MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
DECEx - DEE - DEPA
ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DO EXÉRCITO E COLÉGIO MILITAR DE
SALVADOR
1º Ten. Al SERGIO RICARDO PACHECO DA VITORIA
QUITÉRIA:
SISTEMA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
Salvador
2009
V845 Sergio Ricardo Pacheco da Vitoria.
Quitéria: Sistema de Gestão do Conhecimento/ Vitoria, Sergio Ricardo
Pacheco.
54 f. : 27,9 cm
Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Especialização em Aplicações
Complementares às Ciências Militares) – Escola de Administração do
Exército, Salvador, 2009.
Bibliografia: f. 46-48
1. Biblioteca Digital. 2. EsAEx. 3. CMS. 4. Nou-Rau. 5. UNICAMP Título.
CDD 027
CDD 005.8
SERGIO RICARDO
PACHECO DA VITORIA
QUITÉRIA:
SISTEMA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
TCC
EsAEx
2009
1º Ten. Al SERGIO RICARDO PACHECO DA VITORIA.
QUITÉRIA:
SISTEMA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado à Comissão de Avaliação
de Trabalhos Científicos da Divisão de
Ensino da Escola de Administração do
Exército, como exigência parcial para a
obtenção do título de Especialista em
Aplicações
Complementares
às
Ciências Militares.
Orientador: Maj. COM. José P.
Emiliano.
Salvador
2009
QUITÉRIA:
SISTEMA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado à Comissão de Avaliação
de Trabalhos Científicos da Divisão de
Ensino da Escola de Administração do
Exército, como exigência parcial para a
obtenção do título de Especialista em
Aplicações
Complementares
às
Ciências Militares.
Aprovado em: 22 / OUTUBRO /2009
_____________________________________________________
José Pereira Emiliano – Maj. – Presidente
Escola de Administração do Exército
_________________________________________________
Nadja de Assis Mendonça – Cap. – 1º Membro
Escola de Administração do Exército
______________________________________________________
Luiz Fernando Sousa da Fonte – Cap. – 2º Membro
Escola de Administração do Exército
Este trabalho é dedicado à minha
esposa que sempre esteve ao meu lado
nos momentos difíceis. Aos meus pais e
irmãos.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, pela força e amparo nos momentos de
incerteza e fraqueza, me abençoando para que esse sonho fosse realizado.
À minha esposa Suzana, amor e amiga, por ter estado sempre ao meu lado nos
momentos difíceis sendo paciente e sempre me ajudando em tudo quanto era possível.
Aos meus familiares que sempre tiveram uma palavra de ternura e apoio.
Ao meu orientador, Maj. COM Jose Pereira Emiliano, meus agradecimentos pela
orientação objetiva na realização deste trabalho.
Por fim, meus agradecimentos ao Exército Brasileiro, pela oportunidade de
realização desta pesquisa.
RESUMO
Existe na Escola de Administração do Exército (EsAEx), escola onde é formado o
oficial do Quadro Complementar, uma quantidade muito grande de informação, fruto
das pesquisas científicas dos Tenentes alunos, porém, a maior dificuldade é que essas
informações estão dispersas e armazenadas em mídias secundárias o que torna a sua
recuperação muito custosa e difícil. O objetivo deste trabalho é comparar sistemas de
gestão do conhecimento, mais precisamente de bibliotecas digitais disponíveis no
mercado, preferencialmente, com arquitetura livre, e selecionar uma ferramenta que
possa ser customizada às necessidades da EsAEx e CMS (Colégio Militar de Salvador)
no intuito de auxiliar aos tenentes alunos, instrutores, alunos do colégio militar e
militares da EsAEx/CMS nas consultas a dados publicados, digitalizados e armazenados
em uma base de dados e arquivos. Algumas questões foram relevantes e determinantes
para a escolha da ferramenta, são elas: atender aos requisitos dos usuários, a fácil
utilização do sistema, navegabilidade e, por fim, o processo de instalação que deverá ser
realizado pela seção de informática da escola. Como referencial teórico, foi detalhado o
processo de gestão do conhecimento, recuperação de informação, além de descrever
características de alguns indexadores utilizados nos sistemas comparados. Como
metodologia científica para coleta de dados foi utilizada a documentação indireta.
Conclui-se, após a pesquisa e comparação dos sistemas descritos no trabalho, que o
Sistema Nou-Rau da UNICAMP, Sistema de Biblioteca Digital, desenvolvido em
arquitetura livre, grátis e sem ônus para os cofres públicos, seria o que se adaptaria as
necessidades da Escola, visto que, dentre as pesquisas realizadas foi o que mais se
enquadrou nas características propostas estudados nesse trabalho, pois, foi levado em
consideração que existe na escola profissional com know-how para instá-lo e configurálo.
Palavras-chave: Biblioteca Digital. EsAEx. CMS. Nou-Rau. UNICAMP.
ABSTRACT
There is a huge amount of information in the Escola de Administração do Exército
(EsAEx), result of lieutenant-students´ scientific researches. The complementary
branch of officers are formed in this school but the greatest difficulty is that the
information is dispersed and stored in different locals, making its recovery very costly
and difficult. The objective of this work is to compare systems of knowledge
management, more precisely, digital libraries available on the market, preferably, with
free architecture and to select a tool that can be customized to the needs of EsAEx and
CMS (Colégio Militar de Salvador) in order to help to lieutenant-students, instructors,
students of military school and military of EsAEx/CMS in consultation with published
data, digitized and stored in a database and files. Some questions had been relevant and
determining to the choice of the tool, they are: to meet users´s the requirements, the
easy use of the system, navigability and, finally, the installation process must be
conducted by the data processing section of the school. As theoretician referential, the
process of knowledge management was detailed, information recovery, and describing
some features of index used in comparative systems. As scientific methodology for
collecting data, the indirect documentation was used. It was concluded, after searching
and comparison of the systems described in the work that the system Nou-Rau of
UNICAMP, A digital libraries system, free architecture developed, free and without
charge for government resources, it would be what fit the needs of the school among
some researches it was the most fit the characteristics proposals studied in this work,
therefore, we took in consideration that there are professional with know-howable to
install and set it up in the school .
Key-Words: Digital library. EsAEx. CMS. Nou-Rau. UNICAMP.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Fluxo do processo de indexação no Lucene ................................................. 23
Figura 2: Formulário de solicitação de registro do Nou-Rau ...................................... 38
Figura 3: Formulário de cadastro do Nou-Rau ............................................................ 39
Figura 4: Formulário de login do Nou-Rau ................................................................. 39
Figura 5: Formulário de Principal do Nou-Rau............................................................ 40
Figura 6: Formulário listar usuários do Nou-Rau ........................................................ 40
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Modos de conversão do conhecimento......................................................... 17
Tabela 2: Comparação de algumas funcionalidades do Dspace e Nou-rau ................. 35
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
E-MAIL
Eletronic Mail ou Correio Eletrônico
ESAEX
Escola de Administração do Exercito
GNU
General Public License
GPL
Licença Publica Geral
HTML
Hyper Text Markup Language
HTTP
Hyper Text Transfer Protocol
PDF
Portable Document Format
PERL
Practical Extraction and Report Language
PHP
Hypertext PreProcessor
UNICAMP
Universidade Estadual de Campinas
WWW
Word Wide WEB
XML
eXtended Markup Language
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO................................................................................................................9
1.1Objetivos..........................................................................................................................10
1.2Metodologia.....................................................................................................................10
1.3Área de Estudo................................................................................................................11
1.4Origem dos Dados e Informações...................................................................................11
2CONCEITOS BÁSICOS..............................................................................................13
2.1O que é Informação.........................................................................................................13
2.2O que é Conhecimento....................................................................................................14
2.3Criação do Conhecimento...............................................................................................15
2.4Gestão do Conhecimento................................................................................................16
3SISTEMAS DE RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÃO...........................................18
3.1Apache Lucene ...............................................................................................................20
3.2Htdig.................................................................................................................................21
4BIBLIOTECA DIGITAL ............................................................................................23
5SISTEMA DSPACE.....................................................................................................26
........................................................................................................................................27
6SISTEMA NOU-RAU .................................................................................................28
7ALEXANDRIA BIBLIOTECA ON-LINE..................................................................31
8COMPARAÇÃO ENTRE AS FERRAMENTAS........................................................33
9PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO..............................................................................34
10TELAS IMPORTANTES DO SISTEMA..................................................................36
11CONCLUSÃO.............................................................................................................39
REFERÊNCIAS.............................................................................................................40
ANEXO...........................................................................................................................43
ANEXO A – Passo a passo para a instalação e configuração do sistema...................43
9
INTRODUÇÃO
Nos dias atuais a busca por informações através de sites de busca tem aumentado
exponencialmente, pois, esse tipo de ação serve para ajudar a filtrar o conteúdo que realmente se
quer absorver, levando em consideração a quantidade de informações da WEB. Essa tecnologia de
recuperação de informações tem ganhado espaço também no mundo corporativo. Existem hoje no
mercado soluções em software (exemplo: Ultraseek, Google Search Services) e em hardware
(exemplo: Google Mini e Google Search Appliance), que se propõem a pesquisar páginas em
intranet e arquivos em diversos formatos armazenados em diversos diretórios e espalhados em
servidores de arquivos.
