NÍVEIS DE MATURIDADE EM SIG CORPORATIVO: O CASO DA
ELETROSUL CENTRAIS ELÉTRICAS S/A
Enterprise GIS Maturity Levels: Eletrosul Centrais Elétricas S/A's
Case
Paula Carvalho de Castro¹
Francisco Henrique de Oliveira²
¹Instituto Federal de Santa Catarina
[email protected]
²Universidade do Estado de Santa Catarina
[email protected]
RESUMO
O presente trabalho procura identificar o nível de maturidade no Sistema de Informações Geográficas
- SIG corporativo em que a empresa Eletrosul Centrais Elétricas S/A está inserida, a partir do
diagnóstico prévio gerado pelo Grupo de Trabalho em Geoprocessamento da Eletrosul. Para
compreender a conjuntura da gestão de informações geográficas na empresa, foi elaborado um
diagnóstico baseado no Relatório Diagnóstico de Informações Geográficas na Eletrosul e pautado nos
modelos de maturidade em SIG corporativo de Jaana Mäkelä e de Even Keel Strategies. Por meio do
novo diagnóstico, conseguiu-se identificar que a Eletrosul está inserida no segundo nível de
maturidade em SIG corporativo, denominado “departamental”. O segundo nível caracteriza-se pela
descentralização das informações geográficas no contexto do SIG corporativo, uma vez que os dados
são armazenados em diretórios locais apenas para atender as prioridades de cada departamento,
acarretando múltiplas e inconsistentes cópias de dados, e sendo a troca entre departamentos
realizada sem padrões de procedimentos sistematizados. A partir dos modelos de maturidade
adotados, entendeu-se que esta situação é insustentável e prejudicial à empresa. Para que esta
realidade seja superada, foram definidas novas proposições de implementação do sistema SIG
centralizado (nível 3) para a Eletrosul. A implementação do SIG centralizado consiste na criação de
um banco de dados geográficos centralizado. Neste sentido, no banco de dados centralizado devem
ser definidos padrões para a geração, armazenamento, atualização e exclusão de dados geográficos,
bem como padrões para o acesso e para a carga de dados. Também é recomendado que se formule
aplicações como o WEBGIS. A partir desta proposição e sabendo que a confiabilidade nas
informações transmitidas é fator essencial para o sucesso de uma empresa no ambiente corporativo
competitivo, a centralização de informações geográficas em que um único banco de dados seja
definido e implementado, garante maior confiabilidade e controle sobre as informações. Por fim, o
WEBGIS otimiza o processo de consulta sobre dados atualizados e permite maior e eficiente
comunicação intra setores da Eletrosul, assim como com os usuários externos.
PALAVRAS CHAVE: Sistema de Informações Geográficas, SIG corporativo, Níveis de Maturidade em
SIG Corporativo
ABSTRACT
The present research aims to identify the level of maturity in GIS enterprise that Eletrosul Centrais
Elétricas S/A is currently in, based on the previous diagnoses produced by the Grupo de Trabalho em
Geoprocessamento da Eletrosul. To comprehend the current situation of spatial data administration at
the company, it was established a new diagnosis based on Relatório Diagnóstico da Gestão de
Informações Geográficas na Eletrosul and on the enterprise GIS maturity models by Jaana Mäkelä
and Even Keel Strategies. Through this new diagnosis, Eletrosul was current classified in the second
level of GIS maturity on enterprise GIS, called “Departmental”. The second level characterizes itself by
the decentralization of spatial information inside the enterprise GIS. Thus, spatial data are stored on
local directories only to supply the priorities of each department, generating multiple and nonconsistent copies of data, and the process of sharing these data between departments is done without
any regulation of procedures. With the assist of the maturity models chosen, it was possible to
understand that current situation is unsustainable and prejudicial. To overcome this reality, a new
proposal for implementation of the GIS enterprise centralized system (level 3) was defined for
Eletrosul. The implementation of the system consists a new creation of centralized spatial database.
For this centralized database it should be defined rules for the creation, storing, updating and
exclusion of spatial data, as well as rules for the access and for input data. It is also recommended the
internal use of web applications such as the WEBGIS. Based on this proposal and acknowledging the
reliability on transmitted information is an essential step for a company success on competitive
enterprise world, the centralization of spatial data in a single database provides better reliability
verifiability and control over the information, and also the WEBGIS optimize the process of updated
data search.
Keywords: Geopraphic Information System (GIS), Enterprise GIS, Enterprise GIS Maturity Levels
1) INTRODUÇÃO
De acordo com Brian Parr (2012) o SIG possibilita às empresas e gestores olhar para os
problemas espacialmente trazendo como benefício a melhoria da eficiência, da tomada de decisão,
planejamento, comunicação e colaboração ao mesmo tempo em que gera transparência. Desta
forma, a informação geográfica se apresenta como um instrumento valioso na gestão de empresas
onde o conhecimento e o controle do território onde prospectam, implantam e operam seus
empreendimentos torna-se essencial. Em ambientes corporativos, o gerenciamento eficaz da
informação geográfica é determinante para o sucesso competitivo de uma empresa. Para que se
alcance êxito na gestão de informações geográficas e para que as mesmas auxiliem nos processos
gestores é necessário que a tecnologia do geoprocessamento (na qual o SIG está inserido) seja
integrada aos fluxos e processos de trabalho da organização, para que ocorra a otimização das
atividades e rotinas de trabalho da mesma. A integração entre o SIG e as tecnologias de
geoprocessamento, bem como os fluxos de trabalho, somados as tomadas de decisão numa
organização é denominado SIG Corporativo. Esta união dos SIGs com os processos corporativos
deve ser pensada conforme as necessidades e objetivos da empresa, visando todos os processos
que nela ocorrem. Assim, para que essa união seja feita de acordo com a realidade de cada empresa
e que sejam estabelecidas metas de ações para que a empresa evolua para uma gestão integrada
plena de informações geográficas somadas aos processos decisórios, ou seja, SIG corporativo, são
utilizados modelos de maturidade em evolução de SIG Corporativo.
Será apresentado portanto, em forma de estudo de caso, a aplicação dos modelos de
evolução em SIG Corporativo de Mäkelä e Evel Keel Strategies na conjuntura atual de gestão de
Informações Geográficas da Eletrosul Centrais Elétricas S/A.
2) O SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIG) CORPORATIVO.
A integração entre o SIG (ou GIS – Geographic Information System) e as tecnologias de
geoprocessamento (que são as tecnologias envolvidas no processamento de dados espaciais), bem
como os fluxos de trabalho, somados as tomadas de decisão numa organização é denominado SIG
Corporativo.
Não existe um modelo único de como esta integração deve ser realizada, pois esta união de
SIG com processos corporativo se dá de maneira única a cada corporação ou organização. Cada
empresa deve formular como essa integração deve ser feita de forma a garantir que este instrumento
atenda as demandas necessárias de forma eficiente para o seu ramo ou mercado de atuação.
