Ano V • Junho / Julho 2007 • Nº 20
A AES Sul já realizou
a eficientização da iluminação
pública em 37 municípios da sua
área de concessão. Nos últimos
12 meses, foram concluídos
nove projetos, como o de
Livramento, na foto.
Pgs. 6-7
JUNHO / JULHO 2007
3
2
Capa
Eficientização
energética na iluminação
pública de Livramento,
um grande projeto em
benefício da
comunidade. Pgs. 6-7
EDITORIAL
RESPONSABILIDADE SOCIAL
A ação orientada por princípios
Hora de incentivar a atitude certa
Tecnologia, gestão, segurança no trabalho, eficiência energética, inserção na comunidade, responsabilidade social. Todas
essas frentes de atuação da AES Sul estão presentes nesta edição do AES Sul News.
Mostram que além de nossa atividade fim, registrada em
nossa Missão – Distribuir energia elétrica visando o bem-estar
NESTA EDIÇÃO
3
das pessoas e o desenvolvimento da sociedade, agregando valor ao acionista e demais partes interessadas – vivenciamos a
RESPONSABILIDADE SOCIAL
A hora de ter a Atitude Certa
4e5
cada dia de trabalho nossos Princípios compartilhados: Segurança, Integridade, Compromisso, Excelência e Auto-Realização.
São princípios que vão muito além da responsabilidade da
prestação de um serviço público essencial, como a distribui-
COMUNIDADE
Regularização em Canoas: segurança e cidadania
ção de energia elétrica. A adoção cotidiana destes princípios é
parte inerente à nossa cultura empresarial, superando o sucesso econômico, mas porque a prática dessa filosofia vale a
6e7
pena por si só.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Por isso nossos projetos de trabalho têm tamanha amplitude. São Princípios que se expressam na excelência operacio-
Cidades mais iluminadas
nal e tecnológica, como podemos ver na matéria sobre o de-
8e9
senvolvimento de nova plataforma para o sistema SAP e na
SEGURANÇA
Dia Mundial mobiliza empresas AES no mundo
matéria sobre os fios anti-roubo; que se apresentam nas nossas ações focadas no incentivo à cidadania, como os projetos
Atitude Certa e AES Sul na Comunidade; que se expressam na
10
Segurança no Trabalho como valor empresarial, enfim, que fa-
INTEGRAÇÃO
Muita energia na parceria com empresas contratadas
zem da marca da nossa empresa – AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia – referência em desempenho, qualidade e prestação de serviços a mais de cinco milhões de pessoas, da Re-
11
gião Metropolitana até as fronteiras do nosso estado e país!
GESTÃO
Uma boa leitura a todos.
Um prêmio da associação de clientes SAP
12
Aglaê Gonçalves
Gerente de Comunicação e Responsabilidade Social
TECNOLOGIA
Novos materiais nas redes: contra o furto e mais economia
13
CULTURA
AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia
Presidente: Eduardo José Bernini
Diretor Geral: Roberto Di Nardo
Gerente de Comunicação e Responsabilidade Social: Aglaê Gonçalves
Rua Dona Laura, 320 – 14º andar – Porto Alegre RS
Fone 51 3316-1400 www.aessul.com.br
Lâmpada Mágica e Oficinas da Paz: caravana até agosto
AES Sul News
14 e 15
Produção: Grapho's Comunicação
Redação e edição: Leila Pinto (DRT 5.242), Humberto Andreatta (DRT 3.695)
Projeto Gráfico/Editoração: Cristina Pozzobon
Fotos: Acervo AES Sul, René Cabrales, Luciana Mena Barreto (pg. 13)
Impressão: Comunicação Impressa – Tiragem: 2.000 exemplares
GERAL
Ações que trazem melhorias aos clientes AES Sul
JUNHO / JULHO 2007
eguir os princípios dos direitos humanos e valorizar
o jovem na sociedade. Foi a
partir desse conceito que nasceu o Projeto Atitude Certa,
com o objetivo de despertar o
sentimento de cidadania entre crianças e adolescentes.
Idealizado por algumas entidades de Santa Maria o projeto só foi possível com o patrocínio da AES Sul, que participou ativamente durante os
sete meses de duração do
projeto.
O Atitude Certa foi lançado no dia 11 de abril de 2006,
com o lançamento do seu site, identidade visual, jingle,
programetes, e ainda, um
vídeo. O projeto foi desenvolvido em cinco escolas de Santa Maria (Caic Luizinho de
Grandi, Colégio Centenário,
Duque de Caxias, Lar de Joaquina e Pão dos Pobres) e
acabou beneficiando mais de
2.500 alunos, com idades entre 09 e 18 anos.
O projeto consistiu em palestras educativas nas escolas,
oficinas de teatro, recreios
com distribuição de brindes e
participação de grupo circense, palestras interativas com
convidados especiais, exibição
de vídeos, concurso literário e
programetes de rádio. Durante sete meses a equipe multiprofissional que colocou em
prática o projeto trabalhou
para alertar e esclarecer jovens
e adolescentes sobre o uso de
Drogas, Aids, Educação Ambiental, Gravidez na Adolescência e ainda difundir noções
de Cidadania.
A coordenadora das pales-
S
Atitude Certa, despertando o sentimento de cidadania
tras, Marta Tochetto, destacou
a importância do projeto ter
considerado o público alvo neste caso os jovens -, passando a eles informação sobre temas que irão usar por toda a
sua vida. "A gente observa que
esses jovens estão formando
seus valores e personalidades.
Por isso é extremamente importante que recebam idéias e
mensagens corretas em relação a diversos temas", ponderou a ecologista.
