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Quarta-feira
Ifarantat
de 18Cl
17 d» Julho
Anno 111-N. 121.
FOLHÜ POLÍTICA E INDUSTRIAL,
PUBLICA-SE UMA VEZ POR
SEMANA, "E ..,.,..-.
MAIS ucuni,
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ASSIGN ATUR.-IS.
SE TORNA
NECESSÁRIO.
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dia, porem Andará scinprès uo ultimo dc Março, Ju-;
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Canital 5
Ultorior
Setembro e 1>i-zcinlu-o.
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mandiidn prender a seu filhnü! nest
occastào passou a insultar oo parocho daquella freguezia (Puma maneira que merece séria altençfin. o
1' resposta ao criminoso ilcinojte
lUcardo da Silva Ferio.
padre participou-mo narrando uu.
nuciosüinento os eriíiies do referido
Chapadinha.
Ferreira; 1.- ter elle mutilado com
[Vo relatório oum que o px delegado
uma foucea um indivíduo que ficou
da WaíHn-Grutiíla tenente Máximo
a morte-, le eve lugar este aconlucio
delegaMuiiUiir»
Fernandes
passou
mento rio lugnr denomin-ido Farai.
cia a seu succemúr Anlonio Franco
zo, (iinle então tinha sua residência,
Pereira em 30 tle Junho dc 1858, lee este fui o motivo delle ter-se tmise 08 sejjuinles (trechos, i|il« mui podado para o Burralhoj o t. em dias
a
do
iiiereeor
de
deixai'
Hem
governo
do mez de dezembro dAanno passamais sériu consiiliiraçflii — lii-ln:
do, ou j-meiro do correnle f jí a casa
" negurançn individual —BI' de «rdo Manuel de ZJnto, acompanhado
«'
gtmle necessidada volar sobre ejilA
d'mn famigerado— (teinaldo para o
u assumpto,
porqu« ainda vagueia nus
assassinarem, e""nao o nch.iulo mn
•l le termo niiítítíro-creacidü tfaâsassjcasa seguiram sua marcha e veod
" nos, sondo com indo mai* freqüenta
a mulher e mãi d i dito Bntto.que os
(t do de semelhsnte
gente odistricto
assassiniw oencontrariuin, os segui.
" ila Cltupiiiliiiliii, onde
parece que
rarn, alcançando os ja em luta com
" nchfio apoio: estava deixando estear
elle B itlo; firam ambas ollis sua
11 bem as águas para dar um varejo
salvação, apezar de ficarem ambas
" nas immediações da fazenda do leferidas, e BríUo qucutou-.se ao sub
" nente coronel Ferro, canto de mui
delegado, mat) não foi ouvido pela
" VfiâoSy afim <i« ver se conseguia a
cega prolecçâo que tem a n l»-i i :
" captura dou réos Jofio, escravo de
o 3- finalmente foi pratica Io a dous
41 Anlonio da Costa e Oliveira, coreo
inuzo* pouco mais ou menos, que
" com este na morle do iufejjz Ciavindo o dito F«rVeii'« de Caxuh
" rindo Leile; Oeinutrio, D. lzabeli
cum um tal José alfaiate, disertor
" nha e o cafuz Anlonio, escravo de
e chagando no coatro do cauitáo
" Antônio Luiz Marques de Almeida,
Joflo Paulo de Aguir, alli arrau" co-reos c cúmplices na morte do in
charão-üü, e porque o» cavallos em
'• leliz Anlonio Adão; Gabriel Franquo vinham cnusassoai alginn estra11 cisco dc Lira
pronunciado a prisfto
go nos legumes (Io dito capita i, e u
* e livramento corno incurso no artiseu feitor levasse a mal, fui ist ¦ bs"
tanle para o culiluroin a g dp s oe
go 11)2 do cod. criminal pela rnorle
*( do infeliz Viclorino, vulgo Massaterçado, que ficou em p.'iig • de vi
"
da: desles anontecimeiit. 8 fui sabegado; JuSo da Cruz, criminoso nu
" districlo do Brejo,
dor no dia 2 deste in-z, em virtude
pela mürte per"
da participaçfv.» que me f z o dito
pelrad» em um menor, o criminoso
" morava nesle districlo da Vargem
parocho, n qual passo, por copia a»
" Grande e sendo
mãos do V. S.
por mim persegji" do, deliberou mudar-se
" Também exislem naquelle dlstricpura onde
" eximem áquelles
*'i to, no lugar Juçara! o criminoso dja apontados; Bar" tholomeu criminoso e disertor vi- 41 nomo Izidoro
, vulgo Surubnuj o
,
" sinho de João da Cruz, seguiu tam- " coiideinnailo a
galés perpétuas d< >
" bem os mesmos
lt nome Vicente Sarnbaibaj Bento ate
passos desle e pro" curou alli a salvação
: ns casa de " sasuno de .muitas nio ri os, sendo a.s
" João Bezerra
parente de Costa e (* mais notáveis as de dous itidivi luos
'' Oliveira, existe um criminoso co- 11
que elle assassinou em mn dia d,
" nhecido
por Orlainlojno lugar Bur- " festividade do igreja, quando aipi.-i" falho daquelle
''
dislriclo existe um
les sabiam da missa, islo ua villa d
" fiuiigirado Francisco Ferreira,que "
Campo maior província do Piauli)'.
'k tendo
descasado aum pobre cego í} Joaquim da Costa assassino de qua' do n.mie Pedro Bandeira do nasci- "
tro infelizes na provincia do Ceará,
'' menlo, lenla ate contra a vida deste, u
por oceasião da tomada d^uns pre
" como ee deprehende da
'- sos do
poder d'uili4 esfioltu, mora
queixa que
passo as inSos de V. S.jeu ja expedi " dor no lugar Jacú; Gerin ildu a.s.sas
\ ordem ao subdelegado para o cap- " sino do honrado pai de família Juan
" turar
" Ignacio dn Silva; existe aquelle use remelter, porem forSo balu dados os meus esforçou,
'.' sbbsíiio no lugar Feitoria, f.zeiui,
porque ha
" viindn a deligencia
" do finado tenenie coriinil Fiallio •
parlido da Cha
"
pailinhn, iinles de alli chegar ja era " bem assim o tal Brito"
o indivíduo sabedor, e occullou-se;
Todo» OHCiiiiiiiio-os mencionados ne.
m '•¦ .
¦i
..
¦nas o negecio nao parou
ali;, o pai trechos acima iranscriplo», e muilo:
1 daqiielle indivíduo,
que conta com outros refugiados no districlo da Cha" o apoio do<
poi--nia.Ius daquella l-j
podinha, vivem s< b a proterção IK
" calidiidê, veio
a Chapadinha tomar
ItESPOÍISAVEL, duGRAN SEsatisfação ao frouxo subdelegado FeNHOU dessa localidade o crin inos" Üppe Monteiro
da Silva, por ter de morle Ricardo da Silva Ferro,
I i-i-íü Ine ili lade que oecupa o primei.
io lu^ar na estatística ciiuiinal*da
[)rO»ihcia !
Sr. I>r Chefe dc 1'olicia, as aceu
mçdes gravíssimas que pesão sobre a
cubfça de Kicirdo da Silva iForroí
devem merecer de V. Exc. o mais séia allençâo: o que se tem dito contra
esse malvado ainda nao é ludo
ASSUMULK.A PROVINCIAL.
Vmu Uisnõ í!u sessão do dia 4 dc Ju
llio dc 1801.
PRESIDÊNCIA DO SR -M ABQUISIi RODRIGUES-
Osr. Padre MotiraÕ.—Sr. presidente,
clugoii a qiK-fiiãn uo ponto em qut; jystamrnleeu ünhit propljuiizudu devm chugar
Por conseguiu lo, entendo ijue em vez út
ser chauicdn, do lioja um Uiantt». "o uaüre
Alexandie'' df.vejia ser chamado " o novo
propheta Jureonas." Sis., a lazào pela.qual
ou pedi, e ale instei que se approv«sse o
.nou ivijiiiiniiitíuto, í'oi justunioute para não
lesceriiioa a t-stas questões pttasous, a esiat
questões de capricho.
tírs. depiitüdos, compenetrai voa de qut
Jejramos dt-spn zar ideas mesquinhas, luitut.
bn;iulí íades, >; que u. vemos vutar com cn—
torio como nos cumpre ; é um peüiüu que
-vos Çíço
paia que nào saimiioa da orbita uu
udssos deveres, e nos colloqueuios tao aitu
cuno nos deviniRis colloear.
O sr. SalttBiil*:—Sr. presidenta (pela ordetn.) Eu entendo que o m{iicnmuniu do
s.'. deputado Gomes áv Suusa pedindo iuíormuçÕes aceica do sr. capitão Juouraiiua,
nào devo ser aduiitiido, porque a matéria
que se discute é de uigeucij, e u quu é uigente uíio pôde ser pretendi) segundo o regi
mento da c.»sa; luuio mais quanto a urgencia em discusüâa foi pedida com preíertíiiciu
a luda e qmiKpn.r outra niateri-'.