Segundo Jaana Mäkelä, Riitta Vaniala e Paula Ahonen-Rainio (2009) a integração para
consolidação de um SIG corporativo ocorre em estágios distintos nas empresas. Esses estágios são
denominados “níveis de maturidade” ou GIS Maturity Level. O nível de maturidade SIG de uma
organização é concebido através de seus recursos tecnológicos, competência humana, entendimento
dos benefícios e utilização efetiva das tecnologias e informações espaciais para que se alcancem os
objetivos corporativos. Em uma empresa “madura”, que já atingiu o SIG corporativo, as informações
geográficas (espaciais) são utilizadas em todos os processos de negócios em que poderão oferecer
benefícios, e o seu uso não estará mais vinculado apenas a uma demanda específica, mas sim
integrada ao sistema de informação da organização. (Marr and Benwell, 1996).
Para definir os níveis de maturidade no qual uma empresa está inserida, e também fornecer
suporte para uma evolução até a consolidação de um SIG corporativo, foi proposto um modelo de
maturidade SIG por Jaana Mäkelä (Universidade de Helsinki e Universidade de Aalto). Este modelo
foi publicado na Conferência Geoespacial Global maio de 2012 na cidade de Québec no Canadá.
Jaana Mäkela, porém, possui trabalhos publicados acerca do tema “SIG Corporativo” pelo menos
desde o ano de 2010.
3) NÍVEIS DE MATURIDADE EM SIG CORPORATIVO
3.1: Os níveis de maturidade segundo Jaana Mäkelä
a) Caso Específico: A organização utiliza pouco dados geográficos, que são produzidos ou
consultados por poucos profissionais interessados de maneira não sistematizada.
b) Administrado Separadamente em Cada Ramo: A utilização de dados e informações
geográficas é limitada a processos tradicionais de trabalho, que possuem seus próprios
sistemas de informações geográficas separado. A gestão destes dados e informações é
descentralizada e realizada separadamente em aplicações individuais. Os usuários são
preparados para operar apenas suas aplicações específicas e não há benefícios da
utilização destes dados e informações geográficas nos fluxos de trabalho.
c) Coordenado Concentrado: O uso dos dados espaciais é usado de maneira coordenada,
porém não há planejamento para gestão de casos excepcionais. Dados e informações
geográficas são utilizadas continuamente em diversos processos de negócios. A
organização não tem uma estratégia ou plano comum para a gestão dos dados e
informações. A gestão destes é planejada sistematicamente com outras formas de gestão
de dados. Os benefícios das informações geográficas são avaliados conforme a
lucratividade, ou diminuição de gastos.
d) Compreensivelmente Administrado: A gestão reconheceu os benefícios e a eficiência
operacional das informações geográficas no processo de tomada de decisão e na
qualidade dos produtos entregues ao cliente. A organização possui estratégias para a
informação geográfica porem estas estratégias ainda não estão implementadas ou estão
em seu processo inicial de implementação. A gestão da informação geográfica é
centralizada.
e) Estrategicamente Otimizado: Estratégias de informação são implementadas nas
operações da organização. A gestão das informações geográficas é integrada e faz parte
da gestão de informações gerais da empresa. As informações geográficas são cada vez
mais utilizadas e os funcionários são treinados para a utilização de aplicações SIG. A
gestão segue e mede regularmente como as informações geográficas afetam a
produtividade do trabalho e no processo de tomada de decisão.
De acordo com Jaana Mäkelä, as seguintes áreas e subáreas são consideradas para cada
nível de maturidade quanto:
a) Arquitetura: a área abrange os três pontos de vista sobre arquitetura de sistemas de
informação integrado: informação, sistema de informação e tecnologia. As subáreas são:
base de dados geográficos, softwares GIS e aplicações, e tecnologias que suportam o
uso de dados espaciais. Estas áreas levam em consideração a aquisição e gestão e a
disponibilidade destas informações geográficas para usuários em potencial, pois
constituem a infraestrutura de dados geográficos da empresa. Ferramentas de SIG
apropriadas bem como seu uso flexível sob a forma de tecnologias como desktops,
internet e móveis (mobile) dão suporte a utilização de dados e informações geográficas.
b) Serviços e Processos: este é o quarto ponto de vista sobre arquitetura de sistemas de
informação integrados. Ele descreve o papel da informação geográfica tanto na
organização interna dos processos corporativos quanto para os serviços externos
prestados a cliente ou órgãos fiscais. Soluções para internet como serviços de mapas
para cidadãos são exemplos de serviços para clientes. A informação geográfica também
pode ser utilizada nos serviços de apoio interno da empresa, como em documentação e
gestão de patrimônio ou obras.
c) Capacidades: a capacidade interna de uma organização consiste na gestão do
entendimento e do compromisso, de profissionais capacitados, do continua comunicação
sobre as possibilidades e benefícios do uso dos dados espaciais, e da cooperação interna
de profissionais de diferentes setores e departamentos.
Ainda de acordo com Mäkelä, no modelo de maturidade SIG, o papel individual do
profissional esta relacionado com o compromisso e contribuição pessoal para o aumento do uso de
informações geográficas.
3.2) O Modelo Even Keel Strategies
Em concordância teórica e abordagem semelhante ao modelo proposto por Mäkelä em 2012,
existe um modelo de evolução em maturidade SIG formulado pela empresa de consultoria em
planejamento de SIG estratégico Even Keel Strategies de Chicago, Estado de Illinois, Estados Unidos
da América.
Este modelo se chama “Niveis de Maturidade de um SIG Corporativo” (GIS Maturity Levels) e
foi elaborado no ano de 2008. É baseado em cinco estágios diferentes e progressivos para a
implantação de SIG corporativo. Este modelo também propõe cinco estágios de maturidade.
Começando desde os primeiros usuários de SIG individuais, ou chamados “entusiastas” até o SIG
corporativo propriamente dito, o modelo da empresa Even Keel Strategies propõe ações práticas para
a evolução na organização de um SIG em ambientes corporativo.
Os Níveis de Maturidade de um SIG Corporativo de Even Keel Strategies são:
Nível 1 – Entusiastas existe na empresa um grupo de indivíduos que de maneira isolada
adquirem ferramentas de SIG e usam a tecnologia com o único interesse de suportar algumas das
suas tarefas isoladamente. Neste nível, a tecnologia de SIG é licenciada de maneira individual e
usada como aplicações Desktop. Os dados são adquiridos, usados uma vez e descartados.
Nível 2 - Departamental, departamentos específicos da empresa reconhecem o valor da
tecnologia do SIG para seu uso interno. Esses departamentos criam uma infraestrutura própria de
hardware e software e disponibilizam serviços baseados em tecnologia SIG para outros setores da
empresa. Dados relevantes para o departamento são gerados e armazenados a nível de
departamento. À medida que vários departamentos incorporam a tecnologia SIG sem seus
processos, inicia-se o processo de replicação e proliferação da base de dados, onde grupos informais
dentro da empresa iniciam um processo de troca de experiências.
Nível 3 - Centralizado, a empresa busca a centralização, preocupada inicialmente com a
consolidação de uma base de dados única e otimização da infraestrutura computacional. Em geral, é
estabelecida uma unidade centralizada para disponibilizar serviços SIG para diversos equipamentos.
O sistema centralizado inicia a definição de padrões que melhoram a qualidade dos dados e de
processos de fluxo de trabalho internos, além da formalização de solicitações. A aquisição de
tecnologia de maneira centralizada e compartilhada resulta em redução de custos e otimização dos
recursos.
