Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos TABELA 1 – Valores de pH e Atividade de Água (Aw) de diversos alimentos PRODUTO Carnes e Aves Presunto Cozido Frango Carne enlatada (conservas) Salsichas Frankfurt Charque Salsicha (cozida e resfriada) Bacon Carne Bovina Moída Carnes e sopas enlatadas Pescado Atum Pescado Salgado Camarão Peixe fresco (maioria) Salmão Moluscos Crustáceos Produtos Lácteos Leite Manteiga Creme de Leite Queijo Prato Queijo tipo Cottage Queijo Minas Frescal Queijo tipo Mussarela Leite em pó Leite condensado açucarado Leite UHT Leite fluido pasteurizado Iogurtes Frutas Maçã Banana Laranja Morango Ameixa Frutas secas Fruta enlatada em calda Figo Geléia de frutas Sucos cítricos Vegetais (diversos) Palmito em conserva Milho verde em conserva Feijão Brócolis Aspargos Couve-Bruxelas Batata Cenoura Milho Azeitona Bebidas Carbonatadas Sucos cítricos Sucos de frutas (alguns) NÍVEIS DE pH ATIVIDADE DE ÁGUA (Aw) 6,3 – 6,4 5,9 – 6,1 5,5 – 6,0 5,7 – 6,2 5,5 – 6,7 5,6 – 6,0 5,5 – 6,2 5,1 – 6,2 4,5 – 5,2 ≥ 0,98 0,96 – 0,98 0,98 0,97 < 0,92 0,96 – 0,98 0,90 – 0,97 ≥ 0,98 0,93 – 0,97 5,2 – 6,1 6,8 – 7,0 6,6, - 6,8 6,1 – 6,3 4,8 – 6,3 6,8 – 7,0 ≥ 0,98 0,60 – 0,84 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 6,3 – 6,5 6,1 – 6,4 6,5 5,2 – 5,4 4,5 – 5,2 5,0 – 5,3 5,1 – 5,3 6,2 – 6,5 6,5 – 6,8 3,7 – 4,4 0,85 – 0,99 0,93 – 0,98 ≥ 0,98 0,94 – 0,96 0,93 – 0,97 ≥ 0,98 0,93 – 0,96 0,60 0,80 – 0,87 ≥ 0,98 ≥ 0,98 0,93 – 0,97 2,9 – 3,3 4,5 – 4,7 3,6 – 4,3 3,0 – 3,9 2,8 – 4,6 3,7 – 4,4 3,7 – 4,4 4,6 3,5 <3,7 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 0,6 – 0,84 0,93 – 0,97 ≥ 0,98 0,6 – 0,84 ≥ 0,98 4,0 – 4,3 5,5 – 6,2 4,6 – 5,5 6,5 5,7 – 6,1 6,3 5,3 – 5,6 4,9 – 6,0 7,3 3,6- - 3,8 0,98 – 0,99 0,98 – 0,99 0,80 – 0,87 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 <3,7 <3,7 <3,7 ≥ 0,98 ≥ 0,98 ≥ 0,98 Fontes: JAY (1973); BRIAN, F.L. (1997); IANFES (1991); LEWIS, M.J. (1993). Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos TABELA 2 – Relação dos Valores de pH dos Alimentos e os Principais Microorganismos que Podem se Multiplicar pH Alguns Alimentos >7,0 Microorganismos Clara de ovo, canjica, azeitonas pretas, milho. 6,5 – 7,0 5,3 – 6,4 4,5 – 5,2 3,7 – 4,4 < 3,7 biscoitos, pH é ótimo para a maioria das bactérias, sendo que muitas são inibidas entre pH 8 e 9. Muitos víbrios se multiplicam até pH 11 Leite, frango, presunto, pernil. Salmonella, Campylobacter, Yersínia, E. Coli, Shiguella, Clostridium, S. Aureus. Carne bovina, vitela, vegetais Salmonella, S. Aureus, os citados acima crescem lentamente. Conservas de carnes e sopas, queijo Alguns dos citados acima diminuem e cottage e vegetais fermentados. outros cessam a multiplicação. Pepino em conserva, maionese, Bolores toxigênicos. alguns sucos e frutas, frutas secas, vegetais fermentados, arenque, escabeche, tomates e iogurtes. Bebidas carbonatadas, sucos cítricos, Muitas bactérias morrem em poucas alguns sucos de frutas, maioria das horas neste pH. saladas temperadas, picles e vinagre. TABELA 3 – Valores de Atividade de Água de Alguns Alimentos e a Multiplicação dos Microorganismos Aw Alguns Alimentos 0,98 - 099 0,93 – 0,97 0,85 – 0,92 0,60 – 0,84 < 0,60 Microorganismos Leite, peixe, carne fresca, vegetais em Salmonella, Campylobacter, Yersínia, E. salmoura, fruta em calda leve,. Coli, Shiguella, Clostridium, S. Aureus, B. cereus Leite