CONVERGÊNCIA CONTÁBIL NA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA Resolução CFC 1.255/2009 Seções 1, 2, 3 e 35 CONTABILIDADE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS CFC – NBC TG 1000 – Resolução 1.255/09 P E Q U E N A S E M É D I A S E M P R E S A S Apresentam DCs PARA FINS GERAIS para usuários externos não envolvidos na administração Desobrigadas de prestação pública de contas Não possuem instrumentos de dívida ou patrimoniais, negociados em mercado aberto de ações Não mantém ativos em condição fiduciária, como um de seus principais negócios. Ex.: Bancos, Coop. Crédito, Seguradoras. Sociedades por ações – fechadas (mesmo que obrigadas a publicação) Limitadas ou outras sociedades comerciais não enquadradas como de grande porte pela Lei 11.638/07 Outras com fins lucrativos As quais não enquadradas para plenas estão compulsoriamente elaboração pelas normas Não aplicável em entidades sem fins lucrativos? PARA USOS ESPECÍFICOS Proprietários, Administradores, Autoridades fiscais/governamentais Diferem dos apresentados para fins gerais Direcionadas às necessidades de usuários que não estão em posição de exigir relatórios específicos (administradores, autoridades fiscais) Apresentadas como um relatório anual ou outro documento público AS NOVAS PRÁTICAS CONTÁBEIS Quando a norma estabelece a adoção das novas práticas contábeis pelas PME´s, significa as normas adotadas pelas grandes empresas (Pronunciamentos do CPC/IFRS/NBC´s) pois, em sua maioria, as práticas contábeis são as mesmas. P E Q U E N A S E M É D I A S E M P R E S A S CONTABILIDADE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS CFC – NBC TG 1000 – Resolução 1.255/09 RESUMINDO... A NBC TG 1000 NÃO SE APLICA A: CIAS de capital aberto reguladas pela CVM; Sociedades de grande porte: ativo superior a R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 300 milhões (no ano anterior); Sociedades reguladas pelo BACEN E SUSEP; Entidades sem fins lucrativos: ITG 2002 – ENTIDADE SEM FINALIDADE DE LUCROS. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES Contexto As PMEs têm papel decisivo no mundo dos negócios. Em praticamente todos os países, não importa o tamanho de sua economia, mais de 99% das empresas têm menos de 50 colaboradores. Há 28 milhões de PMEs na União Europeia; 20 milhões de PMEs só nos Estados Unidos; No Brasil, são 6 milhões de PMEs. Complexidade das normas. Fonte: Deloitte CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES Contexto e Motivação da Criação da Norma Para o Banco Mundial: A IFRS para PMEs é “um excelente modelo de prestação de contas para entidades menores, por ser mais adaptável ao porte das operações e à estrutura societária das PMEs, e isso deve facilitar o acesso das pequenas e médias empresas a fontes de financiamento”. A Federação Internacional de Contadores afirmou que: O padrão “contribuirá para melhorar a qualidade e a comparabilidade das demonstrações financeiras das PMEs em todo o mundo e as ajudará a obter acesso a fontes de financiamento. As PMEs não serão as únicas a se beneficiarem com o novo modelo: seus clientes e os usuários de suas demonstrações financeiras também serão beneficiados”. Fonte: Deloitte CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES Instituição das Normas Contábeis para PME no Brasil 12/2009, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) aprovou o Pronunciamento Técnico PME – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, sendo o equivalente da IFRS para PMEs (IASB). Homologado pela Resolução do Conselho Federal de Contabilidade – CFC nº 1.255/09, o qual entrou em vigor nos exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010. 06/2010, o CFC incluiu no CPC PME o Glossário de Termos, equivalente ao incluído na IFRS para PMEs (IASB). 