Nível 4 - Integrado, busca-se a integração da tecnologia SIG aos diversos fluxos de trabalho
da empresa, resultando na integração das aplicações corporativas com as funcionalidades do SIG, o
que resulta na demanda por modelos de dados e tecnologias mais avançadas. O grupo de tecnologia
SIG dentro da empresa inicia o processo de desenvolvimento de um plano estratégico para o
desenvolvimento técnico e sustentabilidade de suas operações. São definidos comitês de lideres
operacionais (ou grupos temáticos) para coletar as demandas e direcionar a política de SIG dentro da
empresa.
Nível 5 - Corporativo, o plano estratégico de tecnologia SIG está alinhado com o plano
estratégico corporativo, a tecnologia SIG é reconhecida como fundamental para incremento da
eficiência da empresa e como ferramenta de apoio à decisão. Neste nível, a integração da tecnologia
SIG com os sistemas corporativos e críticos da empresa a possuir a capacidade de prover soluções
baseadas em tecnologias SIG onde for demandado, com foco nas aplicações para dispositivos
móveis e personalizadas.
É importante destacar que, dentro de uma mesma empresa pode-se encontrar níveis
diferentes em evolução em SIG corporativo. Por exemplo, uma área ou setor pode contar apenas com
profissionais trabalhando isoladamente com softwares de geoprocessamento e armazenando as
informações geográficas apenas em seus próprios diretórios, e em outro setor, pode haver um
departamento tratando das informações geográficas de maneira organizada em apenas um servidor
para todo o departamento, já se encontrando então no segundo nível de amadurecimento. A grande
maioria das empresas se encontra com essa combinação de diferentes estágios. Então, este modelo
e panorama de evolução foi elaborado para que as corporações possam identificar em qual estágio
(ou estágios) se encontram e implementar ações para que se possa atingir o estágio e os objetivos
desejados.
No contexto de um SIG Corporativo propriamente dito, ou seja, maduro segundo os modelos
de evolução, o servidor SIG estará integrado ao sistema (ou sistemas) da empresa através de uma
plataforma. Esta plataforma proporcionaria as tecnologias e aplicações necessárias para a
comunicação com o maior número de profissionais possível. Deve-se obrigatoriamente ter um
servidor SIG integrado aos demais sistemas utilizados pela empresa, proporcionando o uso de
tecnologias e aplicações como o WEBGIS, um sistema de informações geográficas básico que
permite ao usuário consultar dados e informações espaciais de modo interativo pela internet.
4) A ELETROSUL CENTRAIS ELÉTRICAS S/A
Encontra-se na página oficial na internet caracterização da Eletrosul Centrais Elétricas S/A
como “uma empresa subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. Eletrobrás. A empresa possui
sede em Florianópolis, Santa Catarina, e está autorizada a funcionar desde 23 de abril 1969. Atuando
nos três estados da Região Sul (Santa Catarina, Rio grande do Sul e Paraná) e também no Mato
Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Pará. A empresa é responsável por construir e operar
instalações de transmissão e de geração de energia elétrica e também investe em pesquisas e
projetos de desenvolvimento.
A empresa está dividida basicamente em quatro diretorias. Diretoria Administrativa (DA),
Diretoria Financeira (DF), Diretoria de Operação (DO) e Diretoria de Engenharia (DE). Nestas
diretorias, o Departamento de Engenharia Ambiental e Fundiária DEA (DE) e o Departamento de
Engenharia de Manutenção, em especial, a Divisão de Engenharia de Manutenção de Linhas de
Transmissão DEML (DO) se destacam pois são as principais áreas produtoras e usuárias de
informações geográficas na empresa.
O DEA e o DEM possuem áreas específicas para desenvolvimento de atividades de
Geoprocessamento. Conforme a Norma Organizacional do DEA, este Departamento é responsável
por gerenciar o desenvolvimento das atividades de geoprocessamento referentes às questões
patrimoniais e de meio ambiente da Empresa. O Setor de Engenharia de Manutenção de Faixa de
Servidão e Geoprocessamento de Linhas de Transmissão – SEMAF, dentro da Divisão de Engenharia
de Manutenção de Linhas de Transmissão – DEML do DEM realiza o trabalho de
georreferenciamento de Linhas e Torres de Transmissão da Empresa.
O Grupo de Trabalho em Geoprocessamento da Eletrosul (GTGeo) foi formado por
representantes das principais áreas usuárias de informações geográficas e a área de TI (Tecnologia
da Informação) da Eletrosul. O GTGeo foi formalizado em maio de 2011. A formalização deste grupo
foi proposta pelo Departamento de Engenharia Ambiental e Fundiária (DEA) em razão dos problemas
e dificuldades de gestão das informações geográficas no âmbito corporativo, devido à utilização
dessas informações por diversas áreas da Empresa sem processos e padrões normatizados. O
GTGeo foi criado para elaborar um projeto que estabelece as diretrizes para o planejamento e
implantação de um "Sistema de Informação Geográfica Corporativo – SIG”. O projeto idealizado pelo
Grupo de Trabalho em Geoprocessamento da Eletrosul consiste na implantação de um banco de
dados geográfico centralizado e na definição de normas que discipline e norteie a aquisição,
organização, atualização, acesso e uso de informações geográficas na Eletrosul. O Relatório
Diagnóstico de Informações Geográficas é um documento em formato de relatório produzido pelo
Grupo de Trabalho de Geoprocessamento da Eletrosul que oferece um diagnóstico de como se
encontra a gestão atual de informações Geográficas na Eletrosul.
5) O SIG E O GEOPROCESSAMENTO NA ELETROSUL
Num panorama geral, nota-se na Empresa que há um significativo crescimento do uso de
Geoprocessemanto, a partir da aquisição e licenciamento de aplicações do software ArcGIS em
1999. Para a obtenção de dados geográficos/georreferenciados, a utilização de fotografias aéreas,
imagens de satélite e o uso dos “GPSs”, equipamentos de navegação por satélite, atualmente: Global
Navigation Satelite Systems – GNSS é cada vez mais frequente. Fenômeno que se percebe devido,
por exemplo, ao recente (desde 2006) uso de GNSS pelas equipes de manutenção de linhas
transmissão. Porém, a gestão dessas informações com caráter geográfico não se dá de maneira
organizada, sistematizada e pautada no seu potencial pleno. A ausência de políticas de gestão destas
informações provoca problemas perceptíveis no cotidiano dos profissionais da área bem como tem
influencia em longo prazo sobre o funcionamento da Empresa.
As informações geográficas trocadas entre as áreas e profissionais consistem basicamente
em: Imagens de satélite, mapas temáticos, plantas cadastrais, plantas topográficas e desenhos
técnicos, dados geográficos vetoriais e coordenadas geográficas na forma de texto ou planilha. Sendo
estas informações geradas e repassadas sem que haja nenhuma sistematização ou controle sobre o
que foi feito. Assim, observa-se que há a sobreposição de atividades entre departamentos, o que
acarreta em inconsistência de dados e trabalho multiplicado. Percebe-se também, a complexidade no
fluxo de informações geográficas na empresa, aonde a troca informal de dados se dá por correio
eletrônico (e-mail) ou Pen Drives (Memória USB Flash). Notando-se então a inexistência de
centralização e gestão organizada dos dados gerados e trocados.
