Strategy-Train Small Enterprise Strategic Development Training Módulo IV Formulação da Estratégia Unidade 6 Internacionalização das PMEs Autores Ioanna Garefi, (ATLANTIS) Material de treinamento online www.strategy-train.eu Andy Syrianoy Projecto financiado com o apoio da Comissão Europeia. A informação contida nesta publicação vincula exclusivamente o autor, não sendo a Comissão responsável pela utilização que dela possa ser feita. Índice Módulo IV. Formulação da Estratégia Unidade 6 : Internacionalização das PMEs Prólogo Prólogo ............................................................................................................................... 3 Palavras-Chave .............................................................................................................. 3 Objectivo de Aprendizagem ....................................................................................... 3 Tempo Estimado............................................................................................................. 3 Introdução ......................................................................................................................... 3 6.1 Internacionalização das PMEs.............................................................................. 4 6.1.1 O que se entende pelo termo Internacionalização?.................................. 4 6.1.2 Porque adoptar um Estratégia de Internacionalização? ........................... 5 6.1.3 Onde posso encontrar Apoio para a minha Estratégia de Internacionalização?..................................................................................................... 6 6.1.4 Como devo implementar a minha Estratégia de Internacionalização? . 8 6.1.5 Internacionalização das PMEs Europeias .................................................... 13 Resumo dos Pontos Principais ....................................................................................... 15 Bibliografia ....................................................................................................................... 16 Livros/Artigos .................................................................................................................16 Websites ......................................................................................................................... 16 Módulo IV – Unidade 6 2 Módulo IV. Formulação da Estratégia Unidade 6 : Internacionalização das PMEs Prólogo Palavras-Chave Internacionalização, Investimento Estrangeiro, Rede de Negócios, Agências Nacionais de Investimento, Marketing, Formulação de Estratégia Internacional, Globalização, Entrada nos Mercados Estrangeiros, Modelo em Seis Passos, Negócio on-line, Exportação, Franchising, Licenciamento, Joint Ventures, Estandardização Objectivo de Aprendizagem O objectivo desta unidade é ajudá-lo a desenvolver competências de liderança efectivas em gestão e negócios, que lhe permitirá lidar com questões de gestão que surgem quando uma empresa pretende expandir a sua actividade e negócios para mercados estrangeiros. A unidade irá incidir principalmente no papel das PMEs na economia globalizada e as opções possíveis de internacionalização. Neste contexto, a unidade irá analisar os custos e riscos da internacionalização, e como poderá desenvolver uma estratégia adequada, e proporcionar informação geral introdutória sobre o complexo, mas promissor tema da internacionalização para si e para o seu negócio. Irá, assim, ajudá-lo a ter um melhor entendimento da situação actual e das opções em aberto. Se não estiver familiarizado com os modos e estratégia da internacionalização, o curso servir-lhe-á como ponto de partida a partir do qual poderá construir a sua estratégia. Se já tem negócios em mercados estrangeiros, o curso poderá ajudá-lo a organizar o seu investimento e a considerar opções das quais não tinha consciência. Tempo Estimado Para completar este curso deverá demorar aproximadamente 45 minutos, e aproximadamente 45 minutos para ponderar e construir as suas opções estratégicas relacionadas com a internacionalização, isto claro, se decidir que este é o caminho para a sua empresa. Introdução Numa economia global, actualmente caracterizada pelo aumento da competição e avanços em todos os campos, devidos aos rápidos progresso tecnológicos e à formulação de novas políticas, uma empresa que deseje permanecer competitiva, deverá considerar a opção da internacionalização. As fronteiras estão gradulamente a desaparecer e os avanços tecnológicos eliminam a distância, as empresas podem agora aceder fácil e gratuitamente aos mercados internacionais interesssantes (devido à liberalização dos mercados). Consequentemente, as condições actuais dos mercados facilitam Módulo IV – Unidade 6 3 as operações internacionais, tanto a nível global e, especialmente ao nível da UE, devido à expansão rápida no mercado da UE. As três principais forças motrizes identificadas que contribuíram significativamente para o processo de globalização são: 1. A liberalização da movimentação de capital e falta de regulamentação nos serviços financeiros. 