O sr. Gentil:- (dâ um aparte.)
Q sr. ISalaz'ir;—Ainda insisto no que ja
disse: o nobre deputado sabe mui bem que,
a passar um tal precedente, leremos acabado com a medida de urgência que lão necessaria se faz em certos e determinados
casos, pois que nada mais lacil seria do qno
protelar -se a lírgcucia por meio du simples
requerimento. Alem de que, entendo que a
informação que se pretende do governo é
suprrUna, é inútil, porque estando o sr. J,i.
carandá no exercício de suas funeções publicas, como é notório, não. se pôde iu ferir
uiia cousa, senão que » sr. Jacarandâ esta
¦ie
goso (Je seus direitos políticos, e nem a
íidj.iiíii. " ào «- coifjrvaiia (To seo posto
no caso coiiliorio.
O sr. Gomea de Sonsa:—Creio qua eslá
até suspenso do seu lugar.
O sr. Salazai:—NngJ, tanto que tem sempre recebido o seu soldo: portanto voto cou.
ra o reqneriim-nio.
O sr. Mariano <la Costa:—Sr. presilente, vindo lu"j« fazer parte desta casa,
inlguéi que ce.-tas questões já se tivessem
iiudado; cota pezar, piireni, vejo que ellaa
omão cada vez mais incremento.
Srs., nós temos necessidade de adiantarnos os nossos trabalhos; a província reclana de nós trabalhos sérios, e nõa devemos
deixar de enenar questões de pouca monta,
¦pie trazem bastantes ódíosidadés, e quu
fmda augrhenião, quer seja para os nosso.interesses, quer seja para os da pruvineii;
I que o ar,. Dr. C. P. Ribeiro d-.ve tomar :s-
7$-()(ju
sento nesta casa, è incontestável; que o seu
assento deve ser urgente é também incoiitestavel; (pie um suppletitã deve touur parle
uns trabalhos da casa, quando o deputado
de numero não se apresenta, é ordenedo
pelo uosso regimento. Si porem «ste supplotlte apresenta para a sua. iiilioducção
nesla cusa, uma ou oulra difiiculditde, cem
pre indagada paru bem resolvef-se,uias parecerne, que já foi examinado por estacas» o
diploma deste supplenie quttido o aum»
passado teve da ser elle submettido íi sua
consideração; então uão tomou elte assento,
e hoje se diz—" esse supplante não póie
tomar assento por isso que hoje apparecerâo
razões que o inliibem de assim fazer: mis,
pergunto eu, quaes são essas razões? parece-rne ijue, segundo disse o nobre deputado, o sr. Gomes de Sousa, por ter havido
uma investigação do cou sei tio de guerra a
seu respeito.
O sr. Gomes de Sousa —O que importa
uma pronuncia.
O sr. Mariano da Costa:—Pergunto ou,
uma investigação feita em fim tribunal, ã
que corresponde? Investigar, si é que não
erro, ê procurai; procurar é indagar a veriüdi-j e si uai conselho de investigação corresponde necessária tu* nte á formação de
culpa, necessariamente o sr. capitão Jacaroídá não está ainda pronunciado.
Eu fallo assim, por isso que sendo promotor, sei que em quanto se eslá na iodagaçSfl du culpa, isto é, si existe ou uão criuiuaildado, ainda que liajào pessoas iiitlígitadas neste ou n'aquello criuin, não tein
contra si artigo nenhum da lei; e desde o
momento nm que eslas iusiiguçõos forem
raalisadas ou negadas c que começa a loi a
apparecer; San iuvestigjções apenas; daqiij
concluo que esse conselho procurou a ciimtnalidade de uma pessoa, e reconheceo
ijilo H!a não existe; uão poda d'ahi appareeer a pronuncia.
O sr, Gomes de Sousa:—O nobre deputado negi que o conselho de investigarão, se.
guido de conselho de gueiru, não 6 uma
pronuncia ?
O sr. Mariano Coso:—Parece nio qua
investigar uão lé pronunciar; deve ter por
conseqüência uma pronuncia ou despronuncia.
O sr. Gomes de Sonsa:—O.nobre deputado não conhece nadtt das leis militares.
O sr. Maiiano Gosta:—E' o que eu uão
nego; mas si indagarmos o sentido da palavra " investigar" ella^conesponde a formar
culpa. Si porem, nest j investigação si não
realisar o crime, dar-se-ht» o íacto de piominei*? Nàoépojsivel.
O nobre deputado pode responder com a,
disposição da lei; porem philosophicameuta
náo me podem tirar deate terreno.
O sr. Gomes de Sousa:-Nâo li linha o
meia desta carta {mostrando um papel e lenio.) " O conselho de investigação setve ilu
pronuncia.
O sr. Mariano Costa:—Pode ser a opinião
ile um homem,.
O sr. Gomes de Sousa:-^-Oonheço a lei, e
assevero ao nobre deoutudo que, segundo
ella, o conselho de investigação serve da
pionuncia.
m
O sr.Mariauo Costa: —Si o conselho t&m
de procurara criminaiidade}segmiao me purece, si não é o julgamento, como pode seivir de pronuncia? o nobre deputado pode
saber de tudo, menos lefuta.r-me.
O ar. Gentil:— (üá um aparte.)
O s'. Mariann Costa:- Ah! mus ti nob,-.i
deputado náo ignora que para a formação
(te culpa ueveui concorrer circurnstauciás,
O Coiisevadoí
das quaos os juizes sg não podem apartar,
por'ÍSSO o COtÜgO diz qne veheiiíetit.'* presumpções síto bastantes para pronunciar,
mas não pira uma condomiiaç-âo. Ora, depois da formação do proceBso nào <3 que.
apparece a pronuncia? uão tom havido mu
acto precedente á pronuncia, que ê a forma
çao da ctilpa . e a investigação do conselho
não pode acabar por nma despronuncia 1
I.ogo não significa nada esse facto ou esse
acto.
Porem, análysado onmo tenho feito o con•elho de investigação, parece-me que estando elle ainda em iui/esligações não se pode
negar o direito ao deputado de tomar asse tito, porque a lei ainda o não probibe.
O sr. Gomes de Sousa:—O nobre deputado nõo ouvio o qne eu disse.
0 sr, Mariano Costa:—JSile jã está prontvncjado!
O sr. Gomes de Sousa:—Ja oslá.
O sr. Mariano Costa:—O homem que eslá
pronunciado não tem direilo de exercer as
funeçõe., de suas altiibuições.
O ar. Gomes dh Sousa;—O snpplente de
<]„e se traem está até a meio soldo.
O sr. Gentil:—Nâo foi pelo facto que teve
lugar, quando exercia um cargo no laboratnrio pyrolechnico ?
O sr. Gomes de Sonsa:—Foi,
O sr. Dionisio:—Não foi,
(I sr. Gomes de Sousa:—Assevero-lhe
qne foi.
O sr. Uionysio: — Pelo menos C o
que
ccntia.
O sr. Gomes.de Sousa:—Peço aos senhoro» lachigraphos que tomem nula desse
aparte, qne me deo o nobre deputado.
O sr. Mariano Cosia:—Senhores, nós (levemos trabalhar com faclos,
para não piotelurmos os direitos de alguém.
O sr. Soiero:—Bem, não uos
precipiteItlOP.
O sr. Mariano Costa:—Mas si a questão
eslâ adiada a uns poucos de dias___fc
O sr. Cianlil:— (Da um parte.)
O sr. Mui-,ano Costa:—Bem, mus foi em
virtude do uma votação.
,0 sr. Gatitil:—[,êa o artigo 158 que diz
'havendo
empate om qualquer dus duas
friim-ira- votações, ficuiá a matéria adiada
para se discutir uovamete em oulro dia, e
ae houver dous empates, ficará a matéria
¦"Pgeitada.
O sr. Mariano Costa:—O
que se segue é
que jil houve a discussão anterior, e
jãdeve
ter a cusa pleno conhecimento da
queslão
para se f>oder tratar.
O sr. Gentil:—Discussão de requerimento
paia chamada de snpplenlos houve, mas
enlra om nova discussão.
O sr. Mariano Costa:—Mas
porque entra
em nova discussão ?
O sr. Gentil:—Porque houve empato.
O sr. Mariano Coslar-Logo
já foi disc,,.
tida â matéria posia á volos, no
que houve
empate; porem não se segue
qne se não tenha discutido, e mais do
que he necessário
para tal matéria.
O sr. Gomes de Sonsa:—Si o nobro deptitado pretende isto; tendo havido a discussão
a casa pode estar esclarecida, mas não esla
o nobre deputado , que não assislio à ella'
persuado-me qtiB é este o pensamento dc
nobre deputado. Eu desejo
que o nobre dc.
pinado volo com consciência; digo- o nob.e
deputado nâo assistiu á discussão,
e enlão
deve deseja l-ft aporá.