evaporado, queijo processado, S. aureus, V. parahaemolyticus, os carne curada, carne e peixe levemente outros citados acima crescem salgado, lingüiça cozida, furta em lentamente ou param sua reprodução. calda forte e pão. Leite condensado, queijo cheddar S. aureus, mas sem produção de maturado, lingüiça fermentada, carne enterotoxina. Bolores micotoxigênicos. seca, presunto cru e bacon. Farinha, cereais, nozes, frutas secas, Não há crescimento de bactérias vegetais secos, leite e ovos em pó, patogênicas. gelatinas e geléias, melaço, peixe fortemente salgado, alguns queijos maturados. Alimentos levemente úmidos. Confeitos, vegetais fermentados, Não há crescimento microbiano mas chocolate, mel, macarrão seco, permanecem viáveis. biscoitos e batatas chips. Fonte: IANFES – 1991) Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos TABELA 4 – PERIGOS BIOLÓGICOS: FONTES, IMPORTANCIA E CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS ALIMENTARES Microorganismo Habitat Alimentos envolvidos Importância Dose Infectiva / Período de incubação Sintomas Salmonella sp Trato intestinal de mamíferos, Leite cru, produtos de laticínios, pássaros, anfíbios, e répteis, carne de aves, suínos, e bovinos, homens e insetos vegetais e pescados, ovos, água e moluscos. Náuseas, vômitos, dor abdominal, dor de cabeça, calafrios, diarréia, febre. Duração: 2 a3 dias. Shiguella sp Trato intestinal de humanos Diarréia disenteriforme (tenesmo, febre e fezes) Vibrio cholerae Estuários, Baías e água salgada Escherichia coli O157:H7 Listeria monocytogenes Trato intestinal de bovinos Yersínia enterocolítica Escherichia patogênica coli Plesiomonas shiguelloides Aeromonas hydrophila Solo, vegetação, sedimentos marinhos água, Queijos, produtos pescados e vegetais. cárneos, Pode multiplicar lentamente sob refrigeração. Taxa de mortalidade de 30% nos infectados. Água, pequenos roedores, Leite cru, leite achocolatado, Aumento do número de casos animais de estimação e suínos. sorvetes, vegetais, carne de declarados. Pode multiplicar sob suíno e seus derivados, pescado. refrigeração. Trato intestinal de homens e Leite cru, produtos lácteos animais contaminados ou elaborados incorretamente, carne crua, vegetais Indicador de uma higiene deficiente ou de uma deficiência no processo. Várias cepas são toxigênicas. Água, animais aquáticos, porco, Ostras e outros alimentos de gato, ovelha, macaco. origem marinha, verduras irrigadas com água contaminada. Água doce, águas residuais, Mariscos, carnes vermelhas, ambiente marinho. carne de ave, leite cru, verduras e água Grande incidência no ambiente. Produz toxinas. Campylobacter jejuni Trato intestinal de animais domésticos de sangue quente. Vibrio parahaemolyticus Água de estuários e ao longo de outras áreas litorâneas. Necessita de NaCl (mínimo 1 e máxim o 10%) Ambiente marinho. Necessita NaCl para sua sobrevivência. Vibrio vulnificus Causa infecções devido à falta de higiene ou processamento Baixa ou alta concentração, incorreto de alimentos, dependendo do sorotipo. Horas a permitindo a multiplicação desta 3 dias. bactéria. Hortaliças, frutas, saladas e leite. Causam diarréia disenteriforme 1 2 10 a 10 células 4 a 7 dias Pescados, frutos do mar e Diarréia aquosa e desidratação. 5 hortaliças Pode ser fatal. 10 células 6,0 h a 5 dias Hambúrguer, leite cru, cidra de Provoca colite hem orrágica, Desconhecida maçã síndrome urêmica hemolítica. 