2. A maior abertura dos mercados ao comércio estrangeiro e investimento, o que levou a uma maior competição internacional. 3. O papel da tecnologia, no campo da Informação e Comunicação (TIC) na economia global. 1 Os factores acima mencionados, para além do aumento da competição a nível internacional, ditaram uma abordagem mais competitiva e aberta do mercado por parte das PMEs, à medida que se têm tornado um assunto de interesse para os decisores políticos e corpos governamentais. Assim, o seu papel deverá levar em conta um contexto de negócio global. A sobrevivência nas actuais condições de mercado requer uma estratégia de internacionalização bem desenvolvida, e mais importante competências de gestão e conhecimento que o levará a tomar as melhores decisões. De facto, é exactamente por isto que esta unidade irá ajudá-lo, pois irá providenciar-lhe as orientações e informação gerais que ajudá-lo-ão, não só, no processo de tomada de decisão, mas também na formulação da estratégia da sua empresa. 6.1 Internacionalização das PMEs 6.1.1 O que se entende pelo termo Internacionalização? O termo internacionalização acolhe todas as actividades que uma empresa desenvolve para os mercados estrangeiros. Alterações políticas e económicas no terreno global certamente influenciaram o termo ao ponto de agora envolver mais actividades, do que a mera exportação de bens para outros países. Deste modo, a internacionalização pode assumir muitas formas, como o investimento num país estrangeiro (investimento directo estrangeiro), formação de parcerias com empresas estrangeiras, subcontratação de especialistas estrangeiros, fazer parte de redes internacionais, e muito mais. De um ponto de vista histórico, a internacionalização dos negócios começou simultaneamente com a capacidade da humanidade de viajar através do mar e atravessar fronteiras, o termo em si pode ser interpretado e definido de acordo com várias perspectivas e pontos de vista.2 OECD Handbook on Economic Globalisation Indicators, OECD, 2005, p.16. Internationalization Process of SMEs: Strategies and Methods, Mohibul Islam Masum Alejandra Fernandez, Junho 2008, p. 11. 1 2 Módulo IV – Unidade 6 4 O número de pequenas empresas que operam a um nível internacional tem vindo a aumentar a um ritmo lento mas constante, como resultado, a contribuição para a economia global tem vindo a ser reconhecida, um facto que também altera a sua posição como potenciais parceiros comerciais. 3 Os investigadores apontam que o tempo decorrente entre um empresa se estabelecer e a sua primeira actividade internacional tem vindo a diminuir; um factor que incita as PMEs a desenvolverem a sua actividade de forma atempada e organizada, por forma a acompanharem o desenvolvimento e avanços da economia.4 Não obstante, uma PME que decida empreender uma operação internacional (tanto interna como externa) deverá seguir um certo modelo que envolve uma série de actividades, que serão integradas na estratégia da firma. Esta série de acções formarão a estratégia de internacionalização para o desenvolvimento da empresa, que deverá estar assente nos seus recursos disponíveis, pois a falta de recursos poderá pôr seriamente em causa a viabilidade da operação internacional que a PME deseja realizar.5 6.1.2 Porque adoptar um Estratégia de Internacionalização? A estratégia é uma parte integrante do futuro que moldará os objectivos da sua companhia; deste modo é uma decisão muito importante no que concerne as suas actividade de longo termo. Para a maioria das PMEs, a internacionalização não faz parte da sua estratégia e a maioria dos gestores de PMEs recentemente criadas preferem focar-se no mercado local, até que a empresa se torne forte o suficente em relação à sua concorrência local. 