Observando essa mudança e avanço no mundo corporativo, o Exército Brasileiro viu na
recuperação de informação um tema muito importante que pode ser utilizada para se obter
vantagens estratégicas no que tange a defesa nacional, formação de novos militares, etc.
Existe na Escola de Administração do Exército (EsAEx), escola onde é formado o oficial do
Quadro Complementar, uma quantidade muito grande de informação, fruto das pesquisas científicas
dos Tenentes alunos, podendo ser utilizada estrategicamente para o bem da força, porém, o
problema é que essas informações estão dispersas e armazenadas em mídias de armazenamento
secundárias o que torna a sua recuperação muito custosa e difícil. Logicamente essa situação
descrita acima pode dever-se ao fato de hipóteses possíveis a ser consideradas como
impulsionadoras e ou possíveis causadoras do problema acima citado. Como referência, algumas
delas podem ser citadas abaixo:
•
Falta de recursos humanos capacitados na gestão de conhecimento; ou
•
Falta de alguma ferramenta que possa ser customizada e adaptada as realidades da
EsAEx (Escola de Administração do Exército) .
Tendo como alvo a solução do problema acima citado, esse trabalho propõe comparar
sistemas de gestão do conhecimento, mais precisamente de bibliotecas digitais, disponíveis no
mercado e selecionar uma ferramenta que possa ser customizada às necessidades da EsAEx. Essa
busca deve sempre pautar-se, preferencialmente, em ferramentas open source que além de ser uma
diretriz do Governo Federal, há economia para os cofres da instituição, fazendo com que a atividade
fim seja mais beneficiada com o melhor direcionamento da verba pública.
Este trabalho acadêmico foi dividido em 10 capítulos que se inicia com a introdução onde
foram descritos alguns objetivos e justificativos para o embasamento do trabalho e a metodologia
que foi utilizada. No capítulo 2 foram descritos conceitos básicos que serviram como referencial
10
teórico. Já no capítulo 3 foram apresentados os indexadores utilizados pelos sistemas pesquisados.
O capítulo 4 foi usado para detalhar e apresentar o que é biblioteca e algumas bibliotecas digitais no
Brasil. Os capítulos 5, 6 e 7 foram utilizados para apresentar os sistemas que foram estudados. Já no
oitavo capítulo foi realizada a comparação entre eles. No nono capítulo a proposta de instalação e,
por fim, o décimo capítulo que apresentou algumas telas do sistema. Esse último capítulo teve por
objetivo mostrar a facilidade e usabilidade do sistema.
1.1
Objetivos
O principal objetivo deste projeto é o de fornecer aos Tenentes alunos e corpo docente da
EsAEx uma ferramenta capaz de auxiliar na realização de pesquisas textuais em teses, monografias,
trabalhos científicos etc., armazenados em disco.
Com isso, alguns objetivos iniciais foram traçados e serviram como diretriz para a
concretização desde projeto acadêmico, que são:
•
Realizar uma pesquisa junto aos colaboradores, com o intuito de verificar que tipo de
consulta textual poderá ser feito pelo cliente do serviço;
•
Realizar a verificação na documentação a ser indexada, ou seja, nos documentos que estão armazenados em mídias secundárias, com o intuito de verificar quais são as formatações e extensões que foram salvos;
•
Realizar pesquisas sobre a teoria de busca e recuperação da informação;
•
Realizar pesquisas em ferramentas existentes no mercado, como por exemplo: sistemas
de catalogação de monografias, teses e outros trabalhos científicos; e
•
Propor uma ferramenta que possa ser customizada descrevendo a suas principais características, telas e instalação.
1.2
Metodologia
Neste
capítulo
serão
descritos
desenvolvimento deste trabalho acadêmico.
os
procedimentos
metodológicos
aplicados
no
11
1.3
Área de Estudo
A proposta deste estudo é fundamentada na Gestão do Conhecimento. É dirigida à Escola de
Administração do Exército (EsAEx), visando definir uma ferramenta para auxiliar no
armazenamento dos documentos como teses, monografias etc., até a sua recuperação.
A gestão do conhecimento formaliza o aprendizado e a memória das organizações,
normalmente por um repositório de conhecimentos. Em suma, é basicamente um processo de
extrair, transformar e difundir o conhecimento por toda a empresa e ou organização, de forma que
possa ser compartilhado e, portanto reutilizado, ou seja, a função da gestão do conhecimento é
tornar útil a informação compartilhada.
Davemport et. al. (1998) descrevem quatro grandes objetivos dos sistemas de gestão do
conhecimento na prática:
1.4
•
Criar repositórios de conhecimento;
•
Aumentar o acesso ao conhecimento;
•
Melhorar o ambiente de conhecimento; e
•
Administrar o conhecimento como ativo.
Origem dos Dados e Informações
Para Fachin (2003) a pesquisa é um procedimento intelectual e tem como objetivo adquirir
conhecimentos por meio da investigação de uma realidade. A pesquisa é uma investigação, e a
partir dela o pesquisador busca as soluções do seu estudo.
A pesquisa tem como objetivo levantar várias informações, no sentido de descobrir respostas
para as questões e indagações sobre o fato estudado, não permitindo que reste qualquer dúvida.
Proporciona mais conhecimentos acerca de um assunto ou problema ainda não esclarecido.
Constitui-se num procedimento formal para a aquisição de conhecimento sobre a realidade. Exige
pensamento reflexivo e tratamento científico. Não se resume na busca da verdade, porém busca as
12
respostas para todos os porquês envolvidos no problema descrito. Procura dados em variadas fontes,
de forma direta e indireta prioritariamente.
Dessa forma, este trabalho fará uso de documentação indireta, usará por base a pesquisa
bibliográfica sobre os aspectos e os conceitos relacionados ao tema central, com o intuito de
construir um embasamento teórico que servirá de suporte às etapas posteriores. Se dará a partir de
material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e com material
disponibilizado na Internet, teses especializadas no assunto e mediante portarias específicas do
Exército Brasileiro, caso existam, que tratam do assunto, bem como exemplos e casos de sucesso
implementados no mercado.
13
2
CONCEITOS BÁSICOS
Este capítulo tem o objetivo de detalhar alguns conceitos básicos para o desenvolvimento
deste trabalho acadêmico, servindo como referencial teórico. Mostra a importância da informação
para a organização, um modelo conhecido como espiral do conhecimento, forma pela quais as
organizações transformam o conhecimento tácito em explícito.
2.1
O que é Informação
O termo “informação” é utilizado no dia-a-dia em sentidos variados: mensagens, notícias,
documentos, livros, sinais, símbolos, programa de TV, revistas, entre outros. Tudo isso é,
comumente, chamado de informação.
Dixon (2000) considera a informação como um conjunto de dados dispostos de maneira a
transmitir sentido. São dados contextualizados, aos quais foi dado forma, um sentido.
Segundo Kruglianskas (2003) informação é o resultado do processamento, manipulação e
organização de dados de tal forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no
conhecimento do sistema (pessoa, animal ou máquina) que a recebe. A informação tem por
finalidade mudar o modo como o destinatário vê algo, mudar a percepção de como aquele dado sem
semântica torna-se algum com sentido e contexto, e exercer algum impacto sobre seu julgamento e
comportamento.
A informação traz o contexto para os dados. Em termos práticos com a informação é
possível analisar os dados no contexto em que eles estão descritos. A informação é um patrimônio,
é algo de valor. Não se trata de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados
classificados e organizados de forma que uma pessoa ou uma empresa possa tirar proveito. A
informação é inclusive um fator que pode determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das
atividades de um negócio. Basta imaginar o que aconteceria se uma instituição financeira perdesse
todas as informações de seus clientes. É uma mensagem com dados que fazem diferença. É, com
isso, a matéria prima mais importante da produção humana. “São dados interpretados, dotados de
relevância e propósito” (DRUCKER, 1999, p.32).
14
De acordo com Machlup (1983) é um workflow de mensagens, é o insumo capaz de gerar
conhecimento. É um meio ou produto necessário para extrair e construir o conhecimento. Afeta o
conhecimento acrescentando-lhe algo ou reestruturando-o.
Pode-se, com isso, dizer que Informação é um processo que visa o conhecimento, ou seja, os
dados são entendidos como a matéria prima da informação, esses dados contextualizados são
transformados em informação e a partir dessa internalização se tornam conhecimento que deverão
ser usados em proveito da organização.
2.2
O que é Conhecimento
A informação pode e deve ser contextualizada e transformada em conhecimento, para que
possa ser aproveitada em oportunidades pela organização.