O sr. Mariano Costa:—Mas na discussão
não oceorréo incidente algum,
que porjesse
alista-la; se houve um empate na votação
ente. empate foi que dôo lugar agora a
nova
discussão.
Ora, sr.., quanlo ao facto ile investigação
do conselho, achoaue elle não tira o direito do supplenle dB tomar assento nesla cafp. Enunciando-me assim, não
quero mesmo consisto dizer que hei de votar
para que
o snpplente de que se trata tome assento
ou não.
O sr. presidente : _ p,)r ora ,rala. !e da
questão de preferencia; só se l.ade tratar da
«hamada dr, supplenle o,, da dar enirada
a
,,,.. deputado; se tivéssemos resolvido
isso
jil estava o deputado comnosco na casa e
.
\
estaríamos agora tratando da questão reta- fallar sobro a sua entrado; pois não deti va oo ísiipplt-iite.
vin, no meu humilda modo do pousar, asO sr. Mariano Costa:— Rsta culpa uão sim corro os outros dons srs. siipplontes
Dreceder ,1,11 convite do
tenho eu, e desej.iHa qne o sr.-Dr. Carlos tnr entrada, sem Bie.çi
Pedro Ribeiro tomasse parte na discussão, o sr, presidente, aii-JRfrisado
iitWrii
pela casa; e o
doado já declaro qne não posso deixar de facto de ter tido assento o anuo passado,
votar paia que elle entro.
não lhe dava direito á vir loinar hoje asConcluindo, poisv entendo quo uão deve- sento.
devemos
terreno; qne .
nãos continuar nesse
Agora pergunto eu: se não se observou o
•v
ir á votação, sejão aceitos os requerimentos artigo de lei do regimento, qne determina
ou não, contanto que nos não occupo.nos muito expressamente estus foimalidades,
com questões de pouca monta, vamos srs> porque razão não se ha de prete.tr hoje do
aceudir aos reclamos da província que de mesmo modo esta letra da lei; porque, razão
nós muito espera, e devemos corresponder á
nao se ha de torcer ella igualmente, assim
sua espectativa.
como se foz para a entrada dos tres suptf sr. Uocllii: —Sr. presidente, eu preplentes, em favor da entrada do snpplente
tendia dar o meu voto nesta questão sem
do fy circulo, o sr. capitão capitão Jacatanexplical-o; porem, tendo-se dado tailtria ocdá ? On argumentamos com a letra da lei.
enrrencias sobro a entrada do terceiro supon eu tao , se tomos benevolência para com
alguns dos nossos collegas devemo-la ter
plente pelo 6p circulo desti província, nao
(.unhem para corn outros (muitos apoiapos*io deixir de justificai—1>.
Talvez para justificai o, eu tenha de ofdos)
fendur a susceptibilidade de alguns tio srs.
O fim que a isso deu, en não quero entrar
supplentes
n'elle; é uma questão odiosa em quo não
Osr. Dionisio:—O nobre deputado cincaquero tomar parto.
Mas diz-s- que se tem atropellado a enpaz de fazid-o.
O st. Rocha:——-, que tiveram assento
Irada do Dr. Carlos Pedro Ribeiro. Pelo
nesta casa na sessão preparatória; mas des
contrario; vou provar qne se tem feito todo
o possivel para elle entrar t mesmo preteriude jà declaro que oâo sào estas as minhas
iuteuçj.s. ( Ipoitíis).
do-se as fotmalidadea do estilo.fintiadn no
nosso requerimento. - '
O nobre deputado que acaba de fallar,
O sr. Gentil:—Não ha tal.
argumentou com o regimento, pedindo, par»
G sr. Rocha:—O nobre deputado, poderá
que o sr. capitão Jacaraudá nào tenha iudepois convercer-metló contrario, mas congresso nesta casa, sem se observar p art. do
sinta que eu prosiga,
regimento. Eu dei -lhe um aparto nossa ocSr. presidenle, quando por oceasião de nm
casião e elle respondeu-me que eu era tamrequerimento tiprosoiit.do pelo nobre depubem culpado nó aparte que llre dava. Srs,
tido, o sr. Gentil, declarou-se que, estava
o nobre deputado o sr. Gefltil, que é primei
na ante-sala o sr. Ur. Carlos Pedro Ribeiro,
ro secretario, disse que unha um docunieti
to legal, que o auetorisava a tomar assento e que o sen diploma deveria ser subuiettido
ao parecer da coiuiiiissão de" constituição e
ri'uma dessas cadeiras.
N sr. Gentil: — B lenho-o.
poderes, eu entendi que essa commissão
O sr. Rocha:—Nâo duvido, acho-o inca- não obrou muito .regularmente apresentando
paz de faltar a verdade, mas também o no- iinniedíatiine.nle sobre ..diploma mu parebre deputado tem bastante illustração, esa- cer como foi dado.
he quo esse documento, deveria ser remeiO sr. Gomes de Sousa: — Pela minha
tido d commissão de constituição e poderes, parte rupillo ao nobre depuiado a aceusapara interpor sobre elle o seu parecer,*sem ção.
O sr. Rocha:—Desculpe me o nobre deo que não podia tomar assento aqui. Porlanto, entendo qne foi violada a lettra d., pinado; mas „ regimento e bu,n terminaute
loi, e unia lei que deve ser religiosamente a essu respeito; elle diz: " porem, quando a
respeitada por nós, visto que ella c que uos casa assim o entender, poder-se-lia fazer
comtanlo que a sabida dos membros d'essà
rege !
commissão, não tenha de suspender os traO sr. Dionisio:—Mas é acto consumtuado.... segundo a lheoria dos nobres depu. balbos dosta casa.'' U f,„ justamente o
que
teve logar: tanto assim que o nobre deputa
todos.
do,o
sr.
Salazar observou isto mesmo.
O sr. Rocha:—O nobre deputado, a quem
Achavam-se dezoito membros funecionanme refiro , se tinha esse documento em sou
n
poder, qne eu acredito, porque não o entre- do nesta casa; queria-se a todo o transe
que entrasse o sr. Dr. Carlos Pedro Rigou íi mesa ?
beiro; e era necessário
O sr. Gentil:—Estava sobro a mesa.
pata a sua entrada,
O sr. Salgzar:—A' mim não foi elle entre- que fosse sttbmetiido o seu diploma ao
parecer da commissào da constituição e
çue, nem eu o vi.
poO sr. Rocha:— Entretanto não se fez ob- deres: essa commissão, em virtude
do art.
servação sobre isso.
7,1o regimento, não podia dar o seu
parecer
O sr. Gentil:—Dá um aparte.
idaquella oceasião, isto ê, dechof,e, como
O sr. Rocha:-—Eu entendo que o jura- deu.
O sr. Gentil.—Porque não
mento por si só não dá direito á entrada
podia 1
t
O sr. Rocha:—Eu o direi.
nesta casa...;..
O sr. Gentil:—Mas a auetorisação que
Tratando o regimento dos
pareceres das
apresentei dava.
commissôes, diz o arl. 7:
(li)
"
O sr. Rocha:—O juramento unicamente
No dia seguinte, reunidos os deputados
dá direito ao deputado de numero, mas nâo no mesmo lugar e á mesma
hora, e app.oaosupplento, que só pode ter entrada, em vadn a acta da sessão autecedenle,
darão as
falta do deputado proprietário,
commissôes conta elo resultado de seu tra'irl
•
O nobre deputado nppl Jte,
, R,.
hiilho em pareco.es escriptos, .xpoudo as
'
gties, tambein tomou assento nesta casa, duvidas que se lhes oflereceram."
preterindo as f rtnalidades do regimento.
Ora, esiá entendido que
quando se remetNós sabemos que ha um artigo que diz: te um diploma
á uma commiísâo, ê
para fa''Quando tim membro da casa,
estiver le- /.er um estudo completo sobre
elleesemduj
vida não é repentinamente
galmente impedido, poderá chamar-se um
que se faz essê
supplenle sem mesmo precederá
partíci- ,-studo, como aconteceu nessa oceasião.
pação desse membro etfectivo"; mas nada
Depois observe-se mais nma cousa. O
disso deu-se. igualmente estamos
perfui- artigo 177 diz: (li) "ás c.xumissões não
lamente inteirados que o sr. Dr. Luiz Antrabalharão nas horas em
que se celebrar
tonio, em logar de quem toma assento o
sessão."
Nessa mesma oceasião, f„i
nobre deputado snpplente, acha-se legaljustamente o
mente impedido na assembléa
qne se fez; celebrava-se então a sessão nesgeral legissa mesma oceasião, quando os nobres
latifa; mas para qne elle livesse ingresso
merabros da commissão de consliluição e
nesta casa, deveria preceder om convite
poderes elaborava o seu parece, sobre o diploma
d'ella.
le deputado Carlos Pedro Ribeiro.
O sr. Gentil:—Houve o consenso tácito.