6 Isto faz sentido, uma vez que as PMEs funcionam numa escala menor que as empresas multinacionais e o factor de risco é maior para elas. Os custos elevados são definitivamente a barreira mais importante à internacionalização para as PMEs, bem como capital insuficiente e o factor de risco aumentado. Contudo, também se deverá ter em conta que a menor escala das PMEs pode igualmente servir como uma vantagem, porque as torna mais flexíveis e eficentes; a eficiência não só serve como uma boa condição prévia de aprendizagem experimental adequada à internacionalização, mas também como um remédio para superar a falta de recursos.7 Não obstante, a internacionalização como resultado de uma estratégia sólida poderá revelar-se como bem sucedida e constituir uma vantagem competitiva OECD, Green Paper, 2003. Change in SME Internationalisation – A Network Perspective, Niina Nummela, 2002, p. 3. 5 Edelman, L., Brush, C., Manolova, T., The impact of human and organizational resources on small firm strategy, 2001. 6 Jonas Onkelinx, Leo Sleuwaegen, Internationalization of SMEs, Março 2008, p. 20. 7 EU Research on Social Sciences and Humanities, National Corporate Cultures and International Competitiveness Strategies — the Challenge of Globalisation for European SMEs, p. 105. 3 4 Módulo IV – Unidade 6 5 para a sua empresa no mercado mundial. Em baixo, estão resumidas as principais vantagens que a sua empresa provavelmente ganhará com a adopção da estratégia internacional, com base, obviamente na magnitude dos seus planos e projectos: 1. Acesso a novos mercados (através da diversificação de mercados) e clientes para produtos e serviços já existentes 2. Capitais provenientes da entrada em mercados estrangeiros 3. Acesso a processos de produção de grande valor e minimização dos custos de trabalho 8: mão de obra barata, mão de obra especializada, matériasprimas, etc. 4. Desenvolvimento de competências nucleares (tecnologia, saber-fazer, para as empresas mais orientadas estrategicamente)9 5. Gestão de risco empresarial10 6. Lançamento de novos produtos através do aumento da competição internacional no mercado interno11 (quanto mais complexa for a forma da internacionalização, maior o efeito na competitividade12) 7. Trabalho em rede que advém da interacção entre empresas e pode levar à transferência de conhecimento e colaboração na pesquisa e desenvolvimento (isto aplica-se para estratégias mais complexas e a projectos de maiores dimensões) Consequentemente e tendo em conta as vantagens supracitadas, é óbvio que a internacionalização está interligada com a perspectiva de cadeia de valor, i.e. maximizar o retorno e minimizar os custos de aquisição, produção e vendas.13 EXERCÍCIO: Perca algum tempo e pense em quais as opções que melhor se adequam à sua empresa e anote as potencias vantagens que poderá ganhar com a expansão do seu negócio para mercados estrangeiros. 6.1.3 Onde posso encontrar Apoio para a minha Estratégia de Internacionalização? Nesta secção far-se-á referência aos factores e agência de apoio que podem ajudá-lo nos seus esforços de internacionalização. Redes de Negócio Apesar da pesquisa não oferecer muitas evidências empíricas, as redes de negócio podem oferecer às empresas um nível de assistência significativo na European Commission, Observatory of European SMEs, 2003, no. 4, p. 27. Jonas Onkelinx, Leo Sleuwaegen, INTERNATIONALIZATION of SMEs, Março 2008, p. 21. 10 Jonas Onkelinx, Leo Sleuwaegen, INTERNATIONALIZATION of SMEs, Março 2008, p. 21. 11 European Commission, Observatory of European SMEs, 2003, no. 4, p. 27. 12 European Commission, Observatory of European SMEs, 2003, no. 4, p. 42. 13 European Commission, Observatory of European SMEs, 2003, no. 4, p. 27. 8 9 Módulo IV – Unidade 6 6 internacionalização. 14 As redes de negócios podem oferecer-lhe potenciais parceiros e, assim, oportunidade para realizar negócios no estrangeiro. Ao juntar-se a uma rede de negócio, terá também a oportunidade para colaborar mais frequentemente com outras PMEs, quer tome a forma de uma cooperação formal. 