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JOÃO RICARDO ULIANA
ANALISE DO PERFIL DA COMPOSIÇÃO CORPORAL DE
LUTADORES DE JIU-JITSU ADULTO INTEGRANTES DA EQUIPE
RILION GRACIE DE CRICIUMA
Criciúma, 2005
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JOÃO RICARDO ULIANA
ANALISE DO PERFIL DA COMPOSIÇÃO CORPORAL DE
LUTADORES DE JIU-JITSU ADULTO INTEGRANTES DA EQUIPE
RILION GRACIE DE CRICIUMA
Monografia apresentada à Diretoria de
Pós-Graduação da Universidade do
Extremo Sul Catarinense – UNESC, para
a obtenção do título de especialista em
Treinamento Esportivo.
Orientador: Prof. Rogério Bittencourt
Criciúma, 2005
2
Dedico este estudo a meus pais João
Batista Uliana, (in memorian), Salete
Cecilia Maccari Uliana, pelo princípio de
tudo. Deus os abençoe.
3
AGRADECIMENTOS
A minha querida esposa Cristina Milaneze,
Pela colaboração, incentivo e compreensão;
A minha família e amigos
que trazem mais sentido a vida;
Aos meus professores,
Possibilitando meu crescimento pessoal;
Ao meu orientador por sua colaboração;
Aos professores de Jiu – Jitsu,
Rilion Gracie e Rômulo Reis e seus alunos,
que colaboraram para realização deste trabalho.
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RESUMO
O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil da composição corporal, de
lutadores de jiu-jitsu adulto e integrante da equipe Rilion Gracie/Rômulo Reis de
Criciúma. Utilizou-se de uma amostra de 30 lutadores. Foram avaliados
individualmente utilizando medidas de massa corporal e estatura, medidas de
circunferências, dobras cutâneas e diâmetros. Para determinar a composição
corporal foi utilizada a densidade corporal e as equações generalizadas. Utilizou os
processos de estatística descritiva, média ponderada em Kg e média ponderada em
%. Sendo que os resultados obtidos em relação à média ponderada o perfil da
estatura foi de 1.76 m, peso 76 Kg, percentual de gordura 14.43 %, percentual
massa muscular é de 48.32 %, massa magra 64.54 Kg, massa muscular 36.51 Kg,
massa gorda 11.08 Kg, massa óssea 12.35 Kg, massa residual 15.84Kg.
Palavras-chave: Jiu-Jitsu, Composição Corporal, Competições, Atletas.
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SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS................................................................................................. 07
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................... 08
1.1 Problema ............................................................................................................ 09
1.2 Objetivos............................................................................................................. 10
1.2.1 Objetivo Geral ................................................................................................. 10
1.2.2 Objetivos Específicos ..................................................................................... 10
1.3 Justificativa ........................................................................................................ 10
1.4 Delimitação do Estudo ....................................................................................... 11
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 12
2.1 Jiu-Jitsu “Pai de Todas as Lutas” ....................................................................... 12
2.2 Origem................................................................................................................ 12
2.3 O Budismo .......................................................................................................... 13
2.4 Propagação ........................................................................................................ 13
2.5 Jiu-Jitsu, Pai de Todas as Lutas Orientais ......................................................... 14
2.6 Nascimento do Judô ........................................................................................... 15
2.7 Um Falso Estilo de Jiu-Jitsu ............................................................................... 15
2.8 Introdução do Jiu-Jitsu no Brasil ........................................................................ 16
2.9 Análise da Situação do Jiu-Jitsu ........................................................................ 18
2.10 Defesa Pessoal ................................................................................................ 18
2.11 Composição Corporal.........................................................................................19
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2.12 Exercícios Aeróbicos e Anaeróbicos ................................................................ 23
2.13 Nutrição ............................................................................................................ 26
3 METODOLOGIA .................................................................................................... 29
3.1 Modelo do Estudo .............................................................................................. 29
3.2 População e Amostra ........................................................................................ 29
3.3 Instrumentos ....................................................................................................... 29
3.4 Coleta de Dados................................................................................................. 30
3.4.1 Peso ................................................................................................................ 30
3.4.2 Estatura ........................................................................................................... 31
3.4.3 Circunferência do Abdome .............................................................................. 31
3.4.4 Circunferência do Antebraço Direito ............................................................... 31
3.4.5 Braço Direito Relaxado.................................................................................... 32
3.4.6 Braço Direito Contraído ................................................................................... 32
3.4.7 Cintura ............................................................................................................. 33
3.4.8 Coxa ................................................................................................................ 33
3.4.9 Panturrilha ....................................................................................................... 34
3.5 Dobras Cutâneas do Tríceps.............................................................................. 34
3.5.1 Dobras Cutâneas Subescapular...................................................................... 34
3.5.2 Dobras Cutâneas Supra Crista-Ilíaca.............................................................. 35
3.5.4 Panturrilha Medial ........................................................................................... 35
3.6 Diâmetros da Biestilóide..................................................................................... 35
3.6.2 Diâmetros da Biepicondiliano do Fêmur.......................................................... 36
3.7 Cálculos de Composição Corporal ..................................................................... 36
3.7.1 Cálculo de Porcentagem de Gordura .............................................................. 36
7
3.8 Tratamento Estatístico........................................................................................ 37
3.9 Limitações do Método......................................................................................... 38
4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS................................................................ 39
4.1 Resultados Individuais ....................................................................................... 39
4.2 Resultado Coletivo ............................................................................................ 41
4.3 Análise dos Resultados ..................................................................................... 41
CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................... 42
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 43
ANEXOS................................................................................................................... 44
8
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Avaliação do Ano de 2004...................................................................... 39
Tabela 2 – Avaliação do Ano de 2004...................................................................... 40
Tabela 3 – Média Ponderada ................................................................................... 41
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1 INTRODUÇÃO
Para garantir a manutenção de sua hegemonia como mamífero dominante
na terra o homem primitivo já precisava possuir um corpo forte e resistente baseado
nos movimentos de ataque e defesa de suas caças e inimigos naturais como os
próprios dinossauros, mas não há registros de que o homem percebia ou tivesse
noção que suas características físicas pudessem garantir a manutenção da sua vida.
Nos milênios que já se passaram desde a criação e transformação do
mundo atual, as finalidades biológicas eram também desconhecidas, embora o ser
humano já se preocupasse com suas formas e proporções corporais que lhes
permitissem vencer as guerras, nos séculos que se passaram iniciaram o uso das
dimensões corporais como as padronizações das medidas para nos fornecer
subsídios de como são nossas formas, tamanho corporal, proporção e, mais
modernamente, a composição corporal, que é o foco dessa pesquisa.
Vários profissionais de diferentes profissionais da área da saúde têm tem
utilizado a Antropometria e Biometria como recurso para avaliar, diagnosticar,
descrever e fundamentar as pesquisas, servindo para diagnosticar os objetivos e
aspectos referentes à composição corporal, crescimento e desenvolvimento
humano, determinando assim as relações entre desempenho físico e saúde, com o
surgimento emergente da Cineantropometria que implica em mensurar e avaliar
diversos aspectos do homem do nascer ao morrer, bem como suas características
físicas do ser humano, tendo como propósito maior, o de estudar as variações interhumanas, considerando-se características qualitativas e quantitativas do ser humano
individualmente ou em grupo e de grupo comparados entre si.
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1.1 Problema
Sendo o jiu-jitsu um esporte de massa e praticado por várias pessoas,
profissionais que atuam na área do treinamento desportivo tem demonstrado
interesse de analisar a composição corporal em lutadores de jiu-jitsu em período de
competição. Com as mudanças de estilo de vida, hábitos alimentares e novas
metodologias de treinamento que vem ocorrendo no mundo.
Torna-se importante à pesquisa científica, cuja finalidade é detectar um
melhor perfil da composição corporal, para o melhor aproveitamento no desempenho
dos atletas, o desenvolvimento de estudos sobre os parâmetros da composição
corporal por profissionais da área do exercício físico se justifica, à medida que para
avaliações mais criteriosas e confiáveis, sobre o efeito do treinamento.
