SESSÕES DO PLENÁRIO 37ª Sessão Extraordinária da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, 09 de dezembro de 2009. PRESIDENTE: DEP. ADOLFO MENEZES AD HOC À hora marcada verificou-se na lista de presença o comparecimento dos seguintes senhores Deputados: Aderbal Caldas, Adolfo Menezes, Álvaro Gomes, Ângela Sousa, Ângelo Coronel, Antônia Pedrosa, Arthur Maia, Bira Corôa, Capitão Tadeu, Carlos Ubaldino, Clóvis Ferraz, Edson Pimenta, Eliana Boaventura, Eliedson Ferreira, Elmar Nascimento, Emério Resedá, Euclides Fernandes, Fábio Santana, Fátima Nunes, Fernando Torres, Ferreira Ottomar, Gaban, Getúlio Ubiratan, Gilberto Brito, Gildásio Penedo Filho, Heraldo Rocha, Isaac Cunha, Ivo de Assis, J. Carlos, Javier Alfaya, João Bonfim, João Carlos Bacelar, Joélcio Martins, José Nunes, Júnior Magalhães, Jurandy Oliveira, Leur Lomanto Júnior, Luciano Simões, Luiz Argôlo, Luiz Augusto, Marcelo Nilo, Maria Luiza Laudano, Marizete Pereira, Misael Neto, Nelson Leal, Neusa Cadore, Paulo Azi, Paulo Câmera, Pedro Alcântara, Prof. Valdeci, Reinaldo Braga, Roberto Carlos, Rogério Andrade, Sandro Régis, Sérgio Passos, Virgínia Hagge, Waldenor Pereira, Yulo Oiticica e Zé Neto. (59) O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a presente sessão extraordinária Há sobre a Mesa um requerimento para apreciar as seguintes matérias: PL nº 18.360/2009 e PL nº 18.076/2009. Está convocada na forma regimental. O Sr. João Carlos Bacelar:- Questão de ordem. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Questão de ordem do deputado João Carlos Bacelar. O Sr. João Carlos Bacelar:- Sr. Presidente, solicito a V.Exª proceder a uma verificação de quórum na forma regimental. Na forma regimental! O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- V.Exª será atendido. 1 Questão de ordem do deputado Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, tendo em vista a iniciativa do deputado João Carlos, eu quero de imediato solicitar de V.Exª que proceda o registro dos 15 minutos de espera, aprovado por este Plenário. Aprovado pelo Plenário! Aprovado pelo Plenário, não foi acordo de líderes, não! Foi aprovada pelo Plenário a espera dos 15 minutos para a verificação do quórum, Sr. Presidente. Mas, dentro da minha questão de ordem, o meu direito a cinco minutos, quero convocar imediatamente os deputados e deputadas para que retornem ao Plenário, pois, desta feita, iremos recompor o quórum de continuação da sessão e necessitamos de 21 Srs. Parlamentares. Srs. Deputados, Sras. Deputadas da Bancada do governo, por gentileza, convocamos a todos para que, imediatamente, se desloquem até o Plenário, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuação da sessão. Solicito, Sr. Presidente, que após V.Exª autorizar os operadores a contar os 15 minutos também ajude na convocação fazendo soar as campainhas, nos ajudando a convocar todos os colegas deputados e deputadas que se encontram em seus gabinetes, nas demais dependências desta Casa, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuação da sessão. Quero convocar todos os colegas parlamentares da nossa base para que, imediatamente, se desloquem até o Plenário. Há poucos instantes solicitei que os deputados saíssem do Plenário, por uma manobra para derrubada da sessão, agora estou convidando os colegas deputados e deputadas a se deslocarem para o Plenário para responder à verificação de quórum de continuação da presente sessão. Srs. Deputados, Sras. Deputadas, convoco a todos para virem ao Plenário imediatamente marcar suas presenças mantendo o quórum para continuação da sessão. Nós apreciaremos e votaremos no dia de hoje o projeto que trata de uma operação de crédito de 60 milhões de dólares destinados à área da saúde e de recursos hídricos. Por isso necessitamos da presença dos colegas deputados e deputadas no Plenário para darem o quórum de continuação da sessão. Quero convocar as Bancadas do PDT, do PT, a Bancada do PRP já está aqui presente, aliás, está na sua totalidade na Mesa, parabéns ao PRP pela presença em 100% da Bancada, inclusive compondo a Mesa que dirige os trabalhos. O PRP é um exemplo para as demais Bancadas, já se fazendo presente no Plenário. Portanto eu convoco as bancadas do PDT, do PT, do PCdoB, do PSL, acaba de chegar o vice-líder do PC do B, deputado Javier Alfaya. Srs. Deputados da Bancada do governo, é urgente que se desloquem imediatamente até o Plenário para a recomposição do quórum para a continuidade da presente sessão. No dia de hoje votaremos o projeto que autoriza o governo da Bahia a contrair empréstimo no valor de US$ 60 milhões. Sr. Presidente, solicito a V.Exª, para que possa ajudar-nos, que, em primeiro lugar, mande zerar o painel e registrar os 15 minutos, conforme decisão deste Plenário, de espera para a recomposição do quórum. Solicito também que faça soar as campainhas, convidando todos os colegas deputados e deputadas. Essa é a nossa questão de ordem. 2 Muito obrigado. O Sr. João Carlos Bacelar:- Pela ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Solicito que seja zerado o painel e se marque os 15 minutos. Solicito a presença em Plenário de todos os deputados que se encontram nas várias instalações desta Casa, nos gabinetes, nos restaurantes, nos corredores, no Serviço Médico, medindo a pressão. Todos os deputados compareçam ao Plenário, porque existe um pedido de verificação de quórum, formulado pelo deputado João Carlos Bacelar. Questão de ordem do deputado João Carlos Bacelar. O Sr. João Carlos Bacelar:- Solicitei que a verificação fosse feita nos termos regimentais. E não vejo no Regimento, em parte alguma do Regimento, a previsão dessa medida. Não houve alteração no Regimento, e para que não se obedeça ao que o Regimento diz, tem que haver a unanimidade, tem que haver o acordo das Lideranças. Então, altere-se o Regimento. O Sr. Waldenor Pereira:- Foi votado pelo Plenário à unanimidade. O Sr. João Carlos Bacelar:- O Plenário votou o quê? Alteração do Regimento? Sr. Presidente, para que se altere o Regimento e necessário uma resolução. Não conheço qualquer outro procedimento que o Plenário recomende... O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Deputado João Carlos, V.Exª pode marcar sua presença? O Sr. João Carlos Bacelar:- Não conheço autoridade do Plenário, a não ser pela unanimidade, para que seja... (O deputado Waldenor Pereira entrega ao deputado João Carlos Bacelar a cópia da ata com a aprovação.) O Sr. João Carlos Bacelar:- Mas isso aqui não tem força de alteração de Regimento, não. Isso não tem... O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Foi liberado pelo Plenário, deputado. O Sr. Javier Alfaya:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. João Carlos Bacelar:- Fica provado, mais uma vez, que nada como um dia após o outro. O direito da Minoria é o de espernear, e nós estamos aqui, esperneando, deputado, porque o trator está passando. Se já há uma decisão do Plenário sem obedecer aos trâmites de projeto de resolução, se isso já é maior do que o Regimento, Sr. Presidente, só nos resta esperar que a população diga se é esta a Casa Legislativa que ela quer. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Questão de ordem do deputado Javier Alfaya. O Sr. Javier Alfaya:- Sr. Presidente, já existe número suficiente. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Já há número suficiente para a continuidade da sessão. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Não há expediente a ser anunciado, não há manifestação de oradores no Pequeno Expediente. Grande Expediente. (pausa) Não há manifestação de oradores. 3 Horário das Representações Partidárias. Concedo a palavra ao Líder da Minoria ou representante do PSC para falar ou indicar orador pelo tempo de 10 minutos. O Sr. João Carlos Bacelar:- Sr. Presidente, utilizarei cinco minutos do PSC e o deputado Sérgio Passos utilizará os cinco minutos restantes. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Por cinco minutos o deputado João Carlos. O Sr. JOÃO CARLOS BACELAR:- Sr. Presidente, Sras. Deputadas, há pouco denunciei aqui e anunciei a decisão do Ministério Público Estadual mandando, recomendando ao Sr. Jorge Solla que no prazo de 10 dias rescindisse todos os contratos com pessoas jurídicas porque estavam eivados de erros. Tenho aqui, Sr. Presidente, a relação de 400 desses contratos; contratos esses que chegaram ao cúmulo do Sr. Secretário, através de dispensa de licitação, contratar empresa SM por 80 mil reais para controlar o pagamento desses contratos de pessoa jurídica. Chegou-se às raias do absurdo na Bahia. O governo do Estado terceirizar o controle de ponto e de pagamento de médicos que prestam serviço ao Estado. Mas, o Sr. Jorge Solla pensa que está acima do bem e do mal. Depois de pagar, deputado Heraldo Rocha, mais de um milhão à SM, sem licitação, e depois que o Ministério Público decidiu, o Sr. Jorge Solla, hoje, debochando, minimizando a autoridade do Ministério Público faz uma licitação para contratar, por 60 dias, uma terceirizada para controlar os contratos de pessoa jurídica. O Sr. Jorge Solla passou quase dois anos, mais de um ano, através de dispensa de licitação, contratando uma empresa, a SM, para controlar os processos de pessoas jurídicas. Hoje publica no Diário Oficial convocação para prestação de serviço de gerenciamento e controle de serviços prestados através de credenciamento de pessoa jurídica. V.Exª não entendeu? Depois de pagar mais de um milhão de reais à SM e depois da decisão do Ministério Público, debochando do Ministério Público o Sr. Jorge Solla, hoje, faz licitação para contratação de prestação de serviços de gerenciamento e controle de serviços prestados através de credenciamento de pessoa jurídica por um período de 60 dias. Dr. Jorge Solla passou mais de um ano pagando 80 mil reais por mês à SM e agora, depois de uma decisão do Ministério Público, publica, hoje, esse edital. É a total irresponsabilidade na administração dos serviços da Secretaria de Saúde – um gestor desse nível, deputado Heraldo Rocha, só poderia ter trazido o que trouxe para a Bahia, o verdadeiro caos no serviço de saúde da Bahia. O Sr. Heraldo Rocha:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. JOÃO CARLOS BACELAR:-V.Exª tem o aparte. O Sr. Heraldo Rocha:- Essa denúncia que V.Exª formula é gravíssima. O Estado vai parar por irresponsabilidade do Exmº Sr. Secretário da Saúde do Estado Ele contrata empresas terceirizadas com dispensa de licitação, e o Ministério Público orienta para a anulação disso. Agora, o Sr. Secretário convoca. É gravíssima! Com 4 dispensa de licitação, foram mais de R$170 milhões. Mais de R$170 milhões! Vou passar às mãos de V.Exªs esses dados. Foram duzentas e tantas empresas terceirizadas. O Sr. JOÃO CARLOS BACELAR:- Obrigado, deputado Heraldo Rocha. Para concluir, espero que a Bancada do governo não venha aqui utilizar como argumento que a Copamed foi contratada. Essa Copamed o doutor Jorge Solla contratou também. Está aqui. Aquela Copamed com a qual o doutor Jorge Solla desorganizou o serviço de saúde médico no Estado é a mesma que está hoje lá na Secretaria da Saúde. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Por cinco minutos, o doutor Sérgio Passos. O Sr. SÉRGIO PASSOS:- Sr. Presidente, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, é com satisfação que subo a esta tribuna para me referir ao discurso proferido pela deputada Eliana Boaventura. A deputada disse que esteve neste final de semana lá no piemonte da Chapada Diamantina, mais especificamente em Várzea do Poço e Jacobina, participando de inaugurações de estradas juntamente com o governador Jaques Wagner. Para mim isso é motivo de alegria, é motivo de satisfação, porque vi realizado um sonho que foi a construção dessas duas estradas. Essas estradas resultam de indicação deste parlamentar ao governo do Estado da Bahia, hoje o governador Jaques Wagner, para que aquela população possa transitar e melhorar a sua condição de vida em termos de infraestrutura, deputada Antônia Pedrosa. Várzea do Poço há mais de 20 anos não via o trecho Serrolândia a Várzea do Poço asfaltada. Essa estrada facilita o trânsito de pessoas de Mairi, Quixabeira, Várzea da Roça e a própria Várzea do Poço, encurtando a distância até Jacobina. A estrada que liga Batata ao distrito de Caatinga do Moura é o principal celeiro de agricultura daquele município do Piemonte da nossa capital regional, que é Jacobina. Estava presente em Várzea do Poço o prefeito daquela cidade, o senhor Paulo José, que é um amigo pessoal nosso, que comemorou junto com o governador a inauguração daquela estrada, e lá, no povoado, no distrito do Batata, estava a senhora prefeita Valdice Castro também ao lado do governador. Para mim é uma alegria, porque o deputado gosta de ver as suas indicações serem materializadas, tornarem-se realidade. E muito mais alegria ainda porque são estradas, realmente, necessárias, careciam de melhorias, para que o povo dali pudesse transitar com mais segurança e tranquilidade. Sr. Presidente, também me traz aqui a esta tribuna uma reunião que tive hoje com o pessoal da Astefirba – Associação dos Técnicos em Fiscalização e Regulamentação do Estado da Bahia. O grupo que lá esteve representando a Astefirba era da Adab. A Adab, a Agerba, o Ingá têm técnicos que hoje reivindicam melhoria salarial junto ao governo do Estado. Esse pessoal julga-se preterido no plano que aprovamos aqui há dois anos. Eles reclamam que as gratificações e o piso salarial deles estão muito abaixo da média nacional. A gratificação que eles percebem em 5 comparação ao pessoal de nível superior não chega a 50% do que recebe o pessoal de nível superior. É isso que eles querem, tratamento igual para os iguais. Se eles são funcionários dos mesmos órgãos julgam necessário que tenham os mesmos direitos. O pessoal técnico, principalmente da Agerba, é que faz funcionar essa instituição, essa agência, na Bahia já que são 52 técnicos, apenas 2 na capital, estando o restante no interior a fiscalizar a vacinação de febre aftosa, a anemia equina e a fiscalizar e repreender as ações de abete clandestino. Essa categoria precisa ser prestigiada para que possa se motivar, capacitar-se e fazer com que a Bahia continue no caminho, na direção de ter uma zona livre de febre aftosa sem vacinação e para que possamos ter um quadro funcional cada vez maior, cada vez mais ampliado, porque com os salários que aí estão, deputada Antônia Pedrosa, ninguém quer ser técnico da Agerba, nem do Ingá, tampouco da Adab. Porque através da Adab, infelizmente, com 600 reais não dá para ninguém se manter no interior trabalhando com dignidade. Precisamos rever isso aqui. Estamos a aguardar o projeto do governo do Estado corrigindo essa situação para que possamos motivar e melhorar a saúde dos nossos animais no interior da Bahia. Muito obrigado, Sr. Presidente. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Concedo a palavra ao Líder da Maioria ou ao Representante do PRP para falar ou indicar o orador pelo tempo de 10 minutos. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, por cinco minutos, falará o deputado Álvaro Gomes e, por cinco minutos, o deputado Javier Alfaya. O Sr. PRESIDENTE (Adolfo Menezes):- Com a palavra o camarada Álvaro pelo tempo de cinco minutos. O Sr. ÁLVARO GOMES:- Sr. Presidente ou Srª Presidenta, estamos num momento de transição da presidência da sessão, deputado Adolfo e agora a deputada Antônia Pedrosa, no final de semana, juntamente com outros parlamentares, a equipe de governo e o próprio governador, participamos da inauguração da ampliação do hospital Cajazeiras Eládio Lasserre que teve aumentada a sua capacidade de internamento de 50 para 150 leitos. Imaginem o que significa um hospital em Cajazeiras que tinha capacidade para 50 leitos e agora o governo amplia essa capacidade para 150 leitos, triplica essa capacidade. É o equivalente à construção de mais 2 novos hospitais do mesmo porte. Hoje também foi feita a inauguração da reforma e ampliação da unidade de pronto atendimento de Plataforma. A questão da saúde no nosso Estado, assim como na área da educação, geração de empregos e várias outras áreas, vem dando um salto extraordinário do ponto de vista da melhoria para as condições de vida da nossa população. Citei o exemplo da inauguração de sábado e de hoje em que um hospital que teve a sua capacidade triplicada e a reforma e ampliação do pronto atendimento do bairro de Plataforma, 6 mas é importante aqui ressaltar os avanços desta administração. Vejamos alguns avanços: Hospital Mário Dourado, em Irecê, 119 leitos inaugurados em 2008, Hospital de Juazeiro, 134 leitos, inaugurado em julho, Hospital Santo Antônio de Jesus, previsão para inaugurar no dia 14 de dezembro, Hospital da Criança de Feira de Santana, 280 leitos, Hospital do Subúrbio, 230 leitos, investimento de R$ 42 milhões, e está previsto para ser entregue em julho de 2010. Melhoria do atendimento hospitalar: 130 leitos de UTI habilitados, ampliação de 36% em relação ao período de 1998 a 2006, mais 435 leitos entre novos, reativados, requalificados para atendimento de maior complexidade. A produção ambulatorial e hospitalar da rede SUS na Bahia compreendeu 2 milhões e 100 mil internações de média e alta complexidades. Foram realizados 437 milhões de procedimentos ambulatoriais de alta e média complexidades. Na realidade, os ganhos na saúde, a melhoria na situação de saúde é uma melhoria considerável, não é por acaso que o governador Jaques Wagner vem aumentando a sua popularidade e eu diria com a perspectiva mesmo de vencer no 1º turno. Portanto, é em função das melhorias que o governo vem fazendo, com o objetivo de reduzir a desigualdade social, que aumenta a sua popularidade, naturalmente as pesquisas apontam isso. Portanto, esse problema da saúde é inquestionável, os números não mentem, são critérios que demonstram que o governo tem tratado a saúde com prioridade e melhorando as condições de saúde da nossa população. Concluindo, Srª Presidente, é claro que a saúde ainda precisa melhorar muito mais, mas já houve uma melhora considerável. (Não foi revisto pelo orador.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- O deputado Javier Alfaya falará por cinco minutos. O Sr. JAVIER ALFAYA:- O que me traz à tribuna hoje é o problema grave da meningite em nosso Estado. O secretário Jorge Solla e o governador do nosso Estado têm reafirmado, através da imprensa, que o governo da Bahia continuará tomando as decisões e as medidas necessárias para impedir que se alastre o fenômeno negativo que estamos vivendo da incidência da meningite tipo C em nosso território. Não é exclusividade da Bahia e infelizmente já há em outros Estados. O nosso governo tem feito um trabalho de conversas e consultas para, o mais rapidamente possível, comprar ou ter à disposição para uso na população de 0 a 5 anos a vacina, que é um produto caro, importantíssimo, feito por apenas três empresas multinacionais em escala mundial, portanto não é uma aspirina que se encontra em qualquer fornecedor ou qualquer indústria de porte médio na área farmacêutica. É um produto sofisticado, importantíssimo para a saúde humana e utilizado pelos governos, em todos os quadrantes da Terra, para impedir que essa doença tão 7 terrível ceife vidas num índice superior ao tolerado pelos pesquisadores em epidemiologia de todos os continentes do nosso Planeta Azul. No que diz respeito à Bahia, tenho ficado assustado com as declarações, deputado Leur, do ministro Geddel Vieira Lima acusando o governador – eu vi essa atitude dele hoje, num programa da TV Aratu – e o secretário Jorge Solla de leviandade e irresponsabilidade, porque não se faz uma vacinação em massa. Ora, a vacinação em massa só se justificaria se estivéssemos em um nível de epidemia que a exigisse. Aí, sim, se justificaria uma medida tão radical. Não há na história recente do Brasil, da América do Sul, nem de país algum do mundo ocidental registro de que se tenha vacinado a população inteira contra a meningite. Deputado Pedro Alcântara, V.Exª que é pediatra, o ministro Geddel está questionando os critérios técnicos adotados pela Secretaria da Saúde da Bahia e por outras secretarias estaduais e pelo próprio Ministério da Saúde – que é dirigido por um quadro do PMDB –, critérios esses indicados pela Universidade Federal da Bahia e por todos os institutos que pesquisam fenômenos como a meningite. O ministro Geddel deveria ter, em primeiro lugar, a elegância de respeitar o seu próprio governo, porque se trata de uma orientação do Ministério da Saúde, que é dirigido, repito, por um quadro do PMDB, o ministro Temporão. É ele quem orienta a vacinação até os 5 anos de idade. Então, não é admissível essa história de ir à imprensa fazer demagogia e espalhar a insegurança, o terror, dizendo que deve haver uma vacinação em massa. É claro que ele faz isso para colocar o governo numa situação embaraçosa diante do medo e da desinformação da população. Evidentemente, todos têm de ter cuidado, principalmente, com seus filhos menores, aqueles que estão numa faixa etária mais susceptível à meningite. Embora todos devam se preocupar com essa doença, que é muito ameaçadora. E essa decisão do governo de vacinar a população de até 5 anos de idade não é por medida de economia, não é por não ter capacidade financeira para comprar, usando recursos próprios, as vacinas. Também não é por problema logístico. Essa decisão é por haver essa recomendação universal – utilizada na China, na Argentina, na Espanha, em Portugal, na Bolívia, nos Estados Unidos, no Canadá, etc. – de, em primeiro lugar, a vacinação atingir essa faixa etária de 0 a 5 anos. Deputada Antônia Pedrosa, V.Exª está lendo a revista Veja, ouça o que estou dizendo, por favor. O governo da Bahia não está fazendo nada de mais, não está inventando a roda, está apenas aplicando a diretriz da Organização Mundial da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde e do Ministério da Saúde, Pasta dirigida pelo ministro Temporão, que é do PMDB. Portanto, não cabe essa crítica demagógica do ministro Geddel Vieira Lima, que considero até irresponsável e leviana, ao secretário Jorge Solla e ao governador Jaques Wagner. Como também não cabe a outros oportunistas quererem se aproveitar do sofrimento de famílias baianas que tiveram as vidas das suas crianças ceifadas por causa da meningite. Eles não podem se aproveitar desse fenômeno, dessa tristeza, 8 para desgastar o governo, que tem sido correto, tem adotado medidas dentro das normas sanitárias, orientadas pelas organizações das Nações Unidas e do Ministério da Saúde. Por essa razão, não cabe esse tipo de pronunciamento, de discurso, especialmente, vindo de um ministro de estado, um ministro que deve prestar contas a uma equipe governada, dirigida pelo companheiro Luiz Inácio Lula da Silva. Então, fica aqui o meu protesto na condição de Vice-Líder do governo e de integrante da Comissão de Saúde e Saneamento desta Casa e da qual já fui inclusive presidente. Minha solidariedade à equipe do Dr. Jorge Solla, ao próprio secretário, ao governador Jaques Wagner. Quero, inclusive, reconhecer a postura elegante, correta de deputados médicos da Bancada de Oposição, que nesta Casa tem sido bastante coerente com esse tipo de problema e também solidária com as corretas medidas que a secretaria vem adotando para combater a meningite em nosso território. Muito obrigado, deputada Antônia Pedrosa. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. João Carlos Bacelar:- Questão de ordem, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Antes de conceder a questão de ordem, gostaria de cumprimentar todos os policiais civis que se encontram nas nossas Galerias. Questão de ordem do deputado João Carlos Bacelar. O Sr. João Carlos Bacelar:- Farei mais à frente a questão de ordem. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Então, concedo a palavra ao Líder da Minoria ou ao representante do PTN para falar ou indicar o orador pelo tempo de 10 minutos. O Sr. Heraldo Rocha:- Antes porém, gostaria de pedir a V.Exª uma verificação de quórum, porque vou tratar de um assunto muito importante no horário do PTN. Verificação de quórum para continuidade da sessão. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Seu pedido será atendido, nobre deputado. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Para fazer uma questão de ordem, concedo a palavra ao professor Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Srª Presidente, tendo em vista a iniciativa do deputado Heraldo Rocha, que fez uma questão de ordem solicitando verificação de quórum para a continuidade da sessão, quero convidar todos os colegas parlamentares da nossa Bancada, da Bancada do governo, para imediatamente se deslocarem até o Plenário. Queria, inclusive, destacar que temos a intenção de colocar em processo de votação a matéria o mais rápido possível. Portanto, os colegas permanecendo em Plenário ganharemos tempo na recomposição do quórum, colocaremos imediatamente a matéria para ser apreciada e, por esse motivo, queria solicitar aos colegas, deputados e deputadas da nossa Base para se deslocarem até o Plenário, recompondo o quórum para a continuidade da presente sessão. Peço gentilmente que 9 permaneçam em Plenário para que nós não percamos tempo com as questões de ordem solicitadas pela Oposição e assim poderemos votar mais rapidamente a matéria em pauta, que é a autorização desta Casa ao governador do Estado para a contração de empréstimo no valor de 60 milhões dólares. Portanto, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, colegas da Bancada do governo, por gentileza, V.Exªs que se encontram em seus gabinetes, no cafezinho, na biblioteca, nas demais dependências desta Casa, por gentileza, se desloquem imediatamente até o Plenário, pois há um pedido verificação de quórum para continuidade da sessão. Mais uma vez, chamo a atenção de que a permanência dos colegas em Plenário é de fundamental importância. Cada tempo que o colega permanecer fora do Plenário, maior tempo dispensaremos à apreciação da matéria e à votação do projeto. Portanto, solicito, convoco e convido os colegas parlamentares da Bancada do governo a se fazerem presentes e permanecerem no Plenário, tendo em vista que há um pedido de verificação de quorum para continuação da presente sessão. Em seguida, estaremos pondo em apreciação o projeto, logo é urgente, necessário, imprescindível e indispensável que os colegas permaneçam no Plenário. Cada tempo de ausência é um maior tempo de sessão e de apreciação da matéria. Quero convocar os colegas parlamentares da Bancada do governo para, imediatamente, se dirigirem ao Plenário, pois há um pedido de verificação de quórum para continuação da presente sessão. Srs. Deputados e Srªs Deputadas da Bancada do governo, é urgente a necessidade de V.Exªs se dirigirem, o mais rápido possível, ao Plenário, pois há um pedido de verificação de quorum. Está chegando o fim do ano, e precisamos concluir os trabalhos mais rapidamente. As taquígrafas estão cansadas de tanto trabalho nesse período legislativo. Todos estão clamando uma maior urgência no encerramento dos trabalhos desta Casa Legislativa; por isso, é urgente a necessidade de os Srs. Deputados formalizarem o seu registro e permanecerem no Plenário. A Oposição está em obstrução, vai solicitar, frequentemente, verificação de quórum e ainda vai obstruir o projeto no período de discussão. Quero convidar, gentilmente, os colegas deputados da Bancada do governo: por favor, dirijam-se imediatamente ao Plenário, pois há um pedido de verificação de quorum para continuação da presente sessão. Solicito de V.Exª, Srª Presidente, que marque os 15 minutos, zere o painel e ajude-nos na convocação fazendo soar as campainhas para que os parlamentares se dirijam, o mais rápido possível, ao Plenário. Essa é nossa questão de ordem. Muito obrigado. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- V.Exª será atendido. Por favor, que se zere o painel e marquem-se 15 minutos. (A Srª Presidenta faz soar as campainhas.) O Sr. Javier Alfaya:- Questão de ordem, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa ):- Questão de ordem, deputado Javier 10 Alfaya. O Sr. Javier Alfaya:- Srª Presidente, enquanto passa o tempo de 15 minutos para a chegada dos nossos colegas, quero aproveitar esta questão de ordem para continuar meu raciocínio no que concerne à situação da Saúde no nosso Estado, especificamente no que tange à meningite. Tenho acompanhado esse assunto de perto, conversado com o secretário Jorge Solla regularmente, como fiz ontem, feriado em Salvador, e na segunda-feira, tenho acompanhado a apreensão, a dedicação, a pressa, a intensidade de trabalho da equipe dele para resolver o problema da capacitação, em curtíssimo prazo, do governo para que possamos fazer a vacinação de baianinhos e baianinhas na faixa etária de 0 a 5 anos. Não procede do ponto de vista científico, técnico das orientações das políticas públicas e de sanitarismo da Organização Mundial de Saúde – que, está lembrando o deputado Heraldo Rocha, que é médico, orienta os países, seja o Canadá, os Estados Unidos, o México, o Brasil, a Argentina, o Peru, Portugal, a França, seja qualquer país da África, do Oriente Médio, do Japão. Os governos têm que vacinar a população na faixa etária de 0 a 5 anos. Só se vacina em massa quando há um episódio completamente fora de controle, uma epidemia que se alastre por toda população. Não tem cabimento o que autoridades do porte e da importância do Ministro Geddel Vieira Lima, no caso ele que tem dito, e outros têm repetido esse discurso de que a população tinha que ser vacinada em massa. Isso não é correto, é amedrontar, é espalhar o terror, é espalhar a desinformação. Inclusive alguns programas, um programa, especificamente, da TV Aratu me chocou ontem, fazendo um verdadeiro apelo à população para que se insurgisse na Justiça contra o Governo, que a população fosse vacinar seus filhos ou fosse se vacinar em clínicas privadas, em clínicas particulares, e entrassem na Justiça para cobrar do Governo a compensação financeira. Darei uma parada no meu pronunciamento para fazer um apelo, como ViceLíder do Governo, aos meus colegas deputados e às companheiras deputadas, para que venham imediatamente para o Plenário no sentido de atender ao pedido de verificação de quórum feito pelo deputado Heraldo Rocha e pelo nosso Líder Waldenor, para que nós possamos continuar a Sessão e votar as três matérias que estão na Ordem do Dia, especialmente a solicitação de empréstimo de 60 milhões de dólares para utilização em infraestrutura e saúde. Faço um apelo aos companheiros e companheiras da Bancada do governo para que venham ao Plenário, os que se encontram nos seus gabinetes ou outras dependências da Assembleia, e venham para o Plenário para que possamos ter um número mínimo e garantir o funcionamento da Sessão. Temos apenas 12 presentes; precisamos de 21 ou vinte e uma entre deputados e deputadas. Volto ao meu pronunciamento sobre a saúde, deputada Antônia Pedrosa. V.Exª mesmo, que é de lá do Oeste, de Barreiras, acompanha, porque se preocupa com a situação do seu pedaço de Bahia, embora a senhora, como eu e outros sejamos deputados, e não deputados distritais nem vereadores regionais, somos deputados de 11 toda a Bahia, temos que nos preocupar com Mucuri, com Barreiras, com Paulo Afonso, com Salvador, com Valença. Aqui ninguém é vereador de pedaço de Bahia pouca coisa parecida. Nós temos que nos preocupar com o que ocorre em nosso território, com o que ocorre no Brasil, e ter como referência o que ocorre no resto do mundo. Então, não há nenhuma orientação das Nações Unidas, da Organização Mundial de Saúde, fora do padrão de vacinar a população de zero a cinco anos. Qualquer apelo no sentido da vacinação em massa coloca em pé de guerra a população desinformada contra o governo. É inadmissível que um Ministro de Estado, independente do Partido ao qual pertença, tenha esse tipo de comportamento, especialmente sendo um Ministro baiano, como é o caso de Geddel Vieira Lima, e sendo Ministro do Partido do Ministro da Saúde. Ele poderia, pelo menos, ligar para Temporão, antes, e perguntar: “Colega de Partido, Temporão, Ministro de Estado da Saúde, como devemos nos comportar na Bahia para combater o surto de meningite?” Poderia ter essa postura de humildade e de seriedade de quem é Ministro, e não ficar convocando a população para se insurgir contra o Governo e insuflando programas demagógicos de uma falsa imprensa que funciona a partir da desinformação e da realimentação da ignorância, que é o que acontece com alguns programas chamados populares, que nós temos na TV e no rádio, e infelizmente chamados também de jornalismo, acho que é um falso jornalismo, mas, enfim, estão aí na nossa cultura, por enquanto, e que tem feito uma convocação para que a população vá às clínicas do Itaigara para se vacinar e leve o recibo para o Governo. Ora, o Governo já está tomando as medidas necessárias, terá o apoio financeiro… A Sr. PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Pronto, deputado? O Sr. Javier Alfaya:- Deputada, para concluir. (…) terá o apoio do Governo Federal para que nós possamos vacinar as 600 mil crianças baianas que tenham até cinco anos de idade. Qualquer coisa fora desse padrão é uma medida extraordinária, uma medida completamente fora das diretrizes sérias da política pública de saúde. Lutamos e esperamos que a meningite não se espalhe para outras faixas da população e não seja um fenômeno mais grave do que já está sendo. O Governo precisa de apoio e de solidariedade nesse momento para enfrentar uma luta que é de todos nós. Quero parabenizar, inclusive, o deputado Heraldo, que tem tido, como Líder da Oposição e como médico, uma postura séria, de reconhecimento do esforço do Governo do Estado no combate à meningite. Muito obrigado, deputada. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Eu que agradeço. Com a questão de ordem o deputado Heraldo Rocha. O Sr. Heraldo Rocha:- Srª Presidente, mais um fim de semana violento em Salvador e região metropolitana; mais de 60 horas de terror resultam em 24 mortes. 12 Policiais Militares obrigados a sair de casa por medo. Estas foram algumas manchetes nos jornais e blogs nas últimas horas. Foram contabilizados 24 assassinatos, das 7 horas da manhã de sábado até as 21 horas de segunda-feira. Mais um policial foi morto. Já são 20 este ano. Segundo notícias em blogs e jornais, hoje, cerca de 280 policiais baianos tiveram de abandonar suas casas só este ano. Esses são dados da Associação dos Praças da Polícia Militar. Srª Presidente, o Hospital Geral da Polícia Militar está com funcionamento indefinido. Essa é uma matéria publicada no Jornal da Metrópole de sexta-feira. Funcionamento indefinido do Hospital Militar! Tive a oportunidade de estagiar como estudante de Medicina nesse hospital, que presta grandes serviços à briosa e gloriosa Polícia Militar. Srª Presidente, quero registrar também uma nota do 9º dia de acampamento na Assembleia e uma possível greve de fome dos policiais, escrivães e investigadores concursados, enviada através da sua assessoria de comunicação. (Lê) “A Associação Nomeação JÁ 2009, vem através desta informar para toda sociedade baiana que o acampamento dos formados e não nomeados da polícia civil na. Assembléia Legislativa da Bahia desde o dia lº de dezembro se deu decorrente de: Após inúmeras visitas e oficios remetidos a Governadoria e pastas responsáveis pelas nomeações.” Srª Presidente, já temos o quórum suficiente para a continuidade da sessão, e gostaria de incluir nos Anais da Casa este documento que nos foi enviado pelo grupo de policiais civis e escrivães que estão aqui na Assembleia numa vigília desde o dia 1º. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Seu pedido será atendido, deputado Heraldo Rocha. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Concedo a palavra ao Líder da Minoria ou ao representante do PTN para falar ou indicar o orador por 10 minutos. O Sr. HERALDO ROCHA:- Falarei por todo o tempo, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Por todo o tempo falará o deputado Dr. Heraldo Rocha. O Sr. HERALDO ROCHA:- Srª Presidente, Srªs Deputados, Srs. Deputados, representantes da imprensa, companheiros que estão em vigília desde o dia 1º na Assembleia Legislativa, escrivães e policiais civis, na quinta-feira a Bancada da Oposição, através da sua assessoria jurídica e do seu chefe de departamento, Dr. Sandro Moreno, recebeu uma notícia muito importante para a Bahia: o mandado de segurança que conseguimos no Tribunal de Justiça determinando que os professores e coordenadores pedagógicos concursados fossem nomeados pelo governo do Estado. O que nos surpreendeu foi que a APLB, em seu site, coloca como sendo uma vitória dela. Mas está omissa desde que o governador Wagner assumiu, talvez porque tenha sido cooptada por esse governo, deputado Professor Valdeci, V.Exª que é da área. Preciso chamar a atenção porque essa entidade, o senhor sabe, não é ligada ao PT, e sim ao PCdoB. O Rui Oliveira, que era um frequentador assíduo desta Casa, não saía daqui nestes 20 anos em que nela estamos, sumiu da Assembleia. 