15 A Internet A internet pode servir como uma ferramente crucial para uma empresa em muitas situações diferentes e é considerada como um factor de sucesso para cada vez mais PMEs. 16 A utilização da internet tem muitas vantagens para as PMEs: (1) P Poderá ajudar como uma fonte fiável de informação e notícias actualizadas relacionada com o desenvolvimento dos mercados internacionais (2) Poderá ajudar a comunicar com parceiros potenciais de forma fácil (maioritariamente através de redes de comunicação) (3) Poderá contribuir para aumentar as suas vendas, tanto através da publicidade (fontes como os anúncios no Facebook e no Google são muito baratos e uma forma eficiente de promover o seu negócio) ou através da formação de um negócio on-line e realizando transacções on-line (as opções de pagamento estão a tornar-se cada vez mais seguras e fáceis de realizar) Além disso, os primeiros exemplos de internacionalização incluem lojas na internet e a execução de negócios on-line. Sem preocupações de custos tangíveis e funcionários no exterior, muitos negócios on-line operam numa base internacional e proporcionam aos clientes oportunidades para acederem as suas lojas virtuais e respectivos sites. Agências Nacionais de Investimento(ANIs) As Agências Nacionais de Investimento promovem os seus respectivos países junto de potenciais investidores e assim podem ser uma boa fonte de informação quando se está interessado na constituição de uma parceria com outro país. A informação refere-se a todos os factores específicos e vantagens que podem tornar um determinado local favorável em termos económicos e assim atractivo a investimento estrangeiro.17 Change in SME Internationalisation – A Network Perspective, Niina Nummela, 2002, p. 4. European Commission, Observatory of European SMEs, 2003, no. 4, p. 21. 16 European Commission, Observatory of European SMEs, 2003, no. 4, p. 38. 17 B. Banu Bozkurt, Oktay Ozdenli, Internationalisation and National Innovation System: An Investment Agency Perspective, 2005. 14 15 Módulo IV – Unidade 6 7 Orgãos Públicos e Agências Uma larga gama de serviços de apoio são fornecidos através de Órgãos Públicos e Agências: 1. Através da provisão de ajuda financeira 2. Agindo como uma fonte de informação para potenciais investidores e PMEs que desejem expandir o seu negócio para o estrangeiro 3. Através de associações que fornecem assistência às PMEs e uma boa rede de contactos para se começar 4. Câmaras de comércio podem, também, fornecer apoio e informação Assim é uma boa ideia estar atento aos programas financeiro e ter como referência as agências locais e os organismos públicos que podem servir de apoio. No entanto, e como mostra pesquisas recentes18, a ajuda fornecida por estes organismos públicos parece ter pouca importância no que se refere à internacionalização, uma vez que as próprias empresas financiam os seus próprios empreendimentos. Isto não é surpreendente pois afinal, quem está mais habilitado para saber o que é melhor para a sua empresa se não o gestor/proprietário. Contudo, tenha em mente que ignorar o sector público podem implicar perca de oportunidades para a sua empresa, pois as redes de trabalho são um dos factores-chave para o sucesso e a cooperação com as agências públicas dar-lhe-á acesso a novas potencias parcerias. EXERCÍCIO: Perca algum tempo para pesquisar através da internet ANIs e Agências Governamentais que possam fornecer informações que sejam relevantes para a formação da sua estratégia de internacionalização. Lembre-se que são as melhores fontes de informação, por isso faça visitas regulares aos websites que possam ser de interesse para os seus planos de internacionalização. 6.1.4 Como devo implementar a minha Estratégia de Internacionalização? Formulação da Estratégia O mais importante elemento a ter em conta antes de abordar os mercados internacionais é a estratégia. Formular uma estratégia de internacionalização não só o ajudará a concretizar os seus objectivos, como também clarificará qualquer dúvida que poderá afectar as suas decisões sobre o modo da internacionalização. Em suma, tenha em mente que a internacionalização é mais provável tornar-se infrutífera sem um plano estratégico a seguir e assegure que a sua estratégia é clara e baseada em opções realistas, tendo em conta todos os factores que podem configurar o processo. EU Research on Social Sciences and Humanities, National Corporate Cultures and International Competitiveness Strategies — the Challenge of Globalisation for European SMEs, p. 113. 18 Módulo IV – Unidade 6 8 A internacionalização envolve riscos que irão desempenhar uma parte muito importante na formação da sua estratégia de negócio. Adicionalmente, um grande número de obstáculos deve ser tratados e considerados, devido a factores exógenos (tais como barreiras técnicas e problemas financeiros) e factores endógenos (tais como fraco conhecimento dos mercados estrangeiros, medo de correr riscos, falta de conhecimento de línguas estrangeiras, etc.). 