12/2010, visando facilitar a adoção do CPC PME, o CFC facultou para aquele período a elaboração e a divulgação de ajustes retrospectivos das demonstrações contábeis comparativas ao exercício de 2010, desde que mantida a divulgação comparada com os valores das demonstrações contábeis do exercício de 2009. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES Versão completa das IFRSs versus IFRSs para PME Fonte: Deloitte Versão completa das IFRSs versus IFRSs para PME - Simplificação Assunto Custos de empréstimos vinculados a construção CPC/IFRS PME CPC/IFRS PLENO Todos os custos com Os custos dos empréstimos, que são empréstimos: diretamente atribuídos à aquisição, são considerados como construção ou produção de um ativo despesas. qualificado: (juros e custos) devem ser capitalizados. Todos os outros custos de empréstimos são considerados como empréstimos. Todos os custos de P&D Custos de P&D devem ser são reconhecidos como capitalizados quando critérios despesa. específicos são atingidos. Ativos Intangíveis Todos os ativos intangíveis são considerados como tendo vida útil definida e são amortizados. Ativos intangíveis com vida útil indefinida não são amortizados, mas devem ser testados por impairment anualmente, independente de evidencia de perda de valor. Fonte: PWC Versão completa das IFRSs versus IFRSs para PME - Simplificação Assunto CPC/IFRS PME CPC/IFRS PLENO Informações por Segmento (IFRS 8 / CPC 22) Não aplicável Aplicável. Ágio decorrente de rentabilidade futura Amortizado, se não for possível determinar (goodwill) com precisão o prazo, utiliza-se 10 anos. Não amortizado Adoção inicial As regras PME incluem exceções e isenções. Normas Complexas Fonte: PWC ADOÇÃO INICIAL – SEÇÃO 35: TÓPICOS RELEVANTES 35.2 Adoção pela primeira vez desta Norma apenas uma única vez: Caso a entidade utilize esta Norma e deixe de utilizá-lo durante um ou mais exercícios sociais e em seguida seja exigida ou opte em utilizá-lo novamente em período contábil posterior, as isenções especiais, simplificações e outras exigências desta seção não se aplicam para a readoção. ADOÇÃO INICIAL – SEÇÃO 35: TÓPICOS RELEVANTES 35.4 As primeiras demonstrações contábeis: Devem conter uma declaração, explícita e não reservada, de conformidade com esta NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. As demonstrações contábeis elaboradas em conformidade com esta Norma são as primeiras demonstrações da entidade se, por exemplo, a entidade: a) não apresentou demonstrações contábeis para os períodos anteriores; b) apresentou suas demonstrações contábeis anteriores mais recentes de acordo com outras exigências que não são consistentes com esta Norma em todos os aspectos; ou c) apresentou suas demonstrações contábeis anteriores mais recentes em conformidade com o conjunto completo das normas do CFC. ADOÇÃO INICIAL – SEÇÃO 35: TÓPICOS RELEVANTES 35.6 O item 3.14 desta Norma exige que a entidade divulgue, no conjunto completo de demonstrações contábeis, informações comparativas com relação aos períodos comparáveis anteriores para todos os valores monetários apresentados nas demonstrações contábeis e também para as informações descritivas e narrativas especificadas. ADOÇÃO INICIAL A entidade deve, em seu balanço de abertura: Considerar todos os ativos e passivos cujo reconhecimento é requerido; Não reconhecer ativos e passivos não permitidos; Reclassificar itens reconhecidos de acordo com as práticas contábeis anteriores; Aplicar esta norma na mensuração de todos os ativos e passivos reconhecidos. Leitura atenta da seção 35. ADOÇÃO INICIAL Políticas (práticas) e Estimativas contábeis Políticas contábeis são princípios específicos, bases, convenções, regras e práticas, os quais são aplicados para elaboração e apresentação das demonstrações contábeis. A norma contábil oferece opções de práticas contábeis. Exemplo: 1 2 • O estoque pode ser avaliado tanto por média ponderada, como pelo método PEPS • Ativo imobilizado pode