O sr. Soiero: _E> „
O sr. Rocha: — Mas não se observo,i
q„e SB pralica sem_
isso....
Os.. Rocha:-Perdoe, me, não
O sr. Dionisio:—..i. Fui chamad.o
n podi»
fazer: visto haver uma segunda
parte no
O sr. Rocha:- Desculpe-me se tenho de
mesmo art. 177 que diz:
(li)
" A assembléa,
porem, em caso urgemque exija piompla decisão, poderá permtlir
contrario, contanto qne, por occnsiâo deste
trabalho, se não interrompa a sessão."
Podia dar-se este caso, comtanlo que
por
oceasião desses trabalhos se não iniorroiopesso a sessão, e necessariamente, se havi
ara apenas dezoito membros fniiccionando'
tendo de salur tres da com missão, não houve
casa, o foram interrompidos os Irabalhoe
'
por falta de numero legal.
Eu pretendo mostrar com isso srs o,,,
havia grande empenho para a entrada do
sr. Dr. Crlos Pedro Ribeiro, ú
ponlo de
torcei se a lettra da lei, de nào se cbsei.
var as formalidades ., est, los da casa
vio!nndo-se assim o nosso regimento.
(„,,,;,,
bem.)
O sr. Sotero:-Tanto se observaram
qn8
foi o diploma remetlidoá commissão;cod,,
sr. capitão Jacarandà, não o foi.
o nobre
deputado , para sor conseqüente ha de
ad,
raittir, quo o diploma do sr. capitão Jacurau".
dá, deve ser remoltido A commissão.
O sr. Rochn:_Sr. presidenle, o anno
pas.
sado fallei contra a entrada de snpplente,
sem so observarem as formalidades
q,,. J
lei requer, e declarei
que só desejava qnea
casa se consumisse da mant-ita
porq' reza o
regimento. Do mesmo modo
pretendia s„s
tentar as minhas id-ias este anno;
mas j. ,,
acmolmente não se observou,
pura a enlra.
da dos tres supplentes
que se acliãu preseu.
tes estas mesmas formalidades,porque
razão
não se prodigalisa essa mesma
bondade
essa benevolência, essa mesma
bonomià
(perulittil-se-me o gallecsmo)
para cum
esto utilro suppleette,
que a isso tem igual
direito ?
O sr. Sotero:-Note
que esses tres supplentes entraram o anno passado e trouxeram as suas escusas.
O sr. R_cl,a:-í) facto de nm supplenta
entrar em uma sessoõ, não lhe dá direiteá
tomar assento em outra; e o fado de
ter
prestado juramento não llie dá também direito á tomar assento nesla assembléa
sem
a devida escusa do deputado
proprietário.
Srs., fullou-se muito aqui,
qUe não havia
propósito firme de tolher- se o entrada do sr.
capitão Jacarandà, e disso o nobre sr. 1- secetario, que só eíepois de ler visto o requerimento do meti illustre collega, osr. Gomes
de Sousa, é que desde logo entendeu
qua
devia negar o seu voto â entrada desta
supplenle, como se isso lhe viesse surprehender.
O sr. Geeilil:—Sem discuti,--se a
qnesião,
sem se chegai aoconbecimento delia,eu não
podii pronunciar o.meu voto.
O sr. Rocha:—Nós sabemos muito bem
qne, assim como o nobre depuiado, o sr,
padre Mourão, que ainda não tinha presta,
do juramento, mas
que o seu diploma eslava lão legalisado como o do terceiro supem
plenie
questão, prestou o juramento e
tomou assento, podia elle também
prestal-o.
O sr. Gentil:—Não tinha sido ainda verificado o diploma do snr. capilaõ Jacarandfi.
O sr. Mourão: —Devo observar que eu jà
havia sido proclamado o anuo passado.
O sr. Rocha:—Posso eslar engtnaaV.
Mas continuando, direi, que parece-me que
o requerimento do nobro deputado, o sr.
Gorues de Sousa, nao veio sorprehender
ao sr. 1- secretario, porque elle já vinha
munido, senão estou enganado, de uns
apontamentos copiados do Auditor Brasileiro, portanto só parece de caso pensado
tractar-se da não entrada do sr, capitão Ja*
carandá, visto o nobre depuiado já ter tiasido de casa esses apontamentos que acaba
ds ]er.
O sr. Gemil:—Depois da sessão de Jion^
tem para hoje.
'
O sn Rocha:—Em' lodo o caio para »
entrada dos stipplentss, e do deputado do
6- circulo, nAo se observaram á» formal'dades do costumo aqui estabelecidas enenhum dos artigos do regimento se cum;
prio e porque então qrier-se agora fazer *sW
observância rigoroso, como disse o nobre
deputado, para entrada do teiceiro supplent»
do ..Ito-Seit-o,
Mutilado
O sr. Mourão:— Seiá porque é mais feli
putnilo, mandando suli-nciter o meu á com.
missão de. constituição e
(Risadas.)
vem desO sr. Rocha;- Quanto ao fie.to de acha,.— tinir a idta comida nesse poderes
requerlmeiiio poi
sfl o capitão Jaca ronda, pronunciando, hâífli ' mira apreseolailn; e^ão
consentir
em
posso
posso entrar iiBstn questfto porque nâo enque seja npproviiilo 6 reqiielimei.lo ,1o nolire depulado. Penso
toado de direilo; mus qne inconveniente ha
v.
exc.
deve
submetler de preferencia que
em dar-se entrada à esse terceiro supp.tíute
a decisão da casa a
maioria do meu requerimento, uma vez
antes que chegitem a copia d'esses docuque
mesmo
havendo
essa
ainda
eeieja íiifliciotilemoiite discutida,
mentos,
pronnnuma vez
cia ?
que a casa se aclin esclarecida.
O sr. Sulaíír:—Aqui estit um documento
A precedência do meu requ
.uenmento, roner que V. Exc. assim
quer
qne prova que o sr. capilão Jacarandâ, reo r, iilea
proceda:
proc
cube o seu soldo por inteiro, ft que porque encerra o meu requerimento, aliás de
conlormidade com o regimento da
tanto n3o é exacto o qne se disse (mostrai*
Casa, deletmina que V. Exc. assim o
do um papel qice remette ao sr. Gomes de
pratique. Porlanlo peço que submeta ã votação
&onxa,
o reqnerimento de urgência antes da
O ir. Rocha:—--Logo que se provir que
discussão o
requerimento do;nobre deputado o er.Soleio,
elle está pronunciado, tem necessariamente
de retirar-se da casa, mas não se lhe tolha
que versa solire matéria muito diversa,cemo
o direito de entrada unicamente firmado em já disse da que trata o meu o o do nobre decarta
uma
particular.
pulado, o sr. padre Mourão.
O sr Mourão;—Quem sabe os relações
O sr. presidente:—Se for rejeitado o rede amisadM ou inimisade, qne nutre este
qnerimenlo do nobre deputado,'o sr. Sotero,
está approvjulo o seu,
atitor da carta, para com o sr. capitão JacaO sr. Bslizari,,:— Perdoe-me nSo ha lal.
falida ?
,
O »t. Salazar:— A opinião dosr.
O sr. Rocha:—Nào quero asseverar; mas
entre
o
sr.
capitão
mesmo
te,
não 6 a conseqüência lógica. presideuqne
parece-me
Jacarandâ , e o sr. major Camisão, não. Im
O sr. presidenle: {sorrindo-m)— Não >ou
muito lógico as vezes.
muito boas rehções de amisude. Não assevero, repito, mas consta-me isso.
O sr. Belisaiio:—Senhores . pôde sor
qne
alguns nobres deputados estejam convenO sr. Gomes de Souza:..Dá um aparte.
cidns que devem votar
O sr. Rocha:—Alem de que uma carta
pelo meu requerimento, pôde também acontecer
pôde muito bem ser graciosa, como do oidique alguns
outros senhores deputados se deixem anasliario acontece; e se o nobre deputado, apretar pelas idóas do requerimento do nobre
senta essa carta, como documento, era preciso que ella estivesse reconhecida e selluda, depulado, o sr. Soteio; e assim temo
que o
segundo os requisitos da lei, coinquanto,
requerinieiilii do notire deputado vem
prepiira mim. as palavras do sr. inujor Cami- j idicar o meu. E depois, se eátes requeritão, meteçam-me muita consideração.
mentos conteem idifns inteiramente diversas, como se quer snliiiietler â casa engloEstou convencido de que o nobre deputado o sr. Gomes de Souza, está persuadido de
badanienie tiez requerimentos qne versam
capitão
Jacarandâ,
acha-se
sobre
matérias liistinclas? E' preciso , priqueosr.
pronoticiado, e como tal suspenso de seu» di- meiro Votar-so sobre o men requerimetno,
n-itoi políticos. Se eu entendesse de legisla- e depois, se passar a urgência , o requeriçãn poderia também emittir a minha opnião mento do nobre deputado, o sr. Sotero, poà respeito desta questão.