Uma definição de conhecimento amplamente aceita é:
Conhecimento é uma mistura fluída de experiência condensada, valores, informação
contextual e insight experimentado, a qual proporciona uma estrutura para a avaliação e
incorporação de novas experiências e informações. Ele tem origem e é aplicado na mente
dos conhecedores. Nas Organizações, ele costuma estar embutido não só em documentos
ou repositórios, mas também em rotinas, processos, práticas e normas organizacionais.
(DAVENPORT, 1998, p. 6).
Em um contexto do negócio, o conhecimento é a informação que pode ser aplicada para uma
finalidade específica e útil do negócio, ou seja, é a informação utilizada com o intuito de se ter
vantagem competitiva dentro de um determinado cenário específico de mercado. Não basta ter só a
informação disponível deve-se ter também a informação internalizada para posteriormente
transformar esse conhecimento em inteligência.
Existem duas formas de conhecimento: o tácito e o explícito. A criação de conhecimento se
refere a um processo reflexivo que envolve o pensamento racional e o empírico, a mente e o corpo,
a análise e a experiência, o implícito e o explícito. O conhecimento nada mais é que fazer uso da
informação, ou seja, internalizar a informação e fazer uso dela para proveito próprio.
O conhecimento tácito é intangível, é difícil de ser pormenorizado numa linguagem formal
uma vez que se baseia no ser humano a partir da interação de duas dimensões: uma técnica e a outra
cognitiva. A dimensão técnica se refere às habilidades do indivíduo (know-how), enquanto a
dimensão cognitiva se refere aos modelos mentais, crenças, intuição e percepções do indivíduo,
moldando sua forma de perceber o mundo.
15
O conhecimento explícito por sua vez, refere-se àquele conhecimento pronunciado, falado
em uma linguagem formal, metódico, externalizado, prático, tangível, documentado, que se refere a
textos, livros, relatórios, periódicos, jornais, documentos escritos em geral, sendo de fácil coleta,
codificação e recuperação.
O grande desafio para as organizações se dá na mudança cultural de modo a se criar um
clima propício ao aprendizado e disseminação, gerando a chamada “Espiral do Conhecimento”.
2.3
Criação do Conhecimento
Segundo Nonaka (2000, p. 32) “a conversão do conhecimento individual em recurso
disponível para outras pessoas é a atividade central da empresa criadora de conhecimento”.
Ainda sobre o trabalho de Nonaka & Takeuchi (1997), as “empresas criadoras de
conhecimento” seriam, pois aquelas que criam, sistematicamente, novos conhecimentos,
disseminando pela organização inteira e, rapidamente, incorporando novas tecnologias e produtos.
Conhecimento é sem dúvida o diferencial competitivo, onde hoje as organizações procuram
se pautar e se apoiar para conseguirem uma espaço nesse mercado concorrente e rival.
A criação de conhecimento nas organizações criadoras de conhecimento envolve quatro
padrões básicos descritos a seguir:
•
Tácito a tácito - criação de conhecimento a partir da observação, da prática, do
compartilhamento de experiências;
•
Tácito a explícito - criação de conhecimento pela articulação do conhecimento tácito e sua
transformação em conhecimento explícito;
•
Explícito a explícito - criação de conhecimento pela combinação de dados, informações e
conhecimentos sistematizados e articulados formalmente;
•
Explícito a tácito - criação de conhecimento pela comunicação de conhecimentos explícitos
que, quando absorvidos e processados pelos indivíduos são entendidos intuitivamente e
traduzidos em conhecimento tácito.
Todos os quatro padrões interagem dinamicamente em espiral. Fecha-se assim a espiral do
conhecimento. A partir destes processos começa-se a definir o que seria a gestão do conhecimento.
Com isso, Nonaka & Takeuchi (1997) identificaram quatro modos de conversão entre
conhecimento tácito e explícito. O processo de externalização é a transformação do conhecimento
16
tácito em explícito. A internalização é o processo inverso. Já a combinação é o processo de
interação entre conhecimentos explícitos para geração de novos conhecimentos. Por sua vez, a
socialização é a interação entre conhecimentos tácitos.
Tácito
Explícito
Tácito
Socialização
Externalização
Explícito
Internalização
Combinação
Tabela 1 – Modos de conversão do conhecimento
Fonte: Nonaka & Takeuchi. Criação do conhecimento nas empresas. Campus, 1997.
•
Socialização (do conhecimento tácito para tácito): processo de compartilhamento de
experiências diversas do dia a dia, para que com isso haja a conversão do conhecimento
tácito em habilidades técnicas. A aquisição do conhecimento tácito se faz a partir de
experiências; e pode ser obtido a partir da interação com o cliente, ou seja, pode ser visto
como um processo de compartilhamento de experiências;
•
Externalização (do conhecimento tácito para conhecimento explícito): processo de
articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos pode se dar através da escrita,
por exemplo;
•
Combinação (do conhecimento explícito para conhecimento explícito): é onde ocorre a
sistematização de conceitos de um sistema de conhecimento, ou seja, a associação de
conceitos é utilizada como suporte a tecnologia da informação;
•
Internalização (do conhecimento explícito para conhecimento tácito): trata-se da
incorporação do conhecimento explícito em tácito, assegurando a expansão da experiência
prática, ou seja, é a incorporação do conhecimento nas atividades operacionais da empresa,
para obtenção de um resultado prático obter vantagem.
Baseado na descrição acima, pode-se entender e gerenciar o conhecimento em uma
organização, ou seja, saber como e onde está o conhecimento e de que forma pode-se capturá-lo,
para isso, deve-se atentar para modelos de Gestão do Conhecimento.
2.4
Gestão do Conhecimento
17
A Gestão do Conhecimento se propõe a tarefa de identificar, desenvolver, disseminar e
atualizar o conhecimento relevante para as organizações. Segundo Cruz (2000) a Gestão do
Conhecimento é o conjunto de ferramentas com o intuito de capturar, armazenar e difundir a
informação por toda a organização. Logo é possível notar a gestão do conhecimento como uma
coleção de processos que governam a criação, armazenamento, disseminação e a utilização do
conhecimento.
Segundo Nonaka e Takeuchi (1997), quando os investimentos em pesquisa e
desenvolvimento começarem a ultrapassar os investimentos em bens de capital, pode-se dizer que a
empresa esta começando a deixar de ser um local onde se produz, para ser um local onde se pensa,
dessa forma valorizando e disseminando o conhecimento tácito. A inteligência, com certeza, tem
muito mais valor do que bens de capital. Do que adianta a organização possuir vários bens se não
tiver conhecimento para mantê-los.
Com isso, gerenciar o conhecimento nada mais é do que o encadeamento de atividades
sistemáticas com o intuito de gerir o armazenamento, recuperação e disseminação do conhecimento
em uma organização, surgindo como conceito em meados dos anos oitenta com a necessidade de
obter conhecimento de uma inundação de informação, era da informação, e começou a ser usado
como um termo no mundo dos negócios.
Ter conhecimento implica que ele pode ser aplicado para resolver problemas, enquanto que
ter informação não denota a mesma coisa.
As empresas geram, transferem e aplicam o conhecimento exigido. As capacidades
cognitivas dos funcionários são o principal método de aprendizado e de memória. Uma empresa
executa três passos principais na busca da gestão do conhecimento: geração do conhecimento,
codificação do conhecimento, armazenar o conhecimento, recuperação e por fim, a utilização.
Usando de apoio no ambiente de trabalho a moderna tecnologia da informação, uma
empresa pode e deve aplicar todo o conhecimento e memória armazenada a qualquer hora e em
qualquer momento com o intuito de obter vantagem competitiva sobre seus adversários. Porém,
nada adianta ter conhecimento se não existe um modelo ou uma ferramenta que permita ao usuário
do conhecimento tê-lo de forma rápida e bem objetiva para o auxilio à tomada de decisão, dessa
forma há preocupação em desenhar modelos que permitam recuperar informações, que vão desde
processos burocráticos até sistemas rápidos e flexíveis.
18
3
SISTEMAS DE RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÃO
Os Sistemas de Recuperação de Informação organizam e viabilizam o acesso aos itens de
informação ao desempenhar as tarefas de organização e acesso aos itens que contém a informação.
Consiste em encontrar a informação desejada, seja em um armazém de informação ou numa
base de dados, dessa forma, os sistemas de recuperação da informação devem oferecer recursos para
facilitar a busca por essas informações.
Segundo Grossi (2008) um dos objetivos básicos e mais importantes de um sistema de
recuperação de informação é o de elevar ao máximo o uso dos documentos nele existentes; para
tanto, o sistema é dividido em subsistemas de entrada (seleção/aquisição, descrição, representação,
organização de arquivos, armazenamento), e de apresentação dos resultados, de forma que cada um
seja cuidadosamente trabalhado e recuperado, visando melhorar a apresentação dos resultados.
