0 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO ESPÍRITO SANTO – UNESC MAYARA MORELATO LYRIO ESTUDO DO CLIMA ORGANIZACIONAL DO INCAPER COLATINA 2013 1 MAYARA MORELATO LYRIO ESTUDO DO CLIMA ORGANIZACIONAL DO INCAPER Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC, sob orientação da professora Thereza Christina Ferrari Paiva, para obtenção do Título de Bacharel em Administração. COLATINA 2013 2 MAYARA MORELATO LYRIO ESTUDO DO CLIMA ORGANIZACIONAL DO INCAPER Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC, para obtenção do Título de Bacharel em Administração. ORIENTADOR Thereza Christina Ferrari Paiva, Professora do UNESC, Mestre em Educação, Administração e Comunicação. Nota AVALIADOR Professor do UNESC Nota Colatina, ______ de __________________ de 2013. 3 Dedico este trabalho primeiramente a Deus por ter me concedido a graça de concluir mais uma etapa da minha caminhada. Aos meus pais Gezo e Verônica e ao meu irmão Jeferson que sempre me incentivaram para realização dos meus ideais, encorajando-me a enfrentar todos os momentos difíceis na vida. 4 Agradeço a Deus que guia meus passos e minha vida. A todos os meus familiares em especial meus pais, irmão e cunhada que estão sempre presentes nos momentos bons e ruins, sempre me apoiando e incentivando. A meu namorado Sérgio que sempre quando eu pensava em desistir me dava forças para continuar, estando ao meu lado e me apoiando sempre, mesmo quando o assunto era matar aula. A minha orientadora Thereza Christina, pela dedicação e doação de conhecimentos dispensados para a elaboração desse trabalho. A todos os meus professores que colaboraram para a realização desta conquista. Aos meus queridos amigos que não irei citar nomes por serem muitos, mas sempre estiveram presentes nas minhas conquistas e derrotas. Ao INCAPER por permitir a realização deste trabalho e principalmente pela confiança como profissional. Aos colegas do INCAPER pela ajuda, compreensão, palavras de carinho e incentivo ao longo de minha pesquisa. Não posso deixar de citar meus queridos coorientadores Rogério Guarçoni, Aparecida Nascimento e José Carlos Grobério, sempre a disposição e dispostos a compartilhar seus conhecimentos. Aos colegas de turma que se tornaram grandes amigos, que sofreram comigo desde as provas até os trabalhos mais difíceis, e sempre animados para nossos inesquecíveis ‘’churras’’. E ao nosso querido e grande amigo José Júnior, mais conhecido como ‘‘Mandioca” que mesmo estando no céu, também é digno desta conquista. 5 "É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida." Bob Marley 6 RESUMO Cada vez mais, as pessoas são vistas pelas organizações como um importante diferencial competitivo, pois são elas as responsáveis por dar vida aos projetos da empresa, por fazerem as ideias se concretizarem e transformarem as metas em resultados. Este trabalho tem o objetivo de apresentar um estudo sobre clima organizacional e seus fatores dentro dos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural do INCAPER, com o intuito de medir a satisfação e motivação dos funcionários. A presente pesquisa caracteriza-se como quantitativa, por meio de uma pesquisa de campo através de um questionário contendo 44 questões abrangendo variáveis que identificam os fatores que influenciam o clima organizacional do Instituto, aplicado a 108 funcionários ativos. Os resultados apresentaram informações para que seja possível reconhecer e atender às necessidades dos funcionários, a fim de realizar melhorias nas realizações de suas funções, no atendimento do público alvo e suprindo as deficiências encontradas. Palavras-chave: Clima Satisfação, Melhorias. organizacional, Cultura Organizacional, Motivação, 7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – O processo de comunicação ................................................................ 28 Figura 2 – Bases Físicas ....................................................................................... 50 Figura 3 – Organograma ....................................................................................... 51 8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Sexo dos entrevistados ...................................................................... 52 Gráfico 2 – Regional em que o entrevistado está lotado ...................................... 52 Gráfico 3 – Reconhecimento ................................................................................. 53 Gráfico 4 – Condições físicas de trabalho ............................................................. 54 Gráfico 5 – Envolvimento....................................................................................... 54 Gráfico 6 – Treinamento ........................................................................................ 55 Gráfico 7 – Salário ................................................................................................. 56 Gráfico 8 – Liderança ............................................................................................ 57 Gráfico 9 – Relacionamento interpessoal ............................................................. 58 Gráfico 10 – Trabalho realizado pelos funcionários .............................................. 58 Gráfico 11 – Fatores Motivacionais ....................................................................... 59 9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Escritórios locais do INCAPER .......................................................... 44 10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO .................................................................................................. 12 1 CLIMA ORGANIZACIONAL .......................................................................... 15 1.1 CULTURA ORGANIZACIONAL .................................................................. 16 1.2 INDICADORES DO CLIMA ORGANIZACIONAL ........................................ 18 1.3 AVALIAÇÃO DO CLIMA ORGANIZACIONAL ............................................ 19 1.4 MOTIVOS PARA AVALIAR O CLIMA ORGANIZACIONAL ........................ 20 2 VARIÁVEIS ORGANIZACIONAIS ................................................................. 22 2.1 O TRABALHO REALIZADO PELOS FUNCIONÁRIOS E A ESTRUTURA OFERECIDA PELA EMPRESA ......................................................................... 22 2.2 LIDERANÇA ................................................................................................ 23 2.3 SALÁRIOS / BENEFÍCIOS / PAGAMENTO DE SALÁRIOS ...................... 24 2.4 INTEGRAÇÃO ENTRE OS DEPARTAMENTOS DA EMPRESA E RELACIONAMENTO INTERPESSOAL ............................................................ 27 2.5 COMUNICAÇÃO / ORIENTAÇÃO DA EMPRESA PARA RESULTADOS . 27 2.6 TREINAMENTO / DESENVOLVIMENTO / CARREIRA E PROGRESO / REALIZAÇÃO .................................................................................................... 29 2.7 PROGRESSO PROFISSIONAL E ESTABILIDADE NO EMPREGO .......... 29 2.8 PROCESSO DECISÓRIO ........................................................................... 30 2.9 CONDIÇÕES FÍSICAS DE TRABALHO / SEGURANÇA DO TRABALHO . 31 2.10 RELACIONAMENTO DA EMPRESA COM OS SINDICATOS E FUNCIONÁRIOS ............................................................................................... 31 2.11 PARTICIPAÇÃO E OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS ............................ 32 2.12 DISCIPLINA .............................................................................................. 33 2.13 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL ................................................. 34 2.14 QUALIDADE E SATISFAÇÃO DO CLIENTE / ORIENTAÇÃO DA EMPRESA PARA OS CLIENTES / IMAGEM DA EMPRESA ........................... 35 2.15 RECONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS ............ 36 2.16 VITALIDADE ORGANIZACIONAL E MODERNIDADE ............................. 36 2.17 ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO ............................................ 38 2.18 TRABALHO EM EQUIPE .......................................................................... 39 2.19 PLANEJAMENTO / ORGANIZAÇÃO / DIREÇÃO E ESTRATÉGIAS ....... 39 11 2.20 FATORES MOTIVACIONAIS .................................................................... 41 3 METODOLOGIA ............................................................................................ 43 3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA ............................................................... 43 3.2 DEFINIÇÃO DA ÁREA OU POPULAÇÃO ALVO ........................................ 44 3.3 PLANO DE COLETA DE DADOS ............................................................... 46 3.4 PLANO DE ANÁLISE DE DADOS .............................................................. 47 4 APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ........... 48 4.1 INCAPER .................................................................................................... 48 4.2 RESULTADO DA PESQUISA ..................................................................... 52 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÃO .................................................. 61 REFERÊNCIAS ................................................................................................. 64 ANEXO A – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS .................................. 67 ANEXO B – TERMO DE CONSENTIMENTO .................................................. 69 12 INTRODUÇÃO Atualmente as organizações têm vivenciado mudanças complexas e profundas, havendo assim a necessidade de novas formas de trabalho mais ágeis, flexíveis e que valorizem as relações humanas. Para falar de clima organizacional, antes deve ser definido o que é cultura organizacional, pois a cultura é a causa e o clima é consequência dela. Independente do tamanho da organização, todas possuem a sua própria cultura, sendo formada pelos costumes, crença, valores e tradições. A cultura é o que molda a identidade de uma organização. Embora ninguém possa ver ou tocar o clima da organização, o mesmo pode ser facilmente percebido dentro da empresa, através do comportamento e ações de seus funcionários. O clima organizacional pode influenciar tanto positivamente como negativamente em uma organização. É considerado um clima favorável quando proporciona satisfação das necessidades pessoais dos funcionários, fazendo com que aumente a elevação do moral interno. É desfavorável quando proporciona a frustração das mesmas necessidades. O clima organizacional está voltado para a análise do ambiente interno da organização, auxilia para que a empresa perceba onde deve buscar meios de motivar seus funcionários fazendo com que os mesmos possam atingir seus objetivos pessoais e sintam-se mais motivados a exercer seu papel da melhor forma na organização. A pesquisa foi realizada em todos os Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural – ELDR – do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - INCAPER, um Instituto público estadual que hoje é considerado como principal órgão de pesquisa aplicada, assistência técnica e extensão rural, e também responsável pela elaboração e execução de programas e projetos que proporcionam o desenvolvimento rural sustentável no Estado do Espírito Santo. O INCAPER hoje se faz presente em todos os municípios do Estado. Tendo um clima organizacional dos ELDR’S de forma negativa, o desenvolvimento de seus funcionários pode ser afetado, pois, funcionários com falta de estímulo tendem a produzir menos, um relacionamento ruim entre os funcionários acaba tornando difícil o repasse de informações necessárias para o atendimento ao 13 público alvo e as más condições de equipamentos de trabalho dificultam o cumprimento de suas atividades. Este trabalho tem como objetivo apresentar um estudo sobre o clima organizacional e seus fatores dentro da organização, no intuito de medir a satisfação e a motivação dos funcionários lotados nos ELDR’S do INCAPER. Será abordada a definição de clima organizacional, os tipos, modelos e sua aplicação na empresa escolhida para o referido trabalho. Percebe-se a importância de estudar o clima organizacional a fim de melhorar a motivação e satisfação dos funcionários do Instituto e consequentemente o contato dos mesmos com o público alvo. Sendo assim foram coletados dados que possibilitaram um reconhecimento da real situação do ambiente de trabalho de seus funcionários. A elaboração deste trabalho justifica-se, pois é de grande importância descobrir quais os fatores e como eles influenciam o clima organizacional do Instituto, no intuito de promover melhorias nas relações de trabalho nos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural do Incaper, contribuindo assim para fortalecer a satisfação dos funcionários e um melhor atendimento ao público alvo. No primeiro capítulo encontra-se o referencial teórico realizado com base nos autores EMMENDOERFER et al (2008), CHIAVENATO (2003), LUZ (2003), COSTACURTA (2010), BEZERRA (2011), SCHEIN (2009) e SILVA (2002), abordando a definição de clima organizacional, de cultura organizacional, os indicadores do clima organizacional, o motivo de avaliar o clima de uma empresa e as formas de avaliar o clima. No segundo capítulo descrevem-se as variáveis utilizadas para medir o clima organizacional, a definição e a importância de cada uma delas para a organização. Os principais autores utilizados neste capítulo foram ROBBINS (2005), LUZ (2003), CHIAVENATO (2000), JUNIOR (2012), CHIAVENATO (2003), entre outros. No terceiro capítulo encontra-se a metodologia, detalhando a forma utilizada para a elaboração do trabalho, desde o referencial teórico até a parte prática, que no caso seria a pesquisa de clima organizacional. Encontra-se também um detalhamento da área que a pesquisa está abrangendo bem como seu público alvo. No quarto capítulo apresenta-se uma breve definição do Instituto, suas divisões e seu trabalho oferecido no Estado, em seguida foi apresentado o resultado da 14 pesquisa de clima organizacional, relatando cada variável escolhida e seu resultado obtido com uma breve conclusão. Ao final deste trabalho encontra-se uma conclusão geral e sugestões de mudanças para o Instituto elevar seu clima de forma que passe a ser um clima favorável para seus colaboradores. 