Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
EXERCÍCIO FÍSICO E ALTERAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL EM IDOSAS
NORMOTENSAS E HIPERTENSAS - ESTUDO DE CASO
Letícia SIQUEIRA1,
Carlos KEMPER2.
RESUMO
O objetivo: Verificar o comportamento da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) após
uma sessão de exercícios resistidos (ER), na intensidade de 50% de (10RM), em idosas treinadas.
Metodologia: Participaram do estudo uma idosa normotensa e uma idosa hipertensa – controlada. A
mensuração da pressão arterial (PA) durante os testes foi realizada através de estetoscópio e
esfigmomanômetro de coluna de mercúrio. Procedimentos: para a mensuração da carga máxima foi
realizado o teste de repetições máximas (10 RM). Foram utilizados exercícios nos seguintes
aparelhos: voador, leg-press, rosca direta, puxada por trás, cadeira abdutora, tríceps no pulley, e
exercícios abdominais. Antes do início da sessão, cada idosa permaneceu 5’(minutos)em repouso
para a medida da PA pré-exercício. A sessão de ER teve início com o aquecimento de 5’ aeróbico e
posteriormente a realização dos exercícios com duração de 55’. Ao término da sessão de exercício,
foi aferida imediatamente a pressão arterial, repetindo este procedimento em intervalos de 10’ até
180’ pós-exercício. Os resultados foram tabulados no Excel 2007, com estatística descritiva.
Resultados: Nas duas amostras, a PAS e PAD apresentaram aumento, em relação ao pré - exercício,
sendo que a normotensa apresentou queda em 40 min. (124/80mmHg), diminuição em 100 min
(120/70mmHg), caindo até ao final dos 180 min. de mensuração (110/80mmHg). Para a amostra
hipertensa houve queda em 40 min. (120/80mmHg), e entre 90 min. e 100min (100/70mmHg), e em
180 min. (110/70mmHg) atingindo o nível pré-exercício. Conclusão: a intensidade de 50% (10RM)
mostra ser mais eficaz em seu efeito hipotensivo para a idosa normotensa.
Palavras - chave: pressão arterial, idosa, normotensa, hipertensa, exercícios resistidos.
ABSTRACT
The goal: To verify the behavior of systolic blood pressure (SBP) and diastolic (DBP) after a
session of resistance exercise (RE), the intensity of 50 % of (10RM) in elderly trained.
Methodology: The study included an elderly normotensive and hypertensive elderly - controlled.
Measurement of blood pressure (BP) during the testing was performed using a stethoscope and
mercury sphygmomanometer. Procedures: measuring the maximum load test was performed
repetition maximum (RM 10). Exercises were used in the following devices: walker, leg press,
biceps curl, pull behind, chair abductor, triceps pulley, and abdominal exercises. Before the start of
the session, each elderly 5'em stayed home for the measure of pre-exercise BP. The session began
with ER warming of 5 'and subsequently aerobic exercise performance during 55'. At the end of the
exercise session, immediately taking her blood pressure measured by repeating this procedure at
intervals of 10 'to 180' post-exercise. The results were tabulated in Excel 2007, with descriptive
1
Professora da Educação Básica, Licenciada em Educação Física/Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões/
[email protected]
2
Professor Mestre em Educação Física, Universidade Regional Integrada do alto Uruguai e das Missões/ [email protected]
Vivências. Vol.7, N.13: p.128-134, Outubro/2011
128
Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
statistics. Results: In both samples, the SBP and DBP showed an increase, compared to pre exercise, and the normotensive decreased at 40 minutes. (124/80mmHg), decreased at 100 min
(120/70mmHg), falling by the end of 180 min. measurement (110/80mmHg). For the sample was
hypertensive drop in 40 min. (120/80mmHg), and between 90 min. and 100 min (100/70mmHg),
and 180 min. (110/70mmHg), reaching the level pre-exericicio. Conclusion: The intensity of 50%
(10RM) proves to be more effective in its hypotensive effect for elderly normotensive.
Keywords: bloeddruk, bejaardes, normotensive, hipertensie, weerstand oefeninge.
INTRODUÇÃO
Uma das doenças que mais afetam a população e atinge diretamente o sistema
cardiovascular é a Hipertensão Arterial (pressão alta). Segundo Powers & Howley (2005) são
indicadores de hipertensão arterial, valores de pressão arterial sistólica ≥ 140mmHg e diastólica ≥
90mHg.
