Notícias da(e) classe Boletim do Sindibel para a Administração e Procuradoria - 24 de abril a 8 de maio 2015 - N°2 CONHEÇA AS PAUTAS ESPECÍFICAS DOS SERVIDORES DA ADMINISTRAÇÃO GERAL Pág. 3 e 4 SERVIDORES DA ASSISTÊNCIA SOCIAL PROTESTAM POR 30 HORAS SEMANAIS Página 3 SINDIBEL SE REÚNE COM O GOVERNO PARA DISCUTIR ADMINISTRAÇÃO GERAL Página 4 ASSISTENTES DE PROCURADORIA APROVAM PAUTA ESPECÍFICA Página 4 SINDIBEL - SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE - DESDE 1988 Av. Afonso Pena, 726, 18º andar, Centro, BH-MG, Telefone: 3272-9865. Site: www.sindibel.com.br. E-mail: [email protected] ADMINISTRAÇÃO GERAL 2 EDITORIAL SOBRE A INSTABILIDADE POLÍTICA DO PAÍS: E EU COM ISSO? O Brasil vivencia um dos momentos mais delicados de sua história democrática. As eleições nacionais deixaram claro que o país está dividido e não será governado com consensos. Os projetos políticos não alcançam o status de hegemonia e o governo federal não consegue a credibilidade necessária para administrar o país. Os escândalos de corrupção têm levado as pessoas às ruas e a cobrança por mudanças é latente. A principal ação política que o governo petista deveria ter encaminhado desde o momento que assumiu o Estado era viabilizar a participação popular nas decisões nacionais. O fortalecimento dos fóruns e espaços de discussão entre os diversos segmentos da sociedade brasileira era fundamental para que a democracia se fortalecesse. Nessa perspectiva, o povo que saiu às ruas em 2013 e 2014, não o foi motivado pelo aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus, mas sim para dar vazão ao anseio de participar efetivamente da democracia e, por isso, nenhuma bandeira de luta unificou esse movimento. Nas manifestações viam-se cartazes que faziam menção contra e a favor à redução da maioridade penal, cobravam investimentos na Saúde, Educação, Meio Ambiente e Segurança Pública, entre outras questões. No fundo, o que o movimento dizia é que a democracia tinha que envolver as pessoas, se tornar efetiva. Isso era o que o povo queria e foi exatamente o que não ocorreu. O momento atual é de crise, a imagem do Congresso nunca foi tão negativa, as eleições racharam o país e as denúncias de corrupção na Petrobrás foram ponta de lança para a instabilidade política começar a se delinear. Nossa preocupação perpassa por dois pontos. Primeiro, a necessidade dos movimentos de rua ter bandeiras de lutas claras. Sabemos que houve corrupção nos governos militares, Collor, FHC, Lula e Dilma, de modo que só trocar as cabeças não inviabiliza essa prática. O debate deve ser profundo, apresentando rigidez nas propostas e cercando as possibilidades de desvios de conduta. Segundo, devemos defender a democracia. Depois das experiências das torturas militares no Brasil, é um absurdo vermos cartazes solicitando intervenção militar. Novo golpe seria o maior retrocesso da nossa história. Lembramos que na ditadura militar brasileira as pessoas foram impedidas do direito à manifestação. Esse ponto justifica a publicação desse editorial, pois os servidores podem perguntar: e eu com isso? Nas intervenções militares os sindicatos são fechados, as greves são criminalizadas, as lideranças presas, torturadas e até mortas, não existem negociações, seja salarial ou de qualquer outra natureza. A intervenção de 1964 prometeu que, ao retirar o presidente João Goulart, o poder seria devolvido ao povo e novas eleições ocorreriam. Isso só aconteceu 21 anos depois. A intervenção militar dizia: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Hoje, nós propomos: “Brasil ame-o e mude-o”. Por: Fábio Maia DIZ AÍ! "Sem o apoio do Sindibel não sei quanto tempo esperaríamos para conseguir a revisão da Lei n° 10.252/11, nem sei se de fato conseguiríamos. Sou profundamente agradecida ao sindicato por ter acolhido nossa demanda e nos ensinar o caminho das pedras. A opção da jornada não garantiu apenas a uniformização dos Assistentes de Procuradoria, devolveu-nos a auto-estima e a dignidade, necessárias para continuarmos nossa luta por dias melhores" - Paula Elaine, Assistente de Procuradoria. “Considero um avanço efetivar a mesa permanente da categoria. Além disso, mais uma vez foi afirmado que a jornada complementar, sem reajuste desde 2007, será atualizada na aposentadoria sempre que houver reajuste da mesma para o efetivo, através de um projeto de lei. Entendo, ainda, que um dos pontos principais da nossa luta é a equiparação salarial dos servidores da prefeitura. Conto com a participação de todos na Campanha Salarial 2015. Nossa mobilização é fundamental” - Adriana Soares, assistente administrativo e representante sindical do Sindibel Envie você também suas opiniões para nosso email: comunicacao@sindibel. com.br Participe da próxima edição do “Noticias da (e) Classe”! Curta nossa página no Facebook facebook.com/sindibel ADMINISTRAÇÃO GERAL ADMINISTRAÇÃO