A informação deve ser disponibilizada através de consultas mais simples possíveis, pois,
nesse caso ela será disponibilizada de maneira eficiente e rápida. É de extrema importância nos
sistema de recuperação de informação alguns critérios como:
•
Abrangência: representa quanto o sistema tem de informação armazenada e pronta para
serem disponibilizadas;
•
Profundidade de busca: este conceito está relacionado com o grau de aprofundamento
com que os assuntos de determinados documentos são representados através de suas
buscas;
•
Precisão: está relacionada à precisão da resposta das buscas realizadas, ou seja, com as
informações recuperadas;
•
Tempo de resposta: quando tempo a busca será concretizada, ou seja, está totalmente ligada a eficiência do sistema; e
•
Formato: está diretamente ligada à apresentação do material disponibilizado após as
consultas.
Importante para as funcionalidades e aceitação dos Sistemas de Recuperação da Informação
é o de facilitar o processo de busca do usuário, procurando sempre apresentar algumas
características básicas, como:
•
Utilização de janelas;
•
Uso de manipulação direta;
•
Possibilidade de buscas simples e complexas; e
19
•
Indexação de vários tipos de arquivos.
Segundo Amazonas (2008) os principais modelos de recuperação de informação são o
booleano, o vetorial e o probabilístico. No modelo de recuperação booleano, a cada consulta
realizada, são retornados todos os documentos que possuem os dados solicitados pelo usuário.
Podem ser utilizados operadores lógicos e booleanos para facilitar as buscas. Já o modelo vetorial
permite que seja determinado grau de relevância para cada documento, o que possibilita a criação
de um ranking. Já o modelo probabilístico de recuperação de informações, supõe-se que exista um
conjunto ótimo de documentos para cada pesquisa dos usuários e que ele seja passível de
recuperação. Com o intuito de obtê-lo, este modelo utiliza outro método de recuperação para obter
uma lista inicial e, a partir dela, realizando interações sucessivas com os usuários, e fazer análises
de relevância dos documentos a serem retornados.
Alguns motores de busca foram desenvolvidos com o intuito de auxiliar aos usuários e
desenvolvedores desse tipo de serviço (recuperação de informação), foram estudados nessa pesquisa
acadêmica. Entre eles estão o htdig e o Apache Lucene.
Segundo Modesto (2006) o htdig é uma ferramenta que mantém uma base de dados própria
e um mecanismo de busca próprio. O sistema alimenta a base de dados com o conteúdo dos
documentos e com a informação associada, de maneira que todos os dados possam ser analisados e
consultados. Quando pesquisado, retorna uma página onde os documentos são apresentados em
relação à sua relevância conforme as palavras-chave fornecidas. Na fase de cadastramento de um
documento no programa, é necessário fornecer algumas informações a serem utilizadas na criação
do índice do sistema, como: nome do autor, palavras-chave, descrição do documento. O índice
criado pelo htdig é composto por estas informações e do texto completo do documento.
O Apache Lucene é um framework desenvolvido inteiramente em Java pela Apache
Software Foundation com alta desempenho de utilização, escalabilidade, utiliza um repositório com
index de metadados.
Essas ferramentas, o Apache Lucene e o htdig são utilizados em dois softwares estudados, a
saber:
•
O sistema Nou-Rau, desenvolvido pela UNICAMP, que utiliza o htdig; e
•
O sistema Dspace, desenvolvida pelo Massachussets Institute of Technology (MIT) em
parceria com a Hewllet-Packard (HP), que o utiliza o Apache Lucene.
20
3.1
Apache Lucene
Uma ferramenta extremamente útil para indexação de textos com alto desempenho é o
Lucene, desenvolvido inteiramente em Java pela Apache Software Foundation. Isso torna possível
executar buscas de qualquer dado que possa ser transformado em texto.
O recurso pode ser aplicado para, por exemplo, localizar palavras, inclusive em documentos
PDF. O Lucene também suporta outras linguagens além do Java, como C, C++, Delphi, C#, PHP e
Ruby.
O processo de indexação possui uma fase de apreciação e transformação do documento em
questão para arquivo de texto (txt). Este passo é realizado a partir da classe Analyser do Lucene.
Existem várias implementações desta classe Analyser. Uma delas é a BrazilianAnalyser, que
contém as Stop Words portuguesas. Stop words são palavras irrelevantes para o nosso índice, ou
seja, indiferentes.
O próximo passo se dá na organização do índice, que futuramente será acessado em uma
pesquisa, já que o Lucene possui classes que definem a estrutura interna do sumário a ser gerado.
Segundo Veloso e Barroso (2008) a seguir, outras classes importantes do Lucene:
•
Document: A classe Document é responsável pela indexação e pesquisa, que permite armazenar campos (Fields).
•
Fields: um Fields pode somente ser armazenado em um Document, pois possui como
característica um nome e um valor. Desta forma, é impossível armazenar dois Fields
com o mesmo nome em um documento. Porém, um documento pode ter mais de um Fields.
•
Directory: a classe Directory é responsável por indicar onde está o índice. O armazenamento dos Documents é feito no Directory.
Na ilustração do fluxo do processo de indexação no Lucene o processo fica mais claro:
21
Figura 1: – Fluxo do processo de indexação no Lucene
Fonte: – Revista Java Magazine, 2008. ed. 49
•
IndexWriter: é o responsável pela criação do índice, ao qual, através desta classe, podese adicionar Documents.
•
IndexSearcher: tem o papel de executar a busca no índice.
•
Query: é através do objeto Query que os critérios de busca são passados para a função
de busca do Searcher.
•
TermQuery: o objeto Query é construído através da TermQuery, para o qual passamos
como parâmetro o nome do campo a ser procurado e o valor que ele contém.
3.2
Htdig
É um sistema de indexação completo e realiza busca em um domínio ou intranet. Criado em
1995 por Andrew Scherpbier enquanto trabalhava em San Diego State University. O htdig destinase a cobrir as necessidades de pesquisa de uma empresa, campus, ou mesmo uma determinada
subseção de um site. Pode facilmente ser instalado e configurado em vários servidores WEB, desde
que eles compreendam protocolos comuns como http.
Inclui três grupos de arquivos: um conjunto de ferramentas de indexação, um conjunto de
ferramentas de busca e um conjunto de arquivos HTML para a construção da interface do usuário.
Funciona de maneira diferente da maioria dos motores de pesquisa, a maioria dos motores utilizam
um processo de duas etapas, construindo um índice e depois buscando-os, porém, ele indexa
páginas na íntegra e, em seguida, processa as páginas em um formulário de pesquisa. Utiliza Lógica
Fuzzi para indexação.
Abaixo serão listadas algumas características principais do htdig, a saber:
•
Tem a capacidade de pesquisa através de vários servidores em uma rede, agindo como
um navegador WWW, ou seja, busca por Browser;
•
É gratuito, ou seja, todo o sistema é liberado sob a General Public License (GPL);
22
•
Utiliza expressões booleanas, ou seja, as pesquisas podem ser arbitrariamente complexas;
•
O resultado da pesquisa pode ser configurável e adaptado às suas necessidades por meio
de prestação de modelos HTML; e
•
Pode-se usar senha para acessar dados indexados, ou seja, pode-se configurar o framework para que seja obrigatório à autenticação de usuários.
Esses sistemas de busca, como dito anteriormente, são utilizados em importantes sistemas de
bibliotecas digitais usados por organizações respeitáveis no Brasil.
23
4
BIBLIOTECA DIGITAL
A função básica de uma biblioteca é tornar o acesso à informação mais rápido, eficiente e
democrático. Isso por si já justifica a necessidade de uma biblioteca virtual ou um repositório digital
de informações. “A história da biblioteca se confunde com a do próprio registro da informação”.
(JUNIOR, 2004, p48).
Nas sociedades antigas ainda sem escrita existia a figura do perito da memória, espécies de
homens-memória,
"genealogistas",
guardiões
de
códigos
reais,
historiadores
da
corte,
"tradicionalistas", visto por Balandier (1974, p.207) como a própria personificação da memória da
sociedade. Nessas sociedades a memória coletiva parecia ordenar-se em torno dos costumes e do
prestígio das famílias dominantes detentoras do conhecimento.
Segundo Martins (2007) desde a descoberta da escrita pelo homem as bibliotecas modificam
os suportes utilizados em seus acervos. Assim, as primeiras bibliotecas eram constituídas por
minerais escritos através de cuneiformes e hieróglifos em tabletes de argila; depois surgiram as
bibliotecas vegetais e animais, constituídas de rolos de papiros e pergaminhos conhecidos como as
bibliotecas dos babilônios, assírios, egípcios, persas e chineses. Com o advento do papel, descoberto
pelos árabes, surgiram as primeiras bibliotecas de papel e mais tarde as bibliotecas dos livros
propriamente ditos. A princípio, os livros eram acorrentados às prateleiras para não serem
emprestados. Afinal, os responsáveis pelas bibliotecas tinham medo de que os livros não
retornassem às mesmas ou voltassem danificados. Além disso, como cita Levacov (1997), como
deveria ser controlado o impacto da informação na sociedade, ou seja, com informação como ela
iria reagir. Esse quadro perdurou até o século XVI, quando as bibliotecas sofreram grandes
transformações. Contudo, só no século XVIII, iniciou-se a democratização da informação.