3 a 9 dias meio Diarréia aquosa, desidratação, hipertensão e desequilíbrio salino. Diarréia sanguinolenta Desde enfermidade similar à gripe até meningite. Pode provocar aborto. Diarréia, vômitos, dor aguda na Desconhecida, provavelmente parte inferior direita do abdômen, 6 alta (> 10 /g). simulando apendicite em 1 – 10 dias crianças em idade escolar. Diarréia abundante (às vezes 5 6 Alta (> 10 – 10 /g) para algumas sanguinolentas, cãibras cepas. Baixa para as cepas abdominais, náuseas). Para as enterohem orrágicas. cepas enterohemorrágicas, síndrome urêmica hemolítica e trombocitopenia grave. Diarréia, dor abdominal, vômitos, Desconhecida. febre.Pode provocar meningite, Desconhecido septicemia. Diarréia, dor abdominal, vômitos, Desconhecida. febre. Pode provocar meningite, Desconhecido septicemia. Desconhecida. 8 dias a 3 meses. Perigoso para imunocomprometidos. Cresce sob refrigeração. Produz dois tipos de toxinas. Carne de aves, ovos, carne Uma das causas de diarréia mais 2 bovina, bolo gelado, moluscos importante do mundo. Não se Baixa (5 x 10 /g) crus, mexilhões e ostras, leite multiplica bem nos alimentos. 48 h – 120h cru. Mariscos, ostras, camarões, Responsável por 50-70\\5 das 6 peixes marinhos gastroenterites no Japão. É Provavelmente alta (>10 /g) mas 4 inativada sob refrigeração / pode ser a partir de 10 /g. congelamento. 4h – 96h. Ostras, moluscos e caranguejos. Patógeno invasivo e letal (56% dos casos) Desconhecida. 4h a vários dias (média 16h – 38h). Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal Diarréia abundante (às vezes sanguinolenta), dores abdominais, enxaqueca fraqueza e febre. Gastroenterite aguda, náuseas, vômitos, cãibras abdominais, febre, calafrios e diarréias. Febre, calafrios, hipotensão, náuseas. Menos freqüente, diarréias, vômitos, dor abdominal. Pode ser fatal. Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos TABELA 4 – PERIGOS BIOLÓGICOS: FONTES, IMPORTANCIA E CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS ALIMENTARES Microorganismo Clostridium botulinum (toxina botulínica) Clostridium perfringens tipo A Bacillus cereus Bacillus subtilis Bacillus licheniformis Staphylococcus aureus (toxina estafilocócica) Bactérias produtoras de histidina descarboxilase – Morganella morgani e outras (histamina*) Bolores micotoxigênicos (micotoxinas*) Vírus (enterovírus) Habitat Alimentos envolvidos Importância Dose Infectiva / Período de incubação Sintomas Solo, sedimentos de água doce e Conservas industriais e Os esporos podem sobreviver ao Náusea, vômitos, distúrbios salgada, vegetação. principalmente conservas tratamento térmico, químico e Muita pequena (0,1 mcg de neurológicos, visão dupla, caseiras. secagem. Toxina termolábel, toxina / kg de peso). falência respiratória e obstrução veneno biológico potente. 12h – 36 h até 14 dias. à entrada de ar, podendo resultar em morte. Solo, poeira e trato intestinal de Carnes, frangos, sopas Esporos termorresistentes. Intensas dores abdominais, 6 animais. desidratadas e molhos à base de Produz enterotoxina durante Alta > 10 /g (células vegetativas). diarréia e flatulência. carnes. esporulação no intestino. 8h – 15h Solo (reservatório natural) Arroz, leite, produtos amiláceos, Esporos termorresistentes. Pode Toxina diarréica: dor abdominal e vegetais cozidos, cereais, produzir dois tipos de toxinas Alta (> 106/g) diarréia. condimentos, carnes, pescado. (diarréica e emética). Toxina diarréica: 4h – 16h Toxina emética: ataque agudo de Toxina emética: 30 minutos – náusea e vômito. 