Também foram realizados
recreios dirigidos, com sonorização especial do jingle do projeto no intervalo das aulas e o
locutor interagindo com os
alunos. Nas oficinas de teatro
foram trabalhadas concepções
de teatro envolvendo desde a
percepção corporal à confecção
de materiais didáticos, como os
malabares feitos de balão e semente de painço. Como resultados das oficinas eram apre-
sentados, ao final de cada bimestre, os trabalhos realizados
com os alunos e ao final do
projeto, uma peça envolvendo
todos os temas abordados.
Outra atividade do projeto
foi prestar assistência psicológica nas escolas. A psicóloga
Camila Saccol primeiramente
buscou identificar as necessidades das escolas e a partir
daí estruturar as ações a se-
nos fossem ouvidos e atendidos", conta Camila.
Também como atividade
do Atitude Certa foi realizado
um concurso literário com
premiações para os alunos das
escolas participantes. O concurso propôs os mesmos temas explorados nas palestras.
Os vencedores ganharam material escolar personalizados
com a marca do projeto e
uma viagem para Porto Alegre, onde conheceram a sede
da AES Sul e alguns pontos turísticos da capital gaúcha. No
final do projeto foi produzido
um vídeo sobre os temas discutidos e depoimentos dos
participantes do projeto.
Além do vídeo, o web site
www. projetoatitude.com.br
destaca todas as ações do
projeto. Um livro-relatório,
que conta toda a sua
história, também foi patrocinado pela AES Sul. O livro
saiu com uma tiragem de
mil exemplares, para distribuição pela AES Sul e nas
escolas beneficiadas. O
coordenador do projeto, Caco Vargas, encerra esta pri-
"A gente observa que
esses jovens estão formando
seus valores e personalidades".
rem efetivadas. "Dessa forma
as ações consistiram em orientações da equipe diretiva, inclusive estando presente em
atendimentos do Serviço de
Orientação Educacional (SOE),
que oportunizou que 30 alu-
meira etapa satisfeito. "O
projeto Atitude Certa alcançou seus objetivos em 2006
e pretende em 2007 ampliar
o número de escolas e atender também as famílias",
conclui ele.
JUNHO / JULHO 2007
4
5
JUNHO / JULHO 2007
COMUNIDADE
O
município de Canoas está sendo alvo de um
projeto que tem tudo para se tornar um
modelo para todo o país: em parceria, a AES Sul
e a Prefeitura Municipal estão transformando a
vida de milhares de famílias de loteamentos irregulares da cidade, abrindo novas perspectivas de
um futuro mais seguro e promissor.
O projeto AES Comunidade, desenvolvido
nos loteamentos Pôr do Sol e Contel, mostra
que um trabalho conjunto em prol da comunidade gera resultados transformadores. Tudo
começou com o projeto da AES Sul de regularização das ligações elétricas clandestinas dos loteamentos; a Prefeitura, por sua vez, entrou
com a urbanização das áreas. Daí para um esforço em comum, visando maior alcance social,
foi só mais um passo.
No total, mais de quatro mil famílias dos loteamentos estão vivendo essa mudança. À construção de uma nova rede elétrica, mais segura, resultado de investimentos na ordem de R$ 5 milhões por parte da AES Sul, se somaram palestras
sobre uso racional de energia elétrica, ação de
agentes comunitários orientando sobre o uso de
energia e seus reflexos na conta mensal de luz e
até a doação de kits (caixa de luz, postes e fiação).
A AES Sul também subsidia por três meses a conta de energia, detalhando o consumo de cada
item ou aparelho eletrodoméstico, para que a comunidade entenda, realmente, a relação entre
uso e custo de energia elétrica.
A Prefeitura Municipal de Canoas, após realizar a urbanização das áreas, também providenciou o levantamento sócio-econômico das comunidades. O projeto ganhou fôlego, e além das
quatro mil moradias regularizadas, começaram a
ser desenvolvidas ações sociais e educacionais para as famílias – como cursos profissionalizantes
em parceria com a Prefeitura (jardinagem, encanador, eletricista residencial, garçom), área de lazer com campo de futebol e praça infantil, salas
de leitura e informática para a comunidade.
Como afirma o diretor-geral da AES Sul, Roberto Di Nardo, "a conta de luz, por ser um
comprovante de residência, é um instrumento
de cidadania". Ele enfatiza que a empresa e o
poder público "olharam juntos a questão social,
ampliando o conceito de sustentabilidade para
a comunidade".
A satisfação que não tem preço
Regularização em
Canoas: segurança
e cidadania
Loteamentos Pôr do Sol
e Contel, em Canoas, recebe
obra de regularização das
ligações elétricas (acima),
acabando com as perigosas
ligações irregulares (abaixo).
Melhorias incluem também
obras de urbanização,
que estão sendo
feitas pela prefeitura
municipal.
O grau de satisfação entre os
beneficiados com as melhorias é
evidente, tanto pelo uso regular da
energia elétrica - barata e sem riscos - como pelos serviços de urbanização. Sem qualquer constrangimento, por exemplo, dona
Bárbara Simone Nunes, que mora
com o marido e quatro filhos, conta ter adquirido a fiação anterior
por R$ 1.000,00 (pagos em prestações) para poder fazer o seu próprio "gato", puxando a energia de
uma distância de cerca de 600
metros. Ainda assim, nos cinco
anos em que mora no loteamento
Pôr do Sol, lembra ter perdido queimados - um refrigerador, um
liquidificador e dois aparelhos de
TV. "Agora comprei tudo de novo,
inclusive um DVD", diz, feliz da vida. E está monitorando o medidor:
no primeiro mês, consumiu 101
quilowatts. Isso lhe daria uma despesa, com a tarifa social, de R$
15,00. No segundo mês, já conseguiu reduzir para 73 quilowatts - e
quer baixar ainda mais no terceiro,
o último em que pagará a tarifa
subsidiada fixa de R$ 3,72.
