Comiissão Muniicipall de Proteccção Civil C Plan P no Mun M nicip pal d de Em merg gência de d Proteecçãão Civ vil J Janeiro 20 009 Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 1 SIGLAS ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil CCO – Centro de Coordenação Operacional CCOD – Centro de Coordenação Operacional Distrital CCON – Centro de Coordenação Operacional Nacional CDPC – Comissão Distrital de Protecção Civil CDOS – Comando Distrital de Operações de Socorro CEMGFA – Chefe Estado Maior General das Forças Armadas CMP – Câmara Municipal de Penela CMPC - Comissão Municipal de Protecção Civil CNOS – Comando Nacional de Operações de Socorro CNPC – Comissão Nacional de Protecção Civil COM – Comandante Operacional Municipal CPX - Exercício de Posto de Comando DFCI – Defesa da Floresta Contra Incêndios FLOPEN – Associação de Produtores e Proprietários Florestais do Concelho de Penela GCI – Gabinete de Comunicação e Imagem GIPS – Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro IGT - Instrumentos de Gestão Territorial Livex - Exercício de ordem Operacional MAI – Ministério da Administração Interna NEP – Norma de Execução Permanente OCS – Órgãos de Comunicação Social PDM – Plano Director Municipal PMDFCI – Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios PMEPCP – Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Penela PMOT – Planos Municipais de Ordenamento do Território REN - Reserva Ecológica Nacional REPC – Rede Estratégica de Protecção Civil RPE – Regulamento Nacional de Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada ROB – Rede Operacional dos Bombeiros SIOPS – Sistema Integrado de Operações de Protecção de Socorro SMPC – Serviço Municipal de Protecção Civil TO – Teatro de Operações ZCL – Zona de Concentração Local ZRI – Zona de Reunião e Irradiação Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 3 Índice Parte I – ENQUADRAMENTO GERAL DO PLANO ....................................................................... 9 1. Introdução.............................................................................................................................. 9 2. Âmbito de Aplicação .............................................................................................................. 9 3. Objectivos Gerais ................................................................................................................ 10 4. Enquadramento Legal ......................................................................................................... 11 5. Antecedentes do Processo de Planeamento ....................................................................... 13 6. Articulação com Instrumentos de Planeamento e Ordenamento do Território .................... 14 7. Activação do Plano .............................................................................................................. 14 7.1. Competências para Activação do Plano....................................................................... 14 7.2. Critérios para Activação do Plano ................................................................................ 14 8. Programa de Exercícios ...................................................................................................... 15 Parte II – ORGANIZAÇÃO DE RESPOSTA................................................................................. 18 1. Conceito de Actuação ......................................................................................................... 18 1.1. Comissões de Protecção Civil ...................................................................................... 18 1.2. Centros de Coordenação Operacional (CCO) .............................................................. 19 2. Execução do Plano .............................................................................................................. 19 2.1. Fase de Emergência .................................................................................................... 19 2.2. Fase de Reabilitação.................................................................................................... 20 3. Articulação e actuação de Agentes, Organismos e Entidades ............................................ 20 3.1. Missão dos Agentes de Protecção Civil ....................................................................... 21 3.2. Missão dos Organismos e Entidades de Apoio ............................................................ 24 Parte III – ÁREAS DE INTERVENÇÃO ....................................................................................... 26 1. Administração de Meios e Recursos ................................................................................... 26 2. Logística .............................................................................................................................. 27 3. Comunicações ..................................................................................................................... 27 4. Gestão da Informação ......................................................................................................... 29 5. Procedimentos de evacuação ............................................................................................. 33 6. Manutenção da Ordem Pública ........................................................................................... 34 7. Serviços Médicos e de Transporte de Vítimas .................................................................... 35 8. Socorro e Salvamento ......................................................................................................... 36 9. Serviços Mortuários ............................................................................................................. 37 10. Protocolos.......................................................................................................................... 38 Parte IV – INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR............................................................................. 41 Secção I ....................................................................................................................................... 41 1. Organização da Protecção Civil em Portugal ...................................................................... 41 2. Mecanismos e Estrutura da Protecção Civil ........................................................................ 44 2.1. Composição, convocação e competências da Comissão Municipal de Protecção Civil44 2.2 Critérios e âmbito para a declaração de situações de alerta ......................................... 45 2.3 Sistema de Monitorização, Alerta e Aviso ..................................................................... 46 Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 5 Secção II ...................................................................................................................................... 50 1. Caracterização Geral ........................................................................................................... 50 2. Caracterização Física .......................................................................................................... 51 3. Caracterização Socioeconómica ......................................................................................... 54 4.Caracterização das Infra-Estruturas ..................................................................................... 65 5.Caracterização do Risco....................................................................................................... 71 5.1. Análise de Risco .......................................................................................................... 71 5.2. Análise da Vulnerabilidade ........................................................................................... 80 5.3. Estratégias para a Mitigação de Riscos ....................................................................... 81 6. Cenários .............................................................................................................................. 82 7. Cartografia ........................................................................................................................... 86 Secção III ..................................................................................................................................... 87 8. Legislação ........................................................................................................................... 87 9. Bibliografia ........................................................................................................................... 88 10. Glossário ........................................................................................................................... 88 Anexos ......................................................................................................................................... 89 Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 6 PARTE I Enquadramento Geral do Plano Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 7 Parte I – ENQUADRAMENTO GERAL DO PLANO 1. Introdução O Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Penela (adiante designado abreviadamente por PMEPCP) é um documento que define as orientações relativamente ao modo de actuação dos vários organismos, serviços e estruturas a empenhar em operações de protecção civil. A reposição da normalidade das áreas afectadas constitui outro dos seus objectivos, de forma a minimizar os efeitos de um acidente grave ou catástrofe sobre as pessoas, bens e o ambiente. Este é um plano geral, pois foi elaborado para enfrentar a generalidade das situações de emergência que se admite no âmbito territorial e administrativo do Município. O PMEPCP, deve ser revisto no mínimo uma vez a cada dois anos ou sempre que existam alterações pertinentes fruto da sua aplicação prática em exercícios ou em situações reais de emergência. Pode igualmente ser motivada pela percepção de novos riscos, pela identificação de novas vulnerabilidades, pela existência de informações decorrentes de novos estudos ou relatórios de carácter técnico e científico, pela mudança dos meios e recursos disponíveis, pela alteração dos contactos das diversas entidades envolvidas no plano ou por mudanças do quadro legislativo em vigor. O director do PMEPCP é o Presidente da Câmara Municipal de Penela ou, na sua ausência, o seu legítimo substituto, neste caso o Vice-Presidente. 2. Âmbito de Aplicação O âmbito de aplicação do PMEPCP é a totalidade territorial do Concelho de Penela, ou seja, uma área de 132.5 km2, subdividido em 6 freguesias (Cumieira, Espinhal, Podentes, Rabaçal, Santa Eufémia e São Miguel). O PMEPCP destina-se a precaver todos os riscos com origem natural e antrópica com possibilidade de atingir o Município de Penela, nomeadamente, incêndios florestais, cheias e Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 9 inundações, ondas de calor e vagas de frio, movimentos de massa, sismos, degradação dos solos, colapso de estruturas, incêndios urbanos e industriais, acidentes no transporte de substâncias perigosas e acidentes graves de tráfego, entre outros. 3. Objectivos Gerais Os objectivos gerais do PMEPCP visam: • Providenciar, através de uma resposta concertada, as condições e os meios indispensáveis à minimização dos efeitos adversos de um acidente grave ou catástrofe; • Definir as orientações relativamente ao modo de actuação dos vários organismos, serviços e estruturas a empenhar em operações de Protecção Civil; • Definir a unidade de direcção, coordenação e comando das acções a desenvolver; • Coordenar e sistematizar as acções de apoio, promovendo maior eficácia e rapidez de intervenção das entidades intervenientes; • Inventariar os meios e recursos disponíveis para acorrer a um acidente grave ou catástrofe; • Minimizar as perdas de vidas e bens, atenuar ou limitar os efeitos de acidentes graves ou catástrofes e restabelecer o mais rapidamente possível, as condições mínimas de normalidade; • Assegurar a criação de condições favoráveis ao empenhamento rápido, eficiente e coordenado de todos os meios e recursos disponíveis num determinado território, sempre que a gravidade e dimensão das ocorrências o justifique; • Habilitar as entidades envolvidas no plano a manterem o grau de preparação e de prontidão necessário à gestão de acidentes graves ou catástrofes; Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 10 • Promover a informação das populações através de acções de sensibilização, tendo em vista a sua preparação, a assumpção de uma cultura de auto-protecção e o entrosamento na estrutura de resposta à emergência. Neste contexto, os responsáveis dos serviços da Câmara Municipal de Penela (CMP), os agentes de Protecção Civil Municipal e outras entidades e organizações de apoio, deverão conhecer e compreender tudo quanto este documento estabelece, nomeadamente, no que diz respeito à situação, à missão, ao conceito de actuação e às atribuições de cada um, não só durante as emergências, mas muito particularmente nas fases de prevenção e preparação, cruciais ao eficaz desempenho operacional. 4. Enquadramento Legal Legislação Estruturante Lei nº 53/2008, de 29 de Agosto – Lei de Segurança Interna; Decreto-Lei nº 112/2008, de 1 de Julho – Conta de Emergência; Lei nº 65/2007, de 12 de Novembro – Enquadramento institucional e operacional da protecção civil no âmbito municipal, organização dos serviços municipais de protecção civil e competências do comandante operacional municipal; Decreto-Lei nº 134/2006, de 25 de Julho – Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS); Lei nº 27/2006 – Lei de Bases da Protecção Civil; Legislação Orgânica Despacho do Secretário de Estado da Protecção Civil nº 11392/2008, de 21 de Abril – Adjuntos de Operações Distritais; Portaria nº 302/2008, de 18 de Abril – Normas de Funcionamento da Comissão Nacional de Protecção Civil; Decreto-Lei nº 56/2008, de 26 de Março – Comissão Nacional de Protecção Civil; Portaria nº 1358/2007, de 15 de Outubro – Equipas de Intervenção Permanente; Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 11 Despacho do Secretário de Estado da Protecção Civil nº 22396/2007, de 26 de Setembro – Força Especial de Bombeiros; Despacho do Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil nº 9390/2007, de 24 de Maio – Unidades Orgânicas Flexíveis da Autoridade Nacional de Protecção Civil; Portaria nº 338/2007, de 30 de Março – Unidades Orgânicas Nucleares da Autoridade Nacional de Protecção Civil; Portaria nº 333/2007, de 30 de Março – Unidades Orgânicas Flexíveis da Autoridade Nacional de Protecção Civil; Decreto-Lei 75/2007, de 29 de Março – Lei Orgânica da Autoridade Nacional de Protecção Civil; Decreto-Lei nº 203/2006, de 27 de Outubro – Lei Orgânica do Ministério da Administração Interna; Decreto-Lei nº 22/2006, de 2 de Fevereiro – Lei Orgânica do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente e do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro, da Guarda Nacional Republicana; Decreto-Lei nº 252/92, de 19 de Novembro – Lei Orgânica dos Governos Civis; Declaração da Comissão Nacional de Protecção Civil nº 97/2007, de 16 de Maio – Estado de alerta especial para o Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS); Decreto-Lei nº 165/2002, de 17 de Julho – Protecção contra Radiações Ionizantes; Decreto-Lei nº 253/95, de 30 de Setembro – Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo; Legislação Técnico-Operacional Resolução da Comissão Nacional de Protecção Civil nº 25/2008, de 18 de Julho – Critérios e normas técnicas para a elaboração e operacionalização de planos de emergência de protecção civil; Decreto-Lei nº 254/2007, de 12 de Julho – Regime Jurídico da prevenção e controlo dos perigos associados a acidentes graves; Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 12 Legislação Concorrente Decreto Regulamentar nº 86/2007, de 12 de Dezembro – Articulação, nos espaços marítimos sob soberania e jurisdição nacional, entre autoridades de polícia; Decreto-Lei nº 173/2004, de 21 de Julho – Sistema Nacional de Gestão de Crises Decreto Regulamentar nº 18/93, de 28 de Junho – Exercício de funções de protecção civil pelas Forças Armadas; Decreto Regulamentar nº 13/93, de 5 de Maio – Comissões de Planeamento de Emergência; Decreto-Lei nº 153/91, de 23 de Abril – Lei Orgânica do Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência; Lei nº 44/86, de 30 de Setembro – Lei do Regime do Estado de Sítio e do Estado de Emergência; Uma referência mais exaustiva e permanentemente actualizada da legislação sobre Protecção Civil pode ser consultada no sítio on-line da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), em http://www.proteccaocivil.pt/. 