6,0h Solo – reservatório natural Normalmente carnes, pratos com Esporos termorresistentes. Cãibras, vômitos, náuseas, arroz e produtos de confeitaria. Contaminante importante de Alta (105 – 109/g) ocasionalmente diarréia, dor de Pó para doces, pão, maionese, produtos para panificação. 10 min – 14 h (média 2,5h) cabeça, vermelhidão. cebolas em vinagre. Solo – reservatório natural Carne cozida, pratos com Esporos termorresistentes, Diarréia, cãibras, vômitos. vegetais, salsichas cozidas, Contaminante importante de Desconhecida. Provavelmente doces a base de ovos e leite, tortas, produtos de confeitaria, alta (108/g) pão. produtos de panificação. 2h – 14h (média 8h) Mucosas nasal e oral, pele e Pescado, leite cru, produtos de Contamina os alimentos por Náuseas, vômitos e diarréia 5 8 cabelo. laticínios, principalmente queijos, manipulações incorretas. Produz Células 10 – 10 /g são aquosa, dor de cabeça, dor produtos cárneos, massas, toxina termorresistente. necessárias para produzir toxina muscular e prostração. produtos de confeitaria, suficiente. preparações à base de frango, Toxina 1hg d toxina / g de ovos e outros, especialmente alimento. muito manipulados. 2h – 6h Ambiente aquático (marinho e Peixes principalmente tunídeos Contaminante natural dos Variável (máximo permitido varia Cefaléia, diarréia, palpitações, fluvial), laticínios. (atum, bonito, cavala, cavalinha), alimentos, com multiplicação de 50 a 100 ppm) hipotensão, rubor e outros. queijos curados. intensa em temperaturas 3 – 10h ambientais. Não crescem sob refrigeração. Solo, poeira, esterco, vegetais. Cereais e oleaginosas, suco de Cresce em alimentos muito maçã, leite. ácidos e com baixa Aw. Em meio ácido, a produção de toxina é baixa ou nula. Produção de micotoxinas, por exemplo aflatoxinas. Intestino do homem, água, Moluscos, leite, creme, sucos de Gastroenterite viral. Não se moluscos, verduras. frutas, carnes frias, águas, multiplicam nos alimentos verduras. Desconhecida (experimentos em Nefropatias, problemas de fígado animais) e a longo prazo, câncer. Outras em função da micotoxina em questão. Baixa (possivelmente partículas) Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal 100 Gastroenterite, febre, diarréia, vômitos (Norwalk, Rotavírus). Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos TABELA 4 – PERIGOS BIOLÓGICOS: FONTES, IMPORTANCIA E CARACTERÍSTICAS DAS DOENÇAS ALIMENTARES Microorganismo Vírus da hepatite Cryptosporidium parvum Habitat Alimentos envolvidos Intestino do homem, água, Moluscos, água, verduras. moluscos, verduras, alimentos contaminados. Águas e águas residuais. Água, leite cru, vegetais crus. Importância Hepatite infecciosa. Transmissão pessoa a pessoa é possível. Não se multiplicam nos alimentos. Cistos resistentes à desinfecção química. Sobrevivem até um ano em solução aquosa. Forma cistos resistentes. Giardia intestinalis (lamblia) Entamoeba hystolítica Água, águas residuais, intestino Água e vegetais crus. delgado do homem, porco. Taenia solium Água, trato intestinal do homem e Larvas em carne de porco, ovos Não sobrevivem ao porco. em alimentos, água contaminada congelamento (-20ºC / 7 dias com fezes humanas. ou –35]C / 2 dias) e a temperaturas altas. Taenia saginata Trato intestinal de homens e Larvas em carne. bovino. Paragonimus sp Água, intestino do homem e Águas, vegetais crus. animais. Os protozoários não são eliminados pelos métodos de cloração adotados pelo sistema de abastecimento da rede pública. Dose Infectiva / Período de incubação Sintomas Variável (possivelmente, 100 Icterícia, febre, vômitos. partículas) Baixa, < 10 cistos 2h – 14 dias Baixa, < 10 cistos. 