ser avaliado a custo ou a valor de mercado ADOÇÃO INICIAL Políticas (práticas) e Estimativas contábeis Considerações: Mudança de políticas devem ser retrospectiva: a empresa deve fazer uma alteração dos saldos anteriores. Valores comparativos do ano anterior devem ser representados como se a nova política sempre tivesse sido aplicada: a política contábil que está sendo alterada já fosse aplicada no período anterior. Impacto da nova política vai ser ajustado contra lucros acumulados. ADOÇÃO INICIAL Políticas Contábeis A entidade deve alterar uma política contábil somente se a mudança: 1) For requerida por uma norma ou interpretação: Se em algum momento o IASB/IFRS/CPC emite uma nova norma e esta modifica uma política contábil anterior, e exige que a mudança seja feita, então a empresa deve alterar a política contábil. ADOÇÃO INICIAL Políticas Contábeis A entidade deve alterar uma política contábil somente se a mudança: 2) Resulta em demonstrações contábeis que fornecem informações mais relevantes e confiáveis. Dependerá de julgamento da empresa. ADOÇÃO INICIAL Estimativas contábeis: Considerações: Estimativas são mudanças decorrentes de novos fatos. Por sua natureza, a revisão de uma estimativa não se refere a períodos anteriores e não é a correção de um erro. A alteração de estimativas contábeis não altera as demonstrações contábeis de períodos anteriores, o efeito vai direto para o resultado. O efeito de uma mudança em sua estimativa contábil será reconhecido prospectivamente, incluindo-os no resultado do exercício no: a) Período da mudança, se a mudança afetar apenas esse período; ou b) Período da mudança e períodos futuros, se a mudança afeta ambos. ADOÇÃO INICIAL Estimativas contábeis: Exemplos Devedores duvidosos Obsolescência de estoques Provisões para garantia Vida útil de ativos imobilizados: Depreciação de 20 anos 12° ano >> Ativo durará 15 anos Alteração de estimativa contábil de vida útil. Recálculo da despesa de depreciação ADOÇÃO INICIAL CUSTO ATRIBUÍDO Permitido somente na adoção inicial Possibilidades de determinar o custo atribuído a) Saldo contábil (valor de aquisição – deprec. Acum. – valor residual b) Atribuir valor pelo valor justo (via laudo) ADOÇÃO INICIAL - EXEMPLOS ATIVO IMOBILIZADO A empresa Beta Ltda em 01/01/2010 possuía em seu ativo imobilizado R$ 120.000,00 em máquinas e equipamentos, sendo R$ 36.000,00 de depreciação acumulada até esta data (3 anos). Com a adoção inicial do IFRS a partir de uma avaliação técnica, determinou-se que o valor justo das máquinas naquela data era de R$ 100.000,00 e que a vida útil das máquinas era de 15 anos (taxa fiscal utilizada de 10 anos). A partir destas informações: a) Qual o custo atribuído às máquinas e equipamentos em 01/01/2010? EXEMPLOS ATIVO IMOBILIZADO a) Qual o custo atribuído às máquinas e equipamentos em 01/01/2010? Valor dos bens (-) Depreciação acumulada 120.000,00 (36.000,00) Valor Líquido 84.000,00 Valor de avaliação em 01/01/2010 100.000,00 Custo Atribuído 16.000,00 EXEMPLOS DEPRECIAÇÃO FISCAL PARA O ANO DE 2009 Valor do bem Depreciação Fiscal (10% a.a) 120.000,00 12.000,00 DEPRECIAÇÃOCONTÁBIL PARA O ANO DE 2009 Depreciação Contábil 15 anos Vida útil remanescente 12 anos (8,33% a.a) Valor residual do bem 100.000,00 Depreciação contábil (8,33% a.a) 8.333,00 EXEMPLOS CONTABILIZAÇÃO DO CUSTO ATRIBUÍDO E DEPRECIAÇÃO Custo atribuído – 01/01/2009 Depreciação 2009 Realização Custo Atribuído 2009 • D - Ativo Imobilizado (ANC) 16.000,00 • C - Ajuste de avaliação Patrimonial (PL) 16.000,00 • D – Despesa de depreciação (Resultado) • C – Depreciação Acumulada (ANC) 8.333,00 8.333,00 • D – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) 1.333,00 • C – Resultados Acumulados (PL) 1.333,00 Realização pela baixa ou depreciação EXEMPLOS ATIVO IMOBILIZADO – AJUSTE NO LALUR Depreciação Fiscal em 2009 Depreciação Contábil em 2009 