5. Antecedentes do Processo de Planeamento A Câmara Municipal de Penela detém um Plano Municipal de Emergência datado de Março de 1999. Este foi aprovado pelos Serviços Municipais de Protecção Civil do Concelho de Penela a 01 de Março de 1999 e teve o parecer favorável da Câmara Municipal de Penela na reunião de 8 de Março do mesmo ano. Este documento foi enviado para aprovação da Comissão Nacional de Protecção Civil. O mesmo documento foi actualizado em 2007, embora não tenha sido aprovado devido a ANPC ter referido que seria de aguardar pelas novas directrizes. O antigo documento foi activado a 22 de Agosto de 2005, em consequência dos incêndios florestais que se fizeram sentir neste no Município. No que concerne a exercícios de teste ao plano, estes nunca foram realizados, embora a corporação de Bombeiros realize alguns exercícios a fim de estarem cada vez mais operacionais em caso de emergência. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 13 É de frisar que o anterior Plano Municipal de Emergência nunca esteve em consulta pública. 6. Articulação com Instrumentos de Planeamento e Ordenamento do Território A articulação do PMEPCP com instrumentos de planeamento e ordenamento do território verifica-se sobretudo através do Plano Director Municipal (PDM) e do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), que abrange alguns riscos do concelho, nomeadamente, cartografia de zonas inundáveis, perigosidade e risco de incêndio. 7. Activação do Plano 7.1. Competências para Activação do Plano O director do PMEPCP é o Presidente da Câmara Municipal de Penela, ou na sua ausência, o seu legitimo substituto, competindo à Comissão Municipal de Protecção Civil (CMPC) a sua activação. Para efeitos de activação do PMEPCP, a CMPC de Penela pode deliberar com 1/3 dos elementos que a compõe. Dependendo da gravidade e/ou severidade da ocorrência, os pressupostos operacionais nele contidos poderão de imediato ser postos em prática por decisão do Director do Plano ou do seu legítimo substituto, sendo a activação formal do plano confirmada logo que possível. 7.2. Critérios para Activação do Plano Os critérios para activação do Plano divergem consoante a natureza do fenómeno, gravidade e extensão dos seus efeitos previsíveis. Sendo assim podem ser considerados critérios: Percentagem da área territorial, abrangida no plano, afectada pelo acidente grave ou catástrofe; Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 14 Efeitos na população (número de mortos, feridos, desalojados, desaparecidos ou isolados, etc.); Danos nos bens e património (número de habitações danificadas, edifícios indispensáveis às operações de protecção civil afectados, afectação de monumentos nacionais, etc.); Danos nos serviços e infra-estruturas (suspensão do fornecimento de água, energia ou telecomunicações durante um período de tempo significativo, etc.); Danos no ambiente (descargas de matérias perigosas em aquíferos ou no solo, destruição de zonas florestais, libertação de matérias perigosas para a atmosfera, etc.); Características da ocorrência (caudais registados, magnitude ou intensidade sísmica, quantidade de substancia libertada, etc.). 8. Programa de Exercícios O PMEPCP deve ser regularmente treinado através de exercícios em que se simulam situações de emergência a diferentes níveis. Com o planeamento e realização destes treinos poderá, por um lado, testar-se o plano em vigor, adaptando-o e actualizando-o se for caso disso, e, por outro lado, rotinarem-se os procedimentos a adoptar em situação real de emergência. Deverá ser efectuado no mínimo um exercício anual, sendo que nos anos pares o exercício deverá ser do tipo CPX (Exercício de Posto de Comando, sem meios no terreno) e nos anos ímpares do tipo Livex (Exercício de ordem Operacional com meios no terreno). O Município de Penela, embora organize e realize exercícios, principalmente por iniciativa da Corporação dos Bombeiros Voluntários, estes não são devidamente formalizados. Contudo, estão programados dois simulacros, a realizar em Penela, até Maio de 2009, sobre incêndios florestais e transporte de matérias perigosas no IC3. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 15 PARTE II Organização de Resposta Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 17 Parte II – ORGANIZAÇÃO DE RESPOSTA 1. Conceito de Actuação 1.1. Comissões de Protecção Civil As Comissões de Protecção Civil são os órgãos de coordenação em matéria de protecção civil, quer à escala nacional, regional ou municipal. Estas são compostas por elementos que auxiliam na definição e execução da política de protecção civil. São objectivos da Comissão Municipal de Protecção Civil: • Accionar a elaboração do plano municipal de emergência, bem como acompanhar a sua execução e remeter para aprovação à Comissão Nacional; • Acompanhar as políticas directamente ligadas ao sistema de protecção civil que sejam desenvolvidas por agentes públicos; • Determinar o accionamento dos planos, quando tal se justifique; • Promover a realização de exercícios, simulacros ou treinos operacionais que contribuam para a eficácia de todos os serviços intervenientes em acções de protecção civil. A Comissão Municipal de Protecção Civil de Penela é constituída por: • Presidente da Câmara Municipal, que a preside; • Comandante Operacional Municipal; • Um elemento do Comando dos Bombeiros Voluntários de Penela; • Um elemento do Posto Territorial da GNR de Penela; • Director(a) do Centro de Saúde de Penela • Autoridade de Saúde do Município de Penela; • Um elemento do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra (ISS, IP/CDSS de Coimbra); • Um representante da FLOPEN; Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 18 O local de funcionamento da Comissão Municipal de Protecção Civil deverá ser dotado das convenientes condições logísticas necessárias ao seu funcionamento, como tal, a CMPC de Penela reúne-se no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Penela (BVP) para ocorrências no âmbito de incêndios florestais e para as restantes tipologias de eventos, no salão nobre do edifício dos Paços do Concelho de Penela. 1.2. Centros de Coordenação Operacional (CCO) Nos termos do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS), os Centros de Coordenação Operacional são o garante do funcionamento de uma estrutura de comando destinada a funcionar sem ambiguidades sob o conceito de comando único. Com base na legislação em vigor, os Centros de Coordenação Operacional, a nível estrutural, são assegurados à escala Nacional, Regional ou Distrital, onde estão representadas as entidades cuja intervenção se justifica em função de cada ocorrência em concreto. 2. Execução do Plano No uso das competências e responsabilidades que legalmente lhe estão atribuídas no âmbito da direcção e coordenação das operações de protecção civil, o Presidente da Câmara Municipal, ou o seu legítimo substituto, empenhará todos os esforços para facultar aos diversos serviços da Câmara Municipal e aos demais organismos intervenientes, as condições indispensáveis para assegurar o conjunto das acções a desenvolver. 2.1. Fase de Emergência Convocar de imediato a Comissão Municipal de Protecção Civil (CMPC), declarando a activação do PMEPCP e accionar o alerta às populações em perigo/risco; Determinar ao Comandante Operacional Municipal a coordenação e promoção da actuação dos meios de socorro de modo a controlar o mais rapidamente possível a situação; Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 19 Decidir em cada momento, as acções mais convenientes em função da emergência, e a aplicação das medidas de protecção, tanto para a população como para os vários agentes intervenientes no PMEPCP; Difundir através da Comunicação Social, ou por outros meios, os conselhos e medidas a adoptar pelas populações em risco; Declarar o final da emergência. 2.2. Fase de Reabilitação Adoptar as medidas necessárias à urgente normalização da vida das populações atingidas e à neutralização dos efeitos provocados pelo acidente no meio; Proceder à análise e quantificação dos danos pessoais e materiais, elaborando um relatório sobre as operações realizadas. 3. Articulação e actuação de Agentes, Organismos e Entidades Nos termos da Lei de Bases da Protecção Civil1 são Agentes de Protecção Civil, de acordo com as suas atribuições próprias: 1 • Os Corpos de Bombeiros; • As Forças de Segurança; • As Forças Armadas; • A Autoridade Marítima; • A Autoridade Aeronáutica; • O INEM e demais serviços de saúde; • Os Sapadores Florestais; Lei nº27/2006, de 3 de Julho. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 20 3.1. Missão dos Agentes de Protecção Civil - Bombeiros Voluntários de Penela Coordenam as actividades de socorro e salvamento; Asseguram a operacionalidade permanente dos meios necessários às acções de socorro e salvamento, incluindo os equipamentos de comunicações; Asseguram a operacionalidade permanente das sirenes de aviso e o cumprimento dos procedimentos de aviso às populações; Promovem a formação e o treino dos operadores de comunicações dos respectivos corpos de bombeiros, incluindo na utilização dos procedimentos de comunicações; Adoptam programas de treino contínuo destinados à manutenção da eficácia das respectivas equipas de intervenção; Organizam os meios de modo a garantir a primeira intervenção imediatamente após a recepção do alerta; Mobilizam os meios próprios necessários à intervenção; Combatem incêndios; Procedem a acções de busca e salvamento; Socorrem as vítimas com recurso às técnicas de suporte básico de vida (SBV); Asseguram a evacuação primária das vítimas; Colaboram na evacuação secundária para unidades de saúde diferenciadas; Garantem a participação dos respectivos corpos de bombeiros na difusão de avisos e informação pública às populações, através de veículos próprios com equipamentos adequados; Apoiam a GNR na evacuação das populações e colocam os meios próprios disponíveis à disposição da evacuação das populações com necessidades especiais; Apoiam as acções de instalação e gestão dos centros de acolhimento provisório, bem como a assistência e bem-estar das populações; Exercem quaisquer outras actividades no âmbito das suas competências. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 21 - Força de Segurança (Posto Territorial da GNR de Penela): Coordena as actividades de ordem pública, movimentação e evacuação; Mobiliza os meios próprios necessários à ordem pública e à movimentação e evacuação das populações; Assegura a operacionalidade permanente dos meios necessários à manutenção da segurança e evacuação das populações, bem como da movimentação e controlo de tráfego; Assegura a operacionalidade permanente dos equipamentos de comunicações da respectiva unidade; Garante, em caso de necessidade, um serviço de estafetas; Assegura a participação na difusão de avisos e informação pública às populações, através de veículos próprios com equipamentos adequados; Garante a segurança de pessoas e bens, nomeadamente, nas zonas de sinistro, de apoio e de concentração e reserva, bem como nas áreas e centros de acolhimento provisório e armazéns de emergência; Procede e orienta a evacuação e a movimentação das populações, de acordo com as decisões do COM; Controla o acesso aos postos de triagem, assistência pré-hospitalar, evacuação secundária, locais de reunião de mortos e morgues provisórias; Mantém abertos corredores de circulação destinados à evacuação secundária; Colabora nas acções de mortuária; Exerce quaisquer outras actividades no âmbito das suas competências. - Serviços de Saúde (Autoridade de Saúde de Penela): Requisição de serviços e estabelecimentos profissionais de saúde, nos casos de epidemias graves ou quando ocorrem outras situações de emergência; Coordenação e mobilização dos centros de saúde e hospitais, bem como outras unidades prestadoras de serviços de saúde, de acordo com as necessidades; Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 22 Assume a responsabilidade e a decisão sobre as medidas de protecção da Saúde Pública e Ambiental na área do acidente grave e/ou catástrofe; Controle de doenças transmissíveis; Prestação dos serviços de mortuária. - Serviços de Saúde (Centro de Saúde): Coordena as actividades de saúde e evacuação secundária, assegurando uma única cadeia de comando para as áreas de intervenção médico-sanitárias; Garante a ligação com o Centro Hospitalar de Coimbra – Hospital dos Covões ou com outro Hospital em caso de necessidade; Mobiliza os meios próprios necessários à intervenção; Coordena a prestação de cuidados médicos às vítimas até ao limite da sua capacidade; Assegura a montagem de postos de triagem, de assistência pré-hospitalar e de evacuação secundária, em estreita colaboração com o INEM; Colabora com as Juntas de Freguesia na identificação dos munícipes cujas incapacidades físicas levam à necessidade do emprego de meios especiais em caso de evacuação; Garante a evacuação secundária; Organiza o registo de feridos e mortos; Assegura os cuidados de saúde nos centros de acolhimento provisório; Colabora na avaliação e quantificação dos danos; Exerce quaisquer outras actividades no âmbito das suas competências. - Sapadores Florestais (FLOPEN): realizam actividades de prevenção dos incêndios florestais, através de acções de silvicultura preventiva. Exercem ainda funções de vigilância, primeira intervenção e apoio ao combate a incêndios florestais e às subsequentes operações de rescaldo, sensibilização do público para as normas de conduta em matéria de acções de prevenção, do uso do fogo e da limpeza das florestas. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 23 3.2. Missão dos Organismos e Entidades de Apoio Os Organismos e Entidades de Apoio têm como função auxiliar numa situação de crise, tanto na emergência como na reabilitação do concelho. - Serviços da Segurança Social de Coimbra: Apoia as acções de instalação e gestão dos centros de acolhimento provisório, bem como a assistência e bem-estar das populações; Colabora na avaliação e quantificação dos danos; Exerce quaisquer outras actividades no âmbito das suas competências. - FLOPEN: • Faz comparecer o seu representante no teatro de operações; • Faz-se representar pela equipa de sapadores florestais; • Colaboram com o SMPC nos exercícios e treinos a realizar; • Colabora com o SMPC na Sensibilização da população; • Dar resposta ao que lhe for solicitado pela CMPC. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 24 PARTE III Áreas de Intervenção Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 25 Parte III – ÁREAS DE INTERVENÇÃO 1. Administração de Meios e Recursos A administração de meios e recursos visa estabelecer os procedimentos e instruções de coordenação quanto às actividades de gestão, administrativa e financeira, inerentes à mobilização requisição e utilização dos meios e recursos utilizados aquando da activação do PMEPCP. No que concerne aos meios humanos, a Câmara Municipal de Penela nomeia e remunera o pessoal pertencente aos seus quadros. Os diversos agentes de Protecção Civil envolvidos, entidades e organizações de apoio, nomeiam e remuneram o seu próprio pessoal. Compete ao Serviço Municipal de Protecção Civil elaborar requisições relativas a aquisição de bens e serviços para apoio às operações de Protecção Civil inerentes à activação do PMEPCP, que após a respectiva aprovação, são adquiridos e liquidados nos termos da lei. Os Agentes de Protecção Civil e entidades intervenientes diversas são responsáveis pelas despesas efectuadas nas operações de Protecção Civil, as quais poderão ser reembolsadas ou comparticipadas de acordo com o disposto na lei. A gestão financeira de custos é da responsabilidade da Divisão Administrativa e Financeira do Município de Penela, que é também competente em matérias de supervisão das negociações contratuais e de gestão de eventuais donativos, subsídios e outros apoios materiais e financeiros recebidos em dinheiro com destino às operações de Protecção Civil. A gestão dos processos de seguros indispensáveis às operações de Protecção civil é igualmente da responsabilidade da Divisão Administrativa e Financeira. Por último a gestão dos tempos de utilização dos recursos e equipamentos previstos no plano é da responsabilidade do Serviço Municipal de Protecção Civil e do Comandante Operacional Municipal. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 26 2. Logística O apoio logístico às operações deve conter os procedimentos e instruções de coordenação, bem como a identificação dos meios e das responsabilidades dos serviços, agentes de protecção civil, organismos e entidades de apoio, quanto às actividades de logística destinadas a apoiar as forças de intervenção e a população. Os Departamentos e serviços da Câmara Municipal de Penela envolvidos nas operações de socorro são responsáveis por suprir as suas próprias necessidades logísticas iniciais nomeadamente quanto a alimentação, combustíveis, manutenção e reparação de equipamentos, transportes, material sanitário. Os agentes de Protecção Civil e demais entidades de apoio são responsáveis por suprir as suas próprias necessidades logísticas iniciais de modo semelhante à situação descrita para os serviços municipais. 3. Comunicações Em situação de emergência e consequente activação do PMEPCP, é imprescindível que os agentes de protecção civil disponham de sistemas de comunicações operativos e eficazes, que lhes permitam coordenar esforços entre si, dentro e fora do teatro de operações. O sistema de comunicações operacionais de protecção civil tem como objectivo assegurar as ligações entre os serviços, agentes, entidades e organizações de apoio que têm intervenção prevista no PMEPCP e utiliza os meios das telecomunicações públicas e privativas, nomeadamente as redes telefónicas fixas e móveis e a rede estratégica de protecção civil (REPC) (Quadro I e II). Não obstante o atrás exposto, todos os agentes e entidades poderão obviamente utilizar redes e meios próprios de telecomunicações (Bombeiros e GNR), sem prejuízo da interligação operacional através da REPC. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 27 Quadro I – REPC (Rede Estratégica de Protecção Civil) Canais de Coimbra 053 061 062 Gardunha Lousã Roxo Tx Rx TpTx TpRx 168.7750 168.7625 168.8750 173.3750 173.3625 173.4750 123.0 162.2 118.8 123.0 162.2 118.8 Quadro II – ROB (Rede Operacional dos Bombeiros) Canal (VHF-FM) 066 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 Lousã Tx Rx TpTx TpRx 168.4000 173.0000 151.4 - M 01 M 02 M 03 M 04 M 05 M 06 M 07 C 01 C 02 C 03 T 01 T 02 T 03 T 04 T 05 Manobra Comando Táctica 152.5875 152.6000 152.6125 152.6250 152.6750 152.6875 152.7000 152.7125 152.7250 152.7375 152.9250 152.9375 152.9500 152.9625 152.9750 152.5875 152.6000 152.6125 152.6250 152.6750 152.6875 152.7000 152.7125 152.7250 152.7375 152.9250 152.9375 152.9500 152.9625 152.9750 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 110.9 O Serviço Municipal de Protecção Civil dispõe de um sistema de comunicações próprio, que funciona no sistema de rádio-transmissão, em Banda - Alta (VHF), em sistema “simplex” e “semiduplex”, distribuído da seguinte forma: - Central de Comunicação – Centro Operações de Protecção Civil (Quartel de Bombeiros) Neste Centro de Operações funcionam outros equipamentos de rádio-comunicação, que fazem parte do sistema de comunicações dos Bombeiros. Estes equipamentos são muito importantes na gestão de qualquer ocorrência, garantindo as necessárias comunicações em caso de falta de energia eléctrica ou de falhas do sistema nas redes GSM (telemóveis). Este centro dispõe de um gerador que garante a autonomia de funcionamento de todos os equipamentos ali instalados, em especial as comunicações. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 28 - Base CMP – a funcionar no Gabinete de protecção Civil e Florestas da C.M.P. - Base GNR – a funcionar no quartel da Guarda Nacional Republicana de Penela - E/R portáteis – Vários distribuídos pela GNR, Bombeiros, Junta de Freguesia do Espinhal e Gab. Prot. Civil e Florestas da C.M.P. - Móveis em Viaturas - Bombeiros, Viat. Prev. Florestal da CMP, viaturas de encarregados C.M.P. e nas principais máquinas e veículos da C.M.P. a utilizar em operações de Protecção Civil De acordo com a operação, são comunicados a todos os agentes de protecção civil, os canais a utilizar, bem como outras instruções, nomeadamente relacionadas com telemóveis no teatro de operações. Compete ao comandante das operações de socorro estabelecer o plano de comunicações para o teatro de operações – que inclui as zonas de sinistro, de apoio e de concentração e reserva – tendo em conta o estipulado na NEP2. Nesta actividade, devem ser tidos em conta os procedimentos necessários para que se mantenham as comunicações com os centros operacionais ou equivalente dos agentes de protecção civil, organismos e entidades de apoio, incluindo, no caso do nível municipal, com o respectivo Comando Distrital de Operações de Socorro. No caso dos centros de alojamento, as comunicações podem ser estabelecidas via telefone ou, em caso de necessidade, através da rede das forças de segurança destacadas nesses locais. 4. Gestão da Informação A adequada transmissão e gestão da informação entre todos os intervenientes – decisores, agentes de protecção civil, intervenientes no plano e população em geral – potenciará uma adequada afinação e exequibilidade de todo o sistema de operações de emergência em protecção civil, com repercussão directa na optimização e utilização das equipas na resposta à emergência. 2 Norma de Execução Permanente (NEP) nº 042 de 27JUN2006, da Autoridade Nacional de Protecção Civil Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 29 Assim, é necessário estabelecer procedimentos e responsabilidades na gestão da informação de emergência, que deverá dividir-se em três grandes componentes: a) Gestão de informação entre as entidades actuantes nas operações; b) Gestão da informação às entidades intervenientes do plano; c) Informação pública. Assim: a) Gestão de informação entre as entidades actuantes nas operações Atendendo a que no teatro de operações deverá ser, no momento da resposta, elaborado um plano de acção e que o mesmo obriga a reuniões (briefings) regulares, será essa então uma forma de transmissão das informações entre todos os agentes e entidades com intervenção nas operações. Por esse facto, deverá ser recolhida informação relativa a: - Pontos de situação; - Perspectivas de evolução futura; - Cenários e modelos de previsão (se existirem); - Dados ambientais e sociais; - Outras informações julgadas pertinentes. Este conjunto de informação vai permitir adequar recursos e gerir de forma mais equilibrada a utilização das equipas de resposta, potenciando a sua acção. No âmbito da responsabilização em termos de informação entre as entidades actuantes nas operações, temos: Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 30 SMPC - Efectuar a recolha da informação necessária à avaliação e extensão da situação, contactando para o efeito todas as autoridades actuantes no terreno; - Efectuar briefings regulares com o COM; COM - Manter o Presidente da Câmara informado de todas as situações que estão a ocorrer, fazendo a cada 30 minutos um balanço actualizado da evolução da situação; - Informar o Presidente da Câmara acerca das medidas adoptadas e a adoptar no teatro de operações; Demais agentes e entidades actuantes - Reportar de imediato ao SMPC ou ao COM toda e qualquer alteração que ocorra no teatro de operações; b) Gestão da informação às entidades intervenientes do plano No que a este item diz respeito, importa assegurar a notificação e consequente passagem de informação às entidades intervenientes do plano (autoridades, agentes de protecção civil, organismos e entidades de apoio). Este fluxo de informação destina-se a assegurar que todas as entidades mantêm níveis de prontidão e envolvimento, caso venha a ser necessária a sua intervenção. Assim, o SMPC em articulação com o COM, informará via telefone ou via rádio, todas as entidades com intervenção no plano, relativamente ao ponto de situação das operações que se estão a desenvolver no terreno, alertando-as para que mantenham elevados níveis de prontidão. A actualização da informação a prestar deverá ser actualizada sempre que se considere pertinente, mas nunca excedendo períodos de 1 hora. c) Informação pública Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 31 O Serviço Municipal de Protecção Civil desde sempre desencadeia mecanismos de informação à população (imprensa escrita local, folhetos, Internet) no sentido de veicular as medidas de autoprotecção a adoptar, tendentes a prevenir ou minimizar os efeitos da ocorrência dos diferentes riscos existentes. Após o accionamento do PMEPCP, o SMPC recorrerá à colaboração do Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI) que o apoiará em todas os mecanismos de informação pública, no sentido de serem difundidas informações relativas ao evoluir da situação e às instruções referentes às medidas a tomar pelas populações. No âmbito da sua missão de serviço público e de acordo com o estabelecido no n.º 2 do artigo 15º da Lei de Bases da Protecção Civil (Lei n.º 27/2006), “A declaração da situação de alerta determina uma obrigação especial de colaboração dos meios de comunicação social, em particular das rádios e das televisões …, visando a divulgação das informações relevantes relativas à situação”. Assim, será função do Gabinete de Comunicação e Imagem estabelecer permanente ligação com os Órgãos de Comunicação Social (OCS), providenciando para que sejam emitidos em tempo útil todas as informações fundamentais que, de acordo com o estabelecido pelo SMPC e pelo Director do Plano, importam transmitir à população (avisos, comunicados, notas de imprensa e outras formas de difusão de informações. Nos contactos a efectuar com os OCS, a informação a prestar passa designadamente por: - Situação actual da ocorrência; - Acções em curso para o socorro e assistência às populações; - Áreas de acesso restrito; - Medidas de autoprotecção; - Locais de reunião, acolhimento provisório ou assistência; - Números de telefone e locais de contacto para informações; - Números de telefone e locais de contacto para recebimento de donativos e serviço voluntário; - Instruções para regresso de populações evacuadas. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 32 No âmbito da responsabilização em termos de informação pública, temos: - Coordena toda a actividade de aviso e informação pública: pré-emergência, emergência e reabilitação – no que toca a riscos existentes e medidas de autoprotecção a adoptar; SMPC - Assegura a informação e a sensibilização das populações; - Articula com o GCI a divulgação dos comunicados aos órgãos de comunicação social; - Estabelece a ligação com os OCS, com vista à difusão da informação; GCI - Estabelece e informa sobre o local das conferências com os OCS; - Actua como porta-voz único para os OCS; - Asseguram o cumprimento dos procedimentos de aviso por sirenes; BVP e GNR Juntas de Freguesia - Poderão colaborar também na informação através de veículos com megafones, se os tiverem; - Colaboram na difusão de avisos e informação pública às populações. 5. Procedimentos de evacuação A competência para a proposta de evacuação é da responsabilidade do Comandante Operacional Municipal, estando sujeita a validação pelo director do plano. Compete à GNR a tarefa de evacuar e orientar a movimentação das populações em áreas afectadas por sinistro, quer seja de áreas, de localidades ou de edificações. Compete também à GNR, após a identificação das zonas de sinistro e de apoio, reencaminhar o tráfego rodoviário em redor do teatro de operações, de modo a não interferir com a movimentação das populações a evacuar, nem com a mobilidade das forças de intervenção. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 33 A evacuação das populações será efectuada para os seguintes locais de concentração (Grandes Campos de Futebol) (Figura 1). Figura 1 – Locais de Concentração, para evacuação de populações (Grandes Campos) No percurso entre a zona de sinistro e os locais de concentração deverá ser erguida pelo menos uma barreira de encaminhamento de tráfego e um ponto de controlo que se destinam a prestar assistência aos evacuados e a manter o fluxo da movimentação em áreas de concentração. O regresso das populações às áreas anteriormente evacuadas deve ser controlado pela GNR, tendo em vista a manutenção das condições de tráfego. 6. Manutenção da Ordem Pública Sendo a manutenção da ordem pública uma competência típica das forças de segurança, o estabelecimento de procedimentos e instruções de coordenação, bem como a identificação dos meios e das responsabilidades dos serviços, agentes de protecção civil, organismos e entidades Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 34 de apoio, quanto à segurança de pessoas e bens e ao controlo do tráfego, é essencial para a prossecução dos objectivos desta actividade. Nesse sentido, o acesso às zonas de sinistro e de apoio deve ser limitado às forças de intervenção, organismos e entidades de apoio, através da criação de barreiras por parte da GNR, devendo esta força contar com o apoio dos serviços e entidades especializadas. A segurança das instalações sensíveis ou indispensáveis às operações de Protecção Civil (escolas, Instalações dos agentes de protecção civil e instalações do Serviço Municipal de Protecção Civil) deve ser assegurada pela GNR através do destacamento de efectivos. Para a manutenção da ordem pública em estabelecimentos industriais e comerciais deve adoptar-se o recurso a empresas privadas da especialidade, cujos vigilantes se devem apresentar uniformizados, à responsabilidade dos respectivos empresários. 