19 Uma forma natural de internacionalização normalmente implica, por uma lado, actividades internas (i.e. importações) e por outro lado, actividades exteriores (i.e. exportações).20 Contudo, antes de se envolver nessas actividades, a sua formulação estratégica deverá focar-se primeiro em quando, como e que mercados irá entrar e obviamente é necessário decidir em que escala irá entrar no mercado internacional – se for em larga escala deverá fazê-lo rapidamente e investir bastante em recursos, se for em pequena escala dar-lhe-á a possibilidade para conhecer o mercado ficando menos exposto ao risco.21 A equipa de gestão deverá portanto planear antecipadamente. Factores que podem ajudar este processo são: conhecimento do mercado, redes de negócio, experiência passada, competências de gestão, recursos financeiros, idade e tamanho da empresa e informação das agências governamentais.22 Um factor muito importante que pode afectar este processo é o conhecimento de línguas estrangeiras. A formação dos colaboradores é imperativa de forma a melhorar as suas aptidões linguísticas e como gestor ou proprietário deverá escolher sabiamente as regiões para as quais irá expandir o seu negócio. Quanto mais perto for a ligação com o seu país de origem, menor a possibilidade de custos extra.23 EXERCÍCIO: Pense sobre quais os países que podem ser os melhores mercados para expander o seu negócio, faça alguma pesquisa na internet e anote os benefícios de cada país de interesse. The process of Internationalization in Small and Medium Enterprises (SMEs), Kishore Kumar Bandi, Kamlesh Bhatt, Halmstad University, 2008, p. 9. 20 Global Marketing A Decision-Oriented Approach, 4th Edition, Svend Hollensen, 2007. 21 Internationalization Process of SMEs: Strategies and Methods, Mohibul Islam Masum Alejandra Fernandez, June 2008, p. 9. 22 Internationalization Process of SMEs: Strategies and Methods, Mohibul Islam Masum Alejandra Fernandez, June 2008, p. 9. 23 EU RESEARCH ON SOCIAL SCIENCES AND HUMANITIES, National Corporate Cultures and International Competitiveness Strategies — the Challenge of Globalisation for European SMEs, p. 103. 19 Módulo IV – Unidade 6 9 Neste momento será aconselhável considerar em que ordem deverá realizar as suas acções. A baixo, são fornecidos modelos úteis, que podem ser usados como guia para as acções mencionada acima. Modelo em Seis Passos Mais especificamente, se desejar ficar com uma idéia de como prosseguir com a sua estratégia de internacionalização, a sua tomada de decisão, no que diz respeito à internacionalização, pode ser baseada no “Modelo em Seis Passos” de Moberg e Palm, que apresenta a internacionalização como um processo de seis etapas, contendo seis factores críticos. O “Modelo em Seis Passos” deve ser seguido de acordo com a seguinte ordem: 1. Descubra os seus motivos para a internacionalização (porquê?), 2. Defina claramente a situação actual da sua empresa (através da relização de uma análise SWOT da sua empresa) 3. Decida que produtos ou serviços deseja integrar no processo (o quê?), 4. Seleccione o mercado certo para entrar (onde?), 5. Decida no modo de entrada (como?) e 6. Encontre o momento certo para o fazer (quando?).24 O “Modelo em Seis Passos” é relativamente simples de seguir e constituí um bom exemplo de como colocar o seu plano de acção em ordem. Dá-lhe uma ideia clara dos factores e mercados e, mais importante, ajudá-lo-á a decidir, em primerio lugar, se entrar num mercado estrangeiro é uma decisão que vale a pena. Uma questão que irá emergir nos primeiros passos da formulação da sua estratégia quando escolhe um mercado estrangeiro no qual investir os seus recursos é a querstão da entrada. Assim, seria sensato pensar acerca de qual será a melhor forma de entrar no mercado estrangeiro e o que isso implica? A secção seguinte irá fornecer-lhe uma ideia do que fazer em relação ao assunto supracitado. Modos de Entrada no Mercado Adicionalmente, no processo de formulação de uma estratégia de internacionalização, o gestor deve estar consciente dos modos de entrada no mercado (passo cinco do Modelo Moberg e Palm) e escolher o mais apropriado (como?), no momento certo (quando?). No final de contas, o element mais importante na formulação da estratégia é o timing, Moberg and Palm (1995) in Adina Letitia Negrusa “The Romanian SME’s Difficulties in their Internationalisation Process”, 2009. 