15 1 CLIMA ORGANIZACIONAL Para EMMENDOERFER et al (2008, p.06): O clima organizacional é um processo complexo que deve levar em consideração as diversas variáveis estruturais como crenças, valores, estilos e itens tecnológicos, ou seja: processos e instrumentos de trabalho. Além disso, deve-se conhecer a organização como um todo, tomando como base sua estrutura, cultura, gestão, comprometimento dos colaboradores e objetivos compartilhados entre empresa e empregados. Segundo CHIAVENATO (2003) o clima organizacional é uma forma de caracterizar o meio interno de uma organização. Ele define a forma como cada participante se sente em relação à organização em que trabalha. Possui uma grande influência na motivação, destacando a satisfação no trabalho e o desempenho de cada um. Ainda segundo CHIAVENATO (2003), o clima organizacional possui as seguintes dimensões: Estrutura Organizacional – As pessoas devem ter mais liberdade dentro da organização, seja de expressão como de ação, para que o clima no ambiente seja melhor. Responsabilidade – Deve haver mais incentivo ao comportamento das pessoas, seja por meio de decisões, iniciativa pessoal, entre outros. Riscos – Impulsionar novos e diferentes desafios pode evitar muitos riscos e melhorar o clima. Recompensas – Recompensas e incentivos acabam estimulando as pessoas a produzirem mais e com mais qualidade. Calor e Apoio – Passar a apoiar as iniciativas dos funcionários seja pessoal ou grupal. Conflito – Pode haver diferentes pontos de vista para um mesmo problema. Para isso, a organização deve estabelecer regras e procedimentos para evitar esse tipo de transtorno, porém deve ouvir o ponto de vista de cada um de seus funcionários. De acordo com LUZ (2003) três palavras estão sempre presentes nos conceitos de clima organizacional de diversos autores. Seriam elas: SATISFAÇÃO (dos funcionários) – os conceitos nos remetem ao grau de satisfação dos funcionários através da pesquisa de clima, seja direta ou indiretamente. PERCEPÇÃO (dos funcionários) – é uma importante definição nos conceitos de 16 clima, pois se o funcionário percebe a empresa de forma positiva, o clima tende a ser positivo, caso contrário, o clima da empresa passa a ser negativo. CULTURA (Organizacional) – A cultura acaba influenciando o clima organizacional, muitos autores tratam cultura e clima como coisas parecidas, pois uma complementa a outra. Segundo EMMENDOERFER et al (2008), o clima organizacional é um conjunto de comportamento das pessoas que fazem parte da organização. O clima ajuda a conhecer a motivação e a cultura de cada indivíduo. EMMENDOERFER et al (2008, p. 08), afirma: As organizações devem trabalhar no sentido de ter plenas condições de alterar e melhorar o seu clima organizacional, através de um contínuo monitoramento de seu ambiente interno. As empresas que possuem um acompanhamento de seu clima observam que este está sempre se modificando, podendo variar ao longo de um contínuo que vai desde um clima favorável e saudável até um clima desfavorável e negativo. Entre esses dois extremos existe um ponto intermediário que é o clima neutro ou regular. Neste ambiente, insere-se a pesquisa de clima como ferramenta de gestão de pessoas nas organizações. Para COSTACURTA (2010) quando as pessoas passam a ser ouvidas, a participar mais nas decisões e ter suas opiniões respeitas dentro da organização, o índice de motivação se eleva e acaba contribuindo para um aumento na produtividade. Ainda segundo COSTACURTA (2010), a pesquisa de clima organizacional é uma forma que os funcionários têm de expressar pensamentos, sentimentos e atitudes em relação à organização, sejam elas boas ou ruins. De acordo com BEZERRA (2011) vários fatores influenciam no clima de uma organização, entre eles destaca-se a motivação, a liderança, as recompensas, entre outros. Quanto melhor o clima da organização, a empresa passa a ser mais bem visada entre grandes profissionais e futuros talentos, pois os mesmos saberão que seus trabalhos serão reconhecidos, valorizados, aplicados e o ambiente de trabalho será motivador, sem a existência de conflitos desnecessários entre os colegas. 1.1 CULTURA ORGANIZACIONAL Cultura Organizacional está relacionada à capacidade de adaptação do indivíduo em certo grupo, a cultura serve para que o grupo se fortaleça ou se 17 desintegre, pois relata crença e valores de cada um que participa do grupo. A partir do momento que certo grupo se reúne para exercer algum tipo de atividade, inicia-se a construção de hábitos, linguagens e cultura. (PIRES; MACÊDO, 2006) Segundo LUZ (2003), cultura e clima são dois temas que se complementam. A cultura organizacional é quem molda a identidade de cada organização, através das crenças, valores, estilos de trabalhos, etc. A cultura organizacional influencia o comportamento de todos os indivíduos e grupos dentro da organização. Ela impacta o cotidiano da organização: suas decisões, as atribuições de seus funcionários, as formas de recompensas e punições, as formas de relacionamento com seus parceiros comerciais, seu mobiliário, o estilo de liderança adotado, o processo de comunicação, a forma como seus funcionários se vestem e se postam no ambiente de trabalho, seu padrão arquitetônico, sua propaganda e assim por diante. (LUZ, 2003. p. 14) CHIAVENATO (2003) afirma que cada organização possui sua própria cultura. Alguns aspectos da cultura são percebidos com facilidade, sendo definidos como aspectos formais e abertos, já outros são percebidos com mais dificuldade, sendo definidos como aspectos informais e ocultos. A cultura pode se manifestar de diferentes modos, seja no modo de se vestir dos funcionários, no modo que agem dentro da organização e até no modo de expressar o que sentem em determinados momentos. Ainda de acordo com CHIAVENATO (2003), com o tempo a cultura das organizações sofrem alterações, algumas conseguem renovar e aprimorar sua cultura, já outras continuam com a cultura amarrada, com os mesmos padrões antigos. Para que a organização possa sobreviver à cultura, esta deve ser sempre renovada e revisada. LUZ (2003) define que a cultura organizacional é uma das principais causas que afetam o clima organizacional de uma organização, logo, pode-se afirmar que cultura é causa e clima é consequência. Outro fator importante é que a cultura vem de coisas que acontecem ao longo do tempo na organização, já clima está relacionado ao estado atual da pessoa, o que está acontecendo naquele exato momento. Para SCHEIN (2009), a cultura é o fator que define o grupo, mesmo se alguns membros se desligarem da organização a cultura é capaz de sobreviver e é muito difícil de ser mudada. 18 1.2 INDICADORES DO CLIMA ORGANIZACIONAL Segundo LUZ (2003, p. 32): No dia-a-dia das organizações podemos encontrar “sinais” de que o clima vai bem ou mal. Esses indicadores não nos fornecem elementos capazes de descobrirmos as causas que mais estão afetando positiva ou negativamente o clima de uma empresa. Todavia servem para alertar quando algo não está bem, ou ao contrário, quando o clima está muito bom. Ainda segundo LUZ (2003), o clima organizacional possui alguns indicadores que informam sobre sua qualidade: se é boa ou má. Turnover – mais conhecido como rotatividade de pessoal, quando elevado, pode indicar que algo vai mal com a empresa, que falta algo que incentive ou motive as pessoas a fazerem parte da instituição causando uma má impressão à imagem da empresa. Absenteísmo – Grande número de faltas e atrasos, não são sinais bons para empresa. Pichações nos banheiros – As pichações indicam o estado de insatisfação dos funcionários, o descontentamento com gestores ou a própria organização e muitos utilizam banheiros para esse tipo de ato, por ser mais reservado e preservar o anonimato. Programas de sugestões – Funcionários podem reagir de forma contrária ao esperado, caso programas de sugestões sejam malsucedidos. Avaliação de desempenho – Muitas vezes o baixo desempenho dos funcionários pode ser devido à falta de ânimo e da sua apatia em relação à empresa ou a problemas pessoais que possam estar prejudicando o desempenho profissional. A empresa deve sempre ficar alerta a isso e sempre ouvir seus funcionários para evitar esse tipo de situação. Greves – Revelam o descontentamento do empregado em relação à empresa, as atitudes que a empresa toma em relação às greves contam muito para o desempenho dos funcionários. Conflitos interpessoais e interdepartamentais – A intensidade dos conflitos que determina se o clima é tenso ou agradável dentro da organização. 19 Desperdício de materiais – Uma das formas do trabalhador demonstrar sua revolta com a empresa é desperdiçando materiais e estragando alguns. Queixas no serviço médico – Muitos funcionários utilizam os consultórios médicos para descarregar as frustrações e angústias em relação à empresa, o que pode acabar gerando várias doenças nos funcionários, devido a alguns distúrbios emocionais. 1.3 AVALIAÇÃO DO CLIMA ORGANIZACIONAL Para LUZ (2003) compete ao setor de Recursos Humano em analisar o clima de uma organização, porém há duas formas de avaliação e dois níveis de responsabilidades: Avaliação Setorial: é de responsabilidade de cada gestor em ouvir individualmente cada funcionário. Ele tem a responsabilidade de manter sua equipe motivada, conhecer o ambiente de trabalho, analisar a harmonia, o grau de confiança e a cooperação entre a equipe, pois ser líder é obter resultados em função de outras pessoas. Avaliação Corporativa ou Institucional: é de responsabilidade do setor de Recursos Humanos em avaliar o clima coletivo, podendo ter auxílio de uma consultoria externa, que tem como vantagem ser isenta de qualquer manipulação e ter mais conhecimento e prática no assunto, tornando a pesquisa com maior credibilidade. Segundo BEZERRA (2011) para os funcionários se envolverem e comprometerem, a pesquisa quando bem sucedida, deve ser aplicada dentro da organização, pois pode gerar frustração, desmotivação e insegurança nos funcionários caso a avaliação não seja concluída. A avaliação do clima pode ser de várias formas, como: contato direto dos gestores com seus subordinados (através de reuniões e contatos com a equipe pode-se observar problemas que afetam o clima), entrevista de desligamento (uma das mais empregadas, pois pode observar a relação entre chefia e subordinado), entrevista do serviço social com seus funcionários (estes serviços possuem pessoas capacitadas para lidar com problemas não só pessoais, mas com problemas internos no ambiente de trabalho), ombudsman (trata-se de um ouvidor, que identifica 20 reclamações não só de funcionários, mas de clientes e fornecedores), programa de sugestões (usado para colher novas ideias e pode ser usado para avaliar o clima), sistema de atendimento às queixas e reclamações (o funcionário pode escolher com quem reclamar, não necessariamente o seu chefe), reuniões da equipe de Relação Trabalhista com os funcionários (visa evitar conflitos de trabalho, para isso monitoram o clima, ouvindo e reunindo sempre os funcionários), linha direta com o presidente (canal direto com presidente para relatar problemas ou sugestões), café da manhã com presidente/diretores/gerentes (serve para que os executivos possam identificar problemas “escondidos” aos olhos da administração), pesquisa de clima organizacional (é a estratégia mais completa, permite identificar pontos fracos e satisfações de seus colaboradores, pode ser utilizada em forma de questionário, entrevista ou painel de debate). (LUZ, 2003) Para BEZERRA (2011, p. 27): Deve-se sempre avaliar o clima dentro da empresa, buscando novas informações que influenciem nos resultados dos funcionários, aceitando sugestões dos mesmos, entendendo suas insatisfações e suas inseguranças. Através dessa pesquisa pode-se planejar melhores condições laborais, tendo em vista a motivação dos funcionários e consequentemente o aumento da produção. 