A hipertensão arterial sistólica (HAS) é uma condição multifatorial caracterizada por níveis
elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais
e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações
metabólicas, com conseqüente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não - fatais
(VI DBHA, 2010).
A HAS tem alta prevalência e baixas taxas de controle, e é considerada um dos principais
fatores de risco (FR) modificáveis e um dos mais importantes problemas de saúde pública. A
mortalidade por doença cardiovascular (DCV) aumenta progressivamente com a elevação da PA a
partir de 115/75 mmHg de forma linear, continua e independente. Em 2001, cerca de 7,6 milhões de
mortes no mundo foram atribuídas a elevação da PA (54% por acidente vascular encefálico -AVEe 47% por doença isquêmica do coração - DIC-), sendo a maioria em países de baixo e médio
desenvolvimento econômico e mais da metade em indivíduos entre 45 e 69 anos. Em nosso país as
DCV têm sido as principais causas de morte. Em 2007, ocorreram 308.466 óbitos por doenças do
aparelho circulatório. Entre 1990 e 2006, observou-se uma tendência lenta e constante de redução
das taxas de mortalidade cardiovascular. As DCV são ainda responsáveis por alta freqüência de
internações, ocasionando custos médicos e sócios – econômicos elevados. Como exemplos, em
2007 foram registrados 1.157.509 internações por DCV no sistema único de saúde (SUS). Em
relação aos custos, em novembro de 2009 ocorreram 91.970 internações por DCV, resultando em
um custo de R$ 165.461.644,33 (DATASUS). A doença renal terminal, outra condição
frequentemente na HAS, ocasionou a inclusão de 94.282 indivíduos em programa de diálise no SUS
e 9.486 óbitos em 2007 (VI DBHA, 2010).
Logo uma das principais causas de problemas cardiovasculares, além da hipertensão, é o
sedentarismo. O sedentarismo aumenta a incidência de hipertensão arterial, onde indivíduos
sedentários apresentam risco aproximado 30% maior de desenvolver hipertensão que os fisicamente
ativos (V DBHA, 2006).
Com isso, o exercício físico tem sido apontado para combater o sedentarismo, e também
como um tratamento não-medicamentoso para o tratamento da hipertensão arterial. Powers &
Howley (2005), afirmam que o programa de intervenção não-medicamentosa se volta para o uso do
exercício físico e da dieta no controle da pressão arterial e define comportamentos que influenciam
favoravelmente outros aspectos de saúde.
Vários estudos indicam que a prática regular de exercícios físicos pode promover
respostas favoráveis para prevenção e controle da hipertensão arterial, devido a ajustes autonômicos
Vivências. Vol.7, N.13: p.128-134, Outubro/2011
129
Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
e hemodinâmicos. Além disso, diversas investigações têm demonstrado que após a prática de uma
sessão de exercícios físicos, a pressão arterial tende a se reduzir a valores inferiores aos que se
apresentavam no período pré-exercício, o que se denomina de hipotensão pós-exercício
(CHRISTOFARO et al., 2008).
A maioria dos estudos traz as alterações hemodinâmicas e benefícios do exercício
predominantemente aeróbio para o paciente hipertenso, porém nas últimas décadas, o interesse
científico tem se voltado para a análise dos efeitos cardiovasculares de outro tipo de exercício
físico, o exercício resistido (ER) e, principalmente, para seus efeitos sobre a pressão arterial.
Entretanto, como essa preocupação é muito recente, várias dúvidas ainda existem, o que faz com
que muitas confusões ocorram e resultem em conflitos sobre a indicação ou contra-indicação desse
exercício para pacientes hipertensos (FORJAZ et al., 2003).
Perante as contradições da literatura, sobre o efeito do exercício na pressão arterial de
indivíduos, o presente estudo teve como objetivo verificar a curva da pressão arterial pré-exercícios
resistidos até o intervalo de 180’(minutos) após a sessão de exercícios na intensidade de 50% (10
RM), em idosas normotensa e hipertensas (controlada).
METODOLOGIA
Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da URI, Santo Ângelo- RS,
sob n°.012-04/PPH/08.
No primeiro momento, as voluntárias assinaram o TCLE, então realizaram as medidas
antropométricas, que foram a verificação do peso corporal e a medida da altura, ambos utilizados
para o cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC) que caracterizou a amostra.
Em seguida, realizaram o teste de repetições máximas propostos por Baechle & Groves
(apud Viana & Novaes, 2003), adotando repetições máximas de (10 RM), nos seguintes exercícios:
voador, leg-press, rosca direta, puxada por trás, abdutor, tríceps no pulley, e exercícios abdominais.