12.000,00 8.333,00 Efeito Fiscal – adição no Lalur 3.667,00 EXEMPLOS ATIVO IMOBILIZADO – BEM TOTALMENTE DEPRECIADO EXEMPLOS Jochem, (2013) EXEMPLOS – BASE FISCAL X BASE CONTÁBIL EXEMPLOS – BASE FISCAL X BASE CONTÁBIL ADOÇÃO INICIAL - EXEMPLOS PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO (Seção 16) CONCEITO Propriedade mantida pelo proprietário para auferir aluguéis ou para valorização do capital; Não é utilizado na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou por propósitos administrativos; Não tem objetivo de venda no curso dos negócios. ADOÇÃO INICIAL - EXEMPLOS PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO II – RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO Reconhecida inicialmente pelo custo; É avaliada anualmente pelo valor justo, sendo que as variações devem ser reconhecidas no resultado. De acordo com o CPC PME, caso não seja possível a mensuração do valor justo as propriedades para investimentos devem ser classificadas no ativo imobilizado, pelo seu valor de custo, deduzidos da depreciação e redução do valor recuperável. ADOÇÃO INICIAL - EXEMPLOS AJUSTE A VALOR PRESENTE – CONTAS A RECEBER Ajuste a Valor Presente Contas a Receber de Longo Prazo: Exceto as que estão com saldo atualizado Não aplicável a tributos Contas a Receber - Circulantes: Sujeito a análise de relevância ADOÇÃO INICIAL – SEÇÃO 35: TÓPICOS RELEVANTES 35.8 Políticas contábeis: Em seu balanço patrimonial de abertura sob esta Norma podem divergir daquelas que a entidade utilizou na mesma data usando as práticas contábeis anteriores. Atentar para os itens de divulgação Os ajustes resultantes derivam de transações, outros eventos ou relativos a transição das políticas e condições antes da data de transição para esta Norma. práticas contábeis de períodos Portanto, a entidade deve reconhecer esses ajustes diretamente anteriores a esta norma. em lucros ou prejuízos acumulados (ou, caso apropriado e determinado por Item esta Norma, em aoutro grupo do patrimônio 35.12 35.15. líquido) na data de transição para esta Norma. ADOÇÃO INICIAL – SEÇÃO 35: TÓPICOS RELEVANTES DEMONSTRAÇÃO DOS AJUSTES DE TRANSIÇÃO IFRS ADOÇÃO INICIAL – SEÇÃO 35: TÓPICOS RELEVANTES DEMONSTRAÇÃO DOS AJUSTES NAS NOTAS EXPLICATIVAS Empresa Cyrela Objetivos das DCs é oferecer informações sobre: Posição financeira e patrimonial C O N C E I T O S S E P R I N C Í P I O S Desempenho Fluxos de caixa Diligência da administração Características qualitativas das informações em DCs: Compreensibilidade: Para usuários com conhecimento sobre negócios, contabilidade, economia… Relevância: Informações capazes de influenciar decisões dos usuários. Materialidade: Depende do tamanho do item, julgado nas circunstâncias, cuja omissão ou erro poderia influenciar decisões dos usuários. Confiabilidade: - Livres de erros/fraudes - Sem vieses (neutros) Primazia da essência sobre a forma: - Leasing - Pagamentos sem documentos hábeis Prudência: Julgamentos responsáveis - Estimativas - Mensurações - Parâmetros de realidade Integridade: Informação completa/adequada/verdadeira Comparabilidade: - No tempo - Entidade com diferentes entidades Tempestividade: Apresentação oportuna. Equilíbrio entre custo e benefício: Benefícios superiores ao custo de produzi-la: - Custo: mensurável - Benefícios: difícil mensuração POSIÇÃO PATRIMONIAL E FINANCEIRA ATIVO: Recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade #39. direta Fluxo de Oriundos do uso Slide contribuição ou venda #40. indireta caixa 39 Slide 40 PASSIVO: Obrigação presente da entidade como resultado de eventos passados cuja liquidação resulte em saída de recursos econômicos (caixa ou equivalentes) Contrato E L E M E N T O S Legal Estatuto Legislação Não formalizada Padrão estabelecido por práticas ou políticas passadas. Assunção de responsabilidades com expectativas de cumprimentos. Pagamento por caixa