1.4 MOTIVOS PARA AVALIAR O CLIMA ORGANIZACIONAL Segundo SILVA (2002), existem vários fatores que comprovam a importância da avaliação do clima organizacional: O clima pode afetar positiva ou negativamente o comportamento dos funcionários; Pode ser decisivo na capacidade de reter e atrair novos talentos para a organização; Pode ser modificado quando necessário; É um importante indicador da satisfação dos funcionários em relação à cultura organizacional; Pode apontar a origem dos problemas já existentes, permitindo uma intervenção corretiva, como pode apontar possíveis problemas que possam existir, auxiliando para a prevenção; Traça um diagnóstico a respeito do ambiente construído na organização; É mais perceptível que as fontes que o originaram; 21 Tanto organizações como pessoas podem variar intensamente. Ainda segundo SILVA (2002, p. 04): O contrato psicológico entre empregado e empregador deve se alterar profundamente com as facilidades de comunicações da Internet porque as regras de empregabilidade, a fidelidade, a confiança, as formas de tratamento com as pessoas, a valorização do empregado como ser humano e o lado oposto da moeda que obriga as organizações a procurar e reter talentos oferece uma justificativa mais do que necessária para o desenvolvimento das pesquisas a respeito do clima organizacional. 22 2 VARIÁVEIS ORGANIZACIONAIS Segundo LUZ (2003) a pesquisa de clima geralmente é feita através de questionários e realizada a cada dois anos ou até mesmo anualmente. Acima desse tempo, os resultados podem não ser tão satisfatórios para a empresa. Geralmente as pesquisas buscam saber opiniões sobre algumas variáveis que consideram importantes para a organização. “Uma variável é qualquer característica geral que possa ser medida e que se modifique em amplitude e/ou intensidade.” (ROBBINS, 2005. p. 452). Para LUZ (2003) grande parte do sucesso da pesquisa de Clima Organizacional está na definição correta das variáveis organizacionais, pois elas irão identificar a satisfação ou insatisfação de cada funcionário e como ele irá reagir a cada uma delas. 2.1 O TRABALHO REALIZADO PELOS FUNCIONÁRIOS E A ESTRUTURA OFERECIDA PELA EMPRESA Avalia se a distribuição de trabalho exercido por cada funcionário é justo, se sua carga horária está de acordo com as normas pré-estabelecidas, se estão adaptados as suas respectivas funções, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e se cada setor possui a quantidade necessária de funcionários para determinadas funções. Também é possível avaliar a visão dos funcionários em relação à adequação da estrutura da empresa, seja para o processo decisório, para a comunicação e seus objetivos organizacionais. (LUZ, 2003) CHIAVENATO (2000) destaca que à medida que ocorre a divisão de trabalho o funcionário passa a se especializar na execução de uma única tarefa o que ajuda a elevar a sua produtividade e minimizar a sobrecarga de serviço em apenas um único funcionário, contribuindo também para que o produto seja fabricado com muito mais qualidade. Uma estrutura organizacional define como as tarefas são formalmente distribuídas, agrupadas e coordenadas. Os executivos precisam ter em mente seis elementos básicos quando projetam a estrutura das suas organizações. Esses elementos são a especialização do trabalho, a departamentalização, a cadeia de comando, a amplitude de controle, a centralização do trabalho, a departamentalização e a formalização. (ROBBINS. 2005. p. 350) 23 ROBBINS (2005) define os seguintes elementos: Especialização do trabalho – As tarefas são subdivididas dentro da organização e passa a ser realizada em várias etapas, cada uma com um individuo diferente. Departamentalização – Consiste na base para agrupar as tarefas. A organização poderá ser separada por departamentos específicos e tarefas específicas. Cadeia de Comando – Determina quem se reporta a quem na empresa, é a linha única de autoridade que vai desde o topo da organização, até o escalão mais baixo. Amplitude de Controle – Determina o número de escalões de chefia que a organização terá. Centralização e descentralização – Refere-se à concentração do poder decisório. Na empresa onde o poder é centralizado em uma única pessoa a solução de problemas tende a ser mais demorada, já no poder descentralizado, os problemas tendem a ser resolvidos mais rápidos devido a ter muitas pessoas participando do poder de decisão. Formalização – Refere-se ao grau de padronização das tarefas dentro da organização. Quando há muita padronização o poder de autonomia se torna limitado, já quando a tarefa é menos formalizada, os funcionários tem mais liberdade para decidir sobre o trabalho, evitando perder tempo esperando a resposta de seu superior. 2.2 LIDERANÇA A liderança é necessária em todos os tipos de organização humana, seja nas empresas, seja em cada um de seus departamentos. Ela é essencial em todas as funções da Administração: o administrador precisa conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas, isto é, liderar. (CHIAVENATO, 2003. p.124) A variável liderança contribui para avaliar a capacidade dos gestores, seja ela técnica, humana ou administrativa. Auxilia a identificar o relacionamento entre funcionários e gestores e a qualidade com que supervisionam. É uma das variáveis mais importantes em uma pesquisa de clima, pois o trabalho do gestor pode 24 influenciar de várias maneiras na organização, positiva ou negativamente. (LUZ, 2003). CHIAVENATO (2003) apresenta três estilos de liderança: Liderança Autocrática – O trabalho se desenvolve somente com a presença do líder. Ele é quem determina a tarefa que cada membro deve cumprir, as decisões são todas centralizadas nele, o que se mostrou forte tensão entre os membros, causando insatisfação em relação a situação. Caso o líder não estivesse presente as atividades paravam. Liderança Liberal – O líder delega as decisões ao grupo. Cada membro tem oportunidade de escolher seu colega de trabalho, os deixa a vontade, sem controle algum. Nesse tipo de liderança o trabalho acaba oscilando muito e tendo muitas discussões por motivos pessoais. O líder acaba não sendo respeitado pelos seus subordinados. Liderança Democrática – Não há pressão por parte do líder. Ele incentiva o trabalho em equipe, dando mais liberdade entre os funcionários, o que acaba fortalecendo a amizade entre a equipe, mais comprometimento, satisfação, responsabilidade e sem problemas algum quando o líder precisava se ausentar do local de trabalho. Segundo BEZERRA (2011) um líder pode influenciar e muito as pessoas através de seu poder e autoridade, porém a autoridade para ser conquistada deve ser através de respeito, carinho e admiração com as outras pessoas. Com a falta desses aspectos muitos líderes acabam tendo apenas o poder e não a autoridade com seus subordinados. Um líder que não sabe se posicionar diante de seus funcionários acaba prejudicando a organização e ficando mau visto diante de seus respectivos chefes. Os líderes devem estimular as pessoas para que superem seus obstáculos e desenvolvam visões do futuro. Liderança diz respeito ao enfrentamento de mudanças, monitoramento de resultados em relação aos planos. (ROBBINS, 2005) 2.3 SALÁRIO / BENEFÍCIOS / PAGAMENTO DOS SALÁRIOS. Segundo LUZ (2003) a variável salário está entre uma das principais a serem pesquisadas, pois é medida em função do grau de satisfação de cada funcionário. É levado em consideração se o salário que o funcionário recebe na organização está 25 compatível com o do mercado, se é justo ao trabalho executado, a prática de aumentos salariais, se é igual ou similar aos demais que exercem a mesma função dentro da organização, a possibilidade de viver dignamente com o salário, a clareza em relação aos critérios do plano de cargos e salários apresentados pela empresa, entre outros aspectos. Muitas organizações remuneram seus funcionários de acordo com suas habilidades e conhecimentos. O funcionário é remunerado em relação à variedade de funções que possa executar e com a habilidade que utiliza para executar essas funções. (ROBINS, 2005) Para CHIAVENATTO (2000) o funcionário que produz mais ganha o salário maior e o que produz menos ganha salário menor. Essa técnica serve como um prêmio para produção, estimulando-os a produzir mais para que possam ganhar bem mais. De acordo com PONTES (2005) o plano de cargos e salários deve ser o que mais motiva o funcionário, pois esse é o plano que o funcionário mais leva em consideração, aumentando assim sua produtividade e motivação para realizar o trabalho que lhe foi dado. SILVA (2002) destaca que as diretrizes que guiam o subsistema de remuneração são o equilíbrio interno e externo. Quando o salário varia de acordo com os requisitos exigidos ao cargo, o equilíbrio interno passa a ser alcançado, já o equilíbrio externo passa a ser alcançado quando a empresa passa a pagar a seus funcionários os mesmos valores praticados pelo mercado para cada tipo de cargo existente. Para JÚNIOR (2012), para que possa haver salário é preciso que haja trabalho, é uma troca, onde o funcionário entra com a mão de obra e a empresa com o salário, sendo que a empresa precisa que o trabalho seja bem executado para que garanta qualidade e padrão de seus produtos. O funcionário, para permanecer na empresa e crescer profissionalmente, deve mostrar um bom trabalho para a organização. JÚNIOR (2012) também afirma que para conseguir eficiência nos resultados e bons profissionais na equipe a empresa precisa dispor de um salário atraente e que possa motivar os funcionários a continuar na empresa e contribuir para seu crescimento. 26 Para LUZ (2003) a variável também deve avaliar a incidência de erros na folha de pagamento e se os funcionários possuem conhecimento sobre os descontos e códigos que são lançados nela. Segundo PONTES (2005) quando o pagamento dos salários é feito de forma correta e dentro do prazo estipulado, os funcionários tendem a estar mais motivados e empenhados em suas funções e buscam sempre novos resultado para um possível crescimento dentro da empresa. Já em relação aos benefícios, a organização pode avaliar se os mesmos atendem as expectativas e necessidades dos funcionários, a satisfação, fixação e a qualidade dos serviços prestados pelos mesmos. (LUZ, 2003) Para JÚNIOR (2012, p. 30): Na maioria das vezes os benefícios são vistos como fatores higiênicos, uma vez que, se a organização não desempenhasse esse papel o funcionário teria de arcar com essas despesas desembolsando-as do seu salário recebido. Estes vêm facilitar a vida do funcionário, sendo uma forma indireta de pagamento de salário. JÚNIOR (2012) destaca que a empresa, antes de conceder algum tipo de benefício aos seus funcionários, deve analisar se terá condições de manter esses benefícios, pois se retirar o benefício já concedido poderá causar uma grande desmotivação dos funcionários, sendo muito pior se não tivesse colocado benefício à disposição. De acordo do CHIAVENATO (2003), há três tipos de benefícios mais comuns, são eles: Planos modulares – são planos com pacotes de benefícios pré-definidos para atender a grupos específicos de funcionários. Planos nucleares – o funcionário recebe um valor específico e pode utiliza-lo como achar necessário Planos de créditos flexíveis – o funcionário tem uma determinada quantia mensal para ser utilizada, seja com serviços médicos, odontológicos, entre outros. Ainda de acordo com CHIAVENATO (2003), esses planos buscam oferecer aos funcionários maior facilidade e conveniência, evitando que tenham preocupações com alguns assuntos que possam interferir no ambiente de trabalho, diminuindo assim o índice de absenteísmo, a rotatividade, o estresse, etc. 27 Cabe à organização decidir se cederá benefício total ou parcialmente aos funcionários e a forma como ele será concedido. 