Existe a necessidade de fracionar o peso corporal em seus diferentes
componentes na tentativa de obter informações mais precisas com relação às
modificações morfológicas ocorridas nas constituições de cada um desses
componentes. Partindo dessas informações, poderemos traçar um melhor perfil de
composição corporal supostamente ideal para atletas de jiu-jitsu com a intenção de
um melhor aproveitamento de seu desempenho nas competições. Para isso foram
analisadas as composições corporais da equipe Rilion Gracie/Rômulo Reis, de
Criciúma.
11
1.2 Objetivos
1.2.1 Objetivo Geral
O objetivo do presente estudo teve a finalidade de conhecer o melhor
perfil da composição corporal dos lutadores de jiu-jitsu integrantes da equipe Rilion
Gracie/Rômulo Reis, de Criciúma, participantes dos Campeonatos Catarinense,
Brasileiro e Mundial adulto.
1.2.2 Objetivos Específicos
-
Verificar a estatura e peso;
-
Verificar o percentual de gordura e massa muscular;
-
Verificar a massa magra e massa muscular;
-
Verificar massa gorda, massa óssea e massa residual.
1.3 Justificativa
Traçar um melhor perfil da composição corporal para a prática do jiu-jitsu
de competição dos lutadores de jiu-jitsu integrantes da equipe Rilion Gracie/Rômulo
Reis, de Criciúma, participantes dos Campeonatos Catarinense Brasileiro e Mundial
adulto.
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1.4 Delimitação do Estudo
Quanto ao universo comprendeu-se apenas os lutadores da equipe dos
lutadores de jiu-jitsu integrantes da equipe Rilion Gracie/Rômulo Reis, de Criciúma,
participantes dos Campeonatos Catarinense, Brasileiro e Mundial adulto.
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Jiu-Jitsu “Pai de Todas as Lutas”
Este breve histórico do Jiu-Jitsu − de 500 a.C. até nossos dias (cerca de
2400 anos de existência) será relatado de acordo com as informações de:
Jiu-Jitsu é uma perfeita arte científica de defesa pessoal em combate real é
invencível contra qualquer modalidade de luta, superior a todos os demais
estilos por ser o mais completo. O Jiu-Jitsu divide-se em: quedas (Ju-Dô);
traumatismo - Atemi (Karatê-Jitsu); torções (Aiki-Jitsu); estrangulamentos,
pressões, imobilizações, colocação, posição de combate movimento de
ataque e esquiva (DIAS, 1995, p.15).
2.2 Origem
Apesar de contraditórias versões, a origem do Jiu-Jitsu é inegavelmente
atribuída à Índia, berço das religiões e de cultura inigualável.
Monges budistas, de grande saber e de perfeito conhecimento do corpo
humano, foram criadores da mais perfeita e completa forma de defesa
pessoal de todas as épocas, que é o Jiu-Jitsu - o pai de todas as lutas,
tornando, portanto se necessário o conhecimento das origens do Budismo,
para que se possa compreender a criação da forma de luta que, séculos
mais tarde, foi chamada pelos japoneses de “Arte Suave”, ou seja, técnica
de defesa pessoal que, com o mínimo de esforço, sem necessidade do uso
da força bruta, permite ao mais fraco defender-se e derrotar um adversário
fisicamente mais forte (DIAS, 1995, p.16).
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2.3 O Budismo
Para nos ocidentais na sua grande maioria católicos e evangélicos, vemos
o budismo como uma religião, que não adora a Deus e sim a Buda.
Há cerca de 2500 anos passados, nascia ao norte de Índia (algumas milhas
acima de Benares), o príncipe Siddhartha Gautama, membro da tribo Sakya,
que usava o dialeto Pali ou o Sânscrito. Homem culto e de grande
inteligência, lançou as bases da religião que traria o seu nome e logo se
desenvolve por toda a Índia. Uma das principais preocupações de Buda (O
Iluminado) foi dotar seus seguidores de grande cultura e conhecimento
gerais, para melhor propagarem a sua fé, dentre seus seguidores − monges
de longínquos monastérios obrigados a percorrer pelo interior da Índia, em
longas caminhadas, tendo de se defender contra assaltos de bandidos que
infestavam a região − apareceram aqueles que realmente são os criadores
da luta que permitia a sua defesa sem o uso de armas atentatórias a moral
de sua religião. Assim nasceu o Jiu-Jitsu − com o espírito de defesa que é a
sua essência, a aplicação de leis físicas, tais como “sistema de alavanca,
momento de força, equilíbrio, centro de gravidade e o estudo minucioso dos
pontos vitais do corpo humano”, propiciou aos seus criadores fazer do JiuJitsu uma arte científica de luta (DIAS, 1995. p.16).
2.4 Propagação
Os combates corpo a corpo sem utilização de algum objeto sempre
existiram na essência do ser humano, e o Jiu-Jitsu com certeza evoluiu e
disseminou-se.
A disseminação do Jiu-Jitsu pela Ásia viria séculos mais tarde quando (a
cerca de 250 a.C., ou seja, 2.250 anos passados), reinou na Índia
Devanampriya Priyadarsim, conhecido como rei Asoka − 2 séculos depois
de Buda. Abraçado ao Budismo, Asoka desenvolveu-o criando milhares de
Monastérios dentro e fora da Índia. Desta maneira, o budismo e, com ele, o
Jiu-Jitsu atingiram o Ceilão, a Birnâmia e o Tibet. Depois, o Sião e todo o
sudeste da Ásia. (DIAS, 1995, p.17).
15
Posteriormente, a China, e, finalmente, o Japão − onde cresceu e tomou
grande impulso, emigrando em seguida para o Brasil e ocidente.
A morte do rei Asoka trouxe funesta conseqüência para o Budismo e,
conseqüentemente para o Jiu-Jitsu. Os brâmanes, (adoradores da região de
Deus, Brama, que florescia antes do Budismo), sentindo-se prejudicados
pelo espírito da religião Budista, moveram pertinaz campanha até conseguir
expulsar os monges budistas do solo indiano; razão da pouca influência do
Jiu-Jitsu na Índia. A filosofia Zen (nascida do Budismo) é, sem dúvida, o
traço marcante entre o Budismo e as antigas Seitas de Jiu-Jitsu (DIAS,
1995, p.17).
2.5 Jiu-Jitsu, Pai de Todas as Lutas Orientais
Com o passar dos tempos, tornou-se o Jiu-Jitsu tornou-se a maior arte
marcial japonesa, sendo os japoneses homens de um biótipo pequeno, o Jiu-Jitsu os
tornava poderosos perante nos ocidentais, que possuem um biótipo maior em
relação aos orientais.
Na sua migração da Índia para o Continente Asiático, o Jiu-Jitsu foi-se
ramificando, dando origem a estilos e lutas oriundas de suas diversas
partes. “Desta forma nasceu, inicialmente, a mil anos atrás o Sumô (sem
kimono, com o uso das quedas e desequilíbrio do Jiu-Jitsu, é
essencialmente um tradicional esporte).Kenpô-Jitsu - arte de aplicar um
golpe traumático (Atemí) de Jiu-Jitsu (com braço).Do Kenpô originou-se o
chamado “Box Chinês”.O Kenpô, nascido no Sul da China, emigrou para
diversas regiões, inclusive a ilha de Okinowa onde, a cerca de 300 anos,
passou a se chamar pelo nome de Karatê-Jitsu (arte de lutas com mãos
vazias). Tanto o Kenpô como o Karatê nasceram do Atemí (golpe
traumático) de Jiu-Jitsu. Foi, porém, no Japão que Jiu-Jitsu cresceu e
enriqueceu-se, transformando-se na mais completa e melhor forma de
defesa pessoal que se conhece em nossos dias (DIAS, 1995, p.17).