Transferência de outros ativos Prestação de serviços Substituição por outra obrigação Conversão em patrimônio líquido Renúncia Credor Extinção Perda de direitos PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Diferença entre ativos menos passivos reconhecidos. #41. Slide 41 Resultado entre receitas e despesas durante o exercício ou período. Aumentos de benefícios econômicos das operações normais oriundas D E S E M P E N H O ganhos Apresentado em duas demonstrações subvenções doações outras aumentos de ativos diminuição de passivos vendas juros aluguéis Resultado do exercício/período Resultado abrangente Decréscimos nos benefícios econômicos sob a forma ou redução de ativos ou incremento de passivos, que resultam em redução no patrimônio das operações normais/atividades Oriundas perdas salários custo das vendas depreciações Outras despesas não ordinárias da entidade (sinistro) Processo que consiste em incorporar nas demonstrações contábeis itens que: ativo passivo receita atenda a definição R E C O N H E C I M E N T O independentemente do princípio de confrontação da receita com despesas. Ex.: Manutenções a realizar. despesa Satisfaz os critérios Reconhecimento de For provável que um benefício econômico flua para entidade Tiver custo/valor medido em bases confiáveis receitas resulta diretamente do reconhecimento de despesas ativos passivos A falha no reconhecimento quando atendidos os critérios não é corrigível por notas explicativas. O não atendimento aos critérios pode requerer divulgação em notas explicativas (possível) Grau de certeza associados aos itens que fluirão Na maioria dos casos é conhecido Em outros casos é estimado documentos contratos da para critérios adequados neutralidade Subjetivismo responsável Apoiado em eventos subsequentes entidade EXEMPLO DE RECONHECIMENTO R E C O N H E C I M E N T O Observância concomitante do Pronunciamento Conceitual Básico – CPC. Regime de competência. R E C O N H E C I M E N T O Não deve ser reconhecido. ATIVOS Quando a sua realização é praticamente certa – reconhecer. Avaliar a sua divulgação nos casos de possível êxito. CONTINGENTES Não deve ser reconhecido, exceto os advindos de combinação de negócios. PASSIVOS Avaliar a sua divulgação nos casos de solução incerta. Reconhecer os devidos/certos. CONTINGENTES - EXEMPLOS R E C O N H E C I M E N T O Caso judicial Após um casamento em 20X0, dez pessoas morreram, possivelmente por resultado de alimentos envenenados oriundos de produtos vendidos pela entidade. Procedimentos legais são instaurados para solicitar indenização da entidade, mas esta disputa o caso judicialmente. Até a data da autorização para a publicação das demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 20X0, os advogados da entidade aconselham que é provável que a entidade não será responsabilizada. Entretanto, quando a entidade elabora as suas demonstrações contábeis para o exercício findo em 31 de dezembro de 20X1, os seus advogados aconselham que, dado o desenvolvimento do caso, é provável que a entidade será responsabilizada. CPC 25 CONTINGENTES - EXEMPLOS R E C O N H E C I M E N T O a) Em 31 de dezembro de 20X0 Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação – Baseado nas evidências disponíveis até o momento em que as demonstrações contábeis foram aprovadas, não há obrigação como resultado de eventos passados. Conclusão – Nenhuma provisão é reconhecida (ver itens 15 e 16). A questão é divulgada como passivo contingente, a menos que a probabilidade de qualquer saída seja considerada remota (item 86). b) Em 31 de dezembro de 20X1 Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação – Baseado na evidência disponível, há uma obrigação presente. Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação – Provável. Conclusão – Uma provisão é reconhecida pela melhor estimativa do valor necessário para liquidar a obrigação (itens 14 a 16). CPC 25 INTANGÍVEL - EXEMPLOS R E C O N H E C I M E N T O A empresa MAXITRON é uma indústria que atua na produção de baterias automotivas. A entidade está investindo no desenvolvimento de um novo modelo de bateria a ser oferecido ao mercado, a partir de um novo componente adicionado a matéria-prima principal que é o chumbo após a transformação em pó de chumbo, o que tornaria a bateria mais durável, bem como permitirá o melhor reaproveitamento da sucata de bateria, com benefícios também ao meio ambiente. O Projeto se iniciou no começo de julho de 2010 e a empresa já incorreu nos seguintes gastos: INTANGÍVEL - EXEMPLOS Data 31/08/2010 R E C O N H E C I M E N T O Gasto Pagamento de salário a uma empresa de engenharia para uma avaliação inicial do mercado sobre o novo produto e apresentação do projeto para a pesquisa. A avaliação da empresa contratada foi que a MAXITRON terá mercado para o novo produto que pretende lançar. Pagamento da empresa que desenvolveu uma alternativa da matéria-prima a ser utilizada no novo tipo de bateria Pagamento dos engenheiros que desenvolveram o primeiro produto-teste (protótipo) do produto Gastos com a realização dos primeiros testes para a produção da nova bateria Pagamento da empresa que desenvolveu a matéria-prima para aprimorar a consistência da mesma, que não se mostrou adequada ao equipamento industrial utilizado no teste Gastos com a realização de novos testes utilizando a matéria-prima aprimorada Gastos com a realização de um coquetel num hotel de luxo na cidade para comunicar aos funcionários, acionistas e ao mercado o sucesso do produto desenvolvido Pagamento dos custos de processo (taxas, documentação, especialistas para acompanhar o processo, advogados) para registrar a patente do produto desenvolvido Valor R$ 300.000,00 Intangível Despesa 300.000,00 Constata-se que a MAXITRON até 31/03/2011 não atingiu o objetivo de vender ou usar o novo produto, pois teve gastos com a realização de novos testes utilizando a matéria-prima 1.300.000,00 aprimorada, no valor de1.300.000,00 $ 15/10/2010 80.000,00. A justificativa para a realização dos testes é que a empresa não tinha a certeza de que a matéria-prima era compatível com 700.000,00 o 30/11/2010 700.000,00 equipamento e se precisaria realizar novos testes, caso não fosse 20/12/2010 120.000,00 120.000,00 adequada. 31/01/2011 250.000,00 250.000,00 Assim, dos custos relacionados, só serão ativados os gastos incorridos em junho/2011 referente ao registro no valor de R$ 440.000,00. 31/03/2011 15/04/2011 30/06/2011 80.000,00 80.000,00 10.000,00 10.000,00 440.000,00 440.000,00 COMPOSIÇÃO DO CUSTO – ATIVO IMOBILIZADO - EXEMPLO R E C O N H E C I M E N T O Gastos na aquisição de uma máquina 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo do equipamento (custo da compra a valor justo + impostos não recuperáveis) Gastos de reorganização para evitar retrabalhos Gastos iniciais de manutenção e frete Gastos de preparação da área para instalação do equipamento Consultoria que orientou a aquisição do equipamento Encargos financeiros do financiamento pelo fornecedor Gastos de desinstalação e reestabelecimento da área a serem incorridos após 8 anos Gastos de ociosidade do equipamento até a vigência do contrato TOTAL 3.000.000,00 50.000,00 100.000,00 600.000,00 200.000,00 300.000,00 80.000,00 400.000,00 4.730.000,00 COMPOSIÇÃO DO CUSTO – ATIVO IMOBILIZADO - EXEMPLO R E C O N H E C I M E N T O COMPOSIÇÃO DO CUSTO 1 Custo do equipamento (custo da compra a valor justo + impostos não recuperáveis) 3.000.000,00 3 Gastos iniciais de manutenção e frete 100.000,00 4 Gastos de preparação da área para instalação do equipamento 600.000,00 7 Gastos de desinstalação e reestabelecimento da área a serem incorridos após 8 anos TOTAL 80.000,00 3.780.000,00 OBS: 5 - A consultoria seria considerada somente se envolvesse a instalação da máquina e capacitação do pessoal para uso do equipamento. 