2.4 INTEGRAÇÃO ENTRE OS DEPARTAMENTOS DA EMPRESA E RELACIONAMENTO INTERPESSOAL Este tipo de variável serve para avaliar se há conflitos entre os diferentes departamentos dentro da empresa, a existência de cooperação não apenas entre funcionários, mas também entre departamentos e o grau de relacionamento entre eles. A variável também auxilia para avaliar se há existência de conflitos internos, a forma que os funcionários convivem entre si, com suas chefias e com a empresa em geral. (LUZ, 2003) Segundo PIMENTEL (2011), os conflitos podem ocorrer quando os departamentos possuem opiniões diferentes sobre o mesmo problema, esse fato é devido aos diferentes tipos de recursos disponibilizados a cada departamento e pelos diferentes estilos administrativos existentes. LEITÃO et al (2006, p. 02) cita que: A questão dos relacionamentos interpessoais, e de sua inerente dimensão emocional, é crucial para a vida associada, pois são esses processos interativos que formam o conjunto de sistemas que a organizam. As condições em que ocorrem tais relacionamentos definem a forma de convivência entre os seres humanos, que são seres de relações, e destes com a natureza. Fazem a diferença entre sofrimento e bem-estar e definem como a vida social é construída em seu cotidiano. Deteriorações nas relações interpessoais resultam em deterioração das relações sociais, das relações inter e intra-organizacionais. Ainda segundo LEITÃO et al (2006), o que nos leva a ação não é a razão e sim a emoção. Dessa forma, ao lidar com companheiros de serviço, devemos sempre agir com a emoção para que o convívio social possa ser sempre bom, evitando problemas no ambiente de trabalho ou até mesmo um clima de tensão entre os membros da equipe. 2.5 COMUNICAÇÃO / ORIENTAÇÃO DA EMPRESA PARA RESULTADOS Essa variável define o grau de satisfação dos funcionários em relação à forma e aos canais de comunicação utilizados pela empresa e avalia também o processo de divulgação dos fatos relevantes da empresa. (LUZ, 2003) 28 De acordo com MATTOS (2009), a comunicação dos resultados pode ser feita das seguintes formas: Canais Formais – Como reuniões, memorandos, ofícios; Comunicação Social – Jornais, revistas, intranet; Canais Informais – Bate papo no corredor, hora do cafezinho. Segundo CAVALCANTE (2008): Na comunicação o ruído é algo que atrapalha a mensagem e a mesma não leva a informação ou não desperta no receptor o sentimento ou a ação desejável por quem as emitiu. Existem vários tipos de canais utilizados para se transmitir uma mensagem, basta identificar os mais eficientes e eficazes para se alcançar o que se deseja no momento em que se precisa, ou seja sempre. E sempre conseguir o que se deseja através da comunicação não é tarefa fácil, visto que cada pessoa tem uma forma de pensar e interpretar diferente. (p. 18) Ainda segundo CAVALCANTE (2008), quem recebe a mensagem pode ter vários tipos de reações, para isso ao se transmitir qualquer tipo de informação os gerentes, gestores, coordenadores, diretores, ou profissionais que tenham outros em sob sua orientação deve-se ter bastante cautela e cuidado ao passa a mensagem a seus subordinados, para que quem leia possa entender de forma clara, pois corre o risco do destinatário ao ler não entender a mensagem que deveria ser passada ou até mesmo entender como uma possível ofensa. De acordo com MATTOS (2009), a comunicação empresarial é uma forma da empresa se comunicar com seu público interno e externo, podendo assim divulgar informações sobre a empresa como planejamentos, promoções, resultados, normas, objetivos, etc. MATTOS (2009) ilustra o processo de comunicação para uma melhor visualização e compreensão: FIGURA 1 – O processo de comunicação FONTE: MATTOS (2009, p. 04). 29 2.6 TREINAMENTO / DESENVOLVIMENTO / CARREIRA E PROGRESSO / REALIZAÇÃO Segundo LUZ (2003) essa variável define as oportunidades dadas aos funcionários para que possam aprimorar seus conhecimentos, se atualizar, se desenvolver profissionalmente e se qualificar no mercado. Para CHIAVENATO (2003, p. 287): O conhecimento não pode ficar ao sabor do acaso. Nem das oportunidades. Na verdade, o aprendizado e o desenvolvimento devem ser feitos nas atividades do dia-a-dia para associar o que se aprende ao que se faz na prática e não podem ficar restritos a algumas semanas por ano durante cursos específicos de treinamento. O aprendizado deve ser organizado e contínuo, afetando e envolvendo todos os membros da organização e não apenas alguns deles. As organizações bem-sucedidas estão se transformando em verdadeiros centros de aprendizagem. Por essa razão, recebem o nome de organizações de aprendizagem. São organizações que aprendem por meio de seus membros. De acordo com ROBBINS (2005) um funcionário competente não permanece competente a vida toda. Para isso, as empresas investem em treinamentos formais, buscando desenvolver cada vez mais as habilidades de seus funcionários. Ainda de acordo com ROBBINS (2005), o treinamento pode ser classificado de duas formas: Treinamento Formal – Planejado com antecedência e todo estruturado, porém, este tipo de treinamento é o menos utilizado; Treinamento Informal – Sem planejamento algum e adaptável ao ambiente e aos indivíduos, ou seja, os funcionários ajudando uns aos outros. É o treinamento mais utilizado pelas empresas, devido ao menor custo e a rapidez em que se chega ao resultado. 2.7 PROGRESSO PROFISSIONAL E ESTABILIDADE NO EMPREGO Avalia o uso e aproveitamento de todas as potencialidades de cada funcionário, a possibilidade dos funcionários poderem participar de projetos que possam acumular experiência, gerando assim mais empregabilidade e realização profissional, como irão se destacar diante de um trabalho desafiador e importante para empresa, e suas visões em relação às possibilidades de promoção e crescimento na carreira. (LUZ, 2003) 30 Para ROBBINS (2005), o tempo de serviço influencia de maneira positiva no desempenho do funcionário e em sua produtividade. Quanto mais tempo a pessoa tem trabalhando na empresa, mais difícil ela vai querer se desligar da empresa, pois o que tudo indica é que se sente satisfeita em seu ambiente de trabalho e com o salário que recebe. Segundo DINIZ et al (2012), o funcionário que possui uma estabilidade no emprego, muitas vezes utiliza esse fator como base para programar sua vida, tanto em relação ao lado profissional com pessoal. Para VIEIRA, VIEIRA (2003, p. 08): O sentimento de perspectiva de crescimento profissional na empresa é um grande alavancador e proporciona forte motivação em seus colaboradores. A possibilidade de crescimento é um fator que se expressa não apenas em uma ascensão dentro do organograma da empresa, mas na quantidade de desafios e no aumento de responsabilidades. Segundo ROBBINS (2005), cada pessoa tem uma habilidade diferente, é de responsabilidade das organizações em explorar quais são essas habilidades e transformar em chances para que o funcionário possa desempenhar a função de modo satisfatório, tanto para ele quanto para a empresa. Ainda segundo ROBBINS (2005), alguns funcionários podem se destacar com as suas habilidades de forma intelectual, desempenhando atividades mentais, outros podem se destacar com habilidades físicas, realizando trabalhos mais padronizados e não especializados. 2.8 PROCESSO DECISÓRIO Para LUZ (2003): Avalia a opinião dos funcionários sobre a qualidade do processo decisório, sobre quanto a empresa é ágil, participativa, centralizada ou descentralizada em suas decisões. Essa variável representa uma das diversas dimensões da variável ‘’gestão’’. (p. 44) OLIVEIRA (2004) define que para tomar qualquer decisão o administrador deve buscar informações corretas da real situação para que a decisão seja tomada de forma eficaz e possa buscar os resultados pretendidos. O desempenho da organização depende da qualidade do gerenciamento, para isso as decisões devem ser tomadas de forma ágil e corretas. É de responsabilidade do gestor em decidir a melhor alternativa para a situação em que a organização se encontra no momento para que garanta os resultados esperados. 31 BANDEIRA; PORTO (2006) revela que a tomada de decisão envolve um grande risco para os administradores. Devido a vários fatores como o desenvolvimento das telecomunicações e a diminuição do tempo de processamento das informações, o ambiente de trabalho fica cada vez mais complexo e se torna mais difícil para tomar qualquer tipo de decisão. Para isso, os administradores devem ter bastante cautela e reavaliar constantemente o processo decisório para que não prejudique a organização. 2.9 CONDIÇÕES FÍSICAS DE TRABALHO / SEGURANÇA DE TRABALHO Essa variável é utilizada para verificar se os funcionários estão trabalhando com condições físicas favoráveis, os recursos que são colocados à disposição dos funcionários para a realização dos seus trabalhos, o conforto das condições físicas, das instalações da empresa, os horários de trabalho dos funcionários e se estão com vestimentas e equipamentos adequados para aquele ambiente de trabalho. (LUZ, 2003). LUZ (2003) também destaca que essa variável auxilia a identificar a percepção dos funcionários quanto às estratégias de controle e prevenção adotadas pela organização para evitar futuros acidentes e doenças ocupacionais. BOZZA et al (2004) cita que o trabalho repetitivo, a sobrecarga ou até mesmo o uso inadequado dos equipamentos podem acarretar vários danos aos trabalhadores e até mesmo para a empresa. Visando evitar esse tipo de situação, as empresas devem manter seus funcionários sempre bem equipados e em condições favoráveis para o trabalho que estão exercendo. 2.10 RELACIONAMENTO DA EMPRESA COM OS SIDICATOS E FUNCIONÁRIOS Segundo LUZ (2003), este tipo de variável analisa a qualidade e a forma como a empresa age diante de problemas trabalhistas, a forma como ela se relaciona com sindicatos e o grau de satisfação quanto à importância dos mesmos como um órgão representativo dos trabalhadores, avalia também como a empresa reage diante de reclamações formais ou informais dos empregados e se a empresa está cumprindo as obrigações que ela está sujeita. 32 Para ARRUDA et al (2012), embora possa existir conflitos dentro da organização, a empresa deve ficar atenta aos conflitos existentes em relação aos sindicatos, pois quando ambos buscam ideais opostos, o sindicato pode influenciar na negociação através dos funcionários. O melhor para empresa seria incentivar um entendimento com sindicato e tornar-se parceiros evitando assim futuros problemas e desavenças. 2.11 PARTICIPAÇÃO E OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS De acordo com LUZ (2003), a variável: Avalia as diferentes formas de participação dos funcionários no cotidiano da empresa; seu grau de conhecimento e envolvimento com os assuntos relevantes da empresa; sua participação na definição dos objetivos do seu setor de trabalho; a participação financeira que os funcionários têm nos resultados da empresa; a participação deles na gestão da empresa. (p. 44) ROBBINS (2005) afirma que a participação dos funcionários no cotidiano da empresa tende a estimular mais o comprometimento com o sucesso da organização e auxilia para que o funcionário passe a ficar mais motivado, mais produtivo e mais satisfeito com o emprego. Ainda segundo ROBBINS (2005), os funcionários podem participar da gestão da empresa de quatro formas: Gestão Participativa – Utiliza o processo decisório coletivo, ou seja, os subordinados compartilham um grau relevante de poder decisório com seus chefes imediatos, porém para que este tipo de gestão funcione, o funcionário precisa ter capacitação, entender do assunto para participar e haver confiança entre as partes envolvidas. Participação por Representação – O funcionário participa das decisões através de um pequeno comitê de representantes criado dentro da organização, no qual o representante do comitê participa das reuniões da empresa defendendo os interesses dos trabalhadores; Círculos de Qualidade – É um grupo de trabalho (entre oito a dez membros), podendo fazer parte chefes e funcionários e que possuem uma área de responsabilidade conjunta. Se encontram semanalmente no horário de trabalho para solucionar problemas de qualidade, gerando avaliação e seu próprio feedback. 33 Planos de Participação Acionária - São planos em que a própria empresa pré estabelece e os funcionários podem comprar ações da companhia a preços abaixo dos praticados pelo mercado, como parte de um pacote de benefícios. VIEIRA, VIEIRA (2003) destaca participação como um fator extremamente importante. Qualquer projeto que venha a ser implantado na organização precisará de um alto grau de comprometimento e participação dos funcionários. Segundo ROBBINS (2005), os objetivos organizacionais substituem metas impostas por metas de maneira mais participativa. É importante que seja disponibilizado um feedback contínuo para que os funcionários possam monitorar e corrigir suas funções. Ainda segundo ROBBINS (2005), os objetivos devem ser convertidos em metas tangíveis, que possam ser mensuradas e avaliadas e não apenas expressar o desejo de cortar custos, aumentar produção. Cada objetivo tem seu tempo prédeterminado para ser atingido. 