1.Greeti ngs
6.Boys and girls
11.The week
2.Fam ily
7.Parts of the body
12.months and seasons
3.Pets
8.In the morning
13.A birthday party
4.S chool
9.In the afternoon
14.Going on holi day
5. Food
10.In the evening
15. Telling a s tory
21
3a. Série
Visar-se-á, então, fornecer aos al unos um vocabulário mais variado; daí a m aior diversidade de
assuntos:
1.B y l and
8.A visit
15.A library
2.In town
9.Farm animals
16.Goi ng fishing
3.A visit to the zoo
10.At the seaside
17.Cooking
4.S chool sports
11.At the cinema
18.Packi ng for the holiday
5.Life i n the country
12.A pic-ni c
19.A holiday trip
6.our homeland
13.Goi ng shoppi ng
20.In school
7.Our flag
14.A football game
4a. Série
Aprovei tar-se-á o grande entusiasm o e o quase ilim itado i nteresse que caracteri zam a
a
adolescênci a para a diversifi cação na escolha de tem as a serem estudados na 4 .Séri e; será
oportuna, a escol ha de textos que refli tam a cultura inglesa da atuali dade:
1.The countryside
10.An English Village
2.English and Ameri can Ci vili zations
11.Climoing Mount Everest
3.Life i n English speaking countries
12.Collecti ng stamps
4.English character
13.A visit to London
5.In the British
14.New York
6.Tha Bri tish Empire
15.Christmas and New Tear Cards
7.Great Am eri can Literature
16 Christmas Carol
8.Benjamin Franklin
17.English Li terature
9.Shakespeare
18.Romeo and Juli et
22
PROGRAMAÇÃO – Latim
Objeti vos
I. De caráter práti co:
a. Aperfei çoar os conhecimentos do Português;
b. Possibilitar m elhor compreensão das línguas românticas.
II. De caráter formativo:
c. Desenvol ver a inteli gênci a;
d. Aguçar a capacidade de refl exão;
e. Robustecer a m emória
III.
f.
g.
h.
i.
j.
De caráter cultural :
Conhecim ento da cul tura e ci vili zação romana;
Conhecim ento das bases da nossa ci vili zação;
Reconhecimento da herança lati na: formação patrióti ca;
Com preensão da cul tura ocidental .
Capacidade de reflexão.
Programa:
Vocabulár io / Estudo das famílias etimológicas:
 Leitura de textos acompanhada de comentários :
2a. série: inscri ções, provérbios e sentenças.
3a. série: idem , fábulas de Fedro, Eutrópi o.
4a. série: César
Gramática e literatura
2a. série: 1a e 2a declinação. Indicati vo da voz ati va das quatro conj ugações. O verbo ESSE.
3a. série: Morfologia
4a. série: Sintaxe.
Justifi cação
1. Sem o estudo do latim, não é possível um estudo científi co das l ínguas modernas;
2. Os textos lati nos nos revel am as origens da nossa ci vili zação e cul tura;
3. Os textos lati nos e a mitologia nos es clarecem a li teratura portuguesa;
4. A morfologia robustece a memória;
5. A tradução desenvol ve a capaci dade de reflexão.
O ensino do l atim será fei to através de traduções de trechos genuínos , não
versões. Não seguirá as gram áti cas feitas sob modelos franceses, italianos e alemães:
mostrar-se-ão as di ferenças entre a gram ática lati na e a portuguesa.
O estudo do vocabulário será facili tado pel o estudo das famílias. O estudo das
conjugações será feito sob um m odelo único. As semelhanças dos casos serão ressaltadas.
Da literatura serão apresentadas unicamente noções gerais.
Muitas noções de morfologia e sintaxe serão dadas, não sistemati camente, m as ao
correr das traduções.
Chamar-se-á a atenção, s em pre, sobre as coinci dênci as com a língua portuguesa,
como por exemplo, as nossas formas li terárias .
23
PROGRAMAÇÃO – Arte s Ap licadas
Objeti vos P ráticos
Colaborar com as demais discipli nas no s entido de ilustrar os temas estudados facili tando,
assim , a fi xação da aprendizagem; favorecer a aquisição de idéias níti das e precisas sobre
medidas e proporções do que resul tará uma melhor com preensão da realidade; desenvolver a
habili dade manual e fornecer os meios que facilitarão a expressão artís tica.
Objeti vos form ati vos
Desenvolver o espírito de observação, a imagi nação e o j uízo crítico; formas hábi tos de ordem,
disciplina e de boa apresentação dos trabal hos .
Objeti vos sociais
Desenvolver a sociabilidade, a cooperação, o respeito pelo direi to dos outros; ensinar a ocupar
as horas de l azer com ati vidades úteis e provei tosas .
Além disso, as Artes Aplicadas, enriquecendo a vida afetiva pelo prazer de reali zar e produzi r.
Serão excel entes m eios de li beração das tensões emoci onais e funcionarão com o instrumento
de saúde m ental.
Programa
1a e 2 a sér ies
Nas duas prim eiras séries serão em pregadas técni cas e ins trumentos muito simples, de acordo
com a natureza dos ti pos de trabalho que os alunos poderão reali zar: recorte e cartonagem;
trabal ho em m adeira e couros; tecelagem ; modelagem; cerâmica, etc.
3a e 4 a sér ies
Poderá haver preocupação pelo desenvol vimento de maiores recursos técni cos a fim de
possibilitar aos educandos a execução de trabal hos m ais artísticos e úteis, de vez que estarão
atravessando um a fase da vida em que os interesses construti vos ocupam lugar de des taque.
Respeitando sempre as preferênci as individuais, poder-se-á levar os alunos à aprendi zagem
de vários tipos de trabalhos manuais, tais como: aeromodelismo, trabal hos em madeira fei tos
em ofi cinas, encadernação de li vros, trabal hos de metal , pintura de móveis , coleção de vidros,
instal ação de campai nhas, tipografi a, etc..
Acabado o trabalho, será fei ta a críti ca pelo própri o aluno que o executou.
Todos os trabalhos fi carão em exposição na classe, a fim de que os alunos exam inem,
discutam e j ulguem.
24
PROGRAMAÇÃO – Música e Canto Orfeônico
Objeti vos gerais
1. Contribui r para o des envol vimento da acuidade auditi va e para o aprimoramento do ouvido
musical;
2. Desenvol ver o senti do ri tm o;
3. Dar conhecimentos rudim entares sobre a Teori a Musical para possibilitar uma melhor
apreci ação da Música;
4. Minis trar Cul tura Musical e ampliar a Cultura Geral;
5. Dar oportuni dade para o aparecimento de vocações musicais;
6. Desenvol ver o senti do cívico e patriótico;
7. Educar a respiração e favorecer a boa arti cul ação verbal ;
8. Possibilitar a li beração das tensões emoci onais;
9. Favorecer o desenvolvimento do espíri to soci al .
Programa
a
1 sér ie
1. Ini ciação do estudo da Teoria Musical , tanto quanto possível , em forma recreativa e
concreta: nota, pauta, linhas suplem entares , clave de sol e de fá, valores, compasso;
2. Solfejos fáceis;
3. Hinos ofi ciais, canções folclóricas, de cordialidade, etc.;
4. Práti ca de Bandinha rítmica;
5. Confecção de instrumentos para a mesma.
2a sér ie
1. Teori a: aci dentes, ligaduras, pontos de aumento e de dim inuição, sinais de repeti ção e de
expressão, es cal as e graus, vozes;
2. Solfejos;
3. Hinos ofi ciais, canções a duas vozes , especialm ente fol clóricas;
4. E xercíci os rítmicos vari ados;
5. Conhecim entos dos instrumentos musicais.
a
3 sér ie
1. Teori a: quiál teras, interval os, acordes, andam entos;
2. Hinos ofi ciais, canções a duas ou três vozes;
3. Música brasilei ra: i nfluenci a ameríndi a, africana e portuguesa;
4. Palestras sobre compositores nacionais, audi ções de discos comentados.
a
4 sér ie
1. Ampliação do es tudo da Teoria Musical, atendendo as necessidades e interesses dos
alunos;
2. Hinos ofi ciais, canções a três e quatro vozes ;
3. Cultura musical: História da Música, Gêneros musicais, vida e obra dos grandes
compositores, através de audi ções de discos com entadas;
4. Freqüênci a a concertos da “Juventude Musical Brasileira”.
Ati vidades extracurriculares
Com alunos excepcionalmente dotados de apti dão musical , poder-se-á organi zar uma
orquestra estudantil , a partir da 3 a. série.