Apesar do licenciamento do software de geoprocessamento ser centralizado na empresa, a
gestão dos dados nele trabalhados ainda não é. Cada departamento armazena seus dados em
infraestrutura de organização própria e a troca ou atualização destes dados é realizada de maneira
informal entre os profissionais usuários. Também não existe padronização para os dados, o que
interfere diretamente na qualidade e confiabilidade durante as trocas entre áreas. Nota-se também,
que na empresa, é dada uma maior importância para a geração de mapas (representação gráfica) do
que para os dados alfanuméricos espaciais, que são tratados de maneira secundaria e separada.
Numa empresa de grande porte como a Eletrosul, esta visão sobre o dado geográfico não é
sustentável.
6) A Eletrosul e os modelos de Mäkelä e Even Keel Strategies
Considerando os modelos de maturidade e evolução da tecnologia de SIG nos ambientes
corporativos propostos por Jaana Mäkelä e pela empresa de consultoria Even Keel Strategies, foi
possível verificar em que estágio de maturidade SIG se encontra a Eletrosul no presente momento.
Unindo-se os dois modelos, pode-se considerar que os cinco níveis propostos em cada um deles são
correspondentes, portando representam características muito semelhantes. Assim, pode-se
confeccionar o quadro 1 explicitando as relações de compatibilidade entre os níveis de maturidades
em SIG corporativo do modelo Even Keel Strategies e de Mäkelä.
1: Compatibilidade entre os modelos de Mäkelä e Even Keel Strategies
Niveis
Even Keel Strategies
Jaana Mäkelä
1
Entusiastas
Caso Específico
2
3
Departamental
Centralizado
Separadamente Administrado em Cada Ramo
Coordenado Concentrado
4
Integrado
Compreensivelmente Administrado
5
Corporativo
Estrategicamente Otimizado
Sendo suas principais características comuns que se aplicam a empresa Eletrosul Centrais
Elétricas S/A e seus departamentos e divisões usuárias e produtoras de informações geográficas
explicitadas no quadro 2 a seguir.
Quadro 2: Características Comuns entre os Modelos de Even Keel Strategies e Mäkelä
Nível
Características
1 – Entusiastas
2 - Departamental
3 - Centralizado
Poucos profissionais que de maneira isolada
adquirem ferramentas de SIG e usam a
tecnologia para suprir demandas específicas.
Tecnologia SIG é utilizada internamente em
departamentos. Cada departamento, ou grupo,
possui seu sistema de informações geográficas
armazenado em um diretório próprio e separado
do restante da empresa.
É consolidada uma base única de dados
geográficos para toda a empresa. Esta unidade
centralizada disponibiliza serviços SIG para os
4 - Integrado
5 - Corporativo
demais equipamentos, otimizando a estrutura
computacional. Também são definidos padrões
que melhorem a qualidade dos dados e os fluxos
de trabalho. A aquisição de tecnologia de
maneira centralizada e compartilhada provoca
redução de custos e melhor aproveitamento dos
recursos
A tecnologia SIG é integrada aos diversos fluxos
de trabalho da organização. O Grupo gestor do
banco de dados geográfico centralizado inicia o
processo de desenvolvimento de um plano
estratégico
para
a
sustentabilidade
e
desenvolvimento técnico das operações que
envolvem SIG. São estabelecidos lideres
operacionais para coletar as demandas e
direcionar a política SIG dentro da empresa. A
gestão da informação geográfica é então
centralizada.
O plano estratégico SIG está alinhado ao plano
estratégico da empresa. A tecnologia SIG é
reconhecida como uma fundamental ferramenta
de apoio à decisão.
Neste cenário, verifica-se que a Eletrosul encontra-se em fase de transição ou superação do
primeiro nível (Entusiastas) para o segundo nível (Departamental), aonde o SIG continua sendo
utilizado para atender demandas específicas de cada área ou departamento. As principais
características deste segundo nível apresentadas pelos modelos propostos que podem ser
observadas na empresa Eletrosul estão contidas no quadro 3:
Nível 2
Departamental
Quadro 3: Caracteristicas do Nível 2
Foco nas prioridades individuais de cada departamento.
Colaboração informal entre departamentos; as múltiplas e inconsistentes
cópias dos dados.
A inexistência de modelagem ou padronização dos dados.
A redundância e falta de gerenciamento sobre as versões de dados.
Não há facilidade de uso de informações geográficas, especialistas SIG
são necessários até para geração de mapas básicos.
Os resultados das demandas em SIG são utilizados apenas para análise
do departamento; utilização de servidores e desktops locais sem integração
com outros departamentos.
Procedimentos e padrões informatizados; o foco se dá na produção
cartográfica e não nas análises.
Os produtores de informações geográficas não possuem dedicação
exclusiva para isso.
Não há investimentos ou grandes tomadas de decisão a níveis corporativos
utilizando os produtos de geoprocessamento.
Tomando conhecimento das características do Nível 2 em geoprocessamento corporativo ao
qual a Eletrosul se encontra no presente momento, foi possível elaborar um diagnóstico detalhado do
funcionamento e dinâmica da empresa no que se refere ao cotidiano na produção, disponibilização e
gestão/gerenciamento de informações geográficas. Este diagnóstico foi elaborado com o auxílio do já
confeccionado Relatório Diagnóstico da Gestão de Informações Geográficas na Eletrosul formulado
pelo Grupo de Trabalho em Geoprocessamento da empresa, e com apoio nas teorias de maturidade
propostas.
6) O DIAGNÓSTICO DA GESTÂO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS NA ELETROSUL
A partir da identificação dos problemas causados pela atual forma de gestão é possível
planejar uma proposição de ações para que se evolua e transponha estes obstáculos. Para aporte
deste diagnóstico, foi utilizado o Relatório Diagnóstico de Gestão de Informações Geograficas na
Eletrosul. O diagnóstico servirá como base para a identificação e enquadramento da conjuntura da
Eletrosul quando a gestão de informações geográficas dentre os níveis de maturidade introduzidos
por Mäkelä e Even Keel Strategies, que por sua vez servirá de aporte para o planejamento de ações
que culminem na evolução para uma gestão mais madura de informações geográficas.
6.1 Base Cartográfica:
A base cartográfica da empresa conta com um grande volume de dados obtidos através de
fontes externas (por exemplo: IBGE, MMA, DNPM e ANNEL), também com uma grande quantidade
de dados geográficos provindos de contratações (aerolevantamentos, projetos topográficos...) e
também dados gerados internamente por profissionais de geoprocessamento, ou por demais
funcionários com conhecimentos básicos sobre a produção de informações geográficas ou
sensoriamento remoto, como é o caso da geração de dados/informação através do uso do GNSS.