2.12 DISCIPLINA Este tipo de variável serve para avaliar a forma com que as empresas aplicam punições em seus funcionários e a rigidez da disciplina praticada com os mesmos dentro da organização. (LUZ, 2003). Segundo GRANDE (2007), a punição quando aplicada, pode ser vista de duas maneiras diferentes, tanto para quem aplica quanto para quem é punido, mas ambas buscam um resultado positivo independente dos interesses. Ainda segundo GRANDE (2007), o poder punitivo é dado ao empregador, pois ele é o responsável por controlar e cuidar dos interesses da empresa, na maioria das vezes ele pune para defender os interesses da empresa e garantir seu controle sobre os demais, porém ele deve sempre respeitar as intenções dos funcionários, pois eles quem contribuem para a vivência da organização. O empregador poderá aplicar a seus funcionários apenas punições descritas nas normas trabalhistas, caso contrário o trabalhador pode se voltar contra a organização podendo gerar até problemas com a justiça. 34 2.13 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL Este tipo de variável serve para avaliar se a empresa está sendo ética e anda cumprindo com suas responsabilidades sociais, seja com os funcionários, com os clientes, com os parceiros comerciais, com a comunidade e com o Estado. (LUZ, 2003) CHIAVENATO (2003, p. 604), cita que “A ética constitui o conjunto de valores ou princípios morais que definem o que é certo ou errado para uma pessoa, grupo ou organização”. Ainda de acordo com CHIAVENATO (2003) a ética é uma preocupação com o bom comportamento. A organização que pratica a ética acaba sendo beneficiada em três aspectos: Aumento da Produtividade – Quando a organização assegura o bem estar e a saúde de seus funcionários. Melhoria da Saúde Organizacional – Uma imagem pública positiva atrai consumidores, que podem visualizar a imagem da empresa como favorável ou desejável. Minimização da Regulamentação Governamental – Quando a organização passar a ser vista como uma organização ética, a sociedade passa a não pressionar para uma legislação que regule mais os negócios. Em sua resenha, ALMEIDA (2002, p. 58), define: Responsabilidade social, então, pode ser assumida como o compromisso empresarial para o desenvolvimento da sociedade expresso por suas atitudes e valores. De maneira ampla, as organizações devem contribuir para o desenvolvimento sustentável com obrigações de caráter moral, além das estabelecidas pelas diversas leis às quais está submetida, mesmo que não diretamente vinculadas a suas atividades. Numa visão ampla do papel da empresa, responsabilidade social é toda e qualquer ação que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade e que seja conduzida de maneira sustentável. ALMEIDA (2002) também destaca que a responsabilidade social tem sido aceita por muitos como uma obrigação legal da empresa, pois à medida que os cidadãos estão ganhando mais consciência de suas responsabilidades e obrigações, mais estão exigindo das organizações uma postura mais engajada e uma evolução da gestão responsável. 35 2.14 QUALIDADE E SATISFAÇÃO DO CLIENTE / ORIENTAÇÃO DA EMPRESA PARA OS CLIENTES / IMAGEM DA EMPRESA A variável ajuda a identificar a satisfação dos clientes em relação ao produto que está sendo fabricado e a percepção dos funcionários quanto à qualidade dos produtos, processos e serviços oferecidos. (LUZ, 2003) CAMPOS (1999) cita que a qualidade nos serviços que a empresa executa, que antes era considerado como um diferencial competitivo, hoje passa a ser uma das formas de sobrevivência da organização, pois a qualidade do serviço é medido diante da satisfação do consumidor. As empresas devem levar em consideração os desejos dos clientes, a qualidade dos produtos e o curto prazo com que o serviço é prestado. De acordo com PINTO (2006, p. 59): A prestação de serviços ao cliente cresce em importância, pelo fato dos produtos estarem cada vez mais semelhantes em razão ao acesso pelas empresas às novas tecnologias disponíveis no mercado. Diante desta situação, os preços tornam-se parecidos e o consumidor passa a ser a peça chave neste processo por ter várias opções. As empresas para conseguirem conquistar e manter clientes precisa estabelecer seus diferenciais a partir do valor que agregam à oferta de seus serviços. Para RANGEL (1994), o cliente é o principal elemento formador da empresa, é importante a organização sempre manter uma boa visão, pois os aspectos negativos são divulgados de forma muito mais rápida do que os aspectos positivos, nesse sentido a organização deve sempre estar preparada para satisfazer as necessidades e vontades dos clientes. De acordo com PINTO (2006), para a empresa passar uma boa visão ao público alvo e aos demais públicos ela precisa garantir a qualidade com que seus produtos são produzidos e manter uma sólida relação com os clientes, pois devido ao mercado ternar-se mais competitivo está cada vez mais difícil manter os clientes sempre presentes. Ainda de acordo com PINTO (2006), a empresa deve sempre estar atenta as necessidades e desejos dos clientes. Manter um bom atendimento e conquistar relações duradoras só tende a fortalecer a imagem da empresa e contribuir para sua permanência no mercado competidor. 36 2.15 RECONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS LUZ (2003) define que a variável ajuda a avaliar o quanto a empresa valoriza e reconhece seus funcionários, quais mecanismos adotam para essa avaliação, se é justo ou não ao ponto de vista de seus funcionários e se estão satisfeitos com a forma que a empresa adota de valorizar e reconhecer os funcionários. Segundo ROBBINS (2005), o funcionário pode ter seu trabalho reconhecido de várias maneiras, desde um “muito obrigado” até programas formais explícitos, o que encoraja o funcionário e o dá mais ânimo para continuar se destacando dentre os demais companheiros de trabalho. Ainda segundo ROBBINS (2005, p.163): Na economia atual, globalizada e altamente competitiva, a maioria das organizações se encontra sob fortes pressões para cortar custos. Elas respondem a isto com demissões, congelamento de salários e aumento da carga de trabalho dos funcionários. Estes, por sua vez, sentem-se estressados e sobrecarregados de trabalho. Esta situação torna os programas de reconhecimento particularmente atraentes. Isto porque o reconhecimento é um meio relativamente barato de incentivar o desempenho dos funcionários. Segundo DINIZ et al (2012) a valorização do funcionário pode ser entendida como algo integrado à cultura da organização, podendo ser entendido quando um funcionários é merecedor de sua valorização ou não. Ao valorizar e dar oportunidades aos seus funcionários, a organização desperta um estímulo a competitividade entre os mesmos ao desenvolvimento da carreira, à criatividade e os esforços dos indivíduos. VIEIRA, VIEIRA (2003), afirma que funcionários que tem seus trabalhos reconhecidos na organização se sentem valorizados e tendem a trabalhar muito mais motivados, felizes e entusiasmados, contribuindo para aumento da produção. 2.16 VITALIDADE ORGANIZACIONAL E MODERNIDADE Nesta variável é possível avaliar qual o ritmo das atividades desenvolvidas dentro da empresa, se é uma empresa onde as mudanças ocorrem em um processo lento ou se ela possui mais vitalidade e agilidade em seus processos. (LUZ, 2003) Para ROBBINS (2005), as organizações de hoje enfrentam cada vez mais um ambiente mutável e dinâmico, exigindo que elas se adaptem as novas condições e se ajustem ao ambiente multicultural. 37 Ainda segundo ROBBINS (2005), estamos vivendo em uma era em que a tecnologia está mudando o trabalho das organizações, pois é muito comum computadores e celulares como instrumentos de trabalho; a competição também está mudando, novas empresas estão surgindo e as que já se mantém no mercado precisam se adaptar as novas mudanças para não perder clientes; as tendências sociais também se modificaram, pois é mais comum pessoas se comunicarem por bate papos ou celulares do que pessoalmente. Segundo FREIRE (2000), a inovação auxilia para promover de uma forma equilibrada a competitividade entre as empresas, entretanto para implantar projetos inovadores a organização necessita ter uma gestão inovadora para assim poder garantir o crescimento e desenvolvimento sustentável da empresa. Ainda segundo FREIRE (2000, p. 17): A criatividade promove assim os espíritos inventivos, que por sua vez gera inovação de sucesso para o mercado. (...) Contudo, muitas empresas ainda se limitam a satisfazer as necessidades conhecidas dos clientes ou a seguir as iniciativas da concorrência, sem investir na inovação. Desta forma conseguem mesmo poupar custos de pesquisa e oferecer produtos similares a preços mais baratos. Mas a ausência de inovação acaba sempre por afetar o desenvolvimento sustentado da organização porque, mais tarde ou mais cedo, a estagnação da oferta induz os clientes preferir os novos produtos e serviços da concorrência. A principal função da inovação é pois acompanhar, e se possível antecipar, a evolução das necessidades seduz clientes, para a empresa os podes servir com propostas de valor sempre renovadas. ROBBINS (2005) destaca algumas formas de lidar com as resistências às mudanças: Educação e Comunicação – Deve sempre comunicar aos funcionários a cada nova mudança e ajudá-los a compreender a lógica da mudança, não deve haver a falta de comunicação, pois dificilmente a mudança terá sucesso. Participação – A pessoa que participa da ideia de mudança já está de acordo com a decisão, portanto, deve inserir no processo decisório os que se opõem a ela, contudo, irá consumir muito mais tempo. Facilitação e Apoio – Quando um funcionário demonstra medo e ansiedade é aconselhável que lhe permitem um descanso, uma terapia ou uma pequena licença remunerada para que facilite o ajuste, embora esse processo consuma bastante tempo e não garanta o sucesso. Negociação – Outra forma de lidar com a resistência a mudança é trocar algo valioso pelo afrouxamento da resistência. Essa tática possui um alto custo 38 potencial e o agente que negocia fica apto às chantagens por parte de outros indivíduos. Manipulação e Cooptação – A manipulação é uma forma de tentativa de influência disfarçada, já cooptação é uma mistura de manipulações com participação, ambas são formas relativamente baratas e fáceis de obter o apoio dos adversários a mudança. Coerção - O uso das ameaças diretas ou força sobre os resistentes é uma forma barata e fácil, porém, os que são contra a mudança podem ter reação contrária e se voltar contra o agente com isso sua credibilidade cairá à zero. 2.17 ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO Para LUZ (2003), deve-se avaliar se os funcionários se sentem envolvidos e comprometidos com os objetivos e com os resultados da empresa, bem como se essa adesão é voluntária do próprio funcionário ou se é de forma compulsória. CHIAVENATO (2003) destaca que da mesma forma que cada profissional tem característica diferente em lidar com o trabalho, as pessoas também tem suas próprias culturas, valores e crenças que podem interferir diretamente no comprometimento com o trabalho. CHIAVENATO (2003), ainda destaca que o comprometimento de um individuo na organização pode estar associado às suas crenças pessoais, fazendo com que o mesmo se identifique com a missão e os valores organizacionais. Segundo MEDEIROS, ENDERS (1998), devido à crescente demanda por empregos, as exigências na hora da seleção estão maiores. As empresas buscam profissionais que trabalhem não apenas pelo salário e benefícios imediatos, mas pelo prazer e significado que o trabalho tem em suas vidas, buscam profissionais mais comprometidos com a função que lhe for cabível e que vista a camisa da empresa se preciso for. 2.18 TRABALHO EM EQUIPE Segundo LUZ (2003) deve-se avaliar o quanto a empresa valoriza e emprega o trabalho em equipe com seus funcionários, se estimula a formação de times para 39 resolver problemas e buscar novas oportunidades para a empresa poder aprimorar processos e inovar seus produtos. “Uma equipe gera sinergia positiva por meio do esforço coordenado. Os esforços individuais resultam em um nível de desempenho maior do que a soma daquelas contribuições individuais”. (ROBBINS, 2005. p. 213) Para ROBBINS (2005), as equipes podem realizar uma grande variedade de coisas dentro da empresa. Em uma organização podem existir as seguintes formas de equipe: Equipes de Soluções de Problemas – Os membros dessa equipe trocam informações e ideias sobre métodos de trabalho que podem ser aprimorados. Equipes de Trabalho Autogerenciadas – São grupos de trabalho que realizam trabalhos interdependentes e assumem funções que antes eram de seu supervisor, podendo até eliminar a posição de supervisão, pois perde seu valor. Equipes Multifuncionais – Equipes formadas por componentes de diferentes setores da empresa, porém com mesmo nível hierárquico que se juntam para cumprir determinadas tarefas. Equipes Virtuais – Reúnem seus membros utilizando a tecnologia da informática e podem fazer tudo que as outras equipes fazem. ROBBINS (2005) também destaca que nem sempre ter equipes em sua organização é sinônimo de qualidade, pois o trabalho em equipe consome tempo e mais recursos do que o trabalho invidual. 