de ser tomado em consiíJeiação : uão vejo
O sr. Salazar:—(Dirigindo-sr. ao sr. Gn- inconveniente n'isto. Penso que , nma vez
mes de Sonzn.) Convenceu-se agora ?
que a commissão de constituição e pndrres
O sr. Gomes de Souza:—Não senhor, por entenda que o terceiro supplente
pulo G' cirque declaro que uão conheço o valor dos culo de Alto-sertão, nâo tem direito de se
soldos.
conservar nesta cosa, qtie está pronunciado,
O sr. Salazar:—Dá um aparte.
logo que seja approvado o seu p;irecer, elle
C sr. Rocha:—Q,ue o sr. capitão Jacaran- pôde se retirar da casa. O parecer da comdá se acha no exercício de eeti emprego missão
pôde ser dado muito depois da ende director do laboratório pyotechnico, não Irada do supplente, o sr. capitão Jacarandâ;
ha á menor duvida; e se elle está Cfimi- e
pois se passar o meu requerimento, elle
iioso, então a auctoi idade que ue"ia obser- nãn
prejudica de modo algum ao do nobre
vara execução da lei, é culpada em não - depulado o sr. Sotero entretanto
,
que esse
tel-o feito; e uma vez que S. Ex., o sr. prerequerimento pôde prejudicar o meu.
eidente da provincia, que pnrece-me ser
Peço , pois, a v. exc. que submetia a vod'onde deve partir a fiel observância d'essa tação esta
questão,
ordem, não a tem feito executar, é porque
nada existe que seja contra o sr. capitão Sessão do dia G dc J nlho de -18G1.
Jacarandâ.
O sr. Gomes de Souza:—Ha sempre um
Presidência do Sr. Sotero.
inlervallo entre actos consecutivos.
A's 10 horas e meia da manhã, procedeO sr. Rocha:—Portanto, srs., eu termino,
tornando a repetir as seguintes p*la/ras: se a chamada e achando-se preteutesos srsse os oulros supplentes não tivessem entra- Gentil, Moreira da Rocha, Salazar, Belisario, Sotero, conego Gonçalves , Eerro. Jnn-do, do modo porque se realisou, eti votaria
contra a entrada do sr. Jacarandâ ; mas sou Lima, Gomes de Souza, Rodrigues Ni*
nes. Oliveira Eg>is, Mourão, Antônio Meunão se tendo observado o regimento para
com esses três supplentes, ê preciso tam- des, IJionisio, Guilhon, Raimundo Ferreira,
Alexandre Rodrigues, Ferreira deCirvallio,
bem com direito de igualdade,
que este ou- Tinoco, Ruas, Mariano da Costa, Viveiros,
iro partilhe desse mesmo beneficio de
que Hermenegildo Nunes; o sr,
presidente denotaram aquelles.
Voto pois, contra o requerimento do nobre clarou aberta a sessão.
Entra em discussão a acta da sessão do
depulado, o sr. Gomos de Souza, e ã favor
dia 4.
¦Ia urgência.
O sr, Dioilisio:—Sr. presidehte, peço a
—E' lido e apoiado e entra em discussão o
seguinte requeiimento.
palavra simplesmente para fazer uma obser"Requeira
Vaçâo.
qne os requerimentos sobre a
Sendo sempre nesta casa o slylo declaentrada do sr Jacarandâ, sejam remettidos
rar-se que as matérias passam ou caem por
ã commissão de constituição e
poderes, para tantos votos , não áe acha isto menciona Jo
duro seu parecer i respèilo—Soteio."
un acta; senão ha inconveniente, e V. Evc.
O sr. Belizarlo: -Sr. presidenle, requizer mandar faz*ír e6sa declaração, mauqneri urgência pura se decidir a questão que de-a fazer; do contrario , dar-uie-hei por
ante-hontem snbmetti á consideração da satisfeito.
casa, isto é, decidir-se, se o sr. capitão JaO sr. Presidente :—Só quando se exige ;
carandá, terceiro supplenle
pelo 0* circulo se o nobre deputado reclama isso, declarareleitoral, pôde ou nào, ter ingresso nesta se-lia.
casa. O requerimento do nobre deputado, o
O 91'. Rocha (2' secretario):—Sr. presi Rr. Sotero,
pedindo que se remetiam os re- dente , a mim me é indifíerente declarar o
querimentos relativamente á esta questão, numero de votos porque passou o vencido ,
1!1ioé, o meu, o dosr,
padre Mourãoeo do tanto mais quando tendo nós trez systemas
fr. Gomes de Sousa, á commissão de consti- dn votar, entendo
que sendo a votnção sv>i»
tuiçaô e poderes, destróe a idéa do meu bolica, não se costuma a declarar o nume'
requerimento*
votod
de
ro
porque passa ou cae tal , ou tal
medida.
O sr. Sotero,—Não ha duvida,
O sr, Salazar;—Mas eu pedi isso.
O sr. Belisário :— ...Gomoé que o reO sr. Rocha:—fcl-quando se faz essa dequerinieijto do nobre depuludo pôde destruir a uigencia por mim pedida , quando se- duração, 6 quando se vota nominalmente.
Ris a rasão porqua 011 assim redigi a neta:
gundo determina o regimento, a urgência
está acima de tudo? Pois é o nobre depu- não houve quem requeresse que a votação
•udo, parlamentar antigo que veio desta ma- fosse nomitia' ou por escrutínio secreto, por
isso entendi também quo não devia deteríieira rasgar o regimento da casn,
minar o numero de votos pelo qual passou
O sr. Soiero:— Porque não julgo urgente
a medida.
» questão*'
O sr, Pionisio:—Era somente para seG sr. Belisarto;—.Isto nâo pode sor dicidido pelo nobre deputado; mas sim pela casa.
guirtnoa os styios da casa, se não lu meouVeniente nisso.
Quanto a urgência da queátao,já demoostrei com lazões, creio quo sólidas, que ella
O snr. Presidente:—Se o nobre deputado
era de urgência,
exige que se declaie o numero de votos...
urgente
considero
porque
tudo quanto respeita mo direito do
O sr. Dionisio:— -E'-me indiflarerile.
qualquer
indivíduo, assim como os iuteresse.9 da
O sr. Salazar;— En exijo.
pro
'incia. E
deciobre
0*sr. Presidente :¦—Bem; far-se ha.
o
requoiiiueuto
do
;
pois,
O sr. Rocha:(depois de examinar a a"ta)
Parece-me nào poder satisfazer a exigência
dn nobre depulado, porque tian me lembro
por quantos votos passou a medida. O meu
ílltistte collega nilimm-nie que foi por doze
volos, centra der.
O sr. Salazar:— Justamente-.
O sr. Rocha :— Se o nobre deputado entende que assim ê, não mo cnsla fazer essa
declaração,
O sr. Salazar:—E' isso mesmo.
O sr. liuclia : (depois de alguma
pausa).
.
Kstá feita a rectificação na acta.
O sl'. Jloillllõ:— Peço a polaera.
O sr. Prosidetuni—Tem « palaero.
Osi. Mouiâo! — Reflexiono qne fatiei con
tra o requerimento do nobre deputado, o
sr. Gomes de Souza , o não vejo fazer-se
menção na acta ; creio que foi por erquecimento do sr. 2- secretario, e por isso peço
que a fuça
O sr. 2- secretario : { depois de alguma
pousa)— Rütê ffiita a rec li fica ção.
—17 nppiovada a acta sem ninis debate,
e depois ile lida , eulra em discussão a do
dia 5 do corrente, que sem mais debate 0
npprovada.
I» si' Presidente :— Julgo como presidente da meza dever declarar á casa que
ella acaba dc contratar o apaiihamento dos
debales com o sr. lachygiaplio, Silva Goaloacy.
Esáe sr. apresentou á meza uma propôsIn pedindo a quantia de 3,-5lll)$IHIU rs, pelos
dons mezes da scsjão ordinária. O sr. 1secretario, depois de tel-a examinado, oflelece.i lhe 3:1)1111801)11 re., porem o sr. Silva
Coaracy não anniiio a essa offerta.
A meza reconhecendo a necessidade que
temus lido desde alguns annos , de lacliygraphos que se elicarrogliein do apanhamento dos nossos debates , conveio por fim
nu proposta apresentada pelo sr. Ooaraey ,
e por isso celebrou o cotiuacto pela quaulia
que elle pedia.
O contraem está lavrado; tem-se de (irar
uma segunda copia que seiá posla sobre a
meza para que os nobre» deputados exarainem quaes foram as condições; entretanto,
11 meza que está competeuteiTietito auetoiiaada, dã conta á casa d'esse seu acto , para
que esta fique inteirada.
O sr conego Gonsalves:—Peço a palavra.
O sr. Presidenle:—Tem a palavra.