Situações semelhantes fazem
parte da vida de sua vizinha, dona Sílvia dos Santos Haack, que
mora sozinha com um filho: "Se
melhorou? Nem me fala" - expressa ela, com um sorriso largo
e divertido. "Antes, tinha horas
que não dava nem para ligar a
geladeira. A televisão desligava
sozinha. Nem acredito que hoje
já posso ligar tudo que é aparelho em casa", conta ela.
Mas seu maior prazer, nos últimos meses de abril e maio, quando "fez um frio de rachar", foi poder tomar seu banho diário com
água quente. "Nem chuveiro
quente a gente tinha. Agora ganhei um usado", conta, enumerando entre os pontos positivos da
Patrícia, orgulhosa porque agora tem geladeira que funciona
Bárbara pôde comprar eletrodomésticos novos
nova situação um novo fator de
tranqüilidade: acabaram os roubos de fios entre os próprios moradores do loteamento.
E não escapava um. Bastava ser
condutor de eletricidade e estava
lá, pendurado e emaranhado nas
árvores e postes. Nos arquivos da
AES Sul, são centenas de registros
fotográficos que mostram como
eram feitos os "gatos" - até mesmo
de arame farpado, sem qualquer
proteção, prontos para um acidente. Uma nuvem de fios, cruzando-se em todas as direções, enco-
bria ruas e casas.
Para Patrícia da Rosa Junqueira, 28 anos, a novidade também
chegou em boa hora. Ela percorre
quilômetros por dia, puxando um
carrinho com o lixo que recolhe
para vender num ferro-velho como material para reciclagem, o
que lhe dá a renda para sustentar
as outras sete pessoas da casa, entre elas seis crianças. Seus eletrodomésticos eram uma TV e um
aparelho de som. Agora, comprou
uma geladeira usada. No momento, este é o seu maior orgulho.
JUNHO / JULHO 2007
7
6
JUNHO / JULHO 2007
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Mais iluminação nas cidades
Lar das Vovozinhas
economiza
energia elétrica
Dia de festa
em Livramento
Livramento: iluminação
eficiente traz segurança e
maiores oportunidades
de vida noturna
or conta do Programa de
Eficientização Energética
da AES Sul, 37 municípios gaúchos da sua área de concessão
já têm algo em comum: todos
eles estão pagando menos
pela iluminação pública. E
não ganham, com isso, apenas uma expressiva redução
de custos. Os benefícios de
possuírem suas áreas urbanas
melhor iluminadas vão muito
além – pois representam uma
melhoria na qualidade de vida
da população, são um fator de
desenvolvimento social e econômico e constituem um importante fator de segurança
pública, tanto na circulação de
veículos como na prevenção e
controle da criminalidade.
P
Desde o seu início, a AES
Sul desenvolve parcerias com
os municípios para eficientização energética das suas iluminações públicas, viabilizando
técnica e financeiramente os
projetos. Nos 37 municípios já
beneficiados com ações do
Programa, a economia de
energia elétrica correspondente ao consumo de uma cidade
de 40 mil habitantes. Somente
nos últimos 12 meses, nove
municípios receberam projetos
da AES Sul de eficientização da
iluminação pública. Juntos,
eles representaram R$ 1,7 milhões em economia aos cofres
públicos, totalizando investimentos, por parte da empresa,
na ordem de R$ 4,5 milhões.
O Diretor Geral da AES Sul,
Roberto Di Nardo, considerou a
data de 19 de abril passado "um
dia de festa" para Santana do
Livramento. Naquele dia, ele fez
a entrega oficial ao prefeito Wainer Machado do projeto de eficientização da rede pública de
energia elétrica do município. Diversos representantes da empresa prestigiaram o evento, entre
eles o superintendente da Região
Fronteira Sul, Elísio Freitas, a gerente de Comunicação e Responsabilidade Social, Aglaê Prado
Gonçalves, o responsável pela
área de Marketing da AES Sul,
Christian Cardozo dos Santos, e
o coordenador do Programa de
Eficientização Energética, Lissandro Pires. Di Nardo também fez,
na ocasião, uma apresentação
das metas, projetos e futuros investimentos da empresa.
O projeto de eficientização
da iluminação pública de Livramento, segundo Di Nardo, foi
um dos maiores já realizados pela AES Sul, representando um investimento de R$ 1,5 milhão. O
Diretor Geral discorreu sobre outros temas de interesse comum
entre a AES Sul e o Município,
entre eles o da negociação da dívida de R$ 9 milhões que a Pre-
feitura mantinha junto à empresa por conta da iluminação pública - e que foi parcelada em
107 vezes, com juros e correções
reduzidos.
Somente por conta da eficientização da rede pública de
energia elétrica, Livramento fará
uma economia de R$ 600 mil
por ano, podendo realocar esses recursos para projetos em
benefício da coletividade. A cidade possuía apenas 2% de
lâmpadas de sódio. Com a eficientização, esse índice cresceu
para 86%. "O ganho foi de até
459% no fluxo luminoso por
consumo. A AES doou o projeto ao município e coordenou
toda a execução do projeto" –
ressaltou Lissandro Pires.
Todas as atividades relacionadas à população são de interesse da AES Sul, pois a empresa presta um serviço público essencial, "e não apenas distribui
energia", ressaltou Di Nardo,
referindo-se aos diversos outros
projetos que a empresa desenvolve na região - e em toda a
área de concessão - como o
Luz para Todos, além de patrocínios e eventos culturais que
fazem parte do dia-a-dia da
população.
Fundada em 1946 e primeira entidade filantrópica do
estado portadora de um selo
de qualidade (ISO 9001 em
2005), o Lar das Vovozinhas,
de Santa Maria – abrigo para
pessoas idosas, carentes e desamparadas do sexo feminino
da região – recebeu uma importante ação de eficientização energética patrocinada
pela AES Sul, que resultou numa redução significativa nos
seus custos com o consumo
de energia elétrica. O trabalho focou, principalmente, o
elevado consumo com a utilização de duas secadoras de
roupa elétricas utilizadas pela
entidade – que, com contribuições da comunidade,
atende hoje 205 residentes,
com 220 leitos para internos
permanentes.