2.19 PLANEJAMENTO / ORGANIZAÇÃO / DIREÇÃO E ESTRATÉGIAS Segundo LUZ (2003, p. 46): Avalia o quanto a empresa é percebida como sendo bem planejada e organizada pelos seus diferentes gestores; o quanto a empresa é clara na divulgação de seus objetivos e planos departamentais e organizacionais. BERTERO (1982) afirma que o planejamento empresarial procura estabelecer objetivos indicando os meio operacionais necessários a sua consecução através de uma visão geral da empresa. De acordo com LUZ (2003), também é possível avaliar a satisfação dos funcionários em relação a direção da empresa, a qualidade que conduzem os 40 negócios, as estratégias que adotam e a eficiência e rapidez em resolver algum problema que esteja afetando ao funcionário. Para CHIAVENATO (2000), para uma eficácia organizacional é necessário que os gerentes tratem seus subordinados como elementos básicos da organização e assim alcançar os objetivos da gestão. Ainda segundo CHIAVENATO (2000) também afirma que dependendo a forma como os funcionários são tratados, eles podem ampliar ou limitar as forças ou fraquezas das organizações, visando isso, as empresas buscam, resolver sempre os problemas relacionados aos seus funcionários forma mais rápida e que tenha como resultado a satisfação de seus empregados. De acordo com BERTERO (1982), existem quatro tipos de insumos para estabelecer o planejamento estratégico: Recursos empresariais – Uma maneira conveniente é de levantar os recursos que a empresa dispõe tanto nos termos quantitativo quanto qualitativo; Meio ambiente externo – Desenhar uma analise ambiental externa da empresa, para então formular metas e localizar possíveis oportunidades potenciais a serem lucrativas para a empresa; Os valores dos planejadores – Os valores pessoais dos responsáveis pelo planejamento também são de grande importância nos resultados, ou seja, nas próprias decisões que se tomam e nos objetivos que acabam sendo escolhidos; As expectativas da sociedade – Levar em consideração as expectativas da sociedade em que a organização está inserida. 2.20 FATORES MOTIVACIONAIS Esta variável auxilia a identificar quais fatores no ambiente de trabalho motivam ou desmotivam os funcionários, contribuindo assim, para trabalhar com mais qualidade e eficiência. (LUZ, 2003) Segundo ROBBINS (2005), motivação é o resultado da interação do indivíduo com a situação, podendo ser definido como o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para atingir determinam meta. 41 Ainda Segundo ROBBINS (2005), existe três elementos chaves para definição de motivação: Intensidade – refere-se ao quanto de esforço que a pessoa depende para executar determinada tarefa; Direção – refere-se ao rumo que se quer tomar, em que direção seguir para que beneficie a organização; Persistência – refere-se à qualidade do esforço e quanto tempo a pessoa consegue manter esse esforço. BEZERRA (2011), afirma que a motivação dos funcionários não está relacionada apenas com a remuneração, mas pode vir em forma de um elogio que o funcionário recebe de seu superior ou até mesmo um “muito obrigado”, coisas simples, mas que elevam a autoestima de seus colaboradores. Segundo LAM (2013) publicado na revista EXAME, lidar com pessoas é um dos principais desafios dos empresários e não importa o tamanho da organização, a mesma deve sempre reconhecer seus profissionais e dar suporte e atenção as suas necessidades. LAM (2013) destaca cinco atitudes que levam as empresas a desmotivar seus funcionários: Centralizar todas as ações – Quando ações e ordens são centralizadas apenas no gestor o mesmo tende a achar que está sempre certo e que a empresa não necessita de inovações. O gestor deve estimular mais o trabalho em equipes e passar a delegar mais os serviços ao invés de concentrar em apenas uma única pessoa. Não ter uma política clara – Quando possui funcionários com alguns privilégios pelo simples fato de serem amigos do dono da empresa acaba desmotivando os demais a alcançar as metas compartilhadas e os objetivos da organização. Não incentivar a profissionalização – Investindo na capacitação de seus funcionários é uma forma de agregar valor a empresa e reter talentos e torna o funcionário mais motivado e com um histórico de serviço muito mais avantajado. Ignorar alta rotatividade – O grande patrimônio que as empresas possuem são seus funcionários e quando muitos funcionários se desligam da empresa 42 pode ser um sinal que o salário oferecido pela organização possa estar abaixo do oferecido pelo mercado ou que algo não vai muito bem com a gestão da empresa. Não se comunicar – A falta de diálogo com os funcionários tende a criar um clima tenso, pesado. Funcionários precisam ser ouvidos para que possam expressar suas ideias, sugestões ou criticas em relação à organização. 43 3 METODOLOGIA A metodologia é a forma que o pesquisador utiliza para conhecer a realidade da organização, para então, fundamentar suas decisões de realização do referido trabalho. Segundo LAKATOS e MARCONI (2006, p. 46) o método pode ser definido como: O conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimento válido e verdadeiro -, traçado o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista. 3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA Para o estudo de caso, a autora deste trabalho agiu como observadora, pois a mesma trabalha no Escritório do INCAPER de Colatina há quatro anos e sete meses, tendo experiência nos três tipos de subdivisões: ELDR (Escritório Local de Desenvolvimento Rural), MDR (Microrregional de Desenvolvimento Rural) – já extinto – e CRDR (Centro Regional de Desenvolvimento Rural). A principal evidência utilizada foi à pesquisa quantitativa, com base em questionário. Utilizaram-se também outras evidências como relatórios e documentos internos da empresa. Para a pesquisa quantitativa, buscou-se elaborar as perguntas em relação à percepção dos funcionários quanto aos principais fatores que estão relacionados com a cultura e o clima organizacional da organização. Através dos dados coletados foi feito uma interpretação e esclarecimento dos resultados obtidos. A pesquisa também pode ser considerada como; Descritiva - pois através do questionário aplicado terá a possibilidade de solucionar problemas encontrados na organização. Exploratória - pois a referida pesquisa traz um levantamento bibliográfico para melhor entender o tema e por constatar que não existe nenhum relato de estudo do clima organizacional da organização. Quantitativa – pois através dos dados coletados foi feita uma interpretação e o esclarecimento dos resultados obtidos. 44 3.2 DEFINIÇÃO DA ÁREA OU POPULAÇÃO ALVO A pesquisa em questão tem como população 306 funcionários efetivos e devidamente ativos dos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural do INCAPER (ELDR’S) distribuídos em todos os municípios do Estado do Espírito Santo, sendo a amostra coletada de 108 funcionários escolhidos aleatoriamente. Foi levado em consideração um erro amostral de 8% e a margem de confiabilidade de 92%. Abaixo a tabela que descreve cada Centro Regional de Desenvolvimento Rural do INCAPER (CRDR) com seus Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDR) pertencente e o número de colaboradores efetivos lotados em cada ELDR. Quadro 1 – Escritórios Locais do INCAPER Centro Regional de Desenvolvimento Rural (CRDR) Centro Norte Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural Número de Colaboradores ELDR Aracruz ELDR Alto Rio Novo ELDR Baixo Guandu ELDR Colatina ELDR Governador Lindenberg ELDR Guaraná ELDR Ibiraçu ELDR João Neiva ELDR Linhares 3 2 4 3 4 1 4 3 8 ELDR Marilândia 2 ELDR Pancas ELDR Rio Bananal 2 3 ELDR São Domingos do Norte 4 ELDR São Gabriel da Palha 6 ELDR Sooretama 3 ELDR São Roque do Canaã 3 ELDR Vila Valério 4 TOTAL 59 Centro Regional de Desenvolvimento Rural (CRDR) Extremo Norte Centro Regional de Desenvolvimento Rural (CRDR) Centro Serrano 45 ELDR Afonso Cláudio ELDR Brejetuba ELDR Cariacica ELDR Conceição do Castelo ELDR Domingos Martins ELDR Fundão ELDR Guarapari ELDR Itaguaçu ELDR Itarana ELDR Laranja da Terra ELDR Marechal Floriano ELDR Parajú ELDR Pedra Azul ELDR Santa Leopoldina ELDR Santa Maria de Jetibá ELDR Santa Teresa ELDR Serra ELDR Venda Nova do Imigrante ELDR Viana ELDR Vila Velha TOTAL 4 3 5 4 4 2 5 4 3 3 3 3 3 3 5 6 3 5 3 3 74 ELDR Água Doce do Norte ELDR Águia Branca ELDR Barra de São Francisco ELDR Boa Esperança ELDR Conceição da Barra ELDR Ecoporanga ELDR Jaguaré ELDR Mantenópolis ELDR Montanha ELDR Mucurici ELDR Nestor Gomes ELDR Nova Venécia ELDR Pedro Canário ELDR Pinheiros ELDR Ponto Belo ELDR São Mateus ELDR Vila Pavão TOTAL 3 3 5 5 4 5 4 2 3 2 2 8 2 4 3 6 4 65 Centro Regional de Desenvolvimento Rural (CRDR) Sul Caparaó 46 ELDR Alegre ELDR Alfredo Chaves ELDR Anchieta ELDR Apiacá ELDR Atílio Vivacqua ELDR Bom Jesus do Norte ELDR Cachoeiro de Itapemirim ELDR Castelo ELDR Divino de São Lourenço ELDR Dores do Rio Preto ELDR Guaçui ELDR Ibatiba ELDR Ibitirama ELDR Iconha ELDR Irupi ELDR Itapemirim ELDR Iúna ELDR Jerônimo Monteiro ELDR Marataízes ELDR Mimoso do Sul ELDR Muniz Freire ELDR Muqui ELDR Píuma ELDR Presidente Kennedy ELDR Rio Novo do Sul ELDR São José do Calçado ELDR Vargem Alta 8 4 4 4 3 3 6 6 3 3 6 4 3 4 4 3 4 3 2 6 5 3 3 4 3 3 4 TOTAL 108 TOTAL GERAL 306 Fonte: Autor 3.3 PLANO DE COLETA DE DADOS Com a finalidade de avaliar o clima organizacional do INCAPER, a pesquisadora elaborou como instrumento de pesquisa, questionários contendo perguntas fechadas de múltipla escolha, de forma clara e objetiva para coleta de dados. 47 Foi enviado um ofício ao Diretor Presidente do INCAPER solicitando a execução da referida pesquisa. Após a sua aprovação, foi encaminhado um email aos quatros chefes regionais relatando o objetivo da pesquisa para dar-lhes ciência e solicitando sua prévia autorização e colaboração nas coletas dos dados. Após todas as autorizações necessárias, foi enviado via email com a explicação do objetivo para cada Escritório Local do INCAPER, de forma que não prejudicasse o serviço dos funcionários e não tivesse custo para a organização. A pesquisa foi realizada através de questionários, o qual se encontra no Apêndice deste trabalho, entre os meses de maio e julho de 2013 com 108 funcionários ativos da instituição, deixando-lhes à vontade para responderem as questões. O questionário era composto por dois segmentos: 1) Perfil de cada entrevistado 2) Avaliação do clima organizacional pelas afirmativas sobre os seguintes aspectos: reconhecimento, condições físicas de trabalho, envolvimento, treinamento, salários, liderança, relacionamento interpessoal, o trabalho realizado pelos funcionários, fatores motivacionais. O questionário utilizado para a coleta de dados possui 44 questões de múltipla escolha, através de afirmativas sobre os diversos aspectos relacionados ao contexto do trabalho. O estudo do questionário levou em conta o percentual de respostas dos funcionários em cada variável, demonstrados através de gráficos. As perguntas dos questionários foram estruturadas com base nos diversos fatores considerados essencial para identificar e analisar o clima organizacional da empresa, com base nos fatores citados por LUZ (2003). 3.4 PLANO DE ANÁLISE DE DADOS Através de questionário contendo 44 questões foram coletados dados para a presente pesquisa, as informações se dão pela forma de tabulação manual, onde as perguntas são tratadas de forma estatística e representadas através de percentuais expressando consistência, onde o tratamento dos mesmos foi feita por meio do programa Microsoft Excel 2007, para a pesquisa quantitativa através de tabelas e gráficos. 