16
2.6 Nascimento do Judô
Em meados do século passado, com a abertura dos portos ao ocidente,
havia grave ameaça por parte dos ocidentais que poderiam tirar proveito dos
conhecimentos e segredos do Jiu-Jitsu, na utilização da arte de defesa e ataque
pessoal.
O Japão que, até esta época, era um país fechado à cobiça ocidental,
recebeu a visita de uma esquadra norte-americana comandada pelo
comodoro Perry, em 8 de julho de 1853, quando entregou ao Xogum uma
carta intimando à abertura dos portos, em março de 1854, o comodoro Perry
retorna ao Japão com nova esquadra. O resultado foi a abertura dos portos
de Shimoda e Hakodate, ambos pequenos e de pouca importância, em
1869, com a vitória do Imperador sobre o Xogum, novos portos foram
abertos − iniciando-se a fase Meijí, em 1871, o Imperador Meijí inicia
grandes modificações sociais, propiciando a penetração dos ocidentais. A
“ocidentalização” do Japão e a conseqüente penetração estrangeira iniciada
nesta fase − que até então era um país fechado à cobiça de europeus e
americanos, trouxe sério e grave problema para os hipônicos (DIAS, 1995,
p.18).
2.7 Um Falso Estilo de Jiu-Jitsu
Os japoneses de um biótipo pequeno com conhecimentos de Jiu-Jitsu
tinham condições de derrotar, numa luta real os ocidentais com biótipo maior, se os
ocidentais aprendessem e desenvolvessem o Jiu-Jitsu, a superioridade técnica dos
japoneses, em luta corpo-a-corpo não existiria mais dando a vantagem ao homem
de biótipo mais forte.
17
A curiosidade dos ocidentais, em aprender o famoso sistema de luta (o JiuJitsu), passou a ser o problema de maior preocupação para os filhos do
império do Sol Nascente. Resolveu então, o governo, criar um falso estilo de
Jiu-Jitsu para uso externo, sem eficiência como luta real. Assim sendo, por
volta de 1880, um funcionário do Ministério de Cultura Japonesa (e
professor de Jiu-Jitsu) é escolhido para criar o Jiu-Jitsu falsificado “para
inglês ver”. Nasceu então o sistema Kano de Jiu-Jitsu (que mais tarde foi
batizado com o nome de Judô) criado pelo funcionário do governo,
professor Jigoro Kano que, em 1882, fundou a escola Kodokan (DIAS,
1995, p.19).
Foi assim fechado aos olhos estranhos os segredos de sua arte marcial
milenar, os livros e publicações sobre o verdadeiro Jiu-Jitsu foram recolhidos. Os
cento e treze estilos de Jiu-Jitsu e milhares de escolas tiveram seus nomes mudados
para Judô.
O ensino de Jiu-Jitsu aos estrangeiros passou a ser crime de lesapátria, o
judô esportivo, que nada mais é que um esporte das quedas do Jiu-Jitsu, foi
exportado para o ocidente, acompanhado de grande propaganda, os
japoneses passaram, então, ao treino de Jiu-Jitsu, entre si, às escondidas,
assim foi ocultamente introduzido no judô o Goshin-Jitsu dentro do mesmo
espírito de raciocínio do início deste século, o professor Funakoshi
transforma o Karatê-Jitsu (um estilo de Jiu-Jitsu traumático), num esporte
ineficiente como luta verdadeira e cria o Karatê-Do que, como o judô,
ganhou rapidamente o mundo ocidental com larga propaganda.Não
satisfeitos em desmembrarem o Jiu-Jitsu (num esporte de quedas e outro
de traumatismos) os japoneses criaram um esporte de torções de Jiu-Jitsu,
o Ai-Ki-Dô esportivo que é oriundo do Ai-Ki-Jitsu (arte de executar torções
de Jiu-Jitsu) o que também ocorreu por volta deste início de século (DIAS,
1995, p.20).
2.8 O Jiu-Jitsu no Brasil
O grande mérito de toda a família Gracie foi não deixar o Jiu-Jitsu
verdadeiro se acabar no esquecimento dos homens, e muito mais em particular á
Carlos Gracie (in memorian) e Helio Gracie que desenvolveram as técnicas e o
esporte no sentido de difundir as artes marciais como fundamentais para o
desenvolvimento da cidadania.
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Por volta de 1917, chegava ao Brasil o professor e campeão mundial de JiuJitsu, Konsei Maeda, conhecido como Conde Koma − que obteve grandes
vitórias, em todo mundo, sobre todas as formas de lutas, em Belém do Pará,
o professor Koma passou a lecionar o verdadeiro Jiu-Jitsu, a seu dileto
aluno Carlos Gracie, que chegando ao Rio de Janeiro (em 1920)
acompanhado de seus irmãos mais novos, fundou a primeira academia de
Jiu-Jitsu (localizada à Rua Marquês de Abrantes, Praia do Flamengo),
apartir daí o Jiu-Jitsu passou a ser difundido com sangue e suor. A luta de
Kimono, desconhecida para os brasileiros, foi-se impondo, através de
vitórias, contra todas as formas de luta que aqui existiam como a Capoeira,
a Greco-Romana, o Boxe e, mais tarde, quando aqui chegou, o Judô
Esportivo e (recentemente) o Karatê-Dô esportivo (DIAS, 1995, p.20).
Lutas épicas e memoráveis de Hélio Gracie e seus filhos (contra
adversários fisicamente mais fortes),colocaram o Jiu-Jitsu brasileiro acima de todas
as demais formas de lutas, sem acompanhadas e noticiadas pela mídia nacional e
até internacional.
Criado na Índia por monges que atravessavam os desertos para pregar
suas palavras, o Jiu-Jitsu era usado como defesa contra alguns assaltantes
que surgiam no caminho. Desde sua criação foi caracterizado por sua
filosofia: neutralizar o inimigo, sem machucá-lo, desta forma os monges
poderiam seguir seu caminho e ao mesmo tempo defender-se de
assaltantes. Trazido ao Brasil, para Belém do Pará, pelo conde Koma
(Mitsuyo Maeda), mestre da arte do Jiu-Jitsu japonês por volta de 1910
(DIAS, 1995, p.21).
As sucessivas vitórias da família Gracie (contra gigantes musculosos)
fizeram com que, bem cedo, os mais incrédulos acreditassem na invencibilidade do
Jiu-Jitsu, fica, portanto, o compromisso de uma nova abordagem (com enfoque aos
grandes nomes, tanto do passado quanto atuais), do nosso Jiu-Jitsu Brasileiro.
Foi ensinado a Carlos Gracie, filho de Gastão Gracie. Anos depois Carlos
ensinava o Jiu-Jitsu em sua academia no Rio de Janeiro. Hélio Gracie
desprovido de performance física adaptou para si seu próprio estilo de luta,
usando situações e sistemas de alavancas nos quais possibilitava-o a
utilização de golpes que até então exigiam força e grande complexidade
física. Sua técnica e eficiência em combate e sistema de ensinar,
revolucionou o mundo das artes marciais, criando o Jiu-Jitsu Brasileiro
Atualmente, no Brasil a procura por estas academias é muito grande. Só no
Rio de Janeiro são 400 academias e 35.000 praticantes (PINHEIRO, 1999,
p.66).
19
2.9 Análise da Situação do Jiu-Jitsu
O Jiu-Jitsu está com uma má fama na imprensa falada e escrita, por ser
uma luta violenta, pois o lutador de Jiu-Jitsu se torna quase “invencível”. No entanto
Jiu-Jitsu não é isso, é um esporte que proporciona ao lutador melhorar sua auto
confiança, serve como relaxante, trabalha todo corpo e o principal, a mente.