"A idéia", explica Lissandro
Pires, coordenador de Eficientização Energética da AES Sul,
"foi a de aproveitar a energia
solar, uma energia limpa, na
produção de calor para secagem dos materiais têxteis usados no asilo, possibilitando o
desligamento de pelo menos
uma das secadoras elétricas".
Um brechó já existente foi
então transformado numa estufa natural para secagem de
roupas lavadas e centrifugadas com o emprego da energia solar e movimentação do
ar. Para maior aproveitamento
do calor do sol, foram substituídas as telhas existentes por
outras translúcidas, e também
instaladas aberturas com vidros nas paredes laterais –
além da colocação de janelas
basculantes na parte inferior e
exaustor na parte superior para a movimentação do ar interno. A estufa dispõe de 29
varais, com capacidade de 40
quilos cada.
Os resultados foram ótimos. Pelo sistema antigo,
com duas secadoras, o consumo projetado era de
42.236 kWh/ano, reduzido,
com a estufa de secagem e
uma secadora elétrica mantida, para 8.477 kWh/ano
(economia de 79% em consumo de energia). O custo
do consumo, antes de R$
24.590,00/ano, foi reduzido
para R$ 6.336,46 (economia
de R$ 18.254,44/ano). Por
pessoa, o custo com secagem era de R$ 0,34/dia, ficando agora em R$ 0,09 –
uma redução de 73%.
Com a eficientização do
sistema de iluminação, através do uso de lâmpadas, reatores e luminárias eficientes, o
consumo de energia, de
73.337 kWh/ano, caiu para
43.338 kWh/ano, com um ganho de 40%.
O projeto do Lar das Vovozinhas, segundo Lissandro,
vem sendo apresentado em
diversos eventos e inscrito em
prêmios nacionais relacionados à eficiência energética e
meio ambiente.
JUNHO / JULHO 2007
8
9
JUNHO / JULHO 2007
DIA MUNDIAL DA SEGURANÇA
"Viver é Bom Demais!"
Experiências que ajudam
a aprender a viver
o Dia Mundial de Segurança AES 2007, este estímulo especial para que se
trabalhe e viva com segurança e responsabilidade permeou todas as atividades da
AES Sul. Tendo a Segurança
no Trabalho como um dos
principais valores empresariais, a AES Sul participa ativamente deste dia reservado
à reflexão sobre a importância da segurança total no trabalho, integrada à programação da Corporação.
O Dia Mundial de Segurança é realizado nas 35 empresas AES em mais de 30
países, congregando cerca de
30 mil colaboradores AES em
todo o mundo e também funcionários de empresas contratadas a refletirem e a se conscientizarem de que Segurança
garante Vida – e que esta é
uma decisão individual que se
reflete na família, na empresa
e na coletividade.
O Dia Mundial de Segurança AES – 22 de maio – foi um
dos pontos altos da SIPAT –
Em toda a área de concessão da AES Sul, foram
cerca de 2 mil pessoas, entre funcionários próprios e
contratados, que pararam
para pensar e refletir sobre
o significado de como é
bom viver no Dia Mundial
de Segurança.
Sobre esta celebração
de segurança no trabalho,
o diretor de Operações,
Saulo Ramos, reiterou que
"há tanta coisa boa na vida, e que o momento era
de refletir sobre o que está bom e o que não está",
afirmou. "Por que acontecem acidentes?", questionou, "como podemos mudar essa realidade?" Mais
uma vez, alertou que cada
um deve ser um "líder em
segurança", agindo incisivamente em prol da segurança no trabalho, seguindo procedimentos, relatando toda e qualquer situação que possa levar a
um acidente, assumindo
responsabilidades "para
voltar para casa com saú-
N
Dia Mundial da Segurança, na AES Sul, reuniu mais de 600 pessoas no parque da Fenac, em Novo Hamburgo
Semana Interna de Prevenção
de Acidentes, que integrou as
11 CIPAs da empresa, nas cinco superintendências regionais
– Metropolitana, Vales, Central, Fronteira Norte e Frontei-
ra Sul, abrangendo todas as
unidades da AES Sul em toda
a sua área de concessão.
Destaque este ano para a
grande participação das empresas contratadas, interagin-
do com nossa cultura de segurança no trabalho e valorização da Vida, numa ação
que faz parte do SIGEP - Sistema Integrado de Gestão às
Empresas Parceiras.
de e segurança".
Mensagem da alta direção da Corp, liderada pelo
presidente Paul Hanharan,
reforçou estes conceitos.
Foram apresentando práticas de melhorias em segurança em diversas empresas AES na Argentina, Ucrânia e Camarões, que deram
resultados positivos, e servem como experiências
valiosas. "Isto é aprender
com a experiência, agindo
com responsabilidade e assumindo, cada um, a liderança pela Segurança no
trabalho", destacaram.
O presidente das empresas AES no Brasil, Eduardo
Bernini, deu ênfase aos padrões globais de segurança
da Corp, compartilhados
pelas empresas AES no Brasil: "Temos quase 5.700 funcionários, aos quais se somam 6 mil contratados, todos com famílias, que os esperam voltar para casa. Essa responsabilidade é de todos nós, a Segurança está
em nossas mãos".
Valorização do que
a vida traz de bom
O conceito "Viver é Bom Demais!", traduzido em posters, banners, vídeo e jingle especialmente produzidos
para o evento transmitiram e reforçaram que a vida é
preciosa demais para ser arriscada em comportamentos
inseguros e irresponsáveis, e que agir de forma segura
para si e para a equipe é o melhor caminho para se aproveitar a vida em toda a sua plenitude.