Grande parte destes dados de caráter geográfico com informação duplicada (às vezes
multiplicada) dentro da empresa são armazenados localmente em cada departamento ou setor em
servidores próprios. Isto acontece, pois na maioria das vezes, a produção destes dados está
associada às prioridades individuais de cada departamento ou demanda específica, sem a
preocupação com uma futura reutilização do mesmo trabalho/dado/análise por outro departamento ou
área/setor. Também não existe padrão ou controle maior sobre a geração e validação de versões de
dados gerados. O que dificulta o compartilhamento seguro e a publicação dessas informações para
outras partes da empresa, pois diminui a confiabilidade ou credibilidade do dado. Assim, se formam
verdadeiras ilhas isoladas de conhecimento/informação e dados geográficos. Essas ilhas provocam a
duplicação de esforços e retrabalho, bem como a perda de dados por exclusão ou por não
confiabilidade e/ou inconsistência cartográfica (geométrica de caráter planialtimétrico).
6.2) Infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI)
A empresa possui licenças de Software SIG (ArcGIS, CAD - Computer-aided Design,
Trackmaker, ERDAS e outros) e espaço para armazenamento de informações e estrutura de rede
WAN (rede de longa distância), que possibilita acessar servidores remotamente com performance
rápida e segura.
6.3) Demanda por Capacitação e Principais Problemas encontrados
A maior parte dos profissionais capacitados em Geoprocessamento e produtores de
informações geográficas da empresa Eletrosul encontra-se hoje no Departamento de Engenharia
Ambiental e Fundiária (DEA). Isso ocorre devido ao papel deste departamento nas atividades de
prestação de serviços SIG para as outras áreas. Como não existe um banco de dados geográfico
centralizado e há carência de profissionais SIG nas demais áreas da Eletrosul, a demanda sobre as
análises ou até mesmo a confecção de mapas ou ainda de compartilhamento de informações de
caráter geográfico recai sobre profissionais do DEA. Essa forma de divisão de trabalho e de gestão
das ações sobrecarrega os profissionais capacitados e provoca subaproveitamento de mão de obra
qualificada no contexto do SIG em outros setores da empresa. Dos demais profissionais usuários de
SIG de outras áreas, a grande maioria não possui dedicação exclusiva na produção geográfica e
também possuem baixa capacitação técnica em cartografia e/ou geoprocessamento.
Neste cenário, percebe-se que na Eletrosul há uma demanda em treinamentos que
contemplem tanto usuários iniciantes em SIG quanto treinamentos para profissionais de TI da
empresa, que pouco utilizam geotecnologias como SIG, GNSS ou conhecem modelagem de dados
geográficos, banco de dados geográficos (BDG) ou WEBGIS. Nesta fase de implantação e
superação do Nível Departamental (segundo nível) para o Nível Centralizado (terceiro), é fundamental
a gestão dos recursos humanos para que haja mais conscientização e familiarização com a
tecnologia SIG. Nesse processo, a boa gestão da informação é crucial para que se possa agregar os
conhecimentos e a familiaridade dos usuários finais SIG com a tecnologia empregada. A partir desta
análise, podem-se destacar no quadro 4, os principais problemas da conjuntura atual da empresa na
gestão departamental em SIG:
Quadro 4: Principais Problemas na Gestão Departamental
Inexistência de um banco de dados geográfico padronizado e centralizado.
Ausência de estrutura organizacional centralizada para gerir informações geográficas e definir políticas de
Geoprocessamento.
Faltam definições de responsabilidades envolvendo pessoas, setor e atividades de Geoprocessamento.
Carência de padronização para produção e publicação de dados geográficos.
Carência de normas que orientem e padronizem os processos e fluxos de trabalho relacionados às
atividades de Geoprocessamento.
Falta de recursos humanos capacitados.
Os problemas estruturais e organizacionais acarretam em dificuldades percebidas e
vivenciadas por profissionais na empresa em seu cotidiano. Baseando-se no Relatório do Diagnóstico
de Informações Geográficas da Eletrosul, elaborou-se o quadro 5 com os principais problemas
enfrentados diariamente com relação à gestão das informações geográficas na empresa de acordo
com as áreas de atuação.
Quadro 5: Principais Problemas por Áreas
Área
Principais Problemas Relatados
Geração Eólica



Constante necessidade de conversao de formatos de
dados geograficos decorrentes do uso de diferentes
sistemas de referencia entre as areas da empresa;
Base Cartografica inadequada nas fases de prospecçao
de negocios, especialmente para geraçao de restriçoes
ambientais;
Divergencia de dados entre as areas, especialmente
devido à falta de controle sobre as versoes dos dados
Geração Hidráulica

Nao centralizaçao de informaçoes para nivelar
informaçoes geograficas das areas envolvidas nos
projetos.
Transmissão

Necessidade de imagens atualizadas e de facil acesso
para estudo de traçado de LT e geraçao de base
cartografica para futuros mapas roteaveis;
Dificuldade de acesso a dados altimétricos (curvas de
nivel) do local onde se implantara as Linhas de
Transmissão;
Nao ha controle de qualidade e nem especificaçao de
padroes de coleta de dados em campo pelas areas de
levantamento, inspeçao e manutençao.


A maioria das dificuldades observadas diariamente são comuns aos departamentos que
precisam lidar com informações e dados geográficos. Por isto é importante que a gestão dos dados
geográficos passe a ser centralizada e que a empresa evolua para o terceiro nível em maturidades
em SIG.
6.4) O que se pretende alcançar
Diversos problemas de ordem organizacional e estrutural geram dificuldades diárias para os
profissionais que dependem e produzem informações geográficas na empresa.Portanto espera-se
que com a implementação de ações visando o nível centralizado em SIG estes problemas sejam
superados ou pelo menos minimizados. Portanto, espera-se que a empresa evolua para o cenário
teórico baseado nos modelos Even Keel Strategies e de Mäkelä destacados no quadro 6 e 7:
Caracteristicas quanto:
Alinhamento Empresarial
Quadro 6: Cenário Teórico
Nível 3 – Centralizado/Sistematizado
Reconhecimento amplo devido as novas
funcionalidades SIG disponibilizadas.
São estabelecidos grupos de usuários e inicia
o processo de padronização de dados.
Focado em novas funcionalidades SIG e
atendimento de demandas de múltiplos
departamentos
Prioridades são estabelecidas na organização
do SIG
Gestão de Dados
Edição de dados com acurácia, definição de
proprietários dos dados e procedimentos de
controle de qualidade
Modelo avançado de padronização, banco de
dados centralizado direciona a validação e
modelagem de bases de dados.
Repositório central de dados. Procedimentos
de edição e ferramentas aumentam a
eficiência
Portal SIG. Foco em ferramentas "self service"
que reduzem necessidade de software
desktop e treinamentos. Geração de mapas na
web. WEBGIS.
Quadro 7: Cenário Teórico II
Características quanto:
Nível 3 – Centralizado/Sistematizado
Integração
Estreita correlação entre regras de edição SIG
e processos de negócios relacionados
Arquitetura SIG Data Server e arquitetura de
desenvolvimento de aplicações. Por exemplo:
WEBGIS.
Sustentabilidade
Foco no aumento e automatização
processos SIG. Enfâse em qualidade.
de
Foco nas habilidades em Cartografia, edição e
análise. Desenvolvimento de técnicas para
gerenciamento
de
geodatabases
e
desenvolvimento de websites
Benefícios
Redução de licenças de software Desktop.