1 – 3 semanas. - - Não sobrevivem ao congelamento (-20ºC / 7 dias ou –35ºC / 2 dias) e a temperaturas altas. Intestino do homem. Água e Peixes, moluscos e crustáceos Não sobrevivem ao Desconhecida pescado da costa marítima. da costa marítima. congelamento (-20ºC / 7 dias ou –35ºC / 2 dias) e a temperaturas altas. Diarréia, dor abdominal, vômitos, pode provocar sintomas similares ao da gripe. Diarréia crônica. Desinteria amebiana, amebíase (fezes mucóides e sanguinolentas inicialmente e após algumas semanas diarréia intensa, dores abdominais, febre e vômito). Perda de peso, anemia, náuseas, dores abdominais. Caso as larvas se desenvolvam no coração ou sistema nervoso central, a infestação pode ser fatal. Perda de peso, anemia, náuseas. Dores abdominais. Diarréia, dor abdominal, distúrbios da respiração. * Considerados como perigos químicos. Fontes: DOYLE (1989 E 1997); ICMSF (1996); JAY (1992); LEITÃO (1987); LEVINE (1987); MORTIMORE & WALLACE (1994); PRICE (1997); RYAN (1994); PAS (2000). Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos TABELA 5 – PATÓGENOS: CARACTERÍSITICAS MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS Microorganismo Reação de Gram / Necessidade Morfologia de Oxigênio Temperaturas de pH para multiplicação Aw Multiplicação (ºC) Mínima para Mínima Ótima Máxima Mínimo Ótimo Máximo multiplicação % NaCl máximo para multiplicação Salmonella sp Gram (-), bacilo curto Facultativo 5,2 37,0 46,2 3,7 6,5 – 7,5 9,5 0,94 8 Shiguella sp Gram (-), bastonete 6,1 35 47,1 4,8 7,0 9,34 Desconhecida 6 Vibrio cholerae Gram (-), bastonete encurvado (vibrião) Gram (+), bacilo curto Anaeróbio facultativo Anaeróbio facultativo Aeróbio e microaerófilo Facultativo Desconhecida -0,4 35 45 5,0 7,6 9,6 0,97 6 25-30 45 4,3 7,0-7,5 9,4 0,83 20 -1,3 32-34 44 3,0 7,0-8,0 9,6 0,95 5-6 Facultativo 5,0 37 44 4,5 7,5-8,5 11,0 0,94 Anaeróbio 10 (proteolítica) 3,3 não Proteolítica 35-40 50 4,6 6,5-7,0 9,0 0,94 (proteolítica) 0,97 (não prot) 10 halófila (min. 0,5% de sal) 10 (Proteolítico) 5 (não prot.) 10 43-45 52 5,0 6,0-7,5 9,0 0,93 7 4 30 50 4,3 6,0-7,5 9,3 0,91 18 5,6 (10*) 2,5 37 (37*) 30-37 50 (48*) 45,5 10,0 9,02*) 9,0 0,83 (0,87*) 0,95 20 (12*) 6-8 30 42 45 Listeria monocytogenes Yersínia enterocolítica Gram (-), bacilo curto (formas pleomórficas também aparecem) Vibrio Gram (-), bacilos parahaemolyticus retos ou curvos Clostridium Gram (+), bacilo botulinum (toxina formador de esporos botulínica) Clostridium perfringens Bacillus cereus Staphylococcus aureus Escherichia coli patogênica Gram (+), bacilo Anaeróbio (pode formador de esporos multiplicar na presença de oxigênio na fase logarítima) Gram (+), bacilo Facultativo formador de esporos Gram (+), cocos Facultativo Gram (-), bacilos curtos Campylobacter Gram (-), bacilo curvos em espiral jejuni (gaivota) Característica de Fungos cada bolor toxigênicos Formas diferentes Vírus dependendo do vírus Facultativo Microaerófilo obrigatório Aeróbios