Empresas AES no
Brasil mantêm
foco na excelência,
diz Britaldo Pedrosa
Soares (esq.), que
assume a
presidência no lugar
de Eduardo Bernini
(dir.) em 1º de julho.
Empresas AES no Brasil
têm nova liderança
As empresas AES no Brasil têm novo comando: a
partir de 1º de julho, o vice-presidente financeiro Britaldo Pedrosa Soares assume a posição de Eduardo Bernini, presidente até essa data. Ele ocupava o cargo desde
setembro de 2003 e permanecerá no conselho de administração da Eletropaulo e da Tietê, duas empresas
de capital aberto do grupo. Afirmando que "foi concluído um ciclo administrativo e que a troca de
funções dos executivos é um caminho natural nas
grandes corporações", Bernini aponta o saneamento
econômico-financeiro das empresas, o resgate da imagem e credibilidade do grupo junto a todos os seus
públicos e forte trabalho de valorização de seus profissionais como diretrizes específicas de sua atuação. "O
desempenho de todas elas, em todas as vertentes, e os
resultados apurados no exercício de 2006 demonstram
que a missão está concluída", disse.
Excelência e resultados
Engenheiro metalúrgico de formação, Britaldo Pedrosa Soares focou toda sua vasta experiência profissional para a área financeira e de relações com investidores. Na direção financeira das empresas brasileiras do
grupo AES desde 2005, define seu estilo de trabalho como "bastante objetivo e direto". E garante as diretrizes
estratégicas do grupo: "Nós temos metas de resultados,
de qualidade de serviço, de atendimento ao cliente, de
segurança, de excelência nas operações das empresas
AES no Brasil. Não teremos mudanças nesse sentido, é
com estas diretrizes que a administração como um todo
vem trabalhando e vamos dar continuidade a isso. O foco é o mesmo: excelência nas operações, seja no que
tange à prestação de serviços, seja no que tange a resultados e retorno para os acionistas”.
Além da mudança no Brasil, a AES também indicou um novo presidente para a América Latina,
Jonathan Coles.
JUNHO / JULHO 2007
10
11
GESTÃO
INTEGRAÇÃO
AES Sul ganha prêmio da
associação de clientes SAP
Muita energia na parceria com
as empresas contratadas
AES Sul conquistou um
dos mais importantes
prêmios concedidos às companhias que apresentam as
melhores soluções em gerenciamento: a criação de uma
plataforma que permite integrar os sistemas GIS (Geographic Information System) e
SAP rendeu à AES Sul o prêmio Impacts Awards 2007,
concedido pela regional Brasil
da ASUG – Americas SAP
Users' Group – uma organização sem fins lucrativos que
reúne mais de 75% dos clientes SAP e parceiros distribuídos em todo o mundo.
A nova ferramenta tecnológica permitirá à AES Sul o
gerenciamento confiável de
seus ativos elétricos, além de
operar e manter toda sua infra-estrutura de redes com
excelente relação custobenefício; o projeto integra o
Programa Conta Comigo,
que está realizando o levantamento de todos os ativos
de rede, conciliando a base
física da empresa com a base contábil.
A necessidade da AES Sul
de gerenciar seus ativos elétricos, operar e manter toda sua
infra-estrutura de redes determinou a adoção da plataforma de integração "SAP NetWeaver", viabilizando uma solução aberta e dentro dos padrões de mercado, integrando
sistemas corporativos e disponibilizando referencial geográfico para todos os objetos
técnicos do sistema SAP. O
AES Sul amplia seu relacionamento
com a cadeia de valor do setor elétrico, assim como sua responsabilidade
de prestação de serviço essencial para
o desenvolvimento social e econômico a
partir do SIGEP - Sistema Integrado de
Gestão às Empresas Parceiras. É uma
nova relação de trabalho com mais parceria, qualidade e gestão. Ao final,
quem sai ganhando é o cliente AES Sul,
que passa a contar com serviços melhor
gerenciados, mais ágeis e seguros!
A
A
O Sistema Integrado de Gestão às
Empresas Parceiras, lançado dia 24 de
abril na sede da AES Sul em Porto Ale-
Sandra Heck, gerente de Projeto da AES Sul, e Maria Amélia Spolavori, coordenadora do Programa Conta Comigo
projeto contou com a parceria
das empresas Imagem Geosistema e Softtek.
"Trata-se de uma plataforma aberta, robusta e escalável, ou seja, permite que outros aplicativos possam ser
aportados dentro desta mesma tecnologia", explicou a gerente de projeto da AES Sul,
Sandra Heck. O produto final
é um sistema móvel de Fiscalização e Manutenção das Redes Elétricas, onde os técnicos
utilizam dispositivos móveis
(PDA's) para manter as informações cadastrais de todos
os objetos técnicos, enviando
as atualizações dos trabalhos
realizados em campo em tempo real, permitindo benefícios
operacionais como integridade, padronização, integração,
automação, agilidade e produtividade.
Case inovador
O case apresentado – "SAP
R/3 e ESRI GIS – SAP NetWeaver Mobile Infrastructure Dois Mundos em Um Só Lugar", foi eleito o mais inovador entre aqueles que propunham melhorias ao aplicativo
SAP, dentre os 28 cases apresentados.Concorreram empresas como Belgo Siderurgia, Cemig, Aracruz Celulose,
Petrobrás, Pirelli, Rhodia e
CPFL Energia. A comissão julgadora foi composta . A comissão julgadora foi composta por representantes da Consultoria Gartner Group, do
Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e da
Universidade de São Paulo
(USP), e os principais quesitos
avaliados foram inovação, benefícios quantitativos e qualitativos para o negócio.
gre, visa alinhar os desafios estratégicos
das empresas parceiras à estratégia da
AES Sul, identificando e estimulando
melhores práticas em quatro áreas: Gestão de Pessoas, Comunicação e Responsabilidade Social, Segurança e Gestão
Ambiental.