25
PROGRAMAÇÃO – Desenho
O ensino do Desenho terá como principais objeti vos:
1. Dotar o aluno de um instrumento de cultura;
2. Dotar o aluno de um meio de expressão e de representação.
Sob esse critério serão visados especialmente:
1. Incutir no aluno o hábito de obs ervar racional e conscientemente;
2. Desenvol ver no aluno a habilidade manual ;
3. Desenvol ver no al uno: a capacidade de se exprimir li vrem ente, o senso es tético, o
interesse pelas ati vi dades plásti cas , o senso críti co, a capacidade criadora;
4. Dotar o aluno de: i nformações, conhecimentos e técnicas el ementares para estudos
ulteriores ; de técnicas auxiliares para estudo das outras dis ciplinas; de um meio de criação
pessoal ;
5. Dotar o aluno de meios para afi rmação de sua personalidade através a criação, a
originalidade, as possibilidades de expressão pelas artes plásti cas.
Ordenação provável da ação didáti ca
Os Desenhos do natural , decorati vos, e de mem ória serão aprendidos
paralelamente da prim eira à úl tim a série.
a
a
Na 1 e 2 séries, visando o desenvol vimento da habilidade m anual do al uno,
insistir-se-á no des enho à mão li vre. O Desenho do Natural será inici ado com modelos planos,
recortes de cartolina, fol has , etc.; seguidos pel os objetos em forma de revolução. Vencendo, o
aluno, gradati vamente as di fi culdades segui r-se-ão os m odelos de forma prismática e
piramidada.
a
Na 3 séri e, os modelos, até então desenhados isoladamente, serão agrupados ao
problema de posição e proporção entre os mesmos. Atender-se-á tam bém às sombras própria
e proj etada.
a
Na 4 série, serão abordadas as dificuldades de proporção entre os obj etos e o
suporte.
O Desenho Decorati vo inici ar-se-á com ornatos simples, lineares . Desde o
princípio e até o final do curso o aluno será encorajado a compor, a i nventar, a criar. A fai xa e o
pincel decorativo, a decoração de superfíci es planas lim itadas, o desenho decorati vo em
função do obj eto a decorar será ótimas oportunidades para levar o aluno a agir como autor.
O Desenho de Letras acompanhará sempre os outros tipos de Desenho. Será
usado nos títulos, notas, etc.. As letras tipo bastão em fai xa, fantasia, terão aplicação em
cartazes; letras gótica e rom ana para o al uno i nteressado no assunto.
Na 4a. série serão dados os princípi os bási cos de concordânci a para aplicação no
Desenho Decorativo.
O Desenho de Memória acompanhará o Desenho do Natural atendendo em
especial à fixação de regras de formação perspectiva aprendidas intuiti vamente na execução
mesm a do desenho do Natural .
Constantem ente relacionar-se-á o Desenho com suas aplicações na vida práti ca.
Sempre que oportuno o ensino do Desenho relacionar-se-á com as outras dis ciplinas para dar
ao aluno uma visão do Curs o como um “todo” consti tuído de partes interdependentes.
Durante o Curso procurar-se-á levar o aluno a perceber a função estrutural do
Desenho nas Artes Plás ticas. Atendendo a esse objeti vo e também à form ação cultural do
aluno, m inistrarão gradualmente, noções dos di versos estilos artísticos em função das linhas
dominantes nos mesm os.
Dar-se-á ao aluno li berdade e oportunidade de expressar, por meio do Desenho,
seus sentimentos e emoções . Havendo meios empregar-se-á o guache que, possibilitando a
representação das grandes massas, permitirá ao aluno m aior liberdade de expressão.
Observação
O Desenho Geométri co será aprendido com o professor de Matemáti ca em
“Construções Gráfi cas”.
26
PROGRAMAÇÃO – Ativ idades Físicas
A ori entação das Ativi dades Físicas e Recreati vas nas Classes Experimentais
fundamentar-se-á, nas exigências da vida social , nas necessidades e i nteresses do indi viduo
durante as di ferentes etapas de seu cres cimento, no progresso da ciência, no estado atual da
cul tura e no nível alcançado pelas ciências da educação.
Através dos recursos de que dispõe as ati vidades físicas e recreati vas, visar-se-á,
não só o desenvol vimento físico, como também , em colaboração com as outras dis ciplinas,
proporci onar condições que favoreçam o desenvol vim ento mental, emocional e social do
educando.
Na realização do programa de ati vidades físicas empregar-se-á a métodos e
procedim entos ativos que permitem o completo desenvol vimento da personalidade do al uno, e
que ofereçam meios para a aquisi ção de conhecimentos, habilidades e atitudes úteis ao
indi vi duo e a coleti vi dade.
O programa de ati vidades físicas constará de um número bas tante variado de
ati vidades: desde jogos, esportes, ginásti ca, danças, excursões e acampamentos, até as
brincadei ras mais calmas de salão; desde as atividades indi viduais, até aquelas que exi gem
grande cooperação; desde aquel as que pedem obedi ência a um conjunto de regras prédeterminadas até aquelas que demandam iniciati va, interpretação e espírito cri ador.
A atenção vigilante na observação dos fatos, o cuidado escrupuloso de se
documentar e a prudênci a nas conclusões, devem ser a orientação seguida. O controle
científico dos resul tados , dos métodos e processos educati vos empregados na atividade física,
será feito não só pela apreci ação do aprovei tamento evidenciado, como também , pelas novas
formas de conduta i ndi vidual e soci al empregadas pel os alunos no decorrer da vida escolar.
27
COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
“CLASSES INTEGRAIS’”.
EDUCAÇÃO FÍSICA
Plano de trabalhos da disciplina
de Ed. Física, refere nte ao ano
letivo de 1961- Re lato Sumário .
Objeti vos gerais
A orientação das ati vidades físicas e recreati vas nas “Classes Integrais”
fundamentar-se-á nas exigências da vida social , nas necessidades e interesses do indi viduo
durante as di ferentes etapas do seu cres cimento, no progresso da ciência, no estado atual da
cul tura e no nível alcançado da educação.
Através dos recursos de que dispõem as ati vidades físicas e recreati vas, visar-seá, não só o desenvol vimento físico, como tam bém, em colaboração com as outras disciplinas,
proporci onar condi ções que favoreçam o desenvol vimento, m ental , emocional e soci al do
educando.
A atenção vigil ante na observação dos fatos, o cuidado escrupuloso de se
documentar e a im prudência nas conclusões, devem ser a orientação segui da. O controle
científico dos resul tados , dos métodos e processos educati vos empregados na atividade física,
será feito,não só pela apreciação do aproveitamento evidenci ado, como também , pelas novas
formas de conduta i ndi vidual e soci al empregadas pel os alunos no decorrer da vida escolar.
Meios
Na realização do programa de ati vi dades físicas empregar-se-ão métodos e
procedim entos ativos que permitem o completo desenvol vimento da personalidade dos alunos,
que favoreçam meios para a aquisi ção de conhecimentos, habilidades e atitudes úteis ao
indi víduo e à col eti vidade.
O programa de ati vidades físi cas constará de um número bastante variado de
ati vidades: desde jogos, esportes, ginásti cas, danças, excursões e acampamento, até as
brincadei ras mais calmas de salão; - desde aquelas que pedem obediênci a a um conjunto de
regras pré-determinadas , até aquel as que dem andam ini ciativa, i nterpretação e espírito cri ador.
Plano de trabalho
“As Classes Experimentais tem por obj eti vo ensaiar a apli cação de métodos
pedagógi cos e processos escolares , bem como, tipos de currícul o com patíveis com a
legislação do Ensino Médio”.
Procurando atender o acima exposto, pl anej ou-se para o corrente ano, levando em
consideração o resultado do ano passado, o seguinte trabalho:
 A - Apli cação dos tes tes físi cos e fisiológi cos , a fim de poder selecionar um
bom número bem padroni zado e de vali dade comprovada para medi r o rendimento
da ativi dade física nos diversos setores . Selecionou-se os segui ntes tes tes:
o Diretri zes da Educação Física; Sufi ciência e Efi ciênci a Física;
Kraus e Weber; Harward e Sargent
o Não só aos alunos pertencentes; às Classes Integrais, como
a
também, em todos os alunos matriculados na 1 . série do Colégio
Estadual do Paraná.
28
 B - Am pliar o trabal ho comparati vo da condição físi ca, segundo o teste “Kraus e
Weber”, feito no ano passado, entre os alunos das “Classes i ntegrais”, escol ares
americanos e europeus, para todos os alunos do Colégio, parte da população
escol ar de Curiti ba e de quatro zonas do interior do Estado, com idade
compreendida entre 6 e 16 anos, visando levantamento das condi ções físicas do
escol ar paranaense.
 C - Experimentar, em cada uma das quatro turmas das Classes Integrais os
seguintes m étodos de E ducação Física: Francês, Natural Austríaco, Educação
Física Esportiva Generali zada e Método de Trabalho das Classes Integrais , a fim
de veri ficar qual o que produz m elhor rendimento.
Trabalho reali zado
O prim eiro semestre foi des tinado quase que excl usi vamente ao conhecimento do
aluno, sob o ponto de vista da saúde, desenvol vimento físico, mental e comportamento social,
principalmente os matricul ados na primeira série, que eram completamente desconhecidos por
nós.