O sr. conego Gonçalves: ( movimento de
attertçân)—Alegrando- me, srs., com o tritimpho da imprensa que chorava e lamentava desde 1858 a falta de um homem, que
dentro deste recinto apanhasse as palavras
e discursos úteis, inúteis, e perigosos dos
seus representantes (risadas, apoiados e
muito bem) para que os povos, mesmo , em
suas casas, soubessem quaes os deputados
bons, e quaes os mãos (apoiados.)
O si. Gomes de Souza:—Muito liem.
O sr. conego Gonçalves;—Isto ií, quaes
os deputados que trabalham e velam pelo
bem geral da provincia, « quaes os deputados que, esquecidos dos juramentos que bqui prestaram , piatícão completamente o
contiario, dou parabéns, em primeiro logar,
á provincia , e em segundo logar, aquelles
que desejim, em beneficio da mesma provineia , apreciar e censurar esses discursos
e pítluvras.
Estimarei, pois, srs., que com a presença
deste homem tão suspirado desde 1858, (apniados)-a imprensa tenha alem do trium
plio 11 gloria de ver suftbccados os disperdicios, de ver sobrar ns dinbeiros públicos
para outras urgeutes necessidades da provinciii , sem ser preciso assolarmos o pobre
e pacifico povo, com novos impostos vexatiirius.
Antes de sentar-me. srs., lembro-vos que
os nossos consiitnirítes nào querem souiciite ler e ouvir discursos brilhantes, querem
também ver obras publicas, aqui, ali, eacolá; (muito bem) querem ver oasseio e o expleudor do culto publico (apoiados), o progtosso da lavoura, docommeicio.das sciencias e das artes (apoiados e muito bem).
Deos permitia, srs., (levantando as mãos
para o (JéO ) que assmi aconteça para gloria dos representantes de ISül, e incentivo
dos de I8BÍ
'O
-r. Uelisario :—Sr. presidente , requeiro irgeneia para se continuar na disctlssãoo 1 encerramento do meu requerimonlo d« urgfiiiçia , que se acha sobre a meza,
com preferí-ncíarâ toda e qualquer matéria.
O sr. Presidente:—Não ê matéria odiada?
Está prevenida a matéria do requerimento
do nobre deputado, porque eULVmi submetter a que hoiítém ficou adiada pela hora a
consideração da casa em primeiro lugar.
O sr. Belisário:—Perdoe-me; eu peço que ,
leia a disposição do nosso regimento a res^
peito das matérias de urgência.
O sr. Presidente:—Mas eu digo que essa
matéria ia ter precedência.
O sr. Belizario:—Parece-me que pelo regiinento era preciso requerer a urgência
segunda vez.
~
1
O sr, presidente : (lê o arl. 77 dc regi'-
mento) !í O dopniF.do que quizer propor urgeiicta, uzaiâ da formula :—tenho negocio
urgente. *'
lí.tH sumira en admilto o requerimento
do nobre depulado.
Diz o <irt. 7S-(lê) " urgente, para se ihter rompe; a ordem do dia, só se deve entender aquslle 'negocio , cujo resultado seria
prejudicado, se senão tratasse n^iquella
sessão. "
liem, está satisfeito o nob(e deputado,
O sr. Belizaiio: -Por essa razão 6qtie eu
mandei este requerimento; a nâo mandal-o,
oeriamenle estava prejudicado o meu requeiinienlo de (Irgetieia apresentado antelientem.
O sr. Presidente;—Gomo assim ?
O sr. Belizario: —Porque só tinha validade r^aquelle dia.
O sr. Salazar:—E 6 essa a intelligeneia
do regimento.
O sr. Relttearío:—Apoiadci.—E' essa a intelligencia que sb deve dar á disposição do
regimento.
— li' lida e approvada sem debate a acta
do dia Ü.
O b\: presidente declara não haver expcdiente,
O si*. Belizario:—Peço a palavra pela.
ordem.
O sr. Presidente:-—Tem a palavrn.
O sr. BelízaVio.— Sr. presidente , V. Exc
e a casa sabem que um requerimento de
urgência só tem força para o dia da sessão
em quri elle 0 apresentado*, por conseguinte-,
a urgência que foi pedida sobre a questão
da entrada do terceiro mipplehte pelo (j- cir*
culo, o sr. capitão Jacarandâ, esta prejudtcada. De hovo requeiro ao sr. presidente
que í!e continue a discussão dorequerimeiito por mim apresentado, on eotáo, se a casa já se acha stttficientemente esclarecida ,
se submetia esse requerimento á votação.
O sr. Presidente :— Mesmo segundo as
palavras do nobre deputado, vou submetter
de novo ao apoiamento e á discussão ,• por
que o nobre deputado faz rcíviver o requerimento apresentado na sessão passada.
O sr. Belisário:—Sim senhor, o requerimento 6 o mesmo que hontem apresentei.
O sr. Jacai'an<l«; — (Movimento de euriosiladê e ativação) Sr. presidente, não pedi a palavra hontem , quando tive ingresso
nesta casa, para não interromper os trabaIbos da ordem do dia, e assim também, por
que esperava ver impressos.no jornal da
casa os trabalhos havidos até hontem, para
me servir de guia no que tenho a dizer. Infelizmente vejo que nem ao menos o suinmario da sessão de hontem sábio no jornal
da casa de hoje, contra todos osestylos daa
assembléas legislativas, que tem ntn tachigrapho , e um jonii.1 ,stWimcÍ9fcíKÍe para a
publicação de seus- trabalhos.
Entendi, pois, não dever esperar mais
tempo em pedir a palavra, Corno o fiz para
justificar uni requerimento , que tenho Uo
mandar íi nieüa: mas antes disso , eu peO sr. Presidente .'—¦ Nào posso permittií
ao nobre deputado que continuo nessu discussâd, não se trata desses negócios, I-itnite-se á justificação do seu requerimento.
O sr. Jacarandâ : —O regimento diz quo
qualquer deputado pode dar explicações
para orientar a casa em relação ao facto de
que ac tinha tratado ou alguns novos.
O sr. Presidente:—Naõ senhor.
O sr. Jacuraiidã:—Perdoe-me V. Exc...
O sr. Presidente:—Ern suniuia, sobre esta matéria não concedo a pelavra; pode fundamentar o sen requerimento; quando so
traiar de matéria idêntica, o nobre deputado
iará as süasejcplicações.
O sr. Jacarandâ ;—Entendo que V. Exc.
é muito rigoroso para comigo; pr>rque se
v. exe. cortsentio tratur-se d'uma questão
melindrosa f qtie affectava individualidado
e que a casa ainda esta com o seu juizo suspenso, v, es,e. com maio,ria de razão devo
conceder que eu (guamjladas as cònveniencias parlamentares, porque sou o primeiro
que sei prezar a ruinhá própria dignidade)
esclareça ã casa, que eu aprezente fundamentos , que calem na sua convicção do
qne o obstáculo qfte se a prezei) tou nVlla ,
foi uma tric!*-a que se sa soecorrerâo , para
allegar ãquillo que nâo exifitia , e v. exc.
que consentio que, echanda-me ausente, o
autor de/um requerimento que apresentou
esses oi
culos, acobertados com a inimu«m que , como já disse,
iiidad
eu e>
ara lhe respondei, i%
solta.
.ido motivou .
-çalves: —Peço ao nobre
Osr..
eplltadr
qúeça d'isso, jâ se venceo; a"
..te : —Note o nobre deputadó/que não cansinto, que continue n'este
terreno; mas de»o advertir-lha qne nâo foi
insultado.
Faça fui/cr de me dor o seu requerimento;
porque sô pela matéria delle . orieutar-mehei.
\
O sr. Jacarandâ '.- Amos disso, prço lí-
1
Mutilado
O Sr. presidente:—1|Depois d'alguma paucença a v. exc. e á cosa, poia qne, guardoI sa) Si não ha qitoin p«ça a palavra, vou
tias as conveniências
consultai
ã casa.
disna
está
niio
:—Isso
O sr. Presidente
CIISRUO.
O sr. Jacarandá : — V. exc, me consinlo
continuar.
O sr. Presidente .-Não- posso dnr-lhe a
palavra: mande-me o sou rei.iieiiirn.iilo. cm
O sr. Jacarandá :— Elle irâ S meza
tempo, ostíi aqui, mas quero que consultame dar as explicações que o regimento me
do um tapermille; quando se lem tratado
c.o.equ,- as explicações digão respeito a
rigoroso,
ser
tüo
liado
para
elle, v. exc. não
comgo, que não nie conceda dizer meia
allino
calar
dúzia de palavras, pura fazer
mo desta maioria , que oecupa o flanco dileilo desta casa , com o dislincn supra..,,merario quo se acha na meza , ao lado de
v. exc, o acto de jusliça que praticou para
comigo, dnndo-me iugiessoj nesle recinto;
que quando entrei liontein Joi mais cheio
de nobre orgulho do que <;sse
O sr. Presidente :—Peço an nobre deputado que leia ao menos o seu requerimentn, porque não posso dar-lhe a palavra sobre este objeclo sem fundamento.