O presidente das empresas AES no
Brasil, Eduardo Bernini, e o diretorgeral da AES Sul, Roberto Di Nardo,
enfatizaram que o SIGEP "objetiva
compartilhar o conhecimento e a experiência, maximizando melhores resultados para a AES Sul e suas parceiras, para um crescimento organizado
e sustentável".
JUNHO / JULHO 2007
Nova relação de trabalho com parceiros
Gestão Ambiental e de Segurança mais forte
Um mundo aberto de alternativas
Ao detalharas ações que envolvem Segurança no Trabalho e Meio
Ambiente, a superintendente destas
áreas, Liane Dilda, ressaltou que a
proposta é acelerar as iniciativas de
Segurança com as contratadas, assim
como estabelecer padrões para a gestão ambiental através do controle e
acompanhamento de manejo de vegetação (poda e supressão) e das licenças ambientais aplicáveis.
A superintendente Liane Dilda
anunciou, ainda, que a partir de junho todas as empresas parceiras implantarão o cartão de tarefa para
equipes multitarefa e equipes tipo
H, procedimentos, EPIs e EPCs para
motocicletas e uniformes antichamas para trabalhos sujeitos à arco elétrico. Serão trabalhados, também, indicadores de performance
de segurança, acompanhamento de
Plano de Ação das contratadas, treinamentos, inspeções e auditorias de
segurança, assim como mais incentivo à participação das contratadas
Trabalhando em plena sintonia, o superintendente
de RH Luis Cláudio Xavier divulgou mais novidades
vindas com o SIGEP: a distribuição, para as contratadas, de manuais técnico/operacionais, a formação de
multiplicadores para parceiros qualificados pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento, a participação
dos parceiros nas capacitações que envolvam mudanças de treinamento e tecnologia, a possibilidade de
utilização do Centro de Treinamento pelos parceiros,
capacitação de supervisores e coordenadores, padronização do perfil de eletricista,
desde o recrutamento e seleção. "O importante é o conceito de compartilhar, se preocupar e agir com o crescimento de pessoas
e empresas", define Xavier.
O fortalecimento dos canais de comunicação entre as empresas parceiras e a AES
Sul, segundo Aglaê Gonçalves, gerente de
Comunicação e Responsabilidade Social, passa pelo incentivo à adoção de melhores práticas de Responsabilidade Social entre as contratadas, como o estímulo à
ação voluntária. O SIGEP também prevê, na área de
Comunicação, a organização de eventos compartilhados, a extensão para os parceiros de campanhas motivacionais internas e uma linha de comunicação/informação interativa entre a empresa e suas contratadas,
com a implantação de informativo específico.
em eventos específicos de Segurança, como o Rodeio, Dia Mundial de
Segurança e nas reuniões rotineiras
que tratam do tema. "Esse conjunto de índices, acrescidos de acompanhamento e monitoramento permanentes, certamente garantirão
melhor gestão nas áreas ambiental
e de segurança das empresas parceiras", acredita a Superintendente.
Para fortalecer a gestão
com as empresas parceiras,
a AES Sul criou uma nova
área na Superintendência
de Segurança e Meio Ambiente: a Gestão de Segurança de Contratadas, sob a responsabilidade do engenheiro de segurança
Roberto Moscarelli Corral. Com 18
anos de experiência na área, Roberto
Corral terá equipe formada por três
técnicos de Segurança do Trabalho,
atuando em todas as regionais - Central e Vales, Metropolitana e Fronteiras Norte e Sul.
JUNHO / JULHO 2007
13
12
JUNHO / JULHO 2007
LÂMPADA MÁGICA / OFICINAS DA PAZ
TECNOLOGIA
Projetos culturais iniciam
caravana pelo Estado
partir de junho, os projetos Oficinas da Paz e Lâmpada Mágica, patrocinados pela AES Sul, iniciaram uma
grande caravana cultural pelo Rio
Grande do Sul. Oficinas de artes visuais, dança, literatura, música e teatro, somadas a apresentações de espetáculos teatrais para o público adulto e
infantil, irão percorrer os 33 municípios beneficiados com a programação,
que tem entrada franca.
Em seu segundo ano, o Oficinas da
Paz é uma experiência enriquecedora
para todos os que acreditam no poder
da arte e da educação como agentes
transformadores do ser humano. As
atividades comaçaram nos dias 2 e 3
de junho, simultaneamente, nas cidades de Cachoeira do Sul (EEE Liberto
Salzano Vieira da Cunha) e São Leopoldo (EEE F Dr. João Daniel Hillebrand). O projeto irá abranger 20 Escolas Abertas (estratégia de inclusão
social com a abertura de escolas públicas aos sábados e domingos).
Durante 10 finais de semana, entre
os meses de junho a agosto, 20 oficineiros irão ministrar 12 horas/aula para
agentes escolares multiplicadores e
membros da comunidade interessados.
Todos os inscritos receberão um Certificado de Participação. A promoção é da
Secretaria de Estado da Educação através da ação "Escola Aberta para a
Cidadania", da UNESCO e da Secretaria
de Estado da Cultura. O projeto tem
apoio da rede Everest Hotéis e da República das Idéias.
A
Materiais que evitam o
furto e trazem economia
busca permanente de excelência e melhoria contínua está presente numa nova
iniciativa da AES Sul, com a
adoção de condutores bimetálicos para a construção de
redes de baixo custo. Como
ganho adicional, eles deverão progressivamente amenizar o problema de furtos, visto que este tipo de material
não tem valor comercial. São
materiais especialmente desenvolvidos e que a AES Sul
espera aplicar em dois casos:
aterramentos em geral e
construção de redes com baixa densidade de carga.