Variável Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam nos alimentos 4,3 6,0-7,0 (4,76*) (6,0-7,0*) 4,0 7,0 4,9 6,5-7,5 9,5 >0,97 2,0 1,6 Variável 11,1 0,70 Variável Não se multiplicam no alimento Variável Sobrevivem em pHz 3-10 Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos TABELA 5 – PATÓGENOS: CARACTERÍSITICAS MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS Microorganismo Reação de Gram / Necessidade Morfologia de Oxigênio Temperaturas de pH para multiplicação Aw Multiplicação (ºC) Mínima para Mínima Ótima máxima Mínimo Ótimo Máximo multiplicação Gram (-), bacilo retos com extremos curvos Gram (-), bacilo retos com extremos curvos Facultativo 1-4 28 42 <4,5 7,2 Facultativo 8 30 45 4,0 7,0 Gram (+), bacilo formador de esporos Gram (+), bacilo Bacillus licheniformis formador de esporos Vibrio vulnificus Gram (-), bacilos retos ou curvos Escherichia coli Gram (-), bacilos retos O157:H7 Facultativo 12 43-46 55 4,6 Facultativo Multiplicação entre 30 e 60 Multiplicação entre 5,7 e 6,5 Facultativo 8 37 43 5,0 Facultativo 8-10 37 45,5 Aeromonas hydrophila Plesiomonas shiguelóides Bacillus subtilis Cryptosporidium parvum Oocistos Giardia intestinalis Cistos Entamoeba hystolítica Cistos e larvas Taenia solium Cistos e larvas Taenia saginata Cistos e larvas Paragonimus sp Cistos e larvas Os oocistos não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento 7,8 Desconhecido 9,0 Desconhecida 9,2 0,90-0,93 10,0 Desconhecida Desconhecida, provável 0,95 0,98 4,0-8,5 Provavelmente 0,95 (geral para E. coli) Os oocistos não se multiplicam Os oocistos não se multiplicam Os oocistos não nos alimentos nos alimentos se multiplicam nos alimentos Os cistos não se multiplicam nos Os cistos não se multiplicam nos Os cistos não se alimentos alimentos multiplicam nos alimentos Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento % NaCl máximo para multiplicação Tolera 4.Não se multiplica com 7,5. Multiplicação limitada com 4, mas depende do meio. Não se multiplica com > 15 7 0,5-5,0 6,5 Os oocistos não se multiplicam nos alimentos Os cistos não se multiplicam nos alimentos Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Não se multiplicam no alimento Fontes: DOYLE (1989 E 1997); ICMSF (1996); JAY (1992); LEITÃO (1987); LEVINE (1987); MORTIMORE & WALLACE (1994); PRICE (1997); RYAN (1994); PAS (2000). RESISTÊNCIA DE ALGUNS MICROORGANISMOS AO CALOR Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal Minicursos CRQ-IV – Microbiologia de Alimentos Microorganismo Brucella sp Salmonella senftenberg Salmonella sp Staphylococcus aureus Leveduras, bolores e bactérias deteriorantes Esporos de mesófilos aeróbios Bacillus cereus Bacillus subtilis Bacillus polymyxa Esporos de mesófilos anaeróbios Clostridium butyricum Clostridium perfringens Clostridium botulinum Tipo A e B proteolíticos Tipo E, B e F não proteolíticos Esporos de Termófilos aeróbios Bacillus coagulans Bacillus stearothermophilus Esporos de termófilos anaeróbios Clostridium Thermosaccharolyticum Dessulfotomaculum nigrificans Temperatura ºC 65,5 65,5 65,5 65,5 65,5 Valor D (minutos) 0,1 – 0,2 0,8 – 1,0 0,02 – 0,25 2,2 – 2,0 0,5 – 3,0 100 100 100 5,0 11,0 0,1 – 0,5 100 100 0,1 – 0,5 0,3 – 20,0 100 80 50 1,0 120 120 0,1 4,0 – 5,0 120 120 3,0 – 4,0 2,0 – 3,0 ICMSF (1980) Conselho Regional de Química 4ª Região (www.crq4.org.br) – Apoio: Caixa Econômica Federal