Na metade do século XX, a introdução dos computadores provocou uma verdadeira
revolução. Com esse avanço tecnológico possibilitou a capacidade de distribuir informação,
principalmente via Internet, em prateleiras virtuais de "bibliotecas sem paredes". A Biblioteca
Digital é um grande repositório de conhecimento centralizado constituída por documentos
primários, com o intuito de compartilhar e difundir informação e conservar a integridade dos
documentos digitalizados, objetivando sempre o aumento do conhecimento. A distância já não é
mais problema, pois, através da Internet e meios de comunicação não há mais separação geográfica.
Nela são armazenados arquivos em vários formatos que podem ser facilmente recuperados de
24
acordo com a necessidade específica do usuário e é mantido e desenvolvido a partir de
contribuições individuais.
Com a criação de bibliotecas digitais será suprida a necessidade de bibliotecas escolares,
visto que com um computador ligado à Internet tudo está resolvido.
As bibliotecas digitais estão crescendo em quantidade e em qualidade, pois, tem como
objetivo disponibilizar a informação a todos em qualquer tempo e em qualquer lugar, bastando-se
para isso fazer uso da internet para se ter acesso à informação.
"A biblioteca virtual é conceitualizada como um tipo de biblioteca que, para existir,
depende da tecnologia da realidade virtual. Neste caso, um software próprio acoplado a um
computador sofisticado reproduz o ambiente de uma biblioteca em duas ou três dimensões,
criando um ambiente de total imersão e interação”. (MARCHIORI, 1997, p 4).
Segundo pesquisa realizada no site da Biblioteca do Centro de Tecnologia da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, existem várias bibliotecas digitais disponíveis no Brasil, e são ricas
fontes de consultas para pesquisas acadêmicas e outras pesquisas de interesse geral da população.
Seguem-se abaixo algumas delas:
•
Biblioteca Digital da Abipti (disponível em: http://www.abipti.org.br/publicação
/site/paginaprincipal.htm): disponibiliza para acesso o catálogo on-line da biblioteca,
como livros, periódicos e informações detalhadas sobre as publicações disponíveis.
Também podem ser acessados determinados textos na íntegra. Em breve, a biblioteca
deverá ter, também, uma base de dados com as monografias dos cursos de Agentes de
Inovação e Difusão Tecnológica (Agintec), da Abipti, além de um serviço de resposta
técnica. Ainda conta com uma relação de links para outras bibliotecas digitais da área de
ciência e tecnologia;
•
Biblioteca Digital da UNICAMP (disponível em: http://libdigi.Unicamp.br/): a Biblioteca Digital da UNICAMP foi oficialmente instituída em 08/11/2001, através da portaria
nº GR-85, que trata da estruturação da Biblioteca Digital da UNICAMP. Permite indexar vários tipos de arquivos como: artigos, fotografias, ilustrações, obras de arte, revistas, registros sonoros, teses, vídeos e outros documentos de interesse ao desenvolvimento científico, tecnológico e sócio cultural;
•
Biblioteca Digital de Ciências (disponível em: http://www.ib.Unicamp.br/lte/bdc/): contém e disponibiliza o conteúdo do Laboratório de Tecnologia Educacional (LTE) do
Instituto de Biociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Além de artigos, imagens, links, apostilas, softwares e teses, estão incluídos a Revista Brasileira e
Ensino de Bioquímica e Biologia Molecular, publicada pela Sociedade Brasileira de
25
Bioquímica e Biologia Molecular. Na biblioteca, para cada material publicado, um fórum de discussão é automaticamente aberto;
•
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) – IBICT (disponível em:
http://bdtd.ibict.br/bdtd/): ela busca integrar os sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras, bem como estimular o registro e a publicação de teses e dissertações em meio eletrônico; e
•
Biblioteca - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (disponível em:
http://biblioteca.ibge.gov.br/): possui um acervo com cerca de 50 mil monografias, 1150
títulos de periódicos, 20 mil mapas e cartas, 30 mil documentos sobre divisão territorial
do Brasil, 80 mil fotos, entre outros. Dentre as coleções que compõem os acervos, cabe
destacar a Coleção Ibegeana, a Brasiliana com estudos de autores nacionais e estrangeiros, e as Obras Raras que reúnem documentos de expressivo valor histórico nas áreas de
estatística, geografia, com destaque para os recenseamentos de 1870, 1872 e 1890, bem
como demais documentos editados em meados do século XIX, inicio do século XX.
Disponibiliza a Coleção Digital do IBGE.
Todas essas bibliotecas digitais utilizam softwares para gerenciar seus acervos. Todos esses
softwares têm características comuns. Alguns deles podem ser baixados e customizados para
atender necessidades específicas de cada organização.
26
5
SISTEMA DSPACE
Lançado em 2002 e desenvolvido através da parceria entre Hewlett-Packard Labs-HPL e
Massachusetts Institute of Technology Library (MIT) com o objetivo de capturar, armazenar,
indexar, preservar e disseminar material de pesquisa. O Dspace atualmente é utilizado por dezenas
de instituições de pesquisa distribuídas pelo mundo, inclusive a Universidade Federal do Paraná.
Segundo Modesto (2006) norteado para o desenvolvimento de bibliotecas e repositórios digitais.
Utiliza banco de dados Postgresql com linguagem de programação Java. Possui interface
baseada em navegadores WEB. É um sistema que pode ser utilizado com os sistemas operacionais
Linux, Microsoft Windows, dessa forma, considerado como multiplataforma. Com código aberto,
open source, e é disponibilizado gratuitamente em SouceForge através da licença BSD.
O
Dspace
está
disponível
para
download
no
endereço
(disponível
em:
http://sourceforge.net/projects/dspace/). Foi projetado para aceitar todos os formatos de material
digital como: imagens, textos, áudio e arquivos de vídeo.
Segundo Modesto (2006) os repositórios construídos com o Dspace fornecem metadados
que não podem ser entendidos de maneira genérica como “dados sobre dados”, mas como um
conjunto de elementos que possuem uma semântica padronizada, que possibilita representar as
informações eletrônicas e a descrição de recursos eletrônicos de maneira bibliográfica. São
importantes para a identificação, organização e acesso à informação digital. Sua finalidade é
facilitar aos usuários a localização e recuperação das informações eletrônicas. Para armazenamento
dos metadados podem ser utilizados os bancos de dados Postgresql ou Oracle. O serviço de
indexação é provido pelo software Apache Lucene.
Segundo Filho (2007) os usuários são denominados e-people no ambiente Dspace. Ele
permite definição de direitos que variam desde o de administração, permite ao usuário ter acesso a
todas as funcionalidades do sistema, até o usuário anônimo que, somente, pode pesquisar
documentos na base de dados. Os e-people podem ser agrupados visando facilitar a administração.
Para algumas funções, como upload de documentos ou envio de notificação por correio-eletrônico,
é necessário que o e-people esteja cadastrado no sistema. Neste caso, dados que permitem a
identificação, incluindo senha criptografada e endereço de correio-eletrônico são requeridos e um
identificador único é gerado automaticamente pelo sistema.
O upload dos documentos é feito da seguinte forma, a saber:
•
É feito à carga de um arquivo em formato XML;
27
•
O Upload via Internet é feito através da interface WEB pelo próprio usuário, com o preenchimento dos dados requeridos e a transferência dos arquivos que contêm o documento a ser submetido; e
•
Submetido, o item é vinculado a uma coleção, inicia-se o processo de validação da submissão. Neste processo o administrador pode aceitar integralmente, parcialmente ou rejeitar a submissão.
Todas as etapas podem ser acompanhadas pelo usuário que submeteu o item. Validado, o
item passa para o módulo instalador que complementa o preenchimento dos metadados descritos e
executa os seguintes procedimentos finais:
•
Inclui data de ascensão;
•
Inclui data de disponibilização;
•
Inclui data de alteração, se for o caso;
•
Adiciona controles de segurança de validação de arquivos;
•
Adiciona o identificador único para o item;
•
Inclui o item na coleção alvo e adiciona as regras de autorização; e
•
Disponibiliza para consulta nos índices.
Ao término desta etapa, são notificados por correio-eletrônico o usuário que inseriu e os
usuários que desejam estar atualizados sobre novos documentos nas coleções de interesse.
28
6
SISTEMA NOU-RAU
O Nou-rau foi desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de
Computação da UNICAMP, é distribuído sob a licença GPL (disponível para download em:
http://www.softwarelivre.Unicamp.b.php/pagina_principal/Nou-Rau). O Software tem por objetivo
implementar um sistema on-line para arquivamento e indexação de documentos, provendo acesso
controlado e mecanismos eficientes para busca (MODESTO, 2006 ).
Segundo Modesto (2006) o Nou-Rau permite que o interessado localize um documento a
partir do seu título ou autor. Se o internauta ou usuário digitar uma palavra chave, o programa
procura em todo o acervo e seleciona as obras que satisfazem à busca, o mesmo ocorre se a pessoa
digitar um dado de uma tabela existente na obra, por exemplo.