Os aterramentos, segundo
o engenheiro Nelson Clodoaldo de Jesus, líder no Projeto
APEX - Redes de Baixo Custo,
da Superintendência de Planejamento e Engenharia da empresa, são o principal alvo dos
roubos, pois neles são utilizados fios e cabos de cobre puro
A
- que seguem o caminho dos
ferro-velhos e casas de reciclagem, para derretimento, atividade facilitada por não oferecerem relativamente grandes
riscos de choques elétricos.
"Este é um problema grave
que enfrentamos, porque
além da perda de materiais, o
furto provoca problemas operacionais, como as variações
de tensão e necessidade de recomposição", diz Nelson.
Para esta aplicação - e com
o objetivo de extinguir o cobre puro, de fácil revenda -, já
a partir do segundo semestre
deste ano a AES Sul estará utilizando condutores de aço cobrado (aço revestido com
uma camada mínima de cobre), fabricados sob um processo de controle de temperatura e pressão que desenvolve
uma soldagem inseparável
entre os dois metais, mantendo-se as principais caracterís-
ticas de ambos os materiais.
Para quem rouba, um material sem valor comercial. As
substituições vão acontecer
na medida da necessidade",
esclarece o engenheiro.
Economia
O segundo tipo de condutor bimetálico é o fio de aço
aluminizado (aço revestido
com alumínio), que tem como objetivo - além de coibir o
furto - atingir uma redução
próxima de 15% no custo unitário, por quilômetro de rede
de baixo consumo. Neste caso, segundo Nelson de Jesus,
o cabo de alumínio com "alma" de aço atualmente utilizado (4CAA) é superdimensionado para determinadas aplicações. "Como alternativa, vamos usar o fio de aço aluminizado 1N5, com uma bitola reduzida mas que atende as especificações necessárias, tanto
Condutores bimetálicos vão trazer
economia e inibir os furtos - pois
não têm valor comercial
mecânicas como elétricas".
Como o novo cabo é mais
leve, permite também uma redução no número de estruturas (postes) através do aumento do vão entre elas - o que
também significa economia.
"Numa análise preliminar feita
em dois projetos, obtivemos
um ganho de 50% no vão médio" - antecipa o engenheiro.
Os dois novos condutores
bimetálicos se encontram em
processo de compra pela AES
Sul e serão utilizados a partir
dos próximos meses. No caso
do aço aluminizado, já há material destinado para o projeto pioneiro na AES Sul, disponibilizado gratuitamente por
um fabricante que tem participação conjunta no projeto
da Rede de Baixo Custo. "Falta
apenas a validação de alguns
estudos para que esse material se torne padrão", diz Nelson de Jesus.
Lâmpada Mágica
A formação de novas platéias e a
circulação de espetáculos por diferentes cidades do Rio Grande do Sul é o
grande objetivo do Lâmpada Mágica,
que entra em seu oitavo ano de atividade. Em 2007, os palcos de 21 municípios irão receber cinco peças de teatro (adulto e infantil) e um espetáculo
de dança, de junho a novembro. A cada mês, quatro municípios serão beneficiados com as apresentações. Pé de
Sapato, espetáculo infantil de Hermes
Bernardi Jr., abriu a programação no
dia 26 de junho, em Encantado. Também fazem parte do projeto: Sonho de
Uma Noite de Verão, de Patrícia Fagundes; A Princesa Engasgada, de Gilberto
Fonseca; O Rei da Escória, de Júlio Conte; Cabeça de Papel, de Paulo Guerra, e
Bu - Um Olhar Adulto Sobre a Criança
que há em Nós, de Paulo Guimarães.
Os projetos Oficinas da Paz e Lâmpada Mágica são financiados pela Lei
de Incentivo à Cultura/RS (LIC), patrocinados pela AES Sul e realizados pela Cida Planejamento Cultural.
“Sonho de Uma Noite
de Verão” estará em julho
em Santa Cruz do Sul,
Cachoeira do Sul,
Santa Maria e Livramento
JUNHO / JULHO 2007
14
15
JUNHO / JULHO 2007
GERAL
Eficientização traz economia a hospitais
D
iversos hospitais foram beneficiados, em 2007, pelos
projetos de eficiência energética
da AES Sul. Além dos apresentados na nossa edição passada
(hospitais Municipal de Novo
Hamburgo e São Sebastião Mártir, de Venâncio Aires), também
foram eficientizados os hospitais
São José (Arroio do Meio), Ana
Nery (Santa Cruz do Sul) e o Hospital de Estrela. Todos receberam
melhorias que proporcionaram,
além da redução dos gastos mensais com a energia elétrica, maior
conforto com os novos sistemas
de iluminação, condicionamento
de ar e, em alguns, substituição
de chuveiros elétricos por coletores solares de aquecimento de
água. A AES Sul investiu, nesses
cinco hospitais, R$ 887 mil.
• No Hospital São José, em
Arroio do Meio, foi eficientizado
o sistema de iluminação nos ambientes onde haviam potenciais
de economia, através de ações
de retrofit dos equipamentos, e
Hospital Ana Nery: pontos de iluminação eficientizados
instalado um sistema de aquecimento central de água utilizando
energia solar em substituição a
chuveiros e aquecedores elétricos. O hospital, classificado como
micro-regional, presta atendimento médico-hospitalar 24 horas por dia e possui 65 leitos de
internação. Foram eficientizados
332 pontos de iluminação, com
uma economia de 53% de energia. No aquecimento solar de
água para atendimento de chuveiros e torneiras elétricos a economia foi de 100%.
• No Hospital Ana Nery, em
Santa Cruz, foram eficientizados
o sistema de iluminação e de ar
condicionado. Com 75 leitos para
internação, o hospital atua com
ênfase em cirurgia geral, realizando, em média, 450 procedimentos mensais em cinco salas cirúrgicas, assim também como na
área clínica, onde é referência regional pelo SUS. Foram eficientizados 744 pontos de iluminação
e substituídos 33 aparelhos de ar
condicionado, com ganhos anuais de 187.764 kWh e economia
anual de R$ 40.700,00.