13 Conseguimos, graças a uma ação muito importante do nosso departamento jurídico, abrir uma janela para os Srs. Concursados. Há, hoje, uma janela que foi uma decisão com jurisprudência, e V.Sªs deveriam também entrar com um mandado de segurança coletivo. Não tenham medo, V.Sªs são concursados. Muitos podem ficar com receio e dizer: “Eu vou entrar na Justiça, e depois posso ser perseguido pelo governo.” Não existe isso! Vocês têm aqui a Bancada da Oposição, e não vamos permitir que sejam perseguidos. O conselho que dou a V.Sªs é o de solicitarem um mandado, pois tenho certeza que o tribunal, por jurisprudência, vai dar-lhes ganho de causa. O jornal A Tarde faz uma matéria muito boa, na sexta-feira: “Justiça manda estado contratar aprovados no concurso de 2006.” No sábado: “SEC deve entrar com recurso contra decisão da justiça.” O secretário da Educação do Estado disse que não vai contratar os professores e coordenadores pedagógicos. Ora! Ele não vai cumprir a decisão da Justiça! Ele pode recorrer ao Supremo, agora dizer que não vai contratar! Ele não pode fazer isso. Mas como desse governo se espera tudo. É um governo que faz dispensa de licitação até na Procuradoria Geral do Estado (PGE) para contratar um escritório de São Paulo para defender causas desse órgão. Então, tudo pode-se esperar. “SEC deve entrar com recurso contra decisão da justiça.” Estou doido que entre. Será um tiro no pé. Outra matéria do jornal A Tarde: “Aprovados em concurso reclamam do baixo número de convocados.” O Diário Oficial do Estado: “SEC contrata pelo REDA para garantir direito à educação.” Ora! Há os professores concursados, como no caso de vocês, da Polícia Civil. E na Polícia Civil, hoje temos um serviço de inteligência com contratados pelo REDA. A que ponto chegou o Estado da Bahia! No serviço de inteligência... Deve ser por isso que todos estamos grampeados. Todos nós, tanto os deputados do governo como os deputados da Oposição, está tudo grampeado. Mas agora está pior, virou “grampolândia”. Deve ser porque... Ora, recentemente tivemos grampos por aí, está tudo grampeado. Cuidado com o telefone, deputado Álvaro Gomes. Muito cuidado, deputado Valdeci. O Sr. Javier Alfaya:- Aprendemos com vocês. O Sr. HERALDO ROCHA:- Pois é, aprenderam. Só que aprenderam rápido demais. Estão fazendo demais. V.Exªs aprenderam rápido demais. Voltando aos assunto dos professores. Hoje, pela manhã, fizemos uma reunião com nosso departamento jurídico e os professores. Eu perguntei a eles, mais uma vez, deputado Álvaro Gomes,... Eu não sei se a APLB é de V.Exª, do deputado Javier Alfaya, ao qual eu vou dar um aparte, ou do deputado Edson Pimenta. Sei que o deputado Edson Pimenta é da Fetag. Acho que o deputado Álvaro Gomes não apita nada na APLB. Acho que ela é do deputado Javier Alfaya. Eu perguntei a esses professores, meu caro Jurandy Oliveira, se a APLB estava dando-lhes suporte? Um dos professores me disse: “Dr. Heraldo, acesse o site da 14 APLB”. Eu acessei. Eles colocaram o retrato de uma assembleia geral e o seguinte texto: “Reportagem do jornal A Tarde desta sexta-feira, 4 de dezembro de 2009, demonstra que luta da APLB-Sindicato não é em vão. Com ação na Justiça,...” – quem entrou com a ação fomos nós, da Bancada da Oposição, e colocam que foram eles – “...cobranças nas reuniões com os representantes do governo e mobilização nas assembleias, a entidade demonstra que a categoria pode conquistar seus reivindicações. Como pode ser lido nas reportagens, a Justiça determinou que o Estado contrate os professores e coordenadores aprovados em 2006.” Na segunda parte da reportagem, temos a posição do governo, na pessoa do secretário da Educação, que afirma que não contratará todos. A APLB deveria imediatamente ter entrado e apoiado os professores concursados, pois estes estão sendo substituídos por REDA. O Sr. Javier Alfaya:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. HERALDO ROCHA:- Darei o aparte a V.Exª. Agora, me permita terminar a minha linha de raciocínio. Vejam a que ponto chegaram os sindicatos da nossa cidade. São todos cooptados. O meu mesmo, o Sindicato dos Médicos, é controlado pelo PCdoB. É, sim, deputado Bira. V.Exª sabe . Não faça isso. Eu tenho um conceito de V.Exª tão grande. O Sindicato dos Médicos sempre foi controlado pelo PCdoB. V.Exª lá não apita nada. Hoje, o segundo cargo mais elevado da Secretaria da Saúde é de um colega nosso, Alfredo Boa Sorte, tivemos aqui um colega deputado, irmão dele, e ele nunca conseguiu se eleger. Ele já teve até vontade, e agora, com a saúde do jeito que está, é que ele não vai se eleger mesmo. Então, na verdade, os sindicatos foram todos cooptados pelo governo. Quem não se lembra? Nós já passamos aqui nesta Casa 36 horas e ainda saímos daqui com as galerias cantando “Marcha soldado, cabeça de papel, se não marchar direito, vai preso no quartel.” Naquela época. Hoje não se vê mais. Os presidentes de sindicatos estão todos com DAS-4, DAS-5 DAS-2C, e acabaram as representações. As representações sindicais estão cooptadas pelo governo . O exemplo mais prático é este aqui, deputado João Carlos Bacelar. A APLB disse que foi ela que ganhou na Justiça. Quem ganhou na Justiça foi o povo da Bahia, quem ganhou na Justiça foram os professores concursados e os coordenadores pedagógicos. Quem ganhou na Justiça foi a educação, porque na hora em que você contrata o professor concursado ele tem qualidade para lecionar. Como é que pode as escolas não terem coordenador pedagógico. Cite uma escola que tem coordenador pedagógico. Como é que se quer qualidade de ensino? No seu discurso de despedida, não sei quem o indicou, o Dr. Adeum Hilário Sauer diz da necessidade da contratação – e eu vou tratar desse assunto ainda hoje – dos professores e coordenadores pedagógicos concursados. Que tristeza, deputado! De um lado, a gente fica feliz porque a Justiça deu ganho de causa aos professores concursados e aos coordenadores pedagógicos, e do outro, o governo diz que não os vai contratar. Estamos atentos, porque se o governo não contratar, nós vamos recorrer ao Supremo. (Não foi revisto pelo orador.) 15 A Srª PRESIDENTA ( Antônia Pedrosa):- Horário das Lideranças Partidárias. Pela ordem, o deputado João Carlos Bacelar. O Sr. João Carlos Bacelar:-Srª Presidente, eu tenho ouvido aqui diversos apelos do Líder do governo para a presença dos deputados a fim de que possamos votar hoje matérias de interesse do Estado e da administração. Reiterei aqui uma denúncia e anunciei que o Ministério Público Estadual através de inquérito civil, está recomendando ao Sr. Secretário de Saúde que suspenda todos os contratos com pessoas jurídicas dentro do prazo de dez dias. Esta é uma comunicação de um fato grave, e até agora não tivemos nenhuma posição da Bancada do governo em relação a isso. Por isso, solicito a V.Exª que mande proceder a uma verificação de quórum. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Pela ordem, deputado Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Srª Presidente, quero mais uma vez convidar o colega João Carlos Bacelar a uma reflexão, pois ele recentemente participou do acordo que definiu que só seria requerida uma questão de ordem, relacionada à continuidade da sessão, a cada 30 minutos. V.Exª ou alguém da Bancada da Oposição – se não me engano, foi o deputado Heraldo Rocha – solicitou uma verificação de quórum há poucos instantes. Os 30 minutos após a questão de ordem anterior ainda não estão completos. Foi feito um acordo com as Lideranças desta Casa definindo que as questões de ordem para a verificação de quórum só se dariam 30 minutos após o encerramento da anterior. Gostaria que o secretário da Mesa nos informasse o último horário. (O secretário da Mesa informa que a última verificação de quórum foi às 16h28min.) O Sr. Waldenor Pereira:- Portanto não há ainda 30 minutos. Por isso, Sr. Presidente, solicito que V.Exª dê continuidade à sessão. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado João Carlos Bacelar, foi feito um acordo com o seu Líder. Ele fala pelos liderados. Essa proposta foi até do deputado Gaban, e todos os Líderes concordaram. Gostaria de fazer um apelo a V.Exª. O Sr. João Carlos Bacelar:- Sr. Presidente, retirei a questão de ordem no momento em que o deputado avisou. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Agradeço, deputado João Carlos Bacelar, por sua compreensão. Sendo assim, podemos retomar os trabalhos. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Horário das Lideranças Partidárias. Com a palavra o Líder do PCdoB/PTdoB/PSL/PSB para falar ou indicar o orador pelo tempo de oito minutos. O Sr. Waldenor Pereira:- Por todo o tempo, falará o deputado Zé Neto. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra o deputado Zé Neto por oito minutos. 16 O Sr. ZÉ NETO:- Sr. Presidente, inicialmente, até porque me sinto muito à vontade para falar sobre esse assunto, quero saudar os agentes e escrivães que fizeram o curso para a Polícia Civil e estão aguardando a nomeação. E mando um abraço especial ao pessoal de Feira. Vi agora há pouco o deputado Heraldo falar, falar, falar. Pois bem, ele fala isso agora, mas deixou essa turma esperar durante 10 anos... Ora, 12 porque perdemos 2 anos para resolver o nó que eles deram. Destaquemos que, diante desse nó deixado por eles, somente 110 fariam o curso. Para os outros mil fazerem, tivemos de ir à Justiça alinhar os projetos e os processos. Sei exatamente o trabalho que deu porque estava dentro da secretaria, e foi proposta nossa, inclusive. O Bira Corôa acompanhou tudo isso. O deputado Waldenor sempre esteve colado, sem contar os demais deputados – do governo! – que estiveram durante todo o tempo ajudando nesse processo. Pois bem, os concursados fizeram esse curso, entretanto a receita estadual, infelizmente, caiu, perdemos 700 milhões. E isso atingiu todo mundo, não somente vocês. Mas sabemos o que é democracia, respeitamos vocês demais. Quem está falando é um deputado do governo, não é da Oposição. Coerência é manter o discurso. E a situação exige que aguardemos o aquecimento da arrecadação. Este mês já deu uma aquecida, evidentemente vamos aguardar que tenhamos condições financeiras para atender não apenas vocês. Outra coisa que aprendi na vida. Façam sempre a manifestação que têm de fazer, mas preservem os verdadeiros aliados. Aliado não é conversa, pois conversa fiada todo mundo tem na hora que quer. É botar o balãozinho e ver para onde vai o vento. Estou aqui na frente de quem tenho que respeitar e sei da responsabilidade que tenho quando estou falando pelo governo. Então é botar o pé no chão, não tem um deputado de governo aqui contra vocês. Não tem mesmo, conversa fiada não é a minha praia. Agora, evidentemente, que essas pressões que a gente faz esbarram nas questões técnicas que quero, como os ventos que estão soprando, que tenhamos condição de gradativamente ir chamando mais e mais vocês que estão, de forma muito legítima, reivindicando. Sr. Presidente, ouvi há pouco o deputado João Bacelar falar sobre indenizatórias, sobre contratação de pessoa jurídica. Mais uma vez a Oposição demonstra, deputado Javier, um total esquecimento do quadro que hoje estamos vivendo e do quadro que vivíamos no governo anterior. O que o Ministério Público aponta para que haja uma contratação regularizada disso sabemos. Aliás, sabemos também que no governo passado uma decisão judicial foi descumprida por quatro anos, porque as cooperativas contratavam ilegalmente, sem prestação de contas, sem nenhuma dispensa de licitação, e eram totalmente desobedecidas as decisões judiciais aqui no Estado. Hoje, é bom lembrar, e todas as vezes que ouço a Oposição falar, a Oposição fala: porque foi feita a dispensa de licitação. Isso, por si, já é uma demonstração clara de que estamos contratando dentro da legalidade. 17 Ora, se existe, qual é a melhor legalidade? Claro, a melhor legalidade é a do concurso público com carreira. E nós tivemos a coragem de pegar o que tínhamos aqui no Estado, salários aviltados de médicos, salários baixos em toda a Saúde, nenhuma perspectiva profissional, e trouxemos aqui para a Assembleia uma discussão que gerou um Plano de Carreira que agora estamos podendo olhar à frente no que diz respeito à contratação de pessoal e ao quadro administrativo geral da Saúde do nosso Estado, eu digo o quadro geral. E não só isso. O deputado Heraldo, que é médico, sabe que não vamos conseguir contatar facilmente cirurgião-pediatra. Nós só temos 26 cirurgiões pediátricos na Bahia. E eles não fazem concurso, e aí não contrata, vamos lá, neurocirurgiões: temos 32 neurocirurgiões na Bahia para atender 14 milhões de habitantes. Como é que contrata? E como é que contratavam? Cobrem-me, cobrem ao governo transparência. E isso temos tido e temos tratado com tranquilidade essas questões. Ouço aqui toda hora: ah, porque a execução orçamentária não foi feita, está abaixo. Olhe o número: Saúde, Paulo Souto, até outubro de 2005, 74,57% de execução orçamentária em outubro de 2005, terceiro ano do último governo de Paulo Souto. Como estamos hoje? Outubro de 2009 com Jaques Wagner, 80,16% de execução orçamentária na Saúde. Repito mais uma vez: 80,16%. E outra, é bom lembrar que são 400 postos de Saúde da Família contratados; 196 já entregues. Encontramos a Bahia com sete municípios apenas com mais de cinco modalidades atendimento médico público. E hoje já temos, aproximadamente, mais do que cinco ou seis vezes esse número absurdo que encontramos. Não só isso. Encontramos 25 anos sem um hospital; um hospital não foi inaugurado nesta Bahia em 25 anos! Estamos entregando o Hospital de Juazeiro, com alta especialidade, ampliamos o de Barreiras e colocamos neurocirurgias, ampliamos o de Conquista e também colocamos neurocirurgias, ampliamos o de Feira de Santana em 60 leitos fixos e 90 leitos domiciliares, num total de 150 leitos. Fizemos um investimento de dois milhões lá em Feira de Santana para termos hoje como temos o melhor centro cirúrgico do Estado. Temos também o Hospital do Subúrbio, o Hospital de Santo Antônio de Jesus, que depois de 25 anos de estreia, de lengalenga, vamos entregar à população. E outros tantos e tantos eventos da saúde que aqui, infelizmente, o tempo não vai dar para enumerar. (O Sr. Javier Alfaya fala fora do microfone.) O Sr. ZÉ NETO:- O de Ipiaú, reaberto, como disse aqui o deputado Javier, nos lembrando, depois de 16 anos parado! Poderíamos aqui passar a tarde toda fazendo comparativos. Mas é bom recordar, e recordar é preciso. Navegar também é preciso! Recordar é preciso. Navegar também é preciso! Que não percamos de vista estas palavras importantes: dispensa de licitações dentro da legalidade não é crime. Agora, contratações como eram feitas no governo passado, é bom que a memória volte à tona para que alguns façam uma auto-reflexão sobre o que dizem. (Não foi revisto pelo orador.) 18 O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra o Líder do PDT ou do governo para falar ou indicar orador pelo tempo de oito minutos. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, falarei por todo o tempo. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra o nobre Líder do governo, deputado Waldenor Pereira, pelo tempo de até oito minutos. O Sr. WALDENOR PEREIRA:- Sr. Presidente, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, senhores concursados da Polícia Civil e demais presentes nas Galerias Deputado Paulo Jackson, trago para conhecimento desta Casa Legislativa um estudo realizado pela assessoria da Liderança do governo, que apresenta dados comparativos a respeito da execução orçamentária do nosso governo, de janeiro a outubro de 2009, comparando com a execução orçamentária do governo anterior, do governo Paulo Souto, no mesmo período, no terceiro ano de governo, também de janeiro a outubro. Quero, de imediato, chamar a atenção a respeito de um fato relevante. Em 2005, no terceiro ano do governo Paulo Souto, o Brasil experimentava um momento de crescimento, de expansão da sua economia, não convivia com nenhuma crise. Ao contrário, vivíamos um momento de expansão das suas atividades econômicas. No ano de 2009, como todos acompanharam, experimentamos, atravessamos uma crise financeira internacional surgida no núcleo central do capitalismo, mas que repercutiu fortemente sobre todas as nações, especialmente sobre o Brasil. E das unidades da Federação Brasileira, a Bahia foi o Estado que mais sentiu a crise, foi o Estado mais prejudicado, porque a economia baiana tem a sua base principal formada pelos produtos petroquímicos, pelos serviços de comunicação e de energia. E por isso, deputado Javier, que me ouve com atenção, o governo Jaques Wagner e o Estado da Bahia, em 2009, sofreram, experimentaram a sua maior crise, uma frustração de arrecadação que redundou numa redução de mais de 700 milhões de reais. Mas, ainda assim, convivendo com essa dura crise, queria apresentar para V.Exªs esses dados comparativos, inclusive, quero de forma respeitosa apresentar os dados para convidar a Oposição ao debate a respeito da execução orçamentária, tanto do ponto de vista do custeio e da manutenção, quanto do ponto de vista do investimento, pois os deputados da Oposição, frequentemente, têm subido a esta tribuna para criticar o governo Jaques Wagner, dizendo que está realizando poucos investimentos, aplicando um percentual insignificante, poderia até dizer, de investimentos se comparados com o total do Orçamento. Srs. Deputados e Srªs Deputadas, graças a um estudo da assessoria da Liderança, quero mostrar a V.Exªs que o discurso da Oposição, mais uma vez, respeitosamente digo, não se sustenta, não acolhe, não tem guarida quando os dados científicos do Orçamento do Estado, executados, acabam desconstruindo-o, embora tenha sido tantas vezes exaltado dessa tribuna. Se não, vejamos: Investimentos realizados de janeiro a outubro de 2005, terceiro ano do governo Paulo Souto. De um orçamento total de R$15.265.000.000,00, o governo Paulo Souto, deputado Heraldo Rocha, aplicou 32,14% em investimentos; o nosso governo, de um Orçamento total de R$23 bilhões, 19 executou 32,28%, percentual compatível entre um governo e outro. A grande diferença é que, em 2009, estivemos subordinados, de janeiro a outubro, a uma das crises financeiras mais contundentes da história recente da economia internacional. Essa é a grande diferença! Compatibilidade no percentual de investimentos: tanto o governo Paulo Souto quanto o nosso governo, 32%. O nosso governo realizou mais do que o governo Paulo Souto, mas com uma diferença fundamental: em 2005, o Brasil não estava em crise; em 2009, enfrentou a maior crise financeira do capitalismo internacional depois de 1929, foi a maior crise do século XXI e a segunda dos dois últimos séculos vividas pela economia internacional. Mas vejamos a realização de custeio e manutenção: de janeiro a outubro de 2005, em Segurança Pública, o governo Paulo Souto realizou 67,75%; o nosso governo, de janeiro a outubro, deputado Javier, realizou 72,7%, percentual 5% maior do que o do governo apoiado pelos colegas da Oposição. Na função Saúde, o governo Paulo Souto realizou 74,57%, e o nosso governo, 80,16%, aproximadamente 6% a mais do que o governo Paulo Souto, com uma diferença, repito, que em 2005 não havia crise, e em 2009 estamos ainda a experimentar, a nos submeter a uma das crises mais profundas, mais contundentes experimentadas pelo capitalismo internacional. Portanto, contra fatos não há argumentos. Os fatos aqui estão, até já os disponibilizei para a imprensa mostrando que os dados apresentados pela Oposição, nesta tribuna, relativos à execução orçamentária não se sustentam, não recebem acolhida do ponto de vista científico, técnico, contábil ou administrativo. Já estou realizando estudos para apresentar nas próximas sessões, detalhando esses 32% de investimentos para mostrar também aos colegas parlamentares desta Casa Legislativa que, apesar da crise financeira, o governo Jaques Wagner está realizando, proporcionalmente, muito mais do que realizou o governo Paulo Souto, apoiado e defendido pelos colegas da Bancada de Oposição desta Casa. São essas as nossas considerações, Sr. Presidente, comprometendo-nos a detalhar mais informações a esse respeito, nas próximas sessões. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Srs. Deputados, por um acordo de lideranças, entre os deputados Waldenor Pereira, Heraldo Rocha e Pedro Alcântara, e eu gostaria de consultar o deputado Líder do PMDB, vamos incluir na sessão extraordinária o projeto do Judiciário nº17.630 como também o projeto das taquígrafas, um projeto de resolução 2.022. Concordam o deputado Pedro, o deputado Heraldo, o deputado Waldenor e o deputado Joélcio, Líder do PMDB, também. Então, por acordo, vou incluir esses dois projetos na sessão extraordinária. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra O Líder do PR, para falar ou indicar o orador pelo tempo de oito minutos. O Sr. Pedro Alcântara:- Eu falarei, Sr. Presidente. 20 O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra o deputado Pedro Alcântara por oito minutos. O Sr. PEDRO ALCÂNTARA:- Srª Presidente Antônia Pedrosa, representante do Oeste baiano, esposa de meu amigo, antes de ser da Mesa já prestava relevantes serviços a esta Casa e agora , mais do que nunca, é presente constante à frente dos trabalhos nesta Casa; Srs. Deputados, Sras. Deputadas, imprensa, aqueles que nos honram com suas presenças, um acordo está a se concluir nesta Casa para votarmos um projeto de origem do Judiciário. Ele traz uma emenda proposta por nós, acatada pelo relator, deputado Álvaro Gomes, que vem corrigir um erro de um projeto anterior que tramitou nesta Casa, a reforma do Judiciário. Na época eu não me encontrava aqui, estava na suplência e assumir a titularidade do mandato a partir de janeiro, embora tenha assumido como suplente, por duas vezes, no ano passado. Mas quando o projeto da reforma do Judiciário tramitou nesta Casa, aconteceu, Srª Presidente, Srs. Deputados, talvez não sei o motivo maior, não faço nenhuma crítica aqui, faltou um pouco de zelo com relação com Juazeiro nesse projeto, meu caro deputado Javier Alfaya. V.Exª também representa aquele município nesta Casa e tenho a certeza de que continuará representando. Juazeiro se honra muito dos votos que lhe deu e ainda lhe dará nas próximas eleições. Mas quando foi para designar o número de varas e juízes para cada cidade, Juazeiro ficou muito aquém de cidades de menor porte que ela, como Jequié, Itabuna, Ilhéus, e outras. Não foi guardada a proporcionalidade mesmo sendo uma cidade com uma população maior, como é também Vitória da Conquista e Feira de Santana. Então ficamos aquém do necessário mesmo se nos colocarmos num patamar de igualdade com os outros municípios, e sabemos que há cidades grandes com uma deficiência no número de varas. Nós que temos o domicílio, residencial e eleitoral, em cidade grande vivemos esse dia a dia da cobrança da população e também do Judiciário no empenho de colocar o número de varas e de juízes à altura das demandas de nossa cidade. Independentemente desse número que ficou aquém, eu sempre tenho dito nesta Casa que as políticas públicas voltadas para Juazeiro, deputado Javier, e faço referência a V.Exª que sente esse problema, não pode ser apenas para Juazeiro, porque nós temos outra cidade coirmã, embora seja de outro Estado, mas é apenas uma ponte que as separa e que hoje é praticamente uma cidade só. Juazeiro e Petrolina somam em torno de 500 mil habitantes. As coisas boas e ruins de uma cidade e de outra pertencem a uma e a outra. Então temos que ter políticas públicas para Juazeiro, atender a essa população, deputada Fátima Nunes, agora que Juazeiro está também na rota de V.Exª, a minha querida Juazeiro. E quero agradecer em nome da população feminina de Juazeiro e da própria cidade a presença de V.Exª na Comissão Especial dos Direitos da Mulher. Inclusive fizemos uma audiência pública, o município ficou entusiasmado com a fala da senhora, as propostas, as ideias. Até a achei com uma desenvoltura maior do que a tida neste próprio Plenário quando se dirigiu às mulheres. Então pelo povo de Juazeiro, da região e especialmente pelas mulheres juazeirenses, quero agradecer a contribuição que V.Exª deu naquela audiência pública. E o faço de todo o coração. 21 Quero dizer ainda, deputada Fátima Nunes, que Juazeiro e região estão hoje na rota de V.Exª, e as políticas públicas para lá têm de ser diferenciadas em função duma população de 500 mil habitantes, deputado João Carlos Bacelar. São duas cidades, 500 mil habitantes, e 1 milhão e meio flutuantes. Com o polo da agricultura irrigada, temos de ter uma segurança diferenciada, uma saúde diferenciada, uma educação diferenciada. E a questão do Judiciário, agora, vem preencher um erro que esta Casa e aquele próprio Poder cometeram ao colocar juízes em Juazeiro aquém da sua necessidade. Mas agora esse projeto que deveremos votar hoje por acordo repõe para o município o número de varas de juizados, que ficará em torno de 20. Ficamos com 15 na reforma do Judiciário, um número inferior a Jequié, Itabuna, Ilhéus e Feira de Santana, cidades maiores que também compõem o nosso Estado. Portanto, quero agradecer ao relator do projeto, deputado Álvaro Gomes, porque não cabiam mais emendas que não fossem dele, por acolher a nossa proposta corrigindo esse erro. E com certeza sairá fortalecido o Judiciário baiano, que atenderá a necessidade da população. Neste momento, quero dizer que Juazeiro no projeto do Ministério Público que vem a esta Casa, igualmente através de emendas nossas, foi também contemplada. Temos de ter cuidado para que erros como aquele não ocorram. Por isso, é importante acompanharmos a tramitação de qualquer projeto, seja oriundo do Executivo, do Judiciário, da própria sociedade, desta própria Assembleia. Temos o cuidado de acompanhar esses projetos para que não haja um prejuízo talvez irreparável, como aconteceu no projeto da reforma do Judiciário em relação a Juazeiro. Queremos ainda, já que estamos falando sobre esta questão do Judiciário neste projeto que votaremos hoje, deputado Javier, ver o que faremos lá em Juazeiro quanto à privatização de cartórios. Já está definido, nos entendimentos aqui com o presidente da Casa e os presidentes das Comissões, que eu virei a ser o relator do projeto que trata desse tema. Então, quando se consagrar isso oficialmente, espero que não se demore, pelo fato de o assunto ser polêmico ele precisa ser construído com as mãos de todos nós daqui deste Legislativo, deputado Clóvis Ferraz. Precisamos reunir uma comissão, pois não quero a paternidade nem a responsabilidade de relatar um projeto desta importância que venha com a cara dum lado ou do outro. Ou dum deputado relator ou dum presidente de comissão. Na verdade, precisamos construir um projeto que venha a atender as necessidades da Bahia nesta questão da privatização dos cartórios. Portanto, vamos precisar sentar. Entendo que no primeiro momento sentarão as Lideranças das Bancadas, os notáveis deste Legislativo, ex-presidentes como V.Exª, pela experiência que tem e por vir presidindo-o como um deputado dos mais retos e corretos que conheço aqui, para que possamos verdadeiramente construir um projeto que já sabemos cuidar dum tema problemático e polêmico. Então precisamos nos ater a ele, vê-lo numa situação diferente de qualquer ótica política ou partidária, tanto de parte do Judiciário ou do Legislativo quanto de quem quer que deseje nele interferir buscando levar vantagem. Por tudo isso precisamos, sim, fazer um projeto que venha 22 a atender os anseios da sociedade. E, claro, vamos discuti-lo profundamente com o Judiciário, autor originário da proposta que tramita neste Parlamento. Sr. Presidente, para concluir, porque meu tempo já se esgotou, quero dizer do meu prazer, da minha satisfação por esta Casa corrigir um erro ocorrido no projeto da reforma do Judiciário elevando Juazeiro, a minha terra, à sua verdadeira condição, pois a cidade tem direito de manter pelo menos uma condição de igualdade com os demais municípios na construção das varas de juizados. Muito obrigado, Sr. Presidente e Srs. Deputados. (Não foi revisto pelo orador.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o nobre Líder do governo e da Maioria ou o Líder do PT para falar ou indicar orador, pelo tempo de nove minutos. O Sr. Javier Alfaya:- Srª Presidente, eu falarei por cinco minutos; e o deputado Isaac, por por quatro minutos. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Com a palavra, pelo tempo de cinco minutos, o deputado Javier Alfaya. O Sr. João Carlos Bacelar:- Srª Presidente, solicito uma verificação de quórum. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- V.Exª será atendido. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Questão de ordem do deputado Waldenor Pereira, professor. O Sr. Waldenor Pereira:- Srª Presidente, em primeiro lugar, agradeço pela deferência de sempre me tratar por professor, porque, de fato, eu estou deputado, mas sou professor com muita honra, com muito orgulho. Quero convidar os colegas deputados de nossa Base para se deslocarem até o Plenário pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. E quero, mais uma vez, solicitar aos colegas que permaneçam no Plenário, porque assim aceleramos o processo, queimamos os tempos, se for necessário, e votamos mais rapidamente. Isso permite que a Oposição também cumpra seu papel, fazendo a obstrução, se for necessário, embora estejamos tentando, a todo custo, um entendimento para evitar a obstrução. Hoje é dia de votação, e vamos ter poucos dias. Quero apresentar aos colegas uma proposta de cronograma para votarmos o Orçamento do governo até o dia 5 de janeiro. Portanto, convoco os colegas deputados, parlamentares da Bancada do governo para, imediatamente, deslocarem-se até o Plenário, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão e necessitamos da presença de 21 Srs. Parlamentares. Por esse motivo, é importante, imprescindível, indispensável que os colegas parlamentares de nossa Base imediatamente se desloquem até o Plenário desta Casa Legislativa. Quanto mais rápido forem os nossos colegas parlamentares, mais rapidamente apreciaremos e votaremos os projetos em pauta. Um projeto de iniciativa do 23 Executivo, que trata de operação de crédito, e o projeto de iniciativa do Poder Judiciário. Além do projeto das taquígrafas, que todos os Líderes já assinaram, naturalmente, a dispensa das formalidades para a sua aprovação o mais rapidamente possível. Portanto, Srs. Parlamentares da Bancada do governo que se encontram em seus gabinetes, por obséquio, por gentileza, desloquem-se, o mais rapidamente possível para o Plenário da Casa, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. Srs. Parlamentares das bancadas do PDT, PCdoB, PT, PSL, PMN, PSB, de todos os partidos que compõem a Bancada governista, por gentileza, por obséquio queiram, imediatamente, deslocar-se até o Plenário, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. Necessitamos de 21 Srs. Parlamentares, imediatamente, no Plenário. A Bancada do PCdoB já está com 2/3 presentes; a Bancada do PT, com aproximadamente 50%, com a chegada do deputado Zé Neto; a Bancada do PDT parece que está ausente ainda. Precisamos da presença do Líder Euclides Fernandes e de sua Bancada imediatamente no Plenário. A Bancada do PT recebe a presença da deputada Neusa Cadore, ampliando o número de parlamentares. Portanto, Srs. Parlamentares, deputados e deputadas da base do governo, é urgente que se desloquem até o Plenário, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. Srs. Deputados, Srªs Deputadas que se encontram nos seus gabinetes, no cafezinho, por favor, desloquem-se. imediatamente até o plenário pois há uma solicitação de verificação de quorum para continuidade da presente sessão. Solicito à Srª Presidenta que nos ajude na convocação, fazendo soar as campainhas e convidando todos. Gostaria que V.Exª determinasse a contagem regulamentar de 15 minutos, aprovado por este plenário, zerando-se o painele e aguardando-se assim a recomposição do quorum. Muito obrigado, Srª Presidenta. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- V.Exª será atendido. Por favor, zerem o painel e contem 15 minutos. (A Srª Presidenta Antônia Pedrosa aciona as campainhas.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Srs. Deputados, Srªs Deputadas que se encontram nos corredores, no cafezinho, no Salão Nobre, no restaurante, na Biblioteca, por favor, compareçam ao Plenário pois há um pedido de verificação de quorum para a continuidade da presente sessão. (A Srª Presidenta Antônia Pedrosa aciona as campainhas.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Srs. Deputados, por favor, compareçam ao Plenário pois há um pedido de verificação de quorum feito pelo deputado João Carlos Bacelar e pelo professor Waldenor. O Sr. Javier Alfaya:- Pela ordem, Srª Presidenta. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Pela ordem o deputado Javier Alfaya. O Sr. Javier Alfaya:- Querida Presidenta desta sessão, deputada Pedrosa, mais uma vez aproveito os 15 minutos da questão de ordem para reafirmar o nosso apoio 24 às medidas do secretário Jorge Solla no que diz respeito à vacinação da população de baianinhos e baianinhas que têm de zero a seis anos de idade, visando a sustar a expansão da meningite do tipo C aqui em nosso território, aqui na Bahia. O governo tem estudado as medidas que permitam a utilização das vacinas num breve espaço de tempo. Não há nenhum cabimento naquilo que foi dito pelo ministro Geddel Vieira Lima de que deve haver uma cobrança de vacinação em massa. Não há esse tipo de orientação por parte da Organização Mundial da Saúde nem da Organização Panamericana da Saúde – OPS. Portanto, o Governo da Bahia se comporta dentro dos padrões e critérios estabelecidos por essas duas organizações que nos servem de referência, além do próprio Ministério da Saúde, dirigido, inclusive, por um ministro do PMDB, do mesmo partido do ministro Geddel Vieira Lima. A questão não diz respeito a simpatias partidárias, é absolutamente séria e com a qual não se deve nem brincar nem se utilizar de maneira a criar dificuldades para os governos que estão seriamente se esforçando para sustar a expansão da meningite no Brasil. No que diz respeito à Bahia, a Cesab, que tem tomado as devidas providências, vem conversando com a representação das três grandes multinacionais que fabricam a vacina. Se não me engano, são a White, a Baxter e a Novartis as três grandes empresas que fabricam a vacina contra esse tipo de meningite. Portanto, mais uma vez reafirmo que em vez de políticos que integram o governo federal, com a importância que tem o cargo de ministro de Estado estarem açodando a população contra o governo e, por outro lado, de um setor da imprensa que se utiliza de mecanismos demagógicos da desinformação e retroalimenta a desinformação e a ignorância insuflando a população, não a cobrar seus direitos justos, mas, propondo que as pessoas procurem clínicas privadas, se vacinem, peguem os recibos e depois entrem na Justiça contra o Governo da Bahia... O governo da Bahia está se comportando dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério e está tomando todas as medidas de maneira a acelerar a vacinação, que vai implicar numa logística grande, vai implicar na mobilização de recurso, na ajuda de prefeituras, na mobilização de outras secretarias provavelmente, para que possamos vacinar o mais rápido possível as 600 mil pessoas que estão nessa faixa de idade de zero aos 5, 6 anos de idade aqui em nosso estado. Não cabe, portanto, esse apelo demagógico, falso, sem consistência técnica e científica, sem ser lastreado no que existe de mais sério na epidemiologia. Portanto não cabe o apelo à vacinação em massa da população. Cabe, sim, aplicar essa medida utilizada, inclusive, internacionalmente. Felizmente, não estamos vivendo uma epidemia de caráter muito grave, alastrada por todo território, abrangendo todas as faixas etárias. Portanto não cabe esse tipo de apelo. Quero, na condição de vice-Líder, reafirmar o apelo do Líder do governo Waldenor Pereira quanto a presença em plenário. Temos agora 19 companheiras e companheiros da Bancada do governo. O deputado João Carlos Bacelar, do PTN, pediu pela terceira vez nesta sessão a verificação de quórum para continuidade da sessão. Queremos continuar a sessão, discutir, enfrentar os problemas, nesse trabalho 25 democrático em plenário e votar os projetos que são de autoria do nosso governador Jaques Wagner e de autoria do Tribunal de Justiça que também tem uma matéria na ordem do dia. Por essa razão, peço as companheiras e companheiros deputados da Base do governo, do Partido dos Trabalhadores; deputado Edson Pimenta do meu partido, o PCdoB; deputados do PT que se encontram ausentes. Só temos aqui agora os deputados Isaac e Waldenor, os outros não estão presentes; o deputado Pedro Alcântara, do PR, presente sempre; o deputado Reinaldo Braga que nos apoia, expresidente desta Casa. Peço a todos os deputados e deputadas que se dirijam ao plenário porque há uma verificação de quórum. Já estamos indo para a casa dos 8 minutos dos 15 que nos são dados para virmos ao plenário. Chega agora o deputado J. Carlos, grande líder sindical da Bahia... A Srª PRESIDENTA ( Antônia Pedrosa ):- Deputado Javier... O Sr. Javier Alfaya:- Eu estou lhe ajudando, deputada. Apenas sei que o deputado João Bacelar também quer falar, mas, enfim... A Srª PRESIDENTA ( Antônia Pedrosa ):- O senhor já ultrapassou o seu tempo há muito. O Sr. Javier Alfaya:- É para fazer um apelo a Bancada do governo para que venha ao plenário e V.Exª possa continuar presidindo a sessão, deputada Pedrosa. V.Exª nos orgulha. Uma mulher presidindo a sessão precisa ter não a presença de 20... Deputado Valdeci, por favor, dê a sua presença para que possamos ter o quórum. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Deputado Javier... O Sr. Javier Alfaya:- Pois não. Deputada Neusa, por favor, falta só um deputado ou deputada para dar presença. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Deputado Javier, me desculpe, mas o senhor está abusando. O Sr. Javier Alfaya:- Muito obrigado deputada Pedrosa. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado João Carlos Bacelar. O Sr. João Carlos Bacelar:- Srª Presidente, a Bancada do governo numa visão autoritária, Stalinista, acusa setores da imprensa e partidos da Oposição de demagógicos, de usarem argumentos falsos, oportunistas, em relação à questão da meningite. Essa visão autoritária, muito particular do PT e do PCdoB, não consegue esconder a incompetência do governo da Bahia na questão da meningite. O deputado Javier Alfaya trouxe esse assunto. A questão da meningite está aí há mais de 4,5 ou 6 meses. Infelizmente, precisou morrer uma pessoa de classe média e da imprensa para que o governo Wagner e o deputado Javier se preocupassem com a questão. Diversos estados brasileiros, deputada Antônia Pedrosa, distribuem gratuitamente a vacina, fazem a vacinação contra a meningite em pessoas de até 2 26 anos de idade e a Bahia não. Isso é porque o Dr. Jorge Solla, deputado Javier, gosta muito de dispensa de licitação. E estão dispensando a licitação de 30 milhões para adquirir as vacinas contra a meningite. Tiveram 3 anos para planejar, para se programar, e não fizeram nada. E para colocar uma cortina de fumaça no problema, Srª Presidente, acusam setores da imprensa, acusam a Oposição. Quero agradecer a V Exª por ter me concedido esse tempo. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Esse tempo era direito do senhor, já que o deputado Javier Alfaya pegou o seu tempo, deputado. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Concedo a palavra ao nobre Líder do governo e da Maioria, ou ao Líder do PP, para falar ou indicar orador pelo tempo de nove minutos. O Sr. Javier Alfaya:- Eu falarei por cinco minutos e a deputada Fátima Nunes, por quatro minutos. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Porque mudou, não é? Seria o deputado Isaac. Está registrado nas notas taquigráficas o que o deputado Waldenor falou, que seria por 5 minutos o senhor e por cinco minutos, o deputado Isaac. Então, agora está mudando. Portanto, por permuta com o deputado Isaac, falará a deputada Fátima Nunes. Por cinco minutos, agora, falará o deputado Javier Alfaya. O Sr. JAVIER ALFAYA:- Deputada Pedrosa, antes de falar sobre o assunto que me traz mais uma vez à tribuna, gostaria de registrar a presença entre nós da nossa querida jovem médica Drª Ana Marta, companheira que dirige a associação brasileira de médicos com formação em Cuba, que estão batalhando com o Ministério da Saúde e Ministério da Educação, o reconhecimento de seus diplomas para prestarem serviços ao povo brasileiro em igualdade de condições com os médicos formados pelas nossas faculdades de Medicina por todo o território. Ana Marta é uma jovem médica da cidade de Ipirá, que frequentou um dos cursos mais solidários que existem no mundo, que é o curso de Medicina garantido gratuitamente pelo governo cubano para centenas de jovens da América Latina. Lá passam cinco anos para se formarem em Medicina e poderem depois prestar relevantes serviços a seus países. Isso vale para os países da América do Sul e para outros países do chamado Terceiro Mundo, que tem tido a solidariedade de Cuba. Então, a companheira Ana Marta é uma das lideranças que leva adiante, se movimenta, que envolve jovens baianos e de outros Estados brasileiros que fizeram o curso de Medicina em Cuba e que ainda não têm o diploma reconhecido aqui no Brasil. Evidentemente que não é um problema simples, envolve problema de ordem legal e corporativo, envolve também os Cremebs e as entidades nacionais que representam a categoria dos médicos, mas acho que, nesse particular, aliás, como nos outros também, deve prevalecer uma visão ampla e pública no exercício da profissão, e não uma visão egoísta, meramente corporativa e burguesa acerca da prática tão 27 importante que é a da Medicina. Espero que o governo Lula, que já está encaminhando bem essa questão, juntamente com outros governos da América do Sul, da América Central, do Caribe e de outros lugares do mundo, possa aqui no Brasil chegar a um bom acordo e termos entre nós médicos também formados nessa escola, que é de excelência e funciona lá em Cuba, formando médicos, além de outras profissões, para as sociedades latinoamericanas. Tenho aqui o apoio da Bancada do PCdoB e da Comissão de Saúde e Saneamento da Casa para – não posso falar pela comissão –, pelo menos, termos um bom clima de debate neste assunto aqui na Assembleia Legislativa da Bahia, que tem em seus quadros inúmeros médicos que fazem parte do Plenário de 63 deputados desta Casa. Deputada, o que me trouxe mesmo à tribuna, além desse apoio a Ana Marta e à associação de formados em Medicina em Cuba e que lutam pelo seu reconhecimento como profissionais da saúde e da Medicina, diz respeito ao problema do dinheiro aplicado na cultura. Eu sou autor de uma emenda à Constituição do Estado da Bahia propondo 1,5% do Orçamento para a Secretaria de Cultura. Conto com o apoio do deputado Paulo Azi e de outros parlamentares – creio que toda a Oposição vai subscrever. Mas quero contar com o apoio da Bancada do meu governo, da Independente, do PR, do PMDB, etc. O que é essa luta? Ela vem da década de 70, quando eu era estudante de Arquitetura e ouvia falar que o nosso grande mestre, o poeta Capinan – autor daquela belíssima canção, em parceria com Gilberto Gil, Soy Loco Por Ti, América –, já levantava a bandeira dos 2% para o Ministério da Cultura. Pois bem, essa luta atravessou 3 décadas e agora se transformou numa proposta de emenda constitucional, formulada por Zezéu Ribeiro – não é um deputado do Democratas nem do PMDB – e por outros tantos que depois a subscreveram, destinando 2% para o Ministério da Cultura, 1,5% para as 27 Secretarias de Cultura do País, e 1% para as secretarias ou órgãos de cultura das quase 5.600 prefeituras brasileiras. E espero contar com o apoio de V.Exªs, deputados Waldenor, Valdeci, João Bonfim, Fátima Nunes, Reinaldo, ex-presidente da Casa, Isaac, Antônia Pedrosa, Gilberto – funcionário do Estado lotado na Secretaria da Segurança e poeta –, para que a partir de amanhã comecemos a recolher as assinaturas a fim de termos o mínimo de 21, e assim possamos ter nesta Casa, sem o compromisso de concordância, um projeto de emenda constitucional igual, idêntico ao do deputado Zezéu Ribeiro, propondo 1,5% do Orçamento para a Secretaria de Cultura. Não estou propondo que isso seja votado neste fim de ano, porque não dá para alterar o Orçamento enviado pelo governo Wagner para 2010. Entretanto, deputado Waldenor, quero manter aceso o bom debate iniciado pelo companheiro Zezéu Ribeiro em plano nacional, para que nós nesta Casa também possamos discutir. O governador Wagner já declarou que vê com simpatia a possibilidade de gastar 1,5% a curto prazo, talvez em 2012, com a nossa vitória que acontecerá em 28 2010. Mas há dúvidas quanto à emenda constitucional. A minha ideia é que tenhamos um bom debate nesta Casa, deputada Pedrosa. Gostaria que V.Exª fosse a primeira a subscrever, ou melhor, que as mulheres desta Casa fossem as primeiras a subscrever essa emenda. Vamos ter na próxima terça-feira um grande agito aqui na Assembleia pelo 1,5%. Virão artistas de Camaçari, Lauro de Freitas, Salvador e de outras cidades do interior da Bahia para propormos 1,5% para a Secretaria de Cultura. É a emenda constitucional que gostaríamos, em nome do Movimento Nacional de Produtores Culturais e Artistas, de discutir nesta Casa. Muito obrigado, deputado Antônia Pedrosa. (Não foi revisto pelo orador.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Obrigada, Excelência. Gostaria, antes de conceder a palavra à deputada Fátima Nunes, de me associar às palavras de Javier em relação à médica de Cuba. Estivemos naquele país, eu, a deputada Fátima e o deputado Bira, e somos lutadores pelo reconhecimento do diploma. Sei do trabalho que eles prestam lá. Passamos uma tarde com os estudantes, conheço o trabalho deles aqui no Brasil. Meu marido foi prefeito, e sei do bom serviço que os médicos cubanos desenvolvem aqui. Com a palavra, por quatro minutos, a deputada Fátima Nunes. A Srª FÁTIMA NUNES:- Srª Presidente Antônia Pedrosa, Srs. Deputados, deputada Neusa Cadore, Srªs Taquigrafas, amigas que anotam tudo aí na ponta do lápis, imprensa que se faz presente, companheiros policiais civis formados que estão na luta enquanto aguardam a nomeação, quero registrar nesta tarde a satisfação que tivemos, na semana passada, na quinta-feira, quando fomos a Juazeiro, representando a Comissão dos Direitos da Mulher, cuja presidente é a deputada Neusa Cadore e tive a felicidade de acompanhá-la para fazer parte de um movimento criado pelas mulheres de Juazeiro, tendo na coordenação a ex-vereadora Marli e, hoje, gerente do Departamento de Políticas para as Mulheres. Queria enviar daqui, desta Casa, as nossas saudações para aquele grupo de mulheres, do qual estava à frente também a vice-prefeita, Maria Gorete, e todas elas empenhadas em desenvolver a campanha dos 16 dias de ativismo pelo combate à violência contra a mulher, campanha que é desenvolvido por diversas organizações da sociedade civil e também do poder público, tanto em nível federal como em nível estadual. Nos debates, nas reflexões que fizemos, em conjunto com toda sociedade juazeirense, tivemos a participação de muitos homens, que estão lançando também a campanha Laço Branco e, nesses dias, eles estão fazendo grande movimentação para sensibilizar a população masculina para a compreensão de que a mulher é um ser humano valoroso e que merece cada dia mais ser respeitada na sua dignidade, na sua condição feminina. 29 E somando essa força de homens e mulheres que compreendem que precisamos uma sociedade de justiça e de paz, vamos aos poucos fazendo acontecer nos diversos setores da sociedade, porque, cada vez mais, percebemos que não basta apenas ter equipamentos, pessoas, delegados, policiais contratados para combater a violência, porque a violência se combate com boas ações, com atitudes, sobretudo com o respeito, com o entendimento de que todo ser humano tem o seu valor na sua condição de jovem, de criança ou até mesmo de pessoas mais vividas. Portanto, quero parabenizar a vice-prefeita, Maria Gorete, a coordenadora do movimento, Marli, e também todos os homens que compõem aquela frente de movimento pelo combate à violência e dizer que, dessa forma, se cada cidade for se comprometendo, vamos realmente fazer uma Bahia e um Brasil sem violência e, sobretudo, sem violência contra a mulher. Queria pedir mais permissão a nossa presidente para também desta Casa registrar a minha felicidade de ontem ter participado, no município de Paripiranga, minha terra natal, no povoado Conceição de Campinas, da procissão de Nossa Senhora da Conceição e dizer da minha alegria de ver ainda neste tempo que vivemos de tanta preocupação todas as residências com suas portas abertas e suas mesas fartas acolhendo os seus parentes os seus amigos, enfim, a cultura do nosso povo sendo valorizada. Parabéns ao povo de Conceição de Campinas. (Não foi revisto pela oradora.) A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o nobre Líder do PMDB para falar ou indicar o orador pelo tempo de nove minutos. O Sr. Leur Lomanto Júnior:- Srª Presidente, falarão, durante cinco e quatro minutos, respectivamente, o deputado Joélcio Martins e o deputado Sérgio Passos. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado Joélcio Martins por cinco minutos. O Sr. JOÉLCIO MARTINS:- Srª Presidente, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, lamentavelmente, o que está acontecendo na região do sisal, um mês atrás, assassinaram na cidade de Santa Luz, três cidadãos, a polícia não tomou conhecimento nem a autoridade do Estado. Sexta-feira passada entraram na cidade dez bandidos, fizeram de reféns três policiais, foram para a agência da São Mateus, pegaram o ônibus e o incendiaram na BR-120. Os ladrões voltaram, saquearam os Correios do município, a Casa Lotérica e foram ao Banco do Brasil, onde passaram 40 minutos roubando todo o dinheiro daquela agência. Aí voltaram com os três policiais reféns e saíram da estrada, encontraram três carros, imediatamente os incendiaram e fugiram. O Sr. Capitão Tadeu:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. JOÉLCIO MARTINS:- Com o aparte o deputado Capitão Tadeu. O Sr. Capitão Tadeu:- Deputado, infelizmente - falo isso porque é com tristeza que o faço - quero parabenizá-lo, sentido por fazê-lo, devido a essa situação que V.Exª traz aqui. É triste, é lamentável o que ocorreu em Santa Luz e com os policiais 30 militares da cidade que fizeram de reféns. Sr. Deputado, está acontecendo na Bahia inteira! Os policiais estão ficando reféns dos bandidos! Mas não vão ficar, não! Não vão ficar! A Comissão de Direitos Humanos desta Casa vai apoiá-los, não vai permitir que a bandidagem tome conta do Estado da Bahia! Deputado, veja como eu tenho razão quando critico a falta de investimentos do governo na segurança pública e a falta de apoio dele aos PMs. Já foram vinte policiais mortos neste ano. E no passado, 38. Não é possível que fiquemos contabilizando mortes! Em 2008 apresentei ao governo propostas para reduzir a violência contra os policiais. Nenhuma resposta me deram. Eu, deputado da base governista, quinze meses esperando uma resposta do governo! Isso é uma vergonha, uma falta de respeito para com um parlamentar da base aliada. Por isso, protesto com veemência porque sei o quanto a segurança pública está ruim nesta Bahia. Obrigada e parabéns! O Sr. JOÉLCIO MARTINS:- Eu, como deputado governista, fui mais de dez vezes à Secretaria da Segurança Pública reivindicando, pedindo soldado militar, soldado civil, e o governo não tomou nenhum conhecimento. O governo da Bahia está governando com a vara de condão, e os baianos não permitem isso. O governo tem de agir, o governo tem de colocar policiais nos municípios, a exemplo de Santa Luz, uma cidade pequena onde a maconha, o crack estão iguais a farinha na feira do mercado. Muito obrigado, presidente. (Não foi revisto pelo orador nem pelo aparteante.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Por quatro minutos, com a palavra o deputado Sérgio Passos. O Sr. SÉRGIO PASSOS:- Srª Presidente, Srs. Deputados, a minha presença é para falar um pouco sobre um tema que há pouco tempo foi abordado daqui desta tribuna: a questão dos coordenadores pedagógicos. Eu acredito que não haveria nenhuma necessidade da intervenção da Justiça neste assunto se o então Secretário da Educação, o Dr. Adeum Sauer, tivesse ouvido as nossas palavras e assentado em sua cabeça a necessidade da convocação desses profissionais. Nós por diversas vezes, em várias audiências, encarecemos que ele os nomeasse. Justificávamos dizendo que todo colégio municipal hoje, após o Fundef e o Fundeb, tem os coordenadores municipais de educação. Às vezes, até um coordenador por colégio, um coordenador por escola. Não se justifica, então, que a maioria das escolas estaduais, nos pequenos municípios, continuem sem coordenadores, os quais proporcionam a melhoria da transmissão do pensamento, do planejamento e a integração das ações educacionais nas escolas, o que não traz nenhum grande custo para a Secretaria da Educação, além do salário de um professor de nível superior. Não entendíamos isso, mas hoje fico agradecido e satisfeito, porque a Justiça, 31 reconhecendo essa necessidade, autoriza, manda que a Secretaria de Educação contrate os coordenadores e professores concursados em 2006. Vamos sair dessa mania de REDA! Isso se tornou uma mania, talvez estadual, não sei se nacional! O REDA, fatalmente, cai na manipulação para se fazer política, deputado Javier Alfaya, em detrimento da qualidade do ensino. Ele não traz estímulo para o aperfeiçoamento, não traz segurança profissional para o contratado, que ele sabe que, daqui a dois ou quatro anos, será alijado do processo da Educação, e terá, talvez, que fazer um concurso para voltar à sala de aula. Por isso, acredito que foi uma medida de bom alvitre para a Educação, exreitor e deputado Waldenor Pereira! Só é ruim, porque o fato é explorado politicamente como se fora uma falha do governo, mas, não, tem que haver reconhecimento da necessidade dos coordenadores pedagógicos na maioria das escolas e dos colégios dos pequenos municípios. Assim, a educação avançará em qualidade e será vista de forma diferente pela sociedade, e, fatalmente, ganhará o governo e ganharemos todo nós da sociedade baiana, seja do Interior, seja da Capital. Era isso que tinha a dizer, Srª Presidente, mas, aproveitando o tempo, quero dizer também que recebi, no meu gabinete, um pessoal de Rodelas, município localizado à beira do São Francisco, o qual tem hoje uma grande expansão da plantação de coco, que chega a ser vendido, naquele município, por até R$ 0,60 a unidade, o que traduz uma atividade agrícola rentável. Mas os agricultores se queixam da necessidade da ampliação do fornecimento de energia elétrica para aquele município, já que, hoje, os produtores têm que se organizar em tempos para que possam irrigar as suas roças. Assim, um irriga pela manhã, outro, pela tarde, com horário predeterminado e um tempo limitado, o que gera prejuízo e desestímulo ao investimento agrícola naquele município. Srª Presidente, muito obrigado pela condescendência. (Não foi revisto pelo orador.) A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Concedo a palavra ao nobre Líder da Minoria ou do Democratas para falar, ou indicar o orador, pelo tempo de nove minutos. O Sr. Heraldo Rocha:- Srª Presidente, por todo o tempo, falará o nobre deputado Gaban. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Por todo o tempo, o grande deputado Gaban. O Sr. GABAN:- Srª Presidente, Srªs Deputadas, Srs. Deputados, não ouvi, deputado Waldenor Pereira, o seu pronunciamento, mas disseram-me que V.Exª fez um balanço da situação financeira do Estado. De antemão, sem ter ouvido, repito, o pronunciamento de V.Exª, vou, pelo que me disseram, apresentar algumas contestações. Primeiro, em janeiro deste ano eu disse que a arrecadação do Estado só poderia começar a suplementar a arrecadação do ano que vem a partir de dezembro. Isso eu 32 disse em janeiro. Antecipou um mês. Agora, o que eu gostaria de dizer, já de antemão, e V.Exª não tocou no ponto, é que a Bahia vai terminar o ano de 2009 como o último do Nordeste em crescimento da arrecadação, que a Bahia vai terminar o ano de 2009 como o penúltimo do Brasil em crescimento da arrecadação, que a Bahia vai continuar o ano gastando muito mais com folha de pessoal do que arrecada com ICMS. Essa é a realidade, e V.Exªs tentam – não sei para enganar a quem, deputado Heraldo Rocha – confundir a opinião pública. Mas esses dados V.Exª não apresentou. Mostre-me, e dou o aparte se V.Exª quiser falar, que já está arrecadando mais do que gasta em folha de pessoal. O Estado da Bahia está gastando muito mais com folha de pessoal do que arrecada! E vai fechar o ano no vermelho, e vai fechar o ano sendo o último do Nordeste e penúltimo do Brasil. Comemorar o quê? Esse crescimento da arrecadação em novembro não me deixa triste, fico satisfeito. Só fico triste porque o governo não fez nada para isso. Quem fez para isso foi o comércio, o pessoal da construção civil. O crescimento da indústria na Bahia é negativo. É o setor onde o governo do Estado poderia atuar, mas sua atuação é pífia. Nós não temos secretário da Fazenda. Já venho dizendo há algum tempo, deputado Waldenor Pereira, que não temos secretário da Fazenda no Estado da Bahia, que quem manda é o Sindsefaz. V.Exª quer que eu traga uma prova disso? Eu trago. Diga para mim, deputado Waldenor: “Eu quero que traga uma prova, mostrando que não temos secretário da Fazenda e que quem manda é o Sindsefaz.” Eu vou dizer como: na semana passada, deputado Heraldo,... Está em minhas mãos um documento do secretário da Fazenda, Carlos Martins, um comunicado de 4 linhas. Sabe como ele escreve, deputado Sandro Régis? De ordem do secretário da Fazenda! E ele assina o documento, que é uma prova cabal de que quem manda é o Sindsefaz e não ele. Por isso, infelizmente, a Bahia vai terminar o ano como o último do Nordeste e penúltimo do Brasil, e gastando, repito, muito mais com folha de pessoal do que arrecada. Se não fossem as transferências voluntárias do governo federal a Bahia não pagava nem a folha de pessoal, deputado Waldenor. É esse dado que V.Exª tem que discutir aqui. E mostrar que o crescimento da indústria, onde o governo poderia interferir, é negativo na Bahia. E o crescimento nominal que obteve, de 3,5%, depende exclusivamente do comércio e da construção civil, porque no que cabe ao Estado, este nada faz, porque é incompetente. A Bahia vai terminar o ano de 2009 no negativo em relação ao ano de 2008. Disso aí, deputado Waldenor, V.Exª não fala. Porque não mostra isso? A cada mês faz uma referência diferente, dá uma declaração mentirosa, dizendo que foi a melhor arrecadação dos últimos 11 anos. Mentira! Houve várias arrecadações maiores que essa no governo Paulo Souto. Mas, para enganar a opinião pública e a imprensa, o que falam? Pegam o valor de 2005 sem corrigir e comparam com a arrecadação de 2009. Não é esse o estudo técnico, então não merece consideração. 33 Mas eu gostaria, deputado Waldenor, de que V.Exª desse uma notícia alvissareira para nós. Viu, deputado Pedro Alcântara? Eu quero uma notícia alvissareira, porque o governo tinha anunciado que no dia 9, agora, iria abrir, como deve ter aberto... Viu, deputado Waldenor Pereira? Não vire as costas, não. Eu quero ouvir uma notícia alvissareira. Mas a notícia que eu quero é a seguinte: o governo tinha noticiado que mais de 100 empresas tinham se interessado em participar da licitação, deputado J. Carlos, da Fonte Nova. Eu fiquei extremamente contente, como todos os baianos que gostam da Bahia. Mas eu estou achando estranho esse silêncio do governo, porque a abertura das propostas para a Fonte Nova, pelo que me consta, se não foi adiada, foi no dia 9 agora, ou no dia 7, na semana passada. Foram cento e tantos membros que participaram. Quantos participaram? Nós queremos saber para poder acompanhar. Até porque, já que nenhuma comissão funciona nesta Casa, muito menos a de Finanças e Orçamento. Mas a Casa tem que acompanhar. Concorda, deputado Bira Corôa? Tem que acompanhar, deputado J. Carlos, para ver se os valores são aqueles que o governo estimou. Se houver 100 empresas, ou 40 empresas, ou 30, com certeza vai ser um bom preço. Eu estou crendo que se havia mais de 100, pelo menos umas 30 participaram. Então, uma licitação com um porte desses, numa época de crise, todos os empreiteiros devem querer participar, pois está todo mundo sem grandes obras e ninguém deixaria. Para mim, vai ser muito estranho se houver pouca gente participando dessa licitação. Se houver menos que meia dúzia, já começo a ficar preocupado. Se forem menos que três, então, pelo amor de Deus! Se for, deputado Waldenor Pereira, para falar sobre a licitação da Fonte Nova, eu concedo o aparte. Se não for para isso... Talvez V.Exª não tenha os dados, mas, se quiser falar sobre gasto de pessoal, que ultrapassa a arrecadação mês a mês – e este mês, eu não sei ainda, mas, pelos cálculos que fiz desde o início de janeiro, também vai se gastar mais este mês com folha de pessoal do que se arrecadou –, eu concedo o aparte. Para falar de outros dados que não interessam, não. Eles têm os dados, mas vão escorregando como quiabo. Quando têm que falar, como do crescimento negativo da indústria, não falam. Para falar que cresceu o comércio... Parabéns ao comércio da Bahia. Parabéns aos homens da construção civil, que são os responsáveis pela nossa comemoração do aumento do emprego, sobretudo na Região Metropolitana. É essa arrecadação do Estado que nós queremos. Meu desejo, deputado Waldenor Pereira, é que o Estado comece... Se o governo tivesse trabalhado para isso, só que não fez nada, poderia está num patamar diferente. Não iria terminar em último do Nordeste. Não teríamos mais gastos, repito, com folha de pessoal, do que ele tem feito. Poderia gastar o dinheiro com segurança pública, apesar de ter dinheiro para segurança pública, mas não investe. Nós vemos, constantemente, a imprensa noticiando assassinatos e mais assassinatos, homicídios e mais homicídios, e o crime organizado tomando contado do Estado. A verdadeira guerra civil não é no Afeganistão, no Irã ou no Iraque, não é em lugar nenhum. A verdadeira guerra é a 34 guera urbana no Estado da Bahia, com 12 mil homicídios, infelizmente. O crime organizado continua avançando e a Polícia Militar, assustada, porque não tem coletes à prova de bala, não tem armamento, e quando tem uma viatura, é capenga, diferente do Ceará, que tem Hilux. V.Exª está incomodado? Mas, presidente, eu ouvi o deputado Javier Alfaya no Grande Expediente, o deputado Waldenor Pereira, agora, falou à vontade, ninguém interrompeu. Estou incomodando, deputado Waldenor Pereira? Se eu estiver incomodando... Na hora em que o deputado Javier Alfaya estava falando, ninguém interrompeu. Mas, se esses dados que estou trazendo, de que V.Exªs estão gastando mais com folha de pessoal, estiverem incomodando, eu paro. Se estiver dizendo que a violência, com mais de 12 mil homicídios, está incomodando, eu paro. Mas eu quero que pare esse governo inerte, que não toma conta e deixa toda a população da Bahia atenta, preocupada, desesperada. São crianças morrendo, são jovens morrendo, são adultos morrendo, e o governo da Bahia de braços cruzados esperando a chuva passar. Mas essa marolinha da violência é diferente da marolinha de Lula. Se não houver uma ação firme do governo, o crime organizado, que esta avançando, vai nos deixar cada vez mais enjaulados em nossas casas, e os bandidos soltos nas ruas. (Não foi revisto pelo orador.) O Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Muito obrigada, deputado. Com a palavra o nobre Líder do governo e da Maioria ou o do PT para falar ou indicar o orador por nove minutos. O Sr. Waldenor Pereira:- Eu mesmo falarei por todo o tempo. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Com a palavra, por todo o tempo, o nosso Líder Waldenor. O Sr. WALDENOR PEREIRA:- Srª Presidente, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, quero, em primeiro lugar, revelar o meu contentamento, a minha alegria, pois fico muito satisfeito quando vejo o deputado Gaban desorientado, nervoso, inquieto. Digo isso, de forma respeitosa, porque o deputado Gaban afirmou há pouco nesta tribuna que ele não me ouviu, não tinha conhecimento do meu pronunciamento, mas mesmo assim me contestava. Realmente é algo inusitado um parlamentar contestar outro sem ter ouvido o seu pronunciamento. De fato, deputado Gaban, V.Exª hoje nos trouxe uma pérola ao me contestar, conforme afirmou nesta tribuna, sem ter me ouvido. O senhor disse: “Não o ouvi, não tenho conhecimento do que V.Exª disse, mas ainda assim quero contestá-lo”. Ora, não se contesta quem não se ouviu. Não se contesta algo que não se tem conhecimento. Isso mostra, sinceramente, a inquietação de V.Exª diante da realidade que estamos vivendo atualmente. Aliás, o senhor me contestou sobre algo que nem tratei. Não falei nada sobre o que fui contestado. Informaram-lhe incorretamente, deputado. 35 A minha participação nesta tribuna – e farei agora uma repetição bastante resumida – disse respeito à execução orçamentária do governo Wagner comparada à do governo Paulo Souto, em período correspondente, ou seja, o 3º ano de administração. Foi sobre isso que me pronunciei. V.Exª me contestou sobre algo que não tratei, repito. Se alguém repassou para o senhor, o fez de maneira equivocada. De fato, foi uma pérola essa participação do deputado Carlos Gaban ao contestar algo que não falei. Isso merece ser destacado. Não falei sobre aumento de arrecadação. Tratei da execução orçamentária do nosso governo, afirmando que, apesar da crise financeira internacional, foi perfeitamente compatível – inclusive no percentual de investimentos – com a do governo defendido por V.Exª. O nosso governo realizou 32% de investimentos de janeiro a outubro de 2009, exatamente o mesmo percentual do seu governo, quando o senhor era presidente desta Casa. Percentual idêntico! Isso em termos relativos, porque o nosso Orçamento é muito maior, e assim, naturalmente, estamos realizando muito mais em termos absolutos. Faço essa consideração a respeito da participação do senhor, porque, de fato, foi algo inusitado: questionar, combater, condenar, criticar algo que o orador contestado nem sequer tratou. Mas ainda quero, Sr. Presidente, Srs. Deputados, no tempo que me resta, prestar um importante esclarecimento a respeito do que a Oposição vem dizendo sobre a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia a respeito de contratos REDA da educação e mais especialmente a respeito da contratação de coordenadores pedagógicos. Infelizmente, a informação prestada pela Oposição trata-se de um equívoco, que não corresponde aos autos da decisão do Tribunal de Justiça. Em primeiro lugar, na condição de Líder do governo, quero afirmar que não há qualquer REDA contratado no Estado da Bahia para substituir coordenadores pedagógicos. Não há qualquer REDA ocupando cargo de coordenador pedagógico no Estado da Bahia. Esse é o primeiro esclarecimento importante, para poder desfazer esse dado equivocado que a Oposição tenta disseminar através da imprensa. Em segundo lugar, quero informar que o Tribunal de Justiça não decidiu sobre a proibição de contratação de REDA, até porque, o contrato REDA é um regime administrativo previsto na Constituição Federal. Na Constituição Federal! E, portanto, imprescindível aos serviços emergenciais, aos serviços de comprovado interesse público, aos serviços que exijam urgência na sua prestação, como é o caso da educação, que necessita frequentemente contratar professores substitutos, para temporariamente substituir professores que se afastam por motivo de licença maternidade, são muitas as professoras existentes no quadro funcional da educação, professores que se afastam para cursar pós-graduação, por licença médica. São afastamentos que exigem a contratação de professores substitutos e por isso devidamente legais. Em terceiro lugar, quanto ao argumento que se apresenta em relação à necessidade de admissão de professores concursados e não de REDA no interior do Estado, é importante destacar, deputado Javier, V.Exª que é da área de educação e 36 conhece muito, um dos maiores problemas nacionais hoje na educação é a contratação de professores na área de matemática, química, física e biologia. Existe uma carência nacional de 200 mil professores nas áreas de física, matemática, química e biologia. Ora, o que a Oposição quer muitas vezes é que o governo contrate o professor concursado para português para ensinar física, quer que o governo admita um professor aprovado num concurso para ser professor de história para ensinar matemática. Isso não é possível. Aliás, é importante dizer que do concurso realizado em 112 municípios do Estado, não houve sequer um professor inscrito no concurso. Então, a existência de professores aprovados no concurso não quer dizer automaticamente que o governo deve contratá-los, porque eles foram concursados e aprovados para disciplinas diferentes daquelas demandadas para aquela localidade. Se há a necessidade de um professor de física ou química no município de Caculé, minha terra natal, não se vai admitir um professor concursado para história ou português. É por isso que a Secretaria da Educação muitas vezes se faz valer da contratação do REDA para substituição temporária de professores que não foram aprovados na matéria específica. E, para concluir, é importante destacar que, do concurso realizado pelo governo anterior, na verdade, o governo anterior contratou 532 professores dos 3.200. Contratamos mais de 3 mil professores através de concurso. Vamos realizar agora um novo concurso para 3.200 vagas e vamos concluir o nosso governo com 6.641 professores contratados através de concurso público. Então, contra fatos não há argumentos. Mais uma vez, já distribuí nota técnica para a imprensa para poder fazer valer a verdade a respeito da decisão do Tribunal de Justiça quanto à iniciativa do DEM com uma representação junto àquela Corte. Esse é o esclarecimento para recuperação da verdade. E o governo do Estado vai admitir coordenadores pedagógicos; o governo do Estado irá realizar concurso para 3.200 novos professores e o governo do Estado também vai continuar contatando REDA, porque assim permite a Constituição Federal e a Constituição do Estado da Bahia. Muito obrigado, Sr. Presidente, pela tolerância, essas explicações, esses esclarecimentos eram indispensáveis para serem prestados na tarde hoje. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Srs. Deputados, há um requerimento assinado pelo Líder do Governo, deputado Waldenor Pereira, que requer, nos termos do art. 89, parágrafo único do Regimento Interno, a prorrogação da presente sessão, pelo tempo 1.200 minutos, com o objetivo de apreciar as matérias constantes na Ordem do Dia da própria convocação extraordinária. Em votação. Os Srs. Deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa) Aprovado. 37 ORDEM DO DIA O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Ordem do Dia. Em discussão única e votação o projeto de lei nº 18.360/2009, procedência do Poder Executivo, autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito na forma que indica e dá outras providências. PROJETO DE LEI Nº 18.360/2009 Autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito na forma que indica, e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica o Poder Executivo autorizado a contratar em nome do Estado da Bahia, junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento - BIRD, operação de crédito externo até o limite de US$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América), para financiamento do Programa com Enfoque Setorial Amplo das Áreas de Saúde e Recursos Hídricos do Estado da Bahia. Art. 2º - Fica, ainda, o Poder Executivo autorizado a promover as modificações orçamentárias que se fizerem necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei. Art. 3º - As garantias e contra garantias a serem oferecidas para o cumprimento do disposto nesta Lei serão constituídas, durante o prazo de vigência do contrato, de parcelas necessárias e suficientes, das cotas de repartição constitucional das receitas tributárias de que o Estado é titular na forma dos artigos 157 e 159, complementadas pelas receitas tributárias estabelecidas no art. 155, nos termos do § 4º do art. 167, todos da Constituição Federal, bem como outras garantias em direito admitidas. Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 38 O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Faltam os pareceres das Comissões de Constituição e Justiça, Infra-Estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, Saúde e Saneamento, Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle... O Sr. Heraldo Rocha:- Sr. Presidente, questão de ordem. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Pois não, deputado. O Sr. Heraldo Rocha:- Perguntar a V.Exª: quais são os projetos que estão aí? O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- São os projetos 18.360/2009; o 18.076... O Sr. Heraldo Rocha:- Um do Judiciário... O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Um do Judiciário; um do governo do Estado da Bahia, que é operação de crédito; outro do Judiciário, por enquanto não tem... O Sr. Heraldo Rocha:- E o da Casa. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- E o das taquígrafas. O Sr. Heraldo Rocha:- Certo. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- São esses quatro projetos. O Sr. Heraldo Rocha:- Certo. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Agora, tem um do Judiciário que... O Sr. Heraldo Rocha:- Queria dizer a V.Exª que para o das taquígrafas não vamos pedir verificação de quórum, é o único que não vamos pedir. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Designo para relatar a matéria em foco, o projeto de lei 18.360/2009, o nobre Líder Pedro Alcântara. O Sr. PEDRO ALCÂNTARA:-(Lê) “PARECER das Comissões de Constituição e Justiça, Infra-Estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, Saúde e Saneamento e Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, ao Projeto de Lei nº 18.360/2009, de autoria do Poder Executivo, o qual “Autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito na forma que indica, e dá outras providências.” Encaminha, à apreciação da Assembleia Legislativa, o Exmº Sr. Governador do Estado, a proposição que ora passo a relatar, objetivando obter da Assembleia Legislativa a necessária autorização para possibilitar ao Poder Executivo contratar, em nome do Estado da Bahia, operação de crédito externo junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD, até o limite de US$ 60,000,000.00 (sessenta milhões de dólares americanos), destinados ao financiamento do Programa com Enfoque Social Amplo das Áreas de Saúde e Recursos Hídricos do Estado da Bahia. Segundo registra o Sr. Governador na Mensagem encaminhada à Assembleia, “os Programas com Enfoque Social Amplo “SWAps – sigla em inglês) são operações de financiamento externo que, no caso do Banco Mundial, geralmente apoiam programas prioritários de governos, já em andamento, em vez de projetos isolados”, 39 ressaltando ainda que os SWAps têm como objetivo aumentar o impacto e a flexibilidade desses programas, baseando-se na percepção de que processos amplos e setoriais liderados pelos próprios mutuários são exitosos”. Conforme registra o art. 1º do projeto, os recursos da operação ora proposta destinam-se a financiamento de programas das áreas de saúde e recursos hídricos, pretendendo com a medida, o Governo do Estado, ampliar o acesso da população baiana à água, em quantidade e qualidade, bem como implementar ações para a redução da mortalidade materna e infantil. Trata-se, portanto, de uma proposição de relevante interesse público, na medida em que possibilitará ao Governo a continuidade de importantes programas nas áreas de saúde e recursos hídricos voltados para as camadas mais carentes da população. O projeto recebeu três emendas, de autoria da Bancada da Minoria, as quais passo a analisar. A emenda nº 1 propõe o acréscimo de um parágrafo ao art. 1º, determinando ao Poder Executivo o envio à Assembleia, no prazo de 60 dias, a partir da contratação da operação de crédito, de cópias dos contratos e dos projetos a serem financiados. Opino pela rejeição, entendendo como desnecessária a proposta, uma vez que o Estado da Bahia possui agora o Transparência Bahia, que é um instrumento de consulta pública e acompanhamento da aplicação dos recursos do Estado, que contempla a divulgação em rede mundial (Internet) do contrato que venha a ser firmado com a Instituição Financeira, bem como as informações referentes à execução do mesmo, fazendo-se desnecessária a previsão legal pretendida. A emenda nº 2 propõe nova redação ao art. 2º, para determinar que, na hipótese de eventuais modificações orçamentárias que venham a ser promovidas pelo Governo do Estado para a execução do projeto, sejam preservados os recursos orçados nas funções da Segurança Pública, Saúde e Educação. Opino também pela rejeição, uma vez que a proposta da emenda configura nítida ingerência do Poder Legislativo em típica atividade administrativa do Poder Executivo. O projeto de lei objetiva autorizar o Poder Executivo a contratar crédito para financiamento do Programa com Enfoque Setorial Amplo das Áreas de Saúde e Recursos Hídricos do Estado da Bahia. Concedida tal autorização, cabe ao Poder Executivo realizar a gestão do orçamento estadual, incluída aí a realização das modificações que se mostrarem necessárias para a execução dos programas de governo e o adequado atendimento das políticas públicas. Assim, a exceção que a presente emenda visa acrescentar à proposição ignora o primado constitucional da Separação dos Poderes, e representaria o engessamento das atividades do Poder Executivo pelo Legislativo, o que não pode ser admitido. A emenda nº 3 acrescenta um artigo ao projeto, estabelecendo a obrigatoriedade de divulgação na internet, mensalmente, pela Secretaria do Planejamento, das informações e ações desenvolvidas em decorrência da operação de crédito, inclusive nos que se refere a alterações e aditivos, relacionando metas, programas/projetos e investimentos contemplados. 