GERAL 3 SERVIDORES DA ASSISTÊNCIA SOCIAL PORTESTAM POR 30 HORAS SEMANAIS Indignados com a jornada de trabalho de 40 horas semanais, trabalhadores de diferentes formações da Assistência Social, dos setores público e privado, mostraram unidade na luta pela redução da jornada, usando adesivos e gritando por “30 horas já para o SUAS BH!”, durante o 5º Seminário dos Trabalhadores do SUAS do município, realizado no dia 25 de março. vidores viraram as costas para a mesa, que contava ainda com a presença da secretária municipal de Políticas Sociais, Luzia Ferreira, e do presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Vinícius Quiroga. Durante o protesto, Marcelo Mourão tentou contornar a situação pedindo que fosse tirada um foto da manifestação. Entretanto, o secretário ainda não manifestou sua opinião sobre a reivindicação. salarial insere no conjunto das lutas dos trabalhadores do sistema, na medida em que contribuirá para a garantia de melhores conLogo após a fala do secretário dições de trabalho e na qualidade municipal adjunto de Assistência A reivindicação pela jornada de da assistência prestada. Social, Marcelo Mourão, os ser- 30 horas semanais sem redução PENSANDO A ADMINISTRAÇÃO GERAL A categoria da Administração Geral é formada por um conjunto de 10 cargos que atuam em quase todas as frentes de trabalho da prefeitura de Belo Horizonte. Essencialmente, a carreira é responsável por manter e organizar a máquina pública. Além disso, atua na linha de frente dos serviços das políticas sociais e da assistência social do município. Como a sua atuação abarca todos os tipos de serviços municipais, sua identidade como categoria é frágil e a construção de unidade de classe é muito penalizada. Muitas vezes, os servidores da Administração Geral se organizam mais em torno das demandas do seu local de trabalho ou da política municipal em que atuam, do que como categoria. blicos para a recomposição de apenas quatro cargos (Assistente Administrativo, Analista de Política Pública, Auditor e Técnico de Serviço Público). Em reunião com a gestão municipal, o Sindibel cobrou a realização de novos concursos para o preenchimento das vagas ociosas na Carreira. DADOS DA ADMINISTRAÇÃO GERAL Dois exemplos disso são os servidores do BH Resolve e aqueles que atuam na Saúde. No primeiro caso, os servidores se reconheciam mais como BH Resolve do que como Administração Geral e suas lutas giravam em torno das questões locais, ao invés de se concentrarem nas questões da carreira. No segundo exemplo, os servidores que atuam na Saúde se envolvem mais com as pautas ligadas à Saúde do que aquelas da Administração Geral. Por isso, o Sindibel criou este campo no boletim eletrônico da Administração Geral, para que a identidade da categoria seja discutida, assim como suas demandas e questões. O quadro ao lado apresenta a composição dos gos da Carreira, assim como o número de seu tivo atual e o previsto em lei. Lembrando que últimos 10 anos foram realizados concursos carefenos pú- Autor: Fábio Maia Fontes: Lei municipal 8.690/03 e Portal da Transparência CAMPANHA SALARIAL 2015 4 ASSISTENTES DE PROCURADORIA APROVAM PAUTA ESPECÍFICA Veja abaixo as pautas específicas dos Assistentes de Procuradoria para a Campanha Salarial 2015. 1. Concessão de gratificação para os Assistentes de Procuradoria. As pautas específicas da Campanha Salarial foram abordadas na assembleia dos Assistentes de Procuradoria, no dia 12 de março. As discussões concentraram-se nas estratégias de ação dos assistentes, na definição da pauta específica de reivindicações da categoria e na Campanha Salarial de 2015. Durante a assembleia, o Sindibel alertou os servidores sobre o risco de congelamento salarial, caso as negociações desse ano não sejam positivas. Isso por que, 2016 é ano de eleições municipais e a legislação eleitoral restringe o reajuste após o dia 2 de abril. Além disso, 2017 é primeiro ano de mandato do novo governo, quando geralmente Entre as estratégias definidas, a é alegado que a administração irá aproximação com outras entidades colocar “a casa em ordem” antes de representativas dos servidores da conceder reajuste salarial. Diante Procuradoria, a articulação com os disso, na Campanha Salarial desse vereadores que se comprometeram ano, se os servidores não se mobicom a categoria e a necessidade de lizarem poderão ficar até três anos adiamento dos inícios dos trabasem reajuste salarial. lhos da comissão do workshop. 2. Abertura de concurso público em 2015 para provimento dos cargos de Assistente de Procuradoria em vacância. 3. Revisão do Plano de Carreira, Cargos e Salários da área de Atividades Jurídicas. 4. Custeio de cursos para o aprimoramento profissional para os Assistentes de Procuradoria valendo para progressão profissional na ordem um nível por cada 100 horas. 