• No Hospital Estrela, em
Estrela (12.000 m2 de área construída, atendimento médio mensal de 1.857 pessoas no Pronto
Socorro e 477 internações/mês)
foi eficientizado o sistema de iluminação e instalado um sistema
de aquecimento central de água
utilizando a energia solar. Foram
eficientizados 476 pontos de iluminação, com a substituição de
lâmpadas, reatores e luminárias
ineficientes, e emprego de novas
tecnologias (economia de R$
11.900,00/ano), além do aquecimento solar para chuveiros e torneiras (com uma economia anual de R$ 20 mil).
Projeto de eficiência energética ajuda residências
a reduzirem o consumo de energia elétrica
Teve início um grande e inédito projeto de eficiência energética na área de concessão da AES
Sul: é aquele que vai abranger
os sistemas de iluminação predial em residências de São Gabriel. Foi realizado o diagnóstico
energético em 17.000 residências da cidade.
Das residências diagnosticadas,
foram escolhidas 10.000 para a
substituição das lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas, totalizando aproximada-
mente 40.000 lâmpadas, a serem
distribuídas e instaladas sem nenhum custo para os clientes.
A AES Sul acompanhará o consumo mensal das famílias que tiverem as lâmpadas substituídas.
Além da substituição das lâmpadas, também é distribuído um material com dicas de economia e uso
eficiente da energia elétrica.
O investimento da AES Sul no
projeto será de R$ 1 milhão. O
projeto estará concluído na primeira semana de julho.
Diagnóstico realizado em 17 mil residências de São Gabriel
Programa evita
desligamentos
durante transferências
de carga
Evento de capacitação para os operadores do Call Center
Nosso cadastro, nosso patrimônio
A AES Sul deu início em abril ao
projeto de atualização de sua base
de dados, que deverá estar concluído até o final deste ano. "É um projeto de grande importância e que
trará muitos benefícios, contribuindo para a redução de custos, aumento de receita e, de maneira especial, com a satisfação dos nossos
clientes", afirma Giovani Cruz, Superintendente Comercial.
Segundo Renan Ribeiro, coordenador do projeto, possuir um cadastro atualizado e confiável permitirá à
AES Sul ler e faturar com maior precisão, aumentar sua eficiência na cobrança e, ao mesmo tempo, atender
melhor aos clientes. Além disso, o
projeto vai gerar serviços de campo
mais ágeis, maior nível de informações nos pontos de contato (Call Center, site www.aessul.com.br, lojas da
empresa) e a abertura de novos canais
de comunicação. "Além de ações de
higienização do cadastro, o projeto
prevê a inclusão de novas consistências no sistema, criação de procedimentos, capacitação de usuários, entre outras ações, visando garantir a integridade do nosso cadastro".
Nos dias 12, 13 e 14 de junho,
foram realizados seis eventos de capacitação, com a participação de
mais de 200 atendentes do Call
Center, quando foram apresentadas
as novas funcionalidades do sistema
SGC, que visam garantir a qualidade
do cadastro, bem como uma visão
geral do projeto e a importância de
um cadastro qualificado.
O foco inicial e principal do projeto é a atualização do cadastro de
clientes, mas estão contempladas
também as qualificações do cadastro de logradouros e de medidores,
cujas ações já foram iniciadas.
Além de uma consultoria, o projeto
também prevê a utilização de parcerias, como forma a permitir o
cruzamento de dados para eliminação de duplicidades, padronização
de nomes, complementação de informações importantes, bem como
levantamentos de campo, quando
necessários.
Tão importante quanto tratar
os dados, é conscientizar as pessoas de que todos são responsáveis
pelo cadastro, e que todos se beneficiam dele.
O projeto está sediado em São
Leopoldo, na Superintendência Comercial, tendo como membros da
equipe - além de Renan -, Nara
Soares e Valmir Mattos, e conta
com a contribuição das áreas de TI,
Suprimentos e de Comunicação da
empresa.
Para atender um mercado cada vez mais
exigente, a AES SUL tem empregado, continuamente, esforços no sentido de melhorar a qualidade e a continuidade do fornecimento de energia elétrica aos seus consumidores. Dentro desse princípio, a Superintendência de Operação do Sistema desenvolveu um trabalho cujo objetivo principal é
evitar o desligamento dos consumidores
durante as transferências de carga - tanto
para a execução de obras de expansão do
sistema como para intervenções de
manutenção preventiva em componentes
da rede.
Para isto, segundo Daniel Pinheiro Bernardon, da Gerência de Planejamento e Análise
da Operação, a AES SUL desenvolveu uma
metodologia através do uso do programa
ATP (Alternative Transient Program), que permite avaliar a viabilidade técnica das transferências de carga em anel entre subestações
atendidas por diferentes fontes, sem a interrupção do fornecimento de energia elétrica.
Os resultados, de acordo com Daniel, têm
sido excelentes, tanto que, com a aplicação
dessa metodologia, a AES SUL já evitou o
desligamento de aproximadamente 400.000
consumidores em sua área de concessão.
Um artigo sobre o tema, inclusive, foi
aceito para publicação numa das mais respeitadas revistas do setor, a Eletric Power Systems Research, pertencente ao grupo europeu Elsevier. De autoria do próprio Daniel
Pinheiro Bernardon, de Francisco Diuner
Veiga e de Lorenzo Comassetto, ele é intitulado Studies of Parallelism in Distribution Networks Served by Different-Source Substations
("Estudos de Paralelismo e Redes de Distribuição Atendidas por Subestações de Diferentes Fontes") e já está publicado em meio
eletrônico no site da revista.