Como descrito acima, o Nou-Rau tem por objetivo implementar um sistema on-line para
arquivamento e indexação de documentos, provendo acesso controlado e mecanismos eficientes
para busca.
O sistema Nou-Rau possui uma estrutura hierárquica de tópicos. O administrador do sistema
tem várias opções de configuração para cada tópico, também pode impor limites ao tamanho desses
documentos. Ainda, segundo Modesto (2006) as metas do software são:
•
Armazenar qualquer tipo de documento;
•
Manter informações básicas (sempre) e específicas (quando necessário) sobre cada documento;
•
Permitir pesquisa tanto nos metadados quanto em texto integral;
•
Permitir que se adicionasse ao acervo apenas o que for autorizado; e
•
Possibilitar a verificação de vírus externa.
A organização funcional do Nou-rau é a seguinte:
•
Documentos: são arquivos submetidos ao sistema, além de seus metadados. Os documentos são armazenados e, em alguns casos, comprimidos internamente ao sistema,
sendo retornados em sua forma original no momento da consulta do usuário;
•
Tópicos: são agrupamentos de documentos relacionados por assunto específico. Para
cada tópico há um responsável por seu gerenciamento. Os tópicos podem ser organizados hierarquicamente;
29
•
Categorias: são tipos de documentos válidos. Assim, pode-se definir que para determinado tópico, apenas documentos de determinadas categorias sejam aceitos. O tamanho
máximo do documento também pode ser limitado, conforme sua categoria; e
•
Formatos: cada categoria aceita um ou mais formatos de arquivo. Podem-se definir formatos além dos mais comuns, já predefinidos pelo sistema (doc, pdf, mp3, etc.).
Segundo Santos (2006) os seguintes formatos de arquivos são suportados: ASCII, HTML,
RTF, SGML, WML, XML, documentos do Word, Excell E Powerpoint, PDF, Postscript, Tex, Latex
E Dvi.
Ainda segundo Modesto (2006) no Nou-rau, o usuário pode assumir um (ou vários) dos
seguintes papéis:
•
Visitante: acessa o repositório apenas para consultar, não precisa estar cadastrado, mas
limita-se a consultar tópicos, efetuar buscas e fazer download de documentos;
•
Colaborador: é uma pessoa cadastrada no sistema. Um colaborador pode fazer upload
de novos documentos, tornando-se o dono desses documentos. Para tanto cabe a um colaborador escolher um tópico e uma categoria associada ao mesmo, submeter um arquivo e fornecer os dados necessários para o cadastramento deste documento. Após ser
aprovado, o documento pode ser atualizado ou removido pelo seu dono, e seus dados
podem ser modificados.
•
Responsável: administra os tópicos, inclusive aprovando ou não os documentos submetidos;
•
Administrador: está hierarquicamente acima dos outros usuários, cuidando da manutenção do sistema, criação de tópicos, manutenção das categorias e formatos de documentos, bem como associando usuários às suas respectivas tarefas.
Nada impede que uma mesma pessoa atue com mais de um perfil, como por exemplo, o
responsável por um tópico que também age como colaborador em um outro tópico.
O processo de submissão de um documento envolve o upload por parte de um colaborador, a
avaliação do responsável pelo tópico e a possível verificação de vírus pelo administrador. Se um
documento não for aprovado em qualquer dessas etapas, ele é apagado da base de dados, sendo
enviado um aviso ao colaborador que submeteu o documento. A busca pode ser realizada tanto nos
metadados quanto no texto integral das obras (desde que tenham sido indexadas), mas não é
possível definir que se quer buscar apenas em um elemento dos metadados como o título, por
exemplo. A seguir, segue o fluxo de eventos do processo de inserção de um arquivo na base de
dados, quais sejam:
30
•
Quando um documento é submetido por um colaborador, este fica em uma fila de espera, aguardando aprovação;
•
O responsável é notificado por e-mail de que um novo documento está disponível, acessa o sistema e avalia tanto o conteúdo do documento quanto as informações enviadas.
Se estiver de acordo, o documento é integrado ao arquivo do sistema e torna-se disponível para consulta, caso contrário ele é apagado;
•
O colaborador é então notificado por e-mail de que seu documento foi aprovado, ou de
que ele foi rejeitado. No caso de rejeição ele recebe também a razão de não ter sido
aceito; e
•
Quando o documento submetido for de um formato marcado como sensível, ocorre uma
etapa adicional, quando tal documento deverá ser verificado pelo administrador (eventualmente com um software anti-vírus externo). Somente após a aprovação deste documento é que o responsável será notificado, continuando o processo normal.
31
7
ALEXANDRIA BIBLIOTECA ON-LINE
É um sistema de gerenciamento de acervos desenvolvido para atender as necessidades de
bibliotecas e centros de documentação de diversos tamanhos e diferentes finalidades. Foi
desenvolvido modularmente, possui versões para bibliotecas, arquivos e centros de documentação.
Utiliza o padrão internacional MARC21 de registros e pode gerenciar e organizar documentos
jurídicos. Relaciona os registros bibliográficos a arquivos digitais, páginas da WEB, documentos
textuais e imagens.
Foi desenvolvido pela Consultoria e Desenvolvimento Especializada Docs & Bytes.
É uma ferramenta para gerenciar, também, de bancos de imagens, pois indexa arquivos
digitais nos diversos formatos às informações bibliográficas, entre eles: JPG, GIF, BMP, TIF.
O sistema Alexandria também pode indexar arquivos de texto e PDF.
Desenvolvido para Ambiente Windows possui interfaces amigáveis; funciona em Rede,
Stand Alone ou via Internet/Intranet, em páginas dinâmicas construídas em ASP ou PHP. É
fornecido em três versões: Biblioteca Pessoal, Biblioteca Profissional e Centro de Documentação.
Desenvolvido na linguagem MS Visual Basic 6.0 funciona sob a plataforma MS Windows
98, NT, 2000 e Linux e utiliza-se de bancos de dados MS Access, Oracle, SQL Server ou MySQL.
Explorando a arquitetura cliente-servidor (nas versões para funcionamento em rede) o
sistema tem dados arquivados unicamente no banco de dados instalado no equipamento servidor da
rede, facilitando assim também a política de geração de arquivos de segurança (backups).
Todos os demais componentes de operação podem ser instalados ou desinstalados de
estações cliente sem afetar o funcionamento das demais. É possível manter mais de um banco de
dados, todavia em cada sessão apenas um banco de dados poderá ser acessado, além do que, a
necessidade de mudança de banco de dados implica necessariamente em encerramento e abertura de
nova sessão.
Permite a recuperação das informações catalogadas através de browsing em índices de título,
titulo de periódico, autor, assunto, série e editora; através da combinação de termos de busca com o
uso de operadores booleanos "e" e "ou"; por qualquer palavra ou fragmento (mínimo de três letras)
de palavra usada na catalogação; e por números, de classificação, tombo e chamada. Além disso, a
função permite registrar em arquivo texto o resultado obtido, com todos os metadados registrados
sobre o item ou em formato de referência bibliográfica e efetuar reserva de itens da coleção para
usuários cadastrados.
32
Permite a localização e visualização do conteúdo integral ou parcial dos materiais (índices,
trechos ou outras informações - até 64kb por exemplar) e a visualização, se disponibilizado, do
conteúdo integral, ou parcial, dos materiais catalogados.
Possui um módulo de relatórios que oferece listagens gerenciais e estatísticas de todas as
suas funções e módulos. Abaixo serão descritos alguns tipos de relatórios, como exemplo:
•
Aquisição: pedido de orçamento, requisição de compra, reserva e empenho;
•
Catalogação: por títulos, autores, assunto, tombo, exemplares, classificação; listas de
autores, remissivas e assuntos; inventário de coleção e controle patrimonial; e
•
Circulação: exemplares emprestados e em atraso, listas de reservas, avisos de cobranças,
listagens estatísticas para orientar as políticas de acervo (mais emprestados, mais consultados, etc.).
33
8
COMPARAÇÃO ENTRE AS FERRAMENTAS
Foram verificadas através de pesquisas algumas diferenças básicas dos sistemas acima
relacionados e citados. Os mesmos foram analisados pelo pesquisador com o intuito de constatar
sob o foco de suas funcionalidades básicas qual deles é o melhor para instalação e configuração na
biblioteca da EsAEx. Conforme a tabela abaixo:
Funcionalidades
Ferramenta
Sistema Operacional
Linguagem de
Nou-Rau
Linux
PHP
Dspace
Linux
Java
Alexandria
Windows/Linux
Visual Basic/ ASP/PHP
Programação
Interface
SGBD
WEB
Postgresql
WEB
Postgresql
Stand Alone / WEB
MS Access, Oracle, SQL
Apache
Server e My SQL.
Apache
Indexador
htdig
Usuários
Administrador
Responsável
Colaborador
Visitante
Controles de
Direitos Autorais
Software Livre
Busca por palavras
chaves e ou autor,
título, ano ou data.
