PROJECTO FSE:
Terra Quente I e II
(Centro Social Infantil de Aguada de Baixo)
APOIO FSE ATRAVÉS DO:
Programa Operacional Emprego, Formação
e Desenvolvimento Social (POEFDS)
“Semear ideias, cultivar afectos, colher mudanças”
Uma terra lavrada por histórias de vida. Um grupo de pessoas de corações
grandes, que souberam transformar as suas experiências em sorrisos largos,
contagiantes de felicidade, de sucesso, de futuro. Gente que amanha um pedaço
de terra. Que encontrou nela o respeito dos outros, a força, o saber fazer e
principalmente a descoberta do valor do trabalho que tem ser capaz de aprender.
Nasceu como um sonho. Germinou como uma semente cheia de vida. Venceu
como Terra Quente.
Com financiamento do Fundo Social Europeu e do Estado, o Centro Social Infantil de Aguada de
Baixo é o promotor do projecto Terra Quente, a partir do qual foi criada uma quinta para agricultura
biológica (com o Terra Quente I) com terreno cedido por um particular (a Quinta Biológica
continua a ser explorada, até 2006, no âmbito do Terra Quente II).
O projecto destina-se a pessoas desfavorecidas do ponto de vista social, muitas apoiadas pelo
Rendimento Social de Inserção.
A actividade, cujo final está previsto para Abril de 2006, tem-se vindo a consolidar: outros terrenos
foram cedidos para cultivo e, além disso, a quinta foi aproveitada para que as crianças da
Instituição pudessem manter contacto mais próximo com a Natureza. Foram promovidas
visitas escolares e de outros organismos, tendo o espaço recebido 450 visitantes. Houve
ainda a realização de trabalhos audiovisuais acerca da quinta e foram promovidas acções
com vertente sócio-cultural para crianças, adolescentes e jovens trabalhadores.
Os estímulos recebidos à actividade têm sido constantes, multiplicando-se os elogios
ao trabalho efectuado sob o ponto de vista da intervenção social, produção de
alimentos saudáveis e preservação/educação ambiental.
Neste projecto iniciou-se uma abordagem diferente do assunto sob a designação de
quintais biológicos ao domicílio, ou seja, prestação de serviços em casa de cada
cliente que incluem preparação, planificação, plantação e manutenção de hortas
particulares, com orçamentos antecipados.
“Terra Quente II: Semear
Ideias, Cultivar Afectos,
Colher Mudanças”
A progredir está ainda a educação ambiental através da sensibilização da
comunidade e com actividade junto de pais e crianças quer na Instituição, quer em
visitas de âmbito pedagógico à quinta, onde se referem as consequências de
agressões ambientais e são apontadas alternativas amigas do ambiente.
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Teresa Neves
Presidente da Direcção do Centro Social Infantil de Aguada de Baixo
Teresa Neves é a presidente do Centro Social Infantil de Aguada de Baixo (entidade
promotora) e responsável pelo projecto. Conta como surgiu a ideia e como foi o seu
nascimento. Desde as visitas à horta, até às primeiras “obras” de recuperação da
quinta e criação da horta biológica. “Este trabalho tem vindo a ser feito ao longo de dez
anos”, recorda.
“Já tinha trabalhado aqui no Centro Infantil noutros projectos como a prevenção da
toxicodependência. E comecei a cadastrar inúmeros casos de famílias inadaptadas no limiar da
pobreza. Os enormes problemas financeiros e de adaptação social e todas as carências
associadas a essa situação foram a pedra de toque para que a ideia nascesse e fosse moldada
em forma de candidatura ao Fundo Social Europeu”. Depois do projecto aprovado, começou a
delinear-se a conquista do sonho de ajudar pessoas. Teresa conta que o trabalho com os jovens
destas famílias é que provocou o início de todo o processo. “Ao trabalharmos com os jovens
apercebemo-nos que era inglório não trabalhar com os familiares. Achámos que era prioritário e,
quando assumimos a direcção do Centro Infantil, fizemos um acordo atípico com a Segurança
Social para o trabalho com as famílias de Rendimento Social de Inserção. Este trabalho é feito
pela Cláudia, assistente social do centro, que já estava no projecto de toxicodependência, no
âmbito do Programa Quadro Prevenir I (financiado pelo então “Projecto Vida”, actualmente o
Instituto da Droga e da Toxicodependência)”.
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A emoção na voz solta-se em cada palavra de Teresa. Vive intensamente cada problema e cada
desespero dos seus “meninos”. Apesar de ser coordenadora, a proximidade com todos os casos
presentes neste projecto envolvem-na demasiado, tal como acontece com todos os elementos da
organização. É uma entrega muito grande e um viver destas situações muito intensamente.