Não foi realizado o teste de repetições máximas para o exercício de abdominal, e os exercícios
utilizados no teste de repetições foram os mesmos realizados na sessão de exercícios resistidos
(ER).
Cada idosa realizou a sessão de exercícios em dias diferentes, tendo acompanhamento
individual. A mensuração da pressão arterial durante os testes foi realizada através de medida
indireta, com técnica auscultatória, composta de estetoscópio e esfigmomanômetro de coluna de
mercúrio.
Em outro encontro realizaram a sessão de exercícios resistidos, que teve duração de 60’,
sendo 5’ de aquecimento e 55’ de exercícios resistidos. Cada idosa permaneceu 5’ em repouso em
ambiente calmo, para verificação da pressão arterial pré - exercício.Logo em seguida realizou-se
aquecimento de 5’, em bicicleta estacionária ou esteira, para posterior realização dos exercícios
resistidos.
Adotou-se 3 séries, composta por 13 repetições,e intervalo de 1’30’’ entre as séries. E para
a passagem para o novo exercício, o intervalo foi de 3’.Sendo que não houve exercícios de
recuperação,neste momento a idosa permaneceu na posição do aparelho aguardando o intervalo. A
execução dos exercícios foi de ordem alternada por segmento.
E, contudo, após o último exercício da sessão, a avaliada sentou-se em uma cadeira, tendo
imediatamente sua pressão aferida no braço esquerdo, sendo aferida novamente em intervalos de
10’, até o término de 180’.
Vivências. Vol.7, N.13: p.128-134, Outubro/2011
130
Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
RESULTADOS
A amostra apresentou as seguintes características, conforme podemos visualizar nas
Tabelas 1 e 2.
Tabela 1. Idade e características antropométricas da amostra.
Normotensa
Hipertensa
Idade (anos)
66
60
Massa corporal (kg)
67,4
58
Estatura (m)
1,57
1,51
IMC (kg/m²)
27,4
25,43
Tabela 2. Pressão arterial pré - exercício.
50% intensidade
Normotensa
Hipertensa
Sistólica (mmHg)
120
110
Diastólica (mmHg
80
70
Resultados da curva de pressão arterial
Figura1: Curva de pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD), em uma
idosa normotensa, após a realização de uma sessão de exercicios resistidos (ER) com intensidade
de 50% (10RM).
Observa-se através da figura que a PAS e PAD apresentaram aumento logo após e sessão em
relação ao pré - exercício, sendo que a normotensa apresentou queda inicial em 20 min
(130/70mmHg), em 40 min. (124/80mmHg), diminuição em 100 min (120/70mmHg), caindo até ao
final dos 180 min. de mensuração (110/80mmHg).
Figura 2: Curva de pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD), em uma
idosa hipertensa, após a realização de uma sessão de exercicios resistidos (ER) com intensidade
de 50% (10RM).
Vivências. Vol.7, N.13: p.128-134, Outubro/2011
131
Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
Observa-se através da figura que a PAS e PAD apresentaram aumento logo após e sessão em
relação ao pré - exercício, e nesta amostra houve queda em 40 min. (120/80mmHg), e entre 90 min.
e 100min (100/70mmHg), e em 180 min. (110/70mmHg) atingindo o nivel pré-exercício.
DISCUSSÃO
Verificou-se em nossos resultados, que o comportamento da pressão arterial em ambas as
idosas da amostra, apresentou uma maior alternância de valores pressóricos na pressão arterial
sistólica (PAS), tendo nesta o mais expressivo efeito hipotensivo pós - exercício do que em relação
à pressão arterial diastólica (PAD). Para tal, Sandoval (2005), afirma que a PAS aumenta em
proporção ao consumo de oxigênio, ao débito cardíaco e a progressão do exercício, enquanto a PAD
permanece relativamente igual ou aumenta apenas levemente.
Tais resultados são confirmados por Siqueira & Kemper (2008) que em estudo envolvendo
mulheres de meia idade, não sedentárias, normotensas e hipertensas, que se submeteram a
realização de exercícios resistidos de rosca direta e leg-press 45º, (membros superiores e inferiores),
em um número entre 8 e 14 repetições, verificaram ao comparar alterações agudas imediatas na
pressão arterial, que não houve variação significativa, entre as médias pré e pós-teste em relação aos
grupos. Sugerindo que a pressão arterial se comportou de maneira semelhante em ambos os grupos,
ficando visível assim, o aumento da pressão arterial sistólica em maior proporção que a diastólica.