O trabal ho foi fei to numa ação conjunta de médico, orientador educacional,
Professor de Educação Físi ca e Administração.
Estado de saúde
1) Exame Clínico
O exame cl íni co foi feito pelo Dr. Casemiro Twardowski c Chefe do Serviço Médico
do Colégio. Foram os alunos submetidos também a exam es de fezes (ovohelmintos copi a) e
dentário.
Uma orientação generali zada, ou se o caso exigia, indi viduali zada, foi dada aos
alunos e senhores pais.
Procurando despertar na família (pais e alunos), a necessidade de manter um
estado de saúde compatível ao desenvol vimento normal; da vida es col ar, assim como, a
consciênci a da saúde como um patrim ônio necessário ao i ndi viduo e à soci edade, alertou-s e a
importância da higi ene intesti nal , alimentar e bucal e foram acentuados os malefícios trazidos
pela verminose, alimentação defi ciente e cáries dentárias.
Foram então distribuídos os medicam entos necessários ao tratam ento da
verminose, tratamento este, fei to em duas etapas: a prim eira medi cação receitada foi o
vermífugo “DEBEFEN IUM” o qual foi dis tri buído para o tratamento durante as féri as de julho.
Um novo tratamento foi fei to em novembro, desta vez com “DILUMBRIN” e “ELMINTEX”.
1.a. EXAME D E FEZES (OVO HELMINTOSCOPIA)
Método de Faust e Hoffm ann
1a A
CASOS ENCONTRADOS
Lumbricóides
Cistos de Giárdia
Cistos de Coli
T. Tri chi ura
Trichiura e Coli
E. Vermicul ares
Larvas de Ancilostomídio
Ancilostomídi o e Custo de Coli
Cistos de Coli e Lumbricoides
J
2
2
1
1
1
1
2
D
1
1a B
IN
1
2
1
J
4
1
1
D
2
-
2a A
IN
1
1
1
1
1
1
J
2
1
4
2
-
D
3
-
2a B
IN
2
2
2
2
J
3
3
3
1
-
D
1
-
FINAL
ANO
IN TOTAL
5
1
4
2
6
2
6
1
5
29
Cistos de Coli e G. Gi árdia
1
Lumbricoides e T. Tri chi ura
1
Lumbricoides,T.Tri ch.,E.C.Giárdia
Lumbricóides e Tênia
Lumbri.E .Verm.,T.Trich.G.Giárdi a T.Trich.,E.Nana e C .Giárdi a
Cistos de Giárdia e Iodamaba
Parasi tos e Cistos
Cistos de Giárdia e Lumbri coides
Lumbricoides,T.Tri chiura e C.Coli
T.Trich.,C.Coli e Gi árdia
Lumbric.,Enterúbios,Verm., Coli
eTri ch.
Ausênci a
13
Faltosos
-
-
1
1
2
-
1
-
-
-
-
-
-
1
-
-
3
1
-
1
-
1
1
-
-
-
1
1
1
-
1
2
-
1
1
1
1
-
-
-
1
1
2
-
14
3
11
3
9
2
Legenda:
IN= incidência ova de casos no 2o. exame, não revelado no 1o.;
J= Junho;
D= Dezembro;
1.b. EXAME DENTÁRIO
1a A
CASOS ENCONTRADOS
Total de al unos
Alunos com dentes a:
Extrai r
Extraídos
Obturados
Até 3 cáries
De 4 a 6 cáries
Ale’m de 6cáries
Sem cáries
Em tratamento
Faltosos
Não trataram
Trancou matrícul a
1a B
2a Ä
2a B
J
25
D
-
J
25
D
-
J
22
D
-
J
24
D
-
14
4
4
11
9
2
3
---------
13
5
12
10
2
-9
7
--4
---
10
2
6
11
6
4
4
---------
6
4
17
3
2
--17
7
----1
6
5
15
15
2
--5
---------
5
6
15
3
1
--18
---------
7
6
19
9
3
1
9
--2
-----
4
4
20
6
1
1
16
3
2
3
---
Sociograma
Usou-se a técnica sociométrica a fim de auxiliar as pesquisas da estrutura social
intergrupo. O Sociogram a permitiu uma m elhor identifi cação dos al unos isolados , rejei tados,
esquecidos e l íderes.
Para que não houvesse interferências de uma sobre as outras, foram incluídas no
questionári o, perguntas separadas, de preferência intel ectuais, físicas e soci ais.
1. Obser vação
Procurou-se regis trar durante o trabalho, as ati tudes tom adas segundo situações
criadas pel as atividades físicas de grupo, ginástica e natação, que foram ministradas no
primeiro semestre.
Chegou-se no final do semestre, conhecendo os que ti nham tendências à timidez,
agressi vidade, descontrol e emoci onal, autodis ciplina, espírito esporti vo e interesse pela
ati vidade. Conheceram-se os que tinham apti dões e os inábeis.
30
Verifi cou-se os que gostavam de cooperar e os que preferiam ser dirigidos do que
tom ar ati tudes de liderança. Fez-se a ligação do nom e com a pessoa, da pessoa com o
resul tado dos tes tes anteriormente aplicados, isto é, foram identi ficados os alunos que
consegui ram resul tados abai xo da média ou acima, e se nestes casos havia incidência nesta
ou naquela regi ão. Procurou-se conhecer bem aqueles sobre os quais o médi co havia fei to
recom endações especiais.
o
Dei xou-se a experim entação dos m étodos para o 2 . semestre, pelos seguintes
motivos:
a

A - não conhecimento sufi ciente dos alunos matri cul ados na 1 . série;

B - que o período de março e abril, sendo propício para a prática da - natação, os
alunos não se interessariam em trabalhar com um método que não ti vesse a natação,
como ati vidade pri nci pal ;

C - Necessidade de ensinar aos al unos as caracterís ticas pedagógi cas básicas
peculiares do método a ser aplicado em cada turma;

D - Necessidade de se trabalhar ini nterruptamente durante pel o m enos 3 meses, a
fim de que se pudesse obter um resul tado satisfatório.
2. Exper imentação dos métodos – car acter ísticas ger ais
Na intenção de se conseguir igualdade de condições necessárias a um trabalho
como esse, estabeleceram-se normas de tratam ento idênticas. A “Igualdade de Condições” é
bastante relati va e deve ser encarada dentro de limites razoáveis . A primeira preocupação foi a
de verificar a condi ção geral de cada aluno no inicio da experi ência, isto é, no m ês de agosto,
para isso, foram apli cados novamente os testes do ini cio do ano, testes estes que deveriam
revelar também o resultado no fim do ano.
Foram dadas recomendações e instruções sobre a pesquisa; e não foi cham ada a
atenção de cada um para a respons abilidade de encarar seriamente o trabal ho, a fim de que se
pudesse obter um resultado científico.
Os horários foram feitos em form a de rodízi os para que uma mesma turm a não
ti vesse sem pre ati vidade na m esma hora da manha; a seqüênci a e i nterval os das provas, que
fi zeram parte da bateria de testes, foram os mesmos para todas as turm as. A distribuição dos
métodos entre as turm as foi determinada por sorteio.
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32
33
34
Verifi cação da condição física do escolar paranaense
Conti nuando o trabalho com parativo da condição física dos alunos das Classes
Integrais com escol ares americanos e europeus , segundo Teste “Kraus e Weber”, reali zados
no passado, foi fei to este ano o levantamento o levantamento escolar curi tibano.
O teste acima referido consta de seis provas que m edem a formação e a
flexibilidade do tronco e dos músculos da cadeia de arti culações dos membros inferiores. Este
tes te é de autoria do Dr. Hans Kraus, médico do Instituto de Reabili tação e Medici na Físi ca da
Uni versidade de New York.
Com o intuito de es clarecer o trabalho destes investigadores, trans crevemos um
trecho do opúsculo “Mini um Muscular Fi tness Tests i n School Children”.(1): “Quando
começamos a determinar os níveis de aptidão muscular das crianças escolares dos Estados
Unidos, subm etendo-os aos testes acim a mencionados, encontramos uma porcentagem tão
elevada de fracassos que consideramos necessário fazer estudos com parati vos no estrangeiro.
Levantou-se a questão em nossa mente, se os nossos níveis m ínimos não eram
excessi vam ente elevados para serem alcançados pela criança normal em idade escolar. Mais
de dez m il crianças em idade escolar foram testadas até agora, aqui e no exterior. Um relatório
sobre mais de quatro m il crianças americanas e duas mil européi as (italiano e austríaco) foi
publi cado no “Jornal da Associação Americana para a Saúde - Educação Físi ca – Recreação Dezembro de 1953”.
Aqui se apresenta um estudo mais completo, aumentado pela informação obtida,
tes tando-se m il cento e ci nqüenta e seis crianças suíças.