40 Entendo que a emenda não merece acolhimento, tendo em vista que a Lei de Responsabilidade Fiscal, atendendo as determinações constitucionais relativas à transparência e publicidade dos atos da Administração Pública, já prevê instrumentos que conferem transparência na gestão fiscal, quando determina que o Administrador deve: 1 - Disponibilizar, para consulta e análise, dos cidadãos e instituições sociais (art. 49, caput), no respectivo órgão técnico responsável pela sua elaboração, as prestações de contas do Chefe do Poder Executivo, durante todo o exercício; 2- Realizar audiências públicas, ao final dos meses de fevereiro, maio e setembro na Comissão referida no §1º, do art. 166 da Constituição Federal, ou equivalente, nas Assembleias Legislativas, durante as quais o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre (§4º, art. 9º); 3- Divulgar, amplamente, inclusive em meios eletrônicos de acesso público, os instrumentos de transparência da gestão fiscal, dentre os quais se incluem no art. 48, caput, in verbis: “Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos.' Desta forma, considero desnecessária a modificação prevista nesta emenda, opinando também pela sua rejeição. Ante o exposto, opino pela aprovação do projeto ora analisado na forma originalmente apresentada pelo Poder Executivo É o parecer, s.m.j. Sala das Sessões, 09 de dezembro de 2009.” (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. Elmar Nascimento:- Sr. Presidente, questão de ordem. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Pois não, deputado. O Sr. Elmar Nascimento:- Sr. Presidente, por mais boa vontade que eu tivesse, estava muito burburinho aqui, e não foi falta de boa vontade do deputado Pedro Alcântara, mas não consegui entender quase nada do que ele leu. Então quero pedir a gentileza de V.Exª para que solicite uma cópia aos deputados que estão na comissão e assim se possa discutir o projeto e ler o parecer. Agradeço-lhe se puder me atender. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Solicito da Secretaria da Mesa que tire uma cópia do parecer do deputado Pedro Alcântara e entregue a todos os deputados da comissão. O Sr. Heraldo Rocha:- Sr. Presidente, pela ordem. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem, deputado Heraldo Rocha. O Sr. Heraldo Rocha:- Sr. Presidente, solicito uma verificação de quórum de 41 votação no âmbito das Comissões. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem, deputado Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, tendo em vista a iniciativa do deputado Heraldo Rocha, quero em primeiro lugar solicitar de V.Exª que, após a minha questão de ordem, peça a marcação de 15 minutos de espera para a votação de matéria desta natureza. Aproveitando a oportunidade, quero convidar os colegas membros das comissões envolvidas neste projeto e até peço ao Sr. Presidente em seguida para enumerar quais são elas. E gostaria de pedir aos colegas da Bancada do governo que imediatamente se desloquem até o Plenário, pois há uma solicitação de verificação do quórum de votação no âmbito de várias Comissões. Então, todos os parlamentares da Bancada governista estão sendo convocados, convidados para imediatamente se fazerem presentes ao Plenário, já que há uma verificação de quórum no âmbito das Comissões. No âmbito da comissão o deputado tem de ficar dentro do Plenário. Quem estiver no cafezinho, por favor, que imediatamente se desloque para cá. Existe uma solicitação de verificação do quórum de votação no âmbito das Comissões. Portanto, é imprescindível que os colegas parlamentares da Bancada da Situação imediatamente se desloquem até o Plenário. Srs. Deputados e Srªs Deputadas da Bancada do governo que se encontram em seus gabinetes, nos corredores, no Salão Nobre, imediatamente se desloquem até o Plenário desta Casa Legislativa. No âmbito das Comissões, é urgente a necessidade da presença dos colegas deputados e deputadas da Bancada governista. Por gentileza, se desloquem imediatamente para cá, pois há uma solicitação de verificação do quórum de votação no âmbito das Comissões. É urgente a necessidade de os parlamentares da nossa Bancada se deslocarem imediatamente, pois há uma solicitação de verificação de quórum no âmbito das comissões. A Bancada está unida, coesa, tenho a certeza de que os colegas se encontram nas diferentes dependências desta Casa Legislativa e, por isso, solicito a imediata presença dos deputados da nossa Bancada. São várias as comissões envolvidas neste projeto: Constituição e Justiça, Finanças, Meio Ambiente, Infraestrutura. É urgente a necessidade da presença dos deputados da nossa Bancada. Srs. Deputados, Srªs Deputadas da Bancada do governo, por gentileza, se desloquem imediatamente até o Plenário desta Casa Legislativa, há uma solicitação de verificação de quórum de votação no âmbito das comissões. É urgente a necessidade da presença de todos os parlamentares que compõem a Bancada do governo para a verificação de quórum. Srs. Parlamentares, há uma verificação de quórum no âmbito das comissões. É urgente que todos os parlamentares estejam presentes no Plenário. Faltam 10 minutos e é urgente que os senhores venham ao Plenário, tendo em vista que há uma verificação de quórum no âmbito das comissões. Sr. Presidente, peço que sejam marcados os 15 minutos, o tempo de espera 42 para a recomposição do quórum no âmbito das comissões. Muito obrigado. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- V.Exª será atendido. Srs. Deputados que estão na sala do cafezinho, nos gabinetes, ou em outros recintos da Casa, há uma verificação de quórum de votação no âmbito das comissões. São elas: Constituição e Justiça, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Meio Ambiente, Secas e Recursos Hídricos, Saúde e Saneamento e Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle. Srs. Deputados que se encontram nos gabinetes, nos corredores, ou em outros recintos da Casa, quórum de votação. (O Sr. Presidente faz soar as campainhas.) Marquem os 15 minutos. Vou fazer a chamada: Constituição e Justiça: deputados Zé Neto, Gildásio Penedo (ausente), Euclides Fernandes, Fátima Nunes, Gilberto Brito, Paulo Azi (ausente), Ronaldo Carletto (ausente), Virgínia Hagge (ausente); Suplentes: deputados Arthur Maia (ausente), Luiz de Deus (ausente), Nelson Leal (presente). Há 5 deputados presentes desta Comissão. Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo: deputados Ivo de Assis, Joélcio Martins (ausente), Emério Resedá, J. Carlos, Javier Alfaya, Luiz Argôlo (ausente), Misael Neto (ausente). Suplentes: deputados Leur Lomanto Júnior (ausente), Eliana Boaventura. Há 5 deputados presentes desta Comissão. Finanças e Orçamento: deputados Luiz Augusto, Paulo Azi (ausente), Álvaro Gomes (ausente), Arthur Maia (ausente), Elmar Nascimento (presente), Gaban (ausente), Paulo Câmera (ausente), Yulo Oiticica (presente). Há 3 deputados presentes. Suplente do deputado Paulo Câmera, deputado Adolfo Menezes (presente), suplente do deputado Paulo Azi, deputado Misael Neto (ausente), suplente do deputado Arthur Maia, deputada Virgínia Hagge (ausente). Não há quórum para completar. Temos que aguardar 12 minutos. Vou passar para a próxima comissão. Comissão de Saúde e Saneamento: deputado Álvaro Gomes (ausente), Luiz de Deus (ausente), Ângelo Coronel (ausente), Isaac Cunha (presente), deputada Marizete Pereira (ausente), Paulo Câmera (ausente), Reinaldo Braga (presente), Sérgio Passos (ausente). Suplentes. Suplente do deputado Luiz de Deus, deputado João Carlos Bacelar (ausente), suplente da deputada Marizete, deputado Luciano Simões (ausente), suplente do deputado Paulo Câmera, deputada Neusa Cadore (presente), suplente do deputado Álvaro Gomes, deputado Zé Neto (presente). Só há quatro, não há quórum. Duas comissões sem quórum. Vamos para a próxima comissão, 5ª comissão. Comissão do Meio Ambiente: deputado Gaban (ausente), Adolfo Menezes (presente), Eliedson Ferreira (ausente), Emério Resedá (presente), Ferreira Ottomar (ausente), Nelson Leal (presente), Paulo Rangel (ausente), Reinaldo Braga (presente). Suplentes. Suplente do deputado Ferreira Ottomar, deputado Leur Lomanto (ausente), 43 suplente do deputado Eliedson, deputado Paulo Azi (ausente), suplente do deputado Sandro Régis... aliás, deputado Reinaldo, Sandro Régis não, o deputado Reinaldo é titular, suplente do deputado Paulo Rangel, deputado Zé Neto (presente). Existe quórum nesta. O Sr. Elmar Nascimento:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem do deputado Elmar Nascimento. O Sr. Elmar Nascimento:- Sr. Presidente, assisti a V.Exª fazer a chamada referente à Comissão do Meio Ambiente, e vi um negócio completamente estranho, porque não havia nenhum membro titular do PR e o deputado Sandro Régis está como suplente. Como pode ser suplente? Suplente de quem? O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Do deputado Reinaldo Braga. O Sr. Elmar Nascimento:- É titular. E do PMDB? O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Do Meio Ambiente, o titular do PMDB é Ferreira Ottomar e o suplente é Leur Lomanto. O Sr. Elmar Nascimento:- Sr. Presidente, fiz uma questão de ordem, que V.Exª deferiu. Ou é do PMDB ou é do PR. Não pode ter o PMDB e o PR na mesma comissão. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Mas a Liderança do governo cedeu para o PR. Os Líderes se acertaram, e não posso... O Sr. Elmar Nascimento:- Não pode ceder, Sr. Presidente, por causa da proporcionalidade. V.Exª tem que fazer a conta. E aqui, agora, o Democratas não pode ficar sem nenhum, o PT sem nenhum... O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Permita-me, o PMDB tem um, o Democratas tem um. Então, tem que tirar do PR e colocar... O Sr. Elmar Nascimento:- Ou do PR ou do PMDB, não pode ter os dois. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- V.Exª tem razão. Mando publicar no Diário Oficial de amanhã, saindo um deputado do PR, concorda? O Sr. Elmar Nascimento:- Não, só quero que V.Exª mande fazer a conta. Se o PR só tiver direito a dois, fique só com dois, não pode ter a mais ou a menos. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado, é sempre alternado: o PR um e o PMDB, só que o PMDB tem direito a um pouco mais, vez que tem mais deputado. O Sr. Elmar Nascimento:- Presidente, só isso, V.Exª dizer quais são do PR, entrar em negociação o Líder do PMDB com o Líder do PR pra ver, efetivamente, qual a suplência que cada um vai ficar. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Eu vou pedir ao Líder do PR e ao Líder do PMDB(...) O Sr. Pedro Alcântara:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Darei. O deputado Elmar tem razão. Eu peço a V.Exª, deputado Pedro Alcântara, e ao Líder do PMDB, que faça o acordo, porque V.Exª tem direito a quatro e o PMDB tem 44 direito a seis e a liderança do governo tem direito a duas. Deputado Pedro Alcântara com a questão de ordem. O Sr. Pedro Alcântara:- Sr. Presidente, eu posso esclarecer essa questão do deputado Elmar Nascimento. O deputado Sandro Régis está na suplência da Comissão do Meio Ambiente. Ele é titular de uma comissão e despertou interesse de permanecer nesta comissão, por questões regionais, problemas nesse setor na região dele. Então fiz um acordo com outros membros de bancada e fui atendido nesse sentido, de colocar o deputado, até em deferência ao deputado, que é presente, atuante. Então fizemos um acordo com o Líder da Maioria nesta Casa e ele cedeu essa vaga com a suplência da comissão para o deputado Sandro Régis. Mas se regimentalmente for contestado, vou conversar com o deputado Sandro Régis para discutirmos essa questão da sua permanência ou não, mas foi um pedido do deputado, uma deferência especial ao deputado que mostrou interesse em permanecer na comissão e nós o atendemos . E nesta Casa, por acordo, Sr. Presidente, temos feito inúmeras questões outras para atender à necessidade do bom andamento dos seus trabalhos. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- V.Exª tem razão, quando é por acordo, tudo pode. Mas se um deputado reclama, se um deputado levanta tem que passar para liderança do governo, porque na realidade os dois são do governo. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Vou fazer a chamada para restabelecer o quórum pra depois conceder a V.Exª. O deputado pede que chame mais uma vez, tendo em vista que faltou quórum na comissão de Saúde. ( O Sr. Presidente faz a chamada na Comissão de Saúde) O Sr. Elmar Nascimento:- Pela ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deixe eu concluir, deputado. Comissão de Finanças e Orçamento. (O Sr. Presidente faz a chamada na Comissão de Finanças.) O Sr. Elmar Nascimento:- Na minha questão de ordem, que V.Exª já deferiu, inclusive, quero dizer que em duas comissões ocorrem o mesmo problema que eu levantei há pouco: na Comissão de Finanças e Orçamento e na Comissão de Educação. Em ambas há um suplente do PR e um suplente do PMDB, e tem que ser ou do PMDB ou do PR. Peço que seja designado, porque acordo, presidente, qualquer deputado que invoque o Regimento, e V.Exª decidiu corretamente, o Regimento tem que ser aplicado, a não ser que tenha acordo que envolva todas as lideranças, inclusive o Líder da Minoria, não que envolva duas bancadas. Portanto, peço a V.Exª que, apenas, aproveitando inclusive a presença do Líder do PMDB e do Líder do PR que eles se entendam, mas o que não pode porque descumpre o Regimento é a presença como suplente de um do PR e um do PMDB nessas duas comissões. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Vou colocar em votação. 45 O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado, V.Exª não quer que eu vote não, depois eu passo para V.Exª. Em votação. Os Srs. Deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa) Aprovado à unanimidade. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem do deputado Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, queria respeitosamente contestar a questão de ordem do deputado Elmar Nascimento. Veja só: como muito bem explicado pelo deputado Pedro Alcântara, se a liderança de um bloco independente em acordo com a Liderança da Maioria ou da Minoria decide abrir mão de uma suplência – estou abrindo mão de uma suplência a que tenho direito – em acordo com a aliança de um bloco independente... (Tumulto no plenário.) O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, quero manter a minha palavra. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado, estou ouvindo. Deputado Pedro, deputado Sandro Régis, peço silêncio a V.Exªs para ouvirmos o deputado, por favor. O Sr. Waldenor Pereira:- Se a Liderança da Maioria, em acordo com o Bloco Independente desta Casa, abre mão de uma suplência a que tem direito, o acordo é perfeitamente regimental. Não cabe nenhum deferimento de matéria de natureza. Ora, se a Liderança da Minoria quer abrir mão de uma suplência, por exemplo, para poder destiná-la a um bloco independente, é mais do que justo que se possa fazer isso em acordo com o Bloco para o qual se está cedendo. Eu, que cedi a suplência, não estou reclamando! Por que V.Exª vai acatar uma questão de ordem se não estou reclamando? Eu, o Líder da Maioria, foi que cedi a suplência. Só a mim caberia a reclamação. O Sr. Elmar Nascimento:- Pela ordem Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado Elmar, se possível, gostaria de que fosse breve. O Sr. Elmar Nascimento:- Apenas para contraditar, lembro a V.Exª que o Líder do PMDB... Quando foi desfeito aqui, não reclamou, mas é uma questão regimental. Qualquer deputado que questione, o Regimento tem que ser cumprido. Um acordo de lideranças que vá contra o Regimento tem que contemplar todas as lideranças da Casa e não dois blocos apenas pelo que se é entendido. O deputado Waldenor com o deputado Pedro Alcântara, por exemplo, não podem dispensar formalidade. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado, vou analisar juridicamente... O Sr. Elmar Nascimento:- Peço a V.Exª que analise. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Na realidade, é um problema que vou analisar juridicamente e, posteriormente, trarei a resposta. Realmente, é um fato inusitado. O deputado Waldenor cedeu, V.Exª faz o questionamento, trarei posteriormente... Como não há prejuízo para o dia de hoje, ficará para a próxima. 46 O Sr. PRESIDNETE (Marcelo Nilo):- Em discussão o projeto em foco. Para discutir a matéria, o nobre deputado Gaban pelo tempo de 20 minutos. O Sr. GABAN:- Sr. Presidente, Srªs Deputadas, Srs. Deputados, vou voltar ao assunto que tenho repetidamente tratado aqui na Casa: o não funcionamento das comissões técnicas da Casa. Desafio até o próprio relator do projeto a detalhar o projeto aqui para sabermos o que vai ser o investimento. Quando o dinheiro será liberado? Até porque quando não se discute, acontece o que aconteceu com o projeto do Bird. Aprovamos investimento aqui, e o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento que está ali não tem nem acesso. E eu pedi uma cópia para que pudéssemos exercer o poder de fiscalização. O próprio presidente da comissão, deputado, opinou para a comissão não dar a seus membros uma cópia de um projeto que aprovamos. Vejam vocês! Deputado Waldenor, V.Exª comandou a sua bancada a não dar cópia de um projeto e seus anexos para que pudéssemos exercer o poder de fiscalização pela ação do Bird. V.Exª comandou a bancada nesse sentido. V.Exª comandou a bancada nesse sentido! Tanto é que foi negado. Então, entregue! Estou aguardando. Há uma outra comissão que não se discute, ninguém sabe o que se está aprovando. Quando estava lendo aqui um parecer fabricado pela assessoria, estava todo mundo rindo, conversando. Ninguém sabe do que se está falando. E assim as coisas vão acontecendo aqui. Aí aprovam mais 60 milhões para quê? Vai aplicar onde? Para quê? Por quê? Quando? Onde? Ninguém sabe! Este é o Poder Legislativo que tem até faixas na rua, outdoors, esta é a produtividade do Poder Legislativo da Bahia. Produtividade em quê? Onde está a produtividade? Comissão não funciona. Olhem aqui as taquígrafas. Vamos dar um exemplo. Há um projeto hoje aprovado pela Mesa, meu caro deputado. O que acontece com esse projeto? Eu não tenho nada, absolutamente nada, contra as taquígrafas novas. Estão recebendo muito mal pelo que estão exercendo. Mas por que é que não dão também uma correção as antigas que estão aqui há 13, 14, 15, 20 anos? Será que é justo as que estão aqui nos ajudando há tantos anos não terem também essa gratificação? Por que a gratificação é só para quem entrou? Por que a gratificação não é para todas? O salário é baixo sim. Concordo que foi errado contratar por R$1.300,00 que não é o valor de mercado pela importância que têm as taquígrafas na Casa, pelo apoio que nos dão. Mas corrige a distorção de uma coisa que começou errada porque não passou pelas comissões, corrige o salário de que está baixo e fica uma pequena diferença para quem tem 15 anos aqui na Casa. Não pode ser justo. Mas sabe por que isso acontece? Porque a Casa não discute, a Casa vota. Vêm aqui, vai o roldão, faz o acordo e é pior ainda. Não vota, não discute, aí aprova e cria insatisfação. Então estamos vivendo um verdadeiro engodo. A população baiana tem que saber o que está acontecendo no Poder Legislativo. Está errado o que se faz. Como é que não se discute nada? Daqui a pouco só falta fazer um acordo para aprovar... E tem ainda uns “caras-de-pau” que vêm falar em acordo. Como é que se faz acordo com que já descumpriu três acordos e quer vir fazer outro? Não há como fazer outro acordo com quem já descumpriu três. Aí a Casa vai nisso aí, não sabe. 47 Eu quero ver alguém vir aqui discutir esse projeto e saber o que está sendo votado. Ninguém sabe o que está sendo votado. Sabe que são R$60 milhões, alguns, outros nem sabem o valor, não sabem qual o banco, não sabem nada. Porque quem fez o relato, copiou, leu aqui agora, nem sabe o que estava lendo porque foi entregue agora. Por que? Porque não passa pelas comissões temáticas da Casa. A Assembleia está fazendo de conta que está trabalhando, faz-de-conta, é um joguinho de cena. Agora, no ano que vem, o ano da política, vai todo mundo pedir voto ao povo da Bahia e dizer: eu cumpri com as minhas obrigações na Assembleia. Cumpriu uma banana! Que compromisso que está tendo com o povo se nem discute, não sabe o que se passa aqui na Casa. Aí eu peço, até para saber, minha cara presidente, já que o relato foi feito de última hora e não passou por comissão, deixa eu ver o que é que está sendo aprovado aqui, esses R$60 milhões. Quero o projeto para eu dar uma olhada, por favor. Peço a assessoria da Mesa para trazer. É uma vergonha o que acontece aqui na Casa. Eu não consigo entender a falta de compromisso do Poder Legislativo com os projetos que tramitam nesta Casa. É uma irresponsabilidade. Aí eu digo, minha cara deputada Antônia, será que é justo, pergunto a V.Exª? Vamos falar das taquígrafas que têm acordo aqui para votar. Os deputados nem leram o que vai ser aprovado. Será que é justo aumentar de R$1.300,00 para R$2.200,00? É, acho que é extremamente justo. Agora, não deveria estender esses R$900 para todas, ser uma gratificação para todas as taquígrafas da Casa? Por que só para as que entraram? Nenhum demérito para as que entraram agora não. Está ridículo o salário delas, mas melhora o delas, e melhora também o salário de quem está há muito tempo aqui para que tenham uma aposentadoria digna quando se aposentar, com um salário mais justo. É um trabalho duro, exaustivo, para entender o que a gente fala aqui, transcrever, depois colocar isso no papel para que possa fazer a correção. Como ninguém vê, estão achando que o projeto vai ser aprovado atendendo a todas as taquígrafas. Desafio se há aqui cinco, seis parlamentares que saibam que estamos votando uma coisa que vai atender parte das taquígrafas, e não todas, como acontece na Casa com todos os projetos. Esse que foi lido agora, de última hora... Indicam o relator, via de regra, de última hora, quando ele vai ler o que é. Vamos ler o que diz esse projeto dos 60 milhões. “Os programas de Enfoque Setorial Amplo, SWAPS”, ainda põem a sigla em inglês, tem de detalhar mesmo, pois o pessoal não sabe nada. O governador até traduz aqui, SWAPS é sigla em inglês, são operações de financiamento externo que, no caso, do Banco Mundial, geralmente apoiam programas prioritários do governo já em andamento, em vez de projetos isolados. O SWAPS tem como objetivo aumentar o impacto e a flexibilidade desses programas. Cadê a detalhação do impacto desse programa nas obras em andamento? Cadê o detalhamento das obras em andamento? Cadê o cronograma de desembolso para cada uma das obras? Não há, deputado Heraldo Rocha, não há nada, é um projeto 48 vazio, é um projeto que absolutamente não diz nada com nada. Sabe o que nós estamos aprovando aqui, deputado Heraldo Rocha? Estamos aprovando aqui uma carta em branco para que o Estado aplique 60 milhões da forma como ele quiser, porque não há detalhamento, deputado Paulo Azi, deputado Sandro Régis, não há detalhamento, diz-se que são projetos em andamento. Que projetos? Que governo republicano é esse, deputado Heraldo? Cadê o deputado Waldenor, foi até embora para não me responder. Deputado Álvaro Gomes, V.Exª me responde onde estão detalhados os programas e projetos em andamento em que serão utilizados esses recursos? Não há um programa aqui anunciado. É isso, deputados, que V.Exªs vão aprovar? Não sabem o que estão aprovando, cadê o detalhamento, cadê o programa de desembolso, cadê as obras, é para a saúde, educação, segurança? Para quê? E a Casa vota? É um negócio assustador, não tem que dar um minuto de silêncio, não, tem que dar um fechamento do Poder Legislativo. Para que veio um projeto desse para cá? Para dizer que aprovou? O que estamos aprovando? Não estamos aprovando nada. Estamos aprovando um recurso para dar apoio aos programas em andamento. Quê programas em andamento? Não se detalham. Qual o volume de recursos para cada um dos programas que nem detalhados são, não sabe, e nós nos submetemos a aprovar um projeto esdrúxulo dessa natureza, e não é aprovar 10 centavos, não, são 60 milhões de dólares, estamos brincando de fazer política, estamos brincando de cumprir com a nossa obrigação, essa é uma irresponsabilidade, se votar alguma coisa que não se sabe o que está votando, empréstimo para quê? Só se for para fazer propaganda mentirosa mesmo. V.Exª tem razão mais uma vez. O que eu não consigo entender é como os deputados da base do governo não têm o cuidado de perguntar ao governador para quê são os programas em andamento, qual o volume de recurso para cada um deles? Está dando uma carta em branco, estamos assinando uma procuração, a pessoa põe o que quiser, depois não adianta lamentar mais o erro que o Poder Legislativo está tendo nesta noite. Gostaria que algum membro da base do governo peça aparte, venha me explicar o inexplicável. Quem tem coragem de vir explicar esse empréstimo de US$ 60 milhões sem se dizer em qual programa vai ser aplicado? O que vocês estão fazendo aqui? Será que ser de uma base significa submissão ao ponto de se perder a dignidade? Quem aprova um empréstimo sem saber em que vai ser aplicado está perdendo a dignidade, está desrespeitando o poder que o povo nos deu nas urnas de fiscalizar e de aprovar as proposições corretas para o crescimento do nosso Estado. Não podemos confundir aprovação com submissão; aprovação com carta em branco. Este governo se diz republicano, mas não tem nem o cuidado de citar um único programa que será beneficiado com esse dinheiro. São programas em andamento? Quais? Só se forem programas de televisão, com essas propagandas mentirosas. Gostaria que esses US$ 60 milhões fossem utilizados para dar 49 tranquilidade à população baiana, para acabar com o monopólio do crime organizado, que dita as ordens, que diz a hora que cada cidadão – inicialmente isso ocorre apenas na periferia, mas brevemente, como as coisas estão, vai acontecer em toda a cidade – vai fechar as portas das suas casas para dormir. E continuamos brincando de fazer política. É lamentável e triste! Temos mesmo de fazer momentos e mais momentos de silêncio, de repulsa, de revolta! Não entendemos o papel de uma Bancada – parte adesista e parte irresponsável, o somatório das duas – que vota sem saber o que está aprovando. Não temos outra alternativa. Nunca votaria a favor de um projeto sem conhecer o seu conteúdo. O governador abusa do Poder Legislativo! Isso mostra uma dependência irritante; mostra a submissão desta Casa, chegando ao ponto de não saber o que está votando. Meu caro Líder, não vou ter o constrangimento de estar aqui na hora em que esse projeto for votado. A minha consciência não me permite isso. Não quero presenciar a submissão de um Poder Legislativo que não discute projetos e se sujeita a aprovar um empréstimo sem saber em que será aplicado. Coitados dos prefeitos que, em alguns momentos, fazem licitação de R$ 18 mil, para as quais, às vezes, se apresenta apenas um participante. Por isso, suas contas são rejeitadas e vão ao Ministério Público. Já aqui no âmbito estadual o Poder legislativo aprova empréstimo de US$ 60 milhões sem saber em que serão aplicados esses recursos, e não há nenhuma punição. É um absurdo, não dá para entender! Desafio algum membro da base governista – ainda disponho de 3 minutos e 40 segundos – a vir dizer qual o programa do governo que será beneficiado com esse dinheiro. Nominem um! Não quero que mostrem a aplicação de 60 milhões, não, quero que me apontem um único programa para o qual serão destinados R$ 100,00. Sabe por que vocês não me pedem um aparte, que eu concederia? Porque vocês não sabem, já que esse projeto não diz. Este governador, que se diz republicano, é pior do que na época do nazismo, pois não dá opção a essa Bancada submissa de saber o que está votando. Essa submissão é triste e indesejável! Faço o meu minuto de protesto aqui, em silêncio. (Momento de silêncio.) Eu gostaria de perguntar ao presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, que acredito que ainda esteja no cargo, o que ele vai fazer com isso? Para que existe a Comissão de Finanças e Orçamento? Essa é a pergunta que faço. Para que é que existe? É uma tristeza! Temos que fazer minutos e minutos de silêncio pelo falecimento do Poder Legislativo. Nunca vi uma submissão a esse ponto, chega a ser nojento aprovar alguma coisa sem saber no que vai ser aplicado. Se falam no escândalo da cueca e agora do meião. Escândalo é este aqui, 60 milhões, por aqueles que estão aprovando um dinheiro, deputada Antônia Pedrosa, que não sabem para quê. Isso que é jogar dinheiro fora, quem vai pagar a conta é o povo da Bahia, isso é um empréstimo, não é dinheiro doado não. Se fosse de um poder financeiro que estivesse doando à Bahia, que jogassem fora. Mas são 50 criminosos aqueles que votarem a favor, porque estão jogando dinheiro fora da Bahia sem saber em que será aplicado. Vinte e nove segundos, deputado Paulo Azi, não houve ninguém do governo que quisesse, pedisse aparte, que eu disse que daria, para dizer onde vão ser aplicados R$ 100,00 desses 60 milhões, porque o projeto não diz, porque sabe que a Assembleia é submissa, que dá carta branca, que tem um presidente da Comissão de Finanças e Orçamento e um Líder do governo que não permitem que nenhum membro do Poder Legislativo tenha sequer uma cópia de um contrato, que, irresponsavelmente, o Poder Legislativo, sem minha presença, vai, mais uma vez, aprovar. É triste! Triste Bahia! Triste Poder Legislativo! Triste Bancada submissa, que aprova e não sabe o que está aprovando. Espero que o povo da Bahia, que está nos assistindo através da TV Assembleia, veja os parlamentares que colocou aqui. Que compromisso têm com o voto? Nenhum, porque votam sem saber o que estão votando, porque aqui são 60 milhões sem dizer para onde vão, sem fluxo financeiro, sem período, sem programa e sem nada. Isso é azar da Bahia. Mas, graças a Deus, deputado Sandro Régis, só está faltando 1 ano e 15 dias aproximadamente. Mas, tristes somos nós, que vamos pegar uma verdadeira terra arrasada, uma terra, deputado Álvaro Gomes, onde os bandidos tomam conta. Uma terra onde a propaganda enganosa diz que existem vários hospitais sendo construídos, uma terra onde existe um outdoor aqui na Paralela: “Breve, Hospital do Subúrbio”, hospital que talvez seja concluído em 2010. Anunciam o hospital de Juazeiro, que foi iniciado na administração de Paulo Souto e dizem que foi construído na administração do governador Jaques Wagner. Triste Bahia! Disse Mangabeira, e aqui eu repito: Se houver um absurdo, na Bahia existe um precedente. Mas um precedente dessa natureza deve fazer com que Mangabeira esteja se mexendo no túmulo, porque nunca iria imaginar que um absurdo dessa natureza fosse praticado por aqueles que foram nomeados, indicados pela população para representá-la e que chegassem ao ponto do fundo do poço de aprovar o que não sabem que estão aprovando. São R$ 60 milhões que se forem jogados na lata do lixo é a mesma coisa, porque ninguém sabe ninguém viu... A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Para concluir, deputado. O Sr. GABAN:- É o povo que vai embora por ter escolhido errado aqueles submissos que não sabem o que estão votando. Triste Assembleia Legislativa! Finalizando, minha querida presidente, com tristeza, porque é o Poder Legislativo de que tanto gosto, que jurei juntamente com meus 62 companheiros cumprir o que determina a Constituição do Estado, cumprir com meu dever de fiscalização e vejo, hoje, a submissão de se aprovar um projeto em cuja discussão ninguém concedeu aparte, ninguém da Bancada do Governo quis dar, porque não sabem! Porque o projeto não diz para que vai ser aplicado o dinheiro! Veremos mais R$ 60 milhões que podem ser jogados na lata do lixo, porque essa Assembleia Legislativa submissa, na sua maioria, não cumpre o que jurou, não cumpre o seu compromisso de respeitar a Constituição do Estado e exercer o seu 51 papel de fiscalização. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Obrigada, deputado. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. Júnior Magalhães:- Questão de ordem, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado Júnior Magalhães. O Sr. Júnior Magalhães:- Nobre presidente, deputada Antônia Pedrosa, quero solicitar a V.Exª uma verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- V.Exª será atendido. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o professor Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Srª Presidente, tendo em vista a iniciativa do deputado Júnior Magalhães quero solicitar de V.Exª que após a minha questão de ordem a senhora pudesse fazer prevalecer a espera de 15 minutos, tempo já aprovado por este plenário para uma questão de ordem dessa natureza, visando a recomposição do quórum. Quero convocar os colegas parlamentares da Bancada do Governo para, imediatamente, se dirigirem ao plenário desta Casa Legislativa, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. É muito importante, imprescindível que os colegas da Bancada do Governo possam, imediatamente, se deslocarem para o plenário para recomposição do quórum de continuidade da presente sessão. Estamos apreciando, e já votamos favoravelmente, no âmbito das comissões o projeto de interesse da Bahia, porque é um projeto para uma operação de crédito de 60 milhões de dólares que serão destinados a ações nas áreas de saúde e recursos hídricos. É um projeto importante que ajudará o nosso governo a superar essa triste realidade ainda vivida pelo Estado da Bahia de conviver com péssimos indicadores sociais. Por isso é muito importante que os colegas parlamentares da nossa Bancada possam, imediatamente, se deslocarem até o plenário desta Casa Legislativa, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. São necessários 21 Srs. Parlamentares, e por isso convido os colegas da Bancada do Governo que se encontram nos seus gabinetes, no restaurante, nas demais dependências desta Casa Legislativa para, imediatamente, se deslocarem para o plenário, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. Srs. Deputados, Sras. Deputadas da Bancada do Governo, solicitamos que todos os colegas parlamentares, deputados e deputadas, se desloquem, imediatamente, ao plenário, tendo em vista que há uma solicitação de verificação de quórum de continuidade da presente sessão. Necessitamos de 21 Srs. Parlamentares, por isso convoco, convido a todos os colegas da Bancada do Governo para se fazerem presentes no plenário tendo em vista que há uma solicitação de verificação de quórum 52 de continuidade da presente sessão. Necessitamos de 21 Srs. Parlamentares presentes, inclusive acaba de chegar ao plenário a nossa queridíssima colega, deputada Maria Luiza Laudano, como sempre marcando a sua presença, nos ajudando a dar continuidade, nos ajudando a aprovar esse projeto importante para a Bahia, porque vai permitir ampliar os recursos do Tesouro do Estado em US$60 milhões, destinados a ações na área de Saúde, Recursos Hídricos. Quero convidar, convocar a todos os colegas deputados e deputadas da Bancada do governo para se dirigirem ao Plenário, tendo em vista que há um pedido de verificação de quorum de continuação da presente sessão e necessitamos da presença de 21 Srs. Parlamentares no Plenário. Portanto, convido os deputados e deputadas do nosso Bloco, da nossa Bancada para, imediatamente, se dirigirem ao Plenário desta Casa Legislativa, pois é necessária a presença de 21 parlamentares para a recomposição do quorum para continuação da presente sessão. Srª Presidente, solicito de V.Exª, mais uma vez, que faça zerar o painel, autorize os operadores a marcarem 15 minutos de espera e que nos ajude, fazendo soar as campainhas, na convocação dos parlamentares. Quanto mais rápido fizermos a recomposição do quorum, mais rápido sairemos da votação nesta noite. Muito obrigado, Srª Presidente. Essa é a nossa questão de ordem. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Por favor, zerem o painel, marquem 15 minutos. O Sr. Javier Alfaya:- Questão de ordem. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado Javier Alfaya Gostaria, deputado, que V.Exª não ultrapassasse o tempo. O Sr. Javier Alfaya:- Obrigado, Presidente. Quero, na condição de Vice-Líder, fazer um apelo, como fez o nosso Líder, companheiro Waldenor Pereira, aos companheiros, deputados e deputadas da grande Base do Governo, que conta com 42 integrantes, aproximadamente, para que venham, o mais rápido possível e para que não saiam os que estão presentes aqui, a fim de que possamos dar continuação à sessão e votar matérias da importância desta que o governador enviou a esta Casa solicitando a aprovação de empréstimo de US$60 milhões de dólares para diversos serviços importantíssimos para o nosso povo e obras de infraestrutura para o nosso Estado, assim como matérias do Tribunal de Justiça e uma matéria interna da Casa, criando uma série de mecanismos de carreira para as nossas companheiras da Divisão de Taquigrafia da Assembleia Legislativa. Quero aproveitar a oportunidade, deputados e deputada-presidente, para dizer que continuo na minha campanha pela aprovação da emenda constitucional que deflagrei na Casa destinando 1,5% para a Secretaria da Cultura, dando sequência à campanha nacional pela aprovação de uma emenda constitucional que prevê 2% para o Ministério da Cultura, 1,5% para as Secretarias da Cultura dos Estados e 1% para as Secretarias Municipais ou órgãos encarregados de cultura nas estruturas da 53 administração dos quase seis mil municípios do nosso País. A ideia de termos 2%, 1,5 e 1% é muito forte, que vem da década de 70 e agora foi materializada por uma emenda constitucional, encabeçada, insisto, pelo companheiro e deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores Zezéu Ribeiro e mais outros três deputados, que deram o início a essa campanha na Câmara dos Deputados e ela se espalhou. Na Bahia, deputada Pedrosa, como é do conhecimento de V.Exª, a Constituição nos permite aprovar emendas próprias da Constituição do Estado. Portanto, o que proponho é que continuemos a campanha do 1,5% para a Secretaria de Cultura da Bahia, já que, hoje, pelo Orçamento em execução, há somente 0,8% destinados à cultura em nosso Estado, mas precisaríamos chegar a 1,5%, o que levaria nos gastos com o setor a algo em torno de 256 milhões de reais, caso fosse aplicado hoje esse percentual. Por essa razão, deputada Antônia Pedrosa, quero lhe sugerir que amanhã V.Exª seja a primeira a subscrever a emenda a favor do 1,5% e que no dia 15, na próxima terça-feira esteja presente ao agito que os artistas e produtores culturais vão fazer nesta Casa em favor dessa campanha. Muito obrigado. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado Sandro Régis pelo tempo de 20 minutos. O Sr. SANDRO RÉGIS:- Srª Presidenta, Srs. Deputados, amigos da TV Assembleia e das Galerias Paulo Jackson, lendo aqui estas faixas “Nomeação já, agentes e escrivães da Polícia Civil da Bahia; Investigadores e escrivães da Polícia Civil formados e não nomeados desde abril de 2009, nomeação já; Os municípios da Bahia imploram por policiais civis; Cadê a nomeação dos 821 policiais formados desde abril de 2009?; A Bahia tem, tem, tem 5 cidades entre as 15 mais violentas do Brasil; Policiais civis formados e não nomeados a caminho da greve de fome, nomeação já” - quero saudar o presidente da Câmara de Ibiratá, que eu não tinha visto, o meu vereador e meu amigo -, nós começamos a refletir a realidade do Estado da Bahia. Não adianta encher as rodovias, vereador Caio Pina, de outdoors. Não adianta querer dizer que a Bahia é uma enquanto a realidade, deputado Jurandy Oliveira, é esta aí. Hoje o governo traz um projeto pedindo um crédito de 60 milhões de reais. Para quê? Só pode ser para ser gasto com propagandas mentirosas para enganar a população da Bahia. Salvador e Região Metropolitana vivem hoje um estado de segurança caótico. Mortes de PMs deixam policiais sob tensão em casa e nas ruas. No município de Santa Luz foram 40 minutos de tiroteio. Invadiram o Banco do Brasil, prenderam os policiais, tocaram fogo num ônibus e numa viatura que não prestava, e a cidade ficou refém. É esta a realidade, policiais mortos todos os fins de semana em Salvador. São mais de 40 homicídios por final de semana na Bahia. É esta a realidade do nosso Estado. Esta frase, “A Bahia tem, tem, tem 5 cidades entre as mais violentas do Brasil”, é a cara e a forma do governo Jaques Wagner. Um governo incompetente, 54 que não tem compromisso com a sociedade, a Bahia e os baianos! Só se preocupa em gastar dinheiro com mídia, seja ela em televisão, outdoor ou rádios. Por que não contrata os agentes? Por que não nomeia os delegados? Porque isso não dá visibilidade. O que dá visibilidade, deputado Joélcio Martins, é outdoor. O que dá visibilidade é propaganda em horário nobre. Agora, proteger os baianos, proteger a sociedade, isso não dá visibilidade. Estava narrando aqui, deputado Joélcio Martins, o que aconteceu em Santa Luz: um verdadeiro tiroteio. Foram 40 minutos de terror. Os bandidos saquearam o Banco do Brasil e aterrorizaram todos os cidadãos de bem da cidade. É isso que é o governo Jaques Wagner. Não adianta os deputados governistas subirem a esta tribuna para apresentar dados em papel, para criticar o passado. Porque quem viaja pelo interior e conversa com as pessoas verifica que não há um baiano satisfeito com esse governo, porque esse governo não trabalha. Esse governo vive de propagandas mentirosas e não tem responsabilidade com o voto que recebeu nas últimas eleições para governador. Está aí a realidade da Bahia. Por que não nomeia os policiais civis? Por que não nomeia os agentes e os delegados? É um governo em que as principais cidades não têm nem viatura. Numa cidade como Itapetinga, a sociedade teve que se juntar para comprar uma viatura. Esse não é um governo que se respeite, esse não é um governo que respeita a Bahia, como também não respeita os baianos. Nas regiões que represento não há uma cidade que não esteja sofrendo com a violência. O bandido, hoje, sente-se maior que o poder da polícia. O bandido, hoje, deputado Javier Alfaya, faz os homens e as mulheres de bem ficarem reféns. Em nosso Estado, hoje, existe toque de recolher. As mães têm medo de ir ao shopping fazer compras de Natal, porque não têm certeza se vão voltar para casa, uma vez que a bandidagem tomou conta do nosso Estado, tomou conta da Região Metropolitana. E não venham com o discurso de que em todo o País a violência aumentou, porque no Rio de Janeiro e São Paulo os índices estão caindo. Hoje, a Bahia, proporcionalmente, é mais violenta do que o Rio de Janeiro, Por quê? Por que lá estáse conseguindo combater a criminalidade e aqui não se consegue? Porque aqui não existe planejamento, nem vontade de trabalhar. O governo, aqui, ainda vive no palanque, fazendo discurso. O exemplo aqui é o Capitão Tadeu. Pergunte ao Capitão Tadeu, que é de sua Base, se a categoria está satisfeita com Jaques Wagner? Eu não sei se V.Exª assistiu ao Movimento Polícia Legal. Sentaram e fizeram um acordo com o governador e hoje está nas rádios... Será que o governador tem palavra? O Sr. Javier Alfaya:- Um aparte, deputado. O Sr. SANDRO RÉGIS:- V.Exª se inscreva e venha discutir. Será que o governador tem palavra? Escute hoje o movimento “Polícia Legal”, deputado Gildásio Penedo, em todas as rádios, questionando se o que esse governo fala e escreve é para alguém acreditar. É mais fácil acreditar em Papai Noel do que no governo Jaques Wagner. Governo que 55 não tem palavra, governo que não tem compromisso, governo que vive baseado na mentira. É mentira, deputado. Esses mesmos 48% foram dados pelo “Instituto Jonas Paulo”. Aquele mesmo que divulgou em Samuel Celestino a pesquisa do Vox Populi e em meia hora foi desmentido. Antes era propaganda mentirosa, agora é pesquisa falsa. Nesse governo, não existe nada de verdade. Nesse governo não se pode acreditar em nada. O único dado verdadeiro é a criminalidade aumentando, o único dado verdadeiro é a meningite matando os baianos. O único dado verdadeiro é o Estado que se tornou Copa do Mundo da dengue. Nesse aí nós podemos acreditar, porque nós estamos falando em morte, nós estamos falando em baianos que estão perdendo as suas vidas, nós estamos falando em policiais que têm medo de cumprir o seu papel porque não têm segurança. O policial aqui diz que o que mais teme é ser identificado durante um assalto a ônibus. A maioria dos policiais ainda anda de coletivo como única opção de transporte. “A gente esconde a farda na sacola e pede a Deus para não ser descoberto, pois é morte na certa”. Numa companhia de 300 policiais, apenas dois chegam e saem fardados. Os policiais hoje estão reféns da bandidagem. Quem manda hoje é o bandido, e o policial obedece. Está aqui, deputado Heraldo Rocha. É o testemunho dos policiais. O policial não tem coragem de chegar fardado ao quartel porque, se for encontrado na rua pelos bandidos, é morto. É esse o governo que se diz republicano, o governo de todos nós. Ontem, dia 8, pela manhã, dois homens morreram durante uma suposta troca de tiros com a Rondesp no Engenho Velho da Federação. Policiais foram informados de que pelo menos dez homens estavam armados na Rua da Palmeira. Quando chegaram ao local, teriam sido recebidos a bala, e dois jovens foram atingidos e levados ao HGE, onde chegaram mortos. Policiais são obrigados a sair de casa ameaçados e com medo. Pelo menos 280 policiais militares tiveram de abandonar suas casas só este ano, segundo cadastro da Associação dos Praças da Polícia Militar. É humilhante, frustrante, ultrajante para qualquer cidadão. “O policial não espera ser expulso, ele está saindo de sua casa”, pontuou o presidente da associação, soldado Agnaldo Pinto. “O que a gente tem feito é tentado junto à Caixa Econômica Federal algum apoio. A situação é caótica”, justificou Pinto. Os casos estão registrados em bairros onde a violência é crescente e temida também pelos policiais, como Nordeste de Amaralina, Boca do Rio, Tancredo Neves/ Beiru e São Gonçalo. 'A realidade de hoje é que o PM não pode se identificar como tal. Qual o policial que quer se identificar hoje na sua comunidade?', pergunta Pinto, demonstrando descrença na atuação localizada da PM, diante de slogans como polícia comunitária. Segundo ele, a orientação passada entre os colegas é guardar a farda para pegar ônibus ou deixar o uniforme secando no varal. Entre as recomendações está também não deixar indícios que identifiquem o policial, guardando a identidade funcional em local de difícil visualização. Um manual com as dicas foi elaborado pelo deputado estadual Capitão Tadeu (PSB). 'As propostas estão reunidas no Manual de Sobrevivência Policial, entregues desde setembro de 2008 na Secretaria da Segurança Pública', explicou o deputado. Entre as 56 sugestões está o transporte até a casa do PM que termine o serviço após as 22h.” Isso não será feito porque não pode ser mostrado no outdoor. Não gastam dinheiro para proteger policial porque assim não sobraria para a propaganda mentirosa. O que este governo gosta é de discurso político, de propaganda mentirosa com o objetivo de enganar e iludir a Bahia. Com o aparte o deputado Heraldo Rocha. O Sr. Heraldo Rocha:- Deputado Sandro Régis, se tornou uma grande preocupação da nossa Bancada, com a participação do deputado Capitão Tadeu na Bancada do governo, esta situação que estamos atravessando, a respeito da qual V.Exª faz um balanço. Veja, deputado Sandro Régis, temos 3 anos nesta Casa e o governo não apresentou qualquer política pública de prevenção à criminalidade e à violência. Li, ontem ou anteontem, na revista IstoÉ desta semana matéria sobre uma política pública que estão realizando no Rio. Meu filho, que V.Exª conhece, vai muito ao Rio, pois é professor da UFRJ, disse-me que os taxistas – que é o melhor meio de informação – estão falando que a situação está melhorando devido a uma política pública que está sendo feita nas favelas daquela cidade. Eles evacuam as favelas dos traficantes e imediatamente entra a polícia, que irá fazer uma política social. São as chamadas UPP, Unidades de Proteção Policial, ou algo semelhante. Já pedi a minha assessoria para me dar um material para que eu possa estudar melhor esse assunto. E aqui na Bahia não vemos nada. A única coisa que vemos é morte de policiais, fim de semana de criminalidade, etc. Não se vê uma política pública, uma ação de prevenção à criminalidade e à violência. Parabéns, Excelência, pelo brilhante discurso. O Sr. SANDRO RÉGIS:- Atualmente delegado é morto em praça pública. O de Ipiaú saiu para comer um acarajé e foi baleado. Por quê? Porque a sensação é de um Estado que não tem poder público, que não tem polícia, que não tem governo. É um Estado desgovernado! É essa a sensação da sociedade baiana, é essa a sensação dos criminosos. Então não venham pedir empréstimo de R$ 60 milhões. Para serem gastos em quê? Ora, os baianos continuam morrendo; se não tem estrada. A estrada que liga Ibirataia a Gandu está um caos. Um governo que não tem estrada, que não tem saúde, que não tem segurança, para que quer 60 milhões? Só tem uma explicação: para continuar gastando em propagandas mentirosas, para querer continuar iludindo e enganando o povo de nossa terra. Eles usam a tática agora usada pelos nazistas, deputado Heraldo Rocha, que 100 mentiras querem tornar uma realidade; que 100 mentiras se tornem uma verdade. Mas a verdade é a morte dos baianos. A verdade é a dengue assolando. A verdade é a meningite. A verdade, deputado Heraldo Rocha, são os policiais com receio de voltar para casa – para concluir, Sr. Presidente, - com a própria farda. O que esse governo deveria fazer era ser sensível e resolver o problema da segurança pública, resolver o problema da Polícia Civil, resolver o problema dos agentes, nomear os delegados para o interior e não ficar só gastando dinheiro, 57 gastando dinheiro do contribuinte baiano com propagandas mentirosas, com propagandas que não refletem a verdade, com propaganda que não condiz com o sofrimento do nosso povo. Esse governo deve trabalhar, descer do palanque, parar de fazer pesquisa eleitoral falsa, porque é motivo de piada, ninguém acredita – para concluir, Sr. Presidente –, vão trabalhar. E tenho pena dos baianos que estão morrendo todos os dias pela incompetência e pela falta de gestão desse governo incompetente. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador nem pelo aparteante.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Muito obrigada, deputado Sandro Régis. Com a palavra o deputado Gildásio Penedo pelo tempo de 20 minutos. O Sr. GILDÁSIO PENEDO FILHO:- Srª Presidente, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, imprensa presente, o governador Jaques Wagner encaminha a esta Casa um projeto de lei que tem por objetivo pedir autorização desta Casa Legislativa para contratar operação de crédito na forma que indica e dá outras providências. A Oposição já se manifestou aqui na Casa através de alguns membros no sentido de cobrar, e com bastante lucidez, um plano de aplicação acerca da matéria. Até porque, acrescentando ao fato de estarmos num período que antecede o período eleitoral, chama-nos a atenção da necessidade dos verdadeiros e reais objetivos que norteiam a solicitação da abertura desse crédito. Na verdade, trata-se de 60 milhões de dólares, com objetivo de aplicações na área social, com enfoque para a área de saúde e de recursos hídricos, nobre deputado Joélcio Martins. A Oposição cobra, até porque num passado bem próximo ouvimos aqui diversos pronunciamentos de muitos que hoje são governo, principalmente liderados pela Bancada do PT, quando chegavam projetos dessa natureza, sempre eram apresentadas críticas no sentido de maior explicitação em relação à aplicação dos recursos. O governo do PT, na primeira oportunidade que tem, manda a esta Casa, sem ter o mínimo cuidado e o zelo com os Srs. Deputados e Deputadas, um projeto extremamente sucinto e basicamente de quatro parágrafos, sem ao menos ter a gentileza, o cuidado e o respeito com o Poder Legislativo de apresentar, nobre deputada Marizete Pereira, um plano de aplicação do que se trata, nem ao menos se deu o trabalho de dizer qual seria a composição, em que áreas seriam destinados, que percentuais seriam aplicados, mostrando que, efetivamente, não tem tido o respeito formal que, evidentemente, deve nortear as relações entre os Poderes constituídos. Até porque o que nos chama a atenção, deputado Javier Alfaya,... O Sr. Javier Alfaya: - V.Exª me concede um aparte, deputado? O Sr. GILDÁSIO PENEDO FILHO:- V.Exª está inscrito, deputado. (…) até porque a assessoria da Bancada de Oposição teve o cuidado de procurar exatamente, nortear os encaminhamentos numa pesquisa, até que pudesse nos dar o respaldo necessário para podermos fazer uma avaliação criteriosa. É 58 importante, deputado Javier, que o objetivo de que trata o texto na mensagem governamental diz: “Os Programas com Enfoque Social Amplo SWAps”, sigla inglesa utilizada através de um programa do Banco Mundial... (O Sr. Javier Alfaya fala fora do microfone.) O Sr. GILDÁSIO PENEDO FILHO:- (…) SWAps, salvo engano, não tenho trato com a língua estrangeira, esforço-me muito para poder chegar mais perto da fala de V.Exª, deputado Javier, mas através de um programa do Banco Mundial, e se dá meramente ao trabalho de não explicar. Tivemos o cuidado, através da assessoria da Bancada de Oposição, de levantar, e o que nos espanta, deputado Javier, o que falta e o que demonstra é o total desprezo com esta Casa Legislativa, até porque no site do próprio governo do Estado relata quais são as áreas atingidas por esse projeto. Fala que o Projeto Saúde Bahia, através da Sesab, consumirá cerca de 23 milhões e 200 mil dólares; projetos destinados aos recursos hídricos, através do INGÁ e da CERB consumirão 13 milhões e 800 mil dólares; Gestão de Setor, através da Secretaria de Planejamento, consumirá 3 milhões e 850 mil dólares, o que totalizam 60 milhões de dólares. Ora, o governo é capaz de publicar, deputado Javier Alfaya, na própria página da Secretaria de Governo, quais serão as destinações desses recursos, mas limita a Casa, não manda, deputado Javier, limitando a Casa a esse tipo de avaliação que, efetivamente, não condiz com o tratamento que o governo tenta, a todo momento, mostrar à população baiana, uma transparência que, efetivamente, não se confirma na sua realidade. Ora, o governo é capar de botar no seu próprio site de informações, através da Agecom, mas não informa à Casa Legislativa dados que meramente poderiam ser explicitados no projeto, o que dá, de fato, uma dimensão muito clara da falta de respeito ao Poder Legislativo baiano. Quanto à crítica aqui formulada pelo deputado Gaban, de fato, encontra eco na medida em que o projeto é muito simplório, limitando e cerceando o Poder Legislativo, no qual, efetivamente, recai, neste momento, a competência de autorizar ou não, já que se trata de um empréstimo internacional e efetivamente precisa de uma avaliação do Poder Legislativo, o que mostra, repetindo o que disse, a falta de cuidado do Poder Executivo com esta Casa já e em determinadas situações evidencia essa realidade. Mas quero também enfocar e chamar a atenção de modo muito especial dos deputados da Bancada de Oposição, pois me foi trazido a esta Casa, neste momento, um relatório da própria assessoria, que dá, deputado José Nunes, uma certa tranquilidade à Bancada de Oposição, até porque a grande ou maior parte desses recursos serão tão somente aplicados no exercício de 2011, ou seja, quase 86% dos recursos que estão sendo solicitados neste momento só deverão ter aplicação imediata em 2011, o que nos dá uma certa tranquilidade, porque, efetivamente, pelo andar da carruagem, mui dificilmente o governo que aí está deverá continuar à frente da gestão governamental, e isso vai permitir ao futuro governador ter a tranquilidade de poder aplicar esses recursos de 86% que estão sendo alocados neste momento. 59 O contrato só deverá ser assinado em abril de 2010, o que, efetivamente limita, e muito, a chamada utilização eleitoreira desses recursos, até porque, por força da legislação eleitoral, há entendimentos legais e formais que acabam, de uma certa forma, dificultando a utilização, principalmente em convênios com prefeituras, já que a legislação brasileira limita esse tipo de transferência, justamente para evitar o chamado abuso do poder econômico, o que, efetivamente, acaba descaracterizando o processo eleitoral. Portanto, dá-nos mais tranquilidade para poder fazer uma avaliação, até porque, volto a repetir, 86% desses recursos somente poderão ser aplicados em 2011, quando, não tenho dúvida, a Bahia haverá de encontrar novos rumos para que possa, de fato, aplicá-los, o que nos dará, deputado Júnior Magalhães, mais conforto com relação à votação dessa matéria. Também chamo a atenção para outro assunto, que acabou, de uma certa forma, norteando a Bancada de Oposição durante esses três anos em que aqui estivemos tentando construir uma forma muito mais responsável, equilibrada de fazer oposição na Bahia, sempre separando os interesses políticos e partidários dos interesses que, efetivamente, devem nortear o papel político de qualquer agente público, seja de governo, seja de Oposição. Quando se enxergar o interesse coletivo, esse sempre haverá de prevalecer nas votações, e essa sempre foi a tônica da Bancada de Oposição, mesmo contestando, muitas vezes, a forma extremamente precipitada, açodada.... não dando à Casa o direito de conhecimento pleno das matérias. Mas comportamo-nos sempre com um horizonte muito mais amplo com relação à nova conformação política que a Bahia vive hoje. Digo isso porque sempre foi o nosso propósito não repetirmos os equívocos extremamente significativos da Bancada do PT na época que se deram determinadas votações de projetos do passado apresentados pelo governo do PFL, na época, e a Bancada da Oposição, liderada pelo PT, votava contrariamente a muitos projetos que tinham o alcance e o interesse da sociedade baiana. Quero apenas me limitar – e aí chamo a atenção da Bancada de Oposição – a dois projetos importantes, sendo um deles, deputado Sandro Régis, Premar-Projeto de Recuperação da Malha Rodoviária baiana, que, Srs Vereadores que aqui estão honrando a Casa e prestigiando a Assembleia neste momento, foi votado, deputado Isaac Cunha, em 2005 e tinha por objetivo o empréstimo de US$180 milhões no Banco Mundial para a recuperação de 1.800 quilômetros de rodovias baianas. Esse projeto foi apresentado pelo governo do PFL, pelo governo Paulo Souto, e a Casa votou esse empréstimo, com o voto contrário e o sentimento da Bancada do PT, que, na época, liderava a Oposição, mesmo sendo um projeto de US$180 milhões, que seriam utilizados na recuperação de 1.800 quilômetros de rodovias. Aliás, o destino tem facetas importantes: vejam que o governo Jaques Wagner ganha as eleições, e esse dinheiro é que, hoje, está possibilitando o governador recuperar uma parte expressiva das rodovias baianas. Mas, se dependesse do PT, dos votos da Oposição naquela época, nenhum real, nenhum centavo seria aplicado, até porque o PT, que liderava a Bancada de Oposição aqui, votou contra o projeto. 60 Olhem como o destino é o senhor da razão: está aí, hoje, o governo do Estado anunciando recuperação de estradas, deputado Adolfo Menezes, em Campo Formoso, em Nordestina, e algumas outras em nosso Estado. Mas, se dependesse da boa vontade dos petistas na época, que não tinham a consciência ampla e grandeza política, esse projeto, deputado Isaac Cunha, não sairia do papel. V.Exª não poderia desfilar por Jequié em algumas estradas que estão sendo recuperadas no entorno da Cidade Sol, porque o PT naquela época... V.Exª, felizmente, não teve o dissabor de estar aqui presenciando aquele ato que efetivamente não valorizava o sentimento público na Bahia. E não limitou a outro. Hoje percebemos... O Sr. Javier Alfaya:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. GILDÁSIO PENEDO FILHO:- Está inscrito, deputado Javier Alfaya. (…) um sentimento de mea culpa do PT, inclusive em relação à Ford. O governo Wagner recentemente esteve na cidade de Camaçari e lá fez elogios rasgados ao senador César Borges, à época governador do Estado, que capitaneou junto com o então senador Antônio Carlos Magalhães a vinda da Ford para a Bahia. Mas, para que a Ford viesse, e não podemos nos esquecer desse fato, foi uma luta duríssima, travada a ferro e a fogo junto ao governo federal. Naquele momento, havia toda uma pressão dos sulistas, dos homens interessados em concentrar a riqueza do País nas mãos dos estados sulistas, mas o senador Antônio Carlos Magalhães, junto com a sua Bancada federal, junto com o governador César Borges, travou uma luta dura. E a Ford não veio para cá pelos cabelos brancos de Antônio Carlos ou pelos bigodes de César Borges, veio para cá porque aqui foi dada a condição para que a Ford pudesse implementar em nosso Estado. E qual foi a condição? Incentivos fiscais, para que a Bahia fosse um polo atrativo. Até porque, deputado Isaac Cunha, o empresário, diferentemente do homem público, não tem a grandeza de servir ao povo. Para o empresário, o que interessa geralmente é o sentimento do capitalismo, é a vantagem financeira, e era muito mais interessante, como continua sendo, as empresas se implantarem nos polos onde geralmente está o mercado consumidor. E a Ford veio para a Bahia porque aqui foram dados os incentivos fiscais. Ora, Srª Presidente, naquela época também, esse projeto teve que passar pelo crivo da Assembleia, porque o empréstimo precisa ter a aprovação desta Casa. Chega o projeto nesta Casa e quem vota contra? A Bancada do PT novamente votou contra. Ou seja, se dependesse dos petistas, na época, a Ford não teria vindo para a Bahia. Milhares e milhares de empregos não teriam vindo, milhares e milhares de oportunidades não teriam sido geradas no Estado Baiano, Não teria vindo a Continental, não teria vindo a Firestone, não teria vindo uma série de empresas que circundam o complexo automotivo da Ford, que acabou sendo hoje a maior referência industrial da Ford no mundo, o polo de Camaçari. E o destino, como lhe é cruel. Esse projeto também tinha que passar pelo Congresso Nacional. Lá, naquela oportunidade, olha o destino sendo duro com o Governador Jaques Wagner. Deputado federal na época! Votado em Camaçari, com base política no principal, e município mais beneficiado pela Ford. Lá, se dependesse do deputado federal Jaques Wagner, a Ford não teria vindo para a Bahia. Por que, 61 deputado Joélcio Martins? Porque o sentimento sectário, partidário não conseguia enxergar o interesse de ajudar a Bahia. Até porque era um projeto meramente encaminhado na época pelo governo do PFL. Eu entendo que esse tipo de comportamento não deve mais permear os interesses e as orientações aqui na Casa. Recordo-me que o Produzir, que é um projeto importante de fomento, principalmente das pequenas associações, com a liberação de casa de farinha, de tratores, já foi votado aqui, o Produzir III, salvo engano, todas as vezes que dependia da boa vontade da Bancada da Oposição na época, liderada pelo PT, não se votava essa matéria. Portanto quero fazer um apelo à Bancada da Oposição, mesmo com os vícios da apresentação desse projeto, mesmo com os equívocos e a falta de respeito ao Poder Legislativo, na medida em que não se permite à Casa o detalhamento de toda essa aprovação, não podemos incorrer nos equívocos do PT no passado. Não podemos perder o discurso, até porque, independentemente da motivação político-partidária e do gesto que se esteja a fazer no momento, a Bahia é muito maior do que o interesse do PT, PFL ou PMDB. Entendo que essa tem de ser a postura da Bancada da Oposição. Mesmo questionando a formatação, o mérito, deputado Javier Alfaya, não pode deixar de avaliar porque, volto a frisar e... O Sr. Javier Alfaya:- Um aparte. O Sr. GILDÁSIO PENEDO FILHO:- (…) repetir, 86% desses recursos só terão aplicação no ano de 2011. E, com certeza, a Bahia haverá de ter novos rumos. Aí teremos mais tranquilidade, pois então esses recursos de fato trarão melhores benefícios ao povo baiano. Com o aparte o deputado Javier Alfaya. O Sr. Javier Alfaya:- Deputado Gildásio, não é a primeira vez que V.Exª me concede um aparte, diferentemente do seu companheiro de Bancada que, tendo falado há poucos minutos, citou meu nome várias vezes, mas não me concedeu o direito de travar um bom debate, como já fizemos há duas semanas, quando eu e o senhor discutimos sobre a economia baiana. Quero dizer que nós do PCdoB temos uma visão particular acerca dos incentivos à indústria automobilística e a outro tipo de indústria aqui em nosso território, na Bahia. Somos a favor da política do governador Wagner, que está conseguindo de fato, deputado Gildásio, superar aquela industrialização tímida, muito limitada que o governador Paulo Souto tentou baseada na indústria calçadista, um pouco na indústria de couro. Mas, enfim, sem nada de muito impactante para a economia industrial do interior baiano. V.Exª deve ter visto que na semana passada foi inaugurada a segunda maior mina de níquel e indústria de níquel do Brasil e a terceira maior mina de níquel a céu aberto do mundo, isso graças a uma política de incentivo à mineração que também inclui investimentos na região de Juazeiro, numa província mineral voltada basicamente para o minério de ferro. E aos grandes investimentos da Mital na província mineral de Caetité, que já produz uma quantidade muito significativa do urânio brasileiro. 62 Então, sou muito otimista quanto à mineração. Acho que, se nós avançarmos em pedras semipreciosas, na exportação e no uso interno no mercado brasileiro, com esse avançar que estamos tendo na construção civil graças à política do governo Lula para o granito e as pedras ornamentais, que V.Exª sabe que na Arquitetura se utilizam muito... Quer dizer, é o lindíssimo azul de Jacobina e outros tantos mármores e granitos que são utilizados em construções, sem falar na própria utilização do cristal de rocha, do qual a Bahia, se não me engano, é o segundo ou terceiro maior produtor do Brasil. E não é uma coisa muito fácil de achar no resto do mundo. Este País é um dos poucos que o produzem. Portanto, acho que estamos vivendo uma outra fase da industrialização do nosso interior. Gostaria que num outro momento pudéssemos continuar este bom debate, pois creio que V.Exª aborda com muita qualidade a economia do nosso Estado. Muito obrigado, deputado. O Sr. GILDÁSIO PENEDO FILHO:- Deputado Javier, incorporo suas ponderações sempre muito lúcidas que acabam enriquecendo, fazendo um chamamento ao debate. Um outro fato, só para concluir, nobre presidente. Tenho em mãos... É por isso que lamentavelmente entendo como equivocada a postura da Bancada governista liderada pelo PT ao não permitir à Casa... Se o governador tivesse tido o cuidado de encaminhar... Aqui é um relatório, inclusive facilmente retirado através dos meios cibernéticos, deputado Javier Alfaya, que explica pontualmente a programação da execução financeira com o apoio à amplitude do programa... E, na verdade, o que chama a atenção é justamente a limitação, porque não tem enviado, deputada Antônia Pedrosa, este relatório junto com o projeto inicial. Não custa possibilitar neste momento à Assembleia, pois eminentemente somos competentes, a planilha de execução. Nós temos acesso através de informações que nos chegam, mas, efetivamente, limita a Assembleia de uma avaliação mais detalhada. Mas, entendo que, mesmo com esses equívocos aqui relatados, e tendo como serena e madura a posição da Bancada de Oposição de não deixarmos de votar esse projeto, até porque, como já disse, não podemos incorrer nos mesmos equívocos de uma política sectária, ultrapassada, que infelizmente foi a norteadora da Bancada de Oposição pelo PT no passado. Acho que a grandeza do momento político atual nos exige um sentimento muito mais ampliado, um sentimento de responsabilidade com o cidadão baiano, com os 14 milhões de baianos, independente das cores político e partidárias que possam estar sendo dirigidas o governo neste momento, e como disse inicialmente, grande parte desses recursos, deputado Júnior Magalhães, haverá de ter somente aplicação em 2011, o que nos dá uma tranquilidade de esperar um governo muito mais antenado e muito mais preso a determinados valores, que é o governo que haverá de se construir a partir de 2011. Portanto, nobre presidente, esse é o apelo que faço à Bancada de Oposição no sentido de chamar a atenção para essa reflexão de não perdermos o lema e a bandeira que pautou a Bancada de Oposição durante esses três anos: grandeza de 63 posicionamento, responsabilidade com a Bahia e colocando sempre os interesses da Bahia e dos baianos acima dos interesses partidários e pessoal. É esse apelo que faço, nobre presidente. (Não foi revisto pelo orador nem pelo aparteante.) O Sr. PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o nobre deputado Misael Neto pelo tempo de 20 minutos. O Sr. MISAEL NETO:- Srª Presidente, deputada Antônia Pedrosa, que preside agora esta sessão, deputados aqui presentes, imprensa que acompanha o trabalho do legislativo baiano, senhores e senhoras que acompanham aqui das galerias a presente sessão plenária, senhores policiais civis que estão aqui em vigília na Assembleia Legislativa da Bahia reivindicando nada mais do que um direito de V.Sªs., e um direito de toda a sociedade baiana que necessita de segurança. Ficou corriqueiro começarmos o dia pegando as notícias dos blog´s, dos jornais radiofônicos, televisivos, dos jornais impressos, quando queremos saber das notícias nos deparamos com manchetes desse tipo, deputado Javier, algo que está ficando corriqueiro, está virando estatística, já nem consegue mais atingir o cidadão, que já vai ficando familiarizado com manchete desse tipo, hoje, do jornal A Tarde: (lê) “Feriado violento: 13 mortes em 24 horas. Entre a noite de segunda-feira e às 19 horas de terça-feira, 13 mortes violentas foram registradas em Salvador e na região metropolitana. Constam das estatísticas dois homens, identificados como Júnior e Biel, mortos em suposto confronto com policiais militares no Engenho Velho da Federação. Em Barra do Pojuca, Mata de São João, o corpo de Ezequiel Rosa Pina, 50 anos, foi encontrado carbonizado. O feriado também foi violento no trânsito da capital. Treze acidentes deixaram nove pessoas feridas, uma delas em estado grave.” “Crimes, jovens mortos em suposto tiroteio com PMs na Baixa da Égua”. Então, são manchetes desse tipo que observamos em todos os meios de comunicação. Enquanto isso, o governador Wagner mostra que não tem sensibilidade, mostra que a segurança não é uma de suas prioridades. É por conta disso que agentes e escrivães da Polícia Civil da Bahia estão aqui. Inclusive, há uma faixa aqui dos agentes e escrivães da minha cidade de Juazeiro que também estão presentes. Esses escrivães prestaram concurso, foram aprovados, fizeram curso... Salvo engano, foram gastos em torno de 6 milhões de reais para prepararem essa equipe de agentes e escrivães. Apesar da necessidade urgente, e quem diz isso não sou eu, são os números, apresentados em todos os meios de comunicação... Há a necessidade dessa mão-de-obra principalmente no interior do Estado. Apesar disso, o governador não nomeia esses agentes e escrivães. Fiquei surpreso, deputado Waldenor, Líder do Governo. Quando estava acessando os blogs da região do Vale do São Francisco, vi a manchete “Governador empossa 434 agentes e escrivães da Polícia Civil”. Pensei comigo: “nessa luta do rochedo contra o mar”, os agentes conseguiram vencer essa batalha. Mas não. A manchete referia-se a Pernambuco, deputado Javier! Tratava-se do governador 64 Eduardo Campos. O blog da região do Vale coloca manchetes de notícias de Pernambuco e da Bahia. Quando vi as manchetes, pensei que eram da Bahia. Pensei que o governador havia se sensibilizado e nomeado os agentes e escrivães. Para minha triste surpresa, quando comecei a ler a matéria, tratava-se do Estado vizinho de Pernambuco. O Sr. Javier Alfaya:- Vamos falar de Juazeiro. O Sr. MISAEL NETO:- V.Exª foi votado na minha região de Juazeiro. V.Exª teve lá uma votação expressiva, e quero que V.Exª aumente a sua votação. Os correligionários de V.Exª saberão retribuir com votos o trabalho que V.Exª... Nós dois, deputado Javier, fomos os únicos que conseguimos ajudar a cidade pelo menos com relação à saúde. V.Exª encaminhou uma emenda indicando ambulância para aquela região. Falei no nome de V.Exª na rádio. Parabenizei a postura de V.Exª. Eu, como deputado de oposição, consegui uma para a prefeitura, apesar de o prefeito, que é partidário de V.Exª, não ter me agradecido. Também não quero agradecimento dele. O que faço é para a população de Juazeiro. Mas, ao menos na nota que enviou para a Imprensa, poderia ter colocado que foi emenda individual do deputado Misael Neto e não se ter calado e dito que foi uma conquista do governo do PC do B. Enquanto puder ajudar, deputado Javier, ajudarei o camarada, companheiro de V.Exª e prefeito daquela cidade. O Sr. Javier Alfaya:- Nós agradecemos. O Sr. MISAEL NETO:- Como vinha dizendo, a segurança hoje merece o principal destaque até no cenário nacional. Antes, víamos a Bahia somente pelas suas belezas: o turismo, a cultura... Víamos a Bahia como celeiro que trazia muitas indústrias, emprego. Hoje as manchetes da Bahia são somente sobre a violência. E não estão respeitando nem mais cavalo! O deputado Sandro Régis, que visitou a Fenagro, me falou que até atentado contra animal está havendo agora na Bahia. Não estão respeitando nem os cavalos na Fenagro. Não estão respeitando mais classe, raça. Não querem saber se é ser humano ou não. Até os cavalos estão sofrendo atentado na Bahia. É essa é a triste realidade. O Sr. Javier Alfaya:- Como assim que eu não entendi? O Sr. MISAEL NETO:- V.Exª não viu os jornais destacando? Todos os cavalos da Fenagro que iam disputar o título de campeão de cavalo de raça sofreram atentado. Na calada da noite, foram lá e tosaram... O Sr. Heraldo Rocha:- Onde, deputado? O Sr. MISAEL NETO:- Na Fenagro. Não estão respeitando nem cavalo na Bahia. É atentado em todo o canto. Isso, é o retrato daqui. Investimento em segurança, dados oficiais, deputado Javier. Enquanto o governo Paulo Souto, nos anos de 2003 a 2005, investiu algo em torno de 125 milhões de reais, não é isso, deputado Gildásio Penedo? o governador Jaques Wagner investiu somente, nos anos de 2007 a 2009, 102 milhões. Isso é uma queda, V.Exª que adora números, deputado Waldenor, de 18.72%. O Sr. Waldenor Pereira:- 4 anos? O Sr. MISAEL NETO:- Não, 3 anos, de 2003 a 2005, não chegamos em 65 2006.O ano de 2006 está excluído para ser 3 anos, de 2003 a 2005. Uma queda de 18%. Vou passar esses números para V.Exª, mas V.Exª deve ter, V.Exª é o rei dos números. O Sr. Waldenor Pereira:- Esse aí não tenho não. O Sr. MISAEL NETO:- Não tem não? Mas passarei para V.Exª. Foi uma queda de 18.72%. O resultado não poderia ser outro senão esse das manchetes de todos os jornais. Mas, Srs. Deputados, estamos nesta sessão extraordinária para discutir, em princípio, já que o governo agora está useiro e vezeiro em convocar sessões extraordinárias na calada da noite para votar projetos, o que tem atrapalhado até os nossos compromissos fora do plenário, deputado Roberto Carlos... O Sr. Javier Alfaya:- É só V.Exª não obstruir. O Sr. Waldenor Pereira:- Compromissos de que natureza? O Sr. MISAEL NETO:- Trabalhos parlamentares fora desta Casa. Então nesta sessão extraordinária vamos discutir 2 projetos: do Tribunal de Justiça, 17.630/08 que altera a redação dos artigos 152, caput, e 156, caput, e anexo I, da Lei nº 10.845, de 27 de novembro de 2007, que dispõe sobre a Organização Judiciária do Estado; o projeto 18.076/09, também do Tribunal de Justiça, que altera o quadro funcional permanente, instituído pela Lei Estadual nº 11.170, de 26 de agosto de 2008, extinguindo os cargos de Motorista Judiciário e de Agente de Segurança Judiciária; e o projeto que ora discutimos desta tribuna nº 18.360/09, oriundo do Poder Executivo, que autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito na forma que indica, e dá outras providências. A Bancada da Oposição apresentou a esse projeto que autoriza o governador Jaques Wagner a realizar operação de crédito de empréstimo na ordem de 60 milhões de dólares, 60 milhões de verdinhas, deputado Gilberto Brito, que poderá trazer benefícios se forem aplicados corretamente, porque da forma que o governo está aplicando equivocadamente os recursos públicos só veremos manchetes desse tipo: “Feriado violento, 13 mortes em 24 horas”. Com esse projeto, de nº 18.360/2009: (Lê) “ Solicita o Poder Executivo autorização para contratar Operação de Crédito Externa, no valor de US$ 60 milhões (sessenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América), junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento - BIRD, para financiamento do Programa com Enfoque Setorial Amplo das Áreas de Saúde e Recursos Hídricos do Estado da Bahia.” É necessário chamar a atenção sobre isso: esse projeto, apesar de ser de um valor expressivo, US$ 60 milhões, não discrimina onde serão investidos esses recursos e não traz, também, qual o impacto para o Estado quando da realização desse empréstimo. Esse programa: (Lê) “(...) tem como objetivo geral promover o desenvolvimento social com equidade no Estado, ampliando o acesso à água em quantidade e qualidade e a ações para a redução da mortalidade e morbidade infantil.” 