“Acho que está, de alguma forma, salvaguardado o factor mais importante que é a relação que
se estabelece com as pessoas, a valorização que fazemos delas, é o saber escutá-las, saber
respeitar um bocadinho os seus princípios e a sua origem”, confessa Teresa.
“Resolvemos investir neste projecto, criando hábitos de trabalho, uma mudança enorme que
implica um processo muito lento. O ritmo que estas pessoas têm, não permite que a produção
desenvolva muito, mas a ideia da microempresa sim, poderá ser viável com a comercialização.
Ou no formato de quinta biológica para receber visitas”.
“Agora, a carrinha da Terra Quente II menciona produtos biológicos, já não agricultura biológica,
porque temos de avançar para outros caminhos e assegurar postos de trabalho. Temos de
caminhar no sentido da auto-sustentabilidade. E, nesse aspecto, é preciso variar o leque de
produtos, aumentar postos de trabalho para poder absorver as pessoas”, confessa Teresa.
Teresa Neves continua a defender a possibilidade de
futuro para o Terra Quente mas, principalmente, para
todas as pessoas que a ele se dedicaram e nele
depositaram as esperanças de futuro e sobrevivência.
Otília Moreira
Formadora e Monitora da Quinta Biológica “Terra Quente”
Valorizar pessoas. É esse o objectivo fundamental do Projecto Terra Quente (I e II), desenvolvido
na aldeia de Aguada de Baixo, no concelho de Águeda. Um projecto único e inovador, uma
experiência piloto no universo das quintas de agricultura biológica.
O Terra Quente I teve início em Março de 2002 e contou com a participação de 14
pessoas beneficiárias do Rendimento de Inserção Social. A formação no âmbito do
Terra Quente II, que durou de Abril a Agosto, acolheu mais dez adultos com graves
problemas económicos e sociais. “Estas pessoas que tivemos connosco pertencem a
famílias carenciadas, normalmente desempregados de longa duração. O projecto, que
se baseou na exploração de terrenos para agricultura biológica, valorizou muito a parte
humana”, explica Otília Moreira, formadora durante o Terra Quente I e II.
Otília conta como foi possível “levar o barco a bom porto” com a ajuda de algumas
pessoas de Aguada de Baixo. O melhor exemplo é o terreno cedido por um particular
que, ainda hoje, o grupo de formandos utiliza para a formação prática, onde também
montaram três estufas. “Ainda temos algumas pessoas do primeiro grupo a trabalhar
connosco com apoios do Centro de Emprego. O mais positivo é saber que alguns dos que saíram
deste curso conseguiram um emprego estável. Este facto deixa-me muito satisfeita porque
significa uma profunda alteração de mentalidade de trabalho que não existia quando estas
pessoas chegaram a esta formação”.
O projecto Terra Quente, possui ainda outros dois terrenos, também cedidos por particulares. “Um
deles está a ser cultivado, mas não com tanta diversidade como este, que tem três anos de
trabalho na terra. Há ainda um terceiro que começámos a preparar em Abril e onde provavelmente
iremos colocar alguns animais. O sonho seria ele manter-se a si próprio”.
A primeira quinta (usada algumas vezes por este segundo grupo de formandos) é um óptimo
exemplo de exploração agrícola biológica com aproveitamento de terrenos abandonados. As
pessoas que estavam renitentes quanto ao sucesso deste projecto, ao verem como os terrenos
ficam bem tratados, oferecem-se para colaborar sem pedir contrapartidas.
“A ideia principal, para lá de ajudar pessoas com necessidades muito profundas, é alterar
mentalidades”, insiste Otília.
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Otília empenha-se de alma e coração neste projecto de pessoas para pessoas. É seu objectivo
poder dar-lhes as ferramentas necessárias para que já não precisem do Terra Quente para
sobreviver. Todo o trabalho se dirige no sentido de operar uma profunda alteração de
comportamentos e modos de agir e reagir em sociedade, que permitam a este grupo de pessoas
caminhar sozinhas. É com grande emoção que Otília confessa como gostaria de resolver os
problemas de toda esta gente. “A nossa preocupação são as pessoas. Temos sempre novas
ideias visando arranjar solução para todos, dar-lhes estabilidade e
criar postos de trabalho com continuidade. Continuamos a lutar por
isso. O futuro é uma incógnita, mas temos esperança. Por isso o sonho
continua a ser a constituição de uma microempresa, mas sem
assentar exclusivamente na produção”.
Otília começou a interessar-se pela produção biológica e a estudar
por conta própria com o apoio do marido. “Tínhamos adquirido um
terreno relativamente grande para ser só um quintal e onde agora
tenho a minha casa. Ele, sabendo que gosto muito de mexer na terra,
sugeriu que fizesse formação ligada ao assunto para desenvolver
qualquer coisa”.