As crianças apresentadas nesse estudo vari avam de idade entre seis e dezesseis
anos e eram do sistema escolar públi co, em áreas suburbanas ou de pequenas cidades. As
áreas dessas cidades , tanto européi as como americanas, eram m ais ou menos iguais.
Todos os esforços foram feitos para manter as condi ções dos testes idênti cos e
tornar os testes uniformes. Todos os testes foram fei tos pel os próprios autores e
completamente estandardi zados. Estatísticas obtidas de crianças doentes ou inválidas foram
excluídas dos resultados, se bem que todas as crianças fossem testadas para evitar trauma
àquelas que eram consideradas doentes ou inválidas.
A maior di ferença entre os dois grupos é o fato que as crianças européi as não têm
o “Benefício” de uma sociedade altamente mecanizada; elas não usam carros, ônibus,
elevadores ou outros aparelhos mecâni cos desti nados a diminuir os trabalhos. Elas precisam
andar em todos os lugares - até a escola, freqüentemente uma grande distância. Sua
recreação é em geral baseada no uso ati vo dos seus corpos. Nes te país, as crianças são
geralmente levadas em carros particulares ou de ônibus, e elas tomam parte na recreação mas com o espectadores e não como participante”.
Mini um Muscular Fitness Tests in School Children- Copyright, 1954, by the
Ameri can Ass oci ati on for Health, Physical Education, and Recreati on, national
Education Associ ati on.
Trascrevemos a segui r, o levantamento estatísti co fei to em escol ares curiti banos,
assim como o resul tado al cançado pelos ameri canos e europeus.
35
36
37
Acampamento escolar
A disposição geral que o indivi duo adquire após a experimentação de um período
de vi da ao ar li vre é óbvio.
Som ente quem experimentou a vida na natureza, quando cri ança, adoles cente ou
mesm o adulta, poderá avaliar aos benefícios trazi dos na sua práti ca.
Poucos são os pais que orientam seus filhos nes te sentido. Tem os observado
entre as famílias que procuram as fazendas ou as prai as para o seu descanso semanal,
mensal ou anual , serem elas cons tituídas de pessoas de nível educacional acim a da média e
de ori gem estrangeira.
Devemos proporcionar aos nossos fil hos oportunidade de brincar em lugares
abertos, andar pel os campos e matas sentindo a beleza da natureza, gozar os benefícios das
ati vidades recreati vas praticadas nas arei as das praias e nas ondas dos mares .
São es tas aventuras que l hes despertam o espíri to criador e desenvolvem as
facul dades de expressão. É m udança que l hes dão o descanso, o relaxamento tão necessário
em todas as fases da vi da.
Para que os al unos de nossas cl asses pudessem experimentar esses benefícios
realizamos uma excursão à ci dade da Lapa. A seguir, para melhores es clarecim entos
transcrevemos o planejamento e o resul tado al cançado com a mesma.
1. Campismo educativo - Um a excursão na legendária Lapa
1.a. PROBLEMAS DE NOSSA CIVILIZAÇÃO.
A i ndustrialização, a especiali zação, a evolução das técnicas, o aumento
demográfico dos centros urbanos, a vida angustiante da l uta pela sobrevi vência econômica são
alguns aspectos que estão envol vendo a ci vili zação de hoje. É o que observam os onde
vivemos, é o que observamos quando visitamos os grandes centros, é o que observamos
através dos jornais , revistas e li vros, é o que nos trazem os filmes, é a crise da época que se
manifesta através das artes e das ciências.
A orientação educativa deve ter consciência destas crises . O educador de hoje
deve preparar o homem para viver nes ta época.
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1.B. AÇÃO DO EDUCADOR
Os educadores devem chamar a atenção de seus educandos para que obs ervem
o hom em angus tiante, para que observem o hom em de negócios das grandes cidades , sem pre
nervosos , preocupados com seus afazeres para que observem o homem sedentário que vive
numa es fera pouco propícia à saúde, quer do corpo, quer do espírito.
Feito isto deve mostrar o caminho certo, deve propici ar meios para que criem
hábitos sadi os.
1.C. CAMINHOS A SEGUIR
As salas de aula não propici am, m uitas vezes, situações para que o professor
possa m elhor conhecer e com isso melhor orientar seus alunos. Os discursos, as preleções
estão longe de possuírem a eficiência que se pode alcançar pondo o aluno frente a frente com
a realidade da vida. Devem os col ocar o aluno em am biente onde possa manifestar-se,
devemos colocá-lo em situação que exij a col aboração, porque som ente col aborando é que se
aprende a colaborar. Nada adianta as prel eções sobre comportamento social-moral , quando
não colocamos o al uno diante de tarefas que para s erem reali zadas dem andam a mobili zação,
a col aboração de todos.
É observando que o aluno erra ou prati ca boas ações que devemos fal ar sobre
moral. Não se ensina mais onde ficam as estrelas fazendo pontinhos no quadro negro. É
colocado o al uno diante do firmamento, numa noi te clara, que se consegue despertar o gosto e
o i nteresse pela as tronomia.
Com as visitas , excursões e acampam entos levam o al uno ao contato mais di reto
com os fatos. Supri ndo desta forma as defici ências do estudo li vresco. Os fenômenos vistos,
senti dos e vi vidos pelo al uno têm grande poder de fi xação e despertar-lhe o espírito de
observação, exerci tam-lhe a mente, revigorando-lhe as forças e despertam-lhe novos
interesses. A necessidade, o desej o, e o interesse são os m otores da vontade e, se não os
colocamos em jogo, temos evidentemente, nos estudos como nos di ferentes atos da vida,
rendimentos medíocres. Criando a necessidade, instigando o desejo, despertando o interesse
e provocando as reações próprias para a satis fação das necessidades é que o professor, numa
orientação indi vi duali zada, poderá fazer obra educativa.
1.D. P AIS, PROFESSORES E ALUNOS
Os pais permitem com facilidade que seus fil hos vão a uma excursão ou
acampamento quando sabem que os mesm os estarão acompanhados de seus professores; os
estudantes apreci am muitíssimo a companhia de seus m estres, fora do quadro das quatro
paredes da sala de aulas, e, sobretudo quando esta convivência é fei ta na i nteressante vida do
acampamento; os professores podem neste convívio, exercer sobre o aluno uma ação
educativa mais eficaz, conhecendo-os melhor e estimando-os mais, porque o ambiente da
aula, sobretudo se as turmas forem grandes, provocam um afastam ento que a necessidade de
julgar os conhecimentos ainda mais o agrava.
Através de excursões e acam pamentos a Escola pode fazer Educação Ati va,
combatendo os males da escola reduzida a aula, do professor que conhece o aluno só através
da classe e da fal ta de colaboração entre a fam ília e a es cola e outros inconveni entes cujas
raízes mergulham na confusão existente entre os problemas da Ins trução e da Educação.
A ins trução ministrada em sala de aula es tá sendo substi tuída pela educação dada
no lugar mais próximo à realidade. Por isso devem os quando possível abandonar as salas de
aula e com os al unos experimentar o contato com o real .
39
2. Plano Geral da Excursão
2.A. REUNIAO COM OS PAIS
Está prevista um a reuni ão com os senhores pais para o dia 9 de novembro às 16h30m in horas
no Colégi o Estadual do Paraná, a fim de trocar idéi as a respei to da organi zação e
funci onamento assim como do objetivo da excurs ão.
2.B.DATA PREVIS TA
A excursão reali zar-se-á nos dias 12 e 13 do m ês de novem bro.
2.C.CONDUÇÃO - PARTIDA E RETO RNO
Os alunos deverão se apresentar ao professor encarregado do grupo às 07h20min horas do
dia 12 de novembro na estação da estrada de ferro. Os alunos viaj arão em vagão especial
fretado pela Secretaria da Educação e Cultura. A delegação retornará com o trem Rio
Negro/Curiti ba às 20 horas do dia 13.
2.D. M ATERIAL DE ACAMPAMENTO
o
Conforme entendimentos já efetuados com o Comandante do I/5 .R.ºque gentilmente nos
atendeu, dispom os do seguinte m ateri al de acam pamento: 7 barracas de 10 praças , duas
cozinhas de cam panha, instalação para chuveiros e sani tários , cobertores, marmitas, garfos e
colheres, canecos para o efetivo, i nstal ações el étricas com geradores, camas de campanha
com arm ação de ferro para as professoras e mães, cozi nheiros para o servi ço de alim entação.
Os praças tam bém poderão auxiliar na m ontagem e desmontagem do acampamento.