Racionalização de servidor
Eliminação da gestão redundante de dados.
Ferramentas de manutenção de dados usadas
para incrementar produtividade de tarefas SIG
Decisões tomadas baseadas em dados
atualizados e de alta qualidade. Alta qualidade
de dados através de sistemas de manutenção
de padrões. Acesso rápido aos dados.
Investimentos Necessários
Investimento em hardware (servidores) e
software. Investimento em plataformas de
base de dados mais sofisticadas
Treinamento para equipes novas. Divulgação
das funções das novas equipes para a
corporação
Manutenção de infraestrutura
Mudando de postura e se reestruturando segundo um novo alinhamento empresarial, a
gestão de dados, a integração destes dados aos fluxos de trabalho, a sustentabilidade dos processos,
os benefícios resultantes e os investimentos necessários propostos pelos modelos estudados em
amadurecimento SIG, podem propor ações para a Eletrosul transpor do nível atual para o nível
superior e atingir suas características de forma prática. Assim, a empresa irá aproveitar dos
benefícios que uma gestão centralizada de informações geográficas pode dispor. No quadro 8, são
colocadas as ações propostas para a evolução da empresa para o terceiro nível de maturidade em
SIG.
Quadro 8: Ações Visando o Terceiro Nível
Objetivos no SIG Centralizado
Ações
Integração de dados
Padronização
Centralizados
e
Gestão
de
Dados
Alinhamento Empresarial
Sustentabilidade quanto a Integração e
geração de aplicativos para melhor gestão
Estabelecimento da Arquitetura de Referência:
ArcGIS Server e ArcSDE para gestão integrada.
Definição de padrões para dados geográficos e
para Banco de Dados Geográficos
Criação Rotinas, Acessos e Carga de dados no
Banco de Dados Geográfico Centralizado
Treinamentos
Participação e Responsabilidade
WEBGIS
7) PROPOSIÇÃO DE IMPLEMENTAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DO SIG CORPORATIVO DA
ELETROSUL BASEADO NOS MODELOS DE MÄKELA E EVEN KEEL STRATEGIES
7.1) A Arquitetura de Referência
Para que o SIG na Eletrosul obtenha as características necessárias visando se enquadrar no
nível três, em acordo com os estudos realizados pelo Grupo de Trabalho em Geoprocessamento da
Eletrosul e as opções de mercado frente à infraestrutura que a empresa possui, a arquitetura de
referência será o ArcGIS Server acompanhado pelo ArcSDE. O ArcGIS Server otimiza o servidor SIG
permitindo disseminar aplicações, mapas, dados vetoriais, imagens, metadados e ferramentas SIG,
normalmente usadas no ArcGIS Desktop. O ArcGIS Server permite ainda compartilhar dados
geográficos com vários usuários através de vários dispositivos tanto na web quanto em sua rede
local. Segundo a Esri (empresa desenvolvedora do produto) “o ArcGIS Server é uma solução SIG
para a criação, gestão e distribuição de serviços na web, suportando aplicações desktop, móveis e de
web.”. Portanto, permite que se atinjam as características de centralização e disponibilidade rápida de
dados e informações geográficas, que são itens fundamentais segundo os modelos utilizados no
estudo.
O ArcSDE (Spatial Database Engine) pode ser entendido como uma tecnologia ArcGIS que
gerencia dados espaciais de um Banco de Dados Geográfico Relacional acessado por vários
usuários ao mesmo tempo. O ArcSDE torna possível o armazenamento e gerenciamento de
informações geográficas diretamente em um banco de dados.
Assim, a centralização dos dados geográficos a partir das aplicações ArcGIS já adquiridas
pelas empresa, proporcionam a facilidade e o custo reduzido de manutenção, pois apenas uma
licença do software precisa ser instalada. Portanto, a edição de um dado por vários usuários ao
mesmo tempo proporciona maior segurança e integridade aos dados em função da existência de uma
gestão centralizada, aonde pode-se definir políticas de responsabilidade e de permissões de acesso
aos dados e resultantes informações.
7.2) Definição de padrões para dados geográficos e para Banco de Dados Geográficos
Para que a Empresa se enquadre no estágio centralizado em SIG segundo os modelos de
referência, é preciso que haja padronização nos dados geográficos e um banco de dados geográficos
centralizado. Assim, para a aquisição, codificação, estruturação, armazenamento, processamento,
publicação e compartilhamento de dados é preciso definir padrões visando manter a integridade do
banco de dados geográfico, bem como a qualidade do mesmo. Os padrões da empresa precisam
estar alinhados aos padrões nacionais (ANEEL, INDE, ABNT...) e internacionais (ISO, OGC, e outros)
para dados geográficos. Portanto, de modo complementar, e apoiado em uma política interna de
intensa formação junto aos funcionários, os padrões geográficos assumidos pela Eletrosul devem
estar relacionados a um conjunto de diretrizes da empresa. Dessa forma, a padronização e gestão
dos dados devem ocorrer por meio de um processo de transição o qual a empresa julgue necessário
e adequado, considerando em especial as seguintes etapas:
1. Coleta, levantamento e obtenção de dados geográficos.
2. Controle de qualidade dos dados digitais e dos produtos cartográficos.
3. Estruturação, apresentação e representação de dados geográficos.
4. Sistematização, estruturação e nomenclatura de diretórios, arquivos, camadas de dados e
feições geográficas.
5. Transferência/intercâmbio padronizada de dados geográficos digitais.
6. Catalogação e uso de imagens: meios de armazenamento, busca e acesso a mapas
analógicos, fotos aéreas, imagens de satélite, entre outros.
Também é preciso definir as rotinas de trabalho, visando à automação para a migração,
conversão/digitalização, validação e correção de dados, bem como rotinas automatizadas de
atualização da base de dados cartográfica da empresa. A Eletrosul conta hoje com aproximadamente
1,5 TB (Terabytes) de dados geográficos processados. Esses dados precisam ser convertidos do
sistema geodésico de referencia SAD-69 para o sistema geodésico de referência SIRGAS 2000, uma
vez que a partir de 2014 será o único sistema geodésico oficial brasileiro. Assim, o SIRGAS 2000 é o
novo Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) adotado para o Sistema Cartográfico Nacional (SCN),
portanto a partir de 2014 todo e qualquer mapeamento nacional deverá obrigatoriamente estar
referenciado aos parâmetros do SIRGAS 2000, caso contrário o responsável pelo mapeamento
poderá sofrer penalidades e sanções na justiça.
Além de padronizar os dados geográficos em todas as suas instancias, é necessário realizar
a Modelagem do Banco de Dados Centralizado. Esta modelagem precisa ser conceitual, lógica e
física. A modelagem conceitual consiste na identificação e definição da estrutura e do conteúdo do
Banco de Dados Geográfico. O modelo adotado como referência é o modelo de dados semânticos
OMT-G, que é específico para modelagem de banco de dados geográfico e deriva do método Object
Modeling Technique.