Osr. Jacarandá:'— Entrei lão cheio de
nobre orgulho pelo Iri.m.plio da mini,a caumi, qne o julguei maior do que aquelle rio
que o Gozar Romano se julgou possui,!,,,
quando entrou 110 capitólio, depois de lei
balido as hostes inimigas.
Se v. exc. me tolher n palavra neste terreno; appcllo para a decisão da cusa : ella
hade conceder que dê as explicações.
O sr. Presidente ;--Não posso conceder,
sem saber qual o objeclo de que quer tralar.
O sr. Jucaranilii :— Autos de motivar o
«leu requerimento, peço licença á casa para apresentar algumas explicações á respeito da opposiçao que se fez á minha enirancia neste recinto, como um dos escolhidos da província-.
O sr. Presidente: — Sobro a verificação
de poderes, não posso dar-lhe a palavra.
O sr. Jacarandá:—-Se v. exc. itãií consente, en appello de sua decisão para a cusa ,
ê só-fali arei depois que ella decidir; appelJu para a casa com todo o respeito, se me
nega as explicações üue pretendo dar.
Osr. Presidente:— O presidente da assérubléa não podo conceder a palavra ã nenhtim membro da casa, sem haver objecto
em discussão, ou sem ser nola ordem.
O sr. Jacarandá :—V. exc. deo-me a palavra para justificar o meu requerimento, e
anles d'Ísso, eu digo e repito: peço licença
à v, exc. e ã casa para apresentar alguma
explicação, qne o regimento me determina
podei fttztsí.
O br. Presidente:—Faça o favor de man"
dür o sou requerimento em confiança.
()'sr. «Ktcurandã {comforça).:— Appello
da dicisão de v. oxe. para a casa.
O sr. Presidente:—Sobre a verificação de
poderes, nao lhe posso conceder a palavra;
escusa o nobre deputado insistir a este respailo, porque en sei cumprir com os meus
deveres; estou proinpto ã conceder a palavra aos nobres deputados sobre qualquer
objecto (pie se achar em discussão, mas, sobre um negocio vencido, não a posso conceder.
O sr. Jacarandá;—líem, peço aos srs. tachigraphos que consignem nas palavros do
meu discurso, qne v. exc. acaba de imporme silencio com o—quero e posso—contra
as disposições expressas do regimento, que
eu appellei da decisão de v. exc. para a
casa, e v. exc. me negou esse direito.
Isto feilo, von entrar na justificação do
nieu requerimento,
Senhores, alguém tem querido fazer cnnvencer que a assemblea provincial, na presente sessão , não prestará o seu apoio á
administração da provineia ; si 6 isso exaelo, nâo me faço cargo de affirinar a casa,
mas, para tirar de alguns animo.1' prevenidos a idéa de que a assemblea provincial
do Maranhão está disposta a praticar um
acto de injustiça , ojj)ue nâo ê crivei, vou
mandar a meza um requerimento que passo a ler, afim de qne elle tenha o conveniente destino. (Lê)
yy lido, apoiado e entra em discussão o
seguinte requerimento:
Requeiro que hoje mesmo seja eleita em
escrutínio secreto uma eutnmissão especial
de 5 membros, para que và em depuuçào,
íí como órgão desta assemblea , significar a
Souza
s. exc. o Sr. Dr. Francísoo Primo
ador
Aguiar, muito dignb ?*'
be(^ provincia, quo elL
..misliefica, e Illustrada mar.
tração, e qtie está de ac
..e preslar franca e leal coadjov; -onomiii
dos dinheiros públicos, ai.
commercio e agricultura , e e\
que
disser respeilo ao progresso\rnor.n e mateíial da província. ¦
\
Sala das sessões da assemblea. legislativa
9
deXIiillio
de
do
Maranhão
provincial
18bU.—O membro- Capitão, Souza Jaca-
ConmuHicado.
Aos digníssimos Srs. membros fia
Assemblea Legislativa provincial.
Chimamos a attençfto dn illuslre
norprirfiçflo pnra a leitura dos segui n*
tos trpxoá extraídos do jornal—Commercio.—
U nosso Conitnereio se Im renseniido sensivelmente pelo accreflci.no do
imposto sobre oa couros qne nqui são
exportados pelo Tocantins para a eidade de Melem do Grani VVrá, por
quanto Bfiiido esaa negociação arrisca(iissiiim pelos grandes HíiUos e caxoeiras a vencer, é dispendiodssima a
um ponto que parecerá fabulozo, por
esses mesmos motivos, agora com o
OXU «ordinário uugmeiito do impnso
to mencionado, o desanimo só é vencido por aquelles,"quo como us majores Filnih Iphio, Manoel Joaquim IVreira e negociante Juze Junquim Severuiri podem superar os prejuízos
sempre prováveis de dous coutos de
reis ele- etc.... ( Commercio n. 9. )
Felizmente esta localidade v.ii indo livre de males epididemicos, e somente sofirendu esse», naioens de que
para ahi tenho noiiciadojespecialmente o rigoroso imposto subre os couros,
que pelo Toei,(ins enviamos oo Cará
com imlizivel trabalho é d«ispezus fabulozas. Detnovo devo nqui dizer, que
os caioliiienses esperão do Exm. Sr.
presidente o curpo legislativo |irov«i>ciai, a cessação de saintdharite imposi
*21,
)
çao. ( Commercio n.
Agradecendo ao distinto correspondente, que também souber com pene.
trar-se do terrivei gravato, resta o--s
pedir ao nobre corpo Legislativo l*;o
vi:icii4, niti-nrln jas justas reclainaço
es dlaqtit'lle povo, onde os gêneros
importados são vendidos por muito
mais dn duplo do quo o é em qualquer outro [ii.nto da provincia,
Carolina 24 de Maio de 1851.
Despedida que. fez o professar da Ca.
rolina a seus alumnos, por oceasino de, frisar a aula publica desta
cidade,, por ordem do juiz de, difeito interino da comarca , o hachai elJosè Mariano Alces Serraõ.
Meus filhos, é com profunda magoa,
que vou dar-vos uma bem desagradavel noticia. A mais revoltante n injtisia perseguição tfiima inconsiderada
íiutliondíide, quo saltando por Iodas
as considerações, esqutcend» meuprecedentes e só lendo em vista deuc
jffrir o meu procedimento, acaba de
fulminar contra mim uma irrita e iniqna pronuncia, que contra lodo o
direito priva-me de üoiilinuar ser vosso mestre.
Fazem hoje 3 annos e quatorze dias,
que tomei sobre mim o cuidado dr
vossa educação ! exforcei-me o quanio me foi pussivel por satisfazer o.meus deveres, empreguei sempre par i
¦om vosco, mais amor de
pai, que ri'pais
gnr de superior, o por tal vossos
-empre me testemunharão agradeci*
nentos. Trncionttvíi ern desembro atiresentar, como em 18.59, trez ile vos<08 collegas á exame, porem a calamídade de infortúnios que agita a tnfeliz Carolii^, assim o não permetiu !
fiuaea desde hoje sem mestre, ticaes
desde heje privados da limiltada instrucção que vos concede a provineia,
o tudo islo sem cauza alguma; sem
ordem do governo, nem sciencia da
uilhoridade competente. A minha vi
da publica é attestada pelas aulhori
v.lades sensatas, e a particular, appélo
tara
tara os coroline.ises quo me conhe-
\
cem desde o dia 10 «le Maio <]0 1858.
serQuereis saber qual o.i.i.noq.ie
vio de pretexto no irrito processo, quo*
conlra mim forjara»! ? fui porq' quando acabava de voa ensinnr, ensinava
a (...troa; reconheço nulln a pronuncia
mas continuar a
que me intimarão,
ensinar seria um novo crime o só posso desde já protestar contra laes fnctos perante o governo competente .
Verdade é quo niuis tardo deixaria de
ser professor, nao só porque linha pn.lido no governo minha dimissío, co
mo porque, desde o (lia 17 desle mez
em que live ordem de prizâo denlr,.
desla escolla, começarão diversos pais
a tirar seus lilhos, e breve não teria
a quem liccionar,
Aviso-vus lambem, que eslaes todos como testemunhas em novo processo,que já conlra min vão proceder:
é isto ini. escândalo, porei se dá por
Carolina.... e tudo
que nau ha lei na
é procedido da—intriga. R.ioeliei este
uniu ultimo conselho : fugi da intriga,
como d» hydca q_ vos persegue, l.einbrai vos seuipie com nnior de vosso
mestre, e alé mesmo de quem ISo inda vossa educajustamente vos priva
mus com senlição, n.lo com rancor,
nienlo do mal que vos enuzarão.