2.E. V ES TUÁRIO
O aluno deverá viajar vesti do com a cam isa de educação física, calça - de preferênci a de brim
coringa -, sapatos pretos e meias pretas. Deverá l evar uma mochila ou enrolado um cobertor
ou pedaço de lona as seguintes peças de roupa: cam isa branca do uni forme do colégi o, uma
muda de roupa interior, uma toalha de rosto, m ateri al de higiene pessoal , sendo facultati vo,
mas aconselhável, levar as segui ntes peças de roupa-agasal ho, roupa de dormir e todo o
material que os parti cipantes considerem de interesse pessoal , como instrumentos musicais,
máquina fotográfi ca, etc.
40
Objeti vação e complementação estudo fei to sobre a Revolução Federalista que culm inou, no
Paraná, com Cerco da Lapa. Os al unos verão os lugares onde o General Carneiro e seus
homens resistiram ao Cerco durante 20 dias. Farão, tam bém, uma visita ao P antheon,
Cemitério, Igreja e a todos os locais onde houve l uta.
2.F. ATIVIDADE CULTURAL
Tem-se em vista provocar e desenvol ver o interesse dos educandos pel os assuntos históricos.
E principalmente, os relaci onados com a História do Paraná.
Aprovei tar-se-á a oportunidade para dar conhecimento sobre a situação geográfica da cidade
da Lapa, bem com o sobre seu clima, recursos econôm icos, meios de transporte e recantos
turísticos.
Um a visita muito interessante será reali zada no Posto federal Agro-P ecuário, onde os alunos
terão ocasião de ver com o funci ona uma granj a e como se faz um a colheita de tri go.
2.G. S ERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO
O gênero alimentício necessário ao acampamento será adquirido pela Direção das Classes
o
Integrais e entregues ao Servi ço da Cozi nha indi cado pelo Comando do I/6 .RO, 105, pessoal
esse encarregado do preparo das alimentações. Cada aluno ou acompanhante deverá
contribui r com a importânci a de Cr$200,00 a fim de fazer face a essas despesas.
No caso de o aluno não poder fazer às despesas deverá se com uni car com o professor
Germano B ayer.
2.H. POSSIBILIDADES AOS SENHORES PAIS
Para os senhores pais que desej arem acom panhar a excursão, dispomos de 10 vagas no
acampamento e 18 em hotéis situados na ci dade da Lapa. Os interessados deverão procurar, o
mais tardar até o di a 10 do corrente, a Direção das Classes Integrais .
2.I. DISTRIBUIÇÃO DAS BARRACAS
Os senhores Professores e Pais serão distri buídos entre as barracas dos alunos, enquanto que
as senhoras P rofessoras e Mães terão barracas especiais.
2.J. PATRULHAS
Os alunos serão di vidi dos em pequenos grupos de 10 alunos (patrulhas). Cada patrulha será
chefi ada por um professor.
2.L. VIGILÂNCIA
Alem da colaboração dos soldados designados pel o Comando do Batalhão, teremos um
servi ço de vigilância no acampamento organizado entre os alunos .
41
2.M . S ERV IÇO MÉDICO E ASSISTÊNCIA
O Diretor do Col égio Estadual da Lapa, gentilmente nos colocou à disposição para os casos de
assistência médica; vamos também levar uma farmácia com m edi camentos de emergênci a.
2.N. P ROGRAMA GERAL
Dia 11:
16 horas - Chegada à Lapa do professor que terá incumbênci a de, em colaboração com o
Comandante do I/3 o. RO 105, tomar as últimas providencias para a realização do
acampamento.
Dia 12:
7:20 - Os al unos deverão s e apresentar ao Chefe da Patrulha em frente à estação da Estrada
de Ferro
07h30min - Embarque
08h00min – P artida do trem
09h30min - lanche no interior do vagão - Para esse lanche cada aluno deverá l evar o seu.
10h30min - Chegada à cidade da Lapa e inici o da m archa de três quil ômetros até o ponto onde
se efetuará o acampamento.
11h30min - montagem do acampam ento orientada pel os soldados do batalhão.
12h30min - Almoço
14h00min - Partida das conduções que nos levarão ao Posto Federal Agro-P ecuário
16h00min - Partida para a Gruta do Monge
18h00min - Regresso ao acam pamento
19h00min - Jantar
20h00min - “Fogo de Conselho”.
21h00min - Recolher
22h00min – Silêncio
Dia 13:
07h00min - Al vorada
07h00min às 07h30min - Hasteamento da Bandeira
07h45min - Café
08h00min às 08h30min - Limpeza do acampamento
08h30min - Visi ta aos monumentos his tóricos da cidade e educandários.
10h00min - Os alunos católi cos poderão assistir a Santa Missa.
11h30min - Regresso ao acam pamento
12h00min - Almoço
13h00min às 14h00min - Apresentação, no acam pamento de conj untos folcl óri cos “As
Congadas da Lapa”.
14h00min - Desmontagem do acam pamento
15h00min - Lanche
15h30min - Partida para a estação
16h30min - Partida do trem
20h00min - Chegada à Estação de Curitiba.
42
3. O Acampamento
Reali zado para com plementar o estudo da Revolução Federalista que culminou
com o Cerco da Lapa.
Guarda um acervo completo deste conflito social .
Marcha da Estação Ferrovi ária de 1.500 metros até o local do acampamento.
Montagem do acam pamento.
Casa de Lacerda.
.
Hora do Rancho
Pantheon do Heróis .
43
3.A. AVALIAÇÃO DO ACAMPAMENTO
44
Ati vidades extra-classe
45
Apresentação dos alunos das cl asses integrais no Congresso da Ichper - Rio de Janei ro
Autoridades Internacionais.
Alunos das Classes Integrais que foram fazer apresentação no Rio de Janei ro.
Apresentação da turma de 25 alunos das Classes experimentais.
46
47
Avaliação
Muitas foram as excursões que fi zemos quando éramos professores das Classes
Integrais (E xperimentais) do Colégio Es tadual do Paraná, dentro da filosofi a que adotamos
(estudo do meio).
Antes da saída para estudar o tema cada professor das di versas disci plinas fazia
um trabalho preparatório de orientação do que o aluno devia observar e anotar. No regresso
cada aluno apresentava a sua descri ção por escri to. Na primeira aula de históri a o aluno lia o
que havia aprendido. O trabalho era analisado por todos sob orientação do professor. Alguns
trabal hos eram apresentados na reunião mensal dos pais. Escolhiam-se os principais trabalhos
ilustrados com fotografias e colocados em painéis .
Alguns dos Testes apli cados para conhecer – orientar e avaliar – apli cados no
início e final de cada ano letivo:
48
Teste Fi o a
Prumo
49
Treino em Círculo com Séri e de cinco exercícios atendendo as diferenças indi viduais.
50
1. Apresentação dos Resultados dos Testes em Reunião de Pais
Atendíamos indivi dualm ente a cada pai que desejasse saber a condi ção física e o
comportamento global de seu fil ho.
51
A EXPERIÊNCIA DAS CLASSES INTEGRAIS
RELATÓRIO
Justifi cati va da experiência
As Classes Integrais (experimentais) do Col égio Estadual do Paraná, surgi das de
um plano elaborado no 2o. sem estre de 1959, posto em execução a partir do ano leti vo de
1960, são os produtos do equacionam ento dos problemas do ensino secundári o sentidos pelos
educadores do estabelecimento e uma tentati va no senti do de encontrar-l hes a solução.
Tais problemas evidenciam-se, sobretudo, pelo índice alarmante de evasão
escol ar e insatisfatóri a porcentagem de promoções , principalmente em turmas masculinas do
o
1 . ci clo. Urgia estudar as causas do fenômeno para que se esboçasse, com apoio nas
modernas conquistas das ciências do comportamento, um plano de ensino mais bem aj ustado
às estruturas psicológi cas do adolescente, e que propiciasse a sua integração efeti va na
sociedade atual .
Igualm ente, experiências em reali zação, tanto no Brasil como no exterior,
particularmente a do Centro Internacional de Estudos Pedagógicos de S èvres, serviram de
fontes de inspiração e de base para a Organização do Plano das novas classes.
Surgiram assim as Classes Integrais cujo pl anejamento, abrangendo as quatro
séries do curso ginasial, destinou-se aos alunos do sexo masculi no, visto concentrar-se aí a
problemáti ca acima apontada.
A experiência
1. O nome ‘classes integrais’
Várias razões infl uenci aram para que as Classes Experim entais do Colégio Estadual do P araná
fossem bati zadas com o nome “INTEGRAL”, sendo as pri nci pais:
A) Horári o i ntegral de funcionamento, para os alunos ;
B) Espíri to de educação integral ;
C) Recei o de que o nom e “CLASSES E XPERIMEN TAIS’ sugerisse a idéia de
ensino ainda em experimentação, suj eito à falhas, e, por esse motivo, não
o
encontrasse repercussão favorável junto aos pais , principalmente nos 1 .s anos
de implantação do novo plano;
D) A consciência de que não seria possível dispor, de ini cio, dos elem entos
indispensáveis para a reali zação de um trabal ho ri gorosamente experimental .