6 – O custo financeiro somente faria parte do valor do equipamento se este se enquadrasse como ativo qualificado. Processo de determinar as quantias monetárias no reconhecimento de ativos, passivos, receitas e despesas. Envolve a seleção de uma base de avaliação/mensuração. Custo histórico M E N S U R A Ç Ã O Ativo: Quantidade de caixa ou equivalentes pagos, ou valor justo de outro ativo dado para adquirir, na data da aquisição. Passivo: Quantidade de recursos obtidos em caixa ou equivalentes recebidos ou o valor justo de ativos não monetários recebidos em troca da obrigação. Comuns Custo histórico amortizado Valor justo: Ativos/passivos – custo histórico acrescido ou diminuído da parcela previamente reconhecida como despesa ou receita. Montante pelo qual um ativo poderia ser trocado ou um passivo liquidado entre partes independentes sem favorecimentos. Mensuração inicial: A entidade deve avaliar os ativos e passivos ao custo histórico exceto Se está prevista outra base. Ex.: valor justo Ativos/Passivos financeiros básicos Mensuração subsequente Custo amortizado Menos: Perda por redução do valor recuperável Outros Ativos/Passivos financeiros básicos Valor justo Variações reconhecidas no resultado Ativos/Passivos financeiros básicos Custo amortizado Menos: Perda por redução do valor recuperável Outros Ativos/Passivos financeiros básicos M E N S U R A Ç Ã O Valor justo Variações reconhecidas no resultado ATIVOS NÃO FINANCEIROS - Imobilizado: pelo menor valor entre - Estoques: pelo menor valor entre M E N S U R A Ç Ã O Custo depreciado X Valor recuperável Custo X Preço de venda estimado Menos: despesas para completar a produção e venda - A perda por redução é reconhecida no resultado. - Ativos não financeiros mensurados ao valor justo: Investimentos em coligadas (14.10) Investimentos em empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures) (15.15) Propriedades para Investimento Ativos biológiocos Valor justo Produtos agrícolas no ponto de colheita (34.2) Menos: despesas estimadas para venda PASSIVOS NÃO FINANCEIROS - Melhor estimativa possível – para liquidação. COMPENSAÇÃO DE SALDOS Ativos e passivos - Vedadas compensações Receitas e despesas Exceto: quando previstos M E N S U R A Ç Ã O - Mensurar ativos, líquidos de provisões – não é compensação - Venda de ativos não correntes: Valor da venda Menos: Valor contábil Despesas com vendas = Ganho ou perda investimentos imobilizado APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Apresentação Observância de todas as características qualitativas. Adequada/verdadeira Declaração explícita em nota explicativa sobre observância completa do CPC/PME. Adequação Divulgar quando da não aplicação de um requisito por considerá-lo inadequado às circunstâncias, especificando as razões (determinação legal). Proceder ajustes nas períodos anteriores. demonstrações quando envolver As DCs são preparadas no pressuposto da continuidade. Continuidade em futuro previsível (12 meses). Continuidade Descontinuidade - intensão liquidar cessar negócio Divulgar quando houver pressuposto de descontinuidade e as bases de avaliação utilizadas. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Frequência de Divulgação Apresentação no mínimo anualmente. Divulgar o fato quando por alguma razão o período for mais longo ou mais curto. Deve-se manter a uniformidade, salvo se: Uniformidade de Apresentação e Informação Comparativa Houver significativa alteração na natureza das operações. Apresentação ou classificação mais apropriada. Alteração exigida pelo CPC/PME. Quando houver mudança: Reclassificar os valores comparativos, exceto se for impraticável, neste caso, divulgar. natureza Valor de cada Divulgar as seguintes informações: item/grupo Razão Materialidade e Agregação Divulgar os itens por natureza/função de forma segregada. Observar requisito de relevância e materialidade. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Balanço patrimonial Demonstração do resultado Demonstração do resultado abrangente: Em apresentação própria Conjunto completo inicia com o resultado do exercício e se completa com outros resultados abrangentes. Dentro das mutações do PL. Demonstração das mutações do patrimônio líquido. Demonstração do fluxo de caixa. Notas explicativas Resumo das políticas contábeis significativas Outras APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Apresentação da demonstração acumulados, no caso de: de lucros ou prejuízos as mutações do período derivam do resultado e correção de erros anteriores. distribuição de lucros. Outros Aspectos DRA – Dispensada no caso de inexistência de outros resultados abrangentes. - No mínimo de duas demonstrações Apresentação comparativa: - Exigido também nas notas explicativas Cada demonstração deve ter igual destaque. Os títulos das demonstrações pode ser diferente, desde que não conduza a informação enganosa. Informação ou apresentação de DCs não previstas na norma: Descrever as bases de elaboração a apresentação. Ex.: DVA – CPC 09. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS IDENTIFICAR CLARAMENTE EM CADA DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL I D E N T I F I C A Ç Ã O Nome da entidade. Se as DC’s se referem a uma entidade individual ou grupo. Data de encerramento/período coberto. Moeda de apresentação. Nível de arredondamento dos valores. DIVULGAR EM NOTAS EXPLICATIVAS Domicílio e forma legal da entidade, país de registro e endereço da matriz. Natureza das operações e principais atividades. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Estrutura Básica do Balanço Patrimonial Fonte: Jochem, 2011 APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receitas Líquidas (-) Custos dos produtos vendidos Lucro Bruto (+) Outras Receitas (-) Despesas Operacionais (gerais, adm, comerciais, etc.) (-) Outras Despesas (+/-) Resultado de Participações Societárias MEP Lucro Líquido Antes do Resultado Financeiro (+) Receitas Financeiras (-) Despesas Financeiras (+/-) Variação Cambial Líquida (+/-) Variação Monetária Líquida (+/-) Ganhos e Perdascom Derivados (+) Resultado Financeiro Resultado Antes dos Tributos sobreo Lucro (-) Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes (-) Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS Resultado Líquido Atribuível aos Acionistas Controladores Resultado Líquido Atribuível aos Acionistas Não Controladores Lucro Líquido por Ação NE 2010 2009 APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Fonte: Jochem, 2011 APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Fonte: Jochem, 2011 APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Demonstrãções Contábeis exigidas para PME’s Fonte: Jochem, 2011 DC NBC TG 1000 FULL ITG 1000 ITG 2002 ITG 2003 BP Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório DR Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório DRA Substituída pela DLPA Obrigatório recomendável Facultado Obrigatório DMPL Substituída pela DLPA Obrigatório recomendável Obrigatório Obrigatório DFC Obrigatório Obrigatório recomendável Obrigatório Obrigatório DLPA Pela DRA e DMPL Substituída pela DMPL recomendável Facultado Facultado DVA facultado Obrigatório recomendável Facultado Facultado NE Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório ATIVO #22. Slide 22 Recurso corpóreo ou incorpóreo Recurso controlado pela entidade Ser capaz de gerar benefícios futuros Resultar de transações já ocorridas ATIVOSlide 22 Não é essencial a existência de substância física. Não é essencial que exista o direito de propriedade O fato da empresa ter o direito de propriedade sobre um recurso, não é motivo suficiente para considerá-lo ativo. PATRIMÔNIO LÍQUIDO #22. Slide 22