66 Esses são os termos que estão no presente projeto. A Bancada da Oposição apresentou duas emendas, como já disse: a emenda que altera o artigo 4º, que passaria a ter a seguinte redação: (Lê) “Art. 4° - Caberá ao Governo do Estado da Bahia, através da SEPLAN Secretaria de Planejamento, divulgar mensalmente, em página na Internet, as informações e ações necessárias para realização dos caputs dos Art. lº, 2° e 3º, bem como promover as atualizações devidas, inclusive, no que se refere as alterações e aditivos no decorrer do prazo da vigência do contrato da operação de crédito externa realizada, relacionando Metas, Programas/Projetos e os investimentos contemplados.” Com isso aqui, nada mais quis a Bancada da Oposição, até exercendo o seu dever constitucional, que dar maior transparência para a forma com que esses recursos seriam administrados e aplicados pelo governo do Estado. Esse governo que sempre se diz democrático e republicano deveria, ao menos, ter aceito essa emenda, porque a Bancada da Oposição busca o que na própria justificativa a emenda já diz: (Lê) “(...) com esta propositura da Bancada da Minoria, contribuir para a eficiência e a efetividade da aplicação dos recursos públicos, neste caso de investimento na área da saúde e recursos hídricos, visando a melhoria da qualidade de vida dos baianos, além, da consolidação e a sustentabilidade do equilíbrio fiscal do Estado.” Então, nada mais quis a Bancada da Oposição que dar maior transparência para a forma como esse empréstimo seria aplicado. A outra emenda apresentada pela Bancada da Oposição adiciona o parágrafo único ao art. 1º do projeto de lei nº 18.360/2009, que é a solicitação a esse Poder de uma autorização para que o Poder Executivo contraia empréstimo de US$ 60 milhões. O parágrafo único traz a seguinte redação, sugerida pela Bancada da Oposição: (Lê) “§ Único - Para atendimento do disposto no caput deste artigo, o Poder Executivo encaminhará à Assembléia Legislativa, no prazo de 60 (sessenta dias) da assinatura da operação de crédito externo, cópias do contrato e dos projetos a serem financiados por esta Lei.” Isso aqui, deputado Waldenor, a Bancada da Oposição nem deveria estar sugerindo através de emendas, deveria ser um dever do Poder Executivo para com esse Poder Legislativo. Nosso papel aqui é de fiscalizar o Poder Executivo. Como poderemos fiscalizar se não tivermos em nosso poder cópia do contrato e também os projetos a serem financiados com esses 60 milhões de dólares? Diz a justificativa para a adição deste parágrafo único: (lê): “A emenda visa assegurar no desempenho e competências do exercício dos mandatos de deputados, com base nas Constituições Federal e Estadual e, nesta, pelos seus Art. 70 - Inciso V e Art.71 - Inciso XII, a implantação de um instrumento transparente que permita o acompanhamento da contratação da operação de crédito externa, estabelecendo que o 67 Poder Executivo encaminhará à Assembleia Legislativa, no prazo de 60 (sessenta dias) da assinatura da operação de crédito externo, cópias do contrato e dos projetos a serem financiados por esta Lei.” Então, não há motivo algum para que o governador Jaques Wagner esconda esse contrato em uma de suas gavetas no Palácio de Ondina, porque é um dever constitucional, uma obrigação constitucional de todos nós, que estamos aqui representando a população baiana, a fiscalização das contas do Executivo. Não há condições de este Poder, que na sua essência é independente, fiscalizar o contrato sem termos conhecimento. Como iremos fiscalizar 160 milhões que estão sendo investidos na saúde se não soubermos em que área da saúde esse dinheiro irá recair. Como iremos fiscalizar se esse dinheiro está indo mesmo para a conta da saúde se não temos o contrato para saber em que programas, quais os índices e em que está sendo gasto. Finalizando, Srª Presidente, Srªs e Srs. Deputados, quero somente consultar o deputado Javier Alfaya, se ele ainda quer o aparte solicitado. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- O tempo está esgotado, deputado Misael. O Sr. MISAEL NETO:- Mas eu queria dar deferência ao nobre colega Javier Alfaya, que me escutou atenciosamente. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Abrindo precedência a V.Exª, pode conceder o aparte ao deputado Javier. O Sr. MISAEL NETO:- Agradeço a sensibilidade de V.Exª, deputada Antônia. Com aparte o deputado Javier. O Sr. Javier Alfaya:- Já dispensei. Muito obrigado. O Sr. MISAEL NETO:- Que não conste que eu não quis dar o aparte a V.Exª. Eu não quis fugir do debate, trouxe aqui os índices. V.Exª me pediu um aparte no meu pronunciamento, concedi a V.Exª. Contra dados e contra provas não há argumento. Pelo silêncio de V.Exª, eu entendo que concorda comigo e com o nosso pronunciamento da noite de hoje. Muito obrigado pela tolerância, deputada Antônia, que ora preside brilhantemente os trabalhos desta Casa. (Não foi revisto pelo orador.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- V.Exª merece, eu agradeço. O Sr. Júnior Magalhães:- Solicito uma questão de ordem, presidente. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Questão de ordem, deputado Júnior Magalhães. O Sr. Júnior Magalhães:- Quero solicitar uma verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- V.Exª será atendido. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, presidente. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Com a palavra, para fazer uma 68 questão de ordem, o professor Waldenor. O Sr. Waldenor Pereira:- Srª Presidente, considerando a iniciativa do deputado Júnior Magalhães, e solicitando uma verificação de quórum para a continuidade da presente sessão, convido os colegas parlamentares da Bancada do governo a se deslocarem imediatamente até o Plenário, pois há uma solicitação de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. A Bancada está de parabéns, unida, coesa, uma participação expressiva na noite de hoje. É com prazer que estamos assistindo aqui à obstrução dos colegas da Oposição. Por isso, solicitamos que os colegas deputados da Bancada do governo se desloquem imediatamente até o Plenário, pois há um pedido de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão. Necessitamos de 21 Srs. Parlamentares presentes, por isso, convido os colegas que se encontram nos seus gabinetes, na sala do cafezinho, na Biblioteca e nas demais dependências desta Casa Legislativa. Tive a informação de que o jantar está delicioso, mas convoco também os colegas que se encontram no restaurante para, imediatamente, se deslocarem até o Plenário. Aliás, estou sendo informado de que não há jantar. Há vários colegas na Biblioteca elaborando projetos. Soube até que o deputado Zé Neto está lá. Srs. Deputados e Srªs Deputadas que se encontram nos seus gabinetes ou em outras dependências desta Casa Legislativa, venham imediatamente ao Plenário para que possamos recompor o quórum para a continuidade da presente sessão. Quanto mais rapidamente vierem, mais rapidamente apreciaremos as matérias, e assim retornaremos mais cedo para as nossas casas. Colegas deputados e deputadas que se encontram em seus gabinetes e nas demais dependências desta Casa Legislativa, necessitamos urgentemente das suas presenças no Plenário para a recomposição do quórum. Convoco a Bancada do PDT, liderada pelo companheiro Euclides Fernandes; a do PT, liderada hoje pelo deputado Yulo Oiticica, nosso Vice-Líder; a do PCdoB; e a dos partidos aliados, PSL, PMN, PP, para se fazerem presentes ao Plenário, tendo em vista o pedido de verificação de quórum para a continuidade da presente sessão formulado pelo deputado Júnior Magalhães. Acaba de chegar o Líder do PDT. Tenho certeza de que a sua Bancada o acompanha e logo, logo estará presente ao Plenário. Srª Presidente, faça soar as campainhas, nos ajudando também na convocação. Muito obrigado por sua tolerância. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Por favor, zerem o painel e contem os 15 minutos. Srs. Deputados que se encontram no restaurante, nos corredores, em seus gabinetes, na sala do cafezinho, por favor compareçam ao Plenário, pois há uma verificação de quórum pedida pelos deputados Júnior Magalhães e Waldenor. Srs. Deputados, por favor, compareçam ao Plenário. O Sr. Javier Alfaya:- Pela ordem, Srª Presidente. 69 A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Marque a presença primeiro, deputado. O Sr. Javier Alfaya:- Já marquei, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Pela ordem, deputado Javier Alfaya. Deputado, por favor se atenha ao tempo. O Sr. Javier Alfaya:- Muito obrigado, Srª Presidente. Quero dizer, deputada Antônia Pedrosa, que amanhã teremos uma atividade da Frente Parlamentar da Juventude, presidida pelo colega e companheiro Yulo Oiticica e por mim, que ocupo a posição de vice-presidente, na sede do Ministério Público, na Av. Joana Angélica, às 09 horas da manhã, para discutirmos iniciativas, inclusive que este Legislativo pode tomar, no que se refere a leis e iniciativas de caráter administrativo e político por parte do governo da Bahia, acerca das políticas públicas para juventude. Os deputados e deputadas envolvidos na luta da juventude, em favor da educação pública de qualidade, pelo respeito à vida, contra a truculência da Polícia Militar, pelo respeito ao direito ao trabalho e a remuneração justa nos estágios, uma política correta de apoio às casas e residências estudantis do interior, a política de cotas de acesso às universidades públicas para os alunos oriundos das escolas públicas, afrodescendentes, indígenas, índiodescendentes. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Deputado, há quórum para a continuidade da presente sessão. O Sr. Javier Alfaya:- Pode continuar com a sessão, Srª Presidente. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Muito obrigada, deputado. A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado Júnior Magalhães. O Sr. JÚNIOR MAGALHÃES:- Sr. Presidente, Srªs Deputadas, Srs. Deputados, senhores e senhoras das galerias, quero, inicialmente, saudar a todos os policiais civis formados e não nomeados presentes aqui na Assembleia, deputada Marizete Pereira, V.Exª que tomou posse em fevereiro de 2007, juntamente com a deputada Ângela Sousa, tivemos uma grande vitória que foi derrubar o veto do governador do projeto dos autistas. Aquele projeto se transformou na Lei nº 10.553/2007 e, hoje, Srªs. Deputadas, Srs. Deputados, tenho aqui uma notícia do Blog Política Livre que diz: “ Pais de autistas estão acampados em frente à Governadoria”. Dois anos, quase três anos, dessa lei aprovada nesta Casa, Srªs Deputadas, Srs. Deputados, deputado Bira Corôa, e os pais dos autistas estão acampados na Governadoria. Com a lei do deputado Padre Joel, que foi relatada pelo deputado Marcelo Nilo, que foi encaminhada favoravelmente pelo deputado Waldenor Pereira, aprovada à unanimidade nesta Assembleia, inclusive com o voto do deputado Paulo Câmera, o governador Jaques Wagner vetou o projeto, e a Assembleia pela primeira vez em 50 anos derrubou o veto do governador. Naquele momento, tive o prazer, deputado Heraldo Rocha, de relatar esse projeto na Comissão de Constituição e Justiça, e recebi visitas de vários pais e mães 70 de autistas, e confesso a V.Exª a minha ignorância, mas não conhecia essa síndrome. E assim pude conviver, deputada Marizete, com vários pais e vários relatos, inclusive de crianças trancadas dentro de quartos, dentro de celas, amarradas dentro de suas residências sem nenhuma assistência, sem acompanhamento de fonoaudiólogo ou de psicólogo, sem o seus medicamentos. E foi pensando nisso que o ex-deputado Padre Joel colocou essa lei que foi aprovada, que infelizmente vai completar, deputado Zé Neto, três anos que a lei foi aprovada aqui, e o governador Jaques Wagner até o momento não cumpriu a lei nº 10.556/2007. Pais dos autistas acampados na Governadoria, está aqui notícia do blog Política Livre, de hoje, 09 de dezembro de 2007. Lembrando, a chamada lei dos autistas foi promulgada, deputado Javier, já que V.Exª pede que eu repita, após a derrubada do veto integral do governador, pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. Está lá a entidade Associação dos Amigos dos Autistas, Bahia – AMA, através da sua presidente Rita e mais vários pais e em torno de mais de 300 autistas numa fila de espera para serem atendidos por essa entidade. Eu fico me perguntando por que o governador Jaques Wagner não colocou essa lei em prática. Não dá para entender, deputado Zé Neto, a falta de sensibilidade, de ver que é um segmento importante da sociedade, com uma lei aprovada, deputado Marcelo Nilo, V.Exª que está na Presidência, essa lei foi relatada em Plenário por V.Exª. O deputado Waldenor Pereira encaminhou favoravelmente. Deputado Javier Alfaya, V.Exª, que é um comunista, vou pegar um bordão bem comunista: cadê a vigilância revolucionária de V.Exª? Tenho certeza de que, se fosse no passado, se V.Exª fosse da Oposição, estaria aqui nesta tribuna bradando e brigando por esse segmento, que já veio por várias vezes aqui, recebeu aplausos dos deputados, discursos saudando e, no entanto, deputada Antônia Pedrosa, o Padre Antônio Vieira, deputado Gilberto Brito, já dizia que se chega primeiro aos corações do homens pelas obras do que pelas palavras. É muito fácil estar falando e atirar pedra em todo mundo, como fizeram a vida toda, mas hoje têm oportunidade e por que não fazem? Têm oportunidade de atender aos autistas e não fazem, é necessário virem para a Governadoria passar por humilhação, acampar na porta da Governadoria para que o governador tenha sensibilidade de atender a esse segmento importante e que precisa de tanto apoio, deputado Heraldo Rocha. O Sr. Heraldo Rocha: V.Exª me permite um aparte? O Sr. JÚNIOR MAGALHÃES:- Um aparte ao deputado Heraldo Rocha. O Sr. Heraldo Rocha:- Eu vi no blog Política Livre, quando subi há pouco e, sincera e honestamente, não acreditei. Isso não é falta de sensibilidade, deputado Júnior, é desumanidade, é escárnio. Eu não acredito que isso tenha acontecido. Amanhã, antes de vir para a Assembleia, irei à Governadoria para ver se os pais ainda estão lá, porque isso é desumanidade. Quem conhece o quadro do autismo, sabe que é um dos quadros mais tristes da história da medicina, ter um filho que não se comunica com o ambiente, vive 71 introspectivamente, tem que ficar sentado num canto de uma sala e levar dias, ou meses. Isso se chama desumanidade, falta de humanidade e respeito com o cidadão. Eu não acredito que o governador Jaques Wagner tenha conhecimento dessa situação. Pelo amor de Deus, governador, atenda aos reclamos dos pais dos autistas. Se não quer atender dos pais, atenda dos autistas. Muito obrigado. O Sr. JÚNIOR MAGALHÃES:- Deputado Heraldo Rocha, inclusive a Srª Presidenta da AMA – Associação dos Amigos dos Autistas, a Srª Rita, está para fechar a entidade, a única unidade gratuita da Bahia que atende aos autistas está para fechar suas portas. E aí, deputado Gilberto Brito, vemos tanto dinheiro gasto em propaganda, Agora, tem, e vão anunciar uma obra e entopem de outdoor a Bahia inteira! É propaganda e faixa o tempo todo, mas não há dinheiro para manter a AMA, entidade que atende aos autistas, bem como fazer cumprir uma lei aprovada, por unanimidade, por esta esta Casa. É muito fácil ficar apenas no discurso e não vir para a prática, não atender a quem realmente necessita. Deputado Sandro Régis, fico triste quando vejo tantos deputados da base do governo, hoje, silentes, calados, diante dessa situação. Se fosse no passado, deputada Marizete Pereira, eles estariam, aqui da tribuna, bradando. Isso não é lealdade e fidelidade ao governador, não, é submissão! Uma questão dessa não pode ter cor partidária. Por que não foi uma comissão de deputados para a porta da Governadoria a fim de fazer que o governador atendesse a essa entidade? Por que os Srs. Deputados governistas não pegam isso para resolver? Essa é uma questão que pode não pode ser partidarizada, uma vez que não é do governo nem da oposição. Acho e vejo que nos comportamos nesses 3 anos, deputada Fátima Nunes...não é grito, não, deputada Fátima Nunes! Quando estamos indignados... Muito me impressiona V.Exª, que é uma mulher pela qual tenho respeito, que tem um histórico de vida de luta! Muito me admira V.Exª eu falar de um assunto tão sério quanto esse... Está aqui, deputada, o documento, não sei se a senhora prestou atenção! Mas os pais e as mães dos autistas estão acampados na porta da Governadoria, deputada Maria Luiza Laudano. A AMA, que é a única unidade gratuita, está para fechar, pois não tem dinheiro, não há repasse do governo do Estado! Aprovamos uma lei que não é cumprida. Fico então a me perguntar, Srs. Deputados, Srªs Deputadas: cadê a nossa sensibilidade? Para que fomos eleitos pelo povo? Peço a V.Exª, deputada Fátima Nunes, que pegue isso aqui, pois não venho a esta tribuna para partidarizar esse assunto! Os pais e as mães dos autistas estão na porta da governadoria, e isso é um absurdo quando se contrata, sem licitação, escritório de advocacia, com o governo da Bahia tendo quadros competentes na PGE. São R$ 300 mil! Gastam tanto em propaganda, e não há dinheiro para manter uma entidade tão essencial, algo tão humano! Realmente, não posso ficar calado diante disso e quero usar esta obstrução para dizer que nós, da Oposição, e eu, em particular, sempre tivemos uma conduta de votar favoravelmente aos projetos importantes para o Estado. Jamais fomos oposição à 72 Bahia e temos dado demonstração disso aqui. Não fazemos como fez, no passado, O PT de hoje, que comemora a Ford, bem como os novos investimentos dela, mas no passado votou contra a vinda dela para a Bahia. Hoje, estão inaugurando rodovias em toda a Bahia, mas esquecem-se de dizer que, no passado, votaram contra o Premar, que foi aprovado por nós, entretanto, hoje estão querendo ganhar os louros por essa obra importante. Peço, Srªs Deputadas e Srs. Deputados, deputado Gilberto Brito, que é da Base do governo e conhece esse assunto, pois sempre ajudou a AMA e é um dos poucos deputados que sempre levantaram essa bandeira, que intermedeie e resolva essa questão. Não podemos ficar calados quando pais e mães de autistas, a essa hora, estão acampados na porta da Governadoria a pedir uma audiência com o Sr. Governador. Isso não é política, não é enxergar a política como instrumento do bem para melhorar a qualidade de vida de um povo, de uma população. Essa não é uma verdadeira política, mas uma política ruim, que não ajuda ninguém! Quero, neste momento, conceder um aparte ao deputado Sandro Régis. O Sr. Sandro Régis:- Deputado Júnior Magalhães, quero aqui parabenizar V.Exª pelo tema deste discurso que traz a esta Casa, mas não podemos querer sensibilidade dum governo, deputado Júnior Magalhães, que é responsável por tantas mortes neste Estado. Um governo recordista da dengue, um governo que ressuscitou a meningite, um governo que não dá prioridade à segurança pública. Então, meus parabéns a essa Lei dos Autistas, pois é uma coisa muito séria. É uma desumanidade o governo não cumpri-la. E o senhor alerta esta Assembleia e os deputados para esse problema, que demonstra que esse governo não tem coração, não gosta da Bahia nem dos baianos. O Sr. JÚNIOR MAGALHÃES:- Srªs e Srs. Deputados, quero até fazer uma retificação. Não sei, mas com certeza o governador irá deixar os pais e as mães dos autistas na porta da Governadoria. Então eu iria falar sobre outro assunto, o projeto, porém a partir do momento em que li no blog Política Livre não poderia me calar diante disso aqui, pois é muito pouco para o governo estadual e as Secretarias da Saúde e Educação. Gastaram 60 milhões no Estádio de Pituaçu. Estão preocupados em fazer obras grandes, e não se preocupam em cuidar das pessoas. Isso aqui é cuidar das pessoas, é dar dignidade, respeito. Não posso ficar calado. Fico indignado e espero que o Sr. Governador possa ver isso aqui com atenção, porque não é possível, deputada Antônia Pedrosa, que nós tenhamos derrubamos o veto em fevereiro de 2007, e a lei completa agora 3 anos de aprovada neste Legislativo... Foi sancionada pelo presidente Marcelo Nilo. Já é a Lei 10.553/2007, que oferece vários direitos e garantias aos autistas. Naquele momento vim à tribuna e disse que a derrubada do veto não era a derrota do governador, mas sim uma vitória para um segmento que vivia à margem da sociedade. No entanto eu acreditava que a lei seria cumprida e os autistas teriam atendimento. Contariam com fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, medicação, educação diferenciada. Só que nós voltamos aqui 3 anos depois para dizer que eles estão acampados na porta da Governadoria. É sobre esse papel, deputada Marizete, que nós nos perguntamos o que 73 estamos fazendo neste Parlamento se nem sequer uma lei aprovada aqui é cumprida. Nós que somos legisladores a aprovamos, ela seguiu todo o seu rito, todas as suas formalidades, entretanto não é cumprida, deputado Bira Corôa. O governador Jaques Wagner deixa, 3 anos depois de aprovada a lei, os autistas na porta da Governadoria, e a entidade Ama prestes a fechar as suas portas porque não tem repasse de verba pública. Mas o governo tem dinheiro para propaganda. Isso tem. Fico feliz quando vejo V.Exª, pois fico com saudade do deputado Marcelo Nilo quando vinha falar aqui desta tribuna. Será, deputado, que o governador Jaques Wagner não sabe disso aqui? Eu irei apenas relembrar ao senhor, deputado Marcelo Nilo, que quem relatou essa lei, deputado Marcelo Nilo, foi V.Exª. V.Exª relatou essa lei em Plenário. O deputado Waldenor encaminhou favoravelmente, e muitos dos Srs. Deputados e Srªs Deputadas que estão aqui votaram favoravelmente. E pergunto, deputado Marcelo Nilo, será que V.Exª esqueceu os discursos do passado? Deputado Marcelo Nilo, esperamos que V.Exª possa resolver essa questão. Quanto ao mérito do projeto de lei nº 18.360/2009, não iremos, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, fazer como a Oposição do passado, aquela Oposição raivosa que votava contra tudo, que era do “quanto pior, melhor”. Nós, não! Estamos aqui para votar a favor da Bahia. E não iremos votar contra esse projeto. Mas, deputada Marizete, quero encerrar o meu pronunciamento perguntando: será que vai ser preciso Paulo Souto voltar para cumprir essa lei? Será que só teremos o cumprimento dessa lei daqui a um ano, quando o Sr. Governador não estiver mais aí? Veja o que estão fazendo com os policiais civis. Quem não se lembra da campanha, quando se pegava o contracheque do policial e colocava nas televisões? Esqueceram disso tudo. Prometeram mundos e fundos aos servidores públicos e, hoje, viram-lhes as costas. Eles nem sequer são atendidos. Hoje, não têm mais os companheiros do passado. Os companheiros do passado viraram-lhes as costas. É a verdadeira incoerência: diziam uma coisa no passado, mas na hora em que têm oportunidade de fazer, não fazem. Não fazem, não cumprem aquilo que prometeram. Entretanto, espero que essa questão dos autistas seja resolvida o mais brevemente possível, senão retornarei a esta tribuna com esse assunto. Deputada Antônia Pedrosa, V.Exª, que é mãe, deve imaginar o sofrimento de um pai ou uma mãe que tem um filho autista. Então, temos, sim, que aprovar as leis e fazer com que elas sejam cumpridas. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador nem pelos aparteantes.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado Heraldo Rocha. O Sr. HERALDO ROCHA:- Srs. Deputados, Srªs Deputadas, representantes da imprensa, minhas senhoras e meus senhores, hoje, pela manhã, deputado Javier Alfaya, a Liderança da Oposição recebeu em seu gabinete, na sala de reuniões, os 74 professores e os coordenadores pedagógicos aprovados no concurso de 2006. Todos estavam ansiosos que o governo atendesse à decisão da Justiça, à decisão do eminente juiz desembargador exarada na sexta-feira, determinando a nomeação dos professores e dos coordenadores pedagógicos. Palavras do Exmº Sr. Secretário Adeum Sauer: “A Bahia tem um Uruguai de analfabetos. “Em algumas regiões da Bahia o século XXI ainda está longe de acontecer. E o parâmetro que o governo tem para chegar a esta triste constatação está nos números da educação. A Bahia detém quase o dobro da taxa de analfabetismo do Brasil. Em certas regiões do estado, metade da população não sabe ler nem escrever. Na terra de Cosme de Faria, um rábula (advogado sem formação superior) e político que se tornou conhecido pela defesa dos pobres, da liberdade democrática e foi fundador da Liga Baiana contra o Analfabetismo, há muito a sei feito. O quadro ainda é desolador. Mas o governo tem a convicçäo de que está no caminho certo.” Palavras do senhor ex-Secretário da Educação. Quando ele foi demitido, por incompetência, fez o seguinte pronunciamento (lê): “O sentimento que me invade é de confiança e de agradecimentos. Acredito num futuro melhor para a educação pública na Bahia porque sei do empenho e conheço o trabalho que vem sendo desenvolvido por vocês - gestores, professores e demais servidores da educação - especialmente vocês que estão mais diretamente "com a mão na massa", isto é, estão lá "nas pontas", seja nas Diretorias Regionais.” Este mesmo secretário que foi demitido afirma no seu pronunciamento, ao deixar a Secretaria da Educação, que para gestar ele necessita de 4 mil professores, palavras do Sr. Adeum Sauer, de matemática e língua portuguesa. Ele necessita também dos coordenadores pedagógicos para melhorar a qualidade do ensino da Bahia. Não fui eu quem disse, não. Foi o Sr. Secretário da Educação Adeum Hilário Sauer, ninguém sabe mais nem onde ele anda. Como diz aquela música de Conceição, se sumiu ninguém sabe, ninguém viu. Sumiu do mapa, mas deixou escrito a necessidade da convocação para que melhorem a qualidade de educação dos coordenadores pedagógicos. Sabe quantos coordenadores pedagógicos, concurso realizado em 2006, esse governo contratou? Nenhum. Como é que ele quer melhorar a qualidade da educação? Não é só com dinheiro, o investimento é feito, nós tivemos falhas na educação. Se for verificar os recursos utilizados nos governos de Paulo Souto, de César Borges, de Otto Alencar, e todos foram bons governadores, excelentes governadores, vocês vão verificar que os recursos foram altos, mas que não transmitiram, não puderam traduzir-se em resultados práticos para o governo. Agora calcule sem gente. É muito fácil explicar essa grave situação da educação na Bahia, onde alguns professores dizem que estão ensinando, os alunos dizem que estão aprendendo, termina o curso, ninguém sabe se dois e dois são quatro ou se três e dois são cinco. 75 Isso está provado nas pesquisas apresentadas tanto pelo IPEA como pelo próprio IBGE, como pelo PNAD, enfim, toda e qualquer pesquisa que você for desenvolver na área da educação. E o Dr. Adeum Hilário Sauer, de triste memória, disse que o Projeto Festival, sem coordenadores pedagógicos, deles necessitava, e ele enviou, está aqui, ele enviou a solicitação ao Exmº Sr. Governador e também ao Exmº Sr. Secretário da Administração, e não foi atendido. Está aqui o discurso do Sr. Adeum Hilário Sauer, está aqui escrito por ele, não foi por ninguém, não! O atual secretário da Educação ainda não construiu uma sala de aula, esse governo não construiu uma sala de aula em três anos! Pelo contrário, criaram agora a tal enturmação, que é um processo de desgaste terrível ao aprendizado! Não construiu uma sala de aula! Tenho viajado quase todo fim de semana e a pergunta que faço é a seguinte: “Qual foi o colégio edificado nesta cidade?” Nenhum. Mas quero saber o seguinte: quantas salas de aulas foram construídas? Nenhuma. Sabe por quê? Porque os alunos não estão indo para a escola! Há um alto índice de evasão escolar! Felizmente, não só os deputados governistas, mas também os secretários de Estado e o próprio governador – eu dizia há pouco – não falam mais na herança maldita. São três anos de governo, não são três dias! Praticamente, o governo acabou! Ano que vem, a partir de maio, junho, eleição! Para tudo! A máquina não anda! Sabe o que acontece? Oito secretários já foram mudados. Os da Segurança Pública, Agricultura, Planejamento, Educação, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia. Lembre-me outros, deputada? Vários, oito! Sabe-se que alguns secretários serão candidatos, e isso existe em todo governo, É o chamado candidato chapa-branca. É aquele que não vai deixar que ninguém entre no terreiro dele. Vamos ter aproximadamente 12 secretários que vão deixar a pasta ou em dezembro – eu, se fosse o governador, mandava que o pessoal saísse em dezembro – ou em abril, que é a data da desincompatibilização, dia 3 de abril. Pois bem, dia 3 de abril se encerra o governo. Começa tudo de novo: a máquina emperrada, pessoas que não têm competência e não conhecem a máquina do Estado, que não sabem operar, vão aprender no ano de 2010? Não vão! A denúncia que formulamos ao Ministério Público a respeito dos professores concursados e dos coordenadores pedagógicos teve, graças a Deus, a decisão da Justiça, denúncia que foi formulada pelo deputado João Bacelar! São números! Contra fatos e contra números não há argumento. Dissemos aqui várias vezes, deputado Paulo Azi, em audiência pública com o Exmº Sr. Secretário de Saúde, que disse que tinha um plano B. Ele começou com a Coopamed, acabou a Coopamed, depois veio com a Obras Sociais Irmã Dulce e Fundação José Silveira, não tiveram condição de operar! Então, ele disse que tinha um Plano B, que era o REDA, e que para médico não dá certo. O médico já tem seus horários, não vai abrir mão dos seus dois vínculos. Às vezes, ele tem um estadual e outro federal. A não ser o residente e o aposentado, médico nenhum vai aceitar trabalhar sob o Regime Especial de Direito Administrativo, que é emergencial. 76 Aí começou a fazer malabarismo com dispensa de licitação para a contratação de empresas, como o deputado João Bacelar já denunciou hoje. E o Ministério Público, de forma soberana, anulou todos esses contratos terceirizados. Não sei o que o secretário vai fazer agora – ele disse que vai abrir concurso. Hoje mesmo saiu um contrato para uma empresa que vai fiscalizar outras empresas. O secretário terá de anulá-lo. Somente a nossa assessoria levantou duzentas e tantas empresas – 170 milhões! – que foram contratadas com dispensa de licitação. Enfim, ele está numa sinuca de bico. Não sei o que vai fazer. O governo está inaugurando hospitais em Juazeiro e Irecê, o secretário disse que vai inaugurar o de Santo Antônio de Jesus. Mas com todo mundo terceirizado. Eles diziam que usávamos terceirizados, mas são eles que estão terceirizando tudo. Pior: sem fazer licitação. O secretário está terceirizando hospitais que ele encontrou praticamente prontos. Conversava hoje com um deputado do governo e lhe dizia que em vez de o governo ficar veiculando outdoor com hospital... Hospital é para doente, o papel da Secretaria da Saúde é prevenção, o papel do Estado é um trabalho de educação para a saúde. A dengue teve um aumento de 200%. O nosso secretário é sanitarista, mas ele só faz – e isso me surpreende – atendimento hospitalar, esquecendo-se da educação para a saúde. Esquece-se de educar a população no sentido de que trate os resíduos que há no seu quintal, na sua casa, para que não prospere o Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor da dengue. A mesma coisa é a meningite. Todos nós médicos, principalmente os pediatras como eu, já sabemos que este é um período de surto. Então o que o secretário tem de fazer? Em vez de ficar fazendo propaganda enganosa, mentirosa, cara, deveria fazer um trabalho educativo dizendo à população: “Vamos ter cuidado. Paciente com vômitos e febre alta necessita de mais cuidado. Procurem as unidades de saúde”. Ora, estamos tendo um surto de meningite meningocócica, que é muito comum nesta época, mas o governo vai à televisão e diz que não existe surto algum. Ora, o nobre deputado, que não conhece nada do assunto, pois é arquiteto, vem dizer que meningite… O governo não fez nada, não fez um trabalho de educação dos agentes comunitários de saúde. Deveria ter sido feito um trabalho de prevenção. Vou dar mais um exemplo. Por que nestes 3 anos de governo não se fez um programa de estímulo ao aleitamento materno? Sabe-se, como disse Lassen, um grande médico francês, que a criança amamentada nunca adoece, nunca morre. Estimular a amamentação é um trabalho preventivo, na medida em que a criança amamentada fica dotada de anticorpos, por isso, dificilmente é acometida de doenças como meningite, sarampo e outras. Mas o governo não fez nada disso. E outra coisa, fica mentindo ao dizer que recuperou o hospital tal. Trate o paciente, secretário. Trate a criança e a gestante, faça um bom pré-natal, dê assistência na gravidez, evitando que a mãe tenha problemas de hipertensão, de diabetes. Esse é que é o trabalho do secretário da Saúde. Mas, como ele é o operador deste governo, não faz cirurgia, não, ele opera o 77 dinheiro, o caixa, porque na hora que ele dispensa a licitação de três empresas durante dois anos, sem fazer licitação, ele está operando. Não tem outra saída. Só três empresas ganharam a parte de conservação e limpeza dos hospitais. E entre um contrato e outro, deputada Antônia Pedrosa, eles deram um aumento de 45% no contrato. São dados que a gente tem, não preciso inventar nada. São dados que a nossa assessoria nos fornece. E qualquer leigo, qualquer pessoa mais simples sabe que isso é verdade, está lá no Sicof, no Transparência. É só pegar as três empresas que estão fazendo a conservação e a limpeza dos hospitais. Na verdade, o que sinto é que esse governo está perdido. E que eles receberam o governo como um acidente. Caiu no colo, não tinham uma equipe, não tinham projetos. E concluo, Srª Presidente, dizendo da segurança pública. Há pouco, fui à Liderança e pedi para levantar para mim esse projeto que estão aplicando no Rio de Janeiro, que eu li na revista IstoÉ. Vou detalhá-lo amanhã ou na próxima sessão. O Rio está fazendo um trabalho de ocupação das favelas pelos policiais, retirada de narcotraficantes e a entrada de uma outra polícia para fazer um trabalho de política social. Esse tem que ser um dos trabalhos. Estive na Colômbia, um país que tinha o maior número de homicídios do mundo, Medellín. Aí eu me pergunto: será que eu estou sendo cáustico? Será que estou criticando por criticar? Qual a política de segurança pública? É matar ladrão? É matar traficante? Não é. É fazer um trabalho de prevenção, mas não está sendo feito. Concluo dizendo o seguinte: esse projeto de empréstimo dos 60 milhões, vou liberar a minha Bancada para que cada um analise. Mas, na verdade, é uma pena, porque esse dinheiro quem vai aplicá-lo seremos nós. Em 2011 nós vamos aplicá-lo, porque Paulo Souto vai ser o governador eleito em 2010. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador.) A Srª PRESIDENTE (Antônia Pedrosa):- Com a palavra o deputado Paulo Azi. O Sr. PAULO AZI:- Srª Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta Casa mais uma vez se reúne para discutir sob regime de urgência um projeto do Poder Executivo que trata de uma solicitação de empréstimo externo para investimento nas áreas de saúde e de recursos hídricos. Essas são, Srªs e Srs. Parlamentares, as únicas informações que S.Exª o governador se dispôs a conceder a esta Casa. Até parece, Sr. Presidente, que o governo além de não respeitar este Parlamento, não dá aos diversos deputados a importância que cada parlamentar tem pela investidura constitucional que adquiriu do povo do nosso querido Estado. Desrespeita, não dá atenção, não trata este Poder de maneira altiva. Deputado Luiz Augusto, V.Exª que é presidente e um grande presidente da Comissão de Orçamento, o governo se recusa a informar a esta Casa como e onde serão aplicados os recursos objetos dessa operação de crédito. O relator desconsidera uma emenda da Oposição que vem exatamente nesse sentido, Srs. Parlamentares, de solicitar ao Poder Executivo que informe a esta Casa, 78 a sociedade baiana, como e onde serão aplicados os recursos na área da saúde e recursos hídricos. A Oposição, como bem disse o nosso líder, deputado Heraldo Rocha, poderia apreciar esta matéria e ter votado há muito tempo, se o tratamento dispensado a nossa Bancada fosse respeitoso, civilizado e institucional. Mas, não, o governo gosta de usar o discurso do republicanismo, não se preocupa em transformar o seu discurso em prática administrativa, em prática das convivências entre governo e Oposição. O governo que durante este ano, Srs. Parlamentares, já realizou diversas operações de crédito, que impediram que o governo entrasse em colapso absoluto, fruto da desorganização da sua gestão administrativa, operações que sem sombra de dúvidas, acarretaram no aumento do endividamento do nosso Estado, endividamento esse, recordo-me, tão questionado e tão criticado pelos deputados do PT. Só este ano, Srs. Parlamentares, o governo efetuou operação de crédito com o BNDES da ordem de 375 milhões de reais e contraiu empréstimo com o BID da ordem de 391 milhões de dólares. Se eu perguntar a qualquer parlamentar desta Casa, tenho certeza de que nenhum deles sabe me responder, deputada Ângela, deputada Maria Luiza, onde foram aplicados esses recursos. Tenho certeza de que não foi em Ilhéus, tenho convicção de que não foi em Pojuca, e o que é pior, esta Casa fica impedida de exercer a sua função institucional de fiscalizar, de acompanhar o bom uso dos recursos públicos. Afinal de contas, que transparência é esta? Como podemos considerar este governo transparente se ele se recusa a informar a esta Casa onde estão sendo aplicados esses recursos. Como podemos considerar este governo transparente se o relator dessa operação de crédito, certamente, orientado pelo governo, não acata uma emenda, que apenas, Srs. Parlamentares, solicita do governador a informação de como e de onde serão aplicados esses recursos? Às vezes, eu fico até na dúvida, fico a pensar: será que o governo não nos traz essas informações por má vontade, por receio da fiscalização, ou pela tamanha e enorme incompetência da sua gestão administrativa, que faz com que nem o próprio governo saiba onde serão aplicados esses recursos? É difícil encontrar uma outra explicação de como o governo desrespeita esta Casa com um projeto dessa natureza, que não informa, deputado Fábio, se Itabuna será ou não agraciada, beneficiada, um município que tem sérios problemas na área de saúde e que precisa de investimentos públicos. Mas não. O governo quer que esta Casa dê a ele um cheque em branco, quer que esta Casa apenas bata um carimbo na sua solicitação de empréstimo sem maiores delongas, sem maiores discussões. Senhores Parlamentares, esta Casa irá este ano obter mais um recorde, deputado Heraldo Rocha. Será o ano em que, durante todo esse período legislativo, não se votou, não se discutiu um único projeto nas comissões técnicas desta Casa. É de se perguntar para que comissões, que demandam recursos, despesas, estruturas, se as lideranças do Governo praticamente proíbem que esses projetos venham a ser devidamente discutidos, devidamente debatidos? Isso para que possamos, inclusive, questionar seja o secretário do Planejamento, seja o secretário da Saúde, trazer, 79 efetivamente, maiores informações a este projeto, o que, repito, poderia possibilitar a sua aprovação com muito mais rapidez, com muito mais entendimento, com muito mais boa vontade dos deputados que fazem parte da Oposição nesta Casa. A Oposição, como disse o deputado Heraldo Rocha, o nosso inestimável líder que tão bem conduz esta briosa e valorosa bancada. O nosso líder já tem dito que não está aqui para votar contra a Bahia, mas à sua disposição para votar aqueles projetos que venham trazer benefícios para o nosso Estado. Certamente não é o nosso desejo, deputado Waldenor, agir da maneira como o correligionário de V.Exª agiu no passado quando era absolutamente contra tudo, quando ao chegar um projeto de empréstimo nesta Casa faziam um verdadeiro cavalo de batalha. Vejo S.Exª, o governador Jaques Wagner, ir ao interior inaugurar algumas estradas, dar ordens de serviços em outras, com recursos objetos de empréstimos aprovados por esta Casa mas que contaram com a absoluta intransigência dos deputados petistas que aqui estavam à época. Não vou falar da Ford, porque a Ford o próprio governador já fez a sua meaculpa quando homenageou e agradeceu de público o empenho do ex-governador e hoje senador da República César Borges. São apenas 2 exemplos de como esses parlamentares que eram oposição à época se manifestavam e se colocavam diante de processos semelhantes a esse. Não, não agiremos da mesma forma. O Líder Heraldo Rocha já orientou a sua bancada para votar livremente, de acordo com as suas convicções, quando da apreciação deste projeto. Não tenho dúvida, deputado Heraldo, que, se o governo tivesse acatado pelo menos uma emenda da Oposição que caminhava no sentido de dar maior transparência à aplicação desses recursos, tenho a convicção de que a bancada votaria à unanimidade pela aprovação da referida matéria que, a despeito de estar aumentando o endividamento do nosso Estado, a despeito de vincular recursos em áreas importantes, precisa efetivamente de maiores esclarecimentos. Srªs e Srs. Deputados, vamos votar este projeto. Vamos apreciar, nobre e querida deputada Maria Luiza, vamos apreciar, deputada Eliana Boaventura, com atenção e com a maior boa vontade este projeto que, repito, se não fosse a intransigência, se não fosse a falta de disposição para o diálogo e para o entendimento já poderia ter sido votado há muito tempo. Agradeço à nobre presidente – tão bem vestida, com essa rosa a adorná-la – pela paciência que teve com este humilde parlamentar. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- V.Exª está se superando hoje. Com a palavra o deputado Elmar Nascimento. O Sr. ELMAR NASCIMENTO:- Srª Presidente, Srs. Deputados, assisti, há pouco, à leitura do parecer em conjunto das Comissões de Constituição e Justiça; Infra- Estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo; Meio Ambiente, Seca e 80 Recursos Hídricos; Saúde e Saneamento; Finanças, Orçamento Fiscalização e Controle a este projeto de lei de autoria do Executivo, que autoriza este Executivo a contratar operação de crédito na forma que indica e dá outras providências, da lavra do nobre deputado Pedro Alcântara. Gostaria de iniciar o meu pronunciamento dizendo que pedi ao presidente que mandasse uma cópia para eu poder ler o parecer e fazer algumas ressalvas à metodologia do governo com relação a discussão de projetos. O governo deixou os prazos se expirarem para que esses projetos fossem discutidos no âmbito das comissões, os quais, se não foram discutidos individualmente nas comissões, também não o foram em conjunto, ou seja, apenas foi lido este parecer após a aprovação de um requerimento de urgência para que hoje estivesse pronto para ser votado nesta Casa. Infelizmente, a leitura do parecer, da lavra do deputado Pedro Alcântara, nos deixa em dificuldades de votar favoravelmente ao projeto. Votei, em diversa oportunidades, favoravelmente a alguns projetos do governo do Estado da Bahia, que o autorizavam a contrair empréstimos que se destinavam a investimentos, mas não estamos a assistir à efetivação desses investimentos. Como tais projetos não são transparentes, foram-lhes apostas algumas emendas pela Bancada da Oposição, todas elas no intuito de oportunizar a fiscalização da aplicação dos recursos e dar transparência à aplicação deles. A primeira emenda propunha o acréscimo de um parágrafo ao art. 1º determinando ao Poder Executivo o envio à Assembleia Legislativa, no prazo de 60 dias após a contratação da operação de créditos, da cópia dos contratos e dos projetos a serem financiados. O nobre relator opinou pela rejeição dessa emenda por entender que a proposta era desnecessária, uma vez que o Estado da Bahia possui o Transparência Bahia, que é instrumento de consulta e acompanhamento da aplicação dos recursos pela Internet. Ora, isso só pode ser piada, pois quem acessa esse Transparência Bahia efetivamente não tem acesso efetivamente a nada. E desafio os Srs. Deputados da Base do governo a demonstrar a transparência da aplicação das outras operações de crédito que serviram apenas para pagar recursos, dívidas do Estado que já se avolumavam. E é exatamente essa a intenção, não a de aplicar em infraestrutura. Não vejo nada de mais no acatamento, e isso mostra a intransigência da Liderança do governo e do relator em negociar e aprovar uma emenda que solicita... Era obrigação o envio da cópia do convênio da operação de crédito, com as cópias dos contratos e projetos a serem financiados, à Assembleia Legislativa num prazo de 60 dias. Isso deveria ser obrigação. O que a Oposição está querendo é ter acesso à cópia dos convênios e dos contratos, o que deveria ser uma obrigação, e o governo deveria se propor a dar e também acatar a emenda. Portanto, não posso aceitar que uma emenda que beneficia e aperfeiçoa o texto seja rejeitada. A segunda emenda propõe uma nova redação ao art. 2º para determinar que, na hipótese de eventuais modificações orçamentárias que venham a ser promovidas pelo 81 governo do Estado para a execução do projeto, sejam preservados os recursos orçados nas funções de segurança pública, saúde e educação. O relator também opinou pela rejeição, uma vez que a proposta de emenda configura nítida ingerência no Poder Legislativo em típica atividade administrativa do Executivo. Ora, o Legislativo, seja na Lei de Responsabilidade Fiscal, seja nas emendas constitucionais que fixam a aplicação de 25% na educação e 15% na saúde, tem feito de certa forma uma ingerência nos atos do Executivo. E é assim também no Orçamento. Se na administração pública tivesse um gestor um cheque em branco para aplicar os recursos do jeito que quiser, sem ter no Orçamento essas limitações, nós não precisaríamos estar aqui votando uma proposta orçamentária. O que corretamente quis o Líder da Minoria foi preservar, no Orçamento, os recursos da saúde e educação, que têm o limite mínimo funcional, mas também, deputado Capitão Tadeu, os da segurança pública. Essa é a emenda da Oposição pedindo apenas que fosse preservado no Orçamento, nas operações de crédito que nós estamos autorizando ao governo, um percentual que já foi votado no ano passado e será votado na Lei Orçamentária para o próximo com relação aos recursos da segurança pública. Não é nada de mais. São recursos para se poder contratar os policiais civis, são apenas essas verbas que nós estamos querendo carimbar para mostrar ao governador, já que infelizmente parece que ele não anda... Quando anda, é de carro blindado ou helicóptero, e não estava no município de Santa Luz, meu caro deputado Joélcio, no dia do terror. Se S.Exª não andasse só de carro blindado e helicóptero, veria que era só tirar dos 60 para 150 milhões que aumentou do investimento em propaganda. Não entendo, deputado Joélcio, como é que, mesmo a Lei Eleitoral só permitindo que o governo estadual invista em propaganda no ano que vem durante seis meses, sendo quatro no início e dois ao final do ano, ele ainda aumente de 60 para 150 milhões o gasto com esse item, mas reduzindo o investimento na segurança pública! Eu sei, deputado Joélcio, que fere mais quando é na nossa terra que acontece um evento como o que aconteceu em Santa Luz. Infelizmente, essa é a realidade da Bahia inteira. O Sr. Capitão Tadeu:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. ELMAR NASCIMENTO:- Concedo, com prazer, um aparte ao nobre deputado Capitão Tadeu. O Sr. Capitão Tadeu:- Enquanto nós estamos aqui nesta noite discutindo estas questões, e muitos subiram a essa tribuna para falar das de segurança, informo a todos os deputados que mais um policial acaba de ser baleado. Neste ano já morreram vinte; no ano passado foram 38. Quero dizer que apresentei ao governo do Estado, no dia 26 de setembro de 2008, um projeto com políticas públicas para evitar mortes de policiais. O governador Jaques Wagner – e aí faço justiça – rapidamente mandou para o secretário da Segurança Pública e me comunicou esse procedimento. Quinze meses após a entrega desse documento – inclusive se encontra na minha mão o ofício comprovando a 82 minha remessa, bem como o do governador me informando o envio para o secretário –, nenhuma resposta obtive. Senhores, só há um caminho para resolvermos esse problema da violência contra os policiais. Quero dizer que lançarei em janeiro de 2010 a Operação Policial Vivo. Todos os policiais da Bahia serão orientados a agir. Aí o governo lhes dará mais atenção. Muito obrigado. O Sr. ELMAR NASCIMENTO:- Agradeço e incorporo totalmente o seu aparte, reconhecendo que V.Exª, embora sendo da base do governo, em nenhum momento se curvou e deixou de vir a esta tribuna ou de apartear outros deputados mostrando claramente as mazelas deste governo com relação à segurança pública. O descaso é total! Os policiais estão morrendo, e a mão suja com o sangue deles é a do governador Jaques Wagner! V.Exª já alertava e mostrava o que precisava ser feito. Às vezes, tentamos passar panos quentes dizendo que a culpa é do secretário. Mas ninguém votou em César Nunes! Os baianos votaram em Wagner, que é o responsável! Ele não faz nada para resolver esta situação. Temos de reconhecer a coragem do deputado Capitão Tadeu. Mesmo sendo da base do governo, ele reconhece a falência da segurança pública e a falta de compromisso do secretário dessa área. Não sei que paixão é essa do governador que o faz trazer esse povo de fora do Estado. Sei que ele também não é baiano nem quer ser! Não teve o privilégio de nascer baiano, deputado Heraldo Rocha, como nós tivemos, nem quer ter o orgulho de ser baiano. Lembremos de que no mandato passado a então deputada estadual Moema Gramacho, atual prefeita de Lauro de Freitas, aprovou um Título de Cidadão Baiano para o governador Jaques Wagner, e ele nunca se dignou a marcar um dia para recebê-lo. O governador Aécio Neves quando soube que receberia o Título de Cidadão Baiano, proposto por mim, ficou louco para vir logo à Bahia. É uma homenagem que orgulha todo mundo, exceto o governador Wagner, pois já faz quase 4 anos que a deputada Moema Gramacho aprovou esse projeto. E ele traz esse César Nunes... De onde ele é mesmo? É sergipano? Não sei de onde ele veio, nem onde o governador Wagner foi buscar esse cara! O governador traz um monte de gente da Polícia Federal para compor o quadro de cargos em comissão da Secretaria da Segurança Pública. Deputado Capitão Tadeu, o Estado promove cursos em Israel, nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos para esses policiais federais que estão aqui à disposição do governo do Estado, momentaneamente. Depois eles voltarão ao seus órgãos de origem. Ou seja, a Polícia baiana, seja a Militar ou a Civil, não capitaliza nada para qualificar, para melhorar os seus quadros. O governador acha isso pouco importante. Se ele tivesse nascido aqui, deputado Heraldo Rocha, se tivesse o sentimento de baianidade, se gostasse desta terra, em vez de ficar se apegando a esses amigos – que na verdade não são amigos dele, porque estão acabando com o seu governo –, ele pensaria de forma diferente. 83 Hoje, deputado Heraldo Rocha, quero saber quantas e quantas vezes vamos vir a esta tribuna, assistir ao deputado Capitão Tadeu vir a esta tribuna ou nos apartear, para anunciar esse “placar macabro”, que a cada dia morreu mais um policial. Hoje morreu um, amanhã morre outro e quando morre um policial é porque está morrendo dezenas de pessoas nas favelas, nas comunidades mais pobres da Região Metropolitana e de cada canto, porque a violência agora não é mais privilégio da Região Metropolitana. Da mesma forma que invadiram e saquearam banco no município de Santa Luz, mês passado subi nesta tribuna para denunciar que invadiram a cidade de Umburanas, deputado Joélcio, fecharam a entrada e saída da cidade invadindo todas as casas comerciais, fizeram um arrastão. Vários bandidos armados invadiram todas as casas comerciais, não ficou um comerciante da cidade sem ser assaltado. É assim, estão tomando conta, várias cidades sem ter sequer um delegado de polícia. Na minha terra, Campo Formoso, que é um município grande, que no governo Paulo Souto nós conseguimos levar uma companhia independente de Polícia Militar, algumas viaturas de cabine dupla, aumentamos o efetivo de 12 para 80 policiais, hoje reduziu, tem menos 13. A cota de combustível que era 6 mil reais por mês reduziu para 4 e dessas tantas viaturas que dizem novas que o governo compra nunca chegou nenhuma. É por isso que a propaganda do Youtube fez tanto sucesso: “Eu quero morar na propaganda do governo da Bahia”. Nela é viatura atrás da outra, é contratação de policiais e a realidade é tão diferente! O povo de Santa Luz hoje, deputado Joélcio, deve está dizendo eu quero morar na propaganda do governo da Bahia, porque aqui em Santa Luz, hoje, a realidade é diferente. Não é só de Santa Luz, é de Umburanas, Jacobina, Casanova. Se for no Oeste a situação é diferente. Quero cobrar aqui a V.Exª, deputado Heraldo Rocha, na condição de líder da nossa bancada, que encaminhe na Comissão de Segurança Pública, que infelizmente não faço parte, mas isso pode nos atingir. Hoje nós somos deputados, mas amanhã somos ex-deputados. E a filha do ex-deputado estadual Maurício Cotrim deu entrevista na rádio Tudo FM, dizendo que o seu pai foi morto por ordem do Frei Dílson, prefeito do PT de Itamaraju, palavras da filha do deputado. Vamos trazer ela aqui para ouvir, que houve interferência política na tirada do delegado. Estou com uma pérola que mandaram para mim nesta semana: uma entrevista de um delegado na rádio de Itabuna dizendo que quando estava chegando no mandante do crime, que ia pedir o indiciamento, que era o prefeito de Itamaraju, ele foi afastado por interferência da Secretaria de Relações Institucionais. Eu não quero crer que neste governo republicano haja esse tipo de interferência. É um crime que o Extremo Sul inteiro quer ver elucidado. Se nós não podemos nos omitir, deputado Heraldo Rocha, alguns aqui devem ter sido colegas do deputado Maurício Cotrim, eu não fui, mas um dia todos nós seremos ex-deputados, e não é possível que as pessoas fiquem morrendo e não se dá uma satisfação. A filha do deputado disse: meu pai não devia a cigano. Nós precisamos, deputado Heraldo Rocha, convidar, -deputado Capitão Tadeu, V.Exª é da Comissão de 84 Segurança Pública, a denúncia é muito grave- , a filha do ex-deputado Maurício Cotrim, que foi assassinado. E da Comissão de Segurança Pública, convidar a filha do ex-deputado Maurício Cotrim, pois a denúncia é muito grave, para ela vir aqui e repetir na Comissão de Segurança o que disse: que quando o delegado descobriu que o mandante do crime era o prefeito de Itamaraju foi afastado das investigações. É para isso que está servindo a Secretaria da Segurança? Só voltada politicamente para uma Operação Expresso, que foi desmoralizada? E agora essa denúncia gravíssima de proteção de homicidas! Portanto, eu, infelizmente, encerro nesta noite as minhas palavras dizendo ao deputado Capitão Tadeu que precisamos obstruir esse Orçamento. Precisamos ir à exaustão e impedir de todas as formas essa votação. Se o governo ainda continuar a querer um aumento de 50% em propaganda sem dar qualquer tipo de investimento à segurança pública... Aliás, além do previsto no Orçamento já ser pouco, não houve o pagamento correspondente ao investimento orçado para 2009. Hoje é mais um dia de luto desse governo, que sujou, mais uma vez, as mãos de sangue e participa com a sua omissão da morte de mais um policial acontecida nesta noite e anunciada pelo deputado Capitão Tadeu. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador nem pelo aparteante.) A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Não havendo mais orador... O Sr. Heraldo Rocha:- Vou encaminhar, Sr. Presidente. A Srª PRESIDENTA (Antônia Pedrosa):- Para encaminhar a votação, o deputado Heraldo Rocha. (Pausa) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra o deputado Heraldo Rocha, pelo tempo de cinco minutos. O Sr. HERALDO ROCHA:- Sr. Presidente, aproveitando este momento de encaminhamento, eu queria fazer uma sugestão a V.Exª e ao Líder do governo, deputado Waldenor Pereira. Tenho certeza que contarei com o apoio de V.Exª e do Líder do governo. Deputado Waldenor Pereira, passo a ler o requerimento que faço em nome da minha Bancada. (Lê) “Exmo. Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia Requeiro, nos termos do § 4º, art. 84, do Regimento Interno, a inclusão na Ordem do Dia do Projeto de Lei nº 18.323/2009, de autoria do Ministério Público, que dispõe sobre subsídio dos membros do Ministério Público. Sala das Sessões, 09 de dezembro de 2009 Dep. Heraldo Rocha Líder BIoco da Minoria.” Ao mesmo tempo, e tenho certeza que contarei com o apoio da Liderança do governo, faço outro requerimento. (Lê) “Exmo. Sr. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia 85 Requeiro, nos termos do § 4º, art. 84, do Regimento Interno, a inclusão na Ordem do Dia do Projeto de Lei nº 18.322/2009, de autoria do Tribunal de Justiça, que dispõe sobre subsídio dos membros do Poder Judiciário. Sala das Sessões, 09 de dezembro de 2009 Dep. Heraldo Rocha Líder Bloco da Minoria.” Portanto, estou requerendo em nome da minha Bancada, e tenho certeza que contarei com o apoio da Base aliada ao governo, que esses dois projetos sejam incluídos na Ordem do Dia, Sr. Presidente. Sr. Presidente, encaminho a votação desse projeto dizendo a V.Exª que a cultura da Bancada da Oposição nesta Casa tem sido de apoiar os projetos que são benéficos e que melhoram a qualidade de vida do povo da Bahia. Essa tem sido a cultura que nós implementamos e foi com o deputado Gildásio Penedo e comigo posteriormente e tem sido essa a opinião da nossa bancada. O projeto que leva o benefício para a Bahia, que melhora a qualidade de vida dos baianos querem contar com o nosso voto. É natural e regimentalmente pedimos verificação de quórum. Esse projeto, Sr. Presidente de 60 milhões pelo o que eu pude analisar com a nossa assessoria vai ser aplicado em 2010, 2011. O governo Wagner já acabou a essa altura O nosso governo é que vai realmente assumir esse projeto tanto que Sr. Presidente eu vou liberar a nossa bancada. Apenas pediremos verificação de quórum. Mas, Sr. Presidente eu queria ouvir do Líder do governo e passo às mãos do Sr. Carlos, Secretario da Mesa para dar entrada na Mesa Diretora e quero ouvir do Líder do Governo os dois requerimentos por mim formulados em nome da nossa bancada qual será o posicionamento da base aliada do governo. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Pela ordem o Sr. Elmar Nascimento. O Sr. Elmar nascimento:- Sr. Presidente, eu vou aproveitar e retirar a minha inscrição para poder ajudar. Eu quero aproveitar as palavras do Líder da oposição, deputado Heraldo Rocha e sei que V.Exª foi diligente com esse projeto e a gente tem condição de avançar essa noite. Está aqui o Líder do PR, o vice- líder que pode falar na ausência do deputado Pedro Alcântara e o deputado Joelson que é vice- líder do PMDB . Qual é o posicionamento do governo? Se for interesse do governo votar hoje, eu sei que V.Exª terá toda a boa vontade para que nós dispensemos as formalidades e possa votar esse projeto que o deputado Heraldo Rocha sugeriu que fosse incluído na ordem do dia. Portanto, depende agora da Liderança do governo que se quiser votar hoje nós estamos aqui a postos, o vice-líder do PR, deputado Sandro Régis e está aqui o vice-líder do PMDB deputado Joelson. Sugeri a V.Exª que ouvisse a todos para que nós pudéssemos dar essa contribuição para a sociedade baiana. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado eu não vou fazer isso porque certa vez durante a noite eu fui consultar os membros da galeria e as pessoas acharam 86 que eu estava jogando bancada de governo contra bancada de oposição. Se os Líderes chegarem a um acordo é só me trazer e eu defiro agora não vou constranger quem quer que seja , não faço isso nem com um lado nem com um outro. Fico até muito feliz de ver a bancada da oposição votar projeto do Ministério Público. Isso é um fato positivo. Fico muito feliz com isso. Para encaminhar o deputado Sandro Régis pelo tempo de 2minutos e meio. Questão de ordem do deputado Paulo Azi. O Sr. Paulo Azi:- Sr. Presidente, eu sinceramente não imagino que V.Exª vai constranger qualquer parlamentar. Tenho impressão que o deputado Waldenor tem o maior interesse, pelo menos é isso que ele tem dito reiterada vezes quando se trata das questões relacionadas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário portanto, eu espero que o deputado Waldenor se posicione até para que nós possamos definir quando nós poderemos avaliar esses projetos dos outros poderes. É apenas um registro que faço a V.Exª e solicito que o deputado Waldenor se posicione. V.Exª sabe que nós estamos concluindo o período legislativo e poderíamos construir essa agenda em comum para que antes do recesso pudermos votar esses projetos tanto do Poder Judiciário quanto do Ministério Público. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem do deputado Waldenor. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, eu também quero revelar o contentamento, a alegria de ver a bancada da oposição querendo votar projeto e digo isso porque estive visitando o gabinete do deputado Heraldo Rocha e em seguida recebi a retribuição da visita em meu gabinete e e tenho feito de tudo, V.Exª é testemunha, para chegarmos a um entendimento quanto à votação de vários projetos. Se há esse interesse, deputado Heraldo Rocha, quero marcar para amanhã cedo, quando poderemos novamente avaliar os projetos que estão em pauta e decidir sobre a votação de um número significativo de projetos, não só desses dois. Temos em pauta uma série de projetos que temos interesse em votá-los. Já procurei V.Exª, que até me elogiou pelo gesto da visita. Em seguida, recebi a visita de V.Exª, temos interesse em votar vários projetos. Então, se V.Exª concordar, marcaremos uma reunião para as 10 horas da manhã para buscarmos o entendimento e votarmos não só esses como também vários outros projetos que estão em pauta e são do interesse do nosso governo, da Bahia, e tenho certeza de que são também do interesse da Oposição. Esta é a proposta que faço a V.Exª. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Pela ordem o deputado Heraldo Rocha. Por favor, seja breve. O Sr. Heraldo Rocha:- Sr. Presidente, na verdade, o que sinto, e V.Exª, que é um parlamentar experiente, sabe disso. As contas do governador foram votadas na semana passada, porque estavam em pauta. Esses projetos estão na Ordem do Dia. Bastava o Líder do governo requerer, só que quem fez o requerimento foi Líder da Minoria. Então, não tem como discutir mais nada. Se o Líder do governo não quer votar 87 hoje, é porque talvez ele não tenha orientação superior ou não quer votar os subsídios dos juízes e do Ministério Público. Muito obrigado, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra, para encaminhar, o deputado Sandro Régis, pelo tempo de cinco minutos, já que está na Liderança. O Sr. SANDRO RÉGIS:- Sr. Presidente, Srs. Deputados, amigos da TV Assembleia, quero endossar as palavras do Líder Heraldo Rocha. O PR abre mão nesta noite de qualquer formalidade para votar os subsídios do Ministério Público e do Judiciário. Acredito que, se realmente o governo quisesse votar esse projeto, não precisaria chamar para a discussão amanhã. Tantas vezes que o governo tem maioria faz um acordo com a Liderança da Oposição e bota o projeto para votar. O deputado Joélcio também já me autorizou em nome do seu partido a dizer que abre mão de todas as formas regimentais para que possamos votar esta noite os subsídios do Ministério Público e do Judiciário. Não adianta vir com enrolação, ou quer votar, ou não quer votar. Esse negócio de amanhã, depois, é conversa para boi dormir. Tem que querer. O Democratas, o PR e o PMDB estão a favor dos subsídios do Judiciário e do Ministério público. O governo tem que escolher, ou quer, ou não quer. Se quiser, vota hoje, vota agora. Os partidos de Oposição não criarão dificuldade. Então, deputado Heraldo Rocha, está nas mãos do governo. Se quiser, votamos hoje à noite Ministério Público e Judiciário. Falo aqui em nome do partido pelo qual assumo a Liderança hoje, pois sou o Vice-Líder e o Líder não está presente. O deputado Joélcio me autorizou a falar em nome do PMDB. Então, está nas mãos do governo. O Democratas, o PR e o PMDB, e tenho certeza de que V.Exª não é contra a votar o projeto dos subsídios do Ministério Público e do Judiciário. Se houver boa vontade, esses dois projetos serão aprovados esta noite por acordo de Lideranças. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra o deputado Clóvis Ferraz pelo tempo de dois minutos cinco segundos. O Sr. CLÓVIS FERRAZ:- Sr. Presidente, Srs. Deputados e Deputadas, senhores e senhoras jornalistas, senhores presentes nas Galerias Paulo Jackson, Sr. Presidente, neste momento o deputado Heraldo Rocha, Líder da Minoria, dá uma demonstração de querer restabelecer o diálogo e um gesto de boa vontade para com o governo, a Bancada do Governo para que a gente comece a votar os projetos aqui na Assembleia Legislativa. Quero aqui parabenizar o deputado Heraldo Rocha com esse gesto, colocando esses dois, fazendo um requerimento para votação e abrindo mão dos trâmites regimentais, com a concordância da Liderança do PR, na pessoa do vice-Líder, deputado Sandro Régis, e também da Liderança do PMDB, na pessoa do vice-Líder, 88 deputado Joélcio Martins, e do Líder, deputado Heraldo Rocha, que abre mão das prerrogativas, no caso um acordo, para que se votem esses dois projetos de imediato, o subsídio do Ministério Público e também do Judiciário. Então, nobre deputado Waldenor Pereira, V.Exª como Líder do governo, que tem autonomia para se colocar em votação, acho que é um momento oportuno de diálogo para que a gente comece a votar os outros projetos também que estão em pauta nesta Casa, abrindo mão num acordo de lideranças para que se vote esse projeto, também estará dando um passo significativo para que se votem os outros projetos que estão em pauta. Portanto é um momento que eu diria importantíssimo para a questão do diálogo entre Oposição e Situação para que se restabeleça a votação dos projetos, começando com esses dois projetos, o projeto do subsídio do Judiciário e também o projeto do subsídio do Ministério Público. Eram essas as nossas colocações, Sr. Presidente, Srs. Deputados. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Com a palavra o último orador, deputado Waldenor Pereira, para encaminhar, pelo tempo de cinco minutos. O Sr. W ALDENOR PEREIRA:- Sr. Presidente, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, quero, mais uma vez, revelar o contentamento de ouvir da Bancada da Oposição essa disposição em votar projetos de interesse do Ministério Público e do Tribunal de Justiça. Digo isso porque estão na pauta desta Assembleia Legislativa 7(sete) projetos oriundos do Tribunal de Justiça. E temos feito um esforço sobrehumano para colocar esses projetos em apreciação e votação e, infelizmente, não encontramos por parte da Oposição guarida, acolhimento para votação desses projetos. São 7(sete) projetos que estão na Ordem do Dia e que eu poderia, tranquilamente, amanhã sentar com os Líderes da Minoria e decidirmos pela aprovação de todos eles. Sete projetos do Tribunal de Justiça, e a Oposição, inclusive, assumiu um compromisso com a presidente Sílvia Zarif que apreciaria e votaria esses projetos. Portanto, devolvo o desafio que nós amanhã possamos fazer uma avaliação dos projetos do Tribunal de Justiça, do Executivo e do Ministério Público, formularmos um acordo e o entendimento e então votaremos todos esses projetos que se encontram de certa forma emperrados na pauta desta Casa Legislativa. Então quero devolver o desafio e convidar a Oposição, porque temos interesse em votar vários projetos, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e também do Poder Executivo. Dito isso, Sr. Presidente, quero recomendar à nossa Bancada a votação favorável ao projeto que autoriza o governo da Bahia a contrair empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento no valor de 60 milhões de dólares, destinado a ações, a políticas públicas voltadas para saúde e recursos hídricos. Tratase de um financiamento da maior relevância, da maior importância para o desenvolvimento da Bahia e que espero contar, como já foi aqui destacado pelo Líder Heraldo Rocha, com o apoio também da Bancada de Oposição por se tratar de uma 89 operação de crédito, cujos recursos servirão para a melhoria da qualidade de vida do povo da Bahia. Dito isso, quero agradecer à nossa Bancada, que está participando de forma unida, coesa e respondendo ao nosso chamamento, à nossa convocação, a participação maciça nas votações que estamos organizando. Finalmente, quero convidar, Sr. Presidente, nossa Bancada para que esteja presente aqui, na segunda-feira, quando deveremos estar apreciando, no primeiro turno, o projeto do Orçamento/2010 e votando-o na segunda e na quarta-feira. É imprescindível, portanto, que ela esteja aqui nesses dias para aprovarmos esse projeto. Agradeço à nossa Bancada, parabenizo-a pela participação e recomendamos a ela votar votar favoravelmente a esse projeto que autoriza o Executivo estadual a efetuar essa operação de crédito de US$60.000.000,00 milhões. Muito obrigado, Sr. Presidente, e esse é o nosso encaminhamento. (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Em votação. O Sr. Paulo Azi:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem do deputado Paulo Azi. O Sr. Paulo Azi:- Sr. Presidente, que V.Exª possa verificar o quorum de votação da referida matéria, já que é necessária a presença de 32 Srs. Parlamentares, isto é, da maioria absoluta para proceder à votação. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- V.Exª será atendido. Questão de ordem do deputado Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, tendo em vista a iniciativa do deputado Paulo Azi, que solicita uma verificação de quórum de votação e destaca a necessidade de 32 Srs. Parlamentares. Por isso, solicito de V.Exª que autorize os operadores do sistema de informática desta Casa a estabelecer o tempo de 25 minutos, tempo necessário à espera, ao aguardo da recomposição do quórum, ao tempo em que convido todos os colegas, deputados e deputadas da nossa Base, para se fazerem presentes, imediatamente, no Plenário, tendo em vista que há um pedido de verificação de quorum de votação. Portanto, estaremos votando e aprovando o importante projeto de interesse da Bahia, pois são US$60.000.000,00 que o governo Jaques Wagner pretende aplicar em ações, em políticas públicas vinculadas às áreas da Saúde e dos Recursos Hídricos. Ganha o povo da Bahia esse financiamento, que será viabilizado e aplicado ainda no ano de 2010, não tenham dúvida disso! Convoco, convido, conclamo, pois, os colegas deputados e deputadas para que, imediatamente, se dirijam ao Plenário, tendo em vista que há um pedido de verificação de quórum de votação. Peço a V.Exª, Sr. Presidente, que faça soar as campainhas, marque os 25 minutos e convide a todos para que possamos votar, o mais rápido possível, 90 encerrando essa questão e pondo em apreciação outras matérias que já foram anunciadas por V.Exª. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- V.Exª será atendido. Srs. Deputados que estão nos gabinetes, no Salão Nobre, no Salão Deputado Nestor Duarte, no cafezinho, na sala das comissões, na biblioteca, nas demais dependências da Casa, venham ao Plenário, pois há um pedido de verificação de quorum dos deputados Paulo Azi e Waldenor Pereira para votação do projeto do governo do Estado. (O Sr. Presidente faz soar as campainhas.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Zere-se o painel, marquem-se 25 minutos. Srs. Deputados que queiram votar marquem a presença. O Sr. Javier Alfaya:- Deputado, presidente, questão de ordem. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem do deputado Javier Alfaya. O Sr. Javier Alfaya:- Sr. Presidente, apenas para dizer da satisfação pela presença de 100% da Bancada do PCdoB para votar. Os três estamos presentes. Assim como em todas as grandes e importantes decisões e votações nestas terças e quartas-feiras, a grande Bancada do PCdoB está aqui integralmente cumprindo a sua função, e espero que as outras Bancadas - enfim, a grande Bancada do governo Wagner - também tenham o mesmo nível de presença. Nós e o companheiro do PSB, capitão Tadeu, que também se encontra presente, 100% presente. Está faltando um deputado do PT, 10% da Bancada do partido estão ausentes. E 90%, presentes. Um abraço, deputado. Sucesso na condução da sessão! Já há quórum. Vamos à vitória deste governo. O Sr. Álvaro Gomes:- Sr. Presidente, questão de ordem. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem, deputado Álvaro Gomes. O Sr. Álvaro Gomes:- Sr. Presidente, aproveito, porque são raros os momentos em que encontramos um Plenário tão cheio, com quase a totalidade dos parlamentares, para convidar a todos e também aos policiais civis que estão aqui para o Seminário do Iapaz amanhã sobre a segurança pública e justiça social. Teremos a presença dos Drs. Lidivaldo Britto, Procurador Geral de Justiça da Bahia, César Nunes, secretário da Segurança Pública, e da Srª Suzana Varjão, do Fórum de Combate à Violência e do Movimento Estado de Paz. Faremos também uma homenagem in memoriam a Gey Espinheira, um grande lutador pela paz com justiça social. Portanto, aproveitamos este momento de Casa cheia, lotada de deputados para convidar todos a participar desse seminário importante do Iapaz, com o tema Segurança Pública e Justiça Social, que será realizado no Ministério Público às 15 horas. Esperamos contar com a presença de todos os parlamentares, dos policiais civis concursados que lutam pela nomeação e de todos que queiram discutir esse importante assunto, porque aqui no dia a dia o debate é a segurança. Temos aí um 91 tema, um seminário importantíssimo para fazer essa discussão amanhã promovido pelo Iapaz, Instituto de Estudos e Ação pela Paz com Justiça Social. Esse evento é nesta quinta, 10 de dezembro, exatamente por ser o Dia Estadual da Paz com Justiça Social e também Dia Mundial dos Direitos Humanos. E não é por acaso que apresentamos aqui um projeto que foi aprovado transformando o 10 de dezembro no Dia Estadual da Paz com Justiça Social. Então, reafirmamos o convite a todos para o seminário. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- O deputado Waldenor recomenda sim. Deputado Heraldo Rocha, como recomenda à sua digníssima Bancada? O Sr. Heraldo Rocha:- Está liberada a minha Bancada. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado Sandro Régis, do PR. Como recomenda o voto? O Sr. Sandro Régis:- Libero a Bancada. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado Joélcio, como recomenda à Bancada do PMDB? O Sr. Joélcio Martins:- Está liberada a Bancada. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- O deputado Waldenor, Líder do governo, recomenda sim, e os outros líderes recomendam liberação total. Srs. Deputados, há outro projeto para ser votado. Aliás, mais dois projetos para votarmos. Em votação. Podem votar. Estão faltando votar Ângelo Coronel, Arthur Maia, Capitão Tadeu, Carlos Ubaldino, Eliedson Ferreira, Fátima Nunes, Ferreira Ottomar, Gaban, Misael Neto, Virgínia Hagge, Sérgio Passos, Getúlio Ubiratan, Gildásio Penedo, Luiz Argolo, Luciano Simões. Encerrada a votação. Aprovado com 36 votos sim, duas abstenções, três votos não. Em discussão única e votação o projeto de lei do Tribunal de Justiça nº 18.076, que altera o quadro funcional permanente instituído pela Lei 11.170, de 26 de agosto de 2008, extinguindo os cargos de motorista judiciário e de agente de segurança pública. PROJETO DE LEI Nº 18.076/2009 Altera o quadro funcional permanente, instituído pela Lei Estadual nº 11.170, de 26 de agosto de 2008, extinguindo os cargos de Motorista Judiciário e de Agente de Segurança Judiciária. 92 O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Ficam extintos os cargos de Motorista Judiciário e de Agente de Segurança Judiciária, da carreira de Técnico Judiciário - Área Administrativa, do quadro funcional permanente do Poder Judiciário do Estado da Bahia, no quanto previsto nos itens 21 e 23 do Anexo IV da Lei nº 11.170, de 26 de agosto de 2008. Art. 2º Aos servidores atualmente ocupantes dos cargos de que trata o art. 1º, aplica-se a disciplina do art. 34 da Lei 11.170/2008. Art. 3º Ao Anexo V da Lei 11.170/2008, ficam acrescidos os itens 2 e 3, com as nomenclaturas de Motorista Judiciário e de Agente de Segurança Judiciária, respectivamente. Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições contrárias. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em ............. JAQUES WAGNER Governador O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Deputado Paulo Azi, V.Exª pediu vistas. Dispensa as vistas? Nada a opor. Já foi lido o parecer. Em votação no âmbito das comissões. O Sr. Sandro Régis:- Eu vou discutir. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Mas V.Exªs não me disseram que não iriam obstruir? O Sr. Elmar Nascimento:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Pois não. O Sr. Elmar Nascimento:- V.Exª. acaba de anunciar discussão única do projeto do Judiciário? O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Discussão única. O Sr. Elmar Nascimento:- Não tem que ser dois turnos? O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Extinguindo cargos é um caso... O Sr. Elmar Nascimento:- Não, regimentalmente tem que ser dois turnos. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Eu imaginei que sendo por acordo... O Sr. Elmar Nascimento:- Não é acordo, é cumprir o Regimento e votar em dois turnos. 93 O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Mas é só fazer por acordo. A Constituição é que somos obrigados a cumprir. Mas o Regimento, havendo acordo, nós sempre quebramos. O Sr. Paulo Azi:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem do deputado Paulo Azi. O Sr. Paulo Azi:- Sr. Presidente, foi feita no início desta sessão uma proposta de acordo para se votar dois projetos do Judiciário nesta noite, esse que está em pauta e um outro que trata da organização judiciária. V.Exª chegou a incluir esse segundo projeto, e também o projeto deste Poder Legislativo, na Ordem do Dia da sessão extraordinária. Quero saber de V.Exª se esse acordo está mantido para a apreciação dos dois projetos do Judiciário e do projeto que trata das taquígrafas desta Casa. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- O das taquígrafas vai ser votado, não tem nada a ver, não entrou em acordo algum. O problema do acordo é o seguinte: o deputado Heraldo e V.Exª propuseram votarmos os dois projetos do Judiciário. O deputado Waldenor Pereira, Líder do governo, só quer votar o outro depois que debater com o próprio governo. O Sr. Paulo Azi:- Então, o deputado Waldenor não aceitou a apreciação do outro projeto na data de hoje. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Ficará para a próxima semana. Por isso que estou concordando com V.Exª no seu direito regimental. Vamos votar nas comissões. Depois, no Plenário, V.Exªs discutem. Em votação no âmbito das comissões. Os Srs. Deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa) Aprovado. No Plenário, o projeto que leva o nº 18.076/2009, do Tribunal de Justiça. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Para discutir o projeto do Poder Judiciário de nº 18.076/2009, o deputado Heraldo Rocha. O Sr. HERALDO ROCHA:- Sr. Presidente, deputado Marcelo Nilo, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, representantes do governo que se encontram nesta Casa, deputados da Base aliada, se, porventura, o Líder do governo aceitar que votemos agora o subsídio do Judiciário e o subsídio do Ministério Público retiramos toda a discussão. Há pouco o deputado Júnior Magalhães mostrou que uma denúncia que foi formulada pelo blog Política Livre, da qual nós também participamos, a respeito de um contrato feito com um escritório de advocacia de São Paulo para analisar processos da Procuradoria Geral do Estado. Quero comunicar que o contrato acaba de ser anulado pela Procuradoria. Isso mostra, mais uma vez, que este governo está acabando. Graças a uma denúncia do Política Livre... (Um deputado se manifesta fora do microfone.) O Sr. HERALDO ROCHA:- Só se for em outdoor, deputado, que está crescendo. 94 Mais uma derrota do governo. Este é o ano da derrota do governo. Mais uma derrota. E agora foi na PGE. Jogaram a toalha, deputado! Olha, 48%, nem José Serra! Me engana que eu gosto! Uma tal Fundação Campos, sei lá, que ninguém nem sabe que existe... O Poder Judiciário do Estado da Bahia quer adequar sua estrutura orgânica, sobretudo no âmbito funcional, visando o cumprimento satisfatório de sua missão constitucional de promover a pacificação social. É o que o deputado Álvaro preconiza no Iapaz.. Eu gostaria, deputado Álvaro, de que amanhã V.Exª comunicasse ao procurador-chefe, Dr. Lidivaldo Britto, que a Bancada de V.Exª não quis votar o aumento dos subsídios da promotoria. Eu quero pedir a V.Exª essa fineza, para que comunique, V.Exª que é tão ligado ao Judiciário, foi o relator da LOJ e que tem ligações afetivas e íntimas com o Judiciário, comunique ao nosso Dr. Lidivaldo que a Bancada do governo não quis votar hoje o aumento dos subsídios da promotoria pública, faça essa fineza para mim. O Sr. Paulo Azi:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. HERALDO ROCHA:- Com o aparte o deputado Paulo Azi. O Sr. Paulo Azi:- Deputado Heraldo, eu até peço vênia a V.Exª porque nesse particular o deputado Álvaro tem sido até um deputado que tem procurado apreciar e votar os projetos especificamente oriundos do Poder Judiciário, quero fazer aqui esse registro. Agora, deputado Heraldo, eu não consigo entender o porquê da má vontade desse governo com o Poder Judiciário. De repente, o Líder Waldenor criou uma antipatia e uma má vontade gratuita. O Sr. HERALDO ROCHA:- Será que foi o negócio da educação que nós ganhamos lá na Justiça? O Sr. Paulo Azi:- Deputado Heraldo, eu prefiro que os próprios desembargadores façam juízo. O que não se pode entender é que o Líder tenha um discurso de que quer votar, de que quer votar, e que o presidente da Assembleia tenha se comprometido com a votação, e é justo que se comprometa, até porque são Poderes harmônicos, e agora o Líder, de repente... O Sr. HERALDO ROCHA:- Não mais que de repente, como diz a música popular. O Sr. Paulo Azi:- (…) para surpresa de todos os parlamentares nesta Casa, demonstra uma má vontade sem tamanho. Vejam o constrangimento em que o nosso querido Líder Waldenor coloca o nosso presidente: o que será que o deputado Marcelo Nilo, esse grande presidente desta Casa, vai dizer amanhã à desembargadora Sílvia Zarif? O que será que o nosso presidente vai dizer ao procurador-chefe, Dr. Lidivaldo, porque nosso presidente tem uma qualidade, deputado Heraldo Rocha, ele não coloca os parlamentares em situações delicadas, então, ele vai tentar ver como vai fazer para não colocar o nosso Líder Waldenor numa situação delicada. Mas é incompreensível, deputado Waldenor! 95 O Sr. HERALDO ROCHA:- Eu faço uma pergunta a V.Exª, que é mais experiente do que eu: o orçamento do Judiciário é independente? O Sr. Paulo Azi:- Deputado Heraldo, um minutinho. Parece que o deputado Waldenor vai aquiescer ao nosso apelo. O deputado Waldenor vai aceitar votar? O Sr. Waldnor Pereira: V.Exª me permite um aparte? O Sr. Paulo Azi:-Deputado Heraldo, eu tenho a impressão de que, graças ao nosso bom Deus, o deputado Waldenor vai retirar essa má vontade repentina contra o Poder Judiciário e vai apreciar as matérias. Agradeço o aparte que V.Exª me concedeu. O Sr. Waldenor Pereira:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. HERALDO ROCHA:- Eu dou o aparte a V.Exª, claro, evidente, com maior prazer, às 10h40min. O Sr. Waldenor Pereira: Sr. Deputado Heraldo Rocha, é muito constrangedor o deputado Paulo Azi afirmar, categoricamente, para todos que nos assistem, inclusive na TV Assembleia, que eu tenha uma antipatia pelo Tribunal de Justiça. É realmente lamentável que um deputado da sua estirpe, da sua qualidade, da sua competência, queira me responsabilizar, na condição de Líder, por uma situação dessa natureza. Eu jamais seria deselegante com V.Exª como V.Exª tentou ser com a minha pessoa. O Tribunal de Justiça sabe do meu apreço ao Tribunal, ao Poder Judiciário, sabe do meu apreço aos desembargadores, mas V.Exª foi de uma deselegância sem tamanho dizendo aqui, até porque eu não tenho qualquer antipatia ao Poder Judiciário. Agora, não entendo o porquê de a Oposição, apesar das insistentes tentativas da nossa liderança, não ter aceitado num momento anterior apreciar este... O Sr. HERALDO ROCHA:- Deputado Waldenor, V.Exª, na semana passada... O Sr. Waldenor Pereira:- V.Exª me concede o aparte ou não? O Sr. HERALDO ROCHA:- (…) colocou as contas do governador aqui, na calada da noite, porque disse que estava na pauta. O presidente é testemunha. O Sr. Waldenor Pereira:- V.Exª está nervoso. Deixe eu concluir o meu aparte. O Sr. HERALDO ROCHA:- Eu gostaria para que eu possa me posicionar, porque V.Exª está fazendo um aparte ao deputado Paulo Azi. O Sr. Waldenor Pereira:- V.Exª aceitou. O Sr. HERALDO ROCHA:- Na semana passada, votaram as contas do governador aqui. O Sr. Waldenor Pereira:- V.Exª está inquieto. Deixe eu concluir o meu aparte. O Sr. HERALDO ROCHA:- Está bem. Desculpe-me. O Sr. Waldenor Pereira:- Procurei V.Exª várias vezes para um entendimento. O Sr. HERALDO ROCHA:- Sim, mas não houve acordo. O Sr. Waldenor Pereira:- V.Exª, inclusive, disse aqui publicamente que não quis nem conversa. O Sr. HERALDO ROCHA:- V.Exª me ofereceu uma quadra de esporte e uma ambulância. Se os deputados do governo aceitaram, é problema deles. O Sr. Waldenor Pereira:- Olha a deselegância... 96 O Sr. HERALDO ROCHA:- A nossa Bancada não aceitou! Presidente, a nossa Bancada não aceitou uma ambulância e uma quadra de esporte. O Sr. Waldenor Pereira:- Olha a deselegância de V.Exª. Não vou mais conversar com V.Exª. O Sr. HERALDO ROCHA:- A minha elegância é esta: não aceitamos uma quadra e uma ambulância. Eu disse a V.Exª que iria consultar a Bancada. Consultei a Bancada, a Bancada não aceitou. O Sr. Waldenor Pereira:- Olha a deselegância do senhor denunciando publicamente o que se conversou. Não é assim que se dialoga, não é assim que se busca o entendimento. Sinto muito, Sr. Presidente, Sr. Deputado Heraldo Rocha, que V.Exª não tenha aceitado, em momento anterior, a negociação que propusemos a V.Exª. Se quiser, amanhã nós sentaremos às 10:00h e estaremos à disposição de V.Exª. O Sr. HERALDO ROCHA:- Tudo bem, mas a quadra de esporte e a ambulância a minha Bancada não aceitou. O Sr. Waldenor Pereira:- É uma pena... O Sr. HERALDO ROCHA:- Pode ser que a Bancada de V.Exª tenha aceitado. O Sr. Waldenor Pereira:- É uma pena a deselegância de V.Exª. É uma pena. O Sr. HERALDO ROCHA:- Deselegância? Qual a deselegância que estou fazendo. Tenho um respeito por V.Exª incomensurável. Agora, há jogadas regimentais que V.Exª tem usado com muita clareza, e eu respeito isso. Na semana passada, estavam em pauta as contas do governador, que não haviam sido acordadas. Disse até a V.Exª que, se houvesse uma conversa, poderíamos votá-las na próxima semana. V.Exª disse não, porque tinha quórum. Acho que V.Exª agiu corretamente, agiu corretíssimo! Já fizemos isso aqui muitas vezes. Aí V.Exª colocou as contas para votar. Tudo bem. Aconteceu a mesma coisa hoje. Conversei com a Bancada e disse que ia sugerir requerimento de prorrogação desde quando os projetos estão na Ordem do Dia. Já comuniquei ao Tribunal de Justiça e à Promotoria Pública. Contei com os partidos coligados: o PR, na figura do deputado Sandro Régis; o deputado Joelson do PMDB, o Democratas, e votamos. Ainda não entendi. Perguntei há pouco ao doutor Lidivaldo Brito se havia algum problema de votar esse projeto da promotoria. Ele disse que não. Por que V.Exª não acordou? Não sei. Deve ser alguma orientação superior. Não perguntei, porque não ia acordá-la agora, mas o presidente amanhã pode conversar com ela. Se há o orçamento do Tribunal de Justiça, que é um poder independente, por que não mandou o projeto? Se mandou, não vai ter impacto econômico. Foi bom porque contratou Mauro Galvão e Ricardo Silva... (risos) Então, na verdade, é de autoridade da presidenta do Tribunal, e ela não iria pedir para votarmos subsídios aqui para os juízes que alterassem o orçamento do Tribunal. Se é de autoria do Ministério Público também que não alteraria, não entendi por que a Liderança do governo não quis votar, hoje, o projeto dos subsídios do Judiciário e do Ministério Público. Portanto, Srª Presidenta, deputada Eliana Boaventura, deputado Adolfo Menezes, não estou entendendo. Realmente, é um 97 impacto muito grande neste final de ano ter essa atitude. Vamos votar o projeto do Judiciário. Carlinhos já registrou que amanhã terei uma audiência com o Dr. Lidivaldo Britto e com a Drª Sílvia Zarife. Quero levar a cópia desse requerimento. Muito obrigado, Srª Presidente. (Não foi revisto pelo orador nem pelos aparteantes.) A Srª PRESIDENTA (Eliana Boaventura):- Com a palavra o nobre deputado Sandro Régis por até 20 minutos. O Sr. SANDRO RÉGIS:- Srª Presidente, Srs. Deputados, amigos da TV Assembleia, amigos presentes às Galerias Paulo Jackson, assessores de Rui Costa que estão aqui vigiando os parlamentares, fico triste ao ver esta Casa mais uma vez apenas chancelando os projetos do governo. Este Poder tem a possibilidade de discutir, de incrementar, de trazer... Srª Presidente, por favor, assegure a minha palavra. A Srª PRESIDENTA (Eliana Boaventura):- Srs. Deputados, o nobre deputado Sandro Régis está na tribuna e precisa falar sobre o projeto. O Sr. Júnior Magalhães:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. SANDRO RÉGIS:- Com o aparte o deputado Júnior Magalhães. O Sr. Júnior Magalhães:- Deputado Sandro Régis, agradeço o aparte. Quero dizer que, assim como o deputado Paulo Azi, fico a me perguntar qual o motivo de a Bancada do governo não colocar em votação os projetos oriundos do Poder Judiciário. Apelo neste momento, deputada Eliana Boaventura, ao Líder Waldenor e ao deputado Álvaro Gomes, relator do projeto que transforma a comarca de Entre Rios de entrância inicial em intermediária, para que o mesmo procedimento seja adotado em relação à comarca de Luís Eduardo Magalhães. Estivemos, acompanhados de uma comissão de mais de 30 advogados do Oeste da Bahia, com o presidente Marcelo Nilo. Procuramos também o deputado Álvaro Gomes, que é, repito, o relator desse projeto, e solicitamos a inclusão do município de Luís Eduardo Magalhães, que também é o pleito da deputada Antônia Pedrosa, como comarca intermediária. Destaquemos que é um município com muito desenvolvimento e importante para a Bahia, que tem crescido bastante, e a sua comarca já começou com mais de 15 mil processos. Então é uma cidade que atende todos os requisitos, deputado Sandro Régis, para ser transformado em entrância intermediária. Assim como a de Entre Rios, cidade tão querida do deputado Paulo Azi – que tanto defendeu esse projeto –, queremos também solicitar ao deputado Waldenor que a inclua nesse projeto para ser votado ainda esta noite. Tenho certeza... Deputado Waldenor, proponho a V.Exª e ao deputado Heraldo Rocha, Líder da Minoria, que votemos esse projeto ainda nesta noite, por acordo, colocando Luís Eduardo Magalhães e Entre Rios como comarcas intermediárias. Inclusive, o projeto é oriundo do Tribunal de Justiça, e a inclusão do município Luís Eduardo Magalhães 98 já foi acordada com a presidente do tribunal. Não cabe aqui, deputada Eliana Boaventura, deputado Sandro Régis, aos deputados, à Assembleia, fazer uma análise sobre a execução orçamentária do Tribunal de Justiça, que tem autonomia quanto a sua execução orçamentária. Vamos votar para transformar a comarca Luís Eduardo Magalhães de entrância inicial para entrância intermediária, e caberá ao Tribunal de Justiça, assim que houver a disponibilidade financeira, a implementação dessa comarca, da criação de novas Varas e de juizados especiais, em uma cidade que tanto merece e precisa. Quero apelar para o deputado Waldenor Pereira, para o deputado Álvaro Gomes, estivemos com V.Exª também na Comissão de Advogados do Oeste, V.Exª sabe que é um pleito justo, inclusive conta com a boa vontade de V.Exª, peço ao deputado Álvaro Gomes, que é um deputado aguerrido, um dos mais presentes aqui neste Plenário e, com certeza, goza do prestígio perante o Líder, é o momento, deputado Álvaro Gomes, de V.Exª demonstrar isso, por ser um deputado querido pelo deputado Waldenor Pereira, colocando esse projeto em votação, o qual irá beneficiar o município de Entre Rios, mas também irá beneficiar o município de Luís Eduardo Magalhães. Quero, neste momento, solicitar ao deputado Waldenor e ao deputado Heraldo Rocha que possa ser realizado. Inclusive, deputado Sandro Régis, em nome do Heraldo Rocha, quero propor o acordo, incluindo esse projeto na pauta, e vamos votar ainda esta noite, atendendo assim ao pleito da comunidade de Entre Rios, como também da comunidade de Luís Eduardo Magalhães. O Sr. Álvaro Gomes:- Um aparte, deputado. O Sr. SANDRO RÉGIS:- Incorporo suas palavras, deputado Júnior Magalhães. Dou um aparte agora ao deputado Álvaro Gomes. O Sr. Álvaro Gomes:- Deputado Júnior, na realidade, fui designado relator deste projeto e o analisei de forma muito criteriosa. Qual é a essência do projeto?O projeto prevê a mudança da comarca de Entre Rios para a entrância intermediária. Para que haja essa mudança, é preciso que preencha determinados critérios, que constam da Lei de Organização Judiciária, da qual fui o relator. Evidentemente, a transferência e a transformação da comarca de Entre Rios em entrância intermediária preenche todos os requisitos da Lei de Organização Judiciária. Houve uma reivindicação da comunidade de Luís Eduardo Magalhães, através de V.Exª, também no mesmo sentido. Eu tive o cuidado de analisar criteriosamente e observei que Luís Eduardo Magalhães também preenche todos os critérios da Lei de Organização Judiciária. Fui bastante criterioso ao analisar essa questão. Do meu ponto de vista, como relator, defendo com toda ênfase. Acho que é correto, tanto acho que é correto que no meu relatório incluí, atendi a essa solicitação da comunidade de Luís Eduardo Magalhães a partir de V.Exª. Uma outra solicitação também do deputado João Bonfim veio no sentido de solicitar a transferência da comarca de Candiba, que hoje pertence a Pindaí, para que 99 ficasse subordinada a Guanambi. Também achei mais do que justo, ao analisar os critérios, e acatei. Uma outra emenda solicitada por alguns parlamentares, que eu tinha feito de forma formal, era para aumentar o número de juízes de Juazeiro, tendo em vista que todas as cidades do mesmo porte tinham um número maior de juízes. A média de Jequié e Itabuna é de um juiz para cada 9 mil, 10 mil habitantes, e a média de Juazeiro era um juiz para cada 15 mil habitantes. Portanto, também fiz essa emenda de relator. Tive o cuidado de conversar com a presidente do tribunal de Justiça, Drª Sílvia Zarif, durante uma tarde inteira, discutindo essas 4 emendas. A presidente do tribunal concordou com todas as emendas. Portanto, é um relatório que já está pronto. Eu defendo, com muita ênfase, a aprovação. Evidentemente o Líder do governo precisa discutir, analisar e, naturalmente, o que ele solicita é apenas amadurecer e debater com mais cuidado para que talvez possamos votar na próxima semana, por acordo de Lideranças. Também sou testemunha do esforço do deputado Waldenor Pereira, que também busca uma solução, em discutir e amadurecer essa questão. Tenho certeza de que ele terá a sensibilidade para, junto com os setores envolvidos, debater e concordar com a aprovação deste projeto por acordo de Lideranças, por unanimidade, sem discussão nem obstrução, ou seja, sendo aprovado por consenso, porque com as emendas do relator a matéria atende a todo o Legislativo e só fortalece este Poder no Estado da Bahia. Então defendo com muita ênfase a sua aprovação. O Sr. SANDRO RÉGIS:- Incorporo as suas palavras. Com o aparte o deputado Paulo Azi e, depois, Júnior Magalhães. O Sr. Paulo Azi:- Deputado Sandro, vou procurar ser bastante comedido até para que o nosso querido Líder, deputado Waldenor, não encare o meu pronunciamento como algo ofensivo, muito menos deselegante, porque ele sabe que não é essa a maneira como eu trato os nossos pares aqui nesta Casa. Quando fiz as referências, as fiz não ao deputado Waldenor Pereira, mas ao Líder do governo. Não foi ao parlamentar, porque ele sabe do apreço e da estima que lhe tenho. Quero concordar com as palavras do deputado Júnior Magalhães e agora, mais uma vez, louvar o posicionamento do deputado Álvaro Gomes, que por ser o relator da matéria, nobre deputado Sandro, estudou devidamente este assunto. E todos nós desejamos que o projeto, efetivamente, venha a ser apreciado. Trata-se duma correção de injustiça que ocorreu quando da aprovação da Lei de Organização Judiciária. Realmente precisa ser corrigida. Por isso mesmo, a presidente do tribunal encaminhou a esta Casa este projeto de lei transformando o município de Entre Rios numa comarca intermediária. Aqui há diversos parlamentares com expressão naquela cidade; Estão presentes o deputado Luiz Argôlo e a deputada Maria Luiza Laudano, todos irmanados na aprovação deste projeto porque isso é algo que está sendo cobrado pela sociedade 100 local. Um município daquele porte está abarrotado de processos, e existe apenas um único juiz para dar conta de tamanha demanda. Tive a oportunidade igualmente de conversar com diversos interlocutores da cidade de Luís Eduardo Magalhães, que aqui estiveram acompanhados do deputado Júnior Magalhães, e me parece ser uma situação semelhante pelo porte que o município alcançou e pela projeção que tem naquela região Oeste. Então é salutar que também aquela comarca seja colocada como intermediária, propiciando que mais de um juiz possa vir a servir àquela população. Portanto, este é um pleito que suplanta, Srª Presidente e nobre deputado Sandro Régis, toda e qualquer discussão de ordem política. É algo que cabe perfeitamente dentro do orçamento do Poder Judiciário. São dois municípios, algo bastante pontual, e efetivamente não vejo qualquer razão para que este projeto não venha a ser apreciado e votado. Inclusive queria que fosse na data de hoje. E assim foi feita a proposta ao Líder do governo, deputado Waldenor Pereira. Portanto, estamos aqui muito esperançosos, deputado Sandro Régis, que não só esse projeto que está sendo discutido, neste momento, de interesse do Poder Judiciário, mas também outros que interessam àquela corte e já estão há um longo tempo sejam votados. Chamo a atenção, inclusive, para o projeto que trata da privatização dos cartórios, o qual, entendo, mereceria um tratamento mais condizente com a sua importância, mas, infelizmente... o deputado Javier acena positivamente, favoravelmente também à privatização dos cartórios. O Partido Comunista vem se modernizando, a cada dia, na sua forma de pensar a economia e a política, e louvo a maneira como vem, finalmente, se inserindo na sociedade atual, na economia de mercado, porque sabe que esse é o caminho do futuro e do bem-estar da nossa população. Portanto, deputado Sandro Régis, quero agradecer a V.Exª a concessão desse aparte e dizer que todos nós ainda aguardaremos, até a conclusão da votação desse projeto, um aceno positivo do Líder do governo para que possamos apreciar outras importantes matérias tanto do Poder Judiciário quanto do Ministério Público. O Sr. SANDRO RÉGIS:- Incorporo as suas palavras ao meu pronunciamento, deputado Paulo Azi. O Sr. Júnior Magalhães:- V.Exª me permite um aparte? O Sr. SANDRO RÉGIS:- Com a palavra o deputado Júnior Magalhães. O Sr. Júnior Magalhães:- Nobre deputado Sandro Régis, mais uma vez, agradeço a V.Exª o aparte, quero reafirmar as palavras do deputado Paulo Azi e, mais uma vez, apelar para o Líder do governo, deputado Waldenor Pereira, a fim de possa olhar esse projeto, que já conta até com um relatório já pronto, segundo informações do deputado Álvaro Gomes. Deputado Waldenor Pereira, solicito de V.Exª que olhe, realmente, para as comunidades de Entre Rios, Luís Eduardo Magalhães e Juazeiro, que terão o aumento do número de juízes. E não vejo justificativa, deputado Javier Alfaya – e o prefeito de Juazeiro é do PCdoB – para esse projeto não ser votado nesta noite, deputado Marcelo Nilo. Não consigo entender o motivo de ele não ser votado, 101 pois não cabe à Assembleia discutir a execução orçamentária do Tribunal de Justiça. Não entendo por que, há poucos dias, havia uma pressão, uma agonia para votar os projetos do Poder Judiciário, e agora tudo mudou! Já houve um requerimento do deputado Heraldo Rocha, que não foi atendido pelo Líder do governo, e agora vem esse projeto da criação de uma entrância intermediária para os municípios de Luís Eduardo Magalhães e Entre Rios, do aumento do número de juízes de Juazeiro, e a Bancada do governo não quer votá-lo! Não consigo entender, deputada Maria Luiza, V.Exª que é representante de Entre Rios, o motivo da má vontade com Entre Rios, Luís Eduardo Magalhães e Juazeiro. Deputado Javier Alfaya, V.Exª será cobrado por Juazeiro, bem como pelo prefeito do seu partido, por não estar brigando para que esse projeto seja posto em votação esta noite. Não dá para entender, porque, deputado Marcelo Nilo, que é presidente desta Casa, V.Exª ligou para a presidente do Tribunal de Justiça, e esta autorizou a inclusão de Luís Eduardo Magalhães. O deputado Álvaro Gomes esteve com a ela, que também reafirmou a sua posição. Assim, caberá ao Tribunal de Justiça instalar essas comarcas intermediárias no momento que achar oportuno e tiver disponibilidade financeira, pois, como já frisei, não cabe à Assembleia discutir a execução orçamentária do Tribunal. Fico me perguntando qual o motivo, hoje, de o Líder do governo, deputado Waldenor Pereira, não pôr esse projeto em votação. Não dá para entender, pois o projeto foi acordado com o Tribunal de Justiça, o relator, deputado Álvaro Gomes, já disse que o parecer está pronto, com o acatamento das emendas, e o Líder do governo não quer que seja colocado em votação. Eu não consigo entender, deputado Waldenor Pereira, a não inclusão. Deputado Marcelo Nilo, V.Exª recebeu uma comissão de advogados do Oeste da Bahia, quando foi colocado que o Município de Luís Eduardo Magalhães atende a todos os requisitos para passar para comarca intermediária. Inclusive, existe lá, deputada Eliana Boaventura, desde quando foi criada a Comarca de Luís Eduardo Magalhães, 15 mil processos. É um dos municípios mais prósperos da Bahia, crescente, pujante, importante, e não vejo o motivo dessa má vontade da Bancada do governo, especificamente do Líder do governo, para com esses municípios e para com o Tribunal de Justiça. Acho esse um projeto importante, e esta noite nós poderíamos dar um passo adiante. Deputado Sandro Régis, agradeço-lhe pela concessão do aparte. V.Exª, praticamente, ficou quase todo o tempo aí, na tribuna, mas é um assunto importante. Mais uma vez, apelo ao deputado Waldenor Pereira para que olhe com atenção e carinho o Município de Luís Eduardo. Pegunto-me, deputado Javier Alfaya: se houvesse, nesta noite, nesse projeto a inclusão do Município Vitória da Conquista será que o deputado Waldenor não teria um posicionamento diferente? Só porque é Juazeiro, e ele não é votado lá, Entre Rios e Luís Eduardo Magalhães? Deputado Sandro Régis, agradeço-lhe pelo aparte. 102 O Sr. SANDRO RÉGIS:- Para encerrar, Srª Presidenta, termino minhas palavras fazendo um apelo ao Líder do governo, deputado Waldenor: por favor acene para o bem para o Judiciário baiano. Muito obrigado. (Não foi revisto pelo orador nem pelos aparteantes.) A Srª PRESIDENTA (Eliana Boaventura):- Encerrada a discussão. Em votação o projeto de lei nº 18.076/2009, de procedência do Tribunal de Justiça, que altera o quadro funcional permanente instituído pela Lei Estadual nº 11.170, de 26 de agosto de 2008, extinguindo os cargos de motorista judiciário e de agente de segurança pública. O Sr. Júnior Magalhães:- Questão de ordem, Srª Presidenta. A Srª PRESIDENTA (Eliana Boaventura):- Questão de ordem do deputado Júnior Magalhães. O Sr. Júnior Magalhães:- Nobre presidenta, deputada Eliana Boaventura, quero dizer que, no mérito, deputado Marcelo Nilo, somos favoráveis a esse projeto oriundo do Tribunal de Justiça. Mas também fico a me perguntar qual o motivo de não votarmos outros projetos oriundos do Tribunal de Justiça, especificamente o que inclui os municípios de Luís Eduardo Magalhães e Entre Rios como comarcas intermediárias? Então, como uma forma de protesto, solicito uma verificação de quórum. Que V.Exª marque os 25 minutos para dar tempo de chamar os deputados do governo. Que durante esses 25 minutos, quem sabe, o deputado Waldenor Pereira possa refletir e ver que a melhor forma é a inclusão desse projeto, que já está com o relatório pronto. O deputado Álvaro Gomes, que é da Bancada de V.Exª, já disse que o projeto está com o relatório pronto. Qual o motivo, Sr. Presidente, de não se colocar esse projeto em votação? Esse projeto, nós vamos votar por acordo, e já tem todo o seu rito, o parecer do relator é favorável. A presidenta do Tribunal de Justiça já concordou. Ele atende aos municípios de Juazeiro, Luís Eduardo Magalhães, Entre Rios, a vários municípios. Eu acho que seria uma forma de a Assembleia Legislativa e todos nós, deputados, nesta noite, darmos um passo à frente se votarmos o projeto importante, que irá ter impacto direto na vida de milhares de pessoas, milhares de baianos. Solicito a V.Exª a verificação de quórum, e que o Líder do governo, e V.Exª também, ao longo desses 25 minutos, olhem com carinho e vejam que esses municípios todos têm representantes aqui, de vários partidos. Essa é uma questão que não tem cor partidária, não tem ideologia, apenas atende ao pleito de municípios importantes do nosso Estado. Precisa, realmente, ser corrigida essa distorção que foi colocada na Lei de Organização Judiciária. Então, peço uma de verificação de quórum de votação, que V.Exª marque os 25 minutos e faça a chamada nominal de todos os Srs. Deputados e Srªs Deputadas. O Sr. Waldenor Pereira:- Questão de ordem, Sr. Presidente. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- V.Exª será atendido. 103 O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Questão de ordem do deputado Waldenor Pereira. O Sr. Waldenor Pereira:- Sr. Presidente, a política é de fato a arte do imponderável. Nós estamos assistindo à dura contradição estabelecida pela Bancada da Oposição. De um lado reivindicando, firmemente, com veemência, a votação de projetos oriundos do Poder Judiciário. De outro lado, no momento da votação, solicitando uma verificação de quórum para apreciação e votação do projeto. Ora, no mínimo, Sr. Presidente, estabelece-se uma contradição. De fato, a Oposição quer votar o projeto do Poder Judiciário? Essa é a primeira pergunta. Nós queremos, o projeto se encontra em pauta, nós colocamos a nossa Bancada, aqui, hoje para apreciação do projeto. Eu tentei várias negociações preliminares. Quero confessar ao deputado Júnior Magalhães, em especial, que esses dois projetos a respeito da qualificação das comarcas, de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei de Organização Judiciária, poderiam, sim, ter sido tratados com antecedência. Na minha opinião particular, poderíamos ter chegado a um entendimento, até conversei com o deputado Álvaro Gomes. Todavia, nos é apresentado de última hora, sem nos permitir uma avaliação mais criteriosa a respeito dos projetos. Eu acho que é plenamente possível, numa próxima oportunidade, incluir esses projetos num processo de votação. Eu compreendo tratar-se de uma manobra da oposição na tentativa de responsabilizar a Bancada do governo pela não-apreciação. Isso faz parte do jogo político, eu compreendo perfeitamente. Nós estamos abertos à apreciação de todos esses projetos. Eu quero, inclusive, respeitosamente, dizer, quanto aos subsídios do Ministério Público e Tribunal de Justiça, que os colegas da Oposição não leram o projeto. Eu não vou entrar no mérito financeiro, mas o projeto traz no seu bojo uma disposição de tirar do Poder Legislativo o direito de apreciar reajuste salarial desses dois Poderes, autorizando automaticamente que a cada aumento do subsídios dos ministros eles tenham também esse aumento. Isso é o Poder Legislativo abdicar da apreciação de matéria dessa natureza. Então, os colegas não leram com atenção esses dois projetos e eu quero me posicionar, preliminarmente, a esse respeito. Estaremos discutindo a questão financeira, que também é um componente importante dentro desses dois projetos, até porque existem limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal para destinação de pagamento com pessoal, tanto para o Poder Executivo como para o Ministério Público, e também para o Tribunal de Justiça. E por isso, Sr. Presidente, eu queria recomendar a nossa Bancada que se faça presentes ao Plenário para que nós possamos recompor o quórum de votação, de 32 Srs. Parlamentares, porque é o nosso desejo. É o desejo da Bancada do governo de aprovar esse projeto oriundo do Poder Judiciário, tratando da extinção de cargos de motoristas. Era esta a minha questão de ordem. Muito obrigado. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- V.Exª também será atendido. 104 Srs. Deputados que estão no cafezinho, em outros recintos da Assembleia, nos gabinetes, no Salão Deputado Nestor Duarte, nas Galerias Paulo Jackson, na sala da Minoria ou da Maioria, do Bloco Independente, na Biblioteca, que venham para o Plenário. Quórum de votação. (O Sr. Presidente faz soar as campainhas.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Marquem-se os 25 minutos. Zere-se o painel. Srs. Deputados que queiram votar, marquem as suas presenças. Srs. Deputados que queiram votar o projeto do Judiciário, que leva o número 18.076/2009, que altera o quadro funcional permanente instituído pela Lei Estadual nº 11.170, de 26 de agosto de 2008, extinguindo os cargos de motorista judiciário e de agente de segurança judiciária, que marquem as presenças. Srs. Deputados que queiram votar o projeto do Judiciário, marquem as suas presenças. (Pausa) Pela ordem, nobre deputado Júnior Magalhães. O Sr. Júnior Magalhães:- Sr. Presidente, apelo mais uma vez ao deputado Waldenor Pereira para que seja colocado em votação. O deputado Álvaro Gomes já falou esta noite que o relatório esta pronto. É uma posição muito radical do Líder do governo. O deputado Álvaro Gomes, que é Vice-Líder dele, ficou desmoralizado. O relatório está pronto, deputada Neusa Cadore, qual o motivo de não colocar em votação? Deputado Javier Alfaya, deputado Álvaro Gomes... O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Já há quórum. Por favor, para concluir. O Sr. Júnior Magalhães:- Apelo a V.Exª também. O projeto já tem todo o apoio da Casa, todos os deputados concordam. Sinceramente, não vejo motivo para o deputado Waldenor Pereira ser tão radical. O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- O apelo de V.Exª está registrado nos corações desta Casa. Os Líderes Waldenor e Heraldo recomendam sim. A deputada Marizete, pelo PMDB, e o deputado Sandro Régis, Líder em exercício do PR, também recomendam sim. Enfim, todos os Líderes partidários recomendam sim. Em votação. Srs. Deputados, por favor, votem. (Pausa) Estão faltando votar os Srs. Deputados Aderbal Fulco Caldas, Ângelo Coronel, Arthur Maia, Antônia Pedrosa, Carlos Ubaldino, Clóvis Ferraz, Eliedson Ferreira, Elmar Nascimento, Euclides Fernandes, Fernando Torres, Ferreira Ottomar, Gaban, Gilberto Brito, Gildásio Penedo Filho, João Carlos Bacelar, Joélcio Martins, Zé Nunes, Leur Lomanto Júnior, Luciano Simões, Virgínia Hagge, Sérgio Passos, Pedro Alcântara e Misael Neto. Encerrarei a votação. Encerrada a votação. Resultado: aprovado com os seguintes votos: (sim) 35; (não) 0; (abstenção) 0. Aprovado em primeiro turno o projeto do Poder Judiciário que leva o número 18.076/09. Há um requerimento assinado por todos “Os Líderes Partidários, deputados Waldenor Pereira, Heraldo Rocha, Leur Lomanto Júnior e Pedro Alcântara, Líderes 105 dos Blocos de Maioria e Minoria bem como Líderes do Partido Republicando e do PMDB, com assento nesta Casa, vêm, na forma regimental, requerer a V.Exª a dispensa de todas as formalidades regimentais, para que seja apreciado de logo os projetos de resolução número 2.022/09 de autoria da Mesa Diretora que concede gratificação especial na forma que indica. (Publicado no Diário do Legislativo nº 20.146 de 03/12/2009) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Designo para relatar a matéria o deputado Adolfo Menezes. O Sr. ADOLFO MENEZES:- “PARECER das Comissões de Constituição e Justiça, Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho e Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, ao Projeto de Resolução nº 2.022/2009, de autoria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o qual “Concede Gratificação Especial, na forma que indica”. O projeto que ora passo a analisar, de autoria da Mesa Diretora desta Casa, objetiva a concessão da Gratificação Especial de Serviço – GES, aos ocupantes do cargo de Técnico de Nível Superior – Taquígrafo, do quadro permanente da Assembleia cujo ingresso ocorreu em decorrência da aprovação no concurso público realizado no ano de 2008. A medida, conforme registra a justificativa da proposição, “destina-se a corrigir distorções nos padrões remuneratórios dos servidores da Assembléia e evitar evasão desses servidores, com o conseqüente esvaziamento do quadro, como vem ocorrendo.” Ocorre que os níveis iniciais de remuneração dos servidores do quadro permanente são inferiores aos praticados em outras instituições que demandam a atuação desses profissionais, os quais, buscando a melhoria do seu padrão de vida, prestam outros concursos ou obtêm contratos mais vantajosos, em prejuízo dos trabalhos do Plenário desta Casa. Em razão disso, a Mesa Diretora traz à apreciação dos Senhores Parlamentares a presente proposta, com a criação da gratificação, em caráter especial, alcançando apenas esses profissionais, que terão assim mais um estímulo à prestação dos seus serviços à Assembléia. O projeto não recebeu emendas. Opino pela sua aprovação na forma originalmente proposta pela Mesa Diretora. É o parecer, s.m.j. Sala das Sessões, 09 de dezembro de 2009.” (Não foi revisto pelo orador.) O Sr. PRESIDENTE (Marcelo Nilo):- Em votação no âmbito das Comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento. Os Srs. Deputados que aprovam permaneçam como se encontram. Aprovado. Em votação o Projeto de Resolução nº 2.022/2009. Não há orador para discutir. Não há orador para encaminhar. Em votação. Os Sr. Deputados que o aprovam permaneçam como se encontram. (Pausa) Aprovado à unanimidade o projeto de 106 resolução da Mesa Diretora que concede gratificação especial na forma que indica. Convoco uma sessão um minuto após o encerramento desta para votar em segundo turno o projeto nº 18.076/2009 do Tribunal de Justiça. Como não há mais nenhuma matéria para esta sessão, declaro-a encerrada. Informamos que as Sessões Plenárias se encontram na internet no endereço http://www.al.ba.gov.br/sessoes.cfm. Acesse ao caminho Atividades Parlamentares Sessões Plenárias e leia-as na íntegra. 107