2. Objetivos visados
Além dos objeti vos que só podem ser ati ngidos em longo prazo e que são comuns à educação
de nível médio em geral , tais como: proporcionar condições que favoreçam o desenvolvimento
harmoni oso da personalidade do educando, sem unilateralismos, exageros ou omissões; darlhe cultura geral que possa servi r de base para estudos m ais elevados, de acordo com suas
possibilidades ; torná-l o membro atuante de uma soci edade democrática, destacam-se os
seguintes pontos a serem atingi dos em curto prazo:
A) Aumentar o coefi ciente de rendim ento escolar que no Paraná, como em todo
o Brasil, é verdadei ram ente desanim ador;
B) Reduzir os índices de evasão es colar;
C) Preparar os educandos, mais efi cientem ente, para a vida práti ca.
Sim ultaneamente, procurar estabelecer P rincípios e Métodos Educacionais
mais adaptados à m entalidade e às condi ções reais dos alunos.
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3. Caracter ísticas
a)- Horário Integr al de funcionamento, isto é, das 8 às 12 horas e das 14 às 16 horas e 30
minutos, visando dar ao aluno oportuni dade de reali zar a maior parte do trabalho es col ar na
própri a escol a, sem pre sob a orientação dos professores;
b)-Duas turmas de cada sér ie,a parti r da primeira, tendo em vista a necessidade de dis por de
turmas de controles para experim entação de m étodos e processos didáticos;
c)- cada turma com apenas 25 al unos para possibilitar o atendimento individual, de acordo
com as necessidades, e limitações de cada um. Atualm ente as Classes Integrais atendem a
um total de 175 alunos ; não são 200, devi do ao fato de que em 1963, por fal ta de maior
disponibilidade de salas , só foram admitidos 25 alunos . A população escolar atendida pelas
Classes Integrais perfaz 3,8% do total de matrícul as do Colégio Estadual do Paraná;
d)- pr ogramas sim plificados e flexíveis; des tacam -se, pri nci palmente, aquel es conteúdos que
são necessários e impor tantes para a compreensão da cultura atual e para o
aperfeiçoamento indi vi dual;
e)- adaptação do ensino aos interesses próprios da idade, levando em consideração as
exigências da natureza em cres cim ento;
f)- métodos ativos de trabalho em que se procura explorar o “desejo de fazer”que existe em
potencialidade em todo o ser humano;
g)- respei to à personalidade do educando como ser em evolução cheio de dúvi das e
imprecisões , vi vendo a fase probl em áti ca da adolescênci a e que necessi ta de aj uda para
ati ngir a maturi dade característi ca do adulto ajustado nas diferentes esferas da vida. Aqui a
Orientação Educati va te relevante papel não só para procurar melhor conhecer cada al uno,
como, também, para discuti r com os professores a melhor forma de aj udá-lo a vencer os
obstáculos que s e antepõem à sua reali zação pessoal .
h)- estudo do meio, em que se busca colocar o al uno em contato com a realidade que o
cerca, através de visitas, excursões, coleta de dados, entrevistas , etc..
i)- entrosamento de disciplinas e coordenação dos esforços dos professores no senti do de
proporci onar experiências uni tárias aos alunos, com batendo o artificialismo da divisão
estanque das disci plinas . Geralmente feito em torno das cadeiras de Geografi a e História, o
entrosam ento perm ite tratar, sim ultaneamente, dos vários aspetos da realidade sob o prisma
das diferentes disci plinas e habi tua o aluno a consi derar a questão no seu conjunto;
j)- reuniões semanais de pr ofessor es,necessárias ao entrosamento das disciplinas e para
afi nar pontos de vista sobre didática, bem como discutir os problem as dos al unos, tanto
pedagógi cos como de comportamento, bus cando soluções apropriadas para cada caso;
k)- reuniões mensais com os senhores pais, tendo em vista a maior aproximação entre a
escol a e a fam ília dos al unos. Constam essas reuniões de três etapas:
1. Palestra sobre um tema de psicologia do adolescente, geralm ente sobre o que se
percebe ser mais necessário e interessante naquele momento, por educadores
altamente credenci ados e especialmente convidados. Após a palestra, abrem-se os
debates;
2. Demonstração de trabal ho ou números artísticos pel os alunos, recurso esse que visa,
por um lado, tornar as reuniões mais atraentes para os pais, por outro, desembaraçar
os educandos para a vida s oci al;
3. Contato inform al entre os Srs. Professores e os Pais para uma melhor compreensão do
comportamento do educando no lar e na escola, além de se tentar consegui r atitudes
uni formes para enfrentar os probl emas apresentados pelos al unos;
53
l)- A verificação da apr endizagem é contínua, através de todos os trabalhos escol ares
realizadas durante o ano, o que permite não só ao aluno a cons cienti zação de sua real
aprendi zagem , como também dá ao professor a oportunidade de um levantamento m ais
objeti vo do rendimento escolar, proporcionando-lhe elementos para uma possível retifi cação.
Não há exames finais : para ser promovido é necessári o que o al uno apresente uma satisfatória
integração dos produtos da aprendi zagem e que es tej a suficientem ente desenvol vido para
enfrentar as di ficuldades da série seguinte. Em casos parti culares, o corpo docente, reuni do se
reserva o direito decidi r sobre a conveniência ou não da promoção.
m)- cr itério de avaliação do rendimento escolar , em que foi abolido o sistema tradi cional
quanti tati vo, substituído por concei tos correspondentes a quatro níveis quali tati vos:
Ótimo (A)
Bom (B)
Suficiente (C)
Insufi ciente (D)
É im portante que outros aspectos da educação além do intel ectual , tais como
responsabili dade, atenção e interesse, respei to pelos colegas e professores, cooperação, etc.
(ver fi cha anexa) são i gualm ente avaliados;
n)- ingr esso às Classes Integrais: é facul tado aos alunos do sexo m asculino. Exi ge-se,
apenas, que o aluno seja aprovado no exam e de admissão do Colégio Estadual do Paraná,
que tenha residência fixa na cidade, que esteja disposto a fazer o curso completo de quatro
anos no regim e experimental , que more rel ati vamente próximo ao estabelecim ento e que seus
pais tenham interesse pelo acom panham ento de sua vida escolar, comprometendo-s e a
comparecer às reuni ões mensais ; há sorteio entre os candi datos que satisfazem essas
condi ções. Assim, pela ausência de provas seleti vas de qualquer natureza, pretende-se
consegui r uma amostra representati va da clientel a do Col égio Estadual do Paraná.
54
4. Estrutura administrativa
a) As Classes Integrais constituem uma Secção do Departamento de Educação do Colégio
Estadual do Paraná, apresentando-se no novo esquema geral com o “Secção de
Experimentação Pedagógica”.
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b)- A estrutura interna das Classes Integrais é mui to sim ples,como se pode notar pelo
organograma abai xo e conta com reduzi do quadro de pessoal , o qual se lim ita a uma
Coordenadora, uma Ori entadora Educaci onal, uma Secretári a e três auxili ares, al em dos
Professores.
5. Desenvolvimento do trabalho em função dos objetivos
Para consegui r o desenvol vimento harm onioso da personali dade dos educandos as Classes
Integrais tem atendi do às s eguintes áreas:
a) Educação Intelectual
Sisa, mais do que a aquisição de conhecimentos, a form ação mental pelo
aproveitamento das forças potenci ais, transformando-as em instrumentos seguros e efi cientes
para a solução dos problemas práticos e especulati vos da vi da. Daí a importânci a que se
atribui aos métodos ati vos de trabalho, pois se acredita que é somente executando a cão que o
aluno consegue com preende-la e interiori zá-la. O ensino consiste, de modo geral, em
orientação das ati vi dades discentes, procurando-se l evar o aluno à redescoberta da matéri a;
assim ele é induzido a pesquisar, a comparar, a analisar, a ti rar concl usões pessoais e a
chegar à formulação de sínteses que lhe darão a visão do todo signi ficati vo: a Unidade
Didáti ca. Paral elam ente, busca-se levar o aluno a adqui rir um método pessoal de trabalho que
lhe possibili te continuar aprendendo quando deixar a escola.
Procura-se, por outro lado, através de um pl anej amento conjunto, combater o
artificialismo da di visão estanque de disci plinas , relacionando as vári as áreas de es tudo em
torno, principalmente, do núcleo Históri a e Geografia.
Quanto às demais discipli nas, al ém das obrigatóri as estabelecidas por Lei,
decidiu-se pela i ncl usão do Inglês , como língua es trangeira, em virtude do interesse
manifestado por alunos e pais pelo ensino desse idi om a.
A porcentagem média de 97% de promoção, nos cinco anos de funcionamento
das Classes Integrais, l eva-nos à convi cção de estar al cançando o objeti vo de elevar o
coefi ciente de rendimento escolar. Por outro l ado, pesquisa reali zada em 1963 sobre a
“Comparação do rendim ento es colar em Português e Matem ática, entre alunos das Classes
Comuns e Integrais do Col égio Estadual do Paraná”, demonstrou resultados favoráveis aos
desta última (ver rel atóri o anexo).