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“O Terra Quente está aberto para quem quiser vir, mas porque não ser uma quinta pedagógica?”,
pergunta a formadora Otília, à medida que explica o processo de produção e cultivo utilizados,
contando para onde são escoados os excedentes da horta biológica. “A produção da quinta em
excedente vai para o consumo interno da instituição, para os formandos (faz-se um cesto
semanal), para o lar da terceira idade e também para pequenos clientes locais”. Mas, neste
universo da formação em campo, a entrega tem de ser quase total, quer de formadores, quer de
formandos. O trabalho vai muito além das oito horas porque estão sempre disponíveis para ouvir
as pessoas e elas também os procuram a qualquer hora para pedir ajuda. “Gosto de fazer o meu
trabalho, depois admirá-lo e acho que foi isso que lhes transmiti. Quero que façam um trabalho
bem feito e que esse trabalho lhes agrade”, defende a formadora.
Otília explicou como são úteis as diversas espécies animais existentes e estabelecidas na zona da
horta, pois servem para controlar outras espécies nocivas à plantação: “O ninho de morcego
recebe um morcego que come os insectos. Há outros ninhos com características diferentes
consoante a espécie para a qual se quer criar o habitat. Para o depósito de resíduos biológicos
pedi aos cafés as cascas de ovo e as borras de café”, exemplifica.
Uma das técnicas usadas no terreno, para protecção e prevenção do desgaste do solo, foi a
consociação de espécies, utilizada na horta para estimular as outras plantas. “No início usámos
a matéria orgânica deste pinhal aqui ao lado – da mesma proprietária deste terreno – para o
fertilizar, já que estava há muitos anos abandonado. O pinhal tem uma variedade de espécies que
ajudam na horta e sua manutenção. Os auxiliares da agricultura biológica ajudam na salvaguarda
da produção agrícola. Por exemplo, aqui temos a cobra-de-vidro que é muito útil porque come os
ratos, os caracóis e as lesmas. A salamandra também come lesmas e caracóis. Temos ainda o
chapim real e o chapim azul que conseguimos fixar, pois comem insectos e lagartas da couve. No
Inverno colocam-se comedouros para os manter neste habitat”.
Outro exemplo de técnica completamente biológica aplicada à produção agrícola é a substituição
de químicos por insecticidas naturais. Os formandos aprendem rapidamente a sua concepção e
utilização, porque acham graça aos preparados e às formas como são utilizados. Otília explica
como se desenrola o processo e como depois os tratamentos são aplicados. “Fazemos caldas de
sabão que depois são diluídas e servem para o piolho, tal como as infusões de ervas e sua
maceração. As flores com mau cheiro – tagetes ou cravo túnico – são atractivos dos auxiliares e
afastam pragas pelo seu mau cheiro. Depois há
alguns truques, como por exemplo colocar no meio
da couve normal filas de couve roxa e alho que
servem para baralhar algumas espécies de pragas e
proteger as espécies que queremos desenvolvidas
na horta: as borboletas não gostam do aspecto da
couve roxa e do cheiro do alho e afastam-se.
Também os fertilizantes naturais são os melhores e os
únicos usados na quinta. Com ortigas fazem-se
pulverizações e estrume. Colhem-se estas plantas e
deixam-se quatro ou cinco dias a macerar em água.
Depois dilui-se a calda em mais água para não ficar
muito forte e não matar as plantas. A sua aplicação
fortalece as plantas e é ao mesmo tempo insecticida.
Também a cavalinha e a rama de tomate (também
colocada no meio das couves para afastar insectos)
são utilizadas para os mesmos fins (o seu uso deve
ser alternado). Para o piolho muitas vezes é
suficiente um jacto forte de água limpa, por exemplo
nos feijoeiros. Limpa rapidamente mas, se não
resolver, faz-se uma calda de sabão de potássio ou
sabão azul e branco. A ervilhaça, a facélia e a
tremocilha são óptimas para a sideração ou adubação verde e, ao mesmo tempo, fixam azoto no
solo”, explica Otília.
Os truques e segredos para conseguir uma boa produção biológica são inúmeros e requerem
investigação e estudo. Otília sempre se interessou por encontrar soluções e, por isso, já tinha o
conhecimento técnico quando iniciou esta formação. Por essa razão revela muitos dos truques
utilizados e mostra que uma das maiores compensações da experiência que está a viver é poder
partilhar aquilo que sabe. É com grande satisfação que continua a contar como o grupo consegue
manter uma horta bonita e bem produtiva.
Esta responsável pela formação no terreno ri ao contar como as pessoas mais idosas de Aguada
de Baixo começaram a adoptar estas práticas admitindo que, afinal, resulta. “Aqui vive-se um
processo lento de alteração de mentalidades”.