48 4 APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 4.1 INCAPER O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, mais conhecido como INCAPER, é hoje o principal órgão de pesquisa aplicada, assistência técnica e extensão rural, responsável também pela elaboração e execução de programas e projetos que proporciona o desenvolvimento rural sustentável no Estado do Espírito Santo. (INCAPER, sd) O INCAPER é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), foi resultado da fusão entre a antiga Empresa Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (EMCAPA) com a também antiga Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), no ano de 2000. (SILVA, 2010) Tem como missão promover soluções tecnológicas e sociais por meio de ações integradas da pesquisa, assistência técnica e extensão rural, visando o desenvolvimento do Espírito Santo. Seu foco de atuação está na agricultura familiar, na sustentabilidade, no empreendedorismo, na organização social e na regionalização. (INCAPER, 2012) Para o futuro, o INCAPER adotou como visão que o Estado do Espírito Santo se torne referência em soluções integradas de pesquisa, assistência técnica e extensão rural. Seus principais valores são: comprometimento, transparência, responsabilidade, confiabilidade, respeito, ética, valorização do conhecimento, probidade, participação e gestão democrática, trabalho em equipe, utilidade. (INCAPER, 2012) O Instituto proporciona o atendimento, a orientação e o apoio aos agricultores, especialmente aos de base familiar que hoje ocupam a maioria dos estabelecimentos rurais do Espírito Santo. (INCAPER, sd) Os principais programas coordenados pelo Instituto para a promoção do desenvolvimento rural sustentável são os de cafeicultura, fruticultura, aquicultura e pesca, silvicultura, meio ambiente, atividades rurais não agrícolas, olericultura e floricultura, agroecologia e agricultura orgânica, agricultura familiar, pecuária de leite e comercialização da agricultura familiar. (INCAPER, sd) Segundo INCAPER (sd) o Instituto possui como base física: 49 01 Sede administrativa localizada em Vitória que tem como função coordenar, promover, administrar, avaliar e fornecer os meios necessários a todas as ações que visem o cumprimento das ações do Instituto. É composta por seis departamentos: Departamento de Operações Técnicas (DOT), Departamento de Planejamento e Captação de Recursos (DPC), Departamento de Administração (DAD), Departamento Financeiro (DEF), Departamento de Comunicação e Marketing (DCM), Departamento de Recursos Humanos (DRH). 04 Centros Regionais de Desenvolvimento Rural (CRDR), distribuídos estrategicamente nas regiões: Centro Serrano – em Domingos Martins, Centro Norte – em Linhares, Extremo Norte – em Barra de São Francisco e Sul Caparaó – em Cachoeiro de Itapemirim. Cada CRDR possui um chefe e um administrativo que tem por finalidade controlar a gestão das unidades locais do INCAPER. 12 Fazendas Experimentais e de Demonstração. Locais aonde são desenvolvidas ações de pesquisas, desenvolvimento e inovação por pesquisadores do próprio Instituto em parceria com as instituições públicas e privadas. 77 Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDR) localizados em todos os municípios capixabas, além de 07 escritórios Distritais. Cada escritório possui um chefe, um administrativo e demais extensionistas, onde são desenvolvidas todas as atividades de assistência técnica e extensão rural. 13 Laboratórios nas diversas áreas de conhecimento, como: 02 em química de solo, 01 em física de solo, 01 em controle biológico, 01 em sementes, 02 em fitopatologia, 02 em entomologia, 01 em biologia molecular, 01 em cultura de tecidos e células vegetais e 02 em fisiologia vegetal. Abaixo um mapa e um organograma mais detalhado das bases físicas do INCAPER: 50 Figura 2 – Bases Físicas Fonte: http://www.incaper.es.gov.br/index.php?a=institucional/centros_regionais 51 Figura 3 - Organograma Fonte: Autor 52 4.2 RESULTADO DA PESQUISA Os gráficos a seguir têm como função identificar o perfil dos funcionários dos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDR) do INCAPER que se submeteram à pesquisa de clima organizacional: 34% FEMININO 66% MASCULINO Gráfico 1 – Sexo dos entrevistados Como pode-se verificar no gráfico 1, 66% dos funcionários que responderam à pesquisa são do sexo masculino e apenas 34% dos entrevistados são do sexo feminino. Esse percentual mostra que nos Escritórios Locais do INCAPER o que predomina são funcionários do sexo masculino, embora o trabalho possa ser desenvolvido com mesma eficiência e competência por ambos os sexos. 20% 44% Extremo Norte 21% 15% Centro Norte Centro Serrano Sul Caparaó Gráfico 2 – Regional em que os entrevistados estão lotados 53 No gráfico 2 mostra que dos entrevistados 20% estão lotados no CRDR Extremo Norte, 21% no CRDR Centro Norte, 15% no CRDR Centro Serrano e 44% no CRDR Sul Caparaó. Abaixo estão listados alguns fatores que influenciam o clima organizacional dos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural do INCAPER: 42% Insatisfeito 58% Satisfeito Gráfico 3 – Reconhecimento. No gráfico 3 pode-se perceber que 42% dos entrevistados estão insatisfeitos e 58% satisfeitos em relação ao reconhecimento da empresa com o funcionário. Dados estes que poderiam ser melhorados caso houvesse um programa que estimulasse os funcionários a desenvolverem novas idéias para ser executada pelo Instituto, a direção valorizasse ainda mais o trabalho executado, se importasse ainda mais com o bem estar dos funcionários, estimulasse os funcionários a desenvolver o trabalho de forma criativa e inovadora. Segundo ROBBINS (2005) os funcionários tendem a executar suas funções com mais eficiência quando sentem que seu trabalho está sendo reconhecido pela organização. Na maioria das situações basta uma palavra de agradecimento para estimular os funcionários. 54 36% Insatisfeito 64% Satisfeito Gráfico 4 – Condições Físicas de Trabalho O gráfico 4 mostra que em relação as condições físicas do ambiente de trabalho, 36% dos entrevistados estão insatisfeitos e 64% estão satisfeito com o ambiente em que passam a maior parte do tempo. No geral a empresa atende as necessidades adequadas para o ambiente de trabalho, sendo com materias, equipamentos, informações necessárias e dispor de pessoal suficiente tanto em quantidade quanto em qualidade para execução do trabalho e atendimento do público alvo. De acordo com LUZ (2003), cada funcionário deve ter conforto em suas condições físicas de trabalho, pessoas suficientes para realizar derterminada função, não sobrecarregando apenas uma, equipamentos necessários e de boa qualidade entre outras. O uso inadequado dos equipamentos e as más condições de trabalho podem acarretar vários danos não só para a saúde do funcionário, mas também para a organização. (BOZZA et al, 2004) 31% Insatisfeito 69% Satisfeito Gráfico 5 – Envolvimento 55 No gráfico 5 nota-se que 31% dos entrevistados estão insatisfeitos com o envolvimento em seu ambiente de trabalho e 69% estão satisfeitos. A maioria dos entrevistados demonstra um grau de satisfação em relação ao seu envolvimento com a empresa, tendo total liberdade para expressar suas opiniões mesmo que possa ser contrária a da chefia, autonomia para realizar o trabalho e quando necessário ajudar nas tomadas de decisões dentro da organização. Para MEDEIROS, ENDERS (1998), o funcionário que se sente à vontade para expressar sua opinião em relação ao seu trabalho, tende a valorizar mais a organização, se comprometer mais com o trabalho que exerce e estar mais motivado diante do trabalho que lhe foi dado. LUZ (2003) destaca que o envolvimento e comprometimento dos funcionários deve ser algo vonluntário dos mesmos e não de forma compulsória, contra suas vontades, caso contrário irá gerar revolta ao invés de satisfação, podendo causar danos e prejuízos indesejádos para a organização. 42% 58% Insatisfeito Satisfeito Gáfico 6 – Treinamento O gráfico 6 mostra que 42% do entrevistados estão insatisfeitos e 58% estão satisfeitos em relação aos treinamentos oferecidos pela organização. Embora a organização forneça alguns treinamentos, muitos funcionários sentem a necessidade de que a organização valorize e invista mais no aprendizado contínuo deles. Segundo CHIAVENATO (2003), o treinamento não deve ficar restrito apenas a algumas semanas, deve ser contínuo e direcionado a todos da organização e não apenas a alguns membros. Os treinamentos são necessários para estimularem cada vez mais as habilidades que cada funcionário possui, contribuindo para um maior 56 desempenho dentro da organização, um melhor atendimento ao público alvo e uma forma de estimular os funcionários no cumprimento das metas. 36% 64% Insatisfeito Satisfeito Gráfico 7 – Salários No gráfico 7 fica bem claro a insatisfação dos funcionários em relação ao salário oferecido pela organização, onde 64% dos entrevistados estão insatisfeitos e apenas 36% sentem-se satisfeitos com o salário que a organização oferece. Muitos dos entrevistados sentem que estão trabalhando muito e ganhando pouco diante da demanda de serviço oferecido pela organização, sem receber qualquer tipo de bonificação diante dos objetivos alcançados e metas acima do esperado. Para PONTES (2005), o fator salário é o que mais motiva um funcionário dentro de uma organização, é também o que mais levam em consideração na hora de arrumar um novo emprego. JÚNIOR (2012) afirma que para a organização continuar com bons profissionais na sua equipe, a mesma precisa dispor de salários atraentes e motivadores para seus funcionários, auxiliando assim para o aumento da motivação, produtividade e contribuindo para o crescimento da organização, caso contrário, o funcionário tende a buscar um novo emprego com salário que seja compatível com suas necessidades. 57 20% Insatisfeito 80% Satisfeito Gráfico 8 – Liderança No gáfico 8 mostra-se que 20% dos entrevistados estão insatisfeitos com suas chefias, já 80% estão satisfeitos. No geral, as chefias estão cumprindo seu papel de forma correta e eficiente, os chefes têm plena capacidade de ocupar os cargos, sempre estão auxiliando os demais quando necessário, possuem boa comunicação e bom relacionamento entre os seus subordinados, atendendo suas solicitações sempre que possível. Um líder deve saber se posicionar diante de seus funcionários, pois pode influenciar os seus subordinados através de seu poder e autoridade. Deve sempre estimular os funcionários a superar obstáculos e atingirem os objetivos almejados dentro da organização. (BEZERRA, 2011) Ainda segundo BEZERRA (2011), mesmo com o papel de líder os funcionários devem sempre serem tratados com respeito para que este líder não perca sua autoridade e razão diante dos seus subordinados, evitando também que se revoltem contra o líder. 8% Insatisfeito 92% Gráfico 9 – Relacionamento Interpessoal Satisfeito 58 O gráfico 9 mostra que o relacionamento entre os funcionários é algo bem forte e motivador, onde 8% dos entrevistados estão insatisfeitos, mas 92% estão satisfeitos com o espírito de colaboração entre os mesmos, consideram o ambiente de trabalhado como um local agradável para se conviver e passar boa parte do dia e não há um espírito competitivo exagerado entre os funcionários da organização. Segundo LEITÃO et al (2006) a forma como os funcionários se relacionam entre si é o que define as condições de convivência dentro do ambiente de trabalho. O recomendado é sempre agir com cautela para evitar possíveis desavenças e evitar problemas que possam comprometer o bom relacionamento e criar um clima de tensão no ambiente de trabalho. 23% Insatisfeito 77% Satisfeito Gráfico 10 – O trabalho realizado pelos funcionários No gráfico 10 percebe-se que 23% dos entrevistados sentem-se insatisfeitos e 77% sentem-se satisfeitos em relação o trabalho que realizam dentro da organização. Nota-se que no geral os funcionários entrevistados estão contentes com suas funções, o que contribui para um atendimento de melhor qualidade ao público alvo e mais chances de ter as metas e objetivos atingidos. Um funcionário insatisfeito com seu trabalho tende a diminuir seu rendimento e desempenho dentro da organização, prejudicando a imagem da empresa diante do mercado e podendo até prejudicar a sua própria imagem como profissional com os demais concorrentes. 59 LUZ (2003) define que a distribuição do trabalho exercido pelos funcionários deve estar de acordo com as normas já existentes. Os funcionários devem estar cientes do papel que devem exercer na organização e da sua importância para o futuro da organização. 