Concordando com nosso estudo, Pollito et al., apud Dias, Simão & Novaes (2007) afirmam
que os exercícios resistidos (ER) exercem um efeito hipotensivo principalmente sobre a PAS, e que
a magnitude das cargas tende a favorecer a duração da redução da PAS.
Sendo que, contestando os resultados obtidos neste estudo, Lopes et al., (2006), verificou
em estudo realizado, a resposta hipotensiva mais expressiva para a pressão arterial diastólica, do
que a sistólica. Cujo estudo envolveu homens e mulheres, que realizaram trabalho na esteira,
bicicleta estacionária a 60% da freqüência cardíaca de reserva (FCR), e circuito de musculação a
60% 1RM, analisando a pressão arterial, verificou que a PAD teve resposta hipotensiva mais
acentuada pós-esforço em circuito de musculação, quanto aos outros exercícios.
Analisando ainda a PAS, esta apresentou em nosso estudo uma queda expressiva e
manutenção até 90 min de monitoração nas diferentes intensidades e em ambas as amostras.
Confirmando esse intervalo de tempo significativo para o efeito de hipotensão arterial, Dias, Simão
& Novaes (2007) em estudo realizado, submeteu homens adultos fisicamente ativos e normotensos,
onde foram realizados exercícios resistidos, verificando que os valores médios da PAS pósexercício ao serem comparados com os níveis de repouso, mostraram uma hipotensão significativa
até a última medida pós-esforço, sendo a resposta mais significativa entre 40 e 90 min pós –
esforço. E ainda Focht & Koltyn apud Dias, Simão & Novaes (2007) contrastando nossos
Vivências. Vol.7, N.13: p.128-134, Outubro/2011
132
Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
resultados, ao comparar em exercícios resistidos com 50% (12-20 repetições) e 80% (4-8
repetições) com percentual de carga correspondente a 1RM, não encontraram resposta hipotensiva
para PAS por até 180 min.
Na amostra hipertensa, esta apresentou aumento constante da pressão arterial no momento
inicial, mantendo por quase todo o período o efeito hipotensivo, terminando em nível pré exercício. Vindo de encontro com os resultados do estudo, Umpierre & Stein (2007) em artigo de
revisão, cita que Melo e cols.(2006), ao estudarem 20 mulheres hipertensas em uso de inibidor da
enzima conversora de angiotensina (captopril), constataram redução pressórica importante (PAS:12±3mmHg, PAD:-6±2mmHg) no período de recuperação até 120 minutos após uma sessão de
exercício resistido de baixa intensidade.
Confirmando os resultados deste estudo, Forjaz et al. (2003), em artigo de revisão, relata
que conforme dados levantados em seu estudo, os exercícios de RML (resistência muscular
localizada) parecem promover aumentos seguros de pressão arterial em hipertensos, e há indicativos
de que possam apresentar efeito hipotensor em longo prazo.
Ainda, em estudos, Fleck & Kraemer (2006), aponta que em indivíduos com hipertensão
limítrofe, significativa diminuição da pressão arterial sistólica e diastólica de repouso foi reportada
após o treinamento de força com baixa intensidade.
Porém, contradizendo o estudo, Focht & Koltyn apud Forjaz et al., (2003) verificou em
estudo, que não houve alteração da pressão arterial sistólica, mas redução da diastólica após uma
sessão de 50% da CVM, em indivíduos hipertensos controlados. Por outro lado, em um estudo atual
(dados não publicados) tem- se verificado que tanto o exercício em 40% quanto em 80% da CVM
promove redução da pressão arterial, sendo a queda maior após o exercício de menor intensidade
(FORJAZ et al., 2003).
Em nossos resultados, a mostra hipertensa tem valores maiores de hipotensão durante sua
curva, ou seja, tem diminuição de valores de sua pressão arterial maiores em relação à normotensa,
porém ao final atinge níveis pré-exercício, e a normotensa termina abaixo do pré-exercício,
sugerindo efeito hipotensivo além das três horas de monitoração.
E para a amostra normotensa percebe-se que a curva de pressão arterial se mantém constante
sem picos elevados de pressão arterial e atinge ao final do período de monitoração 10mmHg abaixo
do pré–exercício
Confirmando nossos achados, Fischer apud Dias, Simão & Novaes (2007) verificou
reduções pressóricos significativas decorrentes dos ER durante 60 min em mulheres normotensa e
hipertensas, após a execução de três séries em circuito com carga correspondente á 50% de 1RM,
sendo que nos resultados percebe-se este comportamento na amostra, sendo que na idosa hipertensa
tem valores pressóricos de PA menores.