Quanto mais força usarmos para tentar derrotar um perito do Jiu-Jitsu, mais
provável se torna sermos feridos. É o mesmo que nos jogarmos com força
de encontro a uma porta de trinco fraco. A porta simplesmente se abre e
nos joga no chão. Quanto ao segundo princípio - simultaneamente de
ataque e defesa - verificamos que não pode haver o menor êxito no Jiu-Jitsu
caso exista o menor intervalo possível entre estes dois movimentos. Se
pararmos para pensar num contramovimento por uma fração de segundos,
o adversário tem tempo de recuperar o seu equilíbrio, (DIAS, 1995, p.22).
2.10 Defesa Pessoal
Por que elas são as melhores para diversas situações do nosso cotidiano,
uma pessoa mais fraca pode empregar tais técnicas, mesmo defrontando-se com
inimigos maiores e mais fortes.
As defesas que lhe mostraremos foram selecionadas dentre as milhares de
técnicas descritas nas várias artes de combate desarmado. Estas são as
melhores porque funcionam, e funcionam para qualquer um. Uma pessoa
menor e mais fraca pode empregá-las, mesmo defrontando-se com um
adversário maior e mais forte. Você não precisa se preocupar com o nome
das técnicas. Se um golpe com a mão é chamado de “golpe de judô ” ,
“golpe de Karatê, ou “golpe de Kung-Fu”, isto não altera o seu uso na
prática das defesas modernas (TEGNER, 1991, p.6).
20
2.11 Composição Corporal
Sendo o jiu-jitsu um esporte de massa e praticado por vários atletas,
profissionais que atuam na área do desempenho físico e artes marciais, tem
demonstrado interesse de analisar a composição corporal em lutadores de jiu-jitsu
em período de competição.
Com o crescente interesse na pesquisa orientada para o Esporte e Saúde e
Atividade Física, inúmeros profissionais de diferentes formações tem
utilizado a Antropometria como um recurso para descrever e fundamentar
aspectos de seus estudos, A Antropometria, desde os primórdios da ciência,
tem sido empregado para fornecer subsídios quanto à forma, tamanho,
proporção e, mais modernamente, da composição corporal na ontogênese
humana (PETROSKI, 1999, p. 7).
A constituição, a composição e o tamanho corporal de um atleta de jiujitsu, têm papel importante na determinação do sucesso esportivo numa perspectiva
de melhor planejar e organizar os trabalhos físicos e dietas na obtenção de uma
melhor qualidade de vida com aumento significativo do desempenho físico.
Conceitua-se “Cineantropometria” como uma área científica emergente que
estuda a forma, dimensão, proporção, composição, maturação e
desenvolvimento do corpo humano em relação ao crescimento, dos
desportos de alto nível, e atividade física para a saúde e controles de
programas de nutrição (PETROSKI, 1999, p. 7).
Com as mudanças de estilo de vida, dietas alimentares e novas
metodologias de treinamento que vem ocorrendo dia a dia. Torna-se importante às
pesquisas cientificas, cuja finalidade é o melhor aproveitamento de nossos atletas.
Essa nova área de estudo veio substituir as disciplinas Antropométrica e
Biométrica, na qual enfatiza a área somática, utilizando a bioestatística para
avaliar os fenômenos biológicos envolvidos. Estas eram disciplinas
ensinadas nos currículos de Educação Física, cujos objetivos eram, entre
outros, construir e melhorar técnicas de medidas para variações interhumanas (VELHO et al, 1993, p. 29).
21
O desenvolvimento de estudos sobre os parâmetros da composição
corporal por profissionais da área do exercício físico se justifica, à medida que para
avaliações mais criteriosas e confiáveis, sobre o efeito do treinamento.
O tema Antropometria é de origem grega sendo que ANTHROPO identifica
“homem” e METRY significa “medida”. a Antropometria serve para a
determinação objetiva dos aspectos diferentes ao desenvolvimento do corpo
humano, assim como para determinar as relações existentes entre físico e
performance (PETROSKI, 1999, p. 10).
Poderemos traçar um melhor perfil de composição corporal supostamente
ideal para atletas de jiu-jitsu com a intenção de um melhor aproveitamento de seu
desempenho nas competições.
Independentemente de estarmos ativos como atletas, interessados em
aptidão física e bem-estar, ou inativos, temos um grande interesse na
composição corporal. Os atletas, em uma ampla variedade de esportes,
podem ter objetivos diferentes no que concerne ao controle do peso e à
composição corporal apropriada (FOSS; KETEYIAN, 2000, p. 128).
Existe a necessidade de fracionar o peso corporal em seus diferentes
componentes na tentativa de obter informações mais precisas com relação às
modificações morfológicas ocorridas nas constituições de cada um desses
componentes.
“Apesar da Cineantropometria ser recente, este neologismo deriva-se da
língua
grega,
onde
KINES
significa
‘MOVIMENTO’,
ANTHROPO
significa
genericamente ‘homem’ e finalmente, METRY significa medida“ (PETROSKI, 1995,
p.81).
A utilização das avaliações da composição corporal e utilização da
Cineantropometria para o estudo de atletas vem sendo utilizadas de forma
longitudinal com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento e crescimento
22
corporal, podendo assim identificar os riscos de nossos atletas associados à falta ou
ao excesso de gordura e a diminuição e o aumento da massa muscular, formular
recomendações dietéticas e prescrição de exercícios acompanhar o crescimento,
desenvolvimento, maturação e idade relacionados com as mudanças na composição
corporal.
No entanto, outros esportes como a luta estabelece padrões rígidos de peso
para os participantes, forçando freqüentemente que os atletas percam
grandes quantidades de peso num período curto de tempo. Muitos atletas
se voltam para dietas cetogênicas, par o jejum ou para a dieta hipocalórica
da moda, com pouca ou nenhuma preocupação em relação aos seus efeitos
globais sobre a saúde ou sobre o desempenho (WILMORE; COSTIL, 2001,
p.491).
Atualmente os técnicos e os atletas têm consciência da importância da
obtenção e da manutenção do peso corporal ideal para o desempenho máximo dos
esportes. O biótipo ideal varia para cada esporte. Os lutadores de artes marciais são
atletas com pesos variados podendo participar com sucesso de determinados
esportes.
Nos últimos anos, a pratica da musculação vem se difundindo cada vês
mais entre os atletas e esportistas em geral. Isto porque a “ginástica com
pesos” hoje está fundamentada em bases científicas, longe do empirismo de
outrora. No esporte de “auto-rendimento”, os atletas procuram os métodos
de musculação para desenvolver os vários “tipos” de força necessários para
suas modalidades. Se analisarmos ainda mais a fundo, a “força” é talvez a
valência física mais importante para a performance de auto-rendimento
(GUEDES JUNIOR, 1997, p.15).
A composição corporal adequada é de fundamental importância para o
sucesso em quase todas as modalidades esportivas em grande parte genes
herdados dos pais.
23
Endomorfo se se caracteriza por tendência à gordura, abdômen
proeminente, pescoço curto e pouco relevo muscular, ectomorfo por
linearidade e fragilidade, ossos pequenos e músculos finos, magreza,
membros cumpridos e troncos curto, ombros estreitos, sem proeminência de
músculos, mesomorfo por musculatura rígida e proeminente, ossos grandes
e maciços, ombros largos e cintura esquia, baixo teor de gordura corporal
(GUEDES JUNIOR, 1997, p.57-58).
Um atleta pode apresentar sobrepeso pelas tabelas de estatura e peso
padrões e ainda assim possuir um conteúdo de gordura corporal normal ou abaixo
do normal um componente desse potencial genético é o somatótipo.
A avaliação da composição corporal fornece informações adicionais além
das medidas básicas da estatura e do peso, tanto para o treinador quanto
para os atletas. Na maioria dos esportes, quanto maior for à porcentagem
de gordura corporal, pior será o desempenho. Uma avaliação precisa da
composição corporal do atleta fornece informações valiosas sobre o peso
que permite o desempenho ideal (WILMORE; COSTIL, 2001, p.492).
Da mesma maneira, um atleta pode estar dentro da faixa de peso
aceitável para a sua estatura, mas apresentar excesso de gordura.
