PROJETO DE PESQUISA AUTISMO: MARCAS DE HETEROGEIENIDADE DE UM DISCURO Linha de Pesquisa: Linguagem e Discurso Candidata: Cynara Maria Andrade Telles Orientador: Prof. Dr. Roberto Leiser Baronas 2 AUTISMO: MARCAS DE HETEROGEIENIDADE DE UM DISCURO SOBRE RESUMO: Utilizando como referencial teórico a Análise do Discurso de filiação francesa, pretendemos neste trabalho, investigar, por meio de entrevistas, o discurso de profissionais da saúde e da educação, com experiência de trabalho com sujeitos autistas. Buscaremos nesses depoimentos, modos de ressignificação da doença e marcas de heterogeneidade nos enunciados desses representantes do discurso da ciência. Para isso, teremos como pilares teóricos os conceitos de heterogeneidade e de sujeito do inconsciente, entendido também como sujeito da linguagem, e que, ao enunciar, estabelece um “acordo” com o discurso do outro, marcando explicitamente o caráter heterogêneo do discurso, como uma tentativa ilusória de delimitar territórios entre o seu discurso e o discurso do outro, tomado como “um”, tentando negar a heterogeneidade constitutiva que se manifesta implicitamente pela retomada de já-ditos, dados pelo interdiscurso. Esta concepção caracteriza a ausência de neutralidade da palavra que circula e habita uma infinidade de discursos outros, que se constituem por embates, pactos, ajustes e consentimentos. Pretendemos, por meio dessa entrevistas, no trabalho de escuta interpretativa, apontar as marcas de heterogeneidade do discurso desses profissionais, escutando-os em seus aspectos relevantes e discrepantes, que reproduzem e contrapõem o discurso do Outro da ciência. PALAVRAS-CHAVE: sujeito, discurso, autismo, heterogeneidade. 3 INTRODUÇÃO Poucos são os trabalhos, onde o foco principal seja a escuta do sujeito e sua implicação em um trabalho de saúde mental. Ao se abordar especificamente o autismo, as investigações são feitas a partir dos primeiros meses de vida. Marcadamente heterogêneo, o discurso da ciência considera-a, em um dos poucos aspectos de consenso, a mais precoce doença mental. Foi Leo Kanner (1943) quem isolou alguns casos semelhantes de crianças que apresentavam entre outros aspectos, forte isolamento, ausência de reciprocidade no olhar e desinteresse profundo em estabelecer contato. Essas definições ainda hoje são consideradas apropriadas por pesquisadores da área. Em nosso trabalho de dissertação de mestrado, investigamos, por meio de entrevistas, o discurso de mães sobre o autismo de seus filhos O interesse por esse tema surgiu a partir da experiência de atendimento clínico-psicológico, marcada por questionamentos e desafios em uma instituição municipal na cidade de São José do Rio Preto (Escola Municipal Maria Lúcia de Oliveira), onde eram atendidos casos de doença mental infantil. Observávamos que o diagnóstico, em lugar de auxiliar, muitas vezes se colocava como obstáculo na relação com esse filho, o que foi confirmado na escuta das mães, que se viam impedidas de significar subjetivamente esse filho, após serem informadas, por representantes do discurso autorizado da ciência, do “problema” de seus filhos. Com a intenção de prosseguir nessa pesquisa, pretendemos agora investigar o discurso de profissionais da saúde e da educação, seguindo especialmente as marcas de heterogeneidade, e de ressignificação da doença, dos representantes do discurso da ciência sobre o autismo. Interessa-nos prosseguir e aprofundar essa pesquisa, por se tratar de um trabalho de caráter inédito, atual e polêmico, marcado por diferentes visões advindas do discurso médico, das famílias, do discurso pedagógico, e segundo por não haver trabalhos disponíveis com o enfoque a que este se propõe: os modos caracteristicamente heterogêneos de significar o autismo, com campos de saber em grande parte, totalmente dissociados e controversos entre eles. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA 4 O presente trabalho terá como referencial teórico a Análise do Discurso de “linha francesa” fundamentada teoricamente por PÊCHEUX E FUCHS (1993), que utiliza como objeto de pesquisa o discurso falado pelo homem, em constante movimento, trazendo em cada sujeito uma marca de subjetividade e, portanto, de heterogeneidade. O discurso tem como aspecto constitutivo a exterioridade, que é da ordem da memória, do interdiscurso e da ideologia, e diz respeito ao contexto, às condições de produção e de enunciação em que determinado discurso é proferido. Refletir sobre o sujeito discursivo implica, primeiro, deixar de lado o modo de representá-lo dado pelas ciências positivas, qual seja, o de que o sujeito controla o seu pensamento e a sua linguagem, de que é dono apenas da racionalidade e por ela comandado, de que ele assenhora-se da consciência com tal lucidez, que isso lhe garante um domínio absoluto sobre a realidade. Também coloca de lado a concepção de que sujeito seja sinônimo de indivíduo, passível de ser quantificado e regularizado em categorizações e generalizações. Tendo refutado tais noções, interessa-nos tomar emprestado de Pêcheux (1969) a noção de sujeito discursivo, definido como posição na linguagem. O discurso é materializado pelo sujeito, que num processo social e histórico reutiliza e ressignifica a língua. Podemos definir em categorias a maneira em que se empreende o Processo Discursivo. Primeiramente consideramos a Formação Social, espaço onde o sujeito se posiciona, ocupando um lugar de (não) poder na sociedade que está inserido, nesse espaço se empreende um movimento marcado pela contradição entre regiões ideológicas em que a desigualdade se presentifica e se relaciona com a luta de classes e com os interesses econômicos, formando a trama das Formações Ideológicas, que ao materializarem a Ideologia, formam uma rede heterogênea e complexa, e palco desse espaço social onde os sentidos se naturalizam (PÊCHEUX, 1995). A forma-sujeito, que também pode ser entendida como sujeito do saber, sujeito do discurso ou sujeito universal, diz respeito à forma com a qual o sujeito do discurso se identifica a uma determinada Formação Discursiva. O processo de identificação a uma Formação Discursiva se opera no imaginário, campo da linguagem que se presentifica quando o outro reconhece o sujeito, na exterioridade discursiva, com um já-lá que estabiliza sentidos, estabelece a condição do dizível e permite a entrada na rede social e no universo da linguagem. Os processos de identificação dos indivíduos com as Formações Discursivas não são evidentes, enquanto formas de apropriação/reprodução/transformação de efeitos préconstruídos que dominam os sentidos de seu dizer, e representam diferentes modalidades de “captura” do sujeito (ZANDWAIS, 2005, p. 145). 5 O conceito de Formação Imaginária deriva do conceito lacaniano de imaginário, definido como demanda lançada ao Outro – lugar do eu, das ilusões de completude, da alienação, sendo em Análise do Discurso o resultado de processos discursivos do passado, ou seja, o efeito do funcionamento imaginário do sujeito em relação ao Outro, ao Sujeito, portanto, ao resultado de seu posicionamento no universo discursivo. As Formações Imaginárias se relacionam ao contexto sócio-histórico no qual o sujeito está inserido e definem as condições de produção constituintes dos discursos que sempre se articulam uns aos outros. Pelas Formações Imaginárias é que podemos interpretar o modo como, no discurso, o sujeito formula sua trama para si, para o outro e para o referente, um lugar imaginário, antecipando, na trama discursiva, sentidos já ditos. As Formações Ideológicas criam efeitos de sentido de evidência, mascarando no interior dessas formações forças contraditórias que se confrontam com forças ideológicas divergentes dentro de uma determinada Formação Social. As posições que assumem os sujeitos dessa trama foram definidas por Formações Discursivas (FDs) (PÊCHEUX, 1995), dentro das quais os sentidos das palavras mudam a partir da posição ideológica ocupada por quem as emprega. A Formação Discursiva interpela o indivíduo em sujeito do discurso por um processo de identificação a esta Formação Discursiva. Ela pode ser concebida também como o espaço em que se estabelecem os sentidos, espaço marcadamente heterogêneo e atravessado por várias posições, no qual o sujeito se inscreve numa determinada formação discursiva por redes de filiações deslocadas entre presente e passado, com movimentos de um sujeito em relação com outros sujeitos. Seguindo a reflexão sobre o conceito de Formação Discursiva, Indursky (2001) afirma que o funcionamento do sujeito do discurso pode ser observado pela maneira com que este sujeito se relaciona com a Formação Discursiva. As características de constituição das Formações Discursivas são a contradição e a heterogeneidade, com limites instáveis que num movimento constante, configuram e reconfiguram as relações. Para se filiar a uma dada Formação Discursiva o sujeito passa por um processo de subjetivação em que ocorre a fragmentação da forma-sujeito (INDURSKY, 2001). Num primeiro momento, o sujeito realiza uma identificação plena em que enunciação e formasujeito se superpõem em uma Formação Discursiva, com a qual se identifica sem nenhum conflito aparente, reproduzindo então a posição do Sujeito Universal. Num segundo momento, o sujeito empreende um movimento de desidentificação à Formação Discursiva em questão, distanciando-se, em seu discurso, da forma-sujeito, trazendo como efeito um movimento de tensão e consequente questionamento, que se manifestam quando surgem as 6 diferenças entre a posição que esse sujeito assume e a Formação Discursiva à qual se filia e que Courtine (apud INDURSKY, 2001) denominou Formação Discursiva Heterogênea. O terceiro momento promove o processo de desidentificação, ocorrendo um processo de ruptura com a Formação Discursiva à qual se filiava. É a Formação Discursiva que permite compreender os diferentes sentidos de uma mesma palavra, “pois toda palavra chega a um contexto vinda de um outro contexto, elas são ‘carregadas’, ‘ocupadas’, ‘habitadas’, ‘atravessadas’ de ‘discurso’”, como afirma AuthierRevuz (2004, p. 36), relacionando esta marca de heterogeneidade discursiva ao advento do sujeito que se opera a partir do discurso do Outro, condição imprescindível para se inscrever no universo da linguagem. Portanto, o discurso do sujeito é estruturalmente marcado por outros discursos e/ou pelo discurso do Outro. Foi com a intenção de chegar ao conceito de heterogeneidade do discurso que tratamos de todos os conceitos acima, pois é esse fio teórico que nos permite chegar ao aspecto constitutivamente heterogêneo do discurso. E, por termos verificado no trabalho de dissertação a característica marcadamente heterogênea do discurso da ciência do autismo, que pretendemos tomar como pilares para nosso trabalho os conceitos de sujeito discursivo e heterogeneidade. Authier-Revuz (2004) subdivide a heterogeneidade em mostrada e constitutiva. A heterogeneidade mostrada (ou marcada) se presentifica no discurso por citações, entrevistas, depoimentos. Nela, o sujeito enunciador estabelece um “acordo” com o discurso do outro, marcando explicitamente o caráter heterogêneo do discurso, como uma tentativa ilusória de delimitar territórios entre o seu discurso e o discurso do outro, tomado com “um”, tentando negar a heterogeneidade constitutiva que se manifesta implicitamente pela retomada de jáditos, dados pelo interdiscurso, marcando a ausência de neutralidade da palavra que circula e habita uma infinidade de discursos outros que se constituem por embates, pactos, ajustes e consentimentos. Authier-Revuz (2004) considera que estudar o modo no qual, nos diversos tipos de discurso, funcionam as formas de heterogeneidade mostrada, é se permitir acesso a um aspecto da representação que dá o locutor de sua enunciação, representação que traduz o modo de negociação (recusa) preparado na duração de uma fala, pelo sujeito, de uma fala “normal”. O lugar da memória (ACHARD, 1999) é aquele que estabelece a condição de legibilidade do dizer, posto que as palavras não guardam um sentido em si mesmas, mas significam pela anterioridade, pelo arquivo que elas constituem (e que as constituem) e pelo movimento construído socialmente a partir da relação delas com o poder. Consideramos 7 importante ressaltar que a memória não é tomada aqui como cronologia histórica, como sinônimo de datas, ou como narrativa linear, mas como memória discursiva. A memória discursiva permite ao sujeito A Análise do Discurso, de filiação francesa, fundamenta-se no método interpretativo que atribui sentido a algo sem sentido evidente. Supõe uma brecha entre o objeto conhecido e aquele que está entrando em contato com o objeto. O método interpretativo tem seu foco de investigação voltado para os dados marginais, os resíduos, os não ditos, pois são considerados reveladores, tal como o trabalho de um detetive ao tentar decifrar a cena de um crime. Utilizam-se como “corpus” a materialidade linguística por meio de depoimentos escritos ou orais, textos, documentos, e efetua recortes deste material. No trabalho de escuta são tomados como objetos de investigação a estrutura discursiva, a posição ocupada pelo sujeito, as cenas que descrevem e constroem. Com base nesses pressupostos e atentos às construções discursivas, aos modos de dizer e à materialidade discursiva, pretendemos realizar além de um trabalho interpretativo, a investigação da produção de sentidos em um dado funcionamento discursivo caracteristicamente heterogêneo, aqui entendido como constitutivo permanente, mas não aparente da enunciação (AUTHIER-REVUZ, 2004), trazendo do passado um acontecimento pontuado numa cadeia significante. OBJETIVOS A Análise do Discurso é denominada teoria de entremeios por fazer uma reformulação das teorias em que se baseia. Propõe a articulação dos estudos da linguagem, tendo como objeto o discurso produzido pelo sujeito que é afetado pela linguagem por meio de formações ideológicas e discursivas. O discurso é considerado em Análise do Discurso como efeito de sentido entre interlocutores (PÊCHEUX, 1997). É por este motivo que se propõe em lugar da mensagem, o estudo do discurso. Na tentativa de contribuir para a reflexão e a busca de novas formas de se conceber o autismo, pretendemos, por meio de entrevistas, destacar as marcas de heterogeneidade dos profissionais que trabalham com essa doença, escutando-os em seus aspectos relevantes e discrepantes, que reproduzem, contrapõem o discurso do Outro da ciência. Sob este aspecto, é necessária a reflexão quanto à subjetividade nos atos de linguagem: pistas na materialidade linguística, que dêem condições de interpretar os modos de dizer de si e do outro. Esta concepção teórica marca sua diferença sobre o olhar generalizante das correntes biológicas. Por fim, este trabalho pretende criar possibilidades de se dar retornos à sociedade em forma de artigos, além de novos enfoques 8 para o trabalho prático com a patologia em questão. Para isso, nosso objetivo será investigar os modos de significar e os efeitos de sentido da doença do autismo, materializados por representantes dos discursos da ciência da saúde e da educação. Teremos como objetivos específicos: - A escuta do trabalho de significação dos profissionais da saúde sobre a doença, considerando tratar-se de representantes do discurso de autoridade do universo científico - O discurso de educadores, representantes do discurso pedagógico, sobre os impasses do trabalho com crianças autistas em sala de aula. - Concebendo que os sujeitos de seus discursos, são constitutivamente atravessados por outros discursos, pretendemos seguir as marcas de heterogeneidade dos discursos materializados pelos sujeitos entrevistados, que retomam discursos outros, como condição do dizer. Coleta e análise do corpus A pesquisa será realizada na cidade de São José do Rio Preto, com profissionais que se dispuserem a contribuir para esse trabalho. A escolha pela cidade é em função de contatos prévios já realizados com profissionais desse município. Para realizarmos a pesquisa serão convidadas três profissionais da área de saúde e três da área de educação para participarem de entrevistas onde falarão de seus modos de entendimento da doença, do modo como entendem a linguagem dos autistas e de suas dificuldades na experiência com o trabalho com essa população. Não serão considerados como critério, entretanto, sexo ou idade. A grande relevância para a pesquisa serão os dados qualitativos em detrimento dos quantitativos. O trabalho será desenvolvido de acordo com os princípios éticos estabelecidos pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de São Carlos. Um termo de consentimento será recebido previamente, garantindo sigilo de identidade dos sujeitos envolvidos, já que não trabalhamos com pessoas ou sujeitos empíricos, mas com os discursos e as projeções imaginárias do sujeito no dizer. A decisão de participação será de total liberdade dos profissionais. Realizaremos entrevistas tendo como roteiro um questionário semi-estruturado, as quais serão gravadas e transcritas na íntegra antes de serem submetidas à análise. Não se estabelecerá um tempo determinado para a realização das mesmas, tendo os entrevistados total liberdade de interromperem a qualquer momento. 9 Os dados serão analisados qualitativamente, destacando as formas de dizer, os significantes, as formulações em que o sujeito emerge singularmente. Para isso, serão respeitados nas transcrições, tanto quanto seja possível, o ritmo das falas, aspectos fonéticos, pausas, silêncios, mantendo seu modo coloquial, regionalismos e tropeços. Pretendemos realizar a interpretação de fatos lingüístico-discursivos observados nos discursos desses profissionais. Marcas de equívocos do sujeito, tais como deslizes, vacilos, derivas e trocas serão recortadas, dando prioridade à escuta de elementos no funcionamento da linguagem que conduzam a aspectos relevantes para a presente pesquisa. CRONOGRAMA PRIMEIRO E SEGUNDO ANOS 2012 ETAPAS CUMPRIMENTO DE CREDITOS REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ENTREVISTAS E TRANSCRIÇÕES PARTICIPAÇÃOEM GRUPOS DE ESTUDO ENCONTROS COM O ORIENTADOR TRABALHOS EM CONGRESSOS PUBLICAÇÃO DE ARTIGO CIENTIFICO 2013 jan/fev mar/abr mai/jun jul/ago set/out nov/dez jan/fev mar/abr mai/jun jul/ago set/out nov/dez X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X TERCEIRO E QUARTO ANOS 2014 ETAPAS ANÁLISE DE DADOS 2015 jan/fev mar/abr mai/jun jul/ago X X nov/dez jan/fev X X X mar/abr mai/jun jul/ago set/out nov/dez X X QUALIFICAÇÃO REDAÇÃO FINAL DEFESA DE TESE PARTICIPAÇÃOEM GRUPOS DE ESTUDO ENCONTROS COM O ORIENTADOR TRABALHOS EM CONGRESSOS PUBLICAÇÃO DE ARTIGO CIENTIFICO set/out X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACHARD, P. Papel da memória. Campinas, Pontes, 1999. AUTHIER-REVUZ, Entre a transparência e a opacidade: um estudo enunciativo do sentido. Porto Alegre: EDPUCRS, 2004. INDURSKY, F. Unicidade, desdobramento, fragmentação: a trajetória da noção de sujeito em Análise do Discurso. In: MITTMANN, S.; GRIGOLETTO, E.; CAZARINI, G. (Orgs.). Práticas Discursivas e Identitárias. Porto Alegre: Nova Prova editora, 2001. KANNER, Leo. Os distúrbios autísticos do contato afetivo. In: Paulina Schmidtbauer Rocha (org). Autismos. São Paulo: Ed. Escuta. Recife, 1997. PÊCHEUX, M. Semântica e discurso – uma crítica à afirmação do óbvio. Unicamp. Campinas, 1995. ____________; FUCHS, C. A propósito da análise automática do discurso: atualização e perspectivas. In GADET, F; HAK, T. (orgs.) Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. 2 ed. Ed. UNICAMP, Campinas, 1993. ____________ O Discurso – estrutura ou acontecimento? Pontes. Campinas, 1997. ZANDAWAIS, A. A forma-sujeito do discurso e suas modalidades de subjetivação: um contraponto entre saberes e práticas. In: INDURSKY, F. e FERREIRA, M. C. L. (Orgs.). Michel Pêcheux e a análise do discurso: uma relação de nunca acabar. São Carlos: Claraluz, 2005.