24 Módulo IV – Unidade 6 10 especialmente quando se trata da tentativa de entrar num mercado estrangeiro, o que por si só, constitui uma acção de grande importância. A entrada em mercado estrangeiros pode ser alcançada através dos seguintes mecanismos de expansão: (1) exportação, (2) licenciamento, (3) joint ventures (empreendimento conjunto), (4) investimento directo.25 1. Exportação: Exportação é vista como a via mais tradicional de internacionalização. Todos os custos relacionados com a exportação estão maioritariamente ligados ao marketing, assim não é só a forma mais antiga de se chegar a um mercado estrangeiro, mas também a mais segura, pois não requere que a sua empresa abra sucursais e tudo pode estar deirectamente no país de origem. Contudo, existe um número de riscos e custos associados, sendo essencialmente os relacionados o transporte o factor mais importante, incapacidade de estar perto do mercado estrangeiro (acesso indirecto aos dados do mercado, etc.). 2. Licenciamento: O termo é definido como a permissão oficial e legal para se fazer ou possuir aldo especifico. Em termo de negócio, o licenciamento é o procedimento pelo qual uma companhia (isto é, o licenciador) cede os direitos a uma outra empresa no país alvo em que deseja entrar, para usar o seu próprio direito de propriedade. Um forma de licenciamento largamente difundida é o franchising, mas é realizado numa base de longo prazo, enquanto que o licenciamento funciona como um compromisso a curto prazo.26 O licenciamento é uma outra forma “segura” de penetração num mercado, pois não requere muito da parte do licenciador, além de conceder o direito ao respectivo país estrangeiro de usar a propriedade intangível da sua empresa, tais como o nome e a marca por exemplo. 3. Joint Ventures: A joint venture pressupõe a cooperação entre duas empresas, portanto, nestes casos, deverá encontrar um parceiro estrangeiro e construir uma estratéfia comum baseada na negociação. Uma estratégia comum implica que cada empresa procurará ao máximo o atingimento dos seus próprios objectivos e deverá ter em ocnta que este tipo de penetração de mercado acarreta riscos. O risco pode assumir a forma de diferenças culturais, dificuldades de gestão ou o risco do seu parceiro de negócio tornar-se um concorrente da sua própria firma (conflito de interesses e ambiguidades sobre os lucros).27 Não obstante, uma joint venture a 50/50 dar-lhe-á, , sem muito esforço, acesso ao conhecimento do mercado do seu parceiro, e vice-versa, assim poderão explorar a perícia mútua, as diferenças culturais e as redes locais para o cumprimento dos seus objectivos. 28 http://www.quickmba.com/strategy/global/marketentry/ , último acesso Set. 2009. Internationalization Process of SMEs: Strategies and Methods, Mohibul Islam Masum Alejandra Fernandez, Junho de 2008, p. 17. 27 http://www.quickmba.com/strategy/global/marketentry/ , last accessed Sep. 2009. 28 Internationalization Process of SMEs: Strategies and Methods, Mohibul Islam Masum Alejandra Fernandez, Junho de 2008, p. 10. 25 26 Módulo IV – Unidade 6 11 4. Investimento Directo: O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) é uma forma de investimento que reflecte o objectivo de estabecer um interesse a longo prazo por uma empresa residente (i.e. investidor directo) numa economia que não a do investidor directo. 29 Por outras palavras, IDE é o processo pelo qual uma empresa de um país faz um investimento físico num edifico, por exemplo, num outro país; ou seja, é o estabelecimento de uma empresa por um estrangeiro.30 O processo envolve a tranferência de recursos, incluindo capital, tecnologia e pessoal, e assim uma quantidade grande de recursos são investidos. Isto implica que esta forma de investimento acarreta uma grande quantidade de risco e um grande nível de compromisso da sua parte, em contraste com os métodos supracitados, assim como um nível maior de competências de gestão.31 Uma estratégia de penetração internacional estaria incompleta com a ausência de um programa de marketing, assim será boa ideia começar a considerar que rumo estratégico irá seguir. O seu Programa de Marketing Quando as companhias desejam expandir-se internacionalmente, têm de considerar a padronização e adaptação do seu programa de marketing. Por um lado, e no que concerne à estratégia, adaptação é a forma de estratégia ligada às alterações do programa de marketing da empresa relacionada com os mercados-alvo estrangeiros (preço, localização, distribuição). Poro utro lado, padronização é a estratégia pela qual a empresa usa o mesmo programa de marketing em todos os mercado para o quais se pretende expandir.32 EXERCÍCIO: Assim, será possível ver o que melhor se enquadra na sua empresa? Qual a opção estratégia que