5. Concessão de bolsas de estudo para graduação, pós-graduação e mestrado, em cursos reconhecidos pelo MEC, nas áreas que atendam as atividades da PGM, através do Fundo da Procuradoria. SINDIBEL SE REÚNE COM GOVERNO PARA DISCUTIR ADMINISTRAÇÃO GERAL O Sindibel esteve reunido com o governo municipal para discutir questões sobre a carreira da Administração Geral e dos Assistentes de Procuradoria, no dia 20 de março, na Prefeitura. Intermediada pelo vereador Pablito (PV), a reunião contou com a participação do diretor da Fesempre, Adriano Soares, dos diretores do Sindibel, Fábio Maia e Antônio Lima, e de representantes das comissões de servidores do Sindibel dessas categorias. Representando o governo municipal, estiveram presentes o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Informação, Thiago A reunião será marcada após o retorno do secretário de Previdência Social, Márcio Dutra, que está em férias. Além disso, a PBH também garantiu que iria marcar uma reunião com o secretário de Previdência para tratar das questões relativas à aposentadoria. Grego, e o secretário municipal O Sindibel entende que seu trabaadjunto de Recursos Humanos, lho é o de provocar a AdministraGleison Pereira. ção Pública no que se refere às demandas da Carreira. Entretanto, a Durante a reunião, a Prefeitura categoria precisa se mobilizar para se comprometeu com a abertura conquistar avanços nessa luta. Sode concursos públicos ainda esse mente com a participação efetiva ano e com a criação de um Gru- de todos os servidores, será obtipo de Trabalho temático da car- do sucesso e melhorias efetivas na reira da Administração Geral, na qualidade de vida e de trabalho. Mesa Permanente de Negociação. ADMINISTRAÇÃO GERAL 5 ADMINISTRAÇÃO GERAL DEFINE PAUTA PARA 2015 Os servidores da Administração Geral se reuniram em assembleia para discutir as questões da carreira e definir a pauta específica da Campanha Salarial de 2015. Cerca de 60 servidores compareceram à assembleia, no dia 17 de março, e definiram algumas diretrizes para a categoria, entre elas, a apresentação de uma pauta mais enxuta na Campanha Salarial. Durante a assembleia, os servidores discutiram as propostas e foram informados sobre o êxito do Sindi- bel em processos judiciais de revisão da progressão de nível relativo ao período de 1996 a 2003. Confira a pauta específica da Administração Geral. 1. Revisão do Plano de Carreira, Cargos e Salários da área da Administração Geral. 2. Pagamento ao servidor que foi admitido antes de 31/12/2003, que laborou cumprindo jornada complementar e/ou optou pela jornada de 40h/s, fazendo jus ao recebimen- to do valor integral do vencimento de 40h/s na aposentadoria. 3. Abertura da opção aos servidores da carreira que ocupam cargos comissionados ou estão cedidos para outros órgãos, para optarem pelo vencimento da jornada de 40h/s. 4. Reajuste do valor da Jornada Complementar. 5. Folga para os servidores da Administração Geral que trabalham em regime de plantão 12/36 horas a cada 21 plantões. 6. Deferimento imediato das solicitações de alteração de jornada de 30h/s para 40h/s, sobretudo, para as que estão paradas na JUCOF. 7. Nivelamento salarial dos Técnicos de Serviço Público/ Técnicos em Segurança do Trabalho com os servidores da Câmara Municipal (R$ 2.720,65). ANALISTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS DELIBERAM PAUTA ESPECÍFICA Os Analistas de Políticas Públicas realizaram assembleia para discutir a Campanha Salarial 2015 e outras questões de interesse da categoria, no dia 16 de março. Durante a apresentação da análise de conjuntura, muitos servidores ficaram apreensivos ao compreenderam a missão da categoria em negociar um reajuste salarial que abarque, além de 2015, também 2016. Isso porque o próximo ano será de eleições municipais, quando a legislação eleitoral restringe o reajuste após o dia 2 de abril e a administração pode alegar impedimento para realizá-lo. Segundo o diretor da área da Administração Geral do Sindibel, Fábio Maia, a atual crise financeira do país, somada com a crise própria da Prefeitura, torna as negociações ainda mais difíceis. “Ficarmos sem o reajuste durante dois ou três anos é inaceitável”, afirma. Maia lembra que as crises provocam a desvalorização dos salários com expressiva perda do poder de compra, comprometendo a qualidade de vida dos servidores e seus familiares. Após longa discussão para definição das pautas específicas, a assembleia aprovou uma pauta enxuta com a intenção de que os Analistas de Políticas Públicas concentrem forças nas reivindicações da pauta geral. No decorrer da Campanha, o Sindibel buscará formas de ampliar e aprofundar as discussões agregando o máximo de servidores possível. Saiba as pautas específicas dos Analistas de Políticas Públicas da Campanha Salarial 2015. 1. Rediscussão e redefinição da jornada de trabalho conforme especificidade de cada cargo/especialização. 2. Participação da gestão política e gerencial da SMAAS.