A diferença no rendimento escolar dos alunos das Classes Integrais, nessas duas
disciplinas, foi confirmada em 1964, pelos resul tados obti dos pelos mesmos alunos que
prosseguiram o curso col egial no próprio es tabelecimento. Também , a porcentagem de
promoção, nesse nível, atingiu 76% para os alunos das Classes Integrais para 62% das
Classes Com uns, resul tado esse mais signifi cati vo se considerarm os a des vantagem dos
primeiros ao com petirem com os segundos , os quais foram subm etidos a um processo seletivo
ao l ogo do curso gi nasial. Acresce, por outro lado, observar que o Curso Gi nasial , feito pela
56
maioria dos al unos das Classes Comuns em mais de quatro anos, assegura-lhes um nível de
maturidade superior, em contraposição aos das Classes Integrais onde aproximadamente 83%
conseguem concluí-lo sem repetência.
b) Educação Estética
Visando ai nda o desenvol vimento harmonioso da personalidade, as Classes
Integrais não se poderiam descuidar da val ori zação das ati tudes de apreciação. Assim , o
Desenho, a Músi ca e as Artes Aplicadas proporcionam aos jovens um a ocasião para
desenvol ver form as de exteriorização, habili dades pessoais e o amor pelo belo.
Quanto aos resultados, pode-se afi rmar que, em rel ação ao DESENHO, foi
totalm ente venci da a inibição comum que se instala na adolescência, quando os alunos
evoluem para a auto crítica; os alunos das Classes Integrais desenham com facilidade, não
sentem mais medo ou ins egurança e a m aioria tem liberdade de expressão. Em relação à
a
a
MÚSICA, veri ficou-se grande interesse pela bandinha rítm ica na 1 . série; na 2 . série pelo
estudo dos instrumentos musicais. Entretanto, de um modo geral , os al unos não reconhecem o
devido valor a essa aprendi zagem, o que dá margem a uma séri e de interrogações que
posteriormente poderão ser respondi das. Em relação às ARTES APLIC AD AS , o total e a
quali dade dos trabalhos reali zados com gos to e entusiasm o evi denci am que os obj eti vos
visados estão sendo atingi dos.
Cumpre observar que as Artes Aplicadas, al em dos objeti vos acima mencionados,
concorrem para desenvolver o espírito de precisão, de ordem e capri cho, a valorização dos
diversos tipos de ativi dade humana e a sua importância para a vida dos povos, com o que se
pretende inici ar a educação para o trabalho.
c) Educação Mor al e Religiosa
Para favorecer a formação moral do educando contribui o ambiente de trabalho
escol ar em que se procura desenvolver o espírito de confiança e o espíri to de confiança mútuo.
O contato freqüente entre o educador ,educando e sua fam ília, e a assistênci a permanente
dos professores propiciam ocasião adequada para que os al unos sintam a necessidade, para o
homem e para a sociedade, da reti dão do caráter, da preservação dos valores morais, etc..
A form ação religi osa, inspi rada nos ideais , do Cristi anismo, procura despertar
cada educando para uma concepção de vida capaz de orientar sua conduta no senti do do Bem
e da Verdade,, e conta com um orientador especi ali zado.
d) Educação Física
Outro aspecto da educação, que as Classes Integrais merecem especial atenção,
é a saúde e o aperfeiçoamento físi co dos alunos; através de exam es m édicos, exames
dentários e de l aboratório, bem como de testes físicos e fisiológi cos e de um programa de
ati vidades físicas cientifi cam ente controladas, procura-se levar o educando ao pleno
desabrochamento de suas qualidades física e, conseqüentemente, assegurar-lhe sólidas bases
para o sadio desenvol vim ento mental .
A implantação de bons hábi tos de higiene e nutrição é uma preocupação constante
dos educadores, da mesma forma que se procura valori zar um regim e de vi da sadio em que
haja respei to pelas necessárias horas de sono e repouso.
A Educação Física, tam bém, consti tui -se em valioso auxiliar num plano de
educação integral quando se trata de desenvol ver ati tudes positivas nos alunos , tais como: a
iniciati va, a cooperação, a soli dari edade, o respeito pel os outros , alem de oferecer excelentes
oportuni dades de liberação das tensões emocionais, tão comuns na fase da puberdade;
concorrem para isso, de um m odo especial , os cl ubes esportivos , as ati vidades físicas de grupo
e as com petições.
Com o resultado, verificou-se, através do estudo comparati vo dos exames médicos,
dos testes re-apli cados, e da observação das formas de conduta i ndividual e s ocial, uma
satisfatória evolução nos aspectos visados (ver relatório anual).
Com pletando a educação física, e como o al uno da escol a secundária atravessa o
período pubertário, geralmente negligenciado pela fam ília, as Classes Integrais incluem no seu
57
currículo a Ori entação Sexual . Não sendo forçada na vi da dos alunos, inici a-se quando eles
dão mostras de que necessitam esclarecimentos sobre o assunto ou quando surge al gum
problema em classe. Acentua-se na 3a. série dentro do programa de Ori entação Educati va.
Indiretam ente, a i nformação sexual é dada através das aul as de ciências, m ostrando o
processo de fecundação em plantas, animais, a evolução embrionári a, etc..
Com essa orientação, visa-se desenvol ver nos alunos uma mentalidade aberta,
séria, científica e chei a de respeito para com os probl emas da vida humana rel aci onados com a
reprodução e com o sexo.
Para avali ar o resul tado obtido com essa orientação, um questionário apli cado,
permite conclui r que aproximadam ente 91% dos alunos ti veram resol vi dos, parcialmente ou
completamente, seus probl emas individuais.
Buscando a i ntegração do aluno na soci edade democrática da qual será membro atuante, as
Classes Integrais valem-se dos seguintes recursos:
a) Estudo do meio
Ocupando o lugar de des taque no pl ano das Classes Integrais, alem de rom per
com a barreira que existe, normalm ente, entre a escol a e a vida, essa ativi dade contri bui para
dar concreti zação às unidades tratadas, pois é sempre complemento ou moti vação de al gum
estudo; favorece a i ntegração do educando à vida com unitária pela tomada de cons ciênci a dos
problemas sociais e econômicos que afligem a população, bem como pel o conhecimento das
muitas riquezas que o Estado possui. Busca-se, acima de tudo, incenti var em cada um o
desejo de colaborar, na medida de suas possibilidades, para o engrandecimento do Paraná e
do Brasil e formar o homem para a verdadeira Democraci a.
A parti cipação dos alunos, em form a de sugestão, na fase de pl anej amento do
Estudo do Meio e de atuação efeti va na fas e de realização do trabalho, obj etiva desenvol ver as
quali dades valori zadas pela educação integral pelo que demandam em iniciati va, cooperação e
autonom ia.
Pelos dados constantes no relatório de 1964 registram-se, apenas naquele ano, 26
visitas a fábri cas, escol as, museus, firm as comerciais e órgãos do governo; 09 excursões a
locais de interesse histórico, geográfico ou econômico; 31 entrevistas com diri gentes de firm as,
dos órgãos de administração públi ca e de escolas o que com prova uma intensa ati vidade
nesse setor e que o es tudo do meio se estende a múltipl os aspectos da vida comuni tária.
Esses contatos pessoais que os al unos estabelecem com as pessoas
responsáveis pelas instituições de com uni dade, através do pl ano de Estudo do Meio são
tam bém aprovei tados para estruturar form as de comportam ento e atitudes que facilitam o
relacionamento social .
b) O trabalho em equipe
Dinâmica empregada de modo regular no desenvolvimento da maioria dos
trabal hos das Classes Integrais, é outro fator que contribui para aquela i ntegração na
sociedade democráti ca, desenvolvendo a compreensão de que a vida em sociedade implica
numa série de renuncias pessoais em benefício dos interesses comuns. As Classes Integrais
valori zam, portanto, os trabal hos em equipe pel o que possam eles propi ciar em vi vência de
situações nas quais o respei to, a deli cadeza e o comedimento, não s ó no trato com os
professores com o também em relação aos colegas e demais pessoas, são as normas
fundamentais .
É também evi dente que se visa, mais imediatamente, o ajustamento soci al do
aluno ao seu grupo dentro do ambiente escolar, para que possa daí transferi r as form as de
conduta adequadas para esferas sociais mais am plas.
Levantam entos sociom étricos, levados a efei to no início, no meio e no fi nal de
ano, pel a Orientação E ducati va, revelam uma diminuição do índice de marginalidade dos
alunos, o que pode ser considerado como um provável resul tado dos trabalhos em equi pe.