Muitos atletas acreditam que devem ser grandes para serem bons no seu
esporte, porque o tamanho tradicionalmente tem sido associado à qualidade
do desempenho em determinados esportes (por exemplo, futebol americano
e basquetebol): quanto maior o atleta, melhor o desempenho. No entanto,
maior nem sempre significa melhor. Em outros esportes, as pessoas
menores e mais leves são consideradas melhores para o desempenho
(ginástica, luta). Porém, isso também nem sempre é verdade. Nas seções
que seguem, analisaremos como o desempenho pode ser afetado pela
composição corporal (WILMORE; COSTIL, 2001, p.499).
As tabelas de estatura e peso padrões não fornecem estimativas precisas
de quanto os atletas devem pesar porque eles não levam em conta a composição
corporal, os objetivos adequados em relação ao peso para a competição não podem
ser estabelecidos simplesmente levando em consideração o peso atual do atleta.
“A técnica de campo mais amplamente utilizada envolve a mensuração da
espessura da dobra cutânea em um ou mais locais e a utilização dos valores obtidos
24
para estimar a densidade corporal, a gordura, a gordura corporal relativa ou a massa
isenta de gordura” (PETROSKI, 1999, p. 11).
2.12 Exercícios Aeróbicos e Anaeróbicos
Muito importante à prescrição de exercícios aeróbicos e resistidos nos
programas de desempenho físico visando à manutenção e preservação do peso ao
nível de competição.
Nos últimos anos, a pratica da musculação vem se difundindo cada vês
mais entre os atletas e esportistas em geral. Isto porque a “ginástica com
pesos” hoje está fundamentada em bases científicas, longe do empirismo de
outrora. No esporte de “auto-rendimento”, os atletas procuram os métodos
de musculação para desenvolver os vários “tipos” de força necessários para
suas modalidades. Se analisarmos ainda mais a fundo, a “força” é talvez a
valência física mais importante para a performance de auto-rendimento
(GUEDES JUNIOR, 1997, p.15).
Estabelecer estratégias que possam controlar o volume e a intensidade
dos exercícios aeróbicos e resistidos é de importância fundamental na obtenção de
melhores resultados em termos de composição corporal, principalmente as
modificações da gordura e massa muscular.
O treinamento de força pode aumentar substancialmente a massa muscular
e a dieta saudável combinada com exercício intenso pode diminuir
significativamente a gordura corporal, essas alterações podem ser de
grande importância na obtenção do desempenho atlético ideal (WILMORE;
COSTIL, 2001, p.492).
Podendo assim identificar os riscos de nossos atletas associados à falta
ou ao excesso de gordura a diminuição e o aumento da massa muscular.
25
Baseado-se no princípio da especificidade, as avaliações e reavaliações,
principalmente de indivíduos altamente treinados, devem ser realizadas no
ergômetro, ou se possível em testes de campo, que mais se aproxime do
movimento utilizado pelo indivíduo durante o treinamento ou competição
(DENADAI, 1999, p. 5).
Formular recomendações dietéticas e prescrição de exercícios que
aprimorem o crescimento e desenvolvimento, maturação e idade, relacionados com
as mudanças na composição corporal.
“Várias são as aplicações de Cineantropometria, portanto, convém
ressaltar que seu ‘tripé’ fundamental constitui-se de estudos da Composição
Corporal, Proporcionalidade e Somatotipia” (PETROSKI, 1999, p. 10).
A maioria dos atletas é mais equilibrada entre a muscularidade e a
linearidade, mas a muscularidade tende a dominar entre os atletas do sexo
masculino, tamanho corporal refere-se à estatura e à massa (peso) de um indivíduo.
O tamanho corporal freqüentemente é caracterizado como baixo ou alto, grande ou
pequeno, pesado ou leve.
“A composição corporal se refere à composição química do corpo. O
modelo por nos utilizado considera dois compartimentos, a massa gorda, e a massa
isenta de gordura “(WILMORE; COSTIL, 2001, p.492-493).
Os objetivos adequados em relação ao peso para a competição não
podem ser estabelecidos simplesmente levando em consideração o peso atual do
atleta.
O caráter seletivo da adaptação dos músculos diretamente envolvidos
diretamente envolvidos no trabalho de resistência é denominado
habitualmente de resistência muscular global. Lamentavelmente, o sentido
do conceito de resistência muscular local (RML) não foi avaliado
adequadamente pelos especialistas. Ao invés de considerar a RML, como a
condição fundamental que determina a resistência de deslocamento, a
mesma apenas foi tratada como um fator que limita a capacidade de
trabalho do organismo, sendo como um fenômeno inevitável que
acompanha o trabalho de resistência (VERKOCHANSKY, 1995, p. 32).
26
A busca de um índice que possa refletir a perfeita integração que deve
existir entre os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular é amplamente
pesquisado e discutido no meio acadêmico e literário.
Inicialmente ultilizou-se o VO2 max como um índice determinante do
desempenho em exercícios onde existe o predomínio do metabolismo
aeróbio, posteriormente, alguns estudos realizados a partir da década de
60, identificaram na resposta do lactato sanguíneo ao exercício, um índice
que também poderia ser utilizado para a avaliação aeróbia. Nesse período,
propuseram o termo “Limar Anaeróbio” para identificar a intensidade de
esforço onde existe o aumento da concentração de lactato sangüíneo
durante o exercício de cargas progressivas (DENADAI, 2000, p.3).
Para fazer frente ao aumento da demanda energética que existe durante
o exercício, parte desse grande interesse, vem das importantes implicações e
aplicações que um índice dessa natureza, pode apresentar nas áreas da atividade
física e do esporte.
As comparações entre a validade do VO2 max e a resposta do lacta to
sangüíneo como índices de avaliação aeróbia, devem ser feitas
observando-se pelo menos dois importantes aspectos. O primeiro deles, é a
relação ao conceito físico ao qual os índices estão associados. O VO2 max
é uma medida da quantidade máxima de energia que pode ser produzida
pelo metabolismo aeróbio por uma determinada unidade de tempo, ou seja,
da potência aeróbia. A resposta do lactato, é um índice associado à
capacidade aeróbia, que indica teoricamente a quantidade total de energia
que pode ser fornecida pelo sistema aeróbio (DENADAI, 2000, p. 4).
Sistemas Vegetativos satisfazem a necessidade energética elevada dos
músculos em ação, assegurando o fornecimento de oxigênio a eles e a eliminação
dos produtos do metabolismo, a princípio quanto maior o volume de sangue
oferecido aos músculos em ação, mais oxigênio eles recebem.
27
Por sua vez, o aumento do uso dos produtos de decomposição dos lipídios
limita a mobilização do glicogênio e o aproveitamento da glicose.
Determinam as características fundamentais do regime de trabalho (sua
potencia e duração assim como biodinâmica e energética), ou seja, os
requisitos da mobilização do potencial motor do organismo. Entre as
características mais gerais de tais condições podem ser mencionadas:
volume da resistência externa que o atleta tem que superar (casos
extremos:grande e pequena resistência); duração do trabalho (por exemplo,
distâncias curtas, médias e longas); caráter do trabalho (momentâneo,
repetido, permanente ou alterado) e a intensidade (potência) de trabalho
(máxima, sub-máxima ou moderada). A maestria desportiva, se caracteriza
geralmente pela capacidade do atleta em realizar de forma eficaz suas reais
possibilidades motoras para conseguir os altos resultados desportivos. Esta
habilidade se assegura concretamente por: em primeiro lugar, pelo domínio
do método racional da execução do exercício desportivo no ponto de vista
biomecânica (técnica desportiva); em segundo lugar pela capacidade de
aplicar de forma racional suas capacidades motoras no processo
competitividade (arte tática) (VERKOCHANSKY, 1995, p. 15).
2.13 Nutrição
Os alimentos que ingerimos diariamente devem fazer parte de uma
combinação de nutrientes indispensáveis para o bom funcionamento de nosso corpo
e seu desempenho.