Foi sempre respeitador da lei, ria
sociedade e de meus concidadãosjpreslei sempre que pude meus serviços a
esla cidade, porem nada disto livrou
me de uma atroz perseguição, felizmenti, porem seinelbnnle processo me
Honra, pois que delle se vc-que írivolo
pretexto teve o^ juiz de direito ínlerino José iVlariano Alves Sorrão, paia perseguir-me. assim pois lendo em
vossos lemos corações os conselhos
que sempre vos dei o procurai serdes
bons cliristão-, para que possues ser
bons cidadãos.''
Neste acto estávamos presenles.
O sr. professor abraçou aos idumní.H,e as lagrimas du mestre confimilião-se em abumiancía com as rios
discípulos.... eus pacíficos Caroliiienset, trHiizidos de indignação e dc
susto, presenciarão ainda este fruto de
barba ris mo do bacharel—José _V!ariano Alves Serrão , que para testemunhar o seu triumpho, com indisivel
escândalo , apeua- havião os meninos
sido despedidos da aula, e Voltando ás
suas casas, j rovocavSu com seu choro
pueril ns lagrimas patornaes, rompeu
elle em uma lociuta de muzica, em sua
V. P.
própria casa !!!
Ir buscar Inn e sair tostiucndo.
Pede-se ao escrivão Benedicto Alves
Monturil, enviado extraordinário do immortal José Serrão, juiz de diieilo interino da
Oaroli-ia, qtie nos diga o resultado de sua
conferência emo o Exm. Sr. Presidente da
piovincia; a resposta da carga de officios
que trouxe as costas, não com pequeno trahalho; e se ainda tem vontade de voltara
palácio para defender o seu—gram Senhor,e
acctisar a caracteres distinctos da Carolina?.
atdmeii giande político! sempre mettesle vos
em boa ! cuidava a (al influencia que eslava
nu Carnlin*. Era mais conveniente que h
bem do ti, P, Sua Ex. fizesse o tal escrivão
regressar incoolinente para o teu termo,
quo acht-se Actualmente sem estes etnpreijados , visto qoe o l- tahellião , por ser um
cidadão probo *. honrado, anda escorraçado
efugitivo, parsegotdo pelas iras e ..nuas
serralicas, e o 2-que é o dito cujo, aqui se
acha do correio do Dr. Serrão e o foro daquelle termo as moscas,
O Cosmopolita.
Vm novo Rosas.
A dictadura do estúpido bacharel José
Matia.no Alves Serrão, na comarca da Carotina tem sido um verdadeiro—fervei opus,
por outra, uma Mashorea, porque, adoptanIo elle nllimaiiieiite o terrível sistema do
Rosas, quem nâo íi por mim é contra mim,
tem entregado seus comareões ao soiTrimento dos selvagens unitários!_. en>quese trab ilha na Carolina 1 em q' se cuida e pensa ?
em processos, denuncias, portarias e toda a
sorte detQ^perseguições. Em que se acha
empregado o povo tia. Carolina?.. quem não
fiCr-Tesleiniinim.!!!) é (tj-Ilêo! ! oh I que
fido! Deos afaste de nós tal flagello ! avante , sr. Dr. Serrão, lão feliz não foi s. s. no
Brejo nem em Vianna. O? Carolinenses só
satum solfrer e resignar-se. Conflagre o
povo, conflagre o foro, a jiarte os amigos.
anarchisc tudo , e continuo a diser, que a
queixas q' derem contra s. s. tom de virem
para s. a. mesmo responder assim 6, mau
fómbre-io que esse destemido, despotico a
tirannn Rosas acabi de ser coudeuiuado,
quanto mau o enorgunieiiori3=Tirauuo dá
Carolina.
O Frade tAga,
(JiZIÍTILMA
SSO BENTO.—O joi- municipal de S. Bor,.
to João Clinitico Lobato, segundo ai.mos imlormudo, tem liilo õltimarnenw um procedimeoio
bem roprehensivRl e dÍL>no de severa punirão,
Eutre os divarsos do^aineiilos que conlra esse
juia temos em ooíso poder paru serem publicadoa opporionuineote, existe o seguinte, que muito depõem contra a sua reputarão de magistindo—Ei-lo:
•• U réo Theodoro Ruimuotlo de Arocba des'• de quo foi sentenciado pelo j'ury sempre aotlou
u livremente pelas ruas desta viíla, como sc nâo
" fôra criiDÍaoso» e trabalhou uus dius tia casn
*> (to* Or. loâo Olimaco Lobato, pm municipal
•> deste termo, por occasião (jue este pre|iar«va
íl a casa que comprou ao cnpitáo iVlitriano Hei" menegíldo Nuue$, á quem ficou restando a
quantia de trezentos e emeoema mil reia, & &, n
BtóKJO —Teinoa avista uma caria reaehidj
da villa do Brejo, que dão scgniuLe noticia, e
qoo be corroboruda com a certidão ao diaaie
transcripta —
o Entre o promotor Castro Júnior, o escrivu
¦' ReiiitiMo, o tiu d*ste Miguel Ribeiro de Brio
* to, e o escrivão suspenso Leonardo Jo__e d" Lima, summio-se o processo inaiuuniüo
poa
" crimes de roubu e prevaricarão coiitru o dilur
¦' escrivão Leonardo por ordem do txin ministro
•• da justiça .' Este- facto do d a sappu recimento do
••
processo he mais uma. prova neceâsuria para
" nâo oecupar cargo algum publico o bqcharel
" Castro Júnior, sobre quem pesuoas u.flis fun" dadas suspeitas de ser u unicy senão principal
•« auetor dg ilíto desappnrecimeuio dei-iiinomin
" accordo com Leonardo ( seo compadre'c ami*' go) e Migud Ribeiro, homem dn pltibu e les.
" teiiiunha perenne em todus'03 processos enmta
" que aqui se instaura ecl, pri.
Certidão
" Certifico em virtude do despacho supra,
que o officio de qtie trata o snpplicante é
do theor seguinte:—lllustriisimo Senhor—
Cumpre-me levar ao conhecimento de Vossa Senhoria, que no dia vinte dous de Março deste anno fiz com visla ao Doutor promotor publico Fernando Pereira de Castro
Júnior, os autos de responsabilidade om gue
,*ão réos Leonardo José de Lima e Joaquim
de Araújo Chaves, por despacho deste Jnizo; e quatro ou cinco di.is depois, para cumprir uma portaria do Doutor Juiz de Direilo da comarca Manoel Corrêa Lima, pedi
os ditos autos , tfue eslavão com vista ao
Doutor promotor Castro Júnior, e este ma
exigia um recibo, dei, porque elle assignou
no meo pretocollo o recebimento dos dito»
autos, depois de ter cumprido a portaria a
que me refiro, entreguei de novo os aulos
em questão ao dito promotor, e, 011 por bna
fé minha, ou por esquecimento não cobrei o
recibo que havia passado, e assim ficarão
os autos com vista ao Doutor promotor publico , até qne no dia vinte do corrente, p"r
occa&ião de ter de cumprir uma portaria
desle Jnizo, lhe os tornei » pedir, e por elle
me foi respondido que mo os havia reuiflttido pelo senhor Miguel Ribeiro de Britto, e
este sendo interpellado declarou- que a
quatro ouseis dias me os havia enviado
por um seo filho menor de nome José, e este por outro de nome Miguel, declarando o
ultimo qne havia entregado em minha c»sa a um homem, que uào era eu, e nem sa*
hia quem.—Ora , a vista disso ponderei «w
Senhor lloutor Cosiio Junio., a rigorosa o-.
brigação em que elle estava de me fazereffectiva a entrega dos autos, visto corno só
a mim o devia fazer, afim de elle intitilis&f
o recibo que estava no meu Protocollo assianado por ello , ao qne me respondeo—1
esque, como disse ja me haen remetiido
sus autos pelo Senhor Miguel Rilieiin , esle
havia entregado a mim on ao e«crivãe do
Jury Bernardo José Chaves, mas que em
todo caso elle estava salvo, porque se ntilisaria daquella recibo qne eu lhe havia
os anpassado quando em confiança pedi
tos para o fim jà explicado, E como tal facio seja de importância, e eu esteja em roínha consciência tran,_iiiilo, e naõ veja n.»8
nesse manejo que uni desejo cego do Senr.
a
Castro Júnior de proteger e livrar assim
vapor dos processos, ao seo compadre e nmigo Leonardo!! cominunico a Vossa Seae
nhoria para dar as providencias q1 julga'
Senhor.»
jusliça.— Deos guarde a Vossa
um
muitos annos.— Villa do Brejo vinte e
de Junho de mil oitocentos e sessenta e um
—Itllístrissimo Senhor Capilão Ignacio ie
Amorim Caldas, muito digno Juiz de direiesto interino -Reinaldo Ilibei, o de Brito
Está eoniornie
crivào vitalício du eivei.
ao original que fielmente paia aqui inunde,
copiar, e subscrevi do que tudo dou fé. B.«escrivão interiu»
jo 2 de Julho de 1861. O
Io Jury -Rernardn José GhnvfíS. ^
Tyji. t_ui.-eivao<..a. ...... |.ijn' J. b- «loi o»""1