melhor servirá o objectivo da sua empresa, Padronização ou Adaptação? A escolha da estratégia que irá moldar o seu programa de marketing dependerá de vários factores e requere alguma pesquisa para se fazer, pois é uma questão de imprtância estratégica quando se aproxima de um novo mercado. O factor custo é, claro está, mais baixo se escolher a padronização, pois não é preciso fazer nenhuma alteração. Não obstante, tem sido discutido que a adaptação é mais provável de melhorar o desempenho do negócio, e claro está os mercados não são todos iguais.33 Lembre-se, o que quer que aconteça no processo de internacionalização, aproveite-o para vantagem própria. Mesmo os 29 Glossary of foreign direct investment terms and definitions, OECD, 4ª edição (http://www.oecd.org/dataoecd/56/1/2487495.pdf, último acesso em Setembro, 2009). 30 Sullivan, Arthur; Steven M. Sheffrin Economics: Principles in action. Upper Saddle River, New Jersey, 2003. p. 551. 31 http://www.quickmba.com/strategy/global/marketentry/ (Last accessed, September 2009). 32 Tina Nordstrand, Maria Ohman, Standardization Vs. Adaptation of the Marketing Program for International Markets, Lulea University of Technology, 2005 p. 1. 33 Jobber D., Principle and Practice of Marketing, London: McGraw-Hill Publishing, 2001. Módulo IV – Unidade 6 12 insucessos podem servir como oportunidades de aprendizagem, se aprender com eles e readaptar a sua estratégia de acordo com os insucesso, para evitar no futuro erros de repetição.34 6.1.5 Internacionalização das PMEs Europeias O Observatório Europeu das PMEs, que foi criado pela CE em Dezembro de 1992 e monitoriza 30 paíse, melhorando o controle do desempenho económico das PMEs na Europa e fornecendo informação das PMEs a nível nacional e Europeu. Em 2004 o Observatório Europeu das PMEs publicou um relatório35 sobre Internacionalização (um relatório altamente informativo para obter conhecimento sobre o mercado Europeu) das PMEs, no qual foi reportado que as relações de oferta externa eram vistas como a forma mais comum de internacionalização na Europa (30% das PMEs Europeais), com a exportação a aparecer em segundo lugar (as exportações eram mais frequentes em combinação com um fornecedor estrangeiro – 10% afirmaram seguir este método). O motivo mais frequente, como relatado, foi o acesso ao saber-fazer e à tecnologia, sendo que 48% das PMEs informou que suas exportações foram direccionadas para essa finalidade (se não completamente, pelo menos parcialmente). Por fim, outra descoberta importante relaciona-se com o facto de países pequenos, com mercado mais pequenos são mais internacionalizados, portanto o tamanho do país é um dos principais factores na internacionalização, as PMEs que operam em mercadps pqeunos necessitam de expandir a sua clientela. Boas Práticas – PMEs Europeais de Sucesso Opera Software S.A. A Opera Software S.A. Opera Software SA constitui um dos melhores casos de boas práticas na internacionalização das PMEs. A empresa foi criada em 1995, na Noruega. A ideia surgiu de um projecto de pesquisa que foi realizada pela empresa de telecomunicações da Noruega, a Telenor em 1994, que mais tarde se tornou uma empresa independente, desde daí a Telenor decidiu que não iria prosseguir o projecto de internet browser. No entanto, aos fundadores da empresa que apoiaram a ideia e acreditavam na criação de tal software, foilhes dada permissão para continuar o projecto e continuar com a investigação e foi-lhes mesmo providenciados escritórios e serviços de consultoria pela Telenor. O resultado foi a criação do navegador Opera, em 1996. O que é notável sobre Opera Software S.A. é que praticamente não tem vendas na Noruega, mas tem uma quota de exportação de 99-100%, devido ao facto de venderem os seus produtos em todo o mundo, pois têm um forte presença no mercado internacional e distribuem os seus produtos na internet.36 34 EU Research on Social Sciences and Humanities, National Corporate Cultures and International Competitiveness Strategies — the Challenge of Globalisation for European SMEs, p. 107. 35 Internationalisation of SMEs, European Communities, Luxemburgo 2004. 36 Siv Marina Flø Karlsen (2007), The Born Global – Redefined. On the Determinants of SMEs Pace of Internationalization, BI Norwegian School of Management. Módulo IV – Unidade 6 13 A empresa utilizou vários modos de entrada no mercado, no que diz respeito à sua estratégia de internacionalização. Até recentemente, a empresa não tinha investido uma quantia considerável de recursos em campanhas publicitárias para promover o seu software, usaram a sua web page para distribuir os seus produtos e exportarem o seu software através da distribuição de CD's em revistas e através de uma série de revendedores. 