O alimento proporciona também os elementos essenciais para a síntese de
novos tecidos e o reparo das células existentes. Alguns poderiam
argumentar que a nutrição adequada para o exercício pode ser obtida
facilmente através da ingestão de uma dieta bem equilibrada e que,
portanto, seria de pouca importância no estudo do desempenho no
exercício. Entretanto, nós achamos que o estudo do exercício, quando
encarado dentro do arcabouço das capacidades energéticas, deverá
basear-se numa boa compreensão das fontes de energia alimentar e do
papel dos nutrientes no processo de liberação de energia. Com essa
perspectiva, torna-se possível para o especialista em exercícios reconhecer
a import6ancia da nutrição “adequada” e avaliar, de maneira crítica, a
validade das reivindicações acerca dos suplementos nutritivos e das
modificações dietéticas especiais no sentido de aperfeiçoar o desempenho
físico (MCARDLE; KATCH; KATCH, 1992, p.5).
Tão importante quanto àquilo que você se alimenta é como você se
alimenta, os atletas não se dão conta que o momento de alimentação é de estrema
importância para a sua saúde e desempenho.
28
Os níveis de capacidades dos atletas em vários esportes vêm melhorando
ano a ano. Os recordes atléticos atingem novas marcas e a margem entre o
sucesso e o fracasso no mundo do esporte torna-se cada vez mais estreita.
Conseqüentemente, tanto os técnicos quanto os atletas buscam esta
margem estreita que pode assegurar a vitória. Muitos procuram os auxílios
ergogênicos potenciais – substâncias ou fenômenos que melhoram o
desempenho. Alguns desses auxílios potenciais podem beneficiar o
desempenho, mas outros podem ter conseqüências mortais (WILMORE;
COSTILL, 2001, p.409).
As pesquisas vêm demonstrado, a grande importância em não passar
mais de três horas sem a ingestão de alimentos pode ser maléfica parra a saúde e
desempenho físico dos atletas.
Os nutrientes representados por carboidratos, gorduras e proteínas
fornecem a energia necessária para manter as funções corporais em
repouso e durante as várias formas de atividade física. Além de seu papel
como
combustíveis
biológicos
esses
nutrientes,
denominados
macronutrientes, desempenham papeis importantes na manutenção da
integridade estrutural e funcional do organismo (MCARDLE; KATCH;
KATCH, 1992, p.6).
Uma dieta prudente para uma pessoa fisicamente ativa deveria
proporcionar aproximadamente 60% das calorias a partir dos carboidratos,
predominantemente na forma de amidos não-refinados (carboidratos complexos).
Para refletir mais claramente o estado atual do conhecimento nutricional
relacionado à saúde, o Departamento de Agricultura Norte-Americano
(USDA) elaborou a Pirâmide-Guia Alimentar como um modelo para a boa
nutrição de norte-americanos a partir dos dois anos de idade. Essa
abordagem classifica os alimentos cujas contribuições são semelhantes em
termos de nutrientes; recomenda também o número de porções de cada
categoria de alimentos, as diretrizes enfatizam diversos cereais, vegetais
frutas como as principais fontes de calorias, atribuindo um menor valor às
fontes alimentares ricas em proteínas animais, lipídios e produtos lácteos. O
tamanho e o número das rações devem ser levados em conta a partir das
necessidades de crescimento, do nível de atividade física e da manutenção
do peso corporal desejável (MCARDLE; KATCH; KATCH, 2002, p.208).
Os níveis de capacidades dos atletas em vários esportes vêm melhorando
ano a ano. Os recordes atléticos atingem novas marcas e a margem entre o sucesso
e o fracasso no mundo do esporte torna-se cada vez mais estreita.
29
Conseqüentemente, tanto os técnicos quanto os atletas buscam esta
margem estreita que pode assegurar a vitória. Muitos procuram os auxílios
ergogênicos potenciais – substâncias ou fenômenos que melhoram o
desempenho. Alguns desses auxílios potenciais podem beneficiar o
desempenho, mas outros podem ter conseqüências mortais (WILMORE;
COSTILL, 2001, p.409).
Todos os aspectos esternos interferem no resultado do treinamento e em
competição.
Um auxílio ergogênico é qualquer substância ou fenômeno que melhore o
desempenho. Uma substância ergolítica é aquela que apresenta efeitos
prejudiciais sobre o desempenho. Algumas substâncias geralmente
consideradas ergogênicas são na realidade, substâncias ergolíticas
(WILMORE; COSTILL, 2001, p.410).
30
3 METODOLOGIA
3.1 Modelo do Estudo
O presente estudo foi uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso.
3.2 População e Amostra
Utilizou-se como população neste estudo, 30 lutadores de jiu-jitsu
masculino adulto da equipe Rilion Gracie/Rômulo Reis, de Criciúma, participantes
dos Campeonatos Catarinense, Brasileiro e Mundial adulto.
A amostra foi relacionada nos períodos de setembro de 2004 e novembro
de 2004, num total de 30 lutadores.
3.3 Instrumentos
Os instrumentos utilizados foram:
-
Balança Filizola;
-
Estadiômetro de madeira fixado na parede com escala em milímetros;
-
Fita métrica da marca Mabis;
-
Plincômetro de escalas da marca Cescorf;
-
Paquímetro da marca Mitutoyo;
-
Computador da marca Samsung;
31
-
Uma ficha de protocolo para anotações das avaliações.
3.4 Coleta de Dados
As aferições foram feitas nos meses de setembro de 2004 e novembro de
2004, na sala de avaliação física da Saúde Centro de Exercícios Físicos Ltda, da
cidade de Criciúma.
Cada atleta foi avaliado individualmente, aferiu-se:
-
Medidas de composição corporal (peso e estatura);
-
Medidas de circunferências (abdômen, antebraço, braço relaxado, braço
contraído, cintura, coxa e panturrilha);
-
Medidas de dobras cutâneas (tríceps, subscapular, supra crista- ilíaca,
panturrilha medial);
-
Medidas de diâmetro (biestilóide e bicondiliar do fêmur).
3.4.1 Peso
O avaliado foi pesado com a menor quantidade de roupa, colocando-se
ao centro da plataforma de pesagem da balança, ficou de costas para a escala,
olhando à frente, evitando oscilações do corpo durante a leitura. Utilizou-se a trava
da balança antes da subida do avaliado e, posteriormente, realizou-se apenas uma
medida.
32
3.4.2 Estatura
Para a avaliação da estatura, utilizou-se um estadiômetro com precisão
de 0.1 cm, sendo que o avaliado se colou em pé, ereto, pés juntos com os
calcanhares, nádegas, costas e cabeça, encostados na escala. A medida foi tomada
dos pés ao vértex cerebral. A cabeça voltada para frente no plano de Frankfurt
(plano aurículo-orbital), com total inspiração.
3.4.3 Circunferência do Abdômen
O avaliado colocou-se em pé, na posição ereta, de frente para o
avaliador. O avaliador ficou de frente para o avaliado. A referência anatômica foi a
região abdominal, em seu maior perímetro (geralmente a altura do umbigo). Passouse a fita em torno do avaliado de trás para frente, tendo-se o cuidado de manter a
mesma no plano horizontal. A seguir fizemos a leitura, após o avaliado realizar uma
expiração normal.
3.4.4 Circunferência do Antebraço Direito
O avaliado colocou-se em pé, na posição ereta, de frente para o
avaliador, braços ao longo do corpo, estando o braço direito um pouco elevado à
frente, com a palma da mão voltada para frente (em pro nação). O avaliador
colocou-se de frente para o avaliado. A seguir foi feita a uma expiração normal. A
33
referência anatômica será o maior perímetro do antebraço direito. Move-se a fita
métrica em torno do antebraço e ao longo deste, a fim de localizar o ponto de
mensuração (maior perímetro); achando-se o mesmo, fez-se à leitura da medida.