58
c) Clubes
Funcionando um a vez por sem ana, os clubes se consti tuem um excelente instrumento de
educação social o que, por sua vez vai repercutir na integração dos jovens, facilitando-l hes a
conquista do seu lugar na s oci edade.
Resultados
Em relação aos professores , pode-se notar o entusiasmo e o esforço de cada um
no senti do de encontrar as m elhores soluções para os problemas educaci onais, o espírito de
equipe moti vado pel a reali zação do trabal ho entrosado, a m aior responsabilidade diante da
liberdade para pôr em práti ca idéias novas, o es pírito aberto para a pesquisa e a convicção de
que os processos de educação podem e devem ser melhorados;
Em relação ao Colégio es tadual do Paraná, nas reuniões semanais de
Coordenação de Docênci a, vários aspectos do trabalho das Classes Integrais têm sido
discutidos com o propósito de aproveita-l os, nas demais Classes; igualmente, nessas ocasiões,
são debatidas questões que podem sugerir rumos ao própri o trabal ho experimental. Esse
intercâmbio consti tui , portanto, um a oportuni dade de enri quecimento mútuo, que nos abre
amplos horizontes , na esperança de melhor situar as Classes na dinâm ica do Colégi o,
transferi ndo-as em laboratório efeti vo de experim entação pedagógi ca, da qual poderão resultar
soluções adequadas para a probl emáti ca educacional específica do es tabelecimento;
Em relação aos pais sente-se que a escola os conquistou. Pela freqüência às
reuniões m ensais de pais e professores, constata-se o interesse das famíli as pela obra
educacional ; o apoi o que emprestam à ori entação dada pelos professores serve de es tím ulo
sempre crescente ao aperfeiçoamento do corpo docente;
Em relação à comuni dade, percebe-se que há um enriquecimento duplo: os
alunos, por entrar em contato direto com as institui ções exis tentes no meio em que vivem, além
de am pliarem seus conhecimentos, aprendem a val ori zar as ativi dades desenvol vidas nos m ais
diferentes setores da vi da comuni tária; por outro l ado, a escola se beneficia pela contribuição
que pode receber, pel as manifestações espontâneas de com preensão e incenti vo de
destacadas pers onali dades da comunidade que, com freqüência, se prontifi cam a tender às
solicitações dos alunos, comparecendo ao col égi o para prestar esclarecimentos e inform ações
sobre temas de sua especi alidade;
Em relação aos professores visitantes, as Classes Integrais representam um
esforço para a concreti zação de idéias preconizadas pelos professores de Didática e de
Pedagogia e geralmente consideradas utópi cas, porque raram ente constatadas na práti ca. Daí
a procura das Classes Integrais para a observação e estágios de alunos das Faculdades de
Filosofia, e de outras es col as e dos convi tes freqüentemente recebidos pela equi pe de
Professores para fazer pal estras a res pei to do seu trabalho.
Assim vão as Classes Integrais servindo de veícul o de di vul gação de al gumas
idéias e técni cas modernas, através do relato de experiências efetivamente reali zadas no
campo da escol a secundári a.
59
Probl emas em ergentes
Após ci nco anos de desenvol vimento da experiência das Classes Integrais do
Colégio Es tadual do P araná, al gum as dificuldades j á podem ser levantadas, as quais,
entravando a consecução pl ena dos objeti vos propostos, m erecem a consideração dos
educadores.
A prim eira del as se refere à consti tui ção do corpo docente. Tratando-se de uma
escol a cuja dinâmica assenta preci puamente na integração de todos os professores no m esmo
espírito de trabalho, a substitui ção, tem porária ou efeti va, de qual quer um deles é sem pre
penosa ou di fícil , podendo trazer, de certo modo, prejuízos à tarefa educativa. Necessária se
torna pois, a existência de órgãos de di vul gação da experiênci a, di vulgação capaz de
entusiasmar os demais professores e levá-los a sentir as oportunidades que as Classes
Integrais oferecem para a reali zação profissional de cada um como educador e acenar-lhes
com a possibilidade de i ntegrar o seu corpo docente.
Seria tam bém im prescindível que o elem ento assim recrutado passasse por um
ESTÁGI0 DE PREPARAÇÃO adequada que pudesse cons cienti zá-lo dos princípios esposados
pelas classes, a fim de facilitar-lhe uma adaptação ao grupo e ao sistema de trabalho que
assegurasse a continuidade da obra e que, ao mesmo tempo, o estimulasse a agir
criati vam ente no sentido de prom over a sua evolução.
Por outro lado, a impossibilidade de dar a esses professores a compensação
financeira correspondente a um horário integral ,, visto serem todos sujeitos às normas
estabelecidas para os funcionári os do es tado, onde o número de aul as se destina às aulas, e
não s e justifi ca para o exercício de outras ati vi dades que exi giriam uma perm anência m ais
prol ongada, impõe um a séri e de restrições inconvenientes para a natureza do trabal ho.
A Escola também se ressente da falta de um grupo de especialistas capazes de
orientar a reali zação de um plano efetivamente experimental . Torna-se indispensável , a nosso
ver, a complementação do quadro do pessoal com:
1. Um Orientador Pedagógico, cuja função especi fi ca seria a de coordenar o
trabal ho docente, tanto na fase do planejam ento como na de execução e
avaliação;
2. Um Pesquisador Educacional , para planejar pesquisas, construir os
respectivos instrumentos, fazer os levantamentos necessári os à
identi ficação dos problemas existentes, estim ular os professores e
interessa-los na elaboração de experim entos no cam po de suas
disciplinas;
3. Um Técni co em estatísti ca, para dar o devi do tratamento aos projetos de
pesquisa, fazer l evantamentos estatísti cos do rendimento es col ar, orientar
os alunos na elaboração de tabelas, gráfi cos, etc., quando necessári os;
4. Um Assistente Social , para reali zar um relacionamento m ais efeti vo entre
a escola e a fam ília dos al unos, a fim de es tudar conveni entemente os
problemas de ori gem doméstica que tem repercussão na vida escol ar e
encam inhar-lhes a s olução.
Deve-se aqui, ainda considerar que seria desejável poder-se contar com servi ços
médico e psicológico especializado que atendessem aos casos de tratamento es pecifi co. As
limitações impostas, ou pelo reduzido número de serviços de psicol ogi a ou pel a inexistência de
verba que pudesse custear um tratamento adequado, são obs táculos que já temos enfrentado.
Outra di fi culdade que não tem sido fácil de superar é a causada pelo fato de
coexis tirem, no mesmo estabelecimento, dois tipos de classes , Comuns e Integrais, o que
determina um clim a de prevenções mútuas, contrário ao espíri to de UNIDADE que deve
preval ecer num ambiente escolar.
Quanto ao am biente físico do Colégio Estadual , não obstante a excelência do
prédio deve ser encarada a dificuldade encontrada para a reali zação de um plano i deal cuja
origem se encontra em limitações com o as que seguem:
Inadequação do m obiliário, cuj as carteiras indi viduais, m uito pesadas, difi cul tam a
realização do trabal ho de grupo. Necessidade, igualmente, de os al unos fi carem
obri gados, no final e i nici o das aulas, a dar-l hes a disposição tradici onal, visto a m esma
sala servir. Em outro turno, para as cl asses com uns, gera oportuni dade de desordem
indesejável para a atitude de concentração, além de ocasionar perda de tem po,
precioso para estabelecer uma atmosfera adequada principalmente ao trabalho
intelectual ;
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A i nexistência de oficinas e de s alas equi padas para desenvol vê-lo ati vidades de
caráter mais prático, tais com o Artes Industri ais e Datilografia, tem difi cul tado
sobremaneira a consecução dos obj eti vos visados. Os trabalhos que temos conseguido
realizar nesse setor representam um a soma de es forços baseados, muitas vezes,
quase que excl usi vamente no sacrifício pessoal dos elementos responsáveis. É
verdade que os planos futuros do Col égio incluem a cons trução e o equi pamento de
instal ações para tal fim, o que representa, sem dúvida, uma esperança de soluções
mais adequadas para o problema.
Concl uindo, deve-se ainda acrescentar que tem os a cons ciênci a de que o plano das
Classes Integrais consti tui hoj e uma tentati va de renovação que a perspecti va atual da
Lei de Diretri zes e Bases tornou um tanto tímida. É nosso pensamento, pois, com base
na experiência reali zada, à luz das novas conquistas no campo das ciências
pedagógi cas, e aproveitando as oportunidades que aquele próprio docum ento legal nos
oferece, reali zar estudos no senti do de, pel o processo da auto-avaliação, fazer as
revisões necessári as para aperfeiçoar o plano e torna-lo mais próximo de responder à
problemáti ca da educação do homem no sentido de sua reali zação integral, em si
mesm o e m e face das exigências da sociedade brasileira e humana.
Curitiba, setem bro de 1965
Ruth Com piani
Coordenadora das Classes Integrais
Do Colégio estadual do P araná.
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COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ CLASSES