Interação com o
usuário Através de
e-mail
Lucene
Administrador
Usuário
Cliente
Não
Lucene
e-people
Administrador
Autor
Leitor
Usuário
Anônimo
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Não
Sim
Sim
Sim
Não
Não
Tabela 2 – Comparação de algumas funcionalidades do Dspace, Nou-rau e Alexandria On-line.
Fonte – elaborado pelo Autor.
34
9
PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO
Analisado quais seriam as necessidades específicas (requisitos), viu-se que não se tratava
simplesmente de um projeto de indexação e recuperação informação, se tratava de algo muito mais
complexo, envolvia a gestão do conhecimento, com isso o software deveria contemplar todo o fluxo
informacional que vai desde o armazenamento da informação até sua apresentação. A interface do
software deve ser intuitiva, caso contrário corre-se o risco da utilização do repositório ficar aquém
do ideal, porque o usuário pode não estar disposto a realizar buscas incansáveis à procura de um
determinado tema de pesquisa. O software deve ser fácil de utilizar e não necessitar de instalação ou
configuração na máquina do usuário final, o que é viável utilizando-se um software via WEB.
Após a pesquisa realizada em um ambiente controlado onde foram instalados os softwares
em pesquisa e com isso, verificadas as principais funcionalidades, foi escolhido o software Nou-Rau
em detrimento do Dspace e Alexandria on-line.
Para exemplificar a importância do sistema NOU-RAU, sua utilização por grandes
organizações de ensino e o substanciado como caso de sucesso, segue abaixo algumas instituições
que o utilizam como sistema de biblioteca. Tais como: Faculdade de Jaguariúna, Biblioteca Digital
da UNICAMP, Nou-Rau EMBAP - Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Biblioteca Digital da
Produção Científica, Tecnológica, Artística e Cultural da Universidade Estadual de Londrina,
Biblioteca Digital Unesp, Universidade São Marcos e sistema de educação à distância da
UNICAMP.
Como foi definido, após os testes realizados, que seria o sistema Nou-Rau, sugere-se abaixo
um passo a passo de um processo de instalação e configuração, considerando-se que nada impede a
Escola de utilizar seu processo padrão, caso haja. Segue o processo proposto:
•
Instalar o software em um ambiente de estudo e controlado para se ter a certeza que o
mesmo serve e atende a todos os requisitos do cliente e usuários do sistema, além de
atentar para as dificuldades neste processo (instalação e configuração);
•
Atendendo todos os requisitos e autorizado pelo Comandante da Escola, deve-se verificar onde o sistema será instalado, ou seja, espaço físico;
•
Verificar qual a distribuição Linux será utilizada;
•
Verificar com o administrador de rede se o banco de dados ficará no mesmo servidor da
aplicação;
35
•
Instalar o sistema fazendo uso do passo a passo descrito no anexo A deste trabalho;
•
Após a instalação nomear um responsável pelo sistema, ou seja, uma pessoa que possa
exercer o papel de administrador do sistema;
•
Inserir as monografias e arquivos digitalizados na base de dados, com o intuito de verificar se está sendo indexado corretamente pelo sistema;
•
Realizar testes funcionais e depois teste de integração;
•
Disponibilizar a um público alvo reduzido para ser testado;
•
Disponibilizar através de endereço na rede interna; e.
•
Por fim, se for o caso, disponibilizar pela Internet.
O sistema Nou-rau dever ser instalado em um servidor e com a observância dos seguintes
requisitos, que são: Sistema operacional GNU/Linux ou outro da família UNIX, linguagem PHP,
linguagem Perl, banco de dados Postgresql, servidor de páginas Apache e uma rede para acessar o
servidor de aplicação e o banco de dados. Algumas configurações são necessárias no servidor
Linux, pois, na instalação do sistema Nou-Rau serão realizadas algumas compilações, utilizando os
comandos: ./configure, make e make install. Com isso serão necessários os pacotes para compilação
C e C++. Como sugestão para melhor administrar o banco PostrgreSql pode-se utilizar o
phppgadmin.
Antes de iniciar a instalação e configuração do sistema é necessário atualizar o sistema
operacional através do comando aptitude update depois aptitude dist-upgrade.
Após realizar o descrito acima, deve-se iniciar os downloads dos pacotes necessários para a
instalação do sistema, assim como exposto no anexo A.
36
10 TELAS IMPORTANTES DO SISTEMA
Abaixo seguem algumas telas do sistema, com o intuito de familiarizar os usuários com a
sua forma gráfica, demonstrando a facilidade de uso, os componentes da página e a fácil
navegabilidade, dentre outras características. Foi sugerido, por esse trabalho acadêmico, o nome de
Quitéria – Sistema de Gestão do Conhecimento.
Figura 2 – Formulário de solicitação de registro.
Fonte – elaborado pelo autor
O sistema solicita ao futuro usuário um endereço de e-mail para realizar o registro, pois
algumas instituições só cadastram usuários que possam ser identificados por algum tipo de código
interno ou mesmo endereço de e-mail da própria instituição. Quando o usuário efetua o cadastro o
administrador recebe a solicitação e aprova seu cadastro, com isso o sistema envia um e-mail
contendo um link que dará acesso a um novo formulário para que ele possa registrar seu nome de
usuário e uma senha.
37
Figura 3 – Formulário de cadastro.
Fonte – elaborado pelo autor.
Formulário para realização do cadastro e criação de um login e senha, é de utilidade do
administrador do sistema. Após a realização do cadastro, o usuário pode acessar o sistema através
do login e senha criada no formulário de cadastro de usuários. Em seguida poderá utilizar os
mecanismos de envio e gerenciamento de documentos disponíveis no sistema. Utilizando o sistema
através do login e senha, particular para cada usuário, obtém-se uma série de vantagens, como a
possibilidade de acessar diretamente os tópicos de cada usuário, individualmente.
Figura 4 – Formulário de login.
Fonte – elaborado pelo autor
38
Após ter recebido a senha, quando devidamente autorizado pelo administrador do sistema, o
usuário poderá inserir documentos em tópicos relativos.
Figura 5 – Formulário Principal do Sistema Nou-Rau.
Fonte – elaborado pelo autor
Tela principal do sistema, onde estão os tópicos principais, os documentos mais acessados,
além de uma pequena descrição da importância do sistema feita pelo administrador. Permite
também as consultas de artigos, além de disponibilizar consultas mais elaboradas através do link
procura avançada.
Figura 6 – Formulário listar usuários cadastrados.
Fonte – elaborado pelo autor
Esse formulário lista todos os usuários cadastrados no sistema. Clicando sobre o link,
referente ao nome, abrirá um pequeno perfil e o endereço de e-mail para contato.
39
11 CONCLUSÃO
A partir do levantamento dos requisitos iniciais, entendimento das necessidades da
instituição e da análise dos principais aplicativos atualmente disponíveis no mercado, conclui-se
que existe um software, uma solução livre em qualidade, suficiente para atender às necessidades da
EsAEx e Colégio Militar de Salvador, no que tange à gestão do conhecimento e indexação de
arquivos, é o sistema de Biblioteca Digital Nou-Rau desenvolvido pela UNICAMP. A Biblioteca
Digital Quitéria – Sistema de Gestão do Conhecimento, nome proposto, tem suas peculiaridades na
instalação, mas há na EsAEx militares capacitados em software livre e arquitetura de redes para
seguir o passo a passo da instalação e instalar o software sem maiores problemas, visto que o
sistema operacional no qual o Nou-Rau deverá ser configurado é o Linux e a linguagem na qual ele
foi desenvolvido é o PHP.
Deu-se inicio a grande tarefa que é gerenciar a informação na EsAEx e tentar da melhor
maneira possível transformar todo o conhecimento tácito em explícito, através da disponibilização
dos TCC, trabalho de conclusão de curso dos alunos, arquivos digitalizados, livros digitalizados,
normas, etc., que poderão ser gerenciados através da implantação da ferramenta escolhida, após ser
customizada, adaptada e autorizada a sua instalação pelo Comandante da EsAEx/CMS.
A Gestão do Conhecimento é de extrema importância e estratégica, pois como dito
anteriormente nesta pesquisa, às organizações que conseguirem dominar a informação e o
conhecimento, com certeza, terão muitas vantagens sobre os concorrentes, não importa se as
mesmas são ou não da área Governamental, o importante é que conhecimento é conhecimento e
pode ser transformado em inteligência, desde que bem armazenado e recuperado, disponibilizado e
compartilhado no momento que for preciso.
40
REFERÊNCIAS
AMAZONAS, A M. Integrando motores de indexação de dados para a construção de sistemas
de recuperação de informação em ambientes heterogêneos. Revista de Gestão da Tecnologia e
Sistemas de Informação. Tecsi Fea Usp. Vol. 5, No. 2, p. 193-222, 2008.
BALANDIER, G. Antropo-logiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1974.
CARVALHO, B. Iniciando com o Apache Lucene. Disponível em: <http://www.fabsoft.
cesupa.br/novo/blog/index.php?ption=com_ content& task=view&id= 78&Itemid=46 >. Acesso
em: 22 abr. 2009.