35% Insatisfeito 65% Satisfeito Gráfico 11 – Fatores Motivacionais O gráfico 11 mostra que 35% dos entrevistados estão insatisfeitos e 65% estão satisfeitos com os programas de incentivo a motivação adotados pela empresa para seus funcionários. No geral os funcionários entrevistados estão contentes com as formas que a empresa utiliza para contribuir na motivação de cada um em seu embiente de trabalho. BEZERRA (2011) cita que para motivar os funcionários não é necessário meios que geram gastos para a organização, muitas vezes um ‘’muito obrigado (a)’’ pode contribuir muito para o desempenho e qualidade do serviço prestado à organização. Com base nos resultados apresentados anteriormente, foi possível identificar as variáveis que se destacaram positivamente e negativamente no clima organizacional da empresa estudada. Considerando todas as variáveis exploradas e considerando que os resultados acima de 70% seja positivo, a empresa obteve como resultado um clima organizacional insatisfatório ou negativo, diante das informações coletadas, pode-se perceber que o relacionamento interpessoal é a variável que mais se destaca na pesquisa, acompanhada pela liderança, o trabalho realizado pelos funcionários, 60 envolvimento, fatores motivacionais, condições físicas de trabalho, reconhecimento e treinamento. Entre as variáveis examinadas a que apresentou o menor índice de porcentagem foi a variável salário. Sugere-se à empresa pesquisada, a reavaliação do plano de cargos e salários dos funcionários, levando em consideração o tempo de serviço, a qualificação, a responsabilidade, as metas atingidas, a colaboração e a importância de cada um para a empresa, o que consequentemente irá gerar frutos positivos para a organização. 61 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÃO O presente trabalho procurou identificar os fatores que mais influenciam no clima organizacional de uma empresa pública estadual que tem como foco principal o público de áreas rurais do Estado. Foram considerados os seguintes fatores: Reconhecimento Condições físicas de trabalho Envolvimento Treinamento Salários Liderança Relacionamento interpessoal O trabalho realizado pelos funcionários Fatores motivacionais Foi considerado como um clima positivo apenas resultados acima de 70%. O clima organizacional observado na empresa não pode ser considerado como um clima permanente e sim como os funcionários estão percebendo e se sentindo no momento, pois o clima é temporário, referido a um momento específico e pode sofrer alterações no decorrer do tempo em funções de várias variáveis, sendo elas dentro ou fora da organização. De todas as variáveis analisadas, a variável relacionamento interpessoal foi a que apresentou um maior índice de satisfação entre os entrevistados, mostrando um ambiente de trabalho agradável para desempenhar suas funções, uma boa interação entre as equipes de trabalho, propiciando relações duradouras e significativas para as pessoas. A variável liderança também teve um índice elevado de satisfação entre os funcionários, porém 20% dos funcionários estão insatisfeitos com a forma de liderar de suas chefias, um fator de atenção para a empresa. Embora a variável, o trabalho realizado pelos funcionários apresenta uma porcentagem geral significativamente satisfatória. Deve-se também analisar que 23% dos funcionários se posicionam de forma negativa ao assunto, que estão se sentindo tensos, pressionados e com grande fluxo de trabalho e pouco tempo para 62 sua execução, um fator que deve ser bem analisado pela organização para não gerar problemas futuros. A variável envolvimento apresentou um índice negativo entre os entrevistados, embora 69% consideram como satisfeitos, 31% demonstrou-se insatisfeito com seu envolvimento nas tomadas de decisões da organização, na liberdade de expressar suas ideias e opiniões para a gerência e autonomia diante dos trabalhos que executam. Uma forma de reverter à situação seria a empresa dar mais liberdade para que seus funcionários passem a expressar mais suas ideias e opiniões diante dos trabalhos que executam, o que os torna mais motivados e com mais entusiasmo para realizar o trabalho dentro da organização. A organização poderia optar pela implantação da gestão participativa, uma gestão que visa o desenvolvimento da empresa, mas sem deixar de lado a participação de seus funcionários, passando a existir mais compromisso e cumplicidade entre os mesmos. Constatou-se que a variável fatores motivacionais apresenta um resultado negativo na pesquisa de clima organizacional, pois não contempla plenamente as expectativas dos funcionários, sendo assim, um objeto de bastante atenção para a empresa. Embora a variável condições físicas de trabalho apresentou 64% dos entrevistados como satisfeitos, o clima da empresa não pode ser considerado como positivo, pois 36% dos entrevistados demonstraram-se insatisfeitos com o ambiente e o material utilizados para execução de suas ações na empresa, o que deve ser revisto pela empresa. As variáveis reconhecimento e treinamento influenciam de forma negativa no clima organizacional da empresa, pois em ambas, 42% dos entrevistados sentem-se insatisfeitos com o reconhecimento da empresa perante o trabalho executado e os treinamentos ofertados. Como uma forma de reverter a situação, a empresa deveria adotar uma forma de reconhecimento mesmo que um ‘’muito obrigado (a)’’ até programas formais explícitos, o que contribui para aumentar o ânimo e motivar seus funcionários. Em relação aos treinamentos, a empresa deveria investir em mais treinamentos formais, pois além de auxiliar a desenvolver ainda mais as habilidades de seus funcionários, irá contribuir para um aumento da motivação dos mesmos. Pode-se verificar que apenas 36% dos entrevistados estão satisfeitos e 64% dos entrevistados estão insatisfeitos com o salário, sendo este um fator a melhorar na organização, podendo ser estimulado a motivação através de bonificações diante 63 dos objetivos e metas alcançadas, benefícios ou até mesmo se for o caso, rever o plano de cargos e salários que a empresa oferece aos funcionários, o que irá gerar um grande incentivo para os funcionários desempenharem suas funções com eficiência. Com base nas informações obtidas através da pesquisa, que deve servir para a organização analisar como seus funcionários percebem o clima organizacional do Instituto, com o objetivo de influenciar a motivação dos mesmos, conclui-se que em relação a todos os critérios avaliados que o clima organizacional dos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural do INCAPER de um modo geral encontra-se negativo. Elementos subjetivos também contribuem para um clima organizacional mais agradável e não somente os aspectos organizacionais. Esses elementos estão presentes no dia-a-dia dos funcionários e são relevantes nas disposições do trabalho desempenhado. A pesquisa sobre clima organizacional é um instrumento de suma importância para as empresas, pois é através dela que é possível analisar os efeitos dos fatores internos e externos que influenciam de forma positiva ou negativa entre a organização e seus colaboradores. O Instituto deveria aderir à pesquisa de clima pelo menos no período de dois em dois anos, não só para ter ciência de como anda seus funcionários, mas para saber em que aspectos deve melhorar para auxiliar no bom atendimento e qualidade do serviço prestada ao público alvo. Conclui-se que os Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural do INCAPER possuem um clima organizacional negativo, o que acaba prejudicando o Instituto e desmotivando seus funcionários, fazendo com que isso se reflita nos trabalhos desempenhados pelos mesmos, o que poderia ser de muito mais qualidade e eficiência caso o clima fosse positivo. 64 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Patrícia Ashley. Ética e Responsabilidade Social nos Negócios. São Paulo: Saraiva. 2002 ARRUDA, Marcelo B, et al. Sindicato e Empresa: Impactos da cultura organizacional e a importância do desenvolvimento de habilidades sociais nas relações trabalhistas e sindicais. International Congress on University-Industry Cooperation, Taubaté, São Paulo, dez. 2012. 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Dissertação ( Curso de Especialização em Gestão Estratégica em Recursos Humanos) – Instituto Catarinense de Pós Graduação, Santa Catarina. 67 ANEXO A - INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS Questionário elaborado para captação de dados junto aos funcionários do INCAPER Sexo: Feminino Masculino ELDR: Tempo de empresa: Instruções para o preenchimento: Para responder as frases a seguir utilize as definições apresentadas nessa tabela. Nunca (N) Às vezes (V) Geralmente (G) Sempre (S) Nunca ou raramente a afirmação é verdadeira sobre o seu ambiente de trabalho. Poucas vezes a afirmação é verdadeira sobre o seu ambiente de trabalho. Geralmente a afirmação é verdadeira sobre o meu ambiente de trabalho, porém não acontece sempre nem com muita freqüência. Sempre ou com muita freqüência a afirmação é verdadeira sobre o meu ambiente de trabalho. Com que freqüência as afirmativas abaixo são verdadeiras no seu ambiente de trabalho? Suporte Organizacional Sou reconhecido (a) quando realizo meu trabalho de forma criativa e inovadora. N V G S Sou estimulado (a) a desenvolver novas idéias. N V G S Tenho plano de trabalho e metas bem definidas. N V G S A direção da empresa está interessada e valoriza o trabalho que realizo. N V G S A direção da empresa se importa com o bem estar dos colaboradores. N V G S Condições Físicas, Materiais e Humanas do Trabalho. Meu ambiente de trabalho oferece condições adequadas para o desempenho das atividades. N V G S São disponibilizados os materiais e equipamentos necessários para execução das minhas tarefas. N V G S Consigo todas as informações que preciso para realizar o meu trabalho. N V G S Estou satisfeito (a) com as condições físicas e materiais que a organização me oferece. N V G S A empresa dispõe de pessoal suficiente, em quantidade e qualidade, para o desempenho de suas atividades. N V G S Liberdade e Autonomia Tenho autonomia para realizar meu trabalho da forma que considero a melhor. Tenho liberdade para expressar a minha opinião sobre a área em que atuo, mesmo que esta seja contrária a da gerência. N V G S Ajudo a empresa na tomada de decisões pertinentes a minha função. N V G S N V G S Treinamento e Desenvolvimento A empresa oferece o treinamento necessário para a execução das minhas atividades. N V G S A empresa investe em treinamentos para o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores. N V G S Esta organização valoriza e investe no aprendizado contínuo do pessoal. N V G S 68 Renumeração e Incentivo Meu salário é justo diante das funções que desempenho na empresa. N V G S Meu salário é igual ao das pessoas que ocupam o mesmo cargo que eu nesta organização. N V G S Recebo bonificações se obtiver resultados acima do esperado. N V G S Comportamento das chefias Meu chefe imediato tem plena capacidade para ocupar seu cargo. N V G S Meu chefe se manifesta de maneira positiva quando tenho um desempenho acima do esperado. N V G S Meu chefe se preocupa em manter os funcionários informados sobre fatos que possam afetar o trabalho dos N V G S mesmos. N V G S Posso contar com o auxílio do meu supervisor sempre que preciso. Meu chefe elabora um plano de trabalho adequado a minha atividade. N V G S Meu chefe é receptivo a sugestões de mudanças. N V G S Meu chefe trata meus colegas de trabalho e eu da mesma maneira (sem favoritismo). N V G S Meu chefe se relaciona bem com as pessoas. N V G S Meu chefe sabe se comunicar com as pessoas. N V G S Relações Interpessoais O relacionamento com meus colegas favorece o desempenho das minhas funções. N V G S Há um espírito de cooperação entre os colaboradores da empresa. N V G S Meus colegas de trabalho são receptivos a opiniões e a novas idéias. N V G S Meu ambiente de trabalho é agradável. N V G S Confio nos meus colegas de trabalho mais próximos. N V G S Há uma boa comunicação entre eu e meus colegas de trabalho. N V G S Percebo uma competitividade exagerada entre meus colegas de trabalho. N V G S Estresse no trabalho Possuo tempo suficiente para realizar minhas atividades na empresa. N V G S Sinto-me tensa (o) e pressionada (o) no meu ambiente de trabalho. N V G S Sinto tensão e ansiedade no meu contato com os clientes da organização. N V G S Satisfação no trabalho Sinto orgulho de trabalhar na empresa. N V G S Percebo a importância do meu trabalho para a empresa. N V G S Sinto-me valorizado (a) dentro da organização. N V G S Vejo possibilidade de crescimento na empresa. N V G S Meu trabalho é estimulante e motivador. N V G S Meu potencial é devidamente aproveitado. N V G S 69 ANEXO B – TERMO DE CONSENTIMENTO