3.4.5 Braço Direito Relaxado
O avaliado colocou-se em pé, na posição ereta, de frente para o
avaliador, braços ao longo do corpo e palmas das mãos voltadas para a coxa. O
avaliador ficou de lado para o avaliado. Foi localizado o ponto de referência
anatômica, pedindo ao avaliado que flexionasse o cúbico a 90 graus com a palma da
mão voltada para cima. Calculou-se então a distância absoluta entre os pontos de
referência anatômica e marcou-se o ponto central com lápis demográfico.
Envolvendo o braço com a fita, de forma que esta se alojasse sobre o ponto
marcado, fez-se à medida.
3.4.6 Braço Direito Contraído
O avaliado colocou-se em pé, na posição ereta, de frente para o
avaliador, braço direito abduzido até a altura dom ombros, cúbito direito flexionado
tanto quanto se permita a contração máxima do ventre muscular do bíceps, punhos
cerrados. A referência anatômica foi o maior perímetro do braço direito. Pediu-se ao
avaliado que abduzisse o braço direito e flexionasse o cúbito, realizando uma
34
contração máxima da musculatura do braço. Após localizar o maior perímetro deste
segmento, realizou-se a mensuração.
3.4.7 Cintura
O avaliado foi colocado em pé, na posição ereta, de frente para o
avaliador. O avaliador ficou de frente para o avaliado. A referência anatômica foi a
região abdominal, em seu menor perímetro. Passou-se a fita em torno do avaliado
de trás para frente, tendo-se o cuidado de manter a mesma no plano horizontal. A
seguir fez-se a leitura, após o avaliado realizar uma expiração normal.
3.4.8 Coxa
O avaliado colocou-se em pé, na posição ereta, de frente para o
avaliador. O avaliador ficou agachado ao lado direito do avaliado. A referência
anatômica foi a região do perímetro proximal, imediatamente abaixo da prega glútea.
Localizou-se a prega glútea, colocando a fita na porção da coxa direita mais próxima
da prega e fez-se a leitura na face lateral da coxa.
3.4.9 Panturrilha
O avaliado colocou-se em pé, na posição ereta, peso distribuído
igualmente em ambos os pés, afastamento lateral das pernas. A referência
35
anatômica foi à região da panturrilha em sua maior porção. Verificou-se a região
correspondente ao maior perímetro, movendo-se a fita métrica em torno da perna e
ao longo desta. Fez-se a leitura da medida, tendo-se o cuidado de manter a fita
métrica paralela ao chão.
3.5 Dobras Cutâneas dos tríceps
O avaliado colocou-se em pé, de costas para o avaliador, procurando
manter-se completamente relaxado. A dobra foi medida na parte posterior do braço,
no ponto médio entre o processo acromial da escápula e o processo olecrano da
ulna, medida paralelamente ao eixo longitudinal do corpo.
3.5.1 Dobras Cutâneas Subescapular
O avaliado foi colocado em pé, de costas para o avaliador, com os braços
relaxados ao lado do corpo, a dobra foi obtida obliquamente ao eixo longitudinal,
seguindo orientação dos arcos costa is, sendo localizada a 2 cm abaixo do ângulo
inferior da escápula.
36
3.5.2 Dobras Cutâneas Supra Crista- Ilíaca
O avaliado colocou-se em pé, de lado para o avaliador, postura ereta. O
avaliado afastou levemente o braço direito para trás a ponto de não influenciar na
obtenção da medida. O avaliador posicionou a dobra cutânea a 2 cm acima da linha
da vista da crista-ilíaca antero superior em relação à linha auxiliar anterior.
3.5.4 Panturrilha Medial
O avaliado ficou sentado com a perna direita flexionada, à frente 90 graus
com o apoio dos pés no chão. O avaliador ficou agachado do lado direito do
avaliado. A referência anatômica foi o ponto interno do maior perímetro da
panturrilha. A dobra foi feita verticalmente, na parte interna da perna.
3.6 Diâmetros da Biestilóide
O avaliado foi colocado em pé, de frente para o avaliador com o braço
direito estendido à frente (pro nado), com a mão flexionada para baixo. O avaliador
localizou as bordas mediais do estilóide unar com o dedo médio e/ou com indicador
da mão esquerda, e a lateral do estilóide do rádio foi localizado com o indicador da
mão direita. Segurando com a mão direita, o paquímetro foi colocado na direção do
ângulo formado pela mão e o antebraço do avaliado, com as hastes dirigidas para
baixo, ângulo aproximado de 30 graus; realizando assim a leitura.
37
3.6.1 Diâmetros da Biepicondiliano do Fêmur
O avaliado ficou sentado, com o joelho flexionado a 90 graus. O avaliador
ficou agachado à frente do avaliado. A referência anatômica foi as bordas medial e
lateral dos epicôndilos do fêmur. O ponto aparentemente mais lateral do côndilo
femoral foi localizado com os dedos indicador e/ou médio da mão esquerda.
Enquanto que os correspondentes dedos da mão direita localizaram um ponto
aparente mais medial do côndilo femoral. As hastes do paquímetro foram colocadas
à aproximadamente 45 graus para baixo, e a leitura foi realizada.
3.7 Cálculos de Composição Corporal
Para o cálculo da composição corporal, optou-se pela Equação
Generalizada (PETROSKI, 1995). Por estar mais próximo da realidade de Santa
Catarina e de melhor identificação com os propósitos desse estudo.
3.7.1 Cálculo de Porcentagem de Gordura
Primeiro Passo: Determinar a Densidade Corporal (D) do avaliado.
Equação (PETROSKI, 1995).
a) Equação generalizada para homens na faixa etária de 18 a 66 anos:
38
D = 1,09255357 – 0,00067980 x (∑ 4DC) + 0,00000182 x (∑ 4DC) 2 – 0,000227287
x (idade) + 0,00204435 x (circ.antebraço) – 0,00060405 x (circ. abdômen)
suprailíaca e panturrilha medial.
Segundo Passo: Determinar o percentual de gordura, utilizando a
densidade corporal encontrada anteriormente. Equação de Siri (apud PETROSKI,
1999, 118) para porcentagem de gordura.
Onde ∑ 4DC = somatória de 4 dobras cutâneas: tríceps, subscapular, % gordura
Estimada = {(4.95 + D) – 4.50} x 100
onde o D = densidade corporal estimada anteriormente
Terceiro Passo: Estimar o peso ideal do avaliado.
Peso de gordura = peso corporal x % gordura estimada + 100
Peso corporal magro = peso corporal – peso de gordura
Peso ideal para mulheres (percentual ideal de gordura de 23%)
Peso ideal = peso corporal magro = 0,77
Peso ideal para homens (percentual de gordura ideal de 15%)
Peso ideal = peso corporal magro + 0,85
3.8 Tratamento Estatístico
Serão utilizados os processos de estatística descritiva, média ponderada
em quilogramas e média ponderada em percentuais.
39
3.9 Limitações do Método
Ausência de bibliografias; modelo de estudo transversal, avaliação de
uma única academia de arte marcial e numero pequeno de atletas avaliados.
40
4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
4.1 Resultados Individuais
Tabela 1 – Resultados das avaliações
ATL.
N
EST.
M
PES.
KG
%G.
%
%M.
%
M.m.
Kg
M.ms.
Kg
M.g.
Kg
M.o.
Kg
M.r.