CRUZ, T. Gerência do conhecimento. São Paulo: Cobra, 2002.
DAVENPORT, T H.; PRUSAK, L. Conhecimento Empresarial: como as organizações
gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
DIXON, N. Common knowledge: how companies thrive by sharing what they know. Boston:
Harvard Business School Press, 2000.
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41
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43
ANEXO
ANEXO A – Passo a passo para a instalação e configuração do sistema
Antes de iniciar a instalação do sistema deve-se baixar o arquivo Nourau_1.1.tar.gz
(disponível no site http://www.softwarelivre.Unicamp.br/index.php/Pagina_principal), após isso,
deve-se descompactar o arquivo no diretório /home/nou-rau, se o mesmo não existir deverá ser
criado.
Instalação do Apache
Instalar usando o comando aptitude install apache2. Testar o apache2, digitar no browser
(http://localhost).
Instalar o Postgresql-8.3
Instalar usando o comando aptitude install postgresql-8.3. Reiniciar o apache2, através do
comando (/etc/init.d/apache2 restart ).
Instalar o Phppgadmin
Sugere-se para melhor interagir com o postgres, a instalação do phppgadmin que é fácil
através do comando aptitude install phppgadmin. É necessário criar um link simbólico para criar a
interface entre o postgres e o phppgadmin, através do comando: ls –s /etc/phppgadmin/apache.conf
/etc/apache2/conf.d/phppgadmin.conf.
44
Instalar o PHP
Instalar usando o comando aptitude install php5. Reiniciar o apache2, através do comando
(/etc/init.d/apache2 restart ).
Instalar os demais pacotes
Abaixo segue a instalação de pacotes obrigatórios para inicialização do sistema.
•
File: instalar o pacote file a partir de sua distribuição Linux (aptitude install file).
•
Htdig: extrair os fontes, entrar no novo diretório e compilar o pacote com os seguintes
comandos:
./configure --prefix=/usr/local/htdig --enable-bigfile
make
make install
(Download: http://www.htdig.org/where.html)
•
Perl: instalar o pacote perl a partir de sua distribuição Linux (aptitude install perl).
Instalação dos conversores
Os conversores servem para converter arquivos de formatos proprietários para os formatos
livres que o Linux utiliza.
•
antiword : extrair os fontes, entrar no novo diretório e compilar o pacote com as seguintes linhas:
BDIR=/usr/local/antiword/bin
RDIR=/usr/local/antiword/share
perl -pi -e "s|/usr/share/antiword|$RDIR|" antiword.h
make LOCAL_INSTALL_DIR=$BDIR LOCAL_RESOURCES_DIR=$RDIR install
45
É conveniente alterar a permissão dos arquivos instalados:
chmod 755 /usr/local/antiword/bin/*
chmod 644 /usr/local/antiword/share/*
(Download: http://www.winfield.demon.nl/#Programmer)
•
dvi2tty: criar o diretório '/usr/local/dvi2tty/bin' e copie para ele o binário 'dvi2tty' que
acabou de ser criado através da distribuição do Linux utilizando o comando (aptitude
install dvi2tty).
•
pstotext: instalar o pacote ghostscript a partir de sua distribuição Linux. Criar o diretório
'/usr/local/pstotext/bin' e copiar para ele o binário 'pstotext' que acabou de ser criado
através da distribuição do Linux utilizando o comando (aptitude install pstotext).
•
recode: instalar o pacote a partir de sua distribuição Linux através do comando (aptitude install recode).
•
xlHTML: instalar o pacote a partir de sua distribuição Linux através do comando (aptitude install xlhtm).
•
xpdf: instalar o pacote a partir de sua distribuição Linux através do comando (aptitude
install xpdf).
Configurar o Apache
Deve-se adicionar as seguintes linhas nas seções apropriadas do arquivo 'httpd.conf , ou se
no caso, for instalado o phppgadmin no arquivo /etc/phppgadmin/apache.conf':
LoadModule php5_module modules/libphp5.so
AddModule mod_php5.c
AddType application/x-httpd-php .php
Após esse passo é preciso incluir 'index.php' como uma página válida de índice, alterando o
default do Apache2 para:
DirectoryIndex index.php index.HTML
É preciso fazer com que o Apache habilite o funcionamento do PHP no diretório onde estará
o Nou-Rau, além de definir os modos corretos de operação do mesmo. Para isso, devem-se inserir
as seguintes linhas no final do arquivo de configuração, modificando o caminho após a diretiva
46
'Directory' para o diretório onde o Nou-Rau será efetivamente instalado (em algumas distribuições
poderia ser '/home/httpd/HTML/nou-rau'):
<Directory /var/www/default/nou-rau>
php_flag engine
on
php_flag magic_quotes_gpc on
php_flag register_globals
on
</Directory>
Configurar o PostgreSql
Criar uma conta de acesso e uma base de dados. Isso deve ser feito não como 'root', mas
como o usuário default 'postgres', justamente por questões de segurança.
Cada distribuição de Linux traz o Postgresql pré-configurado. Pode-se observar (e
eventualmente alterar) a configuração utilizada no arquivo 'pg_hba.conf', que normalmente fica em
'/etc/postgresql/8.3/main/pg_hba.conf'.
Quando a configuração é 'trust', qualquer conta do Postgresql pode ser criada para o NouRau. Quando a configuração é 'ident', deve ser criada uma conta que coincida com o usuário
utilizado pelo Apache, que normalmente é 'www' ou 'nobody'. Quando a configuração depender de
senha, esta deve ser especificada juntamente com a conta de acesso utilizada. A seguir um exemplo
de configuração do arquivo 'pg_hba.conf' do Postgresql para funcionamento com o Nou-Rau:
# TYPE DATABASE USER
IP-ADDRESS
IP-MASK
METHOD
local
all
all
trust
host
all
all
127.0.0.1
255.255.255.255 trust
A configuração default do Nou-Rau para uma conta de acesso 'www', é sem senha. Caso seja
necessário, alterar esta conta para outro nome adequado e/ou forneça uma senha.
O PostgreSql deve estar configurado para aceitar conexões via TCP/IP, isso pode ser feito
habilitando opção 'tcpip_socket' e deixá-la setada com o valor "true" no arquivo de configuração do
Postgresql (Postgresql.conf). Após essa modificação no arquivo de configuração é necessário
reiniciar o Postgresql.
Nas linhas abaixo uma conta 'www' do Postgresql é criada, juntamente com um banco de
dados chamado 'rautu':
# su postgres
$ createuser -A -D www
47
$ createdb nourau
Instalar o Nou-Rau
Editar o arquivo 'Makefile' que veio junto com os fontes do Nou-Rau e mudar a definição da
variável 'BASE' para o nome da base de dados criada se for diferente de 'nourau'. Também alterar
'USER' para o nome da conta de acesso criada anteriormente, caso seja diferente de 'www'.
Se desejado, alterar o diretório onde os arquivos de dados do Nou-Rau serão instalados
('NRDIR'), que por default é '/home/nou-rau'. Se necessário, alterar também a localização do pacote
Htdig.
Executar então 'make install', no mesmo diretório em que se encontra o arquivo 'Makefile'
como usuário 'root':
# su
$ make install
Caso esta seja a primeira instalação, as tabelas e dados iniciais serão criados no Postgresql.
Caso já existam dados no banco, este comando fará um backup do conteúdo atual e atualizará as
tabelas se necessário.
Para este 'make' funcionar é preciso que os programas 'psql' e 'pg_dump' estejam
disponíveis. Em algumas distribuições esses programas são distribuídos separadamente do servidor
de banco de dados, eventualmente em um pacote chamado 'PostgreSql-clients' ou algo parecido.
Também é necessária a versão em linha de comando do PHP, chamada simplesmente 'php'.
Caso algum destes programas não estiver no path, altere as definições no início do 'Makefile'
e indique o caminho completo de cada um deles.
Copiar todo o conteúdo do diretório 'www' do pacote do Nou-Rau para o diretório dentro da
hierarquia pública do Apache2 (por default '/var/www/default/nou-rau'). É fundamental que esse
diretório esteja visível através do servidor Apache.
Configurar o Nou-Rau
48
Editar o arquivo 'config.php' e alterar se necessário as variáveis nele definidas. Se forem
diferentes do default, especificar a base de dados ($cfg_base) e o nome da conta de acesso ao
PostgreSql ($cfg_user).
Em especial é necessário alterar a variável '$cfg_site' para apontar para a URL em que foi
instalado o Rau-Tu. Alterar também o endereço para contato definido em '$cfg_WEBmaster'.
Apenas um usuário do Nou-Rau é criado por default, 'admin', com senha 'admin'. Acessar o
sistema através do endereço principal, entrar como administrador, alterar esta senha inicial e criar
novos tópicos e usuários.
Se foram instalados os arquivos de dados do Nou-Rau em um local que não '/home/nou-rau',
será necessário alterar a variável '$cfg_dir_base' no arquivo 'config_d.php'. O mesmo vale para a
localização do File, do htdig e dos demais pacotes instalados.