“A agricultura biológica foi um meio que encontrámos para resolver alguns dos problemas que
afectam estas pessoas. Ainda agora temos o caso de uma moça que deixou de trabalhar
connosco e não ficou em casa, foi à procura de emprego e está a trabalhar numa fábrica: teve a
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noção de que, para vivermos, é preciso trabalhar. E também tentei sempre passar a ideia de que
não podemos dar maus exemplos aos nossos filhos. Mesmo assim, penso que conseguimos fazer
com que fossem um bocadinho mais autónomos, ensinando-os, por exemplo, a utilizar o
Multibanco e a gerir o dinheiro”.
Mas a formadora nem sempre esteve segura dos meios a utilizar para enfrentar os problemas diários.
“O grande sucesso deste projecto deve-se em muito à equipa sonhadora”.
“Neste projecto, não somos só nós que estamos envolvidas, os nossos maridos também
colaboram como podem”. Como o Centro Social e Infantil não está acreditado para dar formação,
o projecto teve a ajuda da SOLIDÁRIOS – Fundação para o Desenvolvimento Cooperativo e
Comunitário, entidade que se responsabiliza pela formação. “Vieram conhecer os formandos e há
uma troca de ideias para que tudo funcione melhor”.
Maria da Luz
Monitora
Maria da Luz foi monitora no projecto Terra Quente (foi recentemente substituída).
Refere como a experiência está a ser positiva e como o grupo de mães foi importante
para o arranque.
“Houve casos muito complicados, por exemplo de alcoolismo, mas que conseguimos
ultrapassar”, recorda. “Estou no projecto desde os primeiros passos”. Para Maria da
Luz, a experiência tem sido gratificante, mesmo que, por vezes, viva demasiado os
problemas do grupo. “Trabalhamos aqui a tempo inteiro e queria que o projecto
continuasse. Foi um grande investimento nosso e damos muito de nós”, comenta.
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Manuela Abrantes
Engenheira Técnica Agrária
Manuela Abrantes é Engenheira Técnica Agrária (técnica da divisão de produção do centro
experimental de agricultura da Gafanha – Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral)
é especializada em agricultura biológica (modo de produção biológico – hortícolas e
aromáticas) e acompanhou o projecto Terra Quente desde o seu início e concepção. A
DRABL participou no projecto ajudando em acções de divulgação e palestras e mantendo
parceria técnica.
Todo o processo de limpeza e cultivo dos terrenos cedidos seguiu um plano cuidado
e foi estudado minuciosamente com a ajuda da engenheira Manuela Abrantes.
“Sensibilizaram-se a comunidade e as escolas e demos o apoio técnico necessário
durante o desenvolvimento dos contornos da exploração quer na fase anterior à
execução do projecto, quer durante a sua realização. O trabalho conjunto com as
técnicas do Centro Infantil que orientaram a parte social foi muito positivo”, adianta a
engenheira da DRABL.
Como este é um projecto que teve uma componente social muito grande será possível a sua
implementação noutros locais, criando mais aldeias piloto. O trabalho desta técnica, que remonta
a 1994, altura em que deixa a área de agricultura convencional para se dedicar exclusivamente à
agricultura biológica, foi muito importante para o bom desenvolvimento do Terra Quente. “A nossa
direcção regional é a única que tem técnicos nesta área e abrange Aveiro, Coimbra, Viseu e Leiria”.
“Há que ter em conta que este tipo de agricultura não é mais cara; isso é uma ilusão! A questão
da biodiversidade é fundamental. A partir dos três anos começa a notar-se o desencadear do
processo. Este período é que é mais difícil. Esta é a prova de força dos agricultores que têm
capacidade de investir no processo, podem viajar e informar-se. A mão-de-obra é o mais caro e
não podem ser apenas pessoas de risco”, confessa, convicta do sucesso de explorações como
esta. Segundo Manuela Abrantes, o problema resume-se a uma alteração profunda das
mentalidades. “Desenvolver aldeias com a criação de Associações que mantenham e continuem
este trabalho. Aqui há pequenas parcelas que não têm viabilidade se não forem associadas. São
estes pequenos quintais que poluem os rios. A cativação destas pequenas áreas para este tipo
de produção é muito positiva, porque previne este tipo de poluição”, garante.
Esta experiência piloto registou enorme sucesso e deve ser aproveitada para outros locais, não
só absorvendo o mesmo tipo de pessoas inadaptadas, como também contando com deficientes.
Para Manuela Abrantes, o projecto tem uma função social importantíssima que poderá estender-se
também aos lares de idosos. “Pretende-se ainda fazer a recolha de informação sobre práticas
agrícolas antigas junto dos idosos, dando continuidade e uma segurança profissional a algumas
pessoas que dela precisam”.
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TERRA QUENTE I E II
Centro Social Infantil de Aguada de Baixo (CENSI)
Rua das Escolas
3750-031 AGUADA DE BAIXO
Tel.: 234 666 590
Fax: 234 667 009
E-mail: [email protected]
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