E ainda, Bermudes et al., (2003) avaliaram por monitoração ambulatorial, uma situação
controle sem realização de exercícios (MAPA1) 25 indivíduos, normotensos, e após exercícios
resistidos (MAPA2) e após exercício aeróbico (MAPA3). Os exercícios resistidos foram realizados
sob forma de circuito com pesos, com intensidades de 40% da força máxima individual, os
exercícios aeróbicos em cicloergômetro, com 60% e 70% da freqüência cardíaca (FC) máxima,
sendo possível concluir que uma única sessão de exercício resistido foi capaz de promover reduções
significativas dos níveis tencionais, no período de sono após o exercício, e exercícios aeróbicos
promoveu reduções mais significativas dos níveis pressóricos.
Finalmente, estudos adicionais são necessários para analisar a sustentabilidade da HPE
pós-exercício resistido, para idosa normotensa e hipertensa. Propondo entendimento adicional sobre
a regulação da PA e sobre a condição da hipertensão, além disso, os mecanismos pelos quais
diferentes tipos de exercício desencadeiam a hipotensão pós-exercício, incluindo a este, o controle
de variáveis intervenientes, como, intensidade velocidade de execução, volume, tempo de intervalo,
Vivências. Vol.7, N.13: p.128-134, Outubro/2011
133
Vivências: Revista Eletrônica de Extensão da URI
ISSN 1809-1636
massa muscular envolvida.
CONCLUSÃO
A intensidade de 50% (10RM) mostra ser mais eficaz em seu efeito hipotensivo para a idosa
normotensa, apresentando queda e sugerindo sucessivo efeito hipotensivo, após o termino da
sessão, já para a amostra hipertensa o efeito hipotensivo ocorre dentro do intervalo de tempo
determinando, porém a pressão arterial volta a subir ao término do período.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
BERMUDES, A.M.L.M et al. Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial em Indivíduos
Normotensos Submetidos a Duas Sessões Únicas de Exercícios: Resistido e Aeróbico. Arquivo
Brasileiro de Cardiologia, Vitória, v.82, n.1, p.57-64, mar. 2003.
CHISTOFARO, D.G.D et al. Efeito da Duração do Exercício Aeróbios sobre as Respostas
Hipotensivas Agudas Pós-Exercício, Revista SOCERJ, Londrina, v.21, n.6, Nov.-dez. 2008.
Disponível em: <http://sociedades.cardiol.br/socerj/revista/2008> Acesso em: 18 mai. 2009.
DIAS, Ingrid; SIMÃO, Roberto; NOVAES, Jefferson. A influência dos exercícios resistidos nos
diferentes grupamentos musculares sobre a pressão arterial, Fitness & performance journal, Rio
de
Janeiro,
n.2,
mar.-abr.
2007.
Disponível
em:
<http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=2942990> Acesso em 29 jun. 2009.
FLECK, Steven J.; KRAEMER, William J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular.
Tradução de Jerri Luiz Ribeiro. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
FORJAZ, C.L.M et al. Exercício resistido para o paciente hipertenso: indicação ou contra indicação.
Revista Brasileira Hipertensão, São Paulo, v.10, n.2, p. 119-124, abr.-mai. 2003.
SANDOVAL, Armando Enrique Pancorbo. Medicina do Esporte: princípios e prática, Porto
Alegre: Artmed, 2005.
SIQUEIRA, Letícia; KEMPER, Carlos. Efeito agudo imediato na pressão arterial de mulheres
normotensas e hipertensas em exercício de leg press e rosca direta. In: 12º Congresso Ciências do
Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa-UFRGS, 2008, Porto Alegre.
UMPIERRE, Daniel; STEIN, Ricardo. Efeitos. Arq Bras Cardiol, Porto Alegre, v.89, n.4, 10 mai.
2007. Disponível em: <:http://www.arquivosonline.com.br/2007/8904/pdf/8904008.pdf> Acesso
em: 29 junho 2009
V DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, São Paulo, 15 fev. 2006.
Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/IVdbha.pdf> Acesso em: 10 mai. 2009.
VI DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, Rio de Janeiro, jan/março
2010.Disponívelem<http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2010/Diretriz_hipertensao_associados.p
df Acesso em: 28 de agos 2010.
Vivências. Vol.7, N.13: p.128-134, Outubro/2011
134
Download

EXERCÍCIO FÍSICO E ALTERAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL EM