Kg
1
1.87
81.5
12.51
48.19
71.31
39.28
10.19
14.99
17.03
2
1,85
91,0
17,88
45.69
74.73
41.58
16.27
14.13
19.02
3
1.78
72,7
15.29
37.79
61.58
34.09
11.12
12.30
15.19
4
1.77
72.0
13.07
49.45
62.59
35.61
9.41
11.93
15.05
5
1.78
77.0
14.28
47.71
66.00
36.79
11.00
13.12
16.09
6
1.85
82.5
17.20
46.37
63.31
38.26
14.19
12.81
17.24
7
1.79
64.0
15.66
46.56
53.98
29.80
10.02
10.81
13.38
8
1.65
78.7
16.38
45.09
65.81
35.49
12.89
13.88
16.45
9
1.80
88.0
16.98
47.63
41.92
14.94
12.75
18.39
10
1.79
67.3
13.50
48.11
58.22
32.38
9.08
11.77
14.07
11
1.76
80.6
21.66
43.46
63.14
35.03
17.46
11.27
16.85
12
1.70
70.3
13.28
50.17
60.97
35.27
9.33
11.01
14.69
13
1.72
66.3
10.59
50.69
59.28
33.61
7.02
11.82
13.86
14
1.71
72.0
9.54
51.73
58.80
33.63
6.20
11.58
13.59
15
1.76
77.2
12.23
50.69
67.76
39.14
9.44
12.49
16.13
Fonte: Dados do Pesquisador
73.06
41
Tabela 2 – Resultados das avaliações
ATL.
N
EST.
M
PES.
KG
%G.
%
%M.
%
M.m.
Kg
M.ms.
Kg
16
1.71
69.6
12.58
51.30
60.84
35.21
17
1.79
73.2
12.21
49.54
64.26
18
1.67
68.7
12.97
50.11
19
1.70
72.5
10.74
20
1.87
88.8
21
1.72
22
M.o.
Kg
M.r.
Kg
8.76
11.09
14.55
36.27
8.94
12.69
15.30
59.79
34.43
8.91
11.01
14.36
50.81
64.71
36.84
7.79
12.71
15.15
20.91
42.88
70.23
38.08
18.57
13.59
18.56
70.0
16.94
47.50
58.14
33.25
11.86
10.26
14.63
1.69
81.4
24.29
41.20
61.63
33.54
19.77
11.08
17.01
23
1.83
76.7
14.29
47.35
65.74
36.32
10.96
13.39
16.03
24
1.83
78.2
10.67
50.51
69.85
39.50
8.35
14.01
16.34
25
1.75
64.9
11.43
49.72
57.48
32.27
7.42
11.65
13.56
26
1.77
76.8
14.29
49.32
65.83
37.88
10.97
11.90
16.05
27
1.82
82.0
11.64
51.63
72.45
42.34
9.55
12.97
17.14
28
1.74
70.1
9.92
52.29
63.15
36.66
6.95
11.84
14.65
29
1.77
81.3
19.05
45.30
65.81
36.83
15.49
11.99
16.99
30
1.80
85.4
11.20
51.72
75.83
44.17
9.57
13.81
17.85
Fonte: Dados do Pesquisador
M.g.
Kg
42
4.2 Resultado Coletivo
Tabela 3 – Media ponderada
Aferições
Média
ponderada
Estatura (m)
1.76
Peso (Kg)
76.0
Gordura (%)
14.43
Massa muscular (%)
48.32
Massa magra (Kg)
64.54
Massa muscular (Kg)
36.51
Massa gorda (Kg)
11.08
Massa óssea (Kg)
12.35
Massa residual (Kg)
15.84
Fonte: Dados do Pesquisador
4.3 Análise dos Resultados
Em relação à média ponderada, o perfil da estatura é de 1.76 m e o peso
é de 76 Kg. Quanto à média ponderada, o perfil do percentual de gordura é de 14.43
% e o percentual de massa muscular é de 48.32 %. Em relação à média ponderada,
o perfil da massa magra é de 64.54 Kg, a massa muscular é de 36.51 Kg. Em
relação à média ponderada, o perfil da massa gorda é de 11.08 Kg, a massa óssea
é de 12.35 Kg e a massa residual é de 15.84Kg.
43
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dos resultados obtidos com este estudo, que teve como objetivo
conhecer melhor o perfil da composição corporal de lutadores de jiu-jitsu integrantes
da equipe Rilion Gracie/Rômulo Reis, de Criciúma, participantes dos campeonatos
Catarinense, Brasileiro e mundial adulto; chegou-se à seguinte conclusão: Os
resultados das avaliações individuais em relação à composição corporal o grupo e
bem heterogêneo, nos levando a crer que o jiu-jitsu competitivo aceita todos os
biótipos, já os atletas mais graduados apresentam um perfil de composição corporal
menor do que a media geral.
Os resultados das avaliações com as medias gerais do peso e a estatura,
comparados com o índice de massa corporal mostram que os avaliados se
encontram no peso padrão. Em relação aos percentuais de gordura e massa
muscular os resultados mostraram uma composição corporal bem apropriada para o
desempenho competitivo.
44
REFERÊNCIAS
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Preto: Copyright, 1999.
DENADAI, Benedito Sérgio.Avaliação aeróbica. Rio Claro: Motrix, 2000.
DIAS, G. Seguidores dos Grandes Mestres em Jiu-Jitsu: histórico do Jiu-Jitsu e seus
mestres. CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, 9, Foz do
Iguaçu, 1995.
FOSS, Merle L.; KETEYIAN, Steung J. Bases fisiológicas do exercício e do
esporte. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
GUEDES JUNIOR, Dilmar Pinto. Personal training na musculação. Rio de Janeiro:
Pereira, 1997.
GUEDES, Dartagnam Pinto; GUEDES, Joana Elizabete Ribeiro. Exercício físico na
promoção da saúde. Londrina: Midiograf, 1995.
MCARDLE, William D.; KATCH, Frank I.; KATCH, Victor L. Fisiologia do exercício
energia, nutrição e desempenho humano. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan,1992.
______. Fundamentos da fisiologia do exercício. 2. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2002.
PETROSKI, Edio Luis. Cineantropometria caminhos metodológicos no Brasil.
Campinas: Pallotti, 1995.
______. Antropometria técnicas e padronizações. Porto Alegre: Pallotti, 1999.
PINHEIRO, D. A Cultura do Tapão. Revista Veja, São Paulo, v. 32, n. 5, p. 66, 1999.
TEGNER, B. Defesa Pessoal para Briga de Rua. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1991.
VELHO, N.M; LOUREIRO, M.B; PIRES NETO, C.S. Antropometria: Comunicação,
Movimento e Mídia na Educação Física, Santa Maria, 1993. Caderno 1.
VERKOCHANSKY, Yuri V. Preparação de força especial. Rio de Janeiro: Palestra
Esportes, 1995.
WILMORE, Jack H.; COSTILL David L. Fisiologia do esporte e do exercício. 2.ed.
São Paulo: Manole, 2001.
45
ANEXOS
46
Anexo 1 - Ficha Individual de Avaliação Física
NOME : ------------------------------------------------------------------------- IDADE: --------
DATA DO EXAME: --- / ---- / ----
HORA: ----’ ----’’
MEDIDAS DE COMPOSIÇÃO CORPORAL:
MEDIDAS DE MASSA CORPORAL: ----------- kg
ESTATURA: --------- m
CIRCUNFERÊNCIAS:
1medida
2medida
média
ABDÔMEN:
--------- cm
ANTEBRAÇO DIREITO
--------- cm
BRAÇO DIREITO RELAX
---------- cm
--------- cm
--------- cm
---------- cm
----------- cm
---------- cm
----------- cm
BRAÇO DIREITO CONTRA
---------- cm
--------- cm
---------- cm
CINTURA
---------- cm
---------- cm
--------- cm
COXA
---------- cm
--------- cm
---------- cm
---------- cm
---------- cm
PANTURRILHA DIR
---------- cm
47
Anexo 2 - Medidas de Dobras Cutâneas e diâmetros (mm)
1 medida
2 medida
média
TRÍCEPS:
---------------
-------------
--------------
SUBSCAPULAR
---------------
---------------
---------------
SUPRA CRISTA-ILÍACA
--------------
-------------
--------------
PANTURRILHA MEDIAL
-------------
-------------
--------------
MEDIDAS DE DIÂMETRO:
BIESTILÓIDE (punho)
1medida
-----------
BICONDILAR DO FÊMUR (joelho) ------------
2medida
média
-----------
-----------
-----------
-----------