A modelagem conceitual do bando de dados geográfico deve ser analisada e customizada em
acordo com o modelo de negócios da Eletrosul, para que haja a plena integração da gestão
centralizada de dados com os fluxos de trabalho da empresa. . No modelo conceitual também devem
constar definições de integridade dos dados. As definições de integridade previnem a entrada
incorreta de dados no banco de dados. Assim, são modeladas as restrições criadas pelo usuário,
como restrições topológicas, ou geométricas, semânticas, geoespaciais e qualquer outra definida
pelos responsáveis técnicos designados para tal tarefa. Restrições topológicas estão relacionadas à
integridade geométrica do dado e a integridade das relações espaciais entre os objetos (ex: polígonos
devem ser fechados e não se sobreporem). A integridade semântica confere significado às feições
geográficas. Portanto, estas restrições de integridade após definidas, manterão a qualidade do banco
de dados geográfico e atuarão como informações primordiais para os negócios futuros da Eletrosul.
A modelagem lógica é a transformação do modelo conceitual em elementos de representação
de dados do banco de dados geográficos. A modelagem física consiste na definição dos aspectos de
implementação física do banco de dados geográficos, como os tipos de dados, estruturas de
armazenamento de arquivos, agrupamento, acessos e outros, com base no bando de dados
geográficos. Para que se possa chegar ao Banco de Dados Geográfico centralizado, e que ele opere
de maneira eficiente e segura, é necessária então que este seja modelado de acordo com as
características da empresa e dos dados que serão trabalhados.
Depois de realizada a modelagem dos dados geográficos e do banco de dados geográfico, é
necessário que se defina as responsabilidades e se configure as características de acessos aos
dados no banco de dados geográficos da empresa. Além da definição de responsabilidade e acesso,
também serão estabelecidas regras de negócios para o processo corporativo de gestão de SIG.
Devem ser definidos fluxos de entrada e saída, recursos, partes envolvidas, regras e políticas para os
processos envolvendo dados geográficos. Processos estes de revisão, aquisição, disponibilização,
atualização e exclusão de dados geográficos no banco de dados geográfico da empresa.
7.3) Criação Rotinas, Acessos e Carga de dados no Banco de Dados Geográfico Centralizado
Após a definição de modelos e padronização de dados geográficos, estes serão carregados
para o banco de dados geográfico centralizado na empresa.
Os dados precisaram passar por um controle de qualidade para serem validados segundo os
padrões previamente especificados antes de serem carregados no Banco de Dados Geográfico
Centralizado. Assim, os dados carregados deverão passar por processos automatizados de
conversão e identificação de possíveis erros, que foram previamente formulados na modelagem
conceitual do banco de dados. Também precisarão ser definidas rotinas de atualização automática da
base de dados cartográfica da empresa.
Para que haja confiabilidade no banco de dados geográfico, é necessário que sejam
configurados tipos de acessos. Os usuários serão cadastrados e o sistema só permitirá acesso a
profissionais autorizados. Para monitorar os usuários, será criado um esquema de log de logins e
senhas, que deixará registrado o que foi feito e quando foi realizado por qual usuário. Esse sistema
de controle irá assegurar a integridade e confiabilidade do dado e da informação geográfica no do
banco de dados, por meio da gravação do histórico de manipulação/mudança/atualização de cada
dado.
8) WEBGIS
O WEBGIS é um sistema de informações geográficas básico que permite ao usuário
consultar dados e informações de caráter geográfico (georreferenciadas) de modo interativo, pela
manipulação de diferentes níveis de informações (camadas, layers) de acordo com seu interesse.
Esta aplicação é interessante, pois permite aos funcionários da empresa, a consulta, visualização e
navegação interativa dos dados geográficos da Eletrosul. O WEBGIS funcionará a partir da internet e
intranet da empresa. As consultas se darão principalmente sobre dados de ativos (linhas de
transmissão, faixas de servidão, torres, subestações e etc).
O WEBGIS proporcionará:
 Consulta à base cartográficas e a dados geográficos raster e vetor disponíveis no banco de
dados da empresa
 Consulta e obtenção de imagens de satélite e aerofotografias dos arquivos da Eletrosul;
 Dados geográficos de ativos e projetos em operação da Eletrosul;
 Visualização de dados e metadados;
 Consulta aos principais provedores de dados espaciais: Google Maps, Google Earth, Bing
Maps;
 Confecção de mapas (também para impressão), contendo as convenções cartográficas
mínimas: título, subtítulo, legenda, grade de coordenadas, indicação de norte, escala gráfica
e numérica, projeção cartográfica, Datum, meridiano central e fonte de dados;
 Executar diferentes funções interativas de visualização e navegação, consulta de atributos,
medição de distancias, adição de feições geográficas, geração e operações de buffer e outras
funcionalidades.
A aplicação WEBGIS será desenvolvida por meio do software ArcGIS Server. Também, para o
bom funcionamento e aceitação da aplicação pelos funcionários da empresa, é necessário que haja
treinamentos de capacitação que abranja gradualmente o público alvo da iniciativa. Este treinamento
apresentará a normatização da aplicação criada, e terá como objetivo a mudança comportamental
dos profissionais em relação à obtenção, utilização, distribuição e troca de informações de caráter
geográfico. O treinamento também explicará e instruirá quanto aos novos processos e rotinas de
trabalho necessários à interação com o novo sistema. Estes processos e rotinas devem ser
previamente estabelecidos, padronizados e definidos como eficientes para a empresa. Desta forma, o
treinamento e capacitação refletirá em longo prazo a mudança comportamental dos funcionários da
empresa em relação aos dados geográficos e a gestão segura da informação geográfica na empresa
Eletrosul.
9) CONCLUSÃO
Através do novo diagnóstico de gestão de informações geográficas da Eletrosul baseado nos
modelos de maturidade escolhidos conseguiu-se enquadrar a empresa no segundo de nível de
maturidade em SIG correspondente a uma gestão departamental – descentralizada – da informação
geográfica. A partir da aplicação dos modelos supracitados sobre o novo diagnóstico de informações
geográficas da Eletrosul foi elaborada uma proposição de implementação do SIG centralizado (nível
3) para que a empresa possa evoluir e tornar sua gestão de informações geográficas mais eficiente.
Foi proposto que se faz necessária a criação de um banco de dados centralizado que possa
ser acessado por vários usuários simultaneamente. O banco de dados geográficos centralizado
deverá ser modelado e customizado de acordo com a realidade da empresa, deverá ser controlado
por uma política de inserção, atualização ou exclusão de dados bem como por uma política de
permissão de acesso de usuários. Além da economia de recursos financeiros com o corte no número
de licenças de software, o banco de dados centralizado garante um padrão de qualidade para os
dados disponibilizados, otimizando o tempo e os recursos humanos envolvidos nas atividades diárias
que envolvem informações geográficas.
Além do banco de dados geográficos centralizado, destacou-se também a necessidade da
criação de aplicações para a confecção e visualização de mapas no ambiente web (internet), uma vez
que proporcionam a análise geográfica desejada mais rapidamente para qualquer funcionário da
empresa. O quadro 9 relaciona como a implementação das ações propostas visando o SIG
centralizado na eletrosul provoca benefícios econômicos com o corte de gastos e a otimização do
tempo bem como benefício no macropocesso de gestão.