37 A empresa também estabeleceu colaborações muito inteligente com multinacionais - como a IBM, a Sony Erricsson, Psion, etc. - através do licenciamento e também conseguiram criar duas subsidiárias nos Estados Unidos e na Suécia.38 Archetypon S.A. A Archetypon S.A. é uma empresa de serviços com uma presença internacional. Actua nos sectores de Tecnologia da Informação e Comunicação e Linguagem. A empresa foi fundada em 1988 e desde então tem desenvolvido uma vasta carteira de clientes, prestando serviços a várias empresas multinacionais como a Microsoft, a IBM e Instituições Europeias. Ao longo dos anos tornou-se um líder internacional em Software de Globalização e em traduções em várias línguas e, também, é reconhecida pelo desenvolvimento de sistemas de alta qualidade de software electrónico integrado para governos. A Archetypon S.A. constitui um bom estudo de caso para a internacionalização, uma vez que conseguiu sobreviver à recessão grega de 2002, utilizando o seu investimento em pesquisa, desenvolvimento e formação e, consequentemente, o seu stock de conhecimento, o que providenciou à empresa a oportunidade de mudar os seus serviços para a tradução e, portanto, formou um novo produto. A adopção de novos serviços, não só "salvou" a empresa do desastre eminente, mas também garantiu o lucro contínuo.39 Svalson AB40 A Svalson AB foi fundada em 1979 pelo Sr. Bill Svenson. A empresa produz janelas eléctricas deslizantes, portas-janela, expositores, caixas de pagamento giratório e bandejas de pagamento deslizantes e tem como clientes hospitais, agências governamentais, hotéis, restaurantes e assim por diante. Em 1995, Svalson AB criou um site próprio em três idiomas (Sueco, Inglês e Holandês), o que provou ser uma ferramenta de comunicação barata e rápida, devido ao facto de que ajudou a empresa a promover os seus produtos a nível 37 Jo Håvard Borsheim & Carl Arthur Solberg, The internationalization of born global internet firms, Norwegian School of Management, 2004. 38 Ibid. 39 Voudouris, I. and Dimitratos, P. (forthcoming) ‘Growth of Archetypon S.A.: exploitation of opportunities at Greek and European marketplaces’. 40 The internet and SMEs’ internationalisation – Case Studies of Swedish Manufacturing SMEs, Lu Liu Shuag Li, 2004. Módulo IV – Unidade 6 14 internacional. A empresa agora exporta cerca de 40% de seus produtos para o exterior, mas ainda não instalou uma filial no estrangeiro, embora esteja nos seus palno fazê-lo no futuro. As únicas barreiras relatadas pela Svalson AB são as dificuldades linguísticas e culturais e, também, riscos de mercado e de conhecimento insuficiente. No entanto, a empresa está a crescer ano após ano, não só através das suas receitas, mas também no que diz respeito ao pessoal. Resumo dos Pontos Principais Ao concluir esta unidade, será útil percorrer os principais pontos discutidos em relação à internacionalização. Apesar dos custos desconhecidos e riscos envolvidos neste processo, num mercado globalizado, será prudente considerar a aproximação aos mercados estrangeiros. Entrar num mercado estrangeiro, não apenas lhe dará acesso a uma nova carteira de clientes, mas também uma vasta gama de fornecedores e, claro, novos conhecimentos e saber-fazer para sua empresa. Exportar tem sido relatada como a forma mais comum de internacionalização na Europa, pois é a forma mais simples de entrar num mercado externo. No entanto, esta não é a única forma de internacionalização, por isso terá que considerar cuidadosamente a melhor maneira de penetrar no mercado externo do seu interesse e, claro, planear meticulosamente os passos a seguir a partir do zero, evitando assim surpresas desagradáveis que possam surgir no processo. O apoio está amplamente difundido, especialmente a nível nacional. As ANIs podem lhe dar uma imagem mais clara sobre as vantagens de um mercado externo e as agências de apoio governamental podem ser úteis no que diz respeito aos programas de financiamento. No entanto, cabe-lhe a si escolher a estratégia mais adequada e a quantidade de fundos que irá atribuir para esta causa, como a maioria das PMEs parecem funcionar desta maneira. Afinal ninguém conhece a sua empresa e as suas funções melhor do que você. 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