7. Serviços Médicos e de Transporte de Vítimas Nos serviços médicos e transporte de vítimas, identificam-se os procedimentos e instruções de coordenação, bem como os meios e as responsabilidades dos serviços, agentes de protecção civil, organismos e entidades de apoio, quanto às actividades de saúde e evacuação secundária, face a um elevado número de vítimas. Face a uma emergência médica com elevado número de vítimas, as primeiras equipas a prestar socorro poderão ser encarregadas, também, das tarefas de evacuação primária para os postos de triagem que forem estabelecidos. Neste contexto, compete ao comandante das operações de socorro identificar e informar a direcção do plano relativamente à quantidade previsível de meios complementares necessários para a triagem, assistência pré-hospitalar e evacuação secundária das vítimas. Compete à direcção do plano a identificação dos meios a solicitar e, em coordenação com o Instituto Nacional de Emergência Medica, o estabelecimento da ligação aos hospitais de evacuação, prestando informações pertinentes relativamente ao tipo de ocorrência e ao número potencial de vítimas. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 35 O INEM, através de meios próprios enviados para o local, pode montar e gerir postos de triagem, de assistência pré-hospitalar e de evacuação secundária, em estreita articulação com a direcção do plano. Compete à Autoridade Concelhia de Saúde a direcção das acções de controlo ambiental, de controlo de doenças e da qualidade dos bens essenciais. 8. Socorro e Salvamento As intervenções iniciais face a um acidente grave ou catástrofe cabem, prioritariamente, às forças mais próximas do local da ocorrência ou que apresentem missão específica mais adequada. De acordo com a legislação aplicável, o chefe da primeira equipa de intervenção assume a função de comandante das operações de socorro. De imediato, deve avaliar a situação e identificar o tipo de ocorrência, o local e a extensão, o número potencial de vítimas e os meios de reforço necessários. As informações recolhidas devem ser comunicadas aos seus centros de Operações e ter em conta o disposto na tabela de gravidade que consta na Directiva Operacional Nacional nº1/ANPC/2007 (Estado de alerta para as organizações integrantes do Sistema Integrado de operações de Protecção e Socorro), em que o grau de gravidade das ocorrências é tipificado por uma escala de intensidades (residual; reduzida; moderada; acentuada; crítica) Compete ao COM decidir o momento em que a fase de emergência estabilizou, decisão essa que deve ser tomada em estreita articulação com o director do plano. Á medida que o teatro de operações amplia ou contrai, quando o incidente se torna mais ou menos complexo, quando a responsabilidade primária de gestão do incidente muda entre entidades ou quando existe normal rotatividade entre pessoas, devem prever-se os mecanismos para a transferência de comando. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 36 Sempre que haja transferência de comando deverá ocorrer um briefing para o próximo comandante e uma notificação a todo o pessoal informando que uma mudança de comando está a ter lugar. 9. Serviços Mortuários Em cenários com elevado número de vítimas, a recolha e o depósito de cadáveres são tarefas muito sensíveis que devem ser levadas a cabo através de rigorosos procedimentos, devido à sua enorme importância nos aspectos que se prendem com a investigação forense, quando, face ao tipo de ocorrência, haja necessidade de a realizar. Esta tarefa deve ser controlada pela GNR que, para tal, colabora com a Autoridade de Saúde. A recolha dos cadáveres deve ser feita para os locais de reunião de vítimas mortais, as casas mortuárias até ao seu limite e posteriormente para pavilhões gimnodesportivos que funcionam como morgues provisórias (Figura 2) Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 37 Figura 2 – Locais de Reunião de Vítimas Mortais (Pavilhões Desportivos e Salas de Desporto) 10. Protocolos Não existem protocolos neste momento. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 38 PARTE IV Informação Complementar Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 39 Parte IV – INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR Secção I 1. Organização da Protecção Civil em Portugal De acordo com o estatuído pela Lei de Bases da Protecção Civil no seu artigo 1º (Lei n.º 27/2006 de 3 de Julho): • A protecção civil é a actividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram; • A actividade de protecção civil tem carácter permanente, multidisciplinar e plurisectorial, cabendo a todos os órgãos e departamentos da Administração Pública promover as condições indispensáveis à sua execução, de forma descentralizada, sem prejuízo do apoio mútuo entre organismos e entidades do mesmo nível ou proveniente de níveis superiores. A direcção política da Protecção Civil depende dos órgãos institucionais do país. Assim e de acordo com os artigos 31º a 35º da Lei de Bases da Protecção Civil, tem-se em termos sucintos, que: Assembleia da República A Assembleia da República contribui, pelo exercício da sua competência política, legislativa financeira, para enquadrar a política de protecção civil e para fiscalizar a sua execução. Governo A condução da política de protecção civil é da competência do Governo, que, no respectivo Programa, deve inscrever as principais orientações a adaptar ou a propor naquele domínio. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 41 Ao Conselho de Ministros compete, entre outras acções, definir as linhas gerais da política governamental de protecção civil, bem como a sua execução; programar e assegurar os meios destinados à execução da política de protecção civil; declarar a situação de calamidade. Ao Governo compete ainda informar periodicamente a Assembleia da República sobre a situação do País no que toca à protecção civil, bem como sobre a actividade dos organismos e serviços por ela responsáveis. Primeiro-Ministro Primeiro-Ministro é responsável pela direcção da política de protecção civil competindo-lhe, designadamente, coordenar e orientar a acção dos membros do Governo nos assuntos relacionados com a protecção civil e garantir o cumprimento das competências previstas para o Governo e o conselho de ministros. O Primeiro-Ministro pode delegar as competências referidas no número anterior no Ministro da Administração Interna. Governador civil Compete ao governador civil, no exercício de funções de responsável distrital da política de protecção civil, desencadear, na iminência ou ocorrência de acidente grave ou catástrofe, as acções de protecção civil de prevenção, socorro, assistência e reabilitação adequadas em cada caso. O governador civil é apoiado pelo centro distrital de operações de socorro e pelos restantes agentes de protecção civil de âmbito distrital. Presidente da Câmara Municipal Compete ao Presidente da Câmara Municipal, no exercício de funções de responsável municipal da política de protecção civil, desencadear, na iminência ou ocorrência de acidente grave ou catástrofe, as acções de protecção civil de prevenção, socorro, assistência e reabilitação adequadas em cada caso. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 42 O presidente da câmara municipal é apoiado pelo serviço municipal de protecção civil e pelos restantes agentes de protecção civil de âmbito municipal. As Comissões de Protecção Civil, são os órgãos de coordenação em matéria de protecção civil, assumem também diferentes âmbitos territoriais – nacional, distrital e municipal (Figura 3). Esquematicamente pode-se representar da seguinte forma: Fig.3 - Estrutura da protecção civil (de acordo com a Lei de Bases da Protecção Civil) A figura seguinte mostra a estrutura das operações (Figura 4): Fig.4 - Estrutura das operações (de acordo com a Lei n.º 65/2007 e Decreto-Lei n.º164/2006) Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 43 2. Mecanismos e Estrutura da Protecção Civil 2.1. Composição, convocação e competências da Comissão Municipal de Protecção Civil Como já foi referido neste documento, a CMPC é o órgão de coordenação municipal em matéria de protecção civil. Quadro III - Comissão Municipal de Protecção Civil de Penela Comissão Municipal de Protecção Civil de Penela Convocação Presidente da Câmara Municipal de Penela - Comandante Operacional Municipal; - Comandante dos Bombeiros Voluntários de Penela; - Comandante do Posto Territorial da GNR de Penela; Composição - Director(a) do Centro de Saúde de Penela - Autoridade de Saúde do Município de Penela; - Um elemento do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra (ISS, IP/CDSS de Coimbra); - Um representante da FLOPEN; • • Competências • • • Lei Accionar a elaboração do plano municipal de emergência, remetê-lo para aprovação pela Comissão Nacional de Protecção Civil e acompanhar a sua execução; Acompanhar as políticas directamente ligadas ao sistema de protecção civil que sejam desenvolvidas por agentes públicos; Determinar o accionamento dos planos, quando tal se justifique; Garantir que as entidades e instituições que integram a CMPC accionam, ao nível municipal, no âmbito da sua estrutura orgânica e das suas atribuições, os meios necessários ao desenvolvimento das acções de protecção civil; Difundir comunicados e avisos às populações e às entidades e instituições, incluindo os órgãos de comunicação social. Lei nº 65/2007 de 12 de Novembro Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 44 2.2 Critérios e âmbito para a declaração de situações de alerta Importa, antes de mais, conhecer quais os fenómenos que motivam a declaração de situação de alerta. De acordo com o artigo 3º da Lei de Bases da Protecção Civil (Lei n.º27/2006): Acidente grave É um acontecimento inusitado com efeitos relativamente limitados no tempo e no espaço, susceptível de atingir as pessoas e outros seres vivos, os bens ou o ambiente. Catástrofe É o acidente grave ou a série de acidentes graves susceptíveis de provocarem elevados prejuízos materiais e, eventualmente, vítimas, afectando intensamente as condições de vida e o tecido socioeconómico em áreas ou na totalidade do território nacional. Os poderes para declarar a situação de alerta ou de contingência encontram-se circunscritos pelo âmbito territorial de competência dos respectivos órgãos (artigo 8º). Assim, cabe ao Presidente da Câmara Municipal de Penela declarar a situação de alerta de âmbito municipal (artigo 13º), face à ocorrência ou iminência de ocorrência de algum acidente grave onde é reconhecida a necessidade de adoptar medidas preventivas e ou medidas especiais de reacção (Figura 5). Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 45 Figura 5 – Esquema conceptual de declaração de situação de alerta 2.3 Sistema de Monitorização, Alerta e Aviso Em termos de monitorização, o Município terá em breve o Sistema de Gestão de Risco (SGR), que não é mais que uma inovadora plataforma em Sistema de Informação Geográfica, capaz de auxiliar a gestão de situações de protecção civil associados aos diferentes processos que se manifestam no território. Esta plataforma permite a constante revisão e adaptação do Plano Municipal de Emergência às realidades em permanente transformação, o que constitui um requisito fundamental para a gestão de operações de protecção civil, possibilitando aos agentes e entidades envolvidas numa ocorrência a execução em pleno as suas missões. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 46 O SGR surgiu fruto das dificuldades sentidas hoje em dia na gestão de situações de emergência e operações de protecção civil, quer por desconhecimento ou mesmo por força falta de acesso à informação (demografia, equipamentos, habitações a evacuar, vulnerabilidades, elementos em risco, entre outros), problemas colocados diariamente aos Serviços Municipais de Protecção Civil (SMPC). O SGR assenta assim num trabalho de inventariação dos elementos e factores associados ao risco e a sua incorporação numa única plataforma, que permita ao decisor uma maior percepção e controlo na gestão das operações, permitindo a qualquer momento criar modelos virtuais de simulação dos efeitos criados pela introdução de novas variáveis no próprio sistema. Este método de monitorização tem a vantagem de estar disponibilizado na Internet (Web), o que permite a sua utilização em pleno Teatro de Operações (TO). Sempre que é recebido no SMPC um comunicado de alerta da ANPC/CDOS, são de imediato despoletados sistemas de alerta para uma cadeia de pessoas e entidades já previamente estabelecidas (Figura 6). Esquematicamente: Figura 6 – Esquema conceptual de emissão de alerta Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 47 Este sistema de alerta das entidades e organismos que poderão ser chamados a intervir, em caso de eminência e/ou ocorrência de acontecimentos susceptíveis de provocar danos em pessoas e bens, é um sistema redundante, i.e, são utilizados em simultâneo diversos meios de difusão da informação (fax, e-mail e sms) por forma a garantir a fiabilidade da comunicação, em caso de falha de uma das vias. O aviso das populações será efectuado mediante duas situações: Pré-emergência – mecanismos de informação e formação, com vista à sensibilização em matéria de autoprotecção e de colaboração com as autoridades. Emergência – em consequência da extensão e gravidade da ocorrência gravosa. Neste caso, as comunidades locais devem ser informadas sobre as zonas potencialmente afectadas, os itinerários de evacuação, os locais de abrigo onde se devem dirigir e o que devem levar consigo e medidas acrescidas de autoprotecção. Poderá o SMPC recorrer, em situação de emergência, a diversos sistemas de aviso da população – sirenes, viaturas com megafones, estações de rádio locais, etc. – pelo que a decisão do meio a adoptar deverá estar em consonância com o tipo de ocorrência e extensão da zona afectada, bem como dimensão e dispersão geográfica da população a avisar. No caso do sistema de aviso utilizado serem as sirenes instaladas nos Bombeiros Voluntários de Penela, o aviso à população deverá ser feito através de toques intermitentes de cinco segundos (durante um minuto). Esta sequência de toques deverá ser repetida por cinco vezes, intervaladas entre si em um minuto. Todavia, há que ter em atenção os movimentos pendulares da população (casa-trabalho/escolacasa) durante os dias úteis, situação esta que necessariamente faz variar quer a localização quer a dimensão da população afectada e que por isso requer aviso. Também por esse facto, os sistemas de aviso poderão ter de sofrer ajustes, pelo que será de salutar a existência de diferentes procedimentos de aviso, para diferentes períodos do dia e da semana. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 48 Dado que o aviso à população é uma acção crucial para minorar o número de vítimas, e que é difícil que qualquer dos meios seleccionados, per se, abranja toda a população potencialmente afectada, está prevista a redundância de meios de aviso. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 49 Secção II 1. Caracterização Geral Localizado na Região Centro, Penela é um dos Municípios do Distrito de Coimbra, que integra a Sub-região do Pinhal Interior Norte (NUTIII). A nível administrativo, este apresenta-se limitado a Norte e a Nordeste pelo Município de Condeixa, a Este e a Nordeste pelo de Miranda do Corvo, a Sudeste pelo de Castanheira de Pêra, a Oeste pelo de Soure e a Sul pelo de Ansião (Figura 7). Figura 7 – Enquadramento Territorial do Município de Penela Com uma área de 132.5 Km2, o território municipal subdivide-se administrativa em 6 freguesias: Cumieira, Espinhal, Podentes, Rabaçal, Santa Eufémia e São Miguel, perfazendo um total de 106 povoações. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 50 2. Caracterização Física Os principais traços físicos e humanos do Município reflectem, de uma forma quase que directa, as grandes linhas estruturais que definem desde há muito a morfologia do seu território, e que de um modo mais ou menos directo influenciaram a própria ocupação humana na região. Em termos de enquadramento morfo-estrutural, o presente território apresenta uma morfologia, claramente, diferenciada, entre os sectores de altitude elevada (próximos dos 900m) e os sectores com valores altitudinais relativamente mais baixos (próximos dos 130m), o que, para um território não muito extenso, resulta numa topografia bastante diversificada (Figura 8). Figura 8 – Esboço Hipsométrico do Município de Penela As altitudes mais significativas verificam-se nos sectores oriental e Sul do Município, onde predominam materiais associados ao Maciço Hespérico, com rochas do “Complexo XistoGrauváquico”, predominantemente xistosas e quartzíticas, assim como os granitóides do pequeno batólito de Vila Nova, que, no seu conjunto, definem as bases litológicas da Serra do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 51 Espinhal (prolongamento para Sul da habitualmente designada Serra da Lousã), embora estruturalmente sejam os acidentes tectónicos, nomeadamente o que esteve na génese da vertente Noroeste da Cordilheira Central (no caso do Município de Penela), que lhe dão a forma. Por seu turno, o sector central do território é dominado por uma depressão desenvolvida nas rochas detríticas da base do Mesozóico, na qual se instalou o rio Dueça. Esta depressão parece relacionar-se com diferentes factores: por um lado, a litologia, quando compreendida num contexto mais amplo, onde os diferentes graus de resistência dos diversos materiais fazem salientar a evidente erosão diferencial, e, por outro lado, a tectónica, em especial a fracturação, factores estes, que, quando conjugados, conferem à estrutura uma importância decisiva na morfologia deste sector (e não só) do Município. A depressão resulta, assim, da acção da erosão diferencial, uma vez que se encontra instalada nos designados “Grés de Silves” (rocha detrítica considerada como branda), que contrastam, a oriente, com as rochas do Maciço Hespérico (xistosas, quartzíticas e graníticas) e, a ocidente, com as dolomias e os calcários. O sector ocidental do território é marcado, por seu turno, pelas serras calcárias, que dominam todo um conjunto de colinas dolomíticas que se estendem desde Coimbra até um pouco a Sul do Município, e cujos cumes, mais ou menos aplanados, raramente ultrapassam os 300m de altitude. Neste sector devem ainda ser referidos alguns relevos, que, pelas suas altitudes, apresentaram, no contexto deste território, uma importância decisiva em diferentes momentos da própria história do Município: Monte de Vez (512m), Juromelo (401m), Castelo do Rabaçal (367m), Castelo do Sobral (347m). A depressão do Rabaçal, é outra forma que podemos encontrar neste sector, pequena bacia de origem calcomargosa drenada pelo rio de Mouros a altitudes que rondam os 200m, a qual contrasta claramente com os relevos envolventes. Estas linhas gerais da morfologia do território vão reflectir-se de forma muito clara na existência de declives mais ou menos significativos, que apresentam uma distribuição heterogénea. É no sector oriental, e particularmente na Serra do Espinhal, que se encontram os declives mais acentuados. Importa referir, igualmente, os declives das vertentes da depressão do Rabaçal, do Monte de Vez e das colinas dolomíticas, que merecem igualmente alguma atenção. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 52 Todavia, pelo facto de apresentarem declives muito baixos, existem no território outras áreas que devem também ser tidas em linha de conta, encontrando-se as zonas de baixos declives, muitas vezes, associadas a problemas de drenagem local. É o caso da depressão do Rabaçal e do sector central do Município, em especial junto ao leito do rio Dueça (Figura 9). Figura 9 – Carta de Declives do Município de Penela O próprio rio Dueça, que possui, em toda a sua extensão (cerca de 40 km), uma orientação essencialmente meridiana, aproveita, neste sector, o contacto entre as duas grandes unidades morfo-estruturais. Esta orientação do curso de água, resulta, por um lado, da adaptação geral à litologia (Grés de Silves), embora a sua rede hidrográfica se desenvolva em materiais que vão desde os xistos precâmbricos até aos calcários do Jurássico, e, por outro lado, da adaptação à fracturação submeridiana, que afecta tanto os calcários como os xistos. No seu troço a montante de Penela o rio Dueça desenvolve o seu percurso em rochas calcárias, enquanto que a jusante da Vila o seu percurso se efectua, no essencial, em xistos e grés. Tal como o rio Dueça, também os seus afluentes drenam em diferentes litologias, com a particularidade dos da margem direita Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 53 “desenharem” o seu leito maioritariamente em materiais do Maciço Hespérico, enquanto os da margem esquerda o fazem nas rochas calcárias da Orla Meso-Cenozóica. Do ponto de vista climático o Município de Penela apresenta um clima de características mediterrâneas, comprovado pela ocorrência de duas estações bem definidas: o Verão, geralmente quente e seco, sobretudo nas depressões, com temperaturas a rondar os 20°-22°C, e o Inverno, ameno e chuvoso, com níveis de pluviosidade superiores aos 1000 mm, podendo mesmo atingir os 1800 mm anuais, valores que se estendem até à Primavera. Todavia, a presença do relevo imponente da Serra da Lousã interfere, de forma determinante, nas condições climáticas desse sector, tanto pela influência ao nível do gradiente térmico, como pela sua influência no desencadear das precipitações. 3. Caracterização Socioeconómica O Município de Penela apresenta uma localização geográfica de grande propensão para o seu desenvolvimento, devido a estabelecer ligação às áreas urbanas de Coimbra (a Norte) e de Leiria (a Sul), e de ponto estratégico de passagem não apenas entre o litoral e o interior, mas também em direcção a Norte (Coimbra) e a Sul (Pombal, Fátima, Tomar, Torres Novas e Abrantes). Embora tais factos, o Município de Penela não tem conseguido capitalizar as vantagens da posição que apresenta. Sem dúvida que a perca da população residente, nas últimas décadas, é uma dinâmica demográfica capaz de nos confirmar tal realidade. Penela, com os seus 6594 habitantes (dados de 2001) representa, no quadro da Sub-região do Pinhal Interior Norte, 4,8% do total populacional, valor que deve ser interpretado atendendo ao elevado número de Municípios desta Sub-região (14) e ao dispositivo territorial regional que, sendo fundamentalmente polarizado por Municípios de outras duas Sub-regiões (Baixo Mondego e Pinhal Litoral a Oeste e a Oeste e Sul, respectivamente), se traduz no estabelecimento de relações funcionais com alguns dos Municípios desta Sub-região (Lousã e Miranda do Corvo, por exemplo, representam 20,8% do total populacional do Pinhal Interior Norte). Por outro lado, o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 54 Município vizinho de Ansião representa 9,9% do total de residentes na Sub-região, facto que ajuda a explicar a posição de “enclave” que o Município de Penela parece ter neste território. No que respeita ao Município de Penela, podemos verificar que existe uma distribuição da população residente (Figura 10), nas seis Freguesias que integram o Município, que permite distinguir grupos de freguesias que apresentam comportamentos demográficos semelhantes desde os anos 80 (Quadro IV). As Freguesias da Santa Eufémia e de São Miguel assumem-se no período em análise como as mais populosas. Com efeito, estas freguesias representavam em 2001 cerca de 53,1% da população total (26,7% e 26,4%, respectivamente), a que correspondem 3503 habitantes (1762 e 1741, respectivamente), num contexto em que desde 1981 se verificou um decréscimo generalizado de população neste Município. Verifica-se assim uma desigual repartição da população, uma vez que 53,1% dos residentes ocupam cerca de 45% da área do Município. Um segundo grupo é formado pelas Freguesias da Cumeeira e do Espinhal, contíguas às freguesias anteriormente referidas e localizadas a Sul e a Este, respectivamente. Estas freguesias representam 32,9% dos habitantes num total de respectivamente 1273 e 895 habitantes. A Freguesia da Cumeeira parece beneficiar da dinâmica industrial do Município contíguo de Ansião, mesmo tendo em atenção que na última década perdeu população (-10,5% correspondente a menos 238 habitantes). No caso da Freguesia do Espinhal a perda foi mais expressiva, ocorrendo uma redução de 504 habitantes (-15,7%). Este comportamento deve ser sublinhado atendendo ao reduzido número actual de residentes (895). As duas outras freguesias (Podentes e Rabaçal) representam apenas 14,0% dos residentes no Município, num total de 923 habitantes. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 55 Figura 10: População residente por freguesia no Município de Penela, em 2001. Quadro IV: População residente por freguesia no Município de Penela, em 1981, 1991 e 2001. 1981 1991 2001 Cumeeira Freguesias 1511 1423 1273 Espinhal 1399 1061 895 Podentes 694 611 584 Rabaçal 476 365 339 Santa Eufémia 1832 1596 1762 São Miguel 2111 1863 1741 8023 6919 6594 Total Fonte: INE, Recenseamento da População de 1981, Censos 1991 e Censos 2001, Lisboa Deste modo, regista-se um padrão territorial em que as áreas mais populosas aparecem polarizadas por duas Freguesias (Santa Eufémia e São Miguel), embora tenha sido apenas a Freguesia de Santa Eufémia a sofrer um acréscimo de população na década de noventa (10,4% num total de mais 166 habitantes). No mesmo período São Miguel perdeu 122 habitantes (6,6%). As restantes Freguesias registaram, de igual modo, perdas populacionais sendo que, no Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 56 caso do Espinhal e da Cumeeira, o decréscimo foi superior a 10,0% (15,7% e 10,5%, respectivamente). Esta repartição da população é evidente desde 1981. Com efeito, e como veremos, verifica-se nas duas últimas décadas uma perda generalizada da população que só na Freguesia de Santa Eufémia apresenta um valor reduzido atendendo ao contexto (-3,8% correspondentes a menos 70 habitantes em 2001 em relação a 1981). Apresentando a Área Metropolitana de Coimbra uma repartição desigual da população por Município, também no caso de Penela se verifica uma oposição entre as freguesias “urbanas” atravessadas pelo IC3, ligação desde sempre fundamental entre o Centro Norte e o Centro Sul do País e as restantes freguesias. Mas, sublinha-se que todas as freguesias deste Município beneficiam desta localização e posição privilegiadas no contexto do território do Centro Litoral, facto que não tem motivado o aparecimento de novas dinâmicas que se traduzam num crescimento populacional. Numa análise conjunta do último período intercensitário e até ao ano de 2004 (Figura 11 e Quadro V), observa-se que os valores de população residente registam desde 1991 um fenómeno de perda contínua da população, que se traduziu num decréscimo populacional de 7,2% (de 6919 para 6421 indivíduos, menos 498 pessoas). 7000 6900 6800 6700 6600 6500 6400 6300 6200 6100 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Figura 11 - Evolução da população residente no Município de Penela, de 1991 a 2004. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 57 Quadro V - População residente no Município de Penela e variação populacional, de 1991 a 2004 Anos População residente Variação populacional (%) 1991 6919 – 1992 6819 -1,45 1993 6768 -0,75 1994 6724 -0,65 1995 6708 -0,24 1996 6683 -0,37 1997 6667 -0,24 1998 6606 -0,91 1999 6549 -0,86 2000 6522 -0,41 2001 6594 1,10 2002 6487 -1,62 2003 6454 -0,51 2004 6421 -0,51 . Fonte: INE, Censos 1991, Censos 2001, Estimativas definitivas de população residente intercensitárias 1991-2000 e Estimativas provisórias de população residente 2001-2002, 2002-2003 e 2003-2004, Lisboa. As seis freguesias que constituem o Município apresentam, nas últimas duas décadas do século XX, dinâmicas demográficas distintas, sendo que a tendência marcante traduz um decréscimo expressivo da população (Figura 12 e vide Quadro VI). 2500 2000 1500 1000 500 0 Cumeeira Espinhal Podentes 1981 Rabaçal 1991 Santa Eufémia São Miguel 2001 Figura 12 - População residente por freguesia no Município de Penela, de 1981 a 2001. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 58 No essencial, distinguem-se dois tipos de comportamentos para a década mais recente, já que entre 1981 e 1991 se verifica uma perda populacional em todas as freguesias do Município (Figura 13). Figura 13 - Variação da população residente por freguesia no Município de Penela, de 1991 a 2001. Por um lado, o reforço populacional ocorre apenas na Freguesia de Santa Eufémia (166 pessoas num acréscimo relativo de 10,4%) e que identificámos anteriormente como sendo a mais populosa (1762 habitantes). Por outro lado, as freguesias com quantitativos populacionais menores (Rabaçal, Espinhal e Podentes) registaram uma quebra de população que, no caso do Espinhal, foi bastante expressivo (-15,7%), e menor no caso das outras duas freguesias (-7,1% e -4,4%, respectivamente). As freguesias serranas são, assim, aquelas que registam as maiores quebras populacionais. Também no caso da Cumeeira se detecta o mesmo tipo de evolução, já que perdeu 150 habitantes desde 1991 (-10,5%), facto que deve ser destacado no contexto da proximidade e da dinâmica industrial que o Município vizinho de Ansião tem vindo a registar. A Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 59 Freguesia de São Miguel registou igualmente uma evolução negativa, perdendo 122 residentes (-6,6%). Estamos, deste modo, perante um território com fraco poder de fixação de população. As razões que permitirão entender estes comportamentos devem ser procuradas quer na dinâmica económica do Município e nos ramos de especialização, quer na posição “periférica” que o Município ocupa em relação ao maior centro urbano da Região Centro (Coimbra). O estudo das pirâmides etárias deve ser contemplado na evolução da população. Estas representações gráficas traduzem não apenas a imagem da população num dado momento, mas permitem uma leitura da perspectiva histórica dos acontecimentos que marcam a população representada ao longo de décadas de vida das gerações mais antigas. Consideram-se, para efeitos de análise, as pirâmides etárias de 1991 e 2001 para as diferentes freguesias do Município de Penela, centrando a atenção nos perfis populacionais das pirâmides (Figura 14). Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 60 Figura 14 - Pirâmide etária da população residente no Município de Penela, de 1991 a 2001. A primeira conclusão a retirar da análise da população por escalão etário, parece ser a crescente diminuição das classes mais jovens, prosseguida pelo aumento das classes mais idosas, o que espelha de modo bastante claro a crescente tendência para o envelhecimento da população. Procedendo-se a uma análise mais pormenorizada dos grupos etários, verificamos que no Município a população adulta (25-64 anos) e a idosa (mais de 65 anos) sofreram um aumento, enquanto que a população jovem-adulta (15-24) e a jovem (0-14) decresceram, no mesmo período, facto que traduzindo um duplo envelhecimento que caracteriza a generalidade das sociedades dos países desenvolvidos deve merecer reflexão dada a rapidez em que se passou de uma sociedade com uma população jovem para uma outra envelhecida. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 61 A análise dos resultados da estrutura etária para Penela sublinham, para o último período intercensitário, uma evolução demográfica no sentido do rápido envelhecimento da população, tendência que deve motivar uma séria reflexão, já que é mais expressiva que a registada para a Região Centro, encontrando-se em linha com a evolução registada em Portugal e nos países desenvolvidos. Com efeito, entre 1991 a 2001 verifica-se uma diminuição da população jovem, tendência que continua no grupo etário dos jovens adultos (15 aos 24 anos), mesmo ocorrendo um decréscimo inferior. A par da diminuição da população jovem ocorre um aumento da população idosa (65 anos ou mais). A população adulta (25-64 anos) regista igualmente um aumento. A análise da pirâmide etária do Município de Penela para o ano de 2001 reflecte, comparativamente ao ano de 1991, um envelhecimento da população, que se traduz por um estreitamento da base e um alargamento do topo da pirâmide. Ao decréscimo da população pertencente às classes etárias mais jovens (sobretudo dos 5 aos 19 anos) corresponde, naturalmente, um aumento da população idosa (dos 20 aos 44 anos o número de indivíduos total e por sexo é superior em 2001 em relação a 1991), não havendo diferenças significativas por sexo3. Nos grupos etários mais elevados (a partir dos 70 anos) o número de indivíduos é superior em 2001 por comparação a 1991 (constituem excepção os grupos dos 70 a 74 anos no caso dos homens e dos 80 a 84 no caso das mulheres, onde os quantitativos são superiores em 1991). Mas, a tendência que se destaca da análise da pirâmide etária relativa aos anos de 1991 e 2001 é, em termos gerais, a perda de população em todos os escalões etários, comportamento que traduz os aspectos da dinâmica natural vivenciada neste município: (fracas taxas de natalidade acompanhadas de taxas de mortalidade superiores e com valores expressivos, aspecto este particularmente evidente nos grupos etários mais jovens - até aos 19 anos). Considerando os valores por sexo, o escalão etário das mulheres apresenta índices de envelhecimento superiores e mais expressivos (244,7% contra 152,9%, sendo que em 1991 eram de 176,2% e 120,5%, respectivamente). Os valores registados para o Continente são nos 3 Mesmo tendo presente que as mulheres apresentam uma maior esperança média de vida que os homens. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 62 dois anos e para ambos os sexos inferiores. Esta evolução traduz a dinâmica natural da população em que as mulheres morrem menos e também migram em menor número. Em síntese, a população do Município tem perdido efectivos desde os anos oitenta, ao mesmo tempo que regista um marcado envelhecimento, acompanhando aliás a tendência de quase todo o país. Este facto parece estar relacionado segundo os especialistas não só com a mudança de mentalidades, o que se reflecte na diminuição do número de filhos por casal, mas também pela procura de melhores condições de vida por parte da população activa jovem e em idade de procriar que migra para os espaços urbanos próximos (Coimbra e Leiria) e para as duas grandes metrópoles nacionais. A caracterização da população deve considerar igualmente a estrutura segundo as actividades económicas e, de uma forma geral, os aspectos que permitem entender os principais elementos da dinâmica económica, mesmo tendo em atenção que serão apresentados apenas dados para o Município de Penela. Um primeiro comentário realiza-se tendo por base a população activa total, os empregados e os desempregados e as respectivas taxas. Em termos de taxa de actividade (Quadro VI), o Município de Penela apresenta valores inferiores aos calculados para o Continente quer no ano de 1991 (32,7% contra 44,9%), quer em 2001 (38,7% contra 48,4%). Contudo, enfatiza-se um reforço superior ao registado no Continente na última década dos activos empregados na população residente. Os valores absolutos de activos totais são de 2265 e 2552, respectivamente em 1991 e 2001. Quadro VI - Indicadores síntese de dinâmica populacional e emprego, em 1991 e 2001. Unidade Penela Continente População activa total Taxa de actividade (%) População empregada 1991 Taxa de desemprego (%) 2001 1991 2001 1991 2001 H M HM H M HM 1991 2001 2 265 2 552 2 162 2 426 45,9 20,6 32,7 46,3 31,6 38,7 4,5 4,9 4 203 156 4 778 115 3 945 520 4 450 711 54,4 36,0 44,9 54,9 42,3 48,4 6,1 6,9 Fonte - INE, Censos 1991 e Censos 2001, Lisboa. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 63 Se em relação à taxa de actividade o comportamento do Município segue as tendências detectadas para o Continente, no que diz respeito à taxa de desemprego o Município de Penela apresenta quer para o ano de1991, quer para 2001 valores inferiores ao registados para o Continente (4,6% contra 6,1% e 4,9% contra 6,9%). No Quadro VII é possível observar a evolução que cada um dos sectores de actividade tem vindo a registar no concelho, ao longo dos últimos anos. De realçar o aumento do sector terciário e a diminuição clara do peso do sector primário no emprego, que passou para apenas 6% em 2001. De registar igualmente um aumento nas últimas duas décadas do emprego no sector secundário, devido ao crescimento da actividade industrial no concelho. Quadro VII - População residente empregada segundo o sector de actividade económica, em 1991 e 2001. Unidade Continente Penela Penela Continente Anos Sectores de Actividade Primário % Secundário % Terciário % 1991 413336 10,5 1518312 38,5 2016432 51,1 2001 211603 4,8 1581676 35,5 2657432 59,7 1991 465 21,5 824 38,1 873 40,4 2001 154 6,3 1005 41,4 1267 52,2 1991 - 2001 -66,9 -48,8 22 4,2 45,1 31,9 Fonte: INE, Censos 1991 e Censos 2001, Lisboa. A análise da repartição da população activa empregada por sector de actividade económica sublinha a importância que as actividades relacionadas com o sector terciário têm no Município, uma vez que representa no ano mais recente (2001) 52,2% dos empregados. Trata-se de um valor inferior ao valor registado no Continente (59,7%). Na última década verificou-se um reforço significativo do emprego neste sector (45,1%), acréscimo superior ao registado no Continente (31,9%). Em relação ao sector secundário, actividade com alguma expressão no Município, apresenta, em termos relativos, um número de activos superior ao registado no Continente em 2001 (41,4% contra 35,5%). Dez anos antes a relação era semelhante (38,1% e 38,5%). Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 64 Por último, destaca-se a evolução ocorrida nas actividades do sector primário, com uma diminuição de cerca de 67,0% dos activos na década de noventa, correspondendo em 2001 os empregados neste sector a 6,3% dos activos, valor ainda assim superior ao verificado no Continente (4,8%). Trata-se, em especial, de actividades ligadas à agricultura e actividades relacionadas com a produção de queijo. Este concelho apresenta ainda, uma forte vocação florestal de que se destaca a madeira como um dos produtos florestais mais comercializados, para as diversas utilizações. Dentro dos produtos não lenhosos utilizados ou comercializados para fins industriais destacamse o mel. Segundo os registos de existências apícolas da DRABL, em 2003, Penela regista 21 apicultores com 457 colmeias. Dentro de outros recursos e produtos ligados à floresta salienta-se ainda o potencial cinegético do concelho e a actividade de silvopastorícia. 4.Caracterização das Infra-Estruturas O Município de Penela posiciona-se num sector fundamental de transição entre o Litoral e o Interior, assumindo-se como um território cuja localização acaba por ser preponderante na mobilidade nacional e regional. Quanto às acessibilidades, estas encontram-se associadas única e exclusivamente à rede viária, uma vez que, não se observa nenhuma alternativa neste Município. Ainda assim, Penela apresenta uma cobertura viária que assenta e depende do eixo fundamental, que atravessa meridionalmente o território, o Itinerário Complementar nº3 - IC3, mostrando-se uma rede pouco uniforme, aquando da análise da acessibilidade das diferentes freguesias à própria sede de Município. Esta via que aproveita, desde há muito, as facilidades oferecidas pelos declives suaves da Depressão Marginal, assume um papel fundamental em termos de rede viária municipal, uma vez que é a partir desta que a maioria das restantes vias efectuam a ligação às freguesias mais periféricas. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 65 Exceptuando os sectores orientais e ocidentais, onde, tal como foi referido, a orografia e o despovoamento tem provocado, por um lado, a uma dificuldade de implantação e melhoria da rede viária e, logo das acessibilidades e, por outro lado, a uma certa relutância em satisfazer núcleos populacionais, que cada vez se apresentam como os menos povoados, um pouco numa relação intrínseca entre os dois factores. Contudo, apesar deste Município não ser servido directamente por uma auto-estrada ou por outros itinerários principal, encontra-se bastante próximo de algumas destas vias. Assim, no Município vizinho de Condeixa-a-Nova encontra-se um nó da A1, assim como o IC2/EN1, que atravessam esse mesmo Município, bem como o de Soure e que se assumem como eixos fundamentais da rede viária nacional, uma vez que efectuam a ligação a Lisboa e ao Porto. De igual modo, se observa a proximidade do IC8, que permite a ligação Figueira da Foz IC1 Pombal - Figueiró dos Vinhos -Pedrógão Grande - Sertã - Proença-a-Nova - Castelo Branco (com ligação ao IC2), via habitualmente utilizada para a mobilidade de pessoas e bens entre o litoral (Figueira da Foz e Coimbra) e o interior (Castelo Branco), assumindo de um modo decisivo características inter-regionais fundamentais. Alguns elementos rodoviários são fundamentais, sobretudo na dinâmica e fluxos que se estabelecem entre as freguesias do Município de Penela e até mesmo com os Municípios vizinhos, nomeadamente a ER 110, que permite a ligação aos Municípios de Soure e Miranda do Corvo, atravessando o Município de Penela no sentido Norte-Sul, permitindo acesso às Freguesias de Cumeeira, São Miguel, Santa Eufémia e Podentes; a ER 17-1, que faz a ligação ao Município de Miranda do Corvo, via Segade, atravessando as Freguesias de Espinhal e Santa Eufémia; e a ER 347, que permite a ligação aos Municípios de Castanheira de Pêra e Condeixa, e que, através da ligação à EM 570 permite o acesso às Freguesias de Espinhal, São Miguel e Podentes. A variante 347-1 permite, através da EM 563 o acesso à Freguesia de Rabaçal (Figura 15). Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 66 Figura 15 – Rede Rodoviária do Município de Penela Deste modo, parece evidente que num Município com graves constrangimentos do ponto de vista morfológico, a rede viária intramunicipal tem vindo a sofrer melhorias claras, tornando mais fácil a acessibilidade entre os diferentes lugares do Município e a própria sede de Município. Relativamente à rede eléctrica, verifica-se a existência de uma linha de alta tensão, que atravessa, longitudinalmente, o município de Penela. A nível da instalação das linhas de média tensão, estas encontram-se distribuídas pelo município, embora com maior incidência nos aglomerados populacionais. Encontram-se áreas que não apresentam abastecimento eléctrico como é o caso, mais relevante, da Serra do Espinhal. Podemos ainda encontrar, ao longo deste município, várias caixas de corte. A sua localização vai de encontro ao que se verificou na linhas de média tensão, ou seja, principalmente nos aglomerados populacionais (Figura 16). Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 67 Figura 16 – Rede Eléctrica e sectores de corte no Municio de Penela. No que diz respeito aos postos de abastecimento, no município de Penela apenas estão sediados dois. Um destes encontra-se entre as freguesias com maior número populacional (São Miguel e Santa Eufémia), junto à principal via que atravessa o concelho (IC3). O segundo está localizado na zona Industrial do mesmo município, que se encontra sediada a Este da mesma via rodoviária, a Sul da Freguesia de Santa Eufémia (Figura 17). Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 68 Figura 17 – Localização dos Postos de Abastecimento de Combustível. A rede de pontos de água construídos ou colocados no interior das manchas florestais têm como objectivo melhorar as condições de combate a incêndios e, em simultâneo contribuir para o aumento das potencialidades intrínsecas das matas no sentido de uma maior diversidade. O concelho de Penela encontra-se abrangido por 26 pontos de água estrategicamente localizados e permanentemente disponíveis para utilização na DFCI, através da utilização de bombas e queda gravítica, para veículos terrestres e meios aéreos (Figura 18). É de referir ainda o ponto de água amovível. Este é muito importante pois consegue colmatar algumas lacunas existentes, que os pontos de água fixos não conseguem dar resposta. Os Bombeiros Voluntários de Penela também são apetrechados por uma bomba de grande capacidade, conseguindo assim fazer face a alguns problemas do município, em caso de emergência. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 69 Figura 18 – Rede de Pontos de Água. Em termos de acessibilidade para abastecimento dos meios terrestre de combate a incêndios florestais, verifica-se a existência de pontos de água acessíveis apenas a meios aéreos e a meios terrestres e contabilizam-se igualmente pontos mistos, que permitem simultaneamente o acesso de meios terrestres e aéreos. No que concerne à localização dos agentes de protecção civil, bem como o centro de saúde e farmácias, estes apresentam uma grande concentração no principal aglomerado, ou seja, nas freguesias de Santa Eufémia e S. Miguel. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 70 5.Caracterização do Risco É fulcral a elaboração do levantamento dos principais riscos, em cada concelho, a fim de serem definidos cenários indicadores das possíveis consequências. O Município de Penela está sujeito a uma multiplicidade de riscos que tanto podem ser de origem natural como resultantes da actividade do Homem. 5.1. Análise de Risco - Riscos Naturais Incêndios Florestais A floresta constitui uma das maiores riquezas naturais do Município de Penela, não só pela importância económica que directa e indirectamente representa, como também pelos contributos concedidos ao equilíbrio ambiental e à beleza paisagística de algumas zonas. Devido ao presente município apresentar uma ocupação do solo maioritariamente Florestal (Figura 19), o risco da ocorrência de incêndios florestais é dos mais elevados (Figuras 20 e 21). Como agravante temos como espécie predominante o Eucalipto que surge disseminado um pouco por todo o território (64% da área Florestal do concelho), embora se registe as maiores manchas na área Oriental e com especial incidência na Serra do Espinhal, como consequência de áreas que foram atingidas por incêndios Florestais, provocando o aumento da área ocupada por esta espécie. Deste modo, a baixa diversidade específica existente no concelho, tem consequências directas ao nível da propagação dos incêndios Florestais, já que um aumento percentual da área de povoamento de folhosas reduz o potencial da propagação dos incêndios Florestais. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 71 Figura 19 – Ocupação do solo. Figura 20 – Carta de Perigosidade de Incêndio Florestal. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 72 Figura 21 – Carta de Risco de Incêndio Florestal. Ondas de Calor e Vagas de frio Uma Onda de Calor caracteriza-se por temperaturas máximas superiores à média usual para a época, durante um período longo de dias. Sem as devidas precauções pode provocar lesões irreversíveis, devido à desidratação, e, em alguns casos, levar à morte. No caso do Município de Penela, identificamos este Risco devido a este estar abrangido pela depressão marginal de Coimbra. As Vagas de Frio são perigosas por, normalmente, estarem associadas a quebras de temperatura bruscas, podendo estar igualmente associadas a outros fenómenos meteorológicos, como ventos fortes ou a formação de gelo. A prolongada exposição ao frio pode causar hipotermia e queimaduras, tornando-se ameaçador para a vida humana, sendo as crianças e os idosos os mais vulneráveis. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 73 O município de Penela, sem dúvida, que se torna bastante mais vulnerável, perante estes riscos, devido a estarmos perante uma população, predominantemente, envelhecida. As secas Estas estão ligadas à ocorrência de um período mais ou menos longo sem precipitações ou com precipitações fracas. Em anos de precipitação abaixo do normal, verifica-se escassez na capacidade de resposta dos sistemas de abastecimento de água a alguns aglomerados para as actividades agrícolas, pecuária, industrial e doméstica. Cheias e Inundações As cheias e inundações relacionam-se com riscos climáticos (as características do clima e da própria precipitação), incorporando também elementos naturais (permeabilidade dos solos, declives e características do coberto vegetal), e humanos (barragens e ocupação dos solos). As inundações são influenciadas pela topografia e geologia, estas condicionam a infiltração, a acumulação e o escoamento da água. No caso de inundação serão as áreas de menor altitude e junto aos leitos dos cursos de água, que vão adquirir maior importância. Estas correspondem a áreas de acumulação de água do escoamento superficial proveniente da precipitação, que associado a um difícil escoamento, natural ou artificial, ou difícil infiltração (características dos materiais ou nível de saturação), as predispõem para áreas potencialmente inundáveis. No município de Penela existem registos de inundações ao longo do Rio Dueça. Este atravessa parte do Concelho e poderá causar inundações nas zonas ribeirinhas, nomeadamente, nos lugares, Casal Pinto, Carvalheira da Boiça, Boiça e Quinta do Pinheiro, provocando assim dificuldades no acesso às povoações. Movimentos de Massa É um movimento que ocorre ao longo das vertentes que resulta da deslocação de material constituinte dessa vertente em direcção da base da mesma. Estes movimentos ocorrem, Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 74 sobretudo, em vertentes com perfil vertical convexo e simultaneamente com declive acentuado e derivam essencialmente da acção humana, por exemplo, através da abertura de taludes, e ainda da consequência de precipitações intensas e concentradas. Sismos Um sismo é uma vibração brusca da superfície terrestre. É o resultado de movimentos das placas litosféricas ou da actividade vulcânica. Para quantificar um sismo existem duas grandezas: a magnitude e a intensidade. A magnitude está relacionada com a energia libertada por um sismo, enquanto que os estragos causados indicam a sua intensidade. Assim por cada sismo existe uma magnitude, mas várias intensidades. Quanto mais longe do epicentro, menores são os seus efeitos, pois existe uma progressiva perda de energia. No que diz respeito ao município de Penela, este caracteriza-se por uma intensidade moderada. Esta justifica-se pela falha Porto – Tomar, que faz a separação entre duas unidades estruturais, o Maciço Hespérico e a Orla Ocidental. - Riscos Humanos/Tecnológicos Os Incêndios Urbanos Na Comunidade Europeia não se considera que o incêndio urbano seja uma catástrofe ou calamidade. O incêndio urbano entra na designação de acidente grave (Lei de Bases da Protecção Civil / Lei nº. 113/91, de 29 de Agosto), sendo necessário o recurso a medidas excepcionais para repor a normalidade das condições de vida nas zonas atingidas. As áreas mais vulneráveis são: os centros urbanos antigos, quer pela densidade de ocupação das construções, quer pelos materiais dessas mesmas construções; aldeias em construções antigas e zonas de difíceis acessos aos meios de socorro. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 75 Acidentes Industriais Os incêndios industriais apresentam diversas causas, normalmente relacionadas com as actividades existentes. As fontes de ignição mais comuns são de origem térmica (fósforos, cigarros, fornos, soldadura, viaturas a gasolina ou gasóleo), de origem eléctrica (interruptores, disjuntores, aparelhos eléctricos defeituosos, electricidade estática), de origem mecânica (chispas provocadas por ferramentas, sobreaquecimento devido à fricção mecânica), ou de origem química (reacção química com libertação de calor, reacção de substâncias autooxidantes). No entanto, um aspecto a considerar, é facto da localização de algumas empresas, nomeadamente nas Zonas Industriais, poderem desencadear o “efeito dominó”, causando assim grandes impactos nas indústrias e ambiente. No caso de incêndios e explosões, as ondas de radiação térmica e de sobrepressão são causadoras de danos, também na população e no património edificado, podendo atingir distâncias relativamente grandes. No caso de derrames de substâncias perigosas será principalmente afectado o ambiente, nomeadamente os recursos hídricos e o solo. No município de Penela existem duas zonas Industriais. A de maior importância localiza-se na Freguesia de Santa Eufémia. Na Freguesia de Cumeeira encontramos uma segunda zona Industrial, contudo de menor relevância. Este tipo de Risco, embora não seja dos mais significativos, devido às características das Industrias aí instaladas, não pode ser descurado, nomeadamente, devido a estas se encontrarem em Freguesias que apresentam os maiores valores populacionais. Colapso de estruturas No “Regulamento de segurança e acções para estruturas de edifícios e pontes” - Decreto-Lei Nº235/83, de 31 de Maio, são definidas as várias acções a que as estruturas podem ser Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 76 submetidas, considerando acções permanentes com valores quase constantes, acções variáveis, como sobrecargas e acções acidentais, choques, explosões, e incêndios. O colapso de estruturas pode ser definido pela perda gradual de capacidade resistente duma estrutura, cujo processo é iniciado por rotura localizada que origina o posterior colapso duma parte ou de toda a estrutura. Como tal, as causas para o colapso de uma estrutura deve-se a um cálculo deficiente, a uma deficiente construção, a uma deficiente avaliação das acções ou das suas combinações. A Ruptura de Barragens é um dos tipos de colapso de estruturas que se pode verificar, embora este risco nunca se tenha registado, no município, pode ocorrer devido a abalo sísmico, provocando assim a jusante situações de inundações. No concelho de Penela merece especial destaque as duas barragens existentes na Louçainha, Serra do Espinhal. A existência de represas, pontos de água e barragens, implica muitas vezes a existência do risco de afogamento devido à falta de vigilância (Figura 22). Figura 22 – Localização das Barragens da Louçainha. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 77 Acidentes rodoviários Estes têm uma incidência bastante significativa, nomeadamente no percurso da IC3. As causas destes acidentes poderão ser atribuídas aos condutores, por violação às regras do Código da Estrada, ao estado das Estradas, à deficiente sinalização. Transporte de Matérias Perigosas Este risco pode verificar-se nas principais vias de comunicação que atravessam o concelho, nomeadamente o IC3, onde, diariamente, há trânsito de veículos com cargas de material perigoso. Um acidente no transporte de substâncias perigosas origina risco de explosão e potencial perda de contenção da mercadoria, permitindo o contacto da mercadoria, potencialmente tóxica, com o Homem e com o meio Ambiente envolvente. O risco destes acidentes é em função de determinadas variáveis que estão ligadas: • À localização das empresas que as produzem, armazenam e comercializam; • Aos trajectos utilizados; • À intensidade de tráfego automóvel; • À frequência de circulação dos veículos de transporte; • Às quantidades transportadas; • Ao perigo inerente aos próprios produtos. A realização de transporte de mercadorias perigosas está condicionada em certos aspectos: o cumprimento de determinadas condições de segurança por parte dos expedidores e dos proprietários dos veículos, assim como os fabricantes de embalagens, grandes recipientes para granel (cisternas) e veículos; os condutores de veículos pesados que transportem mercadorias perigosas têm de possuir uma formação específica, bem como possuir boas condições físicas e psíquicas, bem como respeitar a regulamentação relativa ao número máximo de horas de condução contínua e o tempo mínimo de repouso. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 78 O "Regulamento Nacional de Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada - RPE" (DecretoLei n.º 170-A/2007, de 4 de Maio) e o Código de Estrada, constituem a regulamentação de base para o transporte de mercadorias. O regulamento estabelece disposições, para cada mercadoria, agrupando-as em diferentes classes. O produto transportado é identificado pelo seu nome (ordem alfabética), e pelo número ONU (Quadro VIII). A sinalização prevista para veículos - cisterna de mercadorias perigosas baseia-se num Painel Laranja, sobre os quais figura, na parte superior, o número identificativo do perigo e na parte inferior o número identificador da matéria; etiquetas de perigo e, se for o caso, indicação de Perigo de Explosão, quando se transporta explosivos acima de uma certa quantidade. Os painéis devem ser colocados à frente e atrás dos veículos, com as dimensões regulamentares. Quadro VIII – Classificação da ONU para o Transporte de Matérias Perigosas CLASSES 1a - 1b - 1c CLASSE 2 CLASSE 3 CLASSE 4.1 CLASSE 4.2 CLASSE 4.3 CLASSE 5.1 CLASSE 5.2 CLASSE 6.1 CLASSE 6.2 CLASSE 7 CLASSE 8 Matérias e objectos explosivos, objectos carregados com matérias explosivas; inflamadores, peças de fogo-de-artifício e mercadorias similares. Gases comprimidos, liquefeitos ou dissolvidos sob pressão Matérias líquidas inflamáveis Matérias sólidas inflamáveis Matérias sujeitas a inflamação espontânea Matérias que em contacto com a água libertam gases inflamáveis Matérias comburentes Peróxidos orgânicos Matérias tóxicas Matérias infecciosas ou repugnantes Matérias radioactivas Matérias corrosivas Degradação dos Solos A degradação de solos prende-se, essencialmente, na impermeabilização dos solos. Esta sucede-se através da acção destrutivas dos incêndios florestais, que vai impedir os solos de se restabelecerem ao nível da sua orgânica (sais minerais), tornando-os estéreis no que refere ao coberto arbóreo. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 79 Adaptando este conceito ao município de Penela, concluímos que o risco de degradação de solos é moderado a elevado, devido a ser um município bastante vulnerável aos incêndios florestais. 5.2. Análise da Vulnerabilidade Pretendemos, nesta análise, verificar quais os perigos com maior probabilidade de originar uma emergência. Nesta medida, identificaremos quais os que representam uma ameaça mais significativa e que devem ser por isso prioritários em programas de prevenção/mitigação e preparação para a fase de emergência, de acordo com as vulnerabilidades do concelho, alvo de estudo. Nesta medida, tomamos como os maiores Riscos no município de Penela, os incêndios florestais, os acidentes rodoviários e a possível ruptura das barragens existentes neste município. Os Incêndios Florestais são, sem dúvida, um dos perigos mais representativos do presente município. Tal poder-se-á justificar pela grande representatividade da ocupação Florestal. Embora exista uma variedade de espécies, é o Eucalipto que se destaca (64%), encontrando-se, este, disseminado ao longo de todo o município, mas surgindo com uma maior eminência, na Zona Oriental e, em especial incidência, na Serra do Espinhal. A associarmos a este factor, temos um elemento fulcral para o aumento deste risco, são os declives, que por sua vez são de mais importância nestas áreas do município. Ao analisarmos a vulnerabilidade, não podemos descurar as características da população residente, no município de Penela. Como vimos anteriormente, estamos perante um município cada vez mais desertificado, predominando a população mais envelhecida. É essencial ter em linha de conta, igualmente, a população isolada, pois normalmente é população envelhecida e que muitas das vezes nem tem como se deslocar, o que as torna ainda mais vulneráveis sobre a iminência deste risco. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 80 Os Acidentes Rodoviários fazem parte dos principais perigos para este concelho. Embora exista uma melhoria das condições de circulação de algumas vias rodoviária do concelho, aliada às condições adversas de mau tempo, registam-se por vezes alguns acidentes, principalmente na Serradas da Freixiosa, Alfafar, Venda dos Moinhos e Janeia-a-Nova, que envolvem um elevado número simultâneo de vítimas. Merecem especial atenção os acidentes que envolvem transportes colectivos e transportes de matérias perigosas. Por fim, a possível ruptura das Barragens, existentes na Louçainha, Serra do Espinhal, é dos perigos que mais se destaca, embora nunca se tenha registado. Torna-se aqui importante um estudo mais aprofundado para se concluírem os reais impactos no município. 5.3. Estratégias para a Mitigação de Riscos A mitigação dos riscos no Município necessita do apoio de vários planos, estratégias, e legislação, que abordem as temáticas necessárias à redução dos diferentes riscos, nomeadamente: PMDFCI – Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Município de Penela. Este prevê a execução de várias acções de prevenção, supressão, reabilitação e coordenação dos meios e agentes, como iniciativas de mitigação dos incêndios florestais. De entre várias medidas, indicam-se: - Educar e sensibilizar as populações (a nível da limpeza da floresta, dos cuidados a ter durante queimadas, …); - Fiscalização e Vigilância móvel (GNR, Exército, Equipas de Sapadores, Grupo de Voluntários, …); - Protecção em zonas de interface urbano / floresta. PMOT – Planos Municipais de Ordenamento do Território: são instrumentos de natureza regulamentar, aprovados pelos municípios que estabelecem o regime de uso do solo, através da classificação (solo urbano e solo rural) e da sua qualificação, definindo modelos de evolução Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 81 previsível de ocupação humana e de organização de redes e sistemas urbanos, parâmetros de aproveitamento do solo e garantia da qualidade ambiental. - PDM – Plano Director Municipal: estabelece a estratégia de desenvolvimento territorial, a política municipal de ordenamento do território e de urbanismo e outras políticas urbanas, articulando e as orientações estabelecidas pelo Instrumentos de Gestão Territorial (IGT) de âmbito nacional e regional, estabelecendo assim, o modelo de organização espacial do território, ao nível do município. - REN – Reserva Ecológica Nacional: está delimitada na Planta de Condicionantes do Plano Director Municipal, tratando-se de uma restrição de utilidade pública. 6. Cenários Os cenários, num plano de emergência, destinam-se, a servir de exemplo para a intervenção no caso de manifestação de um risco no Município. No entanto, os cenários não devem ser generalizados para a totalidade o Município, pois as características locais variam, alterando as particularidades das próprias ocorrências. O risco de incêndio florestal representa um risco elevado no Município de Penela. A matriz de risco da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) (Figura 23), que relaciona a probabilidade/frequência com a gravidade/intensidade, permite determinar, que um sector de risco no Município corresponde à Freguesia do Espinhal. Esta detém uma probabilidade elevada com uma gravidade acentuada. A probabilidade relaciona-se com o registo histórico de ocorrências deste risco neste sector, enquanto que a gravidade se relaciona com a afectação da população, que apesar de não ocupar uma área significativa, pode ser atingida. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 82 A Figura 23 – Matriz de Risco do SIOPS Um incêndio florestal, que deflagre na Freguesia do Espinhal, é de elevada gravidade, pois para além de ser uma área de declives acentuados, apresenta uma população isolada com forte índice de dependência. Tal como já tivemos oportunidade de referir anteriormente, este tipo de população apresenta uma grande vulnerabilidade, pois para além de ser uma população maioritariamente, envelhecida, é também uma população que apresenta grandes problemas na sua deslocação. Após ser dado o alerta, os meios de intervenção entram em acção, deslocando-se até à zona de sinistro, o mais depressa possível. Na fase de emergência os diversos Agentes de Protecção Civil e os Organismos de Apoio, garantem o empenhamento das suas estruturas em ordem a executar as missões previstas. Após a emergência é necessário organizar acções de reinserção social, de forma permanente, através de planos de intervenção específicos a elaborar pelo SMPC em articulação com os restantes Organismos e Entidades até à desactivação do PMEPCP. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 83 As Autarquias Locais, a Segurança Social, os Centros de Saúde e outras Organizações Voluntárias e Benévolas ficam encarregues de receber e encaminhar devidamente a população deslocada. A organização da resposta em caso de alerta processa-se da seguinte forma: Figura 24 – Organização global da resposta - Incêndio Florestal (Directiva Operacional Nacional N.º 2/2008) Na primeira intervenção: . Os Corporações de Bombeiros; Avançam para o local onde deflagra o incêndio, iniciando desde logo as acções da 1ª Intervenção. . As Equipas/Brigadas de Sapadores Florestais; A sua intervenção desencadear-se-á na dependência técnica da Direcção Geral dos Recursos Florestais, e na dependência operacional do Comandante de Operações de Socorro. . E a outras Equipas/Brigadas de primeira intervenção – Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS): GNR - Dispõem de viaturas equipadas com Kits de 1ª intervenção. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 84 Os meios aéreos mais próximos do Concelho de Penela são um Helicóptero Bombardeiro Ligeiro / Médio (HEBL/M) e um Aerotanque Ligeiro (AETL), estacionados no Aeródromo da Lousã. A fase de Combate assenta em esquemas de formação e directivas de operação adequadas, contando com apoio dos: . Recursos dos Bombeiros Voluntários de Penela; . Recursos do Município de máquinas bulldozer, máquinas de rasto e porta máquinas existentes (Câmara Municipal de Penela e particulares); . Meios municipais logísticos e de apoio ao combate; . Infra-estruturas de apoio ao combate; . À Rede de Pontos de Água (RPA); . Recurso a Maquinaria pesada e a meios privados de apoio ao combate. A fase de Rescaldo é uma fase crucial do combate, pois permite evitar eventuais reacendimentos. Nesta fase intervém: . Os Bombeiros; . Na impossibilidade dos anteriores actuarem, o Comandante Operacional recorre a Brigadas de vigilância; . As Forças Armadas colaboram com as corporações de bombeiros em operações de rescaldo, no âmbito das suas missões específicas, segundo autorização do CEMGFA (Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas). A fase de Vigilância Pós-Rescaldo: . É assegurada pelo responsável da operação através dos elementos dos bombeiros presente no Teatro de Operações (TO); . Assegura a permanência no terreno de Equipas / Brigadas de Sapadores Florestais, elementos das FA, em articulação com as cadeias de comando próprias, ou outras qualificadas paro o efeito, até que se certifique não existirem sinais de actividade de combustão. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 85 Numa intervenção no terreno, os agentes e entidades intervenientes devem dispor de informação sobre as características locais do território, assim como identificação das vias de intervenção principais. Neste caso, os agentes utilizarão a rede viária principal, nomeadamente a rede de estradas nacionais e municipais do Município para se deslocarem ao local da ocorrência, sendo que num incêndio florestal, é vital o bom conhecimento dos caminhos e acessos florestais, para uma boa coordenação dos meios de actuação. O tráfego normal e o seu policiamento são condicionados pelos Postos de Controlo de tráfego, pertencentes à GNR. A evacuação da população procede-se para a Zona de Concentração Local (ZCL), que corresponde ao local onde a população se reúne perto da área onde se encontra, desde que permita a sua deslocação com meios próprios. Os locais devem coincidir, sempre que possível, com estruturas fixas bem conhecidas, como campos de futebol, pavilhões gimnodesportivos, praças públicas. As populações das Escolas, Hospitais, Lares, Casas de Repouso e outras estruturas semelhantes, são evacuadas directamente para a Zona de Reunião e Irradiação (ZRI), que funciona como Zona de Concentração Local. A ZRI é o local onde os evacuados recebem a primeira ajuda. A sua instalação deve ser feita próximo das grandes linhas de transporte, como estradas nacionais. 7. Cartografia Este ponto foi sendo desenvolvido ao longo do PMEPCP. Contudo após aprovação das normas de elaboração para a cartografia das diferentes tipologias de risco, esta terá uma análise pormenorizada. A análise dos riscos, vulnerabilidades, estratégias de mitigação e criação de cenários será totalmente actualizada e alterada resultante da efectuação da referida cartografia. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 86 Secção III Ver em anexo os pontos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7. 8. Legislação A Legislação de âmbito de Protecção Civil já foi mencionada no ponto 4 da parte I deste plano que diz respeito ao enquadramento legal. Uma referência mais exaustiva e permanentemente actualizada da legislação sobre Protecção Civil pode ser consultada no sítio on-line da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), em http://www.proteccaocivil.pt/. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 87 9. Bibliografia CORREIA, Fernando – Direito do Ordenamento do Território e do Urbanismo, 7ª edição, Edições Almedina SA., Coimbra, 2006. CORREIA, Fernando (coord.) – Programa Nacional da Politica de Ordenamento do Território, Organização CEDOUA. Edições Almedina SA. Coimbra; 2007. FERREIRA, Brum – “As condições genéticas do clima” Geografia de Portugal Vol.1, O Ambiente Físico, Círculo de Leitores. Lisboa; 2006. GASPAR, Jorge (et al) – “As Redes de Transporte e de Telecomunicações” Geografia de Portugal Vol.4, Planeamento e Ordenamento do Território. Círculo de Leitores, Lisboa; 2006. LEMA, Paula. REBELO, Fernando – “Geografia de Portugal, meio físico e recursos naturais” Colecção Universidade Aberta. Lisboa; 1997. METEOROLOGIA, Instituto Nacional – “ O clima de Portugal – XIII Normais Climatológicas do Continente, Açores e Madeira; Lisboa. Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, DGRF, 2007. 10. Glossário A explicação dos principais conceitos técnicos utilizados, pode ser consultado no Glossário de Protecção Civil aprovado pela Comissão Nacional de Protecção Civil e publicado no sitio da internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) em http://www.proteccaocivil.pt/. Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 88 Anexos ANEXOS Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 89 1.Inventário de meios e recursos O inventário de meios e recursos mobilizáveis em caso de acidente grave e catástrofe encontrase em fase de levantamento no entanto, nos quadros seguintes apresenta-se a informação já tratada em relação aos recursos materiais de Defesa da Floresta Contra Incêndios no Concelho. Quadro IX: Recursos materiais de DFCI – Bombeiros Voluntários Equipamento Sigla Designação 4x4 Capacidade Quantidade 4x2 Veículo Lig. de Comb. Incêndios VLCI-01 500 L 1 Veículo Lig. de Comb. Incêndios VLCI-02 700 L 1 Veículo Urb. de Comb. Incêndios VUCI -03 2 100 L 1 Veículo Flor. de Comb. Incêndios VFCI - 05 1 700 L 1 Veículo Flor. de Comb. Incêndios VFCI - 06 1 200 L 1 Veículo Lig. de Comb. Incêndios VLCI-07 830 L 1 Veículo Tanque Táctico VTTU- 01 8 000 L 1 Veículo Tanque Táctico VTT - 02 12 000 L 1 Veículo Flor. de Comb. Incêndios VFCI - 04 1 600 L 1 Veículo Flor. de Comb. Incêndios VFCI - 09 2 700 L 1 Veículo Tanque Grand. Capacidade VTGC - 03 16 500 L 1 Veículo Escada VE30 - 01 - 1 Veículo Socorro. Assistência Táctico VSAT - 01 600 L 1 Veículo de Comando Táctico VCOT - 01 - 1 Veículo de Transp. de Pessoal Táctico VTPT - 01 - 1 Veículo Flor. de Comb. Incêndios VFCI - 08 3500 L 1 Veículo de Comando Táctico VCOT- 02 - 1 Fonte: Bombeiros Voluntários, 2006 Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 90 A evolução dos tempos e a natureza dos serviços que os Bombeiros Voluntários prestam no diaa-dia, o número de intervenções e a qualidade dos serviços que cada vez mais lhes é exigida, obriga esta corporação a estar actualizada em termos de formação e de recursos materiais, o que têm vindo a conseguir com esforço e dedicação e com o apoio das entidades concelhias, nomeadamente, a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia, e a população civil. O Corpo de Bombeiros Voluntários de Penela é constituído é constituído por 83 pessoas repartidas pelas várias categorias. No quadro seguinte apresenta-se a listagem das diversas empresas, do tipo e quantidade de equipamento de a utilizar em acções de defesa da floresta contra os incêndios florestais. Quadro X - Meios complementares de apoio ao combate (públicos e privados) Nome do proprietário/Responsável Câmara Municipal Tipologia Quant. Viatura 4 x 4 c/ kit de 1ª intervenção 1 Viatura 4 x 4 de abastecimento de combustível 1 Reboque tanque de 25 000 L de água 1 Bomba/Sistema de abastecimento de alta capacidade (6000lts/h) 1 Ponto de água amovível c/ capacidade de 54 000 l 1 Custo do aluguer (€/hora) Telef./ Telem./ Fax Localização - 239 560 120 917 603 565 239 569 400 Freguesia de S. Miguel Penela 239 530 000 967 602 435 239 530 039 Miranda do Corvo 239 813 323 917 516 870 239 445 802 Freguesia da Cumieira Penela Viatura de transporte de pessoal Isidoro Correia, Lda Responsável - Isidoro Correia Calado & Duarte Responsável - Fernando Calado Viatura de apoio logístico 1 Retroescavadora 1 Niveladora 2 Tractor "corta-sebes" Máquina de rastos - D6 2 2 Máquina de rastos - D7 1 Máquina de rastos - D8 1 Giratória 2 Plataforma de transporte 2 Autotanque de 15 000 l 1 Autotanque de 20 000 l Camião Cisterna de 14 000 litros 1 1 Camião Cisterna de 16 000 litros Máquina giratória de rastos Máquina giratória de pneus 1 3 1 Moto niveladora 1 Porta – máquinas (Zorra) 1 Retro escavadora 5 Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 38 40 28 28 40 38 28 40 91 2 28 Máquina giratória 1 40 Retro escavadora 1 Mini-giratória 1 38 Empilhador (telescópio) 1 28 Porta – máquinas ( Zorra) 1 28 Bulldozer Libeherr 1 Cisternas de 6 000 l João Vigário Responsável - João Vigário Penelaterraplanagens Responsável - Luís Teixeira FLOPEN Bulldozer CAT D3 com grade de discos 1 Retro escavadora Giratória 5 Camião cisterna 15 000litros 1 Viatura 4 x 4 c/ kit de 1ª intervenção 1 40 239 559 226 964 768 758 Freguesia do Espinhal Penela 239 569 579 917 579 455 919 738 137 239 561 129 Freguesia S. Eufémia Penela 239 559 480 239 559 035 Freguesia do Espinhal Penela 28 Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 92 2.Lista de Contactos Entidade Serviço Nome do Responsavel Cargo Contactos 918616567 João Ribeiro FLOPEN Director Executivo 239 559 480 239 559 035 Sapadores Florestais 918622169 Arlindo Dias Chefe de Equipa 239 559 480 239 559 035 917238727 Paulo Jorge Simões Júlio Presidente da Câmara Municipal 239 560 120 239 569 400 [email protected] 917603565 Câmara Municipal de Penela CMDFCI José Carlos F. dos Reis Presidente 239560120 239569400 [email protected] 917805293 Gabinete Técnico Florestal Manuela Ferraz Técnica Florestal 239560120 239569400 [email protected] Equipa de Vigilância Móvel AFOCELGA Eng. Manuela Vigilância e Combate Unidade de Gestão de Pinhal Interior Norte Responsavel 917805293 Responsavel 233955610 Eng. Aida Cardoso 239990010 961528754 Autoridade Florestal Nacional DGRF/DFCI Eng. António Patrão Técnico DFCI 239530003 239536009 [email protected] 961 195 191 Comando do Posto de Penela Sargento Maduro Comandante de Posto 239 569 135 239 561 092 Guarda Nacional Republicana 961 195 286 Equipa de Protecção da Natureza e do Ambiente Jorge Ramalho Chefe de equipa Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro Sargento Teixeira Comandante do CMA Lousã 239 941 155 239 940 258 Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 961 380 052 93 Equipa de Protecção da Floresta (422) Mestre Florestal Pedro Serra Chefe de Equipa 968 689 231 239 995 256 966 830 303 Raul Vasconcelos Comandante 239 560 100 239 560108 Bombeiros Voluntários de Penela [email protected] Equipa de Combate a Incêndios Florestais 962 021 970 António Lima 2º Comandante 239 560 100 239 560108 [email protected] 917 603 565 Serviço Municipal de Protecção Civil Protecção Civil José Carlos Fernandes dos Reis Vice - Presidente 239 560 120 239 569 400 José[email protected] Junta de Freguesia da Cumieira Alfredo dos Santos Curcileiro 965 557 748 Presidente Junta de Freguesia do Espinhal CMDFCI(representante das Juntas de Freguesia) 236 622 520 236 662 520 Jorge Carlos Antunes Pereira 919 590 985 Presidente 239 559 127 239 559 127 Junta de Freguesia de Podentes Vítor Manuel Rodrigues Vieira 966 831 007 Presidente Junta de Freguesia do Rabaçal 239 561 098 António José dos Reis M. Roque 962 021 511 Presidente Junta de Freguesia de Sta Eufémia 239 561 100 239 561 100 Francisco M. Ramos D. dos Reis 966 376 974 Presidente Junta de Freguesia de S. Miguel 239 561 098 239 561 016 239 561 016 Luís Alberto Fernandes dos Reis 963 788 106 Presidente 239 569 900 239 561 868 962 021 970 Postos Vigia Monte Vez António Lima 2º Comandante 239 560 100 239 560108 [email protected] Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 94 961 195 191 Malhadizes (42-05) GNR Vigia 239 569 135 239 561 092 Autoridade Nacional de Protecção Civil CDOS Tenente Coronel António Martins Comandante Operacional Distrital Acção Social Maria Filomena Bernardes Assistente Social Pedro Almeida e Sousa Delegado de Saúde 239 854 069 239 854 061 [email protected] Centro Regional de Segurança Social 239 561 927 966 389 762 239 560 200 Centro de Saúde de Penela Isabel Ruas Directora do Centro de Saúde Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil 2008 962 734 025 239 560 200 95