Quadro 9: Benefícios da implementação da Proposição
Benefícios Econômicos (corte Benefícios na Gestão
de gastos e de tempo)
Criação de um banco de Menor número de licenças de Dados
Padronizados
e
dados
geográficos Softwares
atualizados
centralizado
Informações confiáveis
Formulação do WEBGIS
Utilização
de
mão-de-obra Rapidez e eficiência na consulta
especializada em atividades de de informações
maior relevância.
Ações
Frente ao exposto, verifica-se que os modelos de Jaana Mäkelä e Even Keel Strategies são
eficientes e trazem efetivamente benefícios à empresa se implementados.
BIBLIOGRAFIA:
BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de informaçao: o uso consciente da tecnologia para o
gerenciamento. 1. ed. – Sao Paulo : Saraiva, 2005.
BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistema de Informaçao: o uso consciente da tecnologia para o
gerenciamento. Sao Paulo: Saraiva, 2004
BORGES, K. DAVIS JUNIOR, C. Modelagem de Dados Geograficos. In: CAMARA, G.; DAVIS
JUNIOR, C.; MONTEIRO, A. M. V (Org.) Introduçao à Ciencia da Geoinformaçao. [S.l.: s.n.], 2004.
Cap. 4, nao paginado. Disponivel em: <http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/introd/cap4-modelos.pdf.>.
Acesso em: 05/09/2013.
BURROUGH, Peter A.; MCDONNELL, Rachael A..Principles of Geographical Information Systems:
(Spatial Information Systems). Oxford: Oxford, 1998.
CHESF. Alternativas tecnologicas de hardware e software necessarias à implantaçao de um SIG
corporativo na Chesf. Relatorio 1. 2009.
CHESF. Serviço de Suporte à Aquisiçao de Sistema de Informaçoes Geograficas Corporativo.
2009.
DAVIS, Clodoveu. Object Modeling Technique for Geographic Applications - OMT-G.Disponível em:
<http://homepages.dcc.ufmg.br/~clodoveu/DocuWiki/doku.php?
id=omtg#object_modeling_technique_for_geographic_applications_-_omt-g>. Acesso em: 13 set.
2013.
Eletrosul Centrais Elétricas S/A. Eletrosul. Disponível em: <www.eletrosul.gov.br>. Acesso em: 12
ago. 2013
Eletrobrás Centrais Elétricas Brasilerias S/A.Eletrobras. Disponível em: <www.eletrobras.com>.
Acesso em: 12 ago. 2013.
EVEN KEEL STRATEGIES. Introducing a Maturity Model for Enterprise GIS. 2008. Disponivel em:
<http://portal.evenkeelstrategies.com/MakingHeadway/Blog%20Attachments/2008/EKS2008_G
ISMaturity.pdf>. Acesso em: 10/08/2013
GLOBAL SPATIAL DATA INFRASTRUCTURE ASSOCIATION, 13., 2011, Aalto.Model for Assessing
GIS Maturity of an Organization. Québec: Gsdi, 2012. 23 p. Disponível em:
<http://www.gsdi.org/gsdiconf/gsdi13/papers/123.pdf>. Acesso em: 20 set. 2013.
HSM
MANAGEMENT.
São
Paulo:
Hsm,
n.
4,
fev.
2000.
Disponível
em:
<http://www.strategia.com.br/Arquivos/Al%E9m_da_revolu%E7%E3o_da_informa%E7%E3o.pdf>.
Acesso em: 11 set. 2013.
INSTIUTO Nacional de Pesquisas Espaciais. Disponível em: <http://www.dsr.inpe.br/intro_sr.htm>.
Acesso em: 10 out. 2013.
KRESSE, W. Standardization of geographic information. In: INTERNATIONAL SOCIETY FOR
PHOGRAMMETRY AND REMOTE SENSING, XX, Istambul, 2004. Proceedings...Istambul: ISPRS,
2004. Nao paginado. Disponivel em: <http://www.isprs.org/publications/archives.aspx>.
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price; traduçao Thelma Guimaraes; revisao tecnica Belmiro N.
Joao. Sistemas de informaçao gerenciais. 7. ed. – Sao Paulo: Pearson Prentice Hall. 2007.
LISBOA FILHO, J. Projeto de Banco de Dados para Sistemas de Informaçao Geografica. Revista
Eletronica de Iniciaçao Cientifica, Porto Alegre, v.1, n.2, 2001. Disponivel em:
<http://www.dpi.ufv.br/~jugurta/publica.html>. Acesso em: 30/08/2013
MÄKELÄ, Jaana; VANIALA, Riitta; AHONEN-RAINIO. The role of user organizations in the
implementation
of
National
Spatial
Data
Infrastructure. Disponível
em:
<http://www.gsdi.org/gsdiconf/gsdi11/papers/pdf/212.pdf>. Acesso em: 06 ago. 2013.
MÄKELÄ, Jaana; VANIALA, Riita; AHONEN‐RAINIO. Competence management within organizations
as an approach to enhancing GIS maturity. International Journal Of Spatial Infrastructures Research.
Estrasburgo, p. 267-285. 2010.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas de informaçoes gerenciais. 7. ed. – Sao Paulo:
Atlas, 2001.
OLIVEIRA, Fatima Bayama de. (org.). Tecnologia da Informaçao e da Comunicaçao: a busca de uma
visao ampla e estruturada. Sao Paulo: Pearson Prentice Hall: Fundaçao Getulio Vargas, 2007.
PARR, Brian. HINTHORNE, Britney. THOMAS, Christopher. Measuring Up: The Business Case of
GIS. RedLands, CA – USA: ESRI Press, Agosto 2012, 128 p., v.2
PEREIRA, Maria Jose Lara de Bretas; FONSECA, Joao Gabriel Marques. Faces da Decisao: as
mudanças de paradigmas e o poder da decisao. Sao Paulo: Makron Books, 1997.
PLANO Diretor em Geoprocessamento - PDGEO. Florianópolis: Eletrosul, 2012.
POLITICA de Geoprocessamento da Eletrosul. Florianópolis: Eletrosul, 2012.
PROCEEDINGS OF THE SPATIAL INFORMATION RESEARCH CENTRE’S COLLOQUIM, 8., 1996,
Otago. Maturing GIS in New Zealand Local Government. Otago: University Of Otago, 1996. 6 p.
Disponível
em:
<http://www.business.otago.ac.nz/Conferences/GeoComp97/CDROM/SIRC96/papers/MARR1.PDF>. Acesso em: 15 out. 2013.
RELATÓRIO Diagnóstico de Informações Geográficas na Eletrosul. Florianópolis: Eletrosul, 2012. 75
p.
SIPES, James L. Spatial Technology: technologies software strategy options enterprise. Disponível
em:
<http://www.cadalyst.com/gis/spatial-technologies-software-strategy-options-enterprise-8626>.
Acesso em: 10 set. 2013.
TOMLINSON, Roger. Thinking About GIS Geographic Information System Planning for Managers.
Redlands, California: Esri Press, 2003. 307 p.
WADE, Tasha; SOMMER, Shelly. A to Z GIS: An Illustrated Dictionary of Geographic Information
Systems. Redlands: Esri Press, 2